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ALGARVE INFORMATIVO 1 de julho, 2017
OS SUPER BAILARINOS DA COMPANHIA DE DANÇA DO ALGARVE E DA ACADEMIA DE DANÇA DO ALGARVE CIDADES INTELIGENTES | FARO ADERIU AO FLORIR PORTUGAL MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS «CONTA» HISTÓRIA DE LOULÉ 1
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CONTEÚDOS ARTIGOS 10 - Companhia de Dança do Algarve 22 - Academia de Dança do Algarve 36 - Autarquia 360 44 - História de Loulé em exposição no Mosteiro dos Jerónimos 52 - Vila do Bispo sustentável 68 - Atualidade
OPINIÃO 6 - Daniel Pina 58 - Paulo Cunha 60 - Paulo Bernardo 62 - Antónia Correia 64 - Adília César
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OPINIÃO Continua o regabofe no Reino dos Algarves … Daniel Pina (Jornalista)
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á foi há uns dias que o calendário ditou a chegada oficial do Verão mas, aqui para o Reino dos Algarve, dizem os nossos governantes que o Verão só começa no dia 1 de julho. Com esse deadline em mente, o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas Pedro Marques afirmou, há alguns meses, que as obras que preenchem a Estrada Nacional 125 do sotavento ao barlavento estariam concluídas até dia 30 de junho. Nós, como estamos, infelizmente, habituados à falta de consideração da parte do governo central em relação à região que mais contribui para o PIB Nacional em matéria de turismo, lá soltamos umas risadas e pensamos para os nossos botões “Quem é que este gajo pensa que está a enganar?”. Chegados a 30 de junho, como se estava mesmo a ver, as obras não estavam concluídas, nem de longe, nem de perto, mas parece que, afinal, o prognóstico do Ministro não estava errado. De facto, à semelhança do que sucedeu anteriormente, as intervenções na EN 125 deverão mesmo parar até 31 de agosto para não prejudicar a normal circulação na principal estrada da região. Portanto, o Ministro não voltou a gozar com os algarvios, nem nos tentou enganar mais uma vez, apenas se equivocou na palavra utilizada no discurso. Em vez de dizer que as obras estariam «concluídas» até 30 de junho, deveria ter explicado que as obras seriam «interrompidas» no dia 30 de junho e tinha-se evitado a polémica. O que mais me chocou neste episódio é a disparidade de discursos entre membros do mesmo executivo. Por um lado, temos uma Secretária de Estado do Turismo a vir constantemente ao Algarve para apresentar ou implementar este ou aquele projeto, programa de medidas ou pacote de incentivos e sempre a dizer que o combate à sazonalidade do turismo algarvio está a ser bem-sucedido, que os indicadores demonstram que o Algarve já não é só julho e agosto, que cada vez chegam mais turistas ao Aeroporto Internacional de Faro entre outubro e maio. Por outro lado, temos um Ministro do Planeamento e das Infraestruturas a dizer que as obras na EN 125 iam ficar «concluídas» até 30 de junho, antes de começar o Verão algarvio.
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É o regabofe do costume, com o poder central a continuar a olhar para o Algarve como uma simples colónia de férias, em que algumas medidas de reduzido impacto tentam combater a sazonalidade da região, mas com o grosso das políticas a seguir em sentido contrário. Esta atitude do governo já não nos surpreende, estamos habituados a conviver com ela há décadas. O que não podemos aceitar é este regabofe da parte dos agentes locais, nomeadamente de alguns empresários hoteleiros, de restauração e de animação noturna. Andamos todos a bater na tecla da «qualidade» há vários anos e a afirmar que o Algarve não é um destino para turistas de pé-descalço. Primeiro, criticávamos as companhias aéreas low-cost porque traziam para a região clientes que não nos interessavam. Errado. Agora, critica-se a moda dos hostels, mais uma vez porque, supostamente, atraem clientes de poucos recursos financeiros. Provavelmente estarão também erradas essas acusações. Ao mesmo tempo, há empresários hoteleiros a vender pacotes de férias com tudo incluído, mas mesmo quase tudo incluído, a preços ridículos, e depois admiram-se de Albufeira ser «invadida» por milhares de britânicos para passarem uma semana de férias sem limites, onde tudo lhes é prometido. Da mesma forma que os nossos jovens vão em viagens de finalistas para a vizinha Espanha durante as férias da Páscoa, para «partir tudo», como eles dizem, sorridentes, para as câmaras de televisão antes de atravessarem a fronteira. O caos instala-se, os hoteleiros espanhóis queixam-se de estragos avultados, tal como agora os empresários algarvios falam de prejuízos, de desacatos nas ruas, de clima de insegurança. Resumindo: enquanto os nossos governantes não começarem todos a tratar o Algarve com o respeito que ele merece, e enquanto os nossos próprios empresários não começarem a defender os interesses globais da região, ao invés de pensarem apenas nos seus próprios negócios, não vamos a lado nenhum .
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REPORTAGEM
ALUNOS DA COMPANHIA DE DANÇA DO ALGARVE CONTINUAM A BRILHAR ALÉM-FRONTEIRAS
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A escola da Companhia de Dança do Algarve concluiu o ano letivo 2016/2017 da melhor forma, com um fantástico espetáculo, no dia 24 de junho, no Teatro das Figuras, em Faro, onde ficou bem evidente o porquê destes jovens ganharem tantos prémios nos diversos concursos internacionais em que participam. Texto:
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Teatro das Figuras, em Faro, esgotou por completo por ocasião do espetáculo de fim de ano letivo da escola da Companhia de Dança do Algarve, liderada por Evgueni Beliaev, mas os eventos de qualidade são uma constante e os objetivos, para os alunos e professores, são elevados. Por isso, a temporada começou logo em setembro, com «Offline», da responsabilidade de Carolina e Margarida Cantinho e integrado no Festival Dance, Dance, Dance. Em novembro, diversos alunos da CDA rumaram a Paris para participar no «Youth America Grand Prix» e alguns foram mesmo apurados para participar na grande final deste prestigiado concurso internacional, a disputar nos Estados Unidos da América. “Infelizmente, acabaram por não ir porque as datas coincidiram com o concurso «Dançarte» e devido aos elevados encargos financeiros que a deslocação para o outro lado do Atlântico implica”, revela Laura Andrade, com Evgueni Beliaev a confirmar que, face à não existência de apoios estatais, as despesas acabam sempre por recair sobre os ombros dos pais. “Mesmo dentro de Portugal seria difícil ir a tantos concursos se não tivéssemos a ajuda da Câmara Municipal de Faro e de outras entidades no campo dos transportes. Mas ir a Nova Iorque é extremamente caro, porque é preciso estar lá 10 dias”, reforçam os entrevistados.
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A par dos convites para participar em concursos internacionais e dos prémios conquistados por estes bailarinos algarvios, também são muitas as bolsas que eles recebem para frequentar cursos e workshops durante o Verão em várias escolas da Europa, mais um investimento exigido às famílias. “São sacrifícios feitos pelas crianças e pelos pais, não só no plano financeiro, mas também das longas horas que passam aqui na escola e noutras atividades de aprimoramento. Só os melhores, os realmente apaixonados pela Dança, é que aguentam”, reconhece Evgueni Beliaev, que teve uma extensa carreira como bailarino profissional na Rússia e um pouco por toda a Europa, antes de se fixar no Algarve. Sacrifícios que, depois, são recompensando pelos prémios e eles são, de facto, inúmeros, quase se perde a conta aos troféus conquistados por estes rapazes e raparigas. “É o resultado da força de vontade deles, mas isso não garante que depois tenham sucesso enquanto profissionais, porque tudo depende do que acontece nas audições. Chegas lá e o coreógrafo diz que és muito baixo ou demasiado alto; que és magro ou que tens uns quilos a mais; tu tens técnica clássica e ele prefere contemporânea, ou vice-versa”, descreve o diretor artístico da companhia, recordando que 2016 chegou ao fim com a apresentação do «Quebra-Nozes», com coreografias da sua autoria e das professoras Natalya Abramova e Carolina Cantinho. “Foi a nossa própria visão dessa famosa história e tivemos quatro sessões com lotação esgotada no Teatro das Figuras”, destaca. ALGARVE INFORMATIVO #114 ALGARVE INFORMATIVO #114
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Está, assim, mais que provado que já não é necessário virem companhias de dança de outros pontos do país ou do estrangeiro para os algarvios assistirem a espetáculos de qualidade, mas Evgueni Beliaev admite que nem sempre a promoção dos eventos é feita da melhor forma, o que depois conduz a salas menos bem compostas de público. Tal não sucedeu, contudo, no concurso internacional «Dançarte», que voltou a encher o Teatro das Figuras entre 11 e 14 de abril e no qual alunos da CDA foram apurados para participar numa competição a realizar, em julho, em Florença, Itália. Há poucas semanas, 16 coreografias foram levadas pela CDA a outra prova disputada na Alemanha, com mais de uma dezena de troféus, a que se somou mais uma vitória num concurso de coreografia ocorrido na Holanda. Criada em 2002/2003, a escola da Companhia de Dança do Algarve tem, de facto, um palmarés de fazer inveja e a qualidade mantém-se no topo porque só são aceites os alunos que se destaquem nas audições promovidas antes do arranque dos anos letivos. “Isso é bom porque nos permite trabalhar com jovens que têm aptidão para dançar mas, do ponto de vista financeiro, limita as receitas. Os nossos custos são elevados, motivo pelo qual a mensalidade da escola tem que ser mais alta do que noutras da região”, frisa Evgueni Beliaev, falando numa média de 120 alunos a frequentar aulas de dança clássica, dança contemporânea e dança carater. “Cada professor ALGARVE INFORMATIVO #114
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tem a sua área específica de ensino e os resultados são notórios. Aliás, só não somos mais famosos porque nos falta alguma visibilidade junto da comunicação social. Estamos mais preocupados em atingir a qualidade e formar os nossos alunos, do que em fazer publicidade”, justifica Laura Andrade. Outra diferença apontada em relação à concorrência é que a CDA não corta as pernas aos seus melhores alunos, não os prende, antes pelo contrário, ajuda-os a voar mais alto, mesmo que seja noutra companhia. “Nós levamos os nossos jovens a concursos no estrangeiro, para serem vistos e valorizados, porque isso é para o bem deles”, salienta Laura Andrade, adiantando que não existe nenhuma escola em Portugal de onde tenham saído tantos alunos para companhias profissionais de dança, seja para serem bailarinos, professores ou coreógrafos. Quanto ao futuro, Evgueni Beliaev confessa o desejo de levar alguns dos seus alunos para atuar, no final do ano, na Rússia. “Em 2003/2004 estivemos lá com a primeira geração, foi muito bom, apesar da qualidade ser inferior. Agora, volvidos 13 anos, queria regressar para mostrar a nossa evolução”, indica. Quanto à abertura de polos noutros pontos da região, não está, para já, em cima da mesa, apesar de vários alunos viajarem todos os dias de outras cidades. “Seria complicado manter a qualidade da escola se começássemos a dispersar os recursos. Quem está interessado em crescer connosco como bailarino, tem mesmo que vir a Faro”, concluem os entrevistados . ALGARVE INFORMATIVO #114
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ACADEMIA DE DANÇA DO ALGARVE DIVULGA CULTURA URBANA HÁ UMA DÉCADA
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O Teatro das Figuras, em Faro, recebeu, no dia 25 de junho, o espetáculo de final de ano letivo 2016/2017 da Academia de Dança do Algarve, com a parte da tarde a ser abrilhantada pelas classes infantil e juvenil e a noite a acolher a gala final com os alunos mais graúdos, mas também com a exibição dos próprios instrutores e das equipas de competição da ADA. Texto:
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á 10 anos que a Academia de Dança do Algarve dá cartas na divulgação da cultura urbana nas suas várias facetas, com particular incidência na dança, não só do puro hip-hop, mas também das vertentes do afro-house, contemporâneo, dancehall, vogue e freestyle. Uma década sob a batuta da professora de educação física Marinela Gouveia, onde estes estilos são incutidos a quase 500 alunos com idades a partir dos quatro, cinco anos e divididos por nove polos – Tavira, Fuzeta, Olhão, Faro, Conceição, Estoi, Loulé, Almancil e Quarteira. “Depois dos 10 anos, eles começam a querer aperfeiçoar-se tecnicamente em alguns estilos, no freestyle para irem sozinhos a «batalhas», ou no afro-house, vogue wacking ou dancehall para irem a competições. No próximo ano letivo vamos introduzir o krump e o b-boy, porque um bailarino que quer ser completo tem que dominar diferentes vertentes”, refere Marinela Gouveia. O crescimento tem sido feito com a qualidade em mente e não com o objetivo de ter o maior número possível de alunos, para que cada instrutor consiga dar a devida atenção aos seus pupilos e às equipas que lidera. E isso é importante para que os jovens percebam se gostam, realmente, de dançar hip-hop ou se as aulas são apenas mais uma atividade de ocupação de tempos livres. “Há muitos talentos a aparecer aos oito ou nove anos, a dar trunfos, ALGARVE INFORMATIVO #114
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e que integram as equipas dos «Young Sparks» ou dos «Spark Kids». Temos também a «Crown Dance Team», os «Diamonds of Dancehall», as «G-Sparks», os «Mega Sparks» e os «Sparks of Swagga» e, felizmente, a nossa sede está repleta de prémios. Cada vez que vamos a algum campeonato em Portugal ou Espanha, o nome «Sparks» já não é indiferente, associam-no logo ao Algarve”, confirma a entrevistada, orgulhosa. Entretanto, nas equipas Mega juntam-se os jovens com os adultos, para que os mais novos compreendam a realidade das formações de maior dimensão, com 20 a 30 pessoas a dançar em uníssono. “São outras dinâmicas e também é importante o contato e o convívio entre alunos de idades diferentes”, refere Marinela Gouveia, acrescentando que o trabalho nunca para na Academia de Dança do Algarve e que o espetáculo a que acabamos de assistir, no Teatro das Figuras, exige um grande planeamento temático, com o objetivo de que todas as coreografias estejam interligadas. “Este ano tentamos abranger nas 60 coreografias diversas formas de arte, desde a pintura à arquitetura e escultura, o ALGARVE ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO #114 #114
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que não é fácil. A primeira coreografia apresentada ao público, na altura do Natal, é mais ligeira, porque temos pouco tempo para a preparar, mas depois o ritmo tornase mais intenso e o trabalho mais aprofundado”, descreve. Cuidados que se estendem à seleção das próprias músicas e à conceção de videoclips para as equipas adultas – «G-Sparks» e «Sparks of Swagga», embora, este ano, também se tenham integrado os «Young Sparks» no processo. “Estreamos na gala um novo videoclip dos «Sparks of Swagga» e brevemente teremos também novidades da parte das «G-Sparks», para que toda a gente perceba que, no Algarve, se dança muito bem”, revela Marinela Gouveia. Uma peça preponderante no crescimento artístico destes jovens são, como é óbvio, os pais, pois são eles que levam e vão buscar os filhos às aulas, aos treinos e aos espetáculos, são eles que custeiam as mensalidades, que ajudam na aquisição de adereços e trajes. “E muitos deles ALGARVE INFORMATIVO #114
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participam na Gala de Natal e na nossa Convenção Internacional, dançando ao lado dos filhos, nomeadamente dos infantis, para que sintam na pele o que é isto do hiphop”, observa a presidente da ADA. “Ao fazerem parte do ensaio geral compreendem as nossas intenções pedagógicas e há bastantes pais já com um pensar completamente diferente daquele de há uns anos atrás, no que toca a respeitarem o espaço e os horários de treino e as exigências dos eventos. Uma coreografia com 20 pessoas tem que ter esses 20 elementos até ao final da época. Claro que, por vezes, por questões de férias ou dos estudos, há alunos que não chegam ao fim do ano, mas a maior parte dos pais estão muito interessados naquilo que fazemos”. Época em que a disciplina e o divertimento caminham lado a lado, o sentimento de responsabilidade, o pensar primeiro na equipa, valores que nem sempre são trabalhados no ensino oficial. “Nas nossas aulas incutimos logo o espírito de equipa, de solidariedade, de entreajuda, e encontramos também jovens com problemas de autoestima que, através da dança, conseguem ultrapassar os limites que impuseram ALGARVE INFORMATIVO #114 ALGARVE INFORMATIVO #114
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a eles próprios”, sublinha Marinela Gouveia, limites que também quer ver ultrapassados em termos da mentalidade da região como um todo. “Não podemos pensar no Algarve como um cantinho que está aqui em baixo. Temos antigos alunos da ADA a darem nas vistas no estrangeiro, como bailarinos profissionais, e nunca esquecem o seu berço. Aquela história de que os miúdos têm que ir para Lisboa ou para o Porto para crescerem nas artes já não corresponde à realidade, temos todas as condições no Algarve para terem aqui sucesso”, defende. A finalizar a conversa, Marinela Gouveia lembra que a temporada da ADA ainda não terminou, estando agendados espetáculos para dia 7 de julho, no Jardim Pescador Olhanense, em Olhão, a partir das 21h e, no dia 13 de julho, à mesma hora, mas em Quarteira, na Praça do Mar. Além disso, no dia 9 de julho, a Ilha de Tavira recebe, após as 16h, os festejos do 10.º aniversário da ADA. Depois, em meados de setembro, retomam as aulas nos vários polos espalhados pela região . ALGARVE INFORMATIVO #114
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ENTREVISTA
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«Autarquia 360» da Visualforma ajuda cidades a tornarem-se mais inteligentes O conceito «Smart» instalou-se, de repente, na gestão dos territórios de norte a sul de Portugal. De um momento para o outro, proliferam palavras como «smart regions», «smart cities» e «smart resorts», mas a principal solução informática que torna tudo isto possível já foi criada pela Visualforma há sete anos. Texto: Fotografia:
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«Smart» veio para ficar, conforme se comprovou pelo sucesso recente do «Next.mov Smart Region Summit», nos dias 18 e 19 de maio, onde vários responsáveis manifestaram a vontade do Algarve se tornar numa «smart region». Antes disso, já Lagoa tinha assinado um protocolo com uma operadora de telecomunicações para ser uma «Smart City» e, no concelho de Loulé, o empreendimento turístico de Vale do Lobo é o primeiro «Smart Resort» do mundo. Na base de tudo isto está a «Autarquia 360», desenvolvida pela Visualforma com o intuito de simplificar e desmaterializar processos e, simultaneamente, apelar à participação dos cidadãos na gestão das infraestruturas públicas. Criada há sensivelmente sete anos, são já cerca de 60 as autarquias portuguesas que aplicam esta solução informática, 15 das quais na região algarvia, comprovando a sua orientação para a administração local. “O enquadramento «smart» que se dá às cidades e às regiões tem sido bastante badalado nos últimos três ou quatro anos, mas só há ano e meio, dois anos, é que começaram a ser instaladas soluções concretas. O objetivo é, claramente, dar mais conforto e bem-estar e capacidade de opinião e decisão aos residentes, mas também a quem visita as cidades”, explica Cláudio Martins, Business Manager da Visualforma. No início destes projetos estão, invariavelmente, a medição e o controlo, sem os quais não se conseguem tomar decisões, seja de quais as estradas a serem remodeladas ou dos locais onde colocar ALGARVE INFORMATIVO #114
recolhas de lixo seletiva, por exemplo. Antes disso, porém, houve que desenvolver toda a vertente de comunicação entre os munícipes e as câmaras municipais ou juntas de freguesia. “Neste momento existem, em Portugal Continental, 10 projetos de «smart cities» em curso e a Visualforma participa em oito deles. Há, como é natural, alguns mais evoluídos e perfeitamente estabilizados, como é o caso da Câmara Municipal de Loulé com a zona de Vale do Lobo, gerida pela Infralobo”, refere Cláudio Martins. 38
Para que esta medição e controlo sejam viáveis há que criar uma sala de controlo, a «smart room», onde se pode ver tudo o que está a acontecer no território. “A ideia é sentir o pulsar de uma cidade numa sala e, a partir daí, conseguimos tomar ações no imediato e correlacionadas com os dados que vamos recolhendo, em tempo real e efetuando comparações com períodos homólogos. No Algarve, existem períodos do ano em que a população local aumenta exponencialmente e as infraestruturas têm que ser adaptadas a 39
essas necessidades”, frisa, olhando para o caso concreto da Infralobo. “A gestão das operações é realizada em função de um planeamento que é monitorizado em tempo real, cruzando-se com as ocorrências comunicadas pelos próprios moradores ou turistas”. Deste modo, qualquer cidadão pode comunicar um buraco numa estrada, uma rutura de água, um acumular de lixo, um candeeiro partido, tirando uma simples fotografia com o telemóvel e enviando-a para a sala de controlo por ALGARVE INFORMATIVO #114
via de uma aplicação que nem sequer necessita estar instalada no equipamento. Depois da ocorrência ser comunicada, a resposta é imediata, garante Cláudio Martins. “Qualquer pessoa com conhecimentos básicos do seu telemóvel pode reportar algo, a fotografia é automaticamente georreferenciada e diznos a que local diz respeito o problema. Na sala de controlo existem operadores a tempo inteiro que confrontam as ocorrências com o planeamento dos trabalhos que estão a decorrer nesse dia e que têm capacidade para movimentar as equipas. Se for uma ocorrência emergente, como uma rutura de água, é deslocado imediatamente um piquete para a zona, porque quem anda no terreno possui smartphones ou tablets e, em tempo real, aparece a ocorrência no seu mapa de tarefas. As rotinas mantêmse, simplesmente otimizamos os tempos de resposta”, esclarece o entrevistado.
ADESÃO DOS MUNICÍPIOS FOI IMEDIATA Tudo isto é feito de forma perfeitamente automática, simples, sem estar dependente de recursos de chefia e os resultados estão à vista. Contudo, apesar das mais-valias serem evidentes, houve que esperar pela massificação destas ferramentas tecnológicas, nomeadamente dos smartphones e tablets, do mesmo modo que as autarquias também tiveram que se apetrechar, em termos de hardware, para implementar esta solução informática. “Ela começou por ser uma ferramenta de comunicação autárquica, com os portais dos municípios e os serviços online, de tal modo que, hoje, os cidadãos conseguem fazer praticamente ALGARVE INFORMATIVO #114
tudo através da internet, sem necessidade de se deslocarem, fisicamente, às câmaras municipais ou juntas de freguesia. Nessa primeira fase, que durou quatro ou cinco anos, tivemos que desmaterializar os processos dentro das autarquias e criar fluxos otimizados de trabalho”, conta Cláudio Martins. As plataformas adaptadas a «smart cities» começaram a ser desenvolvidas, pensadas e desenhadas há pouco menos de três anos, numa altura em que as organizações se estavam, então, a preparar para esta mudança para o digital, para o online. Em simultâneo houve que dar tempo ao tempo para que os cidadãos se habituassem, também eles, a esta nova realidade, para que perdessem a desconfiança em relação ao online, a pagarem taxas, a pedirem licenças, a submeterem documentos através da internet. Outra preocupação prendia-se com a requalificação dos recursos humanos das autarquias para os novos processos, mas Cláudio Martins revela que tudo aconteceu sem sobressaltos. “O tempo de aprendizagem foi praticamente inexistente, a adaptação foi bastante fácil, para o que contribuiu, sem dúvida, a simplicidade da ferramenta. Tentamos equiparar a forma de pensar e agir do «Autarquia 360» às plataformas tecnológicas que as pessoas usam no dia-a-dia, como o Google ou o Facebook, e em todos os municípios se notou a preocupação em prestar um serviço melhor aos cidadãos com as equipas já existentes”, garante o business manager.
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Otimizaram-se os recursos humanos e materiais e os tempos de resposta passaram de três a cinco dias, em alguns concelhos, para um ou dois dias. “As equipas não estão desaproveitadas e acabam-se por reparar algumas coisas que, antigamente, caiam em «saco roto», porque as ocorrências eram feitas de forma desregulada, por telefone, carta ou e-mail. Mesmo que a equipa executiva tivesse intensão de resolver todos os problemas, havia situações que se perdiam pelo caminho”, admite Cláudio Martins, indicando que o investimento financeiro nem é muito elevado. “O essencial neste processo é a transparência. Com o «Autarquia 360», o cidadão consegue saber perfeitamente que ocorrências estão por reparar, quanto tempo estiveram pendentes e quanto tempo demoraram a ser solucionadas. Dentro da própria organização, as salas de controlo são fundamentais, porque a 41
validação de tudo o que está a acontecer dentro do município é feita em tempo real”. Como é óbvio, nada disto funciona se o próprio cidadão não tomar a iniciativa de reportar as ocorrências, se se limitar a reclamar que ninguém resolve as coisas. Quando o munícipe decide ter uma postura ativa e comunica um problema, depois é notificado quando o assunto está tratado e esse feedback motiva o passa-a-palavra, pelo que Cláudio Martins está convencido que não estamos na presença de mais uma moda passageira. “É uma ferramenta operacional, que não serve para dar espetáculo e que depois desaparece ao fim de dois ou três meses. Duvido que a maior parte das organizações consiga, num espaço de um ou dois anos, passar sem este tipo de ferramentas, porque vão começar a ser comparadas com as outras”, justifica . ALGARVE INFORMATIVO #114
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LOULÉ DÁ A CONHECER SETE MIL ANOS DE HISTÓRIA NO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS Texto:
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epois de uma préinauguração com algumas dezenas de alunos de escolas de Loulé, o Ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, presidiu, no dia 22 de junho, à cerimónia de inauguração da Exposição «Loulé. Territórios, Memórias, Identidades», naquela que é uma das principais «montras» culturais do país: o Museu Nacional de Arqueologia, localizado numa das alas do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Durante aproximadamente um ano, a capital vai receber esta importante mostra evocativa de sete mil anos de História de ocupação do Homem no Concelho de Loulé, um momento que é para toda a comunidade louletana “feliz, de reconhecimento, de revisitação, de transformação, um momento mais de partida do que chegada”, como referiu o presidente da Autarquia, Vítor Aleixo. ALGARVE INFORMATIVO #114
Esta organização surge no âmbito do protocolo celebrado, em 2016, entre a Direção-Geral do Património Cultural e o Município de Loulé, no Museu Nacional de Arqueologia, e inscreve Loulé na lista de 24 municípios portugueses que, desde 1997, já realizaram exposições monográficas neste Museu. É agora a vez de Loulé mostrar toda a sua riqueza histórica, após um trabalho de 15 meses de preparação em sintonia absoluta entre as duas entidades, como referiu António Carvalho, diretor do Museu Nacional de Arqueologia. Envolvidos nesta montagem estiveram 50 técnicos das mais variadas especialidades para pôr de pé a exposição que apresenta uma nova e surpreendente abordagem do espaço que ocupa mais de 300 metros quadrados de um dos principais ex-líbris de Lisboa. 46
Sob a coordenação geral de António Carvalho, Dália Paulo e Rui de Almeida, «Loulé. Territórios, Memórias, Identidades» conta com cinco comissários científicos, de três importantes universidades públicas portuguesas, que selecionaram os bens culturais aqui apresentados: Victor Gonçalves, Amílcar Guerra e Catarina Viegas, da Universidade de Lisboa, Helena Catarino, da Universidade de Coimbra, e Luís Oliveira, da Universidade do Algarve. “São pessoas pertencentes a diferentes gerações, escolas e especialidades, com diferentes perspetivas, que nos deram a qualidade de investigação e a complementaridade e riqueza de olhares que nos interessava reunir”, sublinhou o diretor do Museu Nacional de Arqueologia.
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Ao todo, foram inventariados 1200 bens culturais para a realização desta exposição, dos quais 504 bens foram selecionados e 166 restaurados. Os bens culturais provêm de 12 instituições distintas, entre as quais se destacam o Museu Municipal de Loulé e o Museu e Estação Arqueológica do Cerro da Villa – em Vilamoura – que emprestam mais de 80 por cento das peças à exposição, às quais se juntam o Museu Nacional de Arqueologia, o Arquivo Municipal de Loulé, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Museu Municipal de Faro, o Museu Municipal da Figueira da Foz, o Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira, o Museu Municipal de Arqueologia Silves, a Universidade do Algarve, a Faculdade de
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Ciências e Tecnologias da Universidade Nova e o Museu da Lourinhã. As peças estão expostas em 10 vitrines e nove ilhas, divididas em três secções e oito núcleos. O núcleo Território apresenta o Concelho na sua diversidade entre o Litoral, a Serra e o Barrocal. Depois são apresentados, por ordem cronológica, seis núcleos - Pré-história, Proto-história, Romano, Antiguidade Tardia, Islâmico e Medieval - e por fim, no núcleo Identidades dá a conhecer aos visitantes os rostos dos «guardiães do passado», cuidadores e doadores de bens culturais de Loulé, proprietários dos terrenos onde se localizam os sítios arqueológicos. A finalizar a visita, está patente um excerto de um texto da escritora louletana Lídia Jorge. Para além das vitrines e das ilhas, oito LCD’s estão espalhados pela galeria este/oeste do Mosteiro dos Jerónimos, ALGARVE INFORMATIVO #114
para dar informação detalhada sobre os vários núcleos, e duas molduras digitais colocam em destaque cada um dos dois conjuntos de moedas que são apresentados. Esta mostra retrata as estratégias de ocupação do Homem ao longo dos tempos, na serra, no barrocal e no litoral, do mais extenso município algarvio em área, que liga o Baixo Alentejo ao mar, em «Loulé. Territórios, Memórias, Identidades» destaca-se também os resultados das escavações de paleontologia que presentemente decorrem na Rocha da Pena, coordenadas pelo paleontólogo Octávio Mateus, da Universidade Nova de Lisboa, e que nos revelaram, no território português, o primeiro espécime do anfíbio metopossauro, que recebeu o nome de algarvensis, e de um 48
fitossauro, permitindo-nos olhar para o território que é hoje Loulé há 227 milhões de anos, no Triásico. Refira-se que o Concelho de Loulé regista atualmente 154 sítios arqueológicos, estando 141 deles inseridos no intervalo temporal retratado nesta exposição. Sendo a Cultura uma das áreas estratégicas para o desenvolvimento do Concelho de Loulé, Vítor Aleixo enunciou algumas das iniciativas levadas a cabo pela autarquia, designadamente: a credenciação do Museu Municipal de Loulé na Rede Portuguesa de Museus; a assinatura do protocolo com o Campo Arqueológico de Mértola para reativação das escavações dos Banhos Islâmicos e a sua posterior musealização; a inscrição da manifestação religiosa Mãe Soberana no Inventário Nacional do Património Cultural
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Imaterial. Com a dinamização desta mostra, o edil acredita que novos projetos de investigação e de valorização do património arqueológico do Concelho surgirão, com homenagem aos dadores e achadores, com criação de roteiros patrimoniais, com ligação entre arte, património, gastronomia, paisagem e outros valores. A concretização do «Quarteirão Cultural» em Loulé, que incluirá a remodelação do Museu Municipal de Loulé, com novas acessibilidades e funcionalidades e uma nova forma de contar a história do Concelho, será outra das ações alavancadas por esta Exposição. Pretende-se que, neste espaço, seja criado um novo polo dedicado à paleontologia, com os mais recentes achados arqueológicos .
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REPORTAGEM
Miguel Freitas, da AMAL, Francisco Serra, presidente da CCDR Algarve, Carlos Medeiros, presidente da IPI Consulting Network e Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo
VILA DO BISPO VAI ELABORAR ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL O Auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo acolheu, no dia 29 de junho, a apresentação do projeto de Estratégia de Desenvolvimento Sustentável para o Município, que contemplará a elaboração de um Relatório de Sustentabilidade, um Plano de Turismo, um Plano Ambiental, a Agenda 21 Local e a adesão ao Pacto de Autarcas. Texto: ALGARVE INFORMATIVO #114
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autarquia de Vila do Bispo apresentou, no dia 29 de junho, no Auditório do Centro Cultural, o seu projeto de Estratégia de Desenvolvimento Sustentável para o Município, que será elaborado pela empresa «IPI Consulting Network» e englobará a criação de um Relatório de Sustentabilidade, de um Plano de Turismo, de um Plano do Ambiente, para além de apoiar a adesão de Vila do Bispo ao Pacto de Autarcas e a preparação da Agenda 21 Local. Este conjunto de trabalhos abarcará áreas como a governação, a transparência da atuação, o ambiente, a qualidade de vida e o turismo. A iniciativa pretendeu informar a população sobre os instrumentos de trabalho que vão ser criados pela autarquia para melhorar a qualidade de vida das pessoas e, simultaneamente, reforçar a competitividade, a atratividade e a notoriedade do concelho, potenciando o seu desenvolvimento económico, ambiental e social. “Temos pela frente, nos próximos anos, a revisão do Plano Diretor Municipal de Vila do Bispo e estamos a trabalhar com bastante antecedência para que tudo encaixe perfeitamente”, referiu Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, no início da sessão. Não desperdiçar, ser exigente no uso dos recursos, não explorar os recursos renováveis a um ritmo superior à sua capacidade de renovação foram, entretanto, algumas dicas avançadas por Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve. “Depois, ou arranjamos
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alternativas novas para deixar de utilizar os recursos não renováveis, com vantagens para a economia e para a sociedade, ou eles vão mesmo acabar por desaparecer, elevando os problemas atuais a níveis cujas consequências não conseguimos sequer equacionar”, alertou o dirigente. “O homem, quando intervém nos ecossistemas, está convencido de que consegue controlar os efeitos e as consequências dos seus atos, mas os ecossistemas são entidades vivas e dinâmicas e somos frequentemente confrontados com surpresas indesejáveis”, reforçou. “Ao invés de definirmos objetivos de exploração intensiva e de crescimento agressivo, é preferível pensarmos em conservar os recursos, daí a importância dos municípios e comunidades elaborarem estas estratégias”. Em representação da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, Miguel Freitas chamou a atenção para a necessidade de uma visão partilhada do futuro. “Passam-se coisas à nossa volta que nos criam enormes incertezas e inseguranças e devemos realmente percebê-las antes de escolhermos o caminho a seguir. Estamos presentemente a responder aos problemas colocados pelo choque ecológico, mas vivemos também um tempo de choque tecnológico e não temos a perceção de que ele está a abalar profundamente a nossa vida”, avisou. “Planear significa, acima de tudo, partilhar uma visão, ter objetivos concretos, estabelecer metas e criar programas para atingir esses objetivos e metas. Não planeamos apenas para ALGARVE INFORMATIVO #114
dizermos que estamos a fazer algo”, sublinhou Miguel Freitas. Olhando concretamente para a Estratégia de Desenvolvimento Sustentável para o Município de Vila do Bispo, esta vai assentar em cinco instrumentos. Começando pela elaboração da Agenda 21 Local, o processo será transversal e centrado nas pessoas e abordará os três vetores tradicionais da sustentabilidade (ambiente, economia e sociedade), mas também o conhecimento e a inovação. A ferramenta vai definir a visão, objetivos e medidas concretas de atuação e preparar uma bateria de indicadores para monitorização da implementação das ALGARVE INFORMATIVO #114
ações propostas. Com a Agenda 21 Local, Vila do Bispo passará a dispor de instrumentos facilitadores: de uma estratégia dirigida ao desenvolvimento sustentável e capaz de reforçar a competitividade do concelho; do reforço da capacidade de governação local, afirmando o princípio da subsidiariedade; da adequação da realidade económica, social, ambiental e do conhecimento e inovação, promovendo a cooperação e a partilha de responsabilidades; da promoção de iniciativas empresariais que tenham a ver, sobretudo, com a inovação e o empreendedorismo; do conhecimento dos problemas e desafios do setor social 54
e solidário, de modo a melhor adequar as respostas sociais às necessidades da população; da definição de ações estruturantes para o turismo e da potenciação da notoriedade e da atratividade do concelho; da aplicação eficaz dos instrumentos de gestão ambiental, nomeadamente a dinamização do desenvolvimento de soluções inovadoras. O Relatório de Sustentabilidade fará o retrato da atuação e desempenho do Município de Vila do Bispo, contribuirá para a monitorização da atividade municipal, estabelecerá compromissos para o futuro, comunicará interna e externamente os resultados e aumentará o grau de transparência. O Plano de Turismo pretende enquadrar um setor cada vez mais verticalizado e sofisticado; potenciar as especificidades que conferem vantagens competitivas aos patrimónios cultural e natural, com tradição, mas também com modernidade; transformar os patrimónios em recursos turísticos, através da mobilização dos saberes, das técnicas e das parcerias estratégicas; organizar os recursos turísticos, incluindo as identidades locais, as memórias e as histórias; e potenciar a atratividade, oferecendo experiências únicas aos turistas e reforçando a autoestima dos residentes.
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O Plano de Ambiente terá como objetivos identificar os valores e os recursos ambientais e potenciar a sua utilização sustentável; identificar medidas de salvaguarda e proteção do património ambiental, enquanto garante do desenvolvimento sustentável; caracterizar as pressões e constrangimentos ambientais existentes ou expetáveis, identificando as necessárias medidas preventivas ou de mitigação; identificar as dinâmicas atuais e futuras da utilização racional e sustentável dos recursos naturais. Quanto ao Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia, reúne milhares de autoridades locais e regionais que voluntariamente se empenham na implementação dos objetivos relacionados com o clima e a energia da União Europeia nos respetivos territórios, sendo que os novos signatários se comprometem em reduzir as emissões de Dióxido de Carbono em pelo menos 40 por cento até 2030, bem como a adotar uma abordagem integrada para lidar com a mitigação e adaptação às alterações climáticas. E as razões para aderir ao Pacto são várias: obter maior visibilidade e reconhecimento internacionais; facilitar a definição de políticas em matéria de clima e energia e o acesso a financiamento e apoios para as respetivas ações; reforçar a credibilidade dos seus compromissos; obter conhecimento, partilhar experiências e reforçar capacidades; beneficiar de autoavaliação e avaliação comparativas e cooperar com autoridades nacionais e internacionais, entre outras . ALGARVE INFORMATIVO #114
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OPINIÃO Mais «Centros Culturais», por favor! Paulo Cunha (Professor)
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á já muito tempo que os homens descobriram as potencialidades de concentrarem o funcionamento de diversas atividades num único espaço físico. Tomemos como exemplo os vários centros, complexos e aglomerados onde, do ponto de vista do produtor/vendedor e do consumidor, se pode descobrir e adquirir tudo o que se precisa, e até o que não… Numa única deslocação e num único espaço temporal qualquer cidadão pode, assim, poupar tempo, energia e dinheiro na aquisição e usufruto duma série de bens colocados à sua disposição. O tempo é precioso, por isso, quem com ele lida descobriu que é na concentração de recursos que reside o ganho de quem os proporciona. Com o surgimento de enormes e diferentes centros comerciais, de parques de venda a retalho e de parques industriais, aumentaram os lucros de quem neles investiu e de quem neles alojou o seu «negócio». Rapidamente se transformaram em autênticos pontos de «peregrinação», de «romaria» e de encontro e convívio familiar e social, constituindose assim, também, como centros de cultura urbana, propiciada através da partilha, fruição e assimilação de eventos culturais acolhidos nos referidos espaços. Sem pudores, nem vergonha, nem constrangimentos de qualquer espécie, é nesse aproveitamento e na troca de mais-valias e sinergias que assistimos a um processo que a todos dignifica e valoriza: levar a cultura às pessoas - enquanto consumidores conscientes, assíduos e interventivos para que dela se apropriem e usufruam. Aliás, é possível observar o aumento generalizado da concentração de diferentes conteúdos nas mesmas plataformas digitais, criando assim autênticos centros comerciais virtuais. Daí a razão de ser deste texto: se o «modus operandi» social nos empurra para uma maior concentração e aglomeração dos bens de consumo (sejam eles quais forem), porque não aplicarmos a fórmula na criação e produção cultural nas várias localidades (urbanas e rurais) da nossa região?
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Registo, com agrado, ao surgimento de coletivos, agrupamentos e movimentos associativos que abarcam várias classes etárias e diferentes vertentes culturais e artísticas. Grande parte destas Associações tem surgido devido à vontade de ocupar o tempo de forma criativa e empreendedora. Fruto duma atitude colaborativa, pró-ativa, interativa e lúdica, os seus membros tentam dar à existência da comunidade um propósito de vida onde a solidariedade e a partilha sejam denominadores comuns. Tomando como exemplo os excelentes resultados obtidos através das boas práticas em termos de associativismo cultural que por esse mundo fora proliferam, causa-me ainda alguma perplexidade ver a desconfiança, a relutância e o afastamento com que algum «poder local» lida com as Associações Culturais da sua terra. Assumindo-se como autênticos pólos aglutinadores de produção e interação criativa, estas coletividades fazem mais pelo crescimento harmonioso, sustentável e saudável das suas populações do que muitas medidas decretadas no papel (e que não passam apenas disso). Continuo sem entender porque é que vários organismos públicos que têm sob a sua tutela espaços físicos em condições de utilização e que, por vicissitudes várias, se tornaram desnecessárias para o propósito para que foram construídas, não acionam e estabelecem protocolos de colaboração com Associações de índole cultural. Ganhariam todos com tal medida! Lucravam através da reabilitação, conservação e manutenção de espaços devolutos e abandonados; da partilha de despesas comuns; da produção e realização de projetos interassociativos; da afirmação da cultura da sua região; da ocupação dos tempos livres das populações; do incentivo do espírito colaborativo interpares. Centros Culturais que transformariam pequenas «quintas» e «quintais» em que certas Associações regionais se transformaram, em autênticas fábricas de cultura partilhada. Setores de produção que fariam germinar, por certo, uma indústria cultural credível, afirmativa, pujante e duradoura. Sonho? Não! Uma possível - realidade perto de nós . 58
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OPINIÃO
Samuel Gacon Paulo Bernardo (Empresário)
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az hoje precisamente 530 anos que foi impresso o primeiro livro com caracteres móveis em Portugal. O Pentateuco, obra em hebraico, impressa por Samuel Gacon, um impressor algarvio de origem judaica. Pegando no algarvio de origem judaica que, em 1487, trabalhava na sua oficina em Faro, serve para fazer um paralelismo incrível com a época em que vivemos. Como podemos ver, o Algarve há 530 anos era uma região composta por vários povos de diferentes origens e raças. Hoje, acontece precisamente a mesma coisa. Na época existiam algarvios de diversas origens que falavam idiomas distintos mas que, em simultâneo, coabitavam em paz e ordeiramente, com um elevado grau de desenvolvimento cultural. Podemos dizer que hoje acontece o mesmo. Hoje, olhando para Samuel Gacon, que agora poderia ser Samuel Gago, vejo um algarvio de pequena estatura com as mãos cheias de tinta proveniente da sua prensa, onde ia produzindo escritos de elevado interesse para a época, que em simultâneo poderia falar com um Ahmed que lhe trazia o papel, e que ambos poderiam ir comer a uma pequena taberna junto da muralha de alguma Brites de Almeida. Mulheres, homens, raças, idiomas, culturas, misturavam-se e misturam-se neste Algarve. Hoje, olhando para Samuel Gacon, vi o que efetivamente era o Algarve e os Algarvios, uma região de características únicas no mundo, que aceita e coabita com todas as culturas. É essa a nossa grande riqueza, esta nossa tolerância atávica, que todos recolhe como seus, de uma forma própria estranha, mas tolerante.
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Temos que olhar para este passado para projetar este futuro estranho, porque podemos ser o melhor local do mundo para acolher, para acarinhar uma grande mole humana que procura um novo recomeço. Quer seja para investir, desfrutar dos últimos anos de vida ou para recomeçar uma nova vida. O Algarve não é de ninguém, é dele próprio, por isso tanta inveja, tanto desdém em relação a este paraíso. Paraíso que surge no final do Alentejo, que acredito que atravessa o Atlântico e que toca nos irmãos de África em Marrocos e abraça parte da Andaluzia. Este grande território de gente estranha, de braços abertos e histórias para contar à volta de um pouco de vinho e de alguns tira-gostos. Esta região tem uma energia própria que encanta. Sou suspeito, mas existem milhões de não suspeitos que dizem o mesmo. Assim, não podemos deixar que a região que deu o primeiro livro impresso a Portugal seja visto pelos de cá e pelos de fora, com responsabilidades de governar, como uma região de segunda. Bem sei que é medo, pois do que não tem valor não precisamos ter medo. Somos tratados como uma região de segunda pelo governo local e pelo governo central, só lembrada de quando em vez, e especialmente no Verão. Não tratemos desta forma a memória de Samuel Gacon que, com as suas mãos sujas de tinta, honrou o Algarve e os Algarvios com o seu trabalho hercúleo de comprar, instalar e produzir livros no Algarve .
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OPINIÃO
A minha Gente Antónia Correia (Professora)
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ovo humilde, anfitrião de vários povos, que conviveu e sempre soube relacionar-se com diferentes etnias, preservando a sua cultura e genuinidade. Gente de sorriso na ponta dos lábios e com uma avidez de viver fora do comum. Povo que enfrentou intempéries catástrofes, naturais ou induzidas, e que recebeu os sufrágios da vida com a passividade de quem acredita que, no fundo do túnel, há uma luz. Esperança, humildade e orgulho motivam sorrisos feitos de pequenos nadas. Resignação e complacência pautam a vida destas pessoas que, para afugentarem os infortúnios da vida, cantam o Fado à espera de melhores dias. A hegemonia da nossa cultura de grande solidariedade e dignidade humana não é totalmente refletida nas escalas de valores culturais internacionalmente reconhecidas, como seja a de Hofstede. Segundo este autor, os portugueses assentem a iniquidade e respeitam as diferenças sociais, aceitando que os mais poderosos possam humilhar os menos favorecidos. Outro dos valores medido por Hofstede é a masculinidade, isto é, a capacidade de viver para trabalhar ou trabalhar para viver. No nosso país, a palavra-chave é consenso – num povo marcado pelo sentido coletivista, procuram-se consensos, não sendo aceite a competição exagerada e prejudicial para os colegas. Trabalhamos para viver e esperamos o justo retorno sem que este prejudique o próximo; privilegia-se o bem-estar
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social, esconde-se o status social, porque, afinal, nós somos «pequenos» e humildes. A incerteza assusta-nos, regras e crenças regulam o nosso dia-a-dia, resquícios duma ditadura que durou tempo demais. Comportamentos ortodoxos são criticados e dificilmente aceites – a resistência à mudança de valores culturais justifica o ceticismo com que lidamos com excessos sociais. Igualmente, somos o povo que maior pontuação obtém no valor cultural do coletivismo. Efetivamente, o povo português pensa primeiro nos outros e depois em si; o «nós» é mais importante do que o «eu». Povo sofrido, mas orgulhoso, encontra no próximo a sua gratificação e prazer, e indulgências são proibidas; porque, no final do dia, é preciso poupar para a reforma ou para deixar uma reserva aos filhos. Esta semana, o programa «juntos por todos» e outras manifestações de solidariedade social em prol das vítimas dos incêndios revelaram bem os valores culturais duma sociedade onde os outros são a prioridade. Almas provincianas, de valores morais e sociais inestimáveis, que encantam todos os turistas que nos visitam, justificam o orgulho que nutro pela minha gente… Bem hajam, o sucesso do turismo somos nós!!.
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OPINIÃO História do Projecto Literário Palavra Ibérica (2006-2010) Quatro anos de parceria cultural entre Portugal e Espanha Adília César (Escritora)
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história da literatura é feita de obras, escritores, leitores e eventos culturais. Neste último caso, ficam na memória ambientes, cenários e datas. A presente crónica relembrará ainda as pessoas que participaram e fizeram com que o Projecto Literário Palavra Ibérica fosse um acontecimento cultural importante das regiões do Algarve e Andaluzia, para que não sejam esquecidas e para que outros intervenientes dêem voz e corpo para a consignação da obra literária como instrumento imprescindível de enriquecimento e desenvolvimento cultural de uma comunidade, em estreita articulação com autarquias e associações, tendo sempre em atenção a necessidade de apoio logístico e financiamento das acções culturais ligadas à divulgação das obras de autores relevantes e/ou promissores. Fernando Esteves Pinto e Uberto Stabile, ambos escritores e divulgadores culturais, uniram esforços no sentido da organização de um conjunto de acções que promovessem a literatura e autores de ambos os países. Assim, surgiram os Encontros de Escritores Hispano-Lusos Palavra Ibérica, as publicações de autores portugueses e espanhóis, integradas na Colecção de Poesia Palavra Ibérica (edição bilingue) e a atribuição de diversos Prémios Internacionais de Poesia Palavra Ibérica. Em 2006, Fernando Esteves Pinto, Uberto Stabile e Luís Ene coordenaram o 1.º Encontro de Escritores Hispano-Lusos Palavra Ibérica em Punta Umbría. Nesse ano participaram os seguintes autores, além de outros: Rui Costa, José Carlos Barros, Fernando Esteves Pinto, Manuel Moya, Manuel Garrido Palacios, Uberto Stabile, Rafael Delgado e António Orihuela. Em 2007, o 2.º Encontro de Escritores HispanoLusos foi realizado na cidade fronteiriça de Vila Real de Santo António, com coordenação de Fernando Esteves Pinto e Uberto Stabile, aos quais se juntaram Pedro Afonso e João Bentes. A
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preocupação dos seus organizadores em manter um bom nível de participação do ponto de vista da qualidade literária foi notória na escolha dos escritores convidados: Carmen Camacho, Eladio Orta, Margarida Vale de Gato, Rita Taborda Duarte e Tiago Gomes, entre outros. O ritmo de trabalho destes quatro coordenadores concretizou-se na realização do 3.º Encontro de Escritores Hispano-Lusos Palavra Ibérica em 2008 e em Punta Umbría, com a participação de escritores consagrados e outros menos conhecidos, em pé de igualdade, num evento que já era divulgado com algum destaque na imprensa de referência: Rafael Camarasa, Amadeu Baptista, José Mário Silva, Golgona Anghel, Tiago Nené, Rosario Pérez Cabaña e Manuela Ribeiro na qualidade de coordenadora do Correstes d’Escritas, além de outros. Em 2009, na preparação do 4.º Encontro de Escritores Hispano-Lusos Palavra Ibérica, Fernando Esteves Pinto e Uberto Stabile viram-se confrontados com um notório desinteresse e falta de apoios por parte da autarquia anfitriã – Vila Real de Santo António – e o evento acabou por se realizar em Huelva e Punta Umbría, sendo integrado no projecto EDITA - Festival Ibero-americano da Edição, da Poesia e das Artes. Apesar dos constrangimentos, foi possível manter um nível elevado, tendo em conta a participação dos autores Filomena Marona Beja, Santiago Aguaded Landero, Maria do Sameiro Barroso, Marcos Gualda, Valter Hugo Mãe, Luis Pons e Dante Medina, figuras sobejamente conhecidas dos cenários literários português e espanhol. Ao longo destes quatro anos, Fernando Esteves Pinto e Uberto Stabile coordenaram também a Colecção de Poesia Palavra Ibérica, com autores portugueses e espanhóis em edição bilingue, através de uma parceria entre o Ayuntamiento de Punta Umbría, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e a Editora Livro do Dia. Nesta
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colecção foram editadas as obras distinguidas com ligadas ao Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica, uma parceria entre a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, o Ayuntamiento de Punta Umbría e o Sulscrito – Círculo Cultural do Algarve. Este último integrava um outro projecto literário coordenado por Fernando Esteves Pinto, João Bentes e Pedro Afonso, que decidiram desenvolver acções de divulgação da escrita e da leitura na sua região. O Sulscrito pretendia funcionar como ponto de encontro da literatura, das ideias e dos autores ao Sul e assim aconteceu enquanto permaneceu activo, estando ligado a uma série de acções culturais relevantes. Foram títulos desta colecção: «Muchas veces me sucede olvidar quien soy», de Luís Ene, tradução de Uberto Stabile, edição do Ayuntamiento de Punta Umbría; «Las moradas inútiles», de José Carlos Barros, tradução de Manuel Moya, edição do Ayuntamiento de Punta Umbría; «Só mais uma vez», de Uberto Stabile, tradução de Rui Costa, edição Livro do Dia; «Pequeña Antologia para el cuerpo», de Luís Filipe Cristóvão, tradução de Manuel Moya, edição do Ayuntamiento de Punta Umbría; «El Sitio justo», de Rafael Camarasa, com tradução de Tiago Nené, edição do Ayuntamiento de Punta Umbría foi Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2008, sendo júri do prémio (Espanha): Julián Avila, Rafael Delgado e María Gómez; «Sobre as Imagens», de Amadeu Baptista, com tradução de Uberto Stabile, edição Cosmorama (fora da colecção) foi Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2008, sendo júri do prémio (Portugal): António Carlos Cortez (crítico literário, Jornal de Letras), José Mário Silva (crítico literário, Expresso) e Fernando Esteves Pinto (escritor); «Quarto com Ilhas», de Manuel Moya, tradução de Rui Costa, edição Livro do Dia; «Agência del Miedo», de Santiago Aguaded Landero, com tradução de Tiago Nené, edição do Ayuntamiento de Punta Umbría, foi Prémio Internacional de Poesia Palavra ibérica 2009, sendo júri do prémio (Espanha): Julián Avila, Rafael Delgado e Uberto Stabile; «Uma Ânfora no Horizonte», de Maria do Sameiro Barroso com tradução de Uberto Stabile, edição Livro do Dia, foi Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009, sendo júri do prémio (Portugal): Casimiro de Brito, Fernando J. B. Martinho e Manuel Frias Martins; «El desayuno de Carla Bruni», de Rui Costa, tradução de Uberto Stabile, edição do Ayuntamiento de Punta Umbría; Crematorio Sentimental de Golgona Anghel, tradução de Uberto Stabile, edição do 65
Ayuntamiento de Punta Umbría; «Fuego en las Cartas», de Floriano Martins, tradução de Bianca Luz Pulido, edição do Ayuntamiento de Punta Umbría; «Decantación», de Aída Monteón com tradução de Tiago Nené e edição do Ayuntamiento de Punta Umbría foi Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010, sendo júri do prémio (Espanha): Alberto García-Teresa, Enrique Falcón e Uberto Stabile; «Polishop», de Tiago Nené, tradução de Santiago Aguaded, edição: Ayuntamiento de Punta Umbría; «Ode à Liberdade e Outros Poemas», de Fernando Cabrita, tradução de Manuel Moya, edição: «Gente Singular» (fora da colecção) foi Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010, sendo júri do prémio (Portugal): José Carlos Vilhena Mesquita (em representação da Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve), João Carlos Firmino Andrade Carvalho (em representação da Universidade do Algarve) e Rogério Silva (em representação da editora Gente Singular). A primeira fase do Projecto Literário Palavra Ibérica chegou ao fim em 2010, tendo como consequência a extinção do prémio internacional e da edição de novos títulos no âmbito do projecto. A falta de apoios e o desinteresse da autarquia parceira - Vila Real de Santo António - levaram os seus coordenadores a tomar esta decisão, naturalmente, apesar da importância cultural então atribuída às acções decorrentes desta inovadora iniciativa. Ainda foram envidados esforços junto de outras autarquias da região, por Fernando Esteves Pinto, mas não houve possibilidade de ultrapassar as dificuldades evidenciadas pelas entidades que poderiam ter tornado possível a continuação do projecto, pelo que os Encontros de Escritores Hispano-Lusos Palavra Ibérica, o Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica e a Colecção de Poesia Palavra Ibérica chegaram ao fim. Em 2015, com coordenação dos escritores e divulgadores culturais Uberto Stabile e Fernando Pessanha, surge um outro Projecto Literário Palavra Ibérica, com a realização de um Encontro de Escritores Hispano-Lusos, que se mantém com periodicidade bi-anual, ainda com participação de autores oriundos de Portugal e da vizinha Espanha. Contudo, exibe contornos muito diversos do projecto anterior, não conseguindo instituir nem o prémio ibérico nem a edição de obras no âmbito de uma colecção ibérica, revelando mais uma vez que não há investimento cultural para devolver ao Palavra Ibérica a importância que merece .
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ATUALIDADE
MÚSICA, DANÇA, MODA E HOMENAGENS NO ANIVERSÁRIO DA FREGUESIA DE MONTENEGRO
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ontenegro assinalou, no dia 23 de junho, as duas décadas de elevação a freguesia com mais uma edição da Festa Solidária, desta feita para apoiar a Associação Sociocultural Amigos de Montenegro. A animação concentrou-se na Rua Júlio Dinis e, na sexta-feira, o programa foi preenchido com um espetáculo de hip-hop dos Urban Xpression, com um desfile de moda para mostrar as tendências do comércio local e com a música do popular Quim Barreiros. Um dos momentos altos da noite foi a homenagem prestada pela Junta de Freguesia do Montenegro a algumas pessoas e entidades pelo seu contributo ALGARVE INFORMATIVO #114
para o engrandecimento desta freguesia do concelho de Faro. Pelos serviços prestados à comunidade foram distinguidos, com a Medalha de Mérito Municipal Grau Prata, a Associação AMAR; o Centro de Ténis de Faro; o empresário Eliseu Correia; o historiador, ensaísta e escritor José Carlos Vilhena Mesquita; a escola de dança Urban Xpression; e o dirigente associativo Vítor Silvestre, a título póstumo. Finalmente, foi atribuída a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro ao médico e fundador da Associação Oncológica do Algarve, José Alberto Fernandes dos Santos Pereira, também a título póstumo.
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Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, João Pereira e Steven de Sousa Piedade, presidente da Junta de Freguesia do Montenegro
O empresário Eliseu Correia e Steven de Sousa Piedade, presidente da Junta de Freguesia do Montenegro
No sábado, dia 24, a festa começou cedo com a famosa sardinhada solidária e Tony da Favela foi o primeiro a aquecer o ambiente com um espetáculo bastante 69
interativo. De seguida, assistiu-se ao desfile da Marcha da Bordeira e a noite terminou com o Festival de Folclore .
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ATUALIDADE
António Romano, Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro e Teresa Correia, Vereadora da Câmara Municipal de Faro
FARO QUER AJUDAR A FLORIR PORTUGAL
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Autarquia de Faro abraçou o sonho de «Florir Portugal», uma ação que procura embelezar o país, catalisar o turismo e valorizar os produtos nacionais. O desafio foi lançado por António Romano, diretor da agência Central Models, e pela «Eva Dream Portugal em Flor», e o objetivo é tornar Portugal, de facto, num «jardim à beira mar plantado». Para esse efeito, começaram a ser colocadas floreiras nas janelas, varandas, portas, lojas ou em qualquer outro sítio visível do Centro Histórico da capital algarvia, para criar ALGARVE INFORMATIVO #114
uma «onda de beleza floral» que, ao mesmo tempo, traz esperança, união entre todos e muitos sorrisos. “É uma iniciativa de grande mérito que chega já a 40 localidades espalhadas um pouco por todo o país e Faro não quis ficar de fora nesta missão de tornar Portugal mais bonito. As flores e a vegetação em geral são vistas cada vez menos como um mero ornamento estético, tornando-se elementos de sustentabilidade e de qualidade de vida que devemos sempre prosseguir em meio urbano ou não urbano”, indicou Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro. 70
O edil lembrou que, se não houver um cuidado extremo, as cidades acabam por degradar todo o ambiente em seu redor, em nome do desenvolvimento económico, com rios e outras fontes de água contaminados, ar poluído, lixeiras a céu aberto e desmatamentos a serem alguns dos exemplos deste progresso negativo do homem moderno. “Nessa relação de causa/efeito, fica claro que é fundamental o incentivo às ações sustentáveis nas cidades, com vista a uma maior qualidade de vida e à preservação do ambiente. Em Faro, já percebemos as vantagens disso, assim como da agricultura urbana, tendo sido pioneiros, no Algarve, em matéria das hortas sociais”, frisou o edil farense, falando igualmente da substituição de árvores mortas por espécies autóctones ao longo do concelho. “É um investimento com retorno imediato e que, se depender de nós, terá continuidade no futuro. Faz parte da aposta na requalificação do espaço público em modos sustentáveis, para o devolvermos ao usufruto dos cidadãos”, acrescentou Rogério Bacalhau. O sonho de «Florir Portugal» nasceu, há oito anos, na mente de António Romano, que imaginou todas as aldeias, vilas e cidades do país pejadas de árvores floridas, mas também as estradas, autoestradas e paisagens, assim como flores em todas as janelas dos portugueses. “Seria uma verdadeira mensagem de paz lançada ao mundo e alcançaríamos igualmente um vetor de diferenciação que tornaria Portugal no país mais turístico do planeta”, acredita o arquiteto e fundador da Central Models. “É o turismo que tem alavancado o crescimento nacional nos últimos anos e 71
tem-se notado um fenómeno especialmente importante em Lisboa e no Porto – o turismo de fim-de-semana. Não há nenhuma cama de hotel disponível nas noites de sexta-feira e sábado e quem visita estas duas cidades até pensa que não há crise em Portugal. Nos bairros onde gravita o turismo, os restaurantes multiplicam-se e o comércio tradicional apresenta uma dinâmica impressionante”, observa o promotor do «Florir Portugal». António Romano não esqueceu o clima, a gastronomia, a hospitalidade dos portugueses, tudo mais-valias para aumentar ainda mais a competitividade nacional em termos turísticos. Mas as ALGARVE INFORMATIVO #114
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vantagens não se ficavam apenas pelo turismo, garante o arquiteto. “Nós temos os melhores produtos do mundo, mas não os amamos, não os produzimos, divulgamos e exportamos com o seu devido valor. Temos o melhor queijo do mundo – o queijo amanteigada do Serra da Estrela, que é muito exportado para França, mas sobretudo para consumo dos nossos emigrantes. Temos a melhor laranja do mundo – a laranja do Algarve, contudo, quando estava a viver em ALGARVE INFORMATIVO #114
Tóquio, só via laranjas de Valência, que não chegam aos calcanhares do doce das laranjas algarvias. Temos um vinho mundialmente conhecido – o Vinho do Porto, que é massivamente exportado para os Estados Unidos da América, mas 90 por cento desses consumidores pensam que o vinho é inglês”, descreveu, referindo outros exemplos como a amêndoa, a batata-doce de Aljezur, as cerejas do Fundão, o mel ou a carne do porco de pata-negra. Diriam alguns que «Florir Portugal» se trata de uma utopia, mas ela pode concretizar-se através da propagação de emoções positivas pela mão de toda a sociedade civil, um pouco à semelhança do que sucedeu aquando do Euro 2004, quando a bandeira nacional surgiu em praticamente todas as janelas do país. “Já cerca de 40 aldeias, vilas e cidades aderiram ao projeto e acredito que seja possível avançar com bairros floridos em Lisboa na Primavera de 2018. De seguida, não tenho dúvidas de que o Porto responderá também ao desafio, imbuído do espírito tão português da competitividade saudável”, referiu António Romano. No Algarve, o pontapé de saída foi dado pelo Município de Faro, que servirá, assim, de inspiração para os outros concelhos da região, mas fica também o repto para cada um de nós colocar flores nas janelas das suas residências. “Um dos grandes problemas que existe atualmente, e no mundo inteiro, é que estamos a afastar-nos da terra e não damos conta disso”, avisou ainda António Romano . 72
ÁGUAS DO ALGARVE ENTREGOU PRÉMIOS DO CONCURSO DE FOTOGRAFIA
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oram cerca de 300 fotografias que estiveram a votos na 4.ª Edição do Concurso de Fotografia «A Água pelos meus Olhos», promovido pela «Águas do Algarve, S.A.» com o intuito de potenciar a sensibilidade para um olhar mais crítico e profundo acerca desta temática ambiental que a todos nos deve preocupar. A escolha dos vencedores não foi fácil, mas o consenso foi finalmente atingido numa tarde de discussão saudável sobre os diferentes trabalhos apresentados e as emoções que se esconderão por detrás de cada um deles.
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Para além dos três primeiros lugares foram ainda atribuídas três Menções Honrosas. O grande vencedor foi Filipe Leal, de Braga, que recebeu mil e 500 euros, seguindo-se João Paulo Rodrigues, de Estoi, que levou para casa um cheque de 500 euros e Leonor Sousa, de Almada, que teve direito a 250 euros. As menções honrosas, no valor de 62,50 euros cada, foram para trabalhos de João Paulo Rodrigues, de Estoi, João Colaço, de Tavira e Lourenço Pereira, de Cinfães .
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EMPRESÁRIOS DE ALBUFEIRA PREPARAM-SE PARA A INOVAÇÃO
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o dia 21 de junho, o Salão Nobre da Câmara Municipal de Albufeira acolheu uma sessão de esclarecimento sobre o projeto «INOVA ALGARVE 2020», na qual mais de 20 empresários estiveram presentes. Na ocasião, Vítor Neto desmistificou diversas questões quanto ao Turismo. “Vi crescer esta cidade ao longo de décadas e é hoje uma das mais importantes e na economia da Região. Note-se que tem mais dormidas legais do que muitas regiões inteiras do país”, começou por dizer o recém reeleito Presidente do NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve e natural de Albufeira. Vítor Neto esclareceu os presentes que, quer o NERA, quer a AMAL e a CCDR, possuem estruturas de apoio aos empresários no sentido de os ajudar, por um lado, a esclarecer as diversas questões que possam ter em termos do que é a inovação e, por outro, no apoio à elaboração de uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Algarve – CRESC Algarve 2020, por forma a inovarem na sua empresa e, com isto, diferenciarem o seu produto e/ou serviço no mercado. O presidente do NERA apresentou ainda dados que para muitos foram uma surpresa, especialmente quando afirmou que das seis mil empresas existentes em Albufeira, duas mil e 200 são sociedades. “Destas empresas, 400 situam-se no comércio, 100 na área dos transportes, 700 no sector do alojamento e restauração, 300 são do sector imobiliário, apenas 40 na ALGARVE INFORMATIVO #114
área da agricultura, o que mostra que estamos a deixar para trás uma riqueza imensa, que outrora foi de importância capital para Albufeira e esta é uma fraqueza atual deste concelho. As restantes empresas são de outras áreas dispersas”, frisou. Seguindo dados do INE, aquele responsável afirmou ainda que o Algarve tem quase 50 por cento de todas as dormidas a nível nacional, das quais cerca de 80 por cento são estrangeiras. “As dormidas nacionais contam como consumo interno e as estrangeiras como exportações. Uma das nossas grandes lacunas nacionais é a de não afirmarmos a importância do Turismo na Economia. O Turismo merece uma atenção superior e Albufeira tem nisto um papel capital. Se queremos ser mais competitivos temos que nos adaptar às novas realidades e quem não fizer este trabalho de inovação, desaparece”, avisou Vítor Neto. Note-se que no ano passado houve um crescimento em Portugal de quase quatro milhões de dormidas de estrangeiros, das quais milhão e meio veio para o Algarve, sendo que o Porto registou cerca de 600 mil e Lisboa 800 mil. “Há dados a desmistificar quanto ao Turismo, mas isso é simples, basta saber ler os dados do INE – Instituto Nacional de Estatística”, reforçou aquele empresário, acentuando ainda a qualidade e o prestígio do turismo algarvio. No que concerne aos turistas ingleses, reforçou que há nove milhões na totalidade de dormidas legais (2016), das quais 67 por cento do total são no Algarve, tendo a Madeira cerca 74
de 20 por cento do bolo, Lisboa 8 por cento e o Porto 2,8 por cento. “No ano passado, houve um acréscimo de mais de 800 mil dormidas de ingleses no país, 500 mil das quais se verificaram o Algarve”. Vítor Neto lamentou ainda que “tentem inferiorizar a região como sendo apenas um destino de sol e mar, porque os números continuam a falar de um destino privilegiado, mas não podemos ficar para trás”. Por estes motivos, o NERA, a AMAL, a CCDR encontram-se unidas no apoio aos empresários da região na elaboração de candidaturas aos fundos comunitários. O apoio visa garantir que as candidaturas se encontram enquadradas na estratégia Europa 2020, que procura criar um crescimento inteligente (investindo de forma eficaz na educação, investigação e inovação), sustentável (movendo-se em direção a uma economia de baixo carbono) e inclusivo (enfatizando a criação de emprego e a redução da pobreza). Para além disso, é ainda essencial que a candidatura se encontra alinhada com a 75
RIS 3 Algarve – Estratégia Regional de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente que, de entre outros, preconiza a promoção da diversidade de base económica regional; a promoção de redes de cooperação e reforço da transferência de conhecimento entre o sistema de investigação, e o meio empresarial e o mercado; o incremento do foco na investigação aplicada e na inovação com ênfase nos resultados, nomeadamente, com vista à melhoria da competitividade, da incorporação e captura de mais valor e o aproveitamento do potencial dos recursos naturais da região, potenciado pela variedade relacionada entre os diversos setores de especialização regional, reforçando as cadeias de valor promovidas pela dinâmica do setor turístico. No que concerne às áreas de especialização inteligente, refira-se que o Algarve possui dois mercados consolidados, que são o sector do Mar e o sector do Turismo. Nas áreas emergentes encontram-se os sectores Agroalimentar, Energias Renováveis, Ciências da Saúde e da Vida, as TIC e Atividades Criativas . ALGARVE INFORMATIVO #114
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CÂMARA MUNICIPAL DE FARO APRESENTOU PROPOSTA DE PLANO DE MOBILIDADE E TRANSPORTES
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Câmara Municipal de Faro apresentou, no dia 28 de junho, a sua proposta de Plano de Mobilidade e Transportes (PMT) para o concelho, o instrumento que estabelece a estratégia global de intervenção em matéria de organização das acessibilidades e gestão da mobilidade. A sessão teve lugar na Biblioteca Municipal de Faro e contou com a participação de largas dezenas de munícipes e de ALGARVE INFORMATIVO #114
representantes das entidades oficiais que, ao longo deste processo de mais de três anos, foram já chamadas a contribuir para a elaboração do documento. O PMT define um conjunto de ações e medidas que contribuem para a implementação e promoção de um modelo de mobilidade mais sustentável, que se quer compatível com o desenvolvimento económico e indutor de uma maior coesão social. O plano em execução desenvolve-se 76
em três fases: Fase I - Caracterização e Diagnóstico; Fase II - Proposta de Plano; Fase III - Versão Final do Plano. A partir desta data está concluída a segunda fase do plano e encontra-se aberta a discussão junto das diversas instituições, agentes e à sociedade civil em geral, em torno das propostas que beneficiarão as condições de mobilidade no território. Através da estratégia definida pelo Plano de Mobilidade e Transportes, elaborado em simultâneo e em estreita articulação com o Plano Diretor Municipal, é objetivo central tornar Faro num território com melhor mobilidade, mais acessível a todos, com maior qualidade do ambiente urbano, simultaneamente melhor para trabalhar, viver, estudar e visitar. No que concerne às propostas formuladas, uma das ações estruturantes para a concretização da estratégia global de humanização do espaço público passa, desde logo, pela necessidade de aproximação da cidade à Ria Formosa. A relocalização da atual linha de caminho-de-ferro permitirá uma maior permeabilidade neste espaço, sem perda da importância da estação central, promovendo-se uma mobilidade mais amigável. Este espaço deverá ser alvo de requalificação e integração no cenário natural, criando-se condições para a sua utilização por outros modos, nomeadamente com a implementação de corredores dedicados a transportes públicos e outros modos de transporte, permitindo a conexão entre os diversos setores da cidade. No ponto de confluência entre os canais dos diversos modos de transporte, é proposta a criação de uma interface multimodal de nível regional, apoiada pelo terminal dos 77
transportes urbanos no centro da cidade, que possibilitará conectar a região entre si mas também com o resto do país. Com o intuito de diminuir o tráfego automóvel em circulação no centro da cidade, é proposta uma política de estacionamento ancorada num conjunto de parques dissuasores localizados nas principais entradas da cidade e que deverão ser devidamente coordenados com a rede de transportes urbanos e com a oferta de estacionamento no centro da cidade. No que concerne aos modos suaves de deslocação, nomeadamente o andar a pé e de bicicleta, é proposto um aumento e beneficiação gradual das áreas pedonais na cidade, nomeadamente na zona muralhada e sua envolvente próxima, tornando-as mais confortáveis, mais seguras e mais acessíveis para o peão, principalmente para as pessoas com mobilidade condicionada. A sua melhoria permitirá devolver este espaço aos residentes, estudantes, trabalhadores e turistas, gerando-se dinâmicas capazes de impulsionar o comércio local. No que respeita à bicicleta, considerando os percursos entre os principais equipamentos, foi definida como estratégia de intervenção a formalização do percurso da Ecovia do Algarve e a definição de uma rede ciclável coerente, articulada e complementada por um sistema de bikesharing. Ainda neste particular, os modos suaves terão uma vantagem competitiva em relação ao veículo individual motorizado com a proposta de criação de uma ponte pedociclável entre Montenegro e o Parque Ribeirinho de Faro, uma construção sustentável, pouco intrusiva na paisagem e que permite a redução das distâncias e tempo de deslocação entre Faro e Montenegro .
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MEXILHOEIRA DA CARREGAÇÃO VAI TER UM CENTRO ESCOLAR REQUALIFICADO E MODERNO
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Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Francisco Martins, deslocou-se à Escola EB1 da Mexilhoeira da Carregação, no dia 19 de junho, para apresentar o anteprojeto de requalificação e ampliação, com a construção de raiz do novo núcleo central, do Centro Escolar da freguesia, e aproveitou a ocasião para ouvir as opiniões da comunidade escolar, professores, pais e alunos. “Embora o projeto de alterações à atual escola já estivesse em orçamento para 2017, ALGARVE INFORMATIVO #114
verificou-se que não era a resposta mais correta para melhorar substancialmente as condições para os alunos que frequentam esta estrutura. Isso tornou-se possível graças à aquisição do terreno adjacente, que permitirá uma outra visão de todo o espaço”, afirmou o edil. Pais e professores foram tomando contato, através de imagens projetadas, com as diferenças existentes entre os atuais edifícios e a proposta de remodelação apresentada pelos técnicos, com a requalificação de espaços de recreio mais 78
condizentes com a liberdade de movimentos para crianças do pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico. O Centro Escolar da Mexilhoeira irá contar com seis salas de aulas para o 1.º ciclo e duas para o pré-escolar, refeitório, biblioteca, salas de apoio e de professores, serviços administrativos e um polidesportivo coberto, que também poderá vir a ser utilizado pela população, em horário condicionado.
As salas serão climatizadas e em todos os espaços haverá acesso direto às tecnologias de informação, já que se pretende que esta seja uma escola de futuro. Com um orçamento de cerca de um milhão de euros, o início das obras está previsto para o primeiro semestre de 2018 e decorrerá sem qualquer constrangimento ao normal funcionamento da escola .
ESCOLA DE ARTES DE LAGOA TEM NOVO FORNO
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Escola de Artes Mestre Fernando Rodrigues, em Lagoa, tem vindo a desenvolver cada vez mais atividades, com exposições e trabalhos com artistas e futuros artistas, dando a conhecer os valores locais nas artes plásticas e artesanato, em especial a olaria. Impondo-se a modernização técnica do seu equipamento, a Câmara Municipal de Lagoa investiu na compra de um forno, no sentido de melhorar as condições de trabalho. O antigo forno e seus componentes não permitiam o devido rendimento das cozeduras, originando constantes perdas de calor, o que comprometia os resultados finais e causava a perda de muitas peças. Para além dos problemas de isolamento, o programador associado ao equipamento estava obsoleto, o que causava danos nos vidrados das peças e nas prateleiras. A aquisição do novo forno, no valor total de seis mil e 76,20 euros, incluindo programador e outros acessórios, vem não só resolver os problemas existentes, 79
como também permite aumentar e diversificar o leque de obras e respetivas decorações. Para além do barro branco e vermelho, o novo forno permite trabalhar com pastas de alta temperatura como o grés e a porcelana – pois atinge 1300º, ao contrário do seu antecessor, que não ultrapassava 1050º e apresentava contínuos problemas. Para além disso, é mais rápido, dispondo de 20 programas de cozedura, consoante a necessidade e as caraterísticas das peças. No âmbito da olaria, 45 pessoas usufruem semanalmente das instalações/equipamentos na Escola de Artes, sendo 15 alunos do Oleiro Ricardo Lopes – a quem foi cedida uma sala para desenvolvimento e dinamização da olaria – e os restantes frequentam as modalidades de olaria aberta patrocinadas pelo Município, divididos em dois grupos, às quintas e sextas-feiras. Apesar de haver um forno novo, o antigo vai continuar a trabalhar, pois permite efetuar as designadas «chacotas», cozeduras até 800º. ALGARVE INFORMATIVO #114
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ESCOLA EB1/JI N.º 4 DE OLHÃO VAI SER REQUALIFICADA DURANTE AS FÉRIAS DE VERÃO
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o início do próximo ano letivo, a Escola EB1/JI N.º 4 de Olhão vai abrir portas à comunidade escolar com condições melhoradas, após a intervenção que vai sofrer no período da interrupção letiva de verão. A assinatura da empreitada de pintura exterior do conjunto de edifícios foi assinada, no dia 26 de junho, com a empresa «José Quintino, Lda.» e as obras, no valor de 59 mil e 500 euros estarão concluídas 60 dias depois da data da consignação. Quer os edifícios centenários, quer os edifícios mais recentes, serão alvo desta intervenção no exterior, que se estenderá também à entrada e aos muros de vedação. De uma forma geral, os trabalhos previstos pretendem proceder à reparação de fissuras, rebocos e pintura ALGARVE INFORMATIVO #114
das fachadas. Os edifícios mais modernos, nomeadamente o do pré-escolar, construídos depois do ano 2000, serão objeto de uma intervenção de decapagem, regularização das paredes, tratamento de fissuras, pintura e instalação de uma caixa de recolha de águas pluviais. Nos edifícios centenários, construídos com materiais de pedra natural e base de cal, a intervenção proposta consiste na remoção total de todos os revestimentos existentes nos paramentos exteriores até ao reboco original do edifício, no tratamento das cantarias, reboco e respetiva pintura. Ao nível da vedação do recinto escolar, propõese a decapagem total de todos os paramentos dos muros e a pintura das paredes exteriores da entrada e muros em toda a sua extensão . 80
SÃO BRÁS DE ALPORTEL ALARGA «VALE + EDUCAÇÃO» AO 3.º CICLO
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ara o ano letivo de 2017/2018, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel alarga a medida de apoio às famílias «Vale + Educação» aos jovens do 3.º ciclo, alcançando mais de um milhar de jovens. Atenta aos desafios das famílias, nomeadamente aos encargos que a educação das crianças e jovens representa para as famílias sãobrasenses, a autarquia local tem vindo a implementar um conjunto de medidas para minimizar as dificuldades e ajudar os agregados familiares num período muito
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exigente. Esta estratégia pretende reforçar a capacitação do papel das famílias na construção de uma sociedade cada vez mais desenvolvida e mais inclusiva. A implementação do «Vale + Educação» teve início em 2015 com a atribuição de vales aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico inscritos no Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas. No ano letivo 2016/2017, o «Vale + Educação» foi alargado aos alunos inscritos no 2.º ciclo, chegando agora, no ano letivo 2017/ 2018, aos alunos inscritos no 3.º ciclo, apoiando mais de um milhar de jovens estudantes. Dado que o Governo Português alargou a distribuição gratuita dos manuais escolares a todos os estudantes do 1.º ciclo do ensino básico, o «Vale + Educação» atribuído pelo município de São Brás de Alportel adaptou os valores de apoio, sendo de 20 euros para todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico e de 30 euros para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, num investimento global superior a 26 mil euros. Além de auxiliar as famílias e incentivar ao ensino, o «Vale + Educação» visa também dinamizar o comércio local, dado que os vales são de utilização exclusiva na aquisição de materiais escolares nas papelarias do concelho .
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VILA DO BISPO DISTINGUIDO NO CONCURSO DOS MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER
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o âmbito do concurso «Melhores Municípios para Viver» (M2V), organizado pelo Instituto de Tecnologia Comportamental (INTEC) da Universidade de Lisboa, o Município de Vila do Bispo foi distinguido com uma Menção de Mérito, na área economia/turismo, com o projeto «Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza de Sagres». A cerimónia de entrega dos prémios aconteceu, no dia 27 de junho, na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, sendo o galardão entregue ao presidente da autarquia, Adelino Soares, que, na ocasião, fez a apresentação pública do projeto. O Festival é uma atividade integrável no Turismo de Natureza e com excecional potencial na região de Sagres, reconhecida pelo facto de apresentar valores naturais e condições no terreno que podem competir com vantagem face a outros destinos semelhantes, como é o
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caso de Espanha. Portugal dispõe de inúmeros locais com interesse para a prática da observação de aves, porém, existem algumas regiões privilegiadas a este nível, por exemplo o Algarve e, concretamente, a região de Sagres. Localizado no Concelho de Vila do Bispo e integrado no Parque Natural do Sudoeste 82
Alentejano e Costa Vicentina, Sagres é um local de destaque para a avifauna nacional, pois aqui podem ser observadas praticamente todas as espécies presentes no país, acolhendo ainda espécies únicas. Sagres apresenta-se como palco de um fenómeno natural que, em Portugal, não encontra semelhante, designadamente a grande migração outonal de passeriformes, rapinas diurnas e noturnas, aves marinhas e, de forma mais emblemática, as grandes aves planadoras. De agosto a novembro, esta zona torna-se no ponto de congregação de aves migratórias em Portugal e, neste enquadramento tão especial, Sagres tem vindo a ser progressivamente procurada, sobretudo nas duas últimas décadas, por turistas e investigadores da ornitologia provenientes de todo o mundo.
Este projeto promovido e organizado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, em parceria com a Almargem e a SPEA, já tinha sido distinguido, em 2015, com o prémio «Município do Ano Portugal 2015», 1.º prémio a nível regional e 1.º prémio a nível nacional, atribuídos pela plataforma UMCidades da Universidade do Minho. Em 2016, Vila do Bispo obteve mais uma distinção nacional com este projeto, desta feita o 1.º prémio a nível nacional na categoria «Prémio Sustentabilidade 20152016», atribuído pela ExpoEventos. Quanto ao M2V, dá a conhecer projetos que promovem e fomentam a qualidade de vida nos municípios portugueses, a nível social, ambiental ou económico .
FESTIVAL DEDICADO À NATUREZA REGRESSA A SAGRES EM OUTUBRO
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edição de 2017 do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza, que se realiza de 4 a 8 de outubro, dá um destaque especial ao chasco-cinzento, uma espécie facilmente observada durante o período de migração em Sagres, no concelho de Vila do Bispo. Vão ser cinco dias inteiramente dedicados à natureza de Sagres e arredores, com atividades de observação de aves, passeios para conhecer a flora e a geologia local, passeios no mar para
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observar mamíferos marinhos, iniciativas para crianças, entre outras surpresas. O programa, como de costume, afigura-se muito completo e diversificado e, entre as principais atividades, destacam-se as saídas de campo, as saídas de barco, a anilhagem de aves, atividades para crianças, minicursos, exposições, monitorização de aves planadoras, palestras e fotografia. A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e tem como copromotores a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a Almargem .
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AUTARQUIA DE VRSA INVESTE MEIO MILHÃO DE EUROS NA REQUALIFICAÇÃO DE ARRUAMENTOS MUNICIPAIS
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Câmara Municipal de Vila Real de Santo António encontra-se a repavimentar diversas artérias do concelho, nomeadamente as entradas principais das freguesias e das zonas balneares, dignificando os espaços públicos. Em curso está já a requalificação da entrada Norte de Monte Gordo (EN 125), orçamentada em 85 mil euros e com um prazo de execução de dez dias, com o intuito de melhorar o principal acesso a Monte Gordo. Integra, em simultâneo, a construção de um corredor ciclável, com cerca de 500 metros, que será interligado à rede municipal de ciclovias, que já soma mais de 30 quilómetros. Abrange igualmente outros trabalhos em diversos caminhos das localidades de Aldeia Nova e Hortas. Em fase de arranque encontra-se a requalificação e pavimentação de ALGARVE INFORMATIVO #114
diversos arruamentos em Manta Rota, no valor de 140 mil euros. Aqui ganha destaque a obra da Estrada da Manta Rota, junto à Quinta da Fidalga, que dotará a via com faixa pedonal e ciclovia, dando seguimento à primeira fase do projeto, iniciada em 2015. Também na freguesia de Vila Nova de Cacela irá decorrer uma série de trabalhos em algumas das principais estradas municipais, nomeadamente na Ribeira da Gafa, estrada de Cacela Velha, estrada da Carvoeira, Rua da Portela, Ribeira do Álamo e Rua Torre de Frades. Este conjunto de intervenções está orçamentado em cerca de 150 mil euros. Já em Vila Real de Santo António, encontra-se programada a repavimentação dos arruamentos do Bairro Fundo Fomento, no valor de 50 mil euros, a que somam outras intervenções já realizadas na Avenida Salgueiro Maia e nos acessos à praia de Santo António .
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ALGARVE É O DESTINO ELEITO PELA MAIORIA DOS PORTUGUESES PARA AS FÉRIAS DE VERÃO
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ste Verão, o Algarve é o destino número um para os portugueses que pretendem passar as suas férias em Portugal: a região reúne 23 por cento das preferências dos inquiridos, contra os 9 por cento do segundo destino mais votado da lista, revela o estudo do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo. O «Sol e Mar» é a principal motivação para a escolha do destino de férias dos portugueses, seguido da «Natureza» e da «Cultura», produtos turísticos em que o Algarve é reconhecido mundialmente pela sua oferta de excelência. O descanso proporcionado, o clima, a diversidade cultural e natural, o facto de o destino ser family friendly e a segurança são outros fatores apontados pelos inquiridos. Agosto continua a ser o mês preferido dos turistas nacionais, com destaque, na hotelaria, para os hotéis de quatro estrelas, que recolhem 19,4 por cento das respostas. Cada inquirido que tenciona passar férias em Portugal prevê gastar em média 37 euros por noite. Assim, estimase que cada turista gaste em média nas suas férias de verão 436 euros, um valor ligeiramente superior ao apontado em anos anteriores. A duração média da
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estada situa-se nas oito noites. Dos que optam por viajar para o exterior, 14 por cento elege Espanha como destino para este Verão. A internet é o principal meio para a marcação de férias, embora as agências de viagens tradicionais continuem a desempenhar um papel relevante para os portugueses. O estudo foi desenvolvido com base em 427 questionários, recolhidos entre os dias 19 de maio e 4 de junho de 2017, com o objetivo de aferir a intenção de férias dos residentes em Portugal durante os meses de Verão . ALGARVE INFORMATIVO #114
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PORTUGAL SAGROU-SE CAMPEÃO EUROPEU DE FUTEVÓLEI EM ALBUFEIRA
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elson Pereira e Miguel Pinheiro, os tricampeões nacionais e vicecampeões da Europa em 2016, estiveram em grande nível no Campeonato da Europa de Futevólei que se disputou, de 22 a 25 de junho, em Albufeira, e levaram de vencida a dupla francesa constituída por Dume Susini e Anghjulu Plasenzotti, que se tinham sagrado campeões europeus em 2016, na Alemanha. O derradeiro e decisivo dia da prova começou às 14h, com um jogo de exibição feminino. Logo de seguida, na primeira ALGARVE INFORMATIVO #114
das meias-finais aconteceu um duelo ibérico, com Portugal a não dar quaisquer hipóteses à dupla espanhola. No segundo jogo entre formações gaulesas, França 1 fez valer o seu estatuto e triunfou sobre os seus homónimos, também em dois sets sem resposta. Antes do grande momento da tarde e do evento, havia que encontrar quem chegaria ao derradeiro lugar do pódio e, num jogo de um único set com grande alternância no marcador, a dupla espanhola conseguiu ser mais eficaz e venceu a França 2 por 15x13.
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A grande final acabou por ser a reedição da final de 2016 na Alemanha, comprovando que estas são, atualmente, as duas duplas de melhor nível do futevólei europeu. Portugal começou melhor, defendendo bem e atacando melhor e fechou o primeiro set com o marcador a assinalar 18x13. Sabendo de antemão que novo desaire no segundo set significaria a derrota, a dupla francesa começa melhor e alcançou logo uma importante vantagem, vencendo por claros 18x11. No jogo da «negra», a dupla portuguesa dava mostras de grande desgaste físico mas voltou a entrar muito bem no jogo, equilibrando as suas ações, alcançando uma importante vantagem, determinante para dispor de vários match-points, até fechando o terceiro e decisivo set com o marcador nos 15x13, tornando-se, assim, os campeões europeus de 2017.
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Ao longo dos quatro dias da competição o público esgotou por completo o estádio na praia e viveu intensamente os grandes momentos que os melhores executantes europeus da modalidade foram proporcionando. O evento contou com transmissão em LiveStreaming para todo o mundo nos dias 24 e 25 junho e transmissão em direto das Meias-Finais e Final a cargo do canal desportivo nacional «A Bola TV». A organização foi da Federação Nacional de Futevólei e da European Footvolley League e contou como principais entidades apoiantes, o Município de Albufeira, Portugal 4U, AlgarExperience, Restaurante «Cabana Fresca», Restaurante «Flavours», Extremo Ambiente, Hospital Lusíadas Albufeira, Nau Salgados Palace, Yellow Fish Transfers, Santomero, Herbalife, Unik, bolao e A Bola TV . Fotos: Vítor Pina/ Federação Nacional de Futevólei
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ALGARVE INFORMATIVO #114
DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina
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