Boletim Informativo
Delegação da Costa do Estoril CRUZ VERMELHA PORTUGUESA
Publicação mensal Nº 79, Novembro de 2021 EDITORIAL
DRA. ANA JORGE 25ª Presidente Nacional da CVP
POR: MANUELA FILIPE
Caros leitores, Há mais de três décadas que integro os quadros da Cruz Vermelha Portuguesa, instituição a que me sinto profundamente ligada e sou quadro da Escola Superior de Saúde, encontrandome há anos em regime de destacamento na Delegação da Costa do Estoril. Guardo de todo este tempo gratas recordações dos vários momentos que tenho vivido como profissional e como voluntaria em diferentes missões da CVP, com colegas, alguns dos quais já saíram, recordando em particular o ambiente de convívio, familiar e de proximidade que sempre senti nas diversas acções em que tenho participado, de que dou como exemplo a operação de combate ao incêndio que flagelou o Chiado no final dos anos oitenta, o acolhimento a refugiados, designadamente no aeródromo de Figo Maduro, a assistência aos peregrinos de Fátima – acção em que continuo a estar envolvida - e a presença em muitas iniciativas de angariação de bens como contributo para as múltiplas áreas de intervenção da Cruz Vermelha no terreno. Como não será difícil de imaginar, a minha já longa experiência / idade, concedeu-me o privilégio de conhecer e conviver com um leque variado de pessoas e uma grande parte da nossa rede, permitindo-me apreciar o excelente trabalho desenvolvido pelas estruturas locais, de Norte a Sul do país. Para além disso, foi-me dada ainda a grata oportunidade de conhecer e privar com alguns Presidentes Nacionais, tendo recentemente assistido à tomada de posse da 25ª Presidente, a Sra. Dra. Ana Jorge, a quem felicito, desejandolhe o maior sucesso no cargo, com a certeza de que contará sempre com a união de toda a Família Cruz Vermelha para levar por diante a sua nobre missão.
A Dra. Ana Jorge tomou posse em 25 de Novembro como 25ª Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, depois de ter sido nomeada para o cargo pelo Conselho Supremo no pretérito dia 27 de Outubro. A nossa actual Presidente é médica pediatra de formação, tendo desempenhado diferentes funções, incluindo de âmbito político, designadamente as de Ministra da Saúde nos XVII e XVIII Governos Constitucionais, Deputada à Assembleia da República, e Presidente da Assembleia Municipal da Lourinhã. Esteve também ligada a várias instituições e entidades nos domínios da Saúde e da Economia Social.
NOVAS AULAS NA ACADEMIA SÉNIOR DA PAREDE (PÁG. 3)
DIA DAS BRUXAS NO ESPAÇO GERAÇÃO+ NA MADORNA (PÁG. 4)
O ESPAÇO GERAÇÃO+ COMPLETOU 6 ANOS (PÁG. 4)
ACADEMIA DIGITAL POR: DRA. INÊS FERREIRA (PÁG. 5)
NOTÍCIAS DO A.T.L KLUBE + (PÁG. 6)
CENTRO DE RECURSOS DA ADROANA (PÁG. 6)
REGRESSO AO ESTADO DE CALAMIDADE DECISÕES DO CONSELHO DE MINISTROS EM 25 DE NOVEMBRO (VER PÁG. 20)
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CALENDÁRIO FISCAL PARA DEZEMBRO DE 2021 Até dia 8 - Pagamento da mensalidade da Residência, na Tesouraria da CVP das 9,00 ás 13,00 e das 14,00 às 16,00 horas. Se preferir pode sempre fazer o pagamento por transferência bancária para o IBAN PT50 001000002768006000310 (indique por favor o nome) Até dia 10 IRS/IRC/SEGURANÇA SOCIAL: - Declaração de rendimentos pagos e de retenções, contribuições sociais e de saúde e quotizações, referentes a Outubro de 2021 (trabalho dependente) Até dia 12 IRS/IRC/IVA - Comunicação, por transmissão eletrónica de dados, dos elementos das faturas emitidas no mês de Outubro pelas pessoas singulares ou coletivas que tenham sede, estabelecimento, estável ou domicílio fiscal em território português e que aqui pratiquem operações sujeitas a IVA. Até dia 20 SEGURANÇA SOCIAL: - Pagamento das contribuições relativas a Outubro de 2021 IVA: - Envio de declaração recapitulativa mensal referente a Outubro de 2021 IRS / IRC / I. SELO: - Pagamento do IRC e IRS retidos e do Imposto do Selo referentes a Outubro de 2021 Até dia 21 IVA: - Envio da declaração periódica referente ao mês de Outubro de 2021, e anexos, para os contribuintes no regime mensal Até dia 25 IVA: - Pagamento do IVA referente ao mês de Outubro de 2021 Até dia 31 IRS/IRC: - Declaração de rendimentos pagos ou colocados à disposição de sujeitos passivos não residentes em Setembro de 2021 IVA: - Envio da declaração periódica referente ao mês de Outubro de 2021, e anexos, para os contribuintes no regime mensal - Envio da declaração periódica referente ao 3.º trimestre de 2021, e anexos, para os contribuintes no regime trimestral IMI: - Pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis IUC: - Pagamento IUC de veículos com ano de matrícula em Novembro de 2021 (Este texto é meramente informativo, não é exaustivo e não dispensa a consulta dos textos legais ou o cumprimento de outras obrigações previstas em disposições legislativas, regulamentares ou administrativas)
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ACADEMIA SÉNIOR NOVAS AULAS NA ACADEMIA SÉNIOR DA PAREDE - EDIÇÃO DE IMAGEM -
5ª feira, das 15,10 às 17,10 horas (2 horas) Professora Manuela Travassos PROGRAMA: Manipulação e edição de imagem e fotografia através do programa Paint.Net
PALESTRA - DIPLOMACIA NA ERA DIGITAL No passado dia 26 de Novembro, a partir das 15,00 horas, teve lugar no Pólo de Cascais da Academia Sénior, a palestra “Diplomacia na era digital – O ciberespaço como novo terreno de confronto", que teve como orador o Dr. Alexandre Duarte de Jesus e foi seguida por um numeroso e interessado grupo de académicos.
- RECICLAGEM CRIATIVA -
6ª feira, das 15,10 às 17,10 horas (2 horas) Professora Manuela Travassos
AINDA TEMOS VAGAS, INSCREVA-SE!
NOVAS DISCIPLINAS
História de Portugal | Professora Elisa Mateus Terça-feira às 12H10 Educação Financeira | Professor José Lourenço Terça-feira às 10h10 Finança para Não Financeiros | Professor José Lourenço Terça-feira às 11h10 O SIMBÓLICO NO QUOTIDIANO | Professora Maria Balthazar Terça-feira às 14h10 (duração 2 horas)
Antropologia e Lusofonia | Professor Flávio Paiva Terça-feira às15h10 Problemas Sociais Contemporâneos | Professor Flávio Paiva Terça-feira às 16h10 Desenvolvimento pessoal e autoestima | Professora Fátima Melo Quarta-feira às 10h10 Pintura em Madeira e Country | Professora Antónia Carracha Segunda-feira às 14h10 Pintura Country e Decoupage | Professora Beatriz Rito Quarta-feira às 15h10
SAÚDE SISTÉMICA | Professoras Maria Goretti e Ana Cristina Quinta-feira às 9h10
O Oriente no Ocidente | Professor Jorge Marques Segunda-feira, 16h10
Informações e inscrições na secretaria da Academia, Parede, ou através do telefone 21 4570924.
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ESPAÇO GERAÇÃO+ DIA DAS BRUXAS NO ESPAÇO GERAÇÃO+ NA MADORNA
Sendo que em Portugal o hábito de brincar aos Dia das Bruxas é recente, não quisemos deixar de celebrar esta data, pelo lado lúdico que apresenta. Assim, esta sexta dia 29 de Outubro, no espaço Geração+ na Madorna de forma simples mas bem disposta, trajámos alguns chapéus e decorámos abóboras. Todas as atividades fornam realizadas em jeito de "doce ou travessura", no nosso caso mais travessura, com a presença de bruxas e demónios entusiasmados!
O ESPAÇO GERAÇÃO+ COMPLETOU 6 ANOS
No passado dia 12 de Novembro o espaço Geração+ na Madorna celebrou 6 anos de existência! Na companhia dos utentes de ambos os centros de dia festejámos este dia, que mereceu brindes e aplausos. Embora nos últimos meses tenhamos vivido inúmeras restrições, continuamos juntos na construção deste projeto. Aos voluntários que nos ajudam nas atividades que dinamizamos, aos colaboradores desta delegação, aos utentes e familiares que em nós confiam para continuarmos esta caminhada o nosso Obrigada! Por: Aida Marques Pág. 4
ACADEMIA DIGITAL
Por: Dra Inês Ferreira (Psicóloga e Coordenadora da Academia Digital)
No ano passado, em plena pandemia, a nossa Delegação adaptou-se às circunstâncias pandémicas e inaugurou um projeto inovador e pertinente para a comunidade sénior. Inauguramos, em Junho de 2020, a Academia Digital. Mais de um ano depois, podemos dizer que o projeto cumpriu os seus objetivos e chegou a casa de muitos séniores do concelho de Cascais, contribuindo para a sua estimulação física, cognitiva e social. Se ainda não conhece o projeto, dizemos-lhe, aqui, o que pode encontrar: na Academia Digital pode contar com aulas online que incluem as mais diversas temáticas, desde Pilates, Yoga, Terapia da Dança até à Culinária, História, Ciência, Línguas, Espiritualidade e Religião, Psicologia, Informática, Economia e Arte, com aproximadamente 40 professores diferentes. Além disso, terá acesso a palestras de diversos âmbitos e com prestigiados oradores, desde Saúde Física e Mental até à Restauração, Criminologia, Estética e Felicidade. Esta será também uma plataforma de convívio, onde todos os participantes terão acesso a “salas” onde podem discutir temas, partilhar conhecimentos e esclarecer dúvidas, bem como ter acesso a materiais e documentos que vão ao encontro dos seus interesses. A Academia Digital destina-se a todos os munícipes do concelho de Cascais com idade igual ou superior a 65 anos, incluindo os alunos que frequentam já ou outrora frequentavam a nossa Academia Sénior (presencial), mesmo que estejam atualmente a residir noutro ponto do país ou do estrangeiro. A nossa Delegação quer estar junto de si, contribuir para o seu bem-estar e qualidade de vida e proporcionar-lhe um espaço de aprendizagem e convívio, onde construiremos, em conjunto, uma família virtual. Para mais informações sobre a Academia Digital poderá consultar o site: http://sites.google.com/cvpdcestoril.org/academiadigital
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NOTÍCIAS DO A.T.L KLUBE+
NÓS, O MOVIMENTO AZUL E A RIBEIRA DE CAPARIDE
Por: Carlos Costa
As crianças e Jovens da Adroana e técnicos de instituições sediadas neste bairro tal como A Cultursol - Cultura e Solidariedade; A Ludoteca da Adroana / Fundação Champagnat e o Nosso ATL Klube + / Cruz Vermelha Portuguesa Costa do Estoril, juntaram – se à associação Movimento Azul, fazendo parte de uma parceria que visa as preocupações ambientais.
Foram estas as frases escritas nas placas de aviso 1) Com a Ribeira limpa, já não me lanço no incerto , passeio-me num Paraíso. 2) Pára e escuta a ribeira a cantar. 3) Olá…ainda bem que vieste, não te esqueças de levar o lixo para bem longe daqui. 4) Todos podemos desfrutar e a ribeira não vamos sujar. 5) Chegaste a um lugar mágico, abrigo de tantos seres vivos, deixa-o melhor que o encontraste.
Assim e ao longo de 5 meses temo-nos empenhado em ajudar a desenvolver ações no Projeto ‘Caparide, ribeira viva’ . Este projeto tem como principal objetivo sensibilizar as pessoas para o impacto das alterações climáticas e tornar-nos mais resistentes aos fenómenos extremos do clima que evidentemente está a mudar! O palco deste projeto de sensibilização foi a Ribeira de Caparide, onde se realizaram grandes ações de limpeza de vegetação invasora, plantação de espécies nativas e outras ações de sensibilização tendo o apoio de alguns jovens da Adroana e muitos outros voluntários do Concelho de Cascais. Esta Ribeira também designada de Ribeira de Manique, é uma linha de água com nascente na Cruz Alta (a 270 m de altitude), na vertente nascente da Serra de Sintra. A foz, no mar, localiza-se em Cai Água, a oeste da praia de S. Pedro do Estoril. Nestes últimos 2 meses,no bairro da Adroana e no nosso Atl, criámos com madeiras reutilizadas e gentilmente cedidas pela Cascais Ambiente, placas-aviso para sensibilizar os visitantes a proteger e todos os seres vivos que escolhem ali viver ou abrigar-se e que tornam esta Ribeira viva e cada dia mais bonita. Convidamos a ir conhecê-la.
6) Para levar os presentes do meu cão, tenho sempre um saco à mão. 7) Dá todo o teu amor às plantas e animais que vivem aqui. 8) Seja consciente proteja o ambiente.
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A IGREJA E O PODER (Regresso ao Passado)
Por: Helder de Castro Valente (Professor da Academia Sénior – “A Bíblia na vida de todos os dias”)
Quando Pio VII morre, os poderes papais, espiritual e temporal foram restabelecidos, as finanças estão equilibradas a Igreja goza, de novo, de boa reputação. Parecem distantes os tempos do início do século quando se proclamava que a Igreja tinha acabado. Contudo, quando em 2 de Setembro de 1823 se reúne o Conclave, os Cardeais mais conservadores estão fartos de Papas (Pio VII) e Secretários de Estado (Consalvi) “progressistas”, e desejosos do “regresso ao passado”. A 21 de Setembro quando o Cardeal Severoli – apoiado por Consalvi – fica próximo da eleição, os conservadores apresentam o direito de veto de Francisco I da Áustria, inviabilizando, assim, tal eleição. Finalmente, a 27 de Setembro de 1823, ao quinquagésimo primeiro escrutínio, é eleito o Cardeal Annibale della Genga, o qual aceita a eleição com o nome de Leão XII.
Embora conservador, os longos anos de diplomacia conferemlhe uma larga capacidade negocial. É isso, e a sua precária saúde, que lhe possibilitam a eleição papal. Mas este homem, que ainda resistirá mais de cinco anos, tem reservadas muitas surpresas aos seus eleitores. A primeira dessas surpresas consiste em nomear Secretário de Estado, o ultra conservador Cardeal Somaglia, amigo de longa data. Embora este se venha a manter apenas três anos no cargo, este período foi mais do que suficiente para marcar todo o tom do Pontificado de Leão XII, nomeadamente a transformação de Roma num “estado polícia”. A segunda nomeação é ainda mais surpreendente. Para o Santo Ofício com poderes especiais para perseguir as organizações secretas, nomeadamente os Jacobinos e a Carbonária é nomeado o Cardeal Agostino Rivarola, o qual, tinha sido, anteriormente, afastado por Consalvi. Em 1825, o assassinato do comissário da polícia de Ravenna é o mote para o lançamento de uma campanha gigantesca contra homens cultos acusados de pertencer à Carbonária. O simples indício, sem qualquer outra formalidade, bastava para a detenção. Em 31 de Agosto de 1825 quinhentos e catorze homens ilustres são barbaramente detidos. Destes, sete serão condenados à morte num claro atropelo à justiça.
Papa Leão XII
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A execução pela guilhotina na Piazza del Popolo, de dois carbonários, ainda hoje é lembrada no monumento erigido naquela praça romana e no qual se pode ler: “ À memória de Ângelo Targhini e Leonida Montanari que condenados à morte, ordenada pelo Papa sem provas e sem direito a defesa, a enfrentaram serenamente nesta praça em 23 de Novembro de 1825”.
Lápide em memória de Ângelo Targhini e Leonida Montanari
Rivarola, vira-se então contra os judeus a quem reduz os direitos de livre circulação mantendo e reforçando a obrigação da utilização de uma estrela amarela de David como identificação da sua religião, (tal como havia sido decretado em 1215 pelo IV Concílio de Latrão). De facto, e neste aspecto, Hitler não fez mais do que copiar a Igreja. Proíbe, ainda, o jogo, e todas as manifestações espontâneas de rua, tornando Roma num verdadeiro “estado-polícia”. Mas o Papa está cada vez mais doente. Somaglia resignou no final de 1826. O furor inicial amainou e entramos num período em que uma certa acalmia, semi-podre, se instala na Igreja e em Roma. Os dois anos seguintes são quase inócuos e no início de 1829, em 10 de Fevereiro, morre o Papa.
A ORIGEM DO “PÃO POR DEUS”
O Pão por Deus é uma tradição antiga com raízes semelhante às do dia das Bruxas ou Halloween (dos países anglosaxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras (trick or treat). No dia 1 de Novembro, Dia de Todos-osSantos em Portugal, as crianças saem à rua e juntamse em pequenos bandos para pedir o Pão por Deus de porta em porta. As oferendas aos mortos são comuns em diversas culturas pagãs, incluindo a Celta, cujos homens habitaram o território que hoje conhecemos português. Acredita-se que foi com base nessas tradições, que lembram e homenageiam aqueles que partiram, que nasceu a festa do Halloween pelo mundo, assumindo contornos curiosos de país para país. O peditório do Pão por Deus no nosso país está também associado a essa tradição de oferenda aos defuntos e celebra-se no Dia de Todos os Santos ou Dia dos Fiéis Defuntos. O Dia de Todos os Santos era já chamado o Dia do Pão por Deus no seculo XV e nesse dia repartiam-se alimentos pelos mais pobres.
Este hábito ganhou força um ano após o grande terramoto de 1755 que destruiu completamente parte da capital e que aconteceu justamente no dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos. Nessa época, a fome e a miséria sentiam-se pela cidade e reforçou a necessidade de partilha de alimentos com os mais necessitados. Em 1756, as pessoas percorreram assim as ruas de Lisboa, batendo às portas e pedindo qualquer esmola, mesmo que fosse apenas pão. Dado o desespero, as pessoas pediram “Pão, por Deus”. Em troca muitos pedintes receberam pão, bolos, vinho e outros alimentos para honrar os seus mortos e pedir pela sua alma. Esta tradição de partilha nesta data manteve-se ao logo dos tempo, até aos dias de hoje, não só em Lisboa, mas por todo o país. Em alguns zonas são feitas broas dos santos ou bolinhos para oferecer a quem pede – por isso, este dia também é conhecido como o “Dia do Bolinho“. Fazer sacos do Pão por Deus é um costume associado à própria tradição. Normalmente estes sacos são feitos de tecido e as crianças podem decorá-los ao seu próprio gosto. Pág. 8
Quando pedem o Pão por Deus, os mais novos devem dizer uma espécie de oração aos moradores das casas, como os seguintes exemplos: “Pão por Deus, Fiel de Deus, Bolinho no saco, Andai com Deus.”
“Ó tia, dá Pão-por-Deus? Se o não tem Dê-lho Deus!”
“Bolinhos e bolinhós Para mim e para vós Para dar aos finados Qu’estão mortos, enterrados À porta daquela cruz
Truz! Truz! Truz! A senhora que está lá dentro Assentada num banquinho Faz favor de s’alevantar P´ra vir dar um tostãozinho.”
Quando se recebe algo:
“Esta casa cheira à broa Aqui mora gente boa. Esta casa cheira a vinho Aqui mora algum santinho.”
Quando não se recebe nada:
“Esta casa cheira a alho Aqui mora um espantalho Esta casa cheira a unto Aqui mora algum defunto.”
A ORIGEM DO “PÃO POR DEUS”
Com o passar do tempo, a tradição sofreu algumas alterações e, hoje em dia, as crianças fazem os peditórios, batendo de porta em porta, para receber bolinhos, guloseimas ou até dinheiro. Em Barqueiros, concelho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de novembro, arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos comerem durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”. Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os “santórios”, recebiam fruta e bolos e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro. “Em Roriz não se chama Pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros a comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fíeis de Deus.”
Nos Açores, no dia de “ Pão-por-Deus”, todos os que podiam tinham nas suas casas uma boa panela de milho cozido e castanhas cozidas para dar e comer. Rebuçados e guloseimas surgiram mais tarde para alegria das crianças que ficavam felizes mesmo com os rebuçados feitos em casa, com calda de açúcar e um pouco de vinagre. Na ilha Terceira, nos Açores dão-se “caspiadas” às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira: claramente um manjar ritual do culto dos mortos. Ainda hoje na ilha de São Miguel, neste dia os rapazes que distribuem diariamente os jornais vêm pedir “Pão por Deus”, uma ajuda em dinheiro pelo seu trabalho. Na ilha da Madeira o Pão por Deus também se celebra, e dão-se castanhas, nozes, figos e frutas.
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DONDE VEM O MAGUSTO A origem da palavra magusto vem do latim “magnus ustus” que significa grande fogueira, que hoje designa tão-só as castanhas assadas, mas que antigamente definia a própria fogueira onde as ditas eram assadas. No início do século XIX, em algumas regiões do Norte, o magusto realizava-se no dia de S. Simão e S. Judas Tadeu, a 28 de Outubro, prolongando-se até ao S. Martinho, enquanto nalgumas regiões de Trás-os-Montes se aproveitava o Dia de Todos os Santos, o dia 1 de Novembro para festejar o “Magusto dos Santos”. Segundo alguns etnólogos, como Leite de Vasconcelos, o Magusto dos Santos é uma reminiscência de antiquíssimos rituais fúnebres pagãos, festivais que comemoravam o início do Inverno, segundo a tradição celta, durante os quais se faziam oferendas em géneros alimentares às almas dos mortos.
Em Barqueiros, no Minho, era tradição à meia-noite, pôr uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babadas dos defuntos”. A celebração do magusto também está associada a uma lenda, que remonta ao século IV, a qual dizia que um soldado romano de nome Martinho de Tours (mais tarde conhecido como São Martinho), ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz-se que, neste preciso momento, parou de chover, derivando daí a expressão: “Verão de São Martinho“. Assim, nesta altura do ano, o tempo frio e chuvoso, típico da estação, dá lugar a um dia de sol para desfrutar de um grande magusto com castanhas assadas, água-pé e jeropiga.
AS NOSSAS CAFETARIAS
REFEIÇÕES AO DOMICÍLIO
As cafetarias da Delegação, tanto na sede da Parede como no Pólo de Cascais da Academia Sénior funcionam dentro do horário das 09,00 às 17,00 horas, cumprindo as normas definidas pela Direcção-Geral da Saúde. Para além dos produtos habituais, como bolos, sandes e bebidas, estes nossos espaços servem refeições ligeiras e rápidas.
Mensalmente, são confeccionadas pelo nosso refeitório e distribuídas pelos serviços da Delegação centenas de refeições, na sua maioria a residentes do concelho de Cascais. Caso necessite e deseje receber refeição completa em sua casa, temos um menu diário e variado ao seu dispor. Contacte-nos através do telefone 214570924 para obter mais informações sobre este serviço.
FUNCIONAMENTO DO REFEITÓRIO DA DELEGAÇÃO Encontra-se em funcionamento o refeitório da Delegação, cumprindo os requisitos fixados pela DGS, com serviço apenas na esplanada. É aconselhável a marcação prévia de almoços através do número de telemóvel 914 039 097.
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EFEMÉRIDES DE NOVEMBRO
Por: Manuel António Gouveia
Dias celebrados nacional internacionalmente:
e
01 – Todos os Santos. Este dia é dedicado pela Cristandade a todos os Santos da Igreja; 02 – Fiéis Defuntos. Dia de memória e oração pelos entes queridos que partiram deste mundo; 03 – Consciencialização do stress, grave situação de grande ansiedade que poderá levar a prejudicar a saúde; 11 – S. Martinho – Dia da prova do vinho novo; 12 – Mundial da Pneumonia. Oportunidade de chamar a atenção para a gravidade desta doença infeciosa, facilmente transmissível. 15 – Nacional da Língua Gestual Portuguesa, uma das três Línguas Oficiais Portuguesas; 16 – Nacional do Mar – Chamada de atenção para a enorme poluição do mar, bem como para a subida lenta das suas águas provocada pelo degelo;
20 – Internacional dos Direitos da Criança que, embora reconhecidos, vai sofrendo a fome, a doença, o rigor do clima, a incompreensão, o desprezo por quem devia protegê-la; 19 – Internacional do Homem; 25 – Internacional para a eliminação da violência contra as Mulheres (Neste ano de 2021, até hoje, foram assassinadas mais de duas dezenas de mulheres); 27 – Nacional do combate ao cancro; 28 – Do Soldado Desconhecido (Lembrança de todos os combatentes que morreram na guerra e permanecem incógnitos). Há, no Mosteiro da Batalha, o Túmulo do Soldado Desconhecido, iluminado com a “Chama da Pátria”, com “Guarda de Honra” e a proteção do “Cristo das Trincheiras”. 01 – 1755 – Lisboa foi vítima dum terramoto seguido dum maremoto e de um incêndio que destruiu grande parte da cidade, tendo, em consequência, morrido milhares de pessoas. Esta destruição, no entanto, levou à reconstrução da parte da cidade atingida por esta calamidade, sob a orientação e dinâmica do Marquês de Pombal, tendo ficado a ser conhecida, desde então, como Baixa Pombalina.
17 – Mundial em Memória das Vítimas da Estrada; Mundial do Não-Fumador, a relembrar que o fumo inalado é o grande responsável pelo cancro do pulmão;
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01 – 1431 – Morre, no Convento do Carmo, em Lisboa, Nuno Álvares Pereira. Comandante do exército na crise política de 1383/1385, foi canonizado em 26 de abril de 2009, passando, desde então, a ser também conhecido como o Santo Condestável. 01 – 1877 – Em Amarante, nasce Teixeira de Pascoais. Um dos representantes do saudosismo em Portugal, fez parte do movimento literário Renascença Portuguesa. Livro mais conhecido – Marânos. 06 – 1919 – Nasce Sophia de Mello Breyner Andresen, celebrada escritora portuguesa, tendo-se distinguido sobretudo na poesia. Poema: Liberdade - O poema é/A liberdade Um poema não se programa/Porém a disciplina/Sílaba por sílaba -/O acompanha Sílaba por sílaba/O poema emerge/Como se os deuses o dessem/O fazemos (O Nome das Coisas, Assírio & Alvim, Pág. 63). 09 – 1989 – Início do derrube do Muro de Berlim que separava Berlim Oriental, de regime comunista de Berlim Ocidental, de regime democrático. 10 – 1483 – Nasce Martinho Lutero, monge agostiniano. Tendo-se insurgido contra o rumo seguido pelo catolicismo romano, sobretudo pela venda de indulgências, publicou, em 1517, as suas 95 Teses, que estiveram na base da Reforma Protestante.
EFEMÉRIDES DE NOVEMBRO 10 – 1772 – Morre Correia Garção, um dos fundadores da Arcádia Lusitana, autor da conhecida Cantata de Dido: “Já no roxo oriente branqueando/As prenhes velas da troiana frota […]”. 12 – 1991 – Massacre no Cemitério de Santa Cruz em Díli, Timor, levado a cabo pelas forças indonésias. Este acontecimento, filmado pelo repórter britânico e timorense Max Stahl, e divulgado por todo o mundo, levou a que quase todos os países reconhecessem Timor-Leste com direito à independência. Livro referente ao contexto da época: Timor – O insuportável ruído das lágrimas, de Hernâni Carvalho e Outros.
Santo Agostinho de Hipona
13 – 354 – Nasce Santo Agostinho de Hipona, em Tagaste, Numídia. Bispo, filósofo, e teólogo, entre outros livros seus, é de mencionar Confissões. 13 – 1460 – Morre o Infante D. Henrique, de cognome “O Navegador”, pela atenção e impulso que deu aos Descobrimentos Portugueses. 13 – 1947 – Morre o Abade de Baçal, de seu nome Francisco Manuel Alves, notório arqueólogo e historiador português dos séculos XIX/XX
14 – 2021– Termina a Cimeira do Clima COP26 promovida pela ONU, cujo objetivo geral seria providenciar por aprovar medidas que levem a salvar o Planeta, tendo o acordo final sido atualizado nesta data. Contudo, e apesar das muitas conversações, o acordo parece ter ficado aquém do objetivo proposto. 14 – 1939 – Nasce Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho. O seu primeiro romance foi As Pupilas do Senhor Reitor. 16 – 1922 – Nasce José Saramago, em Azinhaga do Ribatejo, concelho da Golegã. Prémio Nobel da Literatura, começam hoje as celebrações do centenário do seu nascimento. O seu livro Memorial do Convento é tido como a maior revelação de escritor, sendo um dos mais traduzidos em várias línguas. 16 – 1949 – Morre António Aleixo, poeta popular algarvio muito conhecido pelo livro: Este Livro Que Vos Deixo, (“Este livro que vos deixo/ E que a minha alma ditou/ Vos dirá como o Aleixo/ Viveu, sentiu e pensou”), no qual transparece uma enorme mundividência e crítica social. 17 – 1717 – Início da construção do Convento de Mafra/Palácio Nacional de Mafra, como promessa do rei D. João V vir ter um filho varão. 17 – 1869 – Inauguração do Canal de Suez, ligando o Mediterrâneo ao Mar Vermelho, facto que proporcionou à navegação evitar seguir a Rota do Cabo.
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20 – 1945 – Início dos Julgamentos de Nuremberga, cujos réus fizeram parte dos altos quadros do Partido Nazi. 24 – 1906 – Nasce Rómulo de Carvalho (António Gedeão), Professor de Físico-Química e Poeta, distinguindo-se na sua poesia Pedra Filosofal e Lágrima de Preta, ambas cantadas por Adriano Correia de Oliveira. 25 – 1845 – Nasce Eça de Queiroz, na Póvoa de Varzim, um dos introdutores do Realismo em Portugal. Livro de referência: Os Maias. 28 – 2011 – O Fado Português é reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.
Fado
29 – 1874 – Nasce o médico Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina, pelo seu contributo no campo da neurocirurgia. 30 – 1935 – Morre Fernando Pessoa e com ele os Heterónimos, exceto Ricardo Reis, cujo ano da sua morte foi tema para o romance de José Saramago – O Ano da Morte de Ricardo Reis. Pela sua extraordinária obra, Fernando Pessoa tem sido considerado, por alguns, o maior poeta português. Fins de 2014 – O Cante Alentejano é reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.
EFEMÉRIDES DE NOVEMBRO Alguns pensamentos e citações de José Saramago:
Cobardia – “A cobardia é pior que o polvo, o polvo tanto encolhe como estende os braços, a cobardia só sabe encolhê-los”. (A Jangada de Pedra); Consciência – “As consciências calam-se mais do que deviam, por isso é que se criaram as leis”. (Todos os Nomes); Escritor – “Um escritor é como uma pessoa qualquer, não pode saber tudo nem pode viver tudo, tem de perguntar e imaginar”. (Ensaio Sobre a Cegueira); Esperança – “O homem é o animal mais resistente da Terra, porque se nutre de um alimento invisível chamado esperança”. (Os Apontamentos); Felicidade – “A felicidade comparticipa da natureza do caracol, que se retrai quando lhe tocam”. (Claraboia); Lágrimas – “Talvez as lágrimas não sejam mais que isso, o alívio de uma ofensa”. (Memorial do Convento); Morte – “A morte dos malvados não é para o inferno que se abre, mas para a impunidade”. (Don Giovani ou O Dissoluto Absolvido); Mundo – “Todos deixamos no mundo o que no mundo criámos”. (Viagem a Portugal); Posse – “Vistas bem as coisas, não há no mundo nada que em sentido absoluto nos pertença”. (Ensaio sobre a Cegueira); Remorso – “Quando não conseguimos viver com os remorsos, esquecemo-los”. (Viagem a Portugal); Rio – “Os rios, como os homens, só perto do fim vêm a saber para que nasceram”. (Viagem a Portugal); Tempo – “Costuma-se dizer, Dêmos tempo ao tempo, mas aquilo que sempre nos esquecemos de perguntar é se haverá tempo para dar”. (O Homem Duplicado); Vida – “É assim a vida, vai dando com uma mão até ao dia em que tira tudo com a outra”. (As Intermitências da Morte). Citações e Pensamentos de JOSÉ SARAMAGO, Silva, P. N. (Org.), 2021, Contraponto Editores, Lisboa. Por: Manuel António Gouveia
BAIRRO FELIZ No seguimento da nossa candidatura e participação ao Programa Bairro Feliz do Pingo Doce, teve lugar no dia 3 de Novembro a pesagem dos projetos em votação. Com o projecto “Ver é viver” pedimos apoio para aquisição de material áudio e projeção de som, destinados ao nosso espaço sénior na Madorna. Embora não tenhamos sido os mais pesados agradecemos e enaltecemos a oportunidade e iniciativa do Pingo Doce do Alto da Barra, no sentido de tentar complementar as iniciativas da comunidade em que se inserem. Por: A. M.
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DINAMIZAÇÃO DE ATIVIDADES NA RESIDÊNCIA SÉNIOR: QUE IMPORTÂNCIA? O envelhecimento é, por si próprio, um período de maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de quadros de doença física, mental e de declínio cognitivo. Desta forma, é imprescindível que se reforcem fatores de peso na prevenção destes quadros, através do exercício físico, do envolvimento em tarefas intelectuais estimulantes, do espírito crítico e das relações sociais e de convívio. Neste sentido, na nossa Residência Sénior, temos como premissa oferecer uma diversidade de atividades físicas e cognitivas que contribuam para a saúde global dos nossos residentes. Assim, todos os dias, os residentes participam livremente em duas atividades que se estendem desde atividades lúdicorecreativas (Grupo de Partilha, Discos Pedidos, Clube de Notícias), atividades cognitivas (Estimulação Cognitiva, Treino Cognitivo, Oficina da Psicologia, Reflexão Filosófica e Meditação) a atividades físicas, como a postura corporal. Para além dos benefícios para a saúde global, a participação em atividades de grupo contribui igualmente para a coesão grupal onde se fomentam relações interpessoais, onde se cultivam amizades e onde se encontra um sentido de união e pertença. Não se esqueça também de cuidar da sua saúde. (Psicólogos do Departamento de Psicologia da Delegação)
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ENVELHECIMENTO & RASTREIOS COGNITIVOS O envelhecimento tem subjacentes alterações biológicas, cerebrais e fisiológicas, que fazem parte de um processo de adaptação do nosso organismo às exigências das nossas vivências ao longo dos anos. A partir dos 65 anos, as primeiras alterações que começamos a identificar são ao nível da memória e da velocidade de processamento da informação, uma vez que estruturas cerebrais importantes vão perdendo volume e os neurónicos vão perdendo conexões entre si. No entanto, podemos sentir igualmente alterações nas restantes funções cognitivas, tais como a atenção e concentração, a linguagem, o raciocínio, o planeamento, o cálculo, entre outras. Perante o envelhecimento, existem 3 caminhos com os quais se pode confrontar: i) o do envelhecimento normativo, em que ocorrem algumas alterações, mas que se enquadram num envelhecimento saudável; ii) o do Declínio Cognitivo, em que que existem alterações mais significativas do que o esperado para a idade e escolaridade, quadro este que, normalmente antecede a evolução para quadros demenciais; e iii) o da perturbação neurocognitiva, ou demência, em que estas alterações são significativas ao ponto de influenciarem o desempenho das Atividades Básicas de Vida Diária. No nosso Departamento de Psicologia fazemos questão de o apoiar na prevenção e intervenção do processo de envelhecimento, e realizamos rastreios cognitivos para avaliar a sua saúde cerebral. O rastreio cognitivo permite ter uma noção do funcionamento atual das funções cognitivas (atenção, memória, linguagem, funções executivas, entre outras) e uma referência base para o declínio que possa acontecer a partir deste momento. Marque já o seu rastreio cognitivo com a nossa equipa. (Psicólogos do Departamento de Psicologia da Delegação)
ACTIVIDADES REALIZADAS PELO DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA NA RESIDÊNCIA SÉNIOR As atividades realizadas pelo Departamento de Psicologia na residência sénior da Delegação da Costa do Estoril (meditação, estimulação cognitiva, oficina da psicologia, reflexão filosófica, treino cognitivo), destinam-se a um vasto grupo de residentes, defendendo sempre um grau de inclusividade que considere as características de todos os residentes envolvidos
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A ÁRVORE SOLITÁRIA Era a única árvore no cimo do monte: grande, frondosa, magnífica, algo arrogante, enquanto acolhia de bom grado quantas aves a procuravam para nela fazerem os ninhos, criarem os filhos, entoarem alegres canções, acompanharem o balouçar dos ramos embalados pelo vento, enquanto davam a saber que ali havia vida e alegria. Debaixo dela, à sombra, descansavam coelhos, lebres, perdizes… e, de onde em onde, alguma estonteada e cambaleante raposa que, perseguida pelo sol abrasador, ali descansava e adormecia até retomar forças. Este acolhimento que a árvore concedia tinha, no entanto, uma contrapartida: em caso de alguma ameaça, todos haviam de estar prontos para a defender.
Mas, como sempre acontece, entre todos os que a avistavam ou com ela lidavam, cresciam opiniões diversas que poderei agrupar em duas principais: havia uns que a admiravam, protegiam e respeitavam; e havia outros que simplesmente a invejavam. E invejavam-na porquê? Pela sua elegância, pelo recorte que formava – como que dependurada no horizonte – pela vida que acolhia, pela aparente felicidade que mostrava, pela temeridade que revelava, por verem nela a figura mandante sobre aquele monte.
Mas a árvore, desconhecendo quanto era invejada, e na crença de que seria, não só admirada pelo seu altruísmo, como digna de compaixão pelo isolamento em que se encontrava, ia gerindo de tal forma a situação que nunca pensou render-se a qualquer ofensiva. E foi no gerir desta situação que tudo aconteceu! Descansando na confiança que a acompanhava, inesperadamente foi surpreendida por umas pequenas labaredas que iam consumindo o mato que a rodeava. Tão traiçoeiras como humildes, as labaredas não foram vistas por alguém que viesse em seu socorro. E só foram alarmantes quando a árvore solitária se transformou num impressionante mar de fogo! Antes desta catástrofe, quisera ela ter deixado aquele lugar. Sendo, contudo, impossível, ali teve de permanecer, acabando por sofrer a sua destruição, mesmo contando com as suas criadas, mas inverosímeis defesas. Com grande pena e admiração, é verdade que estas coisas acontecem – mesmo a quem é dada a possibilidade de escolher o lugar para onde possa mudar-se, argumentando possuir as defesas necessárias, contudo inverosímeis, para ali poder permanecer.
Muitos verões a foram cumprimentando e, ao mesmo tempo, ameaçando. E ela não deixava de agradecer, se bem que num misto de altivez e de desprezo, mesmo naquele verão que veio tão quente! À volta da árvore, crescia um mato rasteiro e meia dúzia de arbustos que, com boa vontade, amizade, e tristeza que sentiam pelo seu isolamento, embora confiante em si, procuravam fazer-lhe ver o perigo em que vivia. Na verdade, sempre pensou que, num imprevisto incêndio, nunca as chamas a atingiriam, antes de consumirem a vegetação que a rodeava e a protegia. Quer dizer, antes que as ameaçadoras chamas começassem a importuná-la e a fizessem tremer de pânico, alguém as teria avistado, a tempo de avisar quem, decerto, havia de vir salvá-la. Por outro lado, bem sabiam, tanto eles como a árvore, que ficaria menos exposta ao perigo se, em vez do mato e dos arbustos, ela preferisse ter à sua volta uma boa extensão de terra lavrada.
Por: Manuel António Gouveia
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NOTÍCIAS DO CENTRO DE RECURSOS DA ADROANA Por:
CELEBRAÇÃO DO 1º ANIVERSÁRIO DO CENTRO
Ana Rita Carvalho (Coordenadora Técnica e Psicóloga)
e
Ana Direito (Assistente Social)
No passado dia 3 de novembro de 2021, o Centro de Recursos para pessoa em Situação de Sem Abrigo, localizado no bairro da Adroana celebrou o seu primeiro aniversário. O Centro de Recursos é uma resposta social desenvolvida em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, à gestão da Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação da Costa do Estoril, sendo apadrinhado pelo nosso Excelentíssimo Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Esta resposta está destinada ao acolhimento temporário da pessoa em situação de sem-abrigo, visando o seu acolhimento, alojamento e prestação de diversos serviços como a alimentação, higiene pessoal, lavandaria, acompanhamento psicológico e psicossocial, cuidados de saúde e de psiquiatria e o desenvolvimento de atividades de cariz lúdico-recreativo.
Ao longo deste ano, vários foram os desafios que foram vividos entre a equipa técnica e os utentes acolhidos. É de salientar a evolução dos utentes na construção dos seus Planos de inserção individual, bem como o envolvimento na gestão diária do Centro de Recursos. De forma a celebrar este ano de muito trabalho, dedicação e cumprimento de objetivos, foi realizado um almoço de convívio entre os utentes, equipa técnica e alargada. Tal como é recorrente e apreciado pelos nossos utentes, realizamos um churrasco. Contamos com a presença do Vereador Frederico Pinho de Almeida e da Vereadora Carla Semedo e da sua equipa, deixando desde já o nosso agradecimento. Agradecemos também a presença dos técnicos da Divisão de Intervenção Social da Câmara Municipal de Cascais que têm acompanhado e apoiado regularmente o Centro de Recursos ao longo deste ano.
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NOTÍCIAS DO CENTRO DE RECURSOS DA ADROANA - CONTINUAÇÃO I
A HORTA
Como já referimos em boletins anteriores, em parceria com a Cascais Ambiente, foi disponibilizada ao Centro de Recursos uma parcela nas Hortas Comunitárias da Adroana. Neste sentido, diversos utentes realizaram uma formação sobre agricultura biológica e puseram mãos à obra no cultivo desta mesma parcela. Enquanto equipa técnica, encaramos a participação dos utentes na prática da agricultura como uma estratégia de ocupação dos seus tempos livres de uma forma lúdica, responsável e participativa. A prática da agricultura pelos utentes do Centro, permite que os mesmos se envolvam em todos os momentos do processo: na preparação da terra, no cultivo das sementes, na rega, no cuidado com o que foi plantado e, por fim, na colheita.
Desta forma, permite-nos trabalhar com os mesmos este processo evolutivo do crescimento do que é cultivado, permitindo ainda criar paralelismos com diversas situações do nosso quotidiano. Permite trabalhar competências e capacidades de uma forma prática, proporcionando bem-estar, equilíbrio sócioemocional e qualidade de vida. O esforço desenvolvido pelos utentes na agricultura resulta em belas colheitas de diversas frutas e legumes e acima de tudo no sentido de responsabilização, envolvimento e cuidado dos mesmos face ao trabalho desenvolvido.
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NOTÍCIAS DO CENTRO DE RECURSOS DA ADROANA - CONTINUAÇÃO II
MAGUSTO Diz o adágio popular: “No dia de S.Martinho com 2 castanhas se faz um magustinho”. Não foi bem assim que aconteceu no Centro de Recursos quando se comemorou o Magusto no dia 11 de novembro como manda a tradição. É que além das tão tradicionais e quentinhas castanhas (e não foram certamente só duas, garanto!) tivemos um pequeno churrasco muito saboroso que completou esta tarde tão agradável! O convívio que existiu entre os nossos residentes e nós foi muito gratificante em contexto festivo. Começou com o ornamento do espaço interior e exterior do Centro. Com as fotos bem-dispostas (e giras) na moldura feita em conjunto. No colaborar em assar as castanhas, e fazer o churrasco… no partilhar de pequenas tarefas e gestos que fortalecem as relações, que nos leva a continuar o nosso caminho até chegar ao estado desejável. Como diz a lenda no dia de S. Martinho o tempo melhora e o sol aquece. Apesar de a tarde estar ventosa o sol brilhava, e oferecia um calor (ainda que tímido) que nos aquecia a alma e a vontade de prolongar a tarde. Escusado será dizer que a sessão fotográfica ficou muito bem! Por isso, vejam por vocês se não temos razão? Agora resta-nos esperar para o ano… mas que s. Martinho seja mais benevolente e que o calor não seja tão tímido!
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DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
O COVID-19 tem feito sentir o seu impacto físico, mas também psicológico, em todo o mundo. Perante uma crise, é normal que nos sintamos ansiosos, frustrados, receosos, sozinhos. Sobretudo aquando do cumprimento das medidas preventivas, entre as quais, o isolamento social, estes sentimentos podem potenciar-se. Num tempo marcado pelas novas tecnologias, tiramos partido delas para que, ainda que fisicamente distantes, continue a contar com a equipa da nossa delegação bem perto de si. Desta forma, o Departamento de Psicologia da Delegação da Costa do Estoril da CVP disponibiliza-se a prestar acompanhamento psicológico online, de forma gratuita. Para beneficiar deste acompanhamento, deve enviar um email para dcostaestoril.psicologia@cruzvermelha.org.pt ou contactar o 211 922 996. Entraremos em contacto consigo o mais brevemente possível. “Hoje, a nossa maior força é estarmos afastados. Porém separados, estamos mais unidos do que nunca” (Ordem dos Psicólogos Portugueses). Não viva este momento de maior fragilidade sozinho. A nossa equipa está próxima e junto de si. Conte connosco! Drª Mónica Barreto e Drª Inês Ferreira, Psicólogas
O envelhecimento é um processo biológico prédeterminado, que comporta alterações físicas e cognitivas, decorrentes de alterações estruturais e funcionais do cérebro. Em Portugal existem cerca de 2 213 274 adultos idosos (correspondendo a 21.5% da população), o que se reflete num Índice de Envelhecimento de 153.4 pessoas idosas por cada 100 jovens. Sendo o envelhecimento um quadro emergente no nosso país, como podemos prevenir o declínio cognitivo? Actividades Mentais
Exercício Físico
Ler, escrever, aprender novas línguas, frequentar aulas, jogar
Diminuição do stress, aumento do humor positivo, melhor funcionamento cerebral
Interação Social
Dieta Saudável
Ir a eventos culturais, socializar com amigos e familiares, passear
Vitaminas e Antioxidantes
CABELEIREIRO, CENTRO DE ESTÉTICA E MASSAGENS
TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Continuando a apostar nas novas tecnologias para área da Saúde, a Delegação da Costa do Estoril da CVP tem disponível ao público, no Espaço+ da Alapraia (antigas instalações do Mercado da Alapraia) Rua Francisco de Paula e Oliveira, um equipamento inovador e não invasivo, que vem contribuir para uma redução significativa da incontinência urinária, melhorando a qualidade de vida da pessoa no seu dia a dia. Para aderir a estes tratamentos, informe-se e inscreva-se na nossa recepção do Espaço+ da Alapraia ou pelo telefone 218 034 602.
CONTACTOS TELEFÓNICOS COVID19
Estes nossos serviços funcionam às segundas, quartas e quintasfeiras, entre as 09,00 e as 19,00 horas, cumprindo as normas definidas pela DGS. O atendimento é feito por marcação, que pode ser efectuada pelo número de telemóvel 926947690.
CONTACTOS DIGITAIS COVID19 covid19.min-saude.pt Plataforma da DGS para esclarecimentos sobre a COVID-19.
+351 808 24 24 24 Linha SNS 24 para triagem de sintomas e esclarecimento de dúvidas sobre COVID-19.
atendimento@SNS24.gov.pt Canal SNS 24 para esclarecimentos de dúvidas. Não utilizar para diagnóstico médico.
+351 300 502 502 Linha Segurança Social para esclarecimentos sobre assistência à família, subsidio de doença e quarentena.
gec@mne.pt Gabinete de Emergência Consular
+351 217929714 e +351 961706472 Gabinete de Emergência Consular
Legislação COVID19 Área do Diário da República Eletrónico dedicada à legislação relativa à pandemia
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REGRESSO AO ESTADO DE CALAMIDADE DECISÕES DO CONSELHO DE MINISTROS EM 25 DE NOVEMBRO MEDIDAS DE CONTROLO DA PANDEMIA A PARTIR DE 1 DE DEZEMBRO DE 2021 Face à evolução da pandemia em Portugal, o Governo decidiu, após ouvir os especialistas e os partidos, definir um conjunto de medidas preventivas que visam conter o crescimento da pandemia nas próximas semanas. Não obstante o facto de Portugal ser um dos países com maior taxa de vacinação em todo o mundo e de os números de internamentos e óbitos refletirem precisamente o efeito da vacinação, o País deve preparar-se para uma fase de crescimento da pandemia nas próximas semanas. A chegada do inverno, a vaga que se propaga com intensidade em vários países da Europa e a aproximação de uma época festiva levaram o Governo a atuar para prevenir que o número de infeções por Covid-19, que tem crescido nas últimas semanas, aumente substancialmente. Assim, a partir do dia 1 de dezembro, será declarado o Estado de Calamidade para todo o território nacional continental e serão adotadas as seguintes medidas: • Recomendações gerais: • Testagem regular; • Teletrabalho, sempre que as funções o permitam. • Uso obrigatório de máscara em todos os espaços fechados e em todos os recintos não excecionados pela DGS; • A • • • •
apresentação do certificado digital será obrigatória no acesso a: Restaurantes; Estabelecimentos turísticos e alojamento local; Eventos com lugares marcados; Ginásios.
• Exigência de teste negativo obrigatório (mesmo para as pessoas vacinadas) no acesso a: • Visitas a lares; • Visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde; • Grandes eventos sem lugares marcados (ou em recintos improvisados) e recintos desportivos; • Discotecas e bares. • Nas fronteiras: • Teste negativo obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal; • Sanções fortemente agravadas para as companhias aéreas. • Para a semana de 2 a 9 de janeiro, que será de contenção dos contactos existentes na época festiva, serão adotadas regras específicas: • Teletrabalho obrigatório, sempre que as funções o permitam. • Recomeço das aulas a 10 de janeiro. • Encerramento de discotecas e bares. (Fonte: https://covid19estamoson.gov.pt/)
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OLÁ LISBOA Aqui estou eu. Por: Luis Pereira de Sousa
Eu, pequenito, 11 anos, acompanhado pelo meu Pai, ia todos os dias, a pé, da aldeia de Sassoeiros, até Carcavelos, onde apanhávamos o comboio para Lisboa.
Eu descia em Santos e ele no Cais do Sodré. Eu ia para o Liceu Pedro Nunes, 1º ano e ele para o Ministério das Finanças. Para o Liceu tinha que seguir de carro elétrico até à Estrela, descia mesmo à porta da famosa e linda Basílica, atravessava o jardim e pronto … Meu Pai ia a pé até ao Terreiro do Passo. À hora do almoço eu voltava de carro elétrico até à Baixa para nos encontrarmos na Rua do Crucifixo, no Restaurante Palmeiras. Falávamos e comíamos, depois íamos à papelaria Fernandes para comprar alguma coisa, acompanhava - o ao Rossio à famosa Ginjinha e... ”até logo”…. em casa. Mais de meio século depois, por mera curiosidade, voltei agora à Baixa lisboeta. Meu Deus, já não a conhecia. Estava diferente; só ouvi brasileiro, espanhol, francês, inglês, chinês e japonês. A Loja das Meias, o Grandela, o Lanalgo, a Casa Africana, a Casa Frazão, o Ramiro Leão, a Pastelaria Suíça, a maioria dos conhecidos e emblemáticos estabelecimentos fecharam as porta, agora aí, há restaurantes porta sim porta não onde se come de tudo, desde a variadíssima comida asiática, mexicana de outros países originais e até vegan para quem procura um planeta habitável. Pelos passeios, empregados dessas imensas e originais casas de comida, nas suas línguas de origem, abeiram - se do transeunte e de menu na mão, com fotografias dos pratos repletos, aliciam -no enquanto boquiabertos nos fixamos em decorações deveras originais e aliciantes, como no caso de um bem português; o Restaurante do Pastel de Bacalhau. Há desses pasteis que sempre tratamos por tu, mas aqui e agora, apenas de queijo ou sem queijo. Experimentei um deles... custou 5 euros. Para o transeunte português, mais raro, isto tornou - se um símbolo e um desafio. Sim, porque significa que o turismo pode ser útil mas não para todos e que nós, ricos em recordações, passaremos a dizer Hello Lisbon.
FICHA TÉCNICA Directora: Manuela Filipe Editor: Armando Ferrão - CP 9813 Colaboradores: Ana Direito, Aida Marques, Ana Silva, Ana Rita Carvalho, Carlos Costa, Hélder de Costa Valente, Inês Ferreira, Luís Pereira de Sousa, Manuel António Gouveia, Margarida M. Fernandes, Martim Cruz, Paula Amor, Mónica Barreto, Salete Tomás, Suzete Amorim. Grafismo e paginação: Alexandre Anselmo, Pedro Varela Fotografia: Paulo dos Santos António
Cruz Vermelha Portuguesa—Delegação da Costa do Estoril Rua Vasco da Gama, nº. 243 2775-297 Parede dcostaestoril@cruzvermelha.org.pt / 214570924 Pág. 22