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ALGARVE INFORMATIVO #142

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ALGARVE INFORMATIVO 3 de fevereiro, 2018

THE SARDINE PHOTO EXPERIENCE «DANÇA» NO TEATRO DAS FIGURAS | MÁRIO SPENCER | BE.TWEEN SUN1 CONCEPT CONTINUA A INOVAR NA NÁUTICA AMIGAALGARVE DO INFORMATIVO AMBIENTE #142


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CONTEÚDOS #142 3 DE FEVEREIRO, 2018 22

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ARTIGOS 6 - Faro Positivo 14 - Dia da Cidade de Loulé 22 - Mário Spencer 30 - Sun Concept 40 - DANÇA 50 - The Sardine Photo Experience 60 - 1.ª Mostra BE.TWEEN 80 - Atualidade

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OPINIÃO 70 - Paulo Cunha 72 - Mirian Tavares 74 - Adília César 76 - Augusto Lima ALGARVE INFORMATIVO #142

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REPORTAGEM

«FARO POSITIVO» PERCORREU O RENOVADO PALÁCIO DE BELMARÇO, DEU A CONHECER O FUTURO HOTEL ATRIUM E VISITOU UM LAR DE TERCEIRA IDADE E UMA FÁBRICA INOVADORA DE SEMENTE DE ALFARROBA Texto:

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epois de alguns anos de interrupção, devido à crise que afetou o país e que ditou um adormecimento do investimento público e privado na capital algarvia, o Município de Faro realizou, no dia 26 de janeiro, um conjunto de visitas com elementos da comunicação social e dirigentes e técnicos camarários a alguns projetos que estão em fase de conclusão ou em franco andamento na cidade e na sua periferia, nomeadamente o Palácio Belmarço; o hotel que vai nascer onde existia o centro comercial Atrium, em plena Rua de Santo António; o novo Lar da Santa Casa da Misericórdia de Faro, situado junto à Escola Secundária Pinheiro e Rosa; e a Fábrica «Chorondo & Filhos, Lda», de transformação de semente de alfarroba, 7

no Areal Gordo. “Nesta primeira edição do mandato começamos por uma obra emblemática para os farenses – o Palácio Belmarço – que andou perdida ao longo dos tempos e que, neste momento, está completamente recuperada e que muito nos orgulha”, referiu o autarca Rogério Bacalhau no início da manhã de visitas. Recorde-se que o imóvel foi adquirido por 455 mil euros, em hasta pública no ano de 2014, pelo conhecido empresário farense João Rodrigues, tendo depois passado por uma intensa fase de recuperação que procurou não retirar a traça genuína e muitos dos elementos originais do carismático Palácio Belmarço. Uma preocupação que acabou por ditar o inflacionar do ALGARVE INFORMATIVO #142


investimento, embora o atual presidente do Sporting Clube Farense não tenha divulgado valores concretos. Depois de concluída a obra, o Palácio de Belmarço vai tornar-se na sede dos diversos negócios de João Rodrigues, mas alguns gabinetes poderão acolher outras empresas, havendo, inclusive, a possibilidade do público em geral visitar o imponente edifício em determinados eventos pontuais. O segundo destino da manhã foi o antigo Cinema da Rua de Santo António, depois convertido em Centro Comercial Atrium, espaço que nunca vingou e que está agora a ser transformado numa unidade hoteleira de quatro estrelas pertencente ao grupo algarvio Interjumbria. Após ter sido

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demolido o edifício situado na Rua Vasco da Gama, decorre, presentemente, a demolição parcial do ex-Atrium, sendo o objetivo do projeto a concretização de um hotel com 104 quartos, piscina na cobertura, zona de restauração, auditório para 300 pessoas e ginásio, entre outras valências. A terceira paragem do roteiro foi na Residência Sénior J. R. Candeias Neto, da Santa Casa da Misericórdia de Faro, que vai iniciar a sua atividade nas próximas semanas, num terreno permutado com a Câmara Municipal e que foi destinado para um equipamento de terceira idade. A unidade vai ter capacidade para 40 camas, com 12 quartos duplos, 4 quartos triplos e 4 quartos individuais, correspondendo a 9

um investimento superior a dois milhões de euros da parte da Misericórdia, com cerca de 300 mil euros provenientes do Fundo Dona Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. “A cidade de Faro não tinha um centro social para a terceira idade em condições, moderno e devidamente equipado. Temos apenas uma casa velha no centro da cidade que está classificada, o que nos impede de realizar as obras que pretendíamos”, revelou o provedor Candeias Neto. “A Constituição Portuguesa prevê três setores – o privado, o público e o social – e o social está totalmente esquecido. A Misericórdia precisa de mais «irmãos», de pessoas capazes, bemintencionadas, que deem o seu ALGARVE INFORMATIVO #142


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contributo para a sociedade”, apontou ainda o dirigente. Finalmente, visitou-se a fábrica de semente de alfarroba do grupo «A Industrial Farense, Lda», fundada nos anos 40 do século passado e que foi das primeiras empresas, a nível mundial, a promover a valorização deste fruto típico do Algarve, transformando e fazendo o aproveitamento dos seus derivados. “Estivemos cá, em 2010, quando aprovamos o projeto, que depois andou alguns anos «enrolado» nos diversos departamentos institucionais até ser aprovado. Possui uma tecnologia completamente diferente daquela a que estamos habituados a ver, concebida pela própria empresa, e num produto que é muito querido para a nossa região. 11

Ficamos todos a conhecer melhor o valor da semente de alfarroba e a compreender o seu processo de transformação, bem como os mercados e os destinos que ela tem”, destacou o edil farense, garantindo que, daqui a dois ou três meses, novas visitas seriam realizadas a outros projetos importantes do concelho. O programa abarcou o setor empresarial, o comércio, o turismo e a economia social e demonstrou bem a dinâmica que Faro conhece no passado recente, com Rogério Bacalhau a dar uma nota especial de destaque ao turismo. “É uma atividade que estamos a tentar trazer com grande empenho para Faro, porque nunca foi uma cidade turística, mas sim de serviços. O ALGARVE INFORMATIVO #142


turismo afigura-se como um dos maiores potenciais para o futuro do concelho, tendo em conta a nossa gastronomia, património e cultura, mas também a nossa Ria Formosa. Contudo, não podemos descurar os outros setores”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Faro. “Estão muitos planos de negócio a ser desenvolvidos para que possamos, nos próximos anos, ter mais unidades hoteleiras no concelho. Neste momento existem cerca de quatro mil camas, boa parte delas de alojamento local, e que têm trazido um grande dinamismo ao concelho. O Hotel do ALGARVE INFORMATIVO #142

Atrium é uma mais-valia porque atrairá outro tipo de turistas, há mais unidades na calha e a nossa aspiração é que, daqui a quatro anos, possamos ter o dobro das camas”, concluiu Rogério Bacalhau . 12


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REPORTAGEM

Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, Guilherme d’Oliveira Martins, Secretário de Estado das Infraestruturas e António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal

SEGUNDA FASE DA CIRCULAR NORTE E PROLONGAMENTO DA AVENIDA DO ATLÂNTICO APRESENTADOS NO DIA DA CIDADE DE LOULÉ Texto:

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oulé assinalou, no dia 1 de fevereiro, o 30.º aniversário de Elevação a Cidade e o grande destaque foi a homologação pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, do acordo entre a Infraestruturas de Portugal e a Câmara Municipal de Loulé para a transferência da EN 270, entre Boliqueime e a Fonte D’Apra, freguesia de São Clemente, para a gestão autárquica. Assinado o documento por Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, e António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal, houve lugar à apresentação do projeto de construção da segunda fase da Circular Norte de Loulé, obra que dará mais um contributo para retirar do centro da cidade o tráfego de passagem, melhorar a circulação automóvel e criar um acesso privilegiado à Via do Infante desde a zona nascente de Loulé. A construção da 2.ª fase da Circular Norte de Loulé consistirá no prolongamento já construído da Circular Sul compreendido entre a rotunda das Barreiras Brancas da ER 270 até à Rotunda Querença/Ameixial na EN 396, numa extensão de um quilómetro e 772,371 metros. O traçado será ajustado às diversas condicionantes existentes e, dada a ortografia em presença, procurou-se que a implantação da obra se enquadrasse na zona envolvente, considerando pequenos aterros e limitando as escavações ao máximo de uma baqueta. Os estudos de traçado desta circular procuraram fixar uma solução que, cumprindo as características geométricas correspondente à velocidade base de 70 Km/h, se enquadrasse no corredor definido 15

para o seu desenvolvimento. A solução viária preconizada apresenta uma faixa de rodagem de 1x2 vias, toda ela de nível, onde se prevê, para além da rotunda inicial (Querença e Ameixial), duas rotundas intermédias que farão a conexão entre duas estradas municipais que asseguram a ligação entre as povoações de Barreiras Brancas e de Pedragosa ao centro da cidade de Loulé. O investimento global, sem o valor das expropriações, será na ordem dos três milhões e 373 mil euros. Outra intervenção importante apresentada na sessão foi o prolongamento da Avenida do Atlântico (entrada de Quarteira) até à rotunda da Vila Sol, que acontecerá após a entrega do troço da EN 396 entre as DuasSentinelas e a entrada de Quarteira ao Município de Loulé. O objetivo do projeto é requalificar preservando o maior número possível das árvores que atualmente ladeiam a EN 396, nomeadamente pinheiros e cedros de porte significativo, que caracterizam há muito esta via e que lhe dão ambiência e sombra. Pretende-se introduzir uma faixa de rodagem no sentido QuarteiraLoulé, ficando a estrada existente com duas faixas no sentido Loulé-Quarteira, tal como se verifica atualmente na Avenida do Atlântico. A ideia é fomentar e estimular a opção por formas de deslocação mais saudáveis e amigas do ambiente, o uso da bicicleta e o «andar a pé», criando-se percursos confortáveis e funcionais mas, simultaneamente, lúdicos e interessantes. A obra vai igualmente aumentar a segurança nas várias formas de deslocação – viária, ciclável e pedonal – e resolver o ALGARVE INFORMATIVO #142


entroncamento com a Rua Altura de Maio, mais conhecido por «entroncamento da Gida», para além de se dar uma estrutura mais urbana à zona da rotunda da Vila Sol, onde existe edificado, iniciando-se uma primeira definição do que poderá vir a ser a zona do Semino no futuro. Após a apresentação dos projetos, Vítor Aleixo confirmou o enorme desejo da autarquia em responder aos anseios dos residentes e empresários que constroem a vida coletiva de Loulé e para os quais a conclusão da Circular Norte será preponderante. “Este contrato entre a Infraestruturas de Portugal e a Autarquia de Loulé só foi possível porque existe uma nova solução governativa no país. Anteriormente, não havia clima político para abordarmos as instâncias decisoras ao nível central com questões desta natureza. Felizmente, as coisas mudaram e nós retomámos os nossos sonhos”, ALGARVE INFORMATIVO #142

sublinhou o edil louletano, satisfeito por toda a Estrada Regional 270 ter passado para a gestão camarária. “A situação económica do concelho de Loulé permite-nos dizer que não precisamos de dinheiro da administração central, que continua a ser um bem escasso, apesar de Portugal ter acabado de sair de uma crise profunda”. Um ano depois de Guilherme d’Oliveira Martins ter vindo a Quarteira inaugurar a Avenida do Atlântico, foi agora apresentado o projeto da sua continuidade até à rotunda do empreendimento turístico Vila Sol e Vítor Aleixo confirmou a imagem positiva que a nova entrada de Quarteira tem gerado sobre os turistas. Mas também endereçou uma palavra especial à proposta para a implementação de um Polo Intermodal de Transportes no Parque das Cidades, 16


no âmbito do Algarve Central. “Há vários documentos estratégicos, a começar no PROT, que apontam para a importância da ligação entre Loulé e Faro e este projeto tem vindo a crescer ao longo dos anos e a ganhar capacidade crítica. Começamos pelo Parque das Cidades, um grande investimento que ainda está por concluir, e lá vai acontecer, mais cedo ou mais tarde, o Hospital Central do Algarve. Os algarvios não vão desistir dessa bandeira”, garantiu Vítor Aleixo. O autarca referiu igualmente o nascimento ali perto do complexo comercial do MAR Shopping Algarve, da loja IKEA e do Designer Algarve Outlet e lembrou que está também aprovado uma área de serviços para as proximidades, o Algarve Cluster Multiusos, da responsabilidade de dois empresários louletanos. “Queremos ligar a cidade de Loulé de uma maneira mais fácil a Faro,

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aproveitando a Estação do Esteval – onde foi gasto bastante dinheiro – e que pode servir toda a população que se desloca do barlavento ou do sotavento e que pretenda dirigir-se ao Aeroporto de Faro, à Universidade do Algarve, ao complexo comercial, a Faro e a Loulé”, afirmou. Vítor Aleixo não terminou a sua intervenção sem sublinhar alguns melhoramentos que podem ser efetuados nas obras de requalificação efetuadas na EN 125 entre Vila do Bispo e Olhão. “É nossa obrigação fazer eco das preocupações dos cidadãos e a seu tempo faremos chegar um dossier com todas essas questões elencadas”, concluiu. Também o Secretário de Estado das Infraestruturas reconheceu que a conclusão da Circular Norte de Loulé vai incrementar a mobilidade e promover a economia do município louletano e da

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própria região algarvia. “A construção da segunda fase terá um efeito determinante a vários níveis, desde logo a melhoria da acessibilidade à zona norte da cidade, mitigando situações de congestionamento, mas também melhorando a hierarquia da rede rodoviária do concelho, porque vai permitir uma gestão mais equilibrada e sustentável do território municipal”, frisou Guilherme d’Oliveira Martins, realçando também, como é óbvio, a melhoria das condições de segurança da circulação rodoviária e pedonal decorrente do desvio do tráfego de atravessamento da cidade. No que concerne ao prolongamento da Avenida do Atlântico, o governante reforçou que a obra poderá avançar mal o Tribunal de Contas dê o seu visto para a desafetação dessa via da concessionária. “Farei todos os esforços para que isso aconteça o mais brevemente possível. E é ALGARVE INFORMATIVO #142

importante reiterar que, não obstante os conhecidos condicionamentos orçamentais, o Governo mantém uma inequívoca aposta na materialização de um conjunto de intervenções estruturantes na rede rodoviária e ferroviária no Algarve, que visam uma efetiva promoção da economia regional, da coesão territorial e da qualidade de vida da população residente”, salientou. “Nesse âmbito inclui-se a conclusão das obras de requalificação da EN 125 entre Vila do Bispo e Olhão, numa extensão aproximada de 110 quilómetros, bem como a conclusão, ainda este ano, dos projetos para a eletrificação da Linha do Algarve, nos troços Tunes-Lagos e FaroVila Real de Santo António, e o arranque das respetivas empreitadas. Queremos uma região cada vez mais atrativa, para os residentes e para os turistas nacionais e estrangeiros, e 18


pugnar para que ela seja dotada de uma rede de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias com melhor desempenho, ao nível da capacidade operacional e da segurança”. Terminadas as intervenções oficiais, assistiu-se ao lançamento do Catálogo «Loulé: Territórios. Memórias. Identidades». As comemorações dos 30 anos de elevação de Loulé a Cidade começaram, porém, logo às 10h, com a cerimónia de hastear da Bandeira em frente aos Paços do Concelho, com a participação da Banda Filarmónica Artistas de Minerva e Bombeiros Municipais. Na

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parte da manhã houve ainda lugar à apresentação da Oficina Móvel, uma viatura que irá apoiar as populações mais idosas e desfavorecidas, prestando pequenos serviços nas suas habitações como arranjos de eletricidade, canalização, etc. Na Praça da República foi igualmente lançado simbolicamente «Metrominuto», projeto que visa a promoção e incentivo da mobilidade pedonal nos trajetos diários da população na cidade de Loulé e que faz parte das ações previstas na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas na área temática da mobilidade sustentável .

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ENTREVISTA

“O ALGARVE ESTÁ A TORNAR-SE COSMOPOLITA, MUITO GRAÇAS À CULTURA”, ENTENDE

MÁRIO SPENCER O guineense mais algarvio dos tempos modernos, Mário Spencer, virou o ano em grande forma, com a participação na telenovela da SIC «Paixão» e o espetáculo cataPlay. Mas a grande aposta do carismático músico e ator é a sua nova empresa de animação, empenhado que está em programar eventos de qualidade para um turista estrangeiro que é cada vez mais exigente nas suas escolhas. Texto:

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or entre as viagens regulares a Lisboa para gravar episódios para a telenovela da SIC «Paixão» e a itinerância por vários pontos do Algarve do espetáculo cataPlay, é na sede da sua nova empresa, em Faro, que Mário Spencer passa a maior parte dos dias. E é precisamente com a peça dinamizada pela Tertúlia Algarve, Associação Fera e «Mário Spencer Produções» que a conversa começa, de forma informal, com o «velho» conhecido. “Durante o espetáculo falamos de tudo menos dos ingredientes que fazem parte da cataplana. Isso deixamos para o final, quando o público tem a oportunidade de degustar uma cataplana que é cozinhada ao longo da peça”, indica o entrevistado, adiantando que novo trabalho está já a ser preparado, desta feita direcionado para o público escolar. “Mais para o final de 2018 queremos estrear outra peça, para miúdos do 5.º e 6.º ano de escolaridade, sobre a Pirâmide dos Alimentos, numa lógica muito lúdica, mas passando a mensagem da importância de se ter uma boa alimentação”. Uma preocupação com a educação que ganhou, confessa, quando iniciou a sua colaboração com a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, em 1999, por entender que não se pode estar à espera que seja o Poder Central a fazer tudo. “Sempre me mexi para produzir conteúdos, como é o caso do cataPlay, que eu e a Tânia Silva criámos com o apoio do «365 Algarve» para ajudar a combater a sazonalidade do Algarve. Também é a minha empresa que fornece toda a animação musical para as unidades hoteleiras do Grupo Pestana na região, uma parceria muito interessante ALGARVE INFORMATIVO #142

que tem três anos de existência com o objetivo de alavancar o trabalho dos outros departamentos. A nossa função é encontrar o talento certo para o sítio certo, o que obriga a uma enorme pesquisa diária feita por mim, pela Paula Costa e pelo Hélder Santos”, sublinha Mário Spencer. A ideia de montar um negócio próprio já vinha crescendo na mente do artista há certa de uma década, tendo-se aprofundado em 2013, quando a crise bateu forte em praticamente todos os setores de atividade do Algarve, e de Portugal. Três anos depois abre, então, a «Mário Spencer Produções», para “gerir expetativas”, explica. “Não me interessa ter muitos artistas em carteira se, depois, não lhes consigo arranjar trabalhos. A atividade foi crescendo, abrimos novas instalações em 2017, também já fazemos produção de espetáculos, sempre com a «prata da casa», com artistas do Algarve ou que vivem na região”, frisa, acrescentando que, nos últimos anos, a procura de animação de qualidade tem sido superior à oferta de profissionais do ramo. “E, se não recompensarmos essa qualidade em termos monetários, qualquer dia não temos qualidade. Não se pode pagar um cachet reduzido e exigir que a pessoa seja competente, e isso ainda se torna mais flagrante na animação”, avisa. A qualidade é fundamental, mas a diversidade também, porque os turistas que elegem o Algarve para as suas férias não querem estar a ver sempre os mesmos artistas ano após ano. “Com o pouco dinheiro que se pagava, alguns 24


Mário Spencer com Paula Costa, Tânia Silva e Hélder Santos

músicos chegavam ao local de trabalho, ligavam um media file à aparelhagem, e aquilo funcionava, embora a música funcionasse quase como um ruído de fundo. Eu toco só com o meu violão, mas tenho o maior respeito por quem trabalha com máquinas, desde que o façam com profissionalismo. Hoje, com o aumento da concorrência, o pessoal de primeiro nível está nos melhores hotéis e recebe os melhores cachets”, observa Mário Spencer, em pleno janeiro, um mês que é mais fraco do que os restantes, mas não um total vazio como sucedia noutros tempos. “Claro que o fluxo de clientes é menor nesta altura, mas o Turismo de Portugal e o Turismo do Algarve estão de parabéns porque, de facto, estão a conseguir combater a sazonalidade. Por alguma razão é que metade das receitas turísticas de 2017 aconteceu fora da época alta”. 25

“PARA SERMOS COMPETITIVOS TEMOS QUE SER DIFERENTES” Diminui a sazonalidade e, por consequência direta, muda completamente o cenário de quem trabalha na animação, nomeadamente da mais vocacionada para a hotelaria, com os artistas a garantirem contratos de maior duração. “O Algarve está a tornar-se cosmopolita, muito graças à cultura, porque não podemos vender apenas «sol e praia». O «365 Algarve» é importante pois proporciona eventos culturais aos visitantes, e aos residentes, de outubro a maio e isso é crucial para se alavancar o turismo”, defende Mário Spencer, salientando igualmente que não se pode oferecer ALGARVE INFORMATIVO #142


aos turistas produtos iguais aos que eles encontram em qualquer outro ponto do globo. “Para sermos competitivos temos que ser diferentes e, para sermos diferentes, temos que ser nós. Carapaus alimados só se podem comer em Portugal. O fado só se ouve em Portugal. Também há mercado para as imitações mas, para marcarmos a diferença, temos que ser nós próprios, genuínos, o que não é o mesmo que sermos fechados”, sustenta o entrevistado. Para Mário Spencer, fazer parte da aldeia global, ser globalista, não significa que se perca a traça genuína ou que se deixem ALGARVE INFORMATIVO #142

cair as tradições, dando o exemplo do que os japoneses fazem: “O tradicionalismo japonês continua perfeitamente evidente, mas o país está completamente aberto à modernidade. A nova geração de profissionais da hotelaria já percebeu que não basta sermos simpáticos e a velocidade a que a informação circula ajuda-nos a compreender que aquilo que os visitantes buscam é precisamente aquilo que é tipicamente português”, entende o empresário, confiante de que muitos artistas também já estão cientes desta nova realidade. “Cada vez temos que ser mais 26


ecléticos na animação, porque os irlandeses não gostam das mesmas músicas que os ingleses, os alemães apreciam outras coisas, os nórdicos idem-aspas, e temos também neste «bolo» os portugueses. O artista que mais trabalha é aquele que é mais polivalente, multifacetado”. Maior tem sido, entretanto, a curiosidade em torno do fado, nomeadamente desde que se tornou Património Imaterial da Humanidade, mas Mário Spencer alerta para o perigo de se colocar excessiva «roupa nova» no fado. “Se não se mantiver a essência do fado, ele deixa de ser, pura e simplesmente, fado. Vejo, no entanto, muita gente nova a tratá-lo com imenso respeito e a tentar encontrar, dentro das suas balizas, aspetos que o possam tornar mais fresco. E noto, felizmente, que a comunicação social começou a dar outra importância à música nacional”, aponta o cinquentão guineense radicado no Algarve há várias décadas. “Portugal tem uma diversidade tremenda que deve ser abraçada na sua plenitude”.

procura é maior do que a oferta, deixaram praticamente de existir segredos no ramo da animação e do agenciamento, “mas os clientes não são estúpidos”, avisa Mário Spencer, portanto, não convém «vender gato por lebre», algo que se verificou durante o período da crise. “Do mesmo modo, as rádios e as televisões não podem apenas transmitir no horário nobre o que eles entendem ser comercial ou popular. Não podem dizer que o público não pede isto ou aquilo se eles não o oferecem, porque só podemos pedir o que conhecemos. Educar faz parte do serviço público”, reivindica. “A RTP 2, por outro lado, tem coisas mais sérias, eruditas, não há um meio-termo, ou é 8 ou 80”. Numa conversa repleta de dicas e desabafos, Mário Spencer confessa, entretanto, que sempre teve um grande prazer em assistir outros músicos a tocar ao vivo, o que nem sempre era possível devido à sua própria agenda. “Nunca tive ciumeira dos meus colegas, antes pelo contrário, fico híper contente quando vejo alguém que toca melhor do que eu. Sei bem o trabalho que isto acarreta e sei apreciar o sentido de beleza que eles incutem na sua arte, nomes como o Tuniko, o João Frade, o Marcelão. Os turistas procuram emoções, algo que os marque sentimentalmente e, quando o encontram, repetem as suas escolhas ano após ano. Por isso, não podemos pensar apenas em prestar um determinado serviço, mas em colocar os conteúdos certos nos sítios certos para gerar essas experiências”, sublinha .

A informação está ao dispor de todos, a 27

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ENTREVISTA

DEPOIS DO SUCESSO DO SUNSAILER 7.0, VEM AÍ O CAT12 DA «SUN CONCEPT»

Acabadinha de chegar da Alemanha, onde marcou presença na BOOT Dusseldorf – a maior feira mundial de atividades náuticas – e com o prémio da Green Project Awards ainda fresquinho na prateleira, a empresa olhanense «Sun Concept» está apostada em continuar na liderança na indústria naval electro solar… e o novo êxito promete ser o CAT12, um Catamaran de 12 metros com capacidade para 25 pessoas, cuja primeira unidade deverá ir para o mar nos próximos meses. Texto: 31

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O Sunsailer 7.0 da «Sun Concept»

na Área Empresarial de Marim, à entrada da cidade de Olhão, que encontramos a sede e os estaleiros da «Sun Concept», empresa nascida há sensivelmente dois anos e meio e que depressa se tornou numa das líderes mundiais no setor da indústria naval electro solar, concebendo, produzindo e comercializando barcos movidos a energia solar como o Sunsailer 7.0 e o futuro CAT12. Assente numa base tecnológica e industrial de desenvolvimento e construção naval em série, a empresa nasceu da consciência ambiental e social de um grupo de investidores preocupados com a degradação ambiental à escala global, sendo a ideia criar embarcações que tivessem o menor impacto ambiental possível, tanto em termos de emissão de Gases com Efeito Estufa, como no plano do

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ruído e impacto nas margens e fundos marinhos. Uma nobre missão que foi recentemente reconhecida com a atribuição do prémio na Categoria «Mar» dos «Green Project Awards», mas outras distinções foram já amealhadas, nomeadamente o Prémio de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Exame Informática e o Prémio «Chivas The Venture», tendo representado Portugal num concurso mundial em Las Vegas, nos Estados Unidos. Um arranque de atividade, pode-se dizer, em grande estilo, mas que não surpreendeu por completo os investidores, por se estar na presença de um produto único, na altura, a nível mundial. “Quisemos aplicar conceitos de mobilidade elétrica sustentável à 32


náutica, coisa que não existia, e o primeiro ano foi inteiramente dedicado à construção do protótipo, que se veio a revelar um grande sucesso graças às suas excelentes prestações”, conta João Bastos, Diretor-Geral da «Sun Concept». Prova disso é que a empresa rapidamente vendeu tudo o que produziu, não tendo qualquer dificuldade em colocar as suas embarcações no mercado. “Optamos por apresentar estes barcos aos operadores marítimo-turísticos, pessoas que, obviamente, têm uma grande sensibilidade em relação ao meio em que trabalham, que compreendem que estas embarcações são amigas do ambiente e que, para além disso, são extremamente económicas e diferenciadoras. Não fazem ruído nem emitem cheiros desagradáveis, o que as torna ideais para observação de aves e golfinhos ou passeios interpretativos”, assegura o entrevistado.

De acordo com João Bastos, uma embarcação tradicional com motor de explosão facilmente gasta à volta de 15 mil euros por ano apenas em combustível, a que se somam, depois, as despesas normais de manutenção. Como o Sunsailer 7.0 custa entre 40 a 45 mil euros, as contas são fáceis de fazer, ou seja, em três anos o investimento está pago apenas com o valor poupado em combustível. Quanto à escolha de Olhão para acolher a inovadora empresa, a decisão também foi fácil de tomar para os investidores. “O intuito foi devolver a construção naval a esta cidade, uma tradição antiga de Olhão que, infelizmente, foi desaparecendo ao longo dos anos. Tratou-se de um investimento de mais de um milhão de euros em tecnologia líder mundial e geradora de dezenas de postos de

João Bastos é o Diretor-Geral da «Sun Concept» 33

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trabalho. Estamos habituados a ver a tecnologia de propulsão elétrica nos automóveis e de produção de energia através do sol nas nossas casas, mas ela não estava aplicada à náutica. Para isso foi necessário um desenvolvimento muito específico dos nossos cascos e da forma como construímos os barcos e esperamos manter-nos nesta posição de liderança durante bastante tempo”, manifestou João Bastos. O investimento financeiro foi avultado e reunir os recursos humanos técnicos adequados a uma empresa desta natureza também não foi fácil, sabendo-se que o Algarve está praticamente todo direcionado para a hotelaria e turismo, mas a «Sun Concept» estava ciente das dificuldades que teria pela frente, pela simples razão de que não existia uma base pela qual se pudesse guiar. “A maior parte do investimento foi feito, até à data, com capitais próprios dos sócios da empresa e ALGARVE INFORMATIVO #142

foi complicado contratar os quadros técnicos e a mão-de-obra do dia-a-dia, mas, felizmente, conseguimos juntar uma equipa muito interessante e que está a fazer um trabalho excelente”, destaca o Diretor-Geral, concordando que um projeto desta índole seria quase impossível de ver a luz do dia há uma década atrás. “Há 10 anos já existiam carros elétricos e faziam-se algumas experiências com embarcações movidas a energia elétrica ou solar, mas foi algo que aconteceu fora do seu tempo. Mesmo alguma tecnologia que utilizamos nem sequer existia ainda. É a atual conjuntura que nos permite chegar a algum lado, o que não quer dizer que o caminho seja fácil”.

UM ÊXITO TREMENDO JUNTO DOS TURISTAS Do papel à prática foi um passo rápido para a «Sun Concept», que, volte-se a 34


lembrar, ainda não tem sequer três anos de existência. Ora, para este êxito quase imediato foi fundamental a criteriosa escolha do mercado em que pretendia entrar, nomeadamente as atividades marítimo-turísticas, nas quais o Sunsailer 7.0 depressa passou a ser utilizado. “É complicado convencer uma pessoa que apenas usa o seu barco de forma esporádica que este conceito funciona e que não lhe vai dar problemas. Os operadores marítimo-turísticos navegam o ano inteiro e, durante o Verão, andam 10 ou mais horas por dia no mar, o que lhes permite perceber rapidamente que, de facto, estas embarcações não causam problemas nem exigem manutenção, já para não falar do dinheiro que poupam no combustível. A experiência positiva demonstra ao mercado que esta é uma

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opção perfeitamente viável e que o futuro da náutica vai, em diversos tipos de embarcação, passar por este conceito”, garante João Bastos. O custo zero em combustíveis, a poluição zero e a redução muito significativa do ruído e dos impactos sobre fundos e margens são as maisvalias dominantes das embarcações da «Sun Concept» e engane-se quem pensa que os motores elétricos são menos potentes do que os seus congéneres de combustão, esclarece João Bastos, embora seja difícil fazer-se comparações diretas entre modelos específicos. “Na náutica existe de tudo – barcos à vela, barcos rápidos e lentos, barcos de deslocamento ou planadores – e cada operador tem que escolher o que mais

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O interior do futuro CAT12 da «Sun Concept»

se adequa à sua atividade. Quem faz observação de golfinhos não quer um barco para andar a três ou quatro nós de velocidade e quem faz passeios dentro da Ria Formosa não pretende andar a 20 ou a 25 nós”, exemplifica. Encantados da vida ficam, por seu lado, os clientes finais, ou seja, os turistas que compram produtos nas empresas de atividades marítimo-turísticas, os tais que vão ver os golfinhos ou as aves, que vão passear junto à costa ou pela Ria adentro. “Temos embarcações a navegar do norte ao sul de Portugal, no Rio Minho, no Rio Douro, na Ria de Aveiro, no Rio Tejo, nas Barragens de Avis e de Castelo de Bode, em Portimão e Faro, e todos os operadores garantem que os clientes estrangeiros, sobretudo os do Norte da Europa, optam sempre por este tipo de ALGARVE INFORMATIVO #142

tecnologias nas embarcações. Alguns até nem querem saber o que vão ver, escolhem logo os barcos elétricos ou electro solares. Os barcos, por ainda existirem muito poucos em todo o mundo, tornaram-se eles próprios os produtos”, conta o entrevistado. Ninguém duvida do sucesso da «Sun Concept» mas também se sabe que, nas empresas tecnológicas, não é conveniente estar muito tempo parado «à sombra da bananeira», pelo que mais novidades estão na forja. “O Sunsailer 7.0 é ideal para uma série de atividades, mas temos que diversificar, que criar novos produtos, que acompanhar a evolução das novas tecnologias e das exigências do mercado. Muitos clientes manifestaram o desejo de navegar offshore, de levar mais pessoas a bordo, 36


de ter mais velocidade. Nesse sentido, estamos já a construir um Catamaran de 12 metros (CAT12), com capacidade para 25 pessoas e com uma velocidade de cruzeiro entre os oito e os 10 nós, podendo chegar aos 15 nós de velocidade máxima”, desvenda João Bastos. “Vai ser a embarcação com melhor prestação, a nível mundial, construída com estas características e em série”, acrescenta, convicto. Quanto aos prémios que a «Sun Concept» tem vindo a ganhar desde a sua fundação, são a recompensa do trabalho realizado no dia-a-dia pela empresa olhanense, sendo igualmente importantes para aumentar a confiança junto do mercado e dos clientes. “Somos encarados pelas entidades competentes como uma empresa com valor e que acrescenta algo à construção naval em Portugal e no mundo”, admite

João Bastos, um reconhecimento que ajuda, sobremaneira, à credibilidade internacional destas embarcações. “Os dois primeiros CAT12 já estão vendidos e o primeiro será acabado, provavelmente, no prazo de dois meses. A intenção é construir três até final de 2018 e, em 2019, termos um pronto a cada dois meses. O nosso objetivo de curto e médio prazo é aumentar significativamente a produção em série para se reduzir ao máximo a lista de espera”, adianta ainda o Diretor-Geral. CAT12 que custará entre 250 a 370 mil metros, com diferentes motorizações, baterias e layouts de convés, adaptados a pequenas carreiras ou a operações marítimo-turísticas, a mergulho, day crusing. “O cliente vai poder escolher o interior do convés do seu barco, as

João Bastos junto ao casco do futuro CAT12 da «Sun Concept» 37

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opções de customização são inúmeras. Nos carros, por exemplo, só se podem mudar as cores. Aqui, podemos optar entre bancos ou cadeiras, onde é que eles ficam colocados, se quer o convés aberto ou fechado, se quer um bar de apoio ou não”, destaca, ao mesmo tempo que confirma que o futuro da «Sun Concept» passa pela internacionalização. “A presença na BOOT de Dusseldorf, este ano e em 2016, é um sinal da nossa aposta no mercado externo, mas o Catamaran, apesar do seu valor mais elevado, também é perfeitamente vendável em Portugal. Aliás, as duas embarcações que estão vendidas são para o território nacional. Na ALGARVE INFORMATIVO #142

Alemanha houve muita gente a manifestar um interesse enorme no CAT12, a pedir-nos para os avisarmos quando o primeiro for ao mar para que possam experimentar, a solicitar vários tipos de layouts e respetivos orçamentos”, concluiu João Bastos .

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REPORTAGEM

«ÀS QUINTAS NO TEATRO» DAS FIGURAS COMEÇOU 2018 COM

«DANÇA» Texto:

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Fotografia:

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rúbrica «Às Quintas no Teatro» é um dos destaques da programação do Teatro das Figuras em 2018 e o primeiro episódio teve lugar, no dia 1 de fevereiro, com o espetáculo «Dança», concebido e encenado por Francisco Campos e interpretado pelo próprio, juntamente com João de Brito e Leonor Keil. «Dança» é uma produção do «Projeto Ruínas», de Montemor-o-Novo, em parceria com o LAMA – Laboratório de Artes e Média do Algarve, e coloca em cena três intérpretes que dançam entre recordações e imagens de arquivo.

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De acordo com a produção, nesta história, as três personagens só se entendem quando dançam, descrevendo no espaço as suas vidas atribuladas, os seus problemas pessoais, a sua incapacidade de se relacionarem entre si, até que morrem em cena. Em palco assistimos, por isso, a três «danças da morte» em que as personagens, que até podiam ser fantasmas, lutam contra a inevitabilidade da sua própria morte. «Dança» é, portanto, uma tragicomédia dançada .

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ENTREVISTA

«THE SARDINE PHOTO EXPERIENCE» PRESERVA O UNIVERSO DA SARDINHA PARA A POSTERIDADE Está patente, desde o dia 25 de janeiro, no Restaurante «A Tertúlia Algarvia», em Faro, «The Sardine Photo Experience», ciclo de exposições dinamizado pela ENFOLA – Encontros de Fotografia de Lagoa e que tem como ator principal a sardinha nas suas várias facetas, desde a pesca à indústria conserveira, das sardinhadas às procissões marítimas dos pescadores. O primeiro de oito capítulos é da responsabilidade de Vítor Pina, mas o projeto inclui ainda a publicação de três livros, conforme revelou o curador Nuno de Santos Loureiro. Texto:

Foto: Nuno de Santos Loureiro 51

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Foto: Vítor Pina

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he Sardine Photo Experience» não é uma mostra fotográfica normal, mas sim um ciclo de exposições, oito, com um elemento em comum – a sardinha – mas que depois viaja por vários temas, nomeadamente a pesca desta típica iguaria algarvia, a sua utilização na indústria conserveira, os rituais gastronómicos das sardinhadas e as procissões marítimas dos homens do mar. O primeiro capítulo do ciclo está patente, até 8 de março, no Restaurante «A Tertúlia Algarvia», no Centro Histórico de Faro, e as fotos são da responsabilidade de Vítor Pina, ilustrando a procissão em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, na Culatra.

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À frente deste projeto coletivo de fotografia documental, dinamizado pelos Encontros de Fotografia de Lagoa (ENFOLA), está Nuno de Santos Loureiro, explicando que existe um vasto acervo das décadas de 50, 60 e 70 do século passado, havendo, depois, um hiato muito grande de fotografia documental, tanto a nível nacional como regional. “O Algarve é uma região virada para o mar e temos três espécies de referência – a sardinha, o atum e o polvo. Começamos pela sardinha por ser, provavelmente, a mais mediática e o objetivo é criar um acervo fotográfico atual sobre ela, mas de um ponto de vista abrangente”, refere.

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Foto: Filipe da Palma

Foto: José Carlos Carvalho 53

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Foto: Nuno de Santos Loureiro

O curador do projeto lembra que à volta deste peixe gira uma multiplicidade de fenómenos e acontecimentos, e não apenas os atos de o pescar e consumir. “Temos a indústria conserveira dita «industrial», salve a redundância, mas também cada vez mais pequenos nichos de indústria conserveira artesanal com elevados padrões de qualidade e com sabores originais bastante engraçados que vale a pena documentar”, exemplifica, antes de abordar a festa que é o comer sardinha assada no Algarve. “Não é apenas o ato de comer, é uma tradição, uma mística, um ritual, que acontece à volta da mesa, situações engraçadas que, muitas delas, infelizmente se vão perdendo com o passar dos anos. E come-se a sardinha no pão, portanto, podemos embarcar pelo ciclo do pão. E a sardinha precisa de sal, é ALGARVE INFORMATIVO #142

outro caminho a explorar. E como, para se assar a sardinha, é necessário carvão, temos mais outra direção para onde olhar”, sublinha Nuno de Santos Loureiro. «The Sardine Photo Experience» começa, porém, por uma manifestação religiosa de quem vive da pesca, designadamente a procissão em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, na Culatra. “É uma das mais divulgadas da região e pegamos nela com muito empenho porque, entretanto, nos apareceu uma coleção dos anos 70 e 80 da Festa da Culatra, extremamente interessante e totalmente desconhecida, que regista aquela manifestação numa época em que ainda era pouco mediática. À volta disso está-se a construir um conjunto 54


Nuno de Santos Loureiro é o mentor de «The Sardine Photo Experience»

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Foto: Nuno de Santos Loureiro

de elementos de informação que vão sair no Verão, em livro e exposição, sobre a Culatra”, revela o entrevistado. Definido o fio condutor – a sardinha – e as várias vertentes a explorar, houve que escolher, então, os momentos em que seriam recolhidas as fotos, bem como os fotógrafos encarregues da elaboração desse registo documental, um processo ALGARVE INFORMATIVO #142

que não está fechado porque o projeto continua bem vivo e dinâmico. “Os primeiros passos foram dados no Verão de 2017, em que já saímos numa traineira de Portimão, a «Arrifana», e fomos lançando esse desafio a fotógrafos, uns aceitaram, outros não… Estamos a falar de um projeto a três ou quatro anos e esta exposição é a sua primeira apresentação pública”, aponta 56


o professor da Universidade do Algarve, que é outra das entidades dinamizadoras do projeto.

DEPOIS DA SARDINHA VIRÁ O POLVO José Carlos Carvalho, Luís Torres, Filipe da Palma, Vítor Pina, Bruno Filipe Pires e Nuno de Santos Loureiro são alguns dos nomes que fotografaram e criaram breves sequências de imagens que ilustram o modo como cada um deles olhou, sentiu e registou o mundo da sardinha. “O que se pretendeu foi criar uma oportunidade para os fotógrafos, sobretudo algarvios, terem condições de criar este acervo documental, mas também para possibilitar que profissionais de outros pontos do país ou do estrangeiro usufruam dessa «experiência fotográfica». Se aparecer um inglês, um americano ou

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um japonês que queira sair uma noite numa traineira para ir à pesca da sardinha, estamos em condições para lhe satisfazer esse desejo”, salienta Nuno de Santos Loureiro. Quanto às exposições, serão então oito, uma por cada fotógrafo, cada qual com a duração de seis semanas e tendo como local o restaurante «A Tertúlia Algarvia». Durante o Verão, a ação decorrerá igualmente na «casa» dos ENFOLA, Lagoa, mais concretamente no Parque Municipal do Sítio das Fontes e no edifício do Real Compromisso Marítimo de Ferragudo. Reunido o acervo, este ficará disponível no sítio de internet do projeto, mas dará também corpo a três livros: um sobre a faina marítima; outro abordando as manifestações religiosas marítimas; finalmente, um sobre os três «C» -

Foto: Luís Torres ALGARVE INFORMATIVO #142


Cozinhar, Conservar, Comer. “E vamos ter as tais «experiências fotográficas». Ainda ontem estive em Castro Marim a estudar a possibilidade de ali se criar, já a partir da próxima Primavera, um núcleo de turismo fotográfico à volta do sal, desde a flor do sal ao industrial. Em relação aos livros, em 2018 vamos editar os da Faina e da Festa da Culatra”, aponta ainda o curador do ciclo de exposições. Depois de abordada a sardinha, a ideia é replicar o modelo no polvo, possivelmente já no Verão do corrente ano, com as exposições e os livros a tornarem-se uma realidade em 2019, portanto, trabalho não faltará a Nuno de Santos Loureiro nos próximos tempos. “A minha missão principal acaba por ser colocar alguma disciplina nisto, porque é um brotar interminável de ideias. A maior dificuldade é dizer que, este ano, vamos

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fazer isto e que, no ano seguinte, logo agarramos outra ideia, caso contrário, nunca se chega a fazer nada. Há aqui três tarefas fundamentais – reunir o acervo, divulgar um conjunto de valores da região e criar experiências fotográficas – e isso abarca muito mais do que simplesmente pedir a alguém para ir tirar fotografias àquela coisa naquele dia”, esclarece o entrevistado. “Quem sai numa traineira à noite nunca sabe o que vai encontrar pela frente e o que nos interessa é a primeira coleção fotográfica, aquela onde funciona precisamente o efeito-surpresa. Não sabemos se aquilo funciona bem como flash ou não, se a luz é dura, se há neblina, se a máquina se molha toda, e são todas essas incógnitas que queremos que os turistas experienciem no terreno” .

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REPORTAGEM

CECAL ACOLHE 1.ª MOSTRA DE ARTE BE.TWEEN Texto:

Fotografia:

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té 24 de fevereiro, o CECAL – Centro de Experimentação e Criação Artística de Loulé, situado no Parque Municipal de Loulé, recebe a 1.ª Mostra de Arte BE.TWEEN, uma exposição coletiva com trabalhos de associados nas áreas da pintura, escultura, gravura, cerâmica, refletindo tendências e técnicas diversas. Andreia Tocha, Daniel Vieira, Fiona Issler, Hermínio Silva, Isabel Bento, Jill Stott, José António, Manuel Fé Santos, Mário Mendonça, Maxim Rostaru, Passos Silva, Renata Pawelee e Cristiano Sheppard Cruz são os artistas que representam a «BE.TWEEN Associação Cultura e Artes», sedeada na Quinta do Lago, entidade que nasceu da vontade de criar um espaço livre e plural na área da cultura e das artes onde se possam encontrar as diversas vertentes, cruzar as mais variadas técnicas e tendências, potenciando a projeção dos seus autores e artistas.

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A BE.TWEEN propõe-se, deste modo, ser uma ponte entre arte e artistas, bem como entre estes e a comunidade. Assume, assim, como missão abrir portas para a troca/transmissão de saberes e experiências (através de encontros e workshops); promover a experimentação, criando um espaço de liberdade de expressões, materiais, técnicas e conceitos; empenhar-se na criação de sinergias com parceiros locais, regionais, nacionais e estrangeiros, no sentido de estimular a criatividade artística e a divulgação cultural; contribuir para o desenvolvimento e promoção dos trabalhos dos seus associados; e caminhar para uma forma mais alargada de expressão, cruzando com todas as outras artes. A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 13h30, e aos sábados, das 10h às 16h30 .

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OPINIÃO

O que os olhos não veem, o coração não sente? Paulo Cunha (Professor)

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uanto mais anos carrego na contabilidade da idade, mais me apercebo que há por aí muita gente que parece sentir um prazer mórbido e doentio ao observar a desgraça alheia. Entenda-se desgraça como tudo aquilo que proporciona um profundo mau estar, resultante da tristeza, angústia e sofrimento que as ações dos outros causam em quem, desgraçadamente, já desgraçado se sente. Não bastando o que, em várias ocasiões, locais e contextos, muitos de nós sentimos, generalizou-se também a partilha pública de comportamentos onde a anormalidade impera. “Nada de novo!”, dirão. Sim, tais comportamentos acompanham-nos desde que o mundo é mundo. A novidade é a exposição pública que é dada a comportamentos que antigamente se presumiam, mas que hoje se presenciam em «reality shows» ou sucedâneos. Sou daqueles que se sente mal consigo próprio por, de vez em quando, se ver na contingência de ter que «enterrar a cabeça na areia» como a avestruz, apenas com o intuito de preservar a sua integridade enquanto ser pensante e racional e, ao mesmo tempo, tentar manter a tensão arterial (ainda que alta) estabilizada. Fazendo jus ao velho ditado popular «Olhos que não veem, coração que não sente!», tento, sempre que posso, conservar a minha sanidade mental para além da minha atividade profissional. Sempre que saio da minha casa e entro na casa de todos nós (Escola Pública), preparo-me, antecipadamente, para fazer frente ao inesperado e ao inusitado. E por muito que tente, não é fácil! Não há semana que não saia da Escola carregando os problemas que certos alunos, duma forma ou de outra, me passaram e/ou me criaram. Não é fácil, mesmo! Ora, quando um destes dias, através das redes sociais e dos «media», me dei conta que num canal televisivo estava a ser transmitido um programa (editado) onde era exposto o quotidiano duma família que tinha solicitado a ajuda de um técnico, pretensamente, especializado em Educação e em aconselhamento e resolução de conflitos parentais, tentei saber um pouco mais sobre os objetivos do mesmo. Sem jamais ter visto esse ou outro programa do género, inteirei-me de todo o historial que o antecedeu nos países em que foi e ainda é transmitido.

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Como não poderia deixar de ser, logo me apercebi do intuito do mesmo: usá-lo para fazer subir audiências e, consequentemente, garantir financiamento e proveitos através da publicidade. Não aceito que alguém acredite que numa semana, através da inclusão de uma psicóloga na vivência de uma família, se opere uma transformação radical na futura forma de educar e de ser educado. Muito menos que se pense que um programa televisivo possa, num curto espaço de tempo, vir a fornecer as ferramentas educacionais, pedagógicas e comportamentais de que algumas famílias se viram desprovidas toda uma vida. Parecendo-me ser inquestionável e indiscutível o dever de proporcionar e manter o direito de reserva e preservação da boa imagem dos seus educandos, nem sequer aqui refiro determinadas atitudes de pais que se comportam apenas como progenitores. «Há males que vêm por bem», parece ser a conclusão que se retira ao constatarmos que a exposição pública destas relações disfuncionais acaba por servir como motivo de estudo e de reflexão sobre a realidade que muitos lares, hoje, escondem. Realidades que não devendo ser publicamente expostas, acabam por ser visíveis e tangíveis por parte dos professores e educadores que, diariamente, convivem com a soma e a mistura de múltiplos comportamentos desajustados, imprevisíveis e anómalos, onde a negação, o incumprimento e a agressividade acabam por ser o denominador comum. Uma realidade à solta nas salas de aula, onde certas condutas revelam uma preocupante verdade e onde as causas são bem mais complexas e abrangentes do que aparentam ser. Da mesma forma que os nossos filhos não vieram com livros de instruções, também nós não tirámos nenhum curso que nos ensinasse a ser pais. Tais constatações não deverão constituir desculpa para o quer que seja, pois a educação foi, é e continuará a ser o bem mais precioso que podemos legar aos vindouros. Saibamos preservar o que de bom os nossos antepassados nos ensinaram, não confundamos as prioridades e, por certo, muito do que hoje nos queixamos deixará de constituir qualquer problema. A maternidade/paternidade não se decreta, exerce-se! .

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OPINIÃO

Transmutações Generativas Exposição de Pedro Alves da Veiga Mirian Tavares (Professora) “Organiser un système de choses sensibles qui possède cette propriété, c’est là l’essentiel du problème de l’Art; condition nécessaire, mais fort loin d’être suffisante”. Paul Valéry

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poeta e ensaísta Paul Valéry publicou, em 1935, um texto a que chamou «Notion générale de l’art». Neste texto, tenta responder a uma questão que se impunha no momento em que as vanguardas históricas já se tinham dissipado, mas cujos contributos continuavam a prosperar e a incomodar um universo que, pelo menos até ao século XIX, estava em conformidade com o cânone estabelecido muito cedo no Ocidente. Sabia-se bem o que era arte até que o mundo se deparou com as novas tecnologias de produção da imagem, como a fotografia e o cinema, e com a desconstrução da própria noção de objeto artístico, instaurada pelo gesto niilista do Dadaísmo. Passado mais de um século sobre o aparecimento, quer das novas tecnologias, quer dos primeiros movimentos de vanguarda, a questão a que tenta responder Valéry continua procedente e, muitas vezes, sem resposta. Ou, pelo menos, sem uma resposta unívoca capaz de satisfazer a todos. Sobretudo após a entrada em cena das tecnologias computacionais que, rapidamente, foram absorvidas por artistas de diversa ordem que se apropriaram do universo maquínico, invertendo o seu sentido primitivo e utilitário, tornando a máquina «inútil», ou seja, transformandoa, segundo Valéry, num objeto artístico: “Le caractère le plus manifeste d’une œuvre d’art peut se nommer inutilité (…)”. O poeta francês segue assim um dos princípios aventados pelo filósofo Immanuel Kant que, já no século XVIII, defendia a inutilidade da Arte como sendo uma das suas características fundamentais. Ora, falar da inutilidade, quer num quer noutro caso, não é, de maneira alguma, desvalorizar a Arte em si, mas, pelo contrário, estabelecer uma diferenciação entre os objetos dentro de um mundo de objetos com características e fins tão diversos. Neste sentido, acredito que a arte, no universo computacional/maquínico, só pode requerer este estatuto, ser arte, se romper com a ideia que circunda ALGARVE INFORMATIVO #142

este mesmo universo, ou seja, – o da sua inserção no mercado, na indústria, no tecido económicoempresarial, enfim, no mundo dos objetos com finalidades, e preços, bem definidos. A arte pode assim ser concebida como um gesto de rotura profunda com o mecanicismo do fazer com vista a qualquer coisa. A arte é um gesto criador que se basta e, como tal, que se recria e se reinventa, em qualquer momento da História sem se importar com as ferramentas ou o suporte, mas com a sua essência de ser inútil. A obra de Pedro Alves da Veiga, que vemos nesta exposição, é fruto de uma investigação, ou melhor, de uma inquietação constante do seu autor, que procura, através da tecnologia, desenvolver objetos que dialoguem com o público, mas também dialoguem com a noção vigente de arte dentro de um sistema de exibição e de consumo, de usos e de reflexão. O artista escolhe, dentre as muitas possibilidades da criação digital, a arte generativa, em si mesma um processo infinito de múltiplas e indeterminadas escolhas e combinações. Infinitas dentro da nossa capacidade limitada de perceber as variações, e repetições, do algoritmo. É-nos proposto interagir com as obras, que neste sentido funcionam connosco e em presença, mas que trazem já, dentro de si, a memória viva do seu autor, os elementos primais que, para ele, fazem parte do ser artista, a capacidade de transformação, a possibilidade de transmutação que só a verdadeira arte é capaz de proporcionar. Como diz Valéry, “l’ART, (…) est la qualité de la manière de faire (quel qu’en soit l’objet), qui suppose l’inégalité des modes d’opération, et donc celle des résultats, – conséquences de l’inégalité des agents”. A arte é um modo de fazer que supõe agentes desiguais e resultados diferentes, e dentro de um sistema, que está limitado pelas suas contingências, a arte é um modo de desfazer o mundo dos objetos, transformando os gestos mais quotidianos em autênticos gestos de criação e de revolução permanentes . 72


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Fast Life - Mais Mais Mais Adília César (Escritora)

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osto de saber que aquela fera me pertence. Tenhoa no quintal, guardada por uma cerca electrificada. É um bichinho belo e sedutor. Adoro tê-lo ao colo e fazer-lhe festas, quando chega a noite. Sabias que aquela cor nunca teve nome? O leopardo-das-neves é o animal mais esquivo do mundo. Solitário, misterioso, inteligente. A podestade personificada numa única criatura. Ele passa a vida inteira sozinho. Neste planeta, não conheço outro objecto de desejo que seja mais afastado da banalidade, como se toda a existência viva se resumisse a apenas um leopardo-das-neves, porque nada mais parece fazer sentido. A banalidade é o nosso pior inimigo. As pessoas banais a fazerem coisas banais, como porem a roupa a lavar ou fritarem pataniscas. Prometi a mim mesma nunca mais fazer essas coisas corriqueiras. Nunca mais viver como as pessoas banais. Por isso, estou grata por existir neste século XXII, onde todas essas tarefas são executadas por elementos com inteligência artificial. Esses humanoides de aço, plástico e chips electrónicos. E tu, meu homem de carne e sangue, vais ser polido. Não és perfeito como o leopardodas-neves, mas trouxe-te comigo porque pertences a uma espécie em vias de extinção e aprecio a tua personalidade indefinida. Um humano pouco inteligente perdido num mundo de robôs. Vestirás um fato auto-ajustável que te protegerá do frio, do calor, da sujidade. Alimentarte-ás de água vital e nutriente. Dormirás em modo de levitação. E estarás à minha espera, todas as noites, ansioso. É assim que eu quero que seja a nossa relação, mais equilibrada e menos conflituosa do que as que existiram noutros tempos. Um último aviso: não te aproximes do leopardo-das-neves e tem cuidado com a cerca electrificada».

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Um monólogo perturbador. Uma visão ficcionada do futuro, algo insólita e preocupante. Mas estaremos assim tão longe de uma realidade em que o desenvolvimento da tecnologia nos imporá novas formas de sermos humanos e de vivermos as nossas vidas? Somos indivíduos predadores em relação a todas as outras criaturas vivas. Lutamos pela terra, pela água, pela comida, pelos valores em que acreditamos. Somos feitos de sonhos, queremos sempre ir mais rápido, mais longe. Possuir mais coisas: equipamentos mais eficientes e gagdets com mais funcionalidades, comida rápida, medicamentos para curar todas as doenças, objectos essencialmente inúteis para usar e deitar fora. Não olhamos a meios para atingirmos os fins – corrupção e desigualdade social em larga escala. Fast life, fast time. Mais mais mais. Ganhar tempo no dia-a-dia, viver mais tempo. Para quê? Para sermos mais ou menos humanos? O que significa hoje «ser» humano? E o que significará, no século XXII, «ser» humano? A essência da nossa humanidade perder-se-á no caminho a percorrer rumo ao futuro? Como lidaremos com a inteligência artificial que aprenderá, forçosamente, a interagir connosco de forma a conquistar o nosso território geográfico, a nossa propriedade intelectual e ética, uma vez que vai observar-nos e vai apreender as nossas características predadoras? Quem será mais eficaz e eficiente? Será pacífica essa nova ordem social? Teremos nós, humanos, a imperiosa capacidade de adaptação e o tempo necessário para acompanhar os vertiginosos processos de evolução tecnológica, a nível do nosso desenvolvimento espiritual e moral? Ou corremos o risco de nos transformarmos num gadget fora de moda? .

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OPINIÃO

O futuro dos restaurantes Augusto Lima (Cozinheiro, Formador e Consultor)

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om o cerco das finanças, da partilha de dados, da crise de mão-de-obra especializada, do aumento de salários, das taxas cada vez maiores aplicadas às indústrias transformadores e ao setor terciário (que, de uma forma ou de outra, serão sempre pagas pelo consumidor final), ou ainda pelos problemas das emissões de gases pelas indústrias agropecuárias, pela falta de água e pelo encarecimento dela e de outras energias, por tudo isto e muito mais, os restaurantes têm tendência a tornarem-se mais caros. Contudo, haverá sempre três tipos de restaurantes, consoante o público-alvo – gourmet/fine dining (de valor alto/muito alto), tradicional (de valor médio) e os chamados populares (muito acessíveis, pelo preço). Aumentarão os restaurantes de takeaway, os temáticos e os restaurantes de petiscos, mas também os restaurantes reconhecidos e premiados por organismos como os Guias Gault & Millau e Michelin e onde o preço médio cobrado variará de 300 a 800 euros, consoante a classificação, no Caso do Guia Gault & Millau, de 1 a 20, (até 10, não são mencionados) e onde são atribuídos de 1 a 5 toques (chapéu de Cozinha) ou, no caso do Guia Michelin, de 1 a 3 estrelas. Mas quero acreditar que a democratização do belo e do bom (sempre subjetivo) trará para os amantes da gastronomia gourmet espaços novos onde o bom e o belo não sejam sinónimos de dispendioso, e onde, para se comer bem e bom, não implique haver na ementa o foi gras, o caviar, os morilles e as trufas, a folha de ouro, os legumes anões e as flores porque sim, como obrigação. Se, por um lado, a lei da oferta e da procura verá o seu modelo expandido no que se relaciona ao preço, face ao que ele oferece, devido ao aumento do valor da matéria-prima, à falta dela e ao aumento da pseudo comida, motivada pela escassez de alimento, por outro, o movimento da mudança, de voltar ao tradicional, ao alimento bom, à preocupação com o meio ambiente e ao valor da comida medicamento, ALGARVE INFORMATIVO #142

trarão por certo grandes revoluções na forma como comeremos dentro e fora de casa. A Cozinha deixou de ser vista apenas como alimento para nutrir a necessidade básica de nos alimentarmos, para se tornar numa criadora de experiências, de arte, ganhando o papel principal na interatividade com outras artes. A procura de novas experiências cativa o consumidor com formação académica e que trabalha com o mundo virtual, com a computorização e a internet, tudo, um manancial de ferramentas e de novas possibilidades. No serviço de mesas, alguns momentos serão substituídos, retirando trabalho aos já poucos profissionais habilitados/experientes. Uma imagem vale mais que mil palavras e a comida passará, além de descrita, a ser mostrada, bela e apelativa em ecrãs tácteis, antecipando o momento da salivação na espera. As cozinhas dos restaurantes passarão a ser mais tecnológicas, com uma pequena e irrepreensível mise en place e uma finalização controlada onde a tecnologia dos alimentos apresentará mais e variados produtos lavados e cortados, limpos, doseados e já cozinhados (em sous vide), permitindo apenas a finalização dos pratos. Os espaços terão tendência para serem menores, mas rotativos, com equipas mínimas, tecnicistas, com muito mais tempo para se dedicarem ao uso de máquinas e robots e à arte teatral do empratamento e do cenário. Se este cenário não vos agradar de todo, haverá outros restaurantes igualmente credíveis na qualidade e populares pelos seus Chefes criativos, mas onde serão aplicados práticas mais amigas do ambiente, onde serão criados e cultivados a grande maioria das suas necessidades, espaços com pessoas que se preocupam com a difusão de novos alimentos, que se preocupam com a tortura dos animais, com o desperdício, com o fútil, onde o gosto não depende dum E995 qualquer ou de uma gordura trans que transporta o veneno de corpos já repletos e doenças pelas práticas alimentares nocivas .

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ATUALIDADE

MUNICÍPIO DE ALCOUTIM PROMOVE A SAÚDE ORAL

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oi aprovada em reunião de câmara a renovação, por mais um ano, do acordo de colaboração entre o Município e a Santa Casa da Misericórdia de Alcoutim visando a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento na área da saúde oral junto dos munícipes mais carenciada. No âmbito do programa de saúde oral, a Autarquia de Alcoutim transfere, deste modo, uma verba de 1.200 euros mensais para a Santa Casa da Misericórdia local. Os munícipes serão encaminhados para as consultas através do Gabinete de Ação Social, Saúde e Educação da autarquia, ALGARVE INFORMATIVO #142

que contactará com os infantários, as escolas, os lares e centros de dia e população em geral para proceder ao levantamento das necessidades de intervenção e das condições socioeconómicas dos agregados familiares. Por seu lado, a Santa Casa da Misericórdia fica incumbida de garantir o tratamento dos munícipes. A iniciativa promove a saúde oral dos munícipes, evitando demoradas e dispendiosas deslocações aos concelhos vizinhos, facto que, aliado às reformas precárias, levou a que muitas pessoas arrastassem problemas de doença oral, que assim têm oportunidade de resolver . 80


UNIVERSIDADE DE LEICESTER DESENVOLVE NA UALG VÍRUS PARA ERRADICAR SHIGELOSE

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odos os anos morrem, nos países subdesenvolvidos, mais de 600 mil crianças vítimas de Shigelose, uma infeção aguda no intestino causada pela bactéria Shigella spp. Os sintomas incluem febre, náuseas, vómitos e diarreia, sendo as crianças com menos de dois anos de idade as mais afetadas pela doença. O elevado custo dos antibióticos, a crescente resistência, e os efeitos colaterais dos mesmos têm vindo a fazer com que se pense numa nova abordagem de tratamento com bacteriófagos - vírus que «comem» bactérias. Explorar o potencial que os bacteriófagos (fagos) têm como alternativa para combater a Shigella é o objetivo de Nathan Brown e Marta Clokie,

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investigadores da Universidade de Leicester que se encontram, de momento, a desenvolver o trabalho in vivo deste projeto no Biotério da Universidade do Algarve, com o apoio de Vítor Fernandes, investigador do CBMR. Os resultados da experimentação permitirão aos investigadores compreender, ao longo dos próximos dois anos, se este cocktail de bacteriófagos se revela eficaz no combate à Shigelose e se, após os testes animais, será possível avançar para um ensaio clínico. A Universidade do Algarve, através do Centro de Investigação em Biomedicina, encontra-se, assim, na vanguarda da investigação, acolhendo um dos mais promissores ensaios alguma vez realizados para este tipo de doença .

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ATUALIDADE

LAGOS PROMOVEU-SE COMO DESTINO TURÍSTICO DE EXCELÊNCIA TODO O ANO

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lgarve, um destino turístico de excelência todo o ano» foi o mote da ação de dinamização e promoção turística que a Câmara Municipal de Lagos organizou, pela sétima vez consecutiva, com a presença de Desidério Silva, Presidente da Região de Turismo do Algarve, e vários oradores que deram a conhecer algumas das experiências que o munícipe ou visitante pode desfrutar no concelho. A ação foi centrada, de facto, na apresentação de Lagos e do Algarve enquanto destinos turísticos de excelência todo o ano numa ótica de sustentabilidade e da divulgação de produtos alternativos e complementares ao «Sol & Praia».

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A iniciativa pretendeu igualmente fomentar o convívio e a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais da área do Turismo e integrou um painel de oradores que apresentaram e promoveram atividades que completam a tradicional oferta turística do município. Maria Joaquina Matos, Presidente da Câmara Municipal de Lagos, voltou a referir a importância do “sabermos e respeitarmos o facto de que não somos um concelho sozinho”, enfatizando: “Fazemos parte de uma região e devemos sempre trabalhar em conjunto porque, dessa forma, será sempre mais fácil a nossa afirmação de grande destino de férias”. Desidério Silva, Presidente da Região de Turismo do Algarve, considerou que a

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abordagem feita nesta ação de dinamização encaixa perfeitamente na estratégia que a RTA tem estado a desenvolver, principalmente nos últimos quatro anos. “Tendo nós a perceção de que a oferta turística do Algarve está consolidada no que diz respeito ao binómio «Sol & Praia», há que trabalhar outras vertentes”, frisou, enfatizando que o Algarve não pode ser sustentável apenas quatro meses por ano. “A RTA tem tido prioridades no sentido de estudar, desenvolver e consolidar vertentes que sejam complementares e alternativas a essa realidade e, no concelho de Lagos, elas existem e já estão a ser trabalhadas”. Desidério Silva lembrou que o turismo no Algarve alcançou, em 2017, “números 83

que seriam impensáveis há quatro anos”, acrescentando que “a região algarvia representa quase 40 por cento do turismo nacional”. “Tivemos números surpreendentes no que diz respeito às dormidas, aos turistas e uma subida muito significativa da taxa de ocupação entre os meses de outubro e maio, e aqui percebese que estamos a caminhar no bom sentido e estamos a conseguir esbater o peso da sazonalidade na região”, reforçou. Para o presidente da RTA, o grande objetivo e desafio nestes próximos anos é, então, providenciar uma oferta mais qualificada e diversificada, evidenciando produtos como o turismo de natureza, cycling & walking e associando sempre a estas atividades a identidade cultural de cada concelho e da própria região . ALGARVE INFORMATIVO #142


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FÉRIAS PARA TODOS XL DE LOULÉ REGRESSAM NA PÁSCOA E VERÃO

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epois da estreia, em 2017, do programa de atividades «Férias para Todos XL» destinado a jovens, a Câmara Municipal de Loulé vai levar a efeito a segunda edição desta iniciativa durante a pausa escolar da Páscoa e de Verão, que decorrerá concretamente de 2 a 6 de abril, e de 25 de junho a 27 de julho, respetivamente. Este campo de férias, de frequência semanal, destina-se a jovens dos 11 aos 16 anos e é composto pela realização de diversas atividades de ocupação de tempos livres, funcionando das 9h às 17h. As propostas são variadas e passarão por um programa diversificado, proporcionando aos jovens participantes umas férias inesquecíveis, com atividades repletas de aventura e animação como aborismo, hip-hop, boot-camp, paintball, bike e bubble football. O Município

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pretende, assim, proporcionar aos jovens participantes uma experiência de desenvolvimento integral, num ambiente saudável, privilegiando o contacto com a natureza, bem como promover a satisfação dos participantes e dos respetivos familiares, estimulando a conciliação entre a vida de trabalho dos educadores e a vida familiar. Na semana da Páscoa as atividades são gratuitas (apenas será cobrado o valor das refeições). Durante o Verão, os alunos integrados no Escalão A estão isentos de pagamento, enquanto que no Escalão B o valor semanal a pagar é de 12,50 euros. Para os alunos sem escalão a participação terá um valor semanal de 25 euros. A inscrição é obrigatória e pode ser feita online através site da Autarquia (http://www.cm-loule.pt/pt/destaqueslistagem.aspx) .

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CRIANÇAS VOLTARAM A REMOVER «CHORÃO-DAS-PRAIAS» DA RIA DE ALVOR

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elebrou-se, a 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Húmidas e o Município de Portimão voltou a desafiar o Agrupamento de Escolas da Bemposta para participar numa mega ação de remoção do «chorão-das-praias», uma espécie exótica e infestante existente no sistema dunar de Alvor, por forma a preservar esta zona húmida de valor internacional. Às 9h30, junto ao Complexo Desportivo de Alvor, mais de 350 alunos e professores do 2.º e 3.º ciclo do Agrupamento de Escolas da Bemposta marcaram presença para, durante cerca de duas horas, recolherem a maior quantidade possível de «chorão-daspraias» e participarem ativamente nesta ação de sensibilização para a problemática das espécies exóticas sobre a diversidade biológica nativa e promover os valores e funções das zonas húmidas. O «Chorão-das-Praias» (Carpobrotus edulis) é uma planta não indígena

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(exótica), com origem na África do Sul, que não ocorre naturalmente no solo português, tendo sido introduzida em Portugal para fins ornamentais e mais tarde cultivada para fixar taludes e dunas. A sua impressionante capacidade de propagação e vigoroso crescimento vegetativo facilitou a rápida colonização/ocupação de vastas áreas formando, nalguns locais, tapetes contínuos que impedem o desenvolvimento e a sobrevivência da vegetação nativa. No sistema dunar de Alvor persistem várias dezenas de manchas de dimensão variável que ainda podem ser removidas e controladas manualmente antes de colocarem em causa a sobrevivência da flora típica destes habitats, tendo na edição anterior, sido recolhidas e encaminhadas para o aterro um total de 23 mil e 540 quilos. Recorde-se que a Ria de Alvor é considerada a terceira zona húmida mais importante do Algarve e foi designada em 1996 pelo Governo Português, sítio RAMSAR no âmbito da Convenção das Zonas Húmidas, fazendo parte do grupo de 31 zonas húmidas existentes no país, quatro das quais na região do Algarve (Ria de Alvor; Ria Formosa; Sapais de Castro Marim e Vila Real de Santo António e a ribeira do Vascão).

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«O MUSEU VAI À ESCOLA» SENSIBILIZA MAIS PEQUENOS PARA O PATRIMÓNIO

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erminou, no dia 26 de janeiro, a primeira fase do projeto desenvolvido pelo Museu Municipal de Olhão – Edifício do Compromisso Marítimo, que visa, de forma lúdica, sensibilizar os mais pequenos, desde a mais tenra idade, para a importância do Museu e para o património edificado do concelho. «O Museu vai à Escola» vai na sua segunda edição e «leva» o Museu a todas as salas do pré-escolar do ensino público, integrando o programa educativo que os responsáveis por este equipamento cultural prepararam para o ALGARVE INFORMATIVO #142

ano letivo 2017/2018, que inclui um conjunto atividades, visitas acompanhadas e projetos especiais. A propósito da história do João, um menino que, em sonhos, viaja no tempo até aos primórdios do povoado olhanense, as crianças ficam a conhecer a génese da cidade e são convidadas a refletir como viviam os primeiros pescadores que se instalaram em Olhão e identificar as diferenças entre o que seria a cidade à época e o quão diferente ela é nos dias de hoje. Após ouvirem a história do João e trocarem ideias com a técnica do Museu, os 86


mais pequenos põem mãos à obra e, usando a imaginação e o que acabaram de aprender, são desafiados a colorir uma das cabanas originais de Olhão, cobertas de junco e construídas sobre a areia da praia. No final, chega a hora de ir para casa e de partilhar o que aprenderam num dia que decorreu de forma diferente do habitual. A segunda fase do projeto «O Museu vai à escola» decorre de 31 de janeiro a 23 de fevereiro e culminará na exposição «O património edificado no concelho de Olhão», que integrará trabalhos originais, elaborados pelas crianças a partir do que

aprenderam entretanto acerca do tema. O objetivo da mostra é promover o conhecimento do património edificado do concelho e a consequente sensibilização para a conservação, proteção e valorização do património cultural. Os mais pequenos serão convidados a elaborar trabalhos de desenho, pintura, colagem, gravura, ou outras técnicas, sobre um monumento ou edifício de valor histórico ou patrimonial do concelho. O conjunto de trabalhos daí resultante será posteriormente exibido no próprio Museu Municipal e, em regime de itinerância, nas escolas .

CADASTRO PREDIAL DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL SEGUE PARA CONSULTA PÚBLICA

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m reunião realizada no edifício da Câmara Municipal, no final de dezembro de 2017, com a participação de elementos do executivo municipal são-brasense, com o presidente da Junta de Freguesia e com o responsável pelo desenvolvimento do projeto Sistema Nacional de Exploração e Gestão de Informação Cadastral (SINERGIC), a Diretora Geral do Território, Fernanda do Carmo, e a sua equipa informaram que as verbas necessárias para a fase seguinte do cadastro predial no concelho de São Brás de Alportel tinham sido desbloqueadas. Decorrida a primeira fase deste processo, na qual os proprietários de prédios urbanos e rústicos do concelho de São Brás de Alportel participaram ativamente, apresentando documentos comprovativos da titularidade dos mesmos e delimitando as propriedades

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com as suas iniciais, é chegado agora o momento da consulta pública das informações e dos mapas elaborados no final da primeira fase. O edital respetivo a esta Consulta Pública será publicado nos locais físicos e digitais habituais durante um mês, após o qual se inicia o período de Consulta Pública, entre 26 de fevereiro e 27 de março de 2018. A consulta pública decorrerá num gabinete de atendimento que funcionará no edifício sede da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel. A participação de todos os envolvidos neste processo é vital nesta fase para a validação do trabalho realizado e para que se possa proceder às necessárias alterações ou correções. Desse modo, poderá obter mais informações na Secção de Obras da Câmara Municipal de São Brás de Alportel ou através dos contactos: 289 840 000/ carlos.soares@cmsbras.pt . ALGARVE INFORMATIVO #142


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SILVES PREPARA-SE PARA OS INCÊNDIOS FLORESTAIS

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Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Silves tem vindo a desenvolver e a consolidar ao longo dos últimos anos um conjunto de medidas na prevenção estrutural, de vigilância, de apoio ao combate e de adoção de medidas preventivas de antecipação que procuram minimizar os riscos de incêndio florestal. “Estamos conscientes das especificidades do território do concelho e, por isso, estamos a desenvolver um trabalho de fundo que visa a prevenção estrutural de larga escala, que nos permita a sectorização do território, identificando locais estratégicos e estabelecendo importantes áreas de retardamento à progressão do fogo, que nos permitam, ALGARVE INFORMATIVO #142

em situação de catástrofe, a oportunidade de efetuar o combate às chamas e de proteger a população junto dos aglomerados habitacionais”, explica a Presidente da Câmara, Rosa Palma. Este é um trabalho de continuidade e de planeamento, que resulta da avaliação das ocorrências do ano de 2017 e anteriores, como explica Nelson Correia, Comandante Operacional Municipal da autarquia silvense. “Até à data, foi possível executar uma importante área de proteção à cidade de Silves através da constituição de um semi-anel contínuo na área periurbana da cidade, que integra os aglomerados do Enxerim, Monte Branco, Caniné e Caixa de Água e a execução de mosaicos, aceiros, acessibilidades a pontos de água 88


complementares na Herdade adjacente de São Bom Homem, propriedade do Município”, diz Nelson Correia. O projeto foi designado como «Gestão Ambiental e Florestal da Herdade de São Bom Homem - Operação Montanha Verde e iniciativas conexas», desenvolvido em conjunto com diversas entidades parceiras, entre as quais o Zoomarine, o Exército Português, o Instituto de Emprego e Formação Profissional e o Corpo Nacional de Escutas (através dos agrupamentos do concelho de Silves – Silves, Agrupamento 181; Armão de Pêra, Agrupamento 587; Algoz, 1293 e São Bartolomeu de Messines, Agrupamento 1339), tendo sido um dos quatro projetos nomeados, no ano de 2017, para o prémio «Município do Ano – Região Algarve». Em Odelouca também está em curso a execução de uma faixa de gestão de combustíveis, que permitirá proteger os aglomerados e edificações isoladas desse local e, em simultâneo, sectorizar o território, isolando uma área de elevado risco onde, nos últimos anos, tiveram origem inúmeras ocorrências que causaram enormes prejuízos, quer no Município de Silves, quer nos concelhos de Portimão e Monchique. “Estas faixas desenvolvem-se por mais de 10 quilómetros lineares e apresentam uma largura variável de acordo com as especificidades do local”, salienta o Comandante do SMPC. As intervenções complementam e reforçam outras efetuadas pelo exército e entidades que cooperam com a autarquia e que foram realizadas entre 2015 e 2017, permitindo que fosse estabelecida uma área estratégica de oportunidade ao combate a fogos florestais, localizada entre a Barragem do Arade (a Oriente) e a 89

localidade de Odelouca (a Ocidente), na ligação entre o Barrocal e a Serra, junto aos limites administrativos com Portimão e Monchique. Estas intervenções deverão manter-se durante os próximos meses noutras áreas florestais do Município. Paralelamente, está em curso desde o início do ano, um levantamento cadastral da população residente na área florestal do concelho nas freguesias de São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines e Silves. “Este levantamento tem sido desenvolvido pelos nossos sapadores florestais municipais e por elementos Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA)”, esclarece Nelson Correia. Estas equipas identificam todas as edificações existentes na área florestal, referenciando os edifícios efetivamente habitados e identificando a faixa etária, condições de mobilidade e de debilidade das populações residentes nessas casas. “Assim, ser-nos-á mais fácil, em caso de incêndio, implementar um plano de evacuação”, refere o Comandante do SMPC. Ao mesmo tempo que se está a fazer este levantamento, os operacionais no terreno sensibilizam as populações para a obrigatoriedade legal relativa à limpeza das áreas envolventes às suas residências e sobre os comportamentos a adotar m caso de incêndio florestal. “Temos um concelho muito vasto, o segundo maior do Algarve e o sexto maior do país, facto que nos coloca grandes desafios no que toca à prevenção dos incêndios. Todavia, temos desenvolvido diversas ações preventivas, várias delas pioneiras e implementadas, posteriormente, noutras autarquias, como foi o caso da colaboração com o Exército Português”, frisou Rosa Palma .

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EUROCIDADE DO GUADIANA GANHA PERSONALIDADE JURÍDICA E GARANTE ACESSO A FUNDOS EUROPEUS

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Eurocidade do Guadiana, constituída pelos municípios de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, foi reconhecida como Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT), o que torna mais fácil a cooperação transfronteiriça transnacional entre as três autarquias, dando-lhes ainda a possibilidade de se candidatarem diretamente aos fundos europeus e de os gerirem. Através deste estatuto, concedido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento e Coesão, no caso português, pode também ser confiada à Eurocidade do Guadiana a execução de programas cofinanciados pela União Europeia ou de outros projetos de cooperação transfronteiriços. “Este reconhecimento reforça ainda mais a união entre as três autarquias, que podem assim aceder a projetos e fundos europeus, beneficiando das economias de escala e ampliando o raio de ação das suas

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medidas, que passam agora a beneficiar dois países e duas regiões em simultâneo”, confirma Conceição Cabrita, presidente da Câmara de VRSA, município que assume atualmente a presidência da Eurocidade. Tal pode abranger a gestão de meios de transporte ou de hospitais, a execução de planos de desenvolvimento transfronteiras, bem como a gestão de programas conjuntos para financiar projetos de interesse. Os AECT foram criados em 2006 pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, com o apoio político do Comité das Regiões. São entidades jurídicas criadas para facilitar a cooperação transfronteiriça, transnacional ou inter-regional na União Europeia e permitem que as autoridades regionais e locais e outras empresas públicas de diferentes Estados-Membros criem agrupamentos dotados de personalidade jurídica para prestar serviços conjuntos. Regra geral, possuem membros em, pelo menos, dois Estados-Membros, apesar de existirem regras especiais em caso de participação de países e territórios

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MUNICÍPIO DE VILA DO BISPO MARCOU PRESENÇA NA BOOT - DÜSSELDORF 2018

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elo terceiro ano consecutivo, o município de Vila do Bispo viajou até Düsseldorf para participar na maior feira dedicada ao mundo náutico – a BOOT 2018, evento que decorreu de 20 a 28 de janeiro. A campanha de promoção no centro da Europa voltou a ser um sucesso para o concelho e para as empresas locais aderentes ao projeto, designadamente a PuraVida – Divehouse, a SeaXplorer – Wildlife Boat Trips e a Wind4All – Sagres Watersports. Vila do Bispo esteve presente num espaço de divulgação com 46 metros quadrados, estrategicamente situado num dos 16 pavilhões temáticos desta gigantesca feira que ocupou uma área total de 220 mil metros quadrados. Em termos de afluência do público ao stand vila-bispense, registaram-se mais de dois mil e 500 contactos diretos com visitantes oriundos de 42 nacionalidades. Os dados oficiais da organização referem 247 mil visitantes, provenientes de 94 países, superando os 242 mil na edição de 2017, destacando-se a Alemanha, a Holanda, a Bélgica, a Suíça, a Itália, a Áustria, a França, os EUA, a China e a Austrália. Pelo segundo ano consecutivo, a comitiva de Vila do Bispo contou com o contributo de Joana Schenker, superatleta da Associação de Bodyboard de Sagres que, desta feita, já se apresentou enquanto Campeã do Mundo de Bodyboard. Além do contacto direto com os visitantes no espaço promocional de Vila do Bispo, Joana Schenker foi convidada a participar em quatro

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entrevistas, em modelo talk show, ao longo das quais teve a oportunidade de conversar e de partilhar, perante um vasto público internacional, a sua experiência na prática do Bodyboard, o seu percurso desportivo e os diversos aspetos que fazem do concelho de Vila do Bispo um território especial para viver e para visitar, numa perspetiva turística. Vila do Bispo contou ainda com a inédita participação da Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas, instituição que também representa a Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas. De destacar também a visita do Cônsul-Geral de Portugal em Düsseldorf, José Carneiro Mendes, do vogal do Concelho Diretivo do Turismo de Portugal, Filipe Silva, e da RTP Internacional, canal televisivo que produziu uma reportagem conduzida pela jornalista Marisa Fernandes e cuja reprodução se encontra agendada para os próximos dias 9 e 11 de março, no programa «Hora dos Portugueses» (RTPI) . ALGARVE INFORMATIVO #142


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MUNICÍPIO DE SILVES TRANSFERE UM MILHÃO DE EUROS POR ANO PARA AS SUAS FREGUESIAS

oi aprovada, no dia 15 de janeiro, em reunião de Câmara, a delegação de competências do Município de Silves nas Freguesias e Uniões de Freguesias do concelho para o quatriénio 2018-2021, refletindo um significativo aumento de verbas transferidas que, neste período, quase irá duplicar, ultrapassando o montante de um milhão de euros anuais. Cerca de metade deste valor visa garantir o exercício das competências delegadas em matéria de limpeza urbana em Alcantarilha e Pêra e em Algoz e Tunes, assim como de limpeza urbana e gestão e manutenção de espaços verdes em Armação de Pêra, São Bartolomeu de Messines e S. Marcos da Serra. Excetua-se nesta delegação de competências a Freguesia de Silves, atendendo a que, por razões de natureza operacional e logística, a limpeza urbana e gestão e manutenção de espaços verdes na sede do concelho é garantida pelos serviços camarários. Comparativamente com o mandato anterior, o montante anual a transferir nestas áreas passou de 162 mil e 500 para 572 mil e 500,29 euros (483 mil dos quais em limpeza urbana e 89 mil e 500 em gestão e manutenção de espaços verdes). A restante verba a transferir anualmente, que ronda o meio milhão de euros, visa a delegação de competências em todas as Freguesias e Uniões de

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Freguesia em matéria de: manutenção, conservação e reparação das vias e caminhos municipais; gestão, conservação, reparação e limpeza dos mercados municipais retalhistas (exceto S. Marcos da Serra) e dos cemitérios municipais. Foi também alvo de transferência de competências a gestão, conservação, reparação e limpeza do Polidesportivo de Tunes; a gestão conservação, reparação e limpeza das casas mortuárias de Armação de Pêra e de Silves; e a gestão e manutenção corrente do mercado mensal de Silves. Com esta política de delegação de competências, o executivo municipal liderado por Rosa Palma pretende aproximar as decisões públicas aos cidadãos, a promoção da coesão territorial no concelho e a melhoria qualitativa da prestação do serviço público de proximidade por parte das Freguesias e Uniões de Freguesias do concelho. Esta delegação de competências foi aprovada, também, em reunião de Assembleia Municipal de Silves, realizada no dia 26 de janeiro . 92


MAR SHOPPING ALGARVE LANÇA CONCEITO INOVADOR COM QUATRO RESTAURANTES DE CHEFS

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MAR Shopping Algarve acaba de lançar uma novidade em centros comerciais em Portugal, apresentando o «Algarve Chef Experience»: quatro novos restaurantes de cozinha de autor que se juntam à oferta diversificada da praça de restauração do centro comercial, tornando mais acessível a alta cozinha. Os novos espaços terão a assinatura dos Chefs Leonel Pereira, Louis Anjos, Guy Doré e José Domingos. “Em Portugal já existem conceitos desenvolvidos por chefs em centros comerciais, mas no nosso benchmark não encontrámos nenhum restaurante de alta cozinha. Há aqui um paralelismo interessante com o conceito IKEA, uma vez que um dos desafios destes chefs passa por definir um preço acessível e a partir daí desenvolver propostas de autor, num espaço com ofertas gastronómicas para todos os gostos e carteiras”, explica Herman Gewert, diretor-geral do MAR Shopping Algarve. Thai Brás, My Pastta, G’s Bistro e Portuguese Lab são os nomes dos novos restaurantes do MAR Shopping Algarve, todos unidos pelo conceito «Algarve Chef Experience», proporcionando aos visitantes o sabor de pratos da autoria de chefs da alta cozinha e a oferta de opções distintas e inovadoras a preços adaptados a uma zona de restauração de um centro 93

comercial. Seguindo a inspiração de cada chef, estão garantidos pratos nacionais e internacionais com um toque de ingredientes algarvios. O novo conceito de restauração do MAR Shopping Algarve é uma estreia também para os chefs Leonel Pereira (Thai Brás), Louis Anjos (My Pastta), Guy Doré (G’s Bistro) e José Domingos (Portuguese Lab), que aceitaram o desafio e acrescentam à sua vasta carreira profissional, em Portugal e no estrangeiro, a experiência de trazerem ao Algarve um conceito completamente inovador num centro comercial do país. Com nomes bastante reveladores dos pratos que vão ser executados, os menus vão desde várias opções «à brás» e comida asiática da autoria do chef algarvio Leonel Pereira, «massas frescas com sabores originais» da autoria do chef Louis Anjos, petiscos e pratos inspirados na cozinha de «bistro» pelo chef Guy Doré e receitas da cozinha tradicional portuguesa com o toque do chef José Domingos . ALGARVE INFORMATIVO #142


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CONCLUÍDA A INTERVENÇÃO NO PORTAL PRINCIPAL DA ANTIGA SÉ DE SILVES

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intervenção na antiga Sé de Silves permitiu recuperar totalmente o portal principal, em pedra, deste Monumento Nacional, tendo sido promovida pela Direção Regional de Cultura do Algarve e realizada pela empresa «Samthiago, Conservação e Restauro». A empreitada, que contou sempre com o acompanhamento interessado da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e da Câmara Municipal de Silves, incluiu o portal, o varandim exterior e os pináculos, tendo sido efetuado o reposicionamento e consolidação das aduelas nas arquivoltas

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do portal (cuja instabilidade apresentava perigo para o património e para as pessoas), a limpeza de todas as pedras de silharia e juntas e o refechamento destas, e a pintura das portas em madeira do acesso principal à igreja e do vão que comunicava o varandim exterior com o antigo coro alto. A operação foi efetuada no âmbito do Programa Operacional CRESC Algarve 2020, numa candidatura ao Eixo Prioritário 4 – Reforçar a Competitividade do Território, PI-6.3 – Conservação, Proteção, Promoção e Desenvolvimento do Património Cultural Natural, com um investimento total no valor de 72 mil e 910 euros, beneficiando de um

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financiamento de 60 por cento do FEDER. A intervenção foi desenvolvida em três fases: foi primeiro realizado um estudo de diagnóstico, encomendado pela Direção Regional de Cultura do Algarve à empresa «IN SITU, Conservação de Bens Culturais, Lda.», no qual foram identificadas as patologias da pedra, nomeadamente colonização biológica, pátina, zonas com erosão, elementos a reintegrar, infestação de vegetação e patologias estruturais (desligamentos, fraturas, fissuras, fendas na estrutura e lacunas volumétricas); seguidamente, efetuou-se a caraterização dos sais que provocavam a erosão, a lascagem, a desagregação observadas na pedra do portal – calcários dolomíticos de Silves –, um estudo encomendado pela DRCAlgarve à empresa «PENTA, Património Cultural», cujos resultados permitiram programar uma intervenção consciente e adequada, quer ao nível dos materiais quer das técnicas a adotar. Finalmente, na sequência do procedimento concursal, a execução das obras foi adjudicada à «Samthiago, Conservação e Restauro» pelo valor de 52 mil e 635 euros, ficando a fiscalização da empreitada a cargo da empresa «Procontrol, Projetos e Fiscalização,

Lda.», sendo a monitorização e controlo efetuadas pela equipa técnica da Direção de Serviços dos Bens Culturais da DRCAlgarve. Simultaneamente, a Câmara Municipal de Silves promoveu a retificação das drenagens das águas pluviais do lado norte da antiga Sé, cujos defeitos eram a causa de muitas das patologias observadas na silharia do portal. Para além dos melhoramentos no imóvel e na segurança dos seus utentes, espera-se que esta intervenção contribua para o aumento das visitas ao monumento, que anualmente ultrapassam já as 45 mil, trazendo benefícios para a economia local e contribuindo para a sustentabilidade de uso da antiga Sé, um dos mais relevantes edifícios monumentais do Algarve, não só devido à sua plena compatibilidade com a fruição turística e religiosa, mas também por se tratar de um edifício que – apesar das posteriores alterações e acrescentos, nomeadamente com uma interessantes exemplares de talha e imaginária – conserva a sua essência claramente gótica, que remonta maioritariamente ao século XV e é contemporânea da primeira globalização comercial da Época Moderna, tendo como particularidade os materiais utilizados na sua construção: o arenito vermelho e os calcários dolomíticos de Silves .

REQUALIFICAÇÃO DO CAIS DO RIO ARADE JÁ TEVE INÍCIO

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omeçou, no dia 26 de janeiro, a empreitada de requalificação do cais do rio Arade, um investimento de 37 mil e 974,28 euros + IVA que inclui a execução de uma guarda de proteção em pedra e a recuperação das escadarias 95

do cais. Na prática, a guarda de proteção será prolongada entre a extensão localizada na zona de cais entre a frente do mercado e a paragem de autocarros. O prazo de execução é de 30 dias .

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ALGARVE INFORMATIVO #142


DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Nuno de Santos Loureiro

A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista regional generalista, pluralista, independente e vocacionada para a divulgação das boas práticas e histórias positivas que têm lugar na região do Algarve. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista independente de quaisquer poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, defendendo esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes e colaboradores. A ALGARVE INFORMATIVO promove o acesso livre dos seus leitores à informação e defende ativamente a liberdade de expressão. A ALGARVE INFORMATIVO defende igualmente as causas da cidadania, das liberdades fundamentais e da democracia, de um ambiente saudável e sustentável, da língua portuguesa, do incitamento à participação da sociedade civil na resolução dos problemas da comunidade, concedendo voz a todas as correntes, nunca perdendo nem renunciando à capacidade de crítica. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelos princípios da deontologia dos jornalistas e da ética profissional, pelo que afirma que quaisquer leis limitadoras da liberdade de expressão terão sempre a firme oposição desta revista e dos seus profissionais. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista feita por jornalistas profissionais e não um simples recetáculo de notas de imprensa e informações oficiais, optando preferencialmente por entrevistas e reportagens da sua própria responsabilidade, mesmo que, para tal, incorra em custos acrescidos de produção dos seus conteúdos. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelo princípio da objetividade e da independência no que diz respeito aos seus conteúdos noticiosos em todos os suportes. As suas notícias narram, relacionam e analisam os factos, para cujo apuramento serão ouvidas as diversas partes envolvidas. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista tolerante e aberta a todas as opiniões, embora se reserve o direito de não publicar opiniões que considere ofensivas. A opinião publicada será sempre assinada por quem a produz, sejam jornalistas da Algarve Informativo ou colunistas externos.

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