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ALGARVE INFORMATIVO #127

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ALGARVE INFORMATIVO 7 de outubro, 2017

LUÍSA SOBRAL a caminho de Faro TURISMO CULINÁRIO | AUTÁRQUICAS 2017 | «365 ALGARVE» DE REGRESSO ALGARVE INFORMATIVO ZECA 1MAIOR QUE O PENSAMENTO | PINTURA BARROCA EM EXPOSIÇÃO EM#127FARO


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CONTEÚDOS ARTIGOS 10 - «365 Algarve» já está no terreno 18 - Autárquicas 2017 no Algarve 26 - Turismo Culinário e Enológico 34 - Zeca Maior que o Pensamento 44 - Luísa Sobral a caminho de Faro 52 - Pintura Barroca exposta em Faro 74 - Atualidade

OPINIÃO 60 - Paulo Cunha 62 - José Graça 64 - Adília César 66 - Fábio Jesuíno 68 - Artur Filipe Gregório 70 - Augusto Lima 52

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REPORTAGEM

Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, e Miguel Honrado, Secretário de Estado da Cultura

SEGUNDA EDIÇÃO DO «365 ALGARVE» JÁ ESTÁ NO TERRENO Texto:

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Cerca do Convento do Espírito Santo, em Loulé, foi o palco escolhido para a festa de abertura da segunda edição do programa cultural «365 Algarve», uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo e a Secretaria de Estado da Cultura, apoiada pelo Turismo de Portugal e executada pela Região de Turismo do Algarve e pela Associação Turismo do Algarve. A iniciativa contará com mais de 525 apresentações de música, dança, teatro, circo ALGARVE INFORMATIVO #127

contemporâneo, cinema, artes visuais, literatura, gastronomia e animação de património, entre outubro de 2017 e maio de 2018, e nos 16 concelhos da região. O anfitrião da noite foi o conhecido animador das manhãs da Rádio Comercial e apresentador de programas televisivos Vasco Palmeirim, numa festa que contou com a participação do DJ Christian F, a performance e showcooking «Cataplay» e o concerto de 10


António Zambujo. Na cerimónia de apresentação do programa intervieram, Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, Miguel Honrado, Secretário de Estado da Cultura, Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, Dália Paulo, Comissária do «365 Algarve» e Carlos Carmo, adjunto do presidente da Câmara Municipal de Loulé. A edição 2017/2018 do «365 Algarve» assenta numa linha que tem como base um território de sol para as artes, oferecendo o olhar de criadores e programadores do Algarve, e o que esse olhar tem para nos desafiar, contar, interpelar e encantar. Este ponto de partida permite aliar conhecimento, património material e imaterial, à criação e oferta artística, assim como proporcionar diálogos entre os de fora e os de dentro, entre a tradição e o contemporâneo, numa mescla que deseja

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qualificar e diversificar a oferta cultural da região e dinamizar a atividade de criadores e profissionais da cultura e do turismo. Na sua segunda edição, o programa quer tornar-se verdadeiramente diferenciadora e complementar à oferta cultural existente, ter impacto, através da criação de âncoras de programação que permitam, quer uma possibilidade de escolha de destino, quer experiências diferentes e enriquecedoras para quem está no território – residentes e visitantes. Nesse sentido, a programação alicerça-se em quatro eventos âncora: LUZA, Festival Internacional de Luz do Algarve (24 a 26 de novembro, Loulé); Festival do Contrabando (23 a 25 de março, Alcoutim); Festival Algarve Jazz Gourmet Moments (25 a 27 a maio, Lagos) e projeto Lavrar o Mar (Ano

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Novo, Páscoa e com projetos de regularidade de outubro a maio). São novas apostas a Festa dos Sentidos (outubro e novembro, Lagos); Um certo Ponto de Vista (arte contemporânea que une artistas resistentes e convidados) (outubro a maio, Faro, São Brás de Alportel e Portimão); AlGharb.Come (novembro a maio, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim); CataPlay (dezembro a maio, Faro, Vila Real de Santo António, Loulé e Vila do Bispo); Festival de Artes Performativas de Tavira (janeiro e fevereiro, Tavira); Festa do Acordeão (fevereiro, Loulé, Albufeira e Faro); Festival de Culturas Mediterrânicas – Entre Mares, sob o olhar do viajante Teixeira Gomes (maio, Portimão); ECOFEST – Festival de Música e Ambiente (4 a 6 de maio, Olhão). Da programação continuam a fazer parte eventos consolidados com impacto e de estruturação da oferta como: VIDEO LUCEM (outubro a maio, Faro, Lagoa, Tavira, Loulé, Vila Real de Santo António, Aljezur e Silves); Festival ALGARVE INFORMATIVO #127

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Verão Azul – VIII edição (17 a 28 de outubro, Faro e Lagos); 2.º Festival Internacional de Piano do Algarve (janeiro a abril, Portimão); Jazz nas Adegas (janeiro a abril, Silves); FIMA – Festival Internacional de Música do Algarve (março a maio em diversos locais do Algarve); 4.ª edição dos Encontros do Devir «Cidades Utópicas» (abril e maio, Faro, Loulé e Lagos). Mantém-se igualmente a Festa dos Anos de Álvaro de Campos 2017 (outubro e novembro, Tavira), o «Faro Desvendado» (outubro a maio, Faro), «Momentos Fantásticos com Património» (outubro a maio, Lagos), «Bordeira Terra de Acordeão – a obra de Hermenegildo Guerreiro» (4 de novembro, Faro), Festival T – Festival Internacional de Teatro de Albufeira (23 a 27 de março, Albufeira), «Terra de Maio» (25 a 27 de maio, Castro Marim). Para o Secretário de Estado da Cultura, o potencial de atratividade do território ALGARVE INFORMATIVO #127

algarvio, com a sua diversidade paisagística e sociológica, com a vivência contrastada entre praia e serra e com a riqueza do seu património, é desde há muitos anos um ativo importante para o desenvolvimento turístico. “Todavia, a revolução tecnológica e a evolução e democratização do conhecimento que aquela implica, alteraram definitivamente as aspirações e os códigos de procura de todos aqueles que demandam um novo território. Construir algo de diferenciador, uma experiência única que envolva, a um tempo, residentes e visitantes, é o objetivo principal do «365 Algarve». Partimos da convicção inabalável de que um território pode e deve ter uma voz cultural que o permita identificar de forma indelével perante todos quantos o habitam, apesar da fugacidade de algumas destas experiências”, frisou Miguel Honrado. 14


Já a Secretária de Estado do Turismo lembrou que 2016 demonstrou ser possível alargar a atividade turística ao longo do ano, promovendo ligações aéreas durante todo o ano e diversificando a oferta e os mercados. “O «365 Algarve» é uma peça fundamental desta estratégia de garantir vida no Algarve durante todos os meses, mobilizando os agentes culturais da região para oferecerem à população e aos visitantes experiências que só aqui podem acontecer, valorizando os recursos e a autenticidade do destino. É uma aposta que temos de continuar, de forma consistente, para promovermos a sustentabilidade da atividade turística no Algarve a afirmação do território como destino todo o ano”, salientou Ana Mendes Godinho .

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REPORTAGEM

AUTÁRQUICAS SEM SURPRESAS NO ALGARVE As Eleições Autárquicas de 2017 voltaram a evidenciar uma tendência cada vez mais forte dos tempos modernos, fazendo-se praticamente mais campanha política nas redes sociais do que no terreno. Neste cenário, sucederam-se, em alguns concelhos, ataques pessoais ferozes do lado da oposição, com recurso a calúnias, inverdades e estratégias de baixo nível com vista a desgastar quem estava no poder. Na hora da verdade, porém, não houve mudanças de registo em nenhuma câmara municipal, aliás, assistiu-se ao reforço da posição dos atuais autarcas, que terão pela frente, na esmagadora maioria das situações, quatro anos bem mais tranquilos do que no mandato que agora findou. Texto:

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tão aguardado 1 de outubro já faz parte do passado e os festejos dos vitoriosos prolongaram-se pela noite dentro, mas depressa deram lugar a mais uma semana normal porque, depois de contados os votos, não houve qualquer mudança de poder ao nível das Câmaras Municipais no Algarve. De facto, dos 16 edis algarvios que estavam em funções no dia 30 de setembro, 15 regressaram ao trabalho na manhã de segunda-feira, com exceção de Luís Gomes, em Vila Real de Santo António, que não se recandidatou por ter atingido o limite máximo de mandatos, tendo o poder transitado, de forma pacífica, para a sua antiga vice-presidente, agora número 1, Conceição Cabrita. Apesar das expetativas naturais de quem concorria pela oposição, já se perspetivava que as Autárquicas de ALGARVE INFORMATIVO #127

2017 não seriam de grandes alterações no Algarve, mas ainda houve alguns sustos e uma semi-surpresa. Em Albufeira, capital do turismo algarvio, Carlos Silva e Sousa mantém-se como presidente, com a diferença de que o PSD terá maioria absoluta na Câmara Municipal nos próximos quatro anos, algo que não se verificou em 2013. Assim, depois de ter sido «forçado» a uma certa «geringonça» no passado mandato, tudo será mais pacífico de agora em diante, num período em que se avizinham fortes investimentos um pouco por todo o concelho. Uma vitória que se esperava, mas que ainda chegou a estar tremida, com o PS a deter os restantes três vereadores. Na Assembleia Municipal, o laranja será também a cor dominante. 18


No extremo do sotavento, paredesmeias com a região alentejana, Osvaldo Gonçalves «esmagou» a oposição em Alcoutim, com o PS a ficar com quatro vereadores, contra um do PSD, sendo o cenário em tudo semelhante na Assembleia Municipal. Uma maioria confortável e que é fundamental para se conseguir trabalhar, realmente, num concelho complicado, com poucos recursos financeiros à disposição e onde a desertificação e despovoamento são preocupantes.

Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal de Albufeira

Natural foi a reeleição para novo mandato de José Manuel Amarelinho, em Aljezur, embora o PS tenha perdido um vereador para a CDU, Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro com o PSD o mesmo algarvio deveu-se à eleição do vereador. Apesar disso, mais uma maioria independente José Esteves pelo para o Partido Socialista, que se verifica movimento Castro Marim Primeiro, com igualmente na Assembleia Municipal, pelo a ida a votos do antigo edil castroque se anteveem quatro anos sem grandes marinense a dispersar os votos dos sobressaltos neste concelho. sociais-democratas e a originar um figurino delicado de gerir, ainda mais Bastante mais difícil avizinha-se a tarefa porque o PS está maioritário na de Francisco Amaral em Castro Marim, que Assembleia Municipal. Temos, então, foi reeleito como presidente de Câmara dois vereadores do PSD, dois do PS e Municipal, mas perdeu o vereador Nuno José Estevens, num concelho que corre o Pereira. A tal semi-surpresa no panorama 19

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risco de ficar «parado» quatro anos caso as três forças partidárias não se entendam. Na capital algarvia havia uma grande vontade do PS em «roubar» a Câmara Municipal ao PSD, sabendo-se que a alternância de poder tem sido bastante frequente em Faro. Contudo, os esforços da Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa equipa liderada por António Eusébio, presidente do PS/Algarve, não foram suficientes para abalar o bom trabalho realizado pelo professor Rogério Bacalhau neste mandato. A nota de maior registo acaba por ser a perda do vereador da CDU, António Mendonça, com o executivo a ficar repartido, então, pelo PSD (cinco vereadores) e Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé PS (quatro vereadores). crescido em várias frentes, mas sem Vitória registou-se igualmente na perder a sua traça genuína. A Assembleia Municipal para o PSD. Assembleia Municipal vai vestir-se também de rosa. Reforçada ficou também a posição de Francisco Martins em Lagoa, que manteve A panóplia de candidatos era vasta em a Câmara Municipal na posse do PS e Lagos, mas a vitória de Joaquina Matos, aumentou, inclusive, o número de do PS, nunca esteve em causa, obtendo vereadores para cinco, por oposição ao uma maioria expressiva na Câmara PSD, de José Inácio, que baixou para dois Municipal (cinco vereadores) e na vereadores. Um resultado que era Assembleia Municipal. Desde os tempos aguardado, num concelho que tem ALGARVE INFORMATIVO #127

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Graça. O resultado é ainda mais pertinente tendo em conta que houve várias mudanças na equipa socialista que foi a votos, o que poderia gerar algumas dúvidas no lado dos votantes, mas a verdade é que a estratégia da oposição – que bateu muita na tecla dos milhões de euros que a Câmara Municipal de Loulé tinha no banco, ao invés de o investir em obras – saiu completamente furada. Maioria absoluta detém Rui André em Monchique, reflexo do bom trabalho que tem sido realizado pelo presidente desde que assumiu o cargo, substituindo, na época, o socialista Carlos Tuta. Os três vereadores laranja contra os dois do PS dão folga na gestão autárquica, mas mais acesa será a luta no seio da Assembleia Municipal, onde o PS foi o partido mais votado. Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão

de Valentim Rosado que o PSD não tem tido um nome sonante à frente das suas hostes e isso voltou a comprovar-se no dia 1 de outubro. Vitória contundente foi também a de Vítor Aleixo, em Loulé, superando, quiçá, as próprias previsões do PS. O partido rosa cimentou a sua liderança no maior concelho do Algarve, com sete vereadores, contra dois do PSD liderado por José 21

Olhão assistiu a uma das vitórias mais estrondosas do PS no Algarve, com António Miguel Pina a terminar o mês de setembro à frente de um executivo com

António Miguel Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão

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pouca margem de manobra e a começar o mês de outubro com uma maioria absoluta, cinco vereadores contra dois do lado da direta. Direita que apostou as «fichas» todas em Luciano Jesus, ex-presidente da Junta de Freguesia de Olhão pelo PS e expresidente do PS/Olhão, mas cedo se começou a perceber Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel que o candidato constrangimentos financeiros que ainda independente poderia ter dado mais luta continuam a afetar o concelho. Apesar se tivesse permanecido, de facto, como disso, o PS acabou por vencer de forma independente, ao invés de se aliar à convincente, com quatro vereadores, direita. Posto isto, triunfo «gordo» do PS, contra dois da direta e outro do Bloco de tanto na Câmara Municipal como na Esquerda, vitória que se estende à Assembleia Municipal. Assembleia Municipal.

Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira

Em Portimão, CDS/PP e PSD uniram esforços para tentar vencer a socialista Isilda Gomes, que não teve um primeiro mandato fácil devido aos inúmeros ALGARVE INFORMATIVO #127

Em São Brás de Alportel, o PS continua a dominar a seu belo prazer, seja pela forte tradição socialista no concelho, seja bom desempenho da equipa liderada por Vítor Guerreiro. Feitas as contas, o PS subiu de três para quatro vereadores, retirando um lugar ao PSD. O eleitorado sãobrasense acabou por penalizar a estratégia assumida pela oposição, que passou meses a fio a «disparar» em todas as direções, na maior parte das vezes sem qualquer nexo, dando também a maioria ao PS na 22


Assembleia Municipal. Num momento em que a CDU perdeu algumas Câmaras Municipais no resto do país, Rosa Palma não só manteve, como consolidou, a posição do partido comunista em Silves. Quatro vereadores garantem a maioria absoluta, contra dois Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo do PSD e um do PS, iniciou a sua campanha no momento maioria essa que se repete na Assembleia correto e, fechadas as urnas, voltou a ser Municipal. Resta ao PS e PSD «arrumarem o grande vencedor, desta feita com a casa» durante os próximos quatro anos maioria absoluta. O PSD elegeu apenas para tentar, em 2021, ir a votos com um vereador e a Assembleia Municipal é nomes mais fortes, caso contrário, a CDU maioritariamente «rosa», pelo que estará para ficar em Silves. Adelino Soares terá um mandato bem mais pacífico pela frente. Triunfo sem espigas para Jorge Botelho em Tavira, conforme era antecipado, com Vila Real de Santo António era o o PS a subir de quatro para cinco concelho onde, em teoria, a oposição vereadores, ficando os remanescentes dois teria mais hipóteses de conquistar a na bancada do PSD. A maioria estende-se à Câmara Municipal, pelo simples facto de Assembleia Municipal, resultado de um que o social-democrata Luís Gomes não concelho que tem crescido a olhos vistos, e se podia recandidatar devido à lei da na boa direção, nos últimos anos, com uma limitação de mandatos. Ao invés de estratégia bem definida e que aposta nos apostar na incerteza, o PSD decidiu, e vetores certos. bem, seguir pelo caminho da continuidade, com a vice-presidente Vila do Bispo era um daqueles concelhos Conceição Cabrita a ir a votos. Do outro que estava metido num verdadeiro lado das trincheiras, o PS foi buscar o imbróglio, com os movimentos antigo autarca António Murta, mas a independentes, o Bloco de Esquerda e o escolha foi um «tiro nos pés» e traduziuPSD a fazerem a «vida negra» ao socialista se na maioria absoluta do PSD, com Adelino Soares. Os foguetes foram quatro vereadores contra dois do PS e lançados bem cedo do lado da oposição e os ataques eram constantes, mas o um da CDU . presidente em funções manteve-se sereno, 23

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ENTREVISTA

ALGARVE QUER SER DESTINO DE FÉRIAS CULINÁRIAS E ENOLÓGICAS

Os números não mentem, o turismo algarvio está de boa saúde e recomenda-se, mas isso não significa que a região se tenha tornado sustentável ao longo de todo o ano e que a sazonalidade tenha desaparecido. Por isso, há que continuar a criar novos atrativos para visitar o Algarve e o turismo culinário e enológico pode ser o próximo nicho de mercado a dar nas vistas. Texto:

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Região de Turismo do Algarve, a Tertúlia Algarvia e a Associação Turismo do Algarve apresentaram recentemente o projeto «Algarve Cooking Vacations», cujo objetivo principal é afirmar o Algarve como destino de excelência para programas de aprendizagem culinária e enológica com a conceção de pacotes de férias culinárias de três a sete dias. Mas, primeiro que tudo, há

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que conhecer a oferta ao nível do turismo culinário e enológico, as tendências, o perfil do turista, entre outros aspetos. “Há muitas pessoas que viajam tendo a gastronomia como um dos critérios de escolha dos destinos, mas numa lógica de desfrutar dela enquanto consumidor, não necessariamente de cozinhar. O mesmo se passa com os vinhos, com as pessoas a quererem conhecer diferentes regiões

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vitivinícolas e visitar as adegas. Contudo, há cerca de um milhão de pessoas que viaja, não só para experimentar, mas para fazer, para cozinhar, ter aulas de culinária, visitar os locais de produção agroalimentar e os mercados locais”, explica João Amaro, da Tertúlia Algarvia. Esta tendência já tinha sido notada pelos responsáveis da associação no decurso de uma atividade que desenvolvem, o

«Cataplana com todos», que contempla uma ida ao mercado com o chefe de cozinha para se comprarem os produtos - legumes, peixe, marisco, carne – seguida de uma aula de cozinha onde aprendem um pouco da história da cataplana, ao mesmo tempo que a confecionam. “No final, o programa termina com todos a comerem o que tinham cozinhado e tem servido para proporcionar uma nova experiência aos turistas que já estão no Algarve. Uns chegam por sua própria iniciativa, outros através de operadores que constroem programas de ocupação para os seus clientes. Num destes sábados esteve cá uma senhora norteamericana que marcou a sua experiência através do nosso site de internet e, no final do programa, disse que tinha uma agência de viagens especializada em turismo culinário e que andava precisamente pela Europa fora à procura de opções para oferecer aos seus clientes”, relata o dirigente associativo e empresário. João Amaro estima que existam, na Europa, à volta de uma dezena de agentes especialmente vocacionados para este nicho de mercado, onde Portugal está muito pouco representado e onde o Algarve pura e simplesmente não está presente. “Recebo frequentemente brochuras que vendem turismo culinário para Espanha, França, Itália, Malta, México e o Algarve tem todas as condições para fazer parte dessa realidade. E estes programas são maioritariamente consumidos no Outono e na Primavera, portanto, podem-nos ajudar a combater a sazonalidade”, refere, adiantando que o

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João Amaro, da Tertúlia Algarvia

financiamento para desenvolver o programa já foi obtido por via de fundos comunitários. “Vamos agora iniciar a fase de estudo para conhecermos as motivações e as características destas pessoas que viajam com o turismo culinário em mente, de modo a conseguirmos competir nesse mercado”.

produtores de vinho, azeite e plantas aromáticas e viveiristas, uma ampla rede de parceiros que conduza a um conjunto diversificado de conteúdos de elevada qualidade. Estamos a falar de um mercado maduro e não pode haver espaço para falhas”, sublinha João Amaro.

Este estudo estará a cargo da Região de Turismo do Algarve, após o que se realizarão dois workshops temáticos, um dedicado ao turismo culinário e outro ao turismo enológico, com especialistas nacionais e internacionais, para melhorar as competências dos stakeholders regionais neste domínio e explorar possíveis sinergias entre diferentes setores e regiões para a criação de programas e rotas. “A ideia é desenvolver entre quatro a seis programas, com durações e composições distintas, envolvendo

Criados os pacotes de férias culinárias, estes serão posteriormente experimentados pelos seus potenciais vendedores e a meta é que a comercialização arranque em pleno em outubro de 2018. “Não é, garantidamente, um produto para a época alta do turismo algarvio, porque este público não gosta de multidões. Querem conhecer as regiões numa altura em que o clima seja agradável e que o ritmo seja mais pausado. Também será mais fácil para nós reunir

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parceiros nessa época do ano, sejam os da hotelaria ou os do setor produtivo”, considera o empresário.

PARCEIROS DE QUALIDADE E CONTEÚDOS DIVERSIFICADOS O projeto envolve três entidades experientes e competentes nesta matéria mas, na hora da verdade, nada será bemsucedido se não existirem parceiros, no terreno, em quantidade suficiente e com a qualidade necessária. João Amaro não está, porém, preocupado com esse pormenor, apesar da «Algarve Cooking Vacations» ainda estar a dar os primeiros passos. “A nossa experiência em torno das cataplanas já nos permitiu angariar alguns parceiros para acrescentar conteúdo e valor ao que a Tertúlia Algarvia oferece aos seus clientes mas, para construir um

programa de sete dias, por exemplo, é preciso uma rede sólida e que não falhe. À hora certa, no momento certo, as coisas têm que acontecer e também têm que existir alternativas. Se tivermos preparada uma visita a um viveirista e as condições do mar não forem adequadas, há que ter um plano B”, indica. Certo é que, com o novo fôlego que o setor primário conhece na região algarvia, há um conjunto de agentes muito profissionais nas suas atividades e na sua articulação com o turismo, pelo que estarão reunidas as condições necessárias para um turismo culinário competitivo no plano internacional. E, à semelhança do que tem acontecido no passado, a Tertúlia Algarvia vai apostar forte na produção de conteúdos, logo a começar por um livro com cerca de 45

Ação promocional no âmbito do projeto da «Cataplana Algarvia», com os participantes a prepararem a refeição

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receitas típicas da gastronomia regional e cerca de 15 receitas de autor inspiradas na gastronomia regional, com publicação em português, inglês, castelhano, alemão e francês. Do mesmo modo será concebido um livro com as fichas técnicas de aproximadamente 150 vinhos do Algarve, também com publicação nos mesmos cinco idiomas. “Em muitos casos, estes conteúdos vão chegar aos potenciais clientes antes de eles terem contato direto com as experiências e não podem ficar defraudados nas suas expetativas”, avisa João Amaro. Uma situação a que a Tertúlia Algarvia não é alheia, uma vez que o projeto da «Cataplana Algarvia» também incidiu muito na criação de conteúdos multiplataformas e as receitas da autoria de chefes de cozinha nacionais e internacionais geraram imensa curiosidade

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em cadeias de televisão de Espanha, França e Canadá. “Antes de uma pessoa decidir que quer fazer umas férias culinárias no Algarve, ela precisa ter algum contato prévio com informações sobre a gastronomia e os vinhos da região. Este milhão de pessoas vai encontrar o Algarve numa lista onde estão destinos com maior notoriedade e tradição neste produto, por isso, temos que criar um valor acrescentado e diferenciador para merecer a sua escolha. Quando os programas estiverem desenhados, vamos fazer ações promocionais em Espanha, França, Reino Unido e Holanda, mercados emissores que estão identificados na Europa, e o objetivo é que o turismo culinário seja mais um complemento à ampla oferta que o Algarve já tem em segmentos que não são de massas” .

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REPORTAGEM

TEATRO ANÁLISE DE LOULÉ RECORDOU ZECA AFONSO Zeca Afonso voltou a ser recordado, desta feita na Direção Regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude, pelas mãos do Teatro Análise de Loulé, com a peça «Zeca Maior que o Pensamento». A homenagem é uma iniciativa conjunta da Casa da Cultura de Loulé e da Associação José Afonso que pretende manter vivo o legado de participação associativa, cívica e cultural do primeiro grande cantautor português. Texto:

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oi em dose dupla, que é como quem diz, em duas sessões, que Zeca Afonso subiu ao palco, no dia 29 de setembro, da sede do Instituto Português do Desporto e Juventude em Faro, através da última produção do TAL – Teatro Análise de Loulé, a 43ª do longo historial desta estrutura pertencente à Casa da Cultura de Loulé. De nome «Zeca maior que o Pensamento!», a peça recorda José Afonso, que partiu há precisamente 30 anos mas continua bem vivo no coração e alma dos portugueses. Com texto de José Sequeira Gonçalves e encenação de José Teiga, «Zeca Maior que o Pensamento!» conta na música com Afonso Dias e Hélio Perfeito e em cena estão Afonso Dias, António Clareza, António Pinto, Hélio Perfeito, José Teiga, João dos Santos, Manuela Teiga, Mariana Teiga, Regina Silva, Rita Leandro, Ricardo Martins, Sérgio Sousa e Tapé, numa produção conjunta da Casa da Cultura de Loulé e da Associação José Afonso. “Se há vozes que crescem do interior da terra com tal força telúrica, não admitindo impedimentos e, em liberdade, percorrem os vastos céus rumo ao infinito, perpetuando-se no espaço e no tempo, uma delas é certamente a do José Afonso, que cantando profetizava a liberdade”, comenta José Teiga. De acordo com o encenador, sempre que abril e a Revolução dos Cravos se aproximam no virar das páginas do calendário, “Portugal recorda o homem sincero, afável, reto, cativante, o inigualável criador da moderna música popular portuguesa que ele fazia de forma singular”. Possuidor de uma das ALGARVE INFORMATIVO #127

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mais belas vozes de sempre da música portuguesa, cheia de sensibilidade e raríssima riqueza de timbre, “Zeca Afonso colocou-a ao serviço da canção, das causas dos outros, numa atitude fraterna de solidariedade”. “Feito andarilho de viola as costas, por esses quintais a dentro, com o seu exemplo sublime tornou-se, para a nossa geração, um frontispício de determinação e autenticidade fraterna”, frisa José Teiga. José Afonso foi, sem dúvida, a voz de uma geração de muito protesto e imaginação em busca de uma saída, para um futuro em liberdade, tendo sido, por isso, preso diversas vezes pela ditadura fascista e impedido de exercer a sua atividade de docente. “Mas todos ganhámos o cantor. Impedido de cantar na rádio e televisão, censurado na maioria dos jornais da situação, nunca o poeta/cantor baixou os braços. Pleno de rebeldia profética, denunciou os esbirros, os oportunistas, os geradores de desigualdades e os opressores”, recorda José Teiga. Quanto ao texto em si, traz-nos uma história possível de Zeca Afonso dentro da própria história de Portugal, com muitos personagens conhecidos a desfilar pelo enredo, desde D. Afonso Henriques a D. Dinis e D. Sebastião, de Camões a Karl Marx, de António de Oliveira Salazar a, imagine-se, Jesus Cristo, tudo numa tentativa de se descobrir o que de mal correu no nosso país .

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ENTREVISTA

LUÍSA SOBRAL A CAMINHO DO TEATRO DAS FIGURAS Luísa Sobral continua na estrada a promover o seu quarto disco de originais, intitulado simplesmente «Luísa», e a próxima paragem é em Faro, no Teatro das Figuras, no dia 13 de outubro. Um espaço intimista, daqueles em que a compositora e cantora mais gosta de atuar, pelo que se espera um espetáculo fora-de-série. Texto:

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epois de «The Cherry on My Cake», «There’s a Flower in My Bedroom» e «LuPu-I-Pi-Sa-Pa», Luísa Sobral lançou, em 2016, o seu quarto álbum, «Luísa», e desde então tem percorrido Portugal de lés-a-lés, mas também o estrangeiro, em destinos como Espanha, França, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Marrocos, China, Zimbabwe e África do Sul. Agora, chegou a vez dos farenses apreciarem ao vivo, no Teatro das Figuras, no dia 13 de outubro, um disco que não deixa ninguém indiferente, estreitando-se a cumplicidade e os laços afetivos com quem o ouve, fruto de canções e letras tocantes e que refletem uma maior maturidade criativa, pautada por mais segurança, exigência, autenticidade e espontaneidade. «Luísa» foi gravado em Los Angeles, no carismático «United Recording Studios», por onde já passaram nomes históricos como Frank Sinatra, Ray Charles, Ella Fitzgerald, Jay-Z, Radiohead ou U2. A produção esteve a cargo de Joe Henry, vencedor de três Grammy Awards e que, para além de uma sólida carreira em nome próprio, assina trabalhos de músicos como Elvis Costello, Solomon Burke, Beck ou Madonna. E o resultado está bem à vista, num disco que nos enche o coração, como o tinham feito os seus antecessores. “Os concertos têm corrido bastante bem, porque também faço uma mistura, não apresento apenas os temas novos. Há pessoas que têm feito este caminho comigo desde o início e que gostam de ouvir as canções mais antigas”, observa a artista. Uma carreira que, como se sabe, nunca se pautou pelo tradicional pop/rock, mais comercial, que entra mais facilmente no ouvido das multidões, mas a verdade é que o primeiro disco teve logo uma grande aceitação da parte do público. “Foi um orgulho verificar que as pessoas gostam de outro tipo de canções, mas é um bocado ambíguo rotular-se este ou aquele género de «orelhudo». Se as rádios passam frequentemente um tema, ele acaba por entrar no ouvido, seja de pop/rock ou de outro estilo qualquer”, considera Luísa Sobral. “Veja-se aquelas baladonas super dramáticas que toda a gente sabe de cor e chora a cantar. O mais giro na ALGARVE INFORMATIVO #127

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música é não haver receitas que garantam o sucesso. Às vezes há artistas que tentam seguir as fórmulas mais conhecidas e corre tudo mal e, noutras ocasiões, limitam-se a fazer aquilo de que gostam e funciona”. Ser genuíno é, assim, o mais importante para Luísa Sobral, ainda mais porque o mercado tem os seus ciclos e o público consome aquilo que lhes é dado. “A parte da nostalgia é positiva, mas também é importante mostrar o que se está a criar de novo. Cabe às rádios e aos media em geral incutir novos desejos e vontades no público. Se apenas nos derem músicas muito básicas e com refrões logo aos primeiros segundos, é isso que consumimos. Há que oferecer novas coisas”, defende a entrevistada, que permanece fiel ao inglês na hora de cantar, não por questões comerciais, mas porque é nessa língua que as suas letras normalmente saem. “Escrevo imenso enquanto ando na estrada e, neste disco, as canções nasceram em inglês de forma natural. Simplesmente começo a cantar numa língua e é assim que ficam mas o próximo disco até pode ser cantado apenas em português”, explica. “Faço o que me apetece na altura porque, felizmente, as pessoas dão-me essa liberdade. O artista faz as suas opções criativas e, depois, o público pode comprar ou não, pode querer ou não ouvir as músicas. A partir do momento em que o artista é condicionado pelo público, é mau para os dois lados”, acredita. Curiosamente, Luísa Sobral tem escrito muito em português, mas para outros músicos, pelo que não será de estranhar, de facto, se tivermos novos trabalhos seus 49

na língua materna. “Se assim acontecer, será para responder a uma vontade minha, mas as pessoas também apreciam os temas cantados em inglês, mesmo quando não estão atentas às letras durante os concertos. A música transcende a língua, conforme ficou demonstrado agora com o caso da Eurovisão”, afirma a compositora, acrescentando que o essencial é que o artista tenha sentimento no momento de interpretar os temas. Dúvidas não tem, também, em relação ao tipo de espaços onde prefere atuar, elegendo os teatros e auditórios. “Este Verão fiz muitos concertos ao ar livre e correram super bem, mas gosto de ver as caras das pessoas quando elas estão sentadinhas à minha frente. Sinto-me mais na minha praia em ambientes intimistas”, garante, desejosa de voltar a pisar o palco do Teatro das Figuras. “Da primeira vez que fui a Faro só tinha um disco gravado, apetece-me imenso mostrar as músicas novas”. Quanto ao futuro, admite estar numa situação nova na sua carreira. “Como tenho andado a escrever muito para outras pessoas, não fiz nada para mim. Vou ter que parar, concentrar-me e começar a compor para o próximo disco, quando, antigamente, ia fazendo isso naturalmente na estrada. Vai ser uma experiência engraçada e os temas tanto podem sair, de repente, todos de seguida, como demorar algum tempo, mas não tenho nenhuma data limite. Quando achar que tenho um grupo de canções das quais me orgulho e que fazem sentido, avanço para o novo disco”, indica Luísa Sobral .

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REPORTAGEM

EXPOSIÇÃO MEMORÁVEL SOBRE O BARROCO PATENTE EM FARO

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stá patente, até 26 de novembro, no Museu Municipal de Faro, uma exposição de homenagem aos grandes mestres do barroco andaluz e português, intitulada «Pinturas do Barroco em Sevilha e no Algarve: Contatos, Coincidências e Divergências». A mostra inédita resulta de uma parceria estabelecida entre o Museu Municipal de Faro e o Museu de Belas Artes de Sevilha e inclui obras de valor incalculável e de um nível artístico como poucas vezes se viu na região algarvia.

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A pintura barroca é o tema em destaque, particularmente as influências da escola sevilhana no trabalho dos mestres portugueses e no Algarve durante os séculos XVII e XVIII. Com este mote, a exposição apresenta pintores castelhanos e portugueses, oito ao todo, entre os quais os portugueses Oliveira Bernardes e Marcos da Cruz e dois dos maiores mestres do barroco andaluz, Bartolomé Murillo e Francisco de Zurbarán. 55

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A exposição é comissariada por Luís de Moura Sobral e Lina Lara e conta com importantes mecenas que se associaram mais uma vez a um projeto que constitui um marco histórico na programação deste Museu. “De temática religiosa, as obras ilustram um universo cultural e mental comum a todas as regiões ibéricas da época barroca. São ainda representativas das conceções picturais e estéticas que percorreram o século XVII, desde o naturalismo até à preponderância do colorismo, chegando, no caso português e já no início do século seguinte, aos prenúncios de um classicismo de claro ALGARVE INFORMATIVO #127

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sinal francês”, descreve Luís de Moura Sobral. “Menos conhecidas do que as suas parceiras andaluzas, aproveita-se para estudar com algum pormenor as telas lisboetas, interrogando significados e genealogias plásticas e discutindo atribuições”, acrescentou um dos comissários da exposição . 57

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OPINIÃO A vida através de um ecrã Paulo Cunha (Professor)

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onge vão os tempos em que quem queria, ia. Hoje, à distância de um «clique», o que no momento pretendemos, no momento nos entra pela casa adentro através de um monitor ou de um ecrã. O mundo virtual vai-se instalando sorrateiramente e, quase sem darmos por isso, os hábitos vão mudando à mesma velocidade com que as inovações tecnológicas vão surgindo. Sem sairmos do lugar, podemos adquirir, consultar, assistir, jogar, falar, confraternizar, partilhar, criar, entre muitas outras coisas. Operações virtuais que nos proporcionam mais tempo, mas - quando mal administradas - acabam por nos afastar do contacto direto com os outros. Assim o permitimos quando nos deixamos enredar na atraente teia (web). Decidi refletir sobre esta temática depois de, um destes dias, ter recebido uma mensagem da minha filha, via «WhatsApp», que, estando no seu quarto, resolveu interagir comigo através da enorme possibilidade que a aplicação oferece. Estando debaixo do mesmo teto, e à distância de uns metros, o facto de estarmos a comunicar sem nos vermos, causou-me uma sensação difícil de qualificar. Pensar na enorme distância que os dados que trocávamos tiveram que percorrer para que interagíssemos à distância de um corredor, fez-me cogitar naquilo que muitas vezes lhe disse quando era mais pequena: “Amo-te, daqui até à lua… e da lua até aqui!” Causa-me também alguma apreensão ir a concertos de música moderna (de vários géneros musicais) e constatar que são já poucos os elementos do público que não resistem ao desejo de registar, através de fotos e/ou de vídeos, tudo aquilo que, pretensamente, deveriam estar a desfrutar e a guardar no seu álbum de memórias sensoriais. É um fenómeno que dá que pensar: olhar para todos os lados e perceber que a maioria do público pagou bilhete para ver grande parte ALGARVE INFORMATIVO #127

dos eventos musicais através do ecrã dos seus telemóveis. Eu sei que é tentador querer guardar em suporte físico o prazer que temos em determinados momentos, para mais tarde recordá-los e até partilhá-los com o mundo, mas será que é isso que acontece? Teremos o tempo necessário e será que quereremos voltar a vê-los nos formatos em que foram gravados, rodeados de «barulho ambiente» e com deficiente captação áudio e vídeo? Será que ao partilhá-los nas redes sociais, os amigos conseguirão sentir o prazer individual experimentado no momento em que foram captados? Sem aqui querer expressar quaisquer juízos de valor, permito-me apenas refletir sobre este fenómeno resultante da revolução tecnológica, que coloca, cada vez mais, um filtro nas relações interpessoais e na relação com o que nos rodeia. O virtual tem-se vindo a implantar em detrimento do natural, quase como se tivéssemos colocado um ecrã ou um monitor como elementos intermediários com a realidade. Vejo com alguma reserva e consternação a forma como muitos não estão a aproveitar a quantidade de tempo ganho devido ao livre acesso e às possibilidades práticas na execução, em tempo real, de determinadas tarefas. Não seria natural aproveitar o nosso precioso tempo no contacto com o que a humanidade tem de mais natural? A mim parece-me que sim, mas o que observo é, cada vez mais, o fascínio pela tecnologia a roubar-nos qualidade ao tempo. Saibamos então usar, aproveitar e transformar o mundo virtual num mundo onde os sentidos, os nossos e os dos outros, nos aproximem, em vez de nos afastar! .

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OPINIÃO #Autárquicas2017 José Graça

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eleição dos órgãos das Autarquias Locais (Municípios e Freguesias) fechou um ciclo político iniciado com as Legislativas de 2015, consolidando a opção governativa encontrada no seio da Assembleia da República e demonstrando o acerto da estratégia governativa para o Poder Local. Foi assim no País e, particularmente, no Algarve. Quando ninguém pensava que tal fosse possível, o PS foi além do resultado obtido em 2013 e alcançou 159 presidências de câmara das 308 em disputa, para além de outras duas em coligação. Não aumentando o número de presidências de câmara, no Algarve consolidou a liderança da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, conquistou a liderança de mais quatro freguesias e faz a proeza de obter maiorias absolutas em todos os órgãos autárquicos dos concelhos de Alcoutim, Lagoa, Lagos, Portimão, São Brás de Alportel e Tavira. Conforme escreve, e bem, Carlos Albino na edição do Jornal do Algarve desta semana: "as maiorias absolutas exigem redobrado cuidado e tripla responsabilidade, nas curvas, nas contracurvas e, sobretudo, na condução noturna da Política, por causa das pontadas de sono e dos encandeamentos". Maior confiança gera necessariamente maior responsabilidade, mas cumprido o dever de eleger os seus representantes, cada cidadão não pode sentir isentado dos demais deveres de cidadania e participação. Para começar, assistindo às tomadas de posse dos novos eleitos locais e às sessões de instalação dos órgãos autárquicos, com particular ênfase para as assembleias de freguesia, onde serão eleitas as novas juntas… No caso do Algarve, foram 83 mil e 689 votos que proporcionaram aos socialistas 60 dos 104 mandatos nas 16 câmaras municipais, 155 dos 312 mandatos das 16 assembleias municipais e 362 dos 683 mandatos das 67 assembleias de freguesia e

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que lhes conferem agora uma responsabilidade acrescida para enfrentar quatro anos que se desejam de desenvolvimento sustentável para a região. Agora, é essencial que a Assembleia da República conclua, em definitivo e com sentido de urgência, até ao final deste ano, o processo de descentralização. Conforme se havia comprometido, o Governo fez a sua parte, em estreita articulação com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, competindo ao Parlamento completar a audição das partes e aprovar o pacote de descentralização, que envolve mais de uma dezena de leis, que ainda não tem «acordo da maioria parlamentar». Na própria noite das eleições, António Costa garantiu que o próximo mandato autárquico será o “mandato da descentralização”, um projeto do Governo que, quando for concretizado, constituirá “uma condição essencial”, não só “para uma melhor gestão das finanças públicas”, mas também para uma “mais adequada resposta aos problemas dos cidadãos”, para além de contribuir de forma sustentada para uma “maior coesão de todo o território nacional” concedendo às autarquias mais meios e recursos para satisfazerem as necessidades das populações e desenvolverem as novas atribuições e competências. Anunciada como a “maior reforma do Estado” desde que em 1976, pela primeira vez, foram eleitos diretamente pelos cidadãos os representantes do Poder Local e das autonomias regionais dos Açores e da Madeira, o aprofundamento do processo da descentralização é um passo importante para cumprirmos a Constituição de Abril. Vamos a isto! . (Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve e deputado eleito da Assembleia Municipal de Tavira)

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OPINIÃO Da inocência que não nos é permitida Adília César (Escritora) Existem muitas pessoas que têm uma relação naturalmente saudável com o espaço virtual. Para mim, a história dessas pessoas podia acabar aqui. (in «Identidade e Conflito», Fernando Esteves Pinto)

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á já alguns anos que tenho uma conta activa no Facebook. Com o tempo, senti necessidade de perceber o que é de facto esta plataforma e que tipo de sujeito sou eu na rede social, tendo em conta que parecia haver uma certa tendência dos outros pensarem que me conheciam através do que eu partilhava, ou seja, acreditavam que «eu era a mensagem» e não uma pessoa real. Também eu própria cometia o erro de imaginar que os meus interlocutores estavam do outro lado, à espera das minhas publicações, dispostos a prestar-lhes alguma atenção. Como se eu os tivesse convidado a entrar na minha casa, para conversarmos na sala, à volta de uma mesa disposta com um saboroso lanche - chá, torradas, biscoitos, compota de framboesa, talvez para aconchegar o espírito. E depois eram essas ou outras visitas que me convidavam a entrar na sua casa. Mudamos de mural ou de cronologia e transforma-se a «sala». O «lanche» não tem o mesmo proveito. É um flash. Entramos e saímos da casa das pessoas, atravessando as portas sem as abrir, e sem pedir licença. Magia. Se é uma «rede social», a seguinte questão central faz todo o sentido: o que se aprofunda na relação entre os «amigos» virtuais? As questões secundárias alargam a minha perplexidade: o que podemos então levar a sério e aceitar como verdadeiro? Os «gostos»? Os «comentários»? A possibilidade de alguém nos «ler» e não intervir, permanecendo incógnita? Reformulo a questão principal: o que tem realmente valor no cenário virtual? Adianto como hipótese: apenas a comunicação entre pessoas que se conhecem na vida real terá alguma importância e validade, por podermos acrescentar à mensagem virtual outros dados e informações decorrentes do convívio presencial. Só com esses a frontalidade pública fará sentido e terá consequências, tirando cada um o proveito que muito bem entender, nem que seja passar ao lado sem se manifestar. Na verdade, aqui vale o tudo ou o nada, o disparatado, o pedagógico, o chocante, o consolador, o ALGARVE INFORMATIVO #127

medíocre, o belo: gato, sangue, céu azul, desabafo, pôr-do-sol, notícia, sorriso, receita, pássaro, aforismo, mar, desabafo, rosto, poema, publicidade, flor, luta, banalidade, corpo, negócio, arte - vaidade, talento, ingenuidade, estupidez. Há uma liberdade (de expressão) que todos podem usar a seu favor e de acordo com a vontade e gosto pessoais. A forma como utilizamos a rede também é um exercício de cidadania, ao olharmos, ouvirmos e reflectirmos. Mas também sei que há uma inocência que não nos é permitida. Este solitário jogo é uma conversa de circunstância com aquelas pessoas que entram no coração de uma qualquer sala. Entram e saem. Chá frio, torrada queimada, biscoitos duros, compota de framboesa com grunhos. As mensagens que nos passam pelos olhos são como lâmpadas intermitentes das memórias afectadas pelo esquecimento. Isto e aquilo. Ligar e desligar. Aquela mesa facebookiana é um instrumento de coordenação da falta de conteúdo. Dispõe os utensílios do diálogo com uma absoluta determinação da sua manifesta necessidade, mas falha frequentemente o alvo, por ser apenas uma frágil sintomatologia da indiferença. Não bebo nem como nada. O jejum facebookiano pode ser terapêutico para o meu equilíbrio emocional e intelectual. “O tempo está bom e ontem também esteve”. Escrevo isto ou qualquer coisa do género. Partilho aquilo nem sei com quem. Depois calo-me. Espero. O clima (o tema) é uma ideia tumultuosa para a minha disposição mental. “O tempo não está bom”, queria dizer. Céu muito nublado com poucas ou nenhumas abertas, assim é a minha meteorologia interior. Mas quem é que quer saber o que eu sinto ou o que eu penso?! Permaneço invisível e as visitas vão-se embora sem se despedirem. Convicta explicitação de desapego. E assim é esta paisagem socio-virtual à qual damos tanta ou nenhuma importância: um longo desfile de gente ausente das nossas vidas .

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OPINIÃO Notícias falsas na era das redes sociais Fábio Jesuíno (Empresário)

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ivemos uma rápida transformação da nossa sociedade, em que a informação flui de uma forma bastante rápida e muitas das vezes em tempo real. As pessoas nunca estiveram tão ligadas como agora através das várias plataformas digitais. Contudo, existe uma indústria que está a crescer e a afetar gravemente a nossa sociedade atual, a divulgação de notícias falsas, um modelo de negócio muito rentável que tem proporções à escala global. Esta indústria tem maior impacto em muitos atos eleitorais, como, por exemplo, a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos, altura em que inúmeros eleitores terão sido enganados. A internet possibilitou aos cidadãos participarem e fazerem-se ouvir nos mais diversos assuntos. O poder da informação aumentou e as redes sociais alimentaram uma tendência de mobilização e várias revoluções. Diversos estados sentiram necessidades de controlar os fluxos de informação, como a China e a Rússia, por via da aplicação de sistemas que introduzem nas redes socais informações erradas com o principal intuito de reforçar o poder dos regimes políticos. O fenómeno da informação falsa utiliza as redes sociais como o cúmplice prefeito. É através delas que as notícias falsas se tornam virais e transmitem uma imagem de credibilidade.

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Segundo dados da Marktest, cerca de um milhão de portugueses lê notícias nas redes sociais, com tendência a crescer cada vez mais, em Portugal e no mundo. Por este motivo, é necessário encontrar mecanismos para combater esta praga. A maior rede social do mundo, o Facebook, é a principal a ser afetada pela invasão de notícias falsas e está a implementar novos sistemas para controlar as inverdades. Desde a criação de algoritmos com capacidade de classificar a desinformação, passando por dar aos seus utilizadores o poder de reportar notícias falsas e criar parcerias com a comunicação social. Os meios de comunicação social estão a reinventar-se e precisam de encontrar modelos de negócio adaptados às novas realidades e financeiramente sustentáveis para não fecharem, e têm agora um novo desafio com uma concorrência desleal desta indústria de informação falsa, através de várias formas, como a criação de réplicas com nomes idênticos para difundirem notícias falsas. Estamos perante um verdadeiro vírus que merece maior atenção dos governos. É urgente criar legislação para sustentar um combate mais ativo na proliferação destes vírus de informação.

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OPINIÃO

O Anti-Turismo (última parte) Artur Filipe Gregório (Antropólogo)

o turismo um problema para o desenvolvimento sustentável de um território? Muitas vozes críticas dizem que sim e argumentam que o turismo é uma atividade altamente destrutiva, distorcendo a economia de uma região, aculturando as suas identidades locais, desequilibrando os sistemas sociais e produtivos e sobrecarregando as infraestruturas. Efetivamente, esses têm sido muitas vezes os resultados de um turismo de massas desregulado. Tal como todas as outras atividades humanas, a

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diferença entre um desenvolvimento equilibrado e sustentável e a degradação irreversível dos recursos (sejam naturais ou culturais) depende apenas do modelo que orienta essa atividade. Veja-se, por exemplo, noutro sector a diferença entre a agricultura biológica e a agricultura industrial intensiva... O «Turismo» não tem uma definição unitária! Envolve um sistema complexo e, por vezes, desconexo de atividades e relações que tanto podem ser norteadas maioritariamente por princípios predadores ou, por outro lado, por estratégias de sustentabilidade. O rumo e o impacte que o setor provoca no território e nas comunidades resultam da escolha coletiva assumidas pelas partes interessadas ou «stakeholders». E são muitas as partes interessadas, desde logo os agentes do mercado, entre fornecedores de serviços / bens e as respetivas redes e instrumentos de comercialização – orientadas pela procura do mercado, mas com capacidade para criar novas tendências. A estes seguem-se as entidades públicas que, entre a estimulação dos agentes, a promoção e a regulação, têm o papel de assegurar o interesse público e a sustentabilidade setorial – papel nem sempre desempenhado de forma muito eficiente ou muito participada. Cabe às entidades públicas a definição dos limiares, condicionantes e estímulos para as atividades turísticas, definindo as regras do jogo que melhor contribuam para o equilíbrio global e a sustentabilidade do setor, numa visão de conjunto. Mas não podemos esquecer o papel dos consumidores dos «produtos turísticos», os «turistas». O seu papel já foi de alguma passividade, baseado apenas na capacidade de 68


escolha dos itens dos catálogos da oferta, mas tem vindo a crescer exponencialmente com o crescimento do acesso direto à informação e dos canais eletrónicos. Aos tradicionais «pacotes» comercializados pelas agências, juntaram-se uma miríade de ofertas destinadas a satisfazer as necessidades de qualquer grupo de indivíduos. O turismo de nichos tornou-se «trendy» e encontramos hoje ofertas superespecializadas em quase todos os locais do mundo. Este crescente foco nas necessidades individuais do «cliente» e a sua crescente capacidade de decisão conjugaram-se na consolidação de um papel ativo e de um poder crescente. No entanto, a capacidade de condicionar o impacte das atividades turísticas ainda não está completamente assumida pelos seus principais atores – os turistas – que começam progressivamente a exercer esse poder. As opções por destinos de ecoturismo, turismo voluntário, justo, sustentável, equitativo, etc... são cada vez mais frequentes. O turismo de experiências, por exemplo, implicando o envolvimento direto dos participantes em atividades de valor cultural, ambiental ou social, não encenadas e integradas no seu contexto

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original, são uma alternativa crescente por parte de uma nova geração de «turistas» que recuperaram os princípios que estiveram na génese do fenómeno turístico: a descoberto do «outro», da «alteridade» e da vivência de culturas e sociedades diferentes na nossa, como parte de um processo educativo. São exigentes quanto à autenticidade do que visitam e preocupam-se com o impacte social e cultural que provocam, decidindo os destinos a visitar em funções desses critérios. É certo que o turismo de massas ainda vai continuar a irritar as comunidades locais durante muito tempo e persistem os pacotes «low-costlow-quality» e os excessos alcoólicos das viagens de finalistas, mas estas formas emergentes são cada vez mais acarinhadas pelos operadores envolvidos e procuradas pelos turistas, particularmente na época baixa, complementando os produtos mais maduros de cada região. Será que estamos a ver a refundação do Turismo e a transformação de um potencial problema em muitas oportunidades inovadoras? Está nas nossas mãos que assim seja .

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OPINIÃO

O trabalho em equipa Augusto Lima (Cozinheiro e Formador)

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á várias vezes referi aqui a falta formação nas empresas, formação aos funcionários e formação aos administrativos/gestores/diretores/patrões/resta uradores. A importância do trabalho em equipa é crucial para se conquistar mercado, desenvolver a Marca, gerar lucro, criar um suporte de credibilidade, que, na prática, se traduz como garantia de sucesso. Hoje é já vulgar, e até acessível em termos de custo, a oferta de Experiências de Timebuilding, ou seja, em bom português, incitamento de espírito de equipa através de diversas atividades, geralmente em formato outdoor. Estas atividades são uma importante ferramenta capaz de reforçar e desenvolver o conhecimento e coesão entre membros de uma organização. Pessoas que diariamente trabalham lado a lado demonstram conhecer-se pouco quando postas perante desafios que requerem interação e cooperação mútua, para além da rotina habitual. A construção do conceito de equipa faz-se através do conhecimento dos laços sociais, desmascarando ideias predefinidas, a aceitação de virtudes e defeitos de cada um, assim como qualidades e deficiências, promovendo que cada um possa dar o melhor de si em prol de um todo. Estes jogos devem sempre ser apresentados e executados em ambiente exterior à empresa, onde cada um se sente mais descontraído, e têm como fito final proporcionar muito mais que diversão, um real conhecimento das capacidades de cada um e sempre relacionados com a realidade do grupo de trabalho e, mais importante ainda, administrados por especialistas e com continuidade das ações. A nossa realidade ainda é muito, muito bebé nestas ações mas os países e empresas que apostam nesta forma de construção de equipas

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ganham em todos os aspetos, da participação ao ganho. A equipa é uma centopeia, grande ou pequena, mas que precisa que cada um dos seus pés se apoie firme e rapidamente no terreno, para que possa alcançar o destino previsto Funcionário – Pessoa, empregado de uma empresa e titular de um emprego permanente num grau da hierarquia administrativa. Objetivo final: Alcançar o respeito dos seus pares, empregadores, clientes e demais pessoas, pela sua forma de estar e desempenho da sua atividade. Profissional – Pessoa que executa um conjunto de tarefas, realizadas como trabalho e relativo a uma profissão e de modo profissional (contrário de amador). Objetivo final: Alcançar o respeito dos seus pares, empregadores, clientes e demais pessoas, pela sua forma de estar e desempenho da sua atividade. Alcançar a plenitude da Arte/profissão que executa, necessitando de estar atento, de querer aprender, de ser pró-ativo e assertivo; Contribuir com a sua forma de estar/trabalhar para a consolidação da sua profissão e da empresa para a qual trabalha. Equipa – Grupo de pessoas lideradas por um profissional, que se juntam para alcançar um objetivo em comum. Objetivo final: Agir como um elo interligado, cada um dos membros deve dar o melhor de si e das suas competências, de modo a alcançarem como um todo e com toda a performance necessária, a mais alta distinção profissional, honrando a Empresa para quem trabalham, a farda /profissão que representam e a si mesmo, como pessoa individual .

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ATUALIDADE

NOVO EDIFÍCIO ADMINISTRATIVO DE VALE PEDRAS ESTÁ CONCLUÍDO

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funcionalidade dos edifícios municipais é essencial não só para quem lá trabalha, mas também para a eficiência e eficácia do serviço prestado aos cidadãos e às empresas. Assim, numa lógica de melhorar o atendimento e dar um contributo efetivo no âmbito da modernização administrativa, a Autarquia tem vindo a desenvolver vários projetos na área da remodelação e melhoramento do património existente e da construção de novos edifícios. Entre as várias medidas tomadas há a destacar, em 2015, a reestruturação do espaço de atendimento no edifício dos Paços do Concelho, alteração que envolveu um investimento na ordem dos 60 mil euros. A intervenção consistiu na completa harmonização do espaço de atendimento, ALGARVE INFORMATIVO #127

que passou de oito para 14 balcões, numa nova disposição que beneficiou, também, da criação de uma zona de espera com capacidade para 18 lugares sentados, garantindo a melhoria das condições de trabalho dos funcionários e o acolhimento dos munícipes. O processo envolveu, para além da alteração do mobiliário, a substituição do sistema de atendimento, com instalação de filas de espera no R/C e no piso do Departamento de Obras, bem como a adequação do equipamento informático à nova realidade. Mais recentemente, realce para a conclusão do edifício administrativo de Vale Pedras, junto aos armazéns da Câmara Municipal de Albufeira, que já está em condições de acolher alguns dos serviços da Autarquia que atualmente se encontram a funcionar com algumas dificuldades de 74


espaço. A obra, com um valor de investimento superior a dois milhões de euros, corresponde à segunda fase das instalações dos Serviços Técnicos do Município, tendo a primeira fase contemplado a execução dos armazéns e infraestruturas gerais. O edifício encontra-se implantado numa área de 2.500 metros quadrados, distribuídos por três pisos, com estacionamento para 140 lugares, e irá albergar vários serviços que necessitam de melhores condições para poder funcionar com qualidade. O piso térreo integra as seguintes valências: Laboratório de Conservação e Restauro, Arqueologia e Reserva do Município, instalações do Serviço de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho e Arquivo Geral do Município. O piso 2 contempla um refeitório, instalações destinadas aos motoristas do Município, vários gabinetes técnicos, sala de formação e sala de reuniões. O piso 3 irá acolher mais alguns gabinetes técnicos e instalações de apoio. As novas instalações foram construídas com recurso a materiais tradicionais em contraponto com materiais modernos, o que confere ao edifício um aspeto de contemporaneidade. A fachada de cortina em vidro foi protegida com uma estrutura de ensombramento, constituída por um conjunto de lâminas orientáveis em alumínio com um sistema automático de variação da inclinação, em função de fatores como o ângulo da incidência solar, vento, entre outros. O edifício encontra-se também dotado de sistemas economizadores de energia, nomeadamente ao nível do aquecimento e arrefecimento ambiental e painéis solares na cobertura para aquecimento de águas sanitárias . 75

FEIRA DA PRAIA TRAZ MILHARES DE VISITANTES A VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

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tradicional Feira da Praia está de volta a Vila Real de Santo António, entre os dias 10 e 15 de outubro, das 10h à 1h. A feira distribui-se ao longo da Avenida da República e da Praça Marquês de Pombal, acolhendo milhares de visitantes, principalmente espanhóis, que no dia 12, feriado em Espanha, se deslocam até à cidade e às lojas do Centro Histórico. A Feira da Praia, nome pelo qual é conhecida desde sempre, teve origem no local primitivo da realização da mesma, frente aos areais de Monte Gordo, em 1765. Mais tarde, já no ano de 1774, data da fundação de Vila Real de Santo António, foi transferida para a cidade, ganhando a função de alargamento social e económico e tendo como objetivo a promoção das pescarias. Das utilidades, utensílios e roupas em exposição na Avenida da República, aos múltiplos produtos alimentares e tasquinhas presentes na Praça Marquês de Pombal, não vão faltar motivos para fazer uma visita até Vila Real de Santo António .

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ATUALIDADE

CASTRO MARIM PROMOVE UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL

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programa «Põe-te em Forma» regressa em outubro e promete uma vida mais saudável aos castro-marinenses, numa iniciativa da Câmara Municipal de Castro Marim desenvolvida no âmbito de uma política de promoção da atividade física gratuita. A meta é melhorar a saúde e o bem-estar dos munícipes, trabalhando ainda no sentido da prevenção da doença, física ou psicológica. De caráter gratuito, decorrem aulas de ginástica em Castro Marim, no Pavilhão Municipal José Guilhermino, às segundas e sextas-feiras (18h-19h), e em Altura, na antiga escola primária, às terças e quintas-feiras (18h-19h). Administradas por técnicos de desporto da Câmara Municipal de Castro Marim, as aulas primam pela variedade e atualidade dos treinos, desde o fitness ao body combat.

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Paralelamente, a autarquia de Castro Marim colocou em funcionamento o Gabinete de Prescrição da Atividade Física, cujo objetivo passa pela reeducação alimentar e apoio psicológico aos utentes, para que compreendam a importância da alimentação saudável e da prática regular de exercício físico e também para que não desistam dos novos objetivos. A autarquia de Castro Marim promove, também gratuitamente, aulas de ginástica para as crianças que frequentam o ensino préescolar no concelho. A par destas ações, funciona ainda o programa «Ao Ritmo dos 60», que consiste na prática regular de exercício físico adaptado, focado num envelhecimento ativo, mas o grande destaque vai para o inovador e pioneiro programa de combate à obesidade, com cerca de 150 aderentes. Ao longo dos anos, a Câmara Municipal de Castro Marim tem apoiado diferentes iniciativas desportivas, promovidas pelos clubes e associação do concelho. Atualmente, o município oferece um conjunto de modalidades diversificadas e adaptadas às diferentes faixas etárias, como zumba, pilates, atletismo, judo, defesa pessoal, dança, triatlo e duatlo e futsal . 76


IPDJ CELEBROU CONTRATOSPROGRAMA COM ASSOCIAÇÕES E CLUBES DESPORTIVOS DO ALGARVE

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Instituto Português do Desporto e Juventude assinou contratosprograma de apoio financeiro com 27 clubes e associações desportivas do Algarve, no âmbito do Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas (PRID) e do Programa Nacional de Desporto para Todos (PNDpT). O PRID destina-se a apoiar clubes e associações desportivas e tem como objetivo principal promover a requalificação das instalações desportivas ao serviço das populações. Já o PNDpT apoia a atividade desportiva dos 77

clubes e associações, a promoção de estilos de vida saudáveis, a educação e a integração social através do desporto para todos. O IPDJ Algarve recebeu 79 candidaturas e foram selecionados 27 projetos, sete no âmbito do PRID e 20 no âmbito do PNDpT, cuja qualidade revela o excelente trabalho dos clubes e das associações da região. Estes apoios são ferramentas e instrumentos fundamentais para o desenvolvimento desportivo do movimento associativo algarvio e, em 2018, o objetivo é dar continuidade a ambos os programas . ALGARVE INFORMATIVO #127


ATUALIDADE

CLÉVIO NÓBREGA GANHA BOLSA PARA ESTUDAR DOENÇA NEUROLÓGICA

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lévio Nóbrega, docente do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina da Universidade do Algarve, conquistou uma bolsa de 22 mil euros para estudar, ao longo dos próximos dois anos, a Ataxia Cerebelosa do tipo 2, uma doença rara do foro neurológico e ainda sem cura, que afeta o equilíbrio, a coordenação e a fala. O projeto, intitulado «Neuroprotective therapeutic approach of Spinocerebellar ataxia type 2: pharmacological targeting of AMPK», é financiado pela ATAXIA UK, uma instituição privada, sem fins lucrativos, que procura ajudar pacientes e famílias afetados pela doença. O objetivo da investigação, a ser desenvolvida no CBMR- Centro de Investigação em Biomedicina, no Laboratório de Neurociência Molecular, em colaboração com o CNC – Centro de

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Neurociências e Biologia Celular, pretende testar um fármaco já existente e autorizado para uso humano, para tentar atrasar a progressão desta doença. Recorde-se que, até ao momento, não existe qualquer tratamento para esta e outras doenças semelhantes, sendo aplicados apenas tratamentos sintomáticos incapazes de atrasar ou impedir a sua progressão. A confirmar-se a hipótese, a equipa de Clévio Nóbrega pode mesmo dar um importante passo no tratamento da doença, uma vez que a aplicabilidade do fármaco poderá ser acelerada por não se tratar de um medicamento experimental. A iniciar-se já em outubro do corrente ano, este é mais um dos projetos inovadores em todo o mundo que procuram, através do financiamento das suas investigações, desenvolver tratamentos e alternativas no âmbito dos diversos tipos de Ataxias .

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LOULÉ VOLTA A SER UM DOS MUNICÍPIOS MAIS SUSTENTÁVEIS DO PAÍS

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oulé voltou a destacar-se, em 2017, no âmbito do ECOXXI (Bandeira Verde), galardão atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), numa cerimónia que decorreu no Centro de Congressos do Estoril, no dia 28 de setembro. O município algarvio posicionou-se em segundo lugar no contexto de 53 candidaturas em todo o país a este Programa, reafirmando a sua política de boas práticas sustentáveis e qualidade ambiental. Este ano, a candidatura de Loulé obteve um Índice ECOXXI de 84 por cento, evidenciando-se nas áreas da promoção da educação ambiental/educação para o desenvolvimento sustentável por iniciativa do Município, implementação do Programa Bandeira Azul, cooperação com a sociedade civil, conservação da Natureza e Biodiversidade e mobilidade sustentável. Também nos parâmetros relativos à informação disponibilizada aos 79

munícipes, emprego e turismo sustentável Loulé teve nota de registo. 2017 destaca-se por ser o ano em que se verificou o maior número de participações no Programa ECOXXI, num total de 53, mais sete do que em 2016. Apenas Guimarães, primeiro classificado, conseguiu um resultado superior a Loulé. No top 4 constam ainda as autarquias da Lousã (3.ª classificada) e de Águeda (4.ª classificada). Recorde-se que, desde o ano de arranque deste Programa, em 2005, Loulé foi sempre participante, distinguido e premiado nos lugares cimeiros. A Bandeira Verde ficará hasteada no edifício dos Paços do Concelho, ao longo do ano, como símbolo máximo de um trabalho em prol do desenvolvimento sustentável, evidenciado na concretização de medidas, ações e políticas de sustentabilidade. Loulé recebeu igualmente uma Medalha e Diploma .

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SÃO BRÁS DE ALPORTEL PODE CONSTITUIR DUAS NOVAS ZONAS DE INTERVENÇÃO FLORESTAL

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ão Brás de Alportel tem a oportunidade de criar duas novas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) na Serra do Caldeirão, no âmbito do Plano Nacional que está em curso, depois do aviso de abertura das candidaturas ter sido publicado a 2 de outubro. Para esse efeito, a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, com sede em Barranco do Velho, parceira do Município de São Brás de Alportel na

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gestão do território e defesa da floresta, já se encontra a preparar a necessária candidatura para a constituição da ZIF II – Arimbo (que compreende a área mais a sul da zona serrana do concelho, integrando os sítios de Arimbo, Pêro de Amigos e Cova da Muda até Javali) e da ZIF III - Cabeça do Velho (que compreende uma vasta área a norte do concelho, com um perímetro que integra Cabeça do Velho e Parises).

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A criação destas duas novas Zonas de Intervenção de Florestal virá reforçar o trabalho de proteção da floresta contra incêndios, complementando o que tem vindo a ser desenvolvido na única zona existente até ao momento, a ZIF I (que integra Javali, Menta, Corgas Bravas, Boiça, entre outros sítios). As Zonas de Intervenção Florestal têm um papel fundamental na gestão do território florestal, permitindo aos proprietários de terrenos nestas áreas ser representados por uma entidade competente para criar planos de ação e preparar candidaturas a fundos nacionais e comunitários, que reforcem a capacidade de intervenção no território. A adesão a uma Zona de Intervenção Florestal é gratuita e o proprietário dos

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terrenos integrados nesta área pode beneficiar de apoios para a limpeza e valorização das suas propriedades, previstos para estas zonas assim constituídas. Para juntar o seu terreno a estas novas Zonas de Intervenção Florestal, os proprietários necessitam apenas de apresentar-se na associação de produtores florestais (em Barranco do Velho) ou na Câmara Municipal de São Brás de Alportel, acompanhados da respetiva caderneta da(s) propriedade(s) para manifestar o seu interesse. Os proprietários e interessados podem consultar os mapas das futuras Zonas de Intervenção Florestal na Câmara Municipal de São Brás de Alportel ou na sede da Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão .

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NOVEMBRO RECEBE X FESTIVAL DE ÓRGÃO DO ALGARVE

Associação Cultural Música XXI organiza a 10.ª edição do Festival de Órgão do Algarve, que percorre os concelhos de Faro, Portimão, Loulé e Tavira. Vão ser 10 concertos distribuídos por várias igrejas da região, entre os dias 3 e 25 de novembro. Portimão acolhe o concerto inaugural do Festival, a 3 de novembro, na Igreja Matriz, com o organista António Esteireiro e a participação do Coral Adágio dirigido pelo maestro António Alves. Em conjunto apresentarão uma obra do compositor alemão Heinrich

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Schütz inspirada num salmo religioso. O concerto seguinte na Igreja Matriz de Portimão tem lugar a 10 de novembro, com a organista Daniela Moreira. Com obras de carácter bastante vivo e contrastante, o programa colocará à prova as potencialidades deste órgão de tubos. A Igreja Matriz de Boliqueime acolhe, a 17 de novembro, o primeiro dos concertos de órgão no local, com o organista Daniel Oliveira e o violinista Alexêi Tolpygo. Serão apresentadas obras predominantemente italianas e na forma de sonatas, adaptadas a este duo instrumental. A 24 de novembro é 82


a vez do organista André Ferreira se apresentar na Igreja Matriz de Boliqueime. Num programa intitulado «O canto dos pássaros», muito haverá por descobrir nas obras selecionadas para o concerto. Em Tavira, a Igreja da Misericórdia é a anfitriã, a 17 de novembro, do organista André Ferreira para um programa de concerto contrastante que versará «O sacro e o profano no barroco italiano». Na semana seguinte, a 24 de novembro, o órgão da Igreja de Santiago ecoará pelas mãos da organista brasileira Elisa Freixo, que apresentará obras de compositores menos conhecidos. Os concertos em Faro iniciam-se a 4 de novembro, na Igreja do Carmo, com um concerto a solo pelo organista António Esteireiro. A 18 de novembro, no mesmo local, mas no formato de música de câmara, tem lugar a apresentação de

Daniel Oliveira e Alexêi Tolpygo (órgão e violino barroco). Na Sé de Faro, o órgão histórico soará a 11 de novembro com um concerto único do conceituado maestro e músico holandês Ton Koopman, considerado por muitos o melhor organista da atualidade. Fascinado pela música clássica e barroca, tendo-se fixado particularmente em Johann Sebastian Bach e Dietrich Buxtehude, ouviremos a mestria na execução de algumas obras destes compositores. O encerramento do Festival ficará a cargo de Elisa Freixo, na Sé de Faro, a 25 de novembro. A organista brasileira tem uma das mais importantes carreiras no Brasil e é responsável pela série de concertos no órgão histórico instalado na Sé de Mariana, instrumento que é considerado gémeo do órgão da Sé de Faro. Todos os concertos realizam-se às 21h30 e são de entrada livre.

TERRAXAMA É O PRÓXIMO CONVIDADO DO «ALGARVE (IN)TEMPORAL»

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«Algarve (in)temporal: ciclo de divulgação artística da Música, Literatura, Gastronomia e Património» regressa, no dia 13 de outubro, com a atuação do grupo TerraXama, no Centro Paroquial de Pêra, pelas 21h30. No concerto recriam-se ambientes da música antiga trovadoresca, sefardita e islâmica, lado a lado com temas da tradição oral ibérica, cigana ou balcânica, numa viagem sonora e emocional pelas memórias coletivas, um remexer de raízes antigas, um continuar de caminhos ancestrais.

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Este ciclo procura trazer a cada sessão uma combinação de música, literatura, gastronomia e património, promovendo autênticas viagens no tempo ao sabor do imaginário, tradições e identidade. Pretende igualmente dar a conhecer as práticas artísticas da região em momentos animados e que permitam despertar a curiosidade dos participantes, numa aposta na vitalidade, qualidade, originalidade e diferenciação no que concerne à programação cultural, bem como na pluralidade e diversificação de formatos, conteúdos, abordagens, públicosalvo e áreas geográficas . ALGARVE INFORMATIVO #127


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ALGARVE ELEITO, MAIS UMA VEZ, COMO MELHOR DESTINO DE PRAIA DA EUROPA

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Algarve foi reeleito Melhor Destino de Praia da Europa nos World Travel Awards 2017, numa cerimónia realizada em São Petersburgo, na Rússia. Nesta edição dos Óscares do Turismo, o Algarve voltou a ser distinguido pela qualidade das suas águas e praias e pela beleza natural da sua costa, mas também pela excelência das suas unidades hoteleiras que arrecadaram 11 prémios no total, nas categorias europeia (7) e nacional (4). “Só poderia estar orgulhoso pela região e por todos os que têm contribuído ao longo ALGARVE INFORMATIVO #127

dos anos para fazer do Algarve um destino turístico de excelência. A região já é reconhecida mundialmente pelas suas praias e os turistas estão agora a descobrir um novo Algarve que inclui vários outros atributos de excelência. É o caso da oferta hoteleira e do nosso património, da nossa gastronomia, as condições excecionais para a prática desportiva, a nossa fauna e flora, entre muitas outras qualidades, que fazem da região um destino ideal para qualquer mês do ano”, afirma Desidério Silva, Presidente da Região de Turismo do Algarve.

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Principal destino de férias nacional, o Algarve espera registar até ao final do ano cerca de 20 milhões de dormidas. Este ano, a região já recebeu inúmeros prémios nacionais e internacionais, como o Marca de Confiança pelas Seleções do Reader's Digest e o de Melhor Região de Turismo Nacional nos Publituris Portugal Travel Awards, ao qual se junta agora o de Melhor Destino de Praia da Europa. A hotelaria algarvia também foi distinguida em grande número nos Óscares do Turismo, com onze prémios arrecadados entre as melhores unidades da Europa e de Portugal. Na secção Europa, o Vila Joya conseguiu duas distinções, a de Melhor Boutique Resort e a de Melhor Boutique Hotel; o Hotel Quinta do Lago foi eleito o Melhor Resort de Praia; o Monte Santo Resort foi consagrado o Resort Mais Romântico; o EPIC SANA Algarve venceu na categoria de Melhor Lifestyle Resort e o Conrad

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Algarve na de Melhor Resort Lifestyle de Luxo; enquanto o Ria Park Hotel foi designado Melhor Hotel Meetings & Conference da Europa. Na classe Portugal, o Hilton Vilamoura As Cascatas Golf Resort & Spa foi eleito o Melhor Resort; o Pine Cliffs Resort foi consagrado o Melhor Resort Familiar; o Ria Park Hotel foi nomeado Melhor Conference Hotel; e o Dunas Douradas Beach Club foi designado como Melhor Villa Resort de Portugal. A primeira edição dos World Travel Awards teve lugar em 1993 e, ao longo dos anos, tem vindo a reconhecer as organizações que prestam serviços de excelência na indústria do turismo, a nível mundial, de modo a estimular a competitividade e a qualidade do setor. A seleção dos nomeados é realizada à escala mundial por milhares de profissionais, que todos os anos escolhem os seus favoritos .

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