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COMUNIDADE
Dirigentes exigem respostas da banca lusa - P.8
INSTITUIÇÕES
Aberto processo de apoios para associações - P.10

CULTURA
Euroscópio 2026 chega às salas com 15 filmes- P.16
DESPORTO
Maracay receberá Jogos Feceporven em outubro - P.18


A TAP retomou os voos para Caracas, que estavam suspensos desde novembro devido a um alerta de segurança emitido pelos Estados Unidos; um regresso que coincidiu com os 50 anos das ligações entre Portugal e a Venezuela. A ligação, considerada estratégica, volta a aproximar milhares de portugueses e luso-descendentes residentes naquele país sul-americano.
Segundo o diretor de operações da companhia aérea portuguesa, Mário Chaves, esta rota representa muito mais do que uma operação comercial, assumindo-se como um instrumento de ligação cultural, familiar e económica entre os dois países. “Representa 50 anos de uma rota que é fundamental para a TAP. Uma rota que une portugueses, que une diáspora, que une muito daquilo que nós somos. Quando nós dizemos, há muito tempo: a TAP é Portugal. Para ser Portugal tem que ligar as comunidades. Obviamente nós sempre o fizemos, mesmo em alturas mais complicadas”, disse o responsável.

O representante da TAP falava aos jornalistas no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, onde dezenas de lusovenezuelanos esperavam a chegada da aeronave, um Airbus A-330, com 298 lugares, que chegou completamente lotado, o que demonstra a forte procura por esta rota histórica. A bordo também se fez ouvir uma estrondosa salva de palmas, pois “a retoma, é um momento de alegria, de felicidade”. “
“A retoma, é um momento de alegria, de felicidade. Nós gostamos de voar, essa é a nossa vocação, e, portanto, voar para um sítio onde quem nos espera, espera-nos com muita vontade e com muita satisfação, não poderia ser melhor”, assegura o administrador, que explicou que foram avaliadas as questões de segurança que motivaram a suspensão dos voos e que a comunidade lusa local pode esperar continuidade nas operações.
Chaves mostrou-se otimista sobre os planos da companhia aérea e destacou que «tem sido um caminho de grande sucesso».
O diretor de operações explicou que a companhia está preparada
Num anúncio que gerou grande expectativa entre a numerosa comunidade luso-venezuelana, a TAP Air Portugal confirmou a reativação da sua rota direta entre o Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía e o Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, no Funchal. A companhia de bandeira portuguesa retomará esta emblemática ligação a partir de 2 de julho de 2026, representando o restabelecimento de uma das pontes aéreas mais significativas
devido à numerosa comunidade madeirense no país. Esta rota, vital para o reencontro familiar e para o turismo, permitirá aos passageiros viajar da Venezuela diretamente para a ilha da Madeira num tempo recorde de 7 horas e 20 minutos, eliminando a necessidade de realizar as habituais escalas em Lisboa. Segundo o cronograma oficial da companhia, as operações realizar-se-ão com uma frequência semanal fixa, estabelecendo as quintas-feiras como o dia de partida da capital venezuelana.
para reforçar as ligações para Caracas, o que acontecerá já no dia 2 de julho, com um voo semanal direto para o Funchal, mas pode conhecer outros contornos.
“Se for necessário mais, temos mecanismos para conseguir reforçar. Para nós é uma rota importante, portanto, estaremos sempre, não só disponíveis, mas com vontade desse reforço. O nosso objetivo é chegar a um voo diário, meta que dependerá da evolução da procura”, disse aos jornalistas, salientando ainda que «Lisboa é a porta de entrada para a Europa», oferecendo ligações eficientes a mais de 50 destinos na Europa e em África.
Ao finalizar a visita de quatro dias à Venezuela, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, sublinhou a importância do serviço prestado pela transportadora Segundo o governante, a chegada da companhia aérea portuguesa, há 50 anos, facilitou de forma decisiva o contacto entre emigrantes e o território nacional, numa altura em que as deslocações eram raras e complexas.

Num esforço para aproximar os serviços administrativos da comunidade lusa residente no ocidente do país, o ConsuladoGeral de Portugal em Valência confirmou a realização de uma jornada consular na cidade de San Cristóbal, estado de Táchira. O operativo especial terá lugar nos dias 8 e 9 de abril de 2026 nas instalações do Club Portugués del Táchira, localizado no prolongamento da Avenida Universidad, frente à Urbanización Garden Country Club. Durante estas duas jornadas, os funcionários consulares
atenderão o público entre as 08h00 e as 17h00. O objetivo principal desta visita é facilitar a emissão do Cartão de Cidadão (CC) e do Passaporte Português, evitando que os cidadãos tenham de se deslocar à sede principal, no estado de Carabobo, para realizar os seus atos de identificação. Os interessados devem efetuar um agendamento prévio através do envio de um correio eletrónico para o endereço oficial: valencia@mne.pt, com o assunto “PC San Cristóbal”, e indicar nome, data de nascimento, o ato consular a realizar e um número de telefone.

A nossa Diáspora é o nosso principal ativo no mundo.
Na Região somos 260 mil, mas no mundo somos mais de 1,5 milhões de madeirenses e descendentes de madeirenses que perpetuam a nossa identidade cultural, honram a nossa história e os nossos antepassados.
No XVI Governo Regional, o grande objetivo para a Direção Regional, que agora assumo, é dar continuidade ao trabalho que tão bem vem sendo desenvolvido, nas diversas áreas de intervenção.
Antes de mais, é nossa ambição reforçar as relações com as comunidades madeirenses, promovendo seu empoderamento assente na importância social, cultural, promocional e económica.
As nossas gentes a viver no estrangeiro são mesmo o nosso maior ativo! A identidade cultural, de que essas comunidades são simultaneamente herdeiras e guardiães, assenta na preservação da língua, da cultura, das tradições e dos valores madeirenses, razões pelas quais pretendemos continuar a apoiar essas manifestações, bem como desenvolver políticas ativas que o garantam.

E, porque apenas teremos comunidades se conseguirmos aproximar e interessar os lusodescendentes para esse legado e essa herança identitária madeirense, serão continuados os projetos já em curso e serão encetados outros.
Tradicionalmente, a Madeira foi uma Região de emigração. Na balança migratória, fomos sempre território de partida. Com a chegada da Autonomia e o consequente desenvolvimento económico-social, o panorama sociológico das migrações alterou-se. Hoje, a emigração estancou, o saldo inverteu-se definitivamente e passamos a receber mais imigrantes, fruto do crescimento económico da RAM.
A Região também é um porto de abrigo para emigrantes e luso-descendentes que retornam à terra natal, reestabelecendo-se, formando famílias e investindo na Região.
É, por isso, essencial aprofundar o trabalho do governo anterior, desenvolvendo medidas que facilitem a integração, em termos de informação, educação, proteção social, integração no mercado de trabalho e apoio ao investimento.
Também é crucial que a Região aproveite as competências desses migrantes, seja no nível das habilitações académicas e conhecimentos que trazem, seja no empreendedorismo e capacidade de investimento. É, igualmente fundamental empoderar estes quadros, garantindo-lhes os mesmos direitos políticos e de cidadania que são concedidos aos residentes tradicionais.
Mas como esta Direção Regional tem, igualmente, a cooperação externa, é nosso objetivo fortalecer, agilizar e potenciar as geminações já estabelecidas e estudar outras, com vista a garantir um verdadeiro multiculturalismo, com evidentes benefícios para a promoção da afirmação da identidade madeirense, a promoção turística, a captação de investimento estrangeiro e, ainda, a internacionalização do tecido empresarial madeirense.
Continuaremos a ser uma Direção Regional focada nas pessoas, sempre de portas abertas, prestando um serviço de proximidade, procurando garantir a perpetuação da ‘Madeirensidade’ no mundo. Da mesma forma manteremos o nosso empenho em acolher, integrar e promover todos aqueles que procuram na Região um porto de abrigo, para viver, trabalhar e para constituir família!
Sancho Gomes Diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa
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MIKE SUÁREZ FERREIRA
O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), Emídio Sousa, finalizou esta sexta-feira, 03 de abril, a sua visita oficial à Venezuela com uma conferência de imprensa na residência oficial da Embaixada de Portugal em Caracas.
O governante luso, que iniciou a sua agenda na passada terçafeira, 31 de março, apresentou um balanço geral após percorrer diversas instituições em Caracas, Valência e Maracay, onde avaliou em primeira mão a realidade social, económica e política dos cidadãos portugueses e lusodescendentes radicados no país.
Durante a sua intervenção, Sousa destacou que o propósito central da sua estadia foi o contacto direto com a comunidade, dedicando quase a totalidade da sua agenda a visitar centros lusovenezuelanos e organizações de caráter social.
O secretário manifestou ter constatado a força do associativismo em instituições como o Centro Português de Caracas, a Casa Portuguesa no estado de Aragua, o Centro Social Madeirense, entre outras.
Neste sentido, ressaltou o trabalho das entidades que prestam apoio aos cidadãos em situação de vulnerabilidade, assinalando que “a cultura e a língua portuguesa estão muito presentes”, e sublinhou que o espírito solidário da comunidade é uma resposta necessária perante os desafios do envelhecimento e da solidão.
No âmbito institucional, o representante do Governo português reafirmou o compromisso de continuar com os programas de apoio financeiro e social destinados às coletividades.
“Constato que o esforço que o Governo português tem feito no apoio às diferentes instituições, às coletividades, à área social, é extremamente importante, é muito bem acolhido. Estamos disponíveis para continuar a apoiar estas instituições, porque são fundamentais para o bom funcionamento da nossa comunidade”, afirmou Sousa, que expressou ainda o seu desejo de que, no futuro, estes apoios deixem de ser uma necessidade imperante graças à prosperidade dos ci-






dadãos.
A agenda política do Secretário de Estado também incluiu reuniões com atores-chave do panorama nacional, tanto do Governo
como uma “expectativa prudente”, marcada pelos processos migratórios recentes e pela procura de melhores condições de vida, mas com um olhar esperançoso em relação ao desenvolvimento futuro do país.



como da oposição. Após manter um encontro na passada terçafeira com o canciller venezuelano, Yván Gil, e reunir-se esta sexta-feira à porta fechada com líde-
res das forças opositoras, Sousa analisou o clima de opinião imperante.
O governante descreveu a postura da comunidade portuguesa
Relativamente à sua reunião com os setores da oposição venezuelana, Sousa indicou que o objetivo foi perceber as suas expectativas sobre o processo político atual. “Constatei que é uma oposição que pretende uma transição pacífica, uma transformação. Vejo que afastam qualquer tipo de violência, o que me parece bom para o processo que está em curso”, declarou, acrescentando que estas forças políticas advogam uma solução diplomática e um funcionamento institucional sólido, mensagem que se encarregará de transmitir às autoridades em Portugal. Um dos pontos críticos abordados foi a situação dos cidadãos luso-venezuelanos detidos no país. O secretário confirmou que mantém a expectativa de obter uma resposta por parte do canciller Gil, cuja libertação solicitou formalmente às autoridades venezuelanas.
“Estas coisas não se resolvem num dia, nem em dois, podem ocorrer a qualquer momento, mas nós vamos manter essa expectativa e a nossa diplomacia continuará a trabalhar nesse processo para tentar a sua libertação”, assegurou Sousa perante os meios de comunicação.
Finalmente, o Secretário de Estado refletiu sobre a necessidade de um processo de reconciliação nacional para alcançar um novo nível social na Venezuela, comparando-o com experiências históricas vividas em Portugal.
Sousa concluiu o seu balanço com uma mensagem de agradecimento e reconhecimento à resiliência da comunidade portuguesa no país. “Sinto muito orgulho pela nossa gente. Somos gente de trabalho, gente resistente que, mesmo nas maiores adversidades, sabe unir-se e dar resposta. Digo-lhes obrigado por serem como são, vocês engrandecem o nome de Portugal”, sentenciou, confirmando ainda a sua intenção de regressar à Venezuela para continuar o acompanhamento diplomático e social.

ADRIANA MARTINS
No seu terceiro dia de visita à Venezuela, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), Emídio Sousa, deslocouse na quinta-feira, 2 de abril, à cidade de Maracay, estado de Aragua, com o objetivo de manter encontros no Lar Geriátrico Luso-Venezuelano, na Casa Portuguesa e no Consulado Honorário da localidade.
O representante do Governo de Portugal esteve acompanhado por António Moniz, Diretor-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas; João Ricardo Mendes, Chefe de Gabinete do SECP; Manuel Frederico Pinheiro da Silva, Embaixador de Portugal na Venezuela; Nuno Abreu e Lima, Chefe de Missão Adjunto da Embaixada; e a Cônsul-Geral de Portugal em Valência, Joana Fialho Pinheiro.
À chegada ao Lar Geriátrico Luso-Venezuelano, foram recebidos por Marcelino de Canha, Cônsul Honorário de Portugal em Maracay; Maria Teresa Correia, assistente social; José Gabriel Romão de Vera Cruz, tesoureiro; Soly Ivkovic, médica; e Vicente Ivkovic, psicólogo. Os visitantes percorreram as instalações do centro, onde aproveitaram para saudar e conviver com os idosos.
“Para a direção do Lar Geriátrico Luso-Venezuelano é um dia especial e feliz. Estamos gratos pela visita; é motivo de grande orgulho, uma forma de estar em contacto e ver a realidade”, expressou o presidente do lar e também Cônsul Honorário, acrescentando que tanto os seniores como o pessoal estavam informados da visita e satisfeitos por serem tidos em conta.
Emídio Sousa elogiou o trabalho de assistência à terceira idade: “É meritório de elogio. Levo as necessidades do lar na minha mente; fico muito sensibilizado. A missão e o desafio é saber dos portugueses na Venezuela, melhorar a qualidade de vida de todos, andar por todo o mundo e visitar as comunidades”.
O Secretário de Estado e a sua comitiva continuaram a jornada na Casa Portuguesa do Estado Aragua (CPA), onde percorreram as suas amplas instalações e conheceram o dinamismo do clube. Ali foram recebidos pelo seu presidente, David Alcaria, e pela vi-



ce-presidente, Carmencita Pereira. Após a visita, as autoridades dirigiram-se ao restaurante Os Navegantes para desfrutar de um café e pastéis de nata, baluartes da gastronomia portuguesa. David Alcaria expressou o seu agradecimento pela visita, salientando que os lusodescendentes fazem vida no clube para manter viva a cultura lusitana e para que este continue a ser “a casa dos portugueses”.
Por sua vez, Emídio Sousa ressaltou os valores da portugalidade. “Somos gente de trabalho. Onde vamos, trabalhamos e ajudamos ao desenvolvimento do país de acolhimento. Estivemos séculos a descobrir o mundo, antigamente com navios. Conta-
matou.
O SECP continuou no seu terceiro dia de visita à Venezuela, marcando presença nas instalações do Consulado-Geral de Portugal em Valência, estado de Carabobo, onde foi recebido pela cônsul-geral de Portugal, Joana Fialho Pinheiro, com quem trocou ideias sobre o funcionamento consular, a presença lusa..


mos com um legado histórico em proezas de navegação e hoje contamos com novas ferramentas, como a tecnológica, para continuar a fazer história. Estamos a desenvolver a nossa cultura; a missão é muito grande e ambiciosa”, assegurou o SECP, recordando que o seu projeto “Portugal Nação Global” tem como lema “Todos somos Portugal”. Da mesma forma, o Embaixador Manuel Frederico Pinheiro da Silva mostrou-se satisfeito por visitar novamente a Casa Portuguesa de Aragua e realçou o trabalho dos lusitanos no país. “Nós, os portugueses, temos um grande diferencial: somos um ativo e estamos por todo o mundo. Não há super-heróis! Quando
as vontades se juntam, conseguese esta confluência de interesses para um bem maior”, afirmou. Para finalizar a agenda no estado de Aragua, o SECP e a comitiva visitaram o Consulado Honorário de Portugal em Maracay, onde saudaram o pessoal e trocaram ideias sobre o funcionamento consular, os apoios sociais e o atendimento à presença portuguesa local.
Emídio Sousa assegurou que espera voltar brevemente. “É um país que nos importa, com uma forte imigração portuguesa. Estou a ver uma janela, uma boa abertura. Vou levar para Portugal esta mensagem ao Governo pela nossa gente, para velar pelos portugueses na Venezuela”, re-
A agenda continuou com a visita e o percurso pelos espaços do Centro Social Madeirense de San Diego, estado de Carabobo, onde foi recebido por Ricardo Figueira, vice-presidente da instituição; outros membros da direção; o conselheiro da Diáspora Madeirense, Danny Barradas, e o presidente da Academia do Bacalhau de Valência, Manuel da Tenda.
“É uma honra estar aqui no Centro Social Madeirense. A obra que os portugueses construíram em todo o mundo é notável; somos, de facto, um povo excecional, que nunca se limitou nem se resignou ao seu espaço europeu; pelo contrário, fomos pelo mundo, descobrimos, trabalhámos, construímos. É esta obra notável que nos enche de orgulho por todo o mundo”.
Posteriormente, Sousa deslocou-se com a sua comitiva à Casa Portuguesa Venezuelana do estado de Carabobo, onde foi recebido pelo seu presidente, Carlos Rodrigues, acompanhado outros membros da direção.
O SECP manteve um encontro com a comunidade lusitana da entidade, representada pelos conselheiros das Comunidades Portuguesas pelo centro-ocidente do país, Fátima De Pontes e Leonel Moniz; os diretores da Fundação Camões, Rita Fernández e João Benfica; a presidente da Associação Civil de Beneficência Portuguesa So-Bem, Luisa Moreira; o presidente da Academia do Bacalhau de Valência, Manuel Da Tenda; e os diretores da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio, Indústria, Turismo e Afins de Carabobo (Cavenport), Tiago Da Silva, Isabel Martins, Erik León, Carlos Ramos e Antonio De Freitas. Estes últimos conversaram sobre a sua nova sede localizada dentro dos espaços do mencionado centro social e mostraram o seu interesse em aumentar a cooperação com empresas lusitanas, a fim de continuar a contribuir para o desenvolvimento de ambas as nações.

O Diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa da Madeira, Sancho Gomes, culminou a sua visita à Venezuela, que foi marcada por uma intensa agenda institucional, social e económica que reafirmou os vínculos entre a Região Autónoma e a diáspora luso-venezuelana, com especial ênfase no fortalecimento do associativismo e no apoio social. Após culminar a primeira parte do seu percurso (publicado na edição anterior do CORREIO da Venezuela), Gomes deslocou-se na quinta-feira, 26 de março, ao estado de Lara, onde iniciou uma jornada centrada no contacto direto com instituições-chave da comunidade portuguesa. Em Barquisimeto, visitou o Centro Atlântico Madeira, sendo recebido pelo cônsul honorário Ivo da Conceição Gomes Serão. Ali constatou o dinamismo do centro e a diversidade de atividades que desenvolve, ao mesmo tempo que conheceu as novas instalações do Consulado Honorário dentro do clube.
O DRCCE manteve um encontro com o médico Manuel Enrique Ferreira, luso-venezuelano com pais da Ribeira Brava, que esteve detido e foi libertado em fevereiro.
A jornada continuou no Centro Luso Larense, onde a presidente Odilia Sousa apresentou os avanços recentes da instituição, como o ginásio e a área de treino ao ar livre.
Na sexta-feira, 27 de março, Gomes prosseguiu a sua agenda no estado de Carabobo, iniciando

com uma visita ao Consulado-Geral de Portugal em Valência, onde manteve um encontro com a cônsul-geral Joana Fialho Pinheiro. Acompanhado por conselheiros das comunidades madeirenses, trocou impressões sobre a realidade consular e o dinamismo da comunidade local.
Nesse mesmo dia, o representante do Governo da Madeira participou numa extensa jornada na Casa Portuguesa Venezuelana de San Diego, onde manteve reuniões com diretores, líderes comunitários e membros da coletividade. Num ambiente de diálogo aberto, abordaram-se temas como a situação do país, as necessidades da diáspora e os desafios em matéria de trâmites, cultura e
apoio institucional. As intervenções refletiram tanto a nostalgia pela terra de origem como o compromisso com a Venezuela, destacando a importância de manter vínculos sólidos com Portugal. Gomes valorou o esforço da comunidade e reiterou a relevância dos programas de apoio ao associativismo como ferramentachave para o seu fortalecimento.
A agenda em Carabobo também incluiu a sua presença na reabertura da Casa Só Bem, sede de uma organização benéfica que, apesar das dificuldades, tem mantido o seu trabalho social de forma ininterrupta. Durante o ato, Gomes destacou o papel destas instituições na atenção aos setores mais vulneráveis.
Posteriormente, o diretor deslocou-se ao estado de Aragua, onde visitou o Geriátrico Luso-Venezuelano e o Consulado Honorário em Maracay, além de percorrer a Casa Portuguesa de Aragua. A noite de sexta-feira foi marcada por uma emotiva homenagem no Centro Social Madeirense em memória de Marília Silva Freitas, figura emblemática do folclore luso-venezuelano. Num ato carregado de simbolismo, Gomes destacou o seu legado como defensora da identidade cultural madeirense na Venezuela, ressaltando que o seu trabalho transcendeu gerações. O evento reuniu familiares, dirigentes e membros da comunidade, que evocaram a sua trajetória e coincidiram na per-
manência do seu legado. Durante o fim de semana, a agenda continuou em Caracas e Miranda. Gomes visitou o Centro Português da capital, onde manteve reuniões sobre a organização das celebrações do Dia da Madeira, incluindo o tradicional concerto sinfónico e o jantar de gala. Posteriormente, deslocou-se ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Carrizal, onde partilhou com a comunidade, conheceu os espaços educativos dedicados ao ensino da língua portuguesa e entregou material didático. Nesse mesmo dia, visitou o Lar Padre Joaquim Ferreira, onde destacou o trabalho de atenção a adultos, bem como a importância do associativismo no âmbito benéfico. Na segunda-feira 30 e terça-feira 31 de março, Gomes desenvolveu uma agenda focada em Caracas e no estado de La Guaira. Na Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas conheceu as necessidades em matéria de assistência médica e programas sociais, enquanto no setor empresarial visitou o Grupo Camacho e a cadeia de supermercados Páramo. O DRCCE também visitou a sede da “Regala Una Sonrisa”. Em La Guaira, o diretor regional visitou o Club Sport Marítimo La Guaira e manteve ainda um encontro com autoridades locais, onde conheceu avanços em matéria de segurança cidadã. Também percorreu instalações do Caribbean Café e realizou uma visita técnica ao porto de La Guaira, observando projetos que se encontram em desenvolvimento.
Um dos pedidos mais ouvidos por Sancho Gomes no seu périplo pela Venezuela foi o de interceder junto da banca portuguesa em nome da comunidade, uma vez que os emigrantes no país se sentem abandonados. De facto, na cidade de Valência, estado de Carabobo, um grupo de dirigentes associativos da comunidade entregou uma carta ao Diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa (DRCCE) da Madeira, solicitandolhe que seja a sua voz perante o que consideram um desprezo pelos portugueses na Venezuela. “Entendemos que as entidades financeiras queiram proteger-se
com a lei de branqueamento de capitais, mas tudo tem um limite. Eles sabem quem somos e o que fazemos na Venezuela. Não nos atendem, negam informações sobre as nossas contas e até se recusam a abrir contas novas aos nossos filhos que, sendo jovens e dada a situação do país, querem poupar numa instituição bancária estrangeira”, lê-se na missiva.
“Têm-nos rotulados e encurralados com a etiqueta de ‘país de risco’. Tornou-se muito mais fácil abrir uma conta ou investir noutro país do que em Portugal, e perguntamo-nos: que lugar é melhor do que o nosso país natal para o fazer?”, explicam os dirigentes, denunciando que a situação chegou
ao ponto de os bancos não concederem crédito à habitação em Portugal se os comprovativos ou garantias das contas forem de capital venezuelano.
“Entendemos que, seguindo diretrizes de supervisores bancários europeus, se neguem transações duvidosas, mas não pertencemos a grupos duvidosos ou de risco equiparado; a grande maioria tem os seus empregos honrados, as suas empresas ou os seus negócios, e estes comprovativos são facilmente verificáveis, não só por referências pessoais ou comerciais, mas também em plataformas do Estado” disseram.
“É injusto o tratamento a que estamos submetidos quando, histo-
ricamente, fomos imigrantes trabalhadores com raízes e investimentos económicos em Portugal. É uma pena que, devido a esta prática bancária injusta, desproporcionada e exagerada, Portugal esteja a deixar de receber entradas económicas e investimento de capitais estrangeiros venezuelanos de origem legal, apenas por não implementar políticas eficazes de verificação de documentos e perfis, de forma a permitir ao cidadão comum poder ter o seu dinheiro em Portugal sem o criminalizar”, culmina a carta entregue ao DRCCE, solicitando-lhe que seja a sua voz junto dos canais adequados em Portugal, para continuarem a dar o seu contributo ao desenvol-
vimento de ambos os países. Nesse sentido, o Conselheiro das Comunidades Madeirenses pela Venezuela, Aleixo Vieira, assegurou que este tipo de “súplicas” é uma constante na comunidade. “Durante anos ouvimos dizer que a migração é importante para a economia de Portugal e a nossa história de migração sempre esteve cheia de propaganda, em rádios, televisões e jornais, incentivando à poupança nos bancos de Portugal. Fomos sempre confrontados com visitas políticas, bem como com a presença e visitas de banqueiros ou funcionários bancários portugueses, que nos pediam para enviar remessas para o nosso país”.

MIKE SUÁREZ FERREIRA
O Consulado-Geral de Portugal em Caracas informou que o processo para a apresentação de candidaturas destinadas ao apoio de ações ou projetos a executar durante o segundo semestre de 2026 permanecerá aberto até ao próximo dia 15 de abril.
Esta convocatória é dirigida às instituições e associações da comunidade luso-venezuelana que procurem financiamento ou apoio institucional para iniciativas de caráter cultural e associativo na jurisdição consular.
De acordo com as diretrizes oficiais, cada pedido deve ser formalizado junto da sede do Consulado-Geral na capital venezuelana. Um requisito indispensável e prévio à entrega da documentação é a acreditação vigente da entidade interessada junto da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP). As instituições podem verificar o seu estatuto na lista de entidades acreditadas que se encontra publicada no Portal das Comunidades Portuguesas.
Para garantir o cumprimento dos padrões exigidos pelo Governo, as autoridades consulares su-

gerem aos dirigentes das associações a consulta prévia do Manual de Boas Práticas e do Folheto Informativo. Ambos os documentos estão disponíveis de forma digital no portal oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, especificamente na secção dedicada ao movimento associativo e à atribuição de apoios da DGACCP. O Consulado-Geral de Portugal em Caracas disponibilizou o co-
rreio eletrónico oficial cgcaracas@mne.pt para atender dúvidas e prestar esclarecimentos adicionais aos representantes das instituições interessadas em participar neste ciclo de candidaturas. Este mecanismo visa facilitar a comunicação direta e assegurar que os projetos locais cumpram os termos estabelecidos para o benefício da comunidade residente no país.
Centro Português recolherá testemunhos sobre a Revolução

Na passada quinta-feira, 26 de março de 2026, no âmbito das celebrações do Mês da Mulher organizadas pela Câmara de Comércio de Puerto Cabello, estado de Carabobo, o grémio comercial realizou um emotivo ato para honrar a trajetória da luso-venezuelana María Paola Gonçalves como “Mulher do Ano”. A distinção reconhece o seu destacado trabalho como gestora cultural e empresarial na cidade portuária.
O evento, realizado no auditório da Câmara de Comércio de Puerto Cabello, ressaltou o trabalho de Gonçalves como um pilar fundamental na dinamização do centro histórico e na promoção do talento local através da galeria Avril Espaço Cultural. Este recinto, juntamente com a Posada Santa Margarita, abriu as suas portas para dar a conhecer o património de Carabobo e o talento português na Venezuela.
“Para quê criar a galeria? Para projetar a cidade de Puerto Cabello e promover os seus talentos. Em pouco mais de três anos, a nossa gestão impulsionou mais de 50 eventos que abrangeram desde a história e a inclusão
Centro

até ao meio ambiente, recitais e gastronomia”, afirmou Gonçalves durante a sua intervenção. Sob a direção da Avril Espaço Cultural, Gonçalves tornou possível a realização do evento “Vozes de Imigrantes”, além de dar a conhecer a única escultura criada pelo artista plástico português Henrique Moreira em território venezuelano. Na sua gestão cultural, também coordenou atividades com a Associação de Escritores Carabobeños (delegação de Puerto Cabello) e contou com o apoio de instituições como o Sistema de Orquestras. A escolha da luso-venezuelana María Paola Gonçalves como “Mulher do Ano” foi realizada mediante uma consulta pública através de plataformas sociais.
MIKE SUÁREZ FERREIRA
A Direção de Cultura do Centro Português, localizado em Caracas, iniciou uma convocatória dirigida aos seus sócios e à comunidade luso-venezuelana para reconstruir a memória histórica do 25 de Abril de 1974. Sob o lema “Onde estavas no 25 de Abril? A tua história é a nossa memória”, a instituição procura recolher vivências pessoais e objetos da época para organizar uma exposição especial que comemore o fim do Estado Novo em Portugal. O projeto tem como objetivo central resgatar os relatos de quem viveu a transição para a democracia, fosse a partir do território português ou à distância, na Venezuela. A direção do centro convida os cidadãos a partilharem os seus testemunhos sobre como receberam as notícias da revolução, bem como a contribuírem com material físico que inclua fotografias, recortes de jornais, correspondência transatlântica ou qualquer objeto que guarde relação com os acontecimentos daquele ano.
clube, no gabinete da Direção de Cultura, para formalizarem a sua inscrição. O processo de registo permitirá que a direção contacte posteriormente os voluntários para coordenar a gravação dos testemunhos orais ou a receção formal dos materiais que serão exibidos na mostra comemorativa.
As pessoas interessadas em participar nesta iniciativa devem dirigir-se ao segundo andar do
A instituição estabeleceu a sexta-feira, 17 de abril, como a data limite para que os membros da comunidade se inscrevam na lista de colaboradores. Com esta atividade, o Centro Português pretende assegurar a preservação das recordações da diáspora e realçar o impacto que o movimento dos capitães de abril teve na identidade dos portugueses residentes no estrangeiro, integrando as suas vozes no registo histórico da instituição.
O Centro Luso Larense, localizado em Barquisimeto, no estado de Lara, realizou no passado dia 27 de março a celebração do Dia do Sócio, uma jornada recreativa que integrou espetáculos temáticos de super-heróis e apresentações musicais. O evento teve como cenário principal o Teatro Gonçalves e as áreas comuns da instituição, onde se reuniram famílias da comunidade lusovenezuelana da região para participar nas atividades programadas.
A programação iniciou-se com uma série de espetáculos em palco que contaram com a participação de personagens da cultura popular. O público assistente presenciou as coreografias das Guerreras K-pop, seguidas
pelas atuações de figuras como o Capitão América, Homem-Aranha, Thanos e Iron Man. Estas apresentações fizeram parte do eixo central da temática de heroínas e super-heróis definida pelo comité organizador para a edição deste ano.
Além dos atos no teatro, o clube disponibilizou diversas estações de entretenimento distribuídas pelas suas instalações. A jornada incluiu o uso de castelos insufláveis, circuitos de corridas de obstáculos, uma zona dedicada aos videojogos para o público juvenil, postos de pinturas faciais e outras dinâmicas recreativas dirigidas aos filhos dos associados. Ao cair da noite, a agenda do evento orientou-se para o público adulto com a participação do grupo Top Music.



















Nesta Quarta-Feira Santa, 1 de abril, o Centro Marítimo de Venezuela, situado na urbanização Turumo, estado de Miranda, escreveu uma página na história da religiosidade portuguesa no país, ao tornar-se a primeira estação da procissão de “Nosso Senhor dos Passos” na Venezuela.
Durante a atividade, o padre Carlos De Abreu dirigiu a oração dos mistérios do rosário e abençoou a imagem de Nosso Senhor dos Passos. O evento contou com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que destacou a importância de manter as tradições lusas e o ensino da língua portuguesa.
O governante esteve acompanhado pelo Diretor-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, António Moniz; o Chefe de Gabinete, João Ricardo Mendes; o Embaixador de Portugal na Venezuela, Manuel Frederico Da Silva; o Chefe de Missão Adjunto da Embaixada, Nuno Abreu e Lima; o Cônsul-Geral de Portugal em Caracas, Luis Macieira de Barros; o presidente do Centro Marítimo de Venezuela, Fernando Costa, e os estudantes do Centro de Língua Portuguesa Camões.
Esta caravana em homenagem ao “Nazareno Português” dirigiuse à paróquia San Lucas Evange-

lista de El Llanito, ao Centro Português de Caracas e à paróquia El Buen Pastor em Bello Campo (antiga sede da Missão), terminando na Ermida de Nossa Senhora de Coromoto e Fátima, sede atual da Missão Católica Portuguesa, com uma missa às 16h30.
Durante a eucaristia, o diretor da Missão Católica Portuguesa, padre Carlos De Abreu, agradeceu à Confraria de Nossa Senhora da Ajuda e aos fiéis luso-venezuelanos por apostarem, pela primeira vez, na celebração desta tradição.
“Convida-nos a refletir sobre cada passo que Jesus de Nazaré sofreu pelos pecados de cada um de nós e pelos do mundo inteiro”, acrescentou.
Por sua vez, o adido de Apoio Social e Associativismo do Consu-
lado-Geral de Portugal em Caracas, Jany Augusto Moreira, felicitou o padre De Abreu pelos seus esforços em recuperar as tradições portuguesas na Ermida de Nossa Senhora de Coromoto e Fátima, acrescentando que é uma bênção que a comunidade lusovenezuelana conte com um sacerdote que vela pelo bem-estar do seu rebanho.
A atividade religiosa terminou com um tributo musical oferecido pela Banda Recreativa Madeirense de Venezuela (BRMV), cujos integrantes acompanharam a celebração da missa com a entonação dos hinos da Venezuela e de Portugal durante a consagração, concluindo com honras frente à imagem de “Nosso Senhor dos Passos” e da Virgem Dolorosa.
MARCOS RAMOS JARDIM
Na passada quinta-feira, 19 de março, a Associação Beneficente Heróis do Mar, presidida por Simão Rocha, promoveu um almoço nas instalações do restaurante Ilhavense do Centro Marítimo de Venezuela, situado na Urbanização Turumo, município de Sucre, estado de Miranda. A tertúlia serviu para angariar fundos destinados a instituições de solidariedade e a famílias vulneráveis no país.
A associação luso-venezuelana, cujo nome presta homenagem às primeiras palavras do Hino Nacional de Portugal, “A Portuguesa”, conseguiu reunir grande parte dos seus membros num ambiente de cordialidade.
O evento comemorou a festividade de São José, data que coincide com o Dia do Pai em Portugal. É de salientar que a tertúlia anterior nesta sede teve lugar a
18 de setembro de 2025. “Foi um almoço muito fraterno entre os integrantes da Heróis do Mar. Como sabem, o Centro Marítimo de Venezuela é um espaço fundamental para a organização destas tertúlias. Hoje é um dia importante para a nossa comunidade, pois comemoramos o Dia do Pai em Portugal por ocasião do Dia de São José; agradeço à associação por ter o nosso clube em consideração”, afirmou Fernando Costa, presidente do Centro Marítimo.
A Associação Heróis do Mar nasceu em 2004, por iniciativa de um grupo de emigrantes portugueses, na sua maioria originários do distrito de Aveiro e residentes na Área Metropolitana de Caracas. O que surgiu como um almoço informal em Mariche expandiu-se para outros setores da capital e chegou inclusive ao concelho português de Santa Maria da Feira.


Na passada quinta-feira, 26 de março, realizou-se a segunda viagem do presente ano de 2026 da tripulação de Os Parceiros da Nau Sem Rumo de Caracas. Nesta ocasião, os membros reuniram-se pela terceira vez nas instalações do restaurante La Colina Steak House, situado no Centro Comercial La Colina, na urbanização Los Samanes, município de Baruta, em pleno sudeste da Área Metropolitana de Caracas. Num ambiente de fraternidade e de reencontro, os parceiros desfrutaram da participação musical de Humberto Cuevas, que animou
o encontro com peças do género llanero venezuelano. Além disso, contou-se com a presença de representantes da Confraria de Nossa Senhora de Fátima de El Tigre, que convidaram os assistentes a participar na sua celebração, programada para os dias 23 e 24 de maio.
Nesta oportunidade, o evento esteve sob a capitania do parceiro Enrique Figueira. Os presentes degustaram pratos típicos da gastronomia llanera e diversos acompanhamentos, tais como salada ralada, mandioca, grelhada de lombo (solomo), frango, chouriço, morcelas, batatas fritas, bananas pão (plátanos), tequeños, pastéis
de bacalhau, fiambre e queijo. Por sua vez, o repertório de bebidas incluiu whisky, vinho e cerveja, complementado com gelados da marca Tu Paleta. Durante a jornada realizaram-se diversos sorteios e o tradicional torneio de dominó, em parcerias sorteadas, onde os vencedores receberam troféus e garrafas de whisky. O presidente de Os Parceiros da Nau Sem Rumo, Carlos De Freitas, agradeceu a presença dos membros e a hospitalidade do La Colina Steak House por receber novamente esta organização luso-venezuelana, que se destaca pelo seu trabalho filantrópico e apoio a causas sociais.

MIKE SUÁREZ FERREIRA
A Associação Nacional de Supermercados e Autosserviços (ANSA) realizou, no passado dia 24 de março, um comité extraordinário de melhores práticas intitulado “Do Caos à Ordem”, o qual teve lugar na sede da organização.
A sessão técnica foi concebida como um espaço de análise estratégica para os representantes do setor do retalho e consumo de massas na Venezuela, com o objetivo de abordar as dinâmicas organizacionais em ambientes de incerteza.
Durante a jornada de trabalho, os especialistas e diretores participantes exploraram metodologias para transformar a visão tradicional da gestão da mudança.
O conteúdo do comité centrouse na premissa de que a estabilidade atual é uma exceção, pelo que as instituições devem desenvolver capacidades para operar de maneira eficiente dentro de cenários variáveis. Os oradores destacaram a importância de as empresas luso-venezuelanas e nacionais não só evitarem as crises, mas aprenderem a fluir e a adaptar-se através delas.
O debate técnico aprofundou a

procura do equilíbrio operacional, analisando como manter a estrutura necessária nos processos administrativos e logísticos sem sacrificar a flexibilidade criativa que os mercados modernos exigem.
Este encontro somou-se à agenda de atividades de atualização profissional que a associação promove para os seus associados. Ao
Na passada sexta-feira, 20 de março, a Federação Venezuelana de Industriais da Panificação (Fevipan), através do seu presidente Tomás Ramos López, esteve presente na cidade de Caracas durante a celebração do Dia do Padeiro na Venezuela, um encontro que reuniu os representantes do setor da panificação nacional.
O evento foi organizado pela empresa Molinos Carabobo (Mocasa) e serviu de palco para a apresentação do livro Al pan, pan y a la harina, Aveiro, do reconhecido investigador gastronómico Miro Popic, que se tem dedicado a documentar e a preservar a identidade culinária venezuelana.
Durante o serão, o autor assegurou que a obra constitui uma recompilação histórica dos
finalizar a sessão na sede da ANSA, estabeleceram-se pontos de acordo sobre a necessidade de continuar a documentar as melhores práticas para fortalecer o setor, permitindo que as organizações transitem de modelos de gestão reativos para esquemas de ordem estratégica perante os desafios do meio envolvente.
A Delegação da União Europeia na Venezuela irá realizar o seminário online “Rota do Café e do Cacau Venezolano para o Mercado Europeu: Adaptação às Novas Normas de Desflorestação da UE”, um evento fundamental concebido para preparar os setores produtivos do país perante as novas exigências do mercado comunitário.
O seminário terá lugar na terça-feira, 21 de abril, das 10:00 às 11:00, e será transmitido através do canal de YouTube da União Europeia na Venezuela. Os interessados devem completar previamente um formulário de registo para poderem participar (https://forms.gle/u1RDCCVpXJHYnEzk7).
Este encontro é especialmente
dirigido a grémios do setor privado cafeeiro e cacaueiro (produtores, exportadores e comerciantes); organismos competentes em matéria de agricultura e comércio externo, e Câmaras de comércio e instituições interessadas na sustentabilidade ambiental e no comércio internacional.
O Regulamento da UE sobre produtos isentos de desflorestação (EUDR) estabelece que matérias-primas fundamentais para a economia venezuelana, como o café e o cacau, devem cumprir rigorosos critérios de sustentabilidade para entrar no mercado europeu. Por isso, este seminário será uma oportunidade para os produtores venezuelanos conhecerem os detalhes deste Regulamento.
A entrada em aplicação destas
obrigações para operadores e comerciantes está prevista para 31 de dezembro de 2026, com uma prorrogação até 30 de junho de 2027 para micro e pequenas empresas.
A sessão contará com a apresentação, a partir de Bruxelas, de María Madrid, especialista com 25 anos de trajetória em instituições da União Europeia. Atualmente, desempenha funções como Oficial de Relações Internacionais na Direção-Geral (DG) do Ambiente da Comissão Europeia, onde lidera a cooperação ambiental bilateral e regional com a América Latina. A sua vasta experiência na DG da Concorrência, Comércio e Assuntos Internos permitelhe oferecer uma visão integral sobre os processos de adequação que os exportadores enfrentam.
pães da Venezuela, na qual se ressalta a importância da padaria como parte essencial da identidade, da idiossincrasia e da cultura gastronómica do país.
No encontro participaram destacados padeiros venezuelanos, meios de comunicação, personalidades da Academia Venezuelana de Gastronomia e representantes da Fevipan, que partilharam uma jornada dedicada ao reconhecimento do ofício e ao fortalecimento do setor.
O Dia Nacional do Padeiro na Venezuela celebra-se a 20 de março de cada ano, data estabelecida desde 1997 com o objetivo de reconhecer o trabalho, a dedicação e a paixão daqueles que elaboram este alimento essencial. Trata-se de uma jornada de homenagem aos artesãos do sabor que mantêm viva esta tradição no país.

MIKE SUÁREZ FERREIRA
Manuel Frederico Pinheiro Silva, Embaixador de Portugal na Venezuela, visitou este sábado, 28 de março, o Centro Português em Caracas pela primeira vez desde a sua recente chegada à Venezuela.
A maior autoridade do governo português no país foi recebi-
da por Martín De Abreu, presidente do CP, e pelos restantes membros da sua Direção. Pinheiro Silva percorreu as instalações do clube e cumprimentou vários membros da comunidade. Ao finalizar a visita, o embaixador foi conduzido ao Bar A Nau, dentro do clube, para desfrutar de um almoço com a direção da instituição.


MARCOS RAMOS JARDIM
Na sexta-feira, 27 de março, a Delegação da União Europeia (UE) na Venezuela realizou a inauguração da vigésima primeira edição do Festival de Cinema Europeu Euroscópio, na sala do Cines Unidos do Centro Comercial Líder, localizado no município de Sucre, estado de Miranda. O evento contou com a moderação de Luis Medel Romero, assessor de Imprensa, Cultura e Visibilidade da UE na Venezuela.
O evento teve início com as palavras da chefe da Secção Política da Delegação da União Europeia na Venezuela, Marieke Anaf, que sublinhou o testemunho do compromisso europeu ao atingir 21 edições do festival no país. Destacou ainda que, através da sétima arte, se reforçam os laços diplomáticos e culturais entre a União Europeia e a Venezuela.
Do mesmo modo, a encarrega-
da de negócios do Reino dos Países Baixos na Venezuela, Carmen Gonsalves, expressou o seu agradecimento pela liderança da Delegação da UE acreditada no país na coordenação do festival Euroscópio, assegurando que este evento cinematográfico gera um diálogo cultural entre a diplomacia europeia e a sociedade venezuelana.
“O filme que vamos ver, Jippie No More!, em representação dos Países Baixos, é uma longa-metragem que nos permite conhecer o primeiro amor durante a adolescência, refletindo uma janela para a sociedade neerlandesa que nos convida a refletir sobre a universalidade das emoções humanas. Tem como protagonista um jovem com Síndrome de Down que nos demonstra, com a sua força e determinação, a união familiar apesar das diversidades. Esta história que veremos em Caracas reafirma que o cinema é a
ferramenta mais maravilhosa que existe”, acrescentou.
Seguidamente, procedeu-se à entrega do prémio ao vencedor da 2.ª edição do concurso de cartazes, realizado para selecionar a imagem do festival deste ano. Nesta ocasião, a peça distinguida foi a proposta do designer Pedro Lizardo. Posteriormente, o público — composto pelo corpo diplomático, pela imprensa e pelo setor cultural — desfrutou do filme Jippie No More! (2023), realizado pela neerlandesa Margien Rogaar, sobre o despertar amoroso de um adolescente com síndrome de Down, dando abertura oficial ao “Euroscópio” 2026.
Também presente no evento, o embaixador de Portugal na Venezuela, Manuel Frederico da Silva, manifestou o convite à comunidade portuguesa e luso-venezuelana para desfrutar do cinema europeu e viver plenamente a diversidade da sétima arte.

MIKE SUÁREZ FERREIRA
Os produtores de eventos Mosquito Rumbero e Mira Madeira confirmaram a realização do seu primeiro encontro festivo da temporada, denominado Primavera Tropical, programado para

La Vida Boheme encerrará digressão com apresentações na Colômbia
MIKE SUÁREZ FERREIRA
A banda venezuelana de rock alternativo La Vida Boheme anunciou o encerramento da sua digressão internacional intitulada «Tierra de Nadie» com três apresentações confirmadas na América Latina para o próximo mês de maio. O ciclo de concertos levará a banda às cidades de Bogotá e Medellín, na Colômbia, e finalizará com a sua estreia oficial na Cidade do Panamá, marcando o encerramento de um capítulo histórico para o quinteto caraquenho.
A última etapa da tour começará a 13 de maio no Teatro Libre de Chapinero, em Bogotá, continuando a 14 de maio no Patio Teatro del Claustro Comfama de Medellín.
Finalmente, a 15 de maio, a banda apresentar-se-á pela primeira vez no Panamá, especificamente no espaço Rock and Folk, onde levarão o repertório do seu quinto álbum de estúdio, o qual aprofunda temas de identidade e resistência.
Dentro da formação que protagonizará estes encontros, destaca-se a presença de Daniel De Sousa, guitarrista e membro fundador do grupo, que representa a herança luso-venezuelana na cena do rock contemporâneo.
De Sousa, juntamente com os restantes integrantes, tem sido parte fundamental da sonoridade que levou a banda a obter o reconhecimento da crítica internacional e galardões como o Latin Grammy, consolidando-se como referências do género em língua castelhana.
Segundo os integrantes, estas apresentações procuram gerar um espaço de encontro e memória coletiva com os seus seguidores, após anos de evolução musical desde os seus inícios em Caracas até à sua consolidação em palcos estrangeiros.
Os bilhetes já se encontram disponíveis para o público. Com estas atuações, La Vida Boheme conclui a promoção de um disco que tem sido elogiado pelos especialistas.
a próxima sexta-feira, 24 de abril.
A atividade terá lugar nas instalações do Boate Disco Club a partir das 23h00, com o objetivo de marcar o início das celebrações primaveris na ilha da Madeira.
A animação musical da jornada estará a cargo de um cartaz de
DJs locais, integrado pelo DJ Mario Gonçalves, Sergio Santos e DJ Enrique Vieira. Estes profissionais serão os responsáveis pela sonorização durante toda a noite num evento que tem sido promovido pelos seus organizadores como o despertar do clima
quente na região, orientado ao lazer da comunidade e dos visitantes. Relativamente às condições de acesso, a organização informou que para a assistência ao recinto foi estabelecido um consumo mínimo obrigatório por pessoa.
Este evento representa a reativação das agendas de lazer noturno coordenadas por ambas as marcas para o presente ano, mantendo o formato de festas temáticas que costumam convocar um público diverso dentro do circuito de clubes da região.


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SERGIO FERREIRA SOARES MARCOS RAMOS JARDIM
No passado sábado, 28 de março, a Federação de Centros Portugueses da Venezuela (Feceporven) realizou o seu primeiro conselho técnico com vista à organização dos XVII Jogos Feceporven. Esta competição desportiva, considerada como as “Olimpíadas Portuguesas”, terá lugar este ano de 2026 na Casa Portuguesa do Estado de Aragua. No encontro assistiram delegados de diferentes disciplinas em representação da anfitriã Casa Portuguesa de Aragua, do Centro Social Luso-Venezolano de Araure, do Centro Social Madeirense, da Casa Portuguesa Venezolana, do Centro Luso Larense e do Centro Português Venezolano de Guayana. Apesar de não terem estado
presentes na reunião, espera-se que nesta décima sétima edição também participem o Centro Atlântico Madeira, o Centro Marítimo de Venezuela, o Club Português de Táchira, o Centro Português de Punto Fijo, a Filial 43 do FC Porto Caracas e o Centro LusoVenezolano de La Guaira.
Durante a reunião, confirmouse que a cita desportiva deste ano incluirá basquetebol, bolas criollas, dominó, futebol, futebol de sala, kickingball, maratona, natação, softbol, ténis, ténis de mesa, ténis de praia, voleibol, padel e jogos tradicionais portugueses. Da mesma forma, debateu-se a possibilidade de incorporar os e-Sports (FIFA), com a finalidade de atrair atletas mais jovens, aproveitando o auge do futebol nos videojogos. O presidente da federação, David Alcaria, mostrou a sua satis-
MIKE SUÁREZ FERREIRA
O Club Sport Marítimo de La Guaira alcançou a sua segunda vitória consecutiva da temporada ao derrotar por um marcador de 3-0 o Bolívar SC na condição de visitante. O encontro, correspondente à quinta jornada da Liga Futve2, realizou-se no campo do Decanato da Universidade do Oriente, em Ciudad Bolívar, e marcou a estreia oficial do avançado Richard Blanco com a camisola da equipa verde-rubra.
O conjunto orientado por Juvencio Betancourt conseguiu impor-se graças aos golos de Enderson Torres, Víctor Navas e do juvenil Jaiser Altamar. Durante a primeira parte, a equipa local tentou controlar a posse de bola através do trabalho de Alberto Cabello e Luis Villae em ligação com Starling Yendis; no entanto, foi a formação visitante que logrou desfazer o empate ao minuto 29 através de um remate de meia distância efetuado por Torres.
No início da segunda parte, a vantagem ampliou-se rapidamente quando Víctor Navas aproveitou uma assistência de mais de 20 metros enviada por
fação pela assistência dos clubes que manifestaram o seu interesse em participar. Alcaria espera que, no segundo conselho técnico, assista uma maior quantidade de instituições, considerando que ainda faltam temas por concretizar, tais como categorias, idades, géneros e outros aspetos técnicos que serão confirmados nos próximos encontros.
Os Jogos Desportivos da Federação de Centros Portugueses da Venezuela chegarão, assim, à sua 17.ª edição. Na jornada, ratificouse que o evento se realizará de sexta-feira, 9, a segunda-feira, 12 de outubro de 2026, tendo como sede a Casa Portuguesa de Aragua. Cabe destacar que a edição anterior se efetuou de 8 a 10 de novembro de 2024, no Centro Social Luso-Venezolano de Araure, estado de Portuguesa.
Mayer Vidal para definir com um remate cruzado perante a saída do guarda-redes Brian Simonovis. Pouco depois do segundo golo, o Bolívar SC viu-se afetado pela expulsão de José Toussaint, facto que limitou a capacidade de resposta da equipa local para o resto do compromisso.
A estreia de Richard Blanco, segundo marcador histórico do futebol venezuelano com 207 golos, ocorreu no decorrer da partida. O atacante guairenho, conhecido como “El Avioncito”, teve uma participação direta no último tento do marcador ao assistir Jaiser Altamar na fração 84 para selar a goleada. Após o final do encontro, o experiente avançado declarou que a equipa avança de forma progressiva na competição.
Com este resultado, o Marítimo de La Guaira prepara-se para enfrentar o seu próximo compromisso correspondente à sexta jornada do grupo CentroOriental. O encontro está agendado para este sábado, 4 de abril, quando a equipa luso-venezuelana receberá o Mineros de Guayana na sua sede habitual de Camurí Chico, em Caraballeda.







