Skip to main content

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

Page 1


Veículos Eletrificados:

desafios e oportunidades

para o seguro

1. Introdução:

2.

3. A realidade brasileira

4. Infraestrutura de recarga

6. Principais

1. Introdução

Mobilidade elétrica e o papel do seguro

A mobilidade elétrica está deixando de ser tendência para se tornar realidade no trânsito das grandes cidades e rodovias. Em vários países, a venda de veículos elétricos e híbridos cresce rapidamente, impulsionada pela busca por soluções mais sustentáveis e por incentivos públicos e privados.

No Brasil, o movimento também avança, mas ainda enfrenta desafios: infraestrutura de recarga limitada, custo elevado e necessidade de adaptação do mercado automotivo e do setor de serviços.

Para o seguro, a chegada dos veículos eletrificados representa novas oportunidades e desafios. Proteger esses veículos envolve compreender as tecnologias embarcadas, os novos riscos e a necessidade de assistência especializada.

Este guia, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Veículos Eletrificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) apresenta, de forma clara e objetiva, um panorama da eletromobilidade e como o seguro automóvel está acompanhando essa transformação.

Apertem os cintos e boa leitura!

2. Cenário global

A mobilidade elétrica avança em ritmo acelerado ao redor do mundo, impulsionada por metas ambientais, inovações tecnológicas e políticas públicas consistentes. Em muitos países, os veículos eletrificados já deixaram de ser tendência para se tornar realidade consolidada.

A Noruega é o exemplo mais emblemático: em 2024, cerca de 89% dos carros novos vendidos no país eram elétricos. Esse avanço foi possível graças a uma combinação de incentivos fiscais, infraestrutura de recarga bem distribuída e isenção de pedágios e taxas urbanas.

Na China, o maior mercado global de veículos, os modelos elétricos já representam quase 48% das vendas (sendo 27% elétricos puros e 21% híbridos plug-in), com forte apoio do governo à indústria local. O país também lidera em número absoluto de estações de recarga.

Na União Europeia, o crescimento é constante, com média de 14% de veículos elétricos puros e 7% híbridos plug-in. Alemanha e França se destacam, com índices de adoção que chegam a 18%.

As metas de redução de emissões e os bônus na compra de veículos

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro menos poluentes são os principais motores dessa evolução.

Nos Estados Unidos, embora a participação ainda seja menor (8% de elétricos puros e 2% híbridos plug-in), há um movimento de aceleração puxado por subsídios federais e investimentos em infraestrutura.

Em 2024, o país superou a marca de 300 mil veículos eletrificados em circulação.

Essas experiências mostram que o sucesso da eletrificação depende de um conjunto de fatores: políticas públicas

claras, rede de recarga ampla, incentivos econômicos e conscientização ambiental. São aprendizados valiosos para países que ainda estão dando os primeiros passos — como o Brasil.

Fonte: https://ourworldindata.org/ grapher/share-car-sales-battery-plug in?time=2010..2024&uniformYAxis=0 &country=OWID_WRL~NOR~OWID_ EU27~CHN~USA~BRA

3. A realidade brasileira

O Brasil ainda está em estágio inicial na adoção dos veículos eletrificados, mas o ritmo de crescimento vem se acelerando de forma consistente.

Em 2025, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a tendência de expansão se mantém: no primeiro semestre, já foram comercializados 86,8 mil veículos eletrificados, um aumento de 9,5% sobre o mesmo período de 2024. Com isso, os eletrificados alcançaram cerca de 8% de participação no mercado nacional de automóveis e comerciais leves, consolidando-se como uma das frentes mais dinâmicas da indústria automotiva.

Mesmo com esse desempenho expressivo, os eletrificados ainda respondem por uma fração modesta da frota brasileira. A maioria dos modelos disponíveis é importada e concentrada nas regiões Sul e Sudeste, enquanto a expansão para outras áreas do país esbarra em desafios logísticos e na carência de infraestrutura de recarga.

O alto custo inicial, a limitação de pontos de carregamento e a ausência de uma política nacional estruturada de incentivos ainda restringem a democratização dessa tecnologia. Mesmo assim, a perspectiva é de continuidade do crescimento, impulsionado pela busca por soluções sustentáveis, pela ampliação da oferta de modelos e pela gradual redução do custo das baterias.

O país reúne potencial e mercado para avançar na mobilidade elétrica, mas ainda precisa superar barreiras estruturais e regulatórias para torná-la efetivamente acessível e abrangente.

4. Infraestrutura de recarga

A rede de recarga é o que viabiliza o uso cotidiano dos veículos eletrificados. Sem ela, a transição para essa nova mobilidade não avança.

Hoje, o mundo soma mais de 4 milhões de pontos de recarga públicos, com destaque para

China, Europa e Estados Unidos. No Brasil, esse número ainda é modesto: são cerca de 4 mil eletropostos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Ampliar essa estrutura é essencial para dar segurança ao motorista e incentivar a adoção em larga escala. Isso envolve instalar carregadores em residências, condomínios, locais de trabalho, áreas comerciais e, sobretudo, nas rodovias — onde a presença ainda é limitada.

Há iniciativas importantes em andamento, tanto do setor privado quanto de políticas públicas, mas o ritmo de expansão ainda enfrenta

desafios logísticos e regulatórios.

A padronização dos conectores, a disponibilidade de energia e os custos de instalação são pontos críticos.

Sem uma rede acessível, segura e confiável, os eletrificados não conseguem conquistar espaço de forma sustentável. Por isso, investir em infraestrutura de recarga é investir no futuro da mobilidade.

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

4. Crescimento no mundo

Global / Mundial

Mais de 1,3 milhão de pontos públicos adicionados em 2024 (+30% em relação a 2023), somando cerca de 8 milhões ao final de 2024; crescimento de +40% no volume total em 2023.

China Responsável por aproximadamente dois terços do crescimento global desde 2020; detém cerca de 65% dos pontos de recarga públicos e 60% da frota global de veículos elétricos.

Estados Unidos

Quase 300 mil pontos (+20% em 2024).

12 mil pontos de (somando pontos públicos e privados) até dezembro de 2024.

Cenário regional no Brasil

Embora não haja dados exatos por região no IEA (International Energy Agency), é amplamente reconhecido que Sul e Sudeste concentram a maior parte dos eletropostos, com interiorização em outras regiões (dados corroborados por relatórios setoriais nacionais).

Tipos de recarga no Brasil

Segundo a categorização global do IEA, recargas “lentas” (≤22 kW) são maioria (84%), enquanto recargas rápidas (DC) representam 16%.

Indicador de cobertura (EV por ponto)

Globalmente, estimativas indicam cerca de 1 ponto para cada 10 veículos elétricos na China e 1 para 13 na Europa, com cenário semelhante no Brasil (cerca de 6 veículos 100% elétricos por ponto).

Fonte: https://www.iea.org/reports/ global-ev-outlook-2025/electricvehicle-charging

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

5. Legislação e incentivos

A legislação brasileira sobre veículos eletrificados ainda está em construção, acompanhando a evolução do mercado e das tecnologias.

Em 2025, uma importante iniciativa de padronização e segurança foi conduzida pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (CNCGBM | LIGABOM), que publicou a Diretriz Nacional sobre Ocupações Destinadas a Garagens e Locais com Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE), por meio da Portaria nº 029/2025. O documento estabelece parâmetros mínimos de segurança contra incêndio e controle de riscos em estacionamentos e áreas com pontos de recarga de veículos elétricos, servindo de referência técnica para os Corpos de Bombeiros de todo o país, bem como para o setor da construção civil, a indústria automotiva e os gestores de empreendimentos. A medida representa

um avanço significativo na harmonização de práticas de prevenção e resposta a emergências, reforçando o compromisso institucional com a proteção da vida, do meio ambiente e do patrimônio.

A diretriz completa pode ser consultada em:

Acesse

Além deste, atualmente destacam-se os seguintes pontos regulamentados ou em discussão:

Incentivos fiscais

Isenção ou redução do IPI:

Conforme o Decreto nº 11.586/2023.

Redução do ICMS:

Varia de acordo com cada estado.

Exemplo: Convênio ICMS 101/1997 (Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ), alterado por convênios mais recentes. Acesse

Acesse

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

IPVA:

Em alguns estados há isenção ou alíquota reduzida para veículos eletrificados. Cada estado publica sua própria legislação (ex.: SP, RJ, MG, PR).

Sustentabilidade e descarte

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS): Lei nº 12.305/2010 – orienta a criação de regras para a logística reversa de baterias.

Infraestrutura de recarga

Normas da Aneel para estações de recarga: Resolução Normativa nº 1.000/2021 e regulamentações complementares.

Tributação sobre importação

Reintrodução gradual do imposto de importação: Portaria ME nº 25/2023 e atualizações posteriores da CAMEX.

Ainda há lacunas regulatórias sobre o descarte e a reciclagem das baterias de veículos eletrificados. Projetos de lei tramitam no Congresso para regulamentar a logística reversa e a responsabilidade ambiental das montadoras e importadoras.

O cenário regulatório segue em evolução, e a participação do setor automotivo, das seguradoras e da sociedade é fundamental para garantir um ambiente que favoreça a inovação e a segurança dos consumidores.

Acesse
Acesse
Acesse

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

Linha do Tempo - Principais marcos legais da mobilidade elétrica no Brasil

2010

• Lei nº 12.305/2010 — Política Nacional de Resíduos

Sólidos (PNRS) Define princípios da logística reversa no Brasil, base para a futura regulamentação do descarte de baterias.

• Estados começam a conceder isenção ou redução do IPVA para veículos elétricos e híbridos (ex.: SP, RJ, MG, PR).

• Primeiros convênios do CONFAZ permitem a redução do ICMS para veículos menos poluentes.

• Resolução Normativa Aneel nº 1.000/2021 estabelece diretrizes gerais para a prestação de serviços públicos de energia, incluindo a infraestrutura de recarga elétrica.

• Primeiras regulamentações específicas sobre estações de carregamento.

2023

• Resolução Normativa Aneel nº 1.000/2021 estabelece diretrizes gerais para a prestação de serviços públicos de energia, incluindo a infraestrutura de recarga elétrica.

• Primeiras regulamentações específicas sobre estações de carregamento.

2024

• Novas regras da Aneel consolidam a abertura do mercado de recarga, liberando investimentos privados.

• Debate sobre a logística reversa de baterias avança no Congresso, mas ainda sem regulamentação específica.

• Diretriz Nacional sobre Ocupações Destinadas a Garagens e Locais com Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE) Publicada pela Portaria nº 029/2025 do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (CNCGBM | LIGABOM), a diretriz

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

estabelece parâmetros mínimos de segurança contra incêndio e controle de riscos em garagens e áreas com pontos de recarga de veículos elétricos, promovendo a harmonização das práticas de prevenção em todo o país.

Acesse 2025 - 2026 (previsto)

• Imposto de importação sobre elétricos e híbridos atinge alíquota máxima de 35%, segundo o cronograma do governo federal.

• Expectativa de novas normas sobre reciclagem e descarte sustentável de baterias automotivas.

Observação:

O cenário regulatório está em constante evolução e pode sofrer alterações a partir de novas decisões do governo federal e dos estados.

6. Principais desafios do Brasil

Com a chegada dos eletrificados,

o seguro automóvel também passa por um processo de adaptação. Isso porque os riscos e as particularidades desses veículos são diferentes daqueles observados nos modelos a combustão.

Entre os fatores que exigem atenção estão o custo mais elevado de reparo, a menor disponibilidade de peças, a necessidade de oficinas especializadas e a alta do valor da bateria — que, em caso de dano, pode representar uma parte significativa do valor do carro.

Além disso, novos cenários de risco têm sido considerados pelas seguradoras, como panes durante a recarga, falhas nos

sistemas eletrônicos ou acidentes envolvendo o transporte inadequado do veículo.

Em resposta, o mercado de seguros vem criando coberturas mais específicas, com foco em assistência 24h, serviços de reboque adequados e garantia para componentes de alto valor, como o sistema de tração elétrica e a bateria.

O seguro desempenha, assim, um papel estratégico para a confiança do consumidor, oferecendo proteção contra os riscos dessa nova mobilidade e contribuindo para sua expansão segura e sustentável.

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

Expansão dos veículos

eletrificados no Brasil

1) Preço elevado de aquisição

Mesmo com a queda no custo das baterias, os modelos 100% elétricos ainda são mais caros que os a combustão.

2) Infraestrutura de recarga limitada

A maioria dos eletropostos está concentrada em poucas regiões. A oferta em áreas residenciais e rodovias ainda é insuficiente.

3) Ausência de política nacional de incentivo

Faltam subsídios federais para compra e financiamento.

A maioria dos benefícios depende de políticas estaduais ou municipais.

4) Desvalorização na revenda

Modelos elétricos usados podem perder até 45% do valor em dois anos, gerando insegurança ao consumidor.

5) Rede de assistência técnica restrita

Poucas oficinas estão capacitadas para lidar com sistemas de alta voltagem e peças específicas, como baterias.

O que muda na apólice do carro elétrico?

1) Cobertura para baterias

Algumas seguradoras já oferecem proteção específica contra danos ou falhas no sistema de baterias de alta voltagem.

2) Serviço de reboque adequado

Veículos eletrificados exigem transporte com as rodas suspensas. Reboque inadequado pode danificar o motor elétrico.

3) Rede credenciada especializada

A manutenção exige oficinas com profissionais treinados e ferramentas específicas.

4) Avaliação de risco diferenciada

Maior valor de reposição e menor índice de sinistros por roubo mudam o perfil de cálculo do seguro.

5) Assistência 24h com foco técnico

Socorro especializado para falhas em sistemas eletrônicos, recarga emergencial e suporte remoto.

7. Dúvidas frequentes

A chegada dos veículos eletrificados ao dia a dia dos consumidores tem despertado uma série de dúvidas. Algumas das perguntas mais recorrentes dizem respeito à autonomia, recarga, manutenção e segurança. Autonomia

Ainda é uma das maiores preocupações. Modelos à venda no Brasil têm autonomia média entre 200 km e 400 km por carga. O uso urbano, com frenagens frequentes, favorece a regeneração de energia e pode ampliar esse alcance.

Tempo de recarga

Variável conforme o tipo de carregador. A maior parte dos eletropostos no Brasil utiliza corrente alternada (AC), de carga lenta — com tempo médio de 6 a 10 horas. Já os de corrente contínua (DC), mais rápidos, ainda são minoria.

Instalação em condomínios

Muitos consumidores relatam dificuldades para instalar carregadores em suas vagas. O aumento da carga elétrica pode exigir reforço na infraestrutura do prédio e aprovação dos demais condôminos.

Desvalorização

Modelos 100% elétricos usados têm registrado perdas significativas de valor. Isso se deve, em parte, à percepção de risco com a durabilidade da bateria, à ausência de mão de obra especializada e ao custo elevado de reposição. Manutenção e assistência

O reparo de veículos elétricos exige oficinas treinadas e peças específicas. A oferta de serviços ainda é restrita, o que pode aumentar o tempo e o custo de conserto.

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

8. Tendências no Brasil

e no mundo

As baterias de íon-lítio, usadas na maioria dos veículos eletrificados, podem ser recicladas em até 100%. Empresas especializadas já atuam no Brasil e estão preparadas para atender à futura demanda do setor automotivo.

Embora não exista ainda uma política nacional consolidada para o descarte de baterias veiculares, há soluções viáveis sendo discutidas, como a criação de sistemas de logística reversa e a ampliação do mercado formal de reciclagem.

A tecnologia dessas baterias não é nova: é a mesma usada há mais de 20 anos em celulares e notebooks no Brasil. Isso significa que já existe conhecimento técnico e infraestrutura industrial para sua coleta e reaproveitamento.

Outro caminho promissor é a chamada segunda vida da bateria, quando ela deixa de ser usada no veículo, mas ainda pode servir como armazenador estacionário de energia para empresas ou sistemas solares.

A construção de uma cadeia sustentável para as baterias — da produção ao reuso e reciclagem — será determinante para que a eletrificação de fato reduza impactos ambientais e contribua para um futuro mais limpo.

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

Ciclo de vida das baterias

Produção

As baterias de íon-lítio utilizam os mesmos materiais presentes em celulares e notebooks: lítio, cobalto, níquel e outros metais nobres. O processo de fabricação exige cuidados ambientais e alto controle técnico.

Reciclagem

Baterias antigas são trituradas e separadas em componentes como plásticos, metais e a chamada massa negra — pó rico em lítio, cobalto e níquel, que pode ser reaproveitado na fabricação de novas baterias.

Uso no veículo

Durante sua vida útil (em média de 10 a 15 anos), a bateria alimenta o motor elétrico. A performance vai diminuindo com o tempo, mas é monitorada por sistemas eletrônicos que preservam sua segurança.

Segunda vida

Mesmo após o uso automotivo, a bateria ainda pode ser reaproveitada como armazenador de energia em sistemas estacionários — como os que abastecem casas, empresas ou usinas solares.

Valor ambiental

O reaproveitamento de baterias reduz a extração de minérios e a emissão de gases do efeito estufa, tornando o ciclo mais sustentável. A reciclagem é economicamente viável e já conta com empresas atuando no Brasil.

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

9. Glossário

Este glossário reúne de forma simples os termos mais usados quando o assunto é mobilidade elétrica. Uma leitura rápida para ajudar consumidores e jornalistas a entender melhor esse novo cenário:

• BEV (Battery Electric Vehicle)

Veículo 100% elétrico. Utiliza apenas motor elétrico, sem motor a combustão. Precisa ser recarregado em fonte externa.

• HEV (Hybrid Electric Vehicle)

Veículo híbrido. Combina motor a combustão com motor elétrico. Não é recarregado na tomada — a bateria se regenera durante o uso.

• PHEV (Plug-in Hybrid Electric Vehicle)

Veículo híbrido plug-in. Também combina motor elétrico e a combustão, mas pode ser recarregado na tomada. Tem maior autonomia elétrica que o HEV.

• Autonomia

Distância que um veículo elétrico consegue percorrer com uma carga completa de bateria.

• Recarga AC / DC

AC (corrente alternada) é a recarga lenta, mais comum. DC (corrente contínua) é a recarga rápida, disponível em poucos eletropostos.

• Regeneração de energia

Sistema que converte a energia das frenagens em carga elétrica, ajudando a recarregar a bateria durante o uso.

• Eletroposto

Local com infraestrutura para recarregar veículos elétricos. Pode estar em shoppings, estacionamentos, postos ou rodovias.

• Segunda vida da bateria

Reutilização da bateria fora do veículo, como fonte de armazenamento de energia para imóveis ou empresas.

• EPI (Equipamento de Proteção Individual)

Equipamentos obrigatórios para profissionais que atuam no transporte ou reparo de veículos eletrificados, devido à alta voltagem.

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

10. Conclusões

A mobilidade elétrica é um caminho sem volta. Os veículos eletrificados oferecem ganhos ambientais, menor emissão de poluentes, novas tecnologias e, com o tempo, redução de custos operacionais. Mas para que esse movimento avance de forma sustentável, é preciso ação coordenada entre poder público, setor privado e consumidores.

No poder público, é urgente ampliar a infraestrutura, garantir padrões técnicos para recarga, incentivar reciclagem de baterias e orientar políticas que reduzam custos, riscos e assimetrias.

sistemas eletrônicos, reparos estruturais específicos e procedimentos de segurança — fatores que influenciam diretamente o preço final do seguro e exigem atualização contínua.

Com maior escala, eficiência, padronização e concorrência saudável, esses custos tendem a se equilibrar. O avanço dos eletrificados depende da cooperação entre todos os setores.

O Brasil tem potencial e oportunidade para construir um modelo próprio, alinhado à sua realidade, mas com os olhos voltados para o futuro.

No setor privado, montadoras, oficinas e empresas de energia devem expandir serviços, fortalecer a rede de assistência, acelerar a disponibilidade de peças e difundir treinamento especializado.

Já as seguradoras seguem fazendo a sua parte: adequando produtos às exigências dos eletrificados, cujas indenizações incorporam itens de alto valor, como módulos de bateria,

Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro

Veículos eletrificados:

O que você precisa saber

Seguro para eletrificados

Exige coberturas específicas, como para baterias e reboque adequado. O seguro é peça-chave para a confiança do consumidor.

Desafios no uso residencial

Instalação de carregadores em condomínios exige adaptações técnicas e diálogo entre moradores.

Cenário

brasileiro

Crescimento Global Reciclagem de baterias

Países como Noruega, China e membros da UE lideram a adoção com incentivos e infraestrutura sólida.

Manutenção e oficinas

Exige rede especializada e peças específicas. Reparos ainda são mais caros e menos acessíveis.

Vendas em alta, mas com desafios em infraestrutura, preço e assistência técnica.

Infraestrutura de recarga

Expansão acelerada, mas ainda concentrada nas regiões Sul e Sudeste.

A carga rápida (DC) ainda é minoria.

Já há empresas prontas no Brasil. Baterias podem ser reaproveitadas ou recicladas quase integralmente.

O que o consumidor quer saber Oportunidade para o Brasil

Autonomia, tempo de recarga, depreciação e durabilidade da bateria estão entre as principais dúvidas.

Com políticas públicas bem definidas, o país pode avançar com equilíbrio entre inovação e sustentabilidade.

ROTEIRO E TEXTO FINAL

GRUPO DE TRABALHO DE VEÍCULOS ELÉTRICOS DA COMISSÃO AUTO DA FENSEG

Rua Senador Dantas, 74 | 12º andar

Centro | Rio de Janeiro | RJ

CEP: 20031-205

Tel: (21) 2510.7777

www.cnseg.org.br

Rua Senador Dantas, 74 | 8º andar

Centro | Rio de Janeiro | RJ

CEP: 20031-205

Tel: (21) 2510.7770

www.fenseg.org.br

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Veículos Eletrificados: desafios e oportunidades para o seguro by CNseg - Issuu