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20 de janeiro, 2018
MARIA JOÃO brilhou em Loulé DO RIACHO À CASCATA | «WHILE SHE SLEEPS» NO BAFO DE BACO 1 INFORMATIVO #140 ATELIER DO MOVIMENTO | ENOGASTRONOMIA | TEATRO NAALGARVE TOMÁS CABREIRA
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CONTEÚDOS #140 20 DE JANEIRO, 2018 10
ARTIGOS
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10 - Enogastronomia 18 - Do Riacho à Cascata 28 - Maria João + Moçoilas 36 - Atelier do Movimento 44 - While She Sleeps 54 - Vamos ser tão despedidos! 64 - Carlos Porfírio 86 - Atualidade
OPINIÃO
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72 - Paulo Cunha 74 - Paulo Bernardo 76 - Mirian Tavares 78 - Adília César 80 - Nelson Dias 82 - Fábio Jesuíno 84 - Augusto Lima
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ENTREVISTA
ENOGASTRONOMIA AJUDA A «CASAR» OS PRATOS TÍPICOS REGIONAIS COM OS VINHOS DO ALGARVE Nunca a gastronomia e os vinhos algarvios estiveram tão em voga como nos tempos que correm, mas já em 2015 Manuel Serra tinha concebido um website dedicado à Enogastronomia (http://enogastronomia.pt), em resultado da sua tese do Mestrado em Direção e Gestão Hoteleira, sob o tema «Algarve – Relação Enogastronómica». Em termos práticos, a plataforma online dá a conhecer as principais iguarias e vinhos do Algarve e respetivas fichas técnicas, mas ensina também os utilizadores a fazerem «casamentos» perfeitos entre os comes e bebes. Texto:
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na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve que encontramos Manuel Serra, um estudioso de longa data da gastronomia e dos vinhos da região que elegeu para viver e trabalhar. O alentejano de nascença concluiu, em 1995, o curso de Restaurante/Bar neste prestigiado estabelecimento de ensino e depressa ingressou no mercado de trabalho. As experiências profissionais conduziram ao acumular de vários conhecimentos que depois foram um valioso trunfo aquando da realização do Mestrado em Direção e Gestão Hoteleira, com o tema «Algarve – Relação Enogastronómica». “A ideia foi aprofundar algo que me é querido, que gosto de fazer, e que constituísse, em simultâneo, uma mais-valia para a região e para quem aqui trabalha”, explica o Coordenador Técnico da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve.
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O projeto nasce na altura em que estavam a surgir os chamados «novos vinhos» do Algarve, já tinham também sido publicadas duas edições do «Guia de Vinhos do Algarve» e a Dieta Mediterrânica deixara de ser uma perfeita desconhecida para as gentes locais, embora os empresários ainda não soubessem bem como utilizar esse conceito de estilo de vida em termos de marketing dos seus restaurantes e hotéis. “Havia que melhor esclarecer o público em geral, os profissionais de hotelaria e restauração e o próprio consumidor do que era a Dieta Mediterrânica e os vinhos produzidos no Algarve. Nesse sentido, fiz um levantamento exaustivo de receitas típicas da gastronomia algarvia e fui à procura da literatura existente sobre os ALGARVE INFORMATIVO #140
vinhos da região. Depois, socorri-me da minha experiência profissional de como fazer as maridagens, o «pairing», um jeito de conselho do especialista para o cidadão comum utilizar no dia-a-dia”, descreve o entrevistado. Comida e vinho são, de facto, dois universos que não podem estar 12
desligados, um não vive sem o outro à mesa, têm que estar em perfeita sintonia para criar experiências sensoriais inesquecíveis aos consumidores, sejam os turistas que nos visitam ao longo do ano, seja o cidadão normal no aconchego do seu lar, numa refeição especial com a carametade, os amigos ou familiares. “Os clientes, quando saem de um restaurante 13
ou hotel, tem que sentir-se satisfeitos, o que é diferente de se sentirem saciados. E a mesma coisa deve acontecer nas nossas casas”, entende Manuel Serra, confirmando que há muitas ideias pré-concebidas, em termos de maridagem comida/vinho, que estão desfasadas da realidade. “Peixe com vinho branco e carne com ALGARVE INFORMATIVO #140
vinho tinto continua a ser uma verdade absoluta ou os especialistas na matéria já dizem que não é bem assim, que há outras possibilidades de maridagem? A tese de mestrado mostrou-me que há excelentes relações entre vinhos brancos com carne e de vinhos tintos com peixe. Há questões de sabores elementares, de acidez, de grau alcoólico e de açúcar, que não ALGARVE INFORMATIVO #140
podem ser descuradas. Uma coisa é o palato, outra coisa é a harmonização entre os compostos básicos de acidez, gordura, doce, salgado e por aí afora”, esclarece. “O cidadão comum sabe que gosta de uma coisa, mas não sabe os motivos que estão por detrás desse gostar. Quem está a proporcionar uma experiência enogastronómica ao 14
gostos, portanto, a tarefa do profissional nunca é fácil. “Costuma-se dizer que as senhoras preferem o doce ao amargo. Que os homens gostam de vinhos mais encorpados, enquanto as mulheres optam por vinhos mais leves, menos alcoólicos. Que os latinos e os nórdicos não gostam das mesmas coisas”, exemplifica Manuel Serra, indicando que estas diferenças se notam até de região para região dentro do mesmo país. “No Algarve não é muito comum beber-se vinho verde. No Norte, se um vinho não tiver um nível mais elevado de acidez, diz-se logo que é menos bom, que não presta. São questões culturais”, aponta o especialista.
DO PRECIOSISMO À NECESSIDADE
cliente, tem que saber explicar o porquê das suas sugestões”, reforça. Recomendações que devem ter por base, como é natural, as preferências particulares de cada pessoa, de cada cliente, mas depois há características genéticas, culturais, de género, de nacionalidade, que influenciam também os 15
Ora, se a tarefa de «casar» a comida com os vinhos não é fácil, resta saber se há profissionais em número suficiente para prestar este serviço na generalidade dos restaurantes ou hotéis ou se apenas os de maior gabarito possuem escanções, ou «sommeliers», à altura das exigências. “Há uns anos, ter um escanção era um preciosismo, atualmente, os gestores começam a ver que é uma necessidade. O cliente está cada vez melhor esclarecido por causa das aplicações digitais e quer gastar o seu dinheiro para ter uma experiência superior, que não pode ser proporcionada por qualquer pessoa”, justifica Manuel Serra. “O cliente, quando chega a um restaurante, pergunta logo se existe um vinho específico porque conhece a sua ficha técnica, portanto, é preciso fornecer-lhe ALGARVE INFORMATIVO #140
outro tipo de informação. Ou vai com vontade de comer um determinado prato e quer saber qual o vinho mais indicado para maximizar a experiência. Quem está a vender esse serviço tem que saber responder a essas questões”. Este serviço superior só pode ser prestado, como é natural, se o espaço possuir diversidade e qualidade para tal, de modo que muitos restaurantes se preocupam cada vez mais com as suas garrafeiras, mas também em ter os vinhos bem conservados. “Não basta ter muitos e bons vinhos. Eles têm que estar bem acondicionados, pois nunca se sabe quanto tempo vão estar naquele local”, avisa Manuel Serra. Por outro lado, se o cliente quer ter uma experiência gastronómica superior, deve estar preparado para pagar mais por ela, havendo diversos fatores que influenciam o valor final da fatura. “O ideal é que o cliente considere que a refeição correspondeu ou superou as suas expetativas e que o gestor do estabelecimento cobre o valor justo por essa refeição”, considera Manuel Serra. O certo é que ninguém duvida da qualidade da gastronomia algarvia, muito menos dos vinhos produzidos na região, como o atestam os muitos prémios que conquistam em concursos internacionais. O problema dos produtores, contudo, mantém-se, não é fácil penetrar na restauração e hotelaria algarvia, o que se deve, na opinião do entrevistado, à forte aculturação que o Algarve sofre devido à sua faceta turística. “Por causa disso notase uma grande pressão da parte dos agentes económicos de outras regiões para colocar os seus vinhos nos nossos ALGARVE INFORMATIVO #140
restaurantes e hotéis. O Algarve produz vinhos com enorme qualidade, mas ainda em pouca quantidade, o que depois se reflete no preço. Mas estamos a trabalhar muito no sentido de motivar toda a cadeia de distribuição e venda para colocar à disposição dos clientes vinhos algarvios”, sublinha o Coordenador Técnico da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve. Entretanto, os benefícios da plataforma online http://enogastronomia.pt/ são mais que muitos para os consumidores finais que pretendem preparar uma refeição nas suas casas, tanto para o dia-a-dia, como para festejar uma data especial. “Ali encontra o resultado das preferências da maioria dos internautas que acederam ao site e fizeram as suas maridagens. Estão perfeitamente identificados os Top 10 das iguarias, dos vinhos e das melhores relações enogastronómicas, pelo que se torna mais fácil preparar uma refeição que agrade à maioria das pessoas”, destaca o mentor do projeto, falando em 250 receitas de pratos típicos algarvios e 142 referências de vinhos da região colocados online desde 2015. Portanto, opções não faltam. “O site foi construído como uma ferramenta para se desenvolver um estudo, uma tese de mestrado, e tem permanecido inalterado desde então. Existe, no entanto, vontade, minha e dos orientadores da tese, de pegar no projeto e continuar a desenvolvê-lo, com a inclusão de outras valências e, eventualmente, direcionado para a gestão da ementa e carta de vinhos dos restaurantes”, adianta Manuel Serra . 16
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REPORTAGEM
Do Riacho à Cascata Texto:
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Zen Trekk organizou, no dia 14 de janeiro, mais uma das suas habituais caminhadas, desta feita em plena Serra de Monchique e, apesar de estarmos no pico do Inverno, o dia amanheceu fresco mas soalheiro. O ponto de encontro foi no Heliporto de Monchique e, após a entrega dos habituais lanches para reforço das energias ao longo da caminhada, o entusiasmado grupo iniciou o percurso e a animação era geral. Por um lado, notava-se a ansiedade pela descoberta de um novo trilho, por outro, o desejo de falar com quem já se conhece de outras caminhadas e também por conhecer novas pessoas, tudo contribuindo para uma experiência enriquecedora.
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A Serra de Monchique estava pintada de verde, vermelho, amarelo e dourado. A presença do elemento água também não podia faltar, com riachos, algumas cascatas e uma Fonte Santa. O elemento humano ajudou a colorir ainda mais a paisagem e dois elementos caninos devem ter percorrido o dobro da distância com o seu corre-corre constante, onde reinava a felicidade pela liberdade na Natureza em todo o seu esplendor. À medida que as horas iam passando, o frio rapidamente deu lugar ao calor e, com as primeiras subidas, a indumentária foi ficando também cada vez mais leve. Foram vividos momentos de partilha, de entreajuda, de sorrisos constantes com os desafios a serem todos superados, ficando a sensação de paz e bem-estar bem patente. A recompensa pelo esforço físico chegou, quatro horas depois, com o merecido almoço no Restaurante Teresinha, no caminho para a Foia, num agradável convívio onde a amizade ficou ainda mais fortalecida e a pergunta que pairava no ar era: quando é a próxima caminhada? Porque as caminhadas dinamizadas por Carlos Glória são, de facto, muito «zen», como indica o próprio nome ALGARVE INFORMATIVO #140
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desta empresa de animação turística. Mais importante do que simplesmente caminhar é o grupo caminhar em paz e amor, consciente da beleza que o envolve, de modo a que a Natureza seja apreciada e contemplada com todos os sentidos. A ela se vai buscar a energia para alimentar a essência de cada um de nós, numa autodescoberta e inspiração para prosseguirmos os nossos caminhos do dia-a-dia. E para que a caminhada alcance estes objetivos é crucial a vasta experiência de Carlos Glória enquanto caminhante, não só através das inúmeras caminhadas locais que realizou mas, sobretudo, pelos vários «Caminhos de Santiago» que já percorreu. E a próxima aventura organizada pela Zen Trekk acontece precisamente nos dias 20 e 21 de janeiro, pelo Caminito del Rey, na vizinha Espanha, perto de Málaga .
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REPORTAGEM
MOÇOILAS E MARIA JOÃO fantásticas no Cine-Teatro Louletano Texto: ALGARVE INFORMATIVO #140
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Cine-Teatro Louletano mantém a aposta em proporcionar encontros improváveis ao seu público e, na tarde de 14 de janeiro, foi a vez do ciclo musical «O Longe é Aqui» juntar a conceituada cantora Maria João e o grupo algarvio Moçoilas. Num espetáculo surpreendente e com lotação esgotada estiveram em evidência os universos do jazz/música improvisada de Maria João e da música tradicional das Moçoilas, com as três irreverentes algarvias a interpretarem à capella canções do sul do país. Este cruzamento de diversas latitudes musicais contou igualmente com a participação do percussionista Quiné Teles, de João Farinha (Fender Rhodes e sintetizadores) e do também algarvio João Frade, que, para além de uma performance verdadeiramente de outro mundo com o seu acordeão, assumiu a direção musical do espetáculo. Maria João é um rosto sobejamente reconhecido do grande público, com uma carreira pautada pela participação nos mais conceituados festivais de música do mundo. O seu percurso iniciou-se na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e, em poucos anos, extrapolou fronteiras, tornando-se numa das poucas cantoras portuguesas aclamadas no estrangeiro. O reconhecimento oficial da divulgação da cultura portuguesa pelo mundo valeu-lhe a comenda da ordem do Infante D. Henrique pelas mãos do presidente Jorge Sampaio, sendo também a única artista lusitana a ter sido nomeada para o «European Jazz Prize», juntamente com Jamie Cullum e Bobo Stenson.
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Possuidora de um estilo único, Maria João tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. A sua capacidade vocal notável, bem como uma intensidade interpretativa singular, ficaram bem patentes no concerto do Cine-Teatro Louletano, que se rendeu em aplausos no final da atuação conjunta com as 30
Moçoilas. Moçoilas que dão vozes a uma serra onde o canto sempre foi muito mais feminino. Com o trio prossegue, de forma meticulosa, a enorme necessidade de recuperar o canto do Algarve, esquecido ou escondido no tempo. Margarida Guerreiro, Inês Rosa e Teresa da Silva trouxeram, assim, ao Cine-Teatro Louletano a alma dos cantos da serra e de muitos outros temas inspirados nos seus
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tons, sons e cheiros. Com uma atitude e alma alegres e femininas, o trio repega em muitos dos antigos temas e enriquece-os com a sua energia própria, modificando uns, apropriando-se de outros e preparando caminho para novas melodias e canções. E a própria Maria João ficou rendida a este talento, num encontro improvável que encheu as medidas à assistência que esgotou a sala de espetáculos da cidade de Loulé .
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ATELIER DO MOVIMENTO encantou Teatro das Figuras Texto:
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rofessores e alunos de todas as idades, dos mais pequeninos aos mais graúdos, participaram no espetáculo do Atelier do Movimento que teve lugar, na tarde de 13 de janeiro, no Teatro das Figuras. A escola nasceu, em setembro de 2012, da vontade de se criar, em Faro, um espaço dedicado à dança/movimento e ministra aulas de ballet a vários níveis etários, bem como de dança contemporânea, dança oriental, danças de salão, kizomba, sapateado, semba e sevilhanas. Na atuação realizada na maior sala de espetáculos da capital algarvia assistiu-se a coreografias de Ballet Clássico, Dança Oriental, Sapateado, Sevilhanas e Dança Contemporânea, numa apresentação que celebrou todo o esforço, empenho e dedicação dos alunos durante o primeiro trimestre do ano letivo 2017/2018 . ALGARVE INFORMATIVO #140
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«While She Sleeps» levaram Bafo de Baco à loucura Texto:
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epois dos concertos esgotados em Lisboa e Porto, os britânicos «While She Sleeps» rumaram ao sul de Portugal, mais concretamente à cidade de Loulé, no dia 16 de janeiro, para um estrondoso concerto naquela que é, sem dúvida, a catedral do rock do Algarve, o Bar Bafo de Baco, gerido por Horácio Costa. Após uma primeira parte eletrizante a cargo dos também ingleses «Rolo Tomassi», os cabeça de cartaz subiram ao palco por volta das 22h para mostrar todo o poder do seu metalcore e a partir daí ninguém mais parou na pista, constantemente galvanizados pelo vocalista Lawrence «Loz» ALGARVE INFORMATIVO #140
Taylor e pelo baixista Aaran McKenzie. Frenéticos estiveram também os guitarristas Sean Long e Mat Welsh, assim como o baterista Adam Savage, porque este estilo de música, realmente, não dá margem para um minuto de descanso. Na pista, um público de todas as idades não se cansou de saltar, pular, gritar, para êxtase da banda, que fazia em Loulé o seu último concerto da digressão por terras lusitanas. Nos dias seguintes já tinham espetáculos marcados para Madrid e Barcelona (Espanha), Marselha (França), Roma e Milão (Itália), Zurique (Suíça), Praga (República Checa), Berlim, 46
Munique e Colónia (Alemanha), Viena (Áustria) e Tilburg (Holanda). Tudo isto em janeiro e a agenda superpreenchida comprova a qualidade da formação natural de Sheffield. Na bagagem traziam o mais recente álbum, «You Are We», editado em 2017, mas também os sucessos de «Brainwashed» (2015) e «This is the Six» (2012), capítulos de uma carreira de dez anos que foram assinalados com a decisão de se tornarem independentes e trilharem o seu próprio caminho, sem estarem 47
sujeitos aos desígnios de uma editora. Uma decisão arriscada porque o universo musical do metal não é fácil, devido à panóplia de bandas que existe no Velho Continente, mas também porque este género continua a ser olhado um pouco de lado pelo público em geral, que o remete para uma cena mais underground. Mas os «While She Sleeps» são um caso sério de popularidade e possuem uma legião de fiéis seguidores, como se verificou com a enchente do Bafo de Baco, numa noite de terça-feira. ALGARVE INFORMATIVO #140
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Fãs que, aliás, ajudaram a tornar realidade o disco «You are We», contribuindo para o orçamento através de uma campanha «PledgeMusic». Graças a isso, no coração de Sheffield, um armazém abandonado foi transformado num muito bem apetrechado estúdio de gravação onde outras bandas podem produzir os seus trabalhos discográficos. E foi ali que nasceram temas como «You Are We», «Steel The Sun», «Hurricane» ou «Civil Isolation», que tanto furor têm feito por esse mundo fora. “Agora temos um espaço próprio para conseguir o que queremos alcançar enquanto banda”, garante Loz Taylor. Para além disso, o espaço está aberto à comunidade, nomeadamente aos fãs da banda, que ali participaram, por exemplo, nas filmagens do vídeo do tema «Hurricane». “Agora, mais do que nunca, eles sabem que tudo isto só
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é possível graças ao seu apoio. A divisão entre artista e fã é ridícula, porque não existem fãs sem os artistas e não há artistas sem fãs”, considera o guitarrista Sean Long. Depois de terem sido agenciados por uma grande editora, os «While She Sleeps» optaram, então, por depender apenas deles próprios e dos seus seguidores, num trajeto que não tem sido isento de dificuldades, a maior de todas quando o vocalista Lawrence Taylor teve que ser operado às cordas vocais no período em que a banda estava a gravar «Brainwashed». Poderia ter sido o fim do quinteto britânico, contudo, mais uma vez os fãs foram fundamentais e não deixaram a banda desistir. E ainda bem que assim foi, porque «You are We» é, de facto, um dos melhores discos de metalcore dos últimos tempos, produzido por Carl Bown,
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que já tinha trabalhado com o grupo em «Brainwashed». Com canções cheias de força, foco e determinação, a banda é uma das mais inspiradoras e importantes vozes na música britânica dos tempos modernos, demonstrando uma contínua evolução musical, mas também uma incisiva consciência social numa GrãBretanha pós-Brexit. “Estas são algumas das canções mais poderosas e relacionáveis que já escrevemos”, afirma Taylor. “Olham para o mundo como um todo, mas também são muito sobre nós próprios. Passámos por alguns altos e baixos ao longo dos últimos anos e é importante expressarmos isso, porque a nossa música é a nossa cura e terapia”, reforça o carismático vocalista, que se mostrou bastante encantado com o entusiasmo do público português . 50
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ALUNOS DA TOMÁS CABREIRA NUMA PEÇA COM SEXO, RELIGIÃO … E MUITA MENTA!! Texto:
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s alunos da turma 1.º B do Curso de Artes de Espetáculo, vertente Interpretação, da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, estrearam-se em palco, no dia 18 de janeiro, com a divertidíssima peça «Vamos ser tão despedidos!!», perante um auditório repleto de colegas e de professores deste estabelecimento de ensino da capital algarvia. Já é habitual os estudantes terem uma apresentação no final de cada módulo lecionado e este trabalho em concreto surgiu a partir de uma improvisação levada a cabo pelos jovens na sala de aula, “que foi tão disparatada e engraçada que os desafiei a escreverem uma descrição do dia-a-dia das personagens que tinham interpretado”, explicava a professora Rosa ALGARVE INFORMATIVO #140
Vieira Guedes, minutos antes das portas abrirem e do público entrar. O resultado foram textos bastante hilariantes e depressa ficou a intenção de os levar a cena, por chocarem com uma série de valores muito atuais. “Por um lado, a Igreja enquanto instituição em falência, por outro, a ideia de que as terapias só resultam em casos de vícios em álcool ou drogas. Aqui, eles propuseram outro conjunto de adições muitíssimo divertidos”, indicou a docente, acrescentando que os textos originais dos alunos apenas tiveram alguns retoques superficiais. “Foram pouquíssimas coisas cortadas, porque existiam alguns palavrões ou situações que podiam chocar as pessoas”.
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Quanto à história, embora cada pedaço tenha sido escrito de forma isolada pelos diferentes alunos, possui um fio condutor, uma vez que as personagens frequentam sítios semelhantes. “É um género da narrativa do filme «Crash» do Paul Haggis, de 2004, em que as pessoas não têm nada a ver umas com as outras mas, por qualquer motivo, acabam por se cruzar. Tentámos encontrar, em conjunto, modos de fazer essa colagem”, conta Rosa Vieira Guedes, e o resultado final foi, de facto, bem conseguido. Uma obra totalmente criada em horário escolar, comenta ainda a entrevista, não tendo sido necessário realizar grandes ensaios. “Só os espetáculos é que acontecem fora do horário das aulas, porque alguns têm lugar à noite”. O cenário é o mais simples que possa haver, um fundo negro, mas a situação foi 59
diferente ao nível do guarda-roupa e adereços, revela a professora. “Ao longo dos cinco anos de existência deste curso fomos guardando coisas, outras são dos alunos, minhas, dos pais, inclusive um empréstimo da Cruz Vermelha, a t-shirt do bombeiro que é viciado em fogos”, conta Rosa Vieira Guedes, confessando que as expetativas eram enormes antes da estreia absoluta destes jovens alunos. “É um curso profissional que dá equivalência ao 12.º ano e que exige aproveitamento ao longo dos três anos e a apresentação de uma prova pública. E todos eles estão aqui por sonharem seguir uma carreira de ator”, assegura a entrevistada, embora reconheça que, há cinco anos, alguns alunos poderiam seguir este caminho por pensarem que seria um modo mais simples de concluir o ensino secundário. Cinco anos de trajeto em que alguns ALGARVE INFORMATIVO #140
alunos já se formaram, então, em Artes de Espetáculo na Tomás Cabreira, com o passo seguinte a variar consoante os casos. “Alguns foram para Escolas Superiores de Teatro em Lisboa e Coimbra, temos uma jovem em Londres, outros ingressaram em cursos diferentes no ensino superior, porque a sobrevivência está em primeiro lugar. Nós explicamos que a vida de ator não é fácil e que nem todos têm a sua oportunidade. Depois, como em tudo na vida, há uns que têm consciência disso, outros, se calhar ainda não”. Depois da estreia na tarde de quinta-feira e de mais duas sessões na sexta-feira, «Vamos ser tão despedidos!!» ainda vai a cena na segunda-feira, dia 22 de janeiro, à ALGARVE INFORMATIVO #140
tarde e à noite, sempre no Auditório da Tomás Cabreira. Mas a vida útil da peça não termina aqui, existindo a possibilidade de itinerância por outras salas de espetáculos ou escolas. “De qualquer modo, como o tema condutor deste ano letivo de todos os cursos de artes de interpretação é «Contos e Mitos», vamos partir para a encenação do «Capuchinho Vermelho», para adultos, que deverá estrear até final do segundo período. No último período eles têm trabalho de repertório, provavelmente com Cervantes”, finaliza Rosa Vieira Guedes, porque era hora de fechar as portas da sala, ligar as luzes e dar início ao espetáculo .
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OBRA DE CARLOS PORFÍRIO EXPOSTA NA CCDR/ALGARVE E NO MUSEU REGIONAL DE FARO Texto:
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sala de exposições da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve acolhe, até 30 de março, algumas das obras mais relevantes do artista e cineasta Carlos Porfírio, por ocasião das comemorações dos 55 anos do Museu Regional do Algarve, local onde se encontram igualmente várias das suas pinturas que são pertença da Câmara Municipal de Faro. Nascido a 29 de março de 1895 na capital algarvia, Carlos Porfírio estudou na Escola de Belas Artes em Lisboa, onde conviveu com personalidades ligadas ao movimento Futurista, a chamada geração Orpheu, de que faziam parte Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros e Fernando Pessoa, entre outros. Participou em exposições coletivas e organizou outras individuais, sendo que a cultura e as tradições algarvias
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foram a essência na expressão da sua arte. O seu conhecimento e trabalho de pesquisa sobre etnografia foram o espoletar para o conjunto de obras que realizou a fim de enriquecer o espólio do então Museu de Etnografia Regional, atual Museu Regional do Algarve, tendo sido seu conservador até falecer. Em exibição estão quadros de temas paisagísticos, da arquitetura tradicional e da festividade religiosa. A iniciativa está integrada na programação do Ano Europeu do Património Cultural, sabendo-se que 2018 tem uma importância simbólica e histórica para a Europa e o seu património cultural, uma vez que se assinala um número importante de eventos, entre os quais o 100.º aniversário do fim da Primeira Guerra Mundial .
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O amor não tem idade! Paulo Cunha (Professor)
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embro-me como se fosse hoje… Teria eu os meus dezoito anitos e, em estado de paixão assolapada, aproveitava todos os momentos que me eram oferecidos (e subtraídos ao tempo de estudo) para poder estar com a minha amada. Ora, assim sendo, não era de estranhar exteriorizarmos o afeto que um pelo outro sentíamos sempre que os impulsos para tal nos impeliam. Sendo a paixão um dos melhores afrodisíacos que a vida nos colocou ao dispor, é natural que, de beijo em beijo, tentássemos manter a chama acesa. Foi numa caminhada entre a casa dos meus pais e a casa dos pais dela que, de forma impetuosa e apaixonada, lhe «prantei uma beijoca» nutrida e sentida, tendo sido, de imediato, interrompido por um sonoro “Ó valha-me Deus. Já não há respeito nenhum… O mundo está perdido!”. Era uma senhora de imponentes e armados cabelos lilases/esbranquiçados que, debruçada no parapeito da sua janela de rés de chão, resolveu interromper a nossa manifestação de sentido e caloroso namoro, com o intuito de nos dar uma lição de decoro e de saber estar fora do recato de quatro paredes. Depois de muita prosápia por parte de tão preconceituosa e zelosa defensora da moral e dos bons costumes, como se o facto de dar um beijo «às claras» fosse um dos maiores crimes do mundo, envergonhado, intimidado e de face ruborizada, só me ocorreu perguntar-lhe: “Não gostava de ter alguém que lhe desse um beijo como o nosso, que tanto criticou?”. Nunca mais me esqueci do silêncio que então se fez… Provavelmente, um silêncio onde, para além do preconceito, a ausência e/ou a saudade estariam também presentes. O tempo entretanto passou e aquilo que outrora me foi condenado, hoje, transformou-se num comportamento corriqueiro, até em locais onde tal era impensável. Muito mudou, mas não mudaram as atitudes e as formas de expressar o amor por alguém. Essas continuam iguais, felizmente! Mudou a atitude repressiva e castradora que, no «meu ALGARVE INFORMATIVO #140
tempo», certos adultos tinham em relação a certas manifestações mais histriónicas de namoro. Agora, com a mesma idade e na posição parental e social dos tais que, enquanto jovem, me impuseram restritivas regras do decoro social, sinto que continuo igual ao Paulo de sempre. E como eu, muitos «bacanos» da minha geração, o que me deixa francamente satisfeito. Ao contrário de muitos, o tempo não estreitou horizontes, antes pelo contrário! Mas o que dizer dos mais novos? Daqueles que agora estão na posição em que já estivemos? Esses acham que, cada vez mais cedo, tudo o que possam fazer no campo dos afetos é perfeitamente normal e aceitável. São novos e o mundo é deles e para eles. A exemplo da transmissão de dados pela internet, tudo acontece a uma velocidade estonteante, que já pouco e poucos surpreende. Mas qual será a opinião dos mais novos relativamente à exteriorização pública do amor que os seus pais e avós sentem uns pelos outros? Lidando com imensos jovens, fico de boca aberta com o que oiço quando falo de relações na «terceira idade», sejam elas quais forem. Muitos jovens (em idade), cada vez mais reféns do espelho, constroem determinados preconceitos e estereótipos em relação ao que os seus pais e avós fazem no campo das relações afetivas. São estas opiniões, dadas em tom de reprovação e crítica, que me fazem lembrar o responso que a tal senhora me deu, pelo beijo que num espaço público troquei. Quase quarenta anos depois, é interessante observar como os extremos se tocam! O amor não tem idade! Fazê-lo, muito menos... Parece que a partir de determinada idade se torna proibido continuar a mostrar e desfrutar o desejo que se nutre pelo parceiro. Por certo não terão percebido que o amor é o elixir da eterna juventude. Perdoai-lhes, pois talvez um dia venham a entender que a juventude afinal é um estado de espírito! .
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OPINIÃO
Amigos da Onça Paulo Bernardo (Empresário)
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osto muito desta expressão desde que me lembro, sendo a definição de amigo da onça alguém que finge ser amigo apenas para satisfazer os seus interesses pessoais. Durante a minha vida tenho conhecido alguns, felizmente não muitos, pois também não dou assim muitas hipóteses para isso, ou julgo que não dou. Contudo, onde encontrei mais destes foi no mundo político. Durante algumas épocas começam a chegar de mansinho, a ligar assim como quem não quer a coisa. Passam a ligar cada vez mais frequentemente. Depois, até existem alguns almoços ou jantares, depois umas ajudas para a campanha, o pedido para falar com alguns amigos e, depois do dia das eleições, desaparecem de repente. Normalmente quando ganham, quando perdem, ou se esfumam, ou aparecem a pedir algo. Normalmente estes amigos deixam de atender o telefone, de aparecer, de até nos conhecer na rua. São esses amigos da onça que dão muito má imagem à politica, atividade das mais nobres que existe. Não gosto desta situação, deixa-me triste, a política é outra coisa, é o servir público, é o estar próximo do nosso próximo, é saber o que o cidadão comum vive e sente. Não é viver numa redoma que o poder cria, a viver à conta do orçamento. Posso dizer que os bons políticos são mal pagos, os maus são muito bem pagos. Pois ser bom político é uma missão que ocupa 24/24, mas existem tantos maus que fazem o povo ter a noção de que todos são bem pagos. Não, apenas os maus é que são muito bem pagos. Todavia,
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gostava que esta situação se alterasse. Gostava de ter uma classe política próxima do país. Quanto a mim, estes amigos da onça só desaparecem quando forem eleitos nominalmente, pois aí eles têm que dar a cara por quem os elege. Vamos pensar como seria ótimo o vereador que elegemos preocupar-se como se tivesse em campanha constante, ou seja, fizesse política como se fosse eleito diariamente. Como era bom os deputados estarem próximos de quem os elege, que sentissem que todos os dias era véspera de eleições, que as promessas não eram só para iludir, que eram para cumprir mesmo. Que a dor dos cidadãos era sentida como se fosse a deles. Não a hipocrisia que hoje se vive pelos amigos da onça, que fazem jus ao provérbio «com papas e bolos se enganam os tolos». No entanto, no mundo político tenho também encontrado alguns muito bons amigos, não muitos, mas os que o são, são. Esta hipocrisia dos amigos da onça tem feito com que o povo se afaste da política e dos políticos, que não vote, que não acredite, que não intervenha, que não participe, acima de tudo, que alimente a classe dos amigos da onça. Não se assustem que em breve vão aparecer os amigos da onça novamente a bater-vos à porta, que lhes prometem a lua e o sol, mas que rapidamente se afastam de quem os elegeu. Por isso acordem e participem, façam-se eleger, sejam mais enérgicos e menos acomodados. Pensem que o país necessita de todos, não apenas que os amigos da onça sejam eleitos por quem gosta de papas e bolos, ou seja, os tolos .
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OPINIÃO
Da morte Mirian Tavares (Professora) “Não dá para viver sem um truque. Eu me declarei morto. É uma sensação tranquila essa da gente se saber morto. Clandestino morto. Insuspeitado morto. Na tripulação do mundo. Já não me sinto comprometido com nada, mas continuo como testemunha do espetáculo. Não mais como cúmplice e nem vítima. Este é o meu truque”. Carlos Heitor Cony
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oube, estes dias, que o escritor e jornalista brasileiro Carlos Heitor Cony morreu. Tinha já 91 anos e a sua morte não gerou, pelo menos que eu visse, uma torrente de R.I.Ps nas redes sociais. Morreu discretamente, como viveu. Da sua obra, o que me mais me recordo são as crónicas que escreveu, e que publicou, durante muitos anos num dos jornais que eu costumava ler. Na altura em que ainda lia alguns jornais, quase religiosamente, todos os dias. Aliás, as crónicas sempre me interessaram, talvez porque desde muito nova a minha avó materna, que era uma leitora compulsiva, dava-me a ler uma coleção de crónicas de um escritor do início do século, Humberto de Campos, tinha eu uns seis anos. E mais tarde, na escola, líamos as crónicas de escritores como Luís Fernando Veríssimo e Fernando Sabino. A crónica é, dos géneros jornalísticos, o mais pessoal e, muitas vezes, salpicado de alguma ficção ou poesia. Do Cony, lembro-me de duas em especial: uma em que ele falava sobre o pai, que decidira deixar tudo para criar galinhas, e outra em que ele contava uma anedota judaica. Sabe-se lá porquê, foram as que a minha memória reteve. Porque, no fundo, é disso que se trata a crónica, filha de cronos – o tempo, de memórias que partilhamos com os leitores. A morte de Carlos Heitor Cony trouxe-me à memória aquilo que ele escreveu, bem como a ideia de morte em si mesma. Desta inevitabilidade da qual fugimos, cada um à sua maneira e sobre a qual não queremos pensar. Há um poema do Manuel Bandeira que diz: “Quando a indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.)
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Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar”. Sendo Bandeira um homem doente, sofria de tuberculose na altura em que esta doença era fatal, falar da «indesejada das gentes» era falar sobre um encontro marcado, do qual ele sabia que não conseguiria escapar. No entanto, não sei se, quando a dita chegou, tinha ele a mesa posta com cada coisa no seu lugar. Porque, no fundo, nunca estamos verdadeiramente preparados para este salto no desconhecido. E mesmo aqueles que possuem muita fé, partem com alguma relutância, porque o medo do que não se conhece é maior que a crença, ou certeza, de uma existência pós-vida. Pensava na morte sobretudo, em relação aos que ficam, que precisam lidar com uma ausência que nunca mais será preenchida. Com um canto da casa que vai ficar vazio, com um espaço que nada, ou ninguém, é capaz de preencher, porque somos únicos e insubstituíveis nos sentimentos alheios. Penso nos que perderam, como eu, os pais e/ou irmãos. Penso ainda nos que perderam (para mim a dor suprema) os filhos. E lembrei-me de um filme que vi há muitos anos, do Visconti, «Violência e Paixão», de 1974. Neste filme um rapaz, que era amado por muitos, decide se matar. E o velho que o apadrinhava diz: “ele é muito jovem para perceber que nós o esqueceremos”. E a verdade é que a vida segue e os mortos ficam para trás, mesmo quando os levamos dentro de nós. Porque a vontade de viver é mais forte e obriga-nos a continuar, mesmo com as dores, as perdas, os cantos vazios. Porque os mortos deixam impressos em nós suas marcas, e muitos, como o Carlos Heitor Cony, deixam uma obra. E isso perdura. Porque a palavra sobrevive desde tempos imemoriais. Pois no princípio estava o Verbo. E para os que acreditam, ou leram a bíblia, o verbo era Deus .
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OPINIÃO
Crónica fictícia sobre uma gripe verdadeira Adília César (Escritora)
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cabei de engolir mais um comprimido amargo com sumo de pera. O telemóvel toca. São dez horas da noite. As horas são «da» noite, digo, pertencem à imobilidade do silêncio obscurecido pelo cansaço da doença. Dizer “são dez horas” não significa nada, tenho que referir sempre a quem pertencem as horas, essa moeda de troca entre a vida e a morte. É um assunto demasiado importante para ficar esquecido no tempo que passa, perdido no tempo que falta. Atendo. Não sei quem está do outro lado. A voz não me é familiar e sinto-me ligeiramente agoniada pela circunstância que me sujeita àquela intrusão na minha noite. A noite tranquila e segura que vive comigo, na minha casa, e que apenas a nós – eu e a noite – diz respeito. Suspiro fundo. Afinal, é alguém que conheci há muito tempo e que entretanto desapareceu da minha vida sem rasto nem memória. Alguém que, afinal, é ninguém. Tinha o teu número e resolvi ligar-te para saber como tens passado, disse. Estou bem, obrigada, e tu. Não vejo a pessoa, não a vejo, não a consigo ver ou sequer recordar a fisionomia que poderá corresponder àquele timbre agudo de voz. Parece uma gravação de má qualidade, um sopro fonológico rodeado de imperfeições que vem de outro século; não percebo as suas palavras nem as regras linguísticas do idioma que essa pessoa escolheu para comunicar comigo. Não vejo a pessoa, não a vejo, não a sinto, não sei quem ela de facto é. Desagrada-me profundamente esta probabilidade de ser incomodada, sem pré-aviso, sem objetivo prático, sem futuro. Não quero falar sobre a minha vida, porque hei-de falar sobre as minhas vivências pessoais com alguém que não vejo há tanto tempo e que não faz parte do meu universo? Distancio-me daquela margem comunicativa onde nunca estive, uma plataforma mental que se afasta
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numa linha pertencente a outros horizontes mais amenos e propícios à minha necessária cura. Deixo de ver os contornos reais da sala. Concentro-me nos pormenores dos objectos, que avançam em direcção à minha pupila através de um processo cinematográfico de grande plano. A jarrinha na prateleira é de cor azul clara e tem uma pequena borboleta lascada em relevo. O quadro pendurado na parede mais estreita está ligeiramente inclinado para a direita. A mesa de apoio está cheia de pó. O mosquito debate-se na superfície do sumo de pera abandonado no copo transparente. O sorriso do filho na pequena foto emoldurada por mim com todo o cuidado e desvelo é comovente. Esse filho que eu nunca terei contigo. A voz não se cala. Desliguei o telemóvel mas a voz não se calou. Continua a passear pelos corredores da minha cabeça. Pela primeira vez sinto o acto de chorar como um processo químico e mecânico, como se não fosse «eu» que tivesse essa necessidade, mas sim enquanto actriz a interpretar o meu próprio papel, o de uma personagem feminina, solitária, banal. Na verdade, não tenho jeito nenhum para isto, mais vale ser eu própria, verdadeira e pura, e sair deste silêncio obsoleto e cansativo, com aquela naturalidade própria emprestada pelas pequenas tragédias diárias que me assolam desde sempre. Correr os meus próprios riscos e ver o que acontece. Estou sentada no sofá há muito tempo. Está na altura de fazer algo útil, ultrapassar as eternas angústias sobre as inevitáveis ausências, partir para outra situação mais favorável do que a de lamentar o lamentável. Deitar o bibelô lascado para o lixo. Endireitar o quadro inclinado. Limpar o pó da mesa. Dar nova vida ao corajoso e incansável mosquito que ainda não se afogou. Sair de casa quando me curar desta maldita gripe e comover-me com o teu sorriso .
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Um ano de Trump Nelson Dias (Consultor)
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ontra todas as expetativas, incluindo as do seu partido, Donald Trump venceu as eleições presidenciais nos Estados Unidos, tendo tomado posse há precisamente um ano atrás, a 20 de janeiro de 2017. Nesse mesmo dia deu início a um programa ultraconservador, com a missão de num tempo recorde eliminar o legado do seu antecessor Barack Obama. Foram doze meses de slogans de campanha convertidos em decretos e ordens executivas, tanto no plano interno como externo. Trump e o seu America First representam a restauração do «sonho americano» de fazer fortuna, aliado a um projeto imperialista e de destruição do multiculturalismo. Entre as múltiplas medidas polémicas tomadas pelo novo Presidente, destaca-se o ataque declarado ao programa Obamacare, criado pelo seu antecessor em 2010, para garantir direitos de acesso aos cuidados de saúde a milhões de estadunidenses. Esse sobreviveu, embora com cortes, por oposição do Congresso à administração de Trump. A ofensiva política contra os imigrantes e povos estrangeiros é outra das marcas desta nova era política dos Estados Unidos, bastante visível em medidas como: i) a construção do muro ao longo de toda a fronteira sul, secundada pela afirmação de que os custos seriam suportados pelo vizinho México; ii) o veto de suspensão da entrada de pessoas oriundas de vários países de maioria muçulmana; iii) a divulgação pública de uma lista de delitos cometidos por estrangeiros indocumentados; iv) a expulsão de filhos de imigrantes residentes no país (dreamers). É igualmente relevante não esquecer o posicionamento racista e xenófobo de Trump sobre os acontecimentos de Charlottesville, que colocaram frente a frente os grupos supremacistas e contramanifestantes. A hostilidade de Trump contra determinados grupos sociais também se fez sentir quando impediu o acesso de pessoas transgénero ao exército e quando pediu o despedimento de jogadores de futebol americano que protestaram contra os abusos policiais registados com elementos da população negra. O nacionalismo de Trump fez-se igualmente sentir na frente económica. Alicerçado na sua máxima «buy american, hire american» (compra estadunidense, contrata estadunidense), solicitou a revisão de todos os
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acordos comerciais com países terceiros, com o objetivo de renegociar os termos firmados e assegurar o máximo benefício para os Estados Unidos. Foi o que aconteceu com o acordo de livre comércio do Pacífico e o acordo comercial da América do Norte. Na frente ambiental, a ignorância e a hipocrisia de Trump e dos que o rodeiam levaram à retirada do país do Acordo sobre o Clima, assinado em Paris, passando por cima, com toda a indiferença e arrogância, dos argumentos científicos, das manifestações de grupos ecologistas e das opiniões contrárias de outros chefes-deestado. A falta de tato diplomático é outra das caraterísticas do novo líder americano. Os retrocessos verificados na relação com Cuba, a suspensão do acordo nuclear com o Irão, a escalada de ameaças contra a Coreia do Norte, os insultos aos povos africanos, o desrespeito pela Palestina, o reforço das sanções e a sugestão de um ataque militar à Venezuela, bem como a quebra de relações com a Europa, entre outras ações, evidenciam que o Estados Unidos deixaram, aos olhos de muitos, de ser um país de confiança Entre muitos outros episódios, este primeiro ano da governação de Trump fica ainda marcado pela invenção de factos, alguns históricos e outros circunstanciais, e pela forma frenética e despropositada com que utiliza a rede social Twitter para comunicar as suas decisões e desmentir os seus atos, dando corpo a uma era da pós-verdade presidencial. Com este vasto currículo, acumulado em apenas um ano, Trump criou também uma vasta rede de movimentos de protesto. Os atos de resistência ao populismo nacionalista e conservador do Presidente têm engrossado fileiras, ocupando ruas e fóruns de debate um pouco por todo o país. A divisão dos Estados Unidos, entre republicanos e democratas, é hoje muito acentuada. As trocas musculadas de argumentos e a violência de alguns posicionamentos evidenciam uma classe política bastante polarizada e uma sociedade fortemente fragmentada. O novo inquilino da Casa Branca governa da mesma forma como dirigiu a campanha eleitoral, o que demonstra uma total incapacidade de crescer como pessoa e como presidente .
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YouTubeolândia Fábio Jesuíno (Empresário)
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ejam bem-vindos ao mundo do Youtube, a mais influente fonte de entretenimento atual. Um mundo com uma população de 1,5 mil milhões de pessoas. Este mundo começou a ser construído em fevereiro de 2005, depois de três funcionários do PayPal (empresa de pagamentos online) Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, se terem deparado com a dificuldade de partilhar vídeos de uma festa na internet. O primeiro vídeo foi publicado no dia 23 de abril de 2005, com o título «Me at the zoo», onde um dos fundadores aparece no jardim zoológico de San Diego, nos Estados Unidos da América. Em novembro do mesmo ano, o vídeo publicitário da Nike com o futebolista Ronaldinho foi o primeiro a ser visto por mais de um milhão de pessoas. O YouTube teve de imediato um grande sucesso. Em 2006 eram inseridos 65 mil vídeos todos os dias na plataforma, com 100 milhões de visualizações diárias. Todo este sucesso despertou o interesse do Google, que concluiu a compra no mesmo ano por 1.650 milhões de dólares. Atualmente, o vídeo está a transformar-se num conteúdo muito popular e o YouTube tem contribuído, facilitando a qualquer pessoa
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partilhar, produzir ou transmitir em direto sem precisar de nenhum equipamento profissional, e incentivando a sua qualidade através da partilha dos valores da publicidade. Com o sucesso desta plataforma de vídeos surgiu uma nova profissão, os youtubers, pessoas que se dedicam a criar conteúdos em exclusivo para esta ferramenta de partilha de vídeos, em alguns casos, altamente lucrativa e com um impacto global. Os Youtubers são grandes influenciadores digitais, muitos deles têm uma legião de fãs, que os tratam como ídolos, principalmente junto dos jovens. Uma influência que desperta o interesse de muitas marcas e a sua inclusão em campanhas de marketing e de publicidade com níveis de sucesso muito elevados, sendo neste momento um dos canais de comunicação digital com maior crescimento. Os vídeos são o maior consumidor de tráfego da internet, onde a plataforma do Google se destaca na liderança. Uma em cada cinco pessoas em todo o mundo passa todos os meses pela plataforma do Google, números impressionantes revelados recentemente por Susan Wojcicki, diretora executiva do YouTube .
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Fast Casual Food III Tapas & Petiscos Augusto Lima (Cozinheiro, Formador e Consultor)
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terminando as crónicas dedicadas ao conceito Fast Casual Food, gostaria de acrescentar que o Casual é tão apetecível, porquanto permite diversificar o que se apresenta e como se apresenta, seguindo tendências e impulsos de gente criativa e dinâmica, simplificando, variando nos produtos, fazendo uma verdadeira cozinha de fusão e um ilimitável número de novas propostas, proporcionando experiências e oportunidades de se viajar sem sair de casa. Mas para que tudo isto aconteça, devemos estar munidos de formação e informação, sempre, e de termos a sorte de a experiência gustativa merecer ser repetida Os Tapas Bar e Wine Tapas Bar permitem fazer do velho, novo, e fazer com que até se coma mais e se paga mais, tudo pela oportunidade de provar mais um sabor. Um e outro associam o conceito de «Vinho a Copo», uma oferta há muito ganha, possibilitando ao Cliente poder apreciar mais uma Casta, mais uma Marca, ao Empresário, rodar Vinhos, fazer uma Cave, vender mais e, ao Produtor, vender mais e apostar em novos segmentos de mercado, logo na expansão e potencialização da marca. Na hora de petiscar, come-se um pouco disto e daquilo e bebe-se um copo para não embaçar. A moda dos petiscos tem um mar de adeptos e há tanta coisa boa, delícias ora requintadas, ora banais, mas de se chorar por mais, que em nada ficam a dever às espanholas Tapas. Falemos pois de Petiscos, termo bem português, onde cabem perfeitamente as entradinhas, os tapa bucho, as merendas, os finger food (comida pequena que se come com dois dedos, prática) e os snacks mais robustos. A evolução da apresentação da comida, com uma grande ajuda do termo gourmet, possibilitou tornar o petisco mais sem graça, numa obra de arte comestível e poder provar, não um prato, mas um número alargado de pratos em uma única refeição, um momento de degustação que se quer em boa companhia e de copo cheio, pois à volta da mesa quer-se gente alegre, desinibida e de língua solta.
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Se um prato tradicional, servido em porção mais ou menos assertiva, tem que causar admiração e cativar as papilas, veja-se a trabalheira que não dá tornar uma pequena porção, grande na satisfação com impacto imediato e memorável no tempo. Precisamos de arte, saber, imaginação fértil e preço certo, verdade? E vieram os hambúrgueres, os ceviches, as sandes(mania), as paelhas, os sempre muito bons ou péssimos queijos e enchidos, a que se juntaram as compotas caseiras, os guisados, os pratos com ovos e uma miríade de legumes lindos, crocantes e apetecíveis. E porque comer em casa uma desenxabida e maçadora comida feita às três pancadas, porque já memorizamos os passos, se podemos provar coisas diferentes e convidar os amigos, sem sujar a casa ou ter que comprar alguma coisa à pressa? Foram argumentos como este que trouxeram gente nova e madura para a rua, de modo a continuar o dia que se tornou noite sem que o regresso a casa fosse penoso. E quando assim falo não quero de modo algum desincentivar o convívio à mesa, a reunião da família e todos esses valores que importa preservar, até porque comer em casa é quase sempre sinónimo de Comer bem, certo? Mas, para que tudo isto aconteça, saiam, sejam clientes do que já existe, confrontem locais diferentes, informem-se, apostem na formação, aprendam técnicas de cozinha, gestão de pessoas, de bens e de dinheiro. Sejam audazes, felizes e humildes. Lembrem-se que servindo refeições fine dining, ou petiscos em ambiente casual, a simpatia e o saber, são dois sinónimos que devem andar juntos. Ter uma casa aberta, significa um compromisso com a Arte de bemquerer/saber receber. A Casa é nossa e nós recebemos convidados, e nós temos, obrigatoriamente, que lhes dar à vontade, bem-estar, prazer, e tudo isto num ambiente limpo, de cheiro gostoso que provoca o salivar e embrulhado num sorriso franco de quem recebe. Bons petiscos na companhia de vinhos que despertem conhecimento, prazer e tradição .
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ALBUFEIRA VAI GASTAR 179 MIL EUROS PARA TER MAIOR COBERTURA WI-FI
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Câmara Municipal de Albufeira apresentou uma candidatura à linha de financiamento do Governo que visa assegurar as condições para o acesso dos turistas e das restantes populações a conteúdos informáticos de forma mais rápida e simples, assim como criar condições para o surgimento de novos negócios assentes no digital e para a gestão inteligente dos destinos turísticos. Pretende-se garantir a aproximação, tanto ao munícipe, como ao visitante, através da implementação de um projeto inovador de promoção turística e modernização de acesso gratuito à informação e simplificação dos serviços públicos disponibilizados.
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Esta Linha de Apoio à Disponibilização de Redes Wi-Fi tem uma dotação de três milhões e 500 mil Euros, sendo que as entidades públicas podem ver os seus projetos financiados até 90 por cento. O Município de Albufeira candidatou-se no sentido de dotar diversos espaços e equipamentos com linhas gratuitas, nomeadamente a Praça da República, o Castelo de Paderne, a Igreja de Sant’Ana, a Praça e a Praia dos Pescadores, a Galeria de Arte Samora Sarros, o Largo Eng.º Duarte Pacheco e a Praia de Olhos d’Água. O projeto designa-se «Albufeira Online» terá um investimento global de cerca de 179 mil euros e o Município prevê uma comparticipação da linha de financiamento de cerca de 160 mil euros . 86
AUTARQUIA DE FARO APRESENTA PROPOSTA DE REVISÃO DO PDM
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primeira sessão de apresentação da proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Faro vai ter lugar, no dia 25 de janeiro, pelas 17h, no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Município, e contará com a presença do executivo municipal e do consórcio contratado para elaborar os trabalhos de revisão. A sessão será aberta ao público, a quem se pretende dar a conhecer as principais perspetivas de desenvolvimento e ordenamento territorial do concelho, bem como conceder a oportunidade a todos os interessados em exercer um papel ativo neste processo. A partir do dia 26 de janeiro, todos os cidadãos interessados podem consultar a proposta de Revisão do PDM no site oficial da autarquia (http://www.cmfaro.pt/pt/menu/1070/o-plano.aspx) ou na Câmara Municipal de Faro, na sala da Equipa do PDM, todos os dias úteis, no horário de atendimento ao público. As observações, reclamações ou sugestões sobre o conteúdo da proposta podem ser formalizadas mediante o preenchimento de uma ficha de participação disponibilizada em 87
http://www.cmfaro.pt/pt/menu/1075/participacaopublica.aspx, ou em suporte de papel, as quais deverão ser remetidas à Vereadora do Pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal de Faro, por correio eletrónico (pdm@cmfaro.pt), por carta (para a morada: Largo da Sé, 8004-001 Faro) ou entregues na Loja do Munícipe/Loja do Cidadão em Faro (Mercado Municipal de Faro). O período de participação pública termina a 16 de fevereiro de 2018. O PDM de Faro, em vigor há mais de duas décadas, e cuja revisão se encontra em curso e em fase avançada de execução, pretende ir ao encontro de soluções de gestão do território mais adequadas à realidade dos dias atuais e atualizar documentos estratégicos como a Reserva Ecológica Nacional (REN), a Reserva Agrícola Nacional (RAN) e as respetivas cartas de ordenamento, entre outros .
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ATUALIDADE
ALCOUTIM INVESTE NA MODERNIZAÇÃO E MELHORIA CONTÍNUA DOS SERVIÇOS
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niciado o processo de Modernização Administrativa do Município, através do quadro comunitário anterior (PO Algarve 21 - QREN), no quadro atual, CRESC Algarve 2020 – Portugal 2020, realizaram-se investimentos no «software» e equipamentos informáticos que permitem ao Município de Alcoutim potenciar os investimentos através de novos canais que alcançam níveis mais elevados de eficiência e eficácia e mais acessibilidade aos seus munícipes. Em destaque está a reengenharia de processos e desmaterialização de diversos serviços do Município, o que permitirá disponibilizar um serviço público ALGARVE INFORMATIVO #140
descentralizado através de Serviços Online com autenticação eletrónica, criando ainda novos Postos de Atendimento e horários de atendimento mais alargados. Do mesmo modo foi implementada uma nova solução de atendimento telefónico inteligente e disponível aos munícipes, o que implica a introdução de infraestrutura de fibra para interligação de Edifícios Municipais, dotando assim a edilidade de capacidade para melhorar o seu nível de serviço aos Munícipes. O primeiro investimento visou a aplicação do trabalho de levantamento dos fluxos de processos municipais, integrando-os nas plataformas existentes, incrementados pela aquisição de 28 novos postos de trabalho, sendo que, desses, 20 foram criados na infraestrutura virtual já em funcionamento, cinco foram instalados em locais onde não existe esse acesso, pelo que serão postos de trabalho convencionais, e três serão portáteis. Para além disso, foi necessário reforçar a capacidade dos sistemas de armazenamento existentes para poderem albergar os novos sistemas, bem como dotar o Município de um sistema de Backup, por forma a evitar problemas com a infraestrutura de armazenamento, bem como um equipamento de alimentação Ininterrupta. O segundo investimento visou a aquisição de uma solução de atendimento telefónico inteligente e disponível 24 horas por dia, nos 365 dias do ano, bem como dotar os edifícios Municipais de ligação em fibra que permita que os serviços instalados nos Paços do Concelho sejam disponibilizados 88
noutros edifícios municipais. “Este é o início de uma nova fase para prestarmos um serviço mais eficiente aos munícipes, numa área que constitui um dos pilares dos serviços municipais”, considera o presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo dos Santos Gonçalves.
O investimento elegível ascendeu aos 184 mil e 500 euros, que foram contratualizados com o CRESC ALGARVE 2020 em 23 de maio do ano transato, tendo a operação tido um nível de execução de 99,74 por cento do valor aprovado, ao qual respeita uma comparticipação comunitária do FEDER de 147 mil e 223,12 euros .
GRUPO DOS AMIGOS DE LAGOS VAI TER SEDE
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Câmara Municipal de Lagos aprovou, por unanimidade, na sua última Reunião de Câmara de 2017, a minuta de um Protocolo a celebrar com o Grupo dos Amigos de Lagos para a cedência de uma fração destinada a Sede Social daquela associação. Na assinatura do documento e entrega das chaves estiveram presentes Joaquim Lobo de Miranda (Presidente da Direção) e Aníbal Leal (Secretário), para quem esta é a melhor prenda que podiam receber no 25.º aniversário do GAL, uma vez que pretendem “que as novas instalações sejam um ponto de encontro dos lacobrigenses e de arranque para melhor desenvolverem o projeto sociocultural da associação”. O Município de Lagos cedeu, a título gratuito e pelo prazo de dez anos, renovável por períodos de cinco anos, uma fração, situada no prédio da Rua Cândido dos Reis (N.º 90), em frente ao Cinema, destinada à instalação da sede social do Grupo dos Amigos de Lagos. Por seu turno, os Amigos de Lagos poderão levar a efeito a realização de quaisquer obras consideradas necessárias para o prosseguimento dos seus fins (após 89
aprovação do Município), suportando todos os encargos com o imóvel, bem como as despesas relativas ao seu funcionamento e ou conservação. De acordo com o GAL, a inauguração está marcada para o dia 27 de janeiro, data em que se comemoram 445 anos da elevação de Lagos a cidade e o 25.º aniversário do Grupo de Amigos de Lagos. A Associação sem fins lucrativos foi constituída, por escritura pública em 27/01/1993, tendo por objetivos a defesa e promoção dos valores e dos interesses de Lagos e das suas gentes, através de iniciativas de alcance
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ATUALIDADE
LAGOA COMEÇOU O ANO COM MUITO DESPORTO
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o fim-de-semana de 13 e 14 de janeiro, mais de duas mil pessoas participaram em atividades desportivas promovidas ou apoiadas pelo município de Lagoa. Em destaque esteve a marcha/corrida do Sítio das Fontes, com mais de 800 participantes, e o Troféu Diogo Lopes, triatlo de Lagoa com cerca de 170 participantes. A juntar a estas atividades estiveram cerca de 25 eventos promovidos pelo movimento associativo do concelho e a participação popular de muitos anónimos que escolhem Lagoa para a sua atividade desportiva. A Marcha/Corrida teve início às 10h, com 800 participantes oriundas de todo o Algarve e de todas as idades, com o objetivo de caminharem cerca de nove ou 4,5 quilómetros por caminhos do Concelho de Lagoa, junto ao Parque do Sítio das Fontes, local de ecossistemas diversos e onde passa o rio Arade com o
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seu anfiteatro, os reconstruídos Moinho Novo e Casa do Moleiro, os seus trilhos e a sua zona de piqueniques. Nos dias 13 e 14 de janeiro realizou-se também a quinta edição do Troféu Diogo Lopes, um triatlo de natação, corrida e canoagem, organizado pelo Município de Lagoa e o Kayak Clube Castores do Arade, com o apoio do Hotel Riverside no Parchal e da Quinta dos Vales em Estômbar. O evento juntou cerca de 170 atletas de várias modalidades e celebrou uma vida saudável, mas competitiva, em homenagem ao atleta de Lagoa Diogo Lopes, que em 2013 conseguiu sagrar-se campeão europeu e vice-campeão mundial em K1 Júnior 200 metros e, em 2014, alcançou o apuramento de Portugal em K1 200 metros para a primeira edição dos Jogos Europeus que se realizaram em Baku, Azerbeijão, em junho de 2015 .
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MUNICÍPIO DE LOULÉ VOLTA A APOIAR MOVIMENTO ASSOCIATIVO, CULTURAL E RECREATIVO
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ecorrem até 31 de março as candidaturas para o apoio ao movimento associativo, cultural e recreativo da Câmara Municipal de Loulé. A iniciativa destina-se a todas as associações e outras instituições legalmente constituídas, sem fins lucrativos, sedeadas no Concelho de Loulé, e que nele desenvolvam atividades de natureza e interesse público com intervenção nas áreas cultural e recreativa. Este apoio tem como objetivo promover o desenvolvimento cultural e aumentar a cidadania no Concelho de Loulé, dotar as associações culturais e recreativas do Concelho de capacidade de desenvolvimento do Plano Anual de Atividades (criação, produção e divulgação) e permitir o acesso aos apoios 91
de forma transparente e rigorosa. De entre os critérios de apreciação das candidaturas, a Autarquia terá em conta o estatuto de utilidade pública, o historial, desenvolvimento de atividade regular, valorização do património cultural do Concelho, contributo do projeto ou atividade cultural para a formação e a criação artística, desenvolvimento de atividades culturais com vista à inclusão, contributo para a formação e integração de novos públicos, promoção de atividades culturais no meio rural, entre outros. Os interessados poderão preencher a ficha de candidatura disponível em www.cmloule.pt e enviá-la para dcp@cm-loule.pt ou entregá-la na Divisão de Cultura, Museus e Património, Rua Vice-Almirante Cândido dos Reis, nº 36, 8100 Loulé .
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WEB SUMMIT INSPIRA CARNAVAL DE LOULÉ 2018
os dias 11, 12 e 13 de fevereiro, a animação vai invadir a Avenida José da Costa Mealha, em Loulé, naquele que é o mais antigo corso carnavalesco de Portugal. Este ano, o tema para esta paródia que atrai milhares de visitantes vai ser «Carnaval Summit de Loulé», numa alusão à cimeira mundial dedicada à tecnologia e empreendedorismo que decorreu nos dois últimos anos em Lisboa. O Carnaval volta igualmente à tradição do corso em três dias seguidos (domingo, segunda e terça-feira), ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos com o desfile a sair para a rua no sábado em vez da segunda-feira. Se a sátira política, social ou desportiva continua a ser um dos principais ingredientes deste desfile, também os 14 carros alegóricos são um motivo para que ALGARVE INFORMATIVO #140
os foliões escolham Loulé para festejar o Carnaval «à grande e à louletana». Uma equipa de artistas e criativos elabora, ao longo de meses, os carros que nestes dias encantam o público pela beleza, colorido e imaginação com que são concebidos. Os principais temas e factos que marcaram a vida nacional e internacional estarão representados nestes carros alegóricos, com as várias centenas de figurantes a encarnarem as personalidades que estiveram em destaque. Ano após ano, Cristiano Ronaldo tem sido um dos reis da festa louletana e, em 2018, volta a sentar-se no trono, num carro dedicado ao Mundial de Futebol que este ano decorre na Rússia, com Vladimir Putin a dar as boas-vindas. No campo futebolístico não podia faltar também a rivalidade entre os três grandes. Desta vez, os presidentes do Sporting e F.C. Porto vão fazer uma caça 92
à águia encurralada na «central de emails». Na política nacional, a «geringonça» prepara-se para participar na festa web summit num cruzeiro muito animado. Do Governo para a Europa, Mário Centeno junta-se a Angela Merkhel num carro dedicado às finanças da União Europeia. Grupos de animação em representação das associações do Concelho, escolas de samba com as esculturais bailarinas prontas para horas de muito ritmo no pé, gigantones e cabeçudos juntam-se à festa. Um detalhe comum a todos os carros alegóricos deste desfile será a alusão à tecnologia que estará não só nos carros, mas em toda a decoração do recinto, apresentando, assim, um mundo virtual neste sambódromo louletano. E, em 2018, o Carnaval de Loulé homenageia mais uma das figuras que contribuíram para engradecer a sua história: Fernando Semião. Depois de Júlio Guerreiro «Cachola», Inácio Nunes «Favas», José Baptista, Professor Duarte e Luís Furtado, é a vez deste folião que deu vida ao corso com a sua boa disposição ser recordado durante o desfile. Os desfiles arrancam às 15h00 e o preço das entradas é de dois euros, com as receitas arrecadadas a reverterem para causas solidárias e para as associações participantes no corso. Mas, para além do desfile que acontece durante três dias, o programa de Carnaval de Loulé 2018 apresenta uma série de atividades que pretendem dinamizar a cidade nesta época do ano em que são muitos os turistas que escolhem Loulé para umas miniférias. Assim, o Baile de Gala dedicado ao «Loulé Summit» irá reunir os foliões na noite de segunda-feira, dia 12, no «Palácio» do NERA, na Zona Industrial, 93
que se vai transformar numa espécie de panteão nacional, recriando o muito falado evento de encerramento do Lisboa Web Summit. O desporto irá também estar em destaque nestes dias, com eventos emblemáticos nos calendários das respetivas modalidades nesta altura do ano: Torneio Internacional de Vela Carnaval de Loulé (10, 11 e 12 de fevereiro, em Vilamoura); Marcha-Corrida de Carnaval (9 de fevereiro, com partida na Praça da República, a partir das 20h); Etapa Regional de Surf (10 e 11 de fevereiro, Praia da Falésia, das 8h às 18h); Grande Prémio de Atletismo Carnaval de Loulé (11 de fevereiro, 9h30, Avenida José da Costa Mealha) ou Vilamoura Atlantic Tour (arranca dia 13 de fevereiro) .
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COMPANHIA DE DANÇA DO ALGARVE DÁ ESPETÁCULO SOLIDÁRIO EM PROL DA ASMAL
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om o objetivo de angariar fundos para a Associação de Saúde Mental do Algarve – ASMAL, a Companhia de Dança do Algarve apresenta o bailado «Pinóquio», inspirado no romance de Carlo Collodi, no Cine-Teatro Louletano, no dia 2 de fevereiro pelas 21h30. O espetáculo, interpretado por Margot de Andrade e pelos alunos da Companhia de Dança do Algarve, é coreografado por Carolina Cantinho, Evgueni Beliaev e Natalya Abramova. A realização deste espetáculo solidário foi possível graças ao apoio da Câmara Municipal de Loulé e à disponibilidade demonstrada pela Companhia de Dança do Algarve, com a ALGARVE INFORMATIVO #140
receita da bilheteira a reverter para a associação, que desta forma poderá realizar ainda mais atividades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos seus utentes, respetivas famílias e comunidades. A Companhia de Dança do Algarve foi fundada, em 2004, sob a batuta do seu diretor artístico, Evgueni Beliaev, secundado por um grupo entusiasta de pessoas apaixonadas pela dança e pelo projeto, com o objetivo de promover a dança como disciplina e espetáculo, na região algarvia. Presentemente, é constituída por bailarinos jovens, mas de qualidade unanimemente reconhecida, tendo alguns deles alcançado importantes prémios em concursos 94
nacionais e internacionais. A Escola da Companhia conta, no presente ano letivo, com cerca de 120 alunos e contempla na sua oferta curricular dança clássica, dança contemporânea, dança caráter e dança educativa. Por sua vez, a ASMAL – Associação e Saúde Mental do Algarve é uma instituição particular de solidariedade social sem fins lucrativos, de utilidade pública, fundada em 1991, e que tem como objetivo prioritário promover o apoio e a integração social da pessoa com problemas de saúde mental. Está certificada pela DGERT como entidade formadora e é ainda centro de recursos credenciado pelo IEFP. Presentemente, tem em funcionamento um amplo programa de reabilitação e (re)integração social e profissional para pessoas com
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problemas de saúde mental, visando a sua plena integração na sociedade. Esta ação decorre em diversas valências: Centro de Formação Profissional, Centro Qualifica (inclusivo), dois Fóruns Socio-ocupacionais (Faro e Almancil) e Unidade de Vida Apoiada (lar residencial). A ASMAL dispõe ainda de uma estrutura pioneira no país: uma Unidade SócioOcupacional para jovens (13 aos 17 anos) com problemas de saúde mental, cuja abertura decorrerá logo que haja dotação financeira para tal. A ação que tem vindo a desenvolver nestes últimos 27 anos, no Algarve e a nível nacional, revela-se extremamente necessária, na medida em que as estruturas de apoio à população com problemas de saúde mental, em Portugal, são ainda largamente insuficientes para atender a todas as solicitações .
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EMPRESA OLHANENSE VENCE GREEN PROJECT AWARDS
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empresa olhanense Sun Concept foi a vencedora da categoria «Mar» na 10.ª edição dos Green Project Awards (GPA) 2017, com o projeto Sun Concept – Solar Boat Builders. Organizados pela Agência Portuguesa de Ambiente, a Quercus e a consultora GCI, os prémios GPA têm como objetivo distinguir os projetos mais inovadores na área da sustentabilidade em Portugal. Face a uma distinção “mais do que merecida” à startup olhanense, o presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, considera que a Sun Concept “personifica o paradigma do tecido empresarial que pretendemos que prospere no concelho: empresas jovens, que promovam a defesa do ambiente de uma forma inovadora, criem emprego qualificado e sejam, naturalmente, viáveis do ponto de vista financeiro”. A Sun Concept é uma empresa de construção naval eletrosolar que nasceu da sinergia entre a inovação e design industrial e investimentos éticos que correspondam ao nível do retorno financeiro e da melhoria ambiental e do bemestar das comunidades locais. De acordo com os responsáveis pela empresa, “ao escolher ALGARVE INFORMATIVO #140
Olhão e a Ria Formosa para sede, procurámos uma simbiose entre pessoas e ambiente, de forma a criar capacidade de resposta à procura de atividades socioeconómicas que enfrentem os desafios ambientais e macroeconómicos de forma otimista e sustentável”. O conceito do SunSailer, a embarcação desenvolvida pela Sun Concept, resulta da combinação da experiência a desenvolver as primeiras embarcações eletro-solares em Portugal com a análise das tendências dos mercados de desenvolvimento e construção naval, de forma a responder às necessidades de descarbonização da economia, proteção ambiental, promoção de modos de vida sustentáveis e da capacitação dos agentes socioeconómicos para melhorarem o seu modelo de negócio. O protótipo do SunSailer 7.0, que navega com resultados animadores de performance, sem emissões associadas e com menor impacte sobre os ecossistemas, já registou as primeiras encomendas nacionais e internacionais .
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MUNICÍPIO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL DÁ CONTINUIDADE AO VALE + NATALIDADE EM 2018
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tento às necessidades da comunidade, e em particular das famílias são-brasenses, o executivo municipal de São Brás de Alportel aprovou, no dia 10 de janeiro, em reunião de Câmara, dar continuidade à atribuição do «Vale + Natalidade», uma iniciativa de promoção da natalidade e de apoio ao comércio local. Lançado pelo Município em 2016, o «Vale + Natalidade» consiste num incentivo financeiro de 100 euros atribuído às famílias por cada criança nascida ou adotada ao longo do ano e registada com naturalidade de São Brás de Alportel. O valor do apoio pode ser utilizado na aquisição de bens e/ou serviços considerados irrelevantes para o desenvolvimento das crianças, nomeadamente, com artigos de saúde e higiene, mobiliário, equipamentos, vestuário e calçado. A medida da autarquia tem o intuito de diminuir alguns condicionalismos sentidos pelas famílias e prossegue este ano face à boa recetividade da comunidade são97
brasense abrangida e do comércio local envolvido. O «Vale + Natalidade» está integrado no Plano de Apoio à Família «Vale +», desenvolvido pelo Município de São Brás de Alportel, que inclui a atribuição do «Vale + Educação», que visa o apoio na aquisição
de material escolar no início do ano letivo; o «Vale + Saúde», que numa primeira fase se dedica ao rastreio de acuidade visual para crianças; e ainda o programa de formação «+ família», que abrange uma diversidade de temas e desafios que se colocam à família. As normas relativas às condições de acesso ao «Vale + Natalidade» podem ser consultadas no site do Município, no seguinte endereço: http://www.cmsbras.pt/pt/menu/957/vale--natalidade.aspx . ALGARVE INFORMATIVO #140
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JAZZ PROMOVE VINHOS DO ALGARVE
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ão podia começar da melhor forma a 2.ª edição do programa de animação «Jazz nas Adegas», uma iniciativa do Município de Silves, inserida no programa «365 Algarve», que visa promover a realização de eventos culturais na região durante a época baixa para combater a sazonalidade turística verificada neste período. A abertura do programa decorreu no dia 13 de janeiro, na Quinta João Clara, em Alcantarilha, com o quarteto «Low Tech Groove» e casa completamente esgotada, o mesmo sucedendo com o próximo concerto, que será na Quinta Mata-Mouros, em Silves. Do programa do «Jazz nas Adegas» 2018 constam mais sete espetáculos, sempre às 21h, nas seguintes datas e locais: 20 de ALGARVE INFORMATIVO #140
janeiro – Quinta Mata-Mouros, Silves; 10 de fevereiro – Quinta do Francês, Odelouca; 24 de fevereiro – Quinta do Barradas, Venda Nova; 10 de março – Quinta do Barranco Longo, Algoz; 17 de março – Quinta da Vinha, Sítio da Vala; 7 de abril - Quinta do Outeiro, Silves; 14 de abril – Quinta da Malaca, Pêra. O objetivo do evento, segundo a presidente da edilidade, Rosa Palma, “é associar o território aos vinhos dos produtores aqui localizados e desta forma dar a conhecer os Vinhos do Algarve, em geral, e de Silves, em particular, pois é o concelho que agrega mais produtores”. Para os produtores algarvios, esta é uma forma original e diferente de dar a conhecer os seus vinhos, tanto ao público local como estrangeiro, como foi o caso da Quinta João 98
Clara, gerida por Edite Alves com o apoio das suas filhas Ana e Joana Alves, numa propriedade com perto de 11 hectares de vinha. Para além do prestigiado monocasta Negra Mole, feito com esta casta autóctone da região, os vinhos João Clara tem mais oito referências no seu portfólio, tendo Edite Alves aproveitado o evento para apresentar ao público três novidades a serem lançadas, ainda este ano, pelos vinhos João Clara: um Late Harvest (colheita tardia); um monocasta Alvarinho, com estágio em barrica; e o primeiro espumante da marca, feito com 100 por cento Negra Mole. Dado o sucesso do evento, realizado pela primeira vez o ano passado, verificou-se o aumento da participação e interesse dos produtores participantes, que passaram de seis para um total de oito produtores aderentes, com três estreias e cinco
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repetentes. E se na edição anterior foram-se verificando sucessivas lotações esgotadas, a situação começa desde já a verificar-se também com a edição desde ano. “Associar a boa música ao bom vinho e a espaços privilegiados resultam na enorme adesão registada ao evento”, frisa Rosa Palma, com Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, a mostrar-se igualmente satisfeito com a moldura humana presente, “o que confirma que, atualmente, os Vinhos do Algarve já conseguem atrair público devido à qualidade e imagem positiva que têm”.
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LARANJA LEVA AMOR ELECTRO, RAQUEL TAVARES E MOÇOILAS A SILVES
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2.ª Mostra Silves Capital da Laranja decorre de 16 a 18 de fevereiro e do cartaz de espetáculos fazem parte as atuações de Raquel Tavares (dia 16), Amor Electro (dia 17) e Moçoilas (dia 18). O certame será inaugurado oficialmente pelas 10h30, com várias dezenas de expositores ligados à citricultura, vinhos, agricultura, produtos regionais, doçaria, artesanato e gastronomia, bem com algumas associações e entidades locais e regionais. A mostra promove a marca «Silves Capital da Laranja» e um dos destaques vai para a realização de mais um ciclo de conferências, nas quais especialistas nacionais e internacionais debaterão temas centrais para a produção e
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produtores de citrinos. Os cocktails também regressarão, com a realização do «Festival de Barmen Silves Capital da Laranja». De salientar ainda a conhecida e habitual Marcha dos Namorados, atividade desportiva que integra o calendário de marcha-corrida do Algarve e que fará parte do programa do evento. Uma novidade desta edição será a apresentação de uma «Rota da Laranja», que a autarquia silvense pretende que possa ser um importante e estrutural produto turístico, resistente à típica sazonalidade da procura turística que a região conhece, dando a conhecer e contribuindo para a dinamização de um produto identitário e de excelência do concelho .
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MONUMENTOS AFETOS À DIREÇÃO REGIONAL DA CULTURA DO ALGARVE BATEM RECORDE DE VISITANTES DOS ÚLTIMOS 20 ANOS
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total de visitantes dos Monumentos afetos à Direção Regional da Cultura do Algarve com controlo de entradas, que incluem a Fortaleza de Sagres, a Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, os Monumentos Megalíticos de Alcalar e as Ruínas Romanas de Milreu, voltou a registar, em 2017, um aumento na ordem dos 19,62 por cento, com mais 72 mil e 375 visitantes do que em 2016, somando um total de 441 mil e 276 entradas. A Fortaleza de Sagres, que em 2017 completou 20 anos de abertura ao público, assinalou, igualmente, o melhor ano de afluência de visitas, consolidando a sua posição como um dos grandes monumentos nacionais. 101
São os estrangeiros que mais afluem a estes espaços patrimoniais, com 82,87 por cento contra 17,13 por cento de nacionais. Esta tendência foi contrariada nos Monumentos Megalíticos de Alcalar, em que o número de nacionais a este lugar (50,90 por cento) superou os estrangeiros (49,10 por cento). O projeto de dinamização e valorização dos Monumentos – DiVaM –, este ano na sua quarta edição, tem contribuído, igualmente, para um maior afluxo de entradas nos Monumentos, particularmente, das populações de proximidade e de alunos das escolas, com o aumento de 57,78 por cento de visitas de alunos das escolas, comparativamente a 2016 .
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MONCHIQUE VAI SUBSTITUIR TODA A ILUMINAÇÃO PÚBLICA COM TECNOLOGIA LED
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Município de Monchique assinou, no dia 15 de janeiro, um protocolo com a EDP Distribuição com vista à promoção da eficiência no consumo de energia elétrica neste concelho. Com este protocolo, que visa a substituição de todos os tipos de iluminação, luminárias, lâmpadas e apoios a utilizar na iluminação pública do concelho, nas zonas urbanas, rurais e semiurbanas, jardins, parques públicos e zonas de lazer, por lâmpadas LED, pretende o Município de Monchique reduzir substancialmente o consumo e consequentemente os custos de energia, abrangendo as freguesias de Monchique, Marmelete e Alferce. A assinatura do protocolo teve como objetivo atualizar o Anexo I do Contrato de Concessão de Distribuição de Energia Elétrica em Baixa Tensão, passando a contemplar Luminárias de tecnologia LED no seu catálogo de luminárias correntes, de que resulta a instalação destes equipamentos em condições muito vantajosas para o Município. Por outro lado, permite que a EDP Distribuição, no âmbito das suas responsabilidades de concessionário, promova a substituição gradual das luminárias existentes por luminárias LED, com ganhos de eficiência energética que resultarão na redução dos custos do Município com iluminação pública. O plano de substituição gradual de luminárias de iniciativa da EDP ALGARVE INFORMATIVO #140
Distribuição iniciou-se em 2016, tendo sido substituídas, até final de 2017, 324 luminárias das 3.032 existentes. Este plano prosseguirá este ano e nos próximos, estando previsto substituírem-se mais 200 luminárias em 2018 e 350 em 2019. Esperase, no final do próximo ano, a substituição de 874 luminárias de vapor de mercúrio e de vapor de sódio por luminárias da tecnologia LED, correspondendo a 29 por cento do parque de luminárias do concelho de Monchique, sendo expectável que esta ação resulte na redução de consumo de eletricidade na ordem dos 15 por cento face aos consumos pré-LED .
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ESCOTEIROS DE OLHÃO GANHARAM NOVA SEDE NO DIA DO SEU 93.º ANIVERSÁRIO
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oi assinado, no dia 17 de janeiro, entre a Câmara Municipal de Olhão e o Grupo 6 de Escoteiros, o contrato de comodato que vai dotar a instituição de uma nova sede, uma excelente prenda recebida na data em que o Grupo 6 celebrou o seu 93.º aniversário. A nova sede dos Escoteiros de Olhão, localizada na Rua Gil Eanes, surge das dificuldades manifestadas à autarquia pelos seus responsáveis em relação à antiga «casa» que, para além de uma manifesta degradação, já não apresentava capacidade para albergar as
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atividades e o número de elementos do Grupo 6. “A autarquia não poderia ficar insensível ao apelo dos escoteiros, uma vez que se trata de uma instituição que, no concelho de Olhão, leva a efeito um trabalho exemplar na ocupação salutar e na formação das nossas crianças e jovens”, sublinha o presidente da Câmara Municipal, António Miguel Pina. O passo seguinte foi encontrar uma sede condigna, o que veio a acontecer na Rua Gil Eanes. O edifício foi adquirido pelo município e cedido em regime de comodato vitalício ao Grupo 6 de Escoteiros, para usufruto exclusivo . ALGARVE INFORMATIVO #140
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CLUBE ORIENTAL DE PECHÃO BRILHOU NOS NACIONAIS DE JUVENIS EM PISTA COBERTA
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s atletas do Clube Oriental de Pechão voltaram a brilhar, desta vez no Campeonato Nacional de Juvenis em Pista Coberta, que decorreu nos dias 13 e 14 de janeiro, em Pombal. O clube olhanense levou ao distrito de Leiria oito atletas: sete femininos e um masculino, sendo que a maior distinção vai para Etson Barros, que se sagrou duplo campeão nacional, nos 1.500 e 3.000 metros, com os tempos de 4.11,30 e 8.49,94, respetivamente. Este último tempo confere ao jovem atleta o record do Algarve. Igualmente em destaque esteve Ana Catarina Mestre, que conquistou duas
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medalhas de bronze, nos 3.000 metros marcha e no triplo salto. Quanto ao resto da equipa olhanense, Inês Farias foi 4.ª classificada nos 300 metros e Filipa Machado, Denise Semedo, Telma Mendes e Inês Farias lograram o 4.º lugar na estafeta. No geral, a equipa juvenil feminina do Clube Oriental de Pechão foi a 6.ª classificada nos nacionais de pista coberta, com 58 pontos, a escassos três do pódio. Nos dias 20 e 21 de janeiro segue-se novo desafio para o clube olhanense, com a participação no Campeonato Nacional de Juniores em Pista Coberta, igualmente em Pombal .
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GOLFE DO ALGARVE CONQUISTA MAIS DOIS PRÉMIOS INTERNACIONAIS
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o âmbito dos 2018 Annual Travel Awards, o Algarve conquistou o prémio de «Best Golf Destination in Continental Europe» (pelo segundo ano consecutivo) e o prémio «Best Value Golf Destination in Continental Europe» (ganho pela 5.ª vez – 2012, 2013, 2015 e 2017). Estes prémios são atribuídos através de uma votação dos leitores da revista, que consideraram que o Algarve mantém a sua excelência como melhor destino para a prática de golfe na Europa, tendo alcançado mais de 60 por cento dos votos. O fator qualidade/preço oferecido pela região continua a ser uma das maiores mais-valias e um dos principais elementos decisores junto de todos os praticantes da modalidade que visitam o destino, tendo reunido a preferência de cerca de 40 por cento dos votos. Contando, neste momento, com mais de 40 campos de golfe, dispersos pela região e com diferentes características, o Algarve reúne um conjunto de condições ímpares, com destaque para a qualidade das infraestruturas e para o bom clima que permite a prática desta modalidade ao longo de todo o ano. Em 2017, este destino voltou a bater o recorde de voltas 105
de golfe realizadas na região, registando um crescimento de 5,3 por cento face ao ano anterior e chegando a um número próximo de um milhão e 345 mil voltas. De recordar que, neste momento, o Algarve assegura cerca de 70 por cento do total nacional de voltas de golfe, o que comprova a importância e o potencial que este produto representa para o turismo da região. “A conquista destes prémios e o facto do Algarve continuar a ser a primeira escolha junto dos golfistas do Reino Unido é um enorme motivo de orgulho e vem reconhecer, mais uma vez, o trabalho e o esforço contínuo que têm sido levados a cabo pela indústria do golfe na região aliados à forte estratégia de promoção que a Associação Turismo do Algarve tem implementado”, defende Dora Coelho, diretora executiva da ATA .
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina
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