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ALGARVE INFORMATIVO #144

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ALGARVE INFORMATIVO 17 de fevereiro, 2018

A LOUCURA DO CARNAVAL ALGARVIO FARO VAI RESPIRAR TÉNIS DURANTE 12 DIAS |ALGARVIOS NO CAMINITO DEL REY SARA1 TAVARES ENCANTOU TEATRO DAS FIGURAS |JORGE MOURATO ALBUFEIRA ALGARVEEM INFORMATIVO #144


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CONTEÚDOS #144 17 DE FEVEREIRO, 2018 48

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ARTIGOS 6 - Centro de Ténis de Faro 16 - Carnaval 36 - O «outro» Carnaval 48 - Sara Tavares 54 - Caminito Del Rey 64 - Jorge Mourato 86 - Atualidade 64

OPINIÃO 72 - Paulo Cunha 74 - Paulo Bernardo 76 - Mirian Tavares 78 - Adília César 80 - Antónia Correia 82 - Fábio Jesuíno 84 - Augusto Lima ALGARVE INFORMATIVO #144

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REPORTAGEM

FARO VAI RESPIRAR TÉNIS DURANTE 12 DIAS Realiza-se, de 24 de fevereiro a 4 de março, a 27.ª edição do «Faro Future Portugal 2», prova organizada pelo Centro de Ténis de Faro e pela Junta de Freguesia do Montenegro, com um prize money de 15 mil dólares e a contar para o ranking mundial do ATP Tour. O torneio é um dos maiores eventos desportivos do concelho de Faro e há mais de três décadas que o Centro de Ténis de Faro se dedica a promover o desporto e o exercício físico junto de miúdos e graúdos. Texto:

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Fotografia:

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Centro de Ténis de Faro (CTF) comemorou, no dia 11 de fevereiro, 34 anos de existência e muito do seu crescimento se deve, sem dúvida, ao sócio fundador e Presidente da Direção José Rosa Nunes, mercê de uma enorme paixão por esta modalidade e de muita carolice em prol do clube da terra e da causa do desporto. Com passos seguros, sem grandes atropelos, se tem feito a história do CTF, com classes logo a partir dos três anos de idade (baby ténis). ALGARVE INFORMATIVO #144

“Temos à volta de 300 sócios e todos os dias o clube é frequentado por mais de 100 pessoas. De há 15/20 anos para cá existem seis campos, depois de termos iniciado a atividade com três. Mais recentemente temos crescido bastante no padel, já com seis campos também. A tudo isto soma-se um campo de futebol”, descreve o professor numa rápida visita às instalações. Os sócios são praticamente todos de Faro, com o remanescente a serem 8


simplesmente por lazer. Apesar disso, a equipa do clube é sobejamente conhecida pelos seus resultados de excelência nos campeonatos regionais e nacionais, tanto no ténis como no padel, para orgulho do entrevistado. “Todos os anos ganhamos títulos, o que só é possível graças ao muito trabalho e empenho destes atletas e dos seus treinadores. Normalmente é a partir dos 10 anos que os miúdos escolhem qual é a sua grande paixão, é o momento de se fazer a triagem daqueles que pretendem seguir o rumo da competição. Dos três aos 10 anos, a nossa maior preocupação é motivar os jovens para as boas práticas desportivas e para ocuparem os tempos livres de forma saudável e com muito exercício físico”, salienta.

turistas que estão de férias no concelho – não estivéssemos nós a poucos minutos de distância do Aeroporto Internacional de Faro – mas também alunos da Universidade do Algarve, com o polo das Gambelas logo ao virar da esquina. “Normalmente são jovens que praticavam ténis nas suas localidades de origem e aqui têm possibilidade de dar continuidade à sua paixão por esta modalidade”, refere, confirmando igualmente que a maior parte dos associados frequentam o CTF 9

Como em tudo na vida, há sempre alguns que sobressaem da multidão e esses são incentivados para darem seguimento à sua aprendizagem, desde que, claro, tenham interesse nisso. “Falamos com eles e com as famílias e, caso seja essa a vontade de todos, começam a treinar ténis mais a sério, quase todos os dias. Sem trabalho não há resultados”, garante José Rosa Nunes. O problema é que a nova geração é mais propensa a ficar em casa de volta dos jogos de computador ou de olhos pregados no telemóvel do que propriamente a andar no exterior a praticar desporto. Do mesmo modo, os pais também não têm a mesma disponibilidade de outros tempos para levar os seus filhos às atividades extracurriculares, mas o professor assegura que isso não é um problema muito sentido no CTF. “Faro é a cidade ALGARVE INFORMATIVO #144


do Algarve com mais clubes e atividades desportivas, há modalidades para todas as idades e gostos, e esta concorrência é salutar. O mais importante é que as pessoas tenham alternativas. Depois, depende tudo da organização dos clubes para cativar e motivar os praticantes. Nós promovemos imensas atividades ao longo do ano, participamos nas Férias Desportivas, vamos aos centros comerciais fazer apresentações e, graças a isso, temos uma escola com mais de 100 praticantes. Claro que a maioria dos jovens pretende ir para o futebol, mas não nos podemos queixar de falta de alunos. Para além disso, este é o maior recinto desportivo fechado que existe no concelho e as crianças podem ficar aqui praticamente o dia todo em diversas atividades”.

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Ultrapassada está igualmente a história de que o ténis, à semelhança do golfe, da vela ou da equitação, é um desporto para as elites, que exige um avultado investimento financeiro. De facto, o CTF vai às escolas oferecer ténis aos mais novos, desenvolve ações de rua, inclusive, há jovens sem posses monetárias que praticam a modalidade de forma gratuita. “Como é lógico, há um momento em que a qualidade tem que ser paga, porque os professores e treinadores vivem disto e têm que ser remunerados. Isso não significa que o ténis seja para as elites, mas quem quiser chegar ao topo tem que investir no equipamento, na preparação, nas deslocações aos torneios”, manifesta o entrevistado.

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Entretanto, o padel deixou de ser uma moda e tornou-se um dos pontos fortes do CTF, ao ponto dos seus campos terem uma maior frequência do que os de ténis. “Qualquer pessoa chega aqui e, mesmo sem nunca ter pegado numa raquete, começa logo a jogar padel. O ténis é mais tecnicista, obriga a realizar movimentos com maior performance. No ténis corre-se mais e é mais bonito em termos de jogadas, enquanto o padel está ao alcance de pessoas de todas as idades e compleições físicas. Também é muito social, porque se joga a quatro, daí o seu enorme crescimento”, entende José Rosa Nunes, acrescentando que crescer em tamanho é algo que não está nos horizontes do clube. “Preferimos ter menos campos e oferecer mais qualidade. Também não sentimos muita necessidade de nos expandirmos porque a maioria das 11

pessoas joga padel entre as 18h e as 20h. A ideia é, sim, melhorar as instalações do club house ainda este ano”, adianta.

«FARO FUTURE PORTUGAL» É O CARTÃO-DE-VISITA DO CTF Entretanto, o Centro de Ténis de Faro e a Junta de Freguesia do Montenegro levam a cabo, de 24 de fevereiro a 4 de março, o 27.º «Faro Future Portugal 2», torneio com prize money de 15 mil dólares a contar para o ranking mundial do ATP Tour e que, pela primeira vez na sua história, terá a final transmitida em direto pelo Sport TV. Por esses dias vaise jogar ténis ao mais alto nível na freguesia do Montenegro, com mais de 200 atletas de 40 nacionalidades, com Portugal (44) e Espanha (43) à cabeça, ALGARVE INFORMATIVO #144


mas a ação arranca logo a 21 de fevereiro, com um Pré-Qualifying disputado pelos tenistas que não entrarem diretamente para o quadro de participantes. “Estes torneios «Future» foram criados por mim há 27 anos e houve uma altura em que até se realizaram os três eventos todos em Faro, mas a situação era impossível de manter por muito tempo. Felizmente foi possível dividir as provas por outros clubes do Algarve, repartindo-se, atualmente, por Vale do Lobo, Loulé e Faro”, explicou o Diretor da Prova, acrescentando que a etapa farense dos «Future Portugal» é a segunda a ter lugar neste périplo pela região algarvia. “A maioria dos jogadores vem apenas por duas semanas, inscrevendo-se nas duas primeiras ou nas duas últimas. Deste modo, Faro apanha com toda a gente, o que faz com que nem todos possam competir”, observou o professor.

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De facto, o limite máximo num torneio «Future» definido pela International Tennis Federation é de 160 atletas, de acordo com o ranking mundial, número que rapidamente foi ultrapassado, pelo que o Centro de Ténis de Faro decidiu criar um Pré-Qualifying que atribuirá dois wild cards, um para o quadro principal, outro para o Qualifying. “É uma oportunidade inclusive para aqueles que, entretanto, já foram eliminados do torneio de Vale do Lobo. Serão 12 dias importantes para o ténis nacional, para o Centro de Ténis de Faro e para a economia local”, antevê José Rosa Nunes. A garantir que tudo corra pelo melhor está um staff de 20 pessoas, onde se incluem um juiz árbitro internacional Silver Badge e seis árbitros

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internacionais White Badge, mas também um médico e um fisioterapeuta, dois condutores para transportarem os atletas do hotel para o recinto desportivo e até dois seguranças, uma nova realidade em relação aos anos anteriores. “Teremos uma zona reservada para os jogadores no primeiro andar do clube, devido ao crescente perigo de aliciamento dos atletas em virtude das apostas online”, justificou, antes de realçar novamente a grande novidade da 27.ª edição do Faro Future Portugal 2, a transmissão em direto da final pela Sport TV, graças ao patrocínio da Câmara Municipal de Faro. Quanto aos tenistas, José Rosa Nunes destacou o primeiro cabeça de série, Gonçalo Oliveira, natural do Porto mas que faz questão de competir pelas cores do Centro de Ténis de Faro. “É o jogador que mais torneios ATP fez em 2017, mais de 40, nunca se lesionou. Tem uma caravana 13

e passa a vida a viajar de prova em prova, juntamente com o pai. É um dos nossos melhores tenistas da atualidade, joga em «Challengers» e está no número 203 do ranking mundial”, sublinhou o Diretor da Prova, aproveitando igualmente para agradecer o apoio da Junta de Freguesia do Montenegro e da Câmara Municipal de Faro, bem como do Instituto Português do Desporto e Juventude. “Estamos preparados para receber seja quem for e para mostrar o que há de melhor em Faro, nomeadamente em termos de ténis. Vai ser um excelente espetáculo desportivo e isso ajuda a aumentar a motivação dos nossos atletas e a chama dos interessados em praticar esta modalidade. Este é dos primeiros torneios onde os profissionais podem ganhar pontos para subir na hierarquia ATP”, concluiu José Rosa Nunes .

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REPORTAGEM

A LOUCURA DO CARNAVAL ALGARVIO O Algarve voltou a viver intensamente a folia carnavalesca, com desfiles a acontecerem de uma ponta à outra da região. Em quatro dias super intensos, o Algarve Informativo acompanhou de perto os corsos de Loulé, São Brás de Alportel, Moncarapacho e Altura e mostra os motivos porque tantos milhares de turistas viajam rumo ao sul nesta época festiva. Fotografia: e

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LOULÉ

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SÃO BRÁS DE ALPORTEL

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MONCARAPACHO

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ALTURA

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REPORTAGEM

UM OUTRO OLHAR SOBRE O CARNAVAL DE LOULÉ Fotografia:

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m pouco por todo comemora-se o Carnaval e, apesar do intuito desta celebração ser a paródia, todas as terras preparam-na muito a sério. No Algarve nenhuma a leva tão a sério como Loulé. Aqui, o Carnaval atinge uma dimensão que o torna um dos principais de todo o país, para além de ser o mais antigo (neste formato).

Durante três dias de folia, a cidade recebe milhares de pessoas que se deslocam para assistir ao cortejo diário que desfila cerca de três horas pela Avenida José da Costa Mealha. Este ano, o «Loulé Criativo» convidou-me para realizar uma batida fotográfica pelo recinto. Adorei o desafio e bola para a frente.

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No domingo, dia 11 de fevereiro, eu e um pequeno grupo de participantes, lá partimos à aventura: procurar o fotografar o Carnaval de outra forma. O céu nublado prometia chuva e o sol raramente conseguiu impor-se. Mas o que importa é fotografar. À partida, e como seria de esperar, a multidão era muita. Após conseguirmos entrar dentro do recinto, ficamos logo «enlatados» na multidão que se acumulava nessa zona. O posicionamento no terreno é muito importante para termos alguma possibilidade de sucesso, especialmente quando a mobilidade é bastante reduzida ou limitada. Pacientemente, e «passito a passito», lá fomos avançando para a zona mais central do recinto, que nos permitia conseguir um pouco mais de amplitude.

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Localizados onde queríamos, havia que começar a contar a história. Ora, para além da pouca luz e mobilidade, a maior dificuldade tornou-se «fugir» à tal fotografia institucionalizada.

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Essas deixamos para as dezenas de fotojornalistas e também para os milhares de espetadores de telemóveis em punho.

Curiosamente, o tema deste ano foi dedicado às tecnologias: Carnaval Summit. No entanto, há sempre quem resista e se mantenha num passado mais recente.

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Desfilando pelo circuito «oval» que felizmente a bela avenida permite, tínhamos 14 carros alegóricos e centenas de figurantes satirizando diferentes temas ou acontecimentos, como o futebol, entre outros. Do alto dos carros alegóricos chove confettis e dá-se cor à multidão. Puxa-se pela multidão que, na sua maioria, assiste impavidamente ao cortejo. Tudo é mais civilizado hoje em dia!

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E claro que não podiam faltar as bailarinas de samba que, como seu calor e energia, contrariaram a baixa temperatura que se fez sentir (então por cá ainda é Inverno), ao mesmo tempo que alegravam a vista de muitos. ALGARVE INFORMATIVO #144

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A brincar, a brincar, mas a verdade é que há quem venha algumas horas antes do corso começar para marcar o melhor lugar para assegurar uma vista privilegiada. E talvez de muitas, não é senhora freira?

Inspirado pelo ritmo, sempre há alguém que tente rivalizar com as raparigas. O Carnaval é de todos e para todos. Mas também há quem não goste nada, mesmo nada disto! E, em sinal de contestação, senta-se de costas para isto tudo. É Carnaval, ninguém leva a mal…

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A verdade é que o público também faz parte do Carnaval, sem ele, nada disto tinha piada. As crianças adoram-no e mascaram-se a rigor. A infância permite-nos essa liberdade de poermos sonhar e imaginar o que quisermos. Lá no fundo existe sempre um pouco de criança em todos nós. Porque não revivermos esses tempos?

E aqui e acolá aparece um adulto equipado a rigor.

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Outros, mais moderados, ficam-se apenas pelas mascarilhas, solidarizando-se de alguma forma com o Carnaval.

Depois, há os que nem por isso, apenas participam na festa como espetadores e divertem-se somente a ver os outros… Curiosamente, eu divirto-me a ver todo este contraste. Mas o Carnaval é o que nós quisermos. Cada qual o vê e vive à sua maneira. No imaginário permite uma aparente libertação às regras morais, amorais e imorais. Cada um pode ser o que quiser, sem estar sujeito às críticas impostas pela sociedade que o rodeia. 43

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É, no fundo, uma festa tradicional sem uma história, nunca nos deixa de relevante para contarmos no futuro. No final, acaba e tudo regressa à normalidade, mesmo para quem esteve três horas a desfilar.

Para o ano há mais. E viva o Carnaval.

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REPORTAGEM

SARA TAVARES ENCANTOU TEATRO DAS FIGURAS EM DIA DOS NAMORADOS Texto:

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aro foi uma das cidades que recebeu o festival mais enamorado do país, o «Montepio às Vezes o Amor», responsável por uma festa de música e emoções repartidas por 12 cidades portuguesas. Ao palco do Teatro das Figuras subiu, no dia 14 de fevereiro, a conceituada artista Sara Tavares, que trazia na bagagem o seu novo álbum, «Fitxadu», e que bela opção coube à capital algarvia. Portuguesa e cabo-verdiana ao mesmo tempo, mas com o coração no mundo, Sara Tavares tornou-se conhecida dos portugueses ao vencer a primeira edição do concurso «Chuva de Estrelas», da SIC, corria o ano de 1993. Hoje é reconhecida como uma das melhores vozes femininas da comunidade lusófona e, após oito anos afastada dos estúdios de gravação, lançou, no final de 2017, um novo disco de originais, com a particularidade da música e letra de quase todos os temas serem da sua autoria. Com o foyer do Teatro das Figuras vestido a rigor com as cores e as emoções do Dia dos Namorados, quase sete centenas de pessoas vibraram com os temas de «Fitxadu», embalados pela voz quente de Sara Tavares a que ninguém fica indiferente. Acompanhada em palco por cinco músicos de excelência, cantando e tocando a sua viola, muitas vezes de olhos fechados e sorriso nos lábios, a artista proporcionou um serão inesquecível, verdadeiramente caloroso e romântico, com um timbre que nos envolve e letras que mexem com a alma e coração. E assim se passou um Dia dos Namorados diferente, em Faro, para mais tarde recordar .

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REPORTAGEM

ALGARVIOS PELO

CAMINITO DEL REY Texto:

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is que chegou o dia da viagem para o famoso «Caminito del Rey», situado a 60 quilómetros a noroeste de Málaga e a 400 quilómetros de Portimão. Caminho que permite a ligação entre as montanhas de Chorro e Gaitanejo a propósito da construção da barragem e que foi inaugurado pelo Rei Afonso XIII, em 1905. Acabou por ficar ao abandono e muito degradado, tendo sido encerrado em 2001. Em 2015, e após profundas obras de remodelação, foi reaberto ao público com toda a segurança, tornando-se num dos locais de eleição para visitar. No dia 20 de janeiro, após a recolha em autocarro privado de todos os participantes, seguimos em direção à primeira paragem. O fator surpresa pela paisagem envolvente foi determinante para o entusiasmo coletivo. O tom da água, a aldeia na encosta e um castelo no topo dessa montanha justificaram a expressão geral de satisfação que o olhar permitia vislumbrar. E foi aqui que iniciamos a primeira caminhada, de três quilómetros até ao castelo, onde a vista ia sendo ampliada metro a metro. No regresso, pausa para o merecido almoço-piquenique. A sensação de alegria era contagiante pelo facto de se terem permitido guiar nesta caminhada, fazendo sentir que só estas

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paisagens já tinham merecido a viagem. E era só o início. Seguimos em direção à paragem seguinte. Após um hora de viagem, por que não relaxar um pouco numa esplanada bebendo um copo de vinho ou uma cerveja? O cenário era totalmente diferente do habitual, pois grande parte das casas foram construídas aproveitando as rochas como paredes e tetos. Mais uma caminhada de três quilómetros à volta dessa aldeia e seguimos até à paragem seguinte, onde iríamos pernoitar. Ao contrário do esperado e revelado por alguns, pensavam que iam ficar em camaratas, mas foram surpreendidos por belos apartamentos com todo o conforto. O restaurante ficava a uns meros dois minutos a pé, onde fizemos três refeições jantar de sábado, pequenoalmoço e almoço de domingo. Chega o domingo e, após o pequeno-almoço, seguimos para o tão esperado «Caminito del Rey». São oito quilómetros de uma beleza extraordinária, sendo uma grande parte em passadiços elevados a rondar os 100 metros de altitude nas zonas mais altas. A segurança é total após as tais remodelações que permitiram a reabertura ao público.

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Quanto mais andamos, mais espetacular vai ficando, com o rochedo envolvente a criar um majestoso recorte vertical na zona mais emblemática: a ponte. Mesmo os que têm vertigens perceberam, após atravessá-la, que afinal não era assim tão difícil. Valeu cada metro percorrido. Seguimos para mais um almoço e, sem perder mais tempo, para a última paragem. Desta vez em cidade, com mais movimento e agitação, dando a liberdade de escolha a cada um, optando por mais uma caminhada de três quilómetros até ao pôr-do-sol, percorrer as ruas citadinas ou simplesmente relaxar numa esplanada. O programa chegava ao fim e tudo foi vivido com muita intensidade e entusiasmo, ficando a vontade de repetir um dia mais tarde. Regressamos a casa de alma cheia e revigorada, com o importante contributo do nosso motorista particular com uma condução exemplar. E o programa repete-se nos dias 3 e 4 de março, para quem desejar sentir esta maravilhosa e enriquecedora experiência, com as informações/inscrições disponíveis na página do Facebook da Zen Trekk (www.facebook.com/zentrekk) ou em https://goo.gl/5pt5DJ .

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JORGE MOURATO EXPLICOU AS DIFERENÇAS ENTRE OS HOMENS E AS MULHERES NUM «CAVEMAN» SUPER DIVERTIDO Texto:

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Auditório Municipal de Albufeira acolheu, no dia 10 de fevereiro, «Caveman», uma comédia sobre homens e mulheres com interpretação de Jorge Mourato. A peça detém o recorde de monólogo com mais tempo em cena na história da Broadway, tendo conquistado os corações de mais de oito milhões de espetadores em todo o mundo. Visto em mais de 45 países e traduzido para 18 idiomas, estamos na presença de um espetáculo hilariante que retrata a forma como homens e mulheres se relacionam, através da história de um casal moderno, Manuel e Teresa, e dos altos e baixos da sua relação. Desde tempos imemoriais que as pequenas grandes manias, diferenças e idiossincrasias de homens e mulheres têm sido uma fonte de reflexão, introspeção e muito humor, realidade perfeitamente retratada nesta comédia de Rob Becker que, durante três anos, realizou um estudo sobre antropologia, pré-história, psicologia, sociologia e mitologia. O resultado foi o espetáculo que estreou em São Francisco, em 1991, e mais tarde mudouse para Dallas, seguindo-se Washington, Filadélfia e Chicago, antes de se estrear na Broadway, em 1995. Em Portugal, «Caveman» estreou com grande sucesso em 2009 e passou agora pela capital do turismo algarvio, onde uma plateia numerosa se divertiu com as desventuras de Manuel, que foi colocado para fora de casa pela esposa Teresa. Na rua, à espera que Teresa mude de ideias e o deixe regressar, Manuel aborda os motivos por detrás do conflito, com diversas comparações aos homens e mulheres que habitam no planeta Terra desde os primórdios da Humanidade, em que o Homem era caçador e a Mulher recolectora. E mais não contamos, para não estragar a história… . ALGARVE INFORMATIVO #144

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OPINIÃO

Qual é o prazo de validade de um músico? Paulo Cunha (Professor)

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h Sr. Professor, já reparou que grande parte dos músicos que nos dá a conhecer, nos vídeos que nos mostra, já tem mais de sessenta/setenta anos… a idade dos nossos avós? Já tinham idade para gozarem a reforma, mas ainda aguentam concertos com mais de duas horas. Qual é o segredo?”, foi esta intervenção de um aluno, conjuntamente com um concerto a que assisti há pouco tempo, que me motivaram esta reflexão que aqui partilho convosco. É mais do que evidente que a «fórmula certa» é aliar alguma vitalidade física ao facto de se fazer o que se gosta. Seja em que área profissional for: «quem corre por gosto não se cansa!». Aliás, essa é uma das premissas que justifica que quanto maior for a felicidade de um trabalhador na sua ocupação laboral, maior será o desejo de continuar a trabalhar mais e melhor. Verdade insofismável que muitas entidades patronais teimam em não querer aceitar! Embora, desde sempre, a música se apresente como uma atividade profissional onde a ausência de trabalho remunerado esteja sempre no horizonte, não deixa de ser uma área extremamente apetecível na altura de escolher uma ocupação profissional que nos dê verdadeiramente prazer. Mas entre o prazer/realização e o prato de comida na mesa, na altura da escolha muitos aspirantes a músicos acabam por selecionar um curso que lhes perspetive uma profissão remunerada e estável. Apesar de todos sabermos que o paradigma «profissão segura, duradoura e promissora» se desvaneceu, tal como D. Sebastião no nevoeiro, ainda há quem acredite que tirar o «tal» Curso seja uma garantia de empregabilidade e boa remuneração. A muitos encarregados de educação que ainda vivem no passado, deixo-lhes apenas um conselho: não condicionem nem interfiram na escolha profissional dos vossos educandos, pois a sua felicidade e realização pessoais deverão vir sempre em primeiro lugar. Já temos idade para saber que a vocação está intimamente ligada ao prazer e à realização profissional, portanto: deixem-nos voar!

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Então qual é o segredo da longevidade de tantos músicos que só param quando a vida deixa de ser vivida? Talvez por termos como modelo uma meiadúzia de músicos que se manteve toda a vida profissional na ribalta, esquecemo-nos dos restantes, todos aqueles que necessitam de sobreviver, não como músicos, mas como pessoas. Gente que precisa de fazer face às despesas básicas, motivada pela ausência de uma reforma condigna que lhes garanta o descanso merecido nos últimos anos da vida. Por isso vemos tantos músicos que, já não podendo tocar, ensinam até que o corpo e a mente assim o permitam. Sendo daqueles que comprova e certifica que a música conserva, é mais do que natural que outros dos segredos que mantêm os músicos em atividade para além da «idade da reforma» sejam o prazer que a composição, a interpretação, a criação e a improvisação proporcionam a quem delas usufrui, seja como produtor ou como consumidor de música! E as palmas, esse supremo último reduto onde todos os músicos alimentam o seu ego e o seu espírito? Para muitos, a ausência delas é a morte em vida, por isso: tocar até que a morte os pare… de tocar! Recentemente, tive a oportunidade de ver em palco um músico que muito admiro e que preserva na sua música e poesia muito do nosso espírito identitário enquanto portugueses. Um daqueles músicos que não precisou de morrer para ver a sua real valia já reconhecida em vida. Conheci-o há mais de três dezenas de anos e, num jantar, com ele aprendi que a humildade e a simplicidade são bens inestimáveis sejam em que área for, mas que na música fazem ainda mais diferença. Já não cantando nem tocando com o fulgor nem o brilho de que me lembro quando, jovem, o comecei a ouvir, Fausto Bordalo Dias continua-nos a encantar… e é isso que interessa! É esse o grande segredo da longevidade dos músicos, sejam de que género musical for: tocam numa memória coletiva construída ao som da música que nos fez ser como somos. Haja música e um músico nunca morrerá! .

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OPINIÃO

O penalty de Ronaldo Paulo Bernardo (Empresário)

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esta quarta-feira, Cristiano Ronaldo voltou a inovar no mundo do futebol, marcando um penalty em que a bola quase que por magia levanta uns centímetros do solo antes de ele a chutar. Facto só possível de observar graças às novas técnicas de filmagem, que conseguem captar o quase incaptável. O que me levou a ficar pasmado pelo penalty foi a inovação, a inovação numa atividade em que julgamos que o fator humano já nada tinha para inventar, e que apenas a tecnologia poderia trazer mais inovação. Cristiano Ronaldo provou que em qualquer atividade não se pode parar de inovar, de tentar descobrir novas formas de fazer a mesma coisa. Mais ainda provou que, mesmo quem é muito bom, talvez o melhor, mesmo assim não para de trabalhar e tentar melhorar sempre. Por isso, eu olho para ele como um exemplo, ser sempre melhor cada dia. Todos nós podemos ao longo da nossa vida ir criando as nossas formas de marcar penaltys. Não podemos, nem devemos, deixar que a rotina nos faça esquecer a criança que temos dentro de nós e perder a forma de ver a vida de uma maneira diferente todos os dias. Não podemos deixar-nos ir pela rotina do dia, da semana, do ano, da década, e resmungar, e não criar novas formas de viver a vida. Hoje, para nosso azar, vivemos a época em que tudo muda a grande rapidez, o que ontem era verdade, daqui a dias já não vai ser. O meu avô, ao longo da sua vida, não viveu assim grandes mudanças, apesar de ser um tipo já bastante inovador. Agora eu já vi só na música uma

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quantidade de formas de reprodução que não lembra ao diabo. Se passarmos isso para todas as atividades, tudo mudou bastante. Assim como podemos olhar para o dia de amanhã com os olhos do meu avô, temos que todos os dias tentar inovar um pouco, mudar de atividade, mudar de objetivo, acertar as pontas diariamente. Não pensar que o mundo não muda. As empresas têm que fazer precisamente o mesmo. Basta olhar para a empresa bastante conhecida de nós todos que não inventou o seu penalty, a NOKIA. Assim como empresários temos que ter a coragem de mudar, nós somos escortinados todos os dias, o nosso cliente está a ver-nos com mil olhos e o nosso concorrente está numa garagem a fazer o seu penalty para nos ganhar o cliente. Por isso, não podemos nunca considerar que o que temos é a melhor solução ou que somos o detentor de todo o conhecimento. Temos que pensar que o mundo está numa velocidade louca, amanhã a solução fantástica ainda ninguém imaginou. Temos que, quer como empresa, quer como pessoas, não ser como o senhor triste que me atendeu hoje dizendo que estava há 27 anos a fazer aquele trabalho e que cada dia as coisas estavam piores e que a sua grande ambição é chegar à reforma. Eu pensei o que eu já fiz nestes 27 anos. Temos sim que ser humildes e treinarmos diariamente, como o Cristiano Ronaldo faz. Cada um tem a obrigação de inventar a sua forma de marcar o penalty. Parabéns Ronaldo .

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OPINIÃO

O mundo entre o rosa e o azul Mirian Tavares (Professora)

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u quero fantasiar-me de Princesa Leia!”, diz o filho de quatro anos de uma amiga. Ele nunca viu Star Wars, a que ele chama de qualquer parecida com «Stay ways», mas viu fotos do filme e gostou da princesa. E lá saiu ele com sua túnica muito bem cosida pela avó, que ainda lhe fez uma touca de croché primorosa! Se o George Lucas visse, ia copiar o modelo. A amiga não tem qualquer problema com o facto de seu filhote ter escolhido, dentre as personagens do filme, uma mulher. Mas não pensem que ela é uma feminista arraigada, ou defensora contundente dos direitos LGBT, ou fez campanha contra a Porto Editora quando lançou um livro azul e outro cor-de-rosa, diferenciando assim meninos e meninas nesta eterna batalha entre o bem e o mal ou melhor, entre o azul e o rosa; os carrinhos e as bonecas; a casa e o trabalho. Porque a amiga é, simplesmente, uma pessoa de bom senso e que respeita todas as pessoas em geral e que não vê qualquer problema em deixar que o filho se vista de Princesa Leia ou dance balé. E creio que, neste momento, em que os extremos, de tão estúpidos, acabam por se encontrar, quer do lado dos defensores aguerridos dos direitos das minorias, quer do lado dos preconceituosos e conservadores em geral, faltam-nos pessoas como ela. A falta de bom senso é o prato que nos é servido todos os dias, muitas vezes requentado e cada vez mais indigesto. O meu filho, quando tinha dois anos, quis fazer a sua festa com o tema das Powerpuff Girls, animação que ele adorava. A minha mana, que então vivia connosco, não deixou. Achava que era um tema feminino demais e lá fez a festa com a fantasia do Homem Aranha. É dos arrependimentos que tenho, não ter

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interditado esta interdição – se ele queria as Powerpuff Girls, deveríamos ter respeitado a sua vontade. Até porque as minhas amigas diziam sempre que eu era uma «mãe moderna», porque nunca me importei que ele brincasse de casinha com as suas filhas ou que experimentasse meus sapatos. Não me parece bem proibir as crianças de experimentar as coisas, de brincar com os brinquedos que lhe apetecerem, desde que dentro da sua faixa etária. A maior parte dos pais que conheci e que eram super conservadores, nunca proibiram os filhos, ainda pequenos, de ver telenovelas ou séries como «Morangos com Açúcar». É mais fácil deixar que eles acedam a tudo, sem um acompanhamento, que educá-los e respeitá-los. Pois, para isso, é preciso o tal do bom senso. Que está mesmo em falta e que leva muita gente a berrar nas redes sociais «verdades» inflamadas contra este ou aquele, mas que compra revistas como «Caras» e «Lux» e assiste aos programas mais absurdos e degradantes como se fosse, esta sim, a forma normal de se estar no mundo. Como se houvesse uma forma normal e outra aberrante. E como se apenas a nossa fosse a forma certa. Não há um livro que dê conta de tudo na hora que temos de educar os filhos. Mas se seguirmos o exemplo da amiga, que não só deixou que o filho se vestisse de Princesa Leia, como lhe arranjou um fato, sem fazer disso uma tomada de posição, e que respeita as pessoas, sejam elas de que género forem, formato ou feitio, pelo que elas são, pessoas, talvez conseguíssemos ter crianças mais educadas e tolerantes. E, sobretudo, mais felizes .

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OPINIÃO

O amor é... Adília César (Escritora)

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egundo o World Population Clock, uma ferramenta online que nos permite visualizar o número de humanos na terra, somos cerca de 7,6 mil milhões. Então, atrevo-me a afirmar que teremos 7,6 mil milhões de definições sobre o amor. Na verdade, toda a gente tem uma opinião a respeito do sentimento mais falado de todos os tempos. Lembrei-me disto porque ainda esta semana assisti às velhas manobras de publicidade e marketing relativamente à forma como devemos gerir o Dia de São Valentim, transformado agora no Dia (consumista) dos Namorados, preenchido com manobras de diversão nos meios de comunicação social e nas montras das lojas. Pensa-se que São Valentim terá sido o primeiro bispo da cidade italiana de Terni e alcançou grande popularidade devido à sua santa e zelosa vida apostólica. Mas foi condenado à morte pelo imperador Aureliano por ter renunciado à fé católica e por celebrar casamentos em segredo, tendo sido morto a 14 de fevereiro de 273. Acabou por ser canonizado pela Igreja. No ano 494, o Papa Gelásio definiu que São Valentim passaria a ser o padroeiro dos noivos e dos namorados, devido às várias lendas que se conheciam em torno da sua vida. Mas este mártir não é o único, havendo pelo menos três bispos com o mesmo nome, não se sabendo muito bem quem teria sido, afinal, o protagonista daqueles acontecimentos, uma vez que as lendas se fundiram umas com as outras. Curiosamente, o dia assinalado e festejado por milhões de pessoas em todo o mundo – 14 de fevereiro – já não consta do calendário dos santos desde 1969, ou seja, já não é oficialmente o Dia de São Valentim. Então porque perdura? Porque o amor é bonito e as pessoas gostam do apelo amoroso, ainda que só aconteça uma vez por ano? Ou porque o tema serve de desculpa à propagação de valores comerciais e consumistas, dando corpo ao processo de compra e venda de objectos inúteis? Também as diferentes disciplinas do conhecimento se têm debruçado sobre todo o processo amoroso, dissecando-o como um objecto experimental e artístico. No campo da arte, a literatura convoca frequentemente as narrativas amorosas, sendo a poesia a maior divulgadora do amor. E é aqui que me quero focar, servindo a passagem recente deste dia para vos deixar três exemplos dos mais belos textos sobre o amor.

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Séc. XVI – De Luís Vaz de Camões (1524-1580), «Amor é fogo que arde sem se ver», in «Sonetos»: Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Anos 60 – De Vitor Barroca Moreira (9 anos de idade), in «A criança e a vida»: «O amor é um pássaro verde num campo azul no alto da madrugada». 2017 – De Rui Costa (1972-2012), in «Myke Tyson para principiantes», «Não sei se sabes»: Não sei se sabes que a meio da manhã o verde dos teus lábios passou para as encostas e um gomo transparente adormeceu nos juncos e abriu. Abriu um brilho qualquer na gruta fria e pôs uma fogueira pequenina numa taça e elevou as mãos quentes pelo dia. Talvez tu saibas que o principal do amor é uma montanha de efeitos secundários. Três perspectivas diferentes entre milhões. E foi assim que passei grande parte do Dia dos Namorados – o qual é, afinal, um «dia fantasma» – a ler belos versos de amor. E o que é o amor? «É fogo que arde sem se ver, é um pássaro azul, é uma montanha de efeitos secundários». 78


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OPINIÃO

Este país não é para jovens Antónia Correia (Professora)

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recém-publicado relatório da OCDE sobre os indicadores de educação mostra claramente que o horizonte dos nossos jovens licenciados ainda é cinzento. Num século onde o envelhecimento da população persiste, 18 por cento dos jovens entre os 18 e os 24 anos não definiram ainda o seu rumo. Mais positivo mas ainda abaixo das médias da OCDE surge o indicador dos jovens adultos (25-34 anos) que possuem formação superior (35 por cento). Este valor, que representa um crescimento de 16 por cento em relação a 2005, sugere um otimismo revelado num futuro melhor. Otimismo que justifica a procura de ainda mais formação, com efeito, apenas 6 por cento dos licenciados completou apenas três anos de curso, sendo que 18 por cento optou por um mestrado integrado ou por um mestrado. Ao que parece, os nossos jovens querem mesmo permanecer cinco anos no ensino superior, potenciando as suas competências e especializando-se. No final deste percurso, a promessa de um futuro melhor surge de alguma forma flagelada, salários da ordem dos 1.200 euros para os mestres ou de mil euros para os licenciados, justifica os mais de 150 mil licenciados que saem do país à procura dum futuro melhor.

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Na base deste gorar de expectativas, ou da indecisão face ao futuro, estão escolhas precoces (aos 15 anos os nossos jovens começam a decidir o seu futuro), ou opções erradas, curiosamente são os cursos com menores taxas de empregabilidade os mais escolhidos. Apesar da janela de oportunidades que o turismo oferece (taxas de empregabilidade da ordem dos 90 por cento) este ainda não é um curso de eleição. Apetece parafrasear a música dos Xutos & Pontapés – “Eu queria …. mas a minha mãe não deixou”. Governo, Instituições de Ensino Superior e professores, vale a pena orientar os nossos jovens, deixá-los escolher e decidir que curso pretendem e por quantos anos, sem o peso da nossa opinião. A decisão do rumo que querem dar ao seu futuro pertence-lhes. Programas de retenção dos jovens licenciados nas Terras de Camões têm que ser outra das grandes prioridades estratégicas, porque o futuro de Portugal são os nossos jovens. O êxodo deste potencial ativo, não só significa um investimento perdido, como uma perda de potencial humano, para não termos que acabar por concluir que “este país não é para jovens” .

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OPINIÃO

O Facebook vai acabar? Fábio Jesuíno (Empresário)

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maior rede social do planeta vive dias agitados. No início deste ano implementou várias mudanças no seu algoritmo que fizeram surgir uma série de reações radicais. O Facebook tem atualmente cerca de 1.400 milhões de utilizadores e apresentou o ano passado uma faturação de 40,65 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 47 por cento em relação a 2016. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, descreveu 2017 como um ano forte, mas também um ano difícil, devido a uma redução das horas de navegação dos seus utilizadores na rede social em mais de 50 milhões e uma perca de dois milhões de membros diários nos EUA e Canadá, o que fez soar os alarmes. Para continuar a crescer e a cativar o interesse dos utilizadores, o Facebook implementou, no início de 2018, novas alterações no seu algoritmo, que passou a dar destaque a conteúdos publicados por amigos e familiares dos utilizadores, o que faz com que as publicações das empresas, marcas e meios de comunicação social tenham um reduzido alcance. Estas alterações fizeram surgir muitas reações negativas, uma delas vem do maior jornal de língua portuguesa, «A Folha de São Paulo», que decidiu parar de publicar conteúdos na sua página oficial do Facebook. Outras empresas de comunicação social estão a ponderar fazer o mesmo.

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Outra reação de grande impacto foi do Diretor de Marketing da Unilever, Keith Weed, que afirmou esta semana estar a ponderar abandonar o Facebook e o Google. Esta empresa é o segundo maior anunciante mundial, representando um investimento em publicidade digital de dois mil milhões de euros por ano. Numa conferencia realizada na Califórnia, Keith Weed destacou que é importante que as empresas digitais percebam o que se passa e atuem em conformidade, antes que os utilizadores deixem de ver, os anunciantes deixem de anunciar e os editores parem de publicar. Mas os problemas do Facebook não ficam por aqui. Segundo previsões da empresa de consultoria eMarketer apresentadas esta semana, pela primeira vez da história desta rede social o número de utilizadores nos Estados Unidos que acedem pelo menos uma vez por mês vai baixar em 2018, principalmente os jovens entre os 12 e os 17 anos. O Facebook vai ter muito desafios pela frente para continuar atrativo para os utilizadores e captar a sua atenção. Este ano vai ser de grandes mudanças e decisivo para continuar a crescer. O Facebook está em plena transformação, como qualquer negócio, vai continuar por muitos anos.

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OPINIÃO

Sua excelência, Maria, a Colher de pau Augusto Lima (Cozinheiro, Formador e Consultor)

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ra uma vez uma Colher de pau, de madeira nobre, de nome Maria, feita na Benfeita, terra de onde já saíram excelentes colheres, que fizeram escola em casas de tijolo e de pedra, de norte a sul de Portugal. Maria era neta de Dona Bernadete, de Marmelete, também berço de excelentes colheres de pau, em madeira de pinho e de urze e um sonho antigo de Sebastião, guardado em pedaço nobre e centenário de Castanheiro. Mestre nas goivas, enchós e facas com que fazia colheres e outras joias de artesanato local, Sebastião era também honrado guarda do receituário culinário de sua Mãe, que já o herdara de sua Avó que também havia herdado de sua Bisavó. Vinte e dois dias quase inteiros, inchado em água e sal e depois, bem seco no fumeiro dos enchidos, o pedaço de madeira foi talhado e polido com gestos gastos de saber, até Maria nascer. E tomando-a no seu colo, lhe passou todo o saber culinário, de que era fiel depositário. Das papas às marmeladas e compotas de toda a espécie, aos guisados e estufados, arrozes e caldeiradas, para depois a guardar, em saco de linho alvo. Quase uma década depois, moribundo inconformado, recebeu a notícia da visita de uma Senhora muito apreensiva, que vinha de muito longe, que mesmo sabendo do seu estado, insistiu em ser recebida, dizendo ao que vinha – Comprar uma Colher, uma Senhora Colher de pau, uma joia do grande artista, o Mestre Sebastião. O ancião não hesitou e mandou que entrasse depressa, a Senhora, que se aproximou do leito para ouvir o artista perguntar, para quem era, a Colher? – Para a minha neta prendada, que apesar de catraia já é uma cozinheira de mão cheia. O velho artesão sorriu e indicando onde a Colher de castanho se encontrava, disse – Não a posso vender pois é uma prenda que há muito estava para ela guardada. Aqui está a Maria, sua excelência, a Colher de pau. – Há, que saudades da Colher de pau. Todos os anos as comprava na Feira de São Martinho, disse-me, não há muito tempo, uma simpática e idosa senhora. – Tinha um restaurante, perguntei? – Não… mas trabalhei ALGARVE INFORMATIVO #144

muitos anos, senhor, muitos anos… nem com as dores do reumático desisti… só quando chegou a reforma… Se a Cozinha é património, cozinhar também o é, assim como os artefactos de que se servem os cozinheiros, para tal ato. E um dos mais suis generis da Cozinha ancestral, o elemento que inicia e finda tudo, é pois a Colher de pau, empapada em cultura e memórias olfativas e gustativas. Devaneio na minha caixa de recordações e posso, fácil, ver a colher de pau que lambia depois do bolo de coco feito ou do doce de tomate apurado, em casa de Minha Mãe. Mas também me recordo das colheradas que me caiam num dia não, ou que eu até havia merecido, pois então. Serviu de emblema a manifesto culinário no Brasil, recente tema tradição em Vila do Conde e foi também, o título e mascote da minha primeira incursão no mundo dos restaurantes. Pouca e má informação sobre este assunto tornaram a Colher de pau, um mito nas cozinhas. Desde que se apresente limpa, sem rachas ou escoriações, ninguém pode impedir o seu uso. A lei determina que os materiais em contato com os alimentos devam ser laváveis, de difícil deterioração e se encontrarem em perfeito estado de conservação. Deve por isso ser bem lavada, com água quente e bem seca (em pé), antes de guardada. E para que se mantenha em bom estado muito tempo, deve ser banhada em água e sal e fervida na mesma água, um dia depois, antes de a colocar a uso. Apesar de, na atualidade, o mundo se ter virado para as colheres de plástico, silicone e polietileno, que se partem, se queimam, se entortam ou ainda riscam, quero querer que a Colher de pau, apesar de um artefacto em vias de extinção, contará sempre com um e outro Sebastião teimoso. As de Bambu, ecologicamente renovável, não poluente e autossustentável, que pelas suas fibras não porosas, de diminuto atrito e de grande durabilidade, são uma ótima escolha ou substituição. Boas colheradas! .

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ATUALIDADE

MUNICÍPIO DE ALCOUTIM AVANÇA COM ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS DE MONTES DO RIO

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Câmara Municipal de Alcoutim assinou, no dia 7 de fevereiro, o contrato da empreitada de execução da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Montes do Rio com a empresa CONSDEP – Engenharia e Construção, S.A. Trata-se do culminar de um processo que se arrasta desde a conclusão das obras de saneamento naquelas localidades, em 2009, e cujo projeto já sofreu várias alterações, pelos condicionalismos impostos de variada natureza. A empreitada chegou a estar inscrita nas candidaturas aos fundos comunitários com um reembolso de 70 por cento da

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despesa elegível, contudo, foi reprovada. Agora, movido pela urgência em resolver um assunto há demasiado tempo adiado, o executivo liderado por Osvaldo Gonçalves avançou com a adjudicação, provisionada aos recursos próprios, podendo ainda num segundo aviso dos fundos comunitários vir a ser contemplada. O despacho de adjudicação da empreitada de execução da ETAR de Montes do Rio foi ratificado por unanimidade na reunião de câmara de 13 de dezembro de 2017. A empreitada tem o preço de 170 mil e 912,19 euros, acrescidos de IVA, e possui um prazo de execução de 270 dias contados a partir da data da consignação de trabalhos .

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ALCOUTIM FOMENTA INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL DE MUNÍCIPES DESFAVORECIDOS

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oi aprovada, no dia 14 de fevereiro, a renovação, por mais um ano, do acordo de colaboração entre o Município de Alcoutim e a Santa Casa da Misericórdia de Alcoutim com vista à integração profissional de munícipes em situação de maior vulnerabilidade. No âmbito do acordo, a Câmara Municipal atribuirá à Santa Casa da Misericórdia de Alcoutim uma comparticipação financeira no valor de 21 mil e 600 euros para suportar as despesas do projeto. A iniciativa abrange os munícipes de maior vulnerabilidade à exclusão social, nomeadamente pessoas em risco, deficientes, doentes crónicos, vítimas de violência doméstica, beneficiários do Rendimento Social de inserção e as minorias étnicas. O objetivo é a sua integração profissional em serviços municipais, juntas de freguesia, IPSS's e Igrejas, possibilitando a sua integração na dinâmica do concelho. A Câmara Municipal de Alcoutim, através do Gabinete de Ação Social, Saúde e Educação, fará o levantamento dos munícipes em condições de integrar o projeto e o contacto com estes, de forma a auscultar a recetividade e disponibilidade para o desempenho das várias ações. Por sua vez, a Santa Casa da Misericórdia acordará com os munícipes a integrar a atribuição de uma bolsa 87

mensal, sem qualquer vínculo contratual, para que estes desenvolvam as atividades propostas. Compromete-se ainda a proporcionar aos munícipes integrados no projeto a formação adequada para o desenvolvimento das ações, assim como qualquer apoio psicossocial, na medida do necessário. O Município de Alcoutim tem assumido de forma concertada, estratégica e sustentável um conjunto de políticas de inserção na vida profissional, em estreita colaboração com as juntas de freguesia e consolidando as parcerias existentes com as Instituições que integram a Rede Social. A autarquia tem procurado potenciar a utilização racional de diversos programas existentes no âmbito do emprego e da formação profissional e satisfazer os diversos tipos de público que demandam estas entidades na procura de oportunidades de trabalho . ALGARVE INFORMATIVO #144


ATUALIDADE

AUTARQUIA ALCOUTENEJA APOIA ASSOCIAÇÃO CUMEADAS

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Câmara Municipal de Alcoutim aprovou, no dia 14 de fevereiro, a celebração de um protocolo de colaboração com a Cumeadas Associação de Proprietários Florestais das Cumeadas do Baixo Guadiana, no sentido de garantir o desenvolvimento de ações de conservação e valorização do património natural, endógeno, agrícola e florestal. Nos termos do acordo, a autarquia apoia a Cumeadas com 20 mil euros anuais, investidos em ações de silvicultura preventiva, para reduzir o risco de incêndios, dinamizar ações de vigilância de incêndios e apoio ao combate (primeira intervenção, ações de rescaldo e vigilância após o rescaldo),

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bem como promover ações de sensibilização junto das populações e colaboração na organização de jornadas e eventos. Ao longo das quase duas décadas de existência, a Cumeadas tem prestado um importante apoio aos produtores florestais alcoutenejos. Com sede na aldeia do Pereiro, tem como área de intervenção todo o concelho de Alcoutim e duas freguesias do concelho de Castro Marim (Azinhal e Odeleite). A associação tem como principal missão dinamizar o investimento sustentável, procurando descomplicar os projetos de desenvolvimento, sendo, também, um parceiro na defesa da floresta e dos seus recursos e na gestão e ordenamento do seu território . 88


TEATRO PARA A INFÂNCIA DO VATE VAI CHEGAR TAMBÉM ÀS ESCOLAS DE ALJEZUR

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Câmara Municipal de Aljezur aprovou, no dia 14 de fevereiro, a atribuição de um apoio de dois mil e 500 euros à ACTA para a dinamização do programa de serviço educativo daquela companhia nas escolas de 1.º ciclo do concelho. O programa levará o teatro até aos alunos do 1.º ciclo do Algarve por via do autocarro «Vamos Apanhar o Teatro», que percorre todos os concelhos, com cada escola a receber a visita do VATE em duas sessões, uma para o espetáculo e outra para a oficina, dinamizada pelos atores para que as

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crianças possam explorar os temas abordados pelo teatro itinerante. Este ano a proposta «Dá-me um abraço!» incide sobre a descoberta e exploração das emoções, adequando à faixa etária a que se destina, o que é hoje o conhecimento científico sobre o cérebro, as emoções e os processos cognitivos. O espetáculo chegará a todos os alunos dos três polos escolares do concelho de Aljezur até ao final do ano letivo 2017/2018 e fará certamente sucesso junto das crianças de Aljezur, Rogil e Odeceixe .

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ATUALIDADE

MUNICÍPIO DE LOULÉ E EXÉRCITO PORTUGUÊS ASSINAM PROTOCOLO PARA DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

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o dia 6 de fevereiro, nas instalações da Proteção Civil Municipal de Loulé, a Câmara Municipal de Loulé e o Exército Português - Regimento de Engenharia N.º 1 assinaram mais um protocolo no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios. Desta vez, a parceria entre as duas entidades destina-se à intervenção com maquinaria pesada (Máquina de Rasto e Niveladora) com o objetivo de executar desmatações gerais para faixas de gestão de combustíveis, beneficiação de caminhos florestais, acessos aos pontos de água, criação de locais estratégicos de estacionamento e circuitos de vigilância. O ato foi formalizado pelo presidente da edilidade, Vítor Aleixo, e João de Almeida, em representação do Exército Português -

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Regimento de Engenharia N.º 1. Os trabalhos serão realizados nas freguesias do interior do Concelho e terão início na freguesia do Ameixial, visto tratar-se do território mais a norte do Município, seguindose, posteriormente, para a freguesia de Salir. Desde 2016 que o Município de Loulé tem igualmente celebrado um protocolo com o Exército, através do Regimento de Infantaria N.º 1, mas no âmbito do patrulhamento e vigilância, que decorre durante o período crítico de incêndio florestal, visto que é tendencialmente aquele em que o índice de risco é maior, por forma a diminuir a probabilidade da sua ocorrência, reforçando, assim, a segurança das populações. Também através do Programa Municipal – DFCI de apoio financeiro às Associações e Clubes de Caça do Concelho já foram executados 310 quilómetros de caminhos rurais e florestais no Concelho de Loulé. Estes vetores de atuação constituem, entre outros, a estratégia municipal DFCI no âmbito das medidas preventivas a adotar de forma aumentar a resiliência do Concelho ao flagelo que são os incêndios florestais .

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SÃO BRÁS DE ALPORTEL PROSSEGUE RENOVAÇÃO DO PARQUE ESCOLAR

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educação continua a ser a primeira prioridade de ação para o município de São Brás de Alportel, que tem neste momento em marcha mais uma fase da renovação do Parque Escolar Municipal. De facto, o Jardim-de-Infância «As Joaninhas» foi recentemente intervencionado e objeto de melhorias, nomeadamente a renovação da sala polivalente e das instalações sanitárias, num investimento que rondou os cinco mil euros. Para o ano de 2018, o Município de Alportel reservou no seu orçamento uma verba superior a 400 mil euros para a área de educação, mediante um planeamento faseado e rigoroso, acompanhando sempre que possível as oportunidades de financiamento comunitário. O trabalho contínuo é realizado em estreita 91

articulação com o Agrupamento de Escolas do concelho, de modo a responder às necessidades comunidade educativa. “Os trabalhos de renovação nas infraestruturas escolares serão sempre prioridade do Plano Geral de Investimentos em Infraestruturas Escolares, em acordo com as candidaturas efetuadas pela Câmara Municipal no apoio à Eficiência Energética e à Gestão Inteligente da Energia”, explica o vereador Acácio Martins, com responsabilidade na área das obras municipais. A constante melhoria e modernização do Parque Escolar Municipal são encaradas pelo executivo municipal como “base fundamental do desenvolvimento da comunidade”, segundo afirma o Presidente da Câmara Municipal, Vítor Guerreiro, considerando ser um “pilar principal da nossa sociedade de hoje e do futuro” . ALGARVE INFORMATIVO #144


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ALGARVE ALCANÇOU NOVOS RECORDES ANUAIS EM 2017

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s resultados preliminares da atividade turística para o ano de 2017 foram divulgados, no dia 14 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Com um total de 19 milhões de dormidas (+5,3% ou 963 mil dormidas a mais do que em 2016), 1.028 milhões de euros de proveitos totais (+13,2% ou 119,7 milhões de euros a mais) e 4,1 milhões de hóspedes (+5,1% ou mais 200 mil hóspedes), o Algarve superou os máximos anteriores e registou novos recordes anuais. Em Portugal, os estabelecimentos hoteleiros registaram 57,5 milhões de dormidas em 2017, pelo que a região algarvia, com 19 milhões, consolidou uma ALGARVE INFORMATIVO #144

quota de mercado de 33,1 por cento. No Algarve, o mercado interno contribuiu com quatro milhões de dormidas (+3,7% ou um aumento de 142 mil dormidas) e os mercados externos com 15 milhões de pernoitas (+5,8% ou um acréscimo de 821 mil dormidas). Na região, as dormidas de estrangeiros representaram 79 por cento do total, estimando-se que todos os principais emissores tenham crescido neste indicador turístico. No país, em 2017, os proveitos totais aumentaram 16,6 por cento e todas as regiões registaram aumentos nos proveitos, de acordo com o INE. Com 1.028 milhões de euros de proveitos totais, os estabelecimentos hoteleiros do Algarve 92


asseguraram uma quota de 30,3 por cento. Na região, os proveitos de aposento ascenderam aos 762 milhões de euros (+14,2%). De igual modo, todos os destinos nacionais atraíram aos estabelecimentos de alojamento turístico mais hóspedes ao longo de 2017, num total nacional de 20,6 milhões de hóspedes, a que corresponde um aumento anual de 8,9 por cento. Neste indicador, a quota de mercado do Algarve é de 20 por cento. O Aeroporto Internacional de Faro fechou o ano de 2017 com 8,7 milhões de passageiros movimentados. Comparando com os 7,6 milhões de passageiros do ano anterior, verificou-se uma variação homóloga de 14,4 por cento ou cerca de 1,1 milhões de passageiros a mais do que em 2016. Por mercado, o Reino Unido (+11,1%) representou metade dos passageiros movimentados, seguido da Alemanha (+21,8%), como uma quota de 12,3 por cento. Irlanda (+6,5%), Holanda (+10,2%) e França (+39,7%) fecham o top 5 de passageiros.

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Os campos de golfe voltaram a bater recordes na região em 2017, ao registarem 1.340.891 voltas de golfe, um incremento de cinco por cento face ao ano anterior. O mês de outubro foi o preferido dos golfistas, acumulando um máximo histórico de 170 mil voltas (+6%). O Algarve vale agora cerca de 70 por cento do total nacional de voltas de golfe. Depois de conhecidos os números, o presidente da Região de Turismo do Algarve sublinhou a “excelente performance da hotelaria do Algarve ao longo dos últimos cinco anos, dando um passo gigante dos 14 milhões para os 19 milhões de dormidas e dos 600 milhões para mais de mil milhões de euros de proveitos”. Desidério Silva salienta ainda o “crescimento sustentado do setor fora da época alta do Verão, fruto da aposta diversificada no turismo de natureza, na cultura e na gastronomia e vinhos, além dos campos de golfe internacionalmente premiados e do principal atrativo turístico da região, as melhores praias da Europa” .

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ATUALIDADE

STARTUP PORTIMÃO PREPARA 1.º BOOTCAMP DE EMPREENDEDORISMO DO ALGARVE

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Startup Portimão, incubadora de negócios do município de Portimão, vai dinamizar, no âmbito da realização do seu 1.º Bootcamp de Empreendedorismo, várias sessões de formação gratuitas dirigidas a todos os empreendedores e empresários que pretendam desenvolver a sua ideia, projeto ou negócio, e que tenham interesse em aprofundar e desenvolver temas fundamentais para execução dos mesmos. O 1.º Bootcamp de Empreendedorismo arranca no dia 19 de fevereiro e recebeu mais de três dezenas de candidaturas em áreas diretamente ligadas às «Smart Cities», como a mobilidade, turismo, governança, qualidade de vida, mas também alguns

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projetos pontuais um pouco mais afastados desta área de atuação predefinida para a incubadora. Os 11 projetos selecionados para o Bootcamp passam pela realidade aumentada, novas propostas para regeneração urbana e formas de reciclagem, entre outras. Após a conclusão das candidaturas e seleção, a Startup Portimão abre agora inscrições ao público para alguns dos módulos de formação que inclui temas como «Empreededorismo e Business Model Canvas», «Design Thinking e Marketing», «Liderança e Gestão de Equipas», «Finanças para Empreendedores» e «How to make a Pitch» .

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PRIMEIROS APOIOS DE PRAIA DO NOVO PASSADIÇO DE MONTE GORDO CONCLUÍDOS NO FINAL DE MARÇO

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obra de requalificação da Praia de Monte Gordo avança a bom ritmo, prevendo-se a abertura dos primeiros apoios de praia no final do mês de março. Até ao Verão, a nova frente de mar deverá contar com 18 novas estruturas, momento em que ficará concluída a segunda fase da obra, que conta com investimento público e privado próximo dos 12 milhões de euros. “Neste momento já se encontram em fase de construção seis dos 18 novos apoios, pelo que o andamento do processo é francamente positivo e em breve teremos uma praia totalmente requalificada”, confirma Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Este processo segue-se à fase de demolição dos antigos bares e restaurantes, efetuada no passado mês de dezembro, que estão agora a ser substituídos por equipamentos constituídos por materiais uniformizados que ficarão ao mesmo nível do passadiço. Simultaneamente, está a proceder-se à infraestruturação do passadiço com redes de abastecimento e drenagem, bem como à remodelação de algumas áreas de lazer adjacentes. “O objetivo é termos a praia 100 por cento funcional no arranque da próxima época balnear”, afirma Conceição Cabrita. 95

O projeto de reabilitação da zona balnear, aprovado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), contempla o licenciamento de 18 concessionários, sendo futuramente acessíveis quer através do corredor central, quer da marginal. Desta forma, todos os empresários que detinham atividade na praia e possuíam a sua situação regularizada não necessitaram de submeter-se a concurso, pondo-se fim ao sistema de licenças precárias que vigorava até ao momento. O passadiço da praia de Monte Gordo é, atualmente, o maior do género no Sotavento algarvio. Com uma extensão de três quilómetros, representa um investimento de um milhão de euros. A intervenção global (passadiço, acessos e restaurantes) está avaliada em 12 milhões de euros e permitirá a conclusão de todas as estruturas e equipamentos associados .

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ATUALIDADE

ESCOLAS DE LAGOA INVESTEM NA PREVENÇÃO DO BULLYING

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seminário «A educação pelo olhar dos jovens: o que está ao nosso alcance?» e o teatro fórum pelo agrupamento de escolas Rio Arade prometem animar o Auditório Municipal de Lagoa entre as 14h e as 17h do dia 20 de fevereiro. Aprender e ensinar «o bemestar» nas escolas do concelho de Lagoa é um dos objetivos da parceria entre a Câmara Municipal de Lagoa, os Agrupamentos e as Associações de Pais do concelho com o Portal Bullying para o desenvolvimento de ações de prevenção durante o ano letivo em curso, num trabalho que foi iniciado em 2015. Recorde-se que “um estado de completo bem-estar físico, mental e ALGARVE INFORMATIVO #144

social e não somente ausência de afeções e enfermidades” é a definição da Organização Mundial de Saúde para a saúde. Este é um valor já não só da responsabilidade do indivíduo, mas de toda a comunidade. Tratase, por isso, de uma aprendizagem conjunta e contínua com que «Lagoa - Cidade Educadora» está comprometida. A apresentação pública de guiões de referência para crianças e jovens do 2.º e 3.º Ciclos usarem na prevenção do bulliyng nas escolas de Lagoa é outra das componentes desta tarde educadora. Para além dos jovens, estão também convidados a participar técnicos, educadores, pais e toda a comunidade educativa .

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CHEF SUL-AMERICANO DIEGO SOSA VEM A TAVIRA ABRIR «CASA DA TELLA»

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«Casa da Tella» vai abrir o seu restaurante em Tavira e conta com o reconhecido chef uruguaio Diego Perez Sosa para comandar a cozinha na ocasião, encontrando-se na cidade do Rio Gilão até dia 27 de fevereiro. Diego Perez Sosa, de 37 anos, tem mais de 15 anos de experiência na cozinha típica do Rio de la Plata e na arte da cozinha dos fogos, usando em particular o estilo slow food. Durante cinco anos trabalhou com o mais conhecido chef de fogos da Argentina, Francis Mallmann, tendo participado no documentário «Chef’s Table» do Netflix. Em 2015, mudou-se para São Paulo e fundou o grupo «Estados Unidos de la Carne» com especialistas em carne de elevada qualidade do Brasil, Peru,

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Argentina e Itália. Antes de ser convidado para participar na abertura do restaurante «Casa da Tella», as suas receitas eram as mais apreciadas da cidade brasileira de Trancoso, sendo destaque na imprensa brasileira nacional por inúmeras ocasiões. A definição de cozinha do Diego Sosa encaixa na perfeição no conceito do restaurante da «Casa da Tella»: ingredientes de elevada qualidade e 100 por cento frescos e locais, respeitando os produtos tradicionais da região e as suas propriedades e combinando-os em receitas modernas e conceptuais. O espaço está situado em pleno Centro Histórico de Tavira, numa das mais conceituadas e apreciadas praças, a apenas 200 metros da Ponte Romana e próximo de todos os locais de interesse da cidade .

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