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ALGARVE INFORMATIVO 18 de novembro, 2017

O MESTRE DA COMÉDIA JOAQUIM

MONCHIQUE

SEMANA DA DIABETES DE TAVIRA | FOOTGOLF EM CASTRO MARIM «SÍNDROME» DE OLGA RORIZ EM LOULÉ | TOURISM TRADE ALGARVE SHOW | SCROLL 1 INFORMATIVO #133


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CONTEÚDOS 18 DE NOVEMBRO, 2017

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ARTIGOS

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6 - FootGolf em Castro Marim 16 - Semana da Diabetes de Tavira 24 - «Scroll» da ArQuente 32 - «Respeita-me que sou tua Mãe» com Joaquim Monchique 38 - «Síndrome» de Olga Roriz 48 - Tourism Trade Show 80 - Atualidade

OPINIÃO 56 - Paulo Cunha 58 - Paulo Bernardo 60 - José Graça 62 - Mirian Tavares 64 - Adília César 66 - Nelson Dias 68 - Antónia Correia 70 - Augusto Lima 72 - Nuno Silva 74 - Abílio Guerreiro 76 - Vico Ughetto

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REPORTAGEM

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FINAL DO CAMPEONATO DA EUROPA DE FOOTGOLF JOGOU-SE EM CASTRO MARIM De 9 a 12 de novembro, o Castro Marim Golf & Country Club foi palco da grande final da European FootGolf Tour, com mais de uma centena de atletas de todo o mundo a mostrarem os seus dotes numa modalidade que, como o próprio nome indica, combina o futebol com o golfe. O desporto já é praticado há alguns anos em Portugal, mas ganhou um fôlego acrescido, em 2017, com a criação da Associação Nacional de FootGolf de Portugal. Texto:

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Castro Marim Golf & Country Club, em Castro Marim, acolheu, de 9 a 12 de novembro, a European FootGolf Tour Grand Final, ou seja, a derradeira e decisiva etapa do Campeonato da Europa desta modalidade que não é mais do que uma mistura de futebol com golfe. Assim sendo, o terreno é um tradicional campo de golfe de nove buracos em que os buracos do green são adaptados ao diâmetro de uma bola de futebol, bola essa que substitui a pequena bola de golfe. Depois, os pés assumem o papel do taco de golfe e o objetivo é o mesmo: chegar ao final com o menor número possível de tacadas, melhor dizendo, de chutos na redondinha. Foi isso mesmo que assistimos logo pela manhã de domingo, o último dia da competição, onde se ficaria a conhecer o

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novo Campeão da Europa de FootGolf. Jogadores de todas as idades e de ambos os sexos, de polos e calções coloridos a identificar os seus clubes, meias pelos joelhos, bolas de futebol coloridas debaixo dos braços para que não haja confusão no recinto de jogo. Chegados ao tee, analisam as condições climatéricas, nomeadamente o vento, olham para o perfil do green, onde estão as inclinações do terreno, os bunkers de areia, lá ao longe o ghole, a meta, o buraco onde deve ser enfiada a bola. E não se pense que se trata apenas de chutar para a frente com o máximo de força, há que definir bem a estratégia de ataque ao putting green. Bem vistas as coisas, o modo de pensar é bastante semelhante ao do golfe, há que decidir a melhor forma de fazer a aproximação ao buraco, com a diferença

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A direção da Associação Nacional de FootGolf de Portugal: Armando Caldeira (Vice-Presidente), Ricardo Esteves (Presidente) e Nuno Navalho (Tesoureiro)

que, aqui, não existem tacos de madeira ou de ferro específicos para cada distância, apenas o pontapé, com mais ou menos efeito, com mais ou menos força. Táticas e estratégias que são perfeitamente visíveis nos atletas estrangeiros que participaram nesta final do Campeonato de Europa disputada em Castro Marim, numa modalidade que cresceu bastante nos últimos seis meses em território nacional, coincidindo com a constituição da Associação Nacional de FootGolf de Portugal. “É um desporto simples e que qualquer pessoa pode praticar, com as regras do golfe, mas jogado com o pé e uma bola de futebol”, resume Ricardo Esteves, o presidente da associação, explicando que também aqui existem 18 buracos, ou gholes.

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De acordo com o dirigente e antigo futebolista profissional do Benfica, o FootGolf chegou há cinco ou seis anos a Portugal, contudo, não teve uma vida fácil, como não tem qualquer desporto novo que se pretenda instituir no quotidiano de uma sociedade. “Face às dificuldades sentidas, a anterior associação pensou em desistir e foi aí que os elementos da atual estrutura deram o passo em frente, porque acreditamos nesta modalidade. Existem imensos campos de golfe no país de excelente qualidade e não é de estranhar que a final do Campeonato da Europa seja jogada em Portugal. Se calhar noutros países, nesta altura do ano, está a chover ou a nevar e aqui

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está este sol maravilhoso”, aponta Ricardo Esteves. Nasceu a nova associação e com ela um novo circuito nacional de footgolf, constituído por 13 etapas, bem como uma Taça de Portugal, para além de se fazer uma candidatura para integrar a Federação Internacional de FootGolf, que foi aceite há cerca de um mês. “Queremos estar no meio dos melhores, entre a elite, porque só assim é que a modalidade pode crescer. Deste modo podemos também organizar torneios europeus ou mundiais”, sublinha o entrevistado, esclarecendo que esta final do Campeonato Europeu de FootGolf, ou «Capital Cup», ainda não foi da responsabilidade da Associação Nacional de FootGolf de Portugal. “Antigamente, havia 10 ou 11 jogadores a praticar footgolf. Durante estes seis meses, em

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cada etapa tivemos uma média de 25 a 30 atletas. No final das 13 etapas, foram mais de cem jogadores, o que é um crescimento bastante grande num tão curto espaço de tempo”, reforça Ricardo Esteves. Praticantes que, ao contrário do que se possa imaginar, nem sequer são maioritariamente ex-futebolistas, esclarece o presidente da direção, revelando ainda que, nos Estados Unidos da América, por exemplo, existem 500 campos para a prática do footgolf. “Em Portugal temos apenas quatro, por isso, temos que angariar mais espaços. Em seis meses crescemos imenso e com passos sustentados, com «cabeça, tronco e membros». Reflexo disso é que também apareceram vários clubes de footgolf neste período, embora o desporto seja disputado, à semelhança

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do golfe, de forma individual”, indica, com homens e mulheres a competirem ladoa-lado, uma vez que os grupos são sorteados antes de partirem para o green. “Depois, quando termina a etapa, são diferenciados os três primeiros lugares em masculino e feminino, para além dos juniores”.

FOOTGOLFISTAS PORTUGUESES NÃO ENVERGONHAM Dado o tiro de partida, os 18 buracos de um campo de footgolf equivalem a nove buracos do campo de golfe, porque as distâncias alcançadas com uma tacada de golfe são muito diferentes das obtidas com um chuto na bola. Buracos cujos putting green não coincidem, pelo que o recinto do footgolf não choca com o de golfe e a conversão é muito simples de realizar. “Há tampas com relva sintética por cima e, no final do percurso, seja em treino ou competição oficial, basta tapar o buraco. A dificuldade que temos sentido na adesão de mais campos de golfe prende-se sobretudo com o status que o golfe possui. É um desporto de elite e nem toda a gente aceita bem estarmos a jogar no campo com uma bola de ALGARVE INFORMATIVO #133

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futebol”, reconhece Ricardo Esteves. “Estraga mais o campo um taco a bater na relva do que nós a chutar a bola, praticamente não deixamos marcas, é uma simples questão de mentalidade”, lamenta. Ricardo Esteves avisa também que a modalidade exige uma técnica apurada de chuto, porque uma bola de golfe, quando cai na relva, fica logo parada devido ao seu peso, o que não sucede com uma bola de futebol. “Temos que contar sempre com os desníveis do terreno porque a bola não vai ficar segura na relva. O futebol deu-me a experiência de como bater a bola com força e precisão, mas aqui temos que contar com o vento, o relevo do piso, o sol. São fatores extra de dificuldade que me cativaram muito”, confessa o agora comentador da Bola TV, confirmando o desnível natural que existe entre os

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footgolfistas nacionais e os seus colegas estrangeiros. “Ainda somos muito poucos praticantes, mas estiveram aqui representados 111 jogadores de 16 países e Portugal não fez má figura. O circuito que criamos permite que pratiquemos mais, o que se reflete na melhoria das capacidades individuais. Há condições para estarmos entre os melhores, mas ainda estamos no início da caminhada, pelo que queremos ter cada vez mais jogadores e campos, de norte a sul de Portugal. Neste momento há três campos na zona da Grande Lisboa, um no Norte e acreditamos que Castro Marim se vá juntar ao lote, para que qualquer pessoa possa praticar footgolf sem ter que percorrer grandes distâncias”, rematou Ricardo Esteves antes de se dirigir ao tee para iniciar a sua participação no último dia de prova.

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REPORTAGEM

TAVIRA DEDICOU UMA SEMANA À DIABETES Tavira assinalou a Semana da Diabetes, de 13 a 19 de novembro, com muitas atividades no Mercado da Ribeira, no Clube de Tavira e noutros espaços da cidade do Rio Gilão. O objetivo foi sensibilizar para a prevenção de uma doença que afeta, em Portugal, mais de um milhão de pessoas de todas as idades. Texto:

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Dia Mundial da Diabetes começou, no dia 14 de novembro, em Tavira, com a apresentação do «Olhar para o Futuro - Projeto Comunitário Viver Bem com a Diabetes», mudando depois o cenário da Semana da Diabetes para o Mercado da Ribeira, onde houve lugar a várias atividades com alunos dos estabelecimentos escolares do concelho, designadamente uma aula de hip hop kids com a professora Joana Baltazar, um círculo humano «unidos pela diabetes», a criação de um mural da saúde com as crianças e a largada de balões azuis. Da parte da tarde decorreu a ação «Prevenir… é o melhor remédio para a diabetes!», destinada à população adulta e sénior e rastreios efetuados por profissionais de saúde certificados.

cidadania saudável. E o aumento acentuado da prevalência da diabetes é, de facto, preocupante, em Portugal e no mundo, pelo que é fundamental unir esforços na luta contra a sua expansão e reduzir os danos morais, físicos e económicos associados a esta patologia. Quanto à Semana da Diabetes de Tavira, é uma organização da Unidade de Cuidados na Comunidade Talabriga (integrada no Aces Algarve III Sotavento da ARS Algarve, I.P.) em parceria com a Câmara Municipal de Tavira. A U.C.C. Talabriga desenvolve diversos projetos comunitários como a «Literacia em Saúde» e «Viver com a Diabetes», que engloba a Semana da Diabetes, nomeadamente através da realização de várias ações comunitárias de prevenção e controlo da doença.

Esta data é celebrada, desde 2011, com o intuito de sensibilizar e consciencializar a população para a prevenção e controlo da doença, assim como para promover a

Na sessão de abertura, Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve, salientou que “a saúde uma componente essencial das

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nossas vidas, e sem a qual não podemos aceder a outros bens”, daí a importância da realização de parcerias desta natureza. “A Semana da Diabetes já foi considerada uma boa prática a nível nacional e gostaria que outros municípios agarrassem esta ideia. O trabalho nunca está feito, é preciso continuar a apostar nesta área, algo que os profissionais de saúde fazem todos os dias. O que ambicionamos é ter um Algarve cada vez mais saudável”, sublinhou o responsável da ARS Algarve. Pelo mesmo diapasão afina Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira, apelando a que se coloque uma maior ênfase na prevenção e no prolongamento da saúde das pessoas, ao invés de se olhar apenas para o controlo e tratamento das doenças. “Em setembro

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tivemos em Tavira a reunião intergovernamental das sete comunidades representativas da Dieta Mediterrânica e o colega italiano revelou que, na zona de Nápoles, existia um número anormalmente diferenciado, para melhor, de pessoas que viviam com qualidade de vida para cima dos 100 anos de idade. Queremos provar à UNESCO que os nossos padrões alimentares têm um efeito diferenciador na longevidade com qualidade de vida, algo que depois tem efeitos, por exemplo, nos sistemas de Saúde e da Segurança Social”, frisou o autarca tavirense. Introduzir padrões alimentares saudáveis é uma das responsabilidades das comunidades representativas da Dieta Mediterrânica enquanto

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Património Imaterial da Humanidade, mas Jorge Botelho destaca igualmente a importância de se ter hábitos de prática desportiva, uma forma de se interagir com a sociedade, mas também de se adotarem comportamentos mais saudáveis. “Hoje, 10 por cento da população de Tavira, cerca de duas mil e 500 pessoas, estão inseridas num programa municipal gratuito de desporto para todos, com nove modalidades à sua disposição. Mas outro desafio que se coloca aos autarcas é como levar as problemáticas da diabetes e dos hábitos de alimentação saudáveis às escolas”, reconhece o presidente de câmara, aproveitando para lembrar uma discussão que aconteceu, há uns anos, no seio do grupo nacional da Dieta Mediterrânica para que se acabassem com as máquinas de vending no interior das escolas. “Com pequenos passos podemos melhorar as coisas e há vontade, da nossa

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parte, em implementar medidas concretas para modificar os comportamentos menos saudáveis dos nossos jovens. É uma tarefa medonha porque eles são muito sensíveis às influências externas e não é fácil alterar práticas que estão cimentadas nos seus quotidianos”, admite. Esta Semana da Diabetes, entretanto, é para continuar, garante Jorge Botelho, por se estar na presença de um problema de saúde «silencioso». “Os dias modernos são cheios de tentação, sobretudo para as novas gerações, e precisamos da ajuda de todos para imprimirmos na população este estilo de vida mediterrânico, para melhorarmos a maneira como tratamos de nós próprios”, concluiu o edil tavirense .

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REPORTAGEM

ArQuente continua a espicaçar o público com

«SCROLL»

A Associação ArQuente apresentou, no dia 15 de novembro, na Sociedade Recreativa Artística Farense «Os Artistas», a sua produção «Scroll», uma performance que testa as fronteiras, que vai mais além do teatro convencional, completamente «fora da caixa», se assim se pode dizer. E os espetadores que esgotaram a sala deixaram-se envolver e aceitaram o desafio para, por momentos, se tornarem eles próprios participantes ativos deste «Scroll». Texto: Fotografia:

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associação cultural farense ArQuente já nos habituou a produções fora do normal, que não seguem os padrões convencionais do teatro, porque o seu objetivo é espicaçar as pessoas, fazê-las pensar, até sair incomodadas de algumas performances. E «Scroll» é disso um perfeito exemplo, como se assistiu, no dia 15 de novembro, n’ «Os Artistas» de Faro.

grupo e percebemos que precisávamos criar essa dinâmica no nosso conjunto de atores. Começamos por fazer perguntas para saber o que eles pensavam sobre temas mais ou menos fraturantes, depois, pedimos-lhes para irem para o palco e improvisarem sobre as coisas que tinham aprendido uns dos outros. Entretanto, eu e a Teresa Silva apercebemo-nos que esse material era espetacular e que seria um desperdício não o aproveitar”, conta Gil Silva.

O espetáculo conviveu muito diretamente com o público, sendo construído sobretudo com a improvisação dos sete intérpretes em palco. Palco que também é diferente, já que os atores e o público estavam sentados numa roda de cadeiras e foi no seu interior que se desenrolou toda a cena, num formato arrojado, questionador e sem rede da autoria de Gil Silva, com Teresa Silva no apoio à direção. As interpretações estiveram a cargo de Alejandra Rodrigues, Ana Nunes, Armando Batista, Fúlvia Almeida, Henrique Prudêncio, Maria Adelaide Fonseca e Tata Regala, mas também o responsável pela luz, Jorge Pereira, e o sonoplasta Cláudio Felisberto desempenharam um papel primordial, pois nem a música nem a luz estavam previamente definidos.

A decisão de abandonar o texto original foi rapidamente tomada, mas com a consciência de que o trabalho iria ser bastante mais arriscado, para os encenadores e para os atores, devido à exposição a que se propunham. “No fundo, nem sequer há uma encenação, apenas uma ideia original e uma condução, da minha parte e da Teresa, para que este jogo funcione e tenha dinâmicas que possam ser partilhadas com o público geral”, explica. Contudo, não haver guião não significa que não seja necessário efetuar ensaios, antes pelo contrário, assegura Gil Silva. “Eles têm que se saber respeitar uns aos outros, perceber o espaço e os tempos de cada um, o que exigiu quase seis meses de preparação”.

Num improviso praticamente total, há apenas duas constantes em cada ida a cena de «Scroll»: sabe-se qual é a atriz que dá o «pontapé-de-saída» e sabe-se qual a música que indica que a peça entra na reta final. De resto, vai-se um pouco ao sabor da corrente, mas a ideia original não era esta, confessa Gil Silva. “O texto que tínhamos escolhido abordava as relações muito íntimas existentes no seio de um

São muitas, então, as dificuldades de se trabalhar sem rede, reconhece Teresa Silva no final da atuação n’ «Os Artistas». “Não é melhor ou pior usar-se um texto, no entanto, quando se entra em palco e há um guião, tem-se qualquer coisa para dizer. Aqui, ninguém sabe muito bem o que vai acontecer, o que requer bastante treino para se alcançar uma boa química”,

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justifica a também atriz, com Gil Silva a acrescentar que, em «Scroll», não há assuntos tabus, simplesmente não se podem ultrapassar os limites pessoais de cada um. “É quase como uma família que, entre si, fala dos assuntos que lhe são comuns. Há muita humanidade nesta peça”, reforça Teresa Silva.

de facto, intervir livremente. Claro que o mais fácil é ficar sentado, sossegado, no seu lugar”, considera Teresa Silva. “O espetador pode ficar com receio de ir lá para a frente e não saber o que dizer, mas o mesmo se passa com os atores, já que não existe um texto de suporte”, reforça.

Outro forte contraste face ao teatro clássico é que os atores estavam sentados junto com os espetadores, não existindo a tradicional barreira, quase física, entre o palco e a plateia. “A ideia é precisamente tornar o público cúmplice da peça, tirar os espetadores da sua zona de conforto, do seu anonimato, e expô-los também a eles. Na ArQuente gostamos de «incomodar» o público, não queremos que ele esteja sentado confortavelmente a assistir às performances”, indica Gil Silva. “Há pessoas que sentem vontade de entrar na peça, na roda, no «Scroll», e elas podem,

O conceito pode parecer estranho, fora do normal, o tal «fora da caixa», mas a reação tem sido francamente positiva porque, de acordo com Gil Silva, o público está ávido de coisas novas, impactantes. “São espetáculos que fazem pensar e nós queremos espicaçar as pessoas. Há aqui muita entrega, honestidade, verdade”, entende o encenador. “Por vezes, há peças que criam uma distância tão grande em relação ao público que este, depois, não se sente identificado com aquilo que esteve a ver. Como é óbvio, há pessoas

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que não gostam deste formato, mas há outras que adoram”, prossegue Teresa Silva. “Esta é a nossa forma de estar nas artes e, felizmente, damo-nos ao luxo de trabalhar com o que realmente nos interessa trabalhar. Como somos amadores, não temos timings a cumprir,

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nem instituições a quem responder, o que nos permite arriscar mais”, aponta a dupla, em final de conversa, antes de partir para outra conversa, desta feita com os espetadores que tinham ficado na sala já depois da peça ter terminado.

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JOAQUIM MONCHIQUE REGRESSOU AO ALGARVE EM VERSÃO «MÃE» Texto:

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Teatro das Figuras, em Faro, recebeu, nos dias 16 e 17 de novembro, o espetáculo do carismático Joaquim Monchique «Mais respeito que sou tua mãe!», que foi visto por mais de 75 mil espetadores em duas temporadas repletas de êxito em Lisboa.

A mãe de família e dona de casa mais desesperada da Baixa da Banheira e de Portugal, Esmeralda Bartolomeu, continua a sua luta pela sobrevivência no caos de um seio familiar onde tem de lidar com um marido desempregado que só tem apego a futebol; um sogro de 80 anos tão ou mais adicto à marijuana que o seu filho mais novo; uma filha adolescente com um comportamento sexual mais desenvolvido (e desenvolto) que o seu; e um filho mais velho que é gay, e depois deixa de ser… e depois volta a ser… e depois deixa de ser outra vez. O aguardado regresso de «Mais respeito que sou tua mãe!» assinala os 30 anos de carreira de Joaquim Monchique que, para além de interpretar Esmeralda Bartolomeu, assina igualmente a encenação e adaptação de uma das peças de maior sucesso na Argentina, de autoria de Hernán Casciari. A seu lado em palco tem Luís Mascarenhas, Joel Branco, Tiago Aldeia, Sofia Arruda, Rui Andrade, Diogo Mesquita, Bruna Andrade e Leonor Biscaia . ALGARVE ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO #133 #133

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COMPANHIA OLGA RORIZ TROUXE «SÍNDROME» A LOULÉ Texto:

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Cine-Teatro Louletano apresentou, no dia 17 de novembro, a estreia em território algarvio de «Síndrome», o mais recente espetáculo da prestigiada Companhia Olga Roriz. Em palco assistiu-se a uma proposta inquietante e intensa, entre teatro e dança contemporânea, cujo grande tema é a experiência do humano perante a catástrofe: o que resta, como se reage e o que se sente depois de uma calamidade? «Síndrome» parte do espetáculo «Antes que matem os Elefantes», transformando-o num novo espaço, solitário e individual, envolto num ambiente de utopia como uma suspensão da realidade, em busca do que ficou esquecido, do que se perdeu. “Homens e mulheres de cal, numa cidade ainda em guerra, carregam as memórias dos gestos. Come-se pão, falase sobre a dignidade humana, sobre a solidão. Vive-se a verdade, as expetativas, as aspirações e desencantos. Baralham-se as convenções, e faz-se daquele lugar um outro, ou apenas um palco a existir ALGARVE ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO #133 #133

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como tal, numa relação entre o ser humano, o tempo, o espaço e a matéria. Naqueles corpos reconstroem-se os afetos, o mundo imprime-se no olhar, no rosto, no corpo e nas palavras, em direção a outros caminhos do sentir. Poderá coabitar um discurso poético com um outro político, racista, religioso, sobre ataques terroristas ou os direitos humanos, a fome e os poços de petróleo, a construção do muro do México ou apenas problemas pessoais mas comuns e transmissíveis”, descreve a companhia. «Síndrome» é uma coprodução Companhia Olga Roriz e São Luiz Teatro Municipal, com direção e coreografia assinadas por Olga Roriz, contando com os intérpretes André de Campos, Beatriz Valentim, Beatriz Dias, Bruno Alexandre, Bruno Alves, Carla Ribeiro, Francisco Rolo e Marta Lobato Faria. A seleção musical é de Olga Roriz e João Rapozo, com cenografia e figurinos de Olga Roriz. O desenho de luz cabe a Cristina Piedade e o acompanhamento dramatúrgico a Sara Carinhas, enquanto o vídeo e pós-produção áudio são da responsabilidade de João Rapozo. A montagem e operação de luz contam com João Chicó (Contrapeso) e a montagem e operação de som com Sérgio Milhano (Ponto Zurca) . ALGARVE INFORMATIVO #133 ALGARVE INFORMATIVO #133

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TOURISM TRADE SHOW FAZ A PONTE ENTRE AS EMPRESAS E OS SEUS FUTUROS FUNCIONÁRIOS Texto:

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David Martins, Diretor de Marketing do Castro Marim Golf & Country Club, Carlos Baia, Vereador da Câmara Municipal de Faro, Alexandra Gonçalves, Diretora Regional de Cultura do Algarve, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, Paula Vicente, Diretora da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, Francisco Marques, Diretor Regional da Educação do Algarve, Francisco Serra, Presidente da CCDR Algarve e David Murta, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António

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Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, recebeu, nos dias 15 e 16 de novembro, a quarta edição do «Tourism Trade Show», um misto de Bolsa de Turismo e Bolsa de Emprego organizado pelos próprios alunos da instituição de ensino com o intuito de colocar, frente a frente, empresas e potenciais colaboradores. O evento contou com um fórum «Estágios e Carreira», jornadas de empreendedorismo, perto de seis dezenas de expositores empresariais/institucionais/start-ups, workshops de bar, ateliers de cozinha e pastelaria e várias palestras e debates. A abertura do certame contou com a presença de Luís Araújo, presidente do

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Turismo de Portugal, Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, Carlos Baia, vereador da Câmara Municipal de Faro, Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Alexandra Gonçalves, Diretora Regional da Cultura do Algarve, entre outras entidades oficiais e, durante a visita inaugural, Paula Vicente, diretora da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, confirmou a importância deste «Tourism Trade Show», logo a começar pela mobilização que gera ao nível dos formadores e alunos. “Depois, tivemos mais de 55 espaços de exposição, o que comprova que o evento está a crescer de ano para ano, e é um tremendo 50


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prazer ver um projeto que nasceu da ideia dos alunos ganhar esta dimensão. O evento está a ter um grande impacto e são as próprias empresas que nos perguntam regularmente quando é que acontece a próxima edição”.

estabelecem logo uma primeira aproximação ao mercado de trabalho. É uma montra de empresas conceituadas da hotelaria, restauração e turismo, que são o nosso core business”, destaca Paula Vicente.

Grandes cadeias hoteleiras, restaurantes de referência e empresas turísticas compunham o grosso dos expositores, aproveitando a ocasião para apresentar as suas ofertas de trabalho e encetar contatos diretos com potenciais funcionários. “O objetivo é precisamente promover uma relação direta com os alunos que estão na fase final dos seus cursos, que vão terminar a sua formação em janeiro ou maio do próximo ano, e que estão já à procura de um local para realizar o seu estágio curricular. Aqui, as entidades empregadoras conhecem os alunos no seu ambiente natural e estes, por seu lado,

Quanto à data de realização do evento, a experiência da organização nas anteriores edições dita que esta é a melhor altura do ano para garantir uma maior adesão do tecido empresarial. “Neste momento já não estamos na época alta do turismo algarvio, mas ainda se conseguem abrir portas para os alunos que vão sair em janeiro. As empresas também estão mais disponíveis para participar em novembro, ainda por cima com este tempo fantástico”, refere Paula Vicente, explicando que as empresas não vêm somente «apalpar o terreno», mas sim

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com intenções de recrutar já quadros. “Há 12 empresas a realizar sessões de apresentação e, logo de seguida, a dinamizar um espaço para entrevistas entre alunos e responsáveis de recursos humanos. Sei que alguns alunos vão ter logo colocação em janeiro, o que é ótimo”. Alunos que, garante a diretora da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, estão perfeitamente preparados para abraçar de imediato um projeto profissional. “Claro que nada impede um aluno, na sua ambição de crescer profissionalmente, de enveredar pelo ensino superior ou ir para o estrangeiro, mas, quando saem daqui, possuem as ferramentas necessárias para criar o seu próprio negócio ou para trabalhar por conta de outrem”, afiança Paula Vicente, bastante satisfeita com o êxito que o «Tourism Trade Show» alcançou em apenas quatro anos de vida.

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“É um evento que faz falta à região e é para isso que esta escola existe”. Um sucesso que Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, teve oportunidade de atestar in loco, salientando o facto do evento ser organizado pelos próprios alunos. “Isto demonstra o papel das Escolas de Hotelaria e Turismo de Portugal na formação turística, a qualidade dos recursos humanos que daqui saem e a necessidade do setor turístico em contar com profissionais qualificados. É uma alegria enorme ver que os nossos alunos têm um mercado de trabalho vastíssimo à sua espera”, apontou o dirigente. “É pena que não haja mais iniciativas destas ao longo do ano, porque se percebe que qualquer um destes alunos também pode ser um empreendedor, montar o seu negócio, criar a sua empresa”, concluiu .

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OPINIÃO Ainda não percebi bem o que querem de mim... Paulo Cunha (Professor)

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á não me recordo como é que este texto de autor(a) anónimo(a), escrito em forma de desabafo, me chegou às mãos. Sei apenas que coincidiu com o tempo cronológico e a temática de um outro que aqui já tinha publicado. Resolvi publicálo no «facebook». Agora, dois anos volvidos, depois de mais de dezasseis mil leituras e treze mil partilhas, achei por bem dar-lhe a merecida visibilidade neste espaço, pois quem quer que seja que o tenha escrito, fê-lo incorporando o que muitos jovens hoje sentem: - “Nasci porque a minha mamã queria ser Mãe e o meu papá queria ser Pai. Mas não pensaram se eu quereria ser o filho deles a tempo inteiro. E eles, afinal, não tinham tempo para mim. Mas fizeram-me nascer na mesma. Agora sou bebé, passo oito ou nove horas por dia na creche, até que a minha mãe (quase sempre) ou o meu pai, me venha buscar. Chego a casa cansado, bem como os meus pais; eles olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e depois metem-me na cama. Ando assim cinco ou seis anos. Depois começo a frequentar a escola. Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, seis ou sete horas, até que a minha mãe (quase sempre) me venha buscar. Em casa, faço os t.p.c., com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, cujos salários mal dão para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe. Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem bláblá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama. Ando assim mais quatro anos. Entro na Escola Secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. Fico lá seis ou sete horas, até tocar para a saída. Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro) e vou para casa. Mas, alguns três ou quatro anos depois, já regresso sozinho. Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro do que eu, mostro o «passe» e chego a casa, cansado! Beijo o meu pai,

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também cansado, beijo a minha mãe que está na cozinha, também fatigada e tento fazer os t.p.c. Por vezes adormeço e muitas vezes não consigo fazê-los. E então já sei que os professores vão escrever um «recado» ao meu pai. E depois vou ser castigado. Mesmo que esteja cansado! No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação. Eu não respondo, mas apetece-me! Alguns dos meus colegas respondem! E os professores dizem que não são educadores. Que os educadores deviam ser os pais. Ainda não percebi bem o que querem de mim... Só que os professores estão comigo sete horas por dia, se não faltarem às aulas. Os meus pais estão comigo, talvez, duas ou três horas por dia, o resto é para comer e dormir. Fico a pensar, quem é que me poderá educar? Acho que os adultos estão loucos! Vou começar a fazer uma birra! Talvez me olhem de outra maneira... Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola. Está lá a malta da turma. Eles até não se importam de «partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem». Eles dizem que aquilo é um paraíso. Talvez experimente. Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores. Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) duas ou três horas. Os adultos dizem que eu sou mal-educado mas não é verdade, eu não tenho mesmo nenhuma educação. Porquê? Porque os adultos não têm tempo! (Não tenho nada contra os Pais ou os Professores, mas tenho contra esta Sociedade desequilibrada!)”. Enquanto pai, professor e cidadão, sei que o caminho se faz caminhando. Sei também que, por mais que queiramos seguir em frente, quando o caminho nos desequilibra corremos o risco de cair. Por todos os que caíram e para que tal deixe de acontecer, aqui vos deixei este grito de alerta, mas também de esperança. Saibamos interpretá-lo! . 56


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OPINIÃO

A mochila Paulo Bernardo (Empresário)

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empre gostei de malas, mochilas, sacos, qualquer coisa que remetesse para viagens. No meu subconsciente, estes objetos representavam aquilo que vinha de novo da França ou Canadá, brinquedos, doces, roupas, às vezes coisas muito simples, contudo, incríveis para uma criança ávida de conhecer outras coisas e que, na sua fantasia, fabulava sobre como seria o mundo. Lembro-me que até o catálogo francês da La Redoute era incrível de desfolhar e ver as páginas de brinquedos que eles vendiam e que eram inacessíveis a quem estava cá no fim do mundo. Com muito trabalho, e devido às mudanças do mundo, consegui hoje conhecer muitos dos locais que queria conhecer e continuo a ter um fetiche por mochilas. Tenho várias, algumas com mais de 30 anos, mas merecem-me o mesmo carinho. Todavia, o tema das mochilas tem outro objetivo e escrevo pensando na minha filha Catarina e no amigo Sebastião. Não consigo entender como miúdos de 10 anos transportam quase uma tonelada nas costas. Custa-me ver as meninas e os meninos a terem que transportar um sem fim de livros. A Organização Mundial de Saúde lembra que o excesso de peso das mochilas escolares contribui para a ocorrência de problemas de saúde de crianças e jovens, designadamente dores nas costas, alterações na marcha e postura deficiente, conforme conclusões de diversos estudos. Como é possível quase 40 anos depois o sistema ser igual? A mesma régua azul, uma quantidade industrial de

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livros e depois andamos a dizer que os miúdos não se motivam etc etc etc. Não entendo como uma geração altamente conectada não recebe um tablet que fica pelo mesmo preço da compra dos livros com todos os conteúdos. Sim, o preço, comparado entre livros e tablet mais conteúdos, não é diferente, para além do custo do tablet se diluir pelo menos pelos primeiros cinco anos de escola. Este tablet servia para toda a relação com a escola e com o próprio Ministério. Assim, pelo menos as mochilas ficavam mais leves. Não julguem que a ideia é nova ou é minha, alguns países já a usam, por exemplo a Finlândia, entre outros. Para além do bem para as crianças, também se fazia um bem à natureza, pois menos árvores se tinham que destruir. E era mais fácil atualizar os livros caso acontecesse algum erro, mais fácil era a interação com o universo escolar, os conteúdos das aulas seriam partilhados na rede, quando alguém faltasse poderia aceder às aulas mesmo em casa. Escreve quem gosta de livros em papel e estes não devem desaparecer e a leitura em casa pode ser feita sem problema nenhum, agora, na escola, não consigo entender porque não utilizar as novas tecnologias, pois elas estão aí. Não vale a pena parar o relógio para que o tempo não ande, ele anda na mesma, assim, porque não usar essa ferramenta? Apenas estamos a adiar o inevitável.

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OPINIÃO #SocialSummit2017 José Graça

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onge dos tempos áureos do Estado Providência forte e inclusivo caraterístico dos países nórdicos, a Suécia acolheu esta semana a Cimeira Social para o Emprego Justo e o Crescimento (Social Summit), em Gotemburgo, que constitui um marco na forma como nos comprometemos a orientar as políticas sociais europeias no futuro. Embora a capacidade de intervenção da União Europeia (EU) nestas matérias seja limitada, a Social Summit focou-se na forma de potenciar as novas oportunidades e de abordar desafios comuns que se colocam aos mercados de trabalho e aos modelos de proteção social atuais e futuros. Num mundo extremamente competitivo assente em direitos reduzidos e salários baixos, numa globalização agressiva e pouco ética que pouco ou nada liga aos problemas dos mercados laborais, cabe mais uma vez à velha Europa fixar padrões básicos em matéria de direitos sociais, com base na perspetiva e na experiência de cada país, decidindo como criar um futuro melhor para os Europeus. No âmbito do debate mais vasto sobre o futuro da Europa, a cimeira constituiu uma oportunidade preciosa para debater a dimensão social da UE e dos seus Estados-Membros entre os principais interessados, culminando uma iniciativa da Comissão Europeia, anunciada em 9 de setembro de 2015, acompanhada de perto pelo Conselho e desenvolvida no Parlamento onde brilhou a eurodeputada Maria João Rodrigues, reputada especialista nestas temáticas e ex-ministra da Qualificação e do Emprego de António Guterres. Foi um trabalho duro que envolveu meses de negociações entre as entidades europeias, tendo Maria João Rodrigues elaborado um relatório que mereceu a aprovação dos cinco maiores grupos políticos (PPE, S&D, Liberais, Verdes e GUE). A proclamação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais ALGARVE INFORMATIVO #133

assenta numa Carta com vinte princípios, sustentando o funcionamento mais justo e eficaz dos mercados de trabalho e dos sistemas de proteção social, nomeadamente ao nível da igualdade de oportunidades, acesso ao mercado de trabalho e proteção e inclusão social, prevendo-se políticas de apoio ativo ao emprego, seguro e adaptável, salário justo, diálogo social, equilíbrio entre a vida profissional e privada, apoio a crianças e idosos, cuidados de saúde, rendimento mínimo, prestações de desemprego, por exemplo. Sendo reconhecido que a Europa tem dedicado menos atenção à sua dimensão social do que a outras áreas da nossa vida coletiva, particularmente evidente a regressão em Estados anteriormente considerados paladinos das políticas sociais, pretende-se começar a virar a página, sabendo que o trabalho ainda vai no início… Esta Carta resultará na elaboração de diretivas europeias que deverão abordar aspetos da vida concreta dos cidadãos e se traduzirão em lei quando vertidas para as legislações nacionais, esperando-se que sejam incluídas as novas formas de trabalho que colocam os trabalhadores uns contra os outros (o dumping social digital), o Estado providência europeu ou a consagração generalizada do salário mínimo e de medidas de proteção social. Independentemente dos desafios lançados pela Indústria 4.0 ou pela situação socioeconómica e financeira de cada país, mais do que nunca, a Europa somos nós! . (Membro do Secretariado Regional do PSAlgarve e deputado da Assembleia Municipal de Tavira)

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OPINIÃO

Faz tudo parte do mesmo pacote Mirian Tavares (Professora)

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o século XIX, o pensamento Positivista espraiou-se pelo mundo afora. O lema da bandeira do Brasil, «Ordem e Progresso», foi inspirado neste sistema que previa um mundo ordenado, classificável, mensurável e legível através do método científico. Método este que influenciou até o pensamento estético e a forma de olharmos para o mundo. Uma das premissas da dita Modernidade da pósRevolução Industrial era, precisamente, a crença no progresso que adviria do mundo racional e científico. Numa conversa com Hans Gumbrecht, emérito pensador e professor da Universidade de Stanford, fui provocada a retomar as leituras da «Dialética do Iluminismo», obra seminal de Adorno e Horkheimer que questiona o pensamento racional que levou ao holocausto na II Grande Guerra. Como era possível que pessoas racionais chegassem ao ponto de produzir tamanha barbárie? Os filósofos de Frankfurt chegam à conclusão de que, sem empatia, sem um sentimento de pertença e de relação concreta e subjetiva com a humanidade, facilmente todos podemos nos converter em números. Em 2015, num artigo publicado no New York Times, Ross Douthat fala da tecnocracia que se apoderou das Universidades Norte-americanas e do fim progressivo dos protestos estudantis que marcaram os anos 60: "Between the 19th century and the 1950s, the American university was gradually transformed from an institution intended to transmit knowledge into an institution designed to serve technocracy". No seu artigo fala ainda do retorno de um certo movimento estudantil, movido agora por princípios politicamente corretos sem, no entanto, criticarem ou protestarem, pela transformação da Universidade num espaço tecnocrático e pouco instigante. A tecnocracia é fundada sobre um pensamento Positivista e uma base economicista que atravessou todo o século XX e que chega com a mesma força ao século XXI. Na Modernidade do século XIX/XX decidiuse que tudo aquilo que não fizesse parte do compêndio da racionalidade e que não fosse cientificamente testado e comprovado, seria ALGARVE INFORMATIVO #133

considerado obscurantismo e, como tal, legado aos artistas e filósofos que persistiam em viver à margem, ou ao pensamento religioso e/ou místico. Instaurado o maniqueísmo bom e mau, eficiente e improdutivo, racional e irracional, estava pronto o terreno para que a cultura das estatísticas, mais tarde substituída pela cultura do Excel, se instalasse confortavelmente na nossa sociedade. Contra o pensamento e a reflexão, os dados! Contra a produção intelectual sem um fim imediato, o empreendedorismo e a transferência tecnológica! Ao contrário do que muitos julgam, não é a vitória do pensamento científico, mas sim a derrocada da ciência como arma do conhecimento livre de amarras e de imposições de uma agenda que é exterior à própria ciência e que condiciona a produção do saber. Por outro lado, chamar de Ciências Humanas às Humanidades é, no fundo, dizer que tudo, para ser validado, tem de ser científico. Ora, se tudo é ciência, nada é ciência. Este é um debate que se tem arrastado nos últimos anos em diversas frentes. O que nos sobra, disso tudo, é que nem as Humanidades nem a Ciência possuem legitimidade suficiente para serem o que são, fonte geradora de curiosidade e de revoluções permanentes, e se convertem em instrumentos nas mãos daqueles para quem a universidade deve ser um espaço da tecnocracia, da eficácia, dos números bem arrumados em caixinhas e dos estudantes formatados. Faz tudo parte do mesmo pacote: cientificizar todas as questões não as torna, necessariamente, mais claras e a racionalidade não é a resposta a tudo se não houver, ao seu lado, empatia e noção de pertença. O espírito tecnocrático cada dia mais nos comanda e não voltamos à fase da revolução permanente. As lutas são outras e nenhuma delas questiona a razão do atual (mau) funcionamento das instituições ou as relações políticas e sociais que estão por trás deste processo. Sinal claro que a programada destruição do pensamento humanista, que subjaz à ideia de universidade, foi bem conseguida. E que os tecnocratas venceram . 62


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OPINIÃO

Um amor no meio das couves Adília César (Escritora)

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Dona Rufina tem oitenta e seis anos. Uma vida pacata, um casamento de mais de seis décadas, dois filhos homens e quatro netos rapazes. No seio deste universo masculino, uma mulher pode sentir que há segredos que têm de ficar guardados para sempre. E assim foi até ao dia em que a fui visitar. O marido abriu-me a porta e encaminhou-me até ao quintal, onde ela me esperava junto de um bonito tabuleiro preenchido com o lanche destinado às visitas: chá de camomila e biscoitos de aveia. Vou dar uma voltinha, agora que ela já está acompanhada. E o marido saiu da casa e da história misteriosa. Ainda bem que vieste, tenho uma história para te contar. Era sobre ela e o Senhor Jorge, o vizinho de toda uma vida. Isto dura há demasiado tempo, disse a Dona Rufina, tenho de contar a alguém e só uma mulher serena como tu me poderá entender. Sabes, sinto que vai acontecer qualquer coisa muito em breve. Há uma fraqueza que me puxa para debaixo da terra. Contou-me que o Senhor Jorge se deslocava até à sua pequena quinta uma vez por semana, ao sábado, trabalhando arduamente ao sol a cuidar da horta e do jardim. Era essa ida ao campo que organizava o seu ritmo de vida. De volta à casa citadina, o banho quente entorpecia as dores do corpo e era chegada a hora de cumprir o ritual do amor feito à pressa, à noite, perto daquela hora em que a noite não sabia se ainda era sábado ou se já seria domingo. Ele passava bem sem isso, mas a mulher perguntava se ele queria, era o seu dever de esposa. Ele dizia que sim, era o seu dever de esposo, e o prazer que sentia até era confortável, funcional, um acto quase solidário, durante o qual ele esvaziava o pensamento e se concentrava na tarefa da intimidade utilitária. A ansiedade de sábado antecedia os acontecimentos significativos de domingo e permanecia nas entranhas. Na verdade, era uma boa sensação, a culminar frequentemente no alívio daquele prazer marcado no calendário, como uma espécie de troféu para compensar o mau estar contido na recorrência de um mesmo pensamento, a coisa amada do outro lado da rua, no dia seguinte. O tempo que quase deixa acontecer.

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Tudo girava em torno do ciclo domingueiro. Desde a missa matinal, o almoço com a família, o único brandy consentido durante toda a semana. E a limpeza do exterior da casa e do quintal. O calor morno e macio do crepúsculo adivinhava a ansiedade que ele já sentia, quando se dirigia ao canteiro para compor as trouxas de couves destinadas aos familiares que esperavam a hora de ir para as suas casas. Cinco molhos de couves, um por cada dedo da única mão que conhecia, a mão que colocava uma rosa vermelha colhida no seu jardim, dentro de um molho de couves especial, o que tinha o sabor e o perfume do amor. A personificação da delicadeza. Depois, a calma era devolvida ao espaço da casa, a mulher a varrer e a lavar o chão durante pelo menos um quarto de hora. Um quarto de hora, em que o dia não sabia se ainda era tarde ou se já seria noite, o tempo suspenso, à espera daquele momento. Do outro lado da rua, a Dona Rufina aparecia à janela. A postura segura e direita do corpo a evidenciar uma segurança contrariada pelos olhos e pelas mãos. Os olhos tão brilhantes, quase lacrimosos da emoção e as mãos ternas, ainda vazias, a segurarem a ansiedade da dádiva dele, que agora caminhava até ao seu encontro. E eis chegado o momento do verdadeiro acto de amor, a oferenda de um viçoso molho de folhas de couve, onde se escondia, bem no meio, um botão de rosa, carmim e transgressor, denso como o ar que se custava a respirar, a ansiedade a embrulhar o afecto, a sedução a aceitar a beleza de um momento sempre único, o ritual edificado entre as mãos dele e as mãos dela, entre os olhares embebidos pelo brilho do sentimento. Um botão de rosa, dois corações tão vivos. Nem uma palavra, nenhum toque. Apenas o ritual da passagem, a energia da possibilidade de um sonho, a dádiva e as palavras que não precisam ser ditas. O tempo que quase deixa acontecer, mas não deixa acontecer, durante mais de sessenta anos. Depois de eu morrer, podes contar a quem quiseres. Mas ninguém vai acreditar, não é? E deu uma gargalhada jovial perante o meu silêncio cauteloso .

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OPINIÃO

Fidelizar práticas de cidadania ativa e responsável Nelson Dias (Consultor)

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uer um cartão de cliente? Se sim, podemos criar um agora. É grátis e permite-lhe beneficiar das nossas bonificações, como, por exemplo, obter descontos, ganhar prémios e acumular pontos que podem ser trocados por bens e serviços, entre muitas outras vantagens”. Há muito que nos temos vindo a acostumar a este tipo de abordagem por parte de empresas de diferentes setores de atividade, desde as grandes cadeias comerciais aos pequenos negócios, na alimentação a retalho, restauração, lojas de vestuário, hotéis, agências de viagens, companhias aéreas, bombas de gasolina, entre outras. Independentemente da estratégia adotada por cada agente económico, o objetivo mais imediato passa pela fidelização de consumidores, indo ao encontro de uma regra básica dos negócios, de que é mais fácil manter um cliente do que atrair novos. Sem que assim o designemos, estes cartões são uma forma de moeda intra ou interempresas, que por questões legais e funcionais está indexada à moeda de cada país (Exemplo: 10 pontos valem 1 euro). E se imaginarmos uma forma de fidelizar as pessoas ao desenvolvimento de práticas de cidadania ativa e responsável? Foi o que fez o Município de Cascais com a criação do «CityPoints», uma aplicação móvel que visa reconhecer e premiar os munícipes que realizam ações com impacto positivo na comunidade. Esta ferramenta dispõe de uma lista de atividades, regularmente atualizadas, que os interessados podem desenvolver nas seguintes áreas: i) ambiente (reciclagem, reutilização, participação em eventos sustentáveis e em ações de valorização ambiental); ii) cidadania (participar no orçamento participativo, assumir responsabilidades numa associação local, utilizar ferramentas municipais participativas e equipamentos promotores da identidade local);

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iii) responsabilidade social (voluntariado, doações, adoção de animais, consumo solidário, participar em ações de responsabilidade social ou de promoção da saúde); iv) mobilidade (uso de redes partilhadas, nomeadamente de transportes públicos e bicicletas). Por cada ação realizada, a autarquia credita os pontos correspondentes na conta do respetivo utilizador. Os pontos acumulados podem ser trocados por vales de produtos ou serviços proporcionados por uma rede de parceiros locais, públicos e privados, que aderiram à iniciativa. Encontram-se para já disponíveis na aplicação entradas gratuitas em museus, aquisição de plantas aromáticas e livros, o acesso a serviços de cuidado e guarda de animais, bem como visitas guiadas, atividades de natureza, formações e workshops. Esta ferramenta permite também que os utilizadores possam doar os seus pontos e vales a uma causa local, que vai além das ações isoladas, requerendo, pelos seus propósitos, uma mobilização mais alargada de pessoas, como é o caso de uma organização voluntaria de apoio ao bem-estar animal que necessite de repor as reservas de ração alimentar para continuar o seu trabalho. Esta é a primeira iniciativa do género em Portugal, mas é fácil compreender que não tardará a ser adotada por outros municípios, na medida em que poderá contribuir para a adoção de comportamentos ecologicamente mais sustentáveis, socialmente mais responsáveis, bem como reforçar a participação cidadã, o sentido de pertença, as parcerias e o consumo local. A aplicação «CityPoints», disponível em versão Android e IOS, venceu recentemente a categoria de «Government & City Engagement» dos World Summit Awards, uma iniciativa das Nações Unidas que desde 2003 visa promover a inovação social digital, premiando mundialmente os melhores projetos . 66


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OPINIÃO Os programas de fidelização dos turistas, em análise pelos futuros gestores hoteleiros Antónia Correia (Professora)

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omeça hoje (17 de novembro) a terceira edição do «Portugal’s Future Hoteliers Summit», no Monte da Quinta, na Quinta do Lago. O objetivo deste evento é fomentar a partilha de informação entre os atuais líderes do turismo e os futuros líderes do turismo – os jovens que frequentam cursos de gestão hoteleira nas universidades líderes no país. Este ano, o tema são os programas de fidelização e o marketing, porque o ponto alto do evento é um desafio que os jovens futuros hoteleiros devem resolver e, sem qualquer pretensão de substituir os excelentes discursos e reflexões previstos, ficam algumas reflexões decorrentes de trabalhos de investigação, que espero possam ajudar os estudantes a brilhar. Os programas de fidelização, muito conhecidos como CRMs (customer relationship management), estão no fim do seu ciclo de vida. A impessoalidade e estandardização das mensagens partilhadas justificam o relativo descrédito nestes sistemas, que são tão difíceis de implementar como de manter. Na génese do turismo está a procura de novidade e de novos destinos que, à

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parte alguns perfis mais conservadores, dificulta a fidelização, mesmo quando a satisfação é evidente. O CRM ideal é aquele que permite um compromisso individual do hóspede com o sistema e que simultaneamente propicia interações virtuais, que culmina numa comunidade social onde recomendações e posts alimentam o programa. Os sistemas permitem estas interações e a criação de comunidades sociais, no entanto, a alimentação destes sistemas suporta-se na satisfação com serviço e na confiança na marca. Estes programas, para terem sucesso, carecem de interfaces com as redes sociais que propiciem difusão social, mas precisam também de elevados níveis de satisfação e de confiança no serviço. A conclusão é, pois, muito simples: ainda que se possam comprar sistemas inteligentes altamente sofisticados, é o serviço e a hospitalidade que determinam a sua fiabilidade e sucesso, e estes atributos não se compram, aprendem-se, nas escolas e em eventos como estes .

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OPINIÃO

Fast Casual Food I Augusto Lima (Cozinheiro, consultor e formador)

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or alguma razão alguns conceitos reproduzemse como hamsters. Eles têm um preço atrativo, quantidade para fazer uma refeição ligeira, ficam bem situados e têm o gosto generalizado de muita gente. Prendem-se ao Fast Casual Food Concept, um conceito que associa bom gosto, inovação e preço, um trio forte que se prende muito com a lei da procura e da oferta. Mas abrir uma nova casa de hambúrgueres, de pizzas ou de petiscos (que teimam em se chamar de Tapas), tem que se lhe diga, e eu sou testemunha de casos tais, que jurei a pés juntos não mais lá voltar. E quase sempre, passado algum tempo, ou vejo-os fechados ou me dizem que fecharam. Como na abertura de qualquer tipo de estabelecimento de comidas, primeiro deve-se investir no Cozinheiro, depois na formação deste e dos proprietários – se estes não a tiverem – e, logo a seguir, mas tão importante como as duas primeiras ações, nos produtos e na sua escolha. Falemos primeiro de Hamburguerias, casas que vendem hambúrgueres, Bife de Hamburg (cidade da Alemanha), um bife feito de carne picada e de forma arredondada, provavelmente típica da região, segundo alguns historiadores. Por norma, os hambúrgueres são confecionados a partir de um Trimming, um conjunto de carnes e gorduras que sobejam do desmancho e desossa das carnes. Existem países como o Uruguai autorizados a vender este produto ou subproduto, já que não pertence a nenhum corte em especial, mas que constitui carne de boa qualidade. Existem trimmings 90/10 que significam que têm 90 por cento de carne e 10 por cento de gordura, outros de 60/40 ou 80/20. Não adianta fazer um hambúrguer apenas feito de carne do lombo, pois o resultado será seco e sem sabor. O tipo de carne empresta sabor, mas a gordura é o responsável máximo pelo gosto, isso e uma boa confeção, seguida de um conjunto de alimentos que combinam entre si, emprestando harmonia e sabor.

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Fazendo Hambúrgueres Gourmet (com produtos de qualidade, diferentes e proporcionando experiencias gastronómicas). Como se trata de carne moída, não há mal algum, pelo contrário, em usar carnes mais rijas mas com ótimo sabor. Deve-se, pois, pensar em conjugar dois tipos de carne, uma mais tenra e suculenta e outra mais dura, mas com muitos sais minerais e gordura, logo mais saborosa. No primeiro conjunto, temos as carnes do traseiro, como a chã de fora, a alcatra e a vazia e, no segundo conjunto, as carnes do dianteiro, como o acém, o peito e costela. Segundo os entendidos, um hambúrguer deve ter no mínimo 15 por cento de gordura e uma proporção ideal de 20 por cento, sendo as melhores as retiradas da costela e do peito. Como já referi acima, a gordura é essencial e por quatro motivos – vai proporcionar sabor, suculência, amaciar e ligar o conjunto. Por isso é muito importante retirar nervos, misturar carne e gordura muito bem, mesmo antes de moer tudo em conjunto e de voltar a misturar, de forma a obter um todo homogéneo. Na moagem, não deve moer muito fino, pois isso fará com que o seu produto se pareça com uma pasta. Isso não queremos. Experimentem o modo grosso e o modo médio, variando inclusive nas diferentes propostas que oferecer. O hambúrguer é feito exclusivamente de carne e gordura, portanto, nada de o ofender e estragar colocando ovo, pão ralado e outras ofensas. Pode-se e deve-se, sim, juntar especiarias, ervas e fazê-los acompanhar com iguarias que emprestam, para além do sabor, delicadeza e cuidado, como enchidos, um pão de padaria, de massa leve e adocicada e onde o pão deve acompanhar de forma proporcional o peso do produto principal, o Hambúrguer. Por último, dizer que algo parecido/similar ao hambúrguer, mas feito com outro ingrediente principal como peixe ou legumes, se deve batizar de Burguer de peixe/Burguer de legumes ou em inglês, Fishbúrguer/Vegiburguer .

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OPINIÃO

O Urban que há em nós Nuno Silva (Técnico de Comunicação)

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rosto da culpa. As justificações metafísicas para imperfeições tão naturalmente humanas. A vitória da frustração assente na derrota de um semelhante. Esta sim é a mais contemporânea homenagem à tragédia de Sófocles. Sistematicamente e porque é tradição, vemos repetidos e tantas vezes ampliados, episódios infelizes que cada vez mais definem a nossa condição de humano. Invariavelmente e porque também é tradição, enchemos um pulmão de vulgarismo e outro de falsa inocência, uivando aos seus atores valentes impropérios e referindo-nos às cenas como «manchas» tristes, mas pontuais. Pois bem, não poderia ser essa uma consideração mais leviana, ou uma interpretação demasiado simplória daquela que é de facto uma verdade absoluta: nem todos somos bons, nem todos somos maus, mas tanto uns como outros, têm traços comuns visceralmente intrínsecos à humanidade na sua concretização. Vejamos. Não é preciso muito, aliás, não é preciso nada, para, munidos de uma das mais viciantes drogas do séc. XXI - o scroll-up e o scroll-down -, percebermos que, embutida na voz e razão dos grandes guerreiros das redes sociais, a solução para o triste episódio do pontapé na cabeça às portas do Urban Beach seria “apanhá-los sozinhos e enche-los de paus e pedras nos cornos até mais não”, ou “amarrá-los a um poste e arrancar-lhes os dentes ao pataço”. Sublime. Ou seja, combater a violência com violência, evitar um soco com outro, derrotar a estupidez estupidecendo. Em causa não está a defesa do agressor que era segurança ou da vítima que era ladrão. Em causa

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está sim uma preocupação muito mais racional sobre a irracionalidade do homem. O mundo acorda irritado e nós irritamo-nos com ele: bradamos selvaticamente, erramos sistematicamente, mas sempre e magicamente encontrando absolvição na condenação dos «eles» da vida. Dos outros. De todos os que não são eu. O apontar o dedo é tão mais fácil que nos olharmos ao espelho. Não devia. Somos nós que todos os dias, sem exceção, nos agredimos verbalmente em qualquer fila de trânsito. Somos nós que cuspimos a pastilha no chão ou afagamos com secretismo a beata largada com o pé na esperança que ninguém nos veja. Somos nós que olhamos para o lado quando um mendigo nos aborda. Somos nós que saudamos a solidariedade sem nunca termos contribuído. Somos nós que nos inquietamos com a fome e a sede, lavando dentes e loiça em água corrente. Somos nós que desdenhamos o sapato novo ou o sucesso alheio. Somos nós que batemos antes que nos batam. Somos nós que tanta coisa. Não foram eles que fizeram, fomos nós que errámos. Algures no tempo, esbardalhámo-nos. Episódios como o do Urban não nascem de testosteronas empacotadas, nem vestem de preto. Vêm de longe, não se extinguem cedo e vestem-se como tu e eu. Falta-nos muito mais que leis ou rigidez. Faltanos coração no lugar do cérebro. Falta-nos humanismo na humanidade. Falta-nos um pouco de tudo, no lugar deste Urban que há em nós .

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OPINIÃO A (des)formação dos formadores/professores nas áreas técnicas especializadas Abílio Guerreiro (Professor, Chefe e Consultor)

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Professor, ó professor, pode chegar aqui e dizer-me como se faz isto …”.

Ora, professor? Um professor com a escolaridade do 12.º ano pode denominar-se ou achar-se professor ou formador? Quem são os atuais técnicos especializados ou formadores no ensino público nas áreas de cozinha e pastelaria, entre outras áreas? Efetivamente, o «boom» da cozinha deu-se a todos os níveis. Os media foram os principais propulsores desta crescente procura pela profissão de cozinheiro ou chef de cozinha. As escolas criaram, e muito bem, os chamados cursos profissionais «vocacionais» para alunos que procuravam esta área e, em certa parte, para colmatar o crescente insucesso escolar no ensino corrente e/ou denominado ensino regular. Havendo uma proliferação por toda a rede escolar pública e privada de cursos de cozinha e pastelaria, também houve uma crescente procura de «professores», ou melhor, técnicos especializados, na área para ministrar estes cursos. Quais são as habilitações académicas e profissionais destes técnicos especializados/professores do ensino secundário? Em termos regulamentares, é somente necessário candidatarem-se aos concursos públicos no site da Direção Geral de Administração Escolar e Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação com o 12.º ano profissionalizante na área a que se candidatam e o respetivo Certificado de Aptidão Profissional (CAP), agora CCP, Certificado de Competências Pedagógicas de Formação. Então, para ministrar aulas no ensino profissional vocacional no ensino da rede escolar pública do ministério de educação basta ter o 12.º ano e um CCP? Então os alunos desta variante de ensino, que em boa hora necessitam de um professor quase com «super poderes», competente, com noções pedagógicas de ensino adaptadas a cada aluno, capaz de os motivar e despertar para o mercado de trabalho com técnicas de ensino inovadoras e ALGARVE INFORMATIVO #133

diferenciadas do ensino regular, são estes os professores ou técnicos especializados os corretos, grande parte com o 12.º ano de escolaridade? Efetivamente, e humildemente, não me parece! O ensino público e estes cursos profissionais da rede de escolas do Ministério de Educação necessitam de verdadeiros professores com as respetivas competências técnicas na área, pedagógicas e académicas. Grande parte deste professores têm lacunas na área de soft skills, muitos deles lacunas linguísticas no que concerne ao português e à cultura geral. São estes professores que estão a formar os nossos alunos/jovens e a garantir a sustentabilidade formativa para o competitivo mercado de trabalho? A globalização alterou o posicionamento das profissões técnicas e da relação das competências ditas operacionais e académicas. Hoje, assistimos a muitos jovens formados em diversas áreas tais como engenharia, enfermagem, matemática, química, arquitetura, ensino etc..., a direcionar-se para áreas da cozinha e pastelaria e, diga-se, com um enorme sucesso, realização e contributo socioeconómico. Muitos destes «novos profissionais» têm as devidas competências, quer técnicas, quer académicas e pedagógicas, para lecionar no ensino público nos cursos profissionais e formar os nossos jovens exemplarmente ao nível do que se faz na Europa e nos países que fortemente apostam no ensino profissional, como por exemplo a Suíça e a Alemanha. Se os atuais formadores e professores no ensino público do ensino profissional não têm as devidas competências para lecionar, deveriam adquiri-las. Têm todo o tempo do mundo para adquirir competências académicas e pedagógicas para verdadeiramente denominarem-se como formadores ou professores e realizar uma carreira de sucesso no ensino com toda a dignidade e profissionalismo, tal qual como a carreira merece .

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OPINIÃO

A desunião não faz a força Vico Ughetto (Assessor de Comunicação da CVA)

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ia 12 de novembro foi o Dia Europeu do Enoturismo e a autarquia de Silves aproveitou o momento para lançar uma nova brochura de promoção do que resolveu designar «Vinhos de Silves», pois agrega e promove os produtores que são exclusivamente desta região, ou quase, pois se houver vinhas no concelho já conta para a origem ser de Silves e, portanto, constar no novo guia dos vinhos e produtores apresentado em pleno ex-libris da cidade - o Castelo de Silves. O Algarve Informativo assistiu ao evento, que serviu também para apresentar o programa «Jazz nas Adegas», uma iniciativa também da edilidade e inserida no calendário de eventos do «365 Algarve». É a segunda edição deste programa musical que decorre de janeiro a abril, passando

por oito adegas, localizadas obviamente em Silves e que agora serão mais fáceis de encontrar devido ao referido guia. Um dos convidados presentes foi Desidério Silva, o presidente da Região de Turismo do Algarve, que salientou a crescente importância do vinho na afirmação turística da região. “Trata-se de um produto que nos permite diversificar os tradicionais mercados de Sol, Praia e Golfe, reforçando a gastronomia e o lazer, sendo dirigido a um turista que procura visitar as adegas e os espaços associados, complementando assim a oferta existente”. Um dos aspetos interessantes levantado por Desidério Silva, lançado meio em jeito de apelo e de repto, foi o “de destacar a importância da hotelaria algarvia, promover e apostar nos Vinhos do

É curioso que na apresentação dos «Vinhos de Silves» estavam em prova alguns de Lagoa? Os do «Marquês dos Vales» dizem no folheto que, apesar de ser vinificado em Lagoa, as vinhas estão em Silves. Pormenores dirão alguns. Mas, no caso do «Conde de Lippe», da Adega Cooperativa Única, qual a justificação?

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Foram muitas as entidades convidadas. Para além da presidente da CM de Silves, estiveram os três presidentes de junta do Concelho, o presidente da Assembleia Geral, o presidente da RTA e o da AMPV, para além do presidente da CVA, Carlos Gracias, (1.º à esq.) que defende uma visão de promoção que integre os agentes económicos e promotores no seu todo e que no dia anterior apresentou um mapa/guia com todos os produtores registados.

Algarve, valorizando desta forma um produto que é nosso e uma economia local que lhe está associada”. O conceito dos «Vinhos de Silves», segundo Rosa Palma – a presidente da edilidade silvense – consistiu em “associar o território aos vinhos de qualidade aqui produzidos, aliás, à semelhança do que foi feito com a laranja”. No que concerne à divulgação deste novo conceito, a líder da autarquia refere não só o “programa do «Jazz nas Adegas», mas outros eventos gastronómicos como o caso da XII Feira Gastronómica de S. Bartolomeu de Messines, que é um veículo ideal para a promoção dos vinhos de excelência de Silves”. De referir que a referida Feira decorre de 1 a 10 de dezembro e que ainda se mantém como evento gastronómico bastante genuíno, com a larga maioria da oferta a ser realmente local. O conceito de promoção parece interessante. À primeira vista qualquer um de nós dirá que estas iniciativas são boas para os vinhos e a economia regional. Aparentemente sim. Mas precisamos ter em consideração que, neste momento, o Algarve, enquanto região vitivinícola, está a dar os primeiros passos na sua afirmação nacional, e 77

muito ainda tem que caminhar a nível internacional. Enquanto a região luta por reconhecimento, vamos assistindo à sua divisão em promoções localizadas e fragmentadas, a par dos quatro DOC regionais (Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira) que considero, no atual momento, nem ser defensável a sua existência. Acresce a isto a «Lagoa Capital do Vinho do Algarve» e, partir de agora, os «Vinhos de Silves». Tudo divisões que não foram definidas, nem pelo consumidor, nem por entidades gestoras e reguladoras do setor (IVV, CVA, etc.). São sim divisões políticas ou, se quisermos ver por outro prisma, de estratégias de marketing promocional. Mas enquanto as outras regiões nacionais se intensificam na sua mensagem regional de forma global e marcam a presença em eventos e missões conjuntas, corre-se o risco de, num evento vínico, assistirmos a três representações do Algarve, cada uma a dizer que o seu vinho é diferente e fantástico, quando todo é feito na mesma região, e boa parte dele por vizinhos que não se deviam guiar por linhas imaginárias administrativas, mas agir como produtores de uma região unida .

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ATUALIDADE

ALCOUTIM VOLTA A SER «AUTARQUIA MAIS FAMILIARMENTE RESPONSÁVEL»

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Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis revelou que Alcoutim é, mais uma vez, considerada uma das 61 Autarquias Mais Familiarmente Responsável. Este reconhecimento resulta de um inquérito realizado a nível nacional em que foram analisadas as políticas de família dos municípios em 10 áreas de atuação: apoio à maternidade e paternidade; apoio às famílias com necessidades especiais; serviços básicos; educação e formação; habitação e urbanismo; transportes; saúde; cultura, desporto, lazer e tempo livre; cooperação, relações institucionais ALGARVE INFORMATIVO #133

e participação social; e outras iniciativas. São ainda analisadas as boas práticas das autarquias para com os seus funcionários autárquicos em matéria de conciliação entre trabalho e família. Esta distinção representa o reconhecimento público de todo o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Município de Alcoutim no sentido de responder às dificuldades atuais das famílias nas diversas áreas de atuação. “O prémio vem realçar as melhores práticas no que diz respeito às políticas de apoio à família e é, sem dúvida, um título que muito nos honra e nos estimula na continuação da intervenção 80


social e familiar”, afirma o Presidente do Município, Osvaldo dos Santos Gonçalves. A cada município vencedor irá ser entregue a bandeira verde da iniciativa «Autarquia + Familiarmente Responsável», numa cerimónia a ter lugar no dia 29 de novembro, pelas 17h, no Auditório da Fundação CEFA em Coimbra.

Os dados recolhidos através dos inquéritos encontram-se disponíveis no site do Observatório, em www.observatorioafr.org, permitindo a todos os interessados ficar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos municípios vencedores, bem como dos restantes participantes .

X FEIRA DA PERDIZ MOSTROU POTENCIALIDADES DO CONCELHO DE ALCOUTIM

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X Feira da Perdiz voltou a convencer visitantes, confirmando-se como um evento de referência do setor que atrai todos os anos milhares de visitantes a Alcoutim. O certame é promovido pela Câmara Municipal de Alcoutim e pela Associação ADECMAR, com o apoio da Federação de Caçadores do Algarve, Junta de Freguesia de Martim Longo, Zona de Caça Turística de Pereiro - Hunting, Associação «A Moira», Associação Inter-Vivos, Viveiros Monterosa, Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve e Município de Tavira. A 10.ª edição decorreu nos dias 11 e 12 de novembro e, para além do modelo tradicional de feira, onde estiveram presentes empresas do sector e empresas e instituições do concelho com produtos tradicionais, comporta sempre uma série de atividades paralelas que prendem visitantes e expositores. Foi disso exemplo, este ano, um passeio de BTT, uma Marcha Corrida, o Showcooking «Choose our Food» pelo Mestre Chefe de 81

Pastelaria Vítor Ramos e Rui Conqueiro – que promoveram o Figo da Índia e confecionaram «Sabores e Aromas de Figo da Índia e suas texturas», as Jornadas Técnicas Opuntia Ficus-indica, um workshop e concurso canino e uma corrida de Galgos. “A caça constitui um atrativo para muitos milhares de visitantes, amantes da modalidade, de todas as regiões do país, que anualmente nos procuraram nesta época do ano, conferindo um forte incremento à economia local”, sublinhou Osvaldo dos Santos Gonçalves, presidente da autarquia, no discurso de abertura do evento. Presentes estiveram também o Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, o Diretor Regional de Agricultura e Pesca do Algarve, Fernando Severino, o Presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, o Diretor Regional do Instituto Português do Desporto e da Juventude, Custódio Moreno, e o deputado socialista à Assembleia da República, António Eusébio, entre outras entidades locais e regionais .

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ATUALIDADE

LAGOA ASSOCIOU-SE ÀS COMEMORAÇÕES DO DIA EUROPEU DO ENOTURISMO

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município de Lagoa associou-se pelo quarto ano consecutivo às comemorações do Dia Europeu do Enoturismo, promovido pela Rede Europeia de Cidades do Vinho (RECEVIN), em parceria com a Associação dos Municípios Portugueses do vinho e municípios associados. Deste modo, no dia 4 de novembro, a comissão de trabalho dedicada ao vinho do Município de Lagoa, acompanhada pela comunicação social, produtores e hoteleiros do concelho, visitou o recente projeto da «Quinta dos Arcos». O projeto empresarial é conduzido por uma família sul-africana de ascendência portuguesa que decidiu investir cerca de ALGARVE INFORMATIVO #133

quatro milhões de euros no coração do concelho de Lagoa, num conceito que juntará turismo, produção de cerveja artesanal e vinho, numa propriedade com cerca de oito hectares. O projeto foi criado de raiz e de arquitetura de traça inspirada nos conventos algarvios, com claustros e grandes arcos luminosos, respeitando no seu todo a cultura e tradição portuguesa. A família dos Santos, acompanhada do seu consultor na área da vinha, apresentou o projeto, conduzindo, de seguida, os participantes numa agradável visita às diversas instalações da quinta, nomeadamente à adega e cave, loja (para além de produtos próprios da Quinta, vão estar disponíveis trabalhos de artesãos locais), «fábrica» de cerveja e o tapas bar (que tem capacidade para receber cerca de 100 pessoas, e onde se podem consumir os petiscos típicos portugueses). Após a visita, foi proporcionada uma prova de cerveja artesanal e uma prova de vinhos, acompanhada por tapas tradicionais (queijos, enchidos, frutos secos) . 82


CLÁUDIA VIEIRA E MUITAS OUTRAS ESTRELAS NA INAUGURAÇÃO DO DESIGNER OUTLET ALGARVE

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láudia Vieira vai ser a anfitriã da grande abertura do novo Designer Outlet Algarve, em Loulé. No dia 23 de novembro, a partir das 17h, a atriz, apresentadora e manequim dará um brilho ainda mais especial à inauguração do maior e mais premium Designer Outlet do Algarve. “Ter a Cláudia Vieira associada ao Designer Outlet Algarve num dia tão importante e especial é um motivo de orgulho, porque temos connosco a personificação perfeita do espírito de sofisticação e classe do nosso espaço. Além disso, a Cláudia reconhece a importância deste projeto enquanto dinamizador da região durante todo o ano e esse reconhecimento é muito importante para nós”, refere Miguel Guerreiro, Diretor-Geral do Designer Outlet Algarve. A Cláudia Vieira vão juntar-se na passadeira vermelha outros rostos conhecidos como Jessica Athayde, Sara Salgado, Joana Duarte, Andreia Diniz, Andreia Rodrigues, Vanessa Martins, Diogo Amaral e Diogo Dias, numa festa onde não vão faltar animações de rua e surpresas para todas as pessoas que visitem o Designer Outlet Algarve neste dia. Os visitantes vão encontrar mais de 50 marcas de moda e lifestyle com descontos a partir de 30 até 70 por cento, durante todo o ano, apresentadas num espaço que apresenta uma arquitetura inspirada numa típica vila algarvia. 83

Durante a cerimónia de abertura, todos os visitantes poderão participar num passatempo para ganhar uma semana em Nova Iorque para duas pessoas, um fim de semana na Disney Paris, ou ainda duas noites no prestigiado Hotel Conrad Algarve. As participações nestes passatempos poderão ser efetuadas através do site www.designeroutletalgarve.com ou na página do Facebook do Designer Outlet Algarve, de 23 de novembro até 6 de janeiro de 2018 . ALGARVE INFORMATIVO #133


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OPERAÇÃO MONTANHA VERDE E ROTA PELA FLORESTA PLANTARAM CINCO MIL ÁRVORES EM LOULÉ

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urante o dia 9 de novembro, o Município de Loulé realizou uma mega ação de plantação de cinco mil árvores, na Lagoa de Monprolé, abraçando duas importantes iniciativas que casaram na perfeição: a 2.ª Operação Montanha Verde 2017, promovida pelo Zoomarine, e a Rota pela Floresta da Associação Bandeira Azul (ABAE), que reuniram praticamente 300 voluntários. A iniciativa constituiu um importante contributo para ajudar a reflorestar Portugal e a recuperar uma área de 5,3 hectares, propriedade da Autarquia, atualmente desaproveitada. ALGARVE INFORMATIVO #133

A Operação Montanha Verde, para além do Concelho de Loulé, teve também lugar em Silves, totalizando a plantação de dez mil árvores no Algarve, o que ajudou a restituir parte do que foi perdido a nível nacional pelos incêndios florestais e a contribuir para a mitigação dos efeitos nefastos das alterações climáticas, dando, deste modo, um contributo em prol da defesa da biodiversidade ao agir pela proteção dos ecossistemas, com particular enfoque na promoção da floresta portuguesa. As ações integraram-se ainda no projeto «Do CO2 ao O2», tendo sido convidadas a participar na iniciativa as Eco-Escolas do Concelho. 84


De forma a incentivar todos os participantes para uma mobilidade mais segura e sustentável, os alunos deslocaram-se de bicicleta e/ou de transporte coletivo de passageiros, da escola até ao local onde foi dinamizada a ação de plantação de espécies arbóreas e arbustivas. O percurso foi guiado por técnicos da Autarquia e acompanhado pelas autoridades. Para além da Autarquia de Loulé, do Zoomarine e da ABAE, diversas entidades colaboraram na ação, casos da Universidade do Algarve, Agência Portuguesa do Ambiente, Guarda Nacional Republicana, Algar SA., TerraCrua, Infralobo E.M., os diversos agrupamentos de escolas e Eco-Escolas do Concelho de Loulé e uma turma de uma escola de Olhão, entre muitas outras. Destaque ainda para a participação nesta ação dos atores Bárbara Norton de Matos e António Pedro Cerdeira. As personagens de Mónica Marques, diretora do Zoomarine, e Henrique Ribeiro, médico veterinário neste parque, 85

da telenovela «Paixão», rodada no Algarve e em exibição na SIC, deram também o seu contributo a esta plantação. ALGARVE INFORMATIVO #133


ATUALIDADE

ARRANCOU A II FASE DE REQUALIFICAÇÃO DA PRAIA DE MONTE GORDO

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Câmara Municipal de Vila Real de Santo António deu início, no dia 15 de novembro, à demolição dos antigos apoios e restaurantes da Praia de Monte Gordo. A operação marca o arranque da II fase de requalificação da praia de Monte Gordo e integra a construção de 18 novos apoios de praia, cujas estruturas serão constituídas por materiais uniformizados que ficarão ao mesmo nível do passadiço inaugurado em julho. ALGARVE INFORMATIVO #133

As demolições serão suportadas pelo município e estarão concluídas até ao final de dezembro. Já a construção dos novos apoios terá início em janeiro de 2018, devendo prolongar-se por um prazo de cinco meses. A intervenção global (passadiço, acessos e restaurantes) está avaliada em 10 milhões de euros e permitirá a conclusão de todas as estruturas e equipamentos associados. “O objetivo é termos a praia 100 por cento funcional no próximo mês de maio, pronta para a 86


próxima época balnear. Esta é a maior operação de requalificação urbanística e ambiental jamais levada a cabo no nosso concelho”, afirmou Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. O projeto de requalificação, aprovado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), contempla a construção de 18 novos concessionários - que irão substituir os atuais - sendo futuramente acessíveis quer através do corredor central, quer da marginal. “Recorde-se que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), inicialmente aprovado, apenas previa a construção de oito apoios de praia mas, através da sua revisão e do conjunto de reuniões desenvolvidas entre a Câmara Municipal e a APA, foi possível a instalação de 18

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unidades”, nota Conceição Cabrita. Desta forma, todos os empresários que detinham atividade na praia e possuíam a sua situação regularizada não necessitaram de submeterse a concurso, pondo-se fim ao sistema de licenças precárias que vigorava até ao momento. O passadiço da praia de Monte Gordo é, atualmente, o maior do género no Sotavento algarvio. Com uma extensão de três quilómetros, representa um investimento de um milhão de euros. A requalificação da praia de Monte Gordo é uma imposição do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura – Vila Real de Santo António, que prevê a criação de acessos e estruturas de apoio que não colidam com o cordão dunar e permitam a sua reconstrução .

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ATUALIDADE

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IGREJA MATRIZ DE LOULÉ VAI SER REABILITADA

rosseguindo uma política de proteção e valorização do seu património histórico e valorizando a sua identidade cultural, a Câmara Municipal de Loulé vai encetar obras de reabilitação num dos principais ex-líbris do Concelho - a Igreja Matriz de Loulé. Os trabalhos a realizar irão incidir em três intervenções distintas: a recuperação dos retábulos e altares e do pórtico de entrada; a recuperação e beneficiação do edifício com vista a resolver anomalias construtivas, funcionais e de segurança; e a regeneração do espaço envolvente. Ainda em novembro deverá avançar a intervenção nos retábulos e altares, nomeadamente na Capela e Altar da Nossa Senhora da Conceição e Altar de S. ALGARVE INFORMATIVO #133

Brás. Todos estes espaços apresentam deficiências ao nível da salubridade, desgaste dos materiais, instabilidade estrutural e, no geral, encontram-se em muito mau estado de conservação ao nível da madeira, arte azulejar e pintura mural. Uma vez que a Igreja está classificada como Monumento Nacional, estas obras de conservação e restauro pretendem respeitar não só os materiais como também a integridade de cada uma das peças a intervencionar. O custo estimado destes trabalhos é de cerca de 70 mil euros. A intervenção no pórtico de entrada da Igreja está em fase de concurso, enquanto que a intervenção na cobertura e fachadas está ainda em fase de projeto.

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Localizada no Largo do Batalhão dos Sapadores dos Caminhos de Ferro na zona mais a sul do casco histórico de Loulé, junto à porta de Faro da muralha medieval, a Igreja Matriz de Loulé ou a Igreja de S. Clemente, deriva o nome da conquista da cidade aos muçulmanos, ocorrida a 23 de novembro, dia devotado a este santo mártir. Construída possivelmente no local ocupado pela mesquita muçulmana de Al’-Ulyà, a Igreja Matriz de S. Clemente remonta à segunda metade do século XIII, quando o

Arcebispo de Braga incumbiu os frades dominicanos de construir vários templos cristãos no Algarve. De estilo gótico meridional, mantém a traça original, tendolhe sido acrescentadas capelas laterais no século XVI, de estilo manuelino. Desde a sua construção que sofreu várias alterações ao longo da sua vida, sendo uma das últimas após o sismo de 1969 que obrigou a uma intervenção séria da Direção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, valorizando alguns elementos medievais adulterados na reconstrução oitocentista .

SEMINÁRIO NACIONAL DA BANDEIRA AZUL 2017 REALIZA-SE EM VILAMOURA

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os dias 23 e 24 de novembro, o Hotel Dom Pedro, em Vilamoura, recebe o Seminário Nacional da Bandeira Azul 2017. No ano em que assinala 30 anos de existência, a Associação Bandeira Azul da Europa traz ao Algarve uma iniciativa onde terão lugar sessões dedicadas às seguintes temáticas: «O Mar que respiramos»; «Não lixes a Tua Praia»; «Turismo – o novo Tigre da Economia»; e «Embarcações Ecoturísticas – Educar, Proteger, Conservar». No âmbito do Seminário decorrerão ainda workshops sobre Marinas/Portos de Recreio/Docas de Recreio, Atividades de Educação Ambiental e Cumprimento de critérios Bandeira Azul e vistorias. Promover e analisar a contribuição da implementação dos critérios Bandeira Azul em praias costeiras, do interior, marinas, portos e embarcações ecoturísticas para a sustentabilidade do

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litoral e para a importância de se desenvolverem esforços conjuntos com vista à conservação e proteção do litoral e para a necessidade de aplicação de políticas e práticas que contribuam para a gestão sustentável do território interface terra/mar; formar os participantes sobre o Ciclo do Carbono nos ecossistemas terrestres e marinhos enfatizando a importância da sua conservação e gestão sustentável; e tomar conhecimento com os recursos pedagógicos disponíveis sobre as temáticas a abordar relativos a educação e conservação dos oceanos, são os principais objetivos deste evento. Os Seminários Nacionais do Programa Bandeira Azul constituem uma base importante de trabalho multidisciplinar, no qual se procura a construção de uma sociedade de baixo carbono, mais racional e eficiente na utilização dos recursos e socialmente equitativa .

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ATUALIDADE

CVA ESTÁ A FAZER UM MAPA DA REGIÃO VITIVINÍCOLA DO ALGARVE

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untando as datas do S. Martinho e do Dia Europeu do Enoturismo (11 e 12 respetivamente), a Comissão Vitivinícola do Algarve realizou, em parceria com a PlotBiz, um evento de degustação de vinhos e iguarias made in Algarve, no qual apresentou novos projetos para a promoção da Região Vitivinícola do Algarve. Face a um crescendo cada vez mais acentuado de visitantes ao Algarve, tornase necessário estar dotado de ferramentas que facilitem os agentes económicos e operadores turísticos a aceder e contactar os mais de 30 produtores algarvios a operar na região. O objetivo passa por conseguir, não só ALGARVE INFORMATIVO #133

visitar as adegas e respetivas vinhas, mas também usufruir dos serviços associados (loja, restauração, etc.) que vão sendo uma aposta maior dos produtores, como forma de rentabilizar os seus negócios e respetivos espaços, já que boa parte tem excelentes condições para a receção de eventos, turistas ou grupos locais. Neste sentido a CVA está a finalizar a edição e publicação de um mapa da região no qual estão identificados e se podem encontrar todos os produtores registados, incluindo os contactos e as coordenadas GPS de cada um e as valências disponíveis para os visitantes. Através de mecanismos simples como a introdução de QR Codes para cada ficha de produtor, o utilizador 90


pode aceder a informação online relevante sem precisar conhecer e digitar o link respetivo. Durante o evento de apresentação, para além da degustação de diversos vinhos do Algarve, o presidente da CVA Carlos Gracias surpreendeu a plateia ao informar que, para além da impressão do Mapa, “irá brevemente ser lançada uma App (aplicação móvel) que permitirá ao consumidor ter acesso a informação específica sobre a região e igualmente localizar o ponto de venda ou restaurante mais próximo, com Vinho do Algarve na prateleira ou na Carta”. Os diversos produtores presentes manifestaram interesse em colaborar na divulgação dos seus serviços e ficaram agradados com esta iniciativa da CVA, que possibilita aumentar a sua visibilidade, sobretudo para os que

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já têm uma vertente de enoturismo associada. O Mapa da Região Vitivinícola do Algarve são desenvolvidos pela CVA em parceria com a Plotbiz, estando a equipa a ultimar os derradeiros detalhes para proceder à distribuição gratuita junto dos agentes económicos e do público em geral, dos cerca de 10 mil exemplares a serem produzidos até ao final do ano .

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ATUALIDADE

QUARTEIRA ESCLARECE SOBRE APOIOS COMUNITÁRIO PARA PROJETOS DE PESCA NO SOTAVENTO ALGARVIO

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ealiza-se, no dia 21 de novembro, pelas 15h, no auditório do Centro Autárquico de Quarteira, uma sessão de esclarecimento e divulgação sobre os apoios financeiros comunitários para projetos de investimento que decorram no território do Grupo de Ação Local (GAL) de Pesca do Sotavento Algarvio. Durante esta sessão será apresentado o Regime de Apoio à Execução das Estratégias de Desenvolvimento Local de Base Comunitária do Programa Operacional ALGARVE INFORMATIVO #133

Mar 2020 e o Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego. O território de intervenção deste GAL engloba as zonas costeiras e ribeirinhas dos concelhos do Sotavento do Algarve e tem como objetivos estratégicos promover e valorizar a competitividade das atividades do Cluster Mar do Sotavento; promover a empregabilidade da população do território de intervenção; promover a sustentabilidade e valorização do património natural e cultural da Ria Formosa e do Estuário do Guadiana; e dinamizar a 92


cooperação e animação do território. Tendo como parceiro gestor o município de Olhão, este GAL é constituído ainda pelos municípios de Loulé, Faro, Tavira, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim e muitas outras entidades da região ligadas ao setor das pescas. A dotação orçamental afeta ao GAL Pesca do Sotavento, com vista à execução da Estratégia de Desenvolvimento Local de Base Comunitária Costeira para o período 2014 a 2020, é de três milhões,

306 mil e 42 euros. Tendo em conta esta estratégia e as características do território de intervenção no que respeita a dinâmicas de desenvolvimento económico e de empreendedorismo, espera-se atingir resultados nos seguintes domínios: criação de novas empresas, criação de emprego, desenvolvimento e diversificação de atividades de empresas existentes e aumento das aplicações económico produtivas associadas aos resultados de projetos de investigação .

APANHA DO MEDRONHO É A NOVA PROPOSTA DO LOULÉ CRIATIVO

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projeto «Loulé Criativo» associa-se à empresa Medronho J.R. e propõe uma atividade de colheita de medronho, em plena serra algarvia, no dia 9 de dezembro, das 9h às 15h. Pretende-se que os participantes testemunhem e participem na tradicional apanha do medronho, numa zona conhecida pela abundância e qualidade deste fruto, em plena serra do interior do Concelho de Loulé. Será uma oportunidade para experimentar um agradável passeio no campo, seguido de uma atividade de apanha do medronho, assim como uma visita à destilaria tradicional da empresa Medronho J.R., passando pela zona de armazenamento e fermentação dos frutos, pela caldeira em cobre aquecida a lenha culminando na degustação das aguardentes produzidas no local. O participante poderá conhecer por dentro 93

esta tradição e desfrutar de um almoço preparado no Grupo Desportivo Serrano, no Monte Ruivo, saboreado num espaço único, rodeado pela beleza da Natureza. O Workshop, ministrado em inglês e português, tem um custo de 35 euros por pessoa (almoço incluído). As inscrições podem ser feitas em http://loulecriativo.pt/pt/turismocriativo/ex periencias/84-a-apanha-do-medronho .

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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina

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