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ALGARVE INFORMATIVO 3 de junho, 2017
HELENA CANDEIAS brilhou em Vila do Bispo #109 ALGARVE TERRA DE MAIO| SÃO BRÁS REGRESSOU A 1914| A CAMINHO DO MED 1 INFORMATIVO
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CONTEÚDOS ARTIGOS 10 - Concurso de Fado de Vila do Bispo 20 - Recriação histórica S. Brás 30 - Terra de Maio 38 - A caminho do Festival MED 48 - Dia do Município de S. Brás 58 - EC Travel 74 - Atualidade
OPINIÃO 8 - Daniel Pina 64 - Paulo Cunha 66 - Mirian Tavares 68 - Antónia Correia 70 - Adília César
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OPINIÃO O fim do mundo ao virar da esquina Daniel Pina (jornalista)
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Armageddon, ou fim do mundo, é um dos filões mais explorados por Hollywood e todos os anos saem novos filmes para o mercado, uns grandes sucessos de bilheteira, outros vão diretamente para o circuito doméstico, por não terem nomes sonantes no elenco para se tornarem os tais blockbusters. A história é sempre a mesma: o mundo vai acabar, umas vezes por causa de meteoritos que vão chocar contra o Planeta Terra, outras vezes porque a era glaciar regressa de um momento para o outro, noutras vezes sucede o inverso, as temperaturas sobem de forma abruta e a terra é engolida pela água. Às vezes até nem se sabe muito bem por que razão o mundo vai acabar, é uma simples profecia que dita que, naquele ano, a vida vai desaparecer da superfície terrestre. Como filmes que são, as pessoas batem palmas e dizem que foram muito bons, ou assobiam e reclamam que foram uma porcaria, mas poucas serão aquelas que pensam seriamente sobre essa coisa do fim do mundo. Provavelmente porque os próprios argumentistas não se preocuparam muito em aprofundar essa mensagem no filme, o que interessa é ter atores musculados e charmosos e atrizes bonitas e de seios avantajados, que andam metade do filme a correr, todos transpirados, com as curvas a reluzirem e, no fim, lá salvam o mundo e fica toda a gente feliz. Outro problema nisto tudo é que o dito armageddon sempre foi «pintado» como uma coisa muito longínqua ou improvável. Talvez o Sol expluda daqui a não sei quantos milhões de anos. Talvez um meteorito choque contra a Terra não se sabe muito bem quando. Talvez os recursos naturais se esgotem finalmente daqui a uns milhares de anos. Talvez isto ou aquilo. E, como o grosso da população não encara este assunto com a seriedade que ele realmente merece, a tarefa dos governantes que, de facto, estão preocupados com o fim do mundo, torna-se bastante mais complicada. Para quê acabar com os combustíveis fósseis que fazem mal ao ambiente? Para quê tanto stress com o efeito de estufa? Para quê poupar água e todos os
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nossos recursos naturais? Para quê esse blábláblá sobre as alterações climáticas? Para quê um Protocolo de Kyoto ou um Acordo de Paris? A malta preocupa-se é em pagar as contas ao fim do mês, comprar uma televisão inteligente para a sala de estar, andar vestida com as tendências da moda, ter um carro catita e os telemóveis topo de gama e o resto é conversa. Foi preciso «aterrar» um maluco na Casa Branca para, de repente, todas as pessoas começarem a pensar, mesmo a sério, no que anda a acontecer com o nosso mundo. Realmente estranhamos que as estações do ano andam todas trocadas. Que chove no Verão e está um calor abrasador no Inverno. Que há mais tornados e tremores de terra. Que se tornaram um hábito as chuvadas intensas que levam a inundações constantes. Que as praias vão ficando mais curtas de ano para ano. Estranhamos, mas não fazemos nada para atenuar esses fenómenos. Nem ligamos muito às conversas dos governantes, do poder central ou local, que falam da necessidade de nos adaptarmos às alterações climáticas. A coisa continua a parecer muito impalpável, irrealista, longínqua, de filme de cinema. Por isso, quando o Ministro do Ambiente disse, há alguns dias, que, “se não fizermos nada no sentido da redução significativa dos gases que provocam efeito de estufa, é já em 2036 que o armageddon pode estar à nossa frente” – por causa da anunciada saída dos Estados Unidos da América do Acordo de Paris – os sinais de alerta dispararam um pouco por todo o lado. De um momento para o outro, o tal fim do mundo que, supostamente, só aconteceria daqui a uns milhares ou milhões de anos, acelerou para a minha própria geração. Já não serão os meus tetratetratetratetratetra netos que vão sofrer, mas eu próprio, as minhas filhas e, quiçá, os meus netos. Não sei se o «2036» é uma data realista ou não, mas o importante é que as pessoas compreendam, de uma vez por todas, que o armageddon já não é uma coisa dos filmes, mas um problema real que nos pode afetar bem mais cedo do que pensávamos .
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HELENA CANDEIAS brilhou em Vila do Bispo Texto: 10 ALGARVE #109 INFORMATIVO
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Camané foi o fadista convidado para atuar na grande final do concurso
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Salão de Festas da Sociedade Recreativa de Barão de São Miguel esgotou por completo, na noite de 27 de maio, para se assistir à grande final do Concurso de Fado Cerveja Sagres Concelho de Vila do Bispo. Na 18ª edição, o artista convidado foi o fadista Camané, mas as atenção maiores estavam centradas nas cinco concorrentes em prova, designadamente Marta Alves (Lagos), Helena Candeias (Lagos), Vânia Rodrigues (Loulé), Sandra Reis (Beja) e Mafalda Vasques (Beja). A difícil tarefa de escolher a vencedora estava nas mãos do júri composto pela vereadora da cultura da Câmara Municipal de Vila do Bispo e presidente do júri, Rute Silva, por Fátima Peres, locutora de rádio e jornalista, Pedro de Almeida, guitarrista e compositor, e o músico António Bruheim. E a qualidade foi, de facto, de primeiríssimo nível, não só na vertente sénior, mas também dos mais jovens, cuja final tinha acontecido no sábado anterior. Uma qualidade que foi atestada pelas prestações de Micaela Gonçalves (Silves), Afonso Silva (Portimão) e Zélia Viana (Aljezur), que receberam, respetivamente, 300, 200 e 150 euros, a que se juntaram ainda os vencedores da edição de 2016, Cecília Valentim e Renato Nené.
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Helena Candeias foi a grande vencedora do 18.ยบ Concurso de Fado Cerveja Sagres Concelho de Vila do Bispo #109 ALGARVE INFORMATIVO
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Mafalda Vasques, 2ª classificada
Marta Alves, 3ª classificada
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Sandra Reis, 4ª classificada
Vânia Rodrigues, 5ª classificada #109 ALGARVE INFORMATIVO
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Micaela Gonçalves, Afonso Silva e Zélia Viana foram os três primeiros classificados, respetivamente, da vertente juvenil do 18.º Concurso de Fado Cerveja Sagres Concelho de Vila do Bispo
A iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal de Vila do Bispo com o intuito de divulgar e estimular o gosto pelo fado, Património Imaterial da Humanidade, dar a conhecer novos talentos musicais e contribuir para o desenvolvimento cultural do concelho. Antes de se saber a decisão final dos jurados, o edil Adelino Soares considerou que este não era apenas um concurso, mas sim “um encontro das pessoas que amam o fado e o respeitam”. “Tenho o privilégio e a honra de chefiar uma equipa extraordinária que consegue organizar um evento desta dimensão com todo o profissionalismo. Temos recebido 16 ALGARVE #109 INFORMATIVO
vários prémios a nível nacional e isso também se deve à qualidade e capacidade de trabalho dos funcionários da autarquia”, frisou o presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo. Com as cinco concorrentes com os nervos à flor da pele, coube a Tânia Lucas revelar a decisão do júri, com Vânia Rodrigues a ficar em quinto lugar e a levar para casa um cheque de 150 euros; Sandra Reis foi a quarta classificada e recebeu igualmente 150 euros; Marta Alves ocupou a terceira posição do pódio e teve direito a um prémio monetário de 250 euros; Mafalda Vasques repetiu o segundo lugar da edição transata, conquistando um prémio de 500 euros; e Helena Candeias foi a grande vencedora do concurso, com um prémio de mil euros. A estes valores monetários juntaram-se diversos prémios oferecidos pelos muitos patrocinadores do concurso .
Cecília Valentim, vencedora da vertente sénior de 2016
Renato Nené, vencedor da vertente juvenil de 2016
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REPORTAGEM
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SÃO BRÁS DE ALPORTEL VIAJOU NO TEMPO ATÉ 1914
São Brás de Alportel recuou, nos dias 27 e 28 de maio, até ao longínquo ano de 1914, altura em que ganhou a sua independência em relação ao concelho de Faro. Foi a segunda edição de uma recriação que envolveu a comunidade e as associações locais e que transportou o centro histórico de São Brás para o início do século XIX. Texto:
Fotografia: #109 ALGARVE INFORMATIVO
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Marlene Guerreiro, vereadora da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, João Paulo Machado, Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel e Acácio Martins, vereador da Câmara Municipal de São Brás de Alportel
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Centro Histórico de São Brás de Alportel encetou uma viagem no tempo, nos dias 27 e 28 de maio, e recuou 103 anos até chegar a 1914, altura em que, nos primórdios da República, a freguesia foi elevada a concelho, no período áureo do setor corticeiro. Na segunda edição desta recriação histórica, a comunidade voltou a sair à rua com trajes da época, nas tascas e tabernas recordaram-se os sabores de outros tempos e a animação foi uma constante, fazendo jus aos divertimentos do início do século XX. Pelo largo da Igreja passaram artistas de circo, as crianças deliciaram-se com o tradicional carrossel, escutaram-se os acordes da música intemporal, no mercado compraram-se produtos locais. Por ruelas e recantos, várias casas estiveram de portas abertas e convidaram os visitantes a conhecer outras vivências, como um antigo salão de cabeleireiro com mais de 50 anos, ou um estúdio de fotografia à moda antiga. As montras dos estabelecimentos comerciais também tiveram decorações adequadas à época, os artesãos trabalhavam ao vivo no seu ofício e muitas foram as personagens que, de repente, começavam a recriar situações do quotidiano nos sítios mais inesperados.
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O programa de animação contemplou ainda o «Balho» à Antiga, pelo Rancho Típico Sambrasense, Rancho da Velha Guarda e Grupo Folclórico de Faro, e momentos de teatro de rua interpretados pelo «Ao Luar Teatro», Clube do Museu, São Braz Arte e a Sociedade Recreativa Bordeirense. Pelos três palcos instalados no Centro Histórico passaram os grupos «Cante Andarilho», «Fólis», «Moçoilas», «Vá de Viró», «Veredas da Memória» e «Quinteto Osmose», não faltaram os momentos de fado e guitarra portuguesa com Liliana Mendes, Arnaldo Santos, Ricardo Martins e Nuno Martins, para além de uma edição especial do «Fado no Museu», com a convidada Celina da Piedade, e assistiu-se também a concertos dos «New Orleans Jazz Band» e «Dixie Gringos Jazz Band». Não foi de admirar, portanto, os muitos visitantes que, no sábado e domingo, percorreram o Centro Histórico de São Brás de Alportel, por onde andou, igualmente, o executivo da Câmara Municipal, trajado, como é natural, a rigor. “Recuamos ao ano em que São Brás conquistou a sua autonomia financeira e administrativa e é sempre um motivo de satisfação recordar esse momento importante da história do nosso concelho. E é também uma grande satisfação ver, mais uma vez, a população, as associações, a comunidade, envolver-se nesta 24 ALGARVE #109 INFORMATIVO
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reconstituição. É uma festa para todos aqueles que nos visitam e para aqueles que cá vivem”, frisou o edil Vítor Guerreiro A comunidade são-brasense é, de facto, bastante participativa nas várias iniciativas que acontecem ao longo do ano e conferemlhes uma maior vivacidade e dinamismo. “São pessoas ativas, de todas as idades, sempre disponíveis para darem ideias e sugestões e arregaçarem as mangas para fazer as coisas acontecer”, destacou o presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, uma autarquia que tem apostado bastante na requalificação e revitalização do seu Centro Histórico. “As casas estavam devolutas e a maior parte delas estão agora a ser recuperadas e reconstruídas, porque é importante trazer 26 ALGARVE #109 INFORMATIVO
pessoas para viver no centro de São Brás de Alportel”, acrescentou. Quanto ao evento em si, é uma organização da autarquia com a colaboração do tecido associativo e da comunidade local, sendo que o Museu do Trajo assume um papel fundamental em toda a dinâmica. “Foi criada uma comissão organizadora, como sucedeu há dois anos, e fomos montando o evento já há alguns meses, com um investimento da parte da câmara municipal e do programa «365 Algarve». Essenciais são, igualmente, os funcionários da autarquia, porque a equipa não é muito grande, mas estão sempre todos disponíveis para colaborar e assegurar que tudo corra bem. É uma aposta para continuar, para já de dois em dois anos”, concluiu Vítor Guerreiro . #109 ALGARVE INFORMATIVO
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REPORTAGEM
TERRA DE MAIO VOLTOU A MOSTRAR O POTENCIAL DA CABRA DE RAÇA ALGARVIA O Centro Multiusos do Azinhal recebeu mais uma edição do «Terra de Maio», entre 26 e 28 de maio, com o objetivo de promover a Cabra de Raça Algarvia, a sua carne, o seu leite e o seu queijo. A par da gastronomia e do artesanato, houve ainda animação para todos os gostos, com particular destaque para o espetáculo de Herman José, que levou à loucura os muitos fãs que estiveram presentes na noite de sábado. Texto: 30 ALGARVE #109 INFORMATIVO
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10ª edição da Terra de Maio, realizada de 26 a 28 de maio, no Centro Multiusos do Azinhal, saldou-se num tremendo sucesso, recebendo milhares de visitantes, atraídos pela identidade local que o evento promove, desde a arte, passando pela gastronomia, até à música. Como seria de esperar, o sábado foi o dia de maior afluência, muito por culpa do espetáculo do consagrado humorista Herman José. Um dos destaques do fim-de-semana foi a confeção do maior queijo de cabra de raça algarvia, um queijo fresco com aproximadamente 40 quilos de peso e 80 centímetros de diâmetro, para o qual
foram necessários cerca de 170 litros de leite e 1,5 quilo de flor de sal de Castro Marim. À escolha dos visitantes havia três variedades: o genuíno queijo fresco, o queijo fresco com ervas aromáticas e o queijo fresco com chocolate, uma novidade desta iniciativa que foi mais uma vez dinamizada pela ANCCRAL – Associação Nacional dos Criadores de Caprinos de Raça Algarvia. “Todos os anos procuramos tornar esta feira mais apetecível e a vontade é promovê-la cada vez mais na vizinha Espanha. Devemos primar pela qualidade e pela diferença, alicerçados nos nossos bons produtores, artesãos, restaurantes e gentes locais”, frisou Francisco Amaral, presidente da Câmara Municipal de
Fernando Severino, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Nuno Madeira, presidente da direção da ANCCRAL, Francisco Amaral, presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, e Baltazar Martins, presidente da Junta de Freguesia do Azinhal #109 ALGARVE INFORMATIVO
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A exposição «Artefactos do Mundo Rural», de Clara Assunção, levou ao Centro Multiusos do Azinhal instrumentos de trabalho da terra e do mundo rural, numa evocação de memórias, pessoas e afetos, mas também das condições vividas nas últimas décadas em Portugal.
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Castro Marim, esclarecendo que há muitos jovens no concelho a dedicarem-se à pecuária e à criação de pequenos ruminantes. “É uma área que tem futuro e isso dá-nos ânimo para continuarmos com os nossos esforços”. Promover a Cabra de Raça Algarvia e os saberes e sabores a ela associados são o grande objetivo da «Terra de Maio», que tem vindo a crescer e a conquistar espaço no calendário de programação cultural do Algarve e também da vizinha Andaluzia. E outro dos principais motivos de interesse é o Concurso da Cabra de Raça Algarvia, competição da chancela da ANCCRAL que contou com a participação de 11 produtores do território do Baixo Guadiana. A Cabra de Raça Algarvia é um animal corpulento, que atinge cerca de 50 quilos em idade adulta. Com pelo curto,
branco e com malhas castanhas de várias tonalidades, resulta de um cruzamento entre a cabra charnequeira do Algarve com a cabra marroquina (no séc. XIX) e do cruzamento posterior com a cabra alpina espanhola (no início do séc. XX). Na atribuição dos prémios do concurso esteve presente Fernando Severino, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, para quem é fundamental preservar este recurso endógeno da região, apesar das dificuldades sentidas, no dia-a-dia, pelos seus criadores. “Bemhaja por manterem acesa a chama da cabra de raça algarvia e dos seus produtos. Se houvesse mais queijo disponível, mais era vendido, portanto, o potencial de crescimento é extraordinário. Imaginem se tivéssemos #109 ALGARVE INFORMATIVO
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cabrito e queijo suficiente para dar a provar aos milhões de turistas que visitam anualmente o Algarve”, apontou o responsável. O número de efetivos da cabra de raça algarvia está em crescimento no concelho de Castro Marim e, além de ser rentável em termos de produção de carne, tem um excelente potencial leiteiro. O queijo desta cabra é, de facto, bastante procurado e reconhecido pela elevada qualidade e características organoléticas singulares, sendo já vendido em grandes superfícies comerciais e servido nos restaurantes da região. “O queijo fresco faz muito melhor à saúde do que o queijo curado e as pessoas têm cada vez mais cuidado com a sua alimentação. O mesmo se passa com a flor-do-sal de Castro Marim, cujas características a tornam bastante saudável, ao contrário do que acontece 34 ALGARVE #109 INFORMATIVO
com o sal industrial”, analisa Francisco Amaral, adiantando que a ampliação da Queijaria localizada no Centro Multiusos do Azinhal foi sujeita a uma candidatura a fundos comunitários, que se espera vir a ser aprovada. “Mas, mesmo que isso não veja a suceder, a Câmara Municipal está bastante empenhada em concretizar essa obra”, garantiu o médico de profissão. Artesanato ao vivo, música popular e tradicional, workshops, exposição de cabras de raça algarvia, ateliês de pão e queijo, passeios de burro, demonstrações de cozinha ao vivo, tasquinhas com o melhor da gastronomia local e da região Baixo Guadiana, falcoaria, animação infantil, tudo isso contribuiu para o êxito da «Terra de Maio», que na décima edição contou igualmente com a exposição
«Artefactos do Mundo Rural», uma cortesia de Clara Assunção que trouxe um conjunto de instrumentos de trabalho da terra e do mundo rural, numa evocação de memórias, pessoas e afetos, mas também das condições vividas nas últimas décadas em Portugal. Nota ainda para o desfile «Bioco Tradition», de Lurdes Silva e para os showcookings do mini chef Pedro Jorge, ex-concorrente do programa «Masterchef Júnior», e do chef de renome Louis Anjos, atualmente chef executivo dos quatro restaurantes do Macdonald Monchique Resort & Spa. A organização dos showcookings foi integrada no âmbito do projeto «Choose Our Food», da Associação Odiana, cujos objetivos passam por maximizar o potencial dos recursos naturais e produtos regionais do Baixo
Guadiana, através do reforço da cooperação empresarial entre os setores Agroalimentar e Turístico. A «Terra de Maio» foi uma organização da Câmara Municipal de Castro Marim e Junta de Freguesia de Azinhal, teve a colaboração do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Turismo de Portugal, Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, Associação Nacional de Criadores de Caprinos de Raça Algarvia (ANCCRAL), Casa do Povo do Azinhal, Associação Recreativa e Cultural do Azinhal, Eurocidade do Guadiana, marca Natural.pt, Gran-Plaza Tavira e Associação Odiana e foi integrada no programa «Bandeira Azul» .
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Tete Alhinho ALGARVE #109 38 #109 38 ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO
A CAMINHO DE MAIS UM FESTIVAL MED Texto:
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Mayra Andrade
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Zona Histórica de Loulé vai receber, nos dias 29 e 30 de junho e 1 e 2 de julho, o 14.º Festival MED, com um cartaz de excelência constituído por nomes como La Dame Blanche (Cuba/França), Lura (Cabo Verde), Che Sudaka (Colômbia/Argentina/Espanha), Daniel Kemish (Reino Unido), Teté Alhinho (Cabo Verde), Ana Moura, Rodrigo Leão, Fábia Rebordão, Hélder Moutinho, Marta Ren, Oquestrada, Bezegol, Medeiros/Lucas, Celeste/Mariposa e Branko (Portugal), Throes + The Shine (Portugal/Angola), Rachid Taha (Argélia), Fanfare Ciocarlia (Roménia), BNegão (Brasil), Tout-Puissant Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin), Canzoniere Grecanico Salentino (Itália), Akua Naru (Estados Unidos), Mayra Andradde (Cabo Verde), Delgres (Guadalupe/França), Niyaz (Itão), Boogat
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(México/Canadá) e H.A.T. (Marrocos/Estados Unidos). Pelos nove palcos distribuídos pelo recinto vão passar mais de 250 músicos, 55 bandas de 21 nacionalidades diferentes, totalizando mais de 75 horas de música, para fazer jus ao prémio de «Melhor Festival de Média Dimensão», atribuído ao MED, em março, em Barcelona, durante os Iberian Festival Awards. E a qualidade artística do cartaz promete entusiasmar os adeptos da World Music, mas também todos aqueles que vêm a Loulé nesta altura do ano. Desde o seu nascimento, o Festival MED já foi palco da atuação de 450 bandas em representação de 41 países. A par das músicas do mundo que irão ecoar nos três palcos principais (Matriz, Cerca e Castelo),
Delgres Oquestrada
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Che_Sudaka HAT
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o evento contará com concertos em mais seis palcos. Na Bica, área que alia a gastronomia aos espetáculos, a programação volta a estar a cargo da Casa da Cultura de Loulé. No Palco Arco será reeditado o conceito de «one man show», enquanto que o Palco Jardim, no Jardim dos Amuados, volta a apostar na música e danças tradicionais. Líbano, Síria, Espanha e Marrocos são os países representados este ano. O MED Fado, no Claustro do Convento Espírito Santo, traz todo o ambiente das casas de fado, com um palco que permitirá aos fadistas locais mostrarem a sua qualidade. No interior da Igreja Matriz, o MED Classic voltará a propor concertos de música clássica, ao passo que, em locais inusitados da Zona Histórica, terão lugar «Concertos Improváveis».
Ana Moura
Mas o Festival MED não é só música, existindo uma oferta multicultural que é outra das maisvalias desta iniciativa. Assim, as exposições vão estar dentro de portas mas também na rua. Este ano, um dos destaques será a exposição com a visão de 15 artistas à volta de uma peça: mala de viagem. Gastronomia de várias partes do mundo, mais de uma centena de bancas de artesanato, declamação de poesia dos países representados nesta edição (este ano no Palco da Boca), Cinema do Mundo nos três dias que antecedem o Festival e ainda a conferência «A importância da Comunicação Social para a projeção dos festivais de
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Hélder Moutinho CGS
música», em colaboração com a APORFEST – Associação Portuguesa de Festivais de Música, são outras das propostas do programa. Pergaminhos que justificaram igualmente 44 ALGARVE #109 INFORMATIVO
a atribuição do selo europeu «EFFE Europe for Festivals and Festivals for Europe», promovida pela Plataforma Europeia de Festivais – EFFE (sob a tutela da EFA – European Festivals Associations), para os anos de 2017 e 2018, bem como a
Branko
La Dame Blanche
Marta ren
Rachid Taha
integração do Festival MED na plataforma «Portuguese Music Festivals», do Turismo de Portugal, juntando-se a um lote exclusivo de cinco festivais. Finalmente, e enquadrado na estratégia ambiental da Câmara Municipal de Loulé, o Festival MED
foi também distinguido pelo Programa «Sêlo Verde», no âmbito de uma candidatura ao Ministério do Ambiente na valorização de medidas de carácter ambiental nos festivais de música, com o projeto do Copo Ecológico . #109 ALGARVE INFORMATIVO
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REPORTAGEM
Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Francisco Serra, presidente da CCDR Algarve, Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos e David Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel
SÃO BRÁS DE ALPORTEL CELEBROU 103 ANOS COMO MUNICÍPIO INDEPENDENTE O Município de São Brás de Alportel assinalou, no dia 1 de junho, o seu 103.º aniversário, altura em que ganhou a sua autonomia em relação ao concelho de Faro. O «renascimento» do Largo de São Sebastião, a geminação com Roche La Molière, a inauguração da segunda fase do Parque da Vila e a Festa da Criança preencheram o programa diurno, com a noite a ser abrilhantada pelo concerto dos The Gift e um espetáculo pirotécnico. Texto: Fotografia: 48 ALGARVE #109 INFORMATIVO
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oi em 1914 que São Brás de Alportel conquistou a sua autonomia em relação ao concelho de Faro e o 1 de junho voltou a ser marcado por um programa comemorativo recheado de momentos felizes, logo a começar pela inauguração da obra de requalificação do Largo de São Sebastião, o renascido coração da vila onde decorreu a habitual Sessão Solene. O acontecimento contou com a presença da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, que testemunhou a conclusão da primeira obra realizada no Algarve no âmbito do PARU – Plano de Ação de Regeneração Urbana, do novo Quadro Comunitário de Apoio. “Hoje, é um dia feliz para São Brás de Alportel e para a sua comunidade, pois celebramos 103 anos de autonomia e
progresso, uma história construída por grandes homens e mulheres e recordada num espaço renovado, requalificado, adaptado às exigências atuais. O Largo de São Sebastião é, agora, uma verdadeira sala-de-estar onde podemos receber as nossas visitas”, frisou Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel. Fazer mais e melhor pelos sãobrasenses é o caminho apontado pelo autarca nesta data histórica, num momento em que o município se afirma, a nível nacional, como um exemplo a seguir em diversas áreas. “Somos uma referência de qualidade na educação, na cultura, na ação social, no ambiente, nas acessibilidades, no desporto. Somos também um exemplo de saúde
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David Gonçalves, Vítor Guerreiro, os vereadores da Câmara Municipal de São Brás de Alportel Marlene Guerreiro e Acácio Martins e a delegação do município francês de Roche La Molière
financeira, fruto de uma gestão autárquica rigorosa, transparente e responsável e de um equilíbrio que resulta de muito trabalho, planeamento e de um conhecimento profundo das reais necessidades dos são-brasenses e das potencialidades do nosso território”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, garantindo que a cultura e as tradições locais foram totalmente preservadas, ao mesmo tempo que se olha para o futuro. Vítor Guerreiro relembrou que, no século XXI, se vive numa «aldeia global» e há que estar atento aos novos desafios e oportunidades que se colocam no dia-adia. “Esta obra que hoje inauguramos em pleno coração da vila representa a execução de todo um plano de renovação 50 ALGARVE #109 INFORMATIVO
urbana para valorizar o nosso Centro Histórico, potenciar a sua centralidade, fortalecer a sua identidade e dotá-lo de melhores condições de acessibilidade e de segurança rodoviária”, apontou o edil, recordando que a intervenção privilegiou os materiais típicos da região, como a pedra e a cortiça. “Esta intervenção resulta da ambição de muitas gerações de são-brasenses, que agora temos a possibilidade de concretizar, com recurso a fundos comunitários”. Recorde-se que a requalificação do Largo de São Sebastião representou um investimento de 315 mil e 450 euros, financiado a 65 por cento pelo CRESC Algarve 2020, cabendo à autarquia a
fatia de 110 mil euros. “Muito foi dito sobre esta obra e existiram bastantes dúvidas sobre a capacidade da Câmara Municipal, da equipa técnica projetista e da empresa «Triunfo Original» em executá-la, mas o resultado está à vista e é excelente: retiramos carros e alcatrão e colocamos materiais da nossa terra e homenageamos a nossa história. Vale a pena sonhar e acreditar”, salientou Vítor Guerreiro, não poupando elogios a todos os profissionais envolvidos na empreitada, assim como à CCDR, pelo apoio à concretização deste investimento. As obras vão prosseguir, dentro de poucos meses, com a requalificação da Rua Gago Coutinho e do primeiro troço da Avenida da Liberdade, mais uma vez com recurso a fundos comunitários. “Nós temos planeamento, projetos, capacidade
técnica e financeira para concretizar os sonhos dos são-brasenses. Acreditar, querer e fazer, são as linhas determinantes da gestão municipal que tenho o orgulho de liderar. Acreditar numa sociedade mais solidária, imbuída de valores de humanismo, onde a autarquia pode, e deve, defender os interesses de todos os são-brasenses e pugnar por uma qualidade de vida mais digna para todos”, reforçou Vítor Guerreiro Nem tudo são rosas, porém, e há situações que não cabe à autarquia resolver, como é o caso do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, conforme é do conhecimento público. “Desde a primeira hora que temos batalhado para sensibilizar o governo para a importância da manutenção da
Vítor Guerreiro, no uso da palavra, fez um breve balanço dos quatro anos à frente dos destinos de São Brás de Alportel #109 ALGARVE INFORMATIVO
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Descerrar da placa inaugurativa da obra da II Fase do Parque da Vila
qualidade dos serviços prestados por esta unidade de excelência do Algarve. E segunda-feira estaremos em Lisboa, porque o Ministro da Saúde quer falar com os são-brasenses”, revelou o autarca, voltando a apelar, igualmente, à requalificação da atual ligação entre Faro/São Brás de Alportel/Via do Infante, retificando curvas, criando zonas de segurança para os peões na zona dos Machados e faixas de lentos, entre outras alterações. “O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas garantiu que será apresentado, até final do ano, o projeto de requalificação da EN 2, para ser incluído no Orçamento Geral de Estado do próximo ano”. Num dia de celebração, mas também de reflexão sobre o trabalho realizado nos 52 ALGARVE #109 INFORMATIVO
últimos quatro anos, Vítor Guerreiro destacou a política de proximidade com a população local, implementando as medidas consideradas como mais adequadas e sem nunca colocar em causa a sustentabilidade financeira da Câmara Municipal. “Por muito que digam o contrário, as contas da autarquia de São Brás são um exemplo para todo o país. Desenvolvemos um planeamento e uma política de rigor orçamental que nos permite a concretização de várias ações e obras, aproveitando muito bem os fundos comunitários. Por isso, transitamos de 2016 para 2017 com um saldo positivo de um milhão e 500 mil euros, sem dívidas a fornecedores, com obra feita e apoiando a nossa população. E São Brás deve muito às pessoas que estão nas
nossas coletividades, a todos os voluntários”, enalteceu, em final de intervenção. Seguiu-se a assinatura do protocolo de geminação com o município francês de Roche La Molière e, logo depois, houve lugar à inauguração da II fase do Parque da Vila, que criou 25 novos lugares de estacionamento, num importante apoio à mobilidade no centro da vila. “A estação de autocarros continua no mesmo sítio e estamos a elaborar o projeto para um novo terminal rodoviário, que ficará na circular, na zona norte da Avenida da Liberdade”, revelou na altura Vítor Guerreiro. Durante a tarde, as celebrações contaram com a Festa da Criança, no Jardim Carreira
Viegas, por também se assinalar, a 1 de junho, o Dia Mundial da Criança. Pelas 16h, deu-se a Romagem ao Mausoléu do Fundador do Concelho, João Rosa Beatriz, e ao Jazigo da Família Passos, no Cemitério Municipal, numa homenagem a estas ilustres personalidades com um percurso muito importante na construção da história do concelho. À noite, o pop eletrónico da banda portuguesa «The Gift» «incendiou» a Praça da República, numa viagem fantástica pelos 20 anos de carreira do grupo, bem como pelos temas do seu mais recente álbum, «Altar». O programa do Dia do Município encerrou com um espetáculo pirotécnico que iluminou o céu de São Brás de Alportel.
Vítor Guerreiro com a Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos
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ENTREVISTA
EC TRAVEL BEM ENCAMINHADA PARA MAIS UM ANO HISTÓRICO O primeiro semestre de 2017 aproxima-se do seu final e os dados provisórios prometem mais um ano de excelência para a EC Travel. Mais do que aumentar a faturação, a DMC de Eliseu Correia disparou na rentabilidade e abriu mais um escritório, desta vez no Porto. Texto: 56 ALGARVE #109 INFORMATIVO
Fotografia:
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onsiderada a melhor PME de Portugal, na área de Serviços, no ano transato, a EC Travel continua de vento em popa e prepara-se para bater novo recorde de faturação em 2017, embora Eliseu Correia prefira ser cauteloso e não lançar já os foguetes, uma vez que estamos ainda no primeiro semestre. “Dez por cento de crescimento, no nosso caso, é o mesmo que a faturação anual de muitas empresas de Portugal e também não pretendo trocar volume por rentabilidade. O primeiro quadrimestre foi bastante bom, a faturação subiu na ordem dos 15 por cento e os proveitos cresceram cerca de 40 por cento, mas ainda vamos a meio do caminho”, revela. O empresário tem, de facto, perfeita consciência que não é possível manter este ritmo até final do ano, por já serem poucos os meses em que podem crescer mais comparativamente a 2016. Apesar disso, a meta é ultrapassar os 30 milhões de euro de faturação até dezembro e as coisas estão bem encaminhadas. “O fato de
termos aberto Lisboa e Madeira nos últimos dois anos ajudou-nos a crescer a nível nacional. Quanto ao novo escritório que inauguramos recentemente no Porto, acredito que fará a diferença, em termos de crescimento, em 2018 e 2019”, antevê o entrevistado, falando de negócios que envolvem grupos de incentivos onde as margens são maiores. Nada disto acontece por acaso e a EC Travel tem escolhido bem os seus parceiros e investido em produtos que sejam potencialmente mais rentáveis. “Aumentamos consideravelmente a fatia do alojamento que adquirimos antecipadamente e com garantia, por sabermos que a grande guerra, este ano, vai ser em torno da disponibilidade e não propriamente do preço. Se tudo correr como está projetado, vai haver uma altura em que a maior parte dos nossos concorrentes vão «secar» e nós ainda vamos ter para vender, e ao preço de mercado”, refere Eliseu Correia, uma jogada de antecipação que tem gerado bons resultados. “Se não tivesse arriscado, a EC Travel estaria a faturar seis milhões de euros e não 28 milhões. O risco calculado faz parte do negócio, ninguém colhe nada a pensar de hoje para amanhã, e estamos a fazer contratos, em muitos sítios, a três anos, precisamente para salvaguardar o nosso espaço”. Bons resultados têm advindo igualmente da presença da EC Travel em feiras internacionais escolhidas a dedo e com stands próprios, numa forma de estar diferente da concorrência. “Não vamos para o stand «Portugal», #109 ALGARVE INFORMATIVO
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Eliseu Correia: “A empresa nasceu em tempos de fome, tem uma estrutura muito magra e que se adapta com facilidade a qualquer situação, porque tenho a consciência de que esta bonança não vai durar para sempre”.
preferimos levar o nosso próprio espaço e ficarmos no local que estrategicamente serve melhor os nossos interesses. Estar no meio de 200 expositores, com a concorrência quase sentada ao nosso colo, não é connosco”, aponta o carismático empresário, sempre sem papas na língua. “As nossas ações de marketing, as galas, os momentos «get together» também levam a uma maior proximidade com os nossos parceiros, porque o turismo é um negócio de pessoas para pessoas”, justifica. Isto não significa que Eliseu Correia misture prazer com os negócios, numa alusão aos amigos que leva frequentemente para assistir a jogos de futebol ou concertos de música nos camarotes que a EC Travel possui do Estádio da Luz ou no MEO Arena. “O que acontece nas próximas semanas, nos próximos anos ou nas próximas décadas, é outra coisa, porque são experiências que marcam, que ficam na memória, que não acontecem todos os dias. Mas não ando nos camarotes com uma caneta e bloco de notas a renegociar contratos, do mesmo modo que não acredito que se façam grandes negócios nas feiras de turismo. Se algo se concretizar é porque o cliente já 58 ALGARVE #109 INFORMATIVO
estava identificado, houve troca de contatos e só lá vamos para fechar o contrato”, comenta. Com escritórios em Lisboa, Porto e Madeira, a cobertura nacional da EC Travel está assegurada, não se justificando, na ótica de Eliseu Correia, uma abertura nos Açores, embora o potencial de crescimento daquele arquipélago seja tremendo. “A
liberalização do espaço aéreo veio mudar tudo, massificou os Açores para o cliente estrangeiro e nacional e não há pessoa nenhuma que vá lá e não fique encantado com o que encontra. A diferença é que, antigamente, um casal pagava 600 euros só pelos voos, o que deixava logo fora de combate uma enorme fatia do mercado doméstico”.
ALGARVE É SEMPRE O ÚLTIMO A SER ATENDIDO Em crescendo continuará o Algarve, pelo menos enquanto os principais destinos concorrentes da Bacia do Mediterrâneo não se encontrarem com a paz. “Devemos ser humildes e perceber que grande parte dos nossos bons resultados se deve ao infortúnio dos outros e isso um dia acaba. O #109 ALGARVE INFORMATIVO
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Eliseu Correia: “Acho triste um Ministro, que não vive no Algarve, dizer que é preciso ter paciência, quando quase todas as semanas morrem pessoas na 125. Infelizmente, os governantes continuam a olhar para nós como se fossemos uma colónia de férias. As divisas e os impostos vão parar a Lisboa mas, quando temos um problema, somos sempre os últimos a ser atendidos”
mundo é redondo, dá muitas voltas, e não podemos estar de braços cruzados a pensar que isto vai ser sempre assim”, alerta Eliseu Correia. “A empresa nasceu em tempos de fome, tem uma estrutura muito magra e que se adapta com facilidade a qualquer situação, porque tenho a consciência de que esta bonança não vai durar para sempre”. Um cenário menos dourado que, infelizmente, não está a ser devidamente acautelado pelos poderes superiores, na ótica do entrevistado. “O «diversificar» agora está na moda, mas é uma palavra muito complexa e nunca devemos perder de vista quais são as nossas prioridades e as nossas reais vantagens. Temos sido bafejados pela sorte, mas fizemos o Verão todo de 2016 com o Aeroporto de Faro num estado de guerra, já estamos em junho de 2017 e tudo permanece na mesma”, critica, sentimento que se estende, como se adivinha, à EN 125. “Acho triste um Ministro, que não vive no 60 ALGARVE #109 INFORMATIVO
Algarve, dizer que é preciso ter paciência, quando quase todas as semanas morrem pessoas na 125. Infelizmente, os governantes continuam a olhar para nós como se fossemos uma colónia de férias. As divisas e os impostos vão parar a Lisboa mas, quando temos um problema, somos sempre os últimos a ser atendidos”, dispara Eliseu Correia. Um abandono a que o Algarve continua a ser votado por todos os governos, independentemente da sua cor partidária e de ter ministros algarvios no executivo ou não, de acordo com o empresário. “Depois, quando os governantes não cumprem com o seu dever, surgem ideias de se taxar os turistas, que são o nosso ganha-pão. O que os autarcas deviam fazer era irem todos a Lisboa fazer barulho. Quando houve um pequeno problema da TAP com o Aeroporto do Porto, não vimos o Porto unir-se, foi o Norte todo a jogo, e a situação resolveu-se num instante. No Algarve, há tanta associação, tanta gente a falar, a dizer que tem massa cinzenta, e não há uma forma de dar um murro na mesa? A Via do Infante tinha que ser aberta, pura e simplesmente, enquanto durassem as obras na EN 125”, defende Eliseu Correia. “Como é que as pessoas dizem todos os dias que o turismo é a verdadeira alavanca da economia nacional e tudo o que fazem no terreno é em sentido contrário? Andamos nós pelo mundo inteiro a dizer aos turistas para virem para o Algarve e depois somos traídos pelos nossos governantes”, desabafa .
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OPINIÃO
Quero (apenas) ser feliz! Paulo Cunha (Professor)
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e todas as vezes que, com os meus filhos, saí do consultório do meu amigo de infância, João Rosa, fi-lo com a certeza que eles tinham saído de lá melhores pessoas, mais animados do que entraram e, por certo, mais aliviados da maleita que os apoquentava. Como ele, acredito que respeitar e valorizar a individualidade potencia a autoestima e o bem-estar emocional. Deslocando o nosso centro de atenção para algo melhor e mais positivo, ficamos com a sensação de tranquilidade e serenidade. Daí ser adepto da ideia que uma mente sã ajuda a sarar melhor e mais depressa um corpo doente. Saber ouvir, prestar atenção, dosear e medir as palavras e não interromper o interlocutor enquanto fala, foram atitudes que os meus filhos, de «pequeninos», me foram relembrando, dizendo-me “Eu estou a falar!”, ou pegando no meu queixo e rodando-me a cabeça com o intuito de direcionar a atenção dos meus olhos para os seus. É algo que eles continuam a não me deixar esquecer: a importância de escutar e dar atenção aos mais novos. Quando todos os dias tenho cerca de cem pares de olhos a fitar-me, querendo intervir, opinar e mostrar a sua sabedoria, tenho essa premissa em mente, dando-lhes espaço e respeitando-o. Aliás… como poderia eu querer que me respeitassem se eu não o fizesse também? Fruto de uma sociedade altamente competitiva, onde os bens materiais são para muitos um objetivo de vida, muitas crianças são pressionadas para se tornarem rapidamente adultas e serem as melhores entre pares. Muitos pais ficam com a sensação que se não colocarem periodicamente «pilhas» nos seus filhos, eles irão ficar para trás, ultrapassados pelos «melhores» do que eles. São pais que, projetando-se nos filhos, têm como principal objetivo vê-los sempre nos lugares da frente. Para o conseguir, os educadores não duvidam em exigir que os seus educandos frequentem múltiplas atividades extraescolares, preparando e condicionando-lhes o caminho até limites inacreditáveis, pois há que conquistar o êxito a qualquer preço. Mas o pior é que creem que o fazem “pelo bem dos seus filhos”. Por isso, não é de estranhar que nas últimas décadas muitos pais tenham assumido um modelo de educação sustentado na hiper-paternidade («pais helicópteros» que não se cansam de voar sobre seus filhos, incessantemente). São pais que desejam que os seus «protegidos» se preparem para a vida, mas não no
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sentido da livre escolha por parte dos seus filhos. Tal desejo é restrito e condicionado pela ambição que os filhos igualem ou superem as condições profissionais, familiares e socioeconómicas dos progenitores. Não querendo colocar em causa esta forma de cuidar e educar por parte de muitos pais da minha geração, assiste-me colocar a questão se este modelo de educação não colocará uma pressão desnecessária sobre os mais pequenos, roubando-lhes assim grande parte da sua infância e, consequentemente, criando adultos emocionalmente fracos? A infância é um período de aprendizagem, mas também de alegria e diversão. As crianças devem aprender de maneira divertida, devem errar, deixar voar a imaginação e passar o seu tempo com outras crianças. Esperar que as crianças sejam «top» em determinadas áreas, mantendo sobre elas expectativas muito elevadas, fará com que vivam sob uma tensão que não necessitam. Filhos que experimentam e agem sozinhos serão, porventura, capazes de direcionar o seu pensamento autonomamente e as suas capacidades e habilidades naturais poderão conduzi-los ao verdadeiro êxito - a conquista do seu espaço em função da realização pessoal! Enquanto educador e professor em constante construção, penso que é importante que demonstremos e transmitamos aos nossos filhos o seguinte: que os amamos de forma incondicional e em todos os momentos, independentemente dos erros que cometam; que as brincadeiras, as fantasias e as «criancices» fazem parte do processo natural de crescimento, e por isso são desejáveis e não condenáveis; que deverão fazer o que gostam, não importando do que se trata, pois quando fazemos o que gostamos aproveitamos o tempo em vez de o perder; que são tão especiais para nós, pais, como todos os outros filhos também o são para os seus; que merecem ver os seus direitos serem respeitados, respeitando também os direitos dos outros. Ainda um destes dias li uma frase de um jovem que suporta o que atrás referenciei: “Quando alguém que já não me vê há algum tempo me encontra, invariavelmente pergunta-me se já tirei a carta de condução, se já tenho emprego, se já tenho casa, se já me casei, se ganho bem, se já tenho filhos? Porque é que não me pergunta apenas se estou feliz a fazer o que faço… seja o que for?!”. Para quem passa por esta vida uma só vez, penso que está tudo dito! .
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OPINIÃO
A tartaruga corredora, o coelho arquiteto e o cão que fala francês Mirian Tavares (Professora)
s uma pessoa estranha com uns animais estranhos”, disse um amigo um dia. Isso porque eu estava a contar as histórias das minhas duas tartarugas, ou melhor, das tartarugas do filho que aos 10 anos decidiu que queria levar para casa uma tartaruga de aquário. E claro que, para não a deixar só, logo veio mais outra e, mais claro ainda, ele nunca cuidou dos bichos, como soe acontecer nesses casos. Sempre que alguém pensa em tartaruga vem logo a cabeça um ser muito calmo, pacífico, lento…não é verdade? No meu caso não. As minhas, ou melhor, as do Pedrinho, eram completamente destrambelhadas! Faziam verdadeiras raves no tartarugário: trepavam para cima de tudo, desarrumavam aquilo – um autêntico chinfrim! Gostavam de festinhas e de brincar às escondidas com a cabeça ora a sair da água, ora a entrar na água, além de serem super curiosas. Uma até praticava desportos radicais: bastava deixá-la num lugar mais alto, que ela subia para as costas da amiga e se atirava ao chão de cabeça, ou melhor, de carapaça. Depois, saía a correr pela casa, desmandada e deixava os gatos em estado de choque a olhar aquela coisa minúscula a passar por eles a mais de mil. Tive, mais tarde, de deixá-las ir. Foram entregues a um santuário de tartarugas onde são aclimatadas e devolvidas ao mar. (Disse ao filho que elas levavam microchips e que mais tarde, quando voltássemos a vê-las, podíamos saber quem elas eram – para não o deixar muito triste.) Depois ele quis um porquinho-da-índia, ou melhor, dois. Os bichos parece que vêm sempre aos pares. Fomos ao shopping comprar um casaco
“É
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e ele decidiu que preferia levar uma porquinha da Índia que lhe fez olhinhos. Ela tinha um bebé e lá vieram as duas. Uma delas morreu logo e foi substituída por um coelho cabeça-de-leão. O bicho era lindo, mas sofria de claustrofobia crónica e não se aguentava dentro da gaiola. Tinha de deixá-lo sair e ele andava a correr pela casa, roeu-me todos os fios, alguns livros e quejandos, e os gatos, uma vez mais, ficavam a olhar espantados para aquele bicho que se parecia com eles, também era preto, mas que não miava. Quando ficava fechado na gaiola, construía paredes com o forro de palha, cada dia um desenho novo, para desespero do pobre porquinho-da-índia, que só queria que o deixassem em paz e que lhe dessem folhas de salsa. Agora, em casa, temos um cão que só fala francês. Na verdade, é um cão alemão, mas foi criado na França e não obedece a nenhuma ordem que não venha na língua de Baudelaire. Tenho quatro gatos, que, há que se lhe diga, são até pacientes. O problema é que três deles são bichos da serra algarvia, falam com um sotaque muito próprio e o outro, que pesa 10 quilos e foi resgatado do motor de um carro estacionado no shopping, num dia frio de novembro, quase não fala, porque só pensa em comer. Mas, ao fim e ao cabo, todos nos entendemos. Os gatos, estes são também uns malucos, mas do tipo especial: não têm quaisquer preconceitos de raça, espécie ou do que seja. E acho que já andam a treinar uns miados em francês. Ou isso, ou estão a fazer planos para mudar de casa .
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OPINIÃO Alojamento local: A eterna controvérsia Antónia Correia (Professora)
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discussão sobre o alojamento local parece infindável, opiniões mais ou menos fundadas alimentam uma temática que está longe de ser consensual. No início das licenciaturas em economia ensinase que nos Estados capitalistas existe uma mão invisível que conduz todos para o equilíbrio e consenso geral. As sociedades e as economias materializam-se nas pessoas e no bem-estar social, devendo ser este o principal regulador de toda e qualquer ação mais ou menos diretiva do governo. Neste pressuposto de funcionamento da sociedade, os agentes mais diretamente envolvidos no alojamento local são os proprietários, «os vizinhos» e os turistas. Os proprietários perspetivam o alojamento local como uma fonte de rendimento funcional que complementa a sua riqueza. Os «vizinhos» podem sentir-se incomodados com a rotatividade e a fluência dos movimentos dentro do seu condomínio. Os turistas procuram este tipo de alojamento e esta procura é crescente. Numa economia saudável, investimentos geram riqueza e, por isso, é expectável e legítimo que quem investiu numa propriedade possa retirar daí dividendos. No Algarve, os proprietários de alojamento local referem que o motivo de aquisição destas propriedades é investimento e migração a médio e longo prazo, mas também turismo. Os investimentos imobiliários no Algarve oscilam entre apartamentos e vivendas próximos da praia ou no campo, entre 50 mil e um milhão de euros. No pressuposto de que as intenções de compra se concretizem, o mercado de proprietários, pseudo-turistas, pode significar a
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médio e longo prazo 48 por cento da procura turística no Algarve. O Algarve é a principal região turística do país, com um fluxo de dormidas superior a 17 milhões, e mais de 119 mil camas no alojamento tradicional, absorve mais de 30 por cento da oferta e da procura. Este fluxo representa, no entanto, apenas 55 por cento do turismo na região. Os restantes 45 por cento distribuem-se por casas próprias (12 por cento), ou casas de familiares e amigos (11 por cento) ou ainda alojamento local (22 por cento). A satisfação e afinidade dos proprietários e turistas que ficam alojados nestas tipologias é mais do que evidente (98 por cento). O efeito multiplicador destes turistas na região também não é de descurar (permanecem mais tempo e gastam mais, o que se traduz num ganho de aproximadamente 1500 euros por estada e por turista). Os turistas fundamentam as suas escolhas na vontade de se sentirem em casa fora de casa, num atendimento personalizado e familiar que os proprietários da casa alugada lhes propiciam e na privacidade que lhes é oferecida nestes espaços. Os vizinhos são quase inexistentes, se atendermos que grande parte destas propriedades se encontra em condomínios turísticos (45 por cento). Mais ainda, a privacidade que os turistas reclamam não se compadece com violações da tranquilidade que o condomínio oferece. Sendo esta uma atividade que gera riqueza, tem uma procura sustentada e crescente, apetece dizer “não mexas, que estragas” parafraseando o meu colega jurista João Atanásio .
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OPINIÃO Manuel Madeira (1924 - 2016) – Espelho poliédrico, activista da vida Adília César (Escritora) "Andámos invisíveis no ventre do tempo éramos o todo que não conhece as partes como hoje somos a parte que não conhece o todo".
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anuel Madeira faleceu há um ano. Convivi com ele nos dois últimos anos da sua vida – um homem encantador, culto e simples. Foi um privilégio. Manuel Madeira deixou-nos, mas ficará sempre connosco. Diversas entidades prestaram homenagens a Manuel Madeira, tendo-lhe sido atribuída a Medalha da Cidade de Olhão, Grau Ouro, em 2016. A APOS – Associação de Valorização Cultural e Ambiental de Olhão, através do seu vice-presidente António Paula Brito Pina, organizou mais uma homenagem na Galeria Sul, Sol e Sal, no dia 27 de Maio, a este homem que foi um antifascista, poeta e grande humanista. Tiveram lugar duas palestras: uma da responsabilidade de José Castanheira (sobre a sua vida e o seu passado de luta contra o fascismo) e outra de Adriana Freire Nogueira (sobre a sua obra poética). Estiveram presentes a sua filha Natércia e alguns amigos. Manuel Madeira nasceu em S. Bartolomeu de Messines em 1924. Desde cedo interessou-se pela resistência activa e participou em inúmeros acontecimentos relevantes de oposição ao regime, tendo sido preso por diversas vezes, em consequência dessas suas iniciativas. A ideia do direito à livre expressão nunca abandonou este grande democrata. A partir da década de 60, com cerca de 40 anos de idade, Manuel Madeira apazigua esta actividade política fervilhante e dedica-se plenamente à sua vida familiar, profissional e literária. Colaborou desde muito cedo com poesia e ensaio em publicações clandestinas de divulgação cultural no Algarve e posteriormente em jornais e revistas literárias do país, entre as quais «Vértice», de Coimbra; «Seara Nova» e «Sol XXI» de Lisboa; «Cadernos do Meio-Dia», de Faro; Revista de Literatura Sulscrito, de Faro. Muitos dos seus trabalhos literários foram cortados pela Censura. Publicou os seguintes livros: «No Encalço do Real Inalcançável» (poesia reunida de 1949 a 2004), Editorial Minerva, 2005; «Um Pouco de Infinito em Toda a Parte», Editora Atelier, 2007; «Cartas Poéticas entre António Ramos Rosa e Manuel
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Madeira», Editora Labirinto, 2008 (com reedição na 4águas Editora); «À Descoberta das Causas no Sortilégio dos Efeitos», Editora Labirinto, 2009; «Simbiose Telúrica de Fragmentos do Ser, Reflexão e Reflexões», Popsul, 2010; «Universo Aberto com Trancas à Porta», 4águas Editora, 2012; «Para a Decifração do Caos», Editora Lua de Marfim, 2016. A poesia de Manuel Madeira evidencia um tom existencialista, mesmo quando contém aspectos telúricos ou humorísticos. Apresenta grande cuidado linguístico, uma depuração eficaz face às dúvidas que assaltam o poeta. Uma arquitectura poética sólida assente na verdade, na humanidade, no rigor e na beleza. Uma estética luminosa e viva, apesar do drama que a perpassa. Manuel Madeira cumpriu o papel da história política e social do seu tempo e transformou memórias dolorosas em momentos de história pacificada. Amado e respeitado, muito se falará sobre Manuel Madeira, pois ainda pouco se disse sobre o homem, o activista e o poeta que são memória de um povo . MORTE EM FLOR Quando vieres, ó morte, hás-de encontrar minha alegria em plena primavera. Não deixarei as rosas soluçar, hei-de morrer de pé como uma fera. Os frutos já maduros hão-de sorrir ao breve adeus da minha despedida: - até logo, direi – até surgir de novo em qualquer folha renascida. Depois é o regresso à escuridão da terra, a simular tranquilidade, descrente aconselhando confiança. Só receio, afinal, que o coração, a sete palmos de profundidade, não deixe adormecer a vizinhança.
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ATUALIDADE
PROJETOS DO OP DE ALBUFEIRA VÃO A VOTOS
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oncluída a análise técnica das propostas selecionadas no âmbito das sessões públicas de participação, que decorreram entre 14 e 22 de março, a Câmara Municipal de Albufeira está em condições de iniciar a fase de votação, que prolonga durante todo o mês de junho. Esta fase terminou com a comunicação da lista provisória aos proponentes, que tiveram a oportunidade de pronunciar-se no caso de as suas propostas terem sido excluídas. Ao longo das cinco sessões foram apresentadas 29 propostas, tendo as 18 mais votadas sido submetidas a análise técnica por parte dos serviços municipais competentes. As propostas que reuniram os critérios de elegibilidade, em conformidade com as normas de implementação do OP, foram transformadas em projetos. Foram excluídas cinco propostas por não terem enquadramento nas competências e atribuições da Autarquia, uma por exceder o montante previsional de 250 mil euros e mais três por 74 ALGARVE #109 INFORMATIVO
serem incompatíveis com outros projetos municipais em curso. Existem duas formas possíveis de votação, consideradas abrangentes e de fácil utilização por parte de diferentes grupos etários: a votação presencial e telefónica. Se pretender votar presencialmente pode fazê-lo no edifício dos Paços do Concelho, instalações das Juntas de Freguesia, Biblioteca Municipal, Piscinas Municipais, Galeria Samora Barros e Pavilhão Desportivo de Albufeira. Se preferir a votação telefónica deverá utilizar o número de telefone associado a cada um dos projetos, sendo válido apenas um voto por cada contacto telefónico. A partir de 1 de junho, pode votar nos seguintes projetos: 1 – Criação de acesso pedonal entre a estrada das Fontainhas e a Pista das Fontainhas – 174 mil euros – tel: 289 599 661| 2 – Aquisição de equipamento ecológico de controlo de vegetação – 30 mil euros – tel: 289 599 662| 3 – Colocação de sinal sonoro e visual decrescente, em semáforos de
cruzamento – 84 mil euros – tel: 289 599 663| 4 – Requalificação e reorganização da circulação na área em redor do edifício dos Paços do Concelho – 57 mil euros – 289 599 664| 4 – Criação do Parque da Cidade – 250 mil euros – tel: 289 599 665| 6 – Adaptação de passeios no centro de Albufeira – 42 mil euros – tel: 289 599
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ALBUFEIRA DÁ AS BOAS-VINDAS AO VERÃO COM NOITES DE MAGIA
O
Festival de Magia Abrakadabra regressa a Albufeira nas boas-vindas à época estival e este ano promete duas noites surpreendentes com o conceituado mágico Luís de Matos, que sobe ao palco do Palácio de Congressos do Algarve, na Herdade dos Salgados, a 16 e 17 de junho, às 21h45, e traz consigo convidados especiais. O recordista do Guiness e prémio mundial de magia cómica, Paulino Gil, e a dupla Serge & Faty fazem parte deste leque de atuações do Abrakadabra, que vai já na sua terceira edição e conta com um programa diferente para quem vive no Algarve ou escolheu a região para passar uns dias de descanso e diversão.
Nestas duas noites mágicas, Luís de Matos apresenta-se com o seu concerto de ilusões, “tão reais que desafiam a razão”, e convida o espanhol Paulino Gil com o seu «Chequín», um espetáculo homogéneo e dinâmico em que o público tem o papel principal. O mais internacional e premiado mágico português terá ainda como convidados Serge & Faty, uma dupla algarvia que promete transportar os espectadores para uma quinta dimensão. Abrakadabra é um evento da Press Happiness e conta com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, Turismo do Algarve, Nau Hotels & Resort e Adega do Cantor .
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ATUALIDADE
MUNICÍPIO DE ALCOUTIM APOIA CDCS DE MARTIM LONGO
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onsiderando o apoio social prestado à população da freguesia, em especial nas suas valências de jardim-de-infância, creche e ATL, a Câmara Municipal de Alcoutim deliberou, no dia 24 de maio, atribuir uma comparticipação financeira no montante de 30 mil euros anuais ao Centro de Desenvolvimento Cultural e Social (CDCS) de Martim Longo. A atribuição deste apoio resultou da necessidade de salvaguarda dos interesses da população, assegurando a solidez financeira do Centro de 76 ALGARVE #109 INFORMATIVO
Desenvolvimento Cultural e Social de Martim Longo, conhecido como «Casa da Criança». O apoio é atribuído a título de comparticipação nos encargos decorrentes da gestão e manutenção para o funcionamento do CDCS. Permitirá ainda qua a instituição aumente as suas valências, designadamente com a cedência de colaboradores para desempenhar funções na Piscina Municipal e assim permitir o acréscimo do número de utentes deste equipamento desportivo .
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ATUALIDADE
PRAIA DE ODECEIXE RECEBE VÁRIOS MELHORAMENTOS
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ncontram-se em conclusão as obras na Praia de Odeceixe, nomeadamente a o reforço do cordão dunar e os passadiços. Uma das praias «Sete Maravilhas de Portugal» na categoria de arribas, está inserida entre o mar e um meandro do rio quase paralelo à linha de costa e sofre regularmente «invasões» de caudais torrenciais do rio e, naturalmente, os efeitos da agitação marítima característica desta faixa da costa atlântica. O efeito isolado ou conjunto dessas ocorrências determina muitas vezes a rotura da duna e a modulação indesejável da praia. A grande carga de utilização humana desta praia e o pisoteio desregrado que destrói a duna e não permite a fixação do necessário coberto vegetal, justificam também, e em grande parte, esta 78 ALGARVE #109 INFORMATIVO
intervenção. Assim, com o objetivo de minimizar estes impactos, foram anteriormente colocadas «linhas» de recuperadores dunares que, cumprindo a sua função, permitam consolidar a norte e a sul, parte do cordão dunar que se mantém com vegetação autóctone pioneira. Pretende-se agora concluir essa intervenção e atuar de modo a adquirir um cordão dunar contínuo e de maior envergadura. Finalmente, pretende-se recuperar e efetuar obras de manutenção nos dois acessos à praia. A obra está a cargo da Sociedade Polis Litoral Sudoeste, para a qual a Câmara Municipal de Aljezur contribuiu no seu capital social, e totaliza um investimento de 142 mil e 734,12 euros, com uma taxa de cofinanciamento de 85 por cento .
PARTICIPANTES DAS FÉRIAS ATIVAS DE CASTRO MARIM VÃO JOGAR GOLFE
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Município de Castro Marim celebrou, no dia 30 de maio, um protocolo de colaboração com o Castro Marim Golfe e a Quinta do Vale Golf, dois grandes empreendimentos turísticos no concelho, com o objetivo de proporcionar às crianças do programa Férias Ativas (Páscoa e Verão) a prática de atividades de golfe. Na celebração do protocolo estiveram o presidente e a vicepresidente do Município de Castro Marim, Francisco Amaral e Filomena Sintra, o diretor geral do Castro Marim Golf & Country Club, Ricardo Cipriano, e Frederico de Brion Sanches e Nuno Sepúlveda, do Quinta do Vale Golf. O contacto e a valorização dos empreendimentos locais, a desmistificação do golfe como um desporto caro e inacessível, a apresentação de novas perspetivas de saídas profissionais, são também objetivos desta iniciativa, além dos benefícios inerentes a esta prática desportiva, que privilegia o contacto com a natureza. As crianças e jovens que
frequentarem as Férias Ativas em Castro Marim terão agora acesso gratuito, condicionado ao plano de atividades, aos referidos campos de golfe. As Férias Ativas proporcionam um conjunto de atividades sociais, culturais e recreativas determinantes para o desenvolvimento físico, intelectual e social das crianças e jovens e são, além disso, um apoio fulcral para os pais e encarregados de educação que, nestas alturas do ano, se vêm confrontados com o problema de ocupar os tempos livres dos seus educandos. Ténis, voleibol, judo, futebol, natação e canoagem, workshops de Património na Casa de Odeleite, visitas lúdicoculturais, jogos tradicionais, ateliês de artes, de jogos interativos e de expressões plásticas na Biblioteca Municipal, visionamento de filmes e idas à praia da Alagoa/ Altura, são mais algumas das ofertas dos programas das Férias Ativas de Castro Marim que foram, o ano passado, abertas também a crianças e jovens de fora do concelho, mediante o número de vagas e pagamentos semanais .
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BP PORTUGAL RENOVOU APOIO AO REFÚGIO ABOIM ASCENSÃO
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o Dia Mundial da Criança, a BP Portugal e o Refúgio Aboim Ascensão voltaram a estender por mais um ano o acordo de fornecimento de combustíveis líquidos que estas duas entidades mantêm desde 2008 e que visa assegurar a mobilidade das viaturas desta instituição. A cerimónia de renovação do protocolo teve lugar na Sede do Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, na presença da Diretora de Marketing e Comunicação Externa da BP Portugal, Anabela Silva, de Luís Villas-Boas, diretor da instituição, e da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos. O reforço desta parceria com o Refúgio Aboim Ascensão, entidade com a qual a BP mantém um estreito relacionamento desde abril de 2008, integra a política de responsabilidade social da empresa e vai ao encontro dos valores de ética, diversidade e inclusão que sustentam o apoio da 80 ALGARVE #109 INFORMATIVO
BP a causas de enorme reconhecimento, não só a nível local como nacional. “Criar valor para a sociedade através da sua forma de estar e de agir é, para a BP e para os seus colaboradores, uma prática que faz parte da sua atividade diária e um valor irrevogável da sua missão”, explicou Anabela Silva, sublinhando que este “objetivo tem sido concretizado através dos projetos que a BP cria, desenvolve e implementa, mas também de iniciativas de cariz social levadas a cabo em parceria, de que é exemplo a relação existente com esta Instituição há nove anos”. O Refúgio Aboim Ascensão é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que mantém há 80 anos o compromisso de dar apoio à Primeira Infância, acolhendo crianças em grave risco, com idades compreendidas entre os zero e os seis anos, procurando o seu crescimento e integração na sociedade .
SINALIZAÇÃO PIONEIRA ILUMINA PASSADEIRAS DO CONCELHO DE LAGOA
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Câmara Municipal de Lagoa instalou, em fase experimental, uma nova sinalização luminosa, pioneira em Portugal, que permite o atravessamento das passadeiras colocadas nas ruas do Concelho com mais segurança para os peões. O projeto de tecnologia totalmente portuguesa foi ensaiado no Reino Unido com bastante sucesso, chegando agora a Portugal e, numa primeira fase, já foi implementado na Estrada do Farol, em Carvoeiro. A sinalização é composta por quatro pilaretes solares inteligentes, dois de cada lado da passadeira, produzidos em material resistente e antigraffiti, alimentados por energia solar e com
a capacidade de utilização durante oito dias sem necessitar de carregamento. Estarão permanentemente sinalizados com uma luz branca e, através de sensores internos, avisam os automobilistas de que está um peão no início da passadeira, acionando uma luz de cor intermitente e voltando à luz branca após a passagem do mesmo. Pela intensidade e o piscar da luz, os automobilistas são, rápida e facilmente, alertados para a presença do peão. Esta experiência, sem custo inicial para o Município, estará em avaliação durante um período curto de tempo, sendo posteriormente avaliado o interesse para a colocação noutras passagens de peões do concelho .
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CÂMARA DE LAGOA HOMENAGEOU MANUEL GAMBOA
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Câmara Municipal de Lagoa homenageou Manuel Gamboa na passagem do seu 92.º aniversário, no dia 24 de maio, no Convento de S. José, coincidindo com a apresentação pública da obra biográfica «A Jornada de Mestre Gamboa», de Maria Helena do Carmo. Após um momento de música coral e de poesia, onde foi dito um poema do reconhecido artista plástico lagoense, o Presidente da Autarquia, Francisco Martins, deu início à cerimónia com palavras de afeto e louvor a Manuel Gamboa, a que se seguiu a apresentação da obra por Feliciano Flor e pela autora, Maria
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Helena do Carmo. Manuel Gamboa disse, de forma primorosa, alguns dos seus poemas, o que encantou os presentes. Esta justa e merecida homenagem, que foi aberta a toda a população, teve o seu momento alto quando, no claustro do Convento, o pintor foi surpreendido pelo carinho dos convidados e amigos, que lhe cantaram os parabéns. O apagar das velas, o partir do bolo e o champanhe, acompanhados pela música de Mariana Martins em guitarra portuguesa, culminaram um agradável e emocionante convívio que ficará na memória do homenageado e de todos os presentes .
NOVO QUARTEL DOS BOMBEIROS MUNICIPAIS DE OLHÃO ENTRA EM FASE DE PROJETO
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oi assinado, no dia 24 de maio, o contrato de aquisição de serviços para elaboração do projeto do novo quartel dos Bombeiros Municipais de Olhão, celebrado entre a Autarquia e a empresa Trialgar – Arquitetura e Engenharia, cujo preço base é de 60 mil e 600 euros. O caderno de encargos prevê a elaboração do estudo prévio, do anteprojeto, do projeto base, do projeto de execução, e o respetivo acompanhamento e apoio técnico durante a execução da empreitada. A nova «casa» dos Bombeiros Municipais surgirá em breve na zona nascente da cidade de Olhão, junto ao nó de acesso à A22, num terreno propriedade da Câmara Municipal. A edificação de um novo quartel para os Bombeiros
Municipais de Olhão surge da necessidade de dotar os soldados da paz de melhores condições para o desempenho das suas funções, em termos de localização, funcionalidade e operacionalidade. “Os nossos bombeiros ansiavam por este equipamento há muito tempo. É muito importante para todos eles e para o concelho de Olhão. Finalmente, o sonho começa a concretizar-se”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, durante a assinatura do contrato com o representante da empresa Trialgar. O valor final da obra edificada não deverá ultrapassar o milhão de euros, prevendo-se um financiamento do Programa Operacional Temático e Valorização do Território .
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LOULÉ JÁ TEM CENTRO LOCAL DE APOIO À INTEGRAÇÃO DE MIGRANTES
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esde o dia 27 de maio que os cerca de 11 mil cidadãos migrantes que residem no Concelho de Loulé e todos os que escolhem este Município em busca de uma vida melhor têm um espaço onde poderão deslocarse para obter apoio e informação, contribuindo, assim, para uma melhor integração. O Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) - Itinerante de Loulé foi inaugurado pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, executivo municipal, consulados e associações de países com representação no Concelho. A funcionar junto às novas instalações da Divisão de Coesão Social e Saúde na Rua José Afonso, em Loulé, este espaço de acolhimento, informação e apoio personalizado e descentralizado visa ajudar a responder às necessidades dos migrantes em diferentes áreas: regularização de situação migratória, nacionalidade, reagrupamento familiar, 84 ALGARVE #109 INFORMATIVO
habitação, trabalho, segurança social, língua, retorno voluntário, saúde, educação, formação profissional, empreendedorismo, apoio ao associativismo, entre outras. Resultante de uma parceria estabelecida entre a Autarquia de Loulé e o Alto Comissariado para as Migrações, o CLAIM ficará dotado de dois técnicos, e irá cobrir todas as freguesias do Concelho de Loulé, uma vez o atendimento também será prestado em regime de itinerância, fazendo chegar o serviço junto de cidadãos que, de outro modo, não teriam acesso a ele, por exemplo por falta de mobilidade ou de recursos. Como realçou a Secretária de Estado, Loulé está, desde a primeira hora, neste processo de integração da imigração, nomeadamente com a instalação do CLAI – Centro de Atendimento e Apoio ao Imigrante, em 2010, na freguesia de Almancil, que já atendeu cerca de duas mil pessoas, mas também com a implementação do Plano Municipal de Loulé para a Integração de Imigrantes
2015-2017, um dos primeiros elaborados a nível do país, que contou com a participação da população migrante. Relativamente à filosofia dos CLAIM itinerante, Catarina Marcelino sublinhou o facto de permitir que os imigrantes, que muitas vezes trabalham num sítio diferente do local de atendimento, e em horários diferentes, possam ser atendidos. Sendo Portugal uma referência mundial na integração de imigrantes, para a Secretária de Estado o “novo desafio que é colocado aos países é a integração de refugiados”, pessoas que não tomam a decisão de abandonar o seu país para melhorar a vida do ponto de vista económico mas porque fogem da guerra e da perseguição. Uma vez que os territórios que melhor acolhem os imigrantes são os que se desenvolvem melhor, o autarca de Loulé sublinhou “o trabalho extraordinário nesta área” realizado pela equipa dos serviços sociais da Autarquia. Nesse sentido, Vítor Aleixo referiu que o CLAIM contribuirá para “dignificar o atendimento que é dispensado no Município de Loulé aos imigrantes”. Antes da inauguração do CLAIM, a Secretária de Estado visitou a Feira Social do Concelho de Loulé 2017, na Cerca do Convento Espírito Santo. A iniciativa, este ano dedicada ao tema
«Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento», surgiu no âmbito do trabalho desenvolvido pela Rede Social de Loulé, promovida pela Câmara Municipal, com a colaboração das instituições particulares de solidariedade social locais e organismos públicos e teve como objetivo dar a conhecer o trabalho realizado pelas entidades que, no território concelhio, trabalham na área social, assim como as dinâmicas de parceria que vão sendo criadas e fortalecidas. Exposições de trabalhos realizados pelas entidades participantes, divulgação da oferta social do Concelho, animação de rua, danças e cantares de alguns países, atividades culturais, campanha de recolha de livros e brinquedos usados e ainda a Exposição de Pintura «Travessias e Profecias», de Dina Dias, foram algumas das componentes desta mostra. A responsável governamental pela área da cidadania e igualdade enalteceu a dinâmica social do Concelho de Loulé, protagonizada por uma Rede Social com 90 entidades participantes neste certame, comparando-a mesmo com casos emblemáticos como os de Lisboa ou Sintra. Catarina Marcelino registou ainda “a integração verdadeira e feliz” dos imigrantes que residem no Concelho que teve oportunidade de testemunhar durante esta visita .
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CAVACO SILVA E OLIVEIRA MARTINS DOARAM 20 MIL LIVROS À BIBLIOTECA MUNICIPAL DE LOULÉ
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o âmbito das comemorações da Semana do Município, a Câmara Municipal de Loulé promoveu, no dia 27 de maio, uma cerimónia pública de agradecimento ao antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e ao antigo Ministro, Guilherme d’Oliveira Martins, pela oferta de livros dos seus acervos pessoais, e que ficarão disponíveis para consulta do público, em dois Fundos Documentais da Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen. Relativamente aos livros do antigo Chefe de Estado, depois de, em fevereiro de 2016, ter sido assinada uma ata de entrega dos livros, foi celebrado durante esta sessão um protocolo de doação, através do qual Cavaco Silva cede um
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fundo bibliográfico de cerca de cinco mil livros, devidamente catalogados pelo Serviço de Arquivo e Documentação da Presidência da República, e que versam em áreas como a História, Literatura, Diplomacia, Política, Economia, Gestão e Artes, passando os mesmos a integrar o Fundo Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva. No que diz respeito a Guilherme d’Oliveira Martins, o protocolo de doação já tinha sido anteriormente celebrado, e irá possibilitar que perto de 15 mil livros, sobretudo na área da pedagogia, passem a fazer parte do Fundo Professor Doutor Guilherme d’Oliveira Martins. Neste caso a catalogação por parte dos técnicos municipais está ainda em curso.
Vítor Aleixo, presidente da Autarquia, destacou o gesto altruísta das duas figuras públicas, um louletano de nascimento, no caso do antigo Presidente da República, o outro com raízes familiares, no caso de Oliveira Martins (filho de uma algarvia de Boliqueime). “Loulé passou a ter um tesouro ao dispor de todos, pois estes livros irão ficar completamente disponíveis para consulta e fruição de todos e ao serviço do saber, do conhecimento e da criação”, frisou o edil. Durante a sessão de agradecimento, o antigo Presidente da República recordou alguns momentos da sua infância e juventude passados em Loulé e Boliqueime, a freguesia que o viu nascer, e que por si só justificam a decisão em doar o seu acervo de livros à Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen. “Sinto orgulho pelas minhas raízes algarvias estarem no Concelho de Loulé”, afirmou. Para Cavaco Silva, o critério de escolha das obras destinadas à Biblioteca de Loulé, que em muito contribuíram para a sua formação pessoal,
académica e de exercício as suas funções públicas, foi fácil, fruto até do trabalho realizado pelo Serviço de Arquivo e Documentação da Presidência da República. “Retenho aqueles livros que, do ponto de vista de trabalho, posso ainda precisar. E depois, eu e a minha mulher retemos aqueles livros que não tivemos tempo de ler durante a nossa vida e queremos ler agora ou outros que já lemos e que queremos voltar a ler”, explicou o antigo estadista. Já Guilherme d’Oliveira Martins referiu que este “é um pequeno contributo, enorme para a cultura, em nome da ligação a Loulé e Boliqueime”. O antigo Ministro das Finanças e da Educação e expresidente do Tribunal de Contas falou da profunda ligação da patrona da Biblioteca Municipal de Loulé – Sophia de Mello Breyner Andresen – ao Algarve, a essa “ligação entre o Atlântico e o Mediterrâneo”. Este homem que esteve durante anos à frente do Centro Nacional de Cultura referiu ainda a vontade e o empenho para trazer para o Algarve a Capital Europeia da Cultura 2027 .
AÇÃO DE LIMPEZA DA RIA FORMOSA JUNTOU CENTENA E MEIA DE VOLUNTÁRIOS EM OLHÃO
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elo quarto ano consecutivo realizou-se, no dia 26 de maio, mais uma ação de limpeza da Ria Formosa, promovida pelo Real Marina Hotel & Spa, em articulação com outras entidades do concelho, como a Câmara Municipal de Olhão, Ambiolhão, Parque Natural da Ria Formosa, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a empresa Passeios Ria Formosa. A iniciativa, que decorreu na Ilha da Armona e na Quinta de Marim, inseriu-se na Semana Go Green, promovida pelo Grupo Hotéis Real, que visa sensibilizar os colaboradores para boas práticas ambientais. Foram cerca de 150 os voluntários, dos quais mais de 80 colaboradores daquela unidade hoteleira, que se juntaram à volta do objetivo de recolher o máximo de resíduos que vão sendo deixados nesta área protegida. Os números
assemelham-se aos do ano passado: cerca de uma tonelada de lixo recolhido que deixou, desta forma, de constituir um perigo para a fauna e flora únicas deste local. Pelo caminho, houve ainda tempo de limpar algumas manchas de chorão-das-praias, uma suculenta rastejante invasora, nativa da região do Cabo, na África do Sul. O fruto desta ação de limpeza foi posteriormente recolhido pelos técnicos da Ambiolhão, para respetivo tratamento. “É importante preservar a todo o custo esta gema natural que é a Ria Formosa e esta é uma tarefa que cabe a cada um de nós. Nessa medida, o Município de Olhão louva esta iniciativa do Real Marina, reiterando que esta e outras entidades do concelho podem sempre contar com toda a nossa colaboração”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal, António Miguel Pina .
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AUTARQUIA DE OLHÃO ANUNCIA INVESTIMENTOS NO DIA DO PESCADOR
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ntónio Miguel Pina aproveitou a presença dos muitos pescadores, viveiristas e aquicultores no Salão Nobre da Câmara Municipal de Olhão, por ocasião das comemorações do 19.º Dia do Pescador, que decorreram no dia 31 de maio, para lhes dar conta dos diversos investimentos em curso e projetados para um futuro próximo. Para breve está, então, o arranque das obras de recuperação das rampas do porto de pesca, uma intervenção que virá beneficiar as centenas de utentes da infraestrutura, que acolheram com satisfação a notícia. “A história da cidade de Olhão está ligada indelevelmente ao setor da pesca e às atividades com ela relacionadas”, afirmou o edil, uma herança cultural e económica que quer ver preservadas. “Os 88 ALGARVE #109 INFORMATIVO
pescadores, viveiristas e aquicultores de Olhão terão sempre em mim um aguerrido defensor. Lembro, por exemplo, a luta que todos travámos contra a caducidade das licenças de exploração de viveiros, que conseguimos reverter”. A construção da nova ETAR, em curso, foi também referida pelo edil como um «passo de gigante» para quem vive do mar e da Ria em Olhão, “um desejo de 20 anos que agora vemos tomar forma”. O investimento no saneamento de 3,5 milhões de euros que a Ambiolhão vai começar a fazer já este mês, a reabilitação dos apoios de pesca da Fuseta, que arranca no início de junho, e a dragagem das barras do Lavajo e da Fuseta, que ocorrerá ainda este ano, foram mais algumas das medidas enumeradas por António Miguel Pina, que deixou ainda patente aquele que será o grande desafio do
próximo mandato: “vamos melhorar substancialmente as descargas ilegais na Ria Formosa”. As comemorações solenes do Dia do Pescador em Olhão contaram com a presença do Diretor Regional de Agricultura e Pescas, Fernando Severino e da gestora do Programa Operacional Mar 2020, Teresa Almeida, que aproveitou a presença em Olhão para apresentar o Programa que gere, os fundos disponíveis e as oportunidades de financiamento que se apresentam aos profissionais do setor. Teresa Almeida revelou que, até 2020, o Mar 2020 disponibiliza 508 milhões de euros, a serem aplicados nos setores da pesca (150 milhões), aquicultura (79 milhões), execução da política comum de pescas (67 milhões), aumento do emprego e coesão territorial (41 milhões), promoção da comercialização e transformação (132 milhões), fomento da política marítima integrada (7 milhões) e assistência técnica (32 milhões de euros). Em Olhão, a gestora do Programa Operacional Mar 2020 sublinhou o trabalho que tem vindo a ser feito pela entidade, no sentido de acelerar a análise e aprovação das propostas. O MAR 2020 tem por objetivo implementar em Portugal as medidas de apoio enquadradas no Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) sendo as suas prioridades estratégicas promover a competitividade com base na inovação e no conhecimento, assegurar a sustentabilidade económica social e ambiental do sector da pesca e da aquicultura, contribuir para o bom estado ambiental do meio marinho e promover a Política Marítima Integrada, contribuir para o desenvolvimento das zonas costeiras, aumentar o emprego e a coesão territorial e aumentar a capacidade e qualificação dos profissionais do setor. Um dos principais interlocutores a nível local é o Grupo de Ação Local (GAL)
Pesca do Sotavento, com sede no Município de Olhão, cujos objetivos são promover a empregabilidade, a sustentabilidade e a valorização do património natural e cultural da Ria Formosa e do Estuário do Guadiana e dinamizar a cooperação e animação do território. Até 2020, a entidade gere 3,5 milhões de euros, provenientes do Fundo Europeu e dos Assuntos Marítimos e das Pescas, do Fundo Social Europeu e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Anualmente, as comemorações do Dia do Pescador em Olhão ficam marcadas pela entrega de distinções aos profissionais do setor que se notabilizaram ao longo do último ano. Nesta cerimónia, foram homenageadas as embarcações Mestre António Lobo e Rio Nabão (arrasto), Rio Odiel e Cidade de Setúbal (cerco), VIP e Beluga (polivalente local), Belinha e Alexandrina Maria (polivalente costeira), Guentaro Maru (armação). Outras distinções atribuídas foram para a empresa Pinkatitude (aquacultura), José Colucas (mariscador apeado), Leandro Vidal (pescador mais novo), Joaquim Dias (maquinista marítimo), Hugo Martins (pescador em progressão), Tânia Monteiro (indústria conserveira), Miguel Gaspar (investigação na pesca), embarcação Belinha (mérito na pesca) e Rui Nunes Ferreira, comandante do Porto de Olhão e da Polícia Marítima, (mérito) .
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PORTIMÃO VAI TER MAIS DOIS PARQUES INFANTIS
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o Dia Mundial da Criança, a Câmara Municipal de Portimão tornou público que aprovou dois protocolos de colaboração de apoio técnico e financeiro com as Juntas de Freguesia de Portimão e da Mexilhoeira Grande para a reparação e construção, respetivamente, de um parque infantil em cada uma dessas freguesias do município. Este investimento terá um valor total de quase 90 mil euros e visa também a requalificação de alguns dos espaços públicos portimonenses sem manutenção ao longo dos últimos anos, em virtude dos constrangimentos financeiros que afetaram a autarquia. No que diz respeito à cidade de Portimão, o protocolo agora aprovado tem por objetivo requalificar o parque infantil e desportivo da Quinta do Caneco, ficando a junta de freguesia responsável pela limpeza e infraestruturação do 90 ALGARVE #109 INFORMATIVO
terreno; a eletrificação do parque; a colocação de pavimento sintético e vedação; e a aquisição dos equipamentos para o parque infantil. A Junta de Freguesia de Portimão será ainda responsável por assegurar a gestão diária do mesmo, bem como a sua limpeza e as despesas correntes de água e luz. Na Mexilhoeira Grande, será construído de raiz uma parque infantil e de lazer num prédio pertencente à junta de freguesia, no local das Areias, colmatando-se uma real necessidade da população mais nova da freguesia. Os deveres da Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande são os mesmos da Junta de Freguesia de Portimão, supramencionados: assegurar a manutenção e as despesas correntes deste equipamento. Estes protocolos terão de ser ainda discutidos e aprovados pelos órgãos deliberativos das autarquias em questão .
AUTARQUIA DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL REFORÇA HABITAÇÃO SOCIAL
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oi assinado, no dia 25 de maio, Dia da Espiga, símbolo de esperança e prosperidade, um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de São Brás de Alportel e a Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel com o objetivo de unir esforços em prol da melhoria das respostas de habitação social no concelho. Considerada uma área prioritária para o Município, a intervenção social é encarada como um pilar essencial na construção de uma comunidade mais desenvolvida e inclusiva. A assinatura deste protocolo de colaboração pretende também dar resposta a situações de emergência social e desenvolver novas estratégias de intervenção, consolidando uma
parceria já existente, sendo a Santa Casa da Misericórdia membro do Conselho Local de Ação Social e da Comissão Municipal de Habitação. O desenvolvimento de projetos que visem o repovoamento e dinamização populacional de sítios na zona serrana do concelho é outra das frentes desta estratégia de parceria. No momento da formalização desta parceria, decorreu ainda a assinatura do primeiro contrato de comodato entre ambas as entidades, através do qual a Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel cede gratuitamente ao Município a utilização de um imóvel, de sua propriedade, para fins de habitação social. O imóvel será objeto de obras para que possa constituir um novo fogo de habitação social .
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MAR SHOPPING ALGARVE ABRE A 27 DE SETEMBRO
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MAR Shopping Algarve já tem data de inauguração marcada. É no dia 27 de setembro que o novo centro comercial de Loulé abre as portas para receber os visitantes de todo o Algarve, Alentejo e do sul de Espanha. Trata-se do primeiro projeto no país a conjugar centro comercial, outlet e zona de lazer ao ar livre com oito mil metros quadrados e três mil e 500 lugares de estacionamento. Recorde-se que este investimento do Grupo IKEA, no total de 200 milhões de euros, oferece à região um complexo comercial de 82 mil metros quadrados, constituído pelo MAR Shopping Algarve, loja IKEA e Designer Outlet Algarve e representa a criação de três mil postos de trabalho diretos e indiretos na região. Entre as 110 lojas do novo complexo estão: cinemas NOS, h3, Häagen-Dazs, Hanami Sushi, Hussel, Celeiro Dieta, Talho Burger, Talho do Mercado, Vitaminas & Ca., Wok to Walk, A loja 92 ALGARVE #109 INFORMATIVO
do Gato Preto, Aromas, Bershka, C&A, Casio, Centroxogo, Decimas, Deichman, Farmácia, Foreva, Giovanni Galli, Inside, Jean Louis David, Joyeria Jose Luis, Knot, Lefties, Mango, Massimo Dutti, Mike Davis, Misako, Opticalia, Ornimundo, OVS, Oysho, Pandora, Parfois, Pingo Doce, Pluriscosmética, Primark, Pull & Bear, Punt Roma, Rituals Salsa, Sephora, Sfera, Springfield, Stenders, Stradivarius, Tiffosi, Time Road, Tous, Viagens Abreu, Vodafone, Woman Secret, Worten, Zara, Zara Home e Zippy. “Tem sido um desafio muito gratificante trabalhar neste projeto com o desejo de sermos também um espaço de lazer e cultura relevante para os algarvios e toda a comunidade. Além de um mix de lojas único, estamos a preparar iniciativas para todos os gostos e idades, para que este seja um espaço onde todos encontrem o que precisam e se sintam bem”, referiu Herman Gewert, diretor-geral do MAR Shopping Algarve .
POSTOS DE TURISMO DO ALGARVE ATENDERAM MAIS DE MEIO MILHÃO DE TURISTAS EM 2016
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erca de 588 mil turistas procuraram os postos de turismo da Região de Turismo do Algarve (RTA) em 2016 para obter informação sobre a oferta turística do destino e, no final, ficaram muito agradados com o atendimento prestado, segundo o relatório que avalia a satisfação dos utentes destas infraestruturas. No ano em que o Algarve registou a marca recorde de 18,1 milhões de dormidas, os 21 postos de turismo assumiram um papel cada vez mais importante no acolhimento de quem escolhe esta região para as suas férias. “O atendimento nos postos de turismo pode motivar a permanência e o retorno do turista, assim como a perceção que este tem do destino, ao influenciar a eleição dos lugares a visitar”, afirma o presidente da RTA, Desidério Silva. Julho, agosto, setembro e outubro foram os meses de maior afluência aos postos de turismo, sendo agosto aquele em que se verificou um maior número de atendimentos (91 mil e 376). Os postos de turismo de Faro, Lagos e Tavira foram os que registaram uma maior procura durante o ano, com atendimentos a rondarem os 89 mil, 61 mil e 58 mil, respetivamente. De uma forma generalizada, os turistas preferiram visitar os postos de turismo do que recorrer ao apoio telefónico. De acordo com um inquérito de satisfação realizado aos utentes, estes manifestaram-se muito satisfeitos com o serviço prestado pelos postos de turismo e destacaram a qualidade do serviço e do atendimento, assim como a localização e acessibilidades dos equipamentos, a atenção e amabilidade do pessoal e a qualidade do material distribuído. De realçar que os 21 postos de turismo da RTA estão certificados, desde 2014, com a norma de
qualidade ISO:9001, resultado de um projeto que tornou os serviços mais eficientes, tendo por objetivo o aumento da satisfação dos visitantes que procuram estas estruturas durante as férias na região. Esta certificação acaba de ser renovada até 2018. “Os postos de turismo têm um papel importantíssimo no acolhimento dos turistas e na promoção da nossa oferta. Neles disponibilizamos informação sobre circuitos temáticos, programas culturais, património, atividades desportivas e informações úteis ao visitante, de uma forma personalizada. Nos últimos anos temos investido na melhoria das condições dos postos, na oferta de novos serviços (por exemplo a maioria das estruturas já disponibiliza serviço de wifi gratuito) e na formação de recursos humanos”, explica Desidério Silva. Este ano, com as previsões a apontarem para uma maior procura pelo Algarve, espera-se uma maior afluência aos postos de turismo. Neste âmbito, será inaugurado um novo posto de turismo no Aeroporto de Faro, face ao aumento do número de passageiros da estrutura aeroportuária (+18,5 por cento em 2016, em comparação com 2015) .
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