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ALGARVE INFORMATIVO 19 de agosto, 2017
ALGARVIOS HONRARAM AS SUAS PADROEIRAS LUÍS ENE LANÇOU «GURU DE ALGIBEIRA»| FATACIL INAUGUROU EM LAGOA 1 ALGARVE INFORMATIVO #1212016» CALÇADAS ENCHEU S. BRÁS DE ALPORTEL | PLURALO VENCEU «IDEIAS EM CAIXA
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CONTEÚDOS ARTIGOS 12 - Startup Portimão 18 - Calçadas - A Arte sai à Rua 28 - FATACIL 40 - Albufeira, Castro Marim e Ferragudo honraram as suas Padroeiras 54 - Luís Ene 62 - Pluralo 84 - Atualidade
OPINIÃO 68 - Adília César 70 - Nelson Dias 72 - Álvaro Viegas 74 - António Manuel Ribeiro 76 - Augusto Lima 78 - Fábio Jesuíno 80 - Carlos Gouveia Martins 81 - Diogo Agostinho 28 18
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STARTUP PORTIMÃO ABRIU PORTAS COM CONDIÇÕES ÚNICAS PARA «ACELERAR» NEGÓCIOS Texto:
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oi num ambiente bastante descontraído, com muitos jovens, menos jovens, empresários, aspirantes a empresários, empreendedores, autarcas e convidados que se procedeu à inauguração, no dia 10 de agosto, da Startup Portimão. Esta incubadora é o mais recente projeto promovido pela autarquia de Portimão que
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tem como parceiros o Autódromo Internacional do Algarve e a Territórios Criativos – entidade que estará no terreno a prestar apoio à incubadora. Localizada num edifício do Autódromo Internacional do Algarve, a StartUP de Portimão estende-se por dois pisos, por onde se distribuem seis «boxes» 12
(gabinetes de trabalho), duas salas de reuniões, uma sala de formação, todas devidamente equipadas e com capacidade para 40 postos de trabalho, onde há também lugar para dar asas à criatividade e até uma mesa de ping-pong e um «paddock» especial para abastecer o espírito empreendedor. “É a concretização de um sonho, o resultado de uma conjugação de várias vontades e da determinação do Paulo Pinheiro, da Territórios Criativos, da Câmara e dos seus trabalhadores, que nos últimos dias estiveram aqui muitas horas para que tudo estivesse pronto”, afirmou Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão. Outra novidade avançada pela autarca foi que, em breve, o Vai Vem irá começar a
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passar pelo Autódromo, estendendo uma das suas linhas, que atualmente chega à localidade da Pereira, disponibilizando-se igualmente em estudar e implementar outras situações na área da mobilidade que possam ser apresentadas pelas empresas que lá se quiseram instalar. A Presidente da Câmara Municipal de Portimão finalizou a sua intervenção, lançando um repto: “Queremos aqui muitos jovens empresários e empreendedores. E se forem mais de 30, arranjaremos ideias para a expansão deste espaço”. Paulo Pinheiro, administrador da Parkalgar, revelou entretanto que os dois pisos do complexo do circuito foram cedidos a título gratuito, em regime de comodato e lembrou que esta estrutura
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já é utilizada, ao longo de todo o ano, por empresas mundiais, algumas delas na linha da frente da inovação, para ali testarem os seus produtos, nomeadamente ao nível dos automóveis e das motos. “E essas empresas até poderão ter vantagem em trabalhar com as startups que vierem a instalar-se na nova incubadora, enquanto o contrário também é verdadeiro”, acrescentou. O administrador referiu mesmo o exemplo de uma empresa na área da imagem que se deverá instalar em breve na «Startup Portimão» e que irá trabalhar para os clientes da Parkalgar. Esta estrutura para acolher jovens empresas será direcionada para as «cidades inteligentes» (smart cities), nas áreas da energia, mobilidade, turismo, governança e qualidade de vida. “Mas nenhum negócio será rejeitado, mesmo que não se integre no grupo preferencial”, adiantou Luís Matos Martins, da Território Criativos, entidade parceira que assume a gestão da incubadora. “Uma incubadora ALGARVE INFORMATIVO #121
não são só paredes e o objetivo é atrair startups e empreendedores, bem como empresas e empresários. O que queremos fazer é pôr todo o ecossistema a funcionar, juntando pessoas que estão a começar, mas também empresários com mais experiência. Só assim se conseguirá criar redes para criar negócios”, reforçou Luís Matos Martins. Quanto à localização da incubadora, fora do centro da cidade de Portimão e numa zona mais periférica, aquele responsável sublinhou a importância de tirar partido das muitas sinergias que podem ser desenvolvidas com o Autódromo. Luís Matos Martins anunciou também que esta incubadora está já a tratar da sua certificação, para que possa passar a atribuir vouchers de incubação e outros apoios para as novas empresas. A estrutura vai ainda promover programas de formação para os seus membros e eventos e iniciativas, voltadas para o interior, mas também para o exterior. O objetivo de tudo isso é, insistiu, “criar redes entre os empreendedores, já que é dessas redes que surgem muitas das oportunidades de negócio”. Tendo com parceiros institucionais o IAPMEI e o IEFP, a «Startup Portimão» está agora aberta a candidaturas de empreendedores . 14
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«CALÇADAS» VOLTOU A ENCHER CENTRO HISTÓRICO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL Texto:
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Grupo de Folclore da Casa do Povo de Santa Cruz
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elo quarto ano consecutivo, o Centro Histórico de São Brás de Alportel foi anfitrião do «Calçadas – A Arte sai à Rua», no dia 14 de agosto, com um programa recheado de música, dança, poesia, teatro, design, escultura, fotografia, artesanato, doçaria e petiscos. A iniciativa é da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, organizada em parceria com a «Comissão Calçadas», um grupo informal da comunidade são-brasense que voluntariamente se empenha todos os anos na concretização deste evento que também faz parte do Plano de Revitalização do Centro Histórico de São Brás de Alportel. O «Calçadas 2017» começou com a atuação, no adro da Igreja, do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Santa Cruz, do Arquipélago da Madeira e, poucos ALGARVE INFORMATIVO #121
minutos depois, era a vez dos fadistas César Matoso e Sara Paixão pisarem o Palco Praça Velha, acompanhados pelos virtuosos da guitarra portuguesa e viola, os são-brasenses Ricardo Martins e Nuno Martins. Entretanto, no Palco Vila Adentro, escutava-se a música do grupo «Cante Andarilho», de São Brás de Alportel, que combina a música tradicional portuguesa com as influências da world music. Em simultâneo, no «À do Calçadas», era o duo Luke Redmond e Luís Oliveira que interpretava os seus temas originais. Com os primeiros artistas da noite em ação, o Centro Histórico de São Brás de Alportel ganhava uma moldura humana cada vez maior, com os residentes e os turistas, nacionais e estrangeiros, a aproveitarem para comprar peças originais de artesanato ou provarem os 20
Cante Andarilho
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Companhia de Danรงa#121 do Algarve ALGARVE INFORMATIVO
Os vereadores Acácio Martins e Marlene Guerreiro e o presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vítor Guerreiro
deliciosos doces regionais, mas também para assistir a diversas manifestações de arte, fosse no Centro de Artes e Ofícios, na Biblioteca Municipal ou no número 7 da Rua Ferreira de Almeida, que acolhia o movimento artístico «Espreitarte» da Peace and Art Society. Mas as ruelas davam a conhecer também a arte ao vivo de Brígida Banha, as Rendas de Bilros ou
as «Formas de Arte» nos armários de distribuição de eletricidade. No Palco Adro da Igreja foi a vez da Escola de Dança Municipal apresentar o trabalho desenvolvido pelos seus alunos, a que se seguiu as atuações da Companhia de Dança do Algarve e do projeto Movingstar. No Palco Praça Velha, o fado deu lugar às histórias do cantautor
ALGARVE INFORMATIVO #121 por Ricardo Martins e Nuno Martins César Matoso, acompanhado
Escola de Dança Municipal de22 São Brás d
Appo
brasileiro Thomas Bakk e, mais tarde, do músico Fernando Leal. Música trouxe-nos também o irlandês Appo, no Palco Vila Adentro, com a sua voz áspera e temas bens construídos. Este era, aliás, o palco destinado aos ritmos mais mexidos e, já depois da meia-noite, o britânico Daniel Kemish interpretou as canções do seu álbum de estreia «Fools and Money».
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Ali bem perto, no «À do Calçadas», atuaram igualmente Botas & Candeias e o DJ Miká, mas outro espaço deu nas vistas por esta hora, o «Calçadinha», onde se escutaram histórias de arrepiar pelas vozes tenebrosas de Maria José Carocinho e Fernando Guerreiro. Outras histórias, mais divertidas, tinham feito as delícias dos pequenotes no Espaço Infantil da
Projeto Movingstar
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Biblioteca, com o espetáculo «Uma escuridão bonita» da Associação Cultural UMCOLETIVO. “É um evento que reúne todas as condições para ser apelativo aos residentes e visitantes, com artesanato e petiscos, músicos e artistas, num ambiente bastante agradável, quase familiar”, observa Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel. Música e arte em palcos improváveis, pois São Brás de Alportel tem, de facto, muitos espaços que podem ser aproveitados para acontecimentos culturais, reconhece o autarca. “Existem vários recantos no Centro Histórico ideais para música, dança, poesia e o «Calçadas» é uma semente que dá frutos para a economia local, mas também um exemplo do que poderemos vir a fazer no futuro”, frisa Vítor Guerreiro, aproveitando para destacar o empenho dos cidadãos anónimos que compõem a «Comissão Calçadas». “A Câmara Municipal dá todo o apoio necessário, em termos monetários e logísticos, mas quem acaba por fazer o trabalho de seleção dos participantes e de organização do espaço é um grupo informal que tem vindo a juntar diversas pessoas de diferentes sensibilidades artísticas. A nossa comunidade é muito ativa e o mentor do «Calçadas» até é um lisboeta que se mudou para São Brás há cerca de 15 anos, o Rui Medina”, revela, antes de regressar à moldura humana que, por esta hora, já preenchia quase por completo as ruas do Centro Histórico de São Brás de Alportel .
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Luís Oliveira e Luke Redmond
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Thomas Bakk
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FATACIL ABRIU PORTAS EM LAGOA Texto:
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38.ª edição da FATACIL, a maior feira generalista do Algarve e uma das maiores do país, abriu portas, em Lagoa, no dia 18 de agosto. À semelhança de outros anos, todos os dias estão subordinados a um tema específico, sendo o primeiro dedicado ao município de Lagoa. A 19 de agosto é a vez do artesão, prosseguindo a FATACIL com o Dia da Agricultura e Pescas do Algarve (20), do Empreendedor (21), da Gastronomia Algarvia (22), do Cavalo Lusitano (23), do Turismo (24), dos Vinhos do Algarve (25) e do Crédito Agrícola (26). A feira encerra a 27 de agosto com um dia dedicado à criança. O cartaz do Palco Principal, como de costume, contempla artistas de top nacional capazes de potenciar o reencontro de várias gerações e, depois de Agir animar a multidão no primeiro dia, seguem-se Richie Campbell (dia 19), João Pedro Pais (dia 20), GNR (dia 21), Dengaz (dia 22), Quim Barreiros (dia 23), a dupla Carminho/Tiago Bettencourt (dia 24), Xutos e Pontapés (dia 25), Matias Damásio (dia 26) e D.A.M.A (dia 27). Na feira estão presentes cerca de 700 expositores, distribuídos por uma área superior a 50 mil metros quadrados, e os motivos para uma visita não se esgotam nos concertos do Palco Principal. De facto, o Setor Equestre já se tornou uma referência nacional e internacional e o elenco de 2017 faz justiça a esse estatuto. O espaço foi inaugurado, na sexta-feira, pelo presidente da Associação Brasileira do Puro Sangue Lusitano, Ismael Silva, momento que antecedeu o espetáculo «Patrimónius». No dia 20, disputa-se uma
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poule de obstáculos e, no dia seguinte, Francisco Cancella de Abreu realiza a primeira parte de um estágio, com a Vilamoura Equestrian School a efetuar também uma apresentação pública. No dia 22 acontece a parte final do estágio e, no dia 23 de agosto, decorre uma avaliação estática e dinâmica ao Cavalo Lusitano. Um dos destaques do cartaz tem lugar precisamente nesta noite, o «Patrimónius» com Clemence Faivre, que faz a sua estreia em Portugal. No dia 24 de agosto ocorre uma prova de ensino de Equitação de Trabalho, antes de uma lição equestre ao vivo com Maria Paes do Amaral. No dia 25 de agosto é a vez de uma prova de maneabilidade e velocidade de Equitação de Trabalho e o fim-desemana volta a acolher o espetáculo «Patrimónius», sendo que, no dia 26 de agosto, será feita uma homenagem ao falecido José Francisco Cruz e Crujo, criador da prestigiada Ganadaria e Coudelaria Varela Crujo e que era uma presença assídua nas corridas de toiros e atividades equestres da FATACIL. À gastronomia, muita e variada, e aos momentos de animação de rua junta-se a visita obrigatória ao espaço «Amar a Terra», sob a responsabilidade da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve. É neste espaço que se podem encontrar os produtos típicos da região como o vinho, o mel, os doces regionais, os enchidos, o figo, a amêndoa, a alfarroba, os citrinos, o ALGARVE INFORMATIVO #121
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artesanato, entre muitos outros. O setor agropecuário dá especial enfase aos criadores de todo o Algarve e, além da mostra de raças nacionais e algarvias, propõe o concurso nacional de ovelha churra algarvia, bem como uma atenção especial ao cão do Barrocal Algarvio. A vertente agropecuária é, sem dúvida, uma das estrelas da FATACIL e encontram-se 32 stands na zona «Amar a Terra», entre os quais se pode assistir a demonstração ao vivo do artesanato regional. Em parceria com a DOCAPESCA e a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve vão ser dinamizados showcookings e não falta uma tenda institucional com a presença da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, a DOCAPESCA, os Grupos de Ação Costeira, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Universidade do Algarve, o Centro de Ciência Viva e o EuropeDirect, entre outros. Em termos de entradas, os preços mantêm-se (3,5 euros/dia; 12,5 euros/dia para uma família de quatro pessoas; 20 euros para os 10 dias) e reforçou-se a capacidade de estacionamento em cerca de mil viaturas. Deste modo, a feira conta com um novo parque, junto aos Supermercados Aldi e Apolónia, elevando para sete o número de parques e a capacidade total para perto de quatro mil viaturas. Tudo isto implica um orçamento de 850 mil euros para a edição de 2017 da FATACIL, valor idêntico ao do ano transato . ALGARVE INFORMATIVO #121
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MICKAEL CARREIRA FOI ESTRELA NAS FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DOS MÁRTIRES Texto:
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e 11 a 15 de agosto, Castro Marim esteve ao rubro com as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, padroeira desta vila raiana. As celebrações mais emblemáticas para a população deste concelho do extremo do sotavento recebem milhares de visitantes, pela força e beleza do momento religioso e pela excelência do cartaz musical, este ano abrilhantado pela atuação de Mickael Carreira. Depois de 18 anos longe do coração de Castro Marim, as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires regressaram, em 2016, ao seu local original, conferindo-lhe uma maior familiaridade e envolvência com a comunidade local, mas também uma reaproximação da sua essência, sobretudo religiosa, e cujo ponto alto teve lugar, no dia 15 de agosto, com a Procissão em Honra da padroeira castro-marinense. Às celebrações religiosas juntaram-se o artesanato, a etnografia, a gastronomia e a animação musical. Pelo palco da Praça 1.º de Maio passaram as ARUTLA, «Baby Lores & Luís», «ALBuhera» e Mickael Carreira. No arranque das comemorações, e de forma a assinalar o Dia Internacional da Juventude, realizou-se uma Color Run e Festa da Espuma, numa iniciativa de um grupo de jovens de Castro Marim com o apoio da autarquia local, da Associação Rodactiva e do Motoclube «Os Piratas». Outras novidades de 2017 foram as atividades desportivas, nomeadamente o futebol, que era uma prática comum nestas comemorações. Assim sendo, disputou-se o torneio anual de futsal «Nelson Solá», numa homenagem póstuma do Castromarinense ao seu antigo jogador. As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires têm a organização da Câmara Municipal de Castro Marim e da Paróquia de São Tiago e o apoio das Associações Locais . ALGARVE INFORMATIVO #121
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PADROEIRA DE FERRAGUDO VOLTOU A PERCORRER O RIO ARADE Texto:
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freguesia de Ferragudo esteve em festa em honra da sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição, com uma procissão pelas águas do Rio Arade, no dia 15 de agosto, ao som da Banda Filarmónica Portimonense. O percurso teve ponto de partida junto ao Instituto de Socorro a Náufragos de Ferragudo, seguindo até ao cais da Marinha e retornando para a Praia Grande. Neste ponto, a procissão retomou o seu trajeto terrestre no Salva-Vidas, onde se realizou a bênção das embarcações e pescadores. Depois deste momento, a procissão percorreu as ruas de Ferragudo em direção ao Largo Rainha Dona Leonor e à igreja. A par do programa religioso, houve mais festa no Jardim do Regato, com uma noite de fados, a 14 de agosto, com Teresa Viola e Pedro Viola, antes de se escutar a música popular do grupo de cantares Fonte Nova. No feriado, 15 de agosto, depois de concluída a procissão, houve arraial no mesmo local, com os Companhia Limitada e Cathy e suas bailarinas. A finalizar as festividades, teve lugar um espetáculo de fogo-de-artifício na zona ribeirinha de Ferragudo, ao bater das 12 badaladas. As festas em honra de Nossa Senhora da Conceição contaram com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa, da Guarda Nacional Republicana de Lagoa, dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, da Capitania do Porto de Portimão, do Instituto de Socorros a Náufragos e empresários, comerciantes, pescadores e população de Ferragudo .
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ALBUFEIRA PRESTOU HOMENAGEM A NOSSA SENHORA DA ORADA Texto:
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Festa em Honra de Nossa Senhora da Orada é uma tradição que vem de longe e que todos os anos reúne centenas de pessoas para agradecer e pedir a proteção da Virgem, conhecida por abençoar os pescadores da terra. De 7 a 11 de agosto, a Igreja Matriz acolheu Eucaristias, às 9h e às 21h e, no dia 12, houve Eucaristia pelas 18h e, às 21h, a Missa foi seguida de Procissão até à Ermida da Orada, onde decorreu o Terço da Família. Em Olhos de Água, a Eucaristia teve lugar às 20h. A 13 de agosto, às 21h, foi a vez da Adoração Eucarística e Oração do Terço com os pescadores na Ermida da Orada. Os festejos culminaram com um grande programa no Largo da Ermida de Nossa Senhora da Orada, junto à Marina de Albufeira, no dia 14 de agosto. Às 15h15 houve oração do Terço, na Ermida da Orada, seguida de Eucaristia Solene, às 16h. A partir das 17h15 os barcos reuniram-se numa procissão pelo mar, onde foi venerada a Imagem de Nossa Senhora da Orada. À noite, o Largo da Nossa Senhora da Orada acolheu um espetáculo musical com o fadista Ricardo Ribeiro. As festividades encerraram no dia 15 de agosto – dia Santo – com solenes Eucaristias na Igreja Matriz, pelas 10h, na Quinta da Balaia, às 11h30, e às 19h na Ermida da Orada .
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ENTREVISTA
LUÍS ENE LANÇOU
«GURU DE ALGIBEIRA» Embora tenha começado a dar nas vistas, em 2002, com um romance tradicional, foi na escrita minimalista que Luís Ene se tornou um verdadeiro mestre e «Guru de Algibeira» é disso um perfeito exemplo. Mas mais pequenas histórias estão na calha para verem a luz do dia nos próximos tempos e, depois de «arrumada a casa», é altura de partir para novas aventuras, porque Luís Ene adora, acima de tudo, fazer experiências com as palavras. Texto:
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oi no renovado Café Aliança, na Baixa de Faro, que encontramos Luís Nogueira, ou Luís Ene, como é conhecido no mundo da escrita, a escrevinhar no seu bloco de notas, enquanto ia bebericando um café. De longo cabelo branco despenteado, pera branca e bigode grisalho, óculos de pensador, t-shirt de espírito jovem, tem mesmo pinta de guru. E foi por causa do «Guru de Algibeira» que nos abeiramos do autor que há cerca de 15 anos se tem dedicado a um formato breve de escrita. Curiosamente, a sua entrada no mundo da literatura deu-se com o romance «A Justa Medida», que venceu, inclusive, a primeira edição do concurso «Novos Talentos», corria o ano de 2002.
(...) É ESSENCIAL QUE OS LIVROS CHEGUEM AOS LEITORES, NÃO POR VAIDADE, MAS PARA QUE FIQUEM COMPLETOS. ESTÁ FEITO, ESTÁ FEITO, DEIXA DE SER MEU E PASSA A SER DOS LEITORES (...) ALGARVE INFORMATIVO #121
Depois do livro ter sido publicado pela Porto Editora, Luís Ene abraçou os blogues, um dos primeiros de Portugal a aderir a esta ferramenta de comunicação, tendo criado o projeto literário «Mil e Uma Pequenas Histórias». “Era uma espécie de diário, todos os dias escrevia uma pequena história, mas mesmo pequena, podia ter três, quatro, cinco linhas, um parágrafo. Levei dois anos e meio até chegar à 1001.ª história, mas cheguei”, recorda, uma aventura que deu, depois, lugar a novo livro. “Hoje, utilizo o Facebook não para colocar fotografias minhas, mas para partilhar textos diários, sempre com um intuito literário. Este livro insere-se um pouco nessa linha, alterei muitas coisas, até pensei em não o publicar, mas decidi ir para a frente porque temos que mostrar aquilo que escrevemos. É essencial que os livros cheguem aos leitores, não por vaidade, mas para que fiquem completos. Está feito, está feito, deixa de ser meu e passa a ser dos leitores”, refere, com o seu modo característico de falar. Um livro que é anormalmente pequeno, reconhece Luís Ene, num tamanho A6, mesmo de algibeira, com 64 textos, a que se somam outros 14 mais reduzidos, quase frases, e que respondem a questões que o próprio se foi colocando ao longo da vida. “Estão numa determinada ordem, mas aconselho que a leitura seja aleatória. A ideia é as pessoas fazerem uma pergunta – não se vão ganhar o totoloto ou se vão ser felizes com as atuais namoradas –, abrirem o livro 56
numa página qualquer e tentar ver se dali ressalta alguma sabedoria”, indica, um género dos famosos bolinhos da sorte chineses que dão dicas cuja interpretação varia de pessoa para pessoa. “O que está no livro são coisas que toda a gente sabe e sente, mas que nem todos conseguem exprimir por palavras e eu tenho essa facilidade. Aliás, o primeiro título que tinha pensado era «O que eu não consigo explicar, posso sempre escrever». Escrever é algo que me traz alguma paz, sentido e orientação no dia-adia”. Engane-se, porém, quem pensa que escrever pequenas histórias é fácil, do mesmo modo que colocar no papel os pensamentos do quotidiano não está ao alcance de qualquer um. Luís Ene considera, contudo, que tudo é relativo e recorda a experiência do «Mil e Uma Pequenas Histórias». “Escrevendo uma 57
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pequena história por dia, ao fim de dois anos e meio tinha 1001 histórias, o que dava umas 500 páginas. Se fizeres uma página por dia, tens 365 no fim do ano, é uma questão de não teres medo de avançar. Gostava de voltar aos romances, mas isso exige muito tempo e concentração. Não consigo estar a escrever, ir fazer outra coisa durante três dias, e depois regressar ao livro, já não estou sintonizado”, admite o entrevistado. Luís Ene revela, no entanto, que chega a
estar horas de volta de uma pequena frase a mexer com sete ou oito palavras. Em simultâneo, não é adepto de dizer tudo às pessoas, prefere que sejam elas a preencher o que fica a faltar. “Abro o caminho e os outros completam, não quero dar soluções, porque eu também tenho dúvidas de qual é a melhor solução”, explica, confirmando que, hoje, não há muito vagar para se ler grandes livros. “É um fenómeno dos tempos modernos e não propriamente das gerações mais recentes, porque eu também tenho alguma dificuldade em ler um romance muito extenso. Nunca tinha lido o «Retrato de uma Senhora» de Henry James, são 600 páginas, e andei ali às voltas com o livro, fechei, voltei”, conta.
ESCRITORES FICARAM MAIS PRÓXIMOS DOS LEITORES Considerando que o ato da leitura serve para nos conhecermos a nós próprios, Luís Ene acredita que as pequenas frases do «Guru de Algibeira» dão que pensar, por oposição a outros livros, alguns deles verdadeiros calhamaços que pesam um ou dois quilos, que não desafiam o leitor a ALGARVE INFORMATIVO #121
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qualquer pensamento. “Há alguns em que basta saber ler e deixar correr. Não tenho nada contra a literatura que serve para nos distrair, para nos divertir, mas há obras que são como as séries da televisão, são para nos anestesiar”, aponta. “Atualmente, queremos tudo e em pouco tempo, o que não sucedia há umas décadas. Se quisesse ficar em casa a ler um livro, como não tinha telemóvel, ninguém me aborrecia. Os programas de televisão também eram maus e não havia Facebook, eram menos distrações”, recorda. Apesar destas distrações do mundo do audiovisual e digital, Luís Ene entende que a palavra escrita continua a ter a sua força, aliás, na sua opinião, a poesia nunca esteve tanto na moda como agora. “Todos querem escrever e dizer poesia. Se há livros de menor qualidade, não sei se a responsabilidade é das pessoas que os escrevem ou daquelas que os editam. Há 20 anos, havia 10 pessoas que escreviam, uma fazia-o bem, as outras nove, mal. Agora, há 100 pessoas a escrever e, se calhar, a proporção manteve-se”, comenta, com uma risada. “Mas não devemos censurar qualquer tipo de leitura porque não sabemos quais livros vão ser importantes para nós. Eu adorava Júlio Verne. Terá muito valor literário? Se calhar não tem, mas eu gostava daquilo. Tudo o que nos faça viver um bocadinho mais é bem-vindo”, defende. O que mudou nos últimos anos é que um autor não pode apenas apresentar aquilo que escreve, mas a ele próprio, enquanto pessoa, personalidade, personagem, com este ou aquele estilo, que faça esta ou aquela leitura em público. “A minha 59
(...) HOJE, HÁ TODO UM NEGÓCIO DAS PESSOAS QUE SE CHEGAM À FRENTE COM O DINHEIRO PORQUE QUEREM PUBLICAR UM LIVRO E NÃO CONDENO NINGUÉM POR ISSO, É UM DESEJO LEGÍTIMO DE QUALQUER UM. SÓ ME FAZ IMPRESSÃO AS PESSOAS QUE SE ACHAM MAIS DO QUE SÃO (...) vontade era nunca aparecer, publicava os livros, deixava-os ir e ninguém sabia quem era o seu autor. Algumas pessoas fizeram isso com sucesso no passado mas, agora, isso é impossível”, desabafa Luís Ene. “Por outro lado, esta nova realidade aproxima mais os escritores dos leitores e isso talvez não seja mau, embora uma coisa seja a obra e outra bem diferente seja o seu criador. ALGARVE INFORMATIVO #121
Pertenço a uma associação cultural e literária e, quando organizamos eventos onde estão os escritores, os livros vendem-se. Se formos apenas mostrar os livros, isso já não acontece. Não é por acaso que figuras mediáticas, músicos, jornalistas, têm logo muito mais pessoas a comprarem os seus livros, mesmo sem saberem se são bons ou maus”. Bons ou maus, cada um escolhe que livros quer ler e Luís Ene não é daqueles de criticar as obras dos seus colegas. “Há coisas que, tecnicamente, estão bem concebidas, nota-se que a pessoa foi honesta e autêntica na sua escrita, e eu respeito isso, mesmo não gostando do produto final. E há livros que levam anos a ser reconhecidos pela crítica e pelos leitores”, justifica, dando o exemplo de Gabriel García Márquez, que demorou 15 anos a ver o seu talento confirmado e cujo primeiro livro só foi publicado cinco anos após a sua conclusão. “De qualquer modo, quase ninguém vive da escrita em Portugal. Mesmo os consagrados recebem uma menor percentagem sobre o preço de capa do que há uns anos, pelo que o escritor é um escravo do mercado editorial. Quem verdadeiramente ganha dinheiro são os editores e os distribuidores e agora até dizem, inclusive a nomes sonantes, que o próximo livro tem que ser financiado por eles. Hoje, há todo um negócio das pessoas que se chegam à frente com o dinheiro porque querem publicar um livro e não condeno ninguém por isso, é um desejo legítimo de qualquer um. Só me faz impressão as pessoas que se acham mais do que são”. Para Luís Ene, o mais importante é que a sua escrita chegue às pessoas, não tanto ALGARVE INFORMATIVO #121
que seja vendida, daí utilizar outras ferramentas para estar mais próximo dos leitores. Por isso, publicou dois livros em dois anos consecutivos, depois de ter estado seis anos sem lançar nada para o mercado. E depois de «Guru da Algibeira», mais projetos estão em andamento, revela. “Já me estava a apetecer escrever algo de maior fôlego e fiz uma novela sobre o espírito do 25 de abril, que coloca em confronto duas pessoas de duas gerações: uma viveu o 25 de abril; outra, o período de 2012 a 2014, da troika. Interessava-me falar do que faz as pessoas sair à rua nestas situações”. Estilos diferentes que comprovam a versatilidade de Luís Ene, aliás, escreve porque gosta de experimentar com as palavras. “Acho que não sou poeta, é a ficção que me alimenta. Este «Guru de Algibeira» é um livro de aforismos, de pequenas frases, sem o formato de histórias, apenas para fazer as pessoas pensarem. Há um ditado chinês que diz: «O dedo aponta para a lua. O sábio olha para a lua. O idiota olha para o dedo». As minhas palavras procuram apontar para o que está mais longe, em qualquer coisa que está mais à frente e que nunca vemos muito bem. Corro o risco da vulgaridade com esta obra, porque um romance com 600 páginas é que é bom, um poema de uma página não interessa para nada”. Quanto aos novos projetos, deverão ver a luz do dia em 2018, para «limpar a casa» antes de partir para outra. “O que quero publicar são coisas que já estão escritas e, enquanto não o fizer, não consigo avançar noutras direções” .
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ENTREVISTA
PLURALO VENCEU «IDEIAS EM CAIXA 2016» Foi há sensivelmente um mês que se conheceram os vencedores da edição de 2016 do «Ideias em Caixa», concurso desenvolvido pelo CRIA, da Universidade do Algarve, em parceria com o NERA, a ANJE, a Caixa Geral de Depósitos e o IAPMEI. A grande vencedora deste ano foi a Pluralo, plataforma colaborativa que pretende ajudar empresários, agentes e comissionistas que operam negócios de animação turística. Texto: ALGARVE INFORMATIVO #121
Fotografia: 62
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oram anunciados, no dia 14 de julho, os vencedores do Concurso de Ideias de Negócio «Ideias em Caixa 2016», promovido pelo CRIA, da Universidade do Algarve, em parceria com a Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Caixa Geral de Depósitos e Agência para a Competitividade e Inovação, I.P. (IAPMEI). O objetivo do concurso é fomentar a iniciativa empresarial e o empreendedorismo qualificado e inovador, em especial nos setores de referência da RIS3 Algarve, nomeadamente «Turismo», «Mar», «Agroalimentar», «Economia Verde», «Saúde e Ciências da Vida» e «TIC e Atividades Culturais e Criativas». De um extenso lote de participantes, destacou-se a Pluralo, uma plataforma colaborativa que pretende criar uma ferramenta que dê assistência a empresários, agentes e comissionistas do ramo da animação turística, ou seja, que ajude na gestão das operações diárias destas empresas, dando suporte às vendas nos múltiplos canais de distribuição dos tempos modernos. “As empresas vendem os seus serviços nos agentes comissionistas, nas suas plataformas online e nos seus balcões de venda direta, mas sentem uma grande dificuldade em conseguir gerir toda esta informação em tempo real, de uma forma simples e rápida, ao mesmo tempo que procuram melhorar as experiências vividas pelos seus clientes. Este projeto tem alguns sócios ligados precisamente à animação turística que sentiam este problema e verificamos que existia aqui uma oportunidade de mercado para 63
desenvolver a Pluralo”, explica Natacha Parreira, licenciada em Novas Tecnologias de Comunicação e que foi consultora durante vários anos nos ramos da tecnologia e design. Depressa se compreendeu, igualmente, que esta plataforma faria mais sentido se envolvesse um grande número de agentes, de empresários, unidos por uma dificuldade comum. E depressa se percebeu, também, que estes empresários estavam dispostos em fazer parte de um projeto que pretende ser colaborativo, onde todos possam ganhar uns com os outros, até porque os «segredos do negócio» de cada um estão perfeitamente salvaguardados. “Não precisamos ter acesso a informações sensíveis para conseguirmos desenvolver este produto. Convidámos várias empresas para integrar a fase-piloto, que está a decorrer neste momento, porque não queríamos criar um produto com base naquilo que já conhecíamos do mercado, ou naquilo que achávamos que o mercado sentia. A ideia era que as empresas e os agentes partilhassem as suas experiências e problemas do dia-a-dia, contribuindo com sugestões para um software que desse resposta às suas necessidades”, refere a entrevistada, à conversa na Marina de Albufeira. De facto, vive-se uma época de partilha, de se trabalhar em rede, de se criar parcerias, não fazendo sentido monopolizar conhecimentos que possam contribuir para o desenvolvimento de todos. É neste cenário que a Pluralo tem crescido, mesmo sabendo-se que ALGARVE INFORMATIVO #121
algumas pessoas podem ser mais resistentes a esta partilha de informação. “Contudo, aqueles que querem dar o salto para um patamar superior, que querem passar para o próximo nível, sejam pequenos, médios ou grandes empresários, alteram a sua abordagem, a sua filosofia. Para se dar esse passo é preciso construir em conjunto e o nosso foco está na vertente tecnológica, não estamos interessados em fazer concorrência a quem opera na animação turística. Essas empresas também estão concentradas em prestar o melhor serviço possível aos seus clientes e não propriamente em desenvolverem ferramentas tecnológicas, portanto, há uma boa conjugação de interesses”, observa Natacha Parreira. Conforme referido, grande parte destas empresas possui os seus sítios de internet e estão ativas nas diversas redes sociais para promover e comercializar os seus produtos e serviços, daí questionarmos qual a mais-valia da Pluralo. “Estamos a falar de consumidores finais que, normalmente, nem estão em Portugal, que pretendem adquirir estes produtos a partir do estrangeiro. É preciso vender nos sites das empresas, nos agentes comissionistas, nos operadores turísticos, nas lojas online especializadas nestas atividades, e o maior problema é gerir-se a disponibilidade dos produtos em todas estas plataformas. Em certas situações, é necessário um ou mais funcionários apenas para atualizar esta informação em tempo real, para atender telefonemas, para responder a e-mails”, sublinha Natacha Parreira. “Com a Pluralo, cada vez que é vendido um bilhete, seja em que meio for, a informação é rapidamente ALGARVE INFORMATIVO #121
atualizada em todas as plataformas, o que reduz as situações de overbooking, de se vender mais do que se consegue disponibilizar”, acrescenta. Esta mais-valia é ainda mais notória em pequenas empresas onde as pessoas que fazem normalmente as marcações são elas próprias os guias turísticos, o que leva a contatos que se perdem, a vendas que não se concretizam. “Nós fazemos a comunicação direta, o cliente 64
faz a marcação e o agente recebe a informação de todas as reservas efetuadas e do estado dos serviços”, resume, indicando que, para já, a plataforma está focada na animação turística mas, como produto tecnológico que é, pode ser adaptado a outros setores de mercado, nomeadamente do alojamento. Da ideia à prática, a ambição da Pluralo é ser um ambiente de trabalho para o setor 65
da animação turística, o que implicará que o produto vá evoluindo com o tempo, sendo fácil a integração das empresas que já possuem sítios de internet com maior grau de desenvolvimento e otimização. Para quem pretende melhorar a sua presença na internet, a plataforma disponibiliza páginas para os aderentes, mas Natacha Parreira esclarece não estarmos na presença de uma tradicional loja online, mas de uma plataforma que dá suporte ALGARVE INFORMATIVO #121
à gestão e venda dos produtos destas empresas. Empresas que, neste momento, são essencialmente oriundas do Algarve, embora a internet não tenha limites temporais ou espaciais, de modo que a Pluralo funciona 365 dias por ano e não apenas no pico do Verão. “É certo que determinados postos de venda não estão abertos 12 meses por ano, mas a Pluralo não é um espaço físico. As contas dos aderentes estão sempre abertas e podem ser efetuadas reservas de produtos em qualquer altura do ano. O Algarve é o mercado-piloto nesta fase, mas há empresas de outros pontos do país que já manifestaram interesse na plataforma”, revela Natacha Parreira. Entretanto, a candidatura ao «Ideias em Caixa» deveu-se à consciência de que existem múltiplas questões legais, administrativas e burocráticas que escapam um pouco ao leque de competências dos mentores do projeto, para além de outros aspetos mais contabilísticos e financeiros. “Quisemos ALGARVE INFORMATIVO #121
validar o que estava na nossa cabeça e aproveitar a Semana do Empreendedor para recolher mais informação, participar em workshops e palestras e partilhar a ideia com o painel de mentores, pessoas que são especialistas nas suas áreas específicas”, recorda a entrevistada. “O ganhar o concurso foi positivo por toda a divulgação que houve da Pluralo e que gerou vários contatos de empresários dos setores da animação turística e alojamento. O primeiro grande prémio traduziu-se igualmente numa verba de cinco mil euros, que está direcionada para a componente de publicidade”. A finalizar, Natacha Parreira relembra que a Pluralo está presentemente na sua fase-piloto e com a sua tecnologia em constante evolução e melhoramento graças ao feedback que vai recebendo dos operadores em pleno pico da atividade turística. “O intuito é que, na próxima época, esteja tudo a funcionar a 100 por cento” .
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OPINIÃO Luís Guerreiro (1960 - 2017): A memória como engenharia do tempo Adília César (Escritora)
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uís Manuel Mendes Guerreiro nasceu a 4 de Setembro de 1960 em Querença, filho de Manuel Guerreiro (Manuel Custódio) e Maria da Silva Mendes. Licenciou-se em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em Lisboa (IST) em 1988, mas desde muito cedo já evidenciava outros interesses, tendo organizado com alguns amigos uma biblioteca e criado o Grupo Desportivo e Cultural de Querença, onde se praticava desporto e se fazia teatro. Quando foi estudar para Lisboa, aprofundou esses interesses ao ter acesso a actividades e espaços culturais relevantes, como as desenvolvidas na Gulbenkian, na Torre do Tombo ou na Biblioteca Nacional, além de espectáculos de música e de dança a que assistia. Após a conclusão do curso de Engenharia Civil ficou por Lisboa cerca de dois anos, e depois veio para o Algarve, onde ingressou no sector de Saneamento Básico da Câmara Municipal de Loulé. Como referiu o seu amigo e jornalista Idálio Revez num artigo de 2 de Julho de 2017 no jornal Público, “pouco depois trocava a inspeção às canalizações da cidade pelos corredores das bibliotecas e arquivos, descendo ao subterrâneo da cultura local”. Segundo a mesma fonte, também o antigo reitor do Liceu de Faro, Joaquim Magalhães lhe haveria de chamar «engenheiro das letras», ao qual o próprio Luís Guerreiro retorquiu com outra expressão, que no seu entender, era mais adequada: “sou um engenheiro não praticante”. Desde cedo, portanto, a sua actividade profissional direcionouse para as áreas da Cultura, Turismo e Comunicação. Foi responsável pelo Gabinete de Turismo e Desenvolvimento Rural entre Janeiro de 1990 e Março de 1991, altura em que foi nomeado Adjunto do então presidente da Câmara Municipal de Loulé, Joaquim Vairinhos. Por delegação do presidente e em boa hora coordenou uma vasta ALGARVE INFORMATIVO #121
actividade no domínio da Cultura, como a política editorial do Município, a coordenação da Agenda Cultural, a realização de exposições, o apoio às associações concelhias, geminações e outras iniciativas culturais. Foi Chefe do Gabinete de Apoio ao Presidente (de 1997 a 1999), Coordenador do Gabinete de Imprensa (de 1994 a 2002), Chefe de Divisão de Turismo, Desenvolvimento e Animação (de 1999 a 2004), Chefe de Divisão de Cultura (de 2004 a 2013) e Coordenador do Gabinete de Eventos, Comunicação e Imagem (desde 2013). Desempenhou diversas atividades em associações socioculturais, integrando a Comissão Instaladora da Fundação António Aleixo, tendo sido Cooperador e Presidente da Assembleia Geral da CEUPA – Cooperativa de Ensino Universitário do Algarve, membro da direcção do Círculo Teixeira Gomes e Coordenador Técnico da Candidatura de Sagres a Património da Humanidade. Exerceu as funções de director, responsável editorial e colaborador assíduo do Jornal «A Voz de Loulé». Percorreu inúmeras bibliotecas e arquivos. Fundou uma livraria e apresentou livros. Participou em palestras, tertúlias, congressos, deu formação e comissariou exposições. Foi até ao presente presidente da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, com sede em Querença, que viu surgir no ano de 2016 o prestigiado FLIQ – Festival Literário Internacional de Querença, o qual já teve a sua segunda edição em 2017. O FLIQ veio preencher uma lacuna importante no que diz respeito à dinamização de um festival literário de referência na região do Algarve com projecção internacional, como de facto aconteceu nas suas duas edições. Outros projectos e acções culturais foram acolhidos na Fundação, grande parte deles em parceria com a Universidade do Algarve, no âmbito do Centro de Estudos Algarvios, o qual, em 68
sinal de tributo ao presidente da Fundação, passará a chamar-se Centro de Estudos Algarvios Luís Guerreiro. De acordo com informação divulgada no artigo já referido de Idálio Revez no jornal Público de 2 de Julho de 2017, podemos encontrar na Fundação Manuel Viegas Guerreiro «o projecto Romanceiro.pt, uma plataforma que integra o Arquivo do Romanceiro Português, com 3.632 versões inéditas de romances publicados entre 1828 e 2011. As gravações, em 609 cassetes áudio depositadas na biblioteca da Fundação, representam 660 horas de gravação». Luís Guerreiro foi também o autor de uma proposta já candidatada ao Orçamento Privativo de Portugal e na qual ainda se pode votar até 15 de Setembro (Projecto 709) - criação de uma Hemeroteca Digital do Algarve para reunir em formato digital todas os jornais e revistas que o Algarve já teve desde o século XIX. A recolha efectuada permitiu fixar em 1833 a data da primeira publicação da imprensa regional algarvia. Ao longo dos anos Luís Guerreiro veio a dedicarse entusiasticamente à investigação histórica regional e local, tendo publicado diversos trabalhos, como a «Bibliografia do Concelho de
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Loulé» (em coautoria com João Sabóia), «Loulé no ano da Revolução» (XX Aniversário do 25 de Abril) e «Duarte Pacheco – O Edificador», entre outros. Possuía um dos maiores acervos documentais privados sobre o Algarve, com cerca de dois mil livros e publicações periódicas. A 16 de Janeiro de 2017, o Rotary Club de Loulé atribuiu-lhe o galardão Profissional do Ano, tendo em atenção a sua «excelente e marcante obra», como reconhecimento do projecto cultural de uma vida, distinção que Luís Guerreiro aceitou com agrado. Luís Guerreiro faleceu a 14 de Agosto de 2017, vítima de doença prolongada. Neste momento, é importante a divulgação do trabalho de referência que ele iniciou no Algarve, desenhando sonhos e construindo os alicerces necessários à elevação da cultura regional através da investigação histórica e do seu registo rigoroso. Se o sonho é matéria espiritual e a engenharia é a ciência da construção rigorosa ou engenhosa, que transcende a imaginação e se materializa em obra feita, então Luís Guerreiro, um criador de cultura, ficará na nossa memória como o «engenheiro do espírito» .
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OPINIÃO Atingiu o Algarve o pleno emprego? Nelson Dias (Consultor)
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número de desempregados inscritos nos centros de emprego do Algarve, no passado mês de maio, era inferior, em pouco mais de mil indivíduos, ao verificado em agosto de 2016. Isto significa que as necessidades de mão-de-obra se fizeram sentir mais cedo do que habitual, certamente fruto de um maior dinamismo da economia regional e da sua capacidade de crescer fora do período de verão. Os dados de junho e julho do presente ano confirmam a tendência de redução dos desempregados, embora a um ritmo muito mais esforçado e inferior às necessidades do mercado de trabalho. Isto significa, em termos práticos, que a mão-de-obra inscrita e disponível não reúne as caraterísticas necessárias para responder à oferta, ficando por preencher, segundo fontes próximas do IEFP, cerca de 400 postos de trabalho na região. No final de setembro será inaugurado o Mar Shopping, estimando-se a necessidade de criação de cerca de 1600 postos de trabalho diretos e outros tantos indiretos. Esta realidade levou o Instituto a lançar uma campanha nacional de angariação de candidatos, oferecendo apoio à mobilidade temporária, equivalente a 50 por cento do Indexante dos Apoios Sociais (cerca de 210 euros), tendo rececionado até ao momento um pouco mais de 40 candidaturas. Um dos aspetos positivos deste contexto prende-se com o facto da criação de emprego ter sido feita, em parte, pelo regresso ao trabalho de uma população que se encontrava inativa, não inscrita nos Centros de Emprego, mas disponível para ingressar no mercado. Outro dos indicadores positivos é o aumento, em cerca de 2 por cento, da contratação sem termo na região, dando a perspetiva, ainda que simbólica, de uma tendência de maior estabilização do emprego. A consequência mais negativa deste contexto, para além do esforço requerido aos trabalhadores dos setores onde falta mão-de-obra – em particular a hotelaria, restauração e comércio – é a baixa de qualidade de alguns serviços prestados. A impreparação das pessoas recrutadas em cima da hora, a perspetiva de curta de prazo e os baixos salários concorrem simultaneamente para gerar uma situação que pode ser bastante penalizadora para a região e para a sua economia no curto e médio prazo.
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Mesmo que as políticas de emprego ampliem o seu impacto positivo e as empresas façam um esforço acrescido para estabilizar as suas equipas, o Algarve continua a ter problemas estruturais que necessitam de ser enfrentados, excluindo desta equação a própria sazonalidade de alguns setores de atividade. Refiro-me em concreto à falta de alojamento para acolher mão-deobra externa (se essa for a via para responder ao excesso de oferta de emprego); às enormes dificuldades de mobilidade intrarregional, fortemente impulsionadas pela insipiente e em alguns casos inexistente rede de transportes; e à baixa qualificação ou impreparação da população para o exercício de funções técnicas em determinados setores de atividade, por pouco exigentes que sejam. Esta é uma reflexão que urge fazer, que requer tempo e que exige uma implicação direta e comprometida dos agentes públicos e privados da região. O que vai acontecer quando terminar a época alta? O bom desempenho da economia da região vai abrandar e, em consequência, regressaremos aos números do desemprego que conhecemos. Uma boa parte dos trabalhadores sazonais vai voltar aos Centros de Emprego para requerer os seus direitos até que uma nova temporada se inicie e as entidades patronais com as quais mantém relação os recrutem novamente. Alguns dos anteriores inativos, entretanto reingressados no mercado de trabalho, voltam à condição em que se encontravam, mas desta vez com direito ao subsídio de desemprego, podendo isso representar um esforço acrescido do Estado em termos de prestações sociais. Os estudantes que entretanto ocuparam funções laborais em setores como o comércio, a restauração e a hotelaria regressam às salas de aula, sem alterações significativas nas suas vidas. Pelo meio, o país vai entrar em campanha eleitoral e a reflexão que agora se impõe fazer corre o risco de ser adiada para mais tarde, para um período que pode prejudicar ou pôr em causa a preparação atempada do ciclo regional do emprego/desemprego de 2018. Este tema não pode ir de férias a seguir ao Verão. A região necessita de começar agora a construir uma estratégia e um consenso alargado sobre a matéria em apreço .
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OPINIÃO
O emplastro! Álvaro Viegas (Advogado)
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rocurando no dicionário da Porto Editora encontramos esta definição de emplastro «pessoa achacadiça, importuna ou parasita», ou ainda se encontra «remendo ou conserto mal feito». O emplastro mais conhecido no país é o que aparece no meio futebolístico, ora junto de dirigentes e adeptos do FCP, ora junto de dirigentes e adeptos do SLB. Este é o tipo de emplastro inofensivo, ingénuo e tolerado pelo povão. Outros tipos de emplastros são aqueles que, não tendo oportunidade de aparecer nas televisões por mérito próprio, se colam aos entrevistados, escolhendo o melhor ângulo para aparecerem e terem os seus segundos de fama. Encontramos esta espécie principalmente no meio político. Há ainda os emplastros oferecidos, os que estão sempre disponíveis para aparecer, à saída de um jogo de futebol, de um comício, de um evento social. Tudo é bom para se publicitarem, faz parte do seu ego. Os emplastros mais perigosos, mais repugnantes e mais nocivos à sociedade são os emplastros que se colam como um adesivo, aparecem em todo o lado, parasitando em todos os círculos, tendo como objetivo tirar com isso o máximo proveito para si. Eles aparecem parasitando o seu partido,
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aparecem parasitando os outros partidos, colamse a tudo a que lhes cheire ganhar dinheiro fácil. Oferecem sem vergonha os seus préstimos, girando num ambiente de total impunidade, como se tudo fosse possível, como se nada fosse descortinável. Os emplastros como parasitas que são devem ser tratados como tal. Se os «hospedeiros» não os exterminarem, podem vir a morrer com eles mas, em muitos casos, o parasita pode-se reproduzir e disseminar os seus «descendentes», que podem ter infestado outros hospedeiros, perpetuando assim a espécie. É exatamente isto que não pode suceder numa sociedade saudável e sem parasitas. Caberá aos «hospedeiros» não permitir que estes sobrevivam e se reproduzam. Estas eleições autárquicas vão eleger muitos «hospedeiros». Esperemos que saibam usar o medicamento adequado para eliminar estes parasitas e tornar o nosso ar e a nossa sociedade mais saudável. Lembremo-nos que os parasitas só existem porque o hospedeiro o permite. Um hospedeiro «limpo» e saudável trata rapidamente de eliminar os parasitas. Ao contrário, um hospedeiro sujo, conspurcado, corruptível, é mais facilmente parasitado. Urge que se faça esta limpeza .
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OPINIÃO
Eu e o meu (nosso) país António Manuel Ribeiro (Músico e Escritor)
um Verão de corridas e isso deixa os UHF e o seu público unidos e felizes, em cada noite há uma celebração. O mundo está de férias, eu sei, e tudo foi mandado para trás das costas, talvez com a excepção do vídeo-árbitro, uma tecnologia duvidosa quando não serve os intentos de um dos lados. Já era assim sem máquina. Será que a sua progenitora é uma desonrada sem emenda? No dia 12 subimos pela A23 até Figueira de Castelo Rodrigo e o que vi desde Abrantes até à região de Vila Velha de Ródão já não me deixou chocado, vai sendo assim ano após ano, este clima de terra queimada como na guerra a que se juntam os mortos na estrada e os outros a banhos. Falta muita responsabilidade (educação) à malta do bairro. Depois, no dia 14 rumámos a Figueiró, uma freguesia de Paços de Perreira. E se o norte está verde como o vinho, já na A1, na zona de Coimbra foi outro choque – as encostas de finos paus espetados estão negras como num ataque de napalm. Penso nos bombeiros, homens e mulheres, bombosda-festa que usam a agulheta e o machado e definham nas palavras dos governantes sempre que estes lhes prestam «homenagem» verbal. Como ouvi a uma responsável da meteorologia, a culpa não é do clima. A culpa é nossa, das más práticas, do desleixo, das negociatas, antes e depois dos incêndios, dos doentes que deviam estar presos: a culpa é uma solteira desconhecida que se esfuma nas palavras – semântica – banais, oficiais, que uma empresa de comunicação preparou para a hora certa dos telejornais. Há muito que os noticiários do país se dedicam aos ângulos das chamas, à tragédia, às perdas humanas e materiais, já não é informação, é folhetim da desgraça real que se acalenta no subconsciente do colectivo como inevitável – por enquanto acontece aos outros. Os incêndios não são uma tradição, mas é assim que os vemos quando rumamos para a luta por um metro quadrado de areia na Caparica.
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Ouvi em dois momentos o sotaque alentejano do ministro da agricultura, Capoula Santos, no timbre arrogante de quem considera o poder um poleiro conquistado. Primeiro, ainda se fazia o rescaldo da tragédia de Pedrógão Grande e já o senhor empossado afirmava que o plano de reflorestação do eucalipto iria prosseguir com milhões disponíveis. Será que os novos acontecimentos, a secura crescente do país e a desordem florestal não exigem novos estudos? Esta semana voltei a ouvi-lo. Dizia o senhor, naquele belíssimo sotaque alentejano que não lhe confere autoridade rural, que “todos os que agora agitam planos sobre os fogos e a floresta os deviam ter apresentado antecipadamente”. Engana-se, senhor ministro. Esse devia ser o seu trabalho, antecipar as tragédias, ouvir e estudar sem pruridos e amizades. Como num estado de guerra unir todas as facções políticas que representam o conjunto votante da nação, que é maior do que a soma de um governo, e suscitar o seu contributo – isso representaria transparência democrática. Mas seria pedir demais às vistas curtas dos governantes que nos vão calhando. Sem pachorra, o país evita o pingue-pongue entre governo e oposição, que não tem de ficar presa à trela do governo. Hoje subimos até Sátão, amanhã Góis (onde este ano já houve chamas) e no sábado Coruche. Descobrindo Portugal, este pequeno país que podia ser maior: a dimensão da alma de uma nação não cabe no seu espaço geográfico, mas isso é lirismo poético. A escolha: um livro. O mesmo de Max Hastings, «A Guerra Secreta», (edição Vogais de 2017) que me acompanha há mais de um mês. São quase 680 páginas e custa-me escrever o que se segue. Mas é o livro mais mal traduzido e impresso que li na minha vida. E é pena, porque a temática, sobre o mundo secreto de todos os beligerantes na II Guerra Mundial, é fantástica. Erros crassos, falta de palavras, outras repetidas e até palavras coladas, há de tudo. Porque sou dos livros, lamento .
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OPINIÃO
O Gourmet já enjoa! Será mesmo assim? Augusto Lima (Cozinheiro e Formador)
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á muitos que assim pensam, mas será mesmo assim? Vejamos, através de algumas considerações sobre esta matéria que acho pertinentes. Quem apresenta/confeciona Gourmet tem que saber dominar técnicas e conhecimentos variados. Quem gosta do belo, do apresentável? Arriscaria dizer que todos aqueles que entendem o conceito de beleza, de Arte e gostam, no dia-a-dia de o aplicar, quer na compra de um artigo ou na construção de um bem essencial (plano físico), quer na análise de um momento ou forma expressiva do ser humano ou da natureza (plano emocional). Quer tenha sido por uma questão de modismo ou pela vontade de entender a Cozinha, que também é uma manifestação cultural, como uma Arte, o movimento ganhou adeptos no mundo dos Artesãos (cozinheiros/ceramistas/designers/produtores), de criar empratamentos, acessórios, espaços e alimentos com o intuito de agradar à vista e despertar esse sentimento de manifestação humana capaz de suscitar empatia quando lidamos com a Arte. O Empratamento, Plating em inglês, está relacionado com a expressão primeira de cobrir com metal brilhante, cobre, por exemplo, ou prata e ouro, com o intuito de valorizar. E é de facto o empratamento que valoriza a comida, mas não só, o utensílio onde é cozinhado, o prato onde é servido, também. Ficamos então a perceber que o Goumet depende muito, muito, do empratamento. Ora, Gourmet está ligado à forma de apresentar diferente, bela e inovadora um produto, comida ou bebida, quer pela aplicação de técnicas apropriadas, quer pela utilização de formas, cores e texturas, criando uma manifestação de prazer na descoberta e na experiência, valorizando o design, o belo, a Arte. Até aqui tudo bem, digo eu. A apresentação Gourmet teve início com o movimento culinário Nouvelle Cuisine, que se iniciou nos anos sessenta do século passado, que influenciaria a cozinha mundial e que tinha por base a modificação da apresentação dos pratos e a introdução de novas influências exóticas, principalmente oriundas da Ásia. Nos anos seguintes, a minimização dos pratos, assim ALGARVE INFORMATIVO #121
como na frescura/qualidade dos ingredientes, proposto/concebido para ser utilizado na forma de elaborados menus de degustação da chamada Alta Cozinha. A não compreensão do conceito levou a exageros, onde porções minúsculas num único prato, cobradas a preços exorbitantes, desgastaram esta proposta original que foi contemporânea da Cozinha do Mercado, proposta por Paul Bocuse. Erradamente e por culpa de alguns cozinheiros e restauradores, a palavra Gourmet tornou-se sinónimo de pouca quantidade. A cozinha atual preocupa-se em servir o melhor produto confecionado da melhor forma. Preocupandose com a qualidade e a quantidade, onde a primeira não se revê na segunda e tendo em atenção o momento do dia em que a refeição é servida e ainda a proposta de ementa clássica ou menu de degustação em que sejam apresentados. Em entrevista recente, a propósito do Gourmet e o que acho sobre o tema, disse: “O Algarve faz parte do mundo e o mundo que o visita quer ver essa ideia de casual sofisticado e conhecer coisas novas, de se surpreender e de experienciar momentos e produtos variados. Eu acredito que o Gourmet veio para durar, mas acredito que tenderá a ser eclético. Se não vamos sofrer de replicações e imitações. As modas podem ser: seguidas, interiorizadas ou copiadas e, quando copiadas, ou se copia bem ou se copia mal. Estão de acordo?”. Tudo pode ser Gourmet? Eu digo SIM e dou-vos um exemplo – Moelas guisadas. Podemos apresentá-las, normalmente, em pires raso de risca azul, afogado em molho (abusivamente) de tomate acidulado, onde nada gordura (muita) ou num prato fundo, onde o fundo está cheio de uma bom molho de tomate que exala cheiro agradável a limão e onde os estômagos dos galináceos se apresentam, mostrando textura adequada numa composição que emana frescura de ervas frescas e força de um crocante que embrulhe o momento numa empolgante degustação em simultâneo com uma visão experimentalmente sublime .
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OPINIÃO
Quando criei a minha empresa aos 18 anos Fábio Jesuíno (Empresário)
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er empreendedor está na moda, é uma palavra comum no nosso dia-a-dia, é utilizada com muita frequência nas mais diversas situações e ajuda muito a transformar a sociedade e mentalidades. Há muitos anos atrás, quando ainda era jovem e ainda não tinha falta de cabelo, estava a estudar na escola secundária de Mértola, escola espetacular com professores muito bons que permitiam aos alunos desenvolver atividades inovadoras através de um método de ensino com uma componente tecnológica bastante presente. Na altura com cerca de 15 anos, participava em diversas atividades extracurriculares, uma delas no canal de televisão com um estúdio muito bem equipado que transmitia para todas as televisões da escola, e uma rádio que era ouvida em toda a vila de Mértola. Adorava participar nessas tarefas e, ao longo do tempo, aprendi e comecei a dominar todos os equipamentos. Mais tarde, com 17 anos, devido a contingências orçamentais, a escola deixou de poder atribuir um professor para coordenar as atividades do canal de televisão e da rádio. Foi nesse momento que o diretor da escola me convidou para ser o coordenador e manter os projetos ativos, algo que fiquei surpreendido pela confiança que estava a depositar em mim, mas achei que estava à altura do desafio e que era uma oportunidade de aprender mais. Durante esse período, estava a estudar no curso profissional de informática com uma componente forte de programação, o que me permitiu começar a dar os primeiros passos no desenvolvimento web. Por iniciativa própria, criei os websites da
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televisão e da rádio da escola, para melhorar os meus conhecimentos e fazer chegar esses projetos a mais pessoas. Após tantos progressos, o diretor da escola lançou o desafio em criar o site oficial do estabelecimento. Foi muito bom, passei várias semanas a programar para criar algo inovador. No seguimento das iniciativas e trabalhos desenvolvidos na escola, fui convidado a dar uma entrevista numa revista. Inicialmente ponderei, não queria dar muito nas vistas, mas pensei que a minha história podia motivar outros alunos. A entrevista saiu e surgiram contactos para criar websites, encontrei uma oportunidade de negócio e tomei a decisão de criar uma empresa. Encontrei vários obstáculos, um deles foi ter que esperar mais alguns meses para fazer 18 anos e tinha de arranjar cinco mil euros, valor mínimo na altura de capital social. Fiz 18 anos e rapidamente fui pedir dinheiro aos meus pais. Disseram-me logo que não e que eu estava maluco e devia ir para universidade. Tinha de ver como podia contornar a situação, consegui convencer um banco a emprestar o dinheiro, foi um processo um pouco complicado. E nasceu assim nessa altura a 3WX numa vila do interior alentejano. Posteriormente, voltei a estudar porque pensei que era fundamental para o meu crescimento profissional e pessoal. Foi um percurso muito desafiante, no início devido ao pouco conhecimento em gestão. Passei por diversas dificuldades financeiras, mas aprendi bastante nesse período. Hoje, a 3WX é uma das agências de marketing digital mais antigas da Europa com clientes em vários países .
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OPINIÃO Do Pontal à Pontinha, em 2017 ao Algarve todos dão uma perninha Carlos Gouveia Martins (Portimonense)
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ara nós, algarvios, o Algarve é sempre o centro de tudo e de todos, independentemente do mês, do ano ou da finalidade. No mês de agosto, não são só os milhões de turistas de todo o mundo, e o meio milhão de algarvios, que coabitam na nossa região. Há ainda os Partidos Políticos. A vida política começa a fervilhar e, se com o PSD é normal desde 1976 com as sucessivas e históricas Festas do Pontal, este ano de 2017 trouxe e traz ainda os dirigentes do PS, PCP e até Bloco de Esquerda à região mais procurada em Portugal: O Algarve. No fim-de-semana que passou, a 13 de Agosto, novamente o Calçadão de Quarteira com duas mil pessoas na Festa do Pontal e, pelo oitavo ano consecutivo, com Pedro Passos Coelho enquanto figura maior da social-democracia. Em ano de autárquicas, como não poderia deixar de ser, com os 16 cabeças de lista às Câmaras Municipais da região no palco e ainda os dirigentes distritais do partido a darem cor à festa que traz gente de todos os distritos do país. Já no próximo fim-de-semana, a 26 de agosto, o PS fará novamente o comício da Pontinha para assinalar a sua rentrée política. Mais de uma década depois da última edição, os socialistas regressam a Faro num encontro que, se é verdade que serviu de baluarte de esperança a António Guterres em 1995, ao contrário do que alguns escrevem, nada tem de sorte porque levou à derrota de José Sócrates com o seu número 2, António Costa, em 2011 perante Pedro Passos Coelho. Dizia há dias o porta-voz do Secretariado Nacional do PS que “não há melhor sítio para uma Festa de Verão do que o Algarve”, que ironicamente coincide com as palavras de Carlos César quando há uns meses dizia, por distração e má educação aquando das jornadas parlamentares do seu partido, que no Algarve é “só Festa”. Bom, não critiquemos Luís Patrão por assumir publicamente que o PS só vem à região de vez em quando (nos últimos 20 anos ALGARVE INFORMATIVO #121
registamos só três comícios: 2005, 2011 e 2017) para a sua rentrée e muito menos o misturemos com o senhor da Família numerosa dos Açores. As palavras do secretariado do PS, curiosamente e seguramente contra sua vontade, dão força e justificam o porquê dos portugueses que ligam à política (e até os que não ligam) saberem bem o que é o Pontal mas poucos saberem a que se deve a Pontinha. Alguns terão na memória a marcação cerrada de António Guterres em 1995 ao pós-Cavaquismo, em que agendou o comício do PS à mesma hora, e no mesmo dia, da Festa Histórica do PSD. Diretos televisivos de todos os canais, contabilidade ao minuto de quem teria mais apoiantes na rua, barómetros dos sound bites dos líderes dos dois partidos com maior implementação nacional mas, e sobretudo, muita cor e demonstração de força em ambas as rentrées. Mas do comício do PS na Pontinha é só isso que vem à memória dos mais atentos. O resto é vago e muito descontinuado no tempo. Falando de eventos menores, registo para a vinda de Jerónimo de Sousa em eventos do PCP em Faro e Vila Real de Santo António, mesmo antes da histórica Festa do Avante de 1 a 3 de Setembro. Catarina Martins esteve em Loulé e Marisa Matias trouxe a direção nacional do Bloco de Esquerda a Portimão, ainda antes do Fórum do Socialismo agendado para 25 e 26 de Agosto mais a norte do Algarve. 2017 servirá para reforçar o que é histórico: Festa do Pontal do PSD e Festa do Avante do PCP que ano após ano se repetem, ganham maiores tradições e sedimentam as suas posições. E servirá para constatar as exceções: PS, BE e PCP a passarem pelo Algarve em tentativas de marcar calendário mas não marcar a História. Efetivamente, do Pontal à Pontinha, do Barlavento ao Sotavento, todos deram cá uma perninha em 2017. Veremos em 2018 .
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Do Barlavento ao Sotavento
Do Pontal à Pontinha, em 2017 ao Algarve todos dão uma perninha Diogo Agostinho (Farense)
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ão há Verão em que a estrada não se encha até ao nosso Algarve. Quer nacional, quer A2, a romaria tem o seu pico entre o final de julho e meados de agosto. E ainda bem. A nossa região vive do turismo e precisa de todos. Estrangeiros e portugueses. Mas, nesta romaria a sul, os partidos políticos seguem atrás da multidão e vá de promover jantares e comícios mais a sul do território. Bem sei que se trata da melhor região do nosso país. Obviamente, que não sou uma opinião isenta. Confesso que até compreendo a vontade dos políticos em chegar perto das pessoas. Afinal, o «trabalho» dos políticos é, ou deveria ser, servir as pessoas. No entanto, perante um ano intenso, cheios de tricas partidárias, cheio de questões mais ou menos orçamentais, com debates estéreis, com um desgaste semanal de acusações, olho com desconfiança para estes movimentos mais a sul. Não tenho a certeza do que afirmo, mas tenho sérias dúvidas que os portugueses que rumam ao Algarve, em pleno agosto, liguem alguma coisa ao Pontal ou à Pontinha. Atenção, esta opinião é generalizada, e acho que válida para todas as forças políticas, da esquerda à direita. Aliás, bem se vê pela adesão desses mesmos comícios. Falamos de quê? Mil pessoas? Pois. Acho que as pessoas querem saber é onde está a água mais quente, onde podem estender a toalha e onde é sítio da moda para dar um pezinho de dança. Agora, ir ouvir políticos, em pleno mês de agosto, com a oferta turística e gastronómica que o Algarve dispõe, parece-me quase uma missão
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masoquista. Mas posso estar enganado. Olho para o cenário destes acontecimentos partidários e vejo claques. São tempos que já lá vão e, com o respeito pelas tradições, estão desfasados da realidade. Isto tanto é válido para os comícios de Verão, como para as campanhas tradicionais que todos os atos eleitorais assistimos. Ando aqui a criticar e é natural que quem ler esta coluna pergunte o que deveria então ser feito. Pois bem, acho que ir ouvir as diferentes organizações do Algarve seria muito mais interessante. Mais, ouvir os algarvios a falar dos seus problemas seria uma solução muito mais enriquecedora. Afinal, trata-se de uma região muito acarinhada e procurada apenas quando o calor aperta. E se cá estão, oiçam mais do que nos façam promessas. Esta ideia de comício em que ora fala um, ora fala o outro e todos se cumprimentam e enviam recados mais ou menos internos, com bocas do líder partidário para aparecer nos telejornais, é hoje um cansaço. Está gasto. Preferia que os Partidos tivessem a coragem de fazer comícios para os seus líderes ouvirem. Isso sim seria um exercício útil. Talvez seja utopia, mas a ideia de que se o país está a sul, toca a ir lá falar, parece-me um exercício sem grandes resultados. E para poucos resultados no que aos partidos diz respeito, já nos basta o ano inteiro. Não nos cansem no Verão. Férias são férias. Agradecemos a atenção .
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APEXA APRESENTOU BOLSA DE FORMADORES DO BEM E NOVAS INFRAESTRUTURAS
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APEXA – Associação de Apoio à Pessoa Excecional do Algarve apresentou, no dia 11 de agosto, o Projeto AGITAR 2.0, um programa de formação dirigido a pessoas com necessidades especiais que tem como objetivo a sua integração na vida social e profissional. O projeto resulta da campanha «Promoção do Bem» criada pelo Lidl Portugal, que mobilizou uma vez mais a sociedade civil em torno de um projeto solidário, mostrando que é possível ajudar deixando todos a ganhar: os clientes Lidl, porque beneficiam dos melhores preços; e as instituições de solidariedade social, concretizando os
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seus projetos através do apoio financeiro, alimentar e não-alimentar disponibilizado ao longo de todo o ano pelo Lidl Portugal. Com início a partir de 5 de setembro, o Projeto AGITAR 2.0 vai formar 30 pessoas com necessidades especiais de modo a que estas se tornem formadoras de crianças, jovens e adultos em escolas, empresas e outras entidades. Após a conclusão da formação, todos os formandos podem integrar a Bolsa de Formadores do Bem, que continuará a reunir-se semanalmente com o propósito de produzir conteúdos e divulgar junto das empresas a sua oferta formativa. Dos 30 formandos, a APEXA selecionará cinco para frequentarem um curso que
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atribuirá o Certificado de Competências Pedagógicas (CCP), que será ministrado nas instalações da APEXA. A cerimónia de apresentação do projeto deu a conhecer também as infraestruturas que são a nova morada do AGITAR, que incluem uma moderna sala de formação - equipada com seis computadores para os formandos, uma zona de estudo, uma sala polivalente, um gabinete pedagógico para consultas e um estúdio para a produção de conteúdos multimédia. “Com a ajuda do LIDL, podemos continuar a promover a inclusão da pessoa com deficiência no Algarve, através da criação desta bolsa de formadores para que os nossos utentes possam ser, eles próprios, formadores nas várias ações de sensibilização escolar e empresarial. No fundo, estamos a criar novas
oportunidades de emprego para jovens e adultos com necessidades especiais, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva”, sublinhou Nuno Neto, Presidente da APEXA. De acordo com Vanessa Romeu, Diretora de Comunicação e Responsabilidade Social do Lidl, os objetivos a que o Lidl se propôs na criação da campanha «Promoção do Bem» foram plenamente cumpridos. “Conseguimos sensibilizar e mobilizar a sociedade civil para a solidariedade através de uma mecânica diferenciada. O contributo financeiro, aliado ao apoio material que estamos a prestar ao longo deste ano às cinco IPSS selecionadas, nomeadamente à APEXA, contribui para o bem-estar e a concretização de projetos que melhoram a vida de milhares de pessoas” .
ALBUFEIRA INVESTE 300 MIL EUROS NA REMODELAÇÃO DO PARQUE DE VALE FARO
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Município de Albufeira vai investir cerca de 300 mil euros no Parque de Vale Faro, sendo que desse valor 149 mil e 750 euros se destinam a obras de requalificação do Parque Infantil, valor que é acrescido em mais 8 mil euros para a substituição do piso dessa zona para crianças, por forma a melhorar as condições de utilização deste espaço. Os trabalhos de remodelação vão ser executados durante 60 dias. O parque de Vale Faro, inaugurado em agosto de 2001, ocupa uma área de cerca de três hectares, onde os olhares dos visitantes convergem num espelho de água, formado no lago que recebe as águas tratadas da ETAR de Albufeira, 85
criando assim um ambiente tranquilo e agradável aos que passeiam pelos inúmeros percursos deste espaço. Neste momento decorrem igualmente obras de melhoria dos atuais percursos pedestres, num investimento que ronda os 10 mil euros e, neste campo, destaca-se a abertura de um novo percurso que dará ligação à zona do «Albufeira Shopping», o que implica a construção de uma ponte de madeira no valor de cerca de 35 mil euros. Para além do parque infantil, o Parque de Vale Faro compreende também vários equipamentos, como o parque de merendas com ténis de mesa e o circuito de manutenção com material para a prática de exercício físico . ALGARVE INFORMATIVO #121
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ALJEZUR CONTA COM MAIS UMA EQUIPA DE SAPADORES FLORESTAIS
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o âmbito da candidatura apresentada pela Associação de Municípios Terras do Infante, o Município de Aljezur passou a dispor de mais uma brigada de Sapadores Florestais. A reivindicação tinha mais de dois anos e ganhou agora forma com uma nova viatura, que foi oficialmente entregue, no dia 11 de agosto, pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas.
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Na cerimónia estiveram o Presidente da Câmara Municipal de Aljezur, José Amarelinho, a Presidente da Câmara Municipal de Lagos e da Associação Terras do Infante, Joaquina Matos, o presidente do ICNF, autarcas e demais entidades ligados à Proteção Civil. Na ocasião, o Secretário de Estado tomou boa nota de vários constrangimentos sentidos nesta área, bem como do trabalho desenvolvido pela Terras do Infante na defesa da floresta contra os incêndios .
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CÂMARA DE LOULÉ ATRIBUIU MAIS DE 700 MIL EUROS A IPSS DO CONCELHO
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o âmbito das medidas sociais promovidas pela Câmara Municipal de Loulé de apoio ao associativismo e às atividades desenvolvidas pelas instituições particulares de solidariedade social, a Autarquia atribuiu um montante de 727 mil e 531,53 euros, através da celebração de contratos-programa com 23 instituições. À semelhança do que aconteceu com as associações desportivas e culturais, com este pacote de apoios a Autarquia pretende apoiar a atividade social, manutenção e conservação do edificado, materiais e equipamentos genéricos, equipamento informático e aquisição de viaturas, contribuindo, assim, para o importante trabalho levado a cabo por estas entidades junto da população.
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Celebraram estes contratos-programa a ASCA, ASMAL, Associação Bem-Estar Amigos de Querença, Associação Esperança e Paz, Associação Humanitária Alzheimer/Parkinson, Associação Social de Benafim, Associação Social e Cultural da Tôr, Casa da Primeira Infância, Casa do Povo do Ameixial, Centro Comunitário Vale Silves, Centro de Animação da Freguesia de Alte, Centro de Apoio à Criança de Quarteira, Centro Paroquial de Quarteira, EXISTIR, Fundação António Aleixo, Grupo Amigos de Salir, IPSS Serra do Caldeirão, Liga dos Combatentes/Núcleo de Loulé, MAPS, NT Social, Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, Santa Casa da Misericórdia de Loulé e UNIR. Os apoios foram precedidos de candidaturas efetuadas pelas instituições, tendo sido apresentadas 65 candidaturas de 23 IPSS .
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RIGOR E INOVAÇÃO NA XX EDIÇÃO DOS DIAS MEDIEVAIS EM CASTRO MARIM
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onhecidos pelo rigor da recriação histórica, os Dias Medievais vestem Castro Marim com a luz encantada das tochas e espalham pela vila o ritmo da música profana, de 23 a 27 de agosto, na 20.ª edição do evento. São cinco dias de regresso à Idade Média, que prometem transportar os visitantes a toda a multiplicidade e contradições de uma época, simultaneamente bárbara e culta, palco de acontecimentos e decisões que ficaram na história e de magníficas produções culturais e artísticas. Com um recinto alargado durante as últimas duas edições, os Dias Medievais em Castro Marim apostam este ano em algumas novidades na área da animação, com destaque para o espetáculo de videomapping, que vai transformar uma das fachadas do Castelo numa tela gigante onde, numa viagem de luz, design e som, se revelará a história que transformou esta vila raiana. Intitulado «A Luz das Trevas, D. Dinis e o Dragão de Sal», o espetáculo acontece pelas 23h dos dias 25, 26 e 27 de agosto. Esta iniciativa é apoiada pelo PO CRESC ALGARVE 2020,
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com uma taxa média de cofinanciamento de 70 por cento pelo FEDER. O palco principal é, sem dúvida, o Castelo, o cenário mais leal à Idade Média, onde acontecem as principais recriações, como as de artes e ofícios, onde estão representadas mais de 45 profissões, e os grandes espetáculos, como os torneios medievais a cavalo. É também o Castelo, no paiol, que acolhe a renovada exposição de Instrumentos de Tortura e Punição, mostrando-nos uma das razões pela qual a Idade Média é considerada como a Idade das Trevas. Outra dos grandes destaques desta XX edição é a experiência «Seja Rei por um dia», uma inovação do Banquete Medieval, um dos cunhos dos Dias Medievais em Castro Marim, dando a provar aos convivas as melhores iguarias da época, num espaço exclusivo, no chamado Castelo Velho, e por onde passam todos os grupos 88
de animação do evento. A experiência permite desfrutar do Banquete na Mesa Real, com toda a grandiosidade e diferenciação que isso comportava. Pelas ruas e ruelas de Castro Marim pode-se encontrar a recriação da vida quotidiana do homem da Idade Média, com a representação de todas as classes que estruturavam a sociedade na época – clero, nobreza, burguesia e povo. Guerreiros, grupos de música e de dança, cavaleiros, malabaristas, zaragateiros, cuspidores de fogo, contadores de histórias, gaiteiros, equilibristas, espadachins e contorcionistas, entre muitos outros, colorem o resto do cenário medieval. Nas mesmas ruas e ruelas encontra-se todo o imaginário de uma época que carregava criaturas mitológicas, monstros, criaturas demoníacas e mágicas, que explicavam tudo o que era ainda vago e impreciso.
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Os Dias Medievais em Castro Marim abrem primeiro o Mercado Medieval, pelas 15h, ao passo que o Castelo abre portas pelas 18h. Os bilhetes estão à venda na bilheteira online BOL, no Gabinete de Apoio ao Munícipe (GAM), no Mercado Local de Castro Marim, na Casa do Sal, nos Quiosques do Património colocados nas praias do concelho - Alagoa/Altura, Praia Verde e Cabeço, no Centro Comercial Tavira Gran Plaza, no Fórum Algarve. Podem também ser adquiridos no próprio dia, nas várias bilheteiras dispersas pela vila. Os residentes do concelho de Castro Marim terão acesso gratuito a todo o evento, tendo apenas que levantar as suas pulseiras no Gabinete de Apoio ao Munícipe, Juntas de Freguesia e através do serviço Castro Marim Consigo. Gratuita será também a entrada para crianças, no Castelo, até aos cinco anos e na Feira Medieval até aos 12 anos, e para todos os figurantes devidamente trajados.
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FARCUME VOLTA A LEVAR CURTASMETRAGENS AOS ARTISTAS DE FARO
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ai decorrer, de 21 a 26 de agosto, a 7.ª edição do FARCUME – Festival Internacional de CurtasMetragens de Faro, tendo como palco a Sociedade Recreativa Artística Farense «Os Artistas», situado na Rua do Montepio, n.º 10. As sessões terão início todos os dias às 21h30 e este ano, fruto dos apoios conseguidos, serão de entrada livre. O festival é da responsabilidade da FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro e regressa ao local que o viu nascer e que tem sido seu parceiro desde a primeira hora. Para além disso, o certame passa dos habituais quatro dias, para seis dias de cinema de curtametragem. Ao todo, foram recebidos cerca de 1500 curtas-metragens, oriundas dos quatro cantos do mundo, tendo a
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organização selecionado para exibição perto de duas centenas de trabalhos, o que representa quase 30 horas de cinema repartidas por quatro categorias: Animação, Documentário, Ficção e Videoclips. À semelhança do que sucedeu em 2016, houve um número significativo de curtas-metragens portuguesas a concorrer e a serem selecionadas para exibição. Para além de Portugal, que volta a ser o país mais representado, estão selecionados filmes de 40 países, entre eles Espanha, Alemanha, França Itália, EUA, Canada, Argentina, Peru, Bolívia, Brasil, Irão, Iraque, India, China, Israel, Austrália e Azerbeijão. O objetivo do FARCUME passa por procurar, dentro de um ambiente informal, bem-disposto e descontraído, premiar e reconhecer a dedicação, o empenho, a criatividade e o mérito dos realizadores, atores e equipas técnicas que, sem terem os orçamentos da indústria cinematográfica de Hollywood, executam excelentes trabalhos mas que nem sempre têm a divulgação desejada e merecida .
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ALGARVE TEM UMA DAS TAXAS DE COMPROMISSO MAIS ELEVADAS DOS PROGRAMAS OPERACIONAIS REGIONAIS
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presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), Francisco Serra, revelou, no dia 14 de agosto, no auditório da Visualforma, em Faro, que o Algarve tem das taxas de compromisso mais elevadas dos Programas Operacionais Regionais do atual quadro comunitário do PORTUGAL 2020. “A taxa de compromisso do Programa Operacional Regional do Algarve – CRESC ALGARVE 2020 neste momento é na ordem de 40 por cento e, para o final deste ano, esperamos alcançar um valor próximo dos 60 por cento”, referiu Francisco Serra, durante o briefing realizado na Delegação Regional
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na Ordem dos Economistas, uma iniciativa onde participou conjuntamente com o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. O presidente da CCDR Algarve adiantou que o mérito desses resultados do Portugal 2020 se deve às empresas e às autarquias “que perceberam a necessidade de apresentar projetos inovadores e alinhados pela estratégia de especialização inteligente”, dando como exemplo o caso da Infralobo – Smart Resort. Recorde-se que o CRESC ALGARVE 2020 dispõe de 319 milhões de euros de fundos da UE (FEDER E FSE), sendo 140 milhões destinados às empresas. .
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Câmara Municipal de Castro Marim
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