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Correio de Venezuela 713

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Correio da Venezuela

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Governo não quer reduzir o regresso dos emigrantes da Venezuela

Augusto Santos Silva disse que o Governo Regional e Central procedeu “ao estabelecimento de redes de colaboração e a uma prestação de ajuda recíproca”, sendo que o Estado teve “sempre o cuidado de não reduzir isto a um número e fardo financeiro”. P.4

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#713 • NOVEMBRO DE 2017 • DEP. LEGAL: 199901DF222 • BS. 2500

PCP condena sanções impostas pela UE à Venezuela Segundo o partido, “só uma atitude de respeito pela soberania da Venezuela e da sua ordem constitucional contribuirá para assegurar a normalização da situação e a salvaguarda dos interesses da comunidade portuguesa naquele país”. P.3

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De acordo com os dados disponíveis, o indicador de clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários sectores) manteve-se nos 2,1 pontos em Outubro, pelo terceiro mês consecutivo. P.12

CMVM tem feito inspecções para averiguar como foram feitas vendas no Banif

Discutido apoio habitacional aos regressados da Venezuela

Sara Madruga da Costa confrontou José Matos Fernandes com as declarações no parlamento da secretária de estado da Habitação que referiu que “da verba de 5,5 milhões de euros de saldo transitado do IHRU para o PROHABITA, 2,4 milhões de euros destinam-se aos incêndios da Madeira”. P.3

Clima económico volta a estabilizar

Regressados de Venezuela contam com solidariedade São cada vez mais frequentes as ações de solidariedade com os regressados ou deslocados da Venezuela que chegam à ilha da madeira. Nesta semana uma Feira Solidária mostrou essa disponibilidade e diversas instituições estão disponíveis para ajudar os que, de forma transitória ou definitiva, tenham de ficar na Região Autónoma. P.4

A investigação da CMVM relaciona-se com as mais de mil reclamações que obrigacionistas do Banif lhe fizeram chegar a dar conta do modo como lhes foram vendidos esses títulos. P.5


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CARTA DA SEMANA

FOTO DESTAQUE

Imagem Peregrina vai passar pela cidade de Caracas

“Passageiros da TAP não estamos satisfeitos” s passageiros da TAP Air Portugal que viajamos na r o t a C a ra c a s -Lisboa-Caracas não estamos satisfeitos com a mudança de equipamento. Cheguei recentemente ao país num dos aviões da EuroAtlantic Airways e encontrei-me com assentos mais estreitos, menos cómodos e pouco acolchoados. O pior foi que o pessoal de cabina apareceu só para colocar as refeições e depois desa-

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pareceu, não prestando a assistência habitual. Nem sequer tiveram a decência de responder cordialmente quando pedi água para tomar uma pílula. É assim que a TAP quer nos tratar? Existem emigrantes de primeira classe e emigrantes de segunda classe? Porque se esse for o caso nós pagamos uma tarifa muito alta, que mereceria mais comodidade e melhor serviço a bordo. A substituição dos aviões e das tripulações, embora o voo continue

a ser TAP, em nada melhorou o serviço. Antes pelo contrário: temos um serviço inferior pelo mesmo preço (altíssimo e alavancado pelo facto de existirem poucas ligações aéreas regulares entre a Europa e a Venezuela, pelos motivos que bem conhecemos). É hora de levar a sério os que durante muitos anos ajudaram a empresa com o seu dinheiro. Exigimos que sejamos respeitados. María del Rosario Ferreira

Depois de meses de espera o programa do itinerário da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai passar mesmo pela cidade de Caracas, entre os dias 24 e 29 de novembro. Chegou-se atemer que os habitantes da capital não teriam esse privilégio, mas é verdade que a reestruturação do programa se fez de acordo com a vontade dos milhares de fiéis que pretendem usufruir deste momento único de saudarem a Imagem de Nossa Senhora. Ao CORREIO têm chegado mensagens de gratidão pela mudança operada pelos organizadores e nas redes sociais também circulam mensagens de alegria e de agradecimento à Diocese de Maracay pelo seu contributo.

CARTAS DO LEITOR Viva o otimismo

A pensar no regresso…

Sou filha de portugueses e nasci em Caracas. Vivo atualmente em Madrid há 22 anos e não tenho palavras para expressar a minha admiração pela comunidade portuguesa na Venezuela. Leio o vosso jornal online todas as semanas e confesso que é o meu termómetro de equilíbrio entre aquilo que vejo nos canais de notícias portugueses e os espanhóis sobre o dia-a-dia da comunidade portuguesa na Venezuela. Sem traumas e apesar daquilo que leio e vejo aqui na Espanha sobre a Venezuela, parece-me que a comunidade continua ativa como sempre esteve, com trabalhos de associativismo, de solidariedade, de ensino do português, de atividades desportivas, enfim de dinamismo… Afinal, nem tudo são desgraças, nem tudo é pessimismo, nem tudo é negativismo… Nem tudo na vida é política … Bem-haja a todos por tudo aquilo que fazem em prol da nossa querida Venezuela. Somos o máximo!

Sou venezuelano, filho de pais madeirenses, tenho 29 anos e, neste momento, estou a viver na bela ilha da Madeira há aproximadamente quatro anos. Sou leitor do Correio da Venezuela e aproveito a vossa tribuna semanal para refletir sobre um tema que me apoquenta desde que aqui cheguei à Madeira. Basta ler o vosso jornal para perceber o dinamismo do venezuelano e da nossa comunidade que, apesar da situação difícil que a Venezuela está a passar, o povo não se cansa de trabalhar, de produzir, de organizar iniciativas e eventos, etc. Aqui na Madeira, comparativamente à situação atual da Venezuela, infelizmente vemos que é tudo ao contrário. É um inferno… os madeirenses estão sempre rabugentos, criticam as pessoas, os amigos, os vizinhos, a ilha, o País… Na minha opinião, são ingratos e ignoram as dificuldades que passamos todos os que vivemos na Venezuela atualmente. Da minha parte e da minha família, apenas esperamos que melhore um pouco a insegurança que se constata na Venezuela, pois queremos regressar para nossa querida Venezuela.

Maria L V Pinto

José Alberto f Gomes

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Diretor Aleixo Vieira Gerente: Sergio Ferreira Soares Endereço: Av. Veracruz. Edif. La Hacienda. Piso 5, ofic. 35F. Las Mercedes, Caracas. Telefones: (0212) 9932026 / 9571 Telefax: (0212) 9916448 E-mail: editorial@correiodevenezuela.com

Chefe de redação Sergio Ferreira |Jornalistas Oscar Sayago, Ommyra Moreno, Victoria Urdaneta, Kenner Prieto, Antonio Da Silva |Correspondentes Edgar Barreto (Falcón), José Manuel De Oliveira (Falcón), Carlos Balaguera (Carabobo), Trinidad Macedo (Lara), Silvia Gonçalves (Bolívar), Mariana Santos (Nueva Esparta), Luis Canha (Mérida), Carlos Marques (Mérida), Antonio Dos Santos (Zulia) |Colaborações Catanho Fernandes, Sónia Gonçalves, Arelys Gonçalves, Antonio López Villegas, Isabel Idárraga, Serafim Marques, António Delgado, Daniel Bastos |Publicidade e Marketing Sergio Ferreira |Paginação Elsa de Sá |Fotografia Francisco Garrett |Administração Jesús Quijada, M. Liliana Batista |Distribuição Luis Alvarado, Carlos A. Perregil R. |Impressão Impresiones Newsprinter. Caracas -Venezuela |Tiragem 15.000 exemplares |Fontes de Informação Agência Lusa, Diário de Notícias, Diário de Notícias da Madeira, Ilhapress, Portuguese News Network e intercâmbio com publicações em língua portuguesa.


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VENEZUELA

ATUAL

PCP condena sanções impostas pela União Europeia à Venezuela CORREIO / AGÊNCIA LUSA

Partido Comunista Por tuguês (PCP) condenou fir memente a imposição de sanções à Venezuela por parte da União Europeia (UE), considerando tratar-se de “um inadmissível ato de pressão e ingerência política dirigido contra a soberania do povo venezuelano”. “A decisão [de impor sanções], ontem (segunda-feira) adotada pelo Conselho dos Negócios Estrangeiros da UE, para além de um inqualificável exercício de hipocrisia, representa sobretudo um inadmissível ato de pressão e ingerência política dirigido contra a soberania do povo venezuelano, contrário aos princípios e normas da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, sustentou o PCP em comunicado. De acordo com a formação partidária, “com esta decisão, a UE dá mais um passo na sua política de afrontamento e desrespeito do legítimo Governo e ordem constitucional da República Bolivariana da Venezuela, que se integra na ampla operação de desesta-

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bilização e bloqueio económico, financeiro, político e diplomático contra a Venezuela e o seu povo, que tem vindo a ser promovido e intensificado pela administração norte-americana dirigida por Donald Trump”. O PCP criticou ainda “o envolvimento do Governo português na decisão agora adotada pela UE”, por entender que “a promoção e o apoio às forças que se entregam à espiral de ingerência e desestabilização contra a Venezuela de modo algum favorecem a defesa dos interesses do povo venezuelano e da comunidade portuguesa residente na Venezuela”. Segundo o par tido, “só uma atitude de respeito pela soberania da Venezuela e da sua ordem constitucional contribuirá para assegurar a normalização da situação e a salvaguarda dos interesses da comunidade portuguesa naquele país”. No comunicado, o PCP reafirma ainda “a solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano e a sua firme e persistente ação em defesa dos seus direitos, independência e soberania”

e expressa “confiança na sua capacidade de encontrar as soluções para ultrapassar os exigentes desafios que lhe são colocados e continuar o caminho das conquistas e avanços alcançados com o processo libertador bolivariano”. A União Europeia decidiu na segunda-feira, por unanimidade, aplicar sanções à Venezuela, entre as quais um embargo de armas e de outro material que possa ser usado para a repressão interna,

e adotou o quadro legal para proibição de viagens e congelamento de bens. “Complementarmente aos seus esforços políticos e diplomáticos com vista a uma solução pacífica negociada para a crise política, o Conselho decidiu por unanimidade adoptar medidas restritivas, sublinhando a sua preocupação com a situação no país”, lê-se nas conclusões sobre a situação na Venezuela, hoje adoptadas pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da

UE, reunidos em Bruxelas. Sublinhando que as medidas foram concebidas de modo a não lesar a população venezuelana, cuja situação a UE diz querer aliviar, os chefes de diplomacia da UE esclarecem que as medidas agora formalmente acordadas “consistem num embargo de armas e material relacionado que possa ser usado para a repressão interna, bem como o quadro legal para proibição de viagens e congelamento de bens”.

Apoio habitacional aos regressados da Venezuela discutidos na Assembleia da República CORREIO / AGÊNCIA LUSA

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ara Madruga da Costa exigiu ao Ministro do Ambiente que explique quais as verbas previstas neste Orçamento do Estado para o apoio habitacional das vítimas dos incêndios da Madeira de 2016 e para os emigrantes regressados da Venezuela. Sara Madruga da Costa confrontou José Matos Fernandes com as declarações no parlamento da secretária de estado da Habitação que referiu que “ da verba de 5,5 milhões de euros de saldo

transitado do IHRU para o PROHABITA, 2,4 milhões de euros destinam-se aos incêndios da Madeira e os restantes 3 milhões ficarão disponíveis para o território continental”. De acordo com a deputada social democrata não se percebe “porque motivo este governo desvia verbas previstas para os incêndios da Madeira para outras parcelas do território nacional quando todas as zonas afectadas precisam de apoios e de ser ajudadas.” “Temos vindo a ser confrontados com sucessivos atrasos nas verbas prometi-

das pela república para os incêndios na Madeira, agora o governo da república parece querer desviar essas verbas da Madeira para outras partes do país”, disse Sara Madruga da Costa. “Não queremos acreditar que este governo não esteja sensível à necessidade de apoio habitacional aos desajolados dos incêndios da Madeira de 2016 e aos emigrantes regressados da Venezuela”, disse Sara Madruga da Costa, “também não queremos acreditar que haja algum intuito partidário de prejudicar uma parcela do território em detrimento de

outras” referiu. “O programa de recuperação dos incêndios na Madeira representa uma despesa global de 6,2 milhões de eu-

ros e neste momento o que falta está apenas pendente do financiamento da república” referiu a deputada madeirense.


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VENEZUELA COMUNIDADE

Emigrantes fazem aumentar os pedidos de ajuda CORREIO / AGÊNCIA LUSA

onsequência do regresso de muitos por tugueses que estavam radicados na Venezuela, tem aumentado a procura pelos apoios sociais disponíveis na Loja Solidária da Calheta. “Já há algum tempo que temos vindo a notar um aumento da procura, sobretudo nos últimos meses”, revela Cecília Cachucho, a Provedora da Santa Casa da Misericórdia da Calheta. Apoio sobretudo em roupas, calçado, artigos para a casa - roupas de cama, atoalhados, cortinas - e electrodomésticos, embora também seja procurada para ‘matar a fome’, apesar de ainda não operar com bens alimentares. Valência que considera importante colmatar, dada a crescente procura. “Alimentos para entregar ainda não temos, mas temos no nosso projecto uma dispensa social e já estamos a tentar negociar um protocolo com uma grande superfície comercial para podermos também assegurar esse fornecimento de bens alimentares”, regista.

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“A dispensa social era fundamental porque há pessoas que nos pedem esses géneros de produtos”, salienta Cecília Cachucho. Apesar de esclarecer que neste caso são “situações pontuais”, a Provedora garante que “quando é assim (pedem alimentos) recorremos ao Banco Alimentar para satisfazer as necessidades imediatas”. Criada a meados de Julho do ano passado, a Loja Solidária coordenada pela Misericórdia calhentense, embora ainda com pouco mais de um ano de existência, tem vindo a ser cada vez mais procurada por famílias em situação de carência económica. E não apenas por residentes no concelho da Calheta. Ao município do extremo Sudoeste já terão chegado pedidos de ajuda de famílias dos municípios mais próximos. “Não recebemos doações só da Calheta como também não ajudamos só quem reside neste concelho. Como tal, temos recebido ajuda de outros concelhos como também temos dado apoio a famílias de fora da Calheta, nomeadamente da Ponta do Sol, por ser o mais próximo, mas também a pessoas da Ribei-

ra Brava e penso que até de Câmara de Lobos”, aponta. Actualmente estima-se que por mês estejam a ser ajudadas pela Loja Solidária cerca de 30 famílias. Este apoio prestado pela Loja Solidária instalada na Casa Paroquial do Atouguia, sobretudo com roupa e outros objectos, nomeadamente artigos usados mas ainda em bom estado, tem-se revelado importante para muitas famílias que enfrentam sérias dificuldades. Um projecto que

resulta da parceria entre a Santa Casa da Misericórdia da Calheta, Câmara Municipal, Paróquia do Atouguia e Vicentinos, contando também com o apoio de voluntários. Agora que se aproxima a quadra natalícia, Cecília Cachucho lembra a importância da “partilha” realçando também o facto da Loja Solidária da Calheta estar disponível para ir a qualquer ponto da Ilha recolher donativos que possam ser úteis em ajudar o

próximo. “Agora que se aproxima o Natal queremos uma partilha de bens”, apelou a responsável pela Santa Casa da Misericórdia da Calheta. As empresas, nomeadamente hotéis, têm sido até à data importantes aliados neste projecto de solidariedade social. Por mês, a Associação de Desenvolvimento da Ribeira Brava (ADBRAVA) tem auxiliado cerca de dez famílias regressadas da Venezuela.

Governo não quer reduzir o regresso dos emigrantes “a um número e fardo financeiro” CORREIO / AGÊNCIA LUSA

aulino Ascensão, deputado na Ass e m bl e i a d a R e pública eleito pelo Bloco de Esquerda pelo círculo da Madeira, questionou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, sobre o facto do Orçamento de Estado não contemplar nenhuma verba em específico para o apoio dos retornados da Venezuela. “Como explica esta contradição? Que apoios tem o

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Governo canalizado para a integração dos emigrantes na Região Autónoma da Madeira?”, questionou Paulino Ascensão. Na resposta, Augusto Santos Silva disse que o Governo Regional e Central procedeu “ao estabelecimento de redes de colaboração e a uma prestação de ajuda recíproca”, sendo que o Estado teve “sempre o cuidado de não reduzir isto a um número e fardo financeiro”, disse Augusto Santos Silva, esclarecendo que a

omissão de uma verba destinada aos emigrantes no OE deve-se sobretudo ao facto de não querer “contaminar esta discussão com qualquer questão populista de saber quanto custa um retornado”. “Sei o que custou em 1975 e o quanto errado era”, acrescentou. O ministro disse ainda que o país tem “um plano de contingência” para “qualquer território” nesta matérias, assumindo que primeiro estão “os direitos depois os recursos”.


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COMUNIDADE VENEZUELA

CMVM diz que tem feito inspecções para averiguar como foram feitas vendas no Banif CORREIO / AGÊNCIA LUSA

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse que está a realizar inspeções presenciais à forma como foram vendidos produtos financeiros pelo Banif, e que não se limita a verificar se os documentos obrigatórios foram assinados. “A análise da CMVM não se cinge apenas a verificar se a documentação foi assinada ou não, abrange também o desenvolvimento de ações de supervisão presencial com vista ao apuramento do cumprimento pelo responsável pela comercialização dos deveres legais a que está su-

jeito”, disse hoje fonte oficial do regulador dos mercados financeiros à Lusa. A investigação da CMVM relaciona-se com as mais de mil reclamações que obrigacionistas do Banif lhe fizeram chegar a dar conta do modo como lhes foram vendidos esses títulos. O objetivo desses clientes é que se prove que houve vendas fraudulentas (’misseling’) no Banif (mesmo quando era já maioritariamente detido pelo Estado) e que lhes seja dada uma solução que os compense pelas perdas monetárias sofridas. Contudo, este processo tem-se arrastado, até pelas

dificuldades da CMVM em aceder a toda a informação necessária, pelo que a associação que representa os lesados do Banif (ALBOA) tem estado a trabalhar para acelerar este processo, que deverá passar pela criação de uma comissão arbitral mediada pela Ordem dos Advogados. O objetivo é que dessa comissão saia um relatório que permita montar uma solução que compense estes lesados. Esta sexta-feira, o presidente da ALBOA, Jacinto Silva, mostrou-se esperançado com essa comissão arbitral, que vai “substituir a declaração da CMVM” e que será “uma via para ultrapassar” o

impasse. “Das reuniões que tem havido com a CMVM, temos percebido que a CMVM está numa linha que não é a nossa. A linha deles é analisar reclamação a reclamação e saber se toda a documentação foi assinada e se as pessoas ao subscreverem o produto o subscreveram em consciência. A CMVM, sendo um organismo supervisor, o que

interessa é se há papéis ou não há papéis, a forma como eles foram assinados não interessa”, afirmou Silva. Após estas declarações, fonte oficial do regulador esclareceu hoje que, neste processo, a CMVM não se limita a analisar a documentação do ponto de vista formal, mas que está também a levar a cabo ações inspetivas para saber como foi feita a comercialização.

Venezuela vai ter eleições presidenciais em 2018

Venexos promove iniciativa de recolha de medicamentos no Funchal A fim de angariar fundos e medicamentos para enviar à Venezuela, a Venexos, núcleo Madeira, promoveu uma jornada especial no passado domingo, dia 19 de Novembro, das 16h45 às 19h15, no adro da Sé do Funchal. Aquela ONG solicitou a contribuição da população madeirense, lembrando que

um medicamento que já não seja necessário, mas que esteja dentro do prazo de validade, pode ajudar a melhorar a condição de vida de muitas pessoas ou inclusivamente salvar vidas. Todo o material é bem-vindo, desde comprimidos, injecções e fraldas para crianças ou adultos.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na quarta-feira que as forças que apoiam o seu Governo estão a preparar-se para realizar eleições presidenciais em 2018. “Em 2018 vamos ter eleições presidenciais, eu confio no nosso povo (...), o socialismo é um dos caminhos para chegar a portos seguros, para alcançar a paz e a segurança da nossa pátria”, disse. Maduro falava numa reunião com membros das Forças Armadas venezuelanas, durante a qual sublinhou que em 18 anos de revolução realizaram-se 23 eleições no país. “Ainda assim, pretendem chamar-me ditador. Na Venezuela reina a democracia participativa”, disse. Por outro lado, frisou confiar na força e paixão dos venezuelanos e dos militares para proteger o país perante

uma possível invasão internacional. O Presidente venezuelano sublinhou ainda que continuará a convidar a oposição a dialogar e insistiu que está disponível para promover as relações com os Estados Unidos, baseadas no respeito mútuo. Maduro anunciou ainda que a Comissão da Verdade, criada pela Assembleia Constituinte (composta uni-

camente por afectos ao regime) prepara um expediente histórico, jurídico e legal, sobre as manifestações ocorridas entre abril e agosto de 2017, durante as quais mais de 120 pessoas foram assassinadas, maioritariamente opositores. “[Vou fazê-lo] para que a Venezuela conheça a verdade pura, transparente e completa do que aconteceu”, disse.


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COMUNIDADE VENEZUELA

Centro Luso Larense recebeu jornada consular Serviços │ No domingo 5 de novembro, os conselheiros da comunidade lusa visitaram o clube larense OSCAR SAYAGO

s conselheiros das comunidades por tuguesas na Venezuela estão preocupados pela falta de funcionários nos consulados-gerais, pela lentidão dos processos e pela exposição, em termos de segurança, dos utentes que desde cedo fazem filas para poder ser atendidos. No passado domingo dia 5 de novembro, realizou-se uma nova permanência consular nas instalações de Centro luso Larense localizado no quilómetro 5, via Rio Claro el Manzano, em Barquisimeto, Estado Lara. No local, marcaram presença o Cônsul Geral de Portugal em

O

Valencia, Pedro Coelho, e os conselheiros da região ocidental do país, Fátima Pontes e Leonel Moniz que, para além de apoiar o processo de trâmites de documentos, ouviram as problemáticas e necessidades dos seus cidadãos. Nesta jornada consular, orientada para a renovação de passaportes e cartão de cidadão, foram atendidas uma grande quantidade de solicitudes, principalmente de lusodescendentes que desejam ter os seus documentos em dia perante a possibilidade de ter que sir do país. Não menos importante foi o atendimento a um destacado grupo de pessoas de terceira idade que desesperavam por informações sobre pensões e

Luso Larense comemora 40 anos de tradição Já se passaram 40 anos desde que um grupo de imigrantes portugueses decidiram fomentar as suas raízes em terras larenses e pôr em marcha um projeto para criar um espaço dedicado à portugalidade no coração da cidade de Barquisimeto. Foi assim que no dia 2 de outubro de 1977 nasceu o Centro Luso larense: um local onde prevalece a cultura, os costumes, a idiossincrasia e o folclore português na Venezuela. É por isso que, nos dias 3 e 4 de novembro, se comemorou nas instalações o 40º aniversário do clube, com uma grande variedade de atividades desportivas, culturais e recreativas em família. Na sexta-feira, a partir das 18h00, teve lugar a inauguração oficial e protocolar do aniversário do Café Con-

cert, com a apresentação de Comparsa, Karaoke e música, que contou com a realização de alguns jogos. No sábado, durante todo o dia, realizaram-se atividades, como Rally Paper e depois jogos de futebol e futebol de salão entre pais e filhos. Depois, houve lugar para encontros de ténis de mesa, bolas “criollas”, basquetebol, dominó e atletismo. A t u a l m e n t e, o C e n t r o Luso Larense está ao rubro com diversas atividades para os seus sócios e uma ampla segurança. A junta diretiva atual é constituída por Manuel Faria (presidente), Euclides Sebastiani (Relações Interinstitucionais), Fátima Dos Santos (Secretária), Juan Pablo Cárdenas (Organização), Manuel Rodrígues e Enrique Ferreira.

ajudas sociais. Nas palavras do presidente do Centro Luso Larense, Manuel Faria, embora os conselheiros estejam a fazer o seu trabalho, ainda

estão em dívida para com a comunidade. «Penso que os conselheiros não estão a cumprir com o seu papel ao máximo e acredito que estão em dívida para com a comu-

nidade portuguesa. É preciso que continuem a se esforçar e que cada vez mais estejam mais próximos dos nossos cidadãos devido à situação que vivemos», argumentou.

Centro Portugués comemorou em grande dia de São Martinho A Asociación Civil Centro Portugués (CP), localizada na Avenida Luis de Camoes, urbanização Macaracuay, em Caracas, realizou nas suas instalações as tradicionais festas de São Martinho no sábado 11 de novembro. O evento, que contou com uma vasta assistência, teve início por volta das 18h00 e contou com a atuação de diferentes grupos musicais, tanto de portugueses como de venezuelanos. Os presentes tiveram a oportunidade de ganhar um bilhete grátis para Portugal, cortesia da TAP Air Portugal. Foi apresentado o grupo Danzas y Cantares Centro Por tugués, no âmbito do seu 20º aniversário, e o Grupo Folclórico Infantil Centro Portugués. Ainda, atuaram Luis Daniel Or tiz, Magia

Lusitana, Focus Latín Pop, Rolling Band e um grupo de gaitas para finalizar. Nestas comemorações, a tradição não se fez esperar e os presentes desfrutaram de diversos tipos de comida típica portuguesa como

a espetada, as tradicionais castanhas assadas com vinho, bolo do caco, sangria e sopa de trigo, que foi feita por membros da Academia do Bacalhau para angariar fundos para o Lar Padre Joaquim Ferreira.


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Sócios do Centro Portugués com novas atividades Clubes │ Centro luso terá neste mês de novembro novos eventos para associados OSCAR SAYAGO

Associação Civil Centro Por tugués (CP), localizada na urbanização Macaracuay, em Caracas, terá para este mês de novembro novas atividades para que todos os seus sócios possam desfrutar ao máximo das instalações do clube. Os lusos associados poderão desfrutar de “aulas de ritmos latinos”, nas quais se destacam diferentes tipos de baile como Salsa Casino e Bachata. O professor responsável será Izáis Salas,que oferecerá diferentes rotinas de dança às terças e sextas, entre as 7h00

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e as 20h00. Os interessados em par ticipar nesta atividade, devem dirigir-se aos escritórios da Direção da Cultura do CP e preencher os requerimentos num horário compreendido entre as 15h00 e as 20h00, de segunda a sexta. Ainda, o clube vai contar com a “Rota da cultura-Puerto Azul”. Esta atividade consiste em oferecer uma viagem às pessoas de terceira idade, onde poderão descansar, passear e ter um dia só para eles. Os interessados nesta atividade deverão passar nas instalações da Direção da Cultura até à quinta-feira dia 16 de novembro, de segunda a sexta,

Casa Portuguesa de Aragua tem nova Direção

A Casa Por tuguesa do Estado Aragua, localizada em Maracay, Estado Aragua, realiza a 29 de outubro, no Salón Luis Vaz de Camoes, as eleições da nova junta diretiva referente ao período 2017-2018. David Alcaría foi escolhido para continuar à frente dos destinos da instituição. O evento teve início às 10h00 e terminou por volta das 18h00, dando posse à nova junta diretiva, que iniciou as suas funções a 9 de novembro, tratando de vários temas com interesse para os associados. A Direção anterior era constituída por presidente David Alcaria, vice-presiden-

te Jose Enrique de Abreu, tesoureiro Jose Castanheira, secretário João de Freitas, secretário de Desporto JoseMelim, Relações Públicas Julio Bermudez, secretário de arte e cultura Nelson Perpetua, secretário juvenil Manuel Moniz Pérez, vogal I Gilberto Dias Texeira, vogal II Lilia Herrera e vogal III José Ribeiro Da Silva. Nesta nova junta diretiva, muitos dos cargos continuam a pertencer aos membros da anterior junta diretiva, com exceção dos cargos de Vice-presidente, que agora pertence a Carmencita Pereira e o de Secretário de Desporto, que pertence agora a David Castellano.

entre as 15h00 e as 20h00, para preencher os formulários. A atividade será no dia 19 de novembro às 7h00.

Brevemente, vão abrir-se novos cursos de “Desenho e pintura para adultos”. Para mais informações,

os interessados devem dirigir-se à Direção de Cultura do Centro Portugués,no piso 2 da associação.

Centro Social Madeirense comemora 39º aniversário Nos próximos dias 16, 17 e 18 de noviembre, o Centro Social Madeirense (CSM), localizado na rua Madeira, setor San Diego de Valencia, Estado Carabobo, comemora o seu 39º aniversário com diferentes atividades para os seus sócios e amigos. A Junta Directiva do CSM estende o convite aos seus sócios que desejem assistir aos atos comemorativos que se iniciam na quinta-feira às 20h00 com uma sessão especial do Concelho Municipal de San Diegoe a imposição da ordem João Gonçalves Zarco.Depois, na sexta-feira 17, realiza-se às 10h00, a missa de ação de graças, com uma oferenda floral, hinos e o içar de bandeiras. Para finalizar as comemorações, o clube promove o “Rumbón Madeirense Aniversario” no sábado 18. Nesta apresentação, estarão presentes diferentes convi-

dados, nomeadamente Los Melódicos eIlianaCapriles. Vai haver também um show de comédia com várias figuras importantes dogénero como oChe Gaetanoe a Titi. Uma longa tradição O Centro Social Madeirense foi fundado em 1978, surgindo depois de uma conversa que surgiu entre quatro pessoas de origem madeirense. Hoje em dia, o

clube conta com mais de três mil sócios e cada vez cresce mais. O centro oferece aos seus membros a oportunidade de praticar uma grande variedade de atividades desportivas e é famoso na zona pela qualidade dos seus atletas. Ainda, oferece aulas de línguas, atividades culturais, etc. As suas instalações são também muito reconhecidas pela sua qualidade.


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PORTUGAL PAÍS

Partidos propõem alterações no apoio financeiro e dívidas das autarquias CORREIO / LUSA

s grupos parlamentares apresentaram diversas propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) no âmbito das finanças locais, desde o ajustamento dos juros dos apoios financeiros ao alargamento do regime de substituição de dívidas. O PSD quer que a taxa de juro dos contratos de assistência financeira aos municípios, no âmbito do Fundo de Apoio Municipal (FAM), seja ajustada à praticada pelo Estado nos financiamentos ao mecanismo de ajuda às autarquias endividadas. Numa proposta de alteração ao OE2018, os sociais-democratas defendem que o FAM reveja, “no prazo de 90 dias”, os contratos de assistência financeira com os municípios, ajustando-os “à taxa de juro aplicada ao Fundo de Apoio Municipal no âmbito dos financiamentos concedidos pelo Estado”. “Deste modo, reduz-se até

O

ao admissível o custo com juros que os municípios sob a assistência financeira têm de suportar pela obtenção do apoio do FAM”, explica a proposta do grupo parlamentar do PSD. Os sociais-democratas defendem ainda na proposta, que aguarda por votação na comissão parlamentar especializada, para eventual votação final em plenário, que

seja revista a lei do FAM “no primeiro semestre de 2018”, bem como alterado o regime jurídico da atividade empresarial local e das participações locais. A proposta do Governo de OE2018 prevê que “nos anos de 2018, 2019, 2020 e 2021, o valor das prestações anuais a realizar pelo Estado e pelos municípios será reduzido em 25%, 50%, 75% e 100%,

respetivamente, face ao valor das prestações anuais devidas em 2017”. Para o PSD, o novo normativo previsto no OE2018 “é insustentável ante os compromissos já assumidos pelo FAM com os municípios intervencionados, impedindo que outros possam no futuro beneficiar deste mecanismo”. Por seu lado, o grupo parlamentar do Bloco de Esquer-

da defende uma revisão ao regime financeiro das autarquias locais e das entidades intermunicipais. Segundo a proposta, o pagamento a concessionários ou cocontratantes ao abrigo de decisão judicial ou arbitral, de resgate de contrato de concessão ou de rescisão contratual, deve ser alargado “a contrato de concessão, parceria público-privada ou contrato de arrendamento com opção de compra”. A alteração é justificada por os municípios utilizarem “amiúde outras formas de externalização de atividades e financiamentos, designadamente parcerias público privadas ou contratos de ‘lease back’”. O BE defende ainda que “esta possibilidade não pode estar restrita às concessões de serviços de abastecimento público de águas ou de saneamento de águas residuais”, mas abranger também “contratos no âmbito da promoção de serviços da eficiência energética ou da concessão de serviços de transportes públicos”.

Clima económico e indicador de actividade económica voltam a estabilizar CORREIO / LUSA

indicador de clima económico em Portugal, disponível até Outubro, e o indicador de actividade económica, disponível até Setembro, mantiveram-se estáveis, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com os dados disponíveis, o indicador de clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários sectores de actividade) manteve-se nos 2,1 pontos em Outubro, pelo terceiro mês consecutivo. Já o indicador de actividade económica, manteve-se em Setembro nos 3,1 pontos

O

pelo quinto mês consecutivo. O indicador de Formação Bruta de Capital Fixo abrandou em Setembro, dando continuidade à desaceleração

dos três meses precedentes. Segundo o INE, em Setembro, na perspectiva da produção, verificou-se uma desaceleração do índice de

volume de negócios dos serviços e do índice de produção da indústria, enquanto o índice de produção da construção e o índice de volume de

negócios da indústria estabilizaram. O instituto recorda que a taxa de desemprego se fixou em 8,5% no terceiro trimestre de 2017, inferior em 0,3 pontos percentuais à taxa registada no trimestre anterior e “significativamente mais baixa” que a verificada no mesmo trimestre de 2016 (10,5%). O Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação homóloga de 1,4% em Outubro (idêntica à verificada em Setembro), observando-se uma taxa de variação de 0,6% na componente de bens e de 2,5% na de serviços, iguais às registadas no mês precedente.


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PAÍS

PORTUGAL

Portugal quer Tunísia como parceiro estratégico no norte de África CORREIO / LUSA

Governo português pretende transmitir na 4.ª Cimeira Luso-Tunisina, que começa na segunda-feira em Tunes, um sinal claro de apoio ao processo de transição democrática da Tunísia, país considerado um “parceiro estratégico” político e económico. Até terça-feira, o primeiro-ministro, António Costa, estará na capital tunisina acompanhado pelos seus ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Economia, Manuel Caldeira Cabral, numa cimeira em que serão assinados acordos bilaterais nos domínios da Proteção Civil, formação profissional e emprego, transportes, ensino superior e investigação científica. Com os representantes do executivo português viajarão também os presidentes da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Ex-

O

terno Português), Luís Castro Henriques, e o presidente do Instituto Camões, Luís Faro Ramos. “A realização de mais esta reunião de alto nível é uma expressão de apoio de Portugal à transição democrática na Tunísia e um sinal claro da vontade portuguesa de aprofundar as relações com este país nos planos político, da segurança, da economia e cultura”, disse à agência Lusa fonte do Governo português. As cimeiras entre Portugal e a Tunísia realizam-se desde 2003, quando o Governo liderado por Durão Barroso assinou com este país do Magreb um tratado de amizade, boa vizinhança e cooperação, e a última, a terceira, teve lugar em 2015, em Lisboa, com Pedro Passos Coelho na liderança do executivo nacional. Nesta quarta cimeira, as prioridades, segundo o Governo português, vão passar pelo reforço da cooperação

nos domínios financeiro e económico, do ensino superior, da segurança, do turismo, do ambiente, do ordenamento do território e da formação. “Queremos que esta cimeira forneça uma nova di-

nâmica no relacionamento entre os dois países. Portugal encara a Tunísia como um parceiro estratégico”, salienta à agência Lusa a mesma fonte do executivo de Lisboa. Também no plano europeu, o Governo português

afirma que tem estado empenhado junto dos restantes Estados-membros no sentido de aprofundar o caráter de “excecionalidade” conferido à cooperação entre a Tunísia e a União Europeia, sobretudo na área da segurança.

Confederação Empresarial indisponível para aumentar salário mínimo para 600 euros CORREIO / LUSA

O

presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, afirmou hoje, em entrevista conjunta à Antena1 e ao Jornal de Negócios, que não há disponibilidade para aceitar a proposta de 600 euros de salário mínimo para 2018. Na entrevista, António Saraiva considerou que a proposta de aumento do salário mínimo para 600 euros, defendida pelo PCP, é “uma luta partidária” dos comunistas com o Bloco de Esquerda. “Não é que o salário mínimo não devesse ser - assim o país tivesse condições e as empresas para o suportarem - dessa dimensão. Vejo nes-

sa argumentação do PC uma luta partidária com o Bloco de Esquerda”, disse António Saraiva. Questionado sobre um possível aumento do salário mínimo para 580 euros, o empresário disse que a CIP não fará desse valor “um cavalo de batalha” e que só tomará posição depois de saber a proposta do Governo. O presidente da CIP afirmou ainda que o Orçamento do Estado (OE) para 2018 “cria expetativas às famílias, mas deceção às empresas”. Do OE, António Saraiva reconheceu a importância de algumas medidas incluídas no programa Capitalizar, mas no geral “aquilo que está para as empresas é muito escasso” e penaliza a “atratividade do investimen-

to”. “Estamos cansados de alguns dos dossiês não nos respeitarem”, disse, referin-

do que na confederação está ser feita uma “reflexão” para “encontrar formas imaginati-

vas” de fazer valer os direitos das empresas junto do Governo.


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CULTURA

Ateliê audiovisual em Caracas por Nuno Gomes OSCAR SAYAGO

cumpri-la ao máximo. O ateliê realizou-se em solidariedade com “Senos Ayuda”, pelo que todos os recursos que se obtiveram foram doados à organização como uma contribuição pelo seu grande trabalho nas tarefas de informação, orientação e consciencialização perante o problema social que representa o cancro da mama. Nuno é reconhecido tanto ao nível nacional como internacional por dirigir vídeos musicais de artistas como Cali y El Dandee, Daddy Yanke, Chyno y Nacho e Ozuna. Ainda, conta com mais de cem produções audiovisuais pela mão da sua produtora Compostela Films.

o mês de outubro, o reconhecido diretor luso-venezuelano Nuno Gomes lecionou o ateliê de Direção e Produção Audiovisual no Teatro del Centro Cultural Chacao com a cooperação de “Amo ir ao cinema”. A atividade era destinada a estudantes, entusiastas do cinema e produtores, que tiveram a oportunidade de expandir os seus conhecimentos nas áreas da produção audiovisual. O jovem diretor deu conselhos sobre qual é a melhor forma de concretizar um projeto audiovisual, que tarefas deve realizar e que talentos são necessár ios para poder

N

Adiada gravação do filme “Dirección Opuesta”

Artes

TheaSegall. Tiempo, memoria e imagen Local: Trasnocho Cultura Artista: TheaSegall Geometrías de la ausencia Local: CarmenAraujo Arte Artistas: Juan Iribarren y Daniel Medina Desnaturalización: mango, carro y escoba Local: Centro de Arte Los Galpones, G8 Ar tistas: Gerardo Rojas, IvánCandeo, MarianelaDíaz Cardozo, AlexanderGerdel, Aura Larsen, Federico Ovalles-Ar, Rafael Serrano y JasonTack Travesías: relatos de viajes de navios y collares Local: Museo de Arte Afroamericano

Cinema

OSCAR SAYAGO

atriz María Gabriel de Faría vê-se comprometida a realizar uma viagem a Vancouver, Canadá, para filmar o piloto de uma série estado-unidense. Faría tinha aproximadamente um mês na Venezuela e teve que cancelar outras audições para se dedicar a tempo inteiro à rodagem do filmeDirecciónOpuesta. Rodaram o filme até ao sábado dia 28 de outubro e o domingo dia 29 a atriz saiu do país. Faría aceitou esta audição porque era muito atraente, pois Lora Kennedy, diretora de Casting em filmes como A Mulher Maravilha e A Liga da Justiça contactou a sua manager. A saída da atriz para a rodagem deste episódio não apresentará nenhum

A

El pequeño vampiro Direção: Richard Claus

Solteras Indisponibles Direção: Carlos Malavé inconveniente na gravação do filme DirecciónOpuesta e tem-se previsto que Faría volta em janeiro para retomar a gravação. María Gabriela não falou muito sobre este novo de Netflix, mas destacou: «Trabalharei para uma história de um canal estado-unidense que even-

tualmente irá para a Netflix. Não pode dizer muito porque o casting será anunciado a 9 de novembro. No primeiro trimestre de 2018, veremos se o projeto tem luz verde. Se é assim, vamos filmar entre junho e dezembro». O diretor AlejandroBella-

me estava de acordo com a saída da atriz para gravar o piloto, pois de certa forma lhe dá mais internacionalização ao filme. Contudo, uma das preocupações principais do diretor é a inflação, pois prevê-se viajar para Itália entre março e abril.

Liga de la Justicia Direção: ZackSnyder


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CULTURA Teatro

Grupo folclórico do Centro Marítimo comemora 44 anos SERGIO FERREIRA SOARES

o âmbito das comemorações dos 44 anos do Grupo Folklórico Internacional Luso del Centro Marítimo de Venezuela, localizado na urbanizaçãoTurumo, município Sucre no Estado Miranda. É por isso que no próximo domingo, dia 19 de novembro, se comemoraram as festas de “San Martinho” e os 44 anos do Grupo Folclórico. Neste evento, vai ser servida comida e bebida típica de Portugal para o agrado dos sócios, para além das apresentações do grupo musical “Estrella Lusitana”,

N

Local: Centro Cultural B.O.D Horário: Quintas, 19h00 Local: Trasnocho Cultural Horário: Sextas, Sábados e Domingos às 19h30 e às 20h30

Local: Teatro Escena 8 Horário: Sábados e Domingos às 16h30.

o grupo teatral “Fernando Pessoa”eos anfitriões do evento, o Grupo Folklórico Internacional Luso. O Grupo Folklórico In-

ternacional Luso foi constituído a 18 de novembro de 1973. Atualmente, divulgam a maior parte do folclore português, representando

as regiões do Minho, Apúlia, Nazaré, Ribatejo, Madeira e Açores. Têm tido apresentações em Portugal, Bonaire, Curaçau e em quase todo o território nacional. Têm participado em diferentes festivais portugueses, onde têm sido condecorados pelas suas coreografias. Ainda, durante todo o ano têm dançado em diversas festividades como a Virgem de Fátima, clubes privados e entretêm todo o tipo de festas com danças e o seu grupo musical. No ano de 2008, fizeram uma apresentação dedicada a “San Juan” utilizando tambores e arcos, utilizando uma roupa cor de laranja.

Local: Centro Cultural B.O.D Horário: Domingo, 11H30

Música

Recomendações de Moda: Tendências para 2018 SERGIO FERREIRA

uer seja através de desfiles de moda ou devido ao estilo de roupa, calçado, maquilhagem ou acessórios que são usados pelas celebridades, os cidadãos comuns podem obter dicas sobre o que se vai usar nos próximos meses. Num panorama de globalização, onde a moda é cada vez mais variada, algumas peças se tornam imprescindíveis para jovens e adultos contemporâneos, enquanto que outras são tão populares que são usadas até por pessoas da terceira idade. Partilhamos contigo três tendências de moda que serão muito procuradas no próximo ano: 1. Pochetes: As pochetes ou “koalas” que os turistas continuam a usar devido à sua utilidade para guardar objetos têm voltado ao de cima, mas com um estilo glamoroso. Gucci lançou uma coleção de pochetes de luxo que se tornaram virais nas redes sociais, mas não são para todos os bolsos, pois

Centro Social Madeirense comemorou XV aniversário do Dia da Cultura

Q Na Venezuela “Si me sigues mirando así” / Daniel Huen Em Portugal “DuskTill Dawn” / ZAYN Feat. Sia

Literatura

Na Venezuela “Las Recetas de @Sascha Fitness” / Sascha Barbosa Em Portugal “A Estranha Ordem das Coisas” / António Damásio

custam mais de mil dólares. É uma questão de tempo até esta tendência se estender até às lojas mais acessíveis da tua zona. 2. Transparências: se consideras que tens pés giros, muitos desenhadores como Christian Dior, Balmain e Chanel mostraram sapatos feitos em plástico transparente, pelo que podemos assumir que estes devem aparecer nas grandes cadeias de roupa brevemente. 3. R o u p a b r a n c a : Como que saídas dos anos 80, mas com um toque moderno. Se tens que ir a uma festa formal ou a uma reunião de trabalho, podes animar-te e usar o branco.

OSCAR SAYAGO

o dia 5 de novembro, teve lugar as comemorações do XV aniversário do Dia da Cultura no Centro Social Madeirense, localizado na Calle Madeira, no setor San Diego de Valencia, Estado Carabobo. Sócios e convidados especiais acompanharam a junta diretiva e demais corpos do clube nesta data que recorda o esforço de tantos anos que consiste em oferecer um espaço onde se pretende reviver as tradições dos madei-

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renses em terras ‘criollas’. As comemorações tiveram início com uma missa de ação de graças às 16h00 para comemorar o seu aniversário. Depois, às 17h00, tiveram lugar diversas apresentações das disciplinas culturais, com bailes do Grupo Folclórico Infantil e Juvenil do clube, uma banda de acordeão e teclado. Ainda, a iniciativa contou com a animação diversa, na medida em que jovens que cantam no clube atuaram, assim como um grupo de dança nacionalista e um grupo de flamenco.


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OPINIÃO

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das comunidades portuguesas vão ter PALAVRAS Associações apoio financeiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros

ANTÓNIO DELGADO

oi publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 124/2017, de 27 de Setembro que estabelece e regula as condições de atribuição de apoios pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros às ações do movimento associativo das comunidades portuguesas O Ministério dos Ne-

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g ó c i o s E s t ra n g e i r o s definiu novas regras para atribuir apoios financeiros a associações portuguesas que desenvolvam projetos e ações no estrangeiro. Estes apoios traduzem-se em financiamento não reembolsável e são concedidos através do financiamento de ações e projetos, enquadrados no plano de atividades e orçamento da entidade proponente, até ao limite máximo de 80 % ou de 50 % do valor considerado elegível do orçamento apresentado, consoante se trate de entidades com sede em território estrangeiro ou em território nacional. Ainda de acordo com aquele diploma legal acabado de publicar, podem beneficiar des-

tes apoios os projetos que tenham por objetivo promover a integração social – linguística, cultural e política – dos por tugueses a viver noutros países, reforçar a ligação dos portugueses à vida social, política, cultural e económica dos países onde vivem, promover e divulgar a língua e cultura portuguesas no estrangeiro, promover a solidariedade entre os membros de uma comunidade, por exemplo, com os mais idosos e carenciados, reforçar os vínculos com a cultura portuguesa, promover a formação dos dirigentes das associações e promover a igualdade – por exemplo, de género – e a cidadania nas comunidades. Podem candidatar-se

a estes apoios as associações e federações das comunidades portuguesas nacionais ou estrangeiras sem fins lucrativos ou par tidários, desde que estejam legalmente constituídas há mais de um ano e cujo objetivo seja o benefício sociocultural da comunidades e se proponham realizar atividades que beneficiem as comunidades portuguesas e tenham pelo menos um dos objetivos indicados acima. As candidaturas são apresentadas no posto ou secção consular da embaixada competente no país onde o projeto ou ação vai ser desenvolvido. O prazo para apresentação de candidaturas decorre entre 1 de outubro e 31 de de-

zembro de cada ano para a ação ou projeto a realizar no ano civil seguinte, ou que tenha conclusão até ao final do primeiro trimestre do segundo ano civil seguinte, de modo a permitir uma análise sobre a planificação de prioridades, enquadramento orçamental e respetiva execução. Com a atribuição destes apoios, o Governo pretende reforçar a solidariedade com as comunidades portuguesas no estrangeiro, apoiar e valorizar o associativismo, reforçar as iniciativas das associações portuguesas no estrangeiro e criar regras para atribuir apoios sustentadas na avaliação e ponderação por critérios objetivos.

COLUNA TRIBUTÁRIA Os Tributos na nossa vida diária

ENIO JIMÉNEZ

ormalmente, os temas tributár ios são tidos como temas complicados, cinzentos e para apenas um certo número de pessoas; especialistas na matéria, altos executivos da empresa privada ou entidades governamen-

N

tais relacionadas com as finanças públicas do país. O que fica muito aquém da realidade. Pelo contrário, a matéria tributária está intrinsecamente relacionada com a vida quotidiana dos indivíduos e com o coletivo. O imposto considerado simples é uma entrega monetária que é exigida pelo Estado ao contribuinte para, com ele, sufragar despesa pública. Daqui, pode-se dizer que resulta óbvio que, quanto mais impostos são arrecadados, maior deveria ser o bem-estar dos habitantes que sufragam impostos. No caso do venezuelano, por cada bolívar

que qualquer empresa consegue vender, salvo algumas exceções, o povo é obrigado a pagar IVA a 12%, mas para além desse IVA que é cobrado diretamente ao consumidor as empresas pagam vários impostos por cada bolívar produzido: sobre os Ingressos brutos destas, os municípios exigem uma percentagem que em média é estimada em 1,3%, a lei da Ciência e Tecnologia e Inovação exige na maioria dos casos 0,50%, mas pode chegar a 2%, se se tratar de uma empresa que seha contratada pelo Governo, pois a lei de contratações públicas obriga a contribuições “voluntária” para a

comunidade que vão de 1 a 5%. As empresas pagam muitos outros impostos, para além dos mencionados sobre os ingressos brutos. Se, depois de despesas e vários outros, como com os que as nóminas de pessoal, os agravamentos fiscais, os direitos aduaneiros e os municipais sobre as propriedades, a contribuição com a Lei do Desporto, a contribuição com a Lei das Drogas, sobra um benefício, sendo que as empresas terão que entregar ao governo central mais de 3/5 desses benefícios, a segunda taxa mais elevada do mundo, sem somar a isto o facto dos contri-

buintes especiais não terem direito a inserir a inflação dentro da Declaração do ILSR, sendo a própria inflação, por si só, quase um contributo não formal, que incide no aumento da “Renta Neta Gravable”, e como tal num imposto sobre a renda maior. Posto tudo isto, sabendo que temos uma c a r g a t r i bu t á r i a d a s mais altas do mundo que é paga pelos setores produtivos e suportada pelas pessoas naturalmente, devemos perguntar-nos qual é o nível de bem-estar que nos tem causado esta alta carga tributária. Tenho dito…

O CORREIO da Venezuela não pode ser considerado responsável e/ou patrocinador das opiniões que são expressas neste espaço


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MISCELÂNEA ---SAÚDE EM DIA--Células adiposas podem bloquear os efeitos da quimioterapia

---CURIOSIDADES--Abre-se um buraco misterioso na Antártida

OSCAR SAYAGO

Um estudo médico divulgado no dia 9 de novembro pela Universidade de Califórnia Los Ángeles (UCLA) afirma que as células adiposas ou de gorduras podem bloquear os efeitos terapêuticos da quimioterapia e diminuir a sua efetividade no procedimento de cancro em adulto e crianças. A tese realizada em células cancerígenas e em tecidos adiposos de pacientes com cancro determinou que a presença de adipócitos, que são as células-mães da gordura, «reduz significativamente a acumulação de daunorrubicina em todas as células». Segundo um comunicado enviado por Steven Mittelman, chefe de Pediatria Endocrima do Hospital Infantil Matttel de UCLA, «estas células podem absorver e metabolizar o agente quimioterapêutico daunorrubicina,

OSCAR SAYAGO

reduzindo a efetividade da droga e contribuindo potencialmente para empobrecer os resultados do tratamento». Fazendo uso da citometria do fluxo, baseada na utilização da luz laser e na espetrometria de massas para

averiguar a distribuição das moléculas, os investigadores mediram a presença de daunorrubicina nas células cancerígenas de pacientes e examinaram as células adiposas na medula óssea de crianças com leucemia.

---PENSA VERDE--Cultivo hidropônico proporciona mais produção em menos espaço SERGIO FERREIRA

A hidroponia, técnica que não utiliza o solo para o cultivo das plantas, usa a água para levar uma solução com os nutrientes necessários ao desenvolvimento da planta. Ainda que existam registros históricos desse tipo de cultivo por chineses, astecas e também nos Jardins Suspensos da Babilônia — que não têm evidência arqueológica de que tenham existido —, a cultura foi difundida apenas a partir dos anos 1970, quando publicações tornaram conhecido o sistema NFT (Nutrient Film Tecnique — técnica do filme de nutrientes, em tradução livre). Criado pelo pesquisador inglês Allen Cooper, o NFT tornou viável a hidroponia por reduzir o uso de água ao usar um sistema de canais de cultivo (ao lado). No Brasil,

Reabre-se um grande buraco no gelo marinho da Antártida, tão grande como o Lago Superior localizado entre os Estados Unidos e o Canadá. Esta clivagem, conhecida como “polinia”, é a mais extensa alguma vez observada no mar Weddell desde a década de 70. Na sua extensão maior tinha uma área de água aberta de cerca de 80.000 quilómetros quadrados. Os cientistas acreditam que a polinia é formada devido às águas profundas no Oceano do Sul serem mais

---CULINÁRIA--Caldeirada de Bacalhau Ingredientes: 4 postas de bacalhau; 1 cebola; 1 chouriço negro; 1 chouriço de carne; 1 couve portuguesa; 200 g de massa de meada grossa; 400 g de batatas; 1 farinheira; 4 colheres de azeite; 2 tomates maduros; piment.

a produção em maior escala começou há 20 anos, mas o cultivo cresce cerca de 30% por ano. “As pessoas querem qualidade e sabor, e encontram na hidroponia. Por outro lado, há procura como negócio pela falta de mão de obra para trabalhar no campo” explica o supervisor do Laboratório de Hidroponia da Universidade Federal de Santa Catarina,

Jorge Barcelos. O especialista revela que os cursos oferecidos pelo laboratório têm inscrições encerradas com três meses de antecedência por causa da grande procura — interessados chegam a vir da Europa. O investimento para montar uma hidroponia, porém, não é baixo. Para ser viável, a produção deve ter pelo menos mil metros quadrados.

quentes e salgadas do que as águas superficiais. A convenção do oceano ocorre na polinia, levando água mais quente à superfície, que de imediato derrete o gelo marinho e impede a formação do novo gelo. O professor Kent Moore da Universidade de Toronto Mississauga (UTM) tem colaborado com membros do projeto de observações e modelização do carbono e clima do Sul (SOCCOM) para indagar qual é o impacto ambiental destas polinias.

Preparação: Leva-se um tacho ao lume com a água suficiente para a caldeirada, que deve ficar caldosa. À água junta-se a cebola picada e deixa-se cozer um pouco. Em seguida, juntam-se os chouriços inteiros, o negro que é o chouriço de sangue e o chouriço de carne, a couve cortada a murro, e deixa-se ferver. Dá-se o nome de couve cortada a murro à couve cujas folhas em molho foram seguras numa mão e que se foram esma-

gando e cortando aos bocados, puxando-as e dando-lhes um murro. Deixa-se cozer a couve durante uns 5 minutos e junta-se a massa. Passados 15 minutos introduzem-se no tacho as batatas cortadas ás fatias, nem muito grossas nem muito finas, e o bacalhau demolhado e cortado ás postas pequenas (quadrados) e a farinheira espetada com palitos de madeira para não rebentar. Quando a batata deixar de ter coração (estiver macia), adiciona-se o azeite, que deve ser de muito boa qualidade, e o tomate. Tempera-se com pimenta branca. Deixa-se cozer o tomate, e a caldeirada fica pronta. Cortam-se as carnes aos pedaços e servem-se. Antigamente, esta caldeirada era sempre comida com colher de pau.


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DESPORTO

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PORTUGAL

Ronaldo admite que suspensão no início da época o afectou CORREIO / LUSA

português Cristiano Ronaldo admitiu que a suspensão de cinco encontros no início da temporada o afetou, mas não se mostrou preocupado com a fraca capacidade goleadora na liga espanhola de futebol. “As coisas vão mudar, não estou preocupado”, disse o jogador do Real Madrid, numa entrevista publicada no jornal desportivo francês L’Équipe. O português garante que esse momento menos bom não o impede de “trabalhar da mesma forma e ter a mesma ética de trabalho”, lamentando que as pessoas apenas reparem se marca ou não “veem-me como uma máquina de golos”, comentou. “Não me julgam mais do

O

que pelo feito de marcar, que às vezes nem é o mais importante. Aceito as críticas, mas não estou de acordo”, disse. Ronaldo reconheceu que ainda “é mais estranho” quando também é questionado em casa.

Benfica nos oitavos de final da Taça de Portugal ao vencer Vitória de Setúbal O Benfica qualificou-se para os oitavos de final da Taça de Portugal de futebol, ao vencer em casa o Vitória de Setúbal, por 2-0, em jogo da quar ta eliminatória da competição. O argentino Cervi, aos 25 minutos, e o croata Krovino-

vic, aos 81, assinaram os golos da formação ‘encarnada’, detentora do troféu. Com este triunfo, o Benfica juntou-se nos ‘oitavos’ a Sporting, que eliminou o Famalicão, da II Liga, e FC Porto, que derrotou o Portimonense.

Sporting bate Famalicão e está nos oitavos de final da Taça de Portugal O Sporting qualificou-se para os oitavos de final da Taça de Portugal de futebol, ao derrotar em casa o Famalicão, por 2-0, em jogo que abriu a quarta eliminatória, em Lisboa. No Estádio José Alvalade, o defesa uruguaio Sebastien

Coates, aos 66 minutos, e o avançado holandês Bas Dost, aos 81, marcaram os golos dos ‘leões’, enquanto Rui Costa desperdiçou uma grande penalidade favorável à equipa da II Liga, permitindo a defesa a Rui Patrício, aos 89 minutos.

“Quando não marco, a minha mãe pergunta-me, o meu filho pergunta-me, a minha irmã e o meu irmão dizem-me: ‘mas o que se passa?’. Como se fosse o fim do mundo”, referiu. Cristiano Ronaldo falhou

a segunda mão da Supertaça espanhola e os primeiros quatro encontros da liga espanhola, por castigo, depois de ter sido expulso frente ao FC Barcelona, na primeira mão, e suspenso por ter empurrado o árbitro.

“Estava muito, muito motivado para começar a temporada. Mas quando algumas pessoas nos privam do campo, da expressão... A forma como ocorreu dececionou-me e entristeceu-me. O que aconteceu nesse dia foi um erro enorme do árbitro”, assegurou. Após o castigo, que o deixou “verdadeiramente dececionado”, Ronaldo marcou apenas um golo na liga espanhola e seis na Liga dos Campeões. Sobre a Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo disse estar confiante, “como sempre”, lembrando que venceu a liga espanhola, a Liga dos Campeões, prova na qual foi o melhor marcador. “Se ganho a Bola de Ouro, perfeito. Se não, continuarei a ser a mesma pessoa”, assegurou.

Espanha derrota Portugal nos europeus de Padel CORREIO / LUSA

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or tugal sagrou-se vice-campeão europeu masculino de padel, depois de na final, disputada no Clube de Ténis do Estoril, ter perdido com a Espanha, que repetiu o triunfo dos femininos. O país vizinho dominou, assim, por completo as finais hoje disputadas, ‘roubando’ o título europeu feminino a Portugal, com as duplas, Ariana Sánchez e Marta Ortega a bateram as portuguesas Filipa Mendonça (madeirense) e Catarina Nogueira, por 6-1 e 6-2, na vertente feminina, enquanto na masculina Cepero e Santana venceram os compatriotas Willy Lahoz e Alex Ruiz, por 7-6 e 6-0. Miguel Oliveira e Diogo Rocha não conseguiram contrariar o favoritismo de Aday Santana e Álvaro Ce-

pero, os novos campeões europeus de duplas, que conquistaram o segundo e decisivo ponto para a sua selecção. Diante do par que, esta manhã, se coroou campeão europeu no Clube de Ténis do Estoril, o duo luso lutou, mas acabou derrotado por 6-2 e 6-4. A vitória de Aday Santana e Álvaro Cepero deu o ponto decisivo à Espanha, que tinha iniciado a final com o triunfo de Paquito Navarro e Juan Martín Díaz, que foi número um mundial durante 13

anos. A dupla espanhola impôs-se a Vasco Pascoal e João Bastos, com os parciais de 6-1 e 6-4, no primeiro encontro dos três da final masculina do Europeu de padel. A seleção nacional masculina, que ainda tem de cumprir o terceiro jogo frente a Espanha, conseguiu o seu melhor resultado de sempre nos Campeonatos da Europa de padel. Em 2009, também no Clube de Ténis do Estoril, os portugueses tinham sido terceiros classificados.


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VENEZUELA

CSM acolhe inauguração de Distrital de Basebol

DESPORTO

Daniela Mireles representou a Venezuela na Colômbia OSCAR SAYAGO

OSCAR SAYAGO

o dia 11 de novembro, o Centro Social Madeirense (CSM) de San Diego, em Valencia, Estado Carabobo, foi palco da inauguração do Primeiro Mega Torneio Distrital da Liga de Basebol Menor “S.D.U.”. Os jogos tiveram início a 21 de outubro com a participação da Liga Uninorte, Limenor Valencia e Liga San Diego Unido; coalizões que se uniram com a finalidade de promover esta importante iniciativa desportiva. Para além do mais, o CSM teve outros convidados especiais como a banda show feminina e masculina General Rafael Urdaneta e Luisa Caceres de Arismendi, a escola integral Carlys Sosa, as equipas de EBM La Cumaca e Grandes Sueños, entre outras.

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A jornada inaugural teve início com a eleição da madrinha da competição, onde participaram Gabriela Godoy, Ambar Lugo, Daniella Lombardo, Mariana Rivero, Andrea Castillo, Sofia D´ Abreu, Michelle Salazar, Oriana Barrios, Isabella Hernandez e Sara Sophia. Ao finalizar a entrada das madrinhas, a infante Marité Ramones entoou o hino nacional, enquanto que Marite Montesinos cantou o hino do desporto. No Campo Madeirense defrontaram-se na primeira hora, na categoria infantil, Madeirense contra La Viña 2. Depois, na segunda hora, na categoria pré-júnior, Madeirense contra La Viña 1. No Campo la Cumaca, confrontaram-se na primeira hora, na categoria infantil, Grandes Sueños contra El Macedonia.

Iniciativas do Centro Atlántico Madeira OSCAR SAYAGO

Centro Atlántico Madeira, localizado em Las Tunas de Cabudare, Estado Lara, está a disputar a terceira divisão do Cuadrangular “A” na competição de clubes, que está a ser organizado pela Federação venezuelana de Futebol (FVF). No dia 5 de novembro, às 15h00, realizou-se o encontro do Madeira Club contra a UDL no campo FaridRichar. Nesta primeira volta, as equipas disputaram um grande jogo que culminou a ronda com uma pontuação final de 0-0. Na segunda volta, o clube madeirense enfrentou os Próceres FC na Cancha Madeira Club Lara a 8 de novembro às 15h00. Na oportunidade, o Centro Atlántico surpreendeu o público, pois derrotou os Próceres FC

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com uma pontuação final de 4-2. Embora o clube madeirense se tenha saído bem na primeira ronda, ainda tem quatro partidos mais pela frente. No dia 12 de novembro, o Zulia FC perdeu contra o Atlántico Madeira, com um resultado final de 0-2 a favor do clube madeirense. A apenas 4 minutos de começar o segundo tempo, o Atlántico Madeira impôs-se ao clube zuliano com um golo de um passe central e, no minuto 86, o jogador Jairo Urdaneta marcou um golo nas costas da baliza. Na quarta 22 de novembro, Madeira Club enfrenta novamente o Zulia F.C noEstadio “Pachencho” às três da tarde. E, para finalizar, com esta competição, enfrenta o Madeira Club contra a UDL no domingo 26 de novembroàs 15h00 na Cancha Madeira Club Lara.

o dia 12 de novembro, realizou-se a apresentação de Dança Artística dos XVII Juegos Bolivarianos, onde participou a jovem Daniela Mireles em representação da Venezuela e o seu clube o Centro Social Madeirense. Os jogos tiveram lugar em Santa Martha, Colômbia. Na cidade de Santa Martha, deram-se as boas-vindas aos mais de quatro mil desportistas de onze países que competirão num total de 34 disciplinas desportivas com o único objetivo de se coroarem como campeões desta nova edição dos Jogos Bolivarianos. Um dos acontecimentos mais importantes desta cerimónia inaugural foi o acendimento da pira olímpica, assim como a atuação es-

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pecial do internacionalmente conhecido cantor de Santa Mar ta, Carlos Vives, que fez vibrar a plateia que tinha mais de 25 mil pessoas. A representação da patinagem venezuelana foi complementada pela dupla de Daniela Míreles, com uma grande apresentação da prova livre, e Carla Salmerón, na Dança. A patinagem artística esteve marcada para os dias 11 e 12 de novem-

bro, realizando-se no ColiseoColegio COEDUMAG na mesma cidade. Carla Salmerón participou na dança individual damas, após se ter preparado em território paraguaio e se ter mudado há três semanas para a cidade colombiana de Medelín, onde tem treinado com especialistas da sua modalidade. Por outro lado, Daniela Mireles, atuou na modalidade libre damas.

Daniel de Oliveira à frente da Metropolitanos FC OSCAR SAYAGO

o dia 4 de novembro, Metropolitanos FC anunciou quem será o substituto do experimentado diretor técnico Rafael Santana. A equipa deu a conhecer que o seu novo diretor será Daniel de Oliveira, que dirigirá a equipa para a temporada 2018 na primeira divisão. Embora o antigo diretor já não esteja no campo do jogo, Santana continuará com Metropolitanos com o papel de assessor desportivo na planificação dos próximos projetos. Nos próximos dias, Metropolitanos vai anunciar o seu novo diretor que vai dar a cara peloTorneo Apertura 2018. Para Oliveira, será a primeira vez que está à frente de uma equipa como diretor técnico de um clube de primeira divisão. Ele tem parti-

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cipado em equipas como o Desportivo Itália, cumprindo as suas funções de gerência, sendo que também dirigiu as seleções da VinotintoSub 16 eSub 17 em campeonatos sul-americanos. O novo diretor técnico conta com 90 dias de planificação para implemen-

tar novas jogadas em cada campo e, assim, converter os Metropolitanos numgrupo competitivo para que possa enfrentar qualquer equipa. O diretor luso-venezuelano partilhou com profissionais do Atlético de Madrid e Legíade Varsoviano seu treino em grupo.


24│ CORREIO DA VENEZUELA

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#713│NOVEMBRO DE 2017


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