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ALGARVE INFORMATIVO 16 de setembro, 2017
CARLÃO «PARTIU A CASA TODA» EM LOULÉ REGRESSO ÀS AULAS ENCONTROS DE IBN AMMAR VINDIMAS NA QUINTA DA TÔR FEIRA DA DIETA MEDITERRÂNICA FESTIVAL DO PERCEVE FESTA 1 DOS PESCADORES
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CONTEÚDOS ARTIGOS 8- Atualidade 40 - Feira da Dieta Mediterrânica 48 - Festival do Perceve 52 - Festas do Pescador 58 - Encontros de Ibn Ammar 66 - Vindimas na Quinta da Tôr 86- Francisco Marques 94 - Carlão 124 - Atualidade
OPINIÃO 106 - Paulo Cunha 108 - Paulo Bernardo 110 - Mirian Tavares 112 - Adília César 114 - Nelson Lima 116 - Antónia Correia 118 - Carlos Gouveia Martins 119 - Diogo Agostinho 120 - Augusto Lima 94 40
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FARO FESTEJOU DIA DO MUNICÍPIO Texto:
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aro comemorou, a 7 de setembro, mais um Dia do Município, que começou, como habitualmente, com a Cerimónia do Içar da Bandeira, seguida da Sessão Solene, nos Paços do Município. Para além da atribuição de Medalhas de Bons Serviços e Dedicação a Funcionários Municipais, a autarquia prestou homenagem a dez individualidades e coletividades do concelho, designadamente: António Justo (ARPI, a
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Fotografia: título póstumo), António Branco (Reitor da Universidade do Algarve), Diogo Piçarra (músico), Ginásio Clube Farense, Joaquim Arenga (Grupo EDP), João Maria Larguito Claro (médico, antigo Diretor Clínico do Hospital de Faro), José Sousa Uva (treinador de atletismo), Conselho Regional da Ordem dos Advogados, Delegação Distrital da Ordem dos Engenheiros e Delegação Regional da Ordem dos Médicos. 8
No uso da palavra, Rogério Bacalhau confirmou que um concelho como Faro se desenvolve graças ao valor e capacidade de quem nele vive ou trabalha, mas também graças àqueles que evoluem fora dele e que capitalizam para a sua terra o prestígio advindo do alto mérito das suas carreiras. Homens e mulheres, entidades e associações, que foram distinguidos durante a Sessão Solene e cujos nomes foram a votos em Assembleia Municipal. “Na sua terra ou fora dela acrescentaram altura ao estandarte de Faro e deram maior dimensão ao nosso orgulho coletivo”, frisou o presidente da Câmara Municipal de Faro, antes de abordar a situação atual do concelho que lidera. “Já não somos um doente severo como éramos há poucos anos. Já não temos problemas que pareciam insanáveis em matéria financeira e orçamental. Já não somos maus pagadores, como ainda há
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pouco éramos, levando tantos deste concelho à asfixia financeira e à morte comercial. Recuperamos a boa imagem do município, mostrando que era possível cortar mais de 60 por cento da dívida total e, ao mesmo tempo, ganhar eficiência operacional”, sublinhou o autarca. Para Rogério Bacalhau, valeu a pena o sacrifício dos farenses no passado recente, que se traduziram num concelho de cabeça erguida. “Sabemos que não devemos nada que não possamos pagar, nem compramos nada sem pagar de seguida, o que é notável para uma câmara que demorava 400 dias para liquidar as suas faturas. Hoje, Faro orgulha-se de poder dizer que o PAEL e o Plano de Reequilíbrio Financeiro são coisas do passado. Ao fim de oito anos, voltamos à normalidade de uma gestão autónoma
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ATUALIDADE e sem interferências externas, o que é fruto da capacidade de sacrifício dos munícipes, empresas, associações e dos nossos trabalhadores”, reconheceu o edil farense. O presidente da Câmara Municipal de Faro lembrou ainda os melhoramentos do espaço público, do centro histórico, da baixa e das áreas da regeneração urbana, que cumprem a sua missão de alavanca da economia e do comércio local. Eventos como o «Baixa Street Fest», o Festival F ou o «Alameda Beer Fest» também foram recordados, assim como os apoios dados no campo da educação e às coletividades, atribuídos de acordo com critérios objetivos. “Graças ao «Faro Requalifica», onde se viam buracos observam-se, agora, caminhos asfaltados, estradas declaradas e avenidas sinalizadas. Fizemos o maior investimento em mais de uma década em betuminoso”, destacou também Rogério Bacalhau. Nem tudo são rosas, porém, e o autarca lamenta que Faro continue a não ter o litoral que tanto deseja e que pode ter. “Veja-se o Porto Comercial, sem expetativas nem investimento. Veja-se a velha Doca, com os barcos em doca seca, os muros cheios de fissuras e as infiltrações de água nas artérias circundantes e a necessitar de limpeza. Enquanto esperamos pela intervenção da Docapesca, assistimos a uma cidade a crescer a duas velocidades. No casco urbano verificase um assinalável desenvolvimento, no litoral, prossegue o abandono. Por isso, os farenses exigem, com razão, que a Docapesca atue já, ALGARVE INFORMATIVO #124
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independentemente da configuração de projetos futuros. Exigem ainda à Ministra do Mar e à Administração dos Portos de Sines e do Algarve que não deixem o Porto Comercial morrer, que ouçam a Câmara Municipal e as ideias que temos a esse respeito”, reivindicou Rogério Bacalhau, acrescentando que “gerir o litoral é criar condições para que o Mar e a Ria Formosa sejam mais-valias para o território e para a comunidade, preservando sempre o meio ambiente”. A finalizar a sua intervenção durante a Sessão Solene do Dia do Município, Rogério Bacalhau notou que a capacidade de crescimento de Faro colocou o concelho no mapa. “A nossa especialização no turismo, cultura e ciência está a aparecer. Somos uma comunidade cada vez mais forte, coesa e próspera. Saibamos todos nós valorizar as nossas potencialidades e dar o valor devido a Faro e aos farenses, os que cá nasceram e os que cá vivem. Só assim os sinais claros de crescimento que agora se observam podem ser uma antecâmara de um ciclo virtuoso que todos desejamos e antecipamos para o nosso concelho e para as nossas gentes”, concluiu o presidente da Câmara Municipal de Faro. Os festejos prosseguiram com o descerramento da placa toponímica «Rua Álvaro Paço», uma homenagem ao empresário e benemérito da Conceição de Faro, Álvaro dos Santos Calçada Paço. A 11
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ATUALIDADE parte da tarde foi preenchida por várias inaugurações, a começar pela Clínica Lusíadas, no Largo Mercado e continuando com a Sala de Formação na sede da Associação Humanitária dos Bombeiros de Faro «Cruz Lusa», e a Estrada dos Gorjões Requalificada, obra do Programa Faro Requalifica que permitiu recuperar a via e bermas desde Santa Bárbara de Nexe até ao cruzamento da Goldra. A finalizar a tarde teve lugar o descerramento do Memorial aos Combatentes da Guerra do Ultramar, erigido pelo Município no Jardim Guerreiro da Ângela, em Santa Bárbara de Nexe, em homenagem a todos os soldados oriundos daquela Freguesia que perderam a vida na Guerra Ultramar. Na ocasião foi ainda apresentado um livro de imagens e recordações de todos os soldados destacados para a Guerra, da autoria do nexense José Coelho Mestre, com o apoio desta autarquia. A Cerimónia de Entrega ao Município do Jardim Sul do Palácio de Estoi, no âmbito do protocolo estabelecido com a Enatur, concluiu a parte diurna do programa. À noite, assistiu-se ao descerramento da placa de homenagem a António Justo, junto ao Jardim da ARPI, terminando o dia com um concerto no Palco da Doca, às 22h, a cargo do projeto de Afonso Dias, «Andanças e Cantorias» .
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Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro
Diogo Piçarra, um dos homenageados, com o vice-presidente da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos
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ATUALIDADE A Sessão Solene do Dia do Município de Faro terminou com um minuto de silêncio em memória de Joaquim Guerreiro, recentemente falecido
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MARIZA DEU UM ESPETÁCULO «MÁGICO» EM SAGRES Texto:
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o dia 2 de setembro, cerca de 10 mil pessoas assistiram ao concerto que Mariza deu no cenário deslumbrante da Praia da Mareta, em Sagres. O espetáculo foi oferecido aos residentes em Vila do Bispo e nos concelhos vizinhos, bem como aos muitos turistas de férias na ponta da Costa Vicentina, pelo município de Vila do Bispo. O evento foi, de facto, memorável, com ALGARVE INFORMATIVO #124
Fotografia: a fadista a levar os seus fãs, ao longo de duas horas, numa viagem pelas suas sonoridades tão próprias e únicas. Assim, escutaram-se os temas do mais recente álbum de Mariza, «Mundo 360», mas não foram esquecidos outros grandes sucessos desta artista que, em 16 anos de carreira, já vendeu mais de dois milhões de discos em mais de 35 países, popularizando canções como «Ó Gente da Minha Terra» e «Chuva» . 18
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NELSON PEREIRA E MIGUEL PINHEIRO SAGRAM-SE CAMPEÕES NACIONAIS DE FUTEVÓLEI Texto:
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momento de todas as decisões da 12.ª edição do Campeonato Nacional de Futevólei teve lugar na Praia da Vila de Carvoeiro, em Lagoa, no fim-de-semana de 2 e 3 de setembro. Os grandes vencedores foram Nelson Pereira e Miguel Pinheiro, do Clube Desportivo da Póvoa (CDP), que conquistaram o título de Campeões Nacionais de Futevólei 2017, tornando-se desta forma tetracampeões no ano em que foram também campeões europeus. A final foi um jogo extremamente bem disputado, com Nelson e Miguel a vencerem Beto Correia e Filipe Santos, também do CDP, por 2-0 em sets, com os parciais de 19-17 e 19-17. Em 3.º lugar do campeonato ficaram Alan Cavalcanti e Nilson Júnior (Victory C. Lisboa), com Pedro Salvador e Bonga (CDP) a quedarem-se na quarta posição . ALGARVE INFORMATIVO #124
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ELENCO DA NOVA TELENOVELA DA SIC VISITOU VILA DO BISPO Texto:
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nova telenovela da SIC, «Paixão», foi apresentada, no dia 8 de setembro, no Forte do Beliche, em Sagres, precisamente um dos locais onde a mais recente produção da SP Televisão foi filmada. “Esta parceria com a Câmara Municipal de Vila do Bispo é fundamental para a consolidação da ficção portuguesa porque, para se ter público, é preciso ter boas histórias, bem representadas e bem dirigidas, mas também é necessário corrermos o país. É uma mais-valia podermos fazer ficção em Vila do Bispo”, ALGARVE INFORMATIVO #124
Fotografia: apontou António Palma, administrador da SP Televisão. “Há que enaltecer esta atitude de algumas autarquias e administrações do território em nos ajudar a sair de Lisboa para filmar em todo o país, o que depois se repercute em termos de audiência. Queremos histórias portuguesas, passadas em Portugal, feitas por portugueses e filmadas em Portugal de Norte a Sul. E só conseguimos fazer aquilo que gostamos quando há uma estação como a SIC que acredita em nós”. 26
Para Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, não há dúvidas de que esta é uma excelente forma de promover o concelho a nível nacional e nos países de língua oficial portuguesa. “É importante atrair novos mercados, principalmente na época baixa. Temos enormes potencialidades no turismo de natureza, na geologia, arqueologia e paleontologia, na gastronomia, na fauna e flora, imensas coisas de que as pessoas podem desfrutar, de forma tranquila, em lazer, sem stress”, destacou o edil. As imagens paradisíacas de Vila do Bispo são, de facto, muito conhecidas, mas agora vão chegar a casa de milhões de portugueses, todas as noites, servindo de pano de fundo ao enredo de «Paixão», para satisfação do autarca. “Vila do Bispo já é bonita por si só mas, filmada por
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profissionais, com equipamentos de ponta, ganha um encanto diferente e muitas pessoas vão querer conhecer este canto de Portugal. É uma aposta que vai dar resultados no curto prazo e o dinheiro que a câmara municipal investiu nesta produção vai ter, certamente, o seu retorno”, afiançou Adelino Soares. “Estes projetos devem ser acarinhados e os autarcas têm que valorizar mais as empresas e os empresários que querem investir nos seus territórios. Em Vila do Bispo temos tido uma atitude de grande proximidade em relação aos investidores e os resultados estão à vista. Esta telenovela tem muitos episódios, todos os dias vão entrar as nossas paisagens nos lares dos portugueses e isso teria um custo incalculável se estivéssemos a falar em publicidade tradicional”, concluiu Adelino Soares .
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GRUPO LUSÍADAS SAÚDE INAUGUROU CLÍNICA JUNTO AO MERCADO MUNICIPAL DE FARO Texto:
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oi oficialmente inaugurada, no dia 7 de setembro, a Clínica Lusíadas Faro, a quarta unidade Lusíadas Saúde no Algarve, que tornará os cuidados de saúde mais acessíveis a toda a população da região. Localizada no Largo Dr. Francisco Sá Carneiro, n.º 1, ao lado do Mercado Municipal de Faro, a Clínica Lusíadas Faro vai disponibilizar à população algarvia 19 gabinetes de consulta, duas salas de tratamento e seis salas de exames de apoio às mais de duas dezenas de especialidades
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médicas e cirúrgicas (ecografia, mamografia, exames de cardiologia, de otorrinolaringologia, de oftalmologia, entre outros). A abertura da nova clínica é o reflexo da aposta do grupo Lusíadas Saúde na região algarvia, conforme destacou, na ocasião, o administrador João Martins. “É uma unidade que nos deixa bastante orgulhosos, porque a saúde é algo indispensável a todos. Somos um grupo
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ATUALIDADE privado, mas estamos aqui para beneficiar todos aqueles que precisam de assistência. Mais do que números, são pessoas que são tratadas aqui”, sublinhou, palavras reforçadas por Nuno Lourenço, Diretor-Geral das quatro unidades Lusíadas no Algarve. “As pessoas são a nossa prioridade e, por isso, a Clínica Lusíadas Faro vai permitir a realização de exames e tratamentos com recurso à tecnologia mais atual. Esta clínica tem ainda a particularidade de estar mais acessível à população, devido à sua localização estratégica no centro de Faro, e oferece facilidade de estacionamento”. A inauguração oficial aconteceu em Dia do Município de Faro e Rogério Bacalhau fez questão de agradecer ao Grupo Lusíadas Saúde por mais este investimento realizado na capital algarvia. “O Hospital Lusíadas Faro foi crescendo, ao longo dos anos, à medida das necessidades e, por isso, não teve o planeamento de espaço
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que seria mais indicado. Aqui temos uma unidade preparada e pensada para a resposta que é preciso dar aos utentes”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Faro, enaltecendo igualmente a posição central em que a Clínica Lusíadas Faro está instalada. Com esta abertura, o Hospital Lusíadas Faro concentrará a sua atividade no atendimento urgente 24h, bloco operatório e internamento, mantendose igualmente no hospital as consultas e procedimentos de ortopedia e de acidentes de trabalho. Todas as outras consultas em regime de ambulatório passam a ser realizadas na nova clínica. Para além da Clínica Lusíadas Faro e do Hospital Lusíadas Faro, a Lusíadas Saúde tem mais duas unidades no Algarve, nomeadamente a Clínica Lusíadas Forum Algarve e o Hospital Lusíadas Albufeira.
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LOULÉ QUER SER UMA CIDADE MAIS VERDE E PROMOVER O CONVÍVIO ENTRE VIZINHOS Texto:
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Programa «Uma Praça no meu Bairro» arrancou, no dia 1 de setembro, com a inauguração da obra de requalificação do espaço público na Urbanização das Romeirinhas, em Loulé, que teve como objetivo criar uma zona de encontro da comunidade local, promover o sentimento de vizinhança e, em simultâneo, melhorar a qualidade do 31
espaço público numa área residencial já consolidada. A criação de um espaço verde infraestruturado que terá as funções de estadia, prática desportiva informal, recreação infantil, entre outras, o ordenamento do estacionamento, a plantação de árvores, a instalação de ALGARVE INFORMATIVO #124
ATUALIDADE mobiliário urbano e a adaptação das infraestruturas existentes, foram alguns dos trabalhos realizados, numa intervenção cujo custo ascendeu aos 140 mil euros. Destaque ainda para a inclusão de uma peça escultural da autoria de Henrique Silva, morador da urbanização, que a ofereceu à edilidade. “Temos aqui um espaço lindíssimo e ver as pessoas a sorrir é o melhor sinal que podemos ter de que estão satisfeitas. Perguntámos aos moradores que tipo de intervenção gostariam de ter aqui, voltámos cá para apresentar o projeto depois de ele estar concluído e é essa a estratégia que vamos cada vez mais utilizando: ouvir, ouvir, ouvir”, afirmou Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé. De acordo com o edil, esta postura é a melhor garantia de que o resultado final vai de encontro aos anseios e aspirações
dos cidadãos, do mesmo modo que, às vezes, as obras mais pequenas são as mais importantes para o dia-a-dia das pessoas. “No futuro, as obras que a autarquia vai realizar serão cada vez mais de grande proximidade aos cidadãos e para melhorar o espaço público. Estamos num tempo em que as cidades têm que ser mais bonitas, estar mais arrumadas e limpas, possuir mais locais para o convívio, ter passeios mais generosos, equipamentos para os residentes exercitarem o físico. A sociedade de que mais gostamos é aquela em que saímos de casa, convivemos com os vizinhos, fazemos exercício físico, conversamos e partilhamos alegrias e tristezas”, entende Vítor Aleixo. Foi com essa ideia em mente que surgiu o Programa «Uma Praça no meu
Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé ALGARVE INFORMATIVO #124
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Bairro», do qual a requalificação da Urbanização das Romeirinhas é o primeiro capítulo, mas outros se seguirão, garantiu o edil louletano. “É importante que as pessoas conversem mais, que estejam juntas, que não se isolem em casa, que vejam menos televisão. Nas escolas, procuramos orientar a nossa política educativa no sentido de sensibilizar as crianças para que façam mais exercício físico. No terreno, fazemos este tipo de espaços para que os moradores possam ter um estilo de vida mais convivial e saudável”, finalizou o presidente da Câmara Municipal de Loulé .
Henrique Silva, autor da peça escultural «Fertilidade»
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MÁRCIO MARREIROS VENCEU RALLY MUNICÍPIO DE ALBUFEIRA Texto:
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árcio Marreiros foi o grande vencedor do Rally Município de Albufeira, prova que se realizou pelo segundo ano consecutivo no concelho de Albufeira e que integrou o Campeonato Regional Rallyes do Sul. A competição decorreu nos dias 9 e 10 de setembro, com uma Super Especial disputada na noite de sábado, na Avenida dos Descobrimentos, com milhares de pessoas a assistir. “O público demonstrou, uma vez mais, grande interesse em assistir a esta Super Especial e em ver os carros em pormenor no local das assistências”, referiu o Clube Automóvel do Sul, entidade organizadora ALGARVE INFORMATIVO #124
da prova, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira. No domingo, a competição realizou-se nas freguesias de Ferreiras e Paderne, com troços bastante disputados pelos pilotos que lutaram até ao fim por um lugar no pódio. Em segundo lugar ficou Ricardo Filipe, num Mitsubishi, deixando a terceira posição para João Martins, também ao volante de um Mitsubishi Evo. Destaque para a participação dos pilotos locais José Martins (5.º lugar), Bruno Alambre (10.º lugar) e António Correia (14.º lugar). 34
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ATUALIDADE Refira-se que o carro «Zero», carro de segurança a que se seguem os concorrentes, teve também ao volante um piloto albufeirense, Ricardo Teodósio, que levou a seu lado, como navegador, o presidente da Assembleia Municipal de Albufeira, Paulo Freitas. “Este ano tivemos um rally com mais quilómetros de Provas Especiais de Classificação, distribuídas pela Super Especial de Albufeira, PEC Canais e PEC Alcaria, que totalizaram 50,08 Km”, explica o diretor da prova, José Martins, garantindo que foi um rally sem incidentes, o que deixa a organização satisfeita. Para Carlos Silva e Sousa, esta é uma aposta para continuar, “porque o Algarve tem uma grande tradição de desportos motorizados e Albufeira quer ocupar um papel de relevo, quer pela qualidade e estatuto dos nossos pilotos, quer pela grande quantidade de adeptos da modalidade” .
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UM HINO À DIETA MEDITERRÂNICA EM TAVIRA No ano em que passou o testemunho da coordenação dos Estados e Comunidades Representativas da Dieta Mediterrânica, Tavira foi palco, de 7 a 10 de setembro, da V Feira da Dieta Mediterrânica, um verdadeiro hino a este estilo de vida tão característico dos algarvios. Foram quatro dias repletos de iniciativas que juntaram diversas entidades regionais, produtores e artesão locais, ao longo dos cenários paradisíacos da cidade do Rio Gilão. Texto: ALGARVE INFORMATIVO #124
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e 7 a 10 de setembro realizou-se a V Feira da Dieta Mediterrânica, no centro histórico de Tavira, junto às margens do rio Gilão e na colina genética do alto de Santa Maria. No momento em que Portugal e Tavira concluíram a coordenação anual dos sete Estados e Comunidades da Dieta Mediterrânica, com delegações dos países presentes nesta Feira, cumpriram-se os objetivos de educação e transmissão dos valores ancestrais da Dieta Mediterrânica, de desenvolvimento de programas de saúde alimentar comunitária e de estilos de vida saudáveis, de valorização dos produtos do mar e da terra, endógenos e de proximidade, fortalecendo as economias regionais e locais e estimulando relações de confraternização e partilha. O respeito pelo meio ambiente e a preservação dos ecossistemas e ALGARVE INFORMATIVO #124
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das paisagens culturais concedem à Dieta Mediterrânica um papel acrescido como instrumento de contenção das alterações climáticas, de proteção das capacidades dos solos e resposta às recomendações da FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura em relação às «dietas sustentáveis» pela sua escassa «pegada ecológica». O Ano Internacional do Turismo Sustentável decretado pela UNESCO para 2017 veio chamar igualmente a atenção dos agentes do setor e da população para a gestão correta de recursos não renováveis. Neste enquadramento, a programação do certame apresentou atrativos para todas as idades e públicos, com uma feira institucional, mercado de produtores, concertos, teatro e danças mediterrânicas, arruadas filarmónicas e charangas, oficinas culinárias, aconselhamento cardiovascular e ALGARVE INFORMATIVO #124
nutricional, atividade física, jardim mediterrânico com espécies botânicas, exposições de sementes e variedades endógenas, Vaivém Oceanário, jogos e espetáculos para crianças, conferências e conversas sobre temáticas relacionadas com a Dieta Mediterrânica, restaurantes e tascas, artesanato. No campo da música, o destaque foi para os concertos, na Praça da República, dos Deolinda, do espanhol Miguel Poveda, da fadista Raquel Tavares e dos HMB. Sangre Ibérico, Monda, António Chainho, Savina Yannattou (Grécia), Capitão Fausto atuaram no palco do Castelo, enquanto que a guitarrista Marta Pereira da Costa se exibiu na Igreja Misericórdia. Na Igreja das Ondas ouviuse flauta, a voz e guitarra mediterrânicas de Isa Peixinho e Jorge Anacleto, temas e danças do mediterrâneo com Yan Mikirumov e Marco Fernandes, a harpa 44
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de Helena Madeira e o coro Jubilate Deo. Realce ainda para as participações locais dos ranchos folclóricos, da Banda Musical de Tavira, dos grupos de música popular portuguesa e coral, das oficinas de danças tradicionais mediterrânicas, assim como de fadistas, no Largo da Capela de Nossa Senhora da Piedade. Para o público infantojuvenil foi pensado um programa especial, com o Largo do Brincar, espaço para contos tradicionais com António Fontinha, Marionetas Mandrágora e Companhia Valdevinos, o espetáculo «Mão Verde», com música de Pedro Geraldes, as lengalengas cantaroladas por Capicua e muitas outras surpresas. A gastronomia mediterrânica, com sabores do mar e da terra, esteve em evidência na «Praça da Convivialidade», localizada junto ao Castelo de Tavira no Parque do Palácio da Galeria. Também os restaurantes do litoral, do barrocal e da serra se ALGARVE INFORMATIVO #124
associaram à Feira da Dieta Mediterrânica e disponibilizaram, durante o certame, ementas mediterrânicas. Foi igualmente possível usufruir de atividades de animação turística, passeios pedestres, caiaque e bicicleta, bem como visitar as Coleções de Fruteiras, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), sob a orientação dos técnicos da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Algarve). Mais visitas guiadas se puderam fazer, desta feita à exposição «Dieta Mediterrânica, Património Cultural Milenar», patente no Museu Municipal de Tavira – Palácio da Galeria, sob a orientação da antropóloga Luísa Ricardo. A exposição reflete a história e as histórias; as comidas, da paisagem até ao prato; os ritmos e os compassos da festa; os gestos do quotidiano e as memórias do antigamente .
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VILA DO BISPO ACOLHEU VI FESTIVAL DO PERCEVE Texto:
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elo sexto ano consecutivo, Vila do Bispo recebeu o Festival do Perceve, de 8 a 10 de setembro, no recinto da Escola E.B. 2,3 de S. Vicente. Considerado um verdadeiro ícone de Vila do Bispo, o perceve voltou a estar em destaque nesta localidade da costa vicentina em três dias dedicados aos sabores do mar que fizeram as delícias de milhares de visitantes. Além da estrela da festa, houve ainda mexilhões, feijoada de choco, lapas grelhadas, moreia frita, navalheiras, salada de polvo, camarão, papas de mexilhão e choco frito, entre outros petiscos capazes de saciar os paladares mais exigentes. A par das iguarias da cozinha vila-bispense, o Festival contou com muita animação musical, desde os Undercover e Humberto Silva no primeiro dia, à atuação de Evandro Cabral, Helena Candeias e Fábio Muchacho no sábado e ao Rancho Folclórico e Etnográfico de Odiáxere, Acoustchiks e Emanuel Martins no domingo. O Festival do Perceve é uma organização da Associação dos Marisqueiros de Vila do Bispo, com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Bispo, e tem por objetivo promover uma das maiores iguarias gastronómicas do município . ALGARVE INFORMATIVO #124
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FESTAS DO PESCADOR ANIMARAM ALBUFEIRA Texto:
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odos os anos, no primeiro fim de semana de setembro, a Praça dos Pescadores transforma-se num enorme arraial com tasquinhas de comes e bebes que convidam residentes e turistas a degustar as melhores iguarias da região, onde não faltam o Xerém com conquilhas, choquinhos com tinta, marisco variado, carapaus alimados, feijoada de búzios, cataplana, caldeirada de peixe e os doces típicos, com destaque para os dom-rodrigues, bolos de figo, de amêndoa e de alfarroba. O evento, que celebrou a sua 20.ª edição, é sempre um dos mais aguardados do programa de animação da cidade e este ano contou dois grandes nomes do panorama musical português: Quinta do Bill e Roberto Leal. O evento pretende, acima de tudo, homenagear os pescadores da terra, as tradições e a cultura popular. “É com imenso orgulho que, num ambiente de convivência salutar, continuamos a reconhecer e a
manter vivas as nossas tradições ancestrais. É também uma oportunidade única para saborear os produtos da nossa gastronomia, tão bem confecionados pelas nossas associações locais. Tudo isto servido com muita animação musical”, sublinhou Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal de Albufeira. No dia 1 de setembro, Carlos Coelho abriu o programa de animação com o tradicional baile popular, a que se seguiu a atuação dos Quinta do Bill, a banda de folk-rock mais ALGARVE INFORMATIVO #124
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conhecida da música portuguesa, este ano a celebrar três décadas de carreira. No sábado, a festa foi dedicada à XXI edição do Festival de Folclore de Albufeira, que levou ao palco a riqueza dos trajes, das danças e dos cantares mais genuínos representada por ranchos de vários pontos do País. No domingo, depois de um pezinho de dança ao som do Duo 64, o palco foi invadido pela alegria contagiante da música de Roberto Leal .
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ENCONTROS DE IBN AMMAR REGRESSARAM A ESTÔMBAR Texto: 59
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o âmbito da temática de 2017 «Património I Olhar o passado, rumo ao futuro», a Câmara Municipal de Lagoa levou a efeito, pelo segundo ano consecutivo, os «Encontros de Ibn Ammar», prestando homenagem a uma das figuras maiores da poesia luso-árabe, Abú Bakr Mubammad Ibn Ammar (1031-1084) que nasceu em Sannabus (atual Estômbar). A sua beleza e habilidade na poesia atraíram o jovem rei al-Mu’tamid, que o nomeou primeiro-ministro após a morte do seu pai. Ibn Ammar, além de grande poeta, era conhecido pela sua invencibilidade no jogo de xadrez, tendo a sua vitória num jogo convencido Alfonso VI de Castela a abandonar Sevilha. A sua ambição desmedida levou-o a planear a anexação de Múrcia ao reino de Sevilha, tendo para isso convencido alMu’tamid a nomeá-lo seu governador, após o que se proclamou como rei e cortou relações com al-Mu’tamid. Rapidamente viria a cair do poder, tendo sido capturado numa emboscada e feito prisioneiro em Sevilha, sendo morto pelo próprio rei al-Mu’tamid. Nos dias 9 e 10 de setembro, o Largo da Igreja de Estômbar foi novamente o epicentro cultural com um intenso programa que abrangeu quase todas as áreas culturais, desde a poesia à música, do teatro à dança, com destaque nesta edição para o espetáculo de video mapping, na fachada da igreja de Estômbar, «Luz no Sagrado com Ibn Ammar», que combinou magistralmente a música e o teatro de rua multimédia . ALGARVE INFORMATIVO #124
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FOMOS ÀS VINDIMAS NA QUINTA DA TÔR A Quinta da Tôr abriu as suas portas, no dia 9 de setembro, para uma iniciativa especial dinamizada em parceria com o projeto «Loulé Criativo», com os participantes a percorrerem todos os passos da vindima, desde a apanha das uvas no terreno até à sua pisa na adega. Pelo meio, houve a oportunidade para ir provando os rosés e tintos da Quinta da Tôr de Mário Santos, culminando num almoço bem animado e tradicional. Texto:
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ão é todos os dias que podemos participar nas vindimas do princípio ao fim, ou seja, andar nas vinhas a apanhar as uvas, depois transportá-las para a adega, esmagá-las e pisá-las no lagar, à boa moda dos nossos antepassados, rodeado de cubas de inox e de barris de carvalho francês com mais de 200 anos. Por isso, não foi de estranhar a forte adesão ao workshop dinamizado pelo «Loulé Criativo» e a Quinta da Tôr, no dia 9 de setembro, com muitos algarvios e residentes estrangeiros a rumarem a esta típica aldeia do interior do concelho de Loulé. Em pleno barrocal algarvio, perto da famosa ponte romana, localizam-se os terrenos da Quinta da Tôr, de Mário Santos, onde as uvas são colhidas e enviadas de seguida para a adega construída na propriedade, para depois os vinhos serem vinificados, amadurecidos e engarrafados, antes de darem origem a tintos e rosés bastante conceituados no contexto regional e nacional. Um desenvolvimento que não estava na mente de Mário Santos quando investiu na aquisição da propriedade, em 2011, numa altura de forte desconfiança em relação ao sistema bancário. “Havia muitas alfarrobeiras que se queimavam quase sempre, por causa da geada, e decidimos reconverter o terreno, que estava em descanso, para vinha”, conta o empresário. “Foi tudo bem cavado, com a máquina sempre pelo lado exterior para não pisar e só foi adubado este ano”. Recuando ao passado, Mário Santos revelou que estes terrenos estiveram na
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mesma família desde 1500, antes de mudarem de mãos em 2011. “Naquele dia não sai de casa para comprar uma vinha, mas surgiu a oportunidade e arrisquei, sobretudo pela ligação afetiva que tenho a este lugar, porque fui criado a poucas centenas de metros desta propriedade. A vinha estava abandonada, decidi podar e lavrar e depois logo se via o que acontecia”, relatou, perante a plateia de participantes no workshop, antes do 68
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O enólogo Pedro Mendes a explicar ao grupo as diferenças entre as várias castas
grupo se dirigir para a vinha. “Depois de apanhadas as uvas, percebi que tinha que fazer uma adega e reconvertemos um armazém para esse efeito, mas já está pequena para a produção atual. Neste momento, as contas estão equilibradas, a produção está a ser maior do que as vendas, mas estão a crescer a um ritmo bastante intenso. Os vinhos também vão melhorando ao longo dos anos e, em 2017, estamos a lançar o «Reserva» de 2014. No próximo ano vamos ter a novidade dos brancos”, prosseguiu Mário Santos. Na Quinta da Tôr encontram-se quatro castas – aragonês, touriga nacional, cabernet sauvignon e syrah – com as primeiras produções a surgirem em 2013. “No início fizemos algumas misturas, depois avançamos para as monocastas. Ao ALGARVE INFORMATIVO #124
mesmo tempo, fomos corrigindo as vinhas porque não queremos produções muito grandes, mas a quinta tem que ser sustentável. Normalmente, andamos em redor das oito toneladas de uva por hectare, o que dá, mais ou menos, seis mil litros, ou seja, 60 mil litros por ano no total”, indicou o enólogo Pedro Mendes. O branco é, de facto, a grande novidade de 2017 na Quinta da Tôr, tendo sido feita uma plantação e uma enxertia numa vinha para responder à procura da região por vinhos brancos e rosés, tradicionalmente mais frescos. “Temos o branco de castas syrah e arinto, típicas de Portugal, e de Chardonnay, que vem de França. À semelhança do que acontece com os tintos, teremos duas gamas, um 70
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Mário Santos é o proprietário da Quinta da Tôr
«Quinta» e um «Reserva»”, adianta Pedro Mendes, reconhecendo que esta localização, entre a serra e o barrocal, gera ótimos resultados. “O clima de serra é bastante bom para a vinha, com noites frias e temperadas, enquanto o barrocal nos dá a tipicidade do vinho algarvio, de fruta doce, com muito sabor. Aqui temos ainda o vale da Ribeira de Algibre, que tem muita água e terrenos bastante férteis”. Outra mais-valia da Quinta da Tôr, de acordo com o enólogo, é possuir uma adega própria, o que permite controlar todos os passos do processo, da fermentação, estágio e seleção de castas. “Para além disso, não há a pressão do tempo, de engarrafar e rotular logo os vinhos. Podemos determinar os melhores timings para os vinhos irem para o ALGARVE INFORMATIVO #124
mercado”, salienta Pedro Mendes, garantindo que os vinhos do Algarve melhoraram imenso em termos de qualidade. “O vinho algarvio está a ter um grande reconhecimento, inclusive além-fronteiras, com os prémios e, sobretudo, com as compras, com muitos estrangeiros a levarem os nossos vinhos para os seus países de origem. O Algarve tem excelentes condições para a produção de vinho e prova disso é que empresas de outros pontos do país estão a investir na região”. De um lado para o outro, dividido entre mil e uma tarefas, andava Mário Santos, mas só assim se consegue ter sucesso e garantir a crescente notoriedade dos vinhos da Quinta da Tôr. “Não vendemos em quantidade, 72
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apostamos, sim, na qualidade, o que implica ter vinhos que sejam rentáveis e que tragam notoriedade para o produtor e para a região. Hoje, os pequenos proprietários fazem vinho de uma forma muito profissional, tratam as vinhas desde o início logo com o objetivo da qualidade e contratam enólogos credenciados”, frisou o empresário, lembrando que, antigamente, quem produzia as uvas nem sempre era a mesma pessoa que depois produzia o vinho e que os interesses de ambos nem sempre coincidiam. Depois de ter o vinho nas mãos começa, porém, a grande «guerra» de levar o produto ao consumidor final, numa atividade em que a componente burocrática é outra forte dor-decabeça. “Damos prioridade a supermercados de referência, no Algarve e não só, e o objetivo a médio prazo é exportar para outros mercados. Já vendemos vinho através da internet, porque é fácil enviar algumas caixas, a preços competitivos, por transportadoras. A curto prazo vamos começar a realizar provas de vinhos na nossa adega e assim se vai divulgando a Quinta da Tôr por esse mundo fora. Acredito que, dentro de poucos anos, a produção não vai chegar para as encomendas”, antevê Mário Santos .
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MAIS VINHO PARA 2018 Texto:
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pesar de um ano seco e atípico, globalmente haverá um aumento de produção de vinho para 2018. As vindimas ainda não estão completamente fechadas, mas já existe observação e colheita suficiente para estabelecer um quadro geral da colheita e com isto também estabelecer uma previsão do que iremos beber em 2018. Dos dados que as Comissões Vitivinícolas me fizeram chegar, em termos gerais, as
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regiões consideram que a colheita deste ano foi positiva, com um aumento da quantidade de uva apanhada e, consequentemente, da produção prevista. No Alentejo, a regra é a exceção, com a colheita a ser abaixo do ano passado, sendo as razões apontadas por Francisco Mateus – presidente da CV Alentejo – não diretamente ligadas à menor quantidade de uvas, mas sim por “elas estarem muito desidratadas e, logo, com pouco sumo e rendimento”.
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Aliás, a tónica geral é considerar este ano de 2017 muito atípico devido às condições climatéricas verificadas. Um exemplo extremo é o da Região dos Vinhos Verdes, que por curiosidade é a maior Região demarcada portuguesa, e uma das maiores da Europa, na qual Manuel Pinheiro – presidente da CV dos Vinhos Verdes – destaca até que “em agosto, já se vindimava no Minho sendo, provavelmente, uma das vindimas mais precoces da última década”. No entanto, também refere que tal aspeto não prejudicou a colheita, estando previsto “um aumento de 15 por cento da produção na colheita de 2017, com a certeza de que teremos vinhos com qualidade igual ou superior ao ano anterior”. Ali ao lado, o Douro, representado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, informa que “esperamos
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um ano de excecional qualidade para os vinhos do Porto e Douro, com um aumento da referida produção”.
ALGARVE PREVÊ AUMENTO DE 20 POR CENTO NA PRODUÇÃO Na região do Algarve também se vindimou mais cedo e, no geral, as perspetivas são animadoras. Aliás, Carlos Gracias, presidente da CVA – Comissão Vitivinícola do Algarve, antecipa um ano de sucesso. “Se as condições económicas se mantiverem favoráveis e continuarmos a aumentar a atratividade turística da região, prevemos para 2018 – com a ajuda do setor da distribuição e da restauração – um ano recorde na comercialização dos Vinhos do Algarve”.
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Numa ação de vindimas aberta ao público, o Algarve Informativo falou com o proprietário e produtor dos vinhos da Quinta da Tôr, Mário Santos, que se mostra confiante com a colheita até agora. “Noto a uva muito sadia e com um ótimo equilíbrio nos açúcares e na acidez, o que me dá muito boas perspetivas para a produção deste ano”. A Quinta da Tôr é um projeto muito interessante, com as vinhas muito próximas da aldeia da Tôr, no Concelho de Loulé. Está ainda em evolução e a investir anualmente para criar melhores condições, quer para a produção, quer para os seus visitantes, apresentando muito potencial para o enoturismo. Os vinhos da Quinta da Tôr causaram alguma sensação quando lançaram, em 2015, um monocasta Syrah com 17 graus que deixou muita gente ALGARVE INFORMATIVO #124
surpreendida. Esse foi também ele um ano excecional, mas vinhos com entre 15 e 16.º de volume alcoólico são comuns por aqui. Este ano vão haver outras novidades por estes lados, com Mário Santos a levantar um pouco do véu dos novos lançamentos – dois brancos – com base no Arinto Síria/Crato Branco e no Chardonnay, um deles reserva. Com esta oferta, a Quinta da Tôr passa a apresentar a gama completa entre brancos, tintos e rosés, o que, para Mário Santos “é uma mais-valia para a marca, porque passa a apresentar as três variedades mais consumidas e procuradas”. Na prova, o branco do Arinto/Chardonnay não estava ainda finalizado e apresentava uma cor ainda 80
No topo: Mário Santos, produtor e proprietário da Quinta da Tôr. Em cima: Pedro Mendes, Enólogo da Quinta da Tôr. 81
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No topo: visitantes da Quinta da Tôr no tradicional pisa a pés para obtenção de mosto de forma tradicional. Em cima: Equipa do projeto «Loulé Criativo» da Câmara Municipal de Loulé que promoveu a iniciativa. ALGARVE INFORMATIVO #124
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Carlos Gracias, presidente da Comissão Vitivinícola do Algarve
opaca, o que é normal. O nariz estava algo fechado ainda, mas na boca já se sentia bem os sabores das castas e o bom equilíbrio da presença da madeira. O outro branco, apesar de já fermentado, estava numa fase de evolução que permite apenas avaliar o seu potencial, pois necessita repouso para assentar. Dá indicações que será igualmente um branco a ter em conta nas idas à garrafeira. O enólogo da Quinta, Pedro Mendes, apesar de confirmar a boa produção esperada, é mais cauteloso nos efeitos que a colheita antecipada terá. “Não haverá consequências nos vinhos mais correntes, mas será de esperar alterações na estrutura dos vinhos que, ao ter a sua parte fenólica modificada pela maturação antecipada, poderá ter reflexos na qualidade dos vinhos reserva, portanto, nos vinhos de guarda”. Esta questão faz 83
todo o sentido quando nos lembramos do Vinho do Porto, que só declara vintages os anos excecionais e após avaliação da produção. Um ano bom para os vinhos, digamos do dia-a-dia, não significa necessariamente um ano bom para os vinhos especiais que irão evoluir em barrica e no estágio em garrafa. Estamos a viver algumas mudanças de rotinas agrícolas. Poderá ser um ciclo e nada definitivo, mas as indicações são para que estas alterações se mantenham ou até se acentuem nos próximos anos. Para já, a vinha passa com distinção, mostrando que, num ano completamente fora do habitual, continua a dar bastantes e boas uvas e, por conseguinte, bom vinho. Nós esperamos estar cá para (com)provar .
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ENTREVISTA
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NOVO ANO LETIVO ARRANCOU NO ALGARVE DENTRO DA MAIS PERFEITA NORMALIDADE No Algarve, o ano letivo 2017/2018 começou sem quaisquer sobressaltos, com milhares de jovens a regressarem às aulas depois das férias de Verão. Para este clima de normalidade muito contribuiu o «trabalho de casa» feito atempadamente pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, através da sua Direção de Serviços na Região Algarve, trabalho esse pautado pelos princípios da proximidade, do trabalho de equipa, do consenso e da confiança recíproca. Texto: Fotografia:
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m pouco por todo o Algarve, milhares de jovens, sejam algarvios de nascença ou naturais de outros pontos do país ou, inclusive, de outras nações, regressaram às escolas para darem início ao ano letivo 2017/2018. Um «pontapé de saída» que, mais uma vez, aconteceu sem problemas, conforme revelou Francisco Marques, Delegado Regional de Educação do Algarve, fruto da relação que tem vindo a ser estabelecida, no passado recente, com toda a comunidade educativa, autarquias e associações de pais. “Temos feito um grande esforço para que, quando chegam os alunos, tudo esteja a postos para começar. Semana a semana fomos validando os horários pedidos pelos diretores das escolas para que todos os professores estivessem colocados no início do ano letivo”, afirmou. Devidamente acauteladas foram, igualmente, as obras de manutenção e conservação dos estabelecimentos de ensino, numa região onde o parque escolar é relativamente moderno, existindo apenas alguns casos pontuais onde os edifícios requerem uma atenção especial. “Nesse sentido, temos vindo a intensificar o valor do investimento de recuperação e manutenção das infraestruturas, que aumentou bastante nestes dois últimos anos. De igual modo, fizemos todos os esforços para que as obras ficassem concluídas antes dos alunos chegarem às escolas, para evitar quaisquer constrangimentos”, referiu Francisco Marques, chamando ainda a atenção para os cuidados que se teve com a distribuição dos alunos pela região e com a elaboração
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das turmas de cada agrupamento escolar. “As turmas foram constituídas de acordo com as propostas dos diretores e concertadas em reuniões que aconteceram logo em abril, e que depois foram concretizadas após efetuadas as matrículas. Como é natural, nem sempre aquilo que está previsto em abril coincide com o que será implementado em setembro, pode haver alguns ajustes a fazer, porque as taxas de retenção e progressão podem variar de um ano para o outro e o número de alunos com necessidades educativas especiais também se altera com o decorrer do tempo”. Planear com antecedência não é, de facto, uma ciência exata e Francisco Marques dá o exemplo concreto da inauguração do novo «Mar Shopping», em Loulé, que atraiu um conjunto de novas famílias para este concelho e levou à abertura de mais duas salas de pré-escolar no concelho. “Mas essa situação depressa ficou estabilizada, o que depois permitiu, também, a atempada contratação de mais professores. Fizemos o «trabalho de casa» a tempo e horas e isso inclui sinalizar, previamente, as necessidades de recursos humanos, seja de pessoal docente e/ou não docente. Há vários fatores a ter em conta, desde o número de alunos aos cursos profissionais e a toda a diversidade de ofertas e modalidades formativas em curso ou a implementar nas escolas, Unidades de Apoio Especializado, mas só em casos pontuais é que acontecem grandes alterações de forma inesperada”, indicou Francisco Marques. 88
Olhando para a componente dos professores, não se assistiu, no Algarve, a situações de alunos que não tiveram aulas por falta de docentes colocados, apesar de vivermos uma época em que a mobilidade desta classe é bastante acentuada, com todos os prós e contras daí decorrentes. “Os professores que estão em quadro de zona pedagógica ou que são colocados através do regime de contratação sabem que a mobilidade se tornou numa caraterística da sua profissão. Um professor do quadro só estará sujeito a esta mobilidade por opção própria ou por ausência de componente letiva na sua escola. O mais importante, contudo, é que as listas de colocação saiam nos timings corretos e que as escolas tenham todos os horários preenchidos, com professores do quadro, da zona pedagógica ou contratados”, salienta o Delegado Regional de Educação do Algarve. 89
PARQUE ESCOLAR ADEQUADO ÀS NECESSIDADES DA REGIÃO Francisco Marques lembrou, entretanto, que 2017 é um ano sui generis devido às eleições autárquicas que têm lugar no dia 1 de outubro, uma vez que há professores que integram listas concorrentes a câmaras municipais ou juntas de freguesia e que, caso sejam eleitos, não poderão dar aulas. Outra situação que nunca pode ficar totalmente «fechada» antes do início de cada ano letivo prende-se com as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), pois a sua frequência resulta da vontade expressa de cada encarregado de educação aquando do regresso às aulas. “O concurso está a decorrer e contamos que esteja resolvido o mais ALGARVE INFORMATIVO #124
(...) “ACATAMOS AS DECISÕES VINDAS DE LISBOA, MAS TAMBÉM FAZEMOS VER À TUTELA QUE O ALGARVE TEM AS SUAS ESPECIFICIDADES. NÃO SE PODE TRATAR DE UMA MANEIRA IGUAL O QUE NÃO É IGUAL. O ALGARVE, E CADA UM DOS SEUS 16 CONCELHOS, TEM CARATERÍSTICAS PRÓPRIAS QUE DEVEM SER RESPEITADAS” depressa possível, mas só depois dos pais decidirem que AEC é que pretendem para os filhos é que podemos ter uma ideia mais concreta das necessidades de recursos para as assegurar”, explica. Centrando a atenção no parque escolar, a maior parte das intervenções necessárias ocorreram durante a interrupção letiva de Verão, mas algumas obras, nomeadamente as de maior dimensão, ainda não estão concluídas, até porque há um conjunto de procedimentos técnicos e burocráticos a respeitar. “Estamos crentes que, até finais de setembro, estará finalizada a maioria das obras que estão a acontecer na região, ALGARVE INFORMATIVO #124
e que abarcam, precisamente, metade dos concelhos do Algarve. Mas não são obras que possam causar qualquer tipo de constrangimento aos alunos”, garante o entrevistado, entendendo que os equipamentos existentes dão resposta às necessidades atuais da região. “Estão previstas algumas obras de requalificação de maior porte da responsabilidade de autarquias, como é o caso da Escola D. Dinis, em Quarteira, que darão lugar a uma nova escola, e foi também inaugurada, no dia 13, em Lagos, a Escola Básica Sophia de Mello Breyner. Fora isso, e de um modo geral, não é necessário pensar em construir, para já, seja o que for”. Para este cenário de tranquilidade tem ainda contribuído uma postura ativa e dinâmica das autarquias do Algarve, que têm competência para intervir em determinado tipo de equipamentos, nomeadamente com pequenas obras de manutenção e requalificação, esclarece o Delegado Regional de Educação do Algarve, antes da conversa regressar aos alunos, mais concretamente ao modo como as turmas são constituídas. “As escolas fazem uma previsão daquilo que vai ser o seu universo de alunos no próximo ano, divididos pelos vários níveis de ensino e anos de escolaridade. A partir daí, são previstas, igualmente, quantas turmas são necessárias em cada agrupamento escolar, tendo em conta os normativos legais”. Francisco Marques aproveitou para enaltecer a participação, pela primeira vez, de representantes das associações de pais nas reuniões de rede de preparação do ano letivo 2017/2018, o 90
que lhes permitiu perceber como é que se chega, por exemplo, ao número de turmas e de alunos por cada turma. “Às vezes, o desconhecimento leva à contestação. Temo-nos regido, nestes últimos anos, por uma grande proximidade, que leva a um acesso facilitado das comunidades educativas aos serviços regionais e centrais e vice-versa. Tem-se feito, igualmente, um trabalho de equipa com os vários parceiros, com as autarquias locais, as escolas, as associações de pais, até com o meio empresarial, por causa das ofertas formativas, na procura de soluções para alguns problemas ou necessidades”, destacou o entrevistado. Um trabalho de equipa feito de forma transparente e aberta leva, entretanto, a consensos, com decisões baseadas não apenas no que cada um entende ser o mais 91
adequado, mas em opções tomadas em conjunto. “Tudo isto desemboca num clima de confiança recíproca, em que a Direção de Serviços da Região Algarve confia nas escolas, nos diretores e nas autarquias e, quando nós tomamos determinadas decisões, os parceiros compreendem-nas melhor. Essa confiança tem vindo a ser fortificada, o que levou a um início de ano letivo sem quaisquer problemas”, aponta o dirigente. “Acatamos as decisões vindas de Lisboa, mas também fazemos ver à tutela que o Algarve tem as suas especificidades. Não se pode tratar de uma maneira igual o que não é igual. O Algarve, e cada um dos seus 16 concelhos, tem caraterísticas próprias que devem ser respeitadas”, conclui Francisco Marques .
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CARLÃO «PARTIU A CASA TODA» EM LOULÉ
O Cine-Teatro Louletano deu o pontapé de saída para a nova temporada, no dia 9 de setembro, com um fantástico concerto de Carlão. O ex-vocalista dos Da Weasel trouxe ao Algarve os êxitos de «Quarente», deu a conhecer alguns temas do segundo álbum de originais prestes a sair para o mercado e contou com uma convidada super especial, Sara Tavares. E foi, de facto, uma noite super especial… Texto: Fotografia: ALGARVE INFORMATIVO #124 ALGARVE INFORMATIVO #124
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arlão abriu a nova temporada do CineTeatro Louletano com um concerto que prometia ser para toda a família e assim aconteceu, com a principal sala de espetáculos de Loulé a abarrotar de público de todas as idades. Foi um cenário algo improvável, assistir-se a um concerto de hip-hop num espaço mais habituado a outras sonoridades, a peças de teatro ou a performances de dança, mas a verdade é que a aposta resultou em pleno, melhor do que a encomenda, surpreendendo, inclusive, o carismático músico, um dos rostos mais familiares dos portugueses depois dos muitos anos à frente da banda Da Weasel. O concerto foi contagiante, com os sucessos do primeiro disco de originais, «Quarente», a colocarem as pessoas a cantar os refrões, palavras de ordem contra o que está mal no sistema e contra os crimes de «colarinho branco», rimas de amores e desamores, de vícios e maus hábitos, mensagens bem características desta sonoridade que em tempos foi vista com maus olhos mas que conquistou, com mérito próprio, o seu lugar no panorama musical mundial. E Carlão foi, e continua a ser, um dos seus principais motores em Portugal, um homem vibrante que se apresentou em palco de forma genuína, não escondendo as emoções fortes que lhe iam na alma ao ver pela frente uma plateia tremenda e completamente rendida à sua música. O espetáculo serviu igualmente para se conhecer melhor algumas canções do segundo disco de originais, com edição prevista ainda para este ano, com destaque para os singles «Agulha no Palheiro», uma canção de amor fresca com uma batida dançável, e «Viver pra Sempre», um tema viciante com letra de Carlão e música de Boss AC. A seu lado, os companheiros do costume, DjGlue, o baixista Nuno Espírito Santo, Gil Pulido nos teclados e Bruno Ribeiro na voz, mas o espetáculo de Loulé teve um aliciante extra, Sara Tavares, esse poço de luz e
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energia que infecta, no bom sentido, claro, todos em seu redor. No final, Carlão confessou que não estava à espera de «partir a casa toda» em Loulé, embora o objetivo seja sempre dar o melhor concerto possível. “Gosto bastante desta proximidade e intimidade com o público, mas não é normal atuar em auditórios porque se convencionou que este tipo de música não é para este género de espaços. Mas foi muito bom”, confirma o músico, ainda a recordar a plateia de pé a cantar e a abanar os braços. Aliás, na última música da noite, «Dialectos de Ternura» de Da Weasel, em versão Buraka Som Sistema, até para o palco foram dançar alguns espetadores. “A minha música tem um lado bastante festivo, de dançar e saltar, mas as palavras são uma componente importante e, nestes espaços menores, as pessoas acabam por perceber melhor o que estamos a dizer. Mesmo a atuação do DJ é mais percetível para o público do que num festival, com aquela confusão toda”, compara. ALGARVE INFORMATIVO #124
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Pôr as pessoas a mexer, mas também a (...) “AS MINHAS pensar, sempre a pensar, é para isso que serve o hip-hop e é neste registo sonoro MÚSICAS TÊM que Carlão é mestre e senhor, embora reconheça que sempre foi um pouco CRÍTICAS, MAS «bastardo» ou «mestiço» neste movimento. “Desde que nasci que as ISSO FAZ PARTE misturas fazem parte da minha vida. O hip-hop marcou-me muito, da mesma DA MINHA forma que o punk e o hardcore, até o metal, pela maior RESPONSABILIDADE mesmo agressividade da música. O hip-hop tem é uma vertente verbal bastante SOCIAL, NÃO acentuada, a música serve as palavras e não o contrário. A minha maneira de ESTOU A FAZER entregar ao público aquilo que escrevo é rimada e reppada simplesmente porque POLÍTICA” (…) não sei cantar”, refere, com uma risada. Críticas ao que está mal não faltam nos temas de Carlão, não perde uma oportunidade de dar uma «ferroada» aos ALGARVE INFORMATIVO #124
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vilões da sociedade, mas também aos impostores, àqueles que querem fazer tudo e mais alguma coisa, quando não têm capacidade para isso, até mesmo aos «djs» que passam as atuações de braços no ar, quando, supostamente, deviam estar a fazer as misturas nos pratos. Mas, apesar disso, não se sente habilitado para fazer música 100 por cento de intervenção. Lá está, não inventa, não pretende fazer aquilo que não está no seu ADN, nos seus genes. “Há pessoas com muito mais propriedade para isso, mas tento fazer a minha parte, porque acho que andamos todos um pouco adormecidos. Num concerto que dei no Sudoeste e que não foi tão diferente deste – se calhar teve mais asneiras, porque estamos mais soltos num festival – perguntaram-me se aquilo era um comício ou um concerto. Se acham que eu sou político, estamos todos tramados”, comentou Carlão. “As minhas músicas têm críticas, mas isso faz parte da minha responsabilidade social, não estou a fazer política”, distingue. O que resultou extremamente bem foi a presença de Sara Tavares, que cantou com Carlão os temas «Blá Blá Blá» e «Crioula». “Ela é uma força da vida, é incrível, para além da voz, tem uma luz muito especial. É daquelas raras pessoas que tem o pacote todo, possui todas as qualidades”, enaltece. “É muito bonita, por fora e por dentro, e contagia qualquer um”, reforça, admitindo que este é daqueles concertos que lhe dá vontade de viver para sempre. “Senti-me emocionado em vários momentos e é muito bom quando isso acontece, percebes que a coisa está a bater certo”, finalizou Carlão, antes de rumar ao hall do Cine-Teatro Louletano, onde uma legião de fãs o aguardava com ansiedade . ALGARVE INFORMATIVO #124
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OPINIÃO Dicas eleitorais Paulo Cunha (Professor)
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uem já nasceu sob a vigência do sistema democrático em Portugal, habituou-se, por certo, a uma forma, muito peculiar, de estar e de aceitar o que, ciclicamente, se regista de norte a sul no que à luta pelo poder autárquico diz respeito. Daí ter-se tornado usual conviver com as várias estratégias que as diferentes estruturas partidárias copiam de outros sistemas em que as mesmas já deram provas de surtir o efeito pretendido. Pouco diferenciadas entre si, todas elas são desenhadas pelos «estrategas de serviço», com o intuito de manter os indefetíveis e arregimentar novos votantes. Em campanha eleitoral, quem os vê chegar, os ouve falar e com eles convive através de grandes «outdoor», sabe perfeitamente ao que os candidatos vão. As máquinas partidárias, já bem oleadas de outras viagens, neles apostam o futuro de muitos dos seus correligionários. As razões são por mais evidentes: as teias de interesses, de contactos e de favores estão, por vezes, em primeiro lugar, sobrepondo-se aos primordiais interesses da urbe. Nada que já não saibamos, mas que teimamos em não querer ver… Afinal de contas, são simples ilusões! E os «independentes»? Mais outra forma de iludir quem neles deposita esperança e confiança. Ninguém com pleno juízo acreditará que um «independente» não dependa da fonte que o financia. De uma forma ou de outra, os financiamentos terão que ser pagos! É claro que não quero aqui deixar a sensação que, aos meus olhos e na minha mente, todos os candidatos são iguais e os partidos políticos são os «maus da fita». De modo algum! Aliás, as generalizações desse tipo são um dos grandes inimigos da democracia. Apesar da memória ser curta para muitos de nós, felizmente, já temos exemplos que cheguem para tirarmos a bitola aos candidatos a autarcas em que não devemos depositar o nosso voto de confiança… embora, muitas vezes, os votantes façam diametralmente o contrário. Enfim, incongruências ALGARVE INFORMATIVO #124
da natureza humana ou estranhas semelhanças na forma de estar e de ser. Então, como escolher o melhor candidato para zelar pelos destinos do nosso concelho? Basta adotar o mesmo sistema de escolha que implementaríamos para selecionar um gestor de condomínio para o prédio ou urbanização onde habitamos. Mais do que as habilitações e os títulos, interessa escrutinar a «obra feita», atestada pelo passado enquanto pessoa e profissional. A sua idoneidade, seriedade, empreendedorismo, liderança e espírito inovador são os melhores indicadores para a escolha individual. Sabemos também que, não raras vezes, as intenções enquanto candidatos são umas, mas a realidade corporativa dos poderes instalados rapidamente as anula após a eleição. Fazendo fé no velho ditado popular «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és», poderemos também aferir a qualidade da equipa candidata através das «maçãs colocadas no mesmo cesto». Nalguns casos, escolhidas pelo líder; noutros, pelas estruturas partidárias pelas quais se candidatam. E toda a gente sabe o que uma maçã podre pode fazer quando em contacto com as maçãs sadias. Confio muito mais no que os meus olhos observam, do que naquilo que os outros me dizem para observar. Basta sair de casa e olhar com «olhos de ver» para as nossas cidades. Tal como quando queremos adquirir algum produto, analisamo-lo em termos de aparência, atratividade, funcionalidade, eficiência e durabilidade, devemos também - neste caso - fazer o mesmo. Não se esqueçam, caros eleitores: ao não votarem, ou votarem iludidos, para além de outras perdas, perderão também a legitimidade nas críticas que farão nos próximos quatro anos. Porque a democracia só funciona através da participação ativa de todos! Daí desejar a todos os candidatos as maiores felicidades nas suas aspirações, sejam elas quais forem, desde que os legítimos anseios das terras e das gentes sejam também alcançados .
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OPINIÃO
Democracia 4.0 Paulo Bernardo (Empresário)
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período eleitoral e a minha atividade ligada às tecnologias têm-me feito refletir sobre o que será o futuro da forma de funcionamento da política. Tenho pensado muito e, após ter feito um post no Facebook, ainda fiquei mais atento. O sistema democrático existe desde o século V A.C.. O termo teve origem no grego antigo «dēmokratía» ou «governo do povo». Olhando para a forma como a democracia teve a sua evolução, julgo que a mesma teve muito pouco de governo do povo e muito mais a ver com a ditadura de uma minoria sobre uma maioria. Podemos dizer o que quisermos, mas todos os sistemas políticos que se dizem democráticos não são mais do que a tentação de alguns usarem o seu poder e a sua influência para se perpetuarem no poder. Círculos eleitorais, método de hondt, deputados, partidos etc, etc, etc, todo este sistema está feito e bem para que tudo se mantenha e muito dificilmente alguém entra neste sistema, altamente fechado e de quase impossível acesso. Para piorar toda esta realidade, a felicidade do aumento da esperança média de vida tornou os cargos ainda de mais difícil acesso, pois quem está não quer sair, nem dá lugar aos outros. Basta ver os reformados que estão na vida política ativa. Podem-me dizer que são os eleitores que escolhem, etc, etc, etc, mas quem os escolhe até serem os eleitores a escolher. Por isso, os jovens, mesmo que queiram tem o acesso aos cargos políticos quase vedados, verificam que tal é mesmo impossível. Alguém que amadureça, estude, trabalhe um pouco e queira entrar na vida política tem os caciquinhos que entraram aos dezasseis anos para as Juventudes Partidárias e todos os outros antigos que já vêm da máquina a dificultar-lhes a
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sua participação. Se não vejamos a época eleitoral em que os políticos se aproximam e ouvem o povo e depois, assim que o período eleitoral passa, desaparecem. Não é assim que se consegue motivar os mais jovens e, quer queiramos, quer não, são eles o futuro e que irão participar, mais ou menos, melhor ou piores, mas vão ser eles. Para além destes problemas, o mundo político comunica mal, ou melhor, não tem forma de comunicar. Veja-se que uma geração em que é possível eleger Salvador Sobral como vencedor do Festival da Eurovisão da Canção com votos de toda a Europa, não consegue votar, no momento, numa iniciativa que vai influenciar a sua vida diretamente. Não, a Democracia 4.0 não pode ser da forma que nós hoje conhecemos o processo, os parlamentos são pouco reais e pouco perto das reais necessidades do país. Por que razão é que eu só posso ser chamado a decidir de quatro em quatro anos o modo como o meu município é governado? Por que é que não posso participar numa quantidade de decisões que são importantes para o meu dia-a-dia, da mesma forma que voto no Salvador Sobral? Por que é que não decido se iremos fazer uma piscina ou uma biblioteca? Por que é que tem que ser um grupo de pessoas a decidir isso? Existem milhões de razões válidas para dizerem que não pode ser assim, mas digam-me lá: se hoje fazem milhões de ações via internet, como ver o horário dos filhos na escola, ir ao banco, jogar no Euromilhões ou comprar uma viagem, porque não também entrar numa plataforma e atuar na democracia direta? Acreditem que as decisões eram melhores e que os nossos políticos passariam a ter uma atividade muito mais saudável .
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OPINIÃO
A maior(i)dade Mirian Tavares (Professora) A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas. Mário Quintana
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os 19 anos meu pai me emancipou. No Brasil, a maioridade legal, para alguns assuntos, é a partir dos 21 anos e não dos 18. Tenho o documento guardado, porque é uma peça literária e, ao mesmo tempo, assustadora. Estava escrito ali, preto no branco, que a partir daquele momento eu estava legalmente responsável por mim, para o que desse e viesse, pois, emancipar, que é um meio previsto em lei para dar ao menor total liberdade para praticar atos e negócios jurídicos, significa, literalmente, tornar ou ficar independente = LIBERTAR. No meu caso, já me havia libertado, pois vivia a 1856 quilómetros de distância da casa dos pais e trabalhava, além de estudar e de dividir casa com amigas, o que, trocando em miúdos, significava que eu já estava emancipada. Mas, ao ler o documento, deu-me uma espécie de tremor interno, foi o momento de consciencialização da minha situação real, que se tornava, com aquele documento, simbólica e juridicamente afiançada. Hoje, passados muitos anos, em que ainda sinto saudades de casa e do colo dos pais, essa ideia da emancipação continua presente. Pois o processo de libertação não é somente da casa que nos viu nascer, mas é de muitas coisas que nos apanham pelo caminho e que se constituem como nosso
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contexto e nossas circunstâncias. Temos de nos emancipar dos nossos preconceitos, de alguns dos nossos medos, da escravidão promovida por uma sociedade assentada nos princípios mais autofágicos do capitalismo selvagem e até de nós mesmos. Mas, o primeiro passo é sempre o mais difícil, porque é aquele em que levamos connosco todas as questões e quase nenhuma resposta. E acreditamos ainda que deve haver uma resposta certa. O filho recém completou 18 anos e queria saber o que tinha de fazer a partir de agora. O que era obrigado a fazer, no fundo, pelo facto de ter atingido a famosa maioridade. Acalmei-o, mesmo porque, a cada dia que passa, a dita maioridade se atinge mais tarde. Independentemente de documentos que provem o contrário, só nos tornamos emancipados quando percebemos que não existe almoço de graça, que a liberdade tem um preço, às vezes até bem alto, mas que vale a pena pagar cada cêntimo. E que o mundo, ou a vida, não possuem respostas ideais. E aprendemos que o que de facto interessa não são as respostas. Mas sim, as perguntas. E que são estas que podem, ou não, verdadeiramente nos emancipar.
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OPINIÃO O cântico do cisne Adília César (Escritora) “Um grão de poesia dá para perfumar todo um século.” José Martí
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as livrarias, gosto de olhar para as capas dos livros, acariciá-los e abri-los ao acaso. Desfolhá-los como se ninguém os tivesse olhado antes. Palavras virgens nas minhas mãos. Pensando bem, um livro nunca é virgem, pois todas as palavras que o compõem já passaram antes pelas mãos de alguém, que as usou como muito bem entendeu: o escritor, que as escreveu, as apagou e as reescreveu; o revisor, que as releu e as rasurou; o editor, que as validou e as tornou públicas; e por fim, o leitor, que se apropria dessas palavras e faz nascer o escritor em cada acto de leitura. Sim. O escritor é quem possui o livro pela primeira vez, dado que o escreveu. Não é o seu dono, mas assume-se como devasso da virgindade de todas as palavras que lhe pertencem, sem subterfúgios, de forma consentida por elas, que se deixam escrever umas a seguir às outras. Como se toda essa ambiência validasse um harém literário. Depois, o livro pertence ao mundo, como uma frágil prostituta de papel. Gosto especialmente dos livros de poesia. Gosto de pensar que esses livros são os guardiões dos sentimentos de outras pessoas, não como personagens fictícias, mas sim como emoção e experiência dos próprios poetas. Vasculhar o universo emocional poético de desconhecidos, sem que eles saibam, é tentador. Desejo amar os livros e os seus autores, mas não raras vezes, os únicos sentimentos que nutro por eles são de compleição negativa: a indiferença e a vergonha. Dou-lhes de forma compulsiva o tratamento fútil e malvado de, provavelmente os usar e deitar fora. Ou seja, olho a capa, invisto numa carícia demorada, abro o livro ao acaso e leio um verso. Oh god, so bad. I can’t eat bad poetry. E atiro o livro de novo à prateleira. Devolvo-o ao mundo, sem qualquer remorso, para ser ALGARVE INFORMATIVO #124
conspurcado por outra pessoa qualquer. Não há maior prostituta do que a má poesia. Mas o pior de tudo, são os livros que me oferecem. Um escritor, que muito prezo, diz que nunca, mas nunca, em circunstância alguma, oferece livros, pelas razões óbvias: não pode impor a um amigo ou conhecido a leitura de determinada obra ou autor, uma vez que a escolha das leituras obedece a critérios particulares e deve ser de responsabilidade do sujeito que tenciona ler. Dizem também as normas de boa educação que não se devem recusar presentes, mas… É bem verdade que às vezes não sabemos muito bem o que fazer com um «mau» livro que nos vem parar às mãos: Lê-lo até ao fim? Oferecê-lo a outra pessoa? Deitá-lo para o lixo? Guardá-lo no Baú dos Livros Esquecidos? Acredito que ler um mau livro é pior e dá mais trabalho do que não ler nenhum… Na livraria, depois de tocar despudoradamente vários livros, não consigo decidir-me. Não houve uma faísca, nem sequer um arrepio. Nenhum apelo aos meus sentidos. Que desilusão, a estante dos livros de poesia… Desisto e dou meia volta. Passo por uma loja de esquina e sou inundada por um brilho avassalador. O caos emocional que transparece sob a visão cerrada da ordem da matéria cristalina do objecto. Atracção fatal subjugada perante a beleza pura. Suspiro fundo e tomo a decisão mais acertada do dia: compro um cisne de cristais Swarovski e acaricio-o, antecipando aquela espécie de amor que a má poesia nunca me poderá oferecer. Oitocentos e quarenta e nove euros de eternal and bright love. Valeu a pena estrear o cartão de crédito. My beautiful swan doesn’t hurt my feelings. I love my swan. E a má poesia que se lixe . 112
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OPINIÃO
O muro que separa a América dos Estados Unidos Nelson Dias (Consultor)
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25 de janeiro de 2017, cumprindo o seu terceiro dia de trabalho como Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assinou a ordem executiva que autoriza a construção do muro na fronteira com o México, uma das mais polémicas promessas eleitorais do então candidato. Adicionalmente, o controverso líder da Casa Branca determinou o reforço da segurança na região com a contratação de mais cinco mil guardas fronteiriços, reconhecendo, desta forma, que a instalação de uma linha de betão com quatro metros de altura por si não seria uma solução infalível para impedir a entrada de imigrantes em situação irregular e travar as redes de narcotráfico. Ambas as medidas foram sujeitas à apreciação por parte do Congresso norte-americano, tendo este decido no sentido contrário ao do Presidente, justificando o seu posicionamento com a indisponibilidade orçamental do país para assumir esse compromisso. Segundo cálculos de vários congressistas, a instalação do muro poderia ascender aos 25 mil milhões de dólares, acrescidos de uma despesa anual de 750 milhões para a manutenção da estrutura. Talvez tenha sido por isso que Donald Trump, na sua primeira entrevista como Presidente, afirmou que obrigaria o México a pagar a totalidade da obra, reembolsando os Estados Unidos do investimento a realizar. Em causa estaria um aumento das taxas aduaneiras e a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte. Para além do Congresso, muitos proprietários de terrenos nas zonas de fronteira se opuseram à medida, manifestando-se duramente contra uma eventual expropriação das suas propriedades. Também a Câmara de Comércio norteamericana alertou Washington para a necessidade
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de compreender que cerca de 40 por cento das importações que chegam do México são compostas de produtos de valor agregado provenientes dos próprios Estados Unidos. Isto significa que o agravamento das taxas de exportação para os mexicanos teria repercussões muito negativas para empresas e produtores americanos. Segundo dados do estado norte-americano, aproximadamente metade dos imigrantes irregulares no país são pessoas que entraram através dos pontos de controlo oficiais, utilizando documentos fraudulentos ou que não respeitaram o período de validade dos vistos de entrada e permanência. A acrescentar a estas vozes discordantes, é bom relembrar que a existência de uma estrutura física de grandes dimensões é por si só uma medida ineficaz para deter passagens não autorizadas de pessoas e mercadorias, na medida em que a extensão em apreço não permite um patrulhamento minucioso dos que tentam subir ou que constroem túneis subterrâneos. Eventualmente para espanto de muitos, a edificação de um muro a separar os dois países não é uma novidade. Ao longo dos três mil e 200 quilómetros de fronteira foram construídos espaçadamente, desde 1994, mil e 50 quilómetros de muros, cercas e valas nos principais pontos de passagem. A iniciativa começou no Governo de Bill Clinton. Por exemplo, na fronteira de Tijuana (Baixa Califórnia) e San Diego (Califórnia), o muro inclui três barreiras de contenção, iluminação de elevada intensidade, detetores de movimentos, sensores eletrónicos e equipas com visão noturna, assim como vigilância permanente com veículos todo-o-terreno, drones e helicópteros. Outros troços do muro foram instalados no Arizona, Sonora e Novo México.
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Completar a construção desta barreira terá impactos indesejados na proteção da vida humana, na defesa do ambiente, na segurança e na economia desta região do globo. O muro é uma máquina de matar. Os troços edificados desde 1994 levaram imigrantes a procurar zonas mais remotas e arriscadas para fazer a passagem. Segundo o Centro de Informação e Estudos Migratórios do México, foram recuperados ao longo das zonas mais isoladas de fronteira cerca de seis mil e 500 corpos, acrescidos de outros mil e 500 que foram sepultados sem identificação. A região do deserto de Sonora, de onde escrevo esta crónica, atinge temperaturas diurnas que ultrapassam os 50 graus centígrados, contrastando com noites em que os termómetros atingem pontos de congelação. Este é um clima muito adverso para pessoas que caminham durante dias para tentar cruzar a linha de fronteira. O muro não cumprirá a sua função de segurança. Tornará mais difícil a ação das redes de narcotráfico mas não as impedirá de continuar a atuar. Máquinas que projetam objetos a larga distância, tubagens, rampas, túneis e drones são algumas das técnicas utilizadas por estas redes para fazer passar a droga de um lado para outro da fronteira. A solução para estancar o problema não é física. Deve antes basear-se na cooperação política, na coordenação entre serviços de investigação e forças de segurança, bem como no uso da tecnologia e na partilha de informação. A construção desta barreira terá igualmente impactos na drenagem das águas das chuva, podendo gerar fortes concentrações nas zonas mais densificadas. Ameaçará, por outro lado, a vida de muitas espécies animais, cujos circuitos de acesso a fontes de alimentação serão travados ou pelo menos alterados. O cancelamento de vistos e o aumento das tarifas de entrada no país, medidas complementares prometidas por Trump, afetarão fortemente a interdependida económica desta região, nos dois lados da fronteira. Ao longo dos 40 pontos legais de passagem circulam diariamente mais de 300 mil veículos particulares, 15 mil camiões de mercadorias e um milhão de
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pessoas. Atividades como o comércio e o turismo seriam atingidas. Trump é dos últimos representantes políticos de uma tradição americana nativista e antiimigrantes, designada de «Know Nothing», que remonta ao século XIX e que, ao longo dos anos, foi assumindo diversas formas de ação e designações, incluindo político-partidárias (American Republican Party, Native American Party e American Party). Não se trata apenas de um muro entre dois países. Este é simultaneamente uma barreira física terreste e uma ação simbólica que separa a América dos Estados Unidos. É a evidência de uma política nacionalista, apostada em fazer passar a ideia de que os outros representam um perigo para a segurança e para a economia desta potência mundial. Trump difere em muitos aspetos dos presidentes que o antecederam mas neste caso em concreto deixa transparecer uma total inabilidade nas relações externas e uma inaceitável forma de fazer política como se de mero negócio se tratasse. Dizer que vai construir o muro e que serão os mexicanos a pagar a totalidade da obra é o reflexo de que o novo inquilino da Casa Branca não soube diferenciar a forma como geria as suas empresas do desempenho das funções presidenciais. Acredito que o muro não se vai construir e que Trump não cumprirá o seu mandato até ao fim. Espero apenas que os danos causados nas relações externas e na diplomacia internacional sejam igualmente passageiros e que os Estados Unidos possam retomar o melhor da política de Obama .
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OPINIÃO
O meu futuro é no turismo? Antónia Correia (Professora)
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s resultados das colocações no ensino superior em 2017, já divulgados, demonstram que 44 mil jovens já encontraram o seu caminho. Destes, apenas 1500 (3,5 por cento) encontraram na hotelaria, turismo e/ou restauração a sua promessa de futuro. Num país em que o sector do turismo contribui para mais de 7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e 8 por cento do emprego, contributo, que o crescimento da procura promete manter. Em Portugal, as dormidas em estabelecimentos turísticos aumentaram 1,7 por cento de 2015 para 2016, num total de 60,6 milhões, sendo uma em cada três (67 por cento), uma estada de nãoresidente (UNWTO, 2016). O Algarve, uma das principais regiões do país, absorveu 30 por cento da procura, medida em número de dormidas. Num setor em clara ebulição que alavanca a economia portuguesa, esperar-se-ia que a educação em turismo e hotelaria contribuísse para
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sustentar este crescimento. Sendo este ainda um dos pontos fracos do setor, o incentivo à formação superior nesta área deve ser uma prioridade estratégica. Conscientes da importância estratégica do turismo para a economia portuguesa, conscientes que são os cursos de turismo, hotelaria e restauração que apresentam maiores taxas de empregabilidade (superiores a 90 por cento), sabendo ainda que o número de candidaturas ao ensino nesta área era, no final de julho, superior a sete mil e, esgotadas as vagas nesta primeira fase… A conclusão é inevitável: a oferta formativa pode e deve crescer, garantindo que o desenvolvimento turístico é sustentado nas melhores práticas e propiciando aos nossos jovens um futuro em Portugal .
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OPINIÃO
Comecem as eleições
Carlos Gouveia Martins (Portimonense)
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stá por dias o arranque da campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 1 de Outubro, que colocam a possibilidade a meio milhão de Algarvios de decidir e escolher os 16 Presidentes de Câmara Municipal e os 65 Presidentes de Junta de Freguesia. É de todos e para todos. Desde o ponto mais ocidental do barlavento, na Freguesia de Sagres, que hoje é liderada pelo Presidente Luís Paixão, até à ponta mais a leste do sotavento algarvio, na Freguesia de Vila Real de Santo António, que tem como líder o Presidente Luís Romão. De 19 a 29 de setembro nenhum conterrâneo nosso viverá indiferente, escondido ou distanciado que chegue de receber ou ler variados Programas Eleitorais. De conviver e, por vezes, viver junto de ações de sensibilização de cada Partido Político ou grupos profissionais de independentes. Às vezes, mais que um no mesmo dia. E não são poucos os algarvios que participam, saibamos que são aproximadamente 10 mil candidatos a todos os diferentes órgãos autárquicos dos 16 municípios algarvios. Poupo as contas de quem me lê. São dois por cento de todos nós! Dois por cento dos algarvios serão candidatos em todas as listas que irão a sufrágio no primeiro fim-de-semana de Outubro. Parece pouco? Não sei se será. E não é pouco o que lhes cabe fazer. Este grupo dos dois por cento terá várias missões. A mais importante, para a generalidade dos racionais não facciosos, até pode nem ser ganhar em votos nas urnas. Será credibilizar os que, mesmo descriminados pela maioria dos eleitores, segregam a sua vida pessoal e familiar para empenhar-se nos seus concidadãos. Que às vezes são os únicos a estar num Salão Nobre durante uma Assembleia Municipal do seu concelho. Que muitas vezes abdicam do seu sono, do jogo do filho ou do batizado da filha do amigo, para fazerem quilómetros sozinhos. Para encher uma sala quase vazia de gente, com muitas ideias, com vontade e debatendo propostas com os que ficaram. Não serão, aceito, os resilientes defensores da democracia participativa, os donos da razão. Mas pelo menos são homens e mulheres que tentaram não ficar na área de conforto e chegaram-se à frente dos que ficarão para trás na história. Sobre período eleitoral, vê-se que há teorias fáceis de praticar. Não se ganha a confiança das gentes entre 19 a 29 se setembro deste ano. Ganhar-se-á de 29 de ALGARVE INFORMATIVO #124
Setembro de 2017 a, se for essa a ideia do então Presidente da República Portuguesa, 19 de Setembro de 2021. Uma regra basilar, tão pouco praticada, de comunicação política é que se começa uma campanha no primeiro dia após a última eleição. Seja autarca no poder ou na oposição. Ao invés de uma «corrida de fundo» a passo consistente, moderado e sustentado em trabalho de quatro anos, muitos dos autarcas (oposição e poder) andam a passo durante três anos e, depois, muitos sem conseguir disfarçar, arrancam em sprints como se um mandato fosse uma corrida de 100 metros! Todo o eleitor vê, senhores candidatos. Não é interromper a rotina de quem está no nosso Mercado, na Praça, roubando os mesmos dez minutos de sempre dos que iam ao saudoso Júlio da Boavista, na banca do peixe em Portimão, que estamos a chegar onde queremos. Não é a irromper e mudar à bruta a vida dos nossos cidadãos, não é! É, talvez, quando formos nós, candidatos, a própria rotina desse eleitor. É quando ao longo de quatro anos criarmos os laços normais com a família de qualquer Zé ou Manel que, tal como nós, vão aos mesmos sítios sem segundas intenções. Se fizermos parte dos habituais 10 minutos na praça, estamos no caminho certo para reforçar o que debatemos durante 48 meses e aplicar aí sim, um minuto desses dez para fazer Campanha Política pela nossa lista. Hoje, sem dúvidas, está tudo à distância de um clique mas que não chega a todos. Os últimos atos eleitorais e talvez ainda os próximos resultados em urna, locais e nacionais, reforçarão a ideia de que não podemos esquecer o que a globalidade menorizou: a proximidade, ir à rua, bater à porta e conhecer, cara-a-cara, o eleitor. Dizer-lhe as ideias chave de um programa eleitoral de boca, porque o conhecemos, e não só dispensar papéis que muitos dos candidatos nem conhecem! Até nisto, urge voltar ao «básico». É complexo, eu sei. O mundo mudou. A política mudou, cabe a quem a faz mudar. Aceitas isto ou sais e dás lugar a quem mudou. Mudemos então os intervenientes ou, talvez, a única vitória que lhes reste seja estar na lista com mais um voto que a lista «do outro» na urna dos «1’s de Outubro» desta vida .
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Do Barlavento ao Sotavento
Comecem as eleições Diogo Agostinho (Farense)
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omeça mais uma campanha eleitoral. Este acto eleitoral é, confesso, o meu preferido. Em debate estão as nossas cidades e as nossas freguesias. É a nossa rua que estará em discussão. É a quem confiamos o cuidado com os espaços onde vivemos, onde estamos inseridos. Cuidar da nossa rua é fundamental. Mais do que promessas megalómanas, mais do que obras à pressa e com data sempre colada ao acto eleitoral, estas eleições devem servir para escolhermos quem queremos para os próximos quatro anos. Não é uma brincadeira e é muito tempo para alterar as más escolhas de agora. O nosso Algarve tem 16 concelhos. De Vila Real de Santo António a Vila do Bispo. São muitas as escolhas que iremos fazer. Escolhas de pessoas. Muito mais do que Partidos. É uma questão de sentirmos confiança em quem queremos a cuidar do Concelho. E este ponto é fundamental. A tentativa de criar uma dinâmica nacional a um acto local é prejudicial para a nossa Democracia. Um voto em Loulé ou Tavira não é um voto em António Costa ou Pedro Passos Coelho. Por muitas voltas que procurem dar, não é. Espero que esta campanha seja dentro dos níveis de correcção e esclarecedora. E, já agora, que não seja o tradicional estilo de muitas bandeiras, muito show-off e pouco contacto real com as pessoas. Esse tempo de andar na rua aos gritos, entrar na praça de quatro em quatro anos já lá vai. Não nos tomem por parvos. Sabemos que quem está no poder parte, normalmente, com mais força para as eleições.
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Sabemos que a previsibilidade, o saber com o que se conta é um trunfo, mas quem quer que esteja no poder, quem desafia um Presidente, deve ter a capacidade de dar uma explicação clara sobre o que vai fazer nos próximos quatro anos. E esta falta de programa, de visão estratégica tem sido um ponto fraco na pré-campanha que estamos a assistir. Nem os debates foram esclarecedores, com muitas acusações, muitos ataques e muitas palas ideológicas. O nosso Algarve merece que cada candidato a cada concelho se apresente com um programa, com uma equipa e com vontade de elevar o nosso Algarve. Cada concelho do nosso Distrito é a cara do Algarve. Desengane-se quem pensar que com o mal do vizinho podemos nós bem. Como região, é fundamental que cada concelho tenha uma boa dinâmica, uma boa imagem e um futuro. A dificuldade de congregar o futuro do Algarve como um todo é evidente dada a falta de uma estrutura que pense o Algarve, por isso, é fulcral contarmos com bons Presidentes de Câmara e, já agora, que todos tenham a capacidade de se darem uns com os outros. É obrigação de cada Presidente saber trabalhar com os seus vizinhos. Uma cidade não para no seu limite geográfico. Precisa de ter seguimento, em matéria de mobilidade, urbanismo ou até cuidados de saúde. As cidades não são ilhas. Boa campanha para todos e que os algarvios cheguem ao dia 1 esclarecidos .
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OPINIÃO Este ano vi muita gente a imitar cozinheiros e empregados de mesa/balcão e fingir ser patrão Augusto Lima (Cozinheiro e Formador)
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ue todos percebam e sejam obrigados a perceber que Formação Profissional é a chave do sucesso. Este Verão vi muitas pessoas fingirem que eram cozinheiros e empregados de mesa/balcão. Falta formação, sempre faltou formação e sempre irá faltar formação, quer no Mundo, em Portugal, no Algarve, que nunca esteve sem necessidade de formação, como apregoou por vezes o Governo nos anos idos. Que a palermice não se repita. Tivemos e ainda temos o Programa Formação Algarve, que foi sempre mal usado ou não usado pelas empresas. Este programa permitia dar formação na área das necessidades das empresas. Por muito que não queiramos falar, a Indústria do Turismo é a que mais emprega em Portugal e no Algarve, no Verão, e em outras regiões turísticas por excelência e, por conseguinte, as que têm mais necessidade de formação. É imperioso acabar com a ideia que a Restauração/Hotelaria é o último reduto para quem não encontra trabalho nas suas áreas. Pode até ser uma solução prática, mas nunca uma resolução. Este ano deparei-me com situações que me preocuparam, mas parecem não preocupar os proprietários e o sector. Vi pessoas sem formação a fingirem que eram empregados de mesa/balcão e, em alguns casos, pagos como tal. «Bom Dia» e «Boa Tarde» não faziam parte do reportório. Tão pouco obrigado, deseja alguma coisa mais, está tudo bem? Vi pessoas trabalharem com barbas enormes (numa serra a cortar lenha, nada se diria), com sapatilhas, de chinelos, a cheirar a suor e tabaco, com a mesma roupa que entraram ao serviço e a mesma que sairiam. Vi cabelos despenteados, rastas. Vi gente que não fala bem português, apesar de ter nascido em Portugal. Vi essas mesmas pessoas não saberem o que havia da ementa ou como era feito o prato. Vi imitadores de empregados de mesa/balcão, a pegar chávenas e copos pelos bordos e garrafas pelos gargalos. Vi trazerem garrafas de vinho, já abertas e colocadas na mesa. Vi servirem-se vinhos tintos quentes e, quando confrontados, diziam-me que era assim mesmo e perguntavam se queríamos uma pedra de gelo. Vi
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servirem-se vinhos brancos quentes e desculparem-se que não havia frio. Vi servirem-se Coca-Colas e cervejas sem gás. Vi trazerem calamares fritos como se fossem choquinhos com tinta. Vi essas mesmas pessoas dobradas sobre as mesas, com braços e mãos nas mesas. Senti e vi, palmadinhas nas costas, de gente que nunca vi mais feia ou gorda. Vi gente dessa a comer e a beber sem qualquer incómodo à frente de clientes. Vi talheres, pratos e copos sujos, nas mesas. Vi copos e pratos partidos, nas mesas. Vi mesas abanarem mais que ramos de alecrim sob vento forte. Vi tanta, tanta coisa e acredito que ainda verei mais e mais. Vi gente a fingir que eram cozinheiros e vi cozinheiros a fingir que eram chefes de cozinha. Vi comida fria, mal cozida, ou demasiado cozinhada, ou a roçar o podre. Vi pratos pequenos cheios e pratos grandes vazios. Vi alfaces e legumes amarelos, saladas algarvias arranjadas no dia anterior, quentes e fermentadas. Vi filetes de peixe-espada a serem vendidos como filetes de peixe-galo ou filetes de linguado. Vi comida arruinada por excesso de tomate, de gordura, sem sal. Vi comida regional feita por associações recreativas, a nadar em gordura, gritantemente atomatadas, sem sal, ervas frescas ou secas ou ainda especiarias. Vi tanta, tanta coisa mal feita que eu me pus a pensar se, em algum momento, no início da carreira, eu tinha feito coisa parecida. Matei-me a pensar e não me lembrei. Naquele tempo, vínhamos ensinados com um conjunto de saberes que eram chamados de bom senso. Vi preços demasiado altos para o serviço prestado e vi donos de restaurantes que eu não contrataria para o meu negócio. Vi guerras estúpidas entre concorrentes diretos, lado a lado, que vendiam ambos 12 amêijoas de igual tamanho, de igual preço, confecionadas e servidas de forma igual. Vi gente a ganhar muito sem merecer e vi gente a ganhar muito pouco sem merecer. E perguntei-me – é assim que iremos conquistar quem nos visita? .
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MARTIM LONGO INAUGUROU AVENIDA DOS ALMOCREVES, ESPAÇO GERAÇÕES E CANTINHO DA MEMÓRIA
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Avenida dos Almocreves constitui a construção da 2.ª fase da avenida de Martim Longo e respetivos arranjos paisagísticos, tendo obedecido ao perfil da 1.ª fase, isto é, uma via em cada sentido com um separador central, contemplando a criação de uma rotunda (na alagoa) e de um cruzamento no sentido ascendente à direita para área de futuro loteamento, e novas áreas para a criação de zonas verdes, jardim e passeios. O Espaço Gerações veio substituir uma anterior construção, com várias décadas e que se encontrava em mau estado de ALGARVE INFORMATIVO #124
conservação. A necessidade de demolição prendeu-se com o facto de o edifício não oferecer as características funcionais, técnicas e estéticas necessárias para responder aos requisitos de instalação do agora denominado Espaço Gerações. O Cantinho da Memória localiza-se junto ao novo Espaço Gerações e era ocupado anteriormente por uma construção em avançado estado de degradação, que serviu de habitação. O novo espaço pretende recordar o ciclo do pão, um facto historicamente ligado à região e em particular à aldeia de Martim Longo .
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CASTRO MARIM VAI TER NOVAS UNIDADES HOTELEIRAS
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concelho de Castro Marim tem em curso quatro novas unidades hoteleiras, licenciadas ou em fase de licenciamento - duas em Castro Marim, uma em Altura e outra no interior, em Odeleite. O desenvolvimento destes projetos prevê um acréscimo de cerca de 500 camas turísticas no concelho, uma necessidade manifesta com o aumento da ocupação hoteleira no sotavento algarvio. Serão três hotéis rurais, um em Odeleite, no Vale das Gatas, com capacidade para 54 camas, e dois em castro Marim, na Zambujeira, já contratualizado e com 263 camas, e na Maravelha, também já contratualizado e com 105 camas. Em Altura, já em construção encontra-se um apartamentoedifício, de três estrelas, que contempla 12 apartamentos, três espaços comerciais e uma loja/receção. O Eco Hotel da Maravelha é um projeto que vai diferenciar enormemente a oferta turística no Algarve, com bungalows em madeira, um
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projeto único que criará emprego local já no próximo ano. Além dos novos empreendimentos turísticos, a autarquia de Castro Marim viabilizou também, em 2016, a ampliação do Praia Verde Boutique Hotel, que consistiu na duplicação da capacidade de alojamento do empreendimento, hoje também um polo de atração no concelho e nomeado na categoria Melhor Boutique Hotel, nos Portugal Travel Awards 2015. De 18 colaboradores, em três anos, o Boutique Hotel passou para 67 efetivos e para 120 nos períodos mais sazonais. Ainda na área do apoio aos empreendimentos turísticos do concelho, tem o município sido um agente facilitador na dinamização Algarvelux-Construções e Empreendimentos SA .
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ATUALIDADE
PISCINAS MUNICIPAIS DE LAGOA REABRIRAM COM NOVIDADES
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s Piscinas Municipais de Lagoa abriram a época 2017-2018, no dia 11 de setembro, com diversas novidades para os seus utentes, das quais se destacam a sauna, o banho turco e novas modalidades de Aquafitness, Aquabike e Aquajump. Estas atividades estão abertas a toda a população com mais de nove meses, assim como as aulas de natação, aquasenior, aquaterapia, natação adaptada, polo aquático, natação artística, utilização livre e promoção de festas de anos aos sábados de manhã, ALGARVE INFORMATIVO #124
com o seguinte horário: de segunda a sextafeira, das 8h às 20h30; sábado, das 9h às 13h. As Piscinas Municipais de Lagoa foram construídas em 2001 e são constituídas por uma bancada com capacidade para 350 pessoas sentadas e três piscinas: uma com seis pistas, um Tanque de Aprendizagem e Reabilitação e uma Piscina de Hidroginástica + Spa com jatos de água e Jacuzzi para fins de lazer e terapia, balneários masculinos e femininos, com chuveiros privados e cabines privadas . 126
CÂMARA DE LAGOA ENTREGOU SETE FOGOS A FAMÍLIAS CARENCIADAS
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Câmara Municipal de Lagoa procedeu à entrega, no dia 1 de setembro, das chaves a sete famílias que passaram a habitar uma casa condigna e de acordo com as suas necessidades, proporcionando-lhes uma melhoria na qualidade de vida. A atribuição – por Concurso de Classificação, regulado pela Lei n.º 81/2014 de 19 de dezembro, alterada pela Lei nº. 32/2016 de 24 de agosto – dos sete fogos de habitação social de tipologias T1, T2 e T3, em regime de arrendamento apoiado (seis no Bairro Municipal de Porches e um no Bairro Municipal Jacinto Correia, no Poço Partido) foi realizada após avaliação, caraterização e classificação das 64 candidaturas apresentadas ao abrigo do respetivo Regulamento dos Concursos para Atribuição de Habitações
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Sociais – Regulamento n.º 835/2016, publicado no Diário da República 2.ª série em 24 de agosto de 2016. As Listas de Classificação Definitiva foram elaboradas de acordo com os critérios de classificação e pontuação das candidaturas admitidas, depois de avaliadas as condições de habitabilidade, verificadas in situ as residências dos candidatos admitidos a concurso, a situação socioeconómica do agregado familiar, a localização do emprego e da atual residência e situações especiais, nomeadamente deficiência física ou mental com incapacidade absoluta, situações de doenças degenerativas, situações de saúde crónica que afetem as atividades da vida diárias de qualquer elemento do agregado familiar mediante comprovativo clínico ou ainda o candidato apresentar estatuto de vítima, todas elas devidamente fundamentadas e documentadas .
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ATUALIDADE
LAGOS INAUGUROU O PRIMEIRO CEMITÉRIO PARA ANIMAIS DO ALGARVE
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inauguração do Cemitério para Animais, em Lagos, aconteceu no dia 8 de setembro, tratando-se de um dos três projetos mais votados do Orçamento Participativo de Lagos 2016. É o primeiro equipamento do género do Algarve e o terceiro a nível nacional. A obra contemplou a construção, numa primeira fase, de um módulo de inumação aeróbia com 39 unidades, de dimensões diferenciadas para animais de grande, médio e pequeno porte, bem como o arranjo de espaços verdes exteriores, nomeadamente mobiliário urbano e a construção de uma arrecadação. Em fase posterior, e considerando a procura, o número de unidades poderá, eventualmente, duplicar, dentro da área disponível para o efeito. ALGARVE INFORMATIVO #124
A proposta da construção de um cemitério para animais domésticos foi apresentada por Cecília Paula do Carmo e foi um dos três projetos mais votados do primeiro Orçamento Participativo de Lagos, levado a cabo em 2015, e que integraram o orçamento municipal para o ano de 2016. A empreitada foi adjudicada à firma OCM – Obras, Construção e Manutenção, Lda., e o projeto é da responsabilidade da empresa António Marques-Planeamento e Arquitetura, Lda., sendo o valor global desta obra de 49 mil e 848,05 euros. O Regulamento Municipal respeitante a este Cemitério, que define as regras e o funcionamento do mesmo, já foi aprovado em Reunião de Câmara e da Assembleia Municipal .
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LOULÉ REQUALIFICA ESPAÇO EXTERIOR DA BIBLIOTECA E PARQUE DE ESTACIONAMENTO
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oi assinado, no dia 11 de setembro, o auto de consignação da empreitada de beneficiação do Parque de Estacionamento de Loulé e espaço exterior da Biblioteca Municipal Sophia de Melo Breyner Andresen, na Rua José Afonso. O Parque de Estacionamento de Loulé será alvo de uma intervenção que pretende, desde logo, impermeabilizar o edifício de forma a resolver os problemas de infiltrações que ocorrem atualmente. Por outro lado, os trabalhos permitirão criar um acesso pedonal para pessoas com mobilidade reduzida, levar a cabo alguns melhoramentos gerais para incremento da aprazibilidade do Parque e de funcionalidades a vários níveis, criar um lugar para tomada e largada de passageiros, requalificar a portaria e zona de atendimento e ainda modernizar toda a estrutura de gestão, tecnologia e sinalética do Parque de Estacionamento. O projeto tem ainda o importante objetivo de realizar as obras necessárias no edifício para o cumprimento do mesmo em matéria de segurança contra riscos de incêndios No que diz respeito ao espaço exterior da Biblioteca Municipal de Loulé, que se encontra paredes-meias com o Parque, a ideia é renovar toda a área, criando um espaço ajardinado aprazível como zona de leitura ou local de estadia e convívio, 129
onde o leitor possa estar em contacto com a natureza, e onde também será possível realizarem-se algumas iniciativas de âmbito cultural como pequenas conferências, apresentações ou «A Hora do Conto». Esta intervenção engloba ainda a criação de uns sanitários públicos de acesso permanente na ala da praça do Tribunal, que irão substituir os que existiam no coreto da Avenida José da Costa Mealha. Os trabalhos terão um valor global estimado em cerca de um milhão de euros e o prazo de execução é de 300 dias. De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, esta intervenção integrada irá criar melhores condições nestes edifícios públicos, ao mesmo tempo que constituirá mais um importante investimento na área da área da reabilitação urbana, contribuindo assim para melhorar a fruição dos espaços por parte dos cidadãos . ALGARVE INFORMATIVO #124
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«GREEN SHEIKH» VISITOU SILVES
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ua Alteza Real o Sheikh Abdulaziz bin Ali Al Nuaimi, o «Green Sheikh» dos Emirados Árabes Unidos, visitou Silves, no dia 12 de setembro, tendo sido recebido no Salão Nobre dos Paços do Concelho pela Presidente da Câmara Municipal e restante executivo permanente. Na ocasião, Rosa Palma salientou a riqueza do concelho de Silves e do seu território e deu a conhecer algumas das preocupações da autarquia no que toca à preservação do meio ambiente, nomeadamente com o envolvimento em projetos charneira como o do Centro de Reprodução do Lince Ibérico, localizado no concelho e apoiado pela Autarquia. A edil destacou igualmente a herança comum que une ALGARVE INFORMATIVO #124
todos os povos árabes e os silvenses, herdeiros de um passado histórico profundamente ligado à cultura muçulmana. Acompanhado de uma vasta comitiva de altos quadros ligados a área distintas como a medicina estética, os media, a banca e os investimentos, o Sheikh, que tem um profundo interesse pelos temas ligados à preservação do meio ambiente, manifestou o seu apreço pela cultura portuguesa e pela beleza de todo o país, em particular da cidade de Silves. Preocupado com a educação dos mais jovens, que considera ser a solução para a mudança que o planeta precisa, mostrou o desejo de poder colaborar com esta autarquia algarvia, no sentido de poder aprofundar laços e implementar projetos . 130
MIGUEL PARAÍSO GUERREIRO É O DIRETOR-GERAL DO DESIGNER OUTLET ALGARVE
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ROS Retail Outlet Shopping nomeou Miguel Paraíso Guerreiro como diretor-geral do Designer Outlet Algarve, o primeiro projeto gerido pela operadora austríaca em Portugal, com abertura prevista para o Outono de 2017, em Loulé. Na indústria da moda e luxo há mais de 15 anos, com experiência em projetos na Europa e Médio Oriente, Miguel Guerreiro especializou-se em Gestão de Ativos Imobiliários, Conceção de Centros Comerciais, Desenvolvimento de Negócio Internacional, Modelo de Franchising, Gestão de Marca, Desenvolvimento de Produto e Finanças. O profissional iniciou a sua carreira em Portugal, na Projeto Têxtil com marcas como Mango, Tally Weijl e victorvictoria como Diretor-Geral. Em 2012 assumiu o cargo de Retail Director do grupo Azadea, no Qatar, a empresa master franchising do grupo Inditex, Salsa, Virgin e outras. A carreira de Miguel Guerreiro passa agora pela ROS Retail Outlet Shopping, empresa responsável pela comercialização e gestão do Designer Outlet Algarve, conhecida pelos seus conceitos inovadores em centros outlet, com mais de 20 anos de experiência em Designer Outlets. Inspirado na arquitetura regional, irá integrar 65 lojas ao ar livre, na primeira fase, distribuídas por 13 mil metros quadrados, simulando as ruas de uma típica vila algarvia, onde não faltam as tradicionais chaminés ou as paredes 131
caiadas de branco para oferecer uma verdadeira experiência algarvia. Em conjunto com o MAR Shopping Algarve, o Designer Outlet Algarve vai possibilitar aos visitantes encontrarem uma ampla oferta de marcas premium e de diversos segmentos, para que tenham uma experiência de compra única, assente na diversidade da procura e oferta para todos os gostos . ALGARVE INFORMATIVO #124
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