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O Periscópio 2013 / CF Diller
Unidades de Operações Especiais das Marinhas dos Países-Membros Permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas Capitão-de-Fragata Diller de Abreu Junior
Os Membros Permanentes do Conselho de Segurança das Nações unidas possuem as Marinhas mais poderosas do mundo. Por isso, elas foram escolhidas como enfoque deste trabalho. Tendo em vista a necessidade crescente de aperfeiçoamento e inovação na área militar, a fim de se contraporem às novas ameaças do mundo contemporâneo, esses países têm dado importância cada vez maior à atividade de Operações Especiais (OpEsp), o que se observa largamente nas ações hollywoodianas divulgadas pela mídia nos últimos anos. O crescimento dessa atividade se justifica mais pela eficiência no cumprimento das missões, muitas vezes mais econômicas, do que pelo emprego de uma força convencional, pois que as unidades de OpEsp são mais reduzidas e compostas por elementos de mais alto padrão de formação e treinamento. Os militares componentes desses grupos são especializados em reconhecimentos e operações clandestinas de extremo sigilo – consequentemente, a proximidade de alguns
Câmara do Conselho de Segurança da ONU
Comandos de OpEsp com as agências de Inteligência –, em ações diretas e imediatas de variados tipos contra um agente adverso, em combate ao terrorismo e à pirataria – por isso comumente empregados na costa da Somália – e em resgate de reféns. Esses grupos têm habilidades para ser empregados tanto em navios e submarinos quanto em aeronaves, com ou sem apoio logístico, próximos ou distantes de suas bases, dentro ou fora de seus territórios nacionais, durante tempo de paz ou em guerra. Por essas múltiplas qualidades e opções de emprego, as unidades de OpEsp transmitem mais confiança às autoridades em situações sensíveis, seja contra alvos táticos, seja estratégicos. Em tempo de paz, são as
unidades mais empregadas nessas situações, pois a probabilidade de ocorrência de uma crise político-internacional fica mais reduzida, em virtude dos aspectos supracitados. Por ocasião da pesquisa realizada pelo autor desta matéria, ficou bem claro para este que as autoridades dos Países-Membros Permanentes do conselho de Segurança da ONU procuram ter esses grupos de OpEsp o mais próximo possível do seu alcance para uma eventual decisão de emprego, mantendo um controle mais direto e eficiente, em face das mudanças rápidas da conjuntura mundial e da resposta rápida que os comandos unificados podem prover. Por conseguinte, a maioria dessas unidades é subordinada, operativamente, a um comando de OpEsp dentro de cada