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ALGARVE INFORMATIVO #103

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ALGARVE INFORMATIVO 15 de abril, 2017

PADERNE MARALGARVE A FREGUESIA 24 HORAS FIGURAS #103 ALGARVE INFORMATIVO

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CONTEÚDOS ARTIGOS 12 - 24 Horas Figuras 20 -Algarve Jazz Gourmet Moments 26 - Paderne 36 - Bibiana Ferreira 42 - Maralgarve 50 - A Freguesia 72 - Aldeia do Sanacai 78 - Atualidade

OPINIÃO 10 - Daniel Pina 62 - Paulo Cunha 64 - Paulo Bernardo 66 - Miriam Tavares 68 - Antónia Correia

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OPINIÃO Ainda as viagens de finalistas… este ano até correu bem… Daniel Pina

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expulsão de mil estudantes portugueses de um hotel em Torremolinos, onde estavam a desfrutar, em grande estilo, da sua viagem de finalistas do ensino secundário, continua na berra. De um lado os coitadinhos dos jovens defendem-se, não fizeram nada, são uns anjinhos, claro. Do outro lado, os hoteleiros espanhóis queixam-se de um cenário de destruição nunca antes visto. Deste lado, ninguém quer meter a culpa nos coitados dos moços e das moças, preferem apontar o dedo aos professores, aos pais, a seja lá quem for, tudo menos aos endiabrados dos jovens. Até o sistema se culpa, a geringonça. Enfim. Colocando um pouco de lado a minha tradicional rabugice, este ano até faço um balanço extremamente positivo do tema «viagem de finalistas». Isto porque, para os mais esquecidos, todos os anos há problemas com estas romarias dos nossos adolescentes para terras de nuestros hermanos. A diferença é que, das outras vezes, as consequências são bem piores. É um jovem que se atira da varanda do hotel a pensar que sabe voar, depois de ter ingerido demasiado álcool ou tomado drogas que nem sequer devia saber que existiam. É uma jovem que se queixa de ter sido violada numa discoteca. São jovens que são assaltados violentamente e regressam a casa de mãos a abanar. Posto isto, extintores vazios, televisões nas banheiras, colchões nas piscinas e afins parece-me bem menos preocupante, porque são bens materiais facilmente substituíveis. Sem querer ser demasiado moralista, a meu ver, nesta história não há inocentes nem anjinhos. Os jovens, para as televisões, aquando da partida dos autocarros para Espanha, deixam logo o aviso: “Vai ser para rebentar”, “É para partir tudo”, “Vai ser a p*** da loucura”. As raparigas garantem que se vão portar todas bem e, na mesma reportagem, poucos segundos depois, vemos multidões de estudantes a dançar numa piscina gigante, ao som dum DJ qualquer, eles de calções, elas de biquínis reduzidos, todos aos apalpões, às esfregadelas e lambidelas, com parceiros que acabaram de conhecer na viagem, nos corredores do hotel ou ali mesmo na piscina. Asseguram que se vão comportar mas as autoridades descobrem logo drogas leves nas suas bagagens, ainda deste lado da fronteira. Quem pensam eles que enganam? Os hoteleiros lamentam-se dos estragos, mas a verdade é que não poupam esforços para captar estes milhares de clientes durante a época baixa, com preços

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baratíssimos por quarto, onde depois se enfiam três ou quatro jovens, prometendo pensão completa, tudo e mais alguma coisa, muitas vezes sem intenção, ou capacidade, para cumprir o que está incluído no pacote. Depois, ficam com a caução e os jovens, muito bem comportados, claro, pensam para os seus botões: “se ficamos sem o dinheiro, então, vamos mesmo partir coisas”. Os pais, entretanto, alimentam a ilusão de que é saudável, ou recomendável, deixar o filho ou a filha, de 17 ou 18 anos, muitos deles com pouquíssimo juízo na cabeça, irem sozinhos para o estrangeiro, a centenas de quilómetros de distância, durante uma semana, para um local onde toda a gente sabe o que vai acontecer. Curiosamente, alguns pais, ao longo do ano, nem sequer deixam os filhos ou filhas irem à discoteca ou passar o fim-de-semana em casa dum colega. Mas ir para um hotel durante uma semana, com milhares de outros jovens, sem qualquer supervisão parental, parece que já é aceitável. Finalmente, embora nunca tenha ido a nenhuma viagem de finalistas, nem no secundário, nem na universidade, sei bem que aquilo é um excelente negócio para alguns «iluminados» que querem ganhar dinheiro sem grande esforço. Na faculdade, mal começa o primeiro ano letivo, monta-se logo uma comissão de viagem de finalistas para cobrar uma mensalidade aos alunos. Depois, organizam-se festas aos fins-de-semana para amealhar mais fundos para a viagem. Ao fim de três, quatro ou cinco anos, conforme a duração do curso, dizem que, afinal, é preciso dar mais algum dinheiro e a malta, para não perder tudo o que já pagou, lá abre outra vez a carteira. No secundário, como a malta é mais jovem e, supostamente, menos desenrascada nestes assuntos, o processo é diferente, recorre-se a empresas que nasceram precisamente para organizar viagens de finalistas. E essas andam o ano inteiro em contatos com hotéis de Espanha para descobrir a que cobra menos dinheiro pelos quartos, o importante é terem uma piscina grande ou a praia a poucos metros. Durante uns anos, vinham todos para a Praia da Rocha. Seguiu-se Torremolinos, Lloret de Mar, agora parece que está na moda Marina d’Or. A grande diferença é que, este ano, houve estragos materiais mas ninguém morreu, foi violado ou assaltado violentamente .


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REPORTAGEM

TEATRO DAS FIGURAS DEDICA 24 HORAS À ARTE CONTEMPORÂNEA Das 12h do dia 29 às 12h do dia 30 de abril, o Teatro das Figuras prepara-se para ser invadido, durante 24 horas consecutivas, pelas mais diversas expressões contemporâneas das artes performativas, com a realização da primeira edição do «24 Horas Figuras». O objetivo é afirmar-se como o maior evento de cultura contemporânea no Sul de Portugal, com inúmeras atividades a decorrer nos vários espaços desta sala de espetáculos e na sua envolvente, reforçando o posicionamento de Faro e da região do Algarve na rota das grandes manifestações culturais.

Texto:

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a área da música estão já confirmadas as presenças de Batida, D’Alva, Sensible Soccers, Salvador Sobral, Branko, XINOBI, DJ Glue, Ghost Hunt, Mike El Nite, Reflect e The Gift. Neste evento será estreado o espetáculo de novo circo «O Grande Embrulho», uma produção do Teatro das Figuras, que nos últimos meses acolheu o artista Thorsten Grutjen em residência artística. O subpalco do grande auditório será cenário improvável para as peças de teatro «I Can’t Breathe», com Ana Monte Real e Elmano Sancho e «Nem Sempre o Silêncio é d’Ouro», pela Dois Mais Um. Os Calceteiros de Letras espalharão a poesia pelo recinto. Para os mais pequenos haverá concertos de tÉssa e a banda troilarÉ, teatro com o «Varredor de Marés», pelo te.Atrito, oficinas de malabarismo, acrobacia criativa e bolas de sabão, dinamizadas pela Amarelarte e serão também convidados a dançar nas «Conversas com o Corpo». O «24 Horas Figuras» é uma iniciativa do Teatro das Figuras, com o apoio do Município de Faro, do 365 Algarve e da Região de Turismo do Algarve. Os preços para esta imersão cultural de 24 horas serão de 12,50 euros na compra antecipada até 48 horas antes do início do evento e 15 euros após esse período, com entrada livre para menores de 12 anos. A aquisição do bilhete para o concerto de The Gift tem o preço de 20 euros para a primeira plateia e 18 euros para a segunda plateia, dando acesso à restante programação do festival. A compra do bilhete para o 24 Horas Figuras não dá acesso ao concerto dos The Gift . 12 ALGARVE #103 INFORMATIVO


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CONVERSAS DE CORPO Um espetáculo que desenha através de gestos e sons, a descoberta de dois seres que se transformam e ganham formas a partir daquilo que encontram no caminho. O chão é coberto por diferentes texturas e instrumentos surgem como brinquedos, instigando a curiosidade. Nessas conversas é possível correr, gritar, beijar, desenhar, saltar, cair, mergulhar. Um encontro sem hierarquias, no qual os gestos da dança contagiam os corpos das crianças e de quem as acompanha em múltiplas conversas de corpos.

GIJOE Produtor e Dj há mais de 16 anos, proveniente do Algarve, tem tocado um pouco por todo o país, a solo ou com os seus projetos, assinando Gijoe (como Dj) e SICKONCE (como produtor). Pertence à direção da editora independente Kimahera, pela qual têm editado mais de 40 álbuns nos últimos 10 anos. Na sua discografia, já conta com mais de 30 lançamentos. Na base está o hip-hop, as suas técnicas, o uso do gira-discos como instrumento musical, complementado com a eletrónica e a bass music. 14 ALGARVE #103 INFORMATIVO


BATIDA “Batida é Pedro Coquenão e Pedro Coquenão é Batida”, dizia há um par de anos Rui Miguel Abreu num artigo que escreveu. Mas há 10 anos, Batida era apenas o nome do programa de rádio que o Pedro emitia na Antena 3, onde partilhava as novidades da música Afrotrónica. Desde então, Batida passou a ser o nome do universo artístico de Pedro Coquenão, onde o centro é a música, mas também há outras artes e uma constante reconstrução/desconstrução da sua memória, das suas vivências e interações.

CORAL FEMININO OUTRAS VOZES Explorar, fundir, sobressair, acompanhar, colorir, promover a voz feminina através da criação e interpretação de um repertório eclético e abrangente que atravesse séculos, tendências, formas, combinações e culturas é o principal objetivo destas mulheres. Ao longo de 17 anos realizou concertos e participações em Festivais de Coros por todo o país. Gravou um CD promocional para a RDP Antena 1. Ana Côrte-Real, Carla Lúcio, Cláudia Cabanita, Elsa Gonçalves, Isabel Trindade, Joana Cunha, Mariana Mendes, Marisa Mendes, Patrícia Martins e Vera Rocha são as máquinas desta fábrica de sons, criada no feminino e orgulhosamente coordenada pelo diretor coral Paulo Cunha. #103 ALGARVE INFORMATIVO

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DJ GLUE As «mãozinhas» de DJ Glue tanto pintam como misturam discos. Muitos conhecem-no por ter sido o DJ dos extintos Da Weasel mas a paixão pela arte é anterior ao Séc. XXI. A rua foi sempre a sua grande influência e foi aí que se começou a interessar pela música e, particularmente, pelo vinil. Antes mesmo de se entregar à música negra de corpo e alma, passou pelas brasas do hardcore de baixo na mão quando fez parte dos Runcold, banda que chegou a dar concertos com nomes nucleares para o género como os X-Acto. Estávamos nos anos 90 mas Miguel Negretti já sabia que a criação faria parte da sua vida e sempre sob um olhar futurista. Quando aceitou o convite da "doninha", estaria longe de imaginar que viria a fazer parte de uma das poucas bandas portuguesas a esgotar coliseus e o Pavilhão Atlântico. Glue especializou-se então como um DJ de música negra atento ao presente do hip hop e conhecedor de uma história que ainda hoje é fonte de matéria-prima inesgotável de beats e samples.

I CAN’T BREATHE Os acontecimentos em torno da morte do cidadão norte-americano «Eric Garner», que deram origem ao movimento I Can’t Breathe, são o ponto de partida para uma reflexão sobre a ligação entre a exposição e total visibilidade da pornografia e a sociedade contemporânea. Um ator de teatro e uma ex atriz de filmes pornográficos encontram-se com a esperança de entender a crescente ausência de intimidade, a necessidade urgente em tornar tudo visível, a sensação de sufoco e indiferença, o cansaço generalizado e, sobretudo, para evitar o fim anunciado do mistério e da ilusão nas suas vidas. 16 ALGARVE #103 INFORMATIVO


D’ALVA Alex D’Alva Teixeira nasceu em 1990. Ben Monteiro em 1980. A música que fazem juntos é agregadora e nunca separatista. Mesmo quando se arriscam a misturar influências tão díspares como Michael Jackson, Spice Girls e James Blake. É isso, aliás, o que o mote «Somos D’Alva» sugere: a ideia de inclusão, de o todo ser maior do que a soma das partes. Sejam elas musicais, raciais, etárias, sociais ou religiosas. Na era das redes sociais e num mundo cada vez mais dado à mestiçagem, os D’ALVA são exímios em transformar todas estas referências fragmentadas em favor da união. Essa herança étnica e cultural transporta-se para palco com a liberdade e a energia próprias dos trópicos, cruzada com um forte espírito estético pop.

XINOBI Xinobi é Bruno Cardoso, um adulto de coração jovem português obcecado com a música. Faz parte de uma geração que cresceu dentro da erupção dos blogs de música alimentada pela ética Do It Yourself. 2017 é um ano crucial, com o lançamento do 2.º álbum, «On The Quiet», uma história focada no dance floor sobre a transição de muitos músicos do punk rock e skateboarding para house music e sobre como a música de dança pode ser um campo para a consciencialização social. Depois de lançar alguns EPs sólidos em rótulos como Discotexas, Nervous, Work-It-Baby e Ministry of Sound, ganhou um reconhecimento real entre artistas e criadores de opinião bem conhecidos, e seu culto underground tornou-se mais amplo. #103 ALGARVE INFORMATIVO

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O GRANDE EMBRULHO O Grande Embrulho é um espetáculo de Novo Circo onde se explora a riqueza material e criativa de um saco de papel. Numa performance visualmente poética, o artista vai descobrindo este objeto do quotidiano, ao ritmo da música que o acompanha, enquanto envolve o seu público numa experiência sensorial que contagia crianças e adultos. O espetáculo O Grande Embrulho apresenta uma forte componente interativa que fala a um público infantil e familiar, assim como uma vertente pedagógica através da mensagem ambiental que vem «embrulhada» em momentos de humor, surpresa e poesia.

REFLECT Resultado de muitas horas, muita dedicação e, sobretudo, de muito amor à música, Último acto transportou-nos para o universo de Reflect. Seguiu-se um disco homónimo intenso que é a perfeita extensão do seu autor. Em palco conta com o talento da equipa de sempre, num espetáculo intimista à sua imagem, onde a mensagem, suportada por uma fusão entre HipHop, Rock e Música Clássica, ganha nas palavras um papel de destaque. 18 ALGARVE #103 INFORMATIVO


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REPORTAGEM

Bruno Silva, diretor do Hotel São Rafael Atlântico, Dália Paulo, comissária do «365 Algarve», Hugo Alves, diretor da Orquestra de Jazz do Algarve, Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Alexandra Gonçalves, Diretora Regional de Cultura do Algarve e Vítor Vieira, vice-presidente da APAL

ALBUFEIRA VAI SER PALCO DO

ALGARVE JAZZ GOURMET MOMENTS O Auditório do Hotel São Rafael Atlântico, em Albufeira, vai receber, nos dias 12, 13 e 14 de maio, a primeira edição do «Algarve Jazz Gourmet Moments», festival organizado pela Orquestra de Jazz do Algarve que alia o jazz à vertente gastronómica e que conta com o apoio do programa «365 Algarve» e da Câmara Municipal de Albufeira. Texto:

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oi formalmente apresentado, no dia 7 de abril, o festival «Algarve Jazz Gourmet Moments», organizado pela Orquestra de Jazz do Algarve com o apoio do programa «365 Algarve» e da autarquia de Albufeira, da APAL e do Grupo Nau Hotels. O inovador evento combina​ o melhor do jazz à excelência da gastronomia algarvia, com o propósito de criar uma experiência única de sons e sabores.​ De 12 a 14 de maio vão passar pelo palco do Auditório do Hotel São Rafael Atlântico alguns dos maiores ícones do jazz mundial, aliados a uma experiência gastronómica gourmet em vários restaurantes do concelho de Albufeira. No final de cada concerto haverá lugar a sessões de autógrafos, num momento lounge onde, ao som das «Late Sessions», se vai poder também desfrutar do incomparável vinho da região.

Dália Paulo, comissária do «365 Algarve», começou por agradecer à Orquestra de Jazz do Algarve e à Câmara Municipal de Albufeira por terem proposto a realização deste evento especial e que prontamente contou com o apoio deste programa conjunto das Secretarias de Estado da Cultura e do Turismo. “O objetivo é juntar duas áreas que devem estar casadas e que, numa região como o Algarve, devem mesmo trabalhar em conjunto no terreno. O financiamento é exclusivo do Turismo de Portugal e executado pela região de Turismo do Algarve”, explicou a mulher responsável pela seleção das 63 propostas tornadas realidade na primeira edição do «365 Algarve». “Sabemos que, hoje, os destinos se distinguem por pequenos pormenores e

Orquestra de Jazz do Algarve

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Tom Harrell

o que diferencia o Algarve são as nossas gentes, que são fruto da nossa cultura e identidade. Uma identidade algarvia que nunca foi fechada e é nesta relação entre a tradição e a contemporaneidade que este território sempre viveu”. Para Carlos Silva e Sousa, o «Algarve Jazz Gourmet Moments» insere-se perfeitamente nos objetivos estratégicos da Câmara Municipal de Albufeira, associando a modernidade intemporal do jazz à intemporalidade da gastronomia algarvia. “A qualidade do festival na área do jazz é inquestionável e espero que o mesmo aconteça na vertente da gastronomia e dos vinhos. Nós só 22 ALGARVE #103 INFORMATIVO

podemos estar no turismo se estivermos bem connosco próprios, porque os turistas querem encontrar gente simpática e bem-disposta, e isso é um apanágio dos algarvios”, considerou o edil da «capital do turismo», avisando que, numa fase de maré alta, não se pode desiludir os visitantes. “Todas as entidades da região têm a responsabilidade de proporcionar experiências positivas e os nossos empresários estão empenhados em que Albufeira não seja apenas uma oferta de hotelaria, que é de excelência, mas não chega”. Alexandra Gonçalves, Diretora Regional


de Cultura do Algarve, também não duvida estarem reunidos todos os ingredientes para um evento de grande sucesso. “A música é uma forma de comunicação universal e temos aqui também o paladar e o tato, que vão gerar uma experiência memorável a quem vier ao festival e que vão passar uma palavra aos seus amigos e familiares com uma força inesgotável. Tem condições para ser mais um dos eventos que marcam o panorama cultural do Algarve”, frisou, lamentando que Portugal tenha acordado tardiamente para a promoção da sua riqueza gastronómica, comparativamente com outros destinos europeus.

Moments», coube a Hugo Alves, maestro da Orquestra de Jazz do Algarve, falar dos artistas que compõem o cartaz do evento. “Estes projetos não são fáceis de montar, quisemos trazer um conceito novo e, felizmente, a OJA está cheia de pessoas com muitas ideias, não são só as minhas. Há vários anos que tentamos implementar este tipo de festival e, desta vez, com o «365 Algarve» e a Câmara Municipal de Albufeira, foi possível levá-lo a bom porto”, destacou o trompetista,

Experiências positivas que também foram valorizadas por Bruno Silva, diretor do Hotel São Rafael Atlântico, onde vai decorrer o festival. “O Algarve tem evoluído bastante neste aspeto e a vertente cultural é muito importante para tal, sobretudo nas épocas baixa e média-baixa. O Grupo Nau tenta sempre, dentro das suas possibilidades, apoiar estas iniciativas e tenho a certeza que este evento vai ser um êxito”, indicou o responsável, expetativa partilhada por Vítor Vieira, vice-presidente da APAL – Agência de Promoção de Albufeira. “Estamos sempre abertos para apoiar estes eventos”, garantiu o dirigente associativo. A finalizar a apresentação do «Algarve Jazz Gourmet

Virginie Teychené #103 ALGARVE INFORMATIVO

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Jane Monheit

agradecendo igualmente o apoio do Grupo NAU e da APAL. “Na cultura, nem sempre conseguimos chegar a toda a gente e é preciso muito esforço e vontade e extrema paciência para se fazer as coisas, porque não são itens comerciais”. O «Algarve Jazz Gourmet Moments» está a ser montado desde outubro e a programação é, de facto, de excelência, começando, no dia 12 de maio, com Tom Harrell, um dos trompetistas atuais com mais história no jazz e cujo repertório vai ser interpretado pela Orquestra de Jazz do Algarve. No dia seguinte sobe ao palco um dos maiores valores europeus do jazz, Virginie Teychené, que traz o seu quinteto para um concerto de estreia em terras lusitanas, integrado na digressão europeia do seu último álbum, «Encore». A encerrar 24 ALGARVE #103 INFORMATIVO

o festival teremos a inconfundível diva do jazz mundial Jane Monheit, que apresenta no Algarve um concerto único, integrado na digressão mundial do disco «The Songbook Sessions: Ella Fitzgerald». “O Tom Harrell e a Jane Monheit têm várias nomeações para os Grammys mundiais, são cantores de outro patamar, e as sessões de autógrafos que vamos organizar não são, de todo, normais, com artistas deste gabarito”, destacou ainda Maria Dias, diretora de produção da Orquestra de Jazz do Algarve, revelando que o «Algarve Jazz Gourmet Moments» vai estar integrado no circuito internacional da Mezzo TV, levando o nome de Albufeira e do Algarve a cerca de 60 países, durante duas semanas .


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REPORTAGEM

PADERNE Foram 332 as candidaturas apresentadas ao concurso «7 Maravilhas de Portugal – Aldeias», das quais apenas 49 foram eleitas em sete diferentes categorias: «Aldeias Autênticas», «Aldeias-Monumento», «Aldeias Ribeirinhas», «Aldeias em Áreas Protegidas», «Aldeias Remotas», «Aldeias de Mar» e «Aldeias Rurais». No concelho de Albufeira situa-se a aldeia de Paderne, na categoria de «Aldeias Rurais», por onde iniciamos o périplo pelas seis pré-finalistas algarvias. Texto:

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aderne é uma freguesia do concelho de Albufeira, localizada na margem esquerda da ribeira de Algibre ou da Quarteira, a cerca de 12 quilómetros da sede concelhia. Aldeia do Barrocal Algarvio com 53 quilómetros quadrados de área e com aproximadamente cinco mil habitantes, conserva muitas das suas características rurais e, a par do conhecidíssimo Castelo de Paderne, possui diversos pontos de interesse paisagístico, como a fonte, as ribeiras de Algibre e de Quarteira e seus açudes, bem como outras referências históricas a merecer uma visita. O famoso arqueólogo Estácio da Veiga descobriu, na povoação, galerias subterrâneas que atribuiu aos povos préhistóricos, apesar de uma tradição local as descrever como celeiros ou granéis 28 ALGARVE #103 INFORMATIVO

mouriscos. Seriam, contudo, galerias de mineração cuprífera, posteriormente aproveitadas pelos povos que sucessivamente dominaram o litoral algarvio desde os fenícios e romanos aos godos e árabes. A cerca de dois quilómetros da aldeia situa-se o Castelo de Paderne, construído no século XIII, em plena época Almóada (seita político-religiosa que apareceu nos finais do século XII entre os muçulmanos do Norte de África), e cujo propósito era defender a antiga povoação e controlar uma importante passagem entre o barrocal e o litoral algarvio. Construído em taipa, apresenta uma entrada defendida por uma torre avançada ou albarrã e barbacã. O castelo viria a ser tomado prematuramente pelos cristãos no reinado de D. Sancho I, voltando a cair


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sob jugo muçulmano até 1248, ano em que os cavaleiros da Ordem de Santiago, liderados pelo Mestre D. Paio Peres Correia, o conquistaram definitivamente. Por carta régia de 1 de Janeiro de 1305, D. Dinis doou o castelo com o padroado da igreja ao mestre de Avis, D. Lourenço Anes, a cuja ordem pertencia igualmente a vila de Albufeira. Em 1575 encontra-se a primeira referência à sede da freguesia localizada na atual Paderne, supondo-se que a mudança da antiga sede, na ermida do castelo, tenha ocorrido por volta de 1500. A nova igreja continuou a ser priorado da ordem de Avis, todavia, a primitiva povoação entrou em decadência, sendo que o sismo de 1755 destruiu quase por completo a velha fortaleza. O Castelo de Paderne foi, entretanto, comprado em 1997 pelo Instituto Português do 30 ALGARVE #103 INFORMATIVO

Património Arquitetónico e é um dos sete que figuram na Bandeira de Portugal. Em termos económicos, o sector primário foi perdendo importância ao longo das últimas décadas, com apenas algumas dezenas de pessoas ainda a dedicarem-se à agricultura. Noutros tempos, porém, esta era a atividade principal dos padernenses, poucos deles trabalhando na cidade de Albufeira. A oferta comercial existente é suficiente para as necessidades básicas da população, no plano alimentar ou do não alimentar a retalho, todavia, a proximidade a grandes centros urbanos com Albufeira, Portimão e Faro tem levado ao encerramento de alguns dos seus serviços.


(…) A prática pecuária e agrícola datam nesta região dos tempos dos turdetanos, considerados o povo mais ilustre da Ibéria e já produtores de vinho, figo, mel, azeite e cereais. Estrabão, citado por Ataíde Oliveira, escreveu serem os “turdetanos os mais doutos de toda a Ibéria; usam da gramática, têm antigos monumentos escritos, poemas, leis em verso de 6000 anos”. A abundância agrícola, associada ao facto dos turdetanos serem um povo com escrita, foi provavelmente o motivo pelo qual os romanos designaram toda a região de Lusitânia, ou seja, território dos descendentes de Luso, o único filho do deus Baco e que, à semelhança do pai, apreciava o vinho, as mulheres e o teatro, por outras palavras, a abundância, a beleza e o conhecimento, como é referido pelo

latinista do séc. XIX, Félix Negrão, natural de Albufeira, nas «Notas» que elabora para a obra «Os Fastos», de Ovídio. Ora, quando esta região começou a ser invadida por vândalos, suevos e alanos, nos primeiros anos do I séc. D.C., os romanos pediram auxílio aos visigodos, os quais acabariam por dominar a região e reataram as relações de convivialidade com os restantes povos aqui existentes. Daí que os árabes, ao tomarem esta região por volta de 711 D.C., resolvam chamar o este território o Al-Andaluz, que significa terra dos vândalos (…) in «Albufeira Revisitada», edições Câmara Municipal de Albufeira

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(…) Albufeira apresentou-se aos árabes como uma terra promissora, com características naturais que permitiam a prosperidade dos seus habitantes: abundância de águas, porto de mar e terra fértil não só para a agricultura como para a extração de mineral. O historiador cordovês Ahmed Ibn Mohammed Al-Razi refere mesmo que durante os cinco séculos de ocupação islâmica, havia toda a espécie de fruta, olivais, figueirais e vinha. E Edrisi, geógrafo árabe da primeira metade do século XII, também ao descrever o Sudoeste da Península Ibérica exalta a qualidade dos seus frutos, dizendo que o Algarve era uma “região famosa pelos seus jardins de figueiras” e que os mesmos se exportam “para todas as terras do Ocidente, excelentes, deliciosos e apetitosos.” Por seu turno, Ibn al-Awwãm refere como conservar estes frutos, como os secar ao sol, as suas qualidades purgativas e ainda a possibilidade de serem transformados em 32 ALGARVE #103 INFORMATIVO

farinha com vista ao fabrico de pão. Da figueira, tal como das restantes árvores de fruto, aproveitava-se ainda a madeira. Deste modo, as árvores autóctones, nomeadamente o carvalho, sofreram uma razia para darem lugar aos novos cultivos. Refira-se que, no âmbito dos trabalhos arqueológicos realizados no ano de 2000, coordenados por Mário Varela Gomes, foram desentulhados dois silos em Albufeira, localizados no gaveto entre a Rua Henrique Calado e o Largo do Correio Velho. A partir daqui foram dados a conhecer inúmeros materiais arqueobotânicos do período islâmico, nomeadamente, inúmeras sementes de figo (...) in «Albufeira Revisitada», edições Câmara Municipal de Albufeira .


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REPORTAGEM

BIBIANA FERREIRA INVESTIGA A RESISTÊNCIA AO TRATAMENTO DO CANCRO DE PELE O Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve continua a dar cartas no campo da prevenção e tratamento do cancro e, desta vez, foi Bibiana Ferreira a receber uma bolsa «Terry Fox» com um projeto que pretende estudar o papel da proteína TRIB2 na resistência ao tratamento do melanoma, um dos mais agressivos cancros de pele. Texto:

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ibiana Ferreira, do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, foi uma das escolhidas pela Liga Portuguesa Contra o Cancro para receber uma bolsa «Terry Fox», graças a um projeto que procura descortinar qual o papel da proteína TRIB2 na resistência de alguns pacientes ao tratamento do melanoma. “Trabalhamos num laboratório de sinalização básica, ou seja, desvendamos os mecanismos moleculares que estão na base da comunicação intracelular. Procuramos perceber o porquê da resistência a fármacos antitumorais, porque existem várias terapias disponíveis mas, no caso do melanoma maligno, grande parte dos pacientes, ao fim de sete ou oito meses, sofre uma recaída”, explica a investigadora do CBMR. Os fármacos são, portanto, eficazes numa primeira intervenção, contudo, volvido algum tempo, deixam de fazer efeito e na base de tal estão mecanismos intracelulares. O estudo desenvolvido por membros deste laboratório centra-se na proteína TRIB2 e tornou possível verificar que o excesso dessa proteína nas células conduz a uma maior resistência a agentes químico-terapêuticos. “O trabalho preliminar com os pacientes começou há cinco ou seis anos, antes da minha vinda para o CBMR, pelo Richard Hill. Publicamos recentemente um artigo em que ele demonstra que alguns pacientes são resistentes aos tratamentos em parte pela sobreexpressão desta proteína e o meu trabalho pretende estudar os mecanismos que estão envolvidos na resistência aos inibidores de MEK (proteína ativada numa percentagem

elevada de pacientes com melanoma) que já foram aprovados pela FDA (Food and Drug Administration) e que estão a ser ministrados aos pacientes”, refere a entrevistada. Embora os estudos de Bibiana Ferreira estejam a incidir sobre o cancro da pele, dados preliminares indicam que o mesmo problema pode acontecer no cancro da mama e no cancro colo-retal. A bolsa, de 15 mil euros, concedida pelo Núcleo do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, tem a ver, então, com os inibidores de MEK, proteína superativa nos pacientes com melanoma maligno. Antes disso, em fevereiro, a investigadora recebeu uma bolsa «Marie Curie» através do Programa Horizonte 2020, competição à qual podem concorrer cientistas de todo o mundo e que pretende promover a mobilidade destes quadros dentro do espaço europeu. “É uma bolsa bastante prestigiada que me vai permitir fazer esta investigação durante os próximos dois anos”, indica, reconhecendo que o trabalho continua a estar bastante dependente destes apoios financeiros. O objetivo de Bibiana Ferreira, à mercê da bolsa «Maria Curie» conquistada, é continuar a desenvolver os seus projetos de investigação, uma vez que os fundos disponíveis para a Ciência, em Portugal, não abundam. “Temos a FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, que é a única fonte de financiamento existente em Portugal, ao contrário do que sucede noutros países, daí que concorra também a bolsas europeias”, justifica, confirmando, igualmente, que o processo de investigação pode durar #103 ALGARVE INFORMATIVO

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anos até se conseguir chegar a alguma conclusão ou dado concreto. “Nunca sabemos, a priori, se vamos ter êxito naquilo que planeamos, mas há um trabalho de muita leitura e estudo que está na base do que fazemos e os dados preliminares vão-nos ajudando a perceber se estamos no caminho certo ou não. Com a publicação deste último artigo, parece que, realmente, esta proteína tem um papel relevante no tratamento do melanoma e estou confiante que, dentro de alguns anos, tenhamos novos dados que ajudem às terapias ministradas nestes pacientes”, afirma. Entretanto, dos estudos de associação e corelação realizados, a resistência aos tratamentos por via do excesso de TRIB2 é independente do sexo ou etnia dos pacientes e o problema pode ser atacado de duas maneiras, de acordo com Bibiana Ferreira. “Podemos estratificar os pacientes e se soubermos, de antemão, que têm sobreexpressão daquela proteína, então não vale a pena administrar determinados fármacos, porque os pacientes vão desenvolver resistência. Ou então podemos optar por uma terapia coadjuvante e desenvolver fármacos que atuem sobre TRIB2, mas esse trabalho já será a longo prazo, de 15 a 20 anos, pelo menos”, esclarece a entrevistada. O estudo vai avançando, assim, passo a passo, mas ninguém duvida da sua pertinência, ainda mais numa região com tantos dias de sol como é o Algarve e num país onde o cancro da pele é um dos mais frequentes. “As pessoas continuam a julgar que, a partir do momento em que

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estão morenas, o protetor solar deixa de ser eficaz. Ser moreno, ou não, não é uma condicionante para se desenvolver este tipo de cancro”, avisa Bibiana Ferreira. As bolsas «Terry Fox» e «Marie Curie» são um reconhecimento do trabalho


conduzido por Bibiana Ferreira no CBMR e a investigadora espera que, no espaço de dois anos, os resultados obtidos comecem a tomar a forma de um artigo para publicação. “O bom deste projeto é ser multidisciplinar e a maior parte das drogas que estamos a testar são fornecidas por companhias farmacêuticas, neste caso

concreto pela Bayer. Isso pode encurtar o período de tempo até chegarmos ao paciente, mas são necessárias várias fases de testes clínicos e, como trabalhamos preferencialmente com células, ainda é preciso passar para os ratinhos. É o primeiro passo de uma longa caminhada”, confirma .

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REPORTAGEM

Foto: Filipe da Palma/C.M. Portimão

O CLUSTER DO MAR UNIDO NA MARALGARVE O Portimão Arena recebeu, de 23 a 25 de março, a Mar Algarve, uma feira dedicada à Economia do Mar com o intuito de promover, criar valor e impulsionar todo o setor ligado ao mar e às atividades marítimas nas componentes económica, cultural, educativa, desportiva e de lazer. Uns dias depois, o Algarve Informativo esteve à conversa com João Vargues, vicepresidente da Plataforma Maralgarve, em representação do Município de Faro, para saber como está o Cluster do Mar em terras algarvias. Texto:

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«Mar Algarve – Feira do Mar» é a grande montra do trabalho realizado ao longo do ano pela Plataforma Maralgarve – Associação para a Dinamização do Conhecimento e da Economia do Mar no Algarve, uma entidade de direito privado sem fins lucrativos cujos principais objetivos são potenciar, valorizar e dinamizar o conhecimento e a economia do mar, estimulando a inovação, a concertação de interesses, esforços e atuação dos diferentes agentes em torno de uma estratégia comum. A edição de 2017 do certame contou com a presença de 77 expositores no Portimão Arena, de 23 a 25 de março, distribuídos por uma área de 1300 metros quadrados, correspondendo a mais 31 expositores e cerca de 160 por cento de área de ocupação relativamente ao ano transato.

Neste espaço estiveram representadas as mais diversas atividades ligadas à Economia do Mar, nomeadamente, construção naval e estaleiros, venda de embarcações, marinas, clubes náuticos, conservas, pesca, viveiros, animação turística e marítimo-turísticas, mergulho, saúde – câmara hiperbárica, serviços de rebocadores, investigação marinha e ambiental e educação marítima. Ou seja, foi um ponto de encontro de boa parte das empresas, e também das autarquias, que trabalham diariamente no chamado «Cluster do Mar». “É o momento anual onde se juntam todos os atores do mar, toda a região presente no mesmo local, para conversarem, para se ligarem uns com os outros, e para desenvolverem iniciativas que chamem a atenção para os assuntos do mar. Os objetivos foram plenamente atingidos, houve uma boa adesão das escolas nas diversas

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atividades e fizeram-se algumas afirmações da importância do mar”, indica João Vargues, vice-presidente da plataforma em representação do Município de Faro. Vertente do lazer que é, de facto, uma das mais chamativas numa região tão virada para o turismo como é o Algarve, mas a Economia do Mar é muito mais do que isso, garante o entrevistado. “Notamse fortes sinergias na região entre vários setores, desde a reparação e construção naval, aos serviços de apoio, manutenção, informação e de marketing, mas também à atividade produtiva. Há boas indústrias e empresas no Algarve, desde a pesca à investigação, na qual a Universidade do Algarve é conhecidíssima”, destaca João Vargues. “Em todas as atividades há regras, as empresas vão-se adaptando a elas para funcionar, e aquelas que mais depressam implementam as novas tecnologias, os novos conhecimentos, as 44 ALGARVE #103 INFORMATIVO

novas formas de ver o mar, as novas formas de explorar os equipamentos, são as que alcançam maior sucesso, apesar dos fatores adversos que existem sempre, e das restrições e condicionalismos legais”. João Vargues considera, então, que a Economia do Mar tem-se adaptado à nova realidade do século XXI e da globalização, fruto, igualmente, de uma nova geração de homens e mulheres mais informada e melhor apetrechada para desencadear a exploração de novos produtos ou criar novos serviços ligados ao mar. “Há boas iniciativas empresariais que saem das universidades, ou seja, não são apenas os tradicionais «patrões» que fazem esses investimentos, e essa nova geração olha para além do Algarve, do seu pesqueiro, do seu território. A Economia do Mar está a aproveitar outros mercados para se desenvolver”,


observa, dando o exemplo da construção e reparação naval que, apesar de menos mediática, tem um peso significativo na região. “Temos os casos da Sopromar, em Lagos, vocacionada para a reparação e manutenção naval, e a Nautiber, em Vila Real de Santo António, que construiu muitos dos barcos que, atualmente, estão ao serviço do turismo e da pesca. É uma cadeira de valor que funciona muito bem”, assegura. Importante para este Cluster do Mar é, sem dúvida, o Porto de Portimão e João Vargues revela que há investimentos programados para o curto prazo de modo a ultrapassar os constrangimentos daquela infraestrutura, ao nível das condições de manobra e da entrada e saída de passageiros. “Com certeza que vai ser bom para Portimão, para o Barlavento, para todo o Algarve”. E ligado diretamente também ao turismo são os vários serviços de lazer disponibilizados ao longo da costa, entre eles a observação de golfinhos e de

outras espécies marítimas, onde tudo decorre de acordo com a normalidade. “Por um lado, há medidas da administração pública que funcionam e, por outro, os próprios empresários são os primeiros interessados em ter atitudes social e ambientalmente corretas. Eles são auto-responsáveis, sabem que têm que recolher dados e monitorizar o meio ambiente e que têm que partilhar o conhecimento de que dispõem entre eles, seja na Ria Formosa ou em mar aberto. Têm perfeita consciência que 10 barcos atrás de um golfinho não é bom para ninguém”, salienta.

Todos juntos para enfrentar os riscos Uma particularidade da Marlagarve é o seu leque de associados, onde se encontram a Animaris - Animação Turística, Lda; Arrifanamar - Sociedade

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João Vargues, vice-presidente da Maralgarve, em representação do Município de Faro

de Pesca, Lda; CCMAR – Centro de Ciências do Mar; Docapesca; Empet – Parques Empresariais de Tavira, EM; Formosamar, Lda; L.Pro – Business International; Município de Faro; Município de Lagoa; Município de Lagos; Município de Loulé; Município de Olhão; Município de Portimão; Nautiber - Estaleiros Navais do Guadiana, Lda; Nave Pegos, Lda.; Pedaços de Mar; Região de Turismo do Algarve; Rolear; Salexpor; Sopromar - Estaleiro Naval de Lagos, Lda; e a Universidade do Algarve. “O nosso desafio é precisamente puxar pelo trabalho coletivo e o relacionamento entre todos é bom por sermos um ponto de encontro de debate, de sugestão de ideias e de construção de projetos. Somos também associados da Fórum Oceano e o importante é a agregação de vontades e combinação de interesses, que se consegue a nível regional e na ligação com a plataforma nacional”, enaltece João Vargues. 46 ALGARVE #103 INFORMATIVO

Apesar dos elogios feitos aos atores ligados à Economia do Mar, o dirigente acredita que ainda há muito por fazer no que toca à incorporação da inovação e tecnologia no setor. “Sabemos mais em todos os níveis de conhecimento mas é preciso ganharmos massa crítica. Também há sempre investimentos a fazer e agregação de vontades no plano da comunicação externa, daí estarmos envolvidos no projeto «Portugal Náutico», que quer dar maior visibilidade aos recursos e potencialidades do Algarve a nível internacional”, adianta. Riscos, como é óbvio, existem, a começar pela questão da prospeção e exploração do petróleo ao largo da costa algarvia, mas João Vargues prefere focar-se na capacidade de captação de recursos financeiros para se realizarem os investimentos necessários. “Há meios que estão à


nossa disposição e que temos que saber utilizar corretamente. Outro problema que se pode colocar é a máquina da administração pública não se modernizar tão depressa como desejaríamos. Ainda existem os chamados «custos da burocracia», do tempo que se demoram a tomar algumas decisões, bem como a articular e coordenar as entidades públicas. Seria um risco se a simplificação não ocorresse e todos temos que contribuir para que ela se torne uma realidade”. Muito trabalho há, assim, para fazer, mas também bastante vontade para abraçar os desafios que se colocam ao Cluster do Mar, pelo que a plataforma é bem-vinda neste ramo. “É no mar que há mais oportunidades e conflitos e temos igualmente que juntar esforços para a promoção externa e para encontrar

ligações entre vários interesses, desde as marinas às marítimo-turísticas, passando pelo marketing turístico e pela relação com a hotelaria. Há ainda muita potencialidade para se explorar e bastante visibilidade para se dar no exterior”, reforça João Vargues. “Tudo o que sejam marinas e pontos de amarração de barcos de recreio estão sempre cheios, o que significa que temos muitos clientes, nacionais e estrangeiros. Mesmo os estaleiros em terra para período de Inverno estão cheios, portanto, há espaço para crescer e há interesses que se estão a mexer bem nesse âmbito. Claro que é precisa uma maior fluidez da informação e decisões mais rápidas, mas vemos sinais que, de forma contínua, a máquina do Estado está a funcionar melhor” .

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REPORTAGEM

«A FREGUESIA» DO TEATRO DO ELÉTRICO RECORDOU

OS 100 ANOS DE QUARTEIRA

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O programa comemorativo do Centenário da Freguesia de Quarteira chegou ao fim, no dia 13 de abril, com o espetáculo «A Freguesia», encenado pelo Teatro do Elétrico. Foram mais de 50 pessoas que, ao longo de hora e meia, no palco montado em plena Praça do Mar, recordaram a memória e multiculturalidade de Quarteira. Texto: Fotografia:

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epois de um ano pautado por múltiplas atividades, os festejos do centenário de Quarteira concluíram com «A Freguesia», preparada pelo Teatro do Elétrico do quarteirense Ricardo Neves-Neves, radicado há mais de uma década em Lisboa. O espetáculo contou com 15 atores em cena, uma orquestra de 15 elementos, vídeoprojeção de um cenário desenhado ao vivo, e envolveu também artistas da terra, nomeadamente a fadista Isa de Brito e a cantor de hip-hop Perigo Público. Vários palcos dispostos na Praça do Mar prenderam a atenção do público e criaram uma dinâmica viva nas apresentações, num peça de teatro sobre a Identidade, a Tradição e a Contemporaneidade de Quarteira que foi encomendado a Ricardo Neves-Neves pela Câmara Municipal de Loulé. “É uma homenagem aos quarteirenses onde damos a voz às gentes da terra. O texto está construído sob a forma de depoimento e cada personagem fala da sua vida em Quarteira, seja agora ou antes do boom do turismo”, explicou o encenador, indicando que foram feitas imensas entrevistas pessoais a cidadãos da freguesia. 52 ALGARVE #103 INFORMATIVO


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A esse trabalho no terreno somou-se uma investigação sobre todos os momentos relevantes da história de Quarteira e utilizou-se algum material da autoria de Raul Brandão, de quem se celebra, em 2017, os 150 anos do nascimento. “O seu livro «Os Pescadores», apesar de não ser passado em Quarteira, refere-se às pessoas do Algarve e à dureza da relação das gentes da pesca com o mar e com todas as condicionantes que eram impostas pelo clima. De repente estavam 20 dias impedidas de irem ao mar por causa do mau tempo, sem terem qualquer sustento”, contou. A poesia de José Gomes Ferreira e do Poeta Pardal também se encontra no enredo de «A Freguesia», com este «cozinhado» a ser complementado com textos originais do próprio Ricardo Neves-Neves. Depois, em palco, estarão os atores Ana Valentim, Bruno Xavier, Catarina Rôlo Salgueiro, Elsa Galvão, Joana Almeida, Joana Campelo, Joana de Carvalho, Márcia Cardoso, Rafael Gomes, Rita Cruz, Rui Melo, Sílvia Figueiredo, Tadeu Faustino e Vítor Oliveira, com a participação especial de Maria João Luís, para além de uma orquestra montada de propósito para este espetáculo e de uma banda de metal, os «Sinistro», que assinalaram a viragem da pequena aldeia de Quarteira para destino turístico de massas. “É o momento em que perde a sua identidade, em que vê as suas 54 ALGARVE #103 INFORMATIVO

tradições irem por água-abaixo, numa viragem menos feliz que a cidade continua a enfrentar, de uma certa desorganização urbanística em que se destruiu o velho para se construir o novo. Contudo, há o «velho» e o «antigo» e há tradições que se devem manter e uma identidade que há que


preservar para deixar testemunho”, distinguiu. As palavras do dramaturgo e encenador confirmam que, apesar de ser o encerrar de um programa comemorativo, não houve a tentação de se romantizar a história de Quarteira, de tornar tudo «ouro sobre azul». “Não há nenhuma cidade ou

pessoa cujo percurso seja todo bonito e temos que contar as grandes aventuras, as histórias de amor, os falhanços e as conquistas. Tudo isso está neste espetáculo porque não queríamos estar aqui a contar uma mentira”, frisou Ricardo Neves-Neves. “Estamos em Quarteira e vemos as dificuldades que a cidade ainda apresenta, os problemas #103 ALGARVE INFORMATIVO

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que ainda estão por resolver, mas também a enorme qualidade de vida que tem. Vivo em Lisboa há 13 ou 14 anos e sei perfeitamente o que só encontro aqui, na terra onde nasci”, reforçou o entrevistado. Dezenas de elementos em ação constante, entre atores e músicos, mas nada de bastidores, porque não se tratava de um espaço cultural tradicional, ou seja, tudo foi feito a céu-aberto, para todos verem. “O dispositivo cénico é num primeiro plano muito simples, não há hipóteses de fazer uma composição complexa em termos de dinâmica de espaços. Mesmo assim, usámos quatro planos: o estrado que é o palco 56 ALGARVE #103 INFORMATIVO


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principal, que contempla também uma elevação, para além do terraço da galeria e do terraço de uma casa privada. Foi uma sucessão de várias cenas, de diferentes histórias, com os atores sempre em palco. Mesmo que só estivesse a falar um, havia sempre qualquer coisa a acontecer e todas as personagens tinham uma vida própria”, indicou. Um espetáculo difícil que começou a ser ensaiado, em Lisboa, em fevereiro, depois de ter terminado a fase de investigação e conceção do texto, que durou quatro meses. Já em terras algarvias, seguiram-se três dias de intensos ensaios no Cine-Teatro Louletano, antes do ensaio geral na quartafeira, na Praça do Mar. Um regresso que, apesar do ritmo frenético, era há muito aguardado por Ricardo Neves-Neves. “Estava com bastante vontade de fazer um espetáculo sobre Quarteira e em Quarteira, embora já tivesse trazido outras peças a Loulé. Depois deste, vamos ter uma peça de teatro de rua, aqui na Praça do Mar, no final de julho ou no início de agosto. Finalmente, vamos trazer ao Cine-Teatro Louletano o «Encontrar o Sol» e «A Noite de D. Luciana», que teve duas nomeações para os prémios da Sociedade Portuguesa de Autores – Melhor Espetáculo do Ano e Melhor Atriz do Ano, a Rita Cruz”, adiantou ainda o encenador . 58 ALGARVE #103 INFORMATIVO


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OPINIÃO

Quanto vale um professor? Paulo Cunha

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esde que me entendo que me habituei a olhar para a figura do professor e a interpretá-la e a qualificá-la como a personificação de alguém com grande valor. Não porque tal mo tivessem dito, mas porque cedo entendi que para aprender, alguém tinha que me ensinar. “E como é importante aprender para crescer!...”. Independentemente daqueles que, apesar da qualificação/habilitação, nunca mostraram qualquer preparação, desejo ou devoção pelo ensino (os quais logo esqueci), a grande maioria contribuiu de várias formas para chegar onde cheguei. Ajudaram-me a moldar o barro de que era feito, transformando-me no que ora sou! Ora o assunto que aqui me traz não é propriamente a minha visão da classe docente enquanto docente, e muito menos enquanto encarregado de educação! Apeteceu-me, tãosomente, analisar a forma como alguns setores da sociedade encaram hoje a profissão «Professor». Tendo a posição privilegiada de poder questionar «in loco» o que é que os alunos acham sobre a profissão, aflige-me constatar a forma como, aos seus olhos, este é um ofício a não escolher, tal a forma como muitos deles veem ser tratados, hoje, os seus mestres. Não sendo preciso ser um professor com o cargo de diretor de turma para ouvir as muitas queixas e queixumes contra os colegas «Professores», facilmente se fica com a sensação que é uma classe que, por ser constituída por elementos com formações académicas distintas, de proveniências variadas e com grande exposição pública, está constantemente «na berlinda» no seio familiar dos seus alunos. Com o tempo fui cimentando a sensação que a imagem que se criou do «professor» é distorcida por uma série de fatores intrínsecos à natureza humana. Aliás, doutra forma não poderia ser, pois quem lida com matéria viva, da vida colhe os seus frutos! Carregando o estigma do «funcionário público (muito bem) favorecido», é descrito com a ligeireza

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e a leviandade de quem, não querendo pensar, exala todo o seu fel acusando-o de muitos males que proliferam na sociedade atual. Para muitos, «Professor» é alguém que trabalha pouco, tem muitas férias, ganha muito e limita-se «apenas» a ensinar. Inverdades que à custa da disseminação constante por parte de alguns «iluminados» que desde novos tomaram algum professor «de ponta» (trazendo-o «atravessado» pela vida fora) e assim conseguiram transformar a parte no todo. Educador, psicólogo, animador, mediador - entre muitas outras funções - o professor metamorfoseiase naquilo que a sala de aula o empurra para ser. Apesar da preparação prévia, cada nova aula é sempre uma perfeita incógnita, e no mau comportamento de uns poucos acabam por sofrer sempre todos… mas no final de contas a culpa será sempre do professor!? Tal como um Árbitro, um Polícia ou um Juiz, terá sempre o ónus da culpa do resultado final… Nada a fazer! Esse será sempre o fardo que transportará até morrer, seja qual for a avaliação que o tempo, mais tarde, lhe fizer. Sou daqueles que acha que quando morre um professor morre o seu corpo, mas não o seu conhecimento. Esse foi espalhado por todos os alunos que consigo quiseram aprender, herdando-o e perpetuando-o pelas gerações vindouras. Não, não sou daqueles que acha que tenha que ser a morte a atestar e certificar o mérito de um mestre. O melhor certificado é revelado todos os dias na forma como homenageamos os professores que - positivamente nos marcaram através do seu ato de ensinar. E como em qualquer profissão, dos maus nunca rezará a história! Terminando como comecei, e independentemente de - cedo - ter caído neste caldeirão chamado «Educação», continuo a achar que os professores dos meus filhos, dos teus e dos outros valem bem mais do que aparentam valer. Valem tudo aquilo que têm para dar, assim os alunos o queiram receber! .


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OPINIÃO

Torremolinos e a Estrela Solitária Paulo Bernardo

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sta semana foi um tema muito tratado pela imprensa e nas redes sociais, o comportamento dos mil alunos portugueses em Torremolinos. Obviamente que não posso concordar com alguns tipos de comportamentos que se diz que aconteceram, mas ainda menos concordo com algumas observações que foram sendo feitas sobre as atitudes que se dizem que os miúdos tiveram. Fiquei muito admirado pelo que li e ouvi de opiniões sobre este tema, não por se criticar o possível comportamento, mas sim pela forma como se criticou. Tive a sensação que a maior parte do nosso universo, quer jornalístico, quer de redes sociais, foi invadido por virgens ofendidas, gente que nunca partiu um prato, que nem sequer deve ter tomado uma cerveja ou sequer feito uma noitada. Gente que deve ter nascido logo velho, pois muitas vezes os velhos dão bons conselhos, por que já não podem dar maus exemplos. Não sintam isto como um desresponsabilizar de comportamentos errados, mas sim como uma forma de perceber o que é ser adolescente, uma idade propícia a cometer algumas loucuras e exageros, mas sempre foi assim. Lembro-me do meu avô contar histórias da sua juventude que não lembram ao diabo, juventude essa que foi há quase cem anos. Lembro-me dos meus primos mais velhos, lembro-me da minha adolescência. Todos fizemos as nossas loucuras. O que aconteceu em Torremolinos sucede quase todos os dias no nosso Algarve, parece que nunca passaram uma noite louca por aqui, ou em Palma de Maiorca, ou em qualquer parte do mundo que se junte alguns ingredientes e algumas hormonas.

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Podem sempre dizer que agora é pior, que existem drogas, sexo em grupo, etc etc etc. Já se esqueceram da guerra do Ópio (Heroína), quando o Império Inglês fazia tráfico «legal» de droga. Isto foi no século XIX. Por isso, não vamos ser hipócritas, drogas, sexo e comportamentos considerados menos corretos sempre existiram. Portanto, não vamos crucificar uma geração por alguns comportamentos menos corretos. Gostava de ver o mesmo clamor social por parte de algumas virgens ofendidas pela forma como o BPN foi oferecido ao atual BIC, como o BES está a ser oferecido às postas à estrela solitária (Lone Star), como a CGD foi usada para um grupo de mentecaptos fazerem os seus negócios e distribuírem negócios pelos amigos. Isso sim é que é escandaloso, isso sim é que deveria ser notícia por todo o mundo, mas não, essas são faladas em surdina e até nem se falam. São estes comportamentos que deveriam ser penalizados, julgados, criticados, estes sim que são graves, que destroem mais que vidas, destroem um país e o seu futuro. Aí depois vêm os comportamentos que são provocados por uma impunidade dos fortes e uma perseguição aos fracos. Alguns viram as famílias ficar sem casa, fruto do desemprego dos pais e as grandes dívidas serem perdoadas aos grandes devedores, de colarinho branco. Aí os jovens revoltam-se, aí podem colocar uma televisão na banheira e um colchão na piscina. Contudo, deviam-se revoltar mais, sair para a rua e reclamar o futuro que lhes roubam as estrelas solitárias deste mundo .


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OPINIÃO

Todos os diálogos de amor se parecem Mirian Tavares

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o ensaio Metafísica do amor, Schopenhauer reflete sobre o porque de, a cada ano, ouvir falar de diversos casos de duplos suicídios de amantes desesperados que, devido a circunstâncias adversas, preferem tirar a própria vida a deixar o seu amado. Para o filósofo isto não faz o menor sentido e não consegue compreender como é que “pessoas que, certas do amor mútuo, esperando encontrar em seu deleite a mais elevada bem-aventurança, não preferem por diligências exteriores enfrentar todas as situações e padecer cada desventura a renunciar, com a vida, a uma felicidade além da qual nenhuma outra maior pode ser por eles pensada”. Schopenhauer, nesta obra, tenta perceber a lógica por trás dos atos desesperados provocados pelo amor, ou pela ideia do amor, difundida pela arte. O problema é que, por mais que o filósofo encontre respostas às questões que coloca, continua a haver duplos suicídios ou pequenos grandes dramas provocados por este sentimento tão paradoxal e, aparentemente, tão vital para os seres humanos. Vida e morte, dor e prazer – presenças constantes nos filmes desde que o cinema descobriu a sua vocação narrativa. A paixão, signo ligado ao desespero, pode também aquietar, longe do maniqueísmo bem ou mal, o que causa desespero pode, ao mesmo tempo, ser fonte de salvação. Todos os amores que o cinema nos apresenta, são representados conforme uma ideia de amor ocidental que se tornou, através da literatura romântica e dos meios audiovisuais, um drama que envolve desencontros, reencontros, desenganos e descaminhos. Nalguns casos, a ficção nos apresenta um final feliz, noutros, a felicidade é apenas um vislumbre, um delírio, um desejo e nunca uma resposta que se encontra através de ou por causa do amor. Na Metafísica do amor, Schopenhauer defende que este sentimento é uma invenção literária. 66 ALGARVE #103 INFORMATIVO

Para o filósofo alemão, o «amor» é uma criação humana que serve para mascarar o desejo, este sim, real e devastador. Se o amor é uma invenção literária, logo podemos dizer que o amor é ou constitui-se como linguagem. Ora, a linguagem do cinema, que descende da literatura burguesa do séc. XIX, facilmente se adequa à narrativa literária e não só adapta os textos, como transforma em imagens e reveste de novos significados velhas e novas histórias, que tratam do drama demasiado humano das relações e de tudo aquilo que elas envolvem e que as impulsiona. O filósofo alemão conclui o seu ensaio dizendo que as pessoas não amam individualmente, amam, no outro, a possível eternidade que ele pode representar. Amam, enfim, a humanidade e a sua própria espécie, amam a ideia de continuar, mesmo que esta continuação implique sofrimento, porque a Vontade de Vida é maior e é, conforme Schopenhauer, o que nos move. Na Metafísica da Morte ele analisa a contracorrente desta Vontade de Vida, que equilibra as pessoas entre o desejo pelo movimento e a consciência da vindoura quietude. O cinema, através da sua já secular história, herdou da literatura a capacidade de narrar, de criar mundos imaginários, de preencher vazios com imagens. Se analisarmos a história do cinema encontraremos um género que existe desde o princípio e que foi, ao longo dos anos, adaptando-se aos públicos, aos desejos e aos tempos: o drama de amor. Todos os grandes realizadores de cinema estão sempre a fazer o mesmo filme. Uma história que continua, que não tem fim, porque justifica a própria espécie, porque reveste de humanidade e de poesia o desejo, demasiado humano, conforme Schopenhauer, de imortalizar-se .


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OPINIÃO

O Algarve um destino de afetos Antónia Correia

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estudo sobre o perfil do turista no Algarve apresentado muito recentemente mostra que os índices de satisfação dos turistas são muito elevados (98 por cento). Na génese desta satisfação está o apego e a afinidade que o turista nutre por este destino. Sendo esta uma experiência claramente humanizada. Corolário dessa humanização é a quase total concordância dos turistas com frases que na literatura são usadas para mediar a afinidade com o destino - VISITAR O ALGARVE DIZ MUITO SOBRE QUEM SOU (3,20 numa escala de 1 a 5); SINTO-ME MUITO APEGADO AO ALGARVE (3,25); EU IDENTIFICO-ME FORTEMENTE COM O ALGARVE (4,25); O ALGARVE É MUITO ESPECIAL PARA MIM (3,4) ou EU SINTO QUE O ALGARVE É PARTE DE MIM (4,30). Esta afinidade, embora seja mais profunda entre os turistas residenciais, é significativa entre os turistas tradicionais. Por zonas, esta afinidade é mais evidente no Barlavento. No Centro, o hiato entre tradicionais e residenciais sugere ofertas claramente distintas. Por períodos, são os turistas que viajam em julho/agosto que maior afinidade revelam com o destino. A afinidade e hábito de visita justificam o estado de espírito dos turistas. Felizes, satisfeitos, tranquilos e relaxados são as emoções que personificam e antecipam a satisfação que os turistas demonstram para com o Algarve. Por zonas, estes sentimentos persistem sem diferenças significativas, porém, quando analisados por períodos, a intensidade destas emoções assume uma proporção mais relevante. Emoções e a forte afinidade justificam que as palavras utilizadas para descrever o Algarve sejam adjetivos que conferem uma dimensão humana ao destino. Adjetivos como amigável, bom, bonito, calor, diversão, divertimento, férias, lindo, maravilhoso, mar, pessoas, praias e sol, sugerem um destino que deleita todos os que o visitam. Palavras que também sobressaem por zonas e por segmentos. No período julho/agosto, as palavras que melhor descrevem o Algarve são praias, quente

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e sol, não fosse esta a zona de balnear por excelência em Portugal. Já em setembro, e muito possivelmente pelo menor fluxo turístico, o sol e as praias são combinadas com a beleza da região. No sotavento, persiste a vocação balnear, calor, praias e sol. No Centro, à vocação balnear junta-se as férias, frases como Férias são no Algarve, justificam esta associação. Enquanto no Barlavento sobressaem ainda o ambiente, amigável, relaxante, bonito ou de forma ainda mais assertiva lindo, que enquadra a região. A praia, o clima, a gastronomia e as pessoas são os atributos que justificam a satisfação dos turistas, elementos transversais a todas as zonas do Algarve e a ambos os períodos. Para ser perfeito, o Algarve só precisa de gerir capacidades de carga, para evitar o congestionamento que os turistas não apreciam. A necessitar de melhoria estão também os serviços (atendimento), o estacionamento e o trânsito. Por períodos e principalmente em setembro/outubro sobressai ainda a qualidade (7 por cento para os tradicionais e 5 por cento para as residenciais) e a gastronomia (9 por cento e 8 por cento respetivamente) como elementos menos positivos. No Sotavento reclama-se das acessibilidades (6 por cento entre os tradicionais) e as atividades noturnas (4 por cento também para os tradicionais). No Centro, as portagens (7 por cento para ambos os segmentos) e a gastronomia (5 por cento e 3 por cento respetivamente) são os elementos que mais desagradaram. No Barlavento, o clima (4 por cento para ambos os segmentos) e a gastronomia (6 por cento e 4 por cento respetivamente) não satisfizeram. Neste destino de afetos muito pouco falta fazer para garantir uma experiência turística de excelência que se aproxima duma relação que, porque humanizada, requer a definição de uma personalidade própria para o destino . (professora do CEFAGE, Universidade do Algarve e Universidade Europeia)


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ALDEIA DO SANACAI QUER SER UMA INCUBADORA DE COMPETÊNCIAS PARA A COMUNIDADE CIGANA Texto:

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oi inaugurada, no dia 13 de abril, a Aldeia do Sanacai, um projeto-piloto de transição, com uma abordagem multidimensional e interdisciplinar, situado na freguesia das Ferreiras, concelho de Albufeira, onde vão viver, a partir de agora, oito agregados familiares de etnia cigana, com um total de 33 indivíduos, entre os quais 18 crianças e jovens. A cerimónia foi presidida pela Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, 72 ALGARVE #103 INFORMATIVO

e contou também com as presenças do edil de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, da Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, Patrícia Seromenho, e da Diretora do Centro Distrital de Faro da Segurança Social, Margarida Flores. Recorde-se que a comunidade cigana alvo deste projeto tinha procedido à ocupação, no início dos anos 90, de uma construção abandonada, no local da


Orada, em Albufeira, e que, durante mais de 20 anos, foi crescendo e transformou a área num acampamento, sem nenhum tipo de infraestrutura de apoio, como o saneamento básico. Do levantamento efetuado junto destes agregados foi possível concluir que a falta de condições de habitabilidade era o fator preponderante para o insucesso escolar e para as dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Deste modo, foi considerado como prioritário o seu realojamento, para depois se trabalharem as suas competências pessoais, sociais, parentais e de integração profissional. O projeto da Aldeia do Sanacai vai de encontro aos objetivos da Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (2013-2020), nomeadamente de integrar socialmente

estas comunidades em quatro áreas fundamentais: educação, habitação, emprego e saúde. A Câmara Municipal de Albufeira tornou-se parceira do projeto através de um protocolo assinado em novembro de 2014 e, depois da localização estar definitivamente decidida e de se verificar que os módulos habitacionais apresentavam as condições pretendidas, foi dado início à obra de implantação, em novembro de 2016. Assinados os contratos e entregues as chaves de cada habitação aos oito agregados familiares, Patrícia Seromenho admitiu que não se podem desenhar planos, atribuir subsídios de rendimento social e fazer determinadas exigências quando, na base, essas pessoas não têm condições para as

Margarida Flores, Catarina Marcelino, Carlos Silva e Sousa e Patrícia Seromenho entregam a chave a uma das novas moradoras da Aldeia do Sanacai #103 ALGARVE INFORMATIVO

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Patrícia Seromenho, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, com as técnicas que acompanham o projeto da Aldeia do Sanacai

cumprir. “Têm que existir apoios que garantam a sobrevivência, mas que não criem uma dependência eterna. Há que criar estruturas em que as pessoas se possam autonomizar. Nós estamos cá para vos ajudar, mas são vocês que definem o vosso caminho, em conjunto connosco”, frisou a Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira. “Só foi possível atribuir estas casas graças a um presidente de câmara, Carlos Silva e Sousa, que acreditou no projeto, porque a Misericórdia não tem capacidade para financiar uma obra destas”. A acompanhar no terreno esta comunidade vai estar uma equipa da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira constituída por uma assistente social, uma educadora social, uma psicóloga e uma técnica de ciências da educação, que tem 74 ALGARVE #103 INFORMATIVO

trabalhado com esta população adulta no campo da alfabetização desde 2013. “Este é um processo mutável, os planos vão-se modificar todos os dias, para que sejam cidadãos numa comunidade onde haja um casamento perfeito entre direitos e deveres. O objetivo é que, ao longo dos próximos 36 meses, os adultos tenham competências adquiridas para que possam ser integrados no mercado de trabalho, que as crianças sejam alunos de sucesso, e que, pelos vossos rendimentos, consigam depois ter o direito a uma habitação permanente”, indicou Patrícia Seromenho, lembrando que a ideia é que as famílias permaneçam, no máximo, três anos nesta “incubadora de competências”. Para que tal se concretize, a Provedora


entende ser necessário o empenho da comunidade cigana, que a comunidade não cigana colabore neste processo e que existam, depois, residências disponíveis a valores compatíveis com os rendimentos do trabalho. “Não podemos ter apenas habitações para turismo. Daqui a 36 meses estaremos a avaliar os resultados deste projeto, com a certeza de que há lutas que vale a pena travar, que há sonhos que vale a pena sonhar, que vale a pena ser persistente. O caminho é difícil de fazer, mas devemos continuar em frente, independentemente de todos os constrangimentos, de todos os dias menos bons”, defendeu Patrícia Seromenho. No uso da palavra, Margarida Flores, Diretora do Centro Distrital de Faro da Segurança Social, deu os parabéns à Santa Casa de Misericórdia de Albufeira pela coragem em abraçar o projeto da Aldeia do Sanacai. “A Segurança Social não esteve diretamente envolvida, mas estivemos atentos, vimos os altos e baixos e acreditamos sempre que isto seria uma realidade”, referiu, enaltecendo igualmente a postura da Autarquia de Albufeira em todo o processo. Finalmente, uma palavra especial ao patriarca desta comunidade. “De si vai depender a vida de muita gente porque, se isto correr bem, provavelmente vão haver mais aldeias de sorrisos e de esperança, não só no Algarve, mas noutros pontos do país. Queremos que estes meninos cresçam com uma vida melhor”, afirmou. No dia em que completava os 60 anos de idade, Carlos Silva e Sousa não tinha dúvidas de que esta aldeia iria ser «luminosa». “Este é um projeto simples, mas que tem um grande significado: dotar

uma comunidade, que às vezes é mal compreendida, de uma habitação com alguma dignidade. O local tem o defeito de estar um bocadinho longe da cidade de Albufeira, mas tem a vantagem de estar perto da natureza. Espero que tenham aqui uma vivência feliz, mas que seja apenas uma transição para uma fase ainda melhor”, disse o presidente da Câmara Municipal de Albufeira. “Acreditamos todos que este projeto vai correr bem e Albufeira aposta muito na educação e na formação, para dar mais competências aos nossos jovens”. Carlos Silva e Sousa destacou igualmente a bravura da Santa Casa da Misericórdia em abraçar um projeto desta natureza e que não se limita apenas a entregar a chave de uma casa a uma família. “É dar um acompanhamento efetivo a esta comunidade, está aqui toda a gente para vos apoiar”, garantiu o edil de Albufeira, antes de passar a palavra à Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino. “A realidade das comunidades ciganas é muito diferente de norte a sul de Portugal e nem todos os autarcas estão disponíveis para serem parceiros numa solução. E, quando estamos a falar do combate ao racismo e à xenofobia que existe no nosso país, as freguesias também desempenham um papel extremamente importante”, considerou a governante. A par da habitação, Catarina Marcelino chamou a atenção para a importância da inserção no mercado de trabalho, “a única forma de se ter independência e #103 ALGARVE INFORMATIVO

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ATUALIDADE responsabilidade de todos, deles e de todos os outros. É bom ter parceiros como a Misericórdia de Albufeira e ter pessoas como a sua Provedora, a trabalhar e a acreditar que o mundo pulo e avança”. A Secretária de Estado lembrou ainda os benefícios de se ter uma casa onde não se passa frio, onde se tem conforto, onde não chove em cima das pessoas durante a noite. “Não nos podemos esquecer que a comunidade cigana é composta por portugueses e portuguesas e que têm o direito a ter uma casa condigna. A casa é a base para o resto, para que as crianças Catarina Marcelino, Secretária de Estado tenham a possibilidade de para a Cidadania e Igualdade integração na escola e sucesso escolar”, apontou, descrevendo a Aldeia do Sanacai como uma boa prática da concretização da estratégia do governo para esta matéria. “Tem a parte da habitação, que é mais difícil de todas, porque ninguém quer alugar casas a pessoas de etnia cigana. Mas é para as crianças que temos que trabalhar, meninos e meninas que, se tiverem sucesso na escola, vão ter habilitações para conseguirem um emprego e, no futuro, não serão precisos mais bairros como este. Acredito que Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal de Albufeira Portugal pode dar este passo. autonomia e de se levar uma vida em Somos 11 milhões no nosso país, a liberdade”. “São difíceis estes processos comunidade cigana são 40 mil pessoas, de integração de uma comunidade que portanto, integrá-las é um dever, uma vive muito à margem, e por obrigação de todos nós” . 76 ALGARVE #103 INFORMATIVO


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FURNAZINHAS PROMOVE MAIS UMA FEIRA DO CAMPO

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urnazinhas é uma povoação da freguesia de Odeleite que tem vindo a conquistar cada vez mais espaço na agenda cultural local e regional, com uma regularidade de eventos cujo sucesso se sedimenta de ano para ano. No próximo dia 30 de abril, é a vez de se realizar a 4ª Feira do Campo, um convite ao contacto com a natureza e com os usos e costumes das gentes desta região. O dia começa com um passeio pedestre às 9h30. O trilho apresenta aos participantes as ruas empedradas e as casas de xisto de Furnazinhas, mas também as antigas minas de cobre nas encostas voltadas a sul e as deslumbrantes panorâmicas sobre a Barragem de Odeleite. A

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inscrição neste passeio é obrigatória, com um custo de 10 euros e garante pequeno-almoço, seguro e almoço. Depois de almoço começa a festa propriamente dita. Saberes e sabores misturam-se com muita animação musical. Entre o melhor do artesanato e da gastronomia local, os visitantes podem participar nos ateliers do pão e do queijo, fazer passeios de burro ou visitar uma exposição de animais da quinta. A Feira do Campo é uma iniciativa da Junta de Freguesia de Odeleite, em colaboração com a população das Furnazinhas e tem o apoio da Câmara Municipal de Castro Marim .


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9ª ROTA DE TAPAS ESTRELLA DAMM ARRANCA EM FARO

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apear e viver a verdadeira tradição cervejeira vai ser agora possível a sul do país, uma vez que a 9ª edição da Rota de Tapas Estrella Damm arranca pela primeira vez em Faro, de dia 11 a 28 de maio. Lisboa, Porto e Braga recebem também a Rota de Tapas, de 18 de maio a 4 de junho. Os restaurantes selecionados serão conhecidos em breve, sendo que em Faro a rota terá lugar no centro histórico da capital do Algarve. Os chefs do Algarve poderão desta forma criar novos conceitos de tapas que, em conjunto com uma cerveja Estrella Damm, levarão os consumidores a provar os melhores sabores da região e conviver entre amigos pela zona histórica de Faro. O formato da Rota de Tapas será o mesmo: uma cerveja Estrella Damm e uma tapa por três euros. “A realização da Rota de Tapas em Faro vem dar resposta aos crescentes pedidos dos 80 ALGARVE #103 INFORMATIVO

consumidores e restaurantes desta região. O alargamento deste evento gastronómico a sul do país é uma prova que os portugueses aderiram muito bem ao conceito de «tapear» e a Rota de Tapas transformou-se num evento gastronómico com muita relevância em Portugal”, revela Elsa Cerqueira, Marketing Manager da Estrella Damm. A Rota de Tapas teve início em 2013, apenas em Lisboa, e ao longo dos anos foi alargando território a norte do país, atendendo à crescente adesão por parte dos portugueses. Desta vez, a marca aposta no Algarve para levar o prazer de «tapear» aos algarvios e espanhóis que todos os anos visitam a região. A Rota de Tapas de Faro conta com o apoio de Região de Turismo do Algarve, Câmara Municipal de Faro, Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e 365 Algarve .


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FOGOS FLORESTAIS LEVAM MUNICÍPIOS DO ALGARVE A REFORÇAR APOIOS

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AMAL - Comunidade Intermunicipal do Algarve vai iniciar o processo que levará ainda este ano ao reforço de apoios às corporações de bombeiros da região para o aumento do número de efetivos. A decisão surge no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais e após os municípios do Algarve terem verificado que a ausência de efetivos nas corporações de bombeiros, municipais e voluntárias, para a nova época de fogos florestais é cada vez maior. Perante a urgência de reforçar as equipas das corporações, os municípios decidiram avançar com um estudo que vai determinar novas estratégias que facilitem a tarefa de recrutamento de pessoal. A nova estratégia passará pela criação de benefícios a atribuir aos elementos das corporações de Bombeiros. Para elaborar este

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estudo, a AMAL designou os municípios de Monchique e São Brás de Alportel como os responsáveis pela coordenação deste levantamento, uma vez que são concelhos integrados em território rural e com melhores conhecimentos da dificuldade em constituir equipas de intervenção para combater incêndios florestais. Recorde-se que, no Verão de 2016, a 3 de setembro, o concelho de Monchique foi fustigado por um incêndio que se propagou até ao concelho de Portimão, durante o qual arderam mais de 2200 hectares e estiveram envolvidos cerca de 600 operacionais. A época mais crítica para a ocorrência de incêndios, designada por Fase Charlie, começa a 1 de julho.


AUTARQUIA ENTREGOU DUAS VIATURAS AOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE LAGOA

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ando continuidade à sua colaboração com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, a autarquia local participou na aquisição de duas viaturas operacionais, reconhecendo o trabalho desenvolvido pela Corporação na defesa e acompanhamento da população do Concelho. Assim, no dia 7 de abril, o executivo municipal lagoense deslocou-se ao quartel dos Bombeiros para proceder à entrega das viaturas à Direção da Associação e ao Comando da Corporação, numa cerimónia em que o Presidente Francisco Martins se inteirou das caraterísticas dos veículos, em especial da nova ambulância cujas diferenças, ao nível de equipamento, são notórias em comparação com as que conheceu na sua atividade ligada à saúde.

As duas viaturas foram adquiridas no âmbito dos Protocolos assinados em 2016 e 2017 entre a Câmara Municipal de Lagoa e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários e são: VFCI 05 – Veículo Florestal de Combate a Incêndios, pesado todo o terreno, dotado de bomba de serviço de incêndios e tanque de quatro mil litros de agente extintor, destinado prioritariamente à intervenção em espaços naturais, com lotação para cinco operacionais e um custo de 33 mil e 500 euros (IVA a 6 por cento), com a participação da autarquia em 25 mil euros – Protocolo 2016, ABTM 03 – Ambulância de Transportes Múltiplos, com lotação de oito lugares, sendo um em maca, tendo ainda a capacidade de transportar duas cadeiras de rodas. A participação municipal foi de 40 mil euros – Protocolo 2017 .

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FOLAR GIGANTE VOLTOU A FAZER AS DELÍCIAS DE OLHANENSES E VISITANTES

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oram centenas as pessoas, olhanenses e visitantes, que acorreram, no dia 8 de abril, ao Largo da Restauração, para se juntarem à festa do folar gigante promovida anualmente pelo chef Filipe Martins, com o apoio do Município de Olhão. Medindo cerca de 100 metros, o folar gigante deste ano juntou ao folar tradicional de Olhão, uma iguaria pascal conhecida internacionalmente, variedades mais ou menos «exóticas», tradicionais ou resultado da criatividade do chef pasteleiro olhanense: o folar típico da Serra, o de figo, amêndoa e laranja, o de batata-doce, o de azeite e o de chocolate. Este ano, fruto da inspiração nos folares tradicionais do norte de Portugal e de ideias recolhidas em viagens recentes a vários países da 84 ALGARVE #103 INFORMATIVO

Europa, Filipe Martins introduziu a inovação do folar de carnes, cuja receita inclui, para além de ervas aromáticas típicas da Ria Formosa, como a inula, enchidos, chouriço espanhol, pepperoni italiano, bacon, presunto, ou fiambre. Esta novidade despertou a curiosidade dos presentes, que não quiseram deixar de provar a inovação. Como habitualmente, o folar gigante teve uma vertente solidária e, por cada fatia distribuída, foi solicitada uma contribuição monetária simbólica, que reverte na sua totalidade a favor de uma instituição, nesta caso a APPDA (Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo do Algarve .


AUTARQUIA DE CASTRO MARIM AVANÇA COM PAVIMENTAÇÃO DA RUA DA ARRANCADA – BARROCAL

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oi aberto o concurso para a adjudicação da obra de repavimentação da Rua da Arrancada, no barrocal, povoação pertencente à freguesia de Altura. Com a intervenção, avaliada em 95 mil euros, pretendese proceder à pavimentação desta rua, presentemente em terra batida, e realizar as infraestruturas de águas, esgotos e pluviais que se justificam. Complementarmente, está também prevista a reparação e repavimentação de zonas degradadas do tapete betuminoso, uniformizando a qualidade geral da rede viária no local e complementando algumas intervenções anteriormente realizadas pelo município e por particulares (Urbanização OliReal).

O investimento está integrado na política de requalificação urbana deste município do sotavento algarvio, que tem vindo a melhorar as acessibilidades e rede de drenagem de águas residuais pluviais em todo o concelho. Criar melhores condições de mobilidade e assegurar melhores condições de circulação e segurança rodoviária aos automobilistas, são os principais objetivos desta requalificação. Também no âmbito da requalificação urbana do concelho, foi recentemente lançado o concurso para obra de pavimentação de arruamentos do Monte Francisco (zona poente).

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«A HERANÇA CULTURAL DA DIETA MEDITERRÂNICA» EM DEBATE EM FARO

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a sequência da inscrição da Dieta Mediterrânica na lista representativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade decorre, nos dias 9 e 10 de maio, no Grande Auditório da Universidade do Algarve, a conferência internacional «A Herança Cultural da Dieta Mediterrânica». Esta conferência realiza-se no ano da presidência/coordenação portuguesa dos sete Estados e Comunidades Representativas da Dieta Mediterrânica e pretende analisar as estratégias e experiências de investigação, preservação e transmissão de valores universais da Dieta Mediterrânica às atuais e próximas gerações. O encontro centra a sua atenção nas experiências de trabalho em curso nos sete Estados e Comunidades Representativas, sobretudo, no âmbito das boas práticas inseridas no Plano de Salvaguarda. Posiciona-se, assim, numa perspetiva aberta aos vários campos do 86 ALGARVE #103 INFORMATIVO

conhecimento, permitindo uma visão abrangente da dieta mediterrânica enquanto modelo cultural e estilo de vida como padrão alimentar de excelência e de dieta sustentável. A conferência é dirigida à participação ativa de docentes universitários e investigadores, educadores e professores dos vários graus de ensino, especialistas nos domínios da cultura e do património alimentar, da agricultura e do ambiente, da saúde e nutrição, do ordenamento para a sustentabilidade dos territórios e das comunidades e de outras áreas de conhecimento, bem como de gestores e dinamizadores de projetos, empresários, estudantes e cidadãos interessados nestas temáticas. Trata-se de uma organização conjunta do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, da Universidade do Algarve e da Câmara Municipal de Tavira .


FUN & KNOW PROMOVE OFERTA TURÍSTICA DE LAGOS

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ace à relevância estratégica do turismo para o crescimento sustentado da economia do concelho de Lagos, e considerando o crescimento da procura deste destino nos últimos anos, a autarquia local concebeu a iniciativa «FUN & KNOW», ao estruturar a oferta de um produto turístico composto por dez equipamentos lúdicos e culturais, quatro públicos e seis privados, singulares no contexto concelhio. “Lagos não se resume apenas a sol e praia. É muito mais do que isso e é exatamente essa mensagem que se pretende passar com o FUN & KNOW”, avança o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira. Na comunicação deste projeto, figura a promoção a quatro equipamentos públicos (o Museu Municipal de Lagos, o Núcleo Museológico Fortaleza Ponta da Bandeira, o Núcleo Museológico Rota da Escravatura – Mercado de Escravos e Centro Ciência Viva de Lagos) e a seis equipamentos privados (Museu de Cera dos Descobrimentos, Parque Zoológico de Lagos,

Wake Salinas – Cable Park, Parque Aventura, Pro Putting Garden e o Woop – Fun for All), equipamentos diferenciadores que oferecem, no município, experiências únicas tanto a munícipes, como a visitantes. “Este projeto tem agora o seu ano zero. O desafio lançado foi de imediato aceite por todos, o que nos dá a certeza que o caminho a seguir é este, o de criarmos sinergias em prol da promoção de Lagos como destino turístico de excelência e atenuar a sua sazonalidade”, refere o autarca, avançando que já está ser considerada uma segunda fase, onde se poderá alargar a participação a outros atores locais e privados na campanha. “Este é um fator relevante para a autarquia – incentivar e participar num trabalho em rede, alicerçado na proximidade e na colaboração entre atores, valores fundamentais de um clima empreendedor que se espelha na dinâmica, desenvolvimento e crescimento económico de qualquer território” .

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26.ª FEIRA DA SERRA REÚNE TALENTOS DA MÚSICA PORTUGUESA EM SÃO BRÁS DE ALPORTEL

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uca Roseta, David Carreira, João Pedro Pais e Roberto Leal são os cabeças de cartaz do palco principal da Feira da Serra de São Brás de Alportel 2017. Assumindo um forte compromisso com a música portuguesa, o certame dá a conhecer as tradições do Algarve genuíno numa aliança com a inovação, numa nova edição que tem por convidado de honra o Vinho. A «3 World Tour» do jovem David Carreira vai passar pelo palco da Feira da Serra no dia de abertura, quinta-feira, 27 de julho, na estreia de uma edição ampliada para quatro dias de certame. Na sexta-feira, dia 28, é a vez do fado prestigiar o palco da Feira, na voz de Cuca Roseta, a cantora portuguesa que ocupa um lugar no júri do programa televisivo «Got Talent Portugal». Sábado, dia 29, após mais uma edição do desfile de moda «São Brás Fashion», o músico João Pedro Pais subirá ao palco para partilhar com o público os êxitos da sua carreira, no ano em que assinala duas décadas desde que lançou o primeiro álbum.

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No último dia, domingo, 30 de julho, a voz inconfundível de Roberto Leal, que já vendeu mais de 17 milhões de discos por todo o mundo, vai animar a noite em São Brás de Alportel, no habitual momento de homenagem aos clássicos da música portuguesa. A 26.ª Feira da Serra de São Brás de Alportel decorre no recinto da Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos, revelando toda a Alma do Algarve, numa mostra de artesanato, gastronomia, tradição e inovação, tendo por convidado de honra o Vinho. Num recinto recentemente renovado e ampliado, mantendo as novidades da edição anterior com o «Espaço Terra» e o «Palco Radical», a Feira da Serra dá primazia à música portuguesa no Palco Principal, aos grupos locais no Palco Sonoridades, continuando a apresentar inovadoras propostas gastronómicas no Palco Sabores e no Sítio dos Curiosos .


AUTARQUIA DE SILVES APETRECHA ESCOLAS DE ARMAÇÃO DE PÊRA, ENXERIM E TUNES

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s computadores da Escola EB 1 de Armação de Pêra, bem como os que davam apoio às Bibliotecas Escolares das EB1 do Enxerim e Tunes, foram recentemente substituídos pela Câmara Municipal de Silves. Todos os equipamentos destinados às salas de aula e à sala de professores são atualmente novos, sendo que 10 salas de aula e a sala dos professores das turmas da EB 1 de A. Pêra beneficiarão de melhores equipamentos e condições de aprendizagem. Para além destes equipamentos, foram ainda instalados quadros interativos nesta escola que complementam as funcionalidades dos computadores e serão mais um fator concorrente no processo de desenvolvimento das crianças e na sua aprendizagem. Também foram colocados vídeo projetores na EB 1 de Messines e na EB 1 de Silves n.º 2.

Este processo complementa o trabalho que a autarquia desenvolveu em 2016, quando procedeu à colocação de 16 computadores nas salas de aula dos Jardins de Infância do concelho, substituindo os então existentes, com mais de uma década de existência. Nessa ocasião foram colocados 55 novos monitores de 24 polegadas LED em todas as salas de aula e de professores das EB1 do concelho. Em 2014, foi adquirida meia centena de computadores novos para os estabelecimentos de ensino. A renovação dos materiais e equipamentos das escolas tem sido uma aposta do atual executivo, que tem vindo a colocar mobiliário e a renovar espaços, nomeadamente WC’s e refeitórios, procurando dotar os estabelecimentos escolares de melhores condições . #103 ALGARVE INFORMATIVO

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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Rui Gregório

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