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ALGARVE INFORMATIVO 24 de fevereiro, 2018
A PAIXÃO DA VOLTA AO ALGARVE ACTORES EM LOULÉ | BOEING BOEING EM FARO | CBMR EM LONDRES 1 ALGARVEAO INFORMATIVO #145 CROSS DAS AMENDOEIRAS EM FLOR | SUL, SOL E SAL | NÃO PETRÓLEO
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CONTEÚDOS #145 24 DE FEVEREIRO, 2018 32
ARTIGOS
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8 - Smart Cities Tour 2018 16 - Algarve diz «Não» ao Petróleo 24 - CBMR em Londres 32 - Editora Sul, Sol e Sal 42 - Boeing Boeing 52 - Volta ao Algarve 64 - Cross das Amendoeiras 74 - Actores 96 - Atualidade 42
OPINIÃO 82 - Paulo Cunha 84 - Paulo Bernardo 86 - José Graça 88 - Adília César 90 - Tiago Guadalupe 92 - Nuno Silva 94 - Augusto Lima ALGARVE INFORMATIVO #145
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REPORTAGEM
«SMART CITIES TOUR 2018» DEU O «PONTAPÉ-DE-SAÍDA» EM ALBUFEIRA Texto:
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«Smart Cities Tour 2018» arrancou no dia 30 de janeiro, prolongando-se até 28 de março, num itinerário que passará por sete cidades onde decorrerão workshops sobre as temáticas «Cidade como Plataforma», «Mobilidade», «Resiliência», «Sustentabilidade Económica-Financeira», «Turismo», «Edificado» e «Inovação». A sessão inaugural teve lugar, em Albufeira, no dia 21 de fevereiro, dedicada à «Cidade como Plataforma», e contou com intervenções destinadas ao enquadramento do tema «A Cidade como Plataforma», «Portugal SmartCities Summit», «A Construção de Smart Cities» e «Inovação e Desenvolvimento de Negócio» - e um painel que abordou «Visões do Território», com «Algarve + Digital» «Smart City Lagoa», «Plataforma de Inteligência Urbana de Lisboa» e «OeirasEU». Antes do início dos trabalhos, Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, reconheceu estarmos na presença de um tema bastante atual e que merece uma profunda reflexão, mas também uma rápida passagem à ação. “Temos que andar na linha da frente para fazermos uma melhor gestão dos recursos do Município e, numa sociedade da informação, devemos servir-nos dos mecanismos que estão ao nosso dispor para tal. Em Albufeira estão uma série de projetos em curso, uns destinados aos albufeirenses, outros para os visitantes, e é também importante termos um bom conhecimento dos fundos disponíveis para estas áreas, porque estão em causa recursos financeiros significativos”, frisou o anfitrião da sessão.
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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve esteve representada pelo seu presidente, Francisco Serra, que lembrou que, no âmbito do Conselho de Inovação Regional deste organismo, foram colocados, há dois anos, alguns desafios no sentido da formalização e consolidação da Região Inteligente Algarve. “É algo que vem na linha das «Cidades Inteligentes», dos «Sítios Inteligentes» e dos «Resorts Inteligentes», mas é um conceito diferente que não requer que cada cidade tenha um projeto de «Smart City» para se poder avançar. É uma plataforma de dados abertos, disponível para todos os empresários e organismos públicos que tenham a possibilidade ou interesse em partilhar dados que possam ser usados para quem deles necessitar e, dessa maneira, termos uma região que aproveite melhor as informações que tem à sua disposição”, explicou. O presidente da CCDR Algarve esclareceu que este projeto não implica um forte investimento financeiro da parte de uma só entidade, mas sim um investimento efetuado por múltiplas entidades, à medida dos seus interesses e tempos. “A Região Inteligente Algarve será tão mais inteligente quanto maior for o investimento que cada um de nós puder fazer nesse sentido”, entende Francisco Serra, adiantando que, em termos de fundos comunitários, já foram apresentadas e aprovadas diversas candidaturas. “Não têm como objetivo primeiro concorrer para a Região Inteligente Algarve, mas sim satisfazer 10
António Almeida Henriques, Vice-Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, e Carlos Silva e Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Albufeira
outras necessidades que, posteriormente, são possíveis de aproveitar para este tipo de trabalho, nomeadamente a modernização administrativa em unidades de saúde, autarquias e universidades. Também abrimos um aviso referente a investigação em Turismo, que poderá colocar de pé uma ideia de «Destino Turístico Inteligente»”, referiu ainda Francisco Serra. A Fundação AIP é uma das parceiras da Associação Nacional de Municípios Portugueses no projeto das «Smart Cities», o que faz perfeito sentido para o seu presidente, Pedro Braga, no seguimento do evento que organizam há vários anos, a «Green Business Week». “Este temática estará presente no nosso quotidiano num 11
futuro cada vez mais próximo e não será indiferente a nenhum de nós. Encaramos estes projetos como autênticas start-ups, agarramos neles numa fase muito inicial quando percebemos que vão constituir um acervo de discussão bastante importante para o futuro, e tentamos promovê-los e catapultá-los para uma dimensão maior, para que sejam percebidos mais rapidamente por um conjunto de stakeholders indispensáveis à discussão destes assuntos”, sublinhou. Pedro Braga compreende que estes temas possam parecer algo abstratos para a população em geral, mas julga que as «Cidades Inteligentes» traduzem ALGARVE INFORMATIVO #145
Abel Aguiar, da Altice, Francisco Serra, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, e António Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu
a evolução e as novas dinâmicas trazidas pelas novas gerações. “Os jovens vão sendo, de forma crescente, um elemento disruptivo no modo como se perceciona a vivência nas cidades. A minha geração ambicionava chegar aos 18 anos e, se fosse possível, comprar um carro. Os jovens atuais não desejam nada disso, porque o sentimento de propriedade, hoje, não está tão enraizado como no passado. Eles querem usar as coisas, mas não é imperativo que sejam os donos delas”, observou o presidente da Fundação AIP. “Isto vai criar novas realidades em termos de mobilidade e, no que toca à consciência ambiental e à sustentabilidade, também são muito mais exigentes do que as gerações anteriores. Há um sem fim de novas oportunidades ALGARVE INFORMATIVO #145
que serão abordadas na grande cimeira que se seguirá a este road-show, o «Portugal Smart Cities Summit», que terá lugar, de 11 a 13 de abril, no Centro de Congressos de Lisboa”. A Altice Portugal é o parceiro tecnológico do «Smart Cities Tour 2018» e Abel Aguiar revelou que mais de 60 por cento da população portuguesa reside em cidades ou espaços urbanos, quando, há 40 anos, esse valor era inferior a 30 por cento. “É uma tendência global e estima-se que, dentro em breve, mais de 75 por cento da população vá viver em cidades, o que traz uma responsabilidade acrescida. Em 2050 prevê-se que 80 por cento dos gases de estufa saiam já de 12
espaços urbanos, pelo que o aproveitamento dos recursos e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos é particularmente caro para a Altice”, afirmou. Abel Aguiar reforçou que a tecnologia é uma componente intrínseca das cidades inteligentes e chamou a atenção para o facto das cidades serem o organismo vivo mais resiliente que existe em Portugal. “Os seres humanos têm uma esperança média de vida de 80 anos, as empresas 40 anos, as cidades persistem mais de mil anos e este trabalho das «Smart Cities» junta municípios, regiões, empresas locais e internacionais, muitos parceiros à volta deste desígnio. A tecnologia, não sendo um garante de uma evolução para uma rede inteligente, é uma parte integrante desse percurso e é bastante crítico para a eficiência e eficácia que haja um plano claro dos municípios do caminho correto para uma «Cidade Inteligente»”, apontou.
UM PAÍS 70/30 O «Smart Cities Tour 2018» é coordenado por Miguel de Castro Neto, que prontamente salientou que, mais do que «Cidades Inteligentes», se pretende ter «Territórios Inteligentes» e as tecnologias de informação e comunicação são uma via crucial para se dar esse salto. “Ao longo das próximas semanas vamos visitar as sete regiões de Portugal e ver que experiências estão a despontar concretamente em cada território, para os apresentar no «Portugal Smart Cities Summit». A «Cidade como Plataforma» é o chapéu enquadrador do que pode ser a construção da inteligência urbana das nossas cidades e uma cidade tem que ser 13
ANTÓNIO ALMEIDA HENRIQUES: “HOJE, AS PESSOAS JÁ NÃO FALAM DE ESTRADAS, DE SANEAMENTO OU DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, MAS DE ACESSIBILIDADE DIGITAL, DE INTERNET E REDE DE TELEMÓVEL. NÃO SE PODEM FIXAR PESSOAS SE NÃO TIVERMOS UMA BOA AUTOESTRADA NO DOMÍNIO DAS COMUNICAÇÕES”. construída por todos e para todos”, defendeu o investigador da Information Management School da Universidade Nova de Lisboa. A sessão de abertura foi concluída com a intervenção de António Almeida Henriques, Vice-Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses e Presidente da Câmara Municipal de Viseu, que começou por reconhecer que um dos grandes desafios dos autarcas no século XXI é como fixar pessoas nos concelhos que gerem. “Em Portugal, 70 por cento dos habitantes estão fixados em 30 por cento do território e isso é um problema ALGARVE INFORMATIVO #145
Pedro Braga, Presidente da Federação AIP e Miguel de Castro Neto, Coordenador da Smart Cities Sour 2018
gravíssimo que não se resolve construindo mais estradas, edifícios, saneamento e água. Isso já fizemos nos últimos 40 anos, na primeira fase do ciclo de desenvolvimento do país no pós-25 abril. Depois, criámos as escolas, os pavilhões gimnodesportivos, as piscinas e bibliotecas. Chegámos ao final destas duas fases e acordamos na triste realidade de estarmos num país 70/30”, evidenciou o autarca. António Almeida Henriques recordou que Viseu é apontada frequentemente como «um tampão ao despovoamento», por ser uma das poucas cidades que cresceu 30 mil pessoas nos últimos 30 anos, “pela sua capacidade de atração, mas também por infelicidade dos territórios em redor, porque as populações vão à procura de ALGARVE INFORMATIVO #145
um núcleo urbano que lhes dê saúde, educação, acesso à cultura”. Inverter este cenário é fundamental mas, quando chegou à Câmara Municipal de Viseu, há quatro anos, rapidamente constatou que a cidade não tinha um Porto ou Ferrovia e que as acessibilidades a sul eram fracas. “A solução foi apostar nos clusters das Tecnologias de Informação, da Saúde – onde já havia boas competências fixadas – e do Ambiente. Hoje, as pessoas já não falam de estradas, de saneamento ou de abastecimento de água, mas de acessibilidade digital, de internet e rede de telemóvel. Não se podem fixar pessoas se não tivermos uma boa autoestrada no domínio das comunicações”, garantiu .
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REPORTAGEM
Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, local onde se realizou o encontro entre autarcas, empresários e ambientalistas
AUTARCAS, EMPRESÁRIOS E AMBIENTALISTAS JUNTARAM-SE EM LOULÉ PARA DIZER «NÃO» À PROSPEÇÃO DE PETRÓLEO EM PORTUGAL Texto:
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s autarcas do Algarve e também de alguns municípios do Alentejo, a Região de Turismo do Algarve, diversas associações empresariais e dirigentes de associações e movimentos da sociedade ALGARVE INFORMATIVO #145
civil que sempre se manifestaram contra a prospeção de petróleo em Portugal, como a PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo, Almargem, Climáximo, The Climate Reality Project em Portugal, ZERO, Futuro Limpo, Baixo Guadiana Renovável, Tavira em Transição, 16
Preservar Aljezur, MALP – Movimento Algarve Livre de Petróleo, ASMAA, Associação A ROCHA, Quercus Algarve e outros participaram numa reunião na Câmara Municipal de Loulé, no dia 22 de fevereiro, dali resultando um manifesto contra a prospeção de petróleo ao largo da costa de Aljezur. A posição conjunta surgiu na sequência da decisão do Secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, em prolongar, no dia 8 de janeiro, o contrato de pesquisa de petróleo do consórcio ENI/Galp nas concessões «Lavagante», «Santola» e «Gamba», no Oceano Atlântico, até final do corrente ano, o que inclui a realização de um furo de prospeção a cerca de 40 quilómetros a Oeste de Aljezur que o consórcio ENI/GALP anuncia para o próximo mês de maio. Em conferência de imprensa, Francisco Ferreira, da Associação Zero, começou por
dizer que o grupo de responsáveis autárquicos e dirigentes associativos e empresariais ali reunidos não aceita, por razões políticas e legais, que a anunciada prospeção avance, ainda mais porque a consulta aos municípios da linha costeira associada ao local de prospeção em offshore, em cumprimento da Lei Nº 82/2017, de 18 de agosto, se traduziu numa recusa unânime e clara da realização do furo ao largo de Aljezur. “É da mais elementar justiça, e em cumprimento do espírito da lei, que o poder político respeite a decisão das autarquias. Aliás, aquando da consulta pública da atribuição do respetivo TUPEM (Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo), o Estado desprezou a opinião dos mais de 40 mil cidadãos que se pronunciaram contra a sua atribuição, numa manifestação clara de repúdio desta atividade na
Francisco Ferreira, da Associação Zero 17
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Rosa Neves, da PALP, rodeada de autarcas e várias personalidades e dirigentes associativos e empresariais
costa portuguesa. Muito mal fica o Governo e a democracia se, sucessivamente, faz exatamente o contrário do que as consultas públicas revelam”, afirmou Francisco Ferreira, acrescentando que, num estado de direito que prima por processos democráticos, não existem condições políticas para suportar o furo ao largo de Aljezur. Ainda de acordo com Francisco Ferreira, a Lei Nº 37/2017, de 2 de junho, impõe a realização de uma avaliação de impacte ambiental para a pesquisa de hidrocarbonetos, considerando que não pode ser dada permissão administrativa para a passagem a fases subsequentes de atividade previstas no Decreto-Lei N.º 109/94, de 26 de abril, no âmbito de contratos já celebrados ou de licenças atribuídas, sem que sejam cumpridas as ALGARVE INFORMATIVO #145
obrigações previstas na presente lei e no regime jurídico da avaliação de impacte ambiental (AIA), sem prejuízo do cumprimento das demais obrigações legais ou contratualmente estabelecidas. “Assim, consideramos uma exigência legal a realização da AIA das atividades associadas ao furo de prospeção previsto para cerca de 40 quilómetros a Oeste de Aljezur. A AIA veicula segurança e transparência, devida à tecnicidade que implica e à publicidade que pressupõe, e, no estádio de discussão do problema da exploração de petróleo em Portugal, é da máxima conveniência política proporcionar este instrumento. Os prazos de realização da AIA, incluindo a necessária discussão pública, não são compatíveis com a realização do furo nos próximos meses, como já anunciado pelo consórcio”, 18
frisou o dirigente da Associação Zero. O grupo lembrou ainda que se encontra em curso no respetivo tribunal a avaliação de uma providência cautelar interposta pela PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo, devendo aguardar-se pelo seu desfecho. Francisco Ferreira reiterou que a decisão do Secretário de Estado da Energia foi “absolutamente lamentável e incompreensível, porque desperdiçou uma oportunidade única de cancelar, de uma vez por todas, uma opção errada e danosa para o País”. E as razões apontadas por Rosa Neves, da PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo dirigente, são bem claras: “A atividade de prospeção ao largo de Aljezur e a respetiva futura exploração de hidrocarboneto implicariam riscos objetivos para toda a faixa costeira, comprometendo a riqueza ambiental e
ecológica, nomeadamente os stocks de peixe, o que alteraria o paradigma de desenvolvimento da região, colocando em causa várias atividades, como o turismo e a pesca, entre outras. Para além disso, comprometeriam irremediavelmente a imagem de excelência que a atividade do turismo detém na região e que tão importante tem sido para a recuperação económica de Portugal”. Perante uma sala repleta de órgãos de comunicação social, Rosa Neves salientou igualmente que os contratos de exploração de petróleo e gás, que se seguiriam à atividade de prospeção, não são um bom negócio para Portugal, “não só porque os lucros da exploração pertenceriam integralmente às empresas petrolíferas envolvidas e expatriados – uma vez que o capital
Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve 19
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Vítor Neto, presidente do NERA
envolvido é maioritariamente estrangeiro – como as receitas previstas para Portugal são insignificantes”. “Acresce ainda que, caso ocorresse um acidente ambiental grave (um cenário extremo que não pode ser descartado), a economia nacional, incluindo sectores público e privado, teria de suportar custos avultados e perdas de receita no turismo, na pesca e noutras atividades. Além do mais, estamos a perder um tempo precioso para captar investimento para o sector das energias renováveis, rentável e criador de emprego e no qual Portugal já tem antecedentes internacionalmente reconhecidos”, apontou.
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A dirigente da PALP manifestou igualmente que a decisão anunciada pelo Primeiro-Ministro António Costa, em 2016, na Conferência do Clima em Marraquexe, de fazer evoluir a economia portuguesa para uma economia sem emissões de dióxido de carbono até 2050, e o subsequente trabalho de preparação do Roteiro para a Neutralidade carbónica da Economia Portuguesa até 2050 que está de momento a ser desenvolvido, com financiamento do Ministério do Ambiente, vai em sentido completamente oposto ao que a decisão do Secretário de Estado da Energia 20
pressupõe. “O governo português não pode, ao mesmo tempo, trabalhar para uma economia sem emissões e dar luz verde a atividades que são as responsáveis pelo agravamento do efeito de estufa, não respeitando os Acordos Internacionais que ratificou. Não existe, por isso, coerência política na decisão do Secretário de Estado da Energia, que desmente e contraria as afirmações e as decisões do Primeiro-Ministro. Por isso, as autarquias, associações empresariais, Região de Turismo do Algarve, associações e movimentos da sociedade civil aqui reunidos, para além de considerarem que a decisão tomada pelo Secretário de Estado da Energia é inaceitável e gravosa, vêm exigir o cancelamento imediato da autorização dada à realização do furo ao largo de Aljezur”.
UM NEGÓCIO DANOSO PARA PORTUGAL, PARA O ALGARVE E PARA O FUTURO DE TODOS Numa região marcadamente turística como é o Algarve, Desidério Silva alerta que toda esta situação pode colocar em causa a evolução bastante positiva que se tem assistido nos últimos anos, com sucessivas subidas do número de visitantes e do volume de negócios. “Os resultados alcançados em 2017 são um contributo importante para começarmos a ter uma região sustentável 12 meses por ano e não apenas durante quatro ou cinco meses. Estamos aqui a falar em energias fósseis, e não renováveis ou limpas, e este é um manifesto de defesa do Algarve e de Portugal”, afirmou o presidente da Região de Turismo do Algarve, antes de passar a palavra a Vítor Neto, presidente do NERA e 21
que falava em nome das várias associações empresariais que assinaram este documento. “Os empresários tiveram, desde o primeiro dia, uma posição firme ao lado das populações e dos autarcas nesta batalha política e temos que continuar a reafirmar a nossa força e a nossa indisponibilidade para hesitar sobre esta matéria. O Algarve precisa de tranquilidade, de ambiente, de atividade económica, de turismo, de emprego, de empresas saudáveis, e é fundamental que projetos deste tipo não vão para a frente”, salientou o antigo Secretário de Estado do Turismo. Luísa Schmidt, da Associação Futuro Limpo, voltou a enfatizar que a extração de hidrocarbonetos é danosa para o futuro do planeta. “Sabemos que as coisas não mudam de um dia para o outro, mas as necessidades atuais são supridas pelas extrações que já existem em vários locais do mundo. Nem sequer há qualquer interesse nacional em assegurar esta «extraçãozinha particular», porque as empresas são internacionais, o produto seguirá imediatamente para o mercado global e os contratos não significam praticamente qualquer receita para Portugal”, esclareceu. “Não há qualquer país que produza petróleo como produz Vinho do Porto ou Pastéis de Nata. O petróleo não é um produto de Denominação de Origem Controlada. Para além disso, os danos e riscos de poluição podem-nos rebentar nas mãos, não queiramos imaginar os efeitos de um acidente resultante da extração de petróleo”, avisou.
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José Manuel Amarelinho, presidente da Câmara Municipal de Aljezur
E porque o furo que está previsto avançar em breve está situado ao largo da costa vicentina, não podia faltar a intervenção de José Manuel Amarelinho, presidente da Câmara Municipal de Aljezur, que não aceita a decisão do Secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, em prolongar o contrato de pesquisa de petróleo do consórcio ENI/Galp nas concessões «Lavagante», «Santola» e «Gamba». “O governo tinha todos os instrumentos legais e competentes para ter resolvido já esta questão, mas continua a não respeitar os acordos internacionais por ele assinados e com valor jurídico. O governo persiste em afrontar os municípios e as populações e não podemos deixar isso passar em claro”, disparou o autarca. “Este movimento é cada vez mais forte, está cada vez mais coeso e trabalha cada vez mais em ALGARVE INFORMATIVO #145
uníssono. A partir deste momento, o Governo e o Primeiro-Ministro têm obrigação moral, ética, política e legal para parar este furo ao largo de Aljezur. Não é isto que as populações querem, não foi para isto que fomos consultados e o parecer que demos estava muito bem fundamentado do ponto de vista científico, técnico e jurídico”. Após a conferência de imprensa, o texto iria ser enviado formalmente ao Presidente da República, ao PrimeiroMinistro e aos Ministro do Ambiente e da Economia. Para além disso, o conjunto de autarcas, associações ambientalistas e empresariais e demais movimentos iriam pedir, no próprio dia, uma audiência ao Primeiro-Ministro António Costa com carácter de urgência.
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ENTREVISTA
«FACEBOOK COMMUNITIES SUMMIT» ABRIU AINDA MAIS AS PORTAS DO MUNDO AO CBMR A cidade de Londres, em Inglaterra, foi palco, nos dias 8 e 9 de fevereiro, do «Facebook Communities Summit», um encontro de especialistas de todo o mundo em redes sociais para lhes fornecer melhores ferramentas e para proporcionar uma rica e frutuosa troca de experiências. De Portugal estiveram apenas presentes dois convidados, sendo um deles o CBMR - Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve. Texto: ALGARVE INFORMATIVO #145
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CBMR – Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve foi um dos selecionados, de entre centenas de candidatos europeus, para participar no «Facebook Communities Summit», que teve lugar nos dias 8 e 9 de fevereiro, em Londres, devido à sua página de Facebook e ao seu projeto de comunicação de ciência. O evento reuniu alguns dos principais especialistas mundiais a trabalhar em redes sociais e tinha como objetivo munir os selecionados, nomeadamente gestores de redes sociais e administradores de páginas, de competências que lhes permitam melhorar as suas estratégias de envolvimento com o público e o seu poder de comunicação através da rede.
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Por entre o grupo de convidados para esta segunda edição do «Facebook Communities Summit» encontrava-se, então, o CBMR, um dos dois representantes portugueses, e Isa Mestre ainda não teve um minuto de descanso desde o regresso da capital britânica. “Tudo começou de forma casual, em novembro do ano passado. Achei a iniciativa bastante interessante mas, quando verifiquei que o evento era reservado a convidados, pensei logo que não teríamos hipóteses de ser selecionados de entre tanta gente. Apesar disso, decidi submeter o projeto do CBMR e, ao fim de um mês e meio, fui contatada pelo Facebook para uma entrevista”, conta a Gestora de Comunicação do Centro de Investigação 26
pouco mais de mil e 700. O que interessou mais foi a forma como as pessoas estão envolvidas naquilo que o Centro está a projetar e tentaram dar-nos estratégias e ferramentas para conseguimos alcançar melhor os nossos objetivos”, indica Isa Mestre.
em Biomedicina da Universidade do Algarve. Na entrevista foi novamente enfatizado que o evento era à escala global, que estavam a «chover» candidaturas de todo o velho continente, portanto, não havia que ficar com expetativas muito elevadas. Contudo, no final de dezembro de 2017, chega a informação de que o CBMR tinha mesmo sido selecionado. “O evento foi feito a pensar em grupos, páginas ou comunidades que, para além da sua visibilidade online, tivessem um impacto na sociedade e na vida das pessoas. Foram selecionados os melhores exemplos da Europa e a dimensão dos grupos ou das comunidades nem pesou muito. Havia páginas com 200 mil gostos, a nossa tem 27
O mediatismo do evento veio demonstrar, mais uma vez, a importância de uma empresa, entidade, instituição, ter uma presença ativa na rede social mais famoso do mundo e Isa Mestre é rápida a concordar com essa ideia. “O Facebook trouxe-nos algumas coisas negativas, mas também muitas positivas, sendo uma excelente ferramenta de trabalho. E este evento deu-nos uma possibilidade inédita de chegarmos a pessoas que, de outra forma, seria quase impossível”, garante, avançando com um exemplo concreto. “Fomos contatados na semana passada por diversas pessoas que querem contribuir para a nossa investigação através de amostras, uma coisa relativamente simples, mas a verdade é que, antes do Summit, não tinham conhecimento daquilo que fazíamos”, relata. Estar no Facebook não basta, contudo, há que estar da forma mais acertada, selecionar bem os conteúdos a partilhar e os timings, de modo que Isa Mestre entende que ser gestora de uma rede social é um trabalho a tempo inteiro. ALGARVE INFORMATIVO #145
“Não são apenas as oito horas diárias que passamos no local de trabalho, porque passamos as 24 horas do dia a pensar no que pode ter pertinência para o público e no modo como podemos transmitir a informação. No nosso caso esta preocupação é ainda maior porque lidamos com dados que têm um forte impacto na vida das pessoas”, reflete a entrevistada. “A minha profissão é das únicas em que estar no Facebook não constitui um problema, a rede social é uma das nossas ferramentas de trabalho, mas não é suficiente colocar uns posts. O nosso objetivo também não é ter uma página ou uma comunidade de especialistas na matéria, antes pelo contrário, queremos chegar a quem pouco ou nada ouviu falar de biomedicina e mostrar-lhes o que estamos a fazer”, acrescenta.
O FLAGELO DAS De facto, uma das dificuldades normalmente sentidas pela generalidade dos investigadores, e dos centros de investigação, é passar para a sociedade, para o cidadão anónimo, o conhecimento que está a ser produzido nos laboratórios, dentro dos muros das universidades. “Queremos superar essa barreira e o uso do Facebook e da nossa plataforma online - http://scienceplatformpt.cbmr.ualg.pt/ permite-nos dialogar mais eficazmente com a comunidade envolvente. No Summit conheci grupos verdadeiramente fortes em termos sociais. Um casal, por exemplo, tem um grupo específico para pais com filhos portadores de doenças raras, onde aquelas pessoas sentem um apoio que, se calhar, o mundo exterior
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não lhes consegue dar. Por vezes só pensamos no lado negativo das redes sociais, mas há tanta coisa boa também e que nem sempre chega ao conhecimento do público”, sublinha Isa Mestre. Um dos aspetos mais negativos do Facebook tem sido, nos últimos anos, o fenómeno das fake news, as notícias 28
falsas, um tema que preocupa bastante a equipa liderada por Mark Zuckerberg, daí a importância da existência destes grupos ou comunidades temáticas. “Ficamos com a certeza de que a informação que ali é partilhada é legitimada porque passou por uma série de filtros, desde os investigadores aos gestores da rede. O Facebook deu-nos uma máscara, para o melhor e para o pior, e as notícias falsas 29
são um dos grandes problemas que enfrentamos, por ser bastante difícil distinguir o que é verdade ou mentira”, lamenta Isa Mestre. “Foi precisamente abordado no Summit por um dos principais responsáveis do Facebook o modo como a empresa vai tentar combater esse problema, até pela responsabilidade social que tem”.
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Muitas foram as aprendizagens recolhidas durante dois dias com pessoas que lidam diretamente com a construção do Facebook no dia-a-dia e, para satisfação da Gestora de Comunicação do CBMR, elas mostravam-se realmente interessadas no trabalho desenvolvido pelos vários participantes, bem como nas dificuldades que sentem nas suas tarefas. “O facto de estarem apenas dois grupos de Portugal e um sermos nós acaba por refletir a importância do que fazemos. Tentamos ser o mais honestos possíveis com o nosso público e com as pessoas que nos seguem e ficámos imensamente contentes por termos sido escolhidos, porque ajuda a dar mais prestígio ao Centro e à própria Universidade do Algarve”, afirma a entrevistada, lembrando que a agenda foi muito intensa. “Estava tudo programado ao minuto desde o momento em que nos
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foram buscar ao aeroporto até que nos levaram de regresso ao aeroporto. Foi uma série de workshops e formações, sempre com o foco na ideia de conhecermos outras pessoas e de estabelecermos ligações”. Terminado o «Facebook Communities Summit», a rede social pretende criar uma página particular onde vão desenvolver ferramentas especificamente de acordo com as necessidades dos participantes, mas o CBMR quer aproveitar a oportunidade para alargar igualmente a sua rede de parcerias, inclusive ao nível de intercâmbio de investigadores e de partilha de conteúdos para as plataformas digitais. “O Summit funciona, para nós, como um trampolim para outros voos e aprendizagens”, confirma Isa Mestre .
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ENTREVISTA
«SUL, SOL E SAL» QUER COMBATER A ACULTURAÇÃO DO ALGARVE E DOS ALGARVIOS A editora «Sul, Sol e Sal» lançou, no dia 10 de fevereiro, em Pechão, o livro «Vítimas da Ditadura no Algarve: Três casos, três histórias subtraídas ao esquecimento», da autoria de Idalécio Soares. A obra aborda a ditadura que vigorou em Portugal entre 1926 e 1974 e a polícia política que a serviu durante quase 48 anos e é mais um exemplo da aposta da chancela de Manuel Brito em melhor dar a conhecer a história e a cultura da região, mais preocupada no papel cívico que uma editora deve desempenhar do que propriamente no retorno financeiro de curto prazo. Texto:
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om a vida dividida entre Olhão, cidade onde nasceu e cresceu, e Lisboa, onde desempenha, há algumas décadas, a sua atividade profissional de Revisor Oficial de Contas, Manuel Brito esteve de novo no Algarve, no fim-desemana de Carnaval, para o lançamento de mais uma obra da editora «Sul, Sol e Sal», desta feita «Vítimas da Ditadura no Algarve: Três casos, três histórias subtraídas ao esquecimento», da autoria de Idalécio Soares. O livro segue a matriz que vem norteando os dois anos e meio de existência da editora, ou seja, não foi lançado a pensar nas vendas, mas em contribuir para um melhor conhecimento da história da região e dos seus habitantes. “O nosso objetivo passa por termos uma participação cívica ativa, como uma forma de retribuir ao Algarve tudo aquilo que ele me deu desde o meu nascimento até aos meus 18/20 anos. Mas o «Sul» que surge na designação da editora é um «Sul» de Europa – não apenas de Portugal – e que inclui o Mar Mediterrâneo onde nasceu a civilização ocidental. A nossa intenção é «vender» os valores do Sul, a nossa forma de estar, tolerância e valores humanistas, em contraposição com o norte da Europa, que é muito mais frio e impessoal”, explica Manuel Brito. Com a certeza de que a divulgação da cultura e do conhecimento contribui para um maior desenvolvimento do homem e da sociedade, a «Sul, Sol e Sal» pretende, igualmente, ser uma defesa contra os perigos da aculturação num mundo cada vez mais globalizado e numa região marcadamente turística. “Se nós, algarvios, não conhecermos a nossa cultura e os nossos valores, estamos à
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mercê de qualquer intervenção exterior. Para além dos turistas que nos visitam, há uma série de residentes permanentes de outras nacionalidades, e temos a obrigação de, por um lado, não aculturarmos as coisas que não nos interessem e, por outro lado, mostrarlhes os nossos valores e cultura”, enfatiza o entrevistado, não se cansando de bater nas teclas «Valores» e «Cultura».
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Da teoria à prática, esta missão é concretizada através das escolhas realizadas pelo editor e a sua equipa de colaboradores, com uma seleção criteriosa de livros que demonstrem que o Algarve não é somente «sol e praia», mas também património, cultura e valores de cariz mediterrâneo. “Há muitas pessoas com um conhecimento bastante frágil da região e que só se lembram que ela existe quando se aproxima o período de férias”, 35
reconhece Manuel Brito, adiantando que a «Sul, Sol e Sal» apenas edita obras de algarvios ou sobre o Algarve. Quanto às áreas temáticas privilegiadas, são, de facto, a história, a arquitetura, o urbanismo e a cultura, «fugindo», de certa forma, à ficção e à poesia. “Na ficção e poesia há outras editoras ativas no Algarve. No que toca ao romance, não tem propriamente um cariz regional, é essencialmente nacional ou internacional, portanto, é pouco ALGARVE INFORMATIVO #145
provável encontrar uma obra que traduza os valores que queremos transmitir”, acrescenta o empresário. Com cada vez mais livros publicados por dia, mas cada vez menos livros comprados pelo consumidor final, a «Sul, Sol e Sal» insere-se, com estas balizas, num diminuto nicho de mercado, o que reduz as perspetivas de elevados lucros, mas tal não inquieta Manuel Brito. “Como em qualquer negócio, tentamos que a empresa seja viável e sustentável, mas o nosso objetivo principal não é o lucro. Aliás, do que conheço da área editorial em Portugal, não é uma atividade extremamente rentável e muitas editoras vivem com grandes dificuldades e da carolice dos seus proprietários”, sublinha o olhanense.
A VONTADE DE SER A EDITORA DO ALGARVE A missão está perfeitamente definida, as áreas temáticas idem-aspas, resta então escolher os autores e as obras a publicar, num processo interativo em que a «Sul, Sol e Sal» faz a sua pesquisa, mas em que também são os próprios escritores ou investigadores a iniciar o contato. Manuel Brito destaca, igualmente, algumas personalidades que têm dado dicas preciosas, casos de Eduardo Horta Correia, Roberto Magalhães, João Guerreiro, Vítor Neto, Guilherme d’Oliveira Martins, Paulo Neves, Fernando Villa-Nova e outros. E fica ainda uma certeza da conversa, ninguém paga para editar pela «Sul, Sol e Sal», como acontece em algumas chancelas em que os autores assumem o custo financeiro de colocar os seus livros no mercado.
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“Editamos quem queremos, suportamos todas as despesas e só saem obras que cumpram com o papel do reforço da consciencialização e da identidade algarvias. Queremos que os algarvios se conheçam melhor para que, neste mundo globalizado, consigamos resistir melhor à aculturação. Para tal, privilegiamos os temas da história, património, urbanismo e arquitetura, mas também os assuntos económico-sociais, a agricultura, pesca e indústria, numa ótica mais antropológica”, reforça Manuel Brito, não esquecendo a sustentabilidade e o ambiente, questões que estão na ordem do dia. Defender o Algarve e o Sul, a identidade regional, os valores do Algarve e do Mediterrâneo, tem justificado as opções estratégicas da «Sul, Sol e Sal» e, verdade seja dita, o mercado e a região têm reagido positivamente, com Manuel Brito a realçar, por exemplo, os apoios de Alexandra Gonçalves, Diretora Regional da Cultura do Algarve, Lídia Jorge, grande escritora e pensadora algarvia, João Guerreiro, Carlos Albino e Dália Paulo, para além de algumas autarquias que têm apoiado edições pontuais. “Se não fosse a nossa existência e intervenção, muitos dos trabalhos que editamos nunca teriam visto a luz do dia”, acredita, confirmando ainda que a grande batalha dos tempos modernos é fazer com que as pessoas comprem livros. “Nesse sentido temos dado passos sólidos para criar uma distribuição regional, que vai desde Vila Real de Santo António a Lagos, com uma incidência maior no sotavento e no 36
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Algarve Central, porque é sobre essa área geográfica que tem incidido a maior parte dos livros por nós editados. Mas queremos crescer mais no Barlavento ainda este ano”. Para além disso, Manuel Brito sabe perfeitamente que, hoje, uma editora não se pode limitar a colocar livros no mercado e ficar à espera que os consumidores finais vão às livrarias comprá-los. Há que promover apresentações públicas, com a presença dos autores, em bibliotecas e outros equipamentos culturais, dinamizar palestras, tertúlias, seminários, algo que já vem sendo feito pela «Sul, Sol e Sal». “Ainda recentemente, na Casa do Professor, em Pechão, estiveram mais de 300 pessoas no lançamento do «Vítimas da Ditadura no Algarve: Três casos, três histórias subtraídas ao esquecimento» e vendemos cerca de 100 livros. Foi um evento fantástico, de mobilização extraordinária”, sublinha. E, para reforçar a vontade de posicionar a «Sul, Sol e Sal» como A Editora do Algarve, têm sido organizadas conversas com várias personalidades, no Auditório da Escola Secundária João de Deus, em Faro, sob o mote «O Algarve, Portugal e o Futuro». “Na primeira sessão contámos com as presenças do Adriano Moreira, João Guerreiro, Paulo Teixeira Pinto e Guilherme d’Oliveira Martins e, na segunda sessão, foram convidados André Jordan, António Rebelo de Sousa, Guilherme d’ Oliveira Martins, João Cravinho e Vítor Neto”, recorda Manuel Brito.
escrupulosa na escolha do que pretende lançar para o mercado, bastante profissional no processo produtivo em termos gráficos e de revisão, e com um forte acompanhamento de todo o processo criativo junto dos autores. “É crucial haver uma editora desta natureza no Algarve e penso que estamos a conseguir alcançar os nossos objetivos, do mesmo modo que se nota uma alteração da forma como a
Um prémio literário para já não está nos horizontes da «Sul, Sol e Sal», uma editora pequena, de cariz regional, mas muito ALGARVE INFORMATIVO #145
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sociedade olha para nós. Estamos em Olhão, vamos continuar em Olhão, mas somos uma editora do Algarve”, frisa Manuel Brito. “Temos a coleção «O Algarve, Portugal e o Futuro», que pretende abordar a região num contexto globalizado, mas atendendo a áreas em que o Algarve precisa refletir para perspetivar melhor o futuro. Queremos avançar igualmente com a coleção «Algarviana», que, no fundo, é a reedição
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dos livros essenciais sobre o Algarve, nos campos da história, cultura e natureza, e que há muito tempo estão esgotados. E vamos lançar um livro sobre o João Lúcio, um grande poeta, advogado, deputado e figura da cultura algarvia que faleceu precisamente há 100 anos. 2018 vai ser um ano bastante ativo”, finaliza o proprietário da «Sul, Sol e Sal» .
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REPORTAGEM
O HILARIANTE «BOEING BOEING» ESGOTOU TEATRO DAS FIGURAS Texto:
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oeing Boeing», da Yellow Star Company, aterrou no Teatro das Figuras, em Faro, no dia 17 de fevereiro, e foi um sem fim de gargalhadas praticamente do princípio ao fim desta hilariante comédia de enganos sobre a trajetória de um Casanova da Era do Jato. Bernardo, arquiteto, está noivo de três mulheres, Janete, Julietta e Judite, três hospedeiras de bordo de diferentes nacionalidades (brasileira, italiana e alemã) com quem vive, sem que estas saibam da existência umas das outras devido aos diferentes horários em que trabalham. Neste jogo amoroso Bernardo conta com a cumplicidade da empregada doméstica Berta, que troca as fotografias, faz a cama e prepara ementas distintas de maneira a que nenhuma das noivas desconfie da presença de outras mulheres na casa. O descalabro acontece, porém, quando a companhia aérea passa dos aviões a hélice para aviões a jato e, como as viagens são mais rápidas, os três amores de Bernardo acabam por chegar a casa ao mesmo tempo. Com Berta à beira de um ataque de nervos, o enredo complica-se ainda mais quando um amigo de longa data do arquiteto, Roberto Seguro, decide visitá-lo e se vê apanhado na maior trama amorosa que alguma vez viu e que terá um fim inesperado.
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A produção da Yellow Star Company pega num texto bastante conhecido de Marc Camolettique, de 1960, que detém, inclusive, o recorde do Guiness para o maior número de representações a nível mundial. “Já tivemos algumas comédias com alguma mensagem mais séria para transmitir, mas aqui impera a boa-disposição. O público vai acompanhando a aflição do Bernardo e da Berta à medida que as hospedeiras vão chegando, é bastante divertido”, refere o Diretor Geral da YSC, Paulo Sousa Costa, explicando que «Boeing Boeing» faz parte do portfolio da empresa há três anos. “Já esteve por duas vezes no Teatro da Trindade, depois no Teatro Armando Cortez, onde somos residentes, andou por Portugal de norte a sul e, após a data em Faro, vai regressar a Lisboa pela quarta vez. É um caso inédito, mas o público gosta imenso da peça e temos que responder a esse desejo”. O texto original continua, de facto, a ser bastante apreciado porque as emoções da época dos aviões a hélice podiam perfeitamente repetir-se nos tempos modernos, com algumas adaptações. Desta feita, é encenado por Claudio Hochman e o próprio Paulo Sousa Costa, conta com Liliana Santos, Marta Melro, Sofia Grillo, Antonio Camelier, Carla Vasconcelos e Ricardo Castro no elenco, e demonstra que o público continua a gostar de uma boa comédia, embora ALGARVE INFORMATIVO #145
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o entrevistado reconheça que o teatro, de uma forma geral, tem sido mal tratado pelos poderes superiores e pela comunicação social. “A crise que possa existir deve-se, essencialmente, à falta de atenção que é dada ao teatro, porque público há e as salas estão compostas. Contudo, estamos a falar de produções muito caras e nada fáceis de montar”, refere Paulo Sousa Costa, adiantando ainda que «Boeing Boeing» é bastante rico em termos de cenários e guarda-roupa. “É uma produção de luxo e já estamos habituados a andar com o «teatro às costas», de cidade em cidade. Para nós é muito bom andar na estrada, porque nos permite levar o nosso trabalho a outros públicos”. Estrada que, neste caso, passou pela capital algarvia, e ainda bem que assim aconteceu, porque «Boeing Boeing» excedeu todas as expetativas. Sem grandes lições de moral, indiretas camufladas nas falas dos atores ou mensagens sérias para plantar no subconsciente do espetador, a peça é feita com o único propósito de provocar risadas de forma instantânea e natural, com o desespero de Bernardo, Roberto e Berta à medida que Janete, Julietta e Judite vão entrando e saindo das várias divisões da casa a gerar uma tremenda boa-disposição que justifica o ato de sair de casa, numa noite fria de Inverno, para ir ao teatro . ALGARVE INFORMATIVO #145
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REPORTAGEM
A PAIXÃO DA VOLTA AO ALGARVE Texto:
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O colorido do pelotão em Armação de Pêra
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Corredores fugindo do pelotão, em Odelouca
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ma vez mais o Algarve recebeu um grande evento desportivo - a 44.ª Volta ao Algarve em Bicicleta. O inverno ameno, a topografia da região e outros fatores tornam a nossa região atrativa para a prática desta modalidade. Isso não passa despercebido às equipas do World Tour, como a Sky Team e Movistar, entre outras que optam por competir por cá tendo em vista a preparação das suas épocas. Felizmente, pois recordo-me que, quando era
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pequenino, jamais pensaria que podia ter a oportunidade de assistir ao vivo àquelas grandes estrelas que participam no Tour de France, e ainda por cima à porta da minha casa. Durante cinco dias, em plena época das amendoeiras em flor, as estradas algarvias enchem-se de um colorido sem paralelo que se move pelas paisagens do litoral, barrocal e serra que não deixa ninguém indiferente. O colorido é a imagem de marca do ciclismo. Se 54
Kwiato, o grande vencedor na súbida do Malhão
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Um casal de estrangeiros delicia-se ao sol enquanto espera pelos ciclistas na Fóia
pensarmos, a Volta ao Algarve e o Carnaval fazem de fevereiro o mês mais colorido na região. Cada etapa é distinta, possui um perfil e características diferentes. Essa diversidade é ótima para a modalidade e para o espectador e apresenta-se como uma excelente maneira de conhecer uma região. Obviamente que implicam a um enorme esforço de cooperação entre as populações, a GNR e todas as entidades envolvidas, pois obrigam a «cortar» temporariamente acessos. No final, todos compreendem e acabam por admirar este magnífico desporto. Claro que umas etapas são mais interessantes do que outras, dependendo do ponto de vista. Aparentemente, as etapas de montanha são as mais apetecíveis (pelo menos para mim), as suas chegadas são fantásticas, podemos testemunhar nas ALGARVE INFORMATIVO #145
Thomas voando para a vitória no contrarrelógio em Lagoa
faces dos atletas o seu esforço quase «desumano» após mais de uma centena de quilómetros a pedalar terem que galgar estradas que automóveis também têm dificuldade a subir. Enquanto fotógrafo, a modalidade permite fotografias fantásticas. Estas não são fáceis de conseguir, o evento não é estático, move-se acompanhando os atletas. À exceção da etapa de contrarrelógio individual, não permite muitas oportunidades, apenas os profissionais que podem acompanhar o pelotão terão a oportunidade de conseguir registos ao longo de cada etapa. Para os outros, há que saber esperar e escolher o melhor lugar, mas para isso há que conhecer a modalidade e a prova para poder ter a sorte de conseguir uma foto de eleição.
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WC público no Malhão
Roulote popular no Malhão
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As carateristicas do próprio ciclismo já o tornam num desporto diferente dos outros. Não só por ser um desporto extremamente exigente e duro, mas especialmente porque permite-nos ter uma relativa proximidade com tudo o que o rodeia. Podemos assistir de perto às etapas, à preparação destas e ao final das mesmas. O mesmo não acontece nos outros desportos, onde o espectador por norma só tem acesso ao espetáculo em si. Este «contacto» com todos os intervenientes (atletas, equipas, organização, imprensa, etc.) faz qualquer prova de ciclismo ser especial. E quando temos os melhores, nem há palavras. Eu considero-o como um desporto de rua e é nessa perspetiva que o procuro captar. O público é parte integrante do espetáculo, pois adiciona os sons, a emoção e o colorido. Embora a maior
concentração de público se encontre junto às zonas de partidas e especialmente nas chegadas, é possível ver ao longo das estradas várias pessoas esperando pela passagem do pelotão, seja para admirar, incentivar e registar essa passagem, ou até mesmo porque foi obrigado a esperar. Esta diversidade de situações em redor de cada etapa também nos oferece um vasto leque de oportunidades, de histórias. São essas histórias que procuro tentar captar em imagens, deixando um pouco de lado a foto típica do ciclismo. Busco observar tudo o que rodeia, o entusiasmo, ou seja, o espírito do ciclismo. Embora a subida à Fóia seja mítica, por ser o ponto mais alto do Algarve, a chegada ao Alto do Malhão não tem paralelo nesta prova. Quem já lá foi sabe do que falo. Ao longo dos pouco mais de 500 metros de altitude, milhares de
Chegada à Fóia
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Preparando o lume no Malhão
Música e grelhados no Alto do Malhão
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Autom贸veis das equipas na F贸ia
Ciclista descansa ap贸s a etapa da F贸ia
Ciclistas em Silves
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pessoas (também por ser domingo e pelo facto de os ciclistas a subirem duas vezes) esperam horas e há quem vá no dia anterior para garantir o melhor lugar para assistir à vitória do ciclista que for mais forte nessa subida. É ali que se separa o trigo do joio. No fundo, não interessa quem ganha, pois não há rivalidade no
ciclismo, apenas companheirismo e respeito, e isso transborda para o público. É uma festa do ciclismo, das pessoas, é uma reunião de amigos e até de reencontros. No Malhão é possível ver um pouco de tudo, mas é lá que se percebe o que é o ciclismo .
Velocidade nas estradas em Odelouca
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41.ยบ CROSS DAS AMENDOEIRAS EM FLOR REUNIU OS MELHORES ATLETAS NAS Aร OTEIAS Texto: ALGARVE INFORMATIVO #145
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alomé Rocha, do Sporting, e Soufiane El Bakkali, de Marrocos, foram os grandes vencedores do 41.º Crosse Internacional das Amendoeiras em Flor, que teve lugar, no dia 18 de fevereiro, na Pista das Açoteias, em Albufeira. A prova contou com a participação dos melhores atletas nacionais e estrangeiros, como foi o caso do vencedor masculino, que cortou a meta em 28,13 minutos, menos três segundos que o sportinguista Rui Pedro Silva, segundo classificado, deixando o terceiro lugar para Soare Nicolae, do Clube Vila Real de Santo António GD PicNic, que completou os 9.350 metros da corrida em 29,01 minutos. Recorde-se que o marroquino de 22 anos foi medalha de prata nos três mil metros obstáculos dos Mundiais de 2017, em Londres, e quarto classificado nos Jogos Olímpicos de 2016 na sua especialidade. A prova feminina foi ganha pela sportinguista Carla Salomé Rocha, que dominou a corrida desde o início até ao cortar a meta, aos 20,44 minutos, à frente da holandesa Andrea Deelstra, com o tempo de 21,15 minutos, e da portuguesa Mónica Silva (individual - Porto), que fechou o pódio aos 21,24 minutos. O Clube Desportivo Areias de São João esteve em destaque no Campeonato Regional de Corta Mato Longo, que decorreu em simultâneo com o Crosse, ao conquistar os sete primeiros lugares, dominando a classificação coletiva em ambos os setores ALGARVE INFORMATIVO #145
e alcançando ainda a melhor classificação individual no Crosse das Amendoeiras, com a quinta posição da geral arrecadada por Ana Dias, com o tempo de 23,24 minutos. Na prova masculina, Jorge Varela conseguiu o 11.º lugar, cortando a meta aos 30,31, o melhor resultado algarvio entre os 132 corredores. No total participaram 186 atletas na 41.ª edição do Crosse Internacional das Amendoeiras em Flor, uma prova que é considerada um marco no calendário desportivo da região . 66
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«ACTORES» DE MARCO MARTINS NO CINE-TEATRO LOULETANO Texto: ALGARVE INFORMATIVO #145
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Cine-Teatro Louletano recebeu, no dia 16 de fevereiro, a peça «Actores», encenado por Marco Martins e com as participações de Bruno Nogueira, Carolina Amaral, Miguel Guilherme, Nuno Lopes e Rita Cabaço. De acordo com o encenador, «Actores» é uma criação coletiva constituída enquanto plataforma de reflexão sobre o trabalho de ator nas suas variadas formas de expressão. “É um espetáculo feito através dos relatos autobiográficos, mais ou menos diarísticos, de cada um dos intérpretes, a partir de textos por si representados ao longo dos anos, associando pulverizações narrativas de grandes clássicos com textos de novela, anúncios de rádio ou TV. Ao todo, serão mais de 40 textos de diferentes autores que constituirão uma dramaturgia paralela e um olhar retrospetivo sobre a vida de cada um dos intérpretes”, explicou Marco Martins. Segundo relatos do encenador, o próprio assistia frequentemente, nos períodos de ensaio do espetáculo que encenava, os atores nos camarins ou nos intervalos de ALGARVE INFORMATIVO #145
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almoço a decorarem «linhas» para novelas ou séries de televisão, aproveitando o pouco tempo disponível de descanso para trabalharem outro texto. “No início achava aquilo desconcertante – incomodava-me, posso até dizer que me causava um certo ciúme, o facto de os atores não estarem exclusivamente concentrados no «nosso» trabalho, no espetáculo que estávamos a erguer, dispersando-se e, consequentemente, desperdiçando os seus recursos numa espécie de «segundo emprego» que me parecia totalmente vazio e supérfluo”. Com o passar do tempo, contudo, Marco Martins habituou-se a respeitar aquelas «traições» e a percecioná-las como inevitáveis. “Comecei a falar abertamente com os intérpretes sobre essa necessidade, sobre os «outros trabalhos». Comecei a ter curiosidade em espreitar as tais linhas que liam nos intervalos dos nossos ensaios e falámos da possibilidade de fazer um espetáculo que falasse precisamente sobre isso. Assim nasceu a vontade de fazer «Actores»”, revela o encenador e dramaturgo .
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Era tão boa pessoa! Paulo Cunha (Professor)
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ns passam pela vida, outros deixam que a vida passe por eles, e o tempo, esse maravilhoso escultor, acaba sempre por ser o bem mais precioso que ora se perde, ora se ganha! Quantos de nós, em várias circunstâncias, não proferimos a sacramental frase “Não me faças perder tempo”? É que, inconscientemente, sabemos do seu valor enquanto bem precioso e insubstituível na contagem decrescente em que se transforma a nossa vida, mal nascemos. Por isso mesmo, sempre gostei mais de usar o termo «gastar o tempo», tal como se fazê-lo me desse a garantia que iria receber algo proveitoso em troca. À medida que na escada da idade os «entas» vão ficando para trás, vai-se, consequentemente, aproximando a expetativa da nossa previsível finitude. Para que tal aconteça basta começar a ver a «malta do nosso tempo» a, sem hora marcada, partir para destino certo. É a faixa etária em que o pavor das doenças e das suas consequências se vai instalando e vai começando a fazer da saúde (ou da falta dela) um tema recorrente nas conversas sociais e de família. Muitos, antevendo o tempo que ainda lhes resta, começam a «desacelerar» e a, finalmente, tentar agarrar o tempo de qualidade que, em mais de metade da sua vida, desbarataram «perdendo-se no tempo». Felizmente, assisto a um despontar de uma nova geração onde o conceito de dar e de receber felicidade é diferente do conceito de muitos dos seus progenitores. Pais que alicerçaram as suas prioridades no «material» em detrimento do «emocional», os tais que, cada vez mais, se juntam num funeral de um velho amigo e, publicamente, lamentam não ter estado o tempo devido e merecido com ele em vida. Ironicamente, esperam pela sua morte para expressar aos seus familiares e aos seus contemporâneos quanto ele era boa pessoa quando estava vivo! Por isso faço os possíveis para que os familiares dos amigos que, entretanto, vão
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passando para o «lado de lá» entendam a minha gradual aversão ao ritual dos velórios e enterros. Atos formais onde a hipocrisia de muitos dos presentes, que em vida foram totais ausentes, choca com a dor dilacerante que me rasga o coração, me coloca a sangrar por dentro e me faz jorrar ininterruptas lágrimas pela face a baixo. “Sim, prefiro o calor dos vossos abraços - ao vivo nos momentos de celebração de vida, do que as palavras que não vou ouvir quando lamentarem a minha morte! Prefiro os vasos de plantas e de flores (vivas) oferecidas em vida, do que as enormes e caras coroas de flores (mortas) que, após o meu corpo descer à terra, secarão e apodrecerão amontoadas longe da vista e do coração!”, é o que me apetece clamar sempre que me despeço de alguém que apenas morreu para quem dele nunca se lembrou. Porque os amigos não morrem, vivem em todos os atos em que pelos Amigos serão lembrados! Sempre lidei mal com a dissimulação ligada às desculpas de «mau pagador» de todos aqueles que usam a morte para se redimir do que não fizeram em vida, passando um pano no passado e substituindo o que realmente aconteceu por uma realidade alternativa. Já não falando da facilidade com que transformam o maior crápula num santo, parecendo que o facto de já não interferir na vida dos vivos o beatifica no mundo dos mortos. Todos os dias, quando me dirijo para casa e passo pela Igreja de S. Luís, em Faro, e vejo as portas da capela mortuária fechadas, sinto-me mais satisfeito que o habitual, pois sei que nesse dia a morte não roubou um ente querido a nenhum de nós. Quando não é o caso e vejo as portas abertas, sinto a tristeza e a angústia que, hoje, aqui me fez desabafar: sentir que, apesar de viverem na nossa memória, muitos amigos/familiares que já partiram tinham, afinal de contas, ainda tantas memórias para em nós plantar. Honremos, por isso, quem nos merece em vida e, por certo, seremos honrados em vida por quem não nos esquecerá na morte! .
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Um dia todos partimos Paulo Bernardo (Empresário)
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título estava na minha cabeça por outros motivos que já vos digo, mas hoje ainda faz mais sentido. Carlos Silva e Sousa partiu na última noite, muito rapidamente. Ainda ontem esteve em Loulé a representar o seu Município. Não o conhecia pessoalmente, mas tinha as melhores referências dele. Assim se parte, como partiu o meu pai há quatro anos, rápido sem quase ninguém se aperceber. Isto faz-me refletir sobre a nossa transitoriedade. Hoje estamos, amanhã podemos não estar. Isto faz-me pensar um pouco mais à frente e ver para que servem às vezes guerras e birras, sem qualquer fundamento. Porque não somos todos melhores uns para os outros? Porque não damos o melhor de nós todos os dias? Não entendo, desculpem, mas não consigo entender porque existe tanta filha da putisse em determinadas pessoa. Como as pessoas, as empresas fazem o mesmo. Muitas vezes não entendem que as alianças e parcerias são mais vantajosas do que guerrinhas. O Algarve poderia ser muito maior se existisse uma vontade comum, quer empresarial como política. Quantas organizações sem voz e sem dimensão temos no Algarve? Muitas, sim, bastantes. E porque cada uma quer o seu poderzinho. Isso deixa-me triste, pois já dei muito para o mundo das associações e o que sinto é que cada vez são mais fracas e com pouca voz. São pequenos feudos, como são os municípios, não têm expressão pela pequena influência. Assim quer pessoas, quer empresas, quer municípios, são pouco uns para os outros.
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Vamos pensar que, se todos déssemos mais um pouco e fossemos mais unidos, a nossa região e a nossa envolvente seria bem melhor. Basta olhar e ver o pouco trabalho que as empresas fazem em conjunto. A nossa concorrência não é do vizinho e de alguém que nem conhecemos, temos e devemos estar bem mais próximos. Esse seria o trabalho das associações, aproximar os empresários e torná-los mais fortes, mas também isso não acontece. Infelizmente, estão bem mais preocupadas com a sua própria sobrevivência, pois a sua dimensão também não as deixa ser mais do que isso. Os municípios também não têm poder per si para levar a região e a sua união é sempre relativa, quer por terem objetivos diferentes, quer pelas próprias cores políticas que não os deixam estar mais próximos. Assim, no meu ponto de vista, seria bastante útil para o Algarve e para o país que existissem menos associações e menos municípios. Julgo que o Algarve com uma ou duas associações e quatro municípios estava muito bem. Ou, se não querem acabar com os municípios, façam a região do Algarve com um governo próprio, para melhor poder gerir e direcionar as nossas necessidades. Era ótimo se todos tivéssemos a perceção da nossa efemeridade, como as nossas atitudes seriam bem menos hipócritas e melhores. Como iriamos pensar menos no nosso umbigo. Como iriamos trabalhar mais próximo do próximo. Como iriamos olhar para quem temos ao nosso lado de uma melhor forma. Olhemos para os que partem, como a sua melhor lição de vida .
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Temos luz verde?!! José Graça
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mudança de atitude perante os portugueses e os interesses nacionais, parece ser a primeira alteração decorrente da nova liderança do PSD, eleita no congresso da semana passada, fechando um ciclo eleitoral interno longo disputado entre Rio e Santana, entre o futuro e o passado… Ao colocar Portugal primeiro, conforme ficou visível no último dia do Congresso, e ao encontrar-se no dia seguinte com o Presidente da República, ex-líder do partido e atual campeão dos afetos, Rui Rio deu sinais inequívocos de querer colocar a herança recente de Passos Coelho na gaveta. E a política é sempre feita de sinais, pequenos ou grandes, que indicam o rumo e a trajetória! Se o Governo ganhou mais um parceiro para o diálogo, é a evolução recente do pensamento do exedil portuense que nos permite ter alguma esperança na construção de consensos necessários e obrigatórios para desbloquear os processos da descentralização e dos fundos comunitários, suspensos do azedume e intransigência da anterior liderança em reconhecer que Portugal ficou a ganhar com a atual solução de Governo. A descentralização de competências para as Autarquias Locais e, paralelamente, a resolução do processo de democratização da gestão dos órgãos da administração pública desconcentrada, bem como as decisões estratégicas sobre o uso a dar aos fundos da União Europeia, não apenas no pós-2020, mas no plano imediato, para reorientar as linhas de atuação do Portugal 2020 no âmbito da operação de reprogramação em curso são essenciais para prosseguir um processo de redistribuição funcional na Administração Pública e garantir a boa execução dos investimentos cruciais para a modernização do tecido empresarial e conclusão das redes de infraestruturas e equipamentos prioritários, nas áreas dos acessibilidades e dos transportes, nomeadamente. Se a crispação der lugar ao diálogo, parece-nos evidente que devemos esperar resultados em tempo útil, de forma a garantir uma segunda
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parte de mandato produtiva, quer para o Governo, quer para a Administração Local, sem que haja desperdício de tempo e de dinheiro. E, se ganham ambas as partes, ganha Portugal e ganham os portugueses! Pela minha parte, espero que ganhe também a nossa região, com um dinamismo renovado dos programas de investimento público já anunciados e com passos decisivos nos projetos estratégicos para o Algarve. O desbloqueio da requalificação da estrada nacional 125 no Sotavento, a eletrificação dos troços ferroviários entre Lagos e Tunes e Faro e Vila Real de Santo António, a avaliação do impacte ambiental da ligação ao aeroporto internacional de Faro, os investimentos portuários em Portimão e Faro e nos portos de pesca da região, a contratação de mais profissionais de saúde e a modernização dos equipamentos hospitalares em paralelo com o reforço da aposta em investigação e inovação na universidade, em articulação com o tecido empresarial, seriam alguns sinais importantes para os Algarvios que confiaram (e confiam!) neste Governo! Seria bom que todos os atores políticos percebessem a mensagem de Rui Rio, particularmente no interior do seu próprio partido, e percebessem que a união faz a força e garante resultados. No País e no Algarve, quando estivemos juntos, atingimos os nossos objetivos e chegámos mais longe. Independentemente das diferenças ideológicas e de posicionamentos partidários, os Algarvios juntaram-se para defender a sua Universidade, lutaram pela Autoestrada e sonharam com o curso de Medicina, só a título de exemplo. Estou certo que também sairemos triunfantes da luta contra a exploração de gás e petróleo no Algarve e na Costa Vicentina, que nos mantém juntos pelo Algarve! . (Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve e deputado da Assembleia Intermunicipal do Algarve)
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Quando a vida não chega - Fábula do Pássaro Azul Adília César (Escritora) «Somente aqueles que tentam o absurdo conseguem o impossível». (Escher)
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primeiro pássaro azul nasceu. Uma voz, duas asas, três pensamentos – cantar, voar, sonhar. Abriu o bico e soltou um cântico de agradecimento a sua mãe. Um Cântico de alegria e júbilo. Diz-se que foi neste gorjeio que Strauss se inspirou para compor a encantadora Valsa Danúbio Azul. O pássaro abriu as asas e voou naquele céu que conhecia, por cima do rio que lhe daria de beber. O céu era azul, o rio era azul. Como uma paleta densa, concentrada apenas num tom. Quando voltou ao ninho, o pássaro olhou o espelho dos olhos de sua mãe e viu o mesmo tom azul reflectido, viu-se a ele mesmo. Então, concluiu que o mundo era todo da mesma cor, a única que tinha visto até àquele momento. Sentiu-se desfalecer e já não sabia se era pássaro ou se era céu. Seria apenas mais um ponto azul no meio de tantos outros? Agora, tinha medo de sair do ninho. Sabia que a vida que lhe tinha sido permitida era preciosa e intransmissível. Que fazer com esta compreensão profunda e peculiar? A complexidade do pensamento do pássaro revelou-se desastrosa quando percebeu que só tinha uma certeza: a sua cor e a cor do mundo. A mãe pressentiu a aflição do filho e disse-lhe que ele era uma criatura muito importante, embora naquele momento não parecesse, tendo em conta a sua fragilidade de passarinho novo. Contou-lhe ainda um segredo que só os pássaros são capazes de guardar: os passarinhos são o espelho dos sonhos dos homens, o azul é a cor da harmonia, muitos sonhos tornam o mundo melhor. O pássaro ouviu o discurso da mãe com muita atenção e compreendeu a grandiosidade daquelas palavras. Depois desta epifania, o pássaro delineou uma via aberta a todo o processo de ilusionismo: a acção que se impunha, urgente, era a sua própria duplicação, pois quantos mais pássaros azuis existissem, maiores seriam os sonhos dos homens. Mas a duplicação do pássaro azul deu-se em agonia:
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primeiro uma asa depois outra e muitas outras a envaidecerem-se de infinitos tons de azul. E eram tantas as cores e tantas as asas, que o primitivo pássaro azul, o primogénito, ficou cego e já não conseguia voar naquele caos. O aprendiz nunca chegaria a mestre. A mãe chorou efusivamente a ousadia absurda do filho, e encheu o Danúbio com um caos indecifrável, aquela tristeza líquida onde afogou os sonhos de todos os homens. Depois, restou a valsa – arte do ritmo e da harmonia – pela mão de Strauss. E a vida imaginária, complexa e irreversível, seguiu o seu caminho”. Na verdade, a vida simples e banal parece não chegar. No nosso dia-a-dia cuidamos da família, executamos as tarefas de manutenção da casa, cumprimos os horários de trabalho e outras obrigações oficiais. Mas o ser humano é complexo e a vida normal tal como se apresenta na maior parte dos dias não é suficiente; nem o tempo em que vivemos parece acolher ou aceitar os actos ditos «futuristas». Que fazer com este entendimento? A maior parte das ousadias ditas absurdas – na arte, na filosofia, na política – são mal compreendidas. Os «ilusionistas», homens e mulheres que tentam chegar onde ainda ninguém chegou, que dizem o que nunca ninguém disse, que querem ser o que nunca ninguém foi, entram em conflito com os outros e são ignorados ou marginalizados. Por vezes, eles próprios reduzem-se a nada por tudo quererem ser. Como o pássaro azul. Apenas o tempo mostrará o valor que esses «mágicos da vida» poderão vir a ter na história universal da humanidade. É do caos que nasce a ordem. E a ordem só o é enquanto negociação com o conflito. E é aí que reside o valor deste processo bélico, pois sobrará sempre algo: uma obra de arte, um pensamento poderoso, um caminho diferente para a nossa existência. Outros sentidos além da harmonia apaziguada. Outras cores além do azul .
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OPINIÃO
Os
de Alex Ferguson
Tiago Guadalupe (Técnico de Desporto)
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mundo está em constante mudança, de cada vez que piscamos os olhos ele move-se debaixo dos nossos pés. No futebol, a mudança veio para ficar... O discurso, a mensagem, a transmissão de informação para o exterior, alteraram-se. Alex Ferguson é um exemplo de um treinador que entendeu que, mais do que com o apito do árbitro na relva, os jogos começam e acabam antes e depois nas suas conferências de imprensa, com os chamados Mind Games (jogos da mente). Trata-se de um entendimento que resulta da consciência do poder e impacto da comunicação no futebol moderno. Uma das várias funções na comunicação externa de um clube desportivo tem que ver com a ou as mensagens que se quer fazer passar. Todas as semanas existe competição, todas as semanas os resultados são, ou podem ser diferentes, pelo que constantemente há que ajustar a mensagem. A comunicação externa é um elemento crítico da vida do clube, ajuda a ganhar e a perder jogos, ajuda a ganhar e a perder campeonatos. Uma dessas modalidades de comunicação externa são os Mind Games. Ferguson é o técnico mais vitorioso da história do futebol inglês, considerado o melhor treinador de todos os tempos - em 39 anos de carreira, ganhou 49 títulos. Nos 27 anos que treinou o Manchester United (1986-2013), conquistou 38 títulos, transformando-se numa lenda viva com direito a uma estátua no emblemático estádio do Manchester United. Ferguson sempre manifestou um talento nato para a comunicação, sentindo-se verdadeiramente
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como peixe na água. Os Mind Games são a prova cabal e inequívoca da inteligência emocional e do talento de Ferguson para passar a sua mensagem aos outros, um instrumento que o escocês sabia utilizar como ninguém. O Manchester United adquiriu uma dimensão mundial com Alex Ferguson, transformou-se num dos clubes mais mediáticos, o objetivo em todos os jogos era apenas um, vencer. Outro resultado não é espetável. A obrigatoriedade de vencer acarreta muita pressão para o clube. O objetivo dos Mind Games do treinador era retirar o máximo de pressão dos seus jogadores e colocar essa pressão nos clubes adversários. É isto que confessou Andy Cole, exavançado do clube inglês (Lourenço e Guadalupe, 2017: 110):“O objetivo de Ferguson era proteger o clube, afastando a pressão dos seus jogadores. Ele era muito bom a fazer cair a pressão no treinador e nos jogadores das outras equipas. Tratava-se de um mecanismo de defesa que nos motivava pois éramos nós, o nosso pequeno mundo, o Manchester United contra o resto do mundo. Com a sua experiência, ele aproveitava os percalços e ia «para cima» dos nossos adversários, mas conseguia lidar muito bem com a tensão que daí resultava. Muitos treinadores não sabiam lidar com os Mind Games dele e isso afetava-os, ele voltava-se e dizia: ‘Estás na minha mão’. Ele usava a imprensa, sempre no intuito de tentar tirar algum proveito disso, tentando abalar os nossos opositores, limitando-os, pressionando-os e fazendo-os pensar. Enquanto tudo isto se passava, nós permanecíamos no nosso círculo, motivados, confiantes, concentrados no que tínhamos de fazer para vencer”. 90
Depois deste exemplo elucidativo sobre a forma como os seus jogadores viam e sentiam os Mind Games do treinador escocês, tenhamos em consideração a própria opinião de Fergie, (Ferguson, 2013: 247): "Por vezes joguei os meus trunfos. Dizer que acabávamos sempre as nossas campanhas numa passada larga e com maior capacidade para resolver os jogos poderia ser classificado como uma armadilha e fiquei admirado por ver Carlo Ancelotti, treinador do Chelsea, cair nela no Inverno de 2009. Cito-o ‘Alex diz que o United é mais forte na segunda metade da época, mas nós também’. Eu repetia-o ano após ano: ‘Esperem pela segunda metade da época’. Funcionou sempre. Fervilhava na cabeça dos nossos jogadores e criava receios nos adversários. Nessa segunda metade, o United surgiria como uma força invasora, jorrando fogo nos olhos de todos. Tornou-se uma profecia que nos realizava". O treinador dá-nos outro exemplo, relembrando um episódio que aconteceu na temporada de 94/95, (Ferguson, 2013): "Quando o Kenny (Dalglish) estava no comando do Blackburn Rovers e eles saíram na frente da corrida para o título, contei: ‘Bem, esperamos que sejam como um Devon Loch, (famoso cavalo de corrida que no Grand National em Aintree, a cerca de 40 metros da chegada, comandava a corrida confortavelmente quando caiu, perdendo a vitória).’ Em cheio. Todos os artigos de jornais passaram a falar de Devon Loch e o Blackburn começou a perder pontos. Devíamos ter ganho o campeonato, mas o Rovers aguentou-se, ficámos a um ponto do título. Não há dúvidas que lhes tornamos a vida mais difícil ao agitar o fantasma do cavalo e daquele falhanço em Aintree". Para que não restem quaisquer dúvidas sobre o talento de Ferguson para comunicar, vejamos um dos episódios mais marcantes dos Mind Games do escocês, o «Fergie Time» (Ferguson, 2013: 248): "Tocar no relógio era outra artimanha psicológica. O objetivo era provocar efeitos no adversário (...) Ao verem-me tocar no relógio e gesticular, os opositores assustavam-se. Pensavam logo que o árbitro iria dar mais 10 minutos, ou assim. Toda a gente sabia que o United era especialista em marcar golos tardios. Ao verem-me apontar para o relógio, os nossos adversários sentiam que teriam de defender durante um período de tempo que,
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para eles, pareceria uma eternidade. Sentiam-se encurralados. Sabiam que nós nunca desistíamos e que estávamos fadados para dramas ao cair do pano". Nicky Butt, um dos jogadores mais importantes da carreira de Ferguson, dá-nos a sua perceção (Lourenço e Guadalupe, 2017: 112): “Quando ele apontava para o relógio era obviamente para passar uma mensagem. Esta mensagem variava consoante o resultado no momento e podia ser dirigida para nós, para o nosso adversário ou até para os árbitros. Quando apontava para o relógio era um sinal que faltava pouco tempo, se estivéssemos a ganhar por apenas um golo num jogo equilibrado era sinal para mantermos a posse da bola. Se estivéssemos a perder ou empatados, era sinal que chegava a altura de dar tudo o que tínhamos na procura do golo e da vitória. O apontar para o relógio também tinha muito a ver com a confiança que Alex tinha nos seus jogadores. Ele sabia que nós conseguíamos superar os adversários, pressiona-los, obriga-los a cometer erros e dar a volta ao resultado. Sempre marcamos golos aos 80, 90, 95 minutos. Sempre acreditamos. Vejam o que aconteceu, na final da Champions League em Barcelona. Os nossos adversários, quando viam o toque do nosso treinador no relógio deviam ficar nervosos, receosos e a pensar: ‘Oh não, 10 minutos, eles vêm ai com tudo’. Podia ser também uma mensagem dirigida aos árbitros, para eles acrescentarem mais tempo, para não perderem tempo”. Estatisticamente, o United de Ferguson, foi a equipa inglesa que mais golos marcou nos últimos minutos das partidas. Os Mind Games de Fergie não são mais que o aproveitamento dos vários canais de comunicação que teve ao seu dispor, para tentar condicionar ou modificar os comportamentos de outros, através daquilo que fez e disse, em jeito de desafio . Ferguson, A. (2013) Alex Ferguson - A Minha Autobiografia, Alfragide: Casa das Letras Lourenço, L. e Guadalupe, T. (2017) Liderator – A Excelência no Desporto, Lisboa: Prime Books
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OPINIÃO
O futebol português está morto Nuno Silva (Técnico de Comunicação)
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arece que o Sporting ganhou segundafeira com um golo aos 99’. Para quem não sabe, o jogo tem 90’, a compensação tinha 4’ e nosso senhor jesus disto tinha mais 4’ no bolso. Ou seja: o Sporting está vivo, o futebol está morto. Segundo benfiquistas e portistas tratou-se do escândalo do século, segundo sportinguistas, foi apenas uma repetição de episódios sistémicos e aos quais tanto um, como outro, não são indiferentes. Na prática, os adeptos dos três, que são quase todos, empurram responsabilidades e verborreias entre si, fingindo-se de mortos quando a luz incide sobre eles próprios. Segundo a enciclopédia das novas gerações a ideia é esta: - Benfica beneficia de 7’51s de compensação contra o Belenenses. O prejudicado? Sporting e Porto. - Porto beneficia de 8’23s de compensação contra o Moreirense. O prejudicado? Benfica e Sporting. - Sporting beneficia de 8’11s de compensação frente ao Tondela. O prejudicado? Benfica e Porto. E é isto. Parece que a vida, o futebol e o Bruno de Carvalho nos fizeram entrar num estado vegetativo e de letargia intelectual que nos inviabiliza o discernimento. Basicamente, tornámo-nos estúpidos. Pior, tornámo-nos estúpidos e fazemos questão de dar voz a essa estupidez em publicações de uma eloquência
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sublime, tanto do ponto de vista frásico, como do ponto de vista Neandertal. Aliás, na época em que antepassados do recentemente reempossado líder luso-norte-coreano-soviético-nazista ainda andavam de cuequinha de folha de figo e mal sabiam o que era carne bem passada, este futebol era magia. Mas só aí. Aqui, e perdoem-me a sugestão, perdoem-me a ousadia, perdoem-me o raciocínio, quando é que olharemos para o futebol como um jogo com muito mais bola, balizas, jogadores, vitórias, derrotas, pontos, regras, resolvido dentro das quatro linhas e com muito, mas muito menos – estupidifiquem-se – política? É que num jogo de regras e condutas, onde os pontos valem para todos, os únicos prejudicados dos três jogos acima mencionados foram: Belenenses, Moreirense e Tondela – podem-se desestupidificar. No fundo, no fundo, hoje o futebol português está reduzido aos três grandes. Grandes de gordos, não de melhores. No futebol português, para se ser grande basta comer, comer muito, mas sobretudo comer à mesa com a gente que importa. Os outros, os que nos passam despercebidos, continuam a servi-los à mesa, tísicos da fome e congelados pelo medo, não lhes vá o fillet mignon dos gordos tombar da bandeja. O futebol português está morto. E nós quase. Carrega Farense! .
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OPINIÃO
O lixo que faz explica o seu sucesso Augusto Lima (Cozinheiro, Formador e Consultor)
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abia que o lixo do seu restaurante determina o seu sucesso? Sacos cheios de lixo só significam uma coisa – Desperdício! E desperdício só significa uma coisa – Dinheiro deitado fora! Acha estranho? Confira! Despeje o saco do seu lixo, num sítio onde o possa avaliar. Separe os itens e descubra o que lá está, que não deveria estar. Pode parecer difícil, mas não é. Passo a explicar. Comida – Desde a folha de alface, ao pedaço de cenoura que estupidamente se continua a cortar grande e a deitar fora, quando se descasca, às alfaces quando se lavam, às frutas e legumes em geral, destacando as azeitonas, a parte verde do alho francês, pedaços de limão e laranja, molhos, carne ou peixe, etc, tudo isto é comida. Coloque-se no lugar de quem confecionou e reaja – Eu faria assim? Quanto disto pode ser evitado? Coloque-se no lugar do cliente e reaja – Porque não comeu? Estaria mal confecionado, comida a mais, não gostou? Utensílios – irão se surpreender com o que vão encontrar. Da sala – Na maioria, colheres de café, mas também colheres, facas e garfos, saleiros, cinzeiros, saca-rolhas, etc. Da cozinha, facas pequenas, descascadores e outros utensílios pequenos. Descartável – Toalhetes, guardanapos, papel cozinha, embalagens várias de takeaway, outras… Como pode evitar tudo isto? Na cozinha – Use fichas técnicas/receitas concebidas idealmente para seis ou dez pessoas. Se tiver que usar apenas uma cebola média para confecionar determinado prato, o cozinheiro não poderá usar duas, só porque sim; Se, para uma receita, ficar avaliado/determinado que terá que acompanhar uma rodela de limão e a previsão de jantares for de 30 couverts, a Cozinha não deverá/poderá preparar 50. E assim sucessivamente com alfaces, legumes, azeitonas e outros itens. Já ponderou se será melhor para a
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economia do Restaurante enviar a rodela/gomo de limão/laranja, a pedido do cliente, do que colocar, só por que sim, no prato? A decoração tem custos. Costuma contabilizá-la na sua ficha técnica? Os molhos, importantíssimos para transmitirem gosto e humidade às iguarias cozinhadas, custam dinheiro. Já pensou em enviar o molho à parte e só uma pequena porção? Se o cliente tiver gostado, acredite, ele irá pedir mais, assim como irá pedir um pão extra, ou uma rodela de limão. Tudo o que não é comido e vai para o lixo é desperdício. Mesmo assim, há pessoas que me dizem – já foi pago! Resposta errada, porque o que não é consumido, é quase sempre porque estava a mais, logo, se não tivesse sido usado, não seria gasto e ter-se-ia ganhado mais, usando menos. Na sala – Cada item deve ter um fim e um uso. Artigos mal arrumados/colocados sujam-se, vincam-se, são facilmente deitados fora por estarem inestéticos. O empregado de mesa deve ser um facilitador de serviços com a preocupação do bem-estar do cliente, percebendo se está a faltar alguma coisa. Basta ficar com atenção e assistir às reações. A proatividade é hoje muito apreciada. A ter em conta Aprender a empratar. Prato cheio não é sinónimo de Bem ou de Bom ou de Bonito. Um prato cheio não permite ao cliente comer com regra, com espaço para cortar os alimentos e visualizar o que o prato contém. Reduzir no preço se preciso, retirando o que é supérfluo. Coloque no prato o necessário. Servir alfaces/salada em prato anexo. Pequena por preço igualmente pequeno, média por preço maior, etc. Mas não pense que o saco que vem da cozinha ou da sala são os únicos importantes. Em espaços grandes, como hotéis, dê atenção ao saco do lixo que vem do Economato, do Bar, da Lavandaria, do escritório. No próximo artigo falarei das alternativas de sustentabilidade do nosso planeta no que diz respeito às empresas do ramo da restauração, hotelaria e atividades afins .
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ATUALIDADE
CLUBE DE LEITORES DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALBUFEIRA CELEBRA PRIMEIRO ANIVERSÁRIO
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terceira edição do Clube de Leitores da Biblioteca Lídia Jorge, em Albufeira, celebra em fevereiro um ano de atividade regular, juntando todos os meses cerca de 15 leitores em torno de um livro, que é oferecido pelo Município a quem participa nos encontros. O objetivo é simples: despertar a paixão pelos livros e criar uma rede de amigos da Biblioteca. Ao longo deste último ano, foram discutidas obras de autores nacionais e estrangeiros, como é o caso de José Eduardo Agualusa, Sandro William Junqueira, Carlos Ruiz Záfon, Valter Hugo Mãe, Truman Capote, Valentina d’Espirais, Josefa de Lima, Nuno
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Camarneiro, José Luís Peixoto, Yasunari Kawabata, Khaled Housseini e neste momento é Lídia Jorge quem centra as atenções, através do seu romance «A Costa dos Murmúrios». Algumas destas sessões contam com a presença dos autores e, no caso de best-sellers estrangeiros, são visionados os filmes que se basearam nas obras. O livro de Lídia Jorge «A Costa dos Murmúrios» foi o tema do encontro de dia 22 de fevereiro. Neste romance, a autora dá voz a Eva Lobo, uma mulher portuguesa que, em meio à guerra colonial de Moçambique, adapta um posicionamento de contestação à ideia de que a guerra é um assunto unicamente masculino .
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MUNICÍPIO DE ALCOUTIM TRANSFERE 44 MIL EUROS PARA AS JUNTAS DE FREGUESIA
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rosseguindo um modelo de atuação assente numa maior articulação e complementaridade entre a ação desenvolvida pela Câmara Municipal e pelas juntas de freguesia, a Autarquia de Alcoutim vai transferir para as quatro juntas de freguesia do concelho uma verba superior a 44 mil euros, depois dos contratos programa a celebrar terem sido aprovados na última reunião de 97
câmara, realizada a 14 de fevereiro. Este apoio financeiro destina-se essencialmente a assegurar a organização de festividades, atividades culturais e desportivas, assim como à realização de obras e aquisições diversas. A colaboração com as freguesias permite dotá-las dos meios necessários para a prestação de um serviço público de maior qualidade, contribuindo para a aproximação do poder de decisão das populações, para a promoção da coesão social e territorial e para a melhoria das condições de vida dos cidadãos. Consciente da importância do associativismo da dinâmica dos concelhos, a Câmara Municipal de Alcoutim continua também a apoiar financeiramente as associações locais. Nesse âmbito foi aprovada, no dia 14 de fevereiro, uma transferência total de aproximadamente 19 mil euros, repartida por diversas associações e coletividades. O objetivo é dar resposta às dificuldades financeiras das associações no cumprimento dos respetivos planos de atividades, já que estas, pela sua representatividade, assumem um importante papel na dinamização e desenvolvimento social, cultural, recreativo e desportivo .
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ATUALIDADE
ALCOUTIM INVESTE NA MELHORIA DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA
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Município de Alcoutim vai iniciar a Empreitada de Execução de Condutas de Ligação entre o Sistema em Alta (Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água do Algarve) e em Baixa no Concelho. A deliberação, aprovada no dia 14 de fevereiro, em reunião de câmara, vai permitir melhorar a qualidade da água de abastecimento a mais seis localidades. Trata-se da construção de cinco condutas de ligação entre o Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água do Algarve e as redes de distribuição em baixa, nomeadamente nas localidades mais próximas dos pontos de entrega e onde se torna técnica e economicamente viável, designadamente em Fonte Zambujo, Alcaria Alta, Tacões, Pão Duro, Castelhanos e Laborato. Para além de se estender o serviço a povoações ainda não abastecidas na área de influência do Sistema Multimunicipal de Abastecimento ALGARVE INFORMATIVO #145
de Água do Algarve, a intervenção permite alterar as origens da água, de forma a evitar a sobre-exploração de lençóis de água subterrânea, bem como melhorar significativamente a qualidade da água de abastecimento e integrar vários sistemas num único subsistema, com uma origem comum da água. Pretende-se igualmente com a presente operação otimizar a utilização da capacidade instalada no sistema em alta e aumentar a adesão ao serviço, com a significativa melhoria da qualidade da água de abastecimento. Financiada pelo fundo de coesão no âmbito do programa PO SEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), a empreitada tem um preço base de 434 mil e 850,21 euros, acrescidos de IVA à taxa legal em vigor. Os trabalhos deverão iniciar em março e têm um prazo de execução de oito meses .
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INVESTIGADOR DO CBMR TESTA TERAPIA INOVADORA PARA EMPRESA DE BIOTECNOLOGIA EM FRANÇA
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lévio Nóbrega, investigador do Centro de Investigação em Biomedicina, da Universidade do Algarve, acaba de estabelecer com a «BrainVectis», uma empresa de biotecnologia sediada em Paris, uma parceria para testar uma terapia de base genética para doenças neurodegenerativas, que deverá entrar brevemente em ensaios clínicos. O laboratório de Neurociência Molecular e Terapia Genética vai, ao longos dos
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próximos seis meses, efetuar, em modelos celulares, testes adicionais acerca do mecanismo de ação da terapia. Se os testes forem bem-sucedidos, a empresa, que tem como principal objetivo impedir a progressão de doenças que afetam o sistema nervoso, continuará a apostar na investigação de Clévio Nóbrega (que se destacou, em 2017, pelo Prémio de Jovem Cientista do Ano), avançando para experiências em modelos animais .
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ATUALIDADE
ESCOLA E.B. 2, 3 JOÃO DA ROSA DE OLHÃO GANHA ELEVADOR
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Escola E.B. 2,3 João da Rosa dispõe, desde dia 16 de fevereiro, de uma estrutura elevatória que vem colmatar as necessidades deste estabelecimento de ensino de Olhão no que diz respeito a condições de acesso para pessoas com mobilidade reduzida. A inauguração contou com as presenças do presidente da Câmara Municipal, António Miguel Pina, e do Delegado Regional de Educação, Francisco Marques, e concluiu um ciclo de intervenções levadas a cabo pelo Ministério de Educação na região, no sentido de dotar o parque escolar de condições que otimizem a inclusão de toda a comunidade escolar, a começar pelos alunos com necessidades especiais. ALGARVE INFORMATIVO #145
No caso da João da Rosa, o elevador agora em funcionamento representou um investimento de cerca de 30 mil euros, valor que foi comparticipado pelo Município. “A criação de condições de integração e inclusão na comunidade escolar deve ser um desígnio de todos nós enquanto sociedade”, fez questão de sublinhar António Miguel Pina, opinião essa partilhada pelo Diretor do Agrupamento, Luís Felício, que, para além de sublinhar o papel da autarquia na concretização desta infraestrutura, lembrou que a mesma “vem colmatar uma necessidade urgente desta escola, uma vez que muitas das salas de aula, bem como a biblioteca e o laboratório, se encontram no 1.º piso”. No ano em que comemora 20 anos, o Agrupamento de Escolas João da Rosa vê, assim, a escola-sede dotada de uma estrutura elevatória, que tem já, pelo menos, uma utente regular: uma aluna que começou a frequentar o estabelecimento de ensino este ano letivo e que tinha, até agora, o acesso ao 1.º piso condicionado .
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MUNICÍPIO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL RENOVA PARQUES INFANTIS
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Município de São Brás de Alportel está a efetuar trabalhos de renovação e manutenção na Rede de Parques Infantis, nomeadamente nos Parques Infantis localizados no Jardim Carrera Viegas, no Bairro João Rosa Beatriz e no Jardim de Infância «As Joaninhas». Os trabalhos consistem na remoção dos pisos existentes, renovação da rede de drenagem pluvial, execução de lancis e fornecimento e aplicação de um novo pavimento flexível, num investimento municipal geral de 40 mil e 477,02 euros (c/IVA), adjudicados à empresa «Trunforiginal Construções Unipessoal, Lda». 101
Esta primeira fase de intervenções do Plano Geral de Investimentos em Parques Infantis respeita as exigências de segurança e proteção para estas infraestruturas, de modo a tornar os espaços mais seguros e aprazíveis para os seus utilizadores. A exigência relativa à manutenção e renovação destes equipamentos infantis implica à autarquia um planeamento de intervenção regular, rigoroso e faseado, tendo em conta os custos e os recursos financeiros disponíveis e as oportunidades de financiamento que possam surgir para o efeito .
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ATUALIDADE
33.º FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DO ALGARVE COMEÇA A 2 DE MARÇO
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Associação Musical do Algarve organiza, pelo segundo ano consecutivo, o FIMA – Festival Internacional de Música do Algarve, que decorre entre os dias 2 de março e 24 de maio. Durante três meses, a região algarvia vai receber 15 concertos de música clássica pautados pela qualidade e excelência dos maestros, grupos e solistas convidados. A soprano portuguesa Elisabete Matos junta-se à Orquestra Clássica do Sul no concerto de abertura «Os Sons do Destino», no CineTeatro Louletano, no dia 2 de março, às 21h. Detentora de enorme prestígio e reconhecimento internacionais, Elisabete Matos marca presença num programa que recorda o dramatismo da obra de Wagner e a veia inspiradora de Tchaikovsky, com direção do Maestro Rui Pinheiro. Na 33.ª edição, o FIMA regressa ao Algarve com uma programação diversificada e com a realização de concertos em diferentes localidades da região. Com as danças e músicas tradicionais da Arménia apresenta-se o Quarteto Chilingirian; na aliança harmoniosa entre piano e violino surge o Doppio Ensemble, um projeto de duas intérpretes portuguesas; ou ainda a ALGARVE INFORMATIVO #145
Orquestra Filarmonia das Beiras, conduzida pelo Maestro Ernst Schelle e na companhia do solista Vladimir Tolpygo, ao violino, são algumas das muitas sugestões musicais do FIMA para os próximos meses. Martin André e Peter Stark são alguns dos maestros convidados, como a guitarrista Gaëlle Solal, os violinistas Francesca Dego e Pedro Meireles ou o violoncelista Paulo Gaio Lima. Num formato original, o ator Diogo Infante sobe também ao palco, acompanhado por um agrupamento de música de câmara .
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DESPORTO OLHANENSE EM DESTAQUE EM VÁRIOS PALCOS
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s clubes e atletas olhanenses estiveram em destaque em várias frentes no fim-desemana de 17 e 18 de fevereiro. Por um lado, o Clube Oriental de Pechão brilhou, individual e coletivamente, em duas competições, mas também a ACASO não deixou os seus créditos em mãos alheias e marcou pontos no desporto adaptado. A equipa feminina do COP voltou a fazer história em Pombal, ao conquistar o 3.º lugar no Campeonato Nacional de Clubes – 2.ª Divisão, pelo segundo ano consecutivo. Individualmente, as atletas do clube de Pechão obtiveram duas vitórias: Fatoumata Diallo nos 400 metros e Laura Leal nos 3.000 metros marcha. As marchadoras acabaram por «ajudar» a equipa nas provas de corrida, onde obtiveram duas medalhas de prata: Edna Barros, nos 1.500 metros, e Ana Cabecinha, nos 3.000 metros, a escassos 80 centésimos da vencedora. Catarina Marques esteve também em destaque em Pombal, ao trazer para Pechão o 2.º lugar no salto com vara – 2,80 m – uma marca que lhe valeu o recorde Regional Sub 23 e qualifica a atleta para o Nacional da categoria em pista coberta. Em estafeta 4x400 metros, 103
Inês Farias, Denise Semedo, Telma Mendes e Fatoumata Diallo arrecadaram o 3.º lugar e melhoraram o recorde do Algarve das categorias de Juniores, Sub 23 e Absoluto. Noutra frente, o Torneio e Campeonato Regional de Corta-Mato do Algarve, que decorreu em simultâneo com a 41.ª Edição do Cross Internacional das Amendoeiras em Flor, os atletas do Clube Oriental de Pechão conquistaram quatro títulos individuais e cinco coletivos. A pista de cross da Aldeia das Açoteias assistiu a mais uma excelente jornada de atletismo para as cores olhanenses, com equipas no pódio praticamente em todas as categorias, dos Benjamins aos Juniores. Quem também levou o concelho de Olhão ao pódio no Cross Internacional das Amendoeiras em Flor foi a ACASO, no atletismo adaptado, que conquistou um merecido primeiro lugar. ALGARVE INFORMATIVO #145
ATUALIDADE
ALGARVE PROMOVE-SE NA PRINCIPAL FEIRA DE TURISMO DO PAÍS
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Algarve volta a marcar presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) para apresentar os maiores atrativos turísticos da região aos visitantes, com grande destaque para o Turismo de Natureza, o Turismo Ativo e Desportivo, a Gastronomia e Vinhos e o Turismo Cultural. Assim, de 28 de fevereiro a 4 de março, a Região de Turismo do Algarve (RTA) viaja até ao Pavilhão 1 da FIL, em Lisboa, com um novo stand promocional de 702 metros quadrados, onde estarão representados os 16 municípios da região e 20 unidades hoteleiras e operadores turísticos. Com design arrojado e linhas contemporâneas, o espaço representa as icónicas falésias e grutas algarvias, destacando-se pela vivacidade das suas cores e a sua luminosidade, características únicas da região. Para o certame, o Algarve programou um conjunto de iniciativas e momentos de animação que darão a conhecer ao público e aos profissionais do setor a diversidade da oferta turística da região, que pode ser descoberta todos os dias do ano. O Melhor Destino de Praia da Europa já é reconhecido internacionalmente pela excelência da sua oferta de Sol e Mar, e apresenta-se ALGARVE INFORMATIVO #145
agora como um destino de eleição para amantes de turismo ativo e de atividades ao ar livre. Deste modo, no dia 1 de março, dia em que a região apresentará as novidades do maior destino de férias do país à imprensa e ao trade, será divulgada a 4.ª Algarve Nature Week, evento financiado pelo CRESC Algarve que tem vindo a atrair cada vez mais adeptos de atividades de 104
natureza ao sul do país. A edição deste ano decorre de 13 a 22 de abril, com um novo formato e uma vasta proposta de atividades e unidades de alojamento a preços especiais. Os resultados do projeto «Cycling & Walking», do qual o Algarve é regiãopiloto e que visa aumentar o número de turistas que viajam para este destino com a motivação direta de praticar caminhadas e ciclismo fora da época alta, serão também revelados neste dia, com o objetivo de mostrar as condições únicas da região para quem procura férias ativas a pé ou em bicicleta. Enquanto destino family friendly, a RTA falará pela primeira vez do inovador Guia de Turismo de Natureza Júnior, que está a preparar para as crianças entre os 6 e os 10 anos. O guia irá incentivá-las a descobrir as áreas naturais do Algarve, as suas principais espécies de fauna e flora, e todos os segredos naturais da região. A BTL será também palco da apresentação do novo sítio promocional do Algarve. Mantendo-se alojado em www.visitalgarve.pt, o sítio pretende ser um guia de informação útil e prática para quem está a planear visitar a região. Mais intuitivo e com conteúdos dinâmicos, o sítio será uma porta de entrada para a diversidade turística do Algarve, permitindo ao utilizador selecionar e obter facilmente informação sobre o produto turístico mais adequado aos seus interesses. Ainda no domínio do online, serão reveladas as primeiras imagens do sítio institucional da RTA, atualmente em fase de renovação para ter design mais apelativo e conteúdos organizados de forma mais intuitiva. O Turismo Cultural é um importante atrativo do Algarve e não poderia deixar 105
de ter um papel de destaque na BTL. Por isso, no dia 1 de março, os visitantes do stand algarvio serão convidados a saber mais sobre o programa cultural «365 Algarve» e os principais eventos culturais programados até maio. Surpresa neste dia será a presença de parte do elenco da novela Paixão da SIC no stand do Algarve, onde se apresentará a segunda temporada desta novela rodada na região. Durante os cinco dias da feira haverá ainda lugar para momentos musicais com a Orquestra Clássica do Sul e para várias experiências gastronómicas no âmbito do projeto «Algarve Cooking Vacations», financiado pelo CRESC Algarve. Organizadas em parceria com a Tertúlia Algarvia, estas experiências culinárias ensinarão os visitantes e profissionais do setor a confecionar as melhores iguarias da região. “A BTL é o salão de referência para a indústria do turismo e o principal evento de promoção turística em Portugal. O Algarve participa na 30.ª edição da feira com o intuito de reafirmar as suas potencialidades diferenciadoras e a sua vasta oferta turística para todos os perfis de viajantes. Este será, sem dúvida, um momento especial para atrair mais turistas para o Algarve, que fechou 2017 com mais de 19 milhões de dormidas”, afirma o presidente da RTA, Desidério Silva. Em 2017, o Algarve registou pouco mais que 19 milhões de dormidas (+5,3% do que em 2016), 1028 milhões de euros de proveitos totais (+13,2%) e 4,1 milhões de hóspedes (+5,1%), alcançando novos recordes anuais. A região tem vindo a receber inúmeras distinções internacionais, como «Melhor Destino de Praia da Europa», pelos World Travel Awards, e «Best Golf Destination», pelos World Golf Awards .
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FESTIVAL MED É FINALISTA EM CINCO CATEGORIAS DOS IBERIAN FESTIVAL AWARDS
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epois de ter vencido, em 2017, o prémio de Melhor Festival de Média Dimensão da Península Ibérica, o Festival MED é finalista em cinco categorias na terceira edição dos Iberian Festival Awards. O evento que decorre em Loulé no último fim-desemana de junho vai disputar o prémio final com outros festivais portugueses e espanhóis nas categorias de Melhor Festival de Média Dimensão, Melhor Promoção Turística, Contributo para a Sustentabilidade, Melhor Atuação (Portugal/Espanha) para Ana Moura e Melhor Festival Lusófono e Hispânico, no ano em que pela primeira vez será distinguido um vencedor nesta última categoria. ALGARVE INFORMATIVO #145
Ao contrário do que aconteceu nas duas primeiras edições destes prémios, os finalistas foram agora escolhidos exclusivamente pelo voto do público. São 22 as categorias que este ano serão disputadas, havendo ainda espaço para a entrega de um Prémio de Excelência a um homenageado. Os vencedores dos III Iberian Festival Awards serão conhecidos no dia 15 de março, durante uma gala que decorrerá no Fórum Lisboa. Estes prémios têm por objetivo reconhecer, apoiar e premiar festivais de música e de outras disciplinas, media partners, artistas musicais e empresas que prestaram serviços ou se ativaram nos festivais ao longo do ano de 2017 .
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LAGOA LANÇA PRÉMIO MUNICIPAL MARIA BARROSO NO DIA DA MULHER
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próximo Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é comemorado em Lagoa, com um conjunto de propostas diferentes e dirigidas a todos os públicos. O Presidente do Município, Francisco Martins, assinalará a data com o anúncio da criação do Prémio Municipal Maria Barroso, em parceria com o Grupo Vila Vita, dotado de 30 mil euros e com o intuito de destacar contributos para a construção de mais igualdade de género e melhor cidadania. Outro ponto forte do programa é o debate sobre «Questões de género: fraturantes ou estruturantes?», com a participação da rapper Capicua, da socióloga e deputada cantonal de Zurique, Isabel Bartal Abílio – que viveu a sua infância e juventude em Lagoa – e outra personalidade com responsabilidades no plano nacional. Esperam-se testemunhos vivos num debate que se inicia às 18h no Auditório Municipal de Lagoa e é aberto a todos. Esta mesa redonda intitulada «Questões de género – uma causa fraturante ou estruturante?» tem como principais objetivos refletir sobre as questões de igualdade de género e cidadania na comunidade local, bem como aumentar a informação e o conhecimento disponíveis em contexto nacional e internacional, indispensáveis à mudança de atitudes e mentalidades, no que se refere às desigualdades de género. Com mais esta iniciativa, a Câmara Municipal de Lagoa pretende reforçar o 107
seu investimento na área da Igualdade, Género e Cidadania, já reconhecido a nível nacional por vários parceiros e instituições, e assumido como prioritário para esta gestão autárquica. O programa do dia 8 de março conta ainda com um concerto da rapper Capicua, exclusivo para os jovens de Lagoa a acontecer durante a tarde no Centro de Congressos do Arade. À noite, pelas 21h30, na Igreja Matriz de Ferragudo, a entrada também é livre para o «Video Lucem», um espetáculo de cinema mudo acompanhado de música ao vivo com João Frade e Noiserv. Integrado no mesmo programa, a 7 de março, pelas 16h, acontece, na Biblioteca Municipal, uma conversa aberta ao público com Maria Helena do Carmo, a autora do livro «A Mulher e o Amor». O programa de comemorações começa, porém, a 4 de março, pelas 21h30, no Convento S. José, com música de Ensemble com «Les Violons d'Alienor», grupo de música de antiga do Conservatório Superior de Música Pôle Alienor de Poitiers, França, com entrada livre .
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AQUASHOW PARK HOTEL ELEITO PME EXCELÊNCIA 2017
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Celoli – Actividades Turísticas Lda., empresa detentora do Aquashow Park Hotel, viu renovada por mais um ano a sua distinção de PME Excelência, atribuída pelo IAPMEI em parceria com o Turismo de Portugal. O Aquashow Park Hotel permanece, assim, entre as quase duas mil PME Excelência reconhecidas, recebendo o selo de reputação associado à sua solidez e desempenho económico-financeiro. O Turismo, sector no qual se insere, representa uma fatia de 20,1 por cento correspondente a 391 empresas. Para alcançar este patamar de notoriedade nacional, o Aquashow Park
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Hotel continua a cumprir um conjunto de critérios ao nível da gestão e estratégia empresarial, contribuindo reconhecidamente para a economia local. Aberto de maio a setembro e localizado em Quarteira, o Parque Aquashow é o parque aquático e temático mais completo de Portugal, com mais de 20 atrações, algumas delas únicas na Europa, agradáveis espaços verdes, zonas de descanso e uma variada oferta ao nível de restauração. No mesmo complexo possui uma unidade hoteleira de 4 estrelas, com 148 quartos e capacidade para 300 hóspedes, sala de reuniões, piscina, spa, ginásio e restaurante .
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