Skip to main content

Boletim Informativo 65 - Setembro 2020

Page 1

DA CRUZ VERMELHA PORTUGUESA

VAI FICAR TUDO BEM

Publicação mensal Nº 65, Setembro de 2020

EDITORIAL

Por: Manuela Filipe

Do mesmo modo que tem acontecido, por esta altura, em anos anteriores, tenho todo o gosto em vos anunciar, desta vez apesar do momento tão conturbado que vivemos, que pretendemos dar início ao ano lectivo 2020/2021, da Academia Sénior durante a primeira quinzena do próximo mês de Outubro, tanto na Parede como em Cascais. Como todos sabem, estamos talvez a passar por uma das piores épocas das nossas vidas, que tanta exaustão física e emocional nos tem causado, levando-nos a tomar decisões a muito curto prazo e não à distância. Para que Academia reabra, e tal como dissemos no último Boletim, temo-nos desdobrado em inúmeras reuniões, de modo a conseguirmos encontrar no concelho espaços descentralizados, permitindo-nos assegurar que sejam ministradas em segurança o maior número possível de disciplinas, tanto de vertente prática, como teórica. Muito gostaríamos que as instalações da Cruz Vermelha Portuguesa voltassem ao movimento de outrora, embora tenhamos consciência de que, pelo menos para este ano lectivo, tal não será possível. A incerteza quanto ao futuro é grande mas a nossa fé é ainda maior. Certamente iremos ter alguns percalços mas tudo faremos para os ir resolvendo, um a um, na medida das nossas possibilidades. Agradecemos a confiança demonstrada por parte de alunos e professores que em grande maioria se uniram em redor de um projecto que conta com mais de dezassete anos, para não o deixar acabar. Desejando que nos concentremos em aspectos positivos e ultrapassemos as partes mais negativas da nossa caminhada, termino desejando a todos vós muita saúde e esperança num amanhã melhor.

REABERTURA DO KLUBE+ DA ADROANA

Ver página 4

ENCONTRO “REVIVER EM TEMPO DE MUDANÇA”

No dia 30 de Setembro, teve lugar, em Cascais o encontro “Reviver em Tempo de Mudança”, presidido pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, cuja organização coube à nossa Delegação que

para tal contou com o apoio da Câmara Municipal de Cascais. Contamos apresentar na próxima edição do Boletim uma detalhada notícia sobre este evento.


CALENDÁRIO FISCAL PARA OUTUBRO DE 2020 Por: Maria José Conchinhas ATÉ DIA 8 Pagamento das mensalidades na Tesouraria, porem, dado o momento queo Pais atravessa agradecemos o pagamento por transferência bancaria para o IBAN PT50 001000002768006000310 (indique por favor o seu nome ou nº de utente) INFORMAÇÕES GERAIS Os contribuintes têm ao seu dispor um conjunto de mecanismos legais para reagirem contra as decisões da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Se considera que os seus direitos foram lesados, deverá recorrer conforme legalmente previsto:  reclamação graciosa, que é o meio adequado para os contribuintes defenderem os seus direitos quando considerem que , por exemplo, uma liquidação de imposto deva ser anulado total ou parcialmente;  recurso hierárquico, que deve ser utilizado para reagir contra uma decisão desfavorável de um procedimento por exemplo, se a AT entender não dar razão ao contribuinte numa reclamação graciosa ou se tiver indeferido um benefício fiscal, colocando a questão ao superior hierárquico de quem proferiu a decisão anterior.

Pagamentos – Quando Pagar? No Portal das Finanças tem diversa informação sobre os prazos e documentos de pagamento:  Agenda fiscal online, indicando as datas limite de pagamento dos vários impostos;  Alertas personalizados, na sua área no portal, sobre os impostos e respectivos documentos que estão a pagamento.  Consulta de pagamentos, na sua área no portal Aqui pode consultar os documentos de cobrança que estão a pagamento e obter a respectiva referência. I U C - pagamento do Imposto Único de Circulação, relativo aos veículos cujo aniversário da matrícula ocorra no presente mês. – pagamento até dia 2 de Novembro Os serviços de Autoridade Trbutaria continuam a trabalhar por via não presencial, assim, evite deslocações e se necessita de alguma informação ligue por favor atraves do telefone 217206707- Centro de atendimento telefonico .

Pode tambem colocar as suas duvidas e pedir informações atraves do portal E-Balcão, entrando de seguida na sua pagina da AT. Os contribuintes que pretendam ser atendidos presencialmente, apenas em situações urgentes, devem proceder ao agendamento prévio da sua ida ao Serviço de Finanças. (Este texto é meramente informativo, não é exaustivo, não dispensa a consulta dos textos legais ou o cumprimento de outras obrigações previstas em disposições legislativas, regulamentares ou administrativas)

Pág. 2


ACADEMIA SÉNIOR INSCRIÇÕES Na passada quarta-feira, dia 23 de Setembro, tiveram lugar na Parede e no Pólo de Cascais, as inscrições para o novo ano lectivo da Academia Sénior que se inicia no próximo dia 8 de Outubro. Por força das medidas impostas pela pandemia em que nos encontramos, nomeadamente a necessidade de manter o afastamento social, foram introduzidos mecanismos facilitadores da inscrição, recorrendo-se, nomeadamente, à via electrónica, pelo que

não se registaram as habituais aglomerações de alunos e candidatos que, de alguma forma, constituíam uma espécie de “imagem de marca” da Academia Sénior da Cruz Vermelha da Costa do Estoril em cada início de ano lectivo. A título exemplificativo aqui deixamos duas imagens das candidaturas deste ano, em Cascais e na Parede.

EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS DA ACADEMIA SÉNIOR NO MUSEU DO MAR Decorreu uma Exposição no Museu do Mar Rei D Carlos I de 1 a 30 de Setembro, realizada pela Professora Manuela Travassos e suas alunas da Academia Sénior da Cruz Vermelha da Parede. A CMC divulgou online via Agenda Cultural de Cascais. Não houve inauguração com convites devido à situação de Covid19. Interessante para crianças, jovens e adultos de todas as idades.

Todas as peças expostas foram elaboradas durante a quarentena, sendo que esta disciplina se tem mantido sempre activa, desde Março 2020, durante toda a quarentena, culminando com a oportunidade e o reconhecimento do Museu D. Carlos ao possibilitar-nos expor o nosso trabalho.

Pág. 3

Manuela Travassos


ACÇÃO SOCIAL REABERTURA DO KLUBE+ DA ADROANA O centro de Actividades de Tempos Livres Klube +, a funcionar no bairro da Adroana, voltou a abrir as portas e todo o cuidado foi redobrado em virtude da situação que estamos a viver atualmente. Para nós, o mais importante é a nossa protecção e das pessoas que nos rodeiam. É sem dúvida, uma situação complicada que nos obriga a viver em sentido de alerta contra este inimigo invisível. Aos poucos vamos voltando à normalidade possível, as saudades de frequentar o espaço e conviver com os amigos eram muitas. “Custa muito não poder brincar com os nossos amigos, aqueles que moram no nosso bairro e com os quais passámos momentos de alegria e muita diver-

são”. Palavras sábias dos nossos meninos que nos têm acompanhado ao longo desta grande etapa. Fazem parte da família que criámos no Klube +, aquela família de pessoas que, mesmo não tendo o mesmo sangue, conseguem criar laços fortes. Juntos temos conseguido superar todos os desafios e construir esta família alargada, feliz e que se junta diariamente para fazer o que mais gostamos: Aprender e Brincar! Carlos Costa

AS CAFETARIAS DA DELEGAÇÃO As cafetarias da Delegação, instaladas na sede da Parede (entrada pela Av. Vasco da Gama, 243) e no Pólo de Cascais (Ribeira dos Mochos), que se encontravam encerradas para férias, reabriram na terça-feira, dia 1 de Setembro, seguindo as directivas da DGS e, em ambos os casos, com com horário das 09,30 às 17,00 horas. Para além dos produtos habituais, como bolos, sandes e bebidas, estes nossos espaços servem refeições ligeiras e rápidas. Desfrute do actual tempo de Verão em ambas as esplanadas. Bar de Cascais

Bar da Parede Pág. 4


Eu Professor

Correspondendo à solicitação que me foi feita, vou resumir em poucas linhas quem sou e aquilo que me motivou a ser professor. Embora a minha biografia seja de interesse reduzido para outro que não eu, direi que comecei a minha vida profissional aos 18 anos, trabalhando no funcionalismo público, como toda a minha família. Mal ou bem, o Estado deu-nos de comer, com a sua parcimónia habitual. No que me diz respeito, pude estudar e obter um diploma de Engenheiro, passado pela prestigiosa escola que foi, e ainda é, o Instituo Superior Técnico. Continuei o meu percurso, no ramo da Investigação, num laboratório estatal. Cheguei assim à idade da reforma, que veio cedo, acompanhada de um bruto sentimento de frustração. Mas estava decidido a não me tornar naquela figura que a nossa sociedade democrática e os seus sucessivos governos consideram, estupidamente, como o símbolo do reformado: um velho que joga cartas com outros velhos, numa mesa de jardim. É isto que a nossa televisão mostra. Nunca os reformados que enchem os cursos livres promovidos pela Universidade de Lisboa, pela Universidade Aberta ou pela Universidade Nova. Voz amiga sugeriu que voltasse a estudar e em boa hora a escutei. Fiz em 2003 uma licenciatura em Ciência das Religiões, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; em 2008, o Mestrado em História e Cultura Pré-Clássica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e realizei, em 2017, o meu doutoramento em História, na especialidade de História e Cultura das Religiões, na mesma Universidade. A minha tese versou sobre os textos religiosos egípcios do tempo de Akhenaton.

Tinha aprendido muito com os excelentes professores que encontrara pelo caminho, punha-se agora o problema do que fazer com aquilo que sabia. Vários antigos colegas e uma velha amiga tinham-se tornado professores voluntários, ensinando, com sucesso, diversas matérias do ramo científico. Quanto a mim, era agora membro da reduzida confraria dos egiptólogos portugueses e pensei que poderia transmitir alguma coisa a tanta gente para quem, como eu, o Egipto constitui motivo de maravilhamento. Tanta gente que estudara outras matérias ou não pudera mesmo estudar e que gostaria agora de aprender, pelo simples prazer do conhecimento. Resolvi também eu ser professor voluntário e ensinar a quem me quisesse ouvir. As primeiras «Universidades para a terceira idade» que contactei na Net não me agradaram minimamente: simpáticas senhoras falavam dos «queridos velhinhos», como se eles fossem um grupo de crianças ou de mentecaptos. A Cruz Vermelha, antiga e prestigiosa instituição, abstinha-se porém de rotular os seus clientes. Agradou-me. Candidatei-me em 2017 e comecei a trabalhar nesse mesmo ano, como professor de «História do Egipto». Preparei aulas, como se elas se destinassem a alunos de uma universidade. Começámos pela PréHistória e encontrávamo-nos agora a estudar o final do Império Novo, quando a actual pandemia fez parar as nossas actividades. Não pude conservar todos os alunos de 2017, há vidas difíceis, gente que morre, parentes que é necessário cuidar. Não mantive igualmente certos sabedores de coisas esotéricas para quem as minhas aulas não eram suficientemente sensacionalistas. Ficou um grupo de gente amiga com a qual, apesar destes maus dias, pude trocar textos que fui recebendo por outros que eu próprio escrevi. Posso dizer, em resumo, que a minha experiência de quatro anos foi profundamente gratificante. (Paulo Carreira Professor de História do Egipto)

REFEIÇÕES AO DOMICÍLIO Mensalmente, são confeccionadas pelo nosso refeitório e distribuídas pelos serviços da Delegação centenas de refeições, na sua maioria a residentes do concelho de Cascais. Caso necessite e deseje receber refeição completa em sua casa, temos um menu diário e variado ao seu dispor. Contacte-nos através do telefone 214570924 para obter mais informações sobre este serviço. Pág. 5


TESTES COVID-19 NA DELEGAÇÃO Durante os dias 28 de Agosto e 4 de Setembro,

Vermelha Portuguesa.

realizaram-se na Delegação da Costa do Estoril

Entre funcionários e residentes, foram efectua-

testes de diagnóstico para COVID-19, a cargo

dos 106 testes, todos com resultado negativo.

de equipas do Centro de Emergência da Cruz

POSTO FIXO DE LISBOA DA CVP PARA TESTES À COVID-19 EM PREPARAÇÃO Obras de preparação do novo Posto Fixo Testes Co-

Covid, localizado na área exterior das instalações do

vid avançam a bom ritmo com apoio da Brigada da

Lar Militar da CVP, Avenida Rainha Dona Amélia,

Câmara Municipal de Lisboa.

em Lisboa. Para agendamento de testes contacto a

Conheça, no esboço abaixo, o esquema geral previs-

Linha 1415.

to para funcionamento do novo Posto Fixo de Testes

EU ALUNO

Era chefe de Secção no Sector das Compras, estando retirada desde 1990. Descobri a Cruz Vermelha e a Academia Sénior por pessoas amigas. Aderi à Academia Sénior por gostar de continuar a ter uma atividade e ocupação, lazer e aprender cada vez mais. Estou na Cruz Vermelha e na Academia desde 2014. Pág. 6

As minhas disciplinas preferidas são: História da habitação, das origens até nossos dias Dizer e fazer poesia Espanhol conversação História da arte contemporânea História da civiliz. ocidental História da arte Área de integração cult. social A Academia Sénior representa uma mais-valia em termos de conhecimentos e ocupação do tempo disponível. (Maria Prazeres Fernandes Farinha Aluna e Residente)


RESIDÊNCIA SÉNIOR A CASA QUE NÃO ABRANDA Confrontados com um confinamento inevitável, os nossos idosos viram os seus passeios e saídas diárias suspensas, as aulas da Academia Sénior em pausa e as portas temporariamente encerradas aos voluntários que com tanta dedicação dinamizavam atividades na Residência. Já outrora Euclides da Cunha deixara claro: “viver é adaptar-se”, e foi exatamente esse o caminho da nossa Delegação: adaptação. Juntando todas as forças e recursos internos que existiam, desde Psicólogas, Fisioterapeutas, Animador Sociocultural, Assistente Social e outros diversos colaboradores, foi possível dinamizarmos um mapa de atividades diverso, estimulante e multidisciplinar. Ao longo destes meses, os nossos Residentes tiveram a oportunidade de participar em atividades físicas, como a Expressão Corporal e a Ginástica; atividades de relaxamento, como a Postura Corporal, a Meditação e as Taças Tibetanas; atividades de caracter psicossocial, como o Grupo de Partilha, onde os residentes partilham as suas opiniões e vivências

sobre determinados temas, o Clube de Notícias, no qual discutem e refletem sobre as notícias mais atuais da nossa sociedade e a Oficina de Psicologia, onde os residentes têm acesso a conhecimentos transversais sobre os temas desta área, bem como estratégias psicológicas que podem implementar na sua vida diária; e atividades lúdicas, como as Tardes de Cinema, as Músicas da Nossa Vida, a Culinária, o Solário e o Bingo. Se a premissa sempre tivera sido a de integração e participação de todos, mais do que nunca, todos os residentes, mais autónomos ou mais dependentes têm sido quotidianamente envolvidos em atividades, num esforço constante quer de promoção da saúde (física e psicológica), quer do desenvolvimento de um sentimento comum de família, que todos abrange nesta Residência que é a nossa casa. (Drª Mónica Barreto, Drª Inês Ferreira e Drª Rita Carvalho, Psicólogas na Delegação)

Ginástica

Grupo de Partilha

Culinária

Meditação

Estimulação Cognitiva

Solário

INFORMAÇÕES E CONTACTOS Qualquer informação sobre refeições ao domicílio/take-away, venda máscaras ou apoio psicológico, deverá ser solicitada através do telefone 214570924, nos dias úteis, das 9,00 às 17,00 horas. Fisioterapia - A partir do dia 4 de Maio foi alargada a nossa resposta de atendimento presencial, respeitando as normas impostas pela DGS. Mais informações através do telefone PARFISI 214572797, nos dias úteis, das 9,00 às 18,00 horas. Pág. 7


SAÚDE E BEM-ESTAR

“Sabia que, segundo a OMS, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares, causadas maioritariamente por excesso de gordura? Que as doenças cardiovasculares, são a causa número um de morte em Portugal e em todo o planeta, ultrapassando mesmo o cancro?” Em Portugal, os números da prevalência nacional para o excesso de peso e a obesidade são preocupantes pois estas duas condições são a causa primeira do surgimento das doenças do coração. A maioria dos portugueses continua a ter uma alimentação desequilibrada e tem falta de actividade física, o que explica o excesso de peso e de gordura nacional. A Cruz Vermelha Portuguesa, tal como a Fundação Portuguesa de Cardiologia, alerta para os perigos de um grande perímetro abdominal, pois quanto maior é o perímetro abdominal menor é a esperança média de vida. Se os dados acima, por si só, já são preocupantes, tornam-se quase dramáticos quando são traduzidos no risco cardiovascular que os portugueses têm, avaliado com base no perímetro da cintura, que é uma medida da quantidade de gordura depositada na região abdominal. Esta gordura acumulada no nosso corpo produz diversas enzimas e reacções que são prejudiciais à saúde, principalmente ao nível cardiovascular, com aumento do risco de sofrer doenças como o ataque de coração e o acidente vascular cerebral (AVC). Os obesos desenvolvem vários tipos de condições perigosas para a vida,

como o mau colesterol elevado, a hipertensão e diabetes. Algumas pessoas encaram a obesidade apenas como uma questão estética, no entanto todas deveriam encarála antes como um problema de saúde. Comece hoje mesmo a aumentar a sua esperança de vida procurando um especialista e começando a fazer uma reeducação alimentar eficaz. Se o seu peso está dentro dos parâmetros normais para a sua altura, mas mesmo assim tem aumento do u u u u ú

O COVID-19 tem feito sentir o seu impacto físico, mas também psicológico, em todo o mundo. Perante uma crise, é normal que nos sintamos ansiosos, frustrados, receosos, sozinhos. Sobretudo aquando do cumprimento das medidas preventivas, entre as quais, o isolamento social, estes sentimentos podem potenciar-se. Num tempo marcado pelas novas tecnologias, tiramos partido delas para que, ainda que fisicamente distantes, continue a contar com a equipa da nossa delegação bem perto de si. Desta forma, o Departamento de Psicologia da Delegação da Costa do Estoril da CVP disponibiliza-se a prestar acompanhamento psicológico online, de forma gratuita.

Para beneficiar deste acompanhamento, deve enviar um email para dcostaestoril.psicologia@cruzvermelha.org.pt ou contactar o 211 922 996. Entraremos em contacto consigo o mais brevemente possível. “Hoje, a nossa maior força é estarmos afastados. Porém separados, estamos mais unidos do que nunca” (Ordem dos Psicólogos Portugueses). Não viva este momento de maior fragilidade sozinho. A nossa equipa está próxima e junto de si. Conte connosco!

dores, sem tempo de recuperação. Comer menos e com melhor qualidade é algo que está dependente do nosso controlo e da nossa vontade. Com a ajuda certa, com o acompanhamento de um especialista em nutrição, podemos reaprender a comer mais equilibradamente e a assimilar novos estilos de vida mais saudáveis. Perca o excesso de peso e de gordura, não apenas pela sua saúde mas pela sua Vida.

3 meses depois

Pág. 8

(Drª Mónica Barreto e Drª Inês Ferreira, Psicólogas)


SAÚDE E BEM-ESTAR RESIDÊNCIA SÉNIOR EM CONFINAMENTO: E A SAÚDE MENTAL? Em circunstâncias normais e ideais, os residentes da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da Delegação da Costa do Estoril da CVP viveriam livres de ansiedades e receios, passeariam com os seus familiares, iriam beber o seu café à pastelaria onde davam dois dedos de conversa, jogariam às cartas com os amigos de longa data, caminhariam à beira mar ou pela marginal para manter a sua atividade física, frequentariam as mais diversas aula da Academia Sénior, sairiam para consultas médicas sem reticências ou constrangimentos e sentiriam, todos os dias, aquilo a que chamamos liberdade. Porém, quando é declarada uma Pandemia e se tornam eles o grupo de risco que temos de proteger a todo o custo, o único caminho consciente é o do confinamento e, com ele, a restrição de rotinas prévias. Inevitavelmente, a saúde mental dos residentes poderá sofrer algumas consequências quando observam mudanças tão drásticas nas suas vidas. Como minimizá-las, então? Como temos conseguido dotar os nossos residentes de uma boa armadura de saúde mental? Em primeiro lugar, foi e é permanentemente necessário fornecer uma boa dose de Psicoeducação sobre a situação atual: o que é o vírus, o que implica, que regras de higiene devemos passar a utilizar, que cuidados devemos ter, entre tantas outras informações que devemos divulgar e falar abertamente com os residentes, de forma a que não se sintam perdidos numa situação que tem tanto de desconhecida, como de incerta. Além disso, tem sido importante limitar o acesso aos meios de comunicação, de forma a que estes sejam uma via saudável de divulgação de informação pertinente, e não uma fonte de alarme e stress constante. Em segundo lugar, se as rotinas dos residentes foram alteradas e estes deixaram de poder sair independentemente para o exterior, foi e continua a ser fundamental investir num mapa de atividades rico, estimulante e multidisciplinar, que promova o seu bem-estar físico e psicológico. Por si só, a dinamização focalizada das atividades de grupo tem servido para promovermos a socialização entre os residentes e entre eles e os colaboradores da Delegação, bem como um sentido de união e de pertença, por vivermos tudo isto juntos, traçando a certeza de que podemos sempre contar uns com os outros, venha o vírus que vier. Também os dias festivos, como o Dia

dos Avós e o Dia da Juventude foram celebrados em atividades que obrigaram o Departamento de Psicologia a inovar e adaptar, com vídeos dos netos para os avós, cartas dos avós para os netos e conselhos dos residentes para os mais jovens. Além disso, especificamente com os residentes mais dependentes, o Departamento de Psicologia reforçou atividades de estimulação cognitiva individualizadas, com tarefas de papel e lápis e tarefas informatizadas, que visam a promoção e manutenção do funcionamento cognitivo saudável. Um outro constrangimento inevitável desta Pandemia foi o da suspensão de visitas dos familiares e amigos dos nossos residentes. As pessoas significativas dão sentido à nossa história e alegria aos nossos dias e, por isso, a distância física jamais poderia ser sinónimo de afastamento. Assim sendo, aliámo-nos às novas tecnologias e preparámos um espaço onde os nossos residentes fazem videochamadas com familiares e amigos, projetadas em grande plano na parede. Muitas foram as vezes em que os familiares olharam olhos nos olhos e trocaram sorrisos com os nossos residentes através das janelas. Quando as circunstâncias assim permitiram, preparámo-nos para começar a receber visitas com todas as regras e restrições que nos pertencem cumprir. O que são, no entanto, horas marcadas, medições de temperatura, desinfeção de sapatos e mãos e acrílicos entre nós, quando podemos ver diante de nós aqueles que mais amamos? Finalmente, mais do que nunca, nós, Psicólogas, temo-nos dedicado a ouvir as preocupações, receios e ansiedades dos nossos residentes, a fornecer estratégias e recursos emocionais e psicológicos para lidar com toda a situação, e a prestar todo o apoio e acompanhamento psicológico necessário. Mais do que nunca, a Psicologia foi, é e será um pilar essencial à vida humana. Um pilar que se fortifica pelo trabalho em equipa, pela união dos colaboradores da Delegação, pela comunicação entre todos e pelo respeito à dignidade dos nossos residentes. Mais do que nunca, o trabalho de equipa é a chave. Se nos unirmos, somos mais fortes, e se formos mais fortes, mais bem-estar podemos oferecer àqueles que de nós dependem, aqueles a quem nos dedicamos todos os dias: os nossos residentes. (Drª Mónica Barreto, Drª Inês Ferreira e Drª Rita Carvalho, Psicólogas na Delegação)

Pág. 9


SAÚDE E BEM-ESTAR CONTACTOS COVID-19 Dúvidas de Saúde Linha SNS24: 808 24 24 24

Apoio do IAPMEI a empresas e empresários

E-mail: atendimento@SNS24.gov.pt

Email: info@iapmei.pt.

Site: covid19.Min-saude.pt

Telefones: Aveiro: +351 234 302 450 Braga: +351 253 206 600 Bragança: +351 273 300 000 Coimbra: +351 239 853 940 Évora: +351 266 739 700 Faro: +351 289 895 800 Guarda: +351 271 220 840 Leiria: +351 244 817 900 Lisboa: +351 213 836 237 Porto: +351 226 152 000 Viseu: +351 232 483 440

Se pode contribuir com equipamentos, serviços ou outros apoios específicos, através da sua instituição, empresa ou a título individual, preencha o formulário: Quer ajudar o Serviço Nacional de Saúde?

Dúvidas sobre assistência à família, subsidio de doença e quarentena

Turismo de Portugal Gabinete de Apoio ao Empresário

Telefone: 300 502 502

E-mail: apoioaoempresario@turismodeportugal.pt (contacto preferencial) Telefone: 808 209 209

Para situações de emergência social

Contactos gerais

Linha Nacional de Emergência Social: 144

E-mail: info@turismodeportugal.pt; (contacto preferencial) Telefone: 211 140 200

Informação serviços públicos digitais Linha de Contacto Cidadão: 300 003 990

Apoio questões gerais do Ministério da Justiça

E-mail: info.cidadao@ama.pt

Linha Justiça: 800 910 220

Linha de Contacto Empresas: 300 003 980

E-mail: covid19@sg.mj.pt

E-mail: info.empresa@ama.pt

Apoio sobre Funcionamento dos Tribunais: Telefone: 217 906 200

Linha de emergência aos portugueses em viagem (disponível todos os dias úteis, das 9h às 22h)

Site: dgaj.justica.gov.pt Apoio sobre Registos e Notariado:

Telefone: +351 217 929 755

Telefone: 211 950 500

E-mail: covid19@mne.pt

Site: https://irn.justica.gov.pt/

Emergência consular (disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana): Telefone: +351 961 706 472, +351 217 929 714

Apoio do Ministério da Cultura

E-mail: gec@mne.pt

E-mail: covid19@mc.gov.pt Site: http://www.culturacovid19.gov.pt/

Contactos Serviço de Estrangeiros e Fronteiras E-mail: COVID19@sef.pt

Apoio da Autoridade de Mobilidade e Transportes

Telefone: +351 21 423 62 15

E-mail – covid-19@amt-autoridade.pt

Contacto GNR

Telefone: 211 025 870 (das 9 às 18 horas, de segunda-feira a sextafeira) Site: http://www.amt-autoridade.pt/

E-mail: covid19@gnr.pt

Apoio do Instituto de Mobilidade e Transportes: IMTonline http://www.imtonline.pt/

Contacto PSP E-mail: contacto@psp.pt Telefone: 21 811 1000 (24 horas)

Atendimento por e-mail – para questões sobre Condutores, Veículos, Transportes, Atividades Marítimo-Portuárias ou outras questões, utilize o formulário de contactos disponível no site IMT Linha Azul do IMT 808 20 12 12

Contactos ANEPC

Centro de Contacto Cidadão 300 003 990

E-mail: COVID19@prociv.pt

Centro de Contacto Empresas 300 003 980

Telefone: 21 416 51 40 Pág. 10


O AGOSTO NO MEU PAÍS Por: Manuel António Gouveia

“Georges! anda ver meu país de romarias E procissões!” Nobre, A., SÓ, (1971), pág. 36,15.ª ed., Livr. Tavares Martins, Porto. António Nobre, no seu livro SÓ, faz um convite ao amigo Georges, para vir conhecer e tomar parte nas romarias e procissões do seu país. Faz-lhe ver a graciosidade das moças cobertas de ouro – “nas orelhas grossas arrecadas, […], Ao pescoço serpentes de cordões”, incitando-o a divertir-se com elas. Lembra-lhe os foguetes na procissão, os andores, os anjinhos, as figuras alegóricas… toda uma grande e impressionante “pintura” que passa pelos nossos olhos em linguagem tão emocionante quanto encantadora, espontânea e verdadeira! Fixemo-nos apenas na alegria e beleza das romarias e procissões, deixando para outra possível ocasião a lista dos males do povo que, logo a seguir, no mesmo poema, nos apresenta; e no qual, já no fim, não deixa de manifestar o desejo de ver, num quadro, a “pintura” que, em palavras, nos leva a imaginar – o desejo, repito, amargamente contido nesta dececionante pergunta: “Qu’é dos Pintores do meu país estranho,/Onde estão eles que não vêm pintar?” * Como é que, no mau momento em que nos encontramos, poderíamos ter convidado um amigo a vir ao nosso país para ver e tomar parte nas tão afamadas, divertidas e encantadoras festas? Passou o mês de agosto, o mês das férias, o mês reservado ao descanso, depois dum ano de trabalho; o mês dos reencontros, das alegrias, da recarga das energias que tanta falta fazem para poder encarar-se, com grande confiança, mais um ano de labuta. Passou o mês de agosto, o mês ansiosamente aguardado por milhares de pessoas desejosas de rever a família, a conversar alegremente, na hora da refeição, à volta da mesa…

Mas, no passado mês de agosto, o mês da festa e da veneração do padroeiro e de outros santos a quem os devotos recorrem, pedindo-lhes um milagre ou a ajuda, em momentos de aflição e de tristeza, não foi possível assistir à missa solene, na igreja embelezada com as flores dos altares, nem fazerem-se ouvir os cânticos cujas vozes se elevam para o Alto. Mas, no mês de agosto, o mês das romarias e procissões, embora nestas não tivesse faltado a presença dos santos linda e cuidadosamente vestidos, no colorido dos andores, e ricamente estampados nos estandartes, a verdade é que o povo se viu privado de participar nelas, limitando-se a admirá-las de longe. Passou o mês de agosto e não houve, nas romarias, os habituais pregões das vendedeiras e dos vendedores, as habituais barracas com os produtos expostos para curiosidade dos romeiros, com o propósito de venda (fruta, artesanato, vestuário, calçado, bolas, brinquedos, aparelhos elétricos…); não houve o altifalante a debitar canções populares e brejeiras; não houve o desfilar da beleza garrida da juventude, a contrastar com as vestes festivas e resguardadas dos mais velhos. Não houve também outras concentrações, seja com fins religiosos, seja com a finalidade de oportunos negócios. Nas procissões, faltou a Banda, na sua apessoada compostura, com o reverente vibrar dos instrumentos; faltaram os foguetes a anunciar aquele momento de devoção: faltou o Pálio, faltaram os anjinhos, faltaram as figuras alegóricas, faltaram os mordomos de solenes composturas, no seu habitual e respetivo hábito. À noite, no arraial, faltou o conjunto que privou o esperado momento de dança – a proporcionar enleios e repetidas promessas de amor; faltou o fogo-deartifício; faltou a quermesse, faltou o bar… A grave situação que tolheu a alegria do mês de agosto também não permitiu poder vir a identificar-se o rosto de cada um – o rosto protegido contra o traiçoeiro mal que continua a atormentar-nos. Este ano, foi uma tristeza, o mês de agosto!

TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA Continuando a apostar nas novas tecnologias para a área da Saúde, a Delegação da Costa do Estoril da CVP tem disponível ao público, na sede da Parede um equipamento inovador e não invasivo, que vem contribuir para uma redução significativa da incontinência urinária, melhorando a qualidade de vida da pessoa no seu dia-adia. Para aderir a estes tratamentos, informe-se e inscreva-se na nossa recepção da Saúde/Fisioterapia, Rua Gomes Freire de Andrade, 111, Parede, com o telefone 214572797, ou através do e-mail: dcostaestoril.parfisi@cruzvermelha.org.pt Pág. 11


A ENFERRUJAR, EU? Por: Luís Pereira de Sousa A enferrujar eu? E faz-se luz no meu iPad; é Alexandre Quintanilla quem vai falar. Quem o mandou até aqui, foi o nosso amigo Armando Ferrão num dos muitos mails que recebo e devoro. Ele tem razão; Quintanilha é um investigador, apaixonado pela vida e pelo estudo à volta dela. Vem o cientista dizer-me que eu não estou a envelhecer mas apenas e simplesmente a inferrujar. Eu a inferrujar? Diz que há cerca de 3 mil milhões de anos não havia seres humanos à superfície da terra. Foi então que surgiu o oxigénio que é toxico e óxido, sim, que nós vemos quando o vinho nos sabe mal, a manteiga e o leite se estragam e o ferro se enferruja etc etc.- Nessa altura, 95% das espécies que existiam desapareceram e então surgiram as primeiras plantas que começaram a transformar a àgua em oxigénio. Que susto que aqui apanhei... mas o oxigénio apesar de ser altamente tóxico é essencial à vida. E diz o professor que nós não morremos logo à nascença porque temos células que nos defendem da oxigenação, o enferrujamento e, aí meu Deus,

do envelhecimento que se anuncia nas marcas da cara e no corpo, nos cabelos brancos, e fico por aqui, porque também ele é responsável pela acumulação da oxigenação e pela maioria das doenças, porque, sim, os orgãos vão simplesmente enferrujando. Claro que não enferrujam todos ao mesmo tempo e ainda bem, digo eu e diz o prof...mas a verdade verdadeira é que os oxidantes e os radicais livres levam à degradação dos tecidos. Fiquei a saber e aqui alarmei-me pois 2/3 das nossas células não são humanas, são microbianas, bactérias de um mundo que está todo a desabrochar. Nós, como diz o simpático professor, vivemos 3 vezes mais que os avós dos nossos avós e só estudamos esta matéria há uns 70 anos. E avisa que o exercício físico levado ao extremo porque exige muito consumo de oxigénio ajuda os jovens no seu desenvolvimento, mas mais tarde, se nunca pararem os mais velhos terão dificuldade em se adaptar. Em resumo: o Homo Sapiens que se gaba do desenvolvimento do cérebro, da mão e até da laringe conclui que ou nos “lixamos” ou estamos “lixados” porque a ferrugem vem sempre aí. Eu já não vou à farmácia, vou à drogaria.

FICHA TÉCNICA Directora: Manuela Filipe Editor: Armando Ferrão - CP 9813 Colaboradores: Aida Marques, Ana Silva, Carla Figueiredo, Carlos Costa, Luís Pereira de Sousa, Manuel António Gouveia, Margarida M. Fernandes, Maria José Conchinhas, Paula Amor, Salete Tomás, Suzete Amorim. Grafismo e paginação: Sérgio Silva e Pedro Varela Fotografia: Paulo dos Santos António

Cruz Vermelha Portuguesa—Delegação da Costa do Estoril Rua Vasco da Gama, nº. 243 2775-297 Parede dcostaestoril@cruzvermelha.org.pt / 214570924 Pág. 12


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook