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ALGARVE INFORMATIVO 10 de junho, 2017
GRUPO FOLCLÓRICO DE FARO comemora 87 anos de vida
PAULO MORGADO | FARFORMOSA #111 ALGARVE BABY LORES & LUÍS | PORTUGAL SOU 1 EU INFORMATIVO
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CONTEÚDOS ARTIGOS 12 - Paulo Morgado 20 - Grupo Folclórico de Faro 32 - Farformosa 40 - Baby Lores & Luís 48 - O Surrealismo em Portugal 56 - Portugal Sou Eu 72 - Atualidade
OPINIÃO 8 - Daniel Pina 64 - Paulo Cunha 66 - Adília César 68 - Vico Ughetto
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OPINIÃO A vida vai torta e continua sem se endireitar Daniel Pina (jornalista)
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á dizia o Tim que “a vida vai torta, jamais se endireita, o azar persegue, esconde-se à espreita”, no célebre tema «Circo de Feras» dos «Xutos & Pontapés». 30 anos depois, em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, chegamos à conclusão que inúmeras coisas do nosso dia-a-dia permanecem tortas e muito dificilmente se vão endireitar. Ninguém tem dúvidas de que Portugal está na moda e todas as semanas chovem prémios internacionais para as nossas cidades, praias, monumentos e afins. As maiores vedetas mundiais das artes, nomeadamente da música e do cinema, enchem os seus perfis do Instagram com fotografias das férias pelo Portugal tradicional e até compram apartamentos de luxo para aqui residirem quando não andam por esse mundo fora a trabalhar. Vencemos o Campeonato da Europa de Futebol de 2016, mas também continuamos a trazer medalhas para Portugal noutras modalidades menos mediáticas, de tal modo que esses atletas praticamente passam despercebidos junto da população em geral. Anónimo não é, claro, o Cristiano Ronaldo, que foi considerado o melhor jogador de futebol do mundo no ano transato e se prepara para repetir, com todo o mérito, a proeza em 2017, para descontentamento do arquirrival Leonel Messi. Temos o António Guterres a liderar as Nações Unidas e um presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, super popular e adorado pelos portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo. Até temos um Governo que, apesar de nascido no seio de uma «geringonça», tem alcançado excelentes resultados em termos de crescimento do PIB e do saldo das contas públicas. Apesar disso, a vida segue torta para muitos portugueses e sem perspetivas de se endireitar. Dizem que o desemprego está a cair a pique, mas esquecemse de dizer que o que está a descer, de facto, é o número de pessoas inscritas nos Centros de Emprego e não o número de pessoas que não têm um trabalho que lhes garanta o sustento. As taxas de juro seguem em níveis baixíssimos, mas continuam a existir imensas famílias com grandes dificuldades para pagarem as
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suas casas aos bancos, que estão sempre a lembrar-se de novas taxas e comissões para tapar os buracos gerados pelos seus administradores pagos a peso de ouro. Continuam a existir crianças cuja principal refeição é aquela que recebem nas escolas, porque, em casa, a comida não chega para todos. Continuam a existir velhotes que têm que gerir as parcas reformas ao cêntimo, não tomando os medicamentos com a regularidade e quantidade prescrita pelos médicos porque o dinheiro não dá para tudo. Continuam a existir pais que não dão todas as vacinas aos seus filhos recém-nascidos, porque elas custam uma fortuna e cada vez são menos as que têm comparticipação estatal. O Governo preocupa-se com as medidas mais vistosas, com os temas mais quentes, em cumprir as indicações que chegam da União Europeia, relegando para o poder local, para as câmaras municipais e juntas de freguesias, a resolução dos problemas do dia-a-dia, das questões de proximidade. Relega competências mas não transfere o dinheiro correspondente, o que obriga os autarcas a fazerem «30 por uma linha» para conseguirem ajudar as populações locais, porque é à porta do presidente da câmara e da junta de freguesia que as pessoas vão bater quando estão desesperadas. Autarcas que, na sua grande maioria, estão realmente interessados em resolver os problemas dos seus eleitores, dos seus vizinhos, dos seus antigos colegas de escola ou de trabalho, daqueles com quem jogaram à bola quando eram miúdos e que agora se sentam ao seu lado na missa. Outros, porém, encaram as câmaras municipais como um trampolim para voos mais altos e, por isso, querem desesperadamente ser eleitos, seja porque meio for, não tendo problemas em recorrer a estratagemas baixos, à política podre de outros tempos, tempos que pensava que faziam parte do passado. Amuam quando as estruturas nacionais não os deixam passar à frente dos candidatos naturais, despem a camisola do seu partido, uns avançam como independentes, outros mudam de equipa para não irem sozinhos. É um «vale-tudo» que comprova que, 30 anos depois das célebres palavras de Tim, “a vida vai torta, jamais se endireita” .
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ENTREVISTA
“QUEREMOS QUE O ALGARVE SEJA UMA REGIÃO DE EXCELÊNCIA TAMBÉM NA ÁREA DA SAÚDE”, AFIRMA PAULO MORGADO Quando se caminha a passos rápidos para o pico da atividade turística na região, os algarvios têm motivos para ficar mais tranquilos no que toca à área da saúde. Depois da reabertura das Extensões do Azinhal e da Bordeira, com a de Vaqueiros a seguir o mesmo exemplo em breve, foram agora abertas as candidaturas para médicos especialistas para reforçar a assistência médica no Algarve durante o Verão. E mais boas notícias estão na calha, de acordo com Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve. Texto: Fotografia:
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época balnear abriu, oficialmente, a 1 de junho, mas as praias algarvias, e a região em geral, já são procuradas por milhares de turistas estrangeiros e nacionais há largas semanas. Visitas a lazer onde a existência de cuidados de saúde adequados são sempre uma das primeiras preocupações, 14 ALGARVE #111 INFORMATIVO
tanto nos espaços convencionais – hospitais, centros de saúde e extensões de saúde – como em unidades de maior proximidade. E o Algarve está preparado para a enchente que se espera para o Verão 2017, garante Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve. “Vamos ter postos de saúde a funcionar nas praias, entre 3 de
Morgado, falando em quase oito mil e 500 atendimentos no Verão transato.
julho e 3 de setembro, desde Aljezur a Vila Real de Santo António, em colaboração com a Cruz Vermelha. Serão 32 postos de praia, abertos das 10h às 19h, com enfermeiros devidamente preparados e com todo o equipamento necessário para se fazer o tratamento e observação de todos aqueles que escolhem o Algarve para passar as suas férias”, adianta Paulo
Cuidados de saúde de proximidade que são bastante importantes para a perceção de bem-estar e de segurança de quem nos visita e não é por acaso que Portugal foi recentemente considerado o terceiro país mais seguro do Mundo. “É precisamente por isso que já estamos a trabalhar naquilo que vai ser o projeto do próximo ano, queremos incrementar este serviço no Verão de 2018. É uma resposta prioritária, de grande visibilidade, que corresponde às necessidades das pessoas e que transmite uma sensação subjetiva de segurança aos turistas”, justifica, lembrando ainda todas as campanhas de sensibilização que são levadas a cabo, antes da chegada do Verão, pela Direção Geral de Saúde a nível nacional, no âmbito do Plano de Contingência para a Saúde Sazonal. “Alertam para os cuidados a ter com as ondas de calor, a radiação solar, a desidratação, com as crianças e as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente os idosos. Os postos de praia asseguram a resolução dos pequenos problemas que podem surgir quando há grandes aglomerações de pessoas, no contato com o mar, com uma atividade desportiva. Os casos mais graves obviamente que são transferidos para as unidades preparadas para lidar com eles”, frisa o entrevistado. Atenções com a saúde que, como é natural, se devem ter ao longo de todo o ano, de forma constante, e são várias as autarquias algarvias que dinamizam, elas #111 ALGARVE INFORMATIVO
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Paulo Morgado: “Portugal tem que continuar a investir no Serviço Nacional de Saúde, até porque a Saúde é estratégica para a perceção de segurança, para aqueles que cá vivem e para aqueles que nos visitam”. próprias, campanhas com vista ao bemestar das suas populações, desde o combate ao tabagismo, ao alcoolismo, à hipertensão arterial, entre outras. Sobre esse assunto, Paulo Morgado destaca, de imediato, a excelente relação que existe entre a ARS/Algarve e o poder local. “É claro que ainda não está tudo bem no Algarve em termos de saúde, mas os nossos indicadores dizem-nos que a situação está francamente melhor. O objetivo é que a ARS/Algarve e as instituições de saúde da região possam terminar 2017 com mais profissionais na prestação de cuidados – sejam médicos, enfermeiros ou outros técnicos – isto é, com uma maior capacidade para resolverem os problemas das pessoas que cá vivem e trabalham o ano inteiro. As autarquias também se interessam cada vez mais pelos problemas de saúde pública e tenho sentido uma disponibilidade total da parte delas para trabalharmos em conjunto para esse fim”, garante Paulo Morgado. “Há condições para que esta parceria entre a ARS/Algarve e as autarquias possa dar mais frutos no futuro, com projetos locais e outros de âmbito mais regional que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida das populações”.
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Dois exemplos bem recentes dessa relação são a reabertura das Extensões de Saúde da Bordeira e do Azinhal, que estavam encerradas há alguns anos, em colaboração com as Juntas de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe e da Bordeira, no primeiro caso, e com a Câmara Municipal de Castro Marim, no segundo caso. Outro protocolo foi já assinado com o Município de Alcoutim para a reabertura da Extensão de Saúde dos Vaqueiros e existe uma candidatura a fundos comunitários da ARS/Algarve, em parceria com as autarquias da região, para a aquisição de 10 Unidades Móveis de Saúde. “Já foi aprovada, estamos no processo de elaboração do concurso para a compra dos veículos e acredito que, em 2018, eles estarão ao serviço das populações”, adianta. “Na Unidade de Cuidados Continuados do Azinhal, por exemplo, são 70 postos de trabalho e isso contribui para evitar a desertificação e o envelhecimento do interior. Infelizmente, ainda se notam assimetrias na região e não se pode apenas olhar para o Algarve a sul da Via do Infante. Na Serra e no Barrocal vivem pessoas idosas, com dificuldades em se deslocar, e que merecem toda a nossa atenção”.
UMA PALAVRA QUE FARÁ TODA A DIFERENÇA Apesar dos esforços levados a cabo nos últimos anos, a verdade é que continua a ser difícil atrair profissionais de saúde, sobretudo médicos, para se fixarem no Algarve, um tema sobre o qual Paulo Morgado tem uma opinião bem
definida. “Ninguém duvida que temos excelentes equipamentos, já para não falar das condições naturais da região. Todavia, no Algarve, viveu-se algum tempo de conflitualidade interna dentro de muitas instituições e isso fez com que os profissionais em início de carreira optassem por escolher outros pontos do país. Os médicos ainda vão tendo várias alternativas por onde escolher e, antes de tomarem a sua decisão, recolhem uma série de informações sobre as diferentes hipóteses”, analisa. O presidente da ARS/Algarve fala igualmente das dificuldades em se arranjar casas a preços acessíveis para famílias da classe média. Um constrangimento que já não se coloca diz respeito à necessidade dos profissionais de saúde realizarem constantes ações de formação ou de aprofundarem os seus conhecimentos por
via de pós-graduações, mestrados ou doutoramentos, pois existe há quase uma década um Curso de Medicina na Universidade do Algarve. E Paulo Morgado sublinha que está para breve a publicação do Decreto-Lei que transforma o atual Centro Hospitalar do Algarve em Centro Hospitalar Universitário do Algarve. “É uma palavra que fará toda a diferença, porque queremos atrair profissionais mais qualificados para o Centro Hospitalar e dar maior capacidade ao Curso de Medicina para desenvolver ensaios clínicos e estudos científicos”, explica. “É isso que pretendemos em termos estratégicos para, depois, termos um hospital universitário no Algarve”. Inserido no futuro CHUA vai estar o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, localizado em São Brás de #111 ALGARVE INFORMATIVO
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Alportel, mudança que trará ganhos económicos e acrescentará valor à instituição. “Queremos que continue a ser uma unidade com uma gestão autónoma, mas integrada numa instituição maior, numa Entidade Pública Empresarial. Isso conduzirá a ganhos de eficiência na contratação de profissionais e em todos os aspetos que são necessários para assegurar o seu correto funcionamento”, entende Paulo Morgado. Ora, reabrindo-se as Extensões de Saúde que estão encerradas e reforçando-se as Unidades Móveis de Saúde, percebe-se que não serão precisos grandes investimentos em infraestruturas de assistência médica no Algarve, exceção feita ao tal hospital universitário, que terá características específicas. “O que queremos é prestar melhores serviços às pessoas e dar-lhes aquilo que elas tiveram há alguns anos. A construção da nova
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unidade é uma ambição de futuro, mas o foco atual é que os cidadãos que vivem no Algarve voltem a ter confiança no Serviço Nacional de Saúde e que este seja capaz de dar resposta às necessidades das populações”, afirma Paulo Morgado, concordando que a Saúde não pode ser gerida meramente por rácios financeiros. “O Orçamento para a Saúde aumentou de 2016 para 2017 e acredito que isso se vá repetir no próximo ano. Portugal tem que continuar a investir no Serviço Nacional de Saúde, até porque a Saúde é estratégica para a perceção de segurança, para aqueles que cá vivem e para aqueles que nos visitam. Estamos a realizar um trabalho conjunto com várias instituições, como o INEM e a Proteção Civil, para que o Algarve seja uma região de excelência também na área da saúde” .
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REPORTAGEM
GRUPO FOLCLÓRICO DE FARO FAZ 87 ANOS E RECEBE UMA SEDE SOCIAL COMO PRENDA
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O Grupo Folclórico de Faro comemora, no dia 10 de junho, o 87.º aniversário, este ano com um sabor especial, uma vez que ganhou, finalmente, a tão ambicionada sede, localizada no primeiro piso do Solar do Capitão-Mor. O mais antigo grupo folclórico do Algarve, e um dos mais categorizados do país, entra, assim, num novo ciclo, com uma maior aposta na escola de acordeão e no grupo infantil. Texto: Fotografia:
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ra uma aspiração antiga, e legítima, do mais antigo grupo de folclore do Algarve, aquela que se vai concretizar no dia 11 de junho, com a inauguração da sede social do Grupo Folclórico de Faro, no primeiro piso do histórico Solar do CapitãoMor, um edifício setecentista situado à entrada da capital algarvia. Mas as comemorações do 87.º aniversário começam logo no dia 10 de Junho, com um espetáculo no Jardim Manuel Bívar, onde poderemos assistir, ao vivo, às suas quatro secções: Escola de Acordeão, Cancioneiro, Grupo Infantil e Grupo Adulto. A Escola de Acordeão do Grupo Folclórico de Faro é uma das novidades mais recentes, sob a orientação do consagrado professor Hermenegildo Guerreiro. Ao Cancioneiro cabe o estudo e recolha da imensa diversidade da música tradicional e dos cantares populares do Algarve. Os mais pequenos iniciam-se no Grupo Folclórico Infantil de Faro, recriando as brincadeiras e danças dos tempos dos seus avós. Finalmente, o grupo de dança adulto é o expoente máximo desta tradição algarvia, com os seus corridinhos, bailes de roda e baile mandado. Recuando no tempo, o Grupo Folclórico de Faro foi formado, no início dos anos 30 do século passado, por Serafim Carmona e teve como principal impulsionador Henrique Bernardo Ramos, figura carismática do folclore algarvio que liderou o Grupo durante quase quatro décadas. Começou por se chamar Rancho Regional Algarvio ou, simplesmente, Rancho do Algarve, e por lá passaram muitos dos acordeonistas virtuosos que marcaram toda uma geração, nomes como José
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Ferreiro Pai, António Madeirinha, José Massena Fialho (o «Céguinho da Luz»), José Padeiro, os irmãos Marum, entre muitos outros. As habilidades dos bailadores nas «escovinhas» e «sapateados» fizeram escola em toda a região, com «Pechalhá», «Rabinete», Miguel dos Santos, Leal, «Galinho», Carminho e irmãos Fantasia a destacarem-se na arte de dançar o corridinho. Nos anos 60, o Grupo voltou a brilhar ao lado da Orquestra Típica de Faro e começou a participar ativamente na
animação turística do Algarve. Nos anos 80 e 90, sob a direção de Fernando Fantasia, pisou os palcos dos mais importantes festivais internacionais de folclore. Em 2002, foi distinguido pela Câmara Municipal de Faro com a Medalha de Ouro da Cidade e, em 2014, recebeu a Medalha e o Diploma de Mérito atribuídos pela União das Freguesias de Faro. Um ano depois, foi agraciado com o Prémio Figuras, atribuído pelo Teatro Municipal de Faro, pela realização do FolkFaro – Folclore Internacional Cidade de Faro. E tudo isto a andar constantemente com «a casa às costas», ou seja, sem uma sede social à
altura dos seus pergaminhos. “Era um sonho sucessivamente adiado, depois de termos passado por alguns espaços provisórios que eram exíguos para as nossas necessidades. As parcas economias que tínhamos, gastávamos em rendas mas, finalmente, vamos ter uma sede digna, num edifício que diz muito à cidade e que faz parte da identidade de Faro”, afirma Amabélio Pereira, vice-presidente da Direção do Grupo Folclórico de Faro. Para além de uma sede social, o primeiro piso do Solar do Capitão-Mor #111 ALGARVE INFORMATIVO
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será um autêntico museu da história do Grupo, contudo, parte do seu espólio foi sendo perdido no decorrer dos anos, e das décadas, virtude das sucessivas mudanças e do desaparecimento de antigos membros. Isso faz parte, felizmente, do passado, e agora é tempo de avançar para 24 ALGARVE #111 INFORMATIVO
um novo ciclo, onde o investimento nos mais jovens vai continuar a ser uma das principais prioridades. “Garantimos a parte musical com a Escola do Acordeão, os mais novos entram através do Grupo Infantil – que nasceu em sequência do projeto «Folclore nas
dançavam e que, por isso, deixaram de fazer parte do repertório dos Grupos Folclóricos, que incluem, sobretudo, os bailes de roda e os corridinhos”, explica Amabélio Pereira, satisfeito por se terem recuperado os cantares do trabalho, cantigas infantis, os romances, janeiras e cantares de Natal, facetas da música algarvia menos conhecidas. Todo este trabalho é realizado, como se adivinha, às custas do próprio Grupo e dos seus elementos, não há bolsas de investigação em Portugal para o folclore. “Fazemos 30 por uma linha para afirmar o grupo na região e no estrangeiro e para preservar as nossas tradições, tudo por amor à camisola, a Faro e ao Algarve”, confirma o entrevistado. Esse esforço marca, depois, a diferença, nomeadamente na riqueza e diversidade do repertório do Grupo Folclórico de Faro. “Temos a possibilidade de apresentar diferentes espetáculos consoante o local, o público e a data da atuação. Somos o único grupo da região com quatro secções ativas ao longo de todo o ano, muito embora a participação dos membros seja voluntária e cada um contribuía de acordo com a sua disponibilidade de tempo”, destaca.
FOLKFARO ABRIU NOVOS HORIZONTES Escolas» – e transitam depois para o Grupo Adulto. E temos ainda o Cancioneiro, um grupo de cantares populares que faz a sua própria recolha de músicas da região, para além de utilizar os temas descobertos por outros investigadores. Havia canções que não se
A Escola de Acordeão deverá ser a grande beneficiada com a existência da nova Sede Social, com várias salas onde os alunos podem dar os primeiros passos e depois crescer neste instrumento que tanto diz aos algarvios. #111 ALGARVE INFORMATIVO
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E à frente da escola está um dos grandes mestres da sua geração e dos tempos atuais, Hermenegildo Guerreiro, professor de diversos campeões europeus e do mundo. Mas a secção adulta continua a ser o porta-estandarte do Grupo Folclórico de Faro, com alguns elementos a chegarem da vertente infantil e outros a aparecerem simplesmente nos ensaios, com vontade de entrar para a formação. Outros há, claro, que seguem as pisadas dos familiares, com avós, pais e netos a dançarem, em simultâneo, em cima do palco. “No total, somos perto de uma centena de pessoas, nas várias secções, 26 ALGARVE #111 INFORMATIVO
mas não é fácil atrair novos membros numa cidade, nomeadamente os mais jovens, porque as alternativas são imensas. Noutros casos, as pessoas até querem participar, mas o tempo não dá para tudo. No Verão, por exemplo, é complicado responder a todas solicitações para espetáculos que recebemos porque as pessoas têm os seus empregos ligados ao turismo”, refere Amabélio Pereira. Entretanto, diminuiu o risco de se deixar morrer algumas tradições, porque as novas gerações voltaram a olhar para
as suas raízes com mais atenção e porque desapareceu, também, a vergonha de tocar acordeão, dançar folclore, cantar fado, declamar poesia, e por aí adiante. Para isso contribuiu, sem dúvida, o FolkFaro – Folclore Internacional Cidade de Faro, “uma pedrada no charco”, na opinião do entrevistado. “Veio mudar a ideia que as pessoas tinham do folclore. Antes, pensavam que era uma seca, uma série de velhotes de braços no ar e a fazer «olarilolé» durante três horas. O festival veio demonstrar a enorme diversidade do folclore que existe nos quatro cantos do mundo e, nos grupos estrangeiros, a percentagem de jovens é elevadíssima. Há grupos que até são formados em universidades que estudam o folclore, algo que não acontece em Portugal”, indica o vice-presidente do Grupo Folclórico de Faro.
Espetáculos onde a etnografia e coreografia são estudadas de forma exaustiva, e lá volta a conversa de novo ao tema dos apoios, porque tudo isto envolve despesas e tempo. “Em Portugal, o folclore não está sob a alçada de nenhum Ministério, sempre foi superentendido pelo INATEL, juntamente com as outras manifestações de cultura popular. O folclore continua a ser um parente pobre da cultura, onde os grupos têm que se desenrascar sozinhos”, lamenta Amabélio Pereira, acrescentando que uma postura diferente tem sido adotada pelo poder local, dentro das suas possibilidades orçamentais e, mais recentemente, pelas Direções Regionais de Cultura.
Amabélio Pereira e Helena Franco, vice-presidente e presidente da Direção do Grupo Folclórico de Faro, na nova sede social localizada no Solar do Capitão-Mor #111 ALGARVE INFORMATIVO
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A par da Sede Social, o Município de Faro ajudou o Grupo Folclórico de Faro a adquirir também um armazém onde ficará guardado todo o material logístico para a realização do FolkFaro. Por isso, os próximos anos afiguram-se mais sorridentes, acredita Amabélio. “Vamos poder organizar o Festival com maior profissionalismo, expor a nossa história, fazer mais investigação etnográfica, formar mais acordeonistas e desenvolver o viveiro do Grupo Infantil. É uma nova vida que se inicia aos 87 anos de existência”, antevê o dirigente, antes de levantar um pouco a ponta do véu em relação ao XV FolkFaro, que terá lugar de 19 a 27 de agosto. “Todos os anos recebemos centenas de pedidos para integrar o cartaz do festival e o objetivo é trazer sempre países novos, desta feita o Cazaquistão. Há outros países que têm um folclore particularmente vistoso e que agrada sempre ao público, como é o caso do México, que também fará parte do lote de oito nações participantes. Em setembro, será a vez do Grupo Folclórico de Faro ir representar Portugal a Barcelona, num dos festivais mais antigos da Europa”, desvenda .
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REPORTAGEM
CIÊNCIA E TURISMO UNEM-SE PARA DAR NOVA VIDA AO PORTO COMERCIAL DE FARO 32 ALGARVE #111 INFORMATIVO
A Câmara Municipal de Faro e o CCMAR apresentaram, no dia 2 de junho, a «Farformosa», um projeto visionário que pretende unir a ciência e o turismo para revitalizar toda a zona do Porto Comercial de Faro. O investimento é audaz, para cima dos 170 milhões de euros, contemplando uma marina, um aquário, uma incubadora de empresas, um centro de investigação, um centro de congressos, residências assistidas, espaços comerciais e de restauração e três unidades hoteleiras. A bola está agora do lado da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, a quem pertence a jurisdição daquela zona geográfica. Texto: Fotografia: #111 ALGARVE INFORMATIVO
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o todo são 18 hectares situados junto ao Cais Comercial de Faro que se pretendem revitalizar com a «Farformosa», um projeto superior a 170 milhões de euros que criará mais de 1.500 postos de trabalho diretos. Além da necessária requalificação urbana, apresenta como eixos fundamentais o conhecimento e as ciências do mar, estando prevista a construção de um Aquário e do Centro de Investigação do CCMAR - Centro de Ciências do Mar do Algarve, onde mais de 300 investigadores possam trabalhar com qualidade. O Centro de Investigação do CCMAR será, sem dúvida, o coração da «Farformosa», mas o projeto é bem mais ambicioso e incluirá um Centro de Congressos, com auditório principal com capacidade para 1.200 lugares, uma aposta da Câmara Municipal de Faro face à inexistência de um equipamento semelhante na região. Serão ainda criadas três unidades hoteleiras, um centro de incubação de
Um possível futuro para a zona industrial do Bom João
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microempresas na área da biologia marinha, um polo de desenvolvimento da Universidade do Algarve e uma área para residências sénior assistidas. Para garantir a qualidade e multifuncionalidade do espaço urbano introduziu-se uma marina com 400 lugares de amarração e, nas suas imediações, funcionará uma escola de vela e um estaleiro para pequenas reparações navais. O projeto começou a ganhar contornos mais fortes desde que, há sensivelmente um ano, o Porto Comercial de Faro ficou praticamente inativo, por ter findado o transporte de cimento para o Norte de África. Aliou-se a isso a vontade de requalificar toda a antiga zona industrial do Bom João e a necessidade de ampliação do Centro de Ciências do Mar do Algarve e assim começou a crescer este projeto visionário, que passou depois para o papel pelas mãos do arquiteto Pedro Vaz. “Este é um contributo para a requalificação
Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, e Adelino Canário, diretor do CCMAR
daquela zona cujas ideias já foram comunicadas à APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve”, explicou Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro. Por outro lado, o trabalho do CCMAR é sobejamente reconhecido, a nível nacional e além-fronteiras, assim com as características especiais da Ria Formosa que a tornam num foco de grande interesse científico. “Pretendemos atrair e criar empresas e que os resultados do trabalho dos nossos investigadores tenham impacto na economia regional e nacional. Desde há alguns anos que também pensamos num aquário público e numa maior ligação do Centro de Ciência Viva com o mar e o CCMAR. A nossa estação de biologia marinha do Ramalhete sofre igualmente de alguns constrangimento em termos de espaço e
de pormenores ambientais e sentimos a necessidade de mudar de localização”, revelou Adelino Canário, diretor do CCMAR. Das conversas entre a Câmara Municipal de Faro, o CCMAR e o arquiteto Pedro Vaz surgiu a «Farformosa», onde ficariam concentradas todas as atividades da Universidade do Algarve relacionadas com o mar, desde as licenciaturas e pósgraduações à investigação. “E esta faz-se de investimento em equipamentos de última geração que nos permitam competir com investigadores de todo o mundo, mas também da capacidade para se atrair os melhores investigadores, e esses só vão para onde existem as condições mínimas para desenvolverem o seu trabalho. Aqui, temos as condições naturais, o #111 ALGARVE INFORMATIVO
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aeroporto, um ambiente ótimo para se pensar calmamente nos assuntos”, descreveu Adelino Canário, acreditando que Faro e o Algarve se podem tornar num centro de excelência em investigação na área do mar. “A Sul de Lisboa, o CCMAR é o único centro de dimensão significativa e tem um impacto enorme na estratégia da própria Universidade do Algarve. Se o CCMAR fechasse, desaparecia metade da UALg e o Algarve é a região do país onde se investe menos em investigação em relação ao PIB produzido”, salientou o professor.
UM PROJETO BOM PARA A CIDADE E PARA A UNIVERSIDADE Da apresentação realizada à comunicação social e às forças vivas do concelho saltou logo à vista o referido Centro de Investigação com capacidade para 300 investigadores e um aquário com uma área de cerca de sete mil metros quadrados, bem como o Centro de Congressos para 1.200 pessoas e uma incubadora com espaço para 20 empresas. Depois, um Centro Náutico de 3.050 metros quadrados, uma marina com 400 lugares de amarração e uma área vocacionada para reparação naval ligeira com 3.900 metros quadrados. Some-se a tudo isto três unidades hoteleiras, 63 moradias e 40 quartos para residências assistidas direcionadas para os investigadores, mais de 23 mil metros quadrados para empresas de comércio e serviços e 11 mil e 500 metros quadrados para espaços comerciais e restauração. “Tudo com volumetrias sempre muito baixas, alturas máximas de três pisos, num claro posicionamento de evitar a 36 ALGARVE #111 INFORMATIVO
especulação imobiliária. O objetivo é garantir a existência e a vivência urbana deste território e dar sustentabilidade financeira a toda esta operação”, frisou Pedro Vaz. “A navegabilidade do canal até se chegar ao local está atestada, os aterros encontram-se consolidados, os solos não carecem de tratamentos específicos, os fundos têm calado suficiente, não se anuncia a necessidade de dragagens recorrentes, seja para fazer esta operação ou para a sua manutenção futura, e não haverá qualquer alteração dos caudais da Ria Formosa”, acrescentou ainda o arquiteto responsável pelo projeto da «Farformosa». Rogério Bacalhau esclareceu, entretanto, que o projeto foi concebido de modo a que o investimento privado possa alavancar, ou mesmo pagar, o investimento público, pois os equipamentos de carater público, como sejam as instalações do CCMAR, ocuparão apenas 25 por cento da área total de construção. “É uma lógica privada, controlada e definida pelos poderes públicos. Podia ser uma visão meramente imobiliária, em que queríamos lugares para ter barcos, com hotéis e apartamentos em redor para viabilizar financeiramente o projeto, mas não, queremos algo que sirva a cidade e que traga valor acrescentando à universidade, nomeadamente na vertente da investigação e estudo do mar”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Faro, mostrando-se convicto de que, no dia em que se decidir avançar com o projeto, não faltarão investidores interessados em participar nele.
Pedro Vaz é o arquiteto responsável pelo projeto da «Farformosa»
Quanto aos custos envolvidos, cerca de 170 milhões de euros, são, evidentemente, relativos e dependentes de diversos fatores, logo a começar pela tipologia das unidades hoteleiras ou pelas características do aquário. “Aquela zona é da jurisdição da APS e caberá a ela, ou a quem o Governo decidir, fazer a sua gestão. Nós não definimos aqui nenhum modelo de negócio, somente uma visão do que poderia ficar naquela área geográfica e que, na nossa opinião, seria útil para a região. Quanto ao valor de investimento apresentado, é bastante incipiente, resulta apenas do custo médio do metro quadrado de construção”, indicou Rogério Bacalhau. Por seu lado, Adelino Canário partilha da opinião de que não faltarão interessados em investir neste projeto. “Portugal está na moda, há bastante investimento privado a ser feito no nosso país e julgo que haverá, certamente, um mecanismo para se levar este conceito à
prática”, considerou o diretor do CCMAR. Tudo está, agora, nas mãos da tutela, designadamente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, e o futuro do Porto de Recreio de Faro poderá influenciar também o rumo a dar à zona industrial do Bom João. “São 225 mil metros quadrados de área de construção para um investimento entre os 220 e os 250 milhões de euros, 23 hectares de território no Bom João”, indicou o arquiteto Pedro Vaz. Já Adelino Canário garantiu que ciência se faz em qualquer parte do mundo e que não haveria qualquer inconveniente do CCMAR estar implantando junto a uma marina e hotéis. “A forma como o projeto está pensado não implica impactos ambientais acrescidos em relação ao que se verifica atualmente”, assegurou.
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ENTREVISTA
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BABY LORES & LUÍS
SÃO UM SUCESSO E JÁ SONHAM COM UM GRAMMY LATINO Depois de 12 anos à frente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, para além do desempenho de outros cargos em Portugal e além-fronteiras, Luís Gomes prepara-se para abraçar novos desafios e um deles até ganhou um mediatismo inesperado. Falamos da faceta de compositor e cantor romântico do ainda autarca vilarealense, com o duo Baby Lores & Luís a ganhar cada vez mais fãs um pouco por todo o país. E, no dia 15 de junho, vamos poder comprovar esta euforia com o concerto inserido nas Festas da Cidade de Olhão.
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agenda de Luís Gomes já estava bastante preenchida, quase sem tempo para respirar, dividida entre as suas responsabilidades como presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e como membro da Comissão de Cidadania, Governação e Assuntos Institucionais e Externos do Comité das Regiões da União Europeia. Para trás já tinha ficado a liderança do PSD/Algarve, o tempo simplesmente não dava para tudo, mas, desde 2016, os dias de Luís Gomes ficaram ainda mais agitados, muito por culpa do projeto de reggaeton «Baby Lores & Luís», onde mostra a sua vertente musical e dá a conhecer o seu lado mais romântico. Um sucesso que não surpreendeu quem conhece Luís Gomes desde gaiato, pois a música sempre fez parte das rotinas lá de casa. Isto porque o pai tocava da Banda Filarmónica de Castro Marim e, desde os quatro, cinco anos, o pequeno Luís não perdia um ensaio ou atuação. Não admirou, por isso, que começasse a aprender a tocar o solfejo e o órgão bastante cedo, numa escola que havia em Vila Real de Santo António. “Foi uma experiência muito bonita e, quando gostamos realmente da música, jamais nos conseguimos distanciar dela. Trabalho a ouvir música, conduzo a ouvir música, estudo a ouvir música. Ela é uma constante no meu dia-a-dia”, assume Luís Gomes. Em jovem cantava também no coro na igreja, onde tocou guitarra até há pouco tempo. Curiosamente, quando chegou à adolescência, não ingressou nas habituais bandas de garagem ou de liceu, focou-se
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por completo nos estudos. “A música sempre foi um hobby para mim e só ganhou maior expressão quando aceitei o desafio do Baby Lores, que é um cantor bastante conceituado na América Latina, para gravar um disco com ele. Foi o acordar do bichinho numa altura bastante específica da minha vida, uma vez que estou a terminar o terceiro mandato à frente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e não me posso recandidatar”, explica o entrevistado.
Um novo ciclo que surgiu de forma casual, por ocasião de um espetáculo que Baby Lores veio dar a Vila Real de Santo António. “Tenho por hábito assistir aos ensaios dos artistas que atuam no concelho, ele apanhou-me a cantar um dos seus temas e imediatamente convidou-me para fazermos um ou duas músicas em conjunto. Assim fizemos, teve um grande impacto e, hoje, temos uma agenda bastante interessante de concertos por todo o país”, conta Luís
Gomes, garantindo que não pauta as decisões que toma na sua vida por questões de imagem ou daquilo que os outros possam pensar ou não dele. “O meu objetivo é ser feliz e fazer tudo com ética e dignidade. Não estou a beliscar a minha dignidade, nem a dos meus conterrâneos, que confiaram em mim nas últimas eleições, por estar a cantar. Aliás, em Vila Real, sente-se uma autêntica loucura com as minhas músicas”.
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Os ritmos latinos e românticos são a essência do projeto de «Baby Lores & Luís», mas Luís Gomes não enjeitaria dar voz a outros estilos musicais, nomeadamente de pop/rock. “Sou muito eclético nos meus gostos. Dos 15 aos 18 anos só ouvia punk music, os Sex Pistols, The Clash, Ramones. Dos 18 aos 30 anos, eram os blues que estavam mais presentes na minha vida. Agora, escuto bastante música latina, jazz, fado. Há estilos que, claramente, não saberia cantar, noutros, poderia fazer umas tentativas”, refere, com um sorriso. Mas Luís Gomes nunca se limitou a tocar os temas dos outros, apesar de ter um enorme respeito pelas covers. “Gosto de escrever música e é isso que tenho vindo a fazer nos últimos anos, no estúdio que montei em casa. Neste projeto com o Baby Lores, porém, dedico-me mais às letras”, esclarece, algo que lhe surge com bastante naturalidade, muito embora desempenhe cargos de tremenda responsabilidade. “Escrever música de fato e gravata acaba por ser um contrassenso visual, mas há tantos dirigentes e executivos que gostam de heavy metal ou outra coisa qualquer. O fato e gravata é um instrumento de trabalho, não deve ser uma forma de estar na vida. Quando isso acontece, a vida torna-se monótona”, analisa o autarca.
NO PALCO, TUDO SE TORNA NATURAL Inspiração para escrever também não falta, basta colocar o coração e a criatividade a trabalharem, mas Luís Gomes reconhece que a música é um 44 ALGARVE #111 INFORMATIVO
mercado imensamente competitivo. “Entrar numa boa rádio é complicado, não é fácil abrirem-se as portas. O principal é sentirmo-nos bem com aquilo que produzimos e estou muito tranquilo com este projeto. Se calhar o Lores tem mais preocupações, e legítimas, porque a música é a sua vida profissional”, refere, defendendo que a simplicidade é o melhor caminho a seguir. “O problema é que fazer algo simples torna-se bastante complexo. Mas não devemos andar estressados porque as coisas, por vezes, surgem na nossa vida quando menos esperamos por elas”. Esta postura mais descontraída e despreocupada não significa, todavia, que Luís Gomes não encare o projeto com enorme seriedade e que escreva músicas para o seu umbigo, apenas de acordo com aquilo de que gosta, sem estar atento às tendências. “Eu gosto de fazer as coisas bem e que agradem às outras pessoas, não sou endérmico nesse ponto de vista. Não sei é se tenho talento suficiente para fazer aquilo que o mercado quer”, diz, bem-disposto, confirmando que o processo criativo decorre sem problemas de maior, apesar de Baby Lores estar normalmente em Cuba e Miami. “As novas tecnologias vieram dar uma grande democracia à produção musical. Antigamente, só quem tinha rios de dinheiro é que podia produzir músicas, ou pagar a alguém para o fazer. Os nossos temas foram feitos e gravados num estúdio simples em minha casa, com um computador, um microfone e uma placa de som normais. É preciso é saber fazer”, assegura.
Gravar foi fácil, atuar perante centenas ou milhares de pessoas é que foi mais difícil, admite Luís Gomes, que se valeu da experiência de falar em público como político para acelerar a adaptação. “Depois, instala-se a adrenalina, encarnamos a personagem de músico, e fica tudo mais fácil. No primeiro concerto só cantei dois temas e, às tantas, já não queria sair do palco. É um lugar contagiante onde tudo flui naturalmente”, frisa, embora reconheça que não estava à espera da dupla «Baby Lores & Luís» ter tanto sucesso. “Foi surpreendente a forma positiva como as pessoas aderiram às nossas músicas. Lançamos recentemente um novo vídeo e, em 48 horas, tivemos logo cinco mil visualizações, o que é muito relevante no nosso patamar. Noutro videoclip tínhamos 10 mil visualizações
por dia. Os números comprovam que vale a pena fazermos aquilo de que gostamos”, reforça. O êxito foi uma surpresa, mas levou Luís Gomes a coloca a fasquia bem alta, a conquista de um Grammy Latino. “Há que ser sempre ambicioso e esse é o meu sonho. Nunca ninguém pode dizer, com seriedade, que aquilo que realmente gosta é apenas passageiro. Procuro dar o meu melhor em tudo o que faço e não ando aqui a brincar, mas isso não quer dizer que vá fazer vida da música. Tenho outros projetos profissionais bastante importantes que me vão ocupar certamente o tempo, contudo, se percebermos que há uma grande adesão do público, naturalmente que teremos que repensar a nossa vida” . #111 ALGARVE INFORMATIVO
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REPORTAGEM
MUSEU MUNICIPAL DE TAVIRA DÁ A CONHECER O SURREALISMO EM PORTUGAL Texto:
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Museu Municipal de Tavira recebe, até 31 de dezembro, a exposição «O Surrealismo em Portugal», uma mostra representativa da coleção do Centro Português do Surrealismo – Fundação Cupertino de Miranda, de Vila Nova de Famalicão, nas suas múltiplas variantes linguísticas, genéricas, temáticas e técnicas da produção plástica, individual e coletiva, dos autores que protagonizaram a aventura da intervenção surrealista em Portugal. Presentes estão igualmente obras de alguns dos principais nomes do Surrealismo internacional, que deles se aproximaram pelas vias da admiração, do convívio ocasional ou da amizade. A mostra assume-se como um rápido passeio pelos labirintos do ver, do sentir, do sonhar e do dizer destes artistas, com #111 ALGARVE INFORMATIVO
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o intuito de se encontrar a revelação do sentido de liberdade, poesia e amor manifestada pelos surrealistas. Mas esta não é a primeira vez que as expressões artísticas do Surrealismo se apresentam no Palácio da Galeria, em Tavira, um espaço municipal com clara vocação educativa e pedagógica no domínio das artes. De facto, já na década passada, uma importante exposição, propriedade de outra fundação portuguesa, trouxe grandes referências do Surrealismo internacional a este espaço museológico. Quanto a «O Surrealismo em Portugal», surge da boa colaboração existente entre a 50 ALGARVE #111 INFORMATIVO
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Câmara Municipal de Tavira e a Fundação Cupertino de Miranda, que possui mais de duas mil obras de arte, biblioteca e documentação, bem como objetos diversos, associados ao Surrealismo. Deste modo, e até final do ano, encontram-se no Museu Municipal de Tavira trabalhos originais de Teixeira de Pascoaes, Julio, António Dacosta, António Pedro, Vespeira, Fernando Lemos, Mário Cesariny, Mário Botas, Risques Pereira, Alexandre O’Neill, António Maria Lisboa, Mário Henrique Leiria, Eurico de Costa, Cruzeiro Seixas, António Quadros, Carlos Calvet, Paula Rego, Ana Hatherly, entre outros . 52 ALGARVE #111 INFORMATIVO
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REPORTAGEM
O Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Alexandre Ferreira, recebeu alguns produtos regionais das mãos de Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira
«PORTUGAL SOU EU» TERMINOU DIGRESSÃO NACIONAL EM TAVIRA O programa «Portugal Sou Eu» é da responsabilidade do Ministério da Economia e o seu grande propósito é dinamizar e valorizar a oferta nacional com assinalável incorporação de valor acrescentado, bem como a promoção do consumo informado por parte dos consumidores, através de uma marca ativa e identitária da produção nacional. Depois de mês e meio na estrada, o tour chegou ao fim na cidade de Tavira, no dia 8 de junho. Texto: 56 ALGARVE #111 INFORMATIVO
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Tour «Portugal Sou Eu» arrancou, no dia 26 de abril, do Cais da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, e terminou o seu roadshow de divulgação das mensagens de valorização da oferta nacional em Tavira, no dia 8 de junho, depois de ter percorrido 12 cidades de 13 distritos de Norte a Sul do país, num total de mais de dois mil quilómetros. Entre as 10h e as 18h, a carrinha do «Portugal Sou Eu» esteve no centro histórico da cidade, na Praça da República, com uma pequena exposição de produtos com o Selo, distribuição de merchandising e folhetos informativos, prestação de informação acerca do programa, sessões de jogos «Quis Portugal Sou Eu» e vários momentos musicais, a cargo do Grupo de
Cantares do Projeto Lado a Lado, da União de Freguesias Tavira, do Fado Com História e do Rancho Folclórico de Tavira. O momento mais formal do tour foi um espaço de reflexão sobre a portugalidade, protagonizado por entidades públicas e privadas locais, designado por «À conversa com….». Em Tavira, o tema em reflexão e debate foi «Algarve 3D Serviços, Mar e Agroalimentar - sua valorização integrada» e contou com a participação do Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Alexandre Ferreira, do Vice-Presidente da Associação Industrial Portuguesa e Presidente da Associação Empresarial da Região do Algarve, Vítor Neto, do Presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, e de
Hélder Martins, do Hotel Quinta do Marco, recebeu das mãos do Secretário de Estado Adjunto e do Comércio a indicação para aderir ao Selo «Portugal Sou Eu» #111 ALGARVE INFORMATIVO
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Rui Reis, da Multifrequência, também fez a pré-adesão ao Selo «Portugal Sou Eu»
alguns empresários da região algarvia. “A promoção dos produtos portugueses é um grande desafio e que deve ser estimulado, pelo que ir aos territórios é positivo. Por um lado, permite aos empresários verificar a mais-valia do Selo e, por outro, leva os autarcas a envolverem-se mais na certificação de qualidade e na valorização dos produtos nacionais”, considerou Jorge Botelho. O edil tavirense confirmou que os produtos portugueses são especialmente apreciados pelos milhões de turistas que visitam o Algarve todos os anos, pela sua autenticidade e qualidade, o que conduz a novas oportunidades para os empresários de diversos setores de atividade. “Sem qualidade, não vamos a lado nenhum, porque as pessoas têm um sentido cada vez mais crítico sobre aquilo que 58 ALGARVE #111 INFORMATIVO
adquirem e consomem. E os empresários devem voltar a apostar naqueles setores dos quais ninguém quis saber durante muito tempo e que, agora, se tornaram negócios bastante atrativos”, defendeu ainda Jorge Botelho. “As micro e pequenas empresas têm uma expressão impressionante no concelho de Tavira e, se não as valorizarmos, não estamos a contribuir para a sustentabilidade das famílias”. A finalizar a sessão, o Secretário de Estado Adjunto e do Comércio sublinhou que o «Portugal Sou Eu» deve ser encarado como um programa de todos, e não apenas do Governo. “Penso que são as Micro e as PME que mais podem beneficiar daquilo que o programa mais procura atingir: o dar notoriedade ao
que de bom se faz no nosso país, produtos e serviços de enorme qualidade. O objetivo é que esta sensibilização junto do tecido empresarial gere emprego e crescimento económico a nível local”, afirmou Paulo Alexandre Ferreira, concordando que os clientes modernos deixaram de procurar apenas produtos, mas sim experiências. “Portugal tem para oferecer um património muito rico para além do arquitetónico, um património cultural e imaterial que nos diferencia enquanto país e que justifica o bom comportamento que temos tido nos últimos anos”.
potencial para todo o território. “Não é por mero acaso que Portugal está na moda e é preciso capitalizar alguns eventos que ocorreram recentemente e, através deles, reforçar e estruturar aquilo que de bom temos para oferecer. Também é preciso olhar para as Artes & Ofícios, que têm, muitas vezes, modelos de negócio bastante específicos e onde se nota uma grande capacidade de reinventar produtos que são tradicionais para os tornar mais próximos dos clientes”, nota o Secretário de Estado Adjunto e do Comércio.
De acordo com o governante, quem visita Portugal não está, de facto, à procura de «mais do mesmo», mas de coisas diferentes, únicas, e isso abunda de norte a sul do país, o que cria um enorme
Descomplicar a relação entre as empresas com os vários organismos públicos é outra prioridade do atual Governo, garantiu o Secretário de Estado Adjunto e do Comércio,
A Bioco Tradition, de Lurdes Silva, é mais uma empresa algarvia a aderir ao programa «Portugal Sou Eu» #111 ALGARVE INFORMATIVO
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Vítor Neto, Vice-Presidente da AIP - Associação Industrial Portuguesa e Presidente do NERA - Associação Empresarial da Região do Algarve, Jorge Botelho, Presidente da Câmara Municipal de Tavira, e Paulo Alexandre Ferreira, Secretário de Estado Adjunto e do Comércio
lembrando que há poucas semanas foi publicado o «Guia da Restauração». “O que verificamos com regularidade, em resultado das fiscalizações, é que há muitos incumprimentos motivados pelo desconhecimento do enquadramento legal em que essa atividade se move. Estamos a tentar tornar tudo mais simples e próximo das Micro e PME empresas, agentes económicos que, naturalmente, tem menos capacidade para lidar com assuntos mais complexos”, salientou Paulo Alexandre Ferreira. Durante mais de um mês, o Tour «Portugal Sou Eu» contou com o apoio e a colaboração de 35 Empresas Aderentes, tendo estabelecido contacto com mais de 60 ALGARVE #111 INFORMATIVO
oito mil visitantes. A iniciativa teve três grandes objetivos: apelar a um consumo informado, captar Empresas Aderentes dos distritos visitados e desafiar as forças vivas de cada cidade a refletirem sobre a importância do programa, sensibilizando e estimulando a opinião pública para uma escolha informada. O programa é da responsabilidade do Ministério da Economia, cujo grande propósito é dinamizar e valorizar a oferta nacional com assinalável incorporação de valor acrescentado, bem como a promoção do consumo informado por parte dos consumidores, através de uma marca ativa e identitária da produção nacional.
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OPINIÃO
À Terra, eternos devedores Paulo Cunha (Professor)
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comodados e bem arrumados nas nossas vidinhas, lá vamos deixando o tempo passar, projetando um futuro à medida dos nossos desejos diários e necessidades a curto prazo. «Navegando à vista», deixamos que o presente guie um futuro desejado, mas – por muitos - pouco pensado, planificado e estruturado. Aliás, quantas vezes não escutamos os amigos a proferir frases do género: “De que adianta andar a pensar muito no futuro, quando está provado que a vida nos está sempre a «trocar as voltas»?” ou “O futuro a Deus pertence!”. Colocamonos de «mão beijada» à mercê de quem pensa e decide por nós, e quando chega a altura de «pedir contas», esquecemo-nos que fomos nós que fizemos a «cama onde nos deitámos». Todos sabemos que vivemos numa grande casa comum, de seu nome «Terra», mas por não a aceitarmos como um ser vivo que nos acolheu no seu seio, assumimo-la como nossa, quando, afinal de contas, por dela dependermos, nós é que somos sua propriedade. Embora construamos muros, paredes e divisórias para nos individualizar, partilhamos recursos que, sendo comuns, tornam a nossa vivência necessariamente coletiva e global. Sendo o planeta Terra o produtor e o fornecedor dos recursos que nos mantem vivos, estamos irremediavelmente sujeitos à forma como reagirá ao mal que lhe fizermos. A toda a hora, e em vários locais do planeta, cada vez mais este ser vivo (único e insubstituível) nos mostra que nos pode dar o paraíso, mas também o inferno. Sim, por que não é preciso morrer para os conhecer. Ambos estão à nossa disposição. Cá, onde fazemos, ou não, por merecê-los! Ainda um destes dias tive a oportunidade de constatar a falta de preparação, de consciencialização e de resposta cívica face à perda prolongada de um bem que quase todos veem como acessível e inesgotável. Bastou uma rotura numa conduta de abastecimento aos reservatórios privar de água grande parte da cidade onde vivo, para, em meio-dia, levantar um coro de protestos, de indignação e de acusações. Aproveitando tal acontecimento, acabei por usar a minha proeminente «veia pedagógica» para, cá em casa, imaginarmos um futuro em que as restrições aos bens essenciais fossem periódicas e constantes. Não precisei
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de usar muita retórica, pois só num dia já tinham sentido na pele o que é viver num meio citadino e não ter água para tomar banho, para despejar o autoclismo, para cozinhar, para lavar a louça e a roupa, para regar as plantas… enfim para tudo aquilo que só nos lembramos quando dela temos falta. Uma situação que, malfadada e desgraçadamente, se tornou tão comum em tantas zonas do globo terrestre. Grande parte da humanidade vive sem acesso a água potável, às várias formas de energia e aos alimentos essenciais, fruto da insanidade, tirania e despotismo de ditadores que, através de vários meios, condenam o seu povo a viver em condições miseráveis e deploráveis. É caso para perguntar o que é que está a ser feito pelos governantes mundiais que elegemos e nos representam? Pois… falam muito e bem, mas assobiam para o lado quando as câmaras de TV já não estão ligadas! E nós?... Precisaremos também que nos faltem os bens essenciais para começarmos a ficar preocupados com o futuro dos que nos seguirão? Sim, porque serão eles que herdarão as consequências das nossas atuais decisões. Defender a consciência cívica, ecológica e ambiental não pode ser uma moda… É - já - uma necessidade imperiosa a incluir nas nossas práticas diárias! É importante que cada vez mais nos sensibilizemos para a importância de conservar a biodiversidade do planeta, incentivando a reciclagem e o consumo controlado, como forma de combater o desperdício. Não podemos esquecer que a atmosfera é uma só, que as águas se interligam e que os ventos e os climas são planetários. É preciso que se exerça uma cidadania participativa e comprometida com a sustentabilidade e o planeta. A escola e a família devem ser um dos pontos de partida para essa mudança. É urgente que as estratégias de «Educação Ambiental» envolvam também a geração adulta, sendo a criação de estruturas de comunicação entre os cidadãos e os projetos ambientais o principal meio para que esta modificação ocorra. Viremos a ter, por certo, um mundo melhor quando todos, sem distinção, integrarmos e participarmos ativamente em projetos que devolvam à Terra tudo o que ela nos deu e continua (ainda) a dar. Cidadãos conscientes – a certeza de melhores viventes! .
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OPINIÃO Do movimento Poesia 61 aos escritores de hoje no Algarve Adília César (Escritora)
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a origem do movimento Poesia 61 surgiram em Faro as plaquetes de poesia com obras de Casimiro de Brito, «Canto Adolescente»; Luiza Neto Jorge, «Quarta Dimensão»; Gastão Cruz, «A Morte Percutiva»; Fiama Hasse Pais Brandão, «Morfismos»; e Maria Teresa Horta, «Tatuagem». Este projecto de jovens poetas derivou de outra iniciativa literária, os «Cadernos do Meio Dia», em Faro, onde nasceu e viveu António Ramos Rosa, cujo acompanhamento e entusiasmo foi decisivo para os cinco poetas. Embora este movimento fosse determinante para a descoberta de novos rumos para a poesia portuguesa, a verdade é que, passado pouco mais de meio século, o fenómeno de inovação poética não se verifica no meio literário actual do Algarve, apesar da elevada movimentação de indivíduos que se autointitulam poetas, os quais dinamizam inúmeros eventos literários (apresentações de livros, tertúlias, encontros, festivais). Contudo, toda essa actividade não tem produzido impacto. A verdade é que não parece haver assim tantos leitores para a poesia, nem interesse do público em geral pela participação nos eventos. Assim, os poetas apresentam-se uns aos outros, em circuito fechado, esvaziados do espírito de solidariedade própria dos poetas do movimento Poesia 61. Um sentimento similar de congregação facilitaria a reflexão sobre o estado actual da poesia e a sua validade enquanto expressão artística e estética, além de estratégia de intervenção social, tão necessária hoje como na década de 60. A qualidade literária de um poeta nem sempre é fácil de assimilar, mas é perceptível na inovação criativa da respectiva obra, ao longo de anos de trabalho. Alguns poetas revelam preocupação em reflectir sobre novas possibilidades poéticas, ultrapassando a mera exposição da obra individual, através de um compromisso com a 66 ALGARVE #111 INFORMATIVO
criação, que vai além das capelinhas literárias e dos chamados poetas de salão. A existir um movimento na cena literária do Algarve, é o da literatura turística de entretenimento, que nada tem a ver com a verdadeira arte poética. À margem do Poesia 61, Nuno Júdice foi o único poeta do Algarve que se destacou no panorama literário nacional. É verdade que outras luzes brilhantes se foram acendendo mas também se apagaram rapidamente. De facto, o cenário literário no Algarve pertence aos romancistas, com destaque para seis autores que se têm revelado a nível nacional, bastando uma breve consulta aos seus currículos literários para constatarmos o que acabei de afirmar. Refiro-me a António Manuel Venda, Carlos Campaniço, Fernando Esteves Pinto, José Carlos Barros, Lídia Jorge e Sandro William Junqueira. Destes seis escritores apenas dois se dedicam à poesia, a par da escrita de romances: Fernando Esteves Pinto e José Carlos Barros. Cinquenta e cinco anos depois do movimento Poesia 61, e olhando atentamente para este cenário, não tenho conhecimento de qualquer grupo de poetas in loco que se tenha destacado a nível nacional, querendo isto dizer que a história da literatura no Algarve entrou na era do romance. Será que a poesia atravessa momentos difíceis, não se conseguindo impor como género literário no sentido da renovação estética da literatura? E mesmo que alguns poetas se consigam diferenciar pela positiva (tendo em atenção a qualidade evidenciada pela respectiva produção poética, premiada) qual a razão por que não são conhecidos no seio de um público mais vasto? Todos temos um papel importante na consagração da poesia enquanto arte: leitores, críticos de arte, professores universitários, jornalistas. Os poetas – os bons poetas – estão por aí. O que vamos fazer em relação a isso? .
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OPINIÃO Vinhos de Talha, a próxima aposta do Alentejo Vico Ughetto (Enófilo e Gastrónomo)
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técnica de vinificação em grandes potes de barro foi herdada pelos romanos há cerca de dois mil anos atrás. Em Portugal, o Alentejo é a região que tem o know-how, a tradição e os meios para ainda fazer o vinho igual ao que provavelmente foi bebido na última ceia de Cristo. Aliás até propunha, um pouco em jeito de desafio, confesso, que nas homilias fosse mandatório que o vinho que simboliza o sangue de Cristo fosse vinho de Talha certificado. Seria um apontamento interessante e, sem dúvida, altamente promotor para este tipo de produção. Mas o que tem de especial o vinho feito em potes de barro? Bem, todo o processo é dotado de uma
extrema simplicidade mas, ao mesmo tempo, é muito laborioso. Apesar de nunca ter desaparecido, o Alentejo quase que viu extinguir a produção de vinho em ânforas, pois, no primeiro quartel do séc. XX, a produção de vinho centrou-se mais na quantidade e em técnicas de vinificação que permitissem ganhos de rendimento superiores e o vinho de talha ficou confinado à produção caseira e de alguns entusiastas que mantiveram a tradição. Nos últimos anos assiste-se a um reviver do processo e temos grandes produtores a apostar na produção de vinhos de talha, tanto em produções exclusivas como para lotear vinhos. Desde o José de
Seleção de alguns dos vinhos exclusivamente vinificados em talha, disponíveis para prova no stand dos Vinhos do Alentejo
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Fernanda Rodrigues e Jorge Cardoso com a filha Constança, da Herdade dos Outeiros Altos, são uns ótimos promotores e defensores do Vinho de Talha Alentejano
Sousa ao Esporão, entre vários outros produtores, recuperaram o vinho de talha e a própria Comissão dos Vinhos do Alentejo está numa fase de divulgação e promoção de vinhos exclusivamente feitos em talha. Esta aposta promocional resulta da exclusividade da região neste tipo de produção que, não sendo única no mundo, não tem muita concorrência, sendo um dos casos mais famosos o da Geórgia, mas que usa as ânforas enterradas, enquanto no Alentejo estão à superfície. Na «Sommelier Wine Market – Summer edition», que decorreu no passado mês de maio, o Alentejo esteve presente no certame, só com vinhos de talha, desde brancos a tintos. Pessoalmente acho os brancos muito peculiares. Numa prova sem enquadramento gastronómico não são vinhos fáceis. Desde a própria cor mais baça e de laivos acastanhados, que não é particularmente atrativa, ao sabor vincadamente terroso que geralmente se obtém, digamos que não são vinhos consensuais e sem dúvida que requerem um enquadramento gastronómico adequado. Em relação aos tintos, a coisa muda de figura de forma radical. Adoro a frescura e a simplicidade nos aromas e na estrutura do vinho, algo que só a talha consegue dar. Os vinhos de talha são geralmente mais abertos na concentração, porém, não tendo um impacto tão
forte e imediato na boca, são complexos q.b. para não defraudar quem procura um vinho mais desafiante e provocatório. Se tiver que recomendar uma primeira experiência em vinhos de talha, sugiro sem pestanejar o Outeiros Altos, da Herdade com o mesmo nome. Trata-se de um vinho biológico (o primeiro certificado como DOC Alentejo, segundo os produtores) feito a partir de Trincadeira, Alfrocheiro e Aragonez, entre outras castas nativas. O que destaco neste vinho é a sua elegância. Tanto na cor aberta e apelativa como nos taninos finos e frescura que possui. Apesar de claramente gastronómico, é muito agradável por si só. Para além da qualidade do vinho, o outro lado atrativo é o projeto da Quinta, focado numa exploração responsável. O casal Fernanda Rodrigues e Jorge Cardoso, juntamente com a sua filha reguila e sempre cheia de energia - Constança, são daquelas pessoas que, ao cruzarmos numa feira, sentimos que gostam mesmo à séria do que fazem e são defensores do Alentejo e um excelente exemplo de paixão pelo enoturismo, contagiando-nos de forma imediata pela sua entrega ao que fazem. E ainda por cima muito bem.
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ATUALIDADE
QUATRO CORPORAÇÕES ALGARVIAS VÃO FORMAR 34 NOVOS BOMBEIROS
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om o objetivo de aumentar e renovar os seus efetivos, os Corpos de Bombeiros de Faro, Loulé, Olhão e Tavira iniciaram, no dia 5 de junho, um projeto pioneiro em Portugal, congregando esforços para a realização de uma recruta conjunta de formação de 34 novos bombeiros municipais. A ação tem lugar, até final do ano, na Escola Secundária de Loulé, com uma duração de 995 horas e sob a responsabilidade da Escola Nacional de Bombeiros. Durante a sessão oficial de abertura do curso, que aconteceu logo pela manhã do dia 6 de junho, Alexandre Costa, diretor da Escola Secundária de Loulé, afirmou que os estabelecimentos de ensino devem estar vocacionados para todo o serviço público e não apenas aquele diretamente associado à Educação. “Os bombeiros são uma instituição de referência em Portugal e são aqueles que merecem mais carinho da parte da população em geral. São uma classe que nos dignifica a todos enquanto portugueses e que serve de
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exemplo a toda a sociedade”, referiu, dai que a possibilidade de ceder as instalações da Secundária de Loulé para a realização da formação tenha sido prontamente aceite. “É possível que o curso vá gerar alguns constrangimentos junto da população escolar, mas os bombeiros merecem o melhor porque, na hora da verdade, estão dispostos a dar a vida por nós”, justificou o diretor. A presença diária dos recrutas na Escola Secundária de Loulé poderá, entretanto, servir de estímulo a alguns jovens louletanos para que decidam abraçar esta causa, considerou José Ferreira, presidente da Escola Nacional de Bombeiros. “Os bombeiros têm que ser homens e mulheres preparados para dar resposta a riscos naturais, tecnológicos, a problemas sociais, entre outros, e estes recrutas vão beneficiar de uma formação longa. No final, quando forem chamados a intervir, vão fazê-lo, certamente, com o melhor conhecimento e a maior competência. Competência para ajudar a quem de nós precisa, mas também para defenderem as suas próprias vidas”, sublinhou José Ferreira.
Alexandre Costa, diretor da Escola Secundária de Loulé, Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira, Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro e José Ferreira, presidente da Escola Nacional de Bombeiros
Uma formação de grande exigência, que implicará bastante trabalho, mas um treino difícil resulta num combate fácil, mensagem que deixou aos comandantes das quatro corporações envolvidas neste curso. “Com o vosso acompanhamento, através da vossa experiência, do vosso saber e traquejo, das vossas rotinas, acredito que, em dezembro, todos estaremos de parabéns. Este processo foi quase tratado à velocidade da luz e conseguimos montar o sistema num período de tempo relativamente curto, cumprindo com todos os procedimentos necessários”, destacou ainda o presidente da Escola Nacional de Bombeiros. “Em conjunto, todos poderemos fazer melhor”. Satisfeito pela forma célere e eficaz como tudo decorreu estava igualmente Paulo Santos, vicepresidente da Câmara Municipal de Faro. “Este rejuvenescimento vai, sem dúvida alguma, trazer maior operacionalidade e eficiência ao nosso Corpo de Bombeiros”, indicou o autarca, palavras partilhadas por Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira e da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve. “Todos precisávamos de bombeiros, os municípios abriram concursos, a seleção foi
feita e agora tem início esta importante fase de formação. É uma profissão de grande respeito, dignidade e sacrifício”, frisou o edil tavirense. Recorde-se que o curso estava previsto acontecer em Lisboa, mas a união de esforços destas quatro câmaras municipais e corporações possibilitou a sua realização no Algarve, e a menores custos. “As corporações de bombeiros da região precisam de vocês e de outros e este processo de rejuvenescimento vai continuar, porque queremos uma proteção civil cada vez mais eficaz”, adiantou ainda Jorge Botelho. A finalizar as intervenções das entidades oficiais, Vítor Aleixo voltou a enaltecer a importância e o reconhecimento público que são dispensados aos bombeiros. “Tenho as maiores esperanças e expetativas que esta formação de seis meses possa trazer um contributo importantíssimo para o Algarve. A função do bombeiro é indispensável à sociedade e provavelmente não haverá nela figuras sociais tão respeitadas e admiradas como vocês. Para que cumpram bem as vossas funções, é imperativo que tenham uma elevada competência técnica, que se preparem, que se exercitem, que adquiram conhecimentos, e é disso que aqui estamos a tratar hoje”, concluiu o presidente da Câmara Municipal de Loulé . #111 ALGARVE INFORMATIVO
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ANTIGO TRIBUNAL DE ALBUFEIRA VAI SER CENTRO DE ARTES E OFÍCIOS
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edifício do antigo Tribunal de Albufeira, construído no final do século XIX e em funções até 1992 (ano da inauguração do Palácio da Justiça de Albufeira, ao lado da Câmara Municipal), vai sofrer obras de reabilitação, de modo a que possa em breve abrir ao público como Centro de Artes e Ofícios. Esta obra é uma das que consta do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) de Albufeira, Município que ficou em primeiro lugar entre os 13 centros urbanos de 1.º nível ou 74 ALGARVE #111 INFORMATIVO
classificados como cidades (Lagos, Portimão, Silves, Lagoa, Albufeira, Loulé, Quarteira, São Brás de Alportel, Faro, Tavira, Olhão, Vila Real de Santo António e Castro Marim) na candidatura aos Planos de Ação de Regeneração Urbana (PARU). O investimento ascende a cerca de 600 mil euros, dos quais 65 por cento são comparticipados pelo FEDER, ou seja, cerca de 386 mil euros. “Trata-se de um espaço emblemático para todos nós, foi o Tribunal de Albufeira ao longo de muitos anos e esta é uma forma de o voltar a abrir a todos,
salientando a vertente da memória, dos ofícios e do lazer. Muito me apraz saber que em breve deixaremos de ter este edifício cuja degradação a todos entristecia”, referiu o presidente da Câmara Municipal, Carlos Silva e Sousa. O edifício do Antigo Tribunal encontra-se desocupado desde há vários anos e com problemas de conservação. O projeto para a nova utilidade deste espaço procura, nas particularidades do edifício, o ponto de partida para uma intervenção com uma abordagem contemporânea, nomeadamente com a reinterpretação de alguns temas herdados da arquitetura mediterrânica: o pátio como elemento de organização espacial no interior dos lotes; as paredes brancas texturadas, com utilização do tijolo maciço pintado; as gelosias que serviam de filtro da luz e de controlo das vistas; e a relação interior/exterior bem definida. Assim, nascerá naquele espaço uma sala para exposições, outra para formação e uma loja, para além de um pátio de apoio às atividades. A candidatura de Albufeira aos PARU’s foi aprovada pelo FEDER com mérito (4,55 em 5 valores), permitindo a este município obter mais verba que os restantes municípios, num total de 910 mil euros. Do milhão e 400 mil euros orçamentados para a concretização das obras
previstas no âmbito do PARU, o município apenas terá que investir 490 mil euros nas seguintes obras: Reabilitação Integrada da Praça da República e Musealização dos Vestígios Arqueológicos (a inaugurar no próximo 10 de junho), Reabilitação do espaço da antiga Igreja Matriz de Albufeira e Reabilitação do Edifício do Antigo Tribunal para adaptação a Centro de Artes e Ofícios .
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CÂMARA DE FARO LANÇA CINCO OBRAS NO VALOR DE 634 MIL EUROS
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Câmara Municipal de Faro lançou, na plataforma oficial de aquisições públicas, mais cinco procedimentos concursais do Programa Faro Requalifica 2, no valor de 634 mil euros, e que se somam aos oito apresentados na semana anterior, no montante de 529 mil euros, para melhoria do espaço público da cidade e freguesias. Estas intervenções são parte integrante do Plano Municipal de Investimentos lançado em 2016, após revisão orçamental, programa que então foi inviabilizado pela Secretaria de Estado do Orçamento, por razões muito contestadas pela autarquia e outros agentes. Agora, liberta 76 ALGARVE #111 INFORMATIVO
dos constrangimentos do Plano de Reequilíbrio Financeiro, a autarquia farense pode lançar, de forma autónoma, as intervenções orçamentadas. Estão assim abertos os concursos para a Requalificação da Rotunda do Teatro Municipal de Faro (53 mil e 193,64 euros + IVA), Repavimentação da Estrada Sra. da Saúde e Rua António Belchior Júnior (79 mil e 997,90 euros + IVA), Repavimentação da Avenida Cidade Hayward (265 mil e 640,58 euros + IVA), Reabilitação do Relvado da Pista de Atletismo de Faro (90 mil euros + IVA) e Melhoramento do espaço exterior do Bairro dos Centenários em Faro (145 mil e 515,45 euros + IVA).
FUNCIONÁRIOS DA CÂMARA DE LOULÉ FORAM HOMENAGEADOS
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Câmara Municipal de Loulé atribuiu a 30 funcionários municipais, com 35 anos ou mais de serviço nesta Autarquia, uma Medalha de Reconhecimento, numa cerimónia que decorreu na Sala da Assembleia Municipal. De acordo com o presidente Vítor Aleixo, pretendeu-se através desta iniciativa, “sinalizar o valor das pessoas que durante uma vida de trabalho se dedicaram a servir o Estado, os Cidadãos e a Comunidade”. Num dos concelhos mais importantes no contexto regional e nacional, o edil partilhou esse mérito com os funcionários que, no seu diaa-dia, se empenham para servir da melhor forma os cidadão. “Este é o reconhecimento justo da instituição onde trabalharam durante tantos anos, onde deram o vosso saber, a vossa energia, e onde contribuíram para o bem comum e para servir as pessoas. Até porque o funcionário público é sempre a imagem da Câmara quando se relaciona com as pessoas no seu dia-a-dia”, salientou ainda o autarca.
Adriano José Gonçalves Guerreiro, António Manuel Cercaleja Guerreiro Santos, António Manuel Nunes Guerreiro, Armando José Barroso, Avelino Manuel Cruz Gonçalves Fernandes, Casimiro José Custódio Laginha, Delmiro Velhinho Lores, Dina Teresa Santos Jacinto Andrade, Eleutério Conceição Espada, Elisário Nobre Pedro, Fernando Mendes Pereira, Firmino Herculano Nunes Gonçalves, Ilídio Manuel Amaro Guerreiro, Isidoro Santos Guerreiro Sousa, João Manuel Santos Alvino, João Manuel Viegas Batista, Joaquim João Guerreiro Mendes, Joaquim Manuel Roque Madeira, Jorge Manuel Silva Martins, José António Quadros Silva, José Teixeira Lourenço Rocha, Luciana Santos Guerreiro Batista Vicente, Manuel Rodrigues Fernandes, Manuel Custódio Rodrigues, Maria Aurinda Silva Vaz, Maria Fátima Grosso Martins Inácio, Maria Fátima Pereira Carvalho Martins, Maria José Florinda Costa, Maria José Viegas Faísca Rosário e Vítor Manuel Viegas Batista foram os homenageados nesta sessão .
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INTERIOR DO CONCELHO DE LOULÉ FICA MAIS SEGURO COM O NOVO POSTO TERRITORIAL DA GNR EM SALIR
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oi inaugurado, no dia 6 de junho, na vila de Salir, o novo Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana, numa cerimónia que contou com a presença da Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. Depois de vários anos a funcionar em condições precárias, este investimento nasceu da cooperação entre a Autarquia de Loulé e a GNR e vem “dotar os militares que todos os dias, de forma abnegada, aqui prestam serviço, de melhores condições de alojamento e de trabalho para que possam continuar a prestar, com todo o profissionalismo, o serviço à 78 ALGARVE #111 INFORMATIVO
comunidade”, como referiu a representante governamental. As novas instalações vão servir uma população de cerca de 6.300 habitantes, numa vasta zona de serra de 460 quilómetros quadrados, abrangendo as freguesias de Salir, Ameixial, Alte e União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim. O edifício que se distingue pela “modernidade e funcionalidade”, como sublinhou o comandante geral da GNR, Manuel Silva Couto, estava inicialmente destinado a receber o aquartelamento de Bombeiros mas, após obras de adaptação, passará a integrar esta força de segurança. “Esta
era uma aspiração antiga que o destacamento local tinha pois os militares estavam alojados em condições muito pouco dignas da função que exercem e do serviço que prestam“, explicou Vítor Aleixo, presidente da Autarquia de Loulé. Este Posto Territorial faz parte de um conjunto de investimentos protocolados entre o Município e a GNR, num montante global de dois milhões e 345 mil euros, com uma participação “muito significativa” da Câmara de Loulé correspondente a um milhão e 125 mil euros. “Identificámos, desde o primeiro dia, uma carência enorme na área da segurança dos cidadãos”, referiu o autarca. Nesse sentido, para além do Posto Territorial da GNR em Salir, que teve um custo de 150 mil euros, em Quarteira foi lançada, no dia 13 de maio, a obra de adaptação do antigo quartel de Bombeiros da cidade para receber o Posto Territorial da GNR, um investimento orçado em 950 mil euros. Para breve está também o arranque da construção de
raiz de um Posto da GNR em Almancil, num terreno cedido pela edilidade, e que terá um custo estimado de um milhão e 150 mil euros. Também as instalações de Loulé da GNR sofreram uma melhoria significativa, nomeadamente ao nível das cavalariças. Considerando a segurança dos cidadãos como um “pilar do Estado democrático”, fundamental para a atividade turística, motor económico do Concelho, Vítor Aleixo manifestou a disponibilidade da Autarquia em prosseguir com a colaboração entre o Município e a administração central. Já a Ministra da Administração Interna falou do esforço que tem sido realizado para colmatar aquele que foi, durante anos, um desinvestimento por parte do Estado e que diz respeito às infraestruturas e equipamentos das forças de segurança. “Esperamos que, no prazo de cinco anos, muitas infraestruturas possam sofrer uma remodelação idêntica a esta e que permita melhorar as condições de trabalho de todos os militares”, disse Constança Urbano de Sousa .
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31 PASSAGENS DE PEÕES DO CONCELHO DE OLHÃO VÃO SER INTERVENCIONADAS
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rinta e uma passadeiras vão ser intervencionadas no concelho de Olhão, ao abrigo do contrato assinado recentemente entre o Município e a empresa Manuel António & Jorge Almeida – Construções, S.A.. A empreitada, no valor de 82 mil e 400 euros, prevê a requalificação de passadeiras já existentes, que passarão a ser executadas em calçada, ao invés das atuais passagens de peões pintadas no pavimento. As passadeiras em calçada apresentam um conjunto de vantagens em relação às suas congéneres pintadas, desde logo em termos de manutenção, uma vez que eliminam a necessidade da renovação constante da pintura para que se apresentem devidamente visíveis, o que se traduz numa maior segurança para condutores e peões. A segurança rodoviária foi também levada em linha de conta no que diz
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respeito à sinalização vertical, que vai ser renovada em todas as 31 passadeiras agora intervencionadas. Destas, 21 serão elevadas em relação à faixa de rodagem, o que «obrigará» os veículos a reduzirem a velocidade. Outra das preocupações do Município são as acessibilidades, pelo que estas passagens de peões ficarão aptas a serem utilizadas por pessoas com mobilidade reduzida. Na União das Freguesias de Moncarapacho e Fuseta, serão intervencionadas sete passadeiras, em Olhão oito, na Freguesia de Pechão seis e em Quelfes 10. “Esta é apenas a primeira fase de uma intervenção que queremos exaustiva nas passagens de peões do nosso concelho, de forma a dotá-las de condições de segurança e acessibilidade para todos”, referiu o presidente da Autarquia, António Miguel Pina, na cerimónia de assinatura do contrato .
AVANÇA EM BREVE A ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL DA PRAIA DOS CAVACOS
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Sociedade Polis Litoral Ria Formosa deu luz verde ao projeto de valorização hidrodinâmica da barra da Armona e alimentação artificial da Praia dos Cavacos. Esta valorização hidrodinâmica tem como objetivos complementares a remoção de sedimentos nos canais da bacia de manobra do cais da ilha da Armona e a sua utilização na alimentação artificial da praia dos Cavacos. O custo total da intervenção é de cerca de 150 mil euros, com financiamento comunitário através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, sendo a contrapartida nacional assegurada pelo capital social da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa. O projeto encontra-se já terminado, encontrando-se neste momento em fase de conclusão os procedimentos de contratação da execução da empreitada e da prestação de
serviços de fiscalização. O prazo de execução é de 60 dias. Para além dos objetivos já enunciados, perspetiva-se, igualmente, com a alimentação artificial da praia dos Cavacos, aumentar a hidrodinâmica lagunar, potenciando uma maior área de influência do «prisma de maré» da barra da Armona, com a consequente diminuição da deformação das marés e melhoria dos valores naturais do sistema, através do aumento da taxa de renovação da água. A intervenção irá também proporcionar uma maior mobilidade às atividades piscatórias, através da melhoria das condições de navegabilidade dos canais, e da exploração de viveiros, com o aumento da circulação de nutrientes, uma menor hipótese de concentração de possíveis produtos tóxicos e uma maior disponibilidade de oxigénio na coluna de água .
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MUNICÍPIO DE PORTIMÃO APROVOU SISTEMA DE VIDEOVIGILÂNCIA NA PRAIA DA ROCHA
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Câmara Municipal de Portimão aprovou um protocolo de cooperação com a Polícia de Segurança Pública com vista à instalação de um sistema de videovigilância na zona da Praia da Rocha. O projeto tem como objetivo auxiliar a PSP na manutenção da segurança e ordem pública, contribuindo para a prevenção da prática de crimes e aumentando significativamente o sentimento de segurança da população residente e dos visitantes da cidade. Dados os prazos legais existentes para a aquisição do equipamento, este ainda não estará disponível durante o Verão, mas a autarquia estima que poderá entrar em funcionamento mais para o final do ano. O valor total do investimento ainda não é conhecido, visto depender do número de câmaras que a PSP venha a indicar como necessárias após ter 82 ALGARVE #111 INFORMATIVO
realizado uma análise no terreno. Porém, Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, garante que haverá disponibilidade financeira independentemente do número que a PSP venha a indicar, “porque a segurança não tem preço”. A edil fez ainda questão de dissuadir os receios daqueles que veem a videovigilância como uma invasão da privacidade dos cidadãos. “Só a PSP terá acesso às imagens, em tempo real”, explicou, ficando agora à espera do aval da Comissão Nacional de Proteção de Dados para esta iniciativa. Dependendo do seu sucesso e consoante a disponibilidade financeira da autarquia o permita, o sistema de videovigilância poderá ser alargado a outros pontos do concelho, nomeadamente ao centro da cidade de Portimão e à zona ribeirinha de Alvor .
CÂMARA DE VILA DO BISPO REFORÇA PARCERIA COM A ASSOCIAÇÃO VICENTINA
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om o intuito de desenvolver uma atuação conjunta e concertada nos domínios do empreendedorismo e do apoio à economia local, da educação e qualificação, e da inclusão social no concelho de Vila do Bispo, a Câmara Municipal, representada pelo seu presidente Adelino Soares, e a Vicentina Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste, representada pela presidente da direção, Aura Fraga, assinaram, no dia 6 de junho, um protocolo de parceria. O documento visa reforçar as atividades em torno da animação e da execução da Estratégia de Desenvolvimento Local «ADERE 2020», bem como outras intervenções de interesse para o município com incidência em todas as freguesias, designadamente a dinamização e promoção de estratégias conjuntas de apoio aos empresários e empreendedores no enquadramento e
desenvolvimento das suas iniciativas; a disponibilização de dados e informações de carácter local e regional, por forma a contribuir na definição de estratégias da intervenção para o território e prestar apoio na divulgação de ações de Formação Profissional e de Qualificação a desenvolver. O protocolo define ainda que a autarquia atribuirá um apoio financeiro anual no valor de 10 mil euros à Vicentina e, em contrapartida, esta comprometese a dotar a estrutura técnica local com os meios humanos, físicos e materiais à boa execução da EDL «ADERE 2020»; a definir e implementar os instrumentos e modalidades de avaliação das atividades no âmbito da EDL «ADERE 2020»; e a preparar e dinamizar atividades decorrentes de novas oportunidades de intervenção com vista ao alargamento a novas parcerias que contribuam para o desenvolvimento do território .
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FESTA DA CRIANÇA DUROU QUATRO DIAS EM LAGOA
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Dia Mundial da Criança foi comemorado pela Câmara Municipal de Lagoa, no Centro de Congressos do Arade, no Parchal, com a participação de cerca de mil e 900 crianças, dos Agrupamentos de Escolas, da Nobel International School e das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Concelho, que assistiram a espetáculos no Auditório e diversões na área envolvente. De 1 a 4 de junho, houve animação de rua com insufláveis, palhaços modeladores de balões, pinturas faciais, ateliers diversos, exposições da «Semana Verde Green Week – Planta a tua árvore!» e «A minha árvore de fruta», bem como a construção de um farol com aplicação de rolhas de cortiça pintadas, sensibilizando para a temática adotada pelo 84 ALGARVE #111 INFORMATIVO
Município de Lagoa para o ano de 2017, «Património, olhar o Passado, rumo ao Futuro». A 1 e 2 de junho, o Auditório do Centro de Congressos recebeu o Espetáculo de Teatro «Frozen - O Reino do Gelo», com salas cheias de crianças que deliraram com as personagens e cantaram as músicas que tão bem conhecem. À saída, foi oferecido a todos os alunos e professores o livro «ReciclArte – ideias para criares e reciclares todo o ano», de Ana Nobre. No dia 1, decorreu a cerimónia de entrega dos prémios no âmbito das iniciativas culturais da Rede de Bibliotecas de Lagoa com o apoio da Câmara Municipal, constituídos por um certificado e conjunto de livros didáticos. Foram contemplados os vencedores das diversas áreas do «Concurso
Literário das Escolas de Lagoa/2017», dirigido aos alunos do Ensino Básico e Secundário e que consiste na realização de um texto narrativo inédito, tendo como objetivos desenvolver competências na área da escrita criativa, promover o gosto e o hábito da leitura e da escrita e incentivar o interesse pela cultura e tradições locais; e do Concurso de Ilustração «Na Rota da Arte», com a ilustração dos textos vencedores do concurso literário do ano letivo anterior e os objetivos principais de dar visibilidade aos textos vencedores do concurso literário, expressar a criatividade e sentido estético e despertar interesse e gosto pela leitura. O programa da «Festa da Criança’17» também incluiu filmes ao ar livre, «Cantar» e «Vaiana» e o espetáculo musical de Sónia Araújo, tendo
encerrado, no dia 4, com a «Aventura de Fossegrim no Rio Arade», no âmbito do Projeto ArtesEducação «Tales from the Sea» promovido pela Autarquia de Lagoa e numa produção e direção artística da Academia de Música de Lagos – Conservatório de Música de Lagoa .
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ALGARVE FICA MAIS PRÓXIMO DE FRANÇA DURANTE TODO O ANO
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Aeroporto de Faro, a Associação Turismo do Algarve e a companhia aérea easyJet inauguraram, no dia 9 junho, as novas rotas para Nice e Lille, com batismo de voo e receção de boas-vindas dedicadas aos passageiros à chegada do Airbus A320, proveniente de Lille. Com a inauguração dos novos serviços para Nice e Lille, o Aeroporto de Faro passa a ligar o Algarve a 10 aeroportos franceses, sendo o mercado francês, neste Verão, responsável por um acentuado acréscimo de 30 por cento na oferta total de lugares em relação ao Verão do ano passado. A operação regular da easyJet, a segunda maior companhia aérea em Faro, veio confirmar na temporada uma grande aposta da companhia no mercado francês e uma extraordinária valorização do Algarve enquanto região turística de excelência. “Estamos extremamente satisfeitos por lançar as ligações entre Faro-Nice e Faro-Lille e reforçar a nossa ambição ao disponibilizar dois milhões e 400 mil lugares 86 ALGARVE #111 INFORMATIVO
para a operação no Aeroporto de Faro durante o corrente ano fiscal. O lançamento destas novas rotas sublinha o compromisso da easyJet com o território português”, frisou o diretor da easyJet para Portugal, José Lopes. “Temos uma estreita relação com França e, por essa razão, é muito importante consolidar este compromisso com o investimento em destinos que são do interesse dos portugueses e dos franceses. Lille e Nice são duas cidades francesas fabulosas e agora estão ligadas ao sul de Portugal através de Faro”, acrescentou. Esta operação da easyJet para Nice e Lille vai servir a região do Algarve três vezes por semana (segundas, quartas e sextas) na temporada de Verão e prolongar-se na temporada de Inverno com duas frequências semanais (segundas e sextas). Com estes novos serviços, Faro-Nice e Faro-Lille, a easyJet vai efetuar este Verão mais 244 movimentos em Faro. As novas rotas vão ser asseguradas por Airbus A320, com capacidade para 186 lugares .
AUTARQUIA DE LOULÉ ATRIBUI MAIS DE 230 MIL EUROS A ASSOCIAÇÕES CULTURAIS
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ão 18 as associações culturais e recreativas do Concelho de Loulé que assinaram, no dia 7 de junho, contratos-programa com a Câmara Municipal de Loulé, através dos quais a Autarquia atribuiu uma verba de 238 mil euros para apoiar as atividades desenvolvidas pelas coletividades Ao Luar Teatro, APALGAR, APROMAR, Associação Social e Cultural da Tôr, Associação Artística Satori, Associação Amigos do Alentejo, Fundação Manuel Viegas Guerreiro, Centro Social e Cultural Parragilense, Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva, Associação Geonauta, Associação dos Amigos da Cortelha, Associação Cultural de Salir, Associação Grupo de Amigos de Loulé, Casa da Cultura de Loulé, Associação Cultural e Recreativa das Barrosas, Associação «Os Barões», Associação Juvenil Akredita em Ti e Associação Amigos do Rancho Folclórico e Etnográfico de S. Sebastião. A atribuição deste apoio financeiro, cujo montante global é superior ao do ano transato
em cerca de 5 por cento, obedeceu a critérios “justos e objetivos, em função do desempenho das diferentes coletividades”, como explicou o presidente da Autarquia, Vítor Aleixo. O responsável falou ainda de outros apoios do Município atribuídos às associações ao longo do ano, nomeadamente o apoio logístico, transporte ou cedência de espaços que permitem que estas organizações possam desenvolver uma série de projetos e espetáculos na área da cultura. Também nesta área, a Autarquia promove um vasto programa, nomeadamente no Cine-Teatro Louletano. “A cultura é uma área de intervenção estratégica para o Município de Loulé, na qual investimos muito fortemente porque entendemos que pode contribuir, com poucas ferramentas à nossa disposição, para elevar o cidadão naquilo que ele tem de melhor: liberdade crítica, abertura ao mundo, tolerância, sentido estético da vida e capacidade de apreciar o belo”, realçou o edil .
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