P U B L I C A Ç Ã O N A C I O N A L PA R A B A N C Á R I O S D O I TA Ú U N I B A N C O / J U L H O D E 2 0 1 6
CONTRAF - CUT COBRA MAIS CONTRATAÇÕES NO ITAÚ
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Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú cobrou na última reunião com a direção do banco, realizada no final de junho, o aumento do número de contratações. A reivindicação é voltada, principalmente, para as agências em que há baixo número de funcionários, com sobrecarga de trabalho, o que compromete o atendimento à população. Os representantes dos trabalhadores reivindicaram também o fim das demissões por justa causa, pois, muitas delas, são reflexo da política desumana de cobrança de metas e do assédio moral. “Nesse caso também alertamos as pessoas não pratiquem nem aceitem pressão que inflijam normas do banco que provoquem esse tipo de dispensa”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. O balanço do banco do primeiro trimestre deste ano revela que, em doze meses, foram
eliminados 2.902 postos de trabalho. De acordo com o secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT, Mauri Sergio Martins, outro grave problema que vêm afetando os funcionários do Itaú diz respeito ao ponto. “Muitas denúncias foram feitas por causa de um sistema de controle com rigor excessivo como, por exemplo, casos de bancários que ficam alguns minutos a mais no local de trabalho após assinalar o fim da jornada, fatos que vem causando demissões abusivas”, pontuou Mauri.
Outras reivindicações
O Itaú ficou de analisar e se posicionar estes casos e outras reivindicações dos trabalhadores, em que recebem advertência por motivos considerados banais. Outra questão que a COE cobrou análise do banco diz respeito à transferência unilateral de bancários para locais distantes de suas residências. Fato que gera transtornos no
convívio familiar e para quem estuda. Também foi destacado na reunião a redução no turnover, ocasionando com que muitos trabalhadores saíssem por pedido de demissão e muitos foram para outros setores por meio do Centro de Realocação. A COE do Itaú reivindicou ainda que o Centro de Realocação deve ser aprimorado e ter como objetivo principal o de evitar demissões.
Ramo Financeiro
Os representantes sindicais reivindicam o início do debate para debater o Ramo Financeiro dentro do Itaú. “Nós temos cerca de 20 mil funcionários que prestam serviço para o banco, participam da produção dos lucros astronômicos, mas não são reconhecidos nem como bancário nem como financiários. Temos de mudar este quadro”, alertou o coordenador da COE do Itaú e diretor da Contraf-CUT, Jair Alves