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FEVEREIRO DE 1960
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SUMÁRIO
FEVEREIRO DE 1960
ANO XX
REVISTA DO I I DE RESSEGUROS DO BRAS L
INSTITUTO
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N. 119
Introdução à teoria matemática do seguro; J. J. de Souza Mendes, col. 3 — Risco—a ciência do seguro: David Campista Filho, col. 31 — Conselho Técnico do I.R.B.; notícia, col. 39 — A evolução do ramo Lucros Cessantes; Ariby Eugênio Leal, col. 49 — Idéias, fatos e opiniões, col. 55 — V Con gresso Nacional das CIPAS, col. 61 — O serviço social na formação do «espírito prevencionista»; tese; Edith C. Magalhães, col. 69 — Resseguro Vida em Grupo; Hamilcar S. C. de Barros, col. 79 — A análise do pro cessamento e as emprêsas de seguros; tese; Herminio A. Faria, col. 89 — Notas sôbre a simplificação do seguro de transporte rodoviário de merca dorias; tese; Emílio Milla e Girolamo Zirotti, col. 109 — A subjetividade do «eu acho»; tese; Flávio C. Sá, col. 119 — Cobertura da possibilidade de ca tástrofe em riscos diversos e tumultos; tese; Ayrton L. Dornelles, col. 127 — Publicações de relatórios e balanços; tese; Antônio Regis da Silva, col. 135 — Pareceres e decisões, col. 141 — Dados Estatísticos: Análise do mercado segurador brasileiro, col. 147 — Boletim Informativo da D.L.S., col. 165 — Boletim do I.R.B., col. 173 — No ticiário do Exterior, col. 185 — Noti ciário do País, col. 187.
Realizou-se em novembro do ano passado a XII Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho, certame, oficial criado por Decreto do Poder Executivo, lima parte do seu programa foi dedicado às CIPAS, que cm Porto Alegre se reuniram em seu V Congresso Nacional, acontecimento de que damos, em outro local desta edição, detalhado noticiário. Êsscs conclaves anuais têm, para a nação, uma importância c uma significação que, infelizmente, ainda não foram ampla e suficientemente compreendidas. Dai o esforço, por todos os títulos digno de louvor, que vem empreendendo a Divisão de Higiene e Segurança do 1 rabalho, no sentido de difundir e vulgarizar a prevenção de acidentes, de modo a criarem-se condições c mentalidade para a generalização da sua prática racional entre nós. Além dos benefícios de ordem social que proporciona, eximindo o tra balhador c seus dependentes de amargos infortúnios, a prevenção de acidentes tem ainda uma alta importância econômica. Sôbre êste último aspecto falou bem. e com muita oportunidade, o Dr. Angelo Mário Cerne, Conselheiro Técnico do I.R.B. c Presidçnte da Federação das Emprêsas de Seguros. Discursando na Sessão Solene de abertura da XII Semana de Prevenção de Acidentes, disse S. Sa.: «Não me furtarei, entretanto, a uma referência especial ao papel que, na atual conjuntura econômica nacional, desempenha a prevenção de acidentes. Encaminhado o pais no rumo da industrialização e do desenvolvimento, um poderoso óbice, no entanto, se antepõe aos nossos anseios de progresso: a inflação. Sc não impede o desenvolvimento pelo menos o retarda consi deravelmente. A inflação é fenômeno complexo. Não o discutem, atualmente, tão só os técnicos e economistas, mas pràticamente todo participante da vida eco nômica nacional. O tema, controvertido entre os próprios mestres da ciência econômica, aguça a curiosidade dos leigos e, entre estes, semeia naturalmente ainda maior c mais acalorada divergência opinativa. Mas a verdade, afinal, é que, cm meio a tantos antagonismos de apre ciações c conclusões, há pelo menos um ponto pacifico em matéria de inflação. E a crença unânime de que um dos instrumentos, entre outros que simultanea mente devem ser usados para o saneamento monetário, há de ser o aumento da produtividade. Friso bem que não se trata de aumento da produção, fórmula tão cncontradiça no receituário de economistas «soi-disant», mas do aumento da produtividade. lá uma diferença substancial entre os dois conceitos. IIm dignifica o incremento puro e simples do volume físico da produção sem efeito desinI acionário, suscitando expansão paralela da procura monetária. Outro, ao C?nirariOf enccrra a idéia de aumento das quantidades produzidas sem aumento c e espesa, o que implica a baixa de custos c de preçod, pelo uso de maquinaria aperfeiçoada, de métodos mais eficientes de trabalho c de técnicas mais aperfeiçoadas. Essas noções, aliás, são corriqueiras nos estudos econômicos. Mad o que cm gera não se salienta — e aqui o faço com redobrada ênfase — é que prei ençao e acidentes constitui-se em fator de suma importância para atimen o u produtividade. Como conceber a melhoria desta, sem a redução acarretam? C 2Oras trabalho e dad elevadas despesas que os acidentes
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^.nan<^° ° desenvolvimento econômico assume o caráter de drua °s anseios e aspirações do nosso povo, não é possivet à n°SCa ntã Protiraina<?ão dêsse desenvolvimento: o combate prevenção de acidentes».3 produtividade e a generalização das práticas da
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Introdução à teoria matemática do seguro J. J. de Souza Mendes, M. I. B. A. Diretor do Departamento Técnico do I.R-B.
(Continuação) II — Elementos de Álgebra Moderna e Topologia
1 — Introdução Neste número prosseguimos a série de artigos destinada a proporcionar aos nossos leitores, de maneira sucinta e elementar, as bases para o estabeleci mento de uma nova Teoria Matemá tica do Seguro.
Com a mqdernização da Matemática, da Estatística e do Cálculo das Pro babilidades, impõe-se a estruturação de uma nova Teoria do Seguro, que acom panhe as novas idéias, a fim de situar a técnica securatória no atual estágio do desenvolvimento cientifico. Infelizmente, o desconhecimento da matemática e da estatística modernas, entre os que se ocupam da parte téc nica da admirável instituição do seguro, é pràticamente completo. Daí a ne cessidade que sentimos de fazer pre ceder a teoria do seguro de vários conhecimentos preliminares básicos, sem os quais é impossível fazer com que as bases do seguro evoluam, para que a instituição possa vencer o enorme atraso em que se encontra face à rea lidade do presente momento, em que a Ciência e a Técnica atingem a um grau de desenvolvimento antes nunca imaginado.
N' 119 - FEVEREIRO DE 1960
Colocamo-nos inteiramente à dispo sição dos leitores da «Revista do IRB» para discutir qualquer dos pontos que vameo abordar neste e nos artigos que se vão seguir. Tôda a correspondência jdeverá ser encaminhada à Redação da Revista será respondida no primeiro número após o seu recebimento. Po derá ser firmada com pseudônimo, sem necessidade de identificação do autor da consulta.
A todos, assim, que quiserem apreen der construtiva e honestamente, as novas idéias, daremos a nossa modesta cooperação sem vaidades e sem cabotinismo. Quando não pudermos [discutir um assunto por deficiência de nossa parte ou por ignorância da matéria, confes saremos tal fato e encaminharemos a consulta a quem melhor do que nós possa respondê-la. Essas disposições justificam, parecenos, o tom polêmico que daremos em nossos artigos a certas questões de base da matemática e da estatística modernas.
2 — Leis de composição internas e externas. Damos o nome de lei de composição interna sobre um conjunto E a uma aplicação de ExE em E.
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Uma lei de composição interna é pois uma função f cuja variável é o par ordenado (x.y) G ExE. O valor da função f para um par qualquer (x,y) G ExE é f(x,y) que toma o nome de composto de x e de y para a lei considerada.
A lei de composição é dita «definida em todo o dominio» (partout définie), quando a todo elemento de ExE po demos associar um elemento de E.
Ao invés de í as leis de composição se representam habitualmente por um sinal separando x e y e um sinal de igual entre os elementos do par e o composto Desta forma se f(x,y) — z escrevemos:
xT y — z sendo T o sinal da lei de composição. O sinal T pode ser substituído, con forme o caso, por + (a lei de compo sição se chama adição), por x (mul tiplicação). etc. Ao composto no caso de a lei ser assinalada aditivamente denominamos soma, no caso de o sinal ser x o composto denomina-se produto.
Aos elementos x. y do par, elemento de ExE, denominamos parcelas (no caso da adição), fatores (mais comumente no caso da multiplicação), têrmos ou sujeitos da lei de composição. Ao composto z, valor da função para (x.y). chamamos também, resultado. Neste caso a lei de composição e cha mada operação; z será assim o resul tado da operação. Sejam X e Y duas partes quaisquer de E. ao conjunto dos elementos x T y de E tais que:
xGX e y GY
representaremos por:
X
t
Y
Munir um determinado conjunto de uma ou várias relações e leis de com posição é conferir a ésse conjunto, uma estrutura. Uma estrutura é assim definida pelas propriedades ou pelos axiomas, que regem as suas relações ou leis de com posição. Qualquer lei de composição entre elementos de um conjunto E define uma estrutura sõbre êsse conjunto. Dizemos, ainda, que a estrutura é de terminada sõbre E pela lei de compo sição.
O objeto da álgebra moderna é o estudo das estruturas definidas por uma ou várias leis de composição entre elementos de um ou de vários con juntos. As estruturas que são estudadas pela álgebra são chamadas estruturas al gébricas .
Entre as leis de composição que podem determinar, sõbre um conjunto, uma estrutura, estão também, as cha madas leis de composição externas. Dizemos que sõbre um conjunto E existe uma lei de composição externa, quando a todo elemento a G E e a todo elemento de um outro conjunto JCL, podemos associar um elemento b GE.
O conjunto TY_é chamado conjunto de operadores ou dominio de operado res da lei de composição. Uma lei de composição externa é pois uma aplicação f de jTLx E, em E O valor de f para um par qualquer ( a) é chamado composto de <=<
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c
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c de a. Segundo a definição que demos de lei de composição externa podemos escrever:
f será isomorfismo de E sôbre F quan do c = a’ _1_ b* ou:
f( X , a) = b
2.1 — Noção geral dc isomorfismo Seja E um conjunto munido de uma estrutura determinada pela lei de com posição interna T Seja F , outro conjunto munido, também de uma es trutura determinada pela lei de compo sição interna J_ . Suponhamos que existe uma aplicação biunívoca f de E em F, ta) que para todo o x C E cor responde um: y c F : x---- > y = f (x)
Se para qualquer x CE e x* C E tivermos: f(x T x) = f(x) _JL f(x*)
dizemos que E e F são isomorfos (relativamente às leis "T de E e _L de F) e que f é um isomorfismo de E sobre n X ■ Em outras palavras: Dois conjuntos E e F são isomorfos quando:
a) entre êles há uma correspondên cia biunivoca:
b) a correspondência é compatível com as relações e as leis de composição definidas sôbre E e F. Se a. b e c pertencem a E e a’, b. c pertencem a F, de tal modo que: a------ >a*. b---- >b* e c----- > c’
ou: a------ > a’ = f(a); b —---- > b' = f (b) e c------ >c = f (c) e se a T b x c,
Mo 1Í9 — FEVERÊÍ&O DE 1960
f(c) = f(aT b) = f(a) JL f(b) De acordo com as definições que es tudamos anteriormente (Elementos da Teoria dos Conjuntos), podemos acres centar que se f é um isomorfismo de E sôbre F, f_1 é também um isomor fismo, mas de F sôbre E.
2 2 — Composto de uma sequência de elementos Seja a família:
<Xx)o<t-A de elementos de um conjunto E defi nida pelo conjunto de índices À e pela aplicação:
(Xx)e<eA 0 serão semelhantes se A e B possuírem uma estrutura e se houver um isomor fismo f de A sôbre B tal que: Para tQdo XGA. Para representar o composto de uma seqüéncia de elementos usamos os si nais T e J_ , porém em um tamanho maior. Seja a seqüéncia: x. =
f (K)
(x«
Da mesma maneira teríamos:
de elementos de E na qual A = CiU CjU ...U Cp
p
i-i
sendo
T
Se tivéssemos outra lei de composi ção J_ poderíamos escrever: = xc. -L xc2 -L <.. -L xCp
Se a lei de composição fôsse assina lada aditivamente, escreveríamos ao invés de:
c
Toul,
xc2d-..- +
o<CA +xcp
Se a lei fôsse a multiplicação escre veriamos: 3TC X
+ x3 +... + xp
e
Xi = Xi.X2. . -Xp
i «• 1
2.3 — Propriedades mais comuns das leis de composição,
x^ = xqjT xc„T ... T xcP
J_ x KC A
xí = xi p
Ci, Cs... Cp conjuntos ordenados e disjuntos. O composto da seqüéncia seria:
°<---- >X , de A em E. Se o conjunto A é finito, a família diz-se finita. Se além de finito, A é um conjunto totalmente ordenado, a família toma o nome particular de seqüência de elementos de E. Duas famílias de elementos de um mesmo conjunto são ditas semelhantes quando seus conjuntos de índices, além de possuírem cada um, uma estrutura, apresentam um isomorfismo f do pri meiro sôbre o segundo. Assim, por exemplo:
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~~~ Xq i . XCj ... XCp
Associatividade,
a)
Uma lei de composição é associativa quando, quaisquer que sejam os ele mentos x, y e z, de um mesmo conjunto E, temos: (xTy)T z = xT (y T z)
Quando em uma lei associativa todos os têrmos de uma seqüéncia de n ele mentos são iguais a um mesmo elemen to x E seu composto poderá ser re presentado por; n
Ke a
Tx=xTxT...T x para a lei associativa T n J_x = x-Lx-L...Jl X para a lei _L
Seja; N = {1, 2, 3,...}
o conjunto dos números naturais, seja o subconjunto i de N, finito, cujos ele mentos são os de N compreendidos no intervalo fechado [|, p] isto é:
O composto da seqüéncia (xj) pode ser representado das seguintes maneiras: T Xj = xiT xaT ... T xp
nx = x+x+... + x para a lei aditiva. Dando mais generalidade a essas no tações poderiamos escrever: Ni+Ní+.+Np
T
/Ni
\
/N,
\
/Np
e em conseqüência: ou ainda
Tx=t(tx) =
> <p p
T Xi — xiT XíT ...T Xp. í‘a 1
\
x=(tx)t(tx)t...T^)
ou
> C. [1, p]
Txi = xiT xj T...T xp
xn = x. x. ... x para a lei mul tiplicativa .
= (tx^t(tx^T...t(tx)
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No caso da lei multiplicativa te ríamos:
xm+nj+...+np — (x111). (xm) .
(xnp)
xpa = (xn)p = (xn) (xn).. .(xn) Para o caso da lei aditiva:
(n i+n2+... np)x = (n. x)+(n 2x)+... + (npx) pn x = p(nx) = (nx) + (nx) + ... +(nx).
e por associatividade:
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Como conseqüência dêste teorema podemos afirmar que
leva-nos a estabelecer que: o Tx = e. Isto nos permite tirar as seguintes conseqüências:
x T (yT z) = y T (xTzj
m Tx
e como x e z são permutáveis: xT (yTz) = y T (z T x) e, finalmente, por associatividade:
xT (yT z) = (yT z)T x
que demonstra o teorema. b)
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n c Tx
são sempre permutáveis qualquer que seja x e quaisquer que sejam os intei ros m e n maiores que zero.
c)
a) a restrição que impusemos no teorema 2 de que m e n fossem maiores que zero, pode ser levantada. O teore ma 2 e sua conseqüência são verdadei ros para m*^. o e n 0.
Existência de elemento neutro
Comutatividade
Uma lei de composição T entre ele mentos de E é dita comutativa se para qualquer x E E e para qualquer y € E temos :
xT y = yT x No caso das leis comutativas os ele mentos x e y que verificam a igualdade x T y = y Tx são ditos permutáveis.
Seja uma lei de composição T entre elementos de um conjunto E. Chama mos elemento central de E a todo ele mento que é permutável com todos os outros elementos de E. Ao conjunto dos elementos centrais denominamos centro de E.
Teorema 2 — Seja uma lei de com posição associativa T entre elementos de um conjunto E. Se x e y são per mutáveis, serão também permutáveis: m n Tx
e
Ty
quaisquer que sejam os inteiros m e n maiores que zero.
Com efeito, se x Ty = yT x temos sucessivamente:
(T«)T(fy) = (T'xT,y)T(xT Ty) ou: ( Tx)T (f y) = (yT Tx) T (t y T x) e:
Teorema 1 — Seja uma lei associati va T . Se o elemento x é permutável com o elemento y e é também permutá vel com o elemento z, êle será permutá vel com y T z.
Isto é, se tivermos x T y = y T x e x T z = z T x em a lei sendo asso ciativa teremos: x T (yT z) = (y T z) T x
Ora, com efeito, pela associatividade podemos escrever:
x T (y T z) = (xT y) T z e como x e y são permutáveis:
xT (yT z) = (yT x)T z
Um elemento c de um conjunto é dito elemento neutro para uma lei de composição T quando para qualquer que seja o elemento x do conjunto ti vermos :
b) o elemento neutro para a adição será 0.x «- 0 e o elemento neutro para a multiplicação será x° = 1 d)
xTe=eTx=x O elemento neutro è assim permutá vel com todos os elementos do conjun to. Então quando existe, o elemento neutro c um elemento central.
Um elemento a de E é dito regular para a lei de composição T se quais quer que sejam:
Teorema 3 — Se e é elemento neutro para uma lei de composição T êle é único.
aTx = alyouxTa = yTa implicam x = y
x €E e y € E, as relações:
Se a é um elemento regular, dizemos que as igualdades acima se podem «simplificar» por a ou ainda no caso de todos os elementos serem regulares, que é válida a «lei de simplificação» para a lei de composição considerada.
Com efeito, vamos admitir que exis tisse para T um outro elemento neutro e’. Então por definição teríamos:
( Tx)t (fy)=(TyTTx)T(TyT Tx)
x T e’ = e’ T x = x para todo e qualquer x se x = e teríamos:
e supondo sem perda de generalidade que m > n:
e T e’ = e* T e. Por outro lado e sendo elemento neutro teríamos:
(Tx)T(fy)=.(fyT Tx)t(tx)
xTe=zeTx = x para todo o x e no caso de x — e‘:
e por associatividade: (Tx)T(fyj = (fyjT(TxT Tx)
(Tx)T(ty)-(Ty)T(fx)
Note-se que as igualdades a T x = aTy e xTa = yT a não im plicam por si sós a relação x = y. Há casos em que as igualdades se verificam e x=5^zy; por exemplo: a = 0 eTé a multiplicação.
qüêncía como e T e’ = e c eT e' — e , e= e
e finalmente:
Existência de elementos regu lares .
c.q.d.
A igualdade: /0
\
/ 0
\
/ m
\
Tx = Tx=(Tx)tI[Tx]I = (Tx)t(Tx)
c)
Existência de elementos simé tricos .
Seja a lei de composição T entre ele mentos de E, que admite para T o elemento neutro e. Dizemos que um
como queríamos demonstrar.
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Com efeito se x é permutável com y podemos escrever
um dos elementos x^ de uma seqücncia:
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elemento x’ € E é simétrico de um elemento x C E se:
xT x’ = x'T x = e Um elemento x é simetrizável se existe um elemento simétrico de x.
Teorema 4 — Seja f um isomorfismo de E sóbre F. Em E é definida a lei de composição T para a qual existe em E o elemento neutro e. Seja ainda: x’ € E o simétrico do elemento x de E. Para a lei de composição J_ em F teremos: a) o elemento neutro será f(e);
b) f(x’) é o simétrico de í(x). Com efeito se f é um isomorfismo de E sóbre F teremos: l a) f(xT e) = f(x)J_f(e) ora
métrico x’ C E. êste simétrico é único e x é um elemento regular para a lei T. Com efeito vamos admitir que x” fôsse outro simétrico de x. Teríamos então: x T x” = e mas como:
x T x* = e
xTx” = xT x’ x’ será igual a x’ no caso de x ser elemento regular. A demonstração completa deste teorema será, então, feita ao demonstrarmos que x é re gular.
Com efeito, x’ sendo por hipótese simétrico de x, vamos admitir que: xT y = xT z
f(x) = f(x) _L f(e) . Por outro lado: f(eTx) = f(e) JL f (x) e como
x’T (xT y) = x’T (xT z)
e:
eTx = x f(x) = f(e)JLf(x) f(e) é então o elemento neutro em F.
b) Da mesma forma podemos es crever: f(x T x’) = f(x) JL f(x )
e por associatividade:
(x’T x)T y = (x‘T x)T z e: eT y = eTz
e finalmente:
y = z o que prova que x é regular e que o simétrico x* = x” é único.
o que mostra que cm sendo f(e) o elemento neutro em F, f(x ) e f(x) são simétricos.
Deste teorema concluímos: se *x ad mite o simétrico x’, o simétrico de x’ será x; o simétrico do elemento neutro e é o próprio e; se x é um elemento regular, x' também o será. Esta última conclusão pede tomar outro aspecto pelo:
Teorema 5 — Se a lei de composi ção T . entre elemento de E, possui um elemento neutro e e é associativa, c se um elemento x C E possui um si
Teorema 6 — Se para uma lei as sociativa x e x’ são simétricos e se x é permutável com y, y será permutável com x\
f(e) = f(x) J_ f(x’) ou ainda:
f(x’T x) = f(x ) _L f(x)
f(e) = f(x') _L f(x)
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donde:
x'T(xTy)Tx’ = x’T(yTx)
de elementos de E tem um simétrico x^, , o composto:
T x’ ou por associatividade:
T
(x’T x)T y T x = x’T y T (x T
Esta igualdade não se altera se acres centarmos de um mesmo lado um mes mo elemento. Então.
xT e = x
xT y == yT x
A
tem para simétrico o composto:
x’) ou:
c T y T x’ = x‘ T y T e yT x* «= x’T y
ou:
c.q.d.
Teorema 7 — Se a lei de composi ção T é associativa, possui um elemen to neutro c e se x e y tém simétricos, xT y terá também um simétrico que e: y T x’.
Com efeito:
(y T x’)T(xT y) = y T (x’T x)
Ty ou:
(y’T x) T (xTy) = y’TeT y ou: (y’T x’)T (xT y) = y’T y = e
Da mesma maneira:
(xTy)T(yTx’) = xT(yTy’)Tx* (xT y) T (y’T x) = xT eT x* ou:
(xTy)T (y’Tx’) = xTx’ = e o que demonstra que y’T x‘ é o simé trico de x T y.
Em conseqüência do teorema 5 xTy e y* T x’ são elementos regulares.
O resultado a que chegamos pelo teorema 7, se estende por recorrência a mais de dois elementos, bastando somente verificar a sua ordem. Daí, o seguinte:
Corolário 1 — Seja a lei de compo sição T associativa sóbre E, se cada
T < «^CA* O conjunto A’ de índices deste úl timo composto é o conjunto, totalmen te, ordenado, deduzido de A em se trocando a ordem de A pela ordem oposta. Em particular, se x c x’ são simén n tricôs, Tx e T x’ também o serão
para todo inteiro n [)
O.
Distributiuidade de uma lei em relação a outra.
Sc tivermos duas leis de composição T e J_ dizemos que a primeira lei é distributiva em relação à segunda:
a) à direita, quando: xT(ylz) = (xTy)JL(xTz)
b) à esquerda, quando: (y-Lz)Tx = (yTx)x(zTx) Quando a lei é distributiva à esquer da e à direita dizemos que a lei é du plamente distributiva.
2.4 — Estabilidade — Leis e es truturas induzidas. Uma parte A de um conjunto E é dita estável para uma lei de composi ção interna, quando o composto de dois elementos de A pertence sempre à A.
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Dizemos também que a parte estável A é um subconjunto fechado em rela ção à lei de composição considerada.
esta lei), é evidentemente também as sociativa .
Para que uma parte Tde um con junto F (E) de partes de E possua um menor elemento é necessário e suficiente que a interseção dos con juntos pertença a . Esta interse ção é o menor elemento. Pois bem. a intersecção de uma família de partes estáveis de E é, òbviamcnte. uma parte estável, porque sendo a lei T definida sôbre E, as partes estáveis podem ser ordenadas por inclusão. Dada uma par te estável, ela conterá ou será contida em outra parte estável, assim sendo dada uma parte qualquer X de E (não necessàriamente estável) haverá sem pre uma menor parte estável Z que conterá X. Como Z é estável ela con terá todos os compostos que se podem formar com os elementos de X. Assim podemos escrever. TXC Z OO
Quando se verifica essa condição diz-se que a parte estável Z de E é gerada por X. Desta forma: «para uma lei associativa T sôbre E. a parte estável gerada por uma parte X de E é: TX.» Seja T uma lei de composição de finida entre elementos de E. seja F uma parte estável de E para essa lei. A restrição de T a F é uma lei de composição definida em todo o do mínio (de F).
Dizemos que a lei de composição sôbre F é a lei induzida sôbre F pela lei T . A lei induzida por uma lei associati va T sôbre uma parte estável (para
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Teorema 1 — Seja uma lei associa tiva T entre elementos de um conjun to E. Se todo elemento de uma parte X de E é permutável com todo ele mento de outra parte Y de E, todo elemento da parte estável gerada por X é permutável com todo elemento da parte estável gerada por Y. A demonstração déste teorema se obtém observando o resultado a que chegamos pelo teorema 1 do item 4. Raciocinando por recorrência sôbre o número n de elementos (o teorema 1 do item 4 demonstra o caso em que n = z). Chegamos assim fàcilmente à conclusão de que se um elemento é permutável com n outros, éle será per mutável com os compostos que se po dem obter desses n elementos. Desta forma se cada elemento de X é per mutável com todos os elementos de Y, cada elemento de X será permutável com os elementos da parte estável: TY. Da* mesma maneira como todo ele mento de Y é permutável com todo elemento de X. cada elemento dc Y será permutável com todo o elemento da parte estável:
TX. Em OO conseqüéncia todo elemento de T x é permutável como todo ele mento de: TY c.q.d.
Corolário 1 — Se todos os elemen tos de uma parte X de E são permu táveis dois a dois para uma lei asso ciativa T, a lei de composição indu zida por T sôbre: °o T X é associativa e comutativa.
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Nota sôbre elemento neutro — Seja e o elemento neutro para uma lei de composição T entre elementos de E. Se uma parte estável F de E contém e êste será o elemento neutro para a lei induzida porT sôbre F. Se F não contém e pode existir um elemento e' neutro para a lei induzida. O mesmo se pode verificar quando não existe elemento neutro para a lei T .
e elementos xEF. Dizemos que o. lei de composição externa sôbre F é a lei induzida sôbre F pela lei J_ .
Nota sôbre elementos regulares e elementos simétricos — Para uma lei associativa T verificamos: 1°) O conjunto dos elementos re gulares é estável: 29) O conjunto dos elementos simetrizáveis é estável.
Quando, sem qualquer esclarecimen to, falarmos da lei induzida por_L sô bre uma parte estável F de E, suben tendemos que:
v = _n_ Quando considerarmos o caso em que F = E e^C Ct dizemos que a lei induzidas sôbre os conjuntos e E é obtida por restrição ao domínio de operadores.
Conjugando as noções que vimos de estabelecer para as leis de compo sição internas e externas, podemos es tabelecer para as estruturas algébricas Uma parte A de um conjunto E é o seguinte: dita estável para uma lei de compo Seja um conjunto E munido de uma sição externa _L entre operadores: estrutura algébrica, uma parte A de E será considerada estável em relaçãoà estrutura de E quando ela é estável e elementos x €. E. quando o composto para cada uma das leis de composição °<-L x pertence sempre à A. que definem a estrutura de E. Dizemos também, que a parte está De forma análoga cada uma parte vel A é um subconjunto fechado em X de E haverá uma menor parte es relação a lei de composição externa tável Z de E que contém X. A parte considerada. Z será dita gerada por X. De maneira análoga a que vimos Sendo dado um conjunto E munido para as leis de composição internas, de uma estrutura algébrica e sendo F dada uma parte X, haverá sempre uma uma parte estável de E para a estru menor parte estável Z de E que con tura dada, chamaremos de estrutura tenha X e que é dita gerada por X. induzida sôbre F, pela estrutura de E, Seja JL uma lei de composição ex a estrutura determinada pelas leis de terna definida entre operadores: composição induzidas sôbre F pelas leis de composição que definem a es -<e n e elementos x C. E, seja F uma parte trutura de E. estável de E para essa lei. A restrição Em casos que tais diz-se comumente de -L à x F é uma lei de composição que a estrutura de E prolonga a es externa definida em todo o domínio trutura que ela induz sôbre F. entre operadores: Seja uma lei de composição interna o< T definida entre elementos de E. Di-
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remos que esta lei é estável para uma relação de equivalência R quando tendo: x=x* (R) e y = y* (R) tivermos também: xT y=x T y* (R)
Neste caso dizemos também, que a relação de equivalência é compatível com a lei T . Seja uma lei de composição externa I entre operadores e elementos x CE. Dizemos que esta lei é estável para uma relação dc equivalência R entre elementos de E, quando tendo:
x=x* (R) tivermos também: X x=<=<± x’ (R). Em tal caso dizemos também que a relação de equivalência é compatível com a lei X .
Tõda a lei de composição interna T estável para uma relação de equiva lência R, induz sôbre o conjunto quo ciente E/R uma lei de composição in terna que é chamada quociente da lei “T por R. Tóda a lei de composição externa X estável para uma relação de equi valência R entre elementos E, induz sôbre o conjunto quociente E/R uma lei de composição externa entre os operadores:
e as classes de equivalência de E/R que se chama quociente da leiXpor R. Seja um conjunto E munido de uma estrutura algébrica determinada por leis de composição internas e externas. Dizemos que esta estrutura é estável para uma relação de equivalência R entre elementos de E, quando tôdas as leis de composição internas ou ex
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ternas que definem a estrutura de E são estáveis para R. Nesse caso dizemos também que a relação de equivalência é compatível com a estrutura de E.
Tôda a estrutura estável para uma relação de equivalência R induz sôbre o conjunto quociente E/R uma estru tura, definida pelos quocientes das leis que determinam a estrutura de E por R; à estrutura induzida sôbre E/R denominamos quociente da estrutura de E .por R. 3 — Anel — gebra
Espaço Vetorial — Ál
Duas leis de composição interna de terminam sôbre um conjunto A uma estrutura de anel quando: 1) a primeira que assinalamos T
verifica os seguintes axiomas:
1.1) dados dois elementos quaisquer x e y de A temos sempre xT y C A
1.2) a lei interna T é associa tiva, isto é. (xTy)T z = xT(yTz)
z CA
1.3) a lei T é comutativa:
xT y = yT x
1.4) existe um elemento neutro e para a lei de composição T . isto é, xT e = eTx = x 1.5) todo elemento x£A tem um simétrico x' também ele mento de A, tal que
aditivamente e a lei X multiplicativa mente. Dai a justificativa da denomi nação anel unitário (existência do ele mento 1 (uma) neutro )para a multi 2.1) dados dois elementos plicação. quaisquer x c y de A temos O elemento neutro paraT é, tam sempre bém por ésse motivo, chamado comuxXyeA mente elemento zero do anel. Um anel comutativo que não admite 2.2) a lei internaX é associati divisores de zéro chama-se anel de va, isto é, integridade. (xJ.y)_Lz = xjJyJLz) z€A Um anel unitário que seja também 2.3) a lei X é duplamente dis anel de integridade denomina-se do tributiva em relação à pri mínio de integridade. meira lei T : Seja agora E um conjunto sôbre o qual definimos uma lei de composição à esquerda interna que assinalamos aditivamente. x_L(yTz) = (x_Lyl T (x±z) Seja K um outro conjunto sôbre o qual à direita são definidas duas leis de composição (yTz)±x -- (y-Lx)T (z±x) internas, uma aditiva e outra multipli Um conjunto que possua uma es cativa, que lhe conferem uma estrutura trutura de anel diz-se simplesmente de corpo. anel . Seja E = {xhx2t...,xir..) . c Um conjunto G com uma estrutura determinada por uma única lei de com O conjunto E é um espaço vetorial posição interna T que verifica os axio quando: mas 1.1), 1.2), 1.4), e 1.5) chama1) a lei de composição interna defi se grupo. Se a lei T é também comu nida sôbre E goza das seguintes pro tativa o grupo diz-se abeliano. A lei T do anel A é assim uma lei de grupo priedades: 1 .1) Xi + X2 = X2 + X| abeliano. (comutatividade) Quando a lei X do anel A é também 2) A segunda lei de composição que assinalamòs por J_ goza das se guintes propriedades:
comutativa o anel diz-se comutativo. Quando para esta lei existe um elemen to neutro % tal que x-l-^=^-Lx = x o anel diz-se unitário. Um anel unitário no qual qualquer elemento x diferente de c (elemento neutro para T ) tem um simétrico x’ para a lei X tal que Ux ~ xXx chama-se corpo.
Em geral a lei de grupo abeliano T nos anéis e nos corpos é assinalada
1.2) xi4-(x2 + X3) == (xi + x2) + x3 (associatividade) 1 3) existe em E um elemento Q , neutro para a lei adi tiva interna, tal que x, 4- ô = © + X| = Xi
1.4) para todo xj€.E há sempre um simétrico — x, que veri fica + (—Xi) = (—Xi) + Xj= Ô
xTx’ = x’T x = e REVISTA DO I.R.B.
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2) Podemos definir uma lei de com posição externa sôbre E, que assinalamos multiplicativamente e cujo domínio de operadores é o corpo K, tal que:
Nota: Na axiomática dos espaços vetoriais é importante ter sempre pre sente, para evitar confusões perigosas, que as leis de composição sôbre E e a aditiva sôbre K, embora assinaladas da mesma maneira, são leis de com posição internas distintas. Da mesma forma, a lei multiplicativa sôbre K e a lei de composição externa são leis dis tintas, muito embora ambas sejam assi naladas multiplicativamente. Na rea lidade interferem na axiomática de um espaço vetorial quatro leis de com posição distintas: uma lei aditiva de grupo abeliano sôbre E, duas leis in ternas sôbre K — uma de grupo abeliano e outra (de grupo sôbre os ele mentos de K diferentes do elemento neutro da lei anterior — e ainda uma lei de composição externa. A notação dessas leis pode ser escolhida arbitràriamente, tendo em vista as peculiari dades dos conjuntos E e K, e sobre tudo, a comodidade operacional.
2.1) Xj (xi + x2) =°<i xi +<*) x2 (distributividade da lei externa em re lação à lei interna sóbre E) . 2.2) + Xj+®<2 Xj (distributividade da lei externa em re lação à lei aditiva definida sôbre K)
2.3) (<*2 X|) = Ki-<2) X| (associatividade da lei externa em re lação à lei multiplicativa sôbre K) . 2.4) e Xi = x, (e — elemento neutro para a multipli cação sôbre K — é também neutro pa ra a lei externa. Em geral o corpo K é comutativo. Há porém certos problemas que se baseiam ém espaços vetoriais sôbre um corpo qualquer. Quando K não é co mutativo a propriedade 2 3 caracteriza um espaço vetorial à esquerda. Se 2.3 fôsse:
(Xí^2)^1 = Xif^oC)) ou ^lí^XoxO = (^r<i)x, levaríamos um espaço vetorial à direita.
Os elementos de E XfX2-..
Xf
.,
são chamados vetores. E os elementos I .... de K são chamados escalares.
Quando os escalares pertencem ao corpo R dos números reais E é cha mado espaço vetorial real, se K é o conjunto C dos numeros complexos o espaço E é denominado vetorial com plexo.
Essa comodidade, no entanto, não deve chegar ao exagéro que hoje se veruíica principalmente entre os auto res norte-americanos, de fazer confun dir as 2 leis aditivas e as duas leis multiplicativas e ainda introduzir a ab surda equivalência entre o elemento ô de E e o elemento neutro para a adi ção sôbre K, O.
Para evitar qualquer mal entendido vamos repetir a axiomática de espaço vetorial assinalando diferentemente as quatro leis de composição. Assim seja T a lei de grupo abelia no sôbre E, JL a lei de composição ex terna e + e. as leis internas sôbre K.
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um anel estabelecemos que E é uni espaço vetorial sôbre A devemos in troduzir na definição de E como álge bra, a axiomática referente à segunda lei de composição interna do anel E, mantendo o axioma 5). Desta forma o conjunto E é uma álgebra sôbre um corpo comutativo K (x* simétrico de x, para a lei T ) se êle é um espaço vetorial sôbre K 2.1) o<ix(xiTx2) = KixOTÍ^jXXa) e se sôbre éle pode ser definida uma 2.2) (^i + ^-Lxí = (oCi±Xí)T(°<2 J-Xj) segunda lei de composição interna, as observe-se que a lei -|- do corpo é dis sinalada multiplicativamente, e que ve rifique os seguintes axiomas: tribuída pela lei externa_Lem T. a) (xix2)x3= xi(x2x3) associatividade 2.3) o<i±(X2Xxi) = (^i.^JLxj da 2? lei de composição interna de E observe-se o aparecimento da lei inter b) xt (x2 + x3) = xi xí + xi x3 distri na sôbre K nesta espécie de associati butividade à esquerda da 2.a lei cm re vidade . lação à l.a c) (x2 + x3)xi = x2xí + x3xi distri 2.4) eXxj = xi butividade à direita da 2 a lei em re Seja finalmente um conjunto E mu lação à l.a nido de uma estrutura de anel. Seja d) (xix2) = (°<jXi)x2 = xi (<íx2) também um anel comutativo unitário Êste último axioma que é evidente A. Dizemos que E é uma álgebra sôbre mente, idêntico ao axioma 5) pode ser A, se E está munido de uma lei de generalizado, preliminarmente da se composição externa (assinalada mul tiplicativamente), cujo domínio de ope guinte maneira (** 1 Xj) (o<2 x2) = (-<io<2) (XiX2) radores é A e que satisfaz aos seguin ou de uma maneira mais ampla: tes axiomas:
Os axiomas que estabelecemos para os espaços vetoriais tomariam o se guinte aspecto, mais rigoroso: 1.1) XiT X2 = X2T Xj 1.2) xiT (xiT x3) = (xiT x2)T xj 1.3) xàT 0 = ÔT xj = xí 1.4) xiT x'. = xí T xí =0
O^i (Xj + x2) =®<jX1 x2 2) (°<i4-«<2) Xi =o<| Xj +o<2Xi 3Hi (o<2Xj) = (<^!®<2) Xi 4) c x, = Xj 5) o<j (xi X2) = (o<j Xi) X2 = X| (<><, X2) nos quais xj, x2,.. .x,,... são elementos de E. o< i ,«=<2,.. .oq,... são elemento unitário do anel A.
As álgebras de maior aplicação na matemática são aquelas cujo domínio de operadores é um corpo comutativo. Essas álgebras podem ser definidas a partir de um espaço vetorial. Assim se ao invés de considerarmos a álgebra E sôbre um corpo comutativo A. como
= JE(-<i*q) (xjXj)
i
j
í,»
A álgebra baseada em espaço ve torial real é chamada real. Álgebra complexa é aquela que é baseada em um espaço vetorial complexo. Se a álgebra E contém para a segunda lei de composição (a multiplicativa) um elemento neutro êste elemento é cha mado a unidade da álgebra. Diz -se que uma álgebra é comuta tiva quando a segunda lei interna sôbre E é comutativa, isto é, quando Xi x2 = X2X|
Existem álgebras não comutativas. {Continua}
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Risco - a Ciência do Seguro David Campista Filho Do Conselho Fiscal elo l.R.B. ez-se do risco a ciência do segu
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ro. denominando-se a princípio a Convenção de Contrato de risco, pois que este apresentava-se como ele mento independente e fundamental objeto da operação. Outra coisa não constituía matéria e finalidade do se guro, senão o «risco, a contingência, ou perigo de deterioramento ou perda que corre ou se presume correr a coisa segurada...» no dizer do Visconde de Cayru. No irrevocável dum axioma, tornouse corrente que «o risco é um sinistro em estado de possibilidade».
Assim, o fato do possível suscitou a necessidade de prever, no instintivo humano de acautelar-se no presente contra as eventualidades dolosas do futuro.
Desde as idades mais remotas foram cs homens sempre dominados pela incoersível necessidade de prever, pois o futuro sempre pareceu, aos antigos, carregado de sombras onde se elabo rava a cólera divina que espumava nas imprecações dos profetas Elias e EseQUIEL. Nenhuma ação empreenderiam os homens antes de interpretarem os au gúrios, e os guerreiros não se empe nhavam em combate sem consultar os oráculos. De todos o mais célebre na antiga Grécia, foi o de Delphus onde Apolo, Deus da beleza, da inteligên cia, das artes e dos negócios, falava pela bôea de Pithia.
Profunda era, portanto, a angústia em vencer o tempo, adiantando-se nos dias vindouros para surpreender o des tino na urdidura de seus desígnios. Existe, contudo, o prever que brota da natureza humana, destinado a con duzir a vida à luz da experiência, se guindo as advertências do sofrimento e que se veio chamar de previdência. Esta grande virtude ensina que todo homem possui os instrumentos indis pensáveis para construção de sua feli cidade, ou ao contrário, de sua des graça se dêles mal usar. No domínio do econômico, tão vasto como a própria vida, é que o prever realiza o processo de resguar dar bens patrimoniais, oferecendo a utflidade construtiva da «previdência» que se resolve, enfim, no seguro, seu poderoso instrumento de realização.
A ansiedade no prever aguilhoada pela sedução do incerto, vinha divisar no «ser ou não ser» dum sinistro, o problema máximo que consistia no sen so de grandeza sideral, em deduzir o invisível do visível. O incerto pressupõe possibilidade de acontecimento que exprime a eventua lidade . A idéia de eventualidade opõe-se tanto à de impossibilidade como à de
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As condições de possibilidade e de certeza, porquanto somente os fatos possíveis poderão constituir objeto do incerteza implicam no caráter fortuito seguro do mesmo modo que os fatos da eventualidade. O risco constitui elemento funda incertos. mental na operação do seguro, não No concernente à incerteza, acentua somente como essencial à conclusão do Hemard, não se trata de uma absoluta, porém da incerteza econômica, enten- contrato, mas também para sua reso lução por ao mesmo estar estritamente dendo-se por fato incerto não aquêle que se produz necessàriamente fora da condicionada, a responsabilidade do previsão humana, porém o que, re segurador. A concepção dc eventualidade em sultando de acontecimento certo, per que os fatores do incerto, do possível maneceu, todavia, incerto e duvidoso e do fortuito integram a idéia do risco, o momento em que se produziu. A morte é acontecimento certo, mas o veio constituir a base sôbre a qual se momento de sua ocorrência continua edificou a ciência do seguro. no tempo duvidoso e incerto, e, por * * * tanto, a incerteza econômica exprimeUma ciência sempre resulta dum sis se na necessidade de dinheiro que foi tema de observação sóbre determina prevista no risco e que o sinistro im da ordem de fenômenos com especial põe . (1) cuidado e métodos apropriados coor Todos os bens, valores, a própria denados de modo a atingir a verdade vida, tendem para a destruição, segun indiscutível que ao observador vulgar do a sabedoria do Eclesiastes de que permaneceria ignorada. As ciências tudo acaba em desilusão e poeira, so matemáticas fornecem o exemplo mais bre tudo pairando, entretanto, a incer simples e fácil de trazer à luz a forma teza do momento daquilo que há de do procedimento cientifico. (2) vir que representa a eventualidade. Consiste no prever, a finalidade da A incerteza revela-se, pois, a grande ciência, pois quando se observa expe animadora da vida. Incisivamente diz, rimentalmente que determinados fenô então, Hemard, que — a eventuali menos são sempre acompanhados de dade consiste numa incerteza seja uns tantos outros que parecem invaquanto à realização do acontecimento, riàvelmente unidos aos primeiros em seja quanto ao momento em que o mes relação de causa e efeito, tal obser mo se há de produzir. vação se fixa de modo a permitir pre Pressupõe o risco uma eventualida ver qualitativamente e também quan de, isto é, a possibilidade de sobrevi titativamente os segundos, tôdas as vência dum acontecimento que faz sur vêzes que os primeiros se apresentem. gir uma necessidade que representava Qualquer conhecimento comum ou para o clássico Gobbi a idéia funda científico, pressupõe certa acumulação mental da cobertura do seguro. dc fatos e observações que são com parados e julgados ao influxo da razão. (1) /. Hemard — Ass. Terrs., v. Ns. 44 e seguintes.
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(2)
G. Mosca — El. di Scienza Política.
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Todavia o conhecimento comum de riva de elaboração freqüentemente es pontânea da razão, enquanto o conhe cimento científico resulta de elabora ção refletida, metódica, perseverante. (3)
Entendeu-se então que a probabili dade dum acontecimento consiste na relação dos casos favoráveis a êste acontecimento com o número total dos casos possíveis.
Deparou-se assim com o instrumento, capaz de sondar a eventualidade, pe netrar no aleatório, desvendar o acaso.. Discorria ÊMILE Cotteau em 1881, Nota-se uma diferença de gradua que é aparentemente que o acaso go ção entre os dois conhecimejntos, pois verna o mundo pois que se impõe fa* apesar de seus defeitos e deficiências, talmente a tôdas as ações humanas, o conhecimento comum ou empírico, desarma a tôdas previsões e fere cega significa o caminho garantido para o mente tôdas as experiências. Isso é conhecimento científico, comportando incontestável, se encararmos o indiví certo grau de generalidade por influ duo isoladamente. Mas se o examinar ência e regularização da sociedade. mos em grupo suficiente a fim de que se possa aplicar a lei dos grandes nú-Do imprevisível a acontecer, das possibilidades a se acobertarem, do meros, descobriremos então uma espan fortuito a realizar-se, da eventualida tosa realidade — é que os golpes dessa de, constituiram, enfim, os fatores que potência cega que se denomina acaso, se converteram em elementos com os parecem obedecer a regras fixas, sub metendo-se a seus caprichos; é que em quais se formulou a instituição do se guro durante longo empirismo secular. grupo assaz numeroso para que a observação se possa fazer utilmente, Para precisar a importância dêsse êles não ferem em determinado tempo, período, escreve Hemard, basta dizer senão um certo número de pessoas e que êle marca o seguro no seu nas de coisas. cimento, quando tentativas honestas A experiência, o cálculo, a estatís chocavam-se com erros e aventuras, a tica podem dar a êsse respeito apro previdência confundia-se com a assis ximações de tal exatidão que elas che tência e como coisa tolerável, o jôgo e gam a ter precisão matemática. aposta, tudo ensejando, todavia, que
Assim é que a ciência formula leis mais gerais e objetivas que não variam dum indivíduo a outro.
surgisse uma técnica elementar. E surgiu porque era através dos nú meros que os fatores impressionavam e mantinham certa cadência consoante o velho adágio — mundum regunt numeti sôbre o qual Pascal calcou a sua Geo/néírie du hasard que redun dou no cálculo de probabilidade. (3) Lecomte de Noüy - Lhommc devant Ia science.
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O aperfeiçoamento das estatísticas, base das operações da sociedade de seguros, pôde tornar possível a fixação técnica das reservas a ponto de trans formar o seguro de uma operação alea tória em negócio sistemático e pruden te. Foi para conjurar os efeitos do> acaso que o seguro apareceu, e hoje o acaso é rechaçado do seguro por fôrça do aperfeiçoamento surpreenden te de sua técnica.
infância, sem consciência de suas vir tudes, mas somente movida pelo instin to de solidariedade e do dever de res guardar bens patrimoniais, chega ao grande momento em que toma, como No panorama do grande número e o indivíduo, consciência de si própria sôbre a divisão ao máximo do risco, e em que se reconhece como unidade de modo a torná-lo insensível a quem viva e de incontestável utilidade. As realizações que foram conquis tiver de suportá-lo, depararam-se ele tando representavam uma etapa em mentos de teor científico. Somente a matemática contém in busca da perfeição, isto é, visavam ao teira exatidão, transmitindo às ciêpcias futuro. Não seriam atos de fé cega que lhe são derivadas uma parte de que se atira para o infinito, porém, legítimo resultado da experiência e de sua precisão. observação do espírito humano. E assim, a matemática imprimiu às Disse Renan em L'Avenir de la previsões do seguro, o rigor de pre cisão das previsões astronómicas, pois Sciejnce — que todos os fatos têm por que ambas como ciências exatas ali- teatro o espaço e o espírito, represen tando a natureza a razão imutável, e mentain-se na grandeza do número. o espirito no ser livre, a fôrça criadora * * * e animadora. Ê a luta perpétua da Por mais de três séculos durou a liberdade e do texto divino. O jato idade de empirismo do seguro, até que dágua quando livre eleva-se em linha em meados do século passado pôde reta, porém se perturbado, comprimi desvencilhar-se da concepção estreita do éle se obliqua e corrompe. de operação entre segurado e segura Do mesmo modo o espirito, que em dor, atribuindo-se a Chaufton o es liberdade normalmente se exerce, en tabelecimento de suas bases científicas quanto comprimido subtiliza-se. e precisão dos respectivos elementos A ciência do seguro, embora assente técnicos. sôbre a matemática que lhe incute cer É de cogitar-se de onisciência a fim teza em seus procedimentos, aspira às de penetrar nessa especialidade cons generalizações, consoante a condição tituída da ciqncia do seguro e de lhe de grandeza astronômica que lhe cons entender a essência, devendo por isso, titui clima propício, não se compade observa Hemard, que a economia po cendo. portanto, com limitações que lítica e o direito prestam-se mútuo e lhe constranjam o caráter internacio natural concurso, pois é fazendo apêlo nal nem lhe entorpeçam a flexibilidade às bases técnicas e combinando-as com de que lhe dotam a economia política dados econômicos e jurídicos que do e o direito. seguro se pode fazer uma instituição O progresso da ciência tira sua fôr científica. ça da liberdade de espírito que o con Ciência em pleno desenvolvimento, cebe e da liberdade de iniciativa que que depois de séculos da noite de sua o realiza.
O acaso seduzia a investigação pelo fascínio do mistério cujas sombras a estatística e o cálculo de probabilida de espancaram, passando-o à disciplina da matemática.
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Conselho Técnico do I.R.B. POSSE DOS REPRESENTANTES DAS SOCIEDADES
DE SEGUROS,
de janeiro dêste ano, prestigiada com
a presença do Excelentíssimo Senhor Ministro Fernarçdo Nóbrega, da Pasta do Trabalho, e do Dr. Amilcar San tos, Diretor Geral do D.N.S.P.C., teve lugar a posse dos representantes
ELEITOS
de Lima. Falando de improviso. Sua Senhoria referiu-se à circunstância par ticularmente significativa de haver sido mantida, integralmente, a representa ção do último biênio, pois tokdos os Conselheiros, efetivos e suplentes, fo ram prestigiados pela classe com a renovação de mandato.
EFETIVOS
Franco dc Sá
Cerne
das sociedades de seguros no Conselho Técnico do I.R.B., eleitos para o biênio 1960/1961. São êles: Arthur Autran Franco de Sá, Ângelo Mário Cerne e Vicente de Paulo Galliez, como efetivos; Octávio Ferreira Noval Júnior, Ilidio Silva e Egas Moniz Santhiago, como suplentes.
Aberta a sessão, discursou o Presidnte do I.R.B., Dr. Augusto Xavier
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Saudação da classe
PARA O BIÉNIO 1960-1961
F cerimônia realizada no dia 7
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Galliez
Em seguida, o orador passou a co mentar a atuação de cada Conselheiro
no biénio findo, exaltando a colabora ção por todos prestada à Administra
ção do I.R.B. e ao seu Presidente. Frisou, mais adiante, que o bom de sempenho das funções exercidas no Conselho Técnico fora, sem dúvida, o justo motivo da reeleição daqueles ilustres seguradores.
mércio para enumerar alguns dos pro blemas em que se debatia o seguro Coube ao Dr. Odilon de Beauclair, no Brasil, citando primeiramente a p Vice-Presidente da Federação das exorbitante taxação em selos e impos Emprêsas de Seguros, fazer aos Con tos, — quase 20% sôbre o prêmio — selheiros empossados a saudação da o que, além de desestimular a previ classe seguradora. dência, tão necessária ao Pais, e de Dc inicio, assinalou e agradeceu o representar um pesado ônus para as orador a presença do Excelentíssimo classes conservadoras, ainda impedia Senhor Ministro do Trabalho, Indús as Sociedades de Seguro de competir tria e Comércio, que com êsse gesto com o Exterior, especialmente nos se honrava e prestigiava a classe segura guros marítimos internacionais. dora. Salientou também que em cumpri Disse, também, da honra de que se mento à lei criadora do Banco Nacio achava possuído em representar uma nal do Desenvolvimento Econômico, as classe que ocupa, nos dias que correm, Sociedades de Seguro têm dado pon papel tão relevante na economia do tual e rigorosa execução a suas obri pais, resguardando o capital e o tra gações, contribuindo com suas reservas balho investidos no desenvolvimento, técnicas para o programa de desenvol no progresso e no bem-estar da nossa vimento econômico a cargo daquele terra e da nossa gente. Embora hon Banco. Enquanto isso, colocando-se em rado com a incumbência de representar posição excepcional, e em desigualdade as Companhias de Seguros, sentia-se com as seguradoras, as Caixas Eco à vontade naquele ambiente, do qual nômicas e os Institutos de Aposenta guardava as melhores recordações e no doria e Pensões nunca contribuiram qual tanto aprendera, de 1945 a 1951, com suas respectivas quotas. de seus colegas Conselheiros. Quanto ao monopólio do Seguro Féz menção especial a João Carlos contra Acidentes do Trabalho pelos Vital, em quem não sabia o que mais Institutos de Aposentadoria e Pensões admirar: se o seu senso de organiza chamou a atenção ,do Sr. Ministro ção, se sua habilidade em comandar, para o prejuízo que êle representaria se sua inteligência transbordante, e a para o trabalhador, em face do alto Cari Metz, a quem sucedeu no Con nível de assistência e de serviço das selho, verdadeiro exemplo de segurador emprêsas seguradoras privadas, serviço e que personificava a técnica, a leal êsse que cada vez mais se aprimora e dade e a disciplina. barateia pela concorrência movida entre Pediu, a seguir, permissão ao Senhor elas próprias na conquista de seus se Ministro jdo Trabalho, Indústria e Co gurados. i
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— «Foi devido ao trabalho fecundo das Sociedades de Seguros, desbra vando o nosso interior, quase inaces sível em alguns pontos, que os bene fícios [da Lei de Acidentes do Trabalho foram implantados no Brasil, reparan do os danos físicos sofridos pelo tra balhador e amparando sua família con tra a desgraça e a miséria» —, disse
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graças ao qual várias dificuldades foram vencidas. Acrescentou o orador que a firme convicção do Dr. Amílcar Santos na livre empresa transformou-o no supre mo baluarte da instituição do seguro privado no Brasil e que considerava uma felicidade para as Sociedades de Seguros terem à frente do Departa
SUPLENTES
Conselho somos, ao mesmo tempo, juízes e administradores. Questões va riadíssimas são constantemente subme tidas ao nosso exame, exigindo decisões prudentes e justas, conciliando a téc nica do seguro e do resseguro, tudo com o elevando objetivo de aperfeiçoar e difundir, cada vez mais, a patriótica finalidade da preservação de pessoas, bens e direitos, cujo resguardo tanto E com seus parabéns e votos de interessa ao nosso país, quer sob o as felicidade para os Conselheiros reelei pecto social, quer sob o aspecto eco tos. terminou o Dr. Odilon de Beau nómico-financeiro . clair sua saudação. Estamos novamente no exercício de Agradecimento dos Conselheiros nossas funções neste Conselho Técni
o brilho de sua inteligência, o seu devotamento e os seus largos conheci mentos ao .debate dos assuntos de Se guro que vao ao Conselho T*écnico, onde não há duas bancadas — governo e sociedades —, mas sim uma plêiade de homens esclarecidos, desejosos de encontrar as melhores soluções para os problemas da instituição.
O orador seguinte da solenidade foi o Conselheiro Vicente de Paulo Galliez, que pronunciou o seguinte dis curso :
Nova!
o orador em um dos trechos de seu discurso. «Deixando de falar de coisas tristes, em um dia de festas», passou o Doutor Odilon de Beauclair a mencionar o lado agradável da vida das Compa nhias e citou a colaboração eficiente do Instituto de Resseguros do Brasil, a coesão entre as Sociedades na defesa dos ideais comuns e a ação inflexível e corajosa do Dr. Amílcar Santos,
Eyas
Ilidio
mento Nacional de Seguros Privados e Capitalização um patriota esclarecido e um homem público de tal estatura moral, ao qual o futuro fará um dia a devida justiça.
Aos seus colegas empossados no Conselho Técnico, endereçou o Doutor Odilon de Beauclair palavras de apre ço e amizade, afirmando que deles a classe nada mais pedia senão que con tinuassem, como até então, a emprestar
«Recebi dos meus ilustres colegas de representação a agradável incumbência de apresentar os nossos sinceros agra decimentos pelas manifestações de sim patia e aprêço que acabamos de rece ber e, também, pelas palavras extrema mente generosas e amáveis dos emi nentes oradores desta cerimônia.
Apreciamos enormemente essa de monstração de confiança com que fomos honrados pela classe seguradora -e reafirmamos os propósitos de exercer tão importante mandato, cumprindo o nosso dever de cooperar para o acerto das decisões do Conselho Técnico e para o desenvolvimento do I.R.B.
Conhecemos bem a importância e as dificuldades da nossa missão. Neste
co. A renovação do mandato signifi ca uma renovação de confiança que saberemos honrar e corresponder, sem pre contando com a ajuda preciosa dos ilustres colegas, especialmente daquêles
que têm a seu cargo a alta responsa bilidade ;da direção das associações re presentativas da classe seguradora.
Com prazer vimos constatando que o I.R.B., sob a competente, esclare cida e experimentada direção do nosso prezado colega e amigo Dr. Augusto Xavier de Lima, vem preenchendo ple namente a sua finalidade como órgão
ressegurador e como coordenador de
nossa atividade. Esta é uma sociedade mista que vem desempenhando cabalmente os seus im portantes objetivos, numa demonstra ção do valor e da imperiosa necessi dade de uma sincera cooperação entre
REVISTA DO I.R.B.
N’ 119 - FEVEREIRO,DE 1960
50
49 47
o Govérno e a classe seguradora, no
Temos justifica.do orgulho de nossa
sentido do fortalecimento de sua eco
profissão de seguradores, pois nesse
nomia e do seu desenvolvimento.
campo, tanto ou mais do que em qual
Nesta Casa seguradores e irbiários
quer outro, poderemos cumprir o dever
se ombreiam na execução de sua ta
de prestar sincera colaboração para
refa. Nas decisões das Comissões Téc nicas e dêste próprio Conselho há
Brasil.
sempre uma manifestação livre de pen
samentos e atitudes, e, com freqüência,
Encerramento
nos votos contrários e favoráveis, mos trando não haver qualquer significação
a origem dos seus mandatos, todos ex clusivamente desejosos de acertar e cumprir o seu dever.
Devo declarar, em meu nome e em
nome de todos os meus colegas de re presentação que estamos muito desva
Encerrando a cerimônia, pronunciou breve e feliz improviso o Exmo. Se
nhor Ministro do Trabalho, tendo pa
lavras altamente elogiosas para o Ins
tituto de Resseguros do Brasil, enti dade que declarou considerar como organização exemplar na vida adminis
trativa do país. Enaltecendo o Instituto e o êxito por
necidos com o resultado das eleições
êle
que nos indicou para, mais uma vez,
S. Excia. adiantou que, a seu ver, o
cooperarmos com o l.R.B., no seu
segrêdo de tal sucesso residia no fato de, çm 20 anos de existência, haver a entidade tido, apenas, 4 Presidentes,
mais elevado órgão. Reiteramos os nossos agradecimentos e fazemos votos para que as questões
alcançado
em
suas
atividades.
fator de continuidade administrativa.
do alto interesse do seguro possam ser
Por último, ponderando que as difi
sempre discutidas e decididas de forma
culdades encontradas pela Instituição
imparcial, justa e equilibrada.
do Seguro, na sua marcha para o pro
Estamos convencidos de que a nossa atividade é uma atividade indispensá
gresso e desenvolvimento, envolviam
vel ao desenvolvimento do Brasil. Executamos a nossa missão como um verdadeiro apostolado, sempre com os
mitiria ao Excelentíssimo Senhor Pre sidente da República as questões ven tiladas, em seu discurso, pelo l9 VicePresidente da Federação das Emprêsas
olhos fixos nos superiores interêsses da nossa Pátria.
Ariby Eugênio Leal Chefe da Carteira dc Lucros Cessantes do l.R.B.
Seguro
o engrandecimento do nosso querido
A todos o nosso muito obrigado».
irbiários e seguradores se confundem
A evolução do Ramo Lucros Cessantes
planos de Govêrno, afiançou que trans
De 1940 a 1948 uma única sociedade operou em Lucros Cessantes, no país. Nesses 9 anos, essa sociedade auferiu de prêmios Cr$ 1 .563.498,80,. cuja distribuição foi a seguinte: Cr$
19-10 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948
41.669.70 53.764,80 82.610,50 99.637,20 123.176,30 208.816,10 272.253,80 337.060.80 344.509,60
Em 1949 3 sociedades nacionais e 12 estrangeiras iniciaram suas operações. No ano de 1950 o l.R.B. principiou os estudos para operar no Ramo. No final do ano, 10 sociedades nacionais c 21 estrangeiras encontravam-se em funcionamento, número que, cm 1951. ano em que o l.R.B. iniciou suas ati vidades em Lucros Cessantes, elevou-se a 56, sendo 28 nacionais e 28 estran geiras. A N O
Pelo quadro abaixo, abrangendo os anos de 1949 a 1958, verifica-se o sen sível acréscimo das sociedades operando em Lucros Cessantes. Soc. Soc. nacionais estrangeiras Total 16 31 56 64 71 73 77 94 103 117
Ano
3 10 28 36 43 45 49 65 74 85
1949 ........ 1950 ........ 1951 ........ 1952 ........ 1953 ........ 1954 ........ 1955 ........ 1956 ........ 1957 ........ 1958 ........
SOC. NACIONAIS
Cr$ 82 6:6,9o 890 225,90 7. 669 814.80 7 020 833,70 7 189 486,00 13 827 997,0') 18 291 898.40 21 945 557.00 34 «30 6 >5,30 45 <67 261.69
13 21 28 28 28 28 28 29 29 32
Nota: —- Em outubro de 1959. era de 122 o número total de sociedades, das quais 88 nacionais, e. consequentemente 34 estran geiras.
A seguir, apresentamos o quadro comparativo dos prêmios auferidos pelo mercado segurador, no decênio de 1949 a 1958. SOC
ESTRANGEIRAS
Cr$
1 981 145.90 8 357 712,40 7 915 041 /X) 13 693 005,00 12 479 128.6) 18 490 891.20 21 484 7r6.80 23 490 443.50 28 874 6 6,2) 33 531 00/,70
TOTAL
Cr$
2 C63 792.80 9 247 938.30 10 581 8:6.70 20 713 838,70 19 668.614,6) 32 318 888.80 39 776 655.20 46 346 000.50 63 805 311.50 78 998 272.30
1949. 1950 1051 1952 1953 1954 1955. 1956 1957 r'.rr^°| 1958 T.A7«nnnCnnn KXÍm 59 ° Prêmio ferido utíngiu a Cr$ 43 000 000,00 aproximadamente. cabendo cerca dc 28 000 000,00 új sociedades nacionais e CrÇ 15 000 000.00 âs estrangeiras.
de Seguros, Dr. Odilon de Beauclair.
REVISTA DO l.R.B. Nv IÍ9 - FEVEREIRO DE 1960
51
52
A partir de fevereiro de 1951, as sociedades passaram a ressegurar no
I.R.B. os excedentes de suas reten ções. Os prêmios cedidos ao I.R.B., nos anos de 1951 a 1958 foram os se guintes:
Resseguro e retrocessão
a no
SOCIEDADES NACIONAIS
SOCIEDADES ESTRANGEIRAS
1 045 663,40 2 4-6 224, 50 4 6N «92.20 5 :63 ‘66 40 11 720 204.63 12 297 513,60 17 338 835.90 18 645 697.40
2 087 Cl8.40 4 032 775,20 8 388 141.50 6 329 626.20 B 413 118.40 II 204 643,60 14 118 660.50 15 329 638,30
Em 1951, o I.R.B. começou a ope rar com o Fator de Retenção (FR) 12. O plano de retrocessões obedeceu ao seguinte critério:
1P Excedente — constituído por 150 plenos dos limites da tabela padrão, acima da retenção do I.R.B. 2° Excedente — constituído por 900 plenos dos limites da tabela padrão, acima da retenção do 1” excedente.
a no
3 132 678.80 6 498 ‘>99.70 1i 038 033.70 II 593 592,60 25 133 413.00 23 502 157,20 31.457 496,40 33 075 335,70
A N O
1951 .................................... 1952 .................................... 1953 .................................... 1954 .................................... 1955 .................................... 1956 .................................... 1957 .................................... 1958 ..................................
J.R.E. 13 223,30 22 676,40 263 454.80 196 718,80 23 692,10 122 272.50 271 500,70 30 014,00
lô5 290,40 — 2115 470,30 1 670 465,40 211 903,10 707 205.50 1 190 023,40 132 427,70
1951 ........................................ 1952 ........................................ 1953 ........................................ 1954 ........................................
N9 119 - FEVEREIRO DE 1960
383.019,60 920.273,70 1.250.690.90 781.221.30
— — 1 014 10 67 802,60 2 218 534.20 516 645,40 -
1 056 756,90 22 676.40 6 946 964,00 5 466 877,80 501 287,60 5 861 406,80 3 371 240,80 162 441,70
as sociedades podem conceder as de
com o de sinistros pagos, verífica-se
tumultos, terremotos e queimadas em
Em 1957 o plano ;de retrocessões sofreu a primeira modificação, passan do o I. R. B. a operar com o F. R. 24 . O 1° excedente passou a ser constituído por 300 plenos e o 2° excedente por 1.200.
que os resultados têm sido compensa
zonas rurais.
dores, visto que, de modo geral, os
Atualmente,
O plano ora vigente iniciou-se em 1-1-59. e é o seguinte:
★ * *
36 plenos 600 plenos 2.000 plenos
A distribuição dos prêmios ressegu rados, pelas diferentes faixas, foi a seguinte: 2 ° EXCEDENTE
AVULSO
181 469,80 996 603,10 3 176 639.60 3 551 611.40 7 288 729.40 6 727 735.70 6 822 750.60 1 885 380.Q0
Na faixa do l9 excedente, as socie dades nacionais auferiram os prêmios abaixo:
—
à distribuição dos prêmios de resseguro
TOTAL
3 132 678,80 6 498 999.70 13 038 033,70 II 593 592.60 25 133 413.00 23 502 157,20 31 457 496.40 33 975 335,70
1955 ........................................
1.682.109,20
1956 ........................................
1.683.420,80
1957
........................................
3.584.232,30
1958
........................................
3.871.113,50
A seguir, demonstramos os sinistros pagos pelo I.R.B. e pela retrocessão.
o
I.R.B., além
de
coeficientes de sinistro-prêmio apresen
outras alterações cuja necessidade se
tam-se baixos.
tem feito sentir, está estudando a re gulamentação das cláusulas de reno
vação, de restauração do valor segura do e ainda a extensão da cobertura a
O seguro de Lucros Cessantes foi regulamentado pela Portaria n9 5, de 10
de dezembro ,de 1948, do D.N.S.P.C.
I ° EXCEDENTE
878 243,20 — 4 568 038,90 3 598 679.50 197 889,80 2 813 394,60 393 071,30
TOTAi
AVULSO
conseqüentes de incêndio e explosão,
Pela Portaria n“ 37, de 19 dc julho de
1956, foi regulamentada a «Cláusula de Devolução de Prêmio», a ser inse
I.R.B.
2.° EXCEDENTE
l.o EXCEDENTE
Comparando-se os quadros relativos
I.R.B............................ 1" excedente .............. 29 excedente ..............
Avulso — retrocessão das responsa bilidades que excedessem à soma das retenções do I. R. B., 1- e 2- exceden tes.
TOTAL
54
53
rida nas apólices, no caso de o segu rado a desejar. Finalmente, em 8 de
fornecedores.
As atuais Normas para Cessões e Retrocessões de Lucros Cessantes (N.L.C.) vigoram desde 1? de janei
ro de 1957, tendo as anteriores vigo rado a partir de l9 de fevereiro de 1951
e l9 de maio de 1955, respectivamente.
agôsto de 1957, o D.N.S.P.C., pela
Finalmente, para terminar, desejamos
Portaria n° 35, aprovou a Tarifa de
ressaltar o desenvolvimento da capaci
Seguros de Lucros Cessantes, com mo-
dade de retenção do mercado segura
dêlo de apólice, proposta, especifica
dor, cujos fatores somavam 635 em
ções e condições gerais, e que começou
1“ de abril de 1951 (188 das socieda des nacionais e 447 das estrangeiras)
a vigorar, obrigatoriamente, em 1° de janeiro de 1958.
e atualmente atingem a um total de 1.814, sendo 1.165 referentes às so
Pela referida Portaria n" 35, ficou estabelecido que, além das coberturas
ciedades nacionais e 649 relativos às companhias estrangeiras.
REVISTA DO I.R.B.
55
Idéias, fatos e opinioes ’
\ I
I
GRANDE NEGÓCIO J É natural que a produção, a anga
riação de negócios, constitua para a
mente pelo montante do prêmio, mas pelo número de retenções que pode guardar a sociedade de seguros.
empresa seguradora uma preocupação de todas as horas. A marcha da ar
— e concordamos. Mas o fato é que, no
recadação de prêmios é, com efeito, a
ramerrão da atividade seguradora, nem
grande meta.
sempre o produtor ou dirigente de em
precipitada e superficial de que o vo lume de prêmios seja o que conta.
58
2) aumentar a capacidade de reten
a de que os bancos, em suas operações, promovem a criação \de moeda, tendo-
ção do mercado; 3) diminuir a remessa de resseguros
e de divisas para o exterior;
Isso é um truísmo, dirá talvez o leitor
Mas daí não se deve tirar a ilação
57
56
prêsa tem bem presente verdade tão
dessa expansão dos meios de pagamen
4) facilitar coberturas aos segura
to, o multiplicador 3 sôbre o valor dos
dos, eximindo o mercado do resseguro
depósitos. É bem de ver, portanto,
avulso no exterior.
que agiu a SLIMOC com pleno acêrto,
O plenário da Conferência aprovou
a tese, recomendando à Federação das
procurando conter o desenvolvimento
da inflação, quanto aos aspectos da
Emprêsas de Seguros a execução da
sua alçada, com as medidas atrás men
campanha sugerida. Estamos certos de
cionadas.
que os melhores resultados, para favor geral, serão obtidos.
simples e cediça.
Daí o mérito e a conveniência da
se aliás como assente, para medida
* ★ ★
A questão é, realmente, de suma im portância para a economia nacional, já
que se acha fundamentalmente vin culada a um dos mais graves problemas
Constitui êle uma expressão unicamen
tese do sr.
te quantitativa das operações. Nada
mais que sua conclusão final é no sen
«CHANCE» PERDIDA
significa do ponto-de-vista qualitativo,
tido de manter-se uma campanha di-
A SLIMOC, pela recente Instrução
e é sabido que ambos os aspectos são
vulgacional capaz de incutir o hábito
n<? 191, estabeleceu nova classificação
de igual pêso na avaliação exata e vi
— e hábito é uma segunda natureza!
das contas de depósitos bancários, em
reivindicações especiais no tocante ao
gorosa de uma carteira de seguros.
— de pensar na subdivisão do risco.
preendendo ao mesmo tempo uma re
Seguro. Mas ao menos nos resta o
Subdivisão do risco, está visto, é a
visão das taxas médias (semestrais) de juros.
direito de registrar, com certo desen
ceito de grande negócio, já que êste
Transparece nitidamente, dessas mo
mente teria de proibir o oferecimento,
é dimensionado pelas retenções do se
dificações no regime operacional dos
aos depositantes, da vantagem de um
gurador. Os benefícios daí resultantes
bancos, o propósito de criar desestimu
seguro pago pelo banco.
não se restringem à classe seguradora,
lo aos depósitos, canalizando-se re
Como chamariz para a conquista de
pois abrangem a própria economia na
cursos, assim, para aplicações que não favoreçam nem alimentem o processo inflacionário.
depósitos a idéia dêsse oferecimento é
1) preservar a riqueza nacional com
É noção cediça, mesmo para quem
benefícios de ordem social. Como van
de grande negócio. Êste, em síntese,
a redução dos prejuízos de um mesmo
inicia o estudo da ciência econômica,
não é o que se mede pura e simples
sinistro;
O sr.
Célio Olímpio Nascentes,
Chefe da Divisão Incêndio e Lucros
Cessantes do I.R.B., focalizou com
muita oportunidade e acêrto a questão, em tese («A diferença entre um ne
gócio grande e um grande negócio»)
apresentada à recente Conferência de Belo Horizonte. Expondo claramente noções básicas nas operações do ramo Incêndio, daí deduziu, em seguida, o seu conceito
Célio Nascentes, tanto
conseqüência inevitável do citado con
cional. Porque assim, como acentua
o autor da tese, se consegue:
da atual conjuntura. Não poderiamos, em face disso, no programa de conten
ção dos depósitos bancários, formular
canto, que o plano oficial necessária
boa. Também o é no plano da moral,
pois dissemina a previdência e os seus
tagem ofertada pelos estabelecimentos
REVISTA DO l.R.B. hP 119 — FEVÉRE1RO DE 1960
62
61
59
60
bancários, entretanto, tornar-se-ia em
eficaz de comunicação, a tornar pos
instrumento de concorrência e fator de
sível e até mais proveitosa a aproxima
elevação dos depósitos, efeito justa
ção de partes cujo encontro de outro
De acordo com o programa oficial
As CIPAS são organismos internos
mente contrário aos objetivos visados
modo seria por vêzes extremamente
da XII Semana de Prevenção de Aci
cuja criação resultou de dispositivo
pela Instrução da SLIMOC. É pena.
difícil.
dentes do Trabalho, realizou-se cm
expresso da lei de acidentes (D.L.
Pôrto Alegre, cm 27 de novembro
7.036-44). Estão obrigados a orga
último, o V Congresso Nacional das
nizá-las, em seus estabelecimentos, os
Comissões Internas de Prevenção de
empregadores cujo número de empre
Acidentes (CIPAS). certame que con
gados seja superior a 100, integrando
tou com numerosa assistência e no qual
êsses órgãos representantes dos em
se fêz representar o I.R.B. pelo Chefe
pregados .
* * *
PROPAGANDA DO SEGURO
Surgiu e fixou-se. Não estava em
seu fadário o sucesso efêmero das ins tituições ocasionais. Evoluiu, aperfei
çoou-se, atingiu elevado grau de téc
As relações entre produtores e con
nica e de aprimoramente artístico. De
sumidores experimentaram, nas comu
tal modo se impos, que hoje é bem
nidades modernas, transformações sem
difícil prescindir da propaganda, para
dúvida substanciais. Resultado inevi
a obtenção de sucesso comercial, qual
tável da própria modificação radical
quer empreendimento que se destine
havida nos sistemas económicos, fe
a operar em razoável escala com o pú
nômeno em maior parte devido ao pro
blico.
gresso tecnológico (desde a Revolução
Industrial) e ao contínuo aumento po pulacional das nações.
A Instituição do Seguro, entretanto, permanecia alheia ao fenômeno. Con tinuavam em voga, entre nós, os mes
Da era do escambo, em que a troca
mos processos de aliciamento de clien
direta de bens e utilidades se proces
tela, usados quando outra era a fisio
sava em locais próprios destinados a
nomia do sistema econômico nacional.
centralizar essas relações, até à época
presente, cuja principal característica é a tendência para o contato simples mente indireto entre produtores e con
sumidores, interpõe-se uma distância sesquipedal.
V Congresso Nacional das CIPAS
Agora, porém, parece que entramos
Flagrante da mesa, quando falava o Dr. Hilton Baptista, Coordenador Geral do Congresso
em nova fase. Mais realista, mais con
da sua Carteira de Acidentes Pessoais,
sentânea com as exigências e necessi
Sr. Oswaldo Dias Martins.
dades da vida atual. Apareceu na im prensa, em começos dêste ano, uma
campanha institucional do Seguro, in
prevenção de acidentes, apresentar su
minar, antes de outros comentários e
gestões quanto à orientação e fiscali zação das medidas de proteção ao tra
Tornou-se imperativa, assim, a ado
teligente, bem planejada, observando os
ção de novas técnicas e mais adequados
cânones e preceitos da boa técnica pu
identificado com assuntos relativos à
processos de venda. Surgiu, então, a
blicitária.
propaganda, instrumento poderoso e
êles virão, sem tardança.
N? 119 - FEVEREIRO DE 1960
estimular o interêsse pelas questões de
Cabe aqui uni esclarecimento preli noticias sôbre a matéria, destinado ao leitor que não esteja perfeitamente
Esperemos os resultados;
Seus objetivos e funções são os de
prevenção de acidentes no pais.
balho,
realizar
palestras instrutivas,
propor a instituição de concursos e prêmios e tomar outras providências,
REVISTA DO I.R.B.
65
66
atividades da C.I.P.A. da Cia. Rho-
Preventiva adotado pela Cia. Docas
«Em nome da direção geral do
dia Brasileira», do Sr.> José Dias Mon
de Santos», do Dr. Aloysio de Men
S.E.N.A.I., do Serviço de Publica
teiro; «C.I.P.A. — o que representa
donça .
ções Técnicas, que tem a honra de pa
para a S.A. Moinho Rio Grandense»,
trocinar esse Congresso, e em nosso
do Dr. Àmzio Azevedo Barreto; «Ati
O Congresso realizou-se no salão
próprio, saudamos os senhores con
vidades da C.I.P.A. da Metalúrgica
Na parte final dos trabalhos do Con
da Associação Comercial de Pôrto
gressistas de todo o País e especial
Wallig S.A.», do Sr. Nilton Pinho
gresso, submetidas à votação as dife
Alegre (Palácio do Comércio), sob
mente a representação do Rio Grande
dos Santos.
rentes matérias, foram tomadas as se
o patrocínio do Serviço Nacional de
do Sul, fazendo votos para que os tra
Aprendizagem Industrial (S.E.N.A.I.).
balhos déste importante Conclave atin
Integraram a mesa diretora dos tra
jam os elevados objetivos que o ins
63
tendentes a çducar o empregado na prática de prevenir acidentes.
Solenidade de Instalação
balhos: Professora Alzira de Castro
54
piram» .
Pinheiro (Representante do Diretor do
Discursaram ainda, na ocasião, o
Departamento Nacional do S. E. N.
Deputado João Caruso, fazendo uma
A. I.); Professor Mozart Victor Rus-
saudação aos congressistas em nome do
somano, Representante do Tribunal
Governador do Estado, e o Professor
Regional do Trabalho; Deputado João
Mozart Victor Russomano, orador ofi
Caruso, Secretário do Interior e Re
cial da solenidade.
Resoluções do Congresso
O segundo tema oficial do Congres
guintes resoluções:
so, relacionado com a medicina preven
1) Indicar a cidade do Recife, por
tiva do trabalho teve como relator o
unanimidade, como sede do VI Con
Sr. José Kritz. Os trabalhos aprescn-
gresso;
presentante do Governador do Estado do Rio Grande do Sul; Capitão Ignácio
Apresentação de Trabalhos
Leite Portugal, Representante do Se
Logo após a abertura solene do Con
cretário do Trabalho
Aspecto da assistência
e Habitação;
gresso teve lugar a apresentação e
Dr. Evio Santos de Bustamante, Dire
tados foram os seguintes: «Serviço de
2) Estabelecer para o VI Congresso
discussão dos trabalhos relativos ao
tor da D.H.S.T. e Representante ,do
Medicina do Trabalho na Empresa
os seguintes temas: a) Problemas de
primeiro tema oficial: «Apoio dos em
Ministro do Trabalho;
Hilton
(Política e Organização que devem ser
higiene e segurança industrial na agro
pregadores às atividades das CIPAS».
Baptista, Consultor do Departamento
Foi relator da matéria o Dr. Jacy
Nacional do S.E.N.A.I. e Coorde
Montenegro Magalhães e os trabalhos
Dr.
nador do Congresso; Economista Wil son Olivar, Delegado Nacional do Tra balho, no Rio Grande do Sul.
Usou da palavra, inicialmente, o Dr. Hilton Baptista para ler a seguinte
apresentados foram os seguintes: «Das
relações entre a C.I.P.A. da Cia. Docas de Santos e sua Administra
ção», do Sr. Américo Ferreira; «O Serviço Social na formação do espírito
mensagem do professor Flávio Amaro
prevencionista», de D. Edith Maga
de Brito:
lhães; «Apoio dos empregadores às
adotadas)»,
de autoria do relator;
indústria da cana de açúcar; b)
A
«Carteira de Saúde na Empresa», do
contribuição dos sindicatos dos traba
Sr. Carlos Granado Vieira de Castro;
lhadores na educação do operário para
«Organização de Unidades que fun
prevenção de acidentes;
cionam como meio de segurança —
3) Recomendar ao Ministério da
doutrinação psicológica como fator de
Educação e às Reitorias das Universi
prevenção de acidentes», do Professor
dades do Brasil que estudem a possi
João Carvalhal; «Serviço ;de Medicina
bilidade de inclusão, no currículo uni-
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versitário, em caráter obrigatório, da
do trabalho, no Brasil; c) ao Serviço
cadeira de Medicina do Trabalho (Fa culdade de Medicina) e da cadeira de
de Publicações Técnicas e Cursos por Correspondência do S.E.N.A.I., e
Higiene Industrial (Escolas de Enge
especialmente aos Professores Flávio
nharia);
Amaro de Brito, Alzira de Castro Pi
4) Recomendar à Divisão de Higiene e Segurança do M.T.I.C. que apre sente ao Poder Executivo um antepro jeto de lei determinando que, pelo prazo de cinco anos, sejam deduzidas, dos líquidos a pagar do imposto de renda, as despesas com a aquisição de ma
terial individual comum contra aciden tes de pés, mãos e olhos ou, especificadamente, calçado de segurança, lu vas, óculos e vizeiras;
TRABALHO APRESENTADO AO V CONGRESSO NACIONAL DAS CIPAS (COMISSÕES INTERNAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES)
Edith C. Magalhães
como às funcionárias Walkyria Ma
Chefe do Serviço de Assistência Social do SESI — Distrito Federal
galhães Nunes e Maria ;de Oliveira, pelo muito que fizeram para o êxito
do conclave; d) ao Dr. Ângelo Mário
1. O Serviço de Assistência So cial do Departamento Regic|nal do
Cerne, Presidente da Federação Na
S.E.S.I. do Distrito Federal, visan
cional das Empresas de Seguros Pri
do a colaborar com a XII Semana de Prevenção de Acidentes e com o V Congresso Nacional das CIPAS, traz sua pequena experiência sôbre a atuação do Assistente Social na causa de «Prevenção de Acidentes do Tra balho», junto aos empregadores e em pregados, quer nas emprêsas ou nos órgãos de classe.
vados e Capitalização, pelos relevantes
serviços prestados à causa de preven
ção de acidentes, seja incentivando os serviços de higiene e segurança do tra balho de empresas privadas, seja cola
borando com as entidades oficiais,
Serviço de Medicina de Trabalho junto
como a própria divisão especializada do
às Empresas, nos moldes sugeridos pela tese «Serviço de Medicina do Tra
Ministério do Trabalho.
balho, na Empresa (Política e Orga
Moções complementares
nização que devem ser adotadas)»;
Foram ainda aprovadas as seguintes moções complementares: 1) Sugestão à D.H.S.T. para que
sempre como membro da C.I.P.A.;
publique o discurso pronunciado pelo
7) aprovar votos de aplausos e lou vor: a) à mesa do V Congresso e
Professor Mozart Victor Russomano,
especialmente ao S.E.N.A.I., na pessoa do Dr. Hilton Baptista, coor denador geral do certame; b) ao Dou
0 Serviço Social na formaçao do “espírito prevencionista”
nheiro e Hélio Alberto Carvalho, bem
5) recomendar a Instituição de um
6) recomendar que, havendo Assis tente Social na Emprêsa, este participe
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por ocasião da inauguração do Con gresso.
tor Evio Santos de Bustamante, Di retor da D.H.S.T., pela atuação se
2) Sugestão aos Institutos de Previ dência e aos órgãos de Assistência Médico Social, no sentido de que am pliem e aperfeiçoem os seus serviços
gura e brilhante em favor do progresso
;de assistência médica e social às fa
das condições de higiene e segurança
mílias dos trabalhadores.
As Campanhas de «Prevenção de Acidentes», têm um grande sentido humajno e social, porque o acidente não é problema somente para o indi víduo em si, mas, também — para a
emprêsa — para a coletividade — para a administração pública, é um proble ma sócio-econômico. Antes da focalização do trabalho realizado, emitiremos uma das defini ções de Acidente do Trabalho: «Acidente do Trabalho é todo aquêle que se verifique pelo exercício do trabalho, provocando direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação
funcional ou doença que determine a
morte, a perda total ou parcial, per manente ou temporária da capacidade para o trabalho».
2.
Dentre
as
nossas
atividades
junto a algumas emprêsas e sindica
tos, destacamos o trabalho do Assistdnte Social na formação de um «es pirito prevencionista», visando a pre servar o bem-estar de dirigentes e di rigidos. Considerando êsses dois aspectos, o S.E.S.I. vem envidando esforços no
sentido de promover um trabalho edu cativo, com a finalidade de diminuir
os infortúnios do trabalho. Assim, o Serviço Social, vem pro
curando imprimir essa orientação junto às CIPAS: a)
na sua organização;
b)
na sua reorganização;
c)
(na sua movimentação.
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t
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3. O Assistente Social utilizando as técnicas de Serviço Social, procura desenvolver não só as suas atividades específicas, como também atividadesmeio, no sentido de se obter maior par ticipação do capital e trabalho quer seja na organização — ou reorganiza ção — da CIPA.
geral, atingem melhor aos seus obje
A carência da mão-de-obra especia lizada no mercado de trabalho, atesta bem o que acabamos de afirmar.
festar seu pensamento sôbre o assunto, inclusive a apresentar sugestões que serão levadas à apreciação daquela Comissão;
Atua na empresa junto ao emprega dor despertando seu interêsse, conquis tando seu apoio decisivo na implantação e movimentação da CIPA na emprêsa. 4. Achamos indispensável e de fundamental importância o apoio inte gral do empregador para quaisquer ati vidades que funcionem na empresa. Embora saibamos que por fôrça de lei, tôda empresa com mais de 100 trabalhadores está obrigada a instalar uma CIPA, nossa experiência nesse campo nos mostra, que parte do êxito do trabalho de tal Comissão depende do interêsse e real apoio do emprega dor.
tivos, porque não basta que ela exista
somente para cumprir dispositivos le gais, é necessário que os membros que
a compõem tenham uma consciência de
segurança bem desenvolvida para que
desempenhem com pleno êxito as suas responsabilidades. 5.
O Assistente Social atuando
junto à CIPA pode colaborar na for mação de um «espírito prevencionista» não só junto à Diretoria, mas, princi
palmente, junto aos empregados. Êsses, muitas vêzes e quase sempre, estão expostos a riscos provenientes de
vários fatores de ordem geral e na maioria das vêzes por ignorar os pre
ceitos de segurança, por desatenção ou inexperiência de outrem, por preocupa
ções, (estas quase sempre oriundas do lar), ou por terem ainda crença de
que o acidente é uma fatalidade «o
que tem que acontecer está escrito». Agregadas a essas causas, está a falta
Assim, o Assistente Social que atua na emprêsa, na fase inicial de seu tra balho, interpreta junto à Diretoria da mesma, o valor de uma CIPA bem or ganizada, sua finalidade, sua signifi cação na vida da fábrica e na preser vação dos riscos pessoais e materiais, na produção e na economia da emprê sa. Observamos que as CIPAS que con tam com o apoio do empregador em
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de treinamento profissional. No Brasil, o trabalhador em grande
parte, não. é um operário qualificado, mas, na maioria das vêzes, um indiví duo que exerce esta ou aquela pro fissão, compelido pela necessidade de um emprêgo para prover a subsistên cia. Torna-se, por essas injunções um profissionais improvisado e portanto mais sujeito a acidentes.
Visando a atenuar essas causas, o Serviço Social do S.E.S.I. vem de senvolvendo um trabalho educativo, despeitando a participação ativa e consciente do trabalhador, ajudando-o a ser um «bom prevencionista», apli cando o princípio básico de Serviço Social: Ajudar a Ajudar-se.
6. Prosseguindo, focalizaremos al guns aspectos da atuação do Assisten te Social na «Prevenção de Acidentes»:
a) na interpretação e divulgação junto ao binômio empregador-empregado, mostrando o valor da aplicabi lidade das medidas de segurança, re comendadas pela Divisão de Higiene e Segurança do Trabalho do M.T.I.C.»;
b) no estímulo à organização e mo vimentação dessas Comissões; c) na formação e no desenvolvi mento do «espírito prevencionista»;
d) na motivação da participação ativa e consciente dos membros que compõem a CIPA; c) na promoção de intercâmbio de visitas de membros das CIPAS de uma emprêsa a outra, onde a CIPA funciona atingindo aos seus objetivos;
f) na promoção de reuniões infor mais com representantes das diversas seções da emprêsa, no sentido de: informar as recomendações da CIPA, encorajando o grupo a mani
— avaliar o interêsse e a opinião do grupo, propondo medidas que aten dam a sua aspiração.
g) na incentivação de realização de palestras, projeções de filmes edu cativos e cursos;
h) na distribuição e interpretação de publicações específicas — cartazes, circulares, regulamentos, folhetos, etc. i) no estudo do aspecto social do acidente. Vimos, portanto, de modo geral, a colaboração do Serviço Social na «Pre venção de Acidente». 7. Com o objetivo de mobilizar a atenção de todos os trabalhadores pa ra a CIPA, o Serviço Social procura dar ênfase à Semana de Prevenção de Acidenteis do Trabalho, desenvolven do vasto programa com a participação de tôda a emprêsa; empregador-empregado.
Na oportunidade, apresentamos al
guns itens do programa elaborado pelo S.E.S.I., e colocado em prática em várias Emprêsas e Sindicatos do Dis trito Federal. Assinalamos que, nesse sentido, uma das metas do nosso trabalho, foi esti mular a realização de Concursos sóbre «Prevenção de Acidentes do Traba-
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lho», procurando despertar o vivo inte rêsse’ dos patrões e empregados, na participação dos mesmos.
a ambos, pensamos atingir melhor aos nossos objetivos porque sem dúvida, a criança que participa dêsse concurso, deverá procurar conhecer a profissão do pai e inteirar-se dos riscos a que está exposto, a fim de ficar capacita da a escrever algo sôbre o tema.
Assim, sugerimos o Concurso «On de Está o Êrro ?» e contribuindo para
sua realização oferecemos às empresas o regulamento e os formulários, com as frases certas e erradas a serem
preenchidas pelos trabalhadores.
Com grande satisfação, vimos essa idéia coroada de êxito. Um número apreciável de emprêsas, aceitou as
sugestões do Serviço Social, possibili-
tando a realização dêsse Concurso, in clusive oferecendo prêmios a serem sor
teados entre os vencedores. As frases respondidas, quer certas ou erradas serão largamente comenta das e analisadas com um grupo tra balhador, pelo Assistente Social. 8. Paralelamente ao concurso a ser realizado entre os trabalhadores suge rimos um outro de grande alcance, ou seja, um concurso visando despertar em seus filhos, interêsse sôbre o as sunto, isto é, «Prevenção de Aciden tes» . Algumas emprêsas aceitaram o con curso infantil (para crianças de 7 a 12 anos) sôbre o tema: «Porque não quero que Papai se Acidente».
O concurso infantil parece-nos ser um meio educativo muito importante, porque, através dêle, estamos atingin do a criança e o adulto. Envolvendo
Acreditamos que a criança, dado o
excepcional poder de assimilação, gra va com facilidade as impressões do mundo exterior, portanto, cuidando-se da formação do «espírito prevencionis-
ta» desde a infância, na fase adulta serão aceitas com menor relutância as
medidas indicadas para diminuição dos infortúnios do trabalho. É comum o trabalhador recusar o uso do material de proteção e cometer imprudências que podem ocasionar aci dentes. Daí, a necessidade de se ini ciar na infância, a formação de uma «consciência de segurança».
Acreditamos que através do concur so infantil, atraímos mais fàcilmente o adulto para a causa da «Prevenção de Acidentes» e, concomitantemente, levâmo-lo a pensar nas fases de seu tra balho e nas medidas de segurança com mais seriedade, vendo nelas, não só a sua proteção como a de sua família. 9. Antes de concluir o relato do nosso programa, não podemos deixar de falar sôbre a promoção de desfile de material de segurança (durante a Semana de Prevenção) usados por moças e rapazes das próprias emprêsas,
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com explicações práticas inclusive com a demonstração do uso do extintor de incêndio. Achamos que essa forma de divulga ção pode também convencer o traba lhador da necessidade do uso do mate rial de proteção.
efeito nos órgãos de classe. O mate rial para êste desfile é proporcionado pelas emprêsas que possuem CIPAS. Tal programação tem por finalidade, além da interpretação do uso do ma terial, a divulgação do que se faz nas emprêsas em favor da Higiene e Se gurança do Trabalho.
10. Embora não pretendendo nos alongar, cumpre-nos falar sôbre outro item do programa: «Dramatização de Acidentes» — «Representação por gru pos de trabalhadores», focalizando nessa ocasião os acidentes mais graves e colocados em evidência: as causas do acidente; falhas cometidas; conseqüências. Nessa oportunidade, o grupo vive e se impressiona pelo acidente ocorrido, constituindo êste um momento psico lógico para o desenvolvimento do tra balho educativo.
11. A par dessas realizações nas emprêsas, é feito um trabalho análogo nos Sindicatos dos Trabalhadores, porque o S.E.S.I. atuando também nos órgãos de classe está atingindo a um maior número de indivíduos.
Ressaltamos o apoio e facilidades concedidas pelas Diretorias dos Sindi catos onde atuamos, para o desenvolvi mento das atividades do Serviço So cial. Durante o mês de novembro, nas reuniões e assembléias, os Sindicatos vêm facultando ao Assistente Social o uso da palavra, onde vem sendo am plamente interpretado e divulgado o valor da «Prevenção de Acidentes do Trabalho». Com relação ao desfile de material de segurança, será também levado a
12. Ainda nos Sindicatos estão sendo organizados jornais murais, fo calizando o tema «Prevenção de Aci dentes», com a participação direta dos trabalhadores, conseguindo-se, dessa forma, despertar maior interêsse para tão importante assunto. Colaborando ainda com a causa de prevenção, o S.E.S.I. mantém cursos de Orientação e Prevenção de Aciden tes do Trabalho, ministrados em Em prêsas, Órgãos de’ Classes e Conjuntos Residenciais.
13. Neste breve relato, trouxemos o testemunho da colaboração do Ser viço de Assistência Social do S.E.S.I., na causa da «Prevenção de Acidentes do Trabalho» e os resultados positivos da atuação do Assistente Social, que, através de suas técnicas próprias, têm tido possibilidade de contribuir para o desenvolvimento e formação de uma «consciência prevencionista».
Considerando o exposto, concluindo, ratificamos nossa recomendação já apresentada, e aprovada, ao I Congresse e relembrada por ocasião do II Congresso das CIPAS, recomendando: «•Sempre que houver assistente social na empresa êste deverá participar como membro das CIPAS»
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Resseguro Vida em Grupo Hamilcar S. C. de Barros Economista — Assessor Técnico da Divisão Vida c Acidentes Pessoais, do l.R.B.
( Continuação)
— Resseguro dos excedentes indi viduais Além do resseguro global de quota, as sociedades que escolheram o crité rio B (devem ceder, em resseguros in dividuais, as importâncias ainda exce dentes do limite de retenção adotado para o grupo, depois de descontada a quota de resseguro global.
Os resseguros dos excedentes indi viduais, calculados na forma do exem plo do artigo jda Revista n9 117 (co lunas 86 a 88), são cedidos no for mulário citado no item 2.04.02.03 das «Instruções para Cessões Vida e Dupla Indenização» (I.C.V.D.L.), ou seja, o B.R.V. com prefixo G na numeração, devendo ser encaminhados ao l.R.B. junto ao Mapa de Remessa (M.R.F.V.G.) previsto no item 2.04 das I.C.V.D.I., mediante as seguintes condições:
a) o prazo para entrega do B.R. V.G. será de 120 (cento e vinte) dias contados da data da emissão do certi ficado ou do aditivo:
b) o resseguro será cedido por um ano, com base na idade do sequrado mais próxima do início da cessão; c) o prêmio será calculado de acor do com as taxas previstas na tarifa
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de prêmios comerciais temporários por um ano, American Experience, 5%, adotada para os resseguros individuais no I. R. B.; d) não haverá desconto de 50% no primeiro ano;
e) o l.R.B. concederá sõbre os prêmios que lhe forem cedidos uma comissão de 15% (quinze por cento), que será abatida, imediatamente, no próprio formulário de resseguro; /) nas importâncias resseguradas in dividualmente, o l.R.B. será respon sável apenas pelo risco principal do seguro, ou seja, o capital pagável por morte do segurado, excluindo-se, por tanto, as indenizações por Invalidez, e as participações concedidas ao grupo sõbre o lucro obtido no mesmo; g) o resseguro da garantia adicio nal de Dupla Indenização deverá ser efetuado na Carteira Vida do l.R.B. de conformidade com as «Normas para o Resseguro do Risco de Dupla In denização» . No formulário individual de resse guro, a Sociedade deverá indicar em «Observações» a percentagem da quo ta já cedida no resseguro global de quota, devendo colocar, como «Reten-
do pedido de recuperação (item III) 'ão as seguintes: I — Se a Sociedade, nas cessões de prêmios ao l.R.B., ultrapassar o pra Se durante o ano ocorrerem modi ficações no grupo, que, ocasionando zo de dois meses, será debitada em alteração igual ou superior a 10% na uma taxa correspondente a 1 % dos respectiva quota, justifiquem a mudan referidos prêmios, por mês de atraso. ça da mesma, a partir de determinado II — A Sociedade terá a recuperação mês, a Sociedade deverá recalcular os reduzida de Cr$ 5.000,00 nos sinistros excedentes individuais, de acordo com avisados ao l.R.B. depois do prazo a nova quota a ser cedida no ressegu de 45 dias, limitada essa multa à re ro global de quota, e reajustar os res cuperação correspondente. Transcor seguros existentes. ridos 14 meses da data em que teve conhecimento do sinistro, sem que te nha enviado o aviso ao l.R.B., a So 12 — Penalidades ciedade perderá o direito à recupera São os seguintes os prazos para en ção de resseguro, salvo caso de fõrça maior. trega dos formulários ao l.R.B.:
ção», a importância correspondente à soma da retenção adqtada para o grupo com a quantia já cedida em quota.
I — Emitida a fatura mensal de um grupo ressegurado, a Sociedade terá o prazo de [dois meses para, incluindoa no mapa de remessa, ceder o prêmio de resseguro ao l.R.B.
III — Decorrido o prazo de um ano a contar (do pagamento da indenização, sem que seja solicitada a recupexação do sinistro, a Sociedade perderá o di reito à mesma.
II — Os sinistros deverão ser avisa dos ao l.R.B. dentro do prazo de 45 dias, contados da data de recebimento da comunicação pela Sociedade. Quan do o aviso ao l.R.B. fôr feito mais de 45 dias após o óbito, a Socie\dade deverá juntar ao formulário de aviso a cópia fotostática da comunicação do Estipulante.
Quando o sinistro ocorrer antes da entrega do resseguro do grupo ao l.R.B. ou antes da inclusão do segu rado no resseguro do grupo já efe tuado (conforme relação anexa à fa tura mensal), a Sociedade, a partir do fim do prazo de jdois meses já citado em I, terá o valor da recuperação cor respondente à cessão efetuada em atra so, reduzida de 5% para cada 30 dias ou fração de atraso. A Sociedade per derá direito a qualquer recuperação do l.R.B. se essa entrega ou essa in clusão não fôr efetuada dentro de 60 dias contados da data do recebimento do aviso do sinistro pela Companhia.
III O pedido de recuperação do resseguro deverá ser enviado ao l.R.B. imediatamente após a liquidação do sinistro.
As penalidades aplicáveis às socie dades que ultrapassarem os prazos previstos nos itens I e II acima, bem como as que se atrasarem na remessa
Os prazos previstos para entrega dos formulários serão automàticamente
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prorrogados, até o primeiro dia normal de remessa, se os seus vencimentos não coincidirem com o dia fixado para entrega da remessa.
Se o saldo mensal conseqüente das operações de todos os ramos em que a Sociedade operar com o I.R.B. fôr favorável a êste, deverá ser recolhido dentro de 15 (quinze) dias, a contar da data do recebimento da «Guia de Recolhimento» expedida, sob pena de pagamento dos juros de mora de 12% (doze por cento) ao ano.
As penalidades assinaladas poderão ser reduzidas ou relevadas pelo I.R.B. diante das circunstâncias especiais (de cada caso concreto, bem como quando se tratar de atraso acidental ou invo luntário.
As penalidades aplicáveis aos res seguros dos excedentes individuais são as previstas nas «Normas para Cessões e Retrocessões Vida-Individual» (N. V. I.) e circulares posteriores. Ten do em vista, não só o fato de apenas uma Sociedade ter adotado o critério B, como, principalmente, a pequena probabilidade da ocorrência de penali dades, não me alongarei sôbre êste assunto. 13— Prestação de contas
A prestação de contas é feita men salmente, em conjunto com todos os outros ramos em que a Sociedade opera com o I.R.B. O saldo a favor ou contra a So ciedade, conseqüente das diversas ope rações industriais escrituradas no mês, é discriminado, por operação, em um formulário que acompanha o movimen to geral da conta corrente, e que se denomina de «Movimento Industrial Vida em Grupo».
Se, por qualquer circunstância, o movimento de um mês não puder ser incluído na prestação de contas dêsse mês, figurará na prestação de contas do mês seguinte.
Qualquer dúvida sôbre a exatidão do saldo não impede sua liquidação, regularizando-se a situação no mês se guinte. Para tôdas as apurações anuais pre vistas nas Normas Vida em Grupo, o I.R.B. computa, como pertencendo a um exercício, todos os prêmios líqui dos cedidos pelas sociedades, bem como todos os sinistros ocorridos e avisados e outras despesas havidas entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de cada ano.
A prestação de contas decorrente dos resseguros dos excedentes indi viduais é feita no «Movimento Indus trial Vida Individual», e não no «Mo vimento Industrial Vida em Grupo». 14 — Reservas Técnicas
O I.R.B. e as sociedades retrocessionárias constituem reservas técnicas de acordo com as «Normas para Ces sões c Retrocessões Vida em Grupo», comunicando o I.R.B. às retrocessionárias, no fim de cada exercício, o montante das respectivas reservas, a saber:
a) o montante de sinistros a re cuperar em 31 de jdezembro de cada ano;
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b) reserva de contingência, ou seja, 2% (dois por cento) dos prêmios re trocedidos no exercício, acumulandose o total obtido até atingir, em deter minado exercício, 15% (quinze por cento) dos prêmios retrocedidos no mesmo.
correntes das retrocessões, calculados anualmente ou por ocasião da revoga ção do Capítulo 149 das N.V.G. A citada participação é distribuída para cada Sociedade na proporção do lucro obtido nas retrocessões.
A fim de que, em cada exercício, as sociedades participem na base de uma única percentagem para todo o movi mento de retrocessões jdo ano (inclusi ve o relativo aos sinistros pendentes), o I.R.B. ajusta, anualmente, as re servas técnicas de retrocessões men cionadas neste Capítulo, na forma das alíneas seguintes:
a) as sociedades são debitadas pela reserva correspondente à percentagem de participação do ano findo e credita das pela reserva correspondente à per centagem de participação no novo exer cício; b) os débitos e créditos de ca^da so ciedade, apurados na forma da alínea a, são registrados pela Contabilidade do I.R.B. na conta corrente relativa ao 1 mês do ano, devendo as socie dades contabilizá-los como ajustamen to de reservas do ramo Vida em Gru po. 15 — Apuração do lucro do I.R.B. e das retrocessionárias do Ex cedente Vida em Grupo
As sociedades retrocessionárias con cedem ao I.R.B. uma participação de 20% (vinte por cento) dos lucros de-
Os lucros decorrentes das retroces sões Vida em Grupo correspondem ao excedente entre a receita e a despesa apuradas nas operações de retrocessão. Como receita decorrente das opera ções de retrocessão, consideram-se:
a) os prêmios das retrocessões, lí quidos de cancelamentos e restituições;
b) a reserva de sinistros a liquidar constituída no exercício anterior. Como jdespesa decorrente das ope rações de retrocessão, consideram-se: a) as comissões auferidas pelo Ins tituto de Resseguros do Brasil líqui das de cancelamentos e restituições;
b) os sinistros recuperados I.R.B. e respectivas despesas;
pelo
c) outras despesas recuperadas pelo I.R.B. (quotas de participação nos lucros dos grupos); d) as reservas técnicas constituídas no fim do exercício; e) o excesso da ^despesa sõbre a re ceita do ano anterior, que não se trans portará por mais de dois anos. O I.R.B. concede às sociedades uma participação de 20% (vinte por cento) do seu lucro industrial no ramo Vida em Grupo, distribuído na pro
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porção do lucro bruto decorrente das cessões de cada Sociedade.
d) outras despesas pagas às socie dades (quotas de participações nos lu cros dos grupos);
O lucro industrial do I.R.B. no ramo Vida em Grupo é o excedente entre a receita e a despesa decorrente das operações de resseguro e de retrocessão .
Como receita decorrente das opera ções de resseguro e retrocessão, consideram-se:
a) os prêmios relativos às aceita ções do I.R.B., líquidos de cancela mentos e restituições;
b) as comissões e participações au feridas pelo I.R.B. nas retrocessões. líquidas de cancelamentos e restitui ções;
e) as reservas técnicas constituídas no fim do exercício;
Herminio Augusto Faria .Assessor Técnico do Gabinete de Estudos e Pesquisas, do I.R.B.
«If the blind deny they are blind, how can they ever see?»
O lucro bruto decorrente das cessões
de cada Sociedade ao I.R.B. para os
Introdução
efeitos da distribuição da participação
P RINCIPALMENTE em algumas na
no lucro industrial do I.R.B. no ramo Vida em Grupo, é o excesso da receita
ções estrangeiras, muito jâ tem sido
sôbre a despesa decorrente das opera ções de resseguro. Como receita decorrente das cessões
de cada Sociedade ao I.R.B. conside ram-se:
d) outras despesas recuperadas pelo I.R.B. (quotas de participações nos lucros dos grupos);
a) os prêmios cedidos pelas socie dades ao I.R.B. líquidos (de cancela mentos e restituições;
e) a reserva de sinistros a liquidar constituída no exercício anterior.
b) a reserva de sinistros a liquidar, constituída no exercício anterior.
Como despesa decorrente das ope rações de resseguro e retrocessão, consideram-se:
Como despesa decorrente das ces
a) os prêmios retrocedidos pelo I.R.B., líquidos de cancelamentos e restituições;
TESE APRESENTADA A IV CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE SEGUROS PRIVADOS E DE CAPITALIZAÇÃO — BELO HORIZONTE
f) (sete e meio por cento) dos prêmios líquidos da aceitação do I.R.B., como contribuição às despe sas gerais.
pelo
c) 1 os sinistros recuperados I.R.B. e respectivas despesas;
A análise do processamento e as emprêsas de seguros
sões de cada Sociedade ao I.R.B.
consideram-se: a) os sinistros pagos à Sociedade e respectivas despesas;
b) as comissões concedidas às so ciedades cedentes;
b) outras despesas pagas à Socie dade (quotas (de participações nos lu cros dos grupos);
c) os sinistros pagos às sociedades e respectivas despesas;
c) as reservas técnicas constituídas no fim do exercício.
o desperdício de tempo, dinheiro c escrito acerca ide análise do processa materiais. mento. A finalidade dêste nosso tra Outrossim. cumpre ressaltar que balho é propiciar àqueles que se en apesar de o presente trabalho ter sido contram à testa das emprêsas de se norteado pelos estudos que, a partir guros ou em funções subalternas de de 1947 vimos fazendo no Departa supervisão ou direção, os meios para mento Administrativo ido Serviço Pú que, independentemente das dificulda blico, na Escola Brasileira de Adminis des que o acesso a livros escritos em tração Pública e nos Estados Unidos outros idiomas provoca, possam alcan da América, assim como fazer o assun çar os conceitos fundamentais da aná to parte da cadeira de «Organização lise do processamento, fator de alta e Métodos» do Curso de Aperfeiçoa relevância na melhor qualijdade dos mento destinado a Administradores serviços, principalmente no que se re com nível superior de conhecimentos, fere à maior rapidez e perfeição. que temos a honra de ministrar na Êste estudo, se bem que nada tenha Escola Brasileira de Administração de novidade, coleciona em um só tra Pública procuramos dar à matéria o balho o que nos parece mais significa cunho geral que a mesma merece, tor tivo sôbre o assunto e tem por fim, nando-a apta a auxiiltr a todos os que, a par do conhecimento teórico, colocar na chefia de serviços de natureza pú os gráficos de processamento em ação blica ou privada, queiram melhorar o como arma de especial interesse contra processamento das centenas de milha-
REVISTA DO l.R.3. N? 119 - FEVEREIRO DE 1960
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res de rotinas empiricamente estabele
cidas e mantidas com prejuízo até mes
Acontece, porém, que as modifica ções são realizadas, geralmente, sem
mo para o bom nome das instituições.
uma análise profunda, pois faltam ao
As Conferências Brasileiras de Se
responsável pela execução de um ser
guros vém sendo o veículo por meio
viço o tempo e a isenção (de ânimo
do qual sugestões de importância ca pital para o desenvolvimento das em presas de seguros têm sido suscitadas e ^discutidas. Temos mesmo a impres
necessários para que uma análise possa
Que é processamento?
ser bem feita. É muito difícil a um indivíduo re
conhecer seus próprios defeitos e suas
são de que, no campo específico do
limitações, da mesma forma como é
seguro, as nossas emprêsas, contando
muito difícil a um chefe ver por si só
com o alto valor intelectual e profis sional dos seus diretores, colaborado
uma nova maneira de fazer um serviço
res e empregados, têm alcançado níveis técnicos difíceis de serem superados.
daquela forma com «incrível eficiên
Assim, a nossa colaboração tem por fim, não o aprimoramento das técnicas do seguro, mas, sim, o aperfeiçoamento dos meios de que se utilizam as em prêsas para a aplicação daquelas téc nicas. Equivaleria a dizer que enquanto alguns procuram achar os meios de ganhar mais dinheiro, nós procuramos mostrar como gastar menos dinheiro. O fim é evidente; algèbricamente so mando teríamos:
Ganhar mais dinheiro -|- gastar me nos dinheiro = maior lucro. Antes de prosseguirmos, seria opor tuno salientar que, diàriamente, aos Diretores, Chefes. Supervisores, enfim, a todos os que têm a responsabilidade de fazer alguma coisa, incumbe estudos relacionados com o processamento. E, não há dúvida de que na sua maioria tais estudos são levados a efeito.
que há dez, quinze ou vinte anos é feito
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Damos o nome de processamento ao movimento de papéis, formulários, do cumentos e registros entre pessoas ou unidades da empresa. Ora, é fato pú blico e notório que, para realizar qual quer trabalho, as entidades, quer sejam públicas, quer sejam privadas, neces sitam de uma variedade enorme de processamentos para a realização do seu trabalho. De um modo geral, os autores cos tumam salientar a necessidade (do pro cessamento, face a duas razões prin cipais. A primeira c o fato de que numa organização, cada empregado é (ou pelo menos devia ser) incumbido de
ção se realizam da forma mais econô mica, melhor e mais rápida, dentro da indispensável perfeição técnica.
Os gráficos de processamento Para a feitura da análise idos pro cessamentos, utilizam-se gráficos já testados em várias partes do mundo e considerados de excepcional valor para auxiliar o técnico ou o supervisor a fazer o levantamento de um serviço, desde o início até o seu término, re gistrando todos os fatos a fim de po derem ser convenientemente estudados.
falhas administrativas exige capacidade
É lógico que nem sempre o gráfico se faz necessário. Assim é que no caso de o processamento a estudar ser simples e curto, bastará uma descrição desempenhar uma função específica e •do mesmo, acompanhada de cópia dos assim, o processamento torna-se o meio formulários adotados. Acontece, porém, de por em movimento os papéis que que em sua quase totalidade, os pro permitem a execução do trabalho me- cessamentos são longos ou envolvem diante a conjugação de tôdas as fun- muitos formulários, pois a complexi çòes que nêle devem intervir. dade dos serviços nas emprêsas mo A segunda se refere às responsabili dernas é bastante grande. dades e aos poderes para a execução Nestes casos, faz-se mister a utili
específica c tempo, obrigando a que
(dessas funções. É através do proces
o analista se situe fora da rotina, a fim
samento que o movimento dos papéis, descendo e subindo a escala hierár
cia» .
Assim, queremos deixar claro que o estudo do processamento precisa ser
feito ainda que pelo próprio encarrega do de um trabalho. No entanto, sem
pre que possível, deverá ser utilizado o serviço de um especialista no assunto,
primeiramente porque a correção das
de poder dedicar-se inteiramente aos
problemas de análise técnica; segundo,
porque as técnicas de análise e os
métodos administrativos ainda tão des
quica, assegura a aprovação ou não dos chefes, no campo da sua competência.
conhecidos de tantos, evoluem e se
A finalidade precípua da análise do
transformam, além de a complexidade
processamento vem a ser, então, a de examinar se tôdas as etapas necessárias à aprovação e execução de uma opera-
de que se revestem ser (da ordem da complexidade que caracteriza qualquer
zação dos chamados «gráficos de pro cessamento» cuja principal vantagem é registrar como cada atividade é con duzida, mediante «passos» claros e concisos. Isto é importante pois de vemos ter sempre presente que a mente pode pensar somente acêrca (de poucas cousas num pequeno lapso de’ tempo. Por isto, para que um processo comple to possa ser analisado é necessário que tôdas as suas fases sejam anotadas,
ciência social.
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detalhe por detalhe, na ordem rigorosa em que realmente sucedem.
Num estágio sôbre Administração que fizemos no Executive Office of the President dos Estados Unidos da América, tivemos ocasião de entrar em contacto com quase uma dezena de tipos diferentes de gráficos de proces samento, cada um dêles mais recomen dado conforme o objetivo da análise a ser feita.
Uma vez elaborado o gráfico em tôda a sua minudência, com a identifi cação dos formulários adotados e as suas várias cópias, mostrando o itine rário de cada uma, ou seja, a sua tra mitação de uma pessoa para outra dentro de uma mesma unidade, ou de uma unidade para outra, bem como a descrição das operações em cada «passo do processamento», então é que será possível pensar sôbre éle clara e inte ligentemente, analisá-lo e estudá-lo, bem como voltar sôbre o mesmo para tornar a estudá-lo e analisá-lo quantas vezes se fizerem necessárias. Se bem que para o leigo ou o prin cipiante, o gráfico de processamento possa parecer misterioso à primeira vista, o fato é que, à medida que o supervisor ou o técnico com éle se fa miliariza, torna-se simples e divertido pois propicia ao analista «o quem» «o como» e «o quando» de um processo de trabalho, bem como permite inda gar-se «o porque» de cada «passo». E isto é não só importante como fun damental, pois somente a indagação do propósito de cada «passo» pode mos trar o caminho para a simplificação do processamento, a exclusão dos estran gulamentos, a duplicação do serviço, a inutilidade de uma determinada etapa, etc.
Tipos de gráficos de processamento
Os estudiosos da administração cien tífica já estabeleceram a existência de vários tipos de gráficos ^de processa mento, sendo que em alguns casos certos tipos são apenas variações de outros já anteriormente estabelecidos.
De um modo geral, porém, os que se nos afiguram mais necessários ao estudo das rotinas de trabalho são o Multi~Column Process Chart e o Síngle-Column Process Chart. O primei ro, ou seja, o «gráfico de processamento em várias colunas» mais recomendado para a análise dos «passos» num fluxo de trabalho que seja muito complexo ou envolva várias unidades da organi zação; enquanto que o segundo, o «grá fico de processamento de uma só co luna», mais próprio para estudar os «passos» num procedimento relativa mente mais simples, tais como os que se verificam numa só unidade fia or ganização .
Como o que se nos afigura de uso mais imediato para uma primeira apro ximação com o assunto é o «gráfico de processamento de uma só coluna», restringiremos o nosso campo a essa modalidade de gráfico, sendo de notar que, pràticamente, tudo o que dissermos a seu rçspeito se aplica, também, ao Multi-Column Process Chart.
Liso de símbolos No que se refere a «gráficos de processamento», o primeiro trabalho, evidentemente, vai consistir na identi ficação de cada «passo», ou «item» ou
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«fase», ou «etapa», ide um processo ou atividade. Êste trabalho será fácil se o analista tiver sempre presente na mente que qualquer papel num ambien te de trabalho tem sempre alguma coisa a ser feita nêle.
No sentido de que o estudo fio grá fico possa ser realizado com maior facilidade, permitindo que de um re lance se possam perceber quais os «passos» dados num determinado pro cesso de trabalho, usam-se quatro sím bolos, representando cada um dêles uma das quatro ações já enumeradas.
Vejamos, por exemplo, o caso de um pedido de admissão de um novo em pregado. O «papel» pode permanecer onde se encontra e assim chamaremos esta situação de «Arquivamento» não importando se o mesmo se encontra, numa caixa aguardando um mensageiro para conduzí-lo a outra mesa ou se se encontra num arquivo aguardando alguma informação complementar.
Convém notar que a principio, os analistas usavam uma grande variedade de símbolos para expressar diferentes tipos de «passos». Hoje, no entanto, a tendência, seja nas emprêsas priva das quanto nas públicas, é para manter apenas os quatro símbolos a seguir:
Por outro lado, o mesmo «papel» pode estar sendo levado de um ponto para outro, ou de uma mesa para outra, ou de uma sala para outra, ou de um órgão para outro. A esta situação de nominamos «transporte».
Ainda uma terceira hipótese, o citado «papel» pode estar sendo estudado, ou examinado, ou analisado, ou seja, o «papel» poderá estar sendo subme tido a uma «inspeção». Como «operação-» sôbre o «papel» consideramos o ato. segundo o qual alguém pode assiná-lo, ou despachà-lo, ou dar um parecer. Num «gráfico de processamento» estas quatro ações se encontram pereitamente identificadas, propiciando ao at.a ista os meios para eliminar os «passos» desnecessários ou supérfluos, combinar os que forem suscetíveis de serem combinados, redistribuídos e simphfieã-los segundo a visão do conjunto.
□ Um circulo grande para indicar uma «ope ração», isto c, para significar que alguma coisa está sendo modificada, ou criada, ou adicionada, ou, em resumo, uma ação se está verificando no papel ou documento. Um círculo pequeno para representar um «transporte», ou seja, para indicar que a coisa está sendo movimentada de um lugar para outro.
Um triângulo equilátero para significar «ar quivamento». isto é. para significar que alguma coisa permanece cm um lugar aguardando uma ação. Um quadrado para denotar uma «inspeção», isto é, para significar que alguma coisa está sendo verificada mas não modificada.
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Nessa descrição, o analista deve se
O gráfico de processamento de uma só coluna
certificar de que a mesma identifica o
«passo» da maneira mais clara. Por
A fim de tornar mais fácil a análise do processamento, existe em alguns países o «gráfico de processamento de uma só coluna», já impresso em for mulário próprio, o qual se apresenta mais ou menos como se segue:
exemplo: não se deve escrever «apli
cação conferida» se se quiser dizer «aplicação 127-A conferida para mu
dança de endereço».
GRÁFICO DE PROCESSAMENTO Assunto da Análise:______
Unidade:________________
________________________ Divisão, Dept.0, etc.________
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Inspeção
Data:________________ 0 c, « fi
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i Descrição de cada passo j (Mostre o que é feito — quem o faz) 1
A
Como vemos, o gráfico é bastante simples e pode perfeitamente ser dese nhado pelo analista encarregado do estudo, utilizando o modelo supra. Ao se proceder a um estudo basta que se marque o símbolo próprio rela tivo a cada «passo», desenhando-se depois as linhas de conexão entre os vários símbolos assinalados e que cor respondem ao conjunto de «passos» do processamento. É importante que se note que os quatro símbolos à esquerda servem simplesmente como um guia. Assim, no lado direito do formulário, deve ser feita a descrição do «passo» dado, mostrantdo-se sucintamente, mas com precisão e rigor, o que é feito, bem como quem o faz.
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tudar, tomando o máximo cuidado para scguí-la em todo o percurso, sem se deixar atrair para sardas laterais que nada tenham a ver com o caso ou que distraiam a sua atenção do objeto prin cipal ^da análise.
Certificando-se sempre sôbre a cor reção de cada dado, bem como colhen do informações adicionais sôbre o mé todo de trabalho em cada «etapa» do processamento, o analista estará evi tando qualquer omissão ou mal-enten dido.
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Vemos ainda que há no gráfico três outras colunas. Na primeira à esquer da escreve-se a distância em centíme tros, correspondente ao espaço percor rido por um «papel» durante um «transporte». Na coluna seguinte anota-se o tem po, em minutos, durante o qual o «papel» analisado permanece em «ar quivamento» .
Na coluna encimada por «Passo n°», procede-se à numeração de cada «eta pa» analisada, seguindo-se a ordem natural dos números inteiros.
Como iniciar uma análise
Primeiramente, faz-se necessário te nha o analista certeza sôbre exatamen te qual a atividade que tenciona es
Para isto, o roteiro de uma análise de processamento deve ser iniciado pela coleta de dados. Os dados ou informações básicas são fornecidos pelos próprios empregados responsáveis pelo trabalho cujo processamento vai ser analisado. De um modo geral os autores recomendam um questionário com os seguintes itens:
Feita a revisão anotada no rascunho, deve ser preenchido o «gráfico de pro cessamento», agora em caráter defini tivo. Neste trabalho, deve o analista, face ao rascunho bem como às infor mações complementares colhidas, se guir, novaménie, o objeto, motivo da a) nome do empregado que respon atividade cm estudo, «passo» a «passo» desde o ponto inicial até o ponto final, derá ao questionário; cuidando de numerar cada «passo», Zj) qual o cargo ou função que assim como de aplicar o símbolo pró ocupa; prio, conectando-o convenientemente c) de quem recebe o trabalho: com o precedente. d) qual o número dos formulários Em seguida, no lugar próprio, cada ou outias informações que permitam «passo» será descrito com a necessária a sua identificação; clareza e segurança, ainda que se trate e) o que lhe incumbe fazer com re de «passo» aparentemente sem impor lação ao citado material; tância. É imprescindível que não haja /) após terminar a sua parte, para emissão de «passo» algum; assim, se quem passa o trabalho; houver dúvidas sôbre o registro de um y) quantas unidades de trabalho faz «passo» deve o mesmo ser anotado. É por dia. melhor errar por excesso, pois a análise Recolhidos os dados, o analista deve posterior se encarregará de eliminá-lo. fazer nos questionários uma primeira Como analisar o gráfico inspeção, a fim de se certificar de que todas as questões foram devidamente de processamento respondidas, passando em seguida à feitura do «gráfico ;de processamento», A análise deve partir do processa «mcialmente sob a forma de rascunho mento geral, e descer progressivamente para facilitar a correção das falhas ou ao exame minucioso das diversas eta erros prováveis de informações. Se pas, cabendo ao analista manter sempre alguma informação não parecer bas em mente que a sua finalidade precípua tante clara, deverá o analista conferir é a simplificação do trabalho, seja pela o processamento com os empregados. eliminação, ou pela combinação, ou pelo
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rearranjamento dos «passos». Assim convém seja verificado:
tar maior economia e eficiência. Por exemplo, no caso do formulário que, para ser preenchido, deve ir de uma seção a outra, e voltar à primeira, devese estujdar a eliminação dos movimentos de ida e volta;
11<?) qual a utilidade de cada «passo» do processamento;
29) se haveria vantagem em alterar a seqüência das «operações»; 39) se as operações estão sendo exe cutadas por pessoas adequadas à fun ção que ocupam, e com treinamento suficiente nos métodos apropriados;
49) se cada operação está sendo executada da maneira mais eficiente. Num estudo feito pelo Governo dos Estados Unidos da América no seu programa para simplificação do traba lho, o Supervisoras Guide to the Proo ess Chart recomenda ao analista faça para si próprio as seguintes perguntas:
1”) Que é feito? Quais são os «pas sos»? Será que tenho todos os «pas sos»? Que faz cada «passo»? Quais são os fatos vizinhos?
2") Por que é este «passo» neces sário? Pode um resultado tão bom ser obtido sem êle? É éle absolutamente necessário? Não se deixe iludir por uma desculpa quando estiver procuran do uma razão. 3°) Onde este «passo» devia ser dado? Pode êle ser feito mais fàcilmente — com menor tempo e transporte — mediante a troca de colocação de em pregados ou equipamento? 4") Quando devia êste «passo ser feito? Está sendo realizado na seqüên cia certa? Posso combiná-lo ou simpli ficá-lo movendo-o para frente ou para trás?
As vezes, de uma simples alteração na seqüência das operações pode resul
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5°) Quem devia fazer o trabalho? A pessoa que o executa é a pessoa certa? Ou será mais lógico entregá-lo a alguma outra pessoa? No exame de Quem, o analista en contrará com freqüência, empregados «caros» executando tarefas abaixo de sua categoria e qualificação técnica ou profissional, encarecendo sèriamente a realização de um trabalho; haverá, também, o inverso, ou seja, empregados sem competência incumbidos de fases importantes exigindo revisões e voltas de processo perfeitamente dispensáveis. Convém notar que o assunto, às vezes, torna-se bastante complexo, pois o em pregado altamente remunerado fazendo serviço de importância secundária, de vido a erros na administração do pes soal da empresa, não possui compe tência técnica para serviços de maior dificuldade, sendo ainda de notar que é muito comum que, por erros adminis trativos, ou por injunções políticas, ou por imposições das leis trabalhistas, empregados entram nas organizações e ficam marcando passo dentro das carreiras a que pertencem, enquanto que aumentam substancialmente a sua capacidade e competência técnica.
No nosso caso, isto é, para o analista de «Organização e Méto-dos» ou para o supervisor que estiver estudando um determinado processamento, o impor tante é dar a incumbência da execução de cada «passo», ao empregado que
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possua as qualificações pessoais, téc nicas e profissionais indicadas, cabendo à Administração Superior ou ao Téc nico de Pessoal, se houver, os estudos da reclassificação dos empregados para as correções de falhas que, lamentàvelmente. são tão perniciosas quanto frequentes.
do processamento existente, incluindo desperdício de mão-de-obra, dificulda des de controle, erros, etc.
No caso ide o analista de «Organi zação e Métodos» ser também «Técni co em Administração de Pessoal», deve o mesmo sugerir as providências ne cessárias à correção de cada caso en contrado.
6°) Corno está o trabalho sendo feito? Pode ser feito melhor com equi pamento diferente ou outra disposição do espaço? Posso tornar o trabalho mais fácil para todos os empregados envolvidos na sua realização? Relatório final Terminado o estudo do processa mento, o analista deverá preparar um relatório minucioso que o professor Harry Miller (divide, por uma questão de melhor sistemática, em quatro par tes .
Em seguida, deve o analista incluir o gráfico de processamento recomen dado, resultante dos seus estudos, assim como cópias dos formulários propostos, se fôr o caso. Por exemplo, se tiver sido possível condensar 2 formulários em um só, ou eliminar certas partes de um formulário, etc. Outrossim, esta terceira parte será completada com des crições minuciosas das fases que não tenham ficado muito claras no gráfico do processamento proposto.
Finalmente, como uma quarta parte do relatório, deverá o analista proceder à exposição das vantagens que advirão da adoção [do novo processamento.
Convém salientar que às vêzes a redução é enorme, eliminando mesmo, em alguns casos, quase a metade dos «passos», diminuindo muito a quanti dade de papéis ou o número de pessoal para a execução do mesmo trabalho. Assim, o analista tem que convencer a todos do valor das suas sugestões.
É lógico que a necessidade de influNa primeira parte do relatório, de enciação por parte do analista será verá ser incluído o gráfico correspon- tanto menos necessária quanto mais dente ao processamento encontrado competentes forem os [diretores, geren quando o analista iniciou o trabalho, tes, ou supervisores. hem como cópias preenchidas dos for Há casos mesmo em que esta inmulários usados na realização das vá fluenciação se faz desnecessária pois rias «fases» do trabalho. Esta primeira muitos são os dirigentes que não co parte deve ser completada e ampliada com descrições minuciosas dos «passos» locam dúvidas no trabalho de um Téc que necessitam de maiores esclareci nico em Administração, da mesma for ma como não o fazem face ao traba mentos . lho de um Médico, de um Engenheiro, Na segunda parte, fará o analista de um Atuário, de um Advogado, de uma exposição imparcial das condições um Contador, de um Técnico em Se verificadas, onde descreverá as falhas guros, etc.
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Sugestões e considerações finais
Depois de aprovadas as recomenda ções, o analista auxiliará na implanta ção do novo processamento, na medida em que fór necessário. Em alguns casos será simples, no entanto, na sua maioria poderá ser difícil, exigindo que o analista auxilie na adaptação dos empregados aos novos métodos, na pre paração de formulários e em outros inúmeros pormenores.
temas com que começaram as suas ope rações . Na era em que vivemos, onde novos materiais e novos produtos são incor porados diàriamente às nossas vidas e onde novas máquinas se tornam a todo instante obsoletas pelo aparecimento quase milagroso de substitutas com ca pacidade de trabalho nunca dantes su peradas, faz-se mister que aquéles que tanto se empenham por um melhor aparelhamento das emprêsas de segu ros, sintam e compreendam e aceitem a necessidade da modificação diária, ou pelo menos periódica, nos processos e métodos de trabalho.
Nos casos de redução de pessoal, o analista será freqüentemente chamado a colaborar no problema da relotação, isto é, estudar e recomendar a trans ferência (dos excedentes de pessoal para Aos sistemas de «Organizações e outros órgãos onde possam os seus Métodos», estudados, usados e aper serviços ser utilizados segundo a ex feiçoados pelos que se dedicam since periência e o conhecimento especiali ramente à matéria incumbe a análise e a racionalização dos métodos de tra zado de cada um. balho e aos Diretores das Emprêsas de Além do mais, convém salientar que Seguros cabe a responsabilidade de o estudo do processamento não deve perante si mesmos propiciarem à nova ser considerado como final. Os gráfi matéria os meios e as oportunidades cos, as análises e as recomendações para que prove que, às vézes, pela devem ser guardadas em lugar próprio, simples adoção de um método mais para estudos futuros. Pois o proces racional, sem aumentar o tempo de samento exigirá, de tempos em tempos, trabalho ou o esforço, e com os mes novas modificações e desmembramen mos instrumentos, pode um empregado tos, forçará situações que somente uma produzir cinco ou dez vêzes mais. nova análise pojderá resolver. RESOLUÇÃO Aliás, não poderia ser de outra forma, pois as emprêsas aceitando novas mo Que as emprêsas de seguros e ca dalidades de seguros, explorando ramos pitalização considerem a conveniência até então desprezados, aumentando o de criarem organismos com a função de volume das suas operações, enfrentan estudarem a racionalização do proces do situações de concorrência e compe samento de seus serviços. tição num mercado em que só é permi Parecer da Comissão de Coordenação tida a sobrevivência ao mais capaz, e Redação não podem se permitir ao luxo de con Recomendar a aprovação da resolu tinuar a traoaihar pelos mesmos sis ção acima.
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Notas sobre a simplificação do seguro de transporte rodoviário de mercadorias TESE APRESENTADA À IV CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE SEGUROS PRI VADOS E DE CAPITALIZAÇÃO — BELO HORIZONTE
Emílio Milla e Girolamo Zirotti Da Assicitrazioni Gcncrali
1. Inúmeros caminhões, cavalos mecânicos com reboques, carros tan ques e outros meios motorizados sul cam o território nacional transportan do mercadorias de tôda espécie.
Os veículos pertencem às vêzes aos mesmos proprietários das mercadorias ou mais freqüentemente a emprêsas es pecializadas em transportes; estas, em sucessivas baldeações com vários ser viços combinados em reciprocidade en tre várias emprêsas entregam as mer cadorias aos destinatários nos pontos mais longínquos do Pais. 2. As mercadorias que. como o sangue circula pelas artérias, se movi mentam pelas rodovias, viajam sob a cúpola protetora do seguro que garan te o ressarcimento dos danos devidos a acidentes rodoviários de tôda espé cie, fenômenos naturais, roubos, furtos, extravios, etc. 3. Tivemos nos últimos 30 ou 40 anos um progresso tão grandioso e rá pido dos transportes rodoviários que num certo sentido, pode-se dizer a or ganização de seguros ficou um pouco em atraso em relação às necessidades do mercado.
A pura e simples aplicação das re gras normais dos seguros de transpor tes marítimos, regras cristalizadas atra-
vês de anos de experiência mundial, se demonstra às vêzes inadequada aos novos riscos, às viagens curtas, ao fa to de que o embarcador, uma vez en tregue sua mercadoria a uma emprêsa especializada de transportes, desconhe ce o tipo do meio que efetuará o trans porte, o percurso efetuado, as baldea ções necessárias, enfim, todos aquêles aspectos técnicos que são perfeitamen te conhecidos no caso de transporte marítimo.
O dono das mercadorias, feita abs tração do seguro, terá somente a ga rantia da responsabilidade do trans portador. Em conseqüência, surgiram os segu ros de transporte efetuados pelo trans portador por conta do embarcador. 4. Além dos seguros de transpor te as emprêsas responsáveis pela en trega das mercadorias no respectivo destino, sentiram a necessidade de se precaverem contra as ações de ressar cimento e efetuarem seguros de res ponsabilidade civil. Êstes destinavamse, em origem, a cobrir a responsabi lidade do transportador para as conde-
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nações que pudesse sofrer em virtude de* eventos ligados ao cumprimento próprio dos contratos de transportes.
fornecer uma sugestão que poderá tal vez ser de alguma utilidade aos órgãos encarregados do estudo do assunto.
Mas, se nos transportes marítimos é fácil discriminar os eventos devidos a caso fortuito e fôrça maior daqueles para os quais existe responsabilidade do armador, o mesmo não se dá no caso de transportes terrestres, em que quase todos os desastres rodoviários podem ser atribuídos, em sentido lato, à culpa do transportador (culpa in vigilando, ou seja, falta de manutenção dos veículos; culpa in eligendo, ou se ja, falta ou negligência na escolha dos motoristas) .
5. Convencidos como estamos de que a cobertura de riscos de transpor te deve ser fornecida por apólice de transportes, tendo ao mesmo tempo a noção de que a complexidade burocrá tica e- a excessividade dos prémios du ma apólice de averbação constituem o maior obstáculo à efetivação dos se guros realizados por emprésas trans portadoras, vimos expor um esquema de apólice simplificada que, após o de vido estudo dzi cláusula e taxas, pode rá tornar-se um útil instrumento para seguradores e segurados, evitando, ao menos em parte, os antigos inconve nientes .
Acresce a circunstância que o con trato de transporte terrestre é regula do por um conhecimento simplificado e com cláusulas resumidas, sendo que o conhecimento marítimo é um contra to concebido com técnica mais apurada e no qual tôdas as hipóteses são pre vistas pormenorizadamente.
Eis que as apólices de Responsabi lidade Civil (na prática denominadas RCT) começaram a oferecer cobertu ras amplas, revelando uma perigosa tendência a substituir as apólices de transportes.
A questão dos limites entre apólice de Responsabilidade Civil e apólice de Transporte, a regulamentação desta complexa matéria, foi objeto de estu dos prolongados por parte dos órgãos técnicos do I.R.B. es da Federação. Os autores dêste modesto trabalho não têm a pretensão de indicar a so lução do problema nem tampouco de fornecer um meio para discriminar os campos dos dois seguros. O presente trabalho tem somente a finalidade de
6. Trata-se de uma apólice complexiva anual para tôdas as mercado rias transportadas por uma determina da firma. A emprêsa transportadora tem uma cobertura completa dos ris cos de transporte rodoviário (excluin do quebra) para tôdas as mercadorias, excluídas as mercadorias perigosas.
Será fixado um máximo de cober tura para cada auto-veículo e um prê mio anual para veículo. Assim, por exemplo, emprêsa de transportes que tenha uma frota de 20 caminhões contratará um seguro co brindo uma importância fixa por cami nhão em circulação (as importân cias poderão ser diferentes havendo veículos de diferentes tonelagens). O prémio será calculado em base anual e cobrirá as mercadorias transportadas durante o período inteiro de vigência do contrato.
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Poderá ser fornecida a cobertura a risco total ou a primeirò risco, de acor do com as oportunidades e com prê mios calculados adequadamente.
Por parte dos seguradores o prêmio deverá ser aumentado adequadamente para evitar insuficiências de prêmios e sobretudo fenômenos anti-seletivos nos riscos mais sujeitos a perdas de valor reduzido.
Será eliminada tóda e qualquer es pécie de averbação, entrega de mani festos, ajustamento final, etc. A única exigência será a de ser comunicada à Companhia seguradora a entrada em serviço de qualquer novo auto-veículo. Nesse- caso, deverão ser fornecidas as respectivas características e o prêmio será calculado pro-rata. O mesmo acontecerá pela exclusão de qualquer veículo da frota.
Poderão ser cobertas mercadorias transportadas em veículos de proprie dade do segurado ou por êle alugados de forma estável ou ocasional. Sòrnente em caso de sinistro deverá ser apiesentado o manifesto e respec tivos conhecimentos para o cálculo do valor da indenização e eventual aplica ção da cláusula rateio (nos casos de seguros a risco total) . 7. Sôbre a cobertura a risco total ou a primeiro risco relativo, cumprenos oferecer os seguintes esclarecimentos:
Primeiro risco relativo-, Entende-se quando não há a aplicação de cláusula de rateio desde que o total da merca doria transportada em cada viagem não exceda três vêzes (uma proporção de terminada pela prática) a cobertura fixada para cada veículo Êste é o sistema bastante eficaz porém não isento de perigos de parte a parte. Por parte do segurado êste se rá descoberto nos sinistros de. maiorvalor (perda total, incêndio, etc.).
8. A seguir e para melhor escla recimento, e a titulo puramente indica tivo, damos um esquema de apólice e relativa tarifa. ESQUEMA N.° 1
Mercadorias expedidas por caminhões Endosso n.° 1 da apólice n.° ........................ emitida em ........................................................ Segurado.............................................................. Condições particulares: APÓLICE ANUAL A RISCO TOTAL POR VEÍCULO
Art. T’ As condições particulares que se seguem prevalecem, em caso de discordância, sôbre as condições ge rais da apólice. Art. 2*’ A presente apólice cobre tôdas as mercadorias transportadas pe lo segurado por conta própria ou de terceiros, em veículos de sua proprie dade ou alugados, abaixo relacionados, dirigidos por pessoal fixo, dentro do território brasileiro.
Das jreferidas mercadorias estão ex cluídas as pertencentes à categoria de matérias inflamáveis, explosivas e pe rigosas; os objetos frágeis ou de fácil quebra ou deterioramento, as obras de arte ou de valor estimativo; materiais preciosos e documentos. Art. 39 As mercadorias estão segu radas até a importância abaixo indica da para cada caminhão e para cada viagem.
REVISTA DO l.R 3. N? 119 - FEVEREIRO DE 1960
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Importância segurada
p/caminhão e p/viagem Cr$
VEÍCULOS
Tipo e marca Número da licença Carga ............................................ Tonelagem Fechado ou aberto REBOQUES
Chapa Tonelagem Aberto ou fechado
Art. 5° A responsabilidade da Companhia, por volume, não poderá em nenhum caso superar 10% do valor se gurado a risco total por veículo. Art. 69 O segurado fica dispensa do de comunicar à Companhia os embarqucS, mas se obriga a fornecer a cada caminhão o manifesto de embar que com relação a tóda mercadoria trnsportada.
Art. 79 Em caso de incêndio, capotagem ou sinistro de natureza gra ve. o segurado e/ou os encarregados do transporte obrigam-se a: 1) fazer o imediato registro no Dis trito Policial da localidade mais pró xima do acidente;
2) avisar imediatamente, por tele grama, à Companhia. Tanto para os casos acima como pa ra qualquer outra ocorrência de que resultarem avarias nas mercadorias transportadas, os encarregados da via gem deverão, à chegada ao destino: — antes de efetuar qualquer alte ração no estado do veículo, do reboque e da carga, solicitar a imediata inter venção do Comissário de Avaria de
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veículos e reboques relacionados no art. 39 c o seguinte:'
risco relativo» as taxas previstas na tarifa.
116
signado pela Companhia, de forma que o próprio Comissário possa constatar o exato estado no qual o veículo, re boque e carga chegaram ao destino.
A inobservância das disposições con tidas no presente artigo isenta total mente a Companhia do ressarcimento dos danos havidos.
Art. 89 No caso em que o segu rado tenha que efetuar expedições nas quais o valor das mercadorias trans portadas exceda a importância estabe lecida na presente apólice, poderá se gurar tais excedentes comunicando em cada caso e sempre antes do início da viagem, o percurso que vai efetuar, o valor e o pêso das mercadorias. Tais coberturas suplementares serão efetuadas por intermédio de endossos específicos, aplicando-se aos mesmos as taxas e condições previstas na ta rifa e na apólice. Art. 99 No caso em que o segu rado, durante a vigência da presente apólice, adquira, alugue ou contrate novos veículos, deverá comunicar os respectivos dados à Companhia, com a finalidade de ser emitido o endosso dando cobertura às mercadorias trans portadas nos referidos veículos.
O prêmio para cobertura das novas inclusões será calculado pro-rata. No caso de venda e/ou exclusão de veículos, como também em caso de pa ralisação das atividades do segurado, deverá ser emitido o correspondente endosso, devolvendo-se o prêmio ao mesmo pro-rata.
Art. 10. O prêmio anual que o segurado deve pagar em relação aos
Licenças Veiculo n.° Veiculo n.° Reboque n.° Reboque n.°
Prêmios
.••• .••• ...» ....
••• •••
Total prêmio anual Cr$ . ..
Seguem eventuais condições espe ciais. TABELAS DE PRÊMIOS
a)
Seguem eventuais condiçõ?s especiais. ESQUEMA N.° 2
1.500.000,00 2.000.000.00 2.500.000,00 3.000.C00 00 4.0C0.000,C0 5.000.C0070C 6.COO.OOO.CO
Condições particulares de apólice anual a primeiro risco relativo por veiculo Nota — Texto idêntico ao da apó lice anual «a risco total» por veiculo exceto os arts. 5° e 8”, cujo texto será o seguinte:
Art. 5° Tendo sido estipulado o presente seguro «a primeiro risco re lativo», a Companhia indenizará as avarias cobertas pela apólice até a im portância total segurada para cada veículo, sem aplicação de rateio, sem pre quando o total do valor da carga transportada não exceda três vezes a referida importância segurada. A responsabilidade da Companhia, por volume, não poderá em nenhum caso superar 15% do valor segurado «a primeiro risco relativo» por veículo. Art. 8° No caso em que o segu rado deseje, para determinados em barques. quantias superiores ao pri meiro risco relativo estipulado, poderá obter as coberturas suplementares, no tificando a Companhia, antes do iní cio da viagem, do percurso que vai efetuai, valor e pêso das mercadorias.
Tais coberturas suplementares se rão dadas por intermédio de endossos específicos a esta apólice, aplicandose sòbre os excedentes ao «primeiro
cobertura a risco total garantia prêmio anual Cr$ Cr$ 1.000. OCO 00 60.000,00
b)
85.787,00 111.570.00 136.150.00 159.873.00 206.287,00 249.263.00 292.239,00
cobertura a primeiro risco relativo garantia prêmio anual Cr$ Cr$ 1.000.C0C.00 1.500.000.00 2.000.0C0 CO 2.500.000,00 3.000.000,C0 4.000.000.00 5.0C0. COO 00 ó.OCO.OOO.CO
80.114.00 114.497,00 148.874,00 181.533.00
213.335,00 275.049.00 333.840,00 390.053,00
1) Os prêmios acima são aplicá veis para cadei caminhão ou reboques a serviço do segurado. 2) Os citados prêmios são anuais e cobrem tòdas as viagens efetuadas pelos veículos dentro do prazo do se guro. RESOLUÇÃO O Grupo de Discussão chegou à conclu são dc que a t?sc apresentada constitui um valioso trabalho de capital interesse para os seguradores nos ramos Transportes e Respon sabilidade Civil, recomendando deva a mesma ser encaminhada à Diretoria da Federação como um valioso subsídio para os estudos que ali se estão processando sòbre a matéria.
Parecer da Comissão dc Coordenação c Redação Recomendar ao Plenário a aprovação das concluso's acima.
REVISTA DO l.R.B.
NO 119 - FEVEREIRO DE
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TESE APRESENTADA A IV CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE SEGUROS PRI VADOS E DE CAPITALIZAÇÃO —BELO HORIZONTE
Flávio C. Sá Gerente da Suc. Rio da American Motorists Insurancc Company
1 do Artigo 16 da T.S.I.B. estabelece que:
item
«Aos riscos isolados ou estabeleci mentos que, por suas características próprias, apresentem condições espe ciais em relação aos normais de sua classe, poderão ser concedidas taxas inferiores às prev’’stc.s na presente Ta rifa para os riscos rormais».
A Portaria n° 21, de 5 de maio de 1956, fixando normas para a conces são dos descontos a que se refere o citado Artigo 16, mantém para Tarifações individuais o mesmo princípio, ao estabelecer no item 1 da l:l Parte que:
«As Tarifações Individuais poderão ser concedidas a riscos isolados ou es tabelecimentos que, por suas caracte rísticas próprias, apresentarem condi ções especiais em relação aos normais de sua classe».
Muito embora o item 2 indique al guns des elementos que deverão ser considerados na apreciação das condi ções do risco para efeito da concessão do benefício, o cunho subjetivo do cri tério é eminente, reforçado ainda pela advertência de que sejam «atendidas as peculiaridades de cada caso».
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cedidas através da redução de classes de Ocupação, sendo realmente esporá dicos os casos em que outro critério é adotado. Ficaremos, então, no caso geral, contrários que somos a argu mentar com exceções.
mado arbitrária e imaginativamente por base, inferior? Atente-se bem para a circunstância de que, enquanto o risco em estudo oferece, ao exame, através do QTI os elementos considerados in dispensáveis, o risco «normal», centro da comparação, não existe senão na concepção de cada um, produto de ex periências individuais, analisadas sob aspectos individuais, impossíveis de serem somados para formar uma só experiência impessoal, pela falta de ele mento comum.
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A subjetividade do "Eu acho”
O
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A pequena experiência que temos podido acumular durante o correr dos anos, no exame de pedidos de Tarifa ções Individuais, leva-nos a tecer al guns comentários sõbre o assunto, na esperança de encontrar uma solução de caráter objetivo. Inicialmente,
desejaríamos
relem
brar, embora possa parecer supérfluo,
que todo critério de taxação no ramo Incêndio está subordinado a três fa tores, identificados em nossa linguagem como o «LOC»: a Localização, que estabelece uma diferenciação entre os riscos em função da localidade onde os mesmos se encontram e que diz respeito à existência de meios de pro teção e combate ao incêndio; a Ocupa ção, característica exclusiva do «con teúdo», que gradua o nível de periculosidade de cada risco, e a Cons trução, que se refere aos edifícios, criando condições diferentes conforme a natureza física dos continentes.
Poderiamos oferecer reparos à prá tica adotada, por não encontrarmos nos dispositivos vigentes qualquer in dicação que conduza a limitar-se à classe de Ocupação a concessão do privilégio. Citaríamos, por exemplo, o subitem 2.1 da Portaria n" 21 que
trata especlficamente de dispositivos inerentes à construção. No entanto, não enveredaremos por êste caminho, por não ser êste o nosso objetivo. Pretendemos comentar o critério em si c não os detalhes dêste critério Para tanto, restrigiremos nossos trabalhos ao conceito do ri~ risco «superior» ao normal de sua classe,> «atendidas ------as peculiaridades de cada caso».
Tomemos, por exemplo, qualquer caso imaginário, onde seja alegada a existência da superioridade. É óbvio
que teremos de estabelecer compara ção com o que entendemos como «nor mal de sua classe». Êste é o ponto principal da questão uma vez que não há «padrão» ou «medida» para o que entendemos por «normal».
Entra-se, então, na fase essencial mente subjetiva. É o risco em estudo superior a outro, tido como normal, cu é êle normal, sendo o outro, to
Embora a experiência e o conheci
mento individuais não possam ser postos em dúvida, caímos, cm muitos cases h o argumento do «eu acho». A prática tem demonstrado, com exube rância. não haver exagero nesta afir mativa . Em tese, devemos admitir que a Ta rifa está certa. Ainda que existam
imperfeições, estas poderão ser corri gidas de forma direta sem o recurso aos artifícios. Ora. se admitirmos como premissa a correção e propriedade da Tarifa, em seu conjunto, para os ris
cos normais, teremos, no próprio con ceito fundamental do seguro, o mutua lismo, que uns riscos pagam pelos ou tros. dentro de um razoável entendi mento, está claro.
Sabemos, por outro lado, que riscos reconhecidamente maus, — quer sob o aspecto construtural, quer sob o ope racional, .hão são penalizados com adi
As Tarifações Individuais têm sido, conforme praxe já consagrada, con REVISTA DO I.R.B,
N‘> 119 - FEVEREIRO DE I9tf
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cionais de agravação. São taxados tarifàriamente e compensados, dentro da massa, per aqueles de melhor compo sição. Daí o necessário equilíbrio.
Em tais casos, sem dúvida frequen
objetivas que indiquem, sem a neces sidade de interpretações subjetivas,
tabelecendo as normas gradações inter
1°) quando um risco é merecedor de Tarifação Individual;
se lida com uma grande massa não é
2") quais os requisitos necessários ao benefício; e
do atender a filigranas de casos indi
viduais. Sc o tentássemos, chegaría
qual a gradação dêste bene
mos à conclusão de que cs limites es
Não queremos chegar à intransigên
cia técnica no sentido de não benefi
ciar os bons riscos embora a ausência de adicionais em contra-partida auto rize a analogia com uma conta bancá ria c-nde só se fazem retiradas. Não
tes, predomina o «eu acho». Alguém opina pela melhoria de 2 classes; ou
tros «acham» que o risco só merece
1 classz e ainda outros «acham» que não merece benefício algum.
A decisão, naturalmente, faz-se por
3?) ficio .
havendo depósitos, o saldo se extin guirá .
sólida, a qual não é nem pode ser
Parece-nos. contudo, que o beneficio
possível estabelecer um sistema capa
tabelecem sempre ceitas barreiras e
votos, prevalecendo o «eu acho» da
maioria, mas sem fundamentação mais
mediárias. E está certo, pois quando
Não cremos que um critério dpsta natureza possa ser condenado pela eli
que entre 15 e 16% estaria faltando
15,5% e assim por diante.
minação da interpretação pessoal ou
Uma vez que sejam estabelecidos
sua redução ao mínimo. Ao contrário,
limites igualmente aplicáveis a casos
Parece-ncs que alguns pontos bá
pensamos que o fator pessoal deva ser
análogos, não se poderá invocar in
deva ser prudente, bem ponderado e, sobretudo, justo. E não vemos, data
sicos. de caráter objetivo, deveriam ser
eliminado a fim de garantir, entre ou •
justiça. Injustiça é o tratamento dispar
fixados para a ccncessão de Tarifa ções Individuais. Dentre êles, lembra
tras vantagens, a regularidade das de cisões.
para casos semelhantes. E é na ten
venia, justiça no critério atual.
E se não bastasse, citaiíamos na pró
gulamentação em vigor que propomos
Para demonstrá-lo, figuremos dois exemplos opostos:
a) um risco industrial, recentemente instalado no país, com poucos con correntes na espécie. A comparação com o «ncrmal» ultrapassa a subjeti vidade. É pura mística. b) Um risco industrial bem difun dido no país, com enorme número de estabelecimentos congêneres. As ida des dos riscos variam, digamos, entre 1 e 50 anos, do que decorrem cons truções diferentes, instalações diferen tes, métodos diferentes, tudo ditado pelas práticas adotadas nas épocas em que foram instalados.
Dentre todos êsses riscos, qual é «normal» ? Em que base é feita a com paração ?
apresentada.
ríamos a idade dêi construção, a expe riência na condução do ramo de ne
tativa de el.minar esta anomalia da re
pria Portaria n“ 21, sua 2a Parte, que
à IV Conferência Brasileira de Segu
gócio, a importância segurada ou o
fixa, de forma rígida, a concessão de
ros Privados e Capitalização:
prêmio anual, etc. Outros elementos,
descontos aos riscos que dispuserem
certamentc, deveriam ser aduzidos.
Seja recomendado aos órgãos de
de meios próprios de prevenção e com
classe, por intermédio de suas Comis
Não temos a vaidade de pretender
bate a incêndios. Em suas várias ta
esgotar a matéria, vasta c complexa,
belas para os descontos pela instala
sões Técnicas, o estudo de um critério objetivo para a concessão de Tarifa-
além do que entendemos não ser opor
ção de hidrantes, por exemplo, são
ções Individuais no ramo Incêndio.
tuna a discussão de detalhes em con
fixadas porcentagens para cs casos
claves desta natureza. Preferimos a
previstos tão somente.
fixação de princípios, cabendo às Co
missões. Técnicas dos órgãos de classe, por intermédio de seus ilustres mem bros, a elaboração de minúcias.
Somos, assim, favoráveis à idéia de que se promovam estudos profundos no sentido de fixar-se, para a conces
Asim,
um
nsco enquadrável no item 3.12.1, classiív _ _acação «B» com
RESOLUÇÃO
«Por unanimidade, o plenário aprova a tese, d?ixando o seu estado a cargo das comissões
proteção classe «B», tem um desconto de 15%. Se a proteção fôr superior à da classe «B» mas não atingir as
técnicas, de acordo com a conclusão do pró prio autor.»
exigências da classe «C» fica desde logo prejudicada esta última, não es
c Redação
Parecer da Comissão de Coordenação Recomendar ao Plenário a aprovação da resolução acima.
são de Tari fações Individuais, bases
REVISTA DO LR.B. N? 119 - FEVEREIRO DE 196V
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Cobertura da possibilidade de catástrofe em riscos diversos e tumultos TESE APRESENTADA Ã IV CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE SEGUROS PRIVADOS E DE CAPITALIZAÇÃO — BELO HORIZONTE
Ayrton L. Dornelles Assistente da Diretoria da Santa Cruz Cia. de Seguros Gerais
Jv M 1951 foram aprovadas pelo
D.N.S.P.C. as primeiras tarifas c Condições Gerais dos então denomina dos Riscos Vários, compreendendo as coberturas de: Inundações; Terremotos ou tremores de terra; Vendaval, fu racão, ciclone, tornado e/ou granizo; Vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo e/ou aeronaves, e/ ou veículos terrestres e/ou fumaça; Derrame de água e/ou substâncias líquidas de ins talações de Sprinklers. Além destas, já eram conhecidas e utilizadas outras modalidades como Responsabilidade Civil, Tumultos, Fi delidade, etc.
Procuravam as Seguradoras operar nos novos ramos com razoável margem de segurança, arbitrando retenções e realizando resseguros em congêneres do mercado nacional, estrangeiro, ou no Instituto de Resseguros do Brasil, mediante propostas de cobertura avul sa.
Formava-se, assim, a carteira que mais tarde teve sua denominação de finida pela Portaria n-’ 10, de 19-2-59,
do D.N.S.P.C., como Carteira de Riscos Diversos, abrangendo as mais variadas coberturas. No seu início e princípio de evolução observou-se um fenômeno interessante: maior procura do que oferta.
O mercado se ressentia da falta de
coberturas que, em outros centros se guradores, eram consideradas indispen sáveis. E o incremento dos negócios foi surpreendente, exigindo o desen volvimento técnico e operacional do se guro e resseguro. Mais uma vez, demonstrou o mer
cado segurador nacional sua pujança e capacidade realizadora. Novos ra mos foram estudados e regulamenta dos, tarifas foram atualizadas c, como conseqüência da crescente solicitação de cobertura de excessos de retenção, foi criado pelo I.R.B. um setor es pecial para atender às novas carteiras e, após, concretizada a regulamentação
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quele órgão, abrangendo ponderável parte da Carteira de Riscos Diversos.
gens, inúmeros depósitos de produtos que se estocam nos períodos de safra, aguardando transporte fluvial. Tais depósitos constituem riscos, alguns já cobertos contra inundações.
Os resultados auferidos nas opera ções vêm sendo compensadores. E começa a ser abandonada a ^dependên cia da «procura», na constituição da carteira. Os seguradores já se lançam a campo com a «oferta» de cobertura de riscos diversos, o que permite pre conizar uma progressão geométrica na produção.
Até agora, a evolução técnica tem acompanhado c mesmo superado o ritmo ascensional dos prêmios. Entre tanto. a nossa preparação, sólida para o estágio atual, talvez venha a se re velar deficiente para as eventualidades futuras, principalmente naquelas mo dalidades onde são fatores determinan tes do risco as características peculiares a cada região ou a determinadas si tuações.
E. nas proximidades do desembocadouro e margens do Guaíba, locali zam-se. em concentração maior, outros riscos semelhantes e ponderável parte das indústrias de Pôrto Alegre. Em 1941, repetindo-se um fenômeno quase cíclico, ocorreram enchentes de grandes proporções, abrangendo tôda aquela zona e ocasionando prejuízos orçados, na época, em centenas de milhões de cruzeiros.
Em abril de 1959, conforme foi am plamente noticiado pela imprensa, es tivemos na iminência da repetição do evento. Felizmente, as precipitações pluviais limitaram-se à chamada «zona da fronteira» e as conseqüências, em Façamos, primeiramente, uma aná bora trágicas, não alcançaram as pro lise do seguro de inundações, ílustran- porções que seria de esperar, caso atin do-a com uma hipótese bastante viável. gissem a zona dos rios mencionados. Desconhecemos qual é, atualmente, Os rios Jacui, Taquari, Caí, Gra o número de locais cobertos contra vata! e dos Sinos, localizados no Rio inundações e os respectivos valores se Grande do Sul, formam uma rêde hi- gurados, na área que poderia ser abran drogrãíica com condições de navega- gida pela enchente. Mas a procura de bilidade, constituindo, assim, um dos principais caminhos de escoamento da propostas que temos observado permi produção gaúcha, tendo como desem- te-nos fazer um cálculo supondo a exis bocadouro comum o rio Guaíba, que tência de 100 riscos seguráveis, com importância média de ......................... banha Pôrto Alegre. Cr$ 10.000.000,00, cada um. Percorrem zonas de grande produ Ocorrida a hipotética catástrofe, a ção agrícola, situando-se, em suas marpossibilidade de perda para as Segura-
e compulsoriedade do resseguro, na
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doras seria da ordem de .................. Cr$ 1.000.000.000,00 ou seja, cerca de Cr$ 10.000.000,00 para uma Com panhia que participasse na retrocessão com 1 c/o.
Prejuízos totais — Estimados em Cr$ 12.000.000.000,00 com prepon derância de produtos agrícolas, na la voura, e dos rebanhos ovino e bovino. Prejuízos seguráveis em inundações: cêrca de três bilhões de cruzeiros.
O cálculo parece pessimista. Mas a previsão de 100 riscos seguráveis é, incontestavelmente, baixa, e o valor médio de Cr$ 10.000.000,00, é ra zoável, inclusive porque o interêsse pela cobertura tem partido de firmas jde porte grande e médio.
A possibilidade de salvados em tais eventos é problemática. Muitas vezes deparamos, no sinistro incêndio em de pósitos de cereais, com prejuízos oca sionados pela água usada na extinção do fogo cuja ação, em poucas horas, quando não inutiliza a mercadoria, per mite, somente, o seu aproveitamento para fabricação de forragens. Assim pouca ou nenhuma esperança de sal vados poderíamos ter, para alguns mi lhares de sacos de arroz, trigo, adubo, etc. submerso jdurante muitas horas e mesmo dias. Mas ainda que se conseguisse um índice de 60 ou 70% de salvados, com providências anteriores ao ponto máximo do evento, os prejuízos seriam quase insuportáveis. Como argumento definitivo, reporte mo-nos aos cálculos realizados pelo Govérno Estadual do Rio Grande do Sul, para apuração dos prejuízos cau sados pela recente inundação na fron teira com Uruguai e Argentina, que como já frisamos inicialmente, longe está de apresentar as concentrações in dustriais e agrícolas da área atingida pela enchente de 1941:
Vemos, assim, a presença sempre iminente do risco de catástrofe, decor rente da quase inviabilidade da defini ção de um conceito para «risco isola ndo» em se tratando da cobertura de danos causados por fenômeno meteoro lógico, pois o mesmo poderia, teorica mente, ocorrer, também, com outras modalidade de Riscos Diversos, tais como furacões, alagamentos, e outros.
Deve-se ainda ponderar a possibili dade de acumulação, por uma só causa, de prejuízos em duas ou mais modali dades. Assim, a ocorrência de uma inundação de largo âmbito poderia one rar não só êste ramo, como o de ala gamentos e eventuais coberturas all risks, como montagem. Embora ramo à parte de Riscos Di versos, queremos abordar, ainda, o setor referente a Tumultos. Greves e Riscos Congêneres, seguro que vem obtendo, também, um grande incre mento.
A procura e aceitação para essas coberturas Jecorre, principalmente, da situação de intranquilidade política e econômica que atravessamos. Repetemse as perturbações da ordem pública, muitas com vultosos prejuízos. E os movimentos de tal ordem, muitas vêzesfc provocam reação em cajdeia, dificultan do sua pronta repressão. E assim, novamente, sentimos a pre sença da possibilidade de prejuízos que poderão ocasionar forte abalo finan ceiro às Seguradoras.
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O nosso propósito, no presente tra que nos preocupam, não obstante dis balho. é alertar o mercado segurador porem elas de maiores facilidades para para que. ocorrendo alguma das hipó a cobertuda de seus excessos. Portan teses aventadas, não venha ela ocasio to, a mesma, além de dificultada, tam nar perdas que fujam às previsões. bém. pelo pequeno volume dos prêmios, Não temos pretensão de sugerir so poderia influir na própria estrutura das luções definitivas. tarifas. Procuramos expor o problema tal Uma eventual elevação de taxas e como se nos afigura, considerando, mesmo um custo oneroso para a ga contudo, indiscutível a passibilidade das rantia de Catástrofe seriam preferíveis ocorrências mencionadas, pois os an à retração que já se observa em al tecedentes as comprovam. gumas seguradoras quanto à cobertura Entretanto, não nos furtaremos a de tais riscos. ponderar as soluções que nos parecem O seguro tem uma função social a viáveis, numa modesta colaboração ser cumprida e, usando feliz expressão aqueles que, muito mais capacitados que nós deverão esquematizar e resol do ilustre presidente do I.R.B. Dou tor Augusto Xavier de Lima, deve estar ver o problema. As seguradoras estão operando com presente onde quer que exista o risco. A nossa proposição à IV Conferên cautela nesses novos ramos. E o lns cia Brasileira de Seguros Privados e de tituto de Resseguros do Brasil comple Capitalização é, portanto, a seguinte: menta o critério, controlando as reten ções e quotas de retrocessões e. no caso Sugerir ao Instituto de Resseguros do «inundações», „ere„do CMttôk Brasil que: d.reW. mediante vistorias segurar. Porém, c-~ * — Sejam feitos estudos no sentido com a evolução e ampliação das carteiras, . de ser encontrada cobertura para even essas providências serão insuficientes tualidade de Catástrofe em Riscos Di para impedir uma possível catástrofe. versos e Tumultos, Greves, Motins e A constituição de um Riscos Congêneres. «fundo de catástrofe» também não II — Caso tais estudos já estejam Para o „,„ncnto present<. seria solução sendo realizados, ou quando o forem, prêmios de Riscos Dssa de l diversos e Tumul sejam êlcs divulgados para o mercado tos, embora sua ascensão • j segurador. é de moldo ao- amda não
Seiras operando no nai<! " Ções para não aceitarem ’ os quais nos detivemos no "““s SÔbre balho. talvez nor ? Presnte tra“ P°r razoes idênticas às
RESOLUÇÃO Sugerir ao I.R.B. que: 1) Sejam feitos estudos no sentido de ser encontrada cobertura para eventualidade "de Catástrofe versos cc iTumultos, Ris£os Oi Diversos Greves. Motins c Riscos Congêneres. 2 ) Caso tais estudos já estejam sendo reaJizadus. ou quando o forem, sejam êlcs divulgaaos para o mercado segurador. Parcccr da Comissão de Coordenação e Redação Recomendar a aprovação da resolução acima.
REVISTA DO I.R.B. NV 119 - FEVEREIRO DE 1960
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publicar no Diário Oficial da União,
Oficial dentro do prazo fixado no Re
pelo menos os seus bajanços e demons
gulamento de Seguros (Decreto-lei n,?
trações das contas de resultados.
2063. de 26 de setembro de 1940) os
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Publicações de relatórios e balanços TESE APRESENTADA À IV CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE SEGUROS
Conviria, ainda, que, mediante en
originais de seus balanços e’/ou rela
PRIVADOS E DE CAPITALIZAÇÃO — BELO HORIZONTE
tendimento com a direção do órgão
tórios, cujas publicações, como se ob
oficial, se entrasse com êle em acordo,
serva comumente e é de todos sabido,
no sentido de publicar-se, numa só
só se dão com grandes atrasos.
António Regis da Silva £>? Organização Novo Mundo — Seguros
edição, em separata, os relatórios e
São por demais conhecidas as di
balanços (ou somente êstes nos casos
ficuldades encontradas para conseguir
coletar todos os relatórios e balanços das seguradoras brasileiras, cujas ma
trizes se distribuem por nada menos de 12 Estados da Federação, em cujos
órgãos oficiais e publicações locais são estampados, em obediência à lei.
de sociedades sediadas fora do Dis
Sugeriríamos que a separata por nós
alvitrada fôsse editada na 2“ quinzena do mês de’ março, com o prazo a nosso
a um círculo muito limitado, fugindo,
trito Fèderal) de todas as sociedades
assim, por fõrça da própria lei, ao pro
de seguros que operam no Brasil, na
pósito nela implícito de pô-las fàcil-
cionais e estrangeiras.
mente ao alcance dos interessados de
estas últimas, a exigência legal se res
todo o Brasil, e não apenas dos resi
tringe à publicação dos balanços tão
relação aos nomes das Companhias,
dentes no Estado sede da cmprêsa.
somente.
para facilitar a consulta.
Tais publicações são exigidas com
Aliás,
para
ver suficiente para a recepção de todos os originais e que. nessa publicação, fôsse obedecida a ordem alfabética em
Não se alegue que os relatórios e
Como esta providência faria, for
Talvez — e* já que estamos no ter
balanços de cada uma são reunidos em
çosamente. com que se esgotasse o
reno das sugestões — fôsse interes
folhetos e distribuídos aos segurados,
prazo concedido pela legislação de se
sante que os originais em questão, em
seguradoras e acionistas e a qualquer
guros, o Ministério do Trabalho, In
lugar de apresentados diretamente ao
dústria e Comércio poderia — salvo
Diário Oficial, o fôssem por intermé
se necessária a alteração da lei —
dio da Federação Nacional das Em-
baixar portaria ou expedir instruções
prêsas de Seguros Privados e Capita
no sentido de — e é o que ocorre pre
lização, que determinaria, então a or
de ação todo o território brasileiro e
Na maioria dos casos, são êles re
sentemente e é aceito pelo Departa
dem a ser obedecida na publicação, e
a maioria delas, como é sabido, esten
metidos apenas às sociedades congê
mento Nacional de Seguros Privados
mencionaria, quando ocorresse a hi
de, realmente, suas operações a todos
neres e a um outro órgão de publi
e Capitalização — considerar-se como
pótese, os nomes das sociedades que
os Estados.
cidade.
atendendo ao preceito legal o fato de
teriam acaso deixado de remeter os
o propósito evidente de levar ao co
nhecimento dos interessados — no caso principalmente os segurados —
a marcha dos negócios de cada em presa e a sua situação econômica e
financeira.
Ora, as sociedades de seguros têm, pelo menos teoricamente, por campo
outro possível interessado.
Sabemos,
por experiência própria, que a tiragem
dêsses impressos é notoriamente insu ficiente para atender a todos.
As publicações apenas nos órgãos
Assim, conveniente seria que a lei
locais confinariam ou restringiriam a
estendesse também às que operam fora
divulgação ou o conhecimento delas
do Distrito Federal, a obrigação de
haverem
sido entregues ao
Diário
os documentos em questão.
revista do i.r.b. Nv 119 - FEVEREIRO DE 1960
' r
142
141
139
140
Dessa forma em uma só e única pu
seguradoras em uma única edição, na
blicação seriam concentrados todos os
forma prevista na parte expositiva do
balanços e/ou relatórios das empresas
presente trabalho.
de seguros.
PARECERES E DECISÕES Tribunal de Justiça do Distrito Federal
II — Na eventual impossibilidade
APELAÇÃO CÍVEL N.° 36.100
As vantagens dai decorrentes são
de acordo entre as partes interessadas,
de tal monta e tão evidente, que nos
promover junto às autoridades com
consideramos exonerados da obriga
petentes^ expedição de atos oficiais
ção de deter-nos na justificativa do
que tornem obrigatórias as medidas
ponto de vista que defendemos.
preconizadas no item anterior, inclu
Relator: O Senhor Desembargador Estácio Corrêa de Sá e Benevides. Apelante: Sociedade Comércio, In dústria e Navegação Ltda. Apeladas: Companhia Boavista de Seguros e outros.
sive, se necessário, a modificação do Assim,
dispositivo legal pertinente ao assunto.
Considerando tudo quanto acaba mos de expôr, apresentamos ao estudo
RESOLUÇÃO
e deliberação da IV Conferência Bra
Recomendar à Federarão Nacional das Em
sileira de Seguros Privados e Capi
prêsas de Seguros Privados e Capitalização
talização, a seguinte
que tome a si o encargo de conseguir;
a)
Recomendação
que as companhias de seguros que te-
nhar.i s?de fora do Distrito Federal, aceitem a
sugestão de fazer publicar, pelo menos os
Que a Federação Nacional das Em
prêsas de Seguros Privados e Capita
lização tome a si o encargo, mediante
seus balanços e contas de resultados, no Diá-
rio Oficial, da União; b}
que êsse órgão concorde com a pu
as gestões e interferências que enten
blicação dos relatórios e balanços das segu
der necessárias, de:
radoras em uma única edição, na forma pre vista na parte expositiva do presente trabalho.
I — Conseguir — a) que as com
panhias de seguros que tenham sede
fora do Distrito Federal, aceitem a
Parecer da Comissão dc Coordenação
c Redação
sugestão de fazer publicar, pelo menos
Recomendar ao Plenário que s?ja sugerido
os seus balanços e contas de resul
à Federação Nacional dc Seguros Privados
tados, no Diário Oficial da União; b)
e Capitalização, o estudo do assunto, em
preendendo as gestões que entender necessá
que êsse órgão concorde com a publi
rias, caso julgue exeqüiveis e convenientes as
cação dos relatórios e balanços das
medidas aventadas.
expressa (lei de introdução ao Código Civil, artigo sexto) . A lei invocada criou uma nova causa suspensiva da prescrição, e teve efeito imediato c geral.
A ocorrência de sub-rogação da segu radora marítima nos direitos do segu rado embarcador da carga é fora de dúvida, e resulta da disposição do Ementa artigo setecentos e vinte e oito do Có Essa norma é do A lei que estabeleceu causa suspen digo Comercial. direito de todos os países marítimos e siva ou interruptiva da prescrição apli já influiu no cálculo dos fretes marí casse às prescrições em curso. É fora timos, essa possibilidade de recupera de dúvida que a seguradora marítima ção do valor segurado contra a respon se sub-roga nos direitos do embarcador sável pelo extravio. da carga. Protestos e vistorias eram aqui des necessários por se tratar de naufrágio, Acórdão da Quarta Câmara matéria da jurisdição do tribunal marí Vistos, relatados e discutidos estes timo c administrativo a que compete autos, acordam por unanimidade de a última palavra sôbre as causas do votos na quarta Câmara Cível do Tri sinistro e responsabilidades conseqüenbunal de Justiça em negar provimento tes. Tais protestos e vistorias, quando íôssem de rigor (c não o são), estariam à apelação supra, nêles interposta. Quanto à preliminar de prescrição, supridos com vantagens pelo pronuncia mento do tribunal especializado. os próprios dispositivos transcritos na O naufrágio, ainda quando fortuito, inicial, da lei número dois mil cento não exime o transportador da respon e oitenta, de cinco de fevereiro de mil sabilidade pela carga transportada: novecentos e cinquenta e quatro, arti essa responsabilidade é apenas mitigada gos dezenove e vinte, não deixam mar e rateada nos casos de avaria grossa. gem a dúvidas. Na espécie essa lei A ausência de seguro do casco seria encontrou ern curso a prescrição do um elemento a mais da desídia da direito sobre que se litiga, e é pacífico companhia de navegação. O mais da que a lei nova, dispondo sôbre prazos defesa aqui não detalhado, são des de prescrição, suas causas interruptivas, culpas de mau pagador, e o tribunal ou suspensivas, aplica-se às prescri adota a respeito as razões de decidir da sentença. Rio de Janeiro, vinte e ções em curso, não consumadas. oito de agosto de mil novecentos e à lei nova são apenas imunes as cinquenta e seis. — Estácio Corrêa prescrições consumadas, situações ju de Sá e Benevides, Presidente e Relator. rídicas definitivamente constituídas, c — Roberto Medeiros. — José Murta que também é pacífico, e mesmo de lei Ribeiro.
REVISTA DO l.R B.
N' 119 ~ FEVEREIRO DE 1960
145
146
do salário-mínimo, a partir da época em que o menor completaria catorze anos (fls. 160), enquanto o voto ven cido negava provimento à apelação do autor (fls. 161) .
tima êsse filho» (Apelação Cível nú mero 31.053). E. se a lei manda que a pensão seja paga em prestações mensais «levada em conta a duração provável da vida da vitima» (art. 912. alínea do Códi go de Processo Civil), é claro que: 1” — em caso de morte da vítima terá de ser tomada em consideração tôda a sua vida provável; 2V — o mínimo da indenização a ser prestado mensalmente não poderá sir inferior em cada mês dêsse tempo de vida provável, à base mínima do sa lário admitida, nessa ocasião, pela lei.
143
EMBARGOS DE NULIDADE E INFRINGENTES NA APELAÇÃO CÍVEL N" 28.813 Relator — O Sr. Des. Francisco Pereira de Bulhões Carvalho.
Embargante — Lucidio Rodrigues dos Santos.
Embargado — Antonio Borges — Justiça Gratuita. Ementa
No cálculo da indenização por acidente sofrido por filho menor, e que lhe tenha causado a morte, não se tem em conta, apenas, as despesas do tratamento, entérro e luto, como, também, os lucros ces santes, que seriam aqueles a serem auferidos pelo trabalho do filho desde que completasse catorze anos, durante o tempo de sua vida provável, de acordo com a lei do salário-mínimo vigorante ao tempo de cada prestação mensal. Acórdão do 4‘> grupo
Vistos, relatados e discutidos êstes autos de embargo de nulidade e infringentes do julgado na apelação cí vel n” 28.813, de que é embargante — Lucidio Rodrigues dos Santos e em bargado Antonio Borges, acordam os Juízes do Quarto Grupo de Câmaras Cíveis do Tribunal de Justiça, em re ceber em parte os embargos para re duzir os lucros cessantes a dois terços do salário-mínimo, vigorante ao tempo
de cada prestação mensal durante o tempo da vida provável da vitima a partir dos seus catorze anos de idade, vencido o Des. Fernandes Pinheiro que recebia os embargos nos termos do voto vencido. Antonio Borges, move ação ordiná ria contra Lucidio Rodrigues dos San tos. alegando que, a 11 de janeiro de 1952, cêrca das 14 horas e 10 minu tos, trafegava pela Rua Barão déi Tôrre o auto-caminhão n" 6-80-23, de propriedada do réu. dirigido impruden temente e em excesso de velocidade pelo motorista Luiz Thiago de Souza, quando, ao chegar êsse veículo na es quina da Rua Farme. de Amoedo foi atropelar e matar a filha do autor, de nome Maria Jacinta Borges; que. em bora a vítima fôsse menor e nada per cebesse pelo seu trabalho devido à sua idade de quatro anos incompletos representava para o autor um valor econômico que iria contribuir para a manutenção de seu lar em época pró pria; que, assim, pleiteia a devida in denização .
A ré contestou, alegando que o fato teria ocorrido devido à imprudência da vítima, e que não há dano a indenizar. A sentença de primeira instância mandou a ré pagar unicamente as des pesas de funeral, luto e jazigo perpé tuo ( fls. III v. ) .
O acórdão embargado negou provi mento unânimemente à apelação do réu e deu provimento, por maioria de votos, à apelação do autor, para lhe conceder, também, indenização na base
Isto pôsto: É inteiramente descabida a matéria dos embargos quando tenta discutir a responsabilidade da ré pelo evento. Nesse ponto, o acórdão embargado é unânime. A única divergência é sôbre se cabe ou nào a indenização por lu cros cessantes, que o acórdão fixou na base do salário-mínimo a partir da época em que a vítima deveria comple tar catorze anos. Sôbre tal questão, o redator do pre sente acórdão já teve ocasião de obser var em voto acolhido peio B* Grupo de Câmaras, o seguinte: «Se, no caso dos autos, o filho do autor, depois de haver sofrido a perda do pé, com o acidente, houvesse esca pado da morte, ninguém contestaria o seu direito a haver indenização por lu cros cessantes a partir da idade em que pudesse ter direito ao salário-mínimo por seu trabalho. Ora, náo será a morte posterior da vítima do acidente que deveria benefi ciar o seu causador. Seria imoral e iníquo. Está claro que os pais do menor aci dentado, que teriam direito legal a au ferir alimantos do filho a partir pelo menos dos seus catorze anos, pelo sa lário-mínimo, deverão continuar a man ter êsse direito em caso de homicídio por imprudência de que tenha sido ví
O acórdão embargado, portanto, de cidiu bem quando ordenou que pres tações vincendas correspondentes aos alimentos devidos pela vítima a seu pai fôssem calculadas, na base do sa lário-mínimo, a partir do dia em que a mesma devesse completar catorze anos, idade mínima para o trabalho normal na indústria e no comércio. Entende-se pelo acórdão, que o sa lário-mínimo será o vigorante na data do pagamento da pensão a vigorar du rante o tempo da vida provável da vítima. Somente deve ser retificado o acór dão para deixar bem expresso que a pensão será correspondente a dois têrços dêsse salário-mínimo, porquanto o outro têrço se presumirá que deveria corresponder a despesas pessoais doalimentante.
Custas na forma da lei. Rio, 8 de abril de 1958. — Mario Guimarães Fernandes Pinheiro, Pre sidente. — Francisco Pereira de Bu lhões Carvalho, Relator.
revista do i.r.b
N* 119 - FEVEREIRO DE 1960
147
148
DADOS ESTATÍSTICOS Contribuição da
Divisão Estatística e Mecanização do l.R.B.
entrega de questionários muito depois da data fixada e também ao acúmulo de serviço nas seções de apurações do l.R.B.
Os quadros 1 a 6 permitem observar os percentuais das principais contas pelos diferentes grupamentos de so ciedades.
Grande é o atraso da divulgação, mas isso se deve em grande parte à
SEGURO DIRETO EM %
RAMOS CONTAS
1
.
_ 1
VIDA
ELEMENT.
AC.
TRAB.
1
1
Prêmios Sinistros . Comissões Resseguros Despesas O percentual de despesas das socie dades operando no ramo Vida está elevado, pois néle se incluem as des pesas devidas às operações imobiliá rias, geralmente grande nestes tipos de sociedade.
O quadro n“ 7 permite verificar a situação do mercado segurador em sua totalidade: Cr$ 13,8 bilhões de prémios emitidos, 5,1 bilhões de sinistros pagos (37 Ç ), 3.1 bilhões de comissões pagas
100 31 30 28 22
100 37 10 3 31
100 49 2 — 10
Grupo 1 -- Ramos Elementares, Vida r Acidentes do Trabalho
Os quadros a seguir constituem par te de uma série que se destina a di vulgar a tendência das principais con tas do mercado segurador brasileiro durante o triénio encerrado em 31-12 de 1958.
ANÁLISE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO
ANÁLISE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO
(22%); 2.2 bilhões de resseguros efe tuados (16%) e {despesas administra tivas no valor de 3,0 bilhões de cru zeiros (22%). A comparação das percentagens dos 3 últimos anos evidencia sensível au mento do percentual de sinistros e pequena redução na percentagem que representa as comissões pagas. Muitos elementos podem ser observados pelo leitor interessado nos demais quadros ora divulgados. REVISTA DO i.R B.
N- no - FEVEREIRO DE 1960
N> 119
ANALISE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO
Grupo 3 — Ramos Elementares e Vida
- FEVEREIRO DE
QUADRO N.®
DISCRIMINAÇÃO
RETENÇÃO TOTAL
1956
%
s
—
1958
%
%
Valor Cr$ 1 000
—
100 34 19 18 5 24
1 601 259 549 570 305 154 295 256 80 720 370 559
1956
1957
%
%
—
-
SEGURO DIRETO
Prêmio ... Sinistros Comissões..................... Resseguros Desp. Administrativas
___
_
— — ~~
— — —
100 33 20 20 24
RETROCESSÕES
1958
%
1956
1957
%
%
Valor Cr$ 1 000
100 34 18 19 5 24
1 502 943 517 419 267 573 289 079 77 443 351 429
1 1 ! 1 1 1
Prêmio Sinistros (Semi soes . . Reservas . Diversos Resultado Industrial
1957
RETENÇÃO DIRETA
D1SC!<|M!NAÇA<
1 860 120 627 987 359 961 372 94b 447 945
3
—
1958
Valor Cr$ 1 000
% 100 32 38 7 3 20
98 31b 32 151 37 581 o 177 3 277 19 130
DISTRIBUIÇÃO D > EXCEDENTE
EXCEDENTE
Rcc Industria! — Desp. Administrai ivas Ru-. Inverssões — Desp. Inversões Ru.-. Diversas — Desp. Diversas
—
—
100
35 717
324 8 CR
77 38b CR 11b 069 2 96b CR
Grupo 4 — Ramos Elementares QUADRO N ® 4
Prémio .... Sinistros............ (.omissões............... Reservas . Diversos Resultado Industrial
—
—
— — — —
— — — —
Prêmio . . . ............ Sinistros. .......... < 'omissões .................. Resseguros ............. Desp. Administrativas
— — — —
— —— —
100 29 31 11 1 28
4 024 358 1 169 488 1 267 308 446 997 19 761 I 123 804
100 31 30 28 22
4 402 981 1 397 194 1 312 365 1 222 650 “56 09o
100 28 29 14
— — — —
3 334 198 “39 324 99} 907 454 948 1 5 283 CR 961 212
29
_ — — __ —
100 33 39
4 24
690 160 230 164 273 3|| 7 951 CR 32 044 162 592
100
351 335
48 64 12 CR
167 708 224 307 40 680 CP
_. __ — __ —
EXCEDENTE
__ — —
Rcc. Industrial — Desp, Administrativas Rcc. Inversões — Desp. Inversões Rcc Diversas — Desp Diversas
ANÁLISE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO Grupo 5 — Ramo Acidentes do Trabalho
QUADRO N.° 5
RV.TPO» ESSÕFJS
discriminação
RETENÇÃO TOTAL
Valor Cr$ 1 000
1956
1957
%
%
1958
7>
r
Valor CrS 1 000
1956
1957
%
%
Valor Cr$
1000
254 775 127 443 3 835 24 233 n65 98 599
Prêmio.. Sinistros . Comissões. Reservas.. Diversos Resultado Industrial DISuRIMINAÇAO
SEGURO DIRETO
Prêmio Sinistros Comissões.... Resseguros.. ÍJesp. Administrativa-.
100 4“ *> 10
EXCEDENTE
255 0H 127 443 3 835 237 26 280
72 319 9 339 1? 412
Rec. Industrial — Desp Administrativas Rcc. Inversões — Desp Inversões Rcc. Diversas — Desp. Diversas. I
Grupo 6 — Ramo Vida
»
<
Prêmio Sinistros Comissões
• • •
Diversos • . , Resultado Industrial
cZ
> O c & D3
l 887 479 695 04? 186 404 487 257 174 179 344 592
QUADRO N.° 6
100 36 10 26 9 19
I 882 66o 692 898 185 904 486 810 173 926 343 038
EXCEDENTE
Prêmio Sinistro; •• Comissões....................... Resseguro* De«p. Administrativas.
Rcc. Industrial - Desp. Administrativas Rcc. inversões — Desp. Inversões Rcc. Diversas — Desp. Diversas
100 44 9 9 5 33
4 813 2 140 410 447 253 1 554
100
125 805
205 CR 332 27 CR
258 583 CR 419 262 34 874 CR
N* 119
ANÁLISE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO Todos os Ramos
- FEVEREIRO DE
QUADRO NA»
DISCRIMINAÇÃO
1960
Prêmio Sinistros Comissões .... Reservas. Diversos. Resultado IndintriaL.
RETENÇÃO TOTAL
1956
1957
%
%
100 31 23 17 3 26
100 34 23 15 3 25
....
..
RETENÇÃO DIRETA
1958
1956
1057
%
Valor Cr$ 1 C00
%
%
100 36 23 14 3 24
12 910 281 4 703 32l> 2 961 93o 1 758 102 387 5|() 3 099 404
100 31 22 19 2 26
100 36 22 14 2 26
SEGURO DIRETO
Prêmio.. Sinistros.......................... Comissões Resseguros Desp. Administrativas.
100 30 24 17 22
100 3$ 23 16 23
100 37
I I
22
RETROCESSÕES
1958
1956
1957
%
Valor Cr$ 1 000
%
%
%
Valor Cr$ 1 000
100 37 21 15 3 24
11 826 129 4 357 016 2.529 017 1 716 065 343 628 2 880 403
100 30 31 CR 5 34
100 21 37 17 7 16
100 32 40 4 4 20
1 084 152 346 313 432 919 42 037 43 882 219 001
DISCRIMINAÇÃO
13 775 021 5 117 013 3 033 lb2 2 156 073 3 021 806
7
1958
DISTRIBUIÇÃO DO EXCEDENTE
EXCEDENTE
Rcc Industrial — Dcsp Administrativas Rec. Inversões — Dcsp. Inversões Rec. Diversas — Desp. Diversas
100
100
100
907 520
21 80 1 CR
6 110 16 CR
9 102 11 CR
77 598 931 243 101 321 CR
Ramo Incêndio QUADRO N.° 8
Prêmio....... ................ ................... Sinistros................ ... Comissões... .............. Reservas... ................... Diversos......................... Resultado Industrial. .....
100 21 32 8 1 38
100 17 35 12 1 35
1C0 23 36 10 — 31
3 631 892 865 27o 1 302 043 347 724 16 124 1 100 725
Prêmio..................... Sinistros....................... Comissões.................... Resseguros .......................................... Desp. Administrativas. .....................
100 21 33 29
100 17 34 26
100 24 3T 24
3 770 965 918 925 1 243 993 921 603
100 18 32 11 — 59
100 17 32 12 — 39
100 21 32 12 — 35
2 855 025 604 372 935 591 335 118 4 472 CR 985 316
100 31 35 5 CR ■> 37
100 18 42 19 4 17
100 33 47 2 3 15
—
•—
775 967 260 904 366 452 12 606 to 596 115 400
EXCEDENTE
r> . ... \! ti.1_1 | '..1 C 1.... |1 Rcc. Inversões — Des o. Inversões Rcr. Diversas — Dcsp. Di versas
ANÁLISE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO
Ramo Automovcl
Ql 'ADRO N • 9
I
Prêmio Sinistros Comissões... Reservaa.... Diversos Resultada Industria!
1958
1956
1957
%
%
%
100 53 23 14
100 54 23 12 1 10
100 47 21 21 1 10
10
Valer Cr| 1 000
801 418 381 0*2 166 182 170 817 7 052 76 305
1
IQS6
1057
%
%
mo 53 23 14 1 9
100 54 23 12 1. <0
100 54 23 15
100 54 24 14
100 49 22 16
1955
I c .
1956
1957
942 920 46d 502 203 756 151 152
1958
%
Valor Cr$ 1 0nÜ
%
%
%
Valor Cr$ 1 000
21 21 1 10
791 891 379 613 163 158 165 418 7 052 76 650
100 30 CR 33 6
100 34 32 50
100 15 31 57
,9 527 1 449 3 024 5 399
91
16 CR
EXCEDENTE
Rec. Industrial — Dcsp. Administrativas Rec Inversões — Desp. Invcrsõc-. Rcc Diversas— Dcsp ^Diversas
—
—
Ramo Vidros
<
100 40 29 15
Prêmio.. ................ Sinistros.................. Comissõv*’ ................ Reservas Diversos......... . • Resultado Industrial
100 39 28 16 17
16
Prêmio ■■ Sinistros.............. Comissões. ResteguriM....... Desp. Administrai ivas
100 39 28 3
100 41 29
100 36 27 9 1 27
11 050 3 983 3 026 1 051 67 ? 923
100 35
11 239 4 0)4 3 084 309
100 39 28 16
100 40 29 15
17
16
QUADRO N.°
100 36 27 9 1 27
f >
1 050 3 983 3 02o 1 051 67 2 923
-
—
—
EXCEDENTE
-
—
Rcc Industrial —- Dcsp. Administrativas Rcc Inversões — Desp Inversões Rcc Diversas — Dcsp. Diversas
— —
—
— —
to
> Ü o
w ca
2
345 CR
3 CR
DISTRIBUIÇÃO DO EXCEDENTE
discriminação
SLGUFO DIRETO
Prêmio Sinistros........................... Comissões R.esscgur&íj.................. Desp Administrativas .
RETR*-» CESSÕES •
RETENÇÃO DhAíTV
RETENÇÃO TOTAL
DISCRIMINAÇÃO
10
— — —
__________
ANLIÁSE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO
Ramo Animais QUADRO N.o
DISCRIMINAÇÃO
RETENÇÃO TOTAL
Prêmio........................................ Sinistros ... . Comissões.................................. .. Reservas................................................. Diversos.. Resultado Industiia* . .
1950
1957
%
%
%
100 80 21 3
100 5o 14 8
100 04 18 10
22
8
4 CR
RETENÇÃO DIRETA
1958
1)57
Valor Cr? 1 000
%
%
%
Valor Cr$ 1 000
8 605 5 545 1 557 841 18 CR 680
100 80 21 3
100 56 14
100 64 18 10
22
8
8 605 5 545 1 557 841 18 CR 680
SEGURO DIRETO
Prêmio........... ....................................... Ministros.............. .. ............... ('omissões . . .............
100 78 20 55
100 52 16 52
RETROCESSÕES
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4 CR
1958
1956
1957
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%
%
—
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DISCRIMINAÇÃO
100 72 18 50
10 050 7 254 1 880 5 021
Desp. Administrativas........................ ".
II
1958
— —
Valor Cr? 1 000
D’STRIBU’ÇÃO DO EXCEDENTE
EXCEDENTE
—
Rcc. Industrial — Desp. Administrativas Rec. Inversões — Desp. Inversões Rrr ---
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Ramo Roubo QU\DRO N >’ 12
Prêmio...................................................... Sinistros.. . ................................... Comissões .............................................. R eservas.................. ......................... Diversos................................................ Resultado Industrial. .................
100 34 30 22
100 33 30 20
14
Prêmio ............................................... .... Sinistros.................................................... Comissões................................................. Resseguros............................................. Desp. Administrativas . ...................
100 38 30 31 -
17
100 36 27 II 3 23
84 120 30 841 22 341 9 104 2 714 19 120
100 32 31 29
100 36 27 32
90 155 32 994 23 949 29 093
100 34 30 22
100 33 30 20
14
17
100 3o 27 || 3 23
84 079 30 S41 22 330 9 090 2 714 19 104
—
Rec. Industrial —- Desp. Admihistrativns Rcc Inversões — Desp Inversões Rcc. Diversas — Desp. Diversas
—
100
41
26 34
II 14
—
40
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—
—
EXCEDENTE
\“
ANÁLISE DO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO
Ramo Lucres Cessantes QUADRO N.o 13
DISCRIMINAÇÃO
RETROCESSÕES
RETENÇÃO DIRETA
RETENÇÃO TOTAL
1
Premí............. .................................... . Sinistras.................................................. Reservas................... Dxver os.......................... ...................... Resultado Industrial ... ....................
1956
1957
%
%
%
100 18 25 3
100 18 24 14
100
54
44
1057
Valor Cr? 1 000
%
%
%
71 763 715 18 679 10 473 428 41 468
too 9 25 II
100 23 26 i<
100 1 28 20
55
36
51
27 14 1 58
Prêmio . ................................. Sinistre* ................................................ Comissõei................................................ Rfív-pim;.
..............................................
100 17 23 51
Desp Adr»'jni\fr«tivíis.....................
100 17 22 51 —
100 — 25 44
1957
Valor Cr? 1 000
/O
%
%
Valor Cr? 1 030
44 078 565 12 447 8 75) 182 22 129
100 30 22 5 CR
100 11 22 13 1 53
10.)
27 685 160 6 232 1 718 246 19 329
53
78 996 735 19 33J 34 919 —
23 6 70
•
DISTRIBUIÇÃO DO EXCEDENTE
DISCRIMINAÇÃO
SEGURO DIRETO
1958
1956
1958
1956
1958
EXCEDENTE
—
—
Rcc. Industrial —- Desp. AJm n ’.rativas Rcc. Inversões — Desp. I nversões Rec. Diversas — Desp. Diversa-;
— — —
—
—
■
Ramo Tumulto
— ■
QUADRO N.° 14
y
REVISTA uo l.R.B.
78
100 1 8 7 — 84
100 4 20 86
100 8 19 75
100 (2 7 13
Resultado Industrial...........................
Desp Administrativas..........................
100
17 37 46
100 10 620 18 CR 6 1 912 12 3 892 CR 19 80 4 853 18 121 360 3 891 11 484
100 1 8 6
100
85
45
17 38
100 10 200 24 CR 1 8/1 28 32 3 8( 1 19 CR —■ 40 4 601
100
27 9 — 04
100 1 17 22 — 60
420 6 71 91 — 252
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—
—
—
—
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EXCEDENTE —
Rcc. Industrial — Desp. Administrativas Rcc. Inversões — Desp. Inversões Rec. Diversas — Desp. Diversas
166
165
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Boletim Informativo da D.L.S. RAMO INCÊNDIO
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III
Apuração de Prejuízos pelo Processo de Cubagem
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III
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III
A infração contratual que mais fre quentemente se observa nos sinistros incêndio é a que se refere à cláusula de Livros Comerciais.
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Casos há em que o segurado nem mesmo possui escrita. Em outros, ví cios de escrituração prejudicam irremediàvelmente qualquer levantamento pela contabilidade. Mas, em qualquer hipótese, a dificuldade maior se apre senta quando os livros comerciais são inteiramente destruídos pelo fogo.
Quando as mercadorias sinistradas, pela sua própria natureza, resistem à ação do fogo, c deixam remanescen tes identificáveis, o problema se sim plifica: o cálculo do valor em risco e dos prejuízos pode ser feito direta mente, podendo ser dispensado o le vantamento pela escrita, mesmo nos casos em que esta tenha sido salvada do incêndio e se apresente em boa or dem . Isto porque, sem dúvida algu ma, a apuração direta oferece maior segurança. Nos casos em que os vestígios não permitem identificar, com a possível exatidão, os bens sinistrados, a falta de escrita regular constitui um óbice a uma perfeita apuração dos prejuízos'
mas essa dificuldade ainda pode ser contornada, cm parte, se o segurado puder obter segundas vias e certidões de suas operações, recorrendo a seus fornecedores e a repartições oficiais, dando ensejo, assim, a que seja recons tituído o seu movimento comercial. Essa reconstituição, todavia, nem sempre conduz a um resultado condi zente com as proporções dos prejuízos, posto que a omissão de comprovantes de algumas operações pode .desvirtuar completamente o cálculo.
Impõe-se aí a adoção de outros re cursos para aferição da razoabilidade do resultado encontrado, e entre êsses recursos destaca-se — e é comum o seu uso — o processo dc cubagem.
Tal processo pode ser aplicado tam bém para calcular-se o volume prová vel das mercadorias sinistradas, mes mo nos casos em que há falta total de elementos de comprovação, e embora não constitua prova concreta das exis tências em risco, é um elemento cir cunstancial de valor a ser considerado na decisão final sobre* o pagamento das indenizações. Contudo, o método de cubagem não pode ser empregado indistintamente em todos os riscos. É necessário, para que sua finalidade seja preenchida, um co nhecimento perfeito da área ocupada pelas mercadorias em estoque e que
REVISTA DO l.R.B.
N9 119 -.FEVEREIRO DE 1960
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16S
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haja principalmente, homogeneidade nos bens segurados. Desde que o ris co não reúna essas características prin cipais, será inócuo e mesmo prejudi cial recorrer-se à cubagem.
Além disso, tratava-se de loja de armarinho e miudezas, ou seja, de mer cadorias heterogêneas, o que desacon selhava a adoção da cubagem para le vantamento do valor em risco. As con clusões do perito vieram confirmar a inconveniência da medida tomada, que resultou plenamente favorável ao se gurado, pôsto que, em local onde os resíduos eram reduzidos, encontrou um valor superior a 1,5 milhões de cru zeiros para o estoque sinistrado.
vcl entre segurado e seguradoras, a cubagem realizada foi elemento de grande valor e que evitou às socieda des um prejuízo maior.
ria preciso que o prejuízo atingisse, no mínimo, 75% (PTL)».
O segundo sinistro, onde o proces so de cubagem foi aplicado com acêrto, ocorreu no Nordeste do país, em um depósito de caroço de algodão, pràticamente, a única mercadoria ali exis tente. O segurado afirmava que o es toque destruído era de cêrca de 250 toneladas, e apoiava a sua reclamação
(Transcrito do Boletim n.” 10, dc 15-10-57).
Como exemplos do que ficou dito acima, vamos resumir aqui os resul tados de cubagens procedidas por ocasição da liquidação de dois sinistros, cujos processos transitaram por esta D.L.S. No primeiro, ficou patentea da a inoportunidade da medida, ao passo que, no segundo, o risco ofere cia condições adequadas a um cálculo aproximado do estoque. O primeiro sinistro referia-se a uma loja de armarinho e miudezas, onde o perito que funcionou na vistoria judi cial entendeu ser perfeitamente viável admitir que o estoque de mercadorias dessa loja poderia ser calculado multi plicando-se o volume útil pelo valor médio, por metro cúbico, das merca dorias encontradas em dois outros es tabelecimentos de propriedade do se gurado .
Êsses estabelecimentos eram uma lo ja de vendas e um depósito de merca dorias, estabelecimentos de finalidades diversas onde, por isso mesmo, a ar rumação das mercadorias era feita cm condições diferentes: a própria cuba gem evidenciou que um metro cúbico de área útil do depósito comportava cerca de 50% a mais de mercadorias que um metro cúbico de área útil da loja.
em documentação fornecida por um Banco loca], seu credor.
Exibiu, ainda, a comprovação da en trada do produto no depósito sinistra do, coonestando a sua pretensão. Mas o liquidador, verificando que o aspecto do local não condizia com o vulto dos
alegados prejuízos, resolveu apurar, pe la cubagem, a capacidade do depósito. Conhecendo as suas dimensões e °
pêso específico de lm? de caroço de
algodão, calculou cm pouco mais de 100 toneladas a capacidade do depó sito, comprovando, destarte, a falsidade da reclamação do segurado.
Embora êsse sinistro tenha sido pa
Finalizando êsses comentários, sa lientamos. mais uma vez, que o méto do de cubagem, por constituir prova indireta dos prejuízos, somente deverá ser empregado quando as característi cas físicas do risco permitirem calcular com bastante aproximação o volume do estoque sinistrado.
* * *
RAMO TRANSPORTES Cobertura de Riscos Acessórios Por uma Representação do I.R.B. foi formulada a seguinte consulta:
«Tendo encontrado opiniões diver gentes quanto à extensão da cobertura de riscos acessórios, agradeceria que esclarccesscis o seguinte: a) determinada mercadoria, sujei ta a quebra, viaja segurada mediante a garantia LAP-Q;
b) apesar de não ter ocorrido qual quer anormalidade com a embarcação durante o percurso segurado, à ocasião da descarga, foi constatada quebra, im portando em um prejuízo dc 25% so bre o valor da mercadoria,
c) assim, consulto se a quebra de 25% está normalmente coberta pelo seguro realizado, ou se para tanto, se
Em resposta à consulta acima trans crita, foi emitido o seguinte parecer pe lo Assessor Técnico dc Transportes e Cascos da D.L.S.:
«1. Sõbre a consulta apresentada temos a esclarecer que a cobertura dos riscos adicionais no ramo Transportes se destina a garantir os segurados de eventuais danos que possam ocorrer às mercadorias em conseqüência das operações naturais de transportes, car ga e descarga, independentemente de ter ou não havido acidente com o meio condutor da carga. Assim, desde que o risco ocorrido tenha sido expressamente declarado na apólice, cabe ao segurador a responsa bilidade pelos prejuízos.
2. No caso da consulta, mesmo que a avaria tenha sido fixada em 25%, estarão os prejuízos cobertos, pois além da garantia básica LAP, foi o seguro contratado contra o risco adi cional de quebra. Por outro lado não houvesse no seguro a inclusão do alu dido risco adicional e ainda que os danos atingissem a mais de 75% do valor da mercadoria, nenhuma respon sabilidade caberia à seguradora, de vez que a perda total legal não teria de corrido de um dos riscos normalmente cobei.os pela apólice (acidente com o meio de transporte, resultante de for tuna de mar ou da viagem)
go, posteriormente, por acordo amigá-
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Nv 119 — FEVEREIRO DE 1960
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173
171
Convém ainda lembrar que os segu ros abrangendo quaisquer riscos adi cionais são taxados pela garantia bá sica CAP, prevista na tarifa e mais um adicional a critério das sociedades (item 103.7 da I. Tp.)». (Transcrito do Boletim n.° 10. dc 15-10-57).
★ * *
172
3.
Assim sendo, há duas hipóteses
a considerar: líl)
o valor em risco é igual ou in
ferior à importância segurada;
2'*) o valor em risco é superior à importância segurada.
Desconto de Franquias nas Indeniza ções por Perda Total
a fim de que os primeiros prejuízos, até o valor desta última, fiquem a car
go do segurado. No segundo caso, de
verá o prejuízo — no caso, o valor em
Tendo surgido dúvidas sôbre o cri
risco — ser distribuído da forma abai
tério a ser adotado na aplicação da
xo, o que resultará na aplicação par cial da franquia ou simplesmente a sua não aplicação:
franquia nos sinistros de perda total
do ramo «Automóveis», foi o assunto submetido à apreciação da Divisão de
Operações Especializadas, a qual, atra
vés do seu Assessor Técnico, emitiu o seguinte parecer, que deverá servir de
orientação para as futuras liquidações: «1.
A aplicação da franquia está
ligada às condições gerais de apólice. Se estas estabelecem uma participação do segurado na indenização sob a for
ma tde uma franquia, nada há que dis cutir. A franquia será sempre deduzí-
vel, haja ou não Perda Total. 2. Se, entretanto, a franquia é aplicável sôbre os prejuízos — como é o caso do ramo automóveis —, depen dendo do valor em risco em relação à importância segurada, haverá ou não dedução da franquia quando se tra tar de um sinistro de Perda Total.
No intuito dc estreitar ainda mais as relações entre o Instituto de Resseguros do Brasil c aò Sociedades de seguros, através de um amplo noticiário periódico sôbre assuntos do interesse do mercado segurador, é que a Revista do I.R.B, mantém esta seção.
finalidade principal c a divulgação de decisões do Conselho Técnico c dos órgãos infernos que possam facilitar e orientar a resolução de problemas futuros dc ordem técnica e jurídica, recomendações, conselhos e explicações que não déem origem a circulares, bem como indicação das novas portarias e circulares, com a ementa de cada uma, e outras noticias de caráter geral.
No primeiro caso, como é óbvio, de
verá ser sempre deduzida a franquia,
RAMO AUTOMÓVEIS
Boletim do I. Z?. B.
1* faixa — a cargo do segurado (até o valor da franquia); 2:‘ faixa — a cargo da seguradora
(até o limite da importância segurada)í
3?l faixa — a cargo do segurado (° que exceder a soma da franquia e importância segurada) . 4. Os exemplos abaixo elucidam bem as hipóteses acima aventadas, bas tando variar os Valores em Risco pa" ra uma Importância Segurada de 500.0 e uma franquia de 50.0: V.R.
Indenização
480.0
430.0
500.0 520.0
450.0
550.0
470.0 500.0
600.0
500.0»
RAMO INCÊNDIO
Circulares Circular 1-13-59, dc 11 de dezembro de 1959 — Cláusula 141 das N .1 — Taxa de catástrofe — Valor de «N» para o 3" ano dc vigência do novo plano dc resseguro incêndio (1-4-59 a 31-3-60) — Comunicando às Socieda des ,o valor de «N», com base no se gundo ano de vigência do novo plano de resseguro incêndio, em aditamento à circular n- 1.057, de 9-7-59. Circular 1-14-59, de 14 de dezembro de 1959 — Modificações na R\T.R.l. — Comunicando às sociedades, a subs tituição do item 8 76, do Manual In cêndio, cuja redação menciona e. tam bém, a adoção de novo modêlo do «Anexo n9 9», do referido Manual. * * * RAMO ACIDENTES PESSOAIS
Seguro coletivo Acidentes Pessoais de passageiros de Estradas dc Ferro A regulamentação do seguro em epí grafe foi elaborada e as suas bases constam de circular às seguradoras, para aplicação, u título precário, até manifestação final Ho D N.S.P.C.
Agrupamento 29 da «Tarifa de Segu ro Acidentes Pessoais do Brasil»
Foram efetuados novos estudos sô bre o agrupamento acima, tendo o Con selho Técnico do I.R.B. aprovado as conclusões dos órgãos técnicos, que foram encaminhadas ao D.N.S.P.C., para aprovação, e que são, em linhas gerais, as seguintes: a) nova redação para o agrupa mento 29; b) criação da classe 8 para novo risco a ser incluído no referido agru pamento; c) novas taxas para as garantias acessórias ,nas classes 6 e 7; d) inclusão de cláusulas aplicáveis obrigatoriamente aos seguros de pes soas enquadradas nos códigos 292, 293, 294 e 295 do agrupamento citado.
Seguro Acidentes Pessoais de menores de idade inferior a 14 anos. Cobertura integral (24 horas)
A regulamentação dêsse seguro con tinua na dependência de aprovação do D.N.S.P.C. CoLertura dos riscos de para-quedismo
Conforme noticiário do número an terior. o I.R.B. manifestou-se sôbre
(Transcrito do Boletim n.° 10, de 15-10 57). REVíSTA DO l.R B.
N* 119 - FEVEREIRO DE 1960
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Assuntos Pendentes o parecer exarado pelo D.N.S.P.C., estando, agora, na dependência do pro nunciamento final ao assunto.
Assuntos pendentes
Continuam pendentes de solução os seguintes assuntos: Seguros coletivos indiscriminados; Seguros de Acidentes do Tráfego; Atualização das Instru ções para Cessões e Retrocessões Aci dentes Pessoais.
Circular Circular AP-22-59, de l9 de dezem bro de 1959 — Solicitando às socie dades, informarem qual a percentagem máxima que pretendem aceitar, em ca da risco retrocedido pelo I.R.B. ao 39 excedente Acidentes Pessoais.
Prestando, outrossim, outros esclare cimentos. * * ★ RAMO VIDA
Processos da Comissão Permanente Vida — I Câmara
Foi proposta oficialmente por uma das Seguradoras Vida, a adoção, por parte do I.R.B., da sugestão feita pelos seguradores componentes do 39 Grupo de Discussões da IV Confe rência Brasileira de Seguros Privados e Capitalização, no sentido de serem remetidas a tôdas as Sociedades que operam no Ramo Vida, cópias dos pro cessos submetidos à Comissão Perma nente Vida — I Câmara, que versem sôbre assuntos de interêsse geral do mercado segurador. Apreciada a proposta pela referida Comissão, pronunciou-se ela favorável
mente à sua adoção, tendo o I.R.B. disto dado notícia às Seguradoras, por intermédio da Carta Circular DVAPV-260 de 15 de dezembro do ano findo.
Continuam em estudo pelos órgãos técnicos do I.R.B., o «novo critério para a cessão de extra-prêmio de res seguro, nos casos de riscos sub-normais» e as «Normas para o Seguro de Vida Temporário em Grupo».
Piscos Postergados Já em cumprimento do acima esta belecido, o I.R.B. enviou às segura doras Vida, cópia de um processo apreciado pela Comissão Permanente Vida, oriundo de sugestão feita por uma das Seguradoras, que propunha fôsse adotado pelo I.R.B. e Segura doras Vida, o sistema de intercâmbio de informações sôbre os riscos «poster gados», a exemplo do que vem sendo feito para os riscos «sub-normais» e «recusados».
A resolução da Comissão Perma nente Vida nesse processo, posterior mente transmitida às Sociedades, foi no sentido de aceitar-se, em princípio, a proposta feita, fazendo-se a seguir consulta às Sociedades interessadas, a fim de tomar-se providências cabíveis, após o recebimento das respostas. Em atendimento ao resolvido, o I.R.B. imediatamente expediu CartaCircular ao Mercado.
«Baby Groups» e «Seguro de Cônjuges» Estão sendo elaboradas pelos órgãos técnicos do I.R.B., regulamentações que visam estender aos grupos denomi nados «Baby Groups» e aos «Cônjuges de componentes femininos», o seguro de vida em grupo abrangido pelas «Normas para o Seguro de Vida Tem porário em Grupo» — (Portaria 41-57 do D.N.S.P.C.).
Circulares Circular V-ll-59, de 27 de novem bro de 1959 — Solicitando às socie dades, informarem qual a responsabi lidade que pretzndem aceitar, em 1960, em cada vida retrocedida ao l9 exce dente, para dar cumprimento ao que dispõe a alínea ado itern 1, Cláusula IP das «Normas Vida Individual» c a alínea a do it:m 2, Capítulo VI das «Normas para o Resseguro do Risco de Dupla Indenização». Circular V-E-01-59, de 27 de no vembro de 1959 — Consultando as so ciedades se desejam participar, em 1960, das retrocessõcs vida do l9 ex cedente c, em caso afirmativo, infor marem a responsabilidade máxima que pretendem aceitar em cada vida retro cedida, para dar cumprimento ao que dispõe a alínea b do item 1, Cláusula H l das «Normas Vida Individual» e a alínea fc do item 2, Capítulo VI das «Normas para o Resseguro do Risco de Dupla Indenização». * * * RAMO AUTOMÓVEIS
Circulares Circulac At-01-60, de 5 de janeiro de 1960 — Encaminhando às socie dades. as «Normas para Cessões e Retrocessucs Automóveis» (N. At.),
que vigorarão a partir de l9 de janeiro de 1960, conforme resolução do Con selho Técnico do I.R.B., em sessões de 3 e 17 de dezembro de 1959. Circular At-02-60. de 11 de janeiro de 1960 — Encaminhando às socie dades, o texto da Portaria n9 40, de 2-12-59, do D.N.S.P.C., que apro va alterações na «Tarifa para os Segu ros de Responsabilidade Civil de Veículos Terrestres» — Publicação n" 66, do I.R.B.
★ * * RAMO AERONÁUTICOS Circulares Circular RA-22-59, de 25 de novem bro de 1959 — Seguros de Aeronaves de Linhas Regulares de Navegação Aérea — Título I — Comunicando às sociedades, o novo critério de que nas paralisações de aeronaves segura das, a franquia de Permanência no Solo será a mesma estipulada pela apó lice para a cobertura de todos os riscos. Circular RA-23-59, de 30 de novem bro de 1959 — «Pool» Aeronáuticos — Consultando as sociedades não au torizadas a operar no ramo, sôbre a percentagem de participação desejada para o exercício de 1960.
Circular RA-24-59 — Seguro de Tiquetes Aeronáuticos de Danos Pes soais — Encaminhando às sociedades, em anexo, o novo plano de Seguro de Tíquetes Aeronáuticos de Danos Pes soais, aprovado pela Portaria n9 37, de 25 de novembro de 1959, do De partamento Nacional de Seguros Pri vados e Capitalização, e em vigor a partir de !'•' de janeiro de 1960.
REVISTA DO I.R.B.
NN19- FEVEREIRO DE 1960
181 179
180
Circular 7M-25-59, de 29 de dezem bro de 1959 — «Pool» Aeronáuticos — Consultando as sociedades emisso ras de apólices para linhas regulares de navegação aérea sôbre a percenta gem de participação desejada para o exercício de 1960.
ao Plano de Seguro de Tíquetes Aero náuticos de Danos Pessoais; Nova re dação para a apólice de seguros aero náuticos de Tripulantes; Atualização das «Normas para Cessões e Retrocessões Aeronáuticos».
Estão sendo divulgados nesta Re vista algüns quadros com a Análise do Mercado Segurador Brasileiro, por grupos e ramos, devendo os quadros restantes serem publicados no próximo número.
* * ★
Circulares
Quadros Estatísticos
Circular RA-26-59, de 29 de dezem bro de 1959 — «Pool» Aeronáuticos — Consultando as sociedades autori zadas a operar no ramo ou que assi naram a ata de fundação do «Pool» Aernáuticos sôbre a percentagem de participação desejada para o exercí cio de 1960. Circular RA-27-59, de 29 de dezem bro de 1959 — Revogação de Circula res — Comunicando às sociedades, que. em face às novas diretrizes toma das, quanto ao risco aéreo, nos seguros de Acidentes Pessoais, e de Vida, bem como ao respectivo resseguro, ficam revogadas cinco circulades de prefixo RA. Circular RA-28-59, de 29 de dezem bro de 1959 — Seguros de Aeronaves de Linhas Regulares de Navegação Aérea — Titulo II — Comunicando às sociedades, as condições para a ele vação, de Cr$ 100.000,00 para até Cr$ 1.000.000,00, do limite de indeni zação por pessoa não transportada (Responsabilidade Civil) condicionada a regime jurídico que não o Código Brasileiro do Ar, isto é, nos acidentes ocorridos fora do país.
Assuntos Pendentes Os órgãos técnicos do I. R. B. con tinuam a estudar os assuntos abaixo relacionados: Projeto de Tarifa de Seguros Aero náuticos do Brasil; Resseguro relativo
RAMO RISCOS DIVERSOS Circulares Circular RD-23-59, de 10 de novernbro de 1959 — Ramos Diversos (não abrangidos pelas N.R.D.) — Retrocessões Automáticas — Enviando às sociedades um novo anexo, que deverá substituir o remetido junto à circular RD-22-59, de 10 de novembro de 1959 uma vez que houve êrro dactilográfico em sua confecção.
Circular RD-25-59, c/e 31 de dezembro de 1959 — Seguro de «Perda do Ponto» — Em aditamento à circular RD-12-58, de 14 de outubro de 1958» remetendo às sociedades, o novo mode lo da Ficha de Informações que deverá ser utilizado no seguro em referência, a partir de 1° de janeiro de 1960, em substituição ao enviado junto à cif' cular acima mencionada. * * ★
ESTATÍSTICA E MECANIZAÇAO Boletim Estatístico
Foi distribuído o Boletim n9 69 re" ferente ao ramo Acidentes Pessoais» Estão em fase de impressão os rela" tivos aos ramos Vida, Aeronáuticos e Automóveis, ns. 70, 71 e 72, respeC" tivamente.
DEM-23, de 2\ de outubro de 1959 — Comunicando às sociedades que as remessas dos questionários de Balan ço dos movimentos trimestrais devem ser feitas apenas numa via. Quanto aos Questionários do Balanço anual (31 de dezembro) continuarão a ser remetidos em duas vias. DEM-1, dc 12 de janeiro de 1960 — Solicitando às sociedades o preen chimento da ficha de Cadastro (Q-l) e a devolução ao I. R. B. até 5 dc abril dc 1960.
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DOCUMENTAÇÃO Entre outras publicações, a Biblio teca do I.R.B. («Biblioteca AJbernaz») recebeu os seguintes volumes que se acham à disposição dos leitores desta Revista: PERIÓDICOS
Arquivos Brasileiros de Psicotécnica _ Ns. 4 — 1958 e 1/2 — 1959 — Rio de Janziro. Atualidades da «São Paulo» — 1958 — 1959 — ns. 355-377 — São Paulo. Bancos 6 Seguros — Ns. 78-80 — Rio de janeiro. Boletim da Comissão de Marinha Mercante — Ns. 274-280 — 1959 — Rio de Janeiro.
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Boletim do Departamento de Esta tística do Estado de São Paulo — Ns. 1/2 — 1958 — n9 1 — 1959 — São Paulo.
Boletim do Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização — Ns. 9/10 — 11/12 — 1958 — índice — Rio de Janeiro. Boletim da Divisão Jurídica do I.A.P.I. — vol. VII — 1/6 — 1958 — vol. VIII — 1/3 — 1959 — Rio de Janeiro.
Boletim da Divisão Jurídica do I.A.A. — 23/34 — 1957/58 — ns. 38/46 — 1958/59 — Rio de Janeiro. Boletim Estatístico da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial — 1958 — Rio de Janeiro.
Boletim Estatístico do Instituto Rio Grandense do Arroz — ns. 13/24 — 1958 — 25/35 — 1959 — Rio Grande do Sul. Boletim Geográfico — Ns. 136/41 — 1957 — n9 142 — 1958 — Rio de Janeiro. Boletim Informativo l.B.B.D. Ns. 3/6 — 1957 — ns. 1/2 — 1958 — Rio de Janeiro.
Boletim Informativo do Instituto de Cacáu da Bahia — Ns. 29/30 __ 1958 — 41/47 — 1959 — Bahia. Boletim do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização do Rio dz Janeiro — Ns. 183/189 — 1959. Boletim da Superintendência da Moeda e do Crédito — Ns. 6/10 __ 1959 — Rio de Janeiro. Boletim da Superintendência dos Serviços do Café — Ns. 371/3&2 —
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NOTICIÁRIO 1958 — ns. 383/384 — 1959 — São Paulo. Brasil Açucareiro — vol. LI — 1/6 — vol. LII — 1/6 — 1958 — vol. LIII — 1/6 — vol. LIV — 1/2 — 1959 — Rio de Janeiro.
Petrobrás — Ns. 146-152 — 1959 — Rio de Janeiro. Piratininga — Ns. 151/162 — 1958 — Ns. 163/170 — 1959 —São Paulo.
Esso Agrícola — Ns. 1/2 — 1958 — n- 1 — 1959 — Rio de Janeiro.
Portos e Navios — Vol. I — ns. 1/5 _ 1958 — vol. II — 6/10 — 1959 — Rio de Janeiro. A Previdência — Ns. 183/194 —Rio de Janeiro. A Prudência em Revista — Ns. 85/96 — 1957 — ns. 97/105 — 1958 — São Paulo.
I.P.A.S.E. — Ns. 50/52 — 1957 — n9 56 — 1958 — Rio de Janeiro.
Revista de Agricultura — Vol. 34 — ns. 1/4 — 1959.
Jus Documentação — Ano 11 — 1/12 — 1958 — ano 12 — ns. 2/3 — 1959 — Rio de Janeiro. A Havana — janeiro-dezembro — 1958 — janeiro-agôsto — 1959 — Rio de Janeiro.
Revista Bancária Brasileira — Ns. 313/323 — 1959 — Rio de Janeiro.
Brasília — Ns. 29/30 — 1959 — Rio de Janeiro. Carta Mensal (C.N.C.) — Ns. 52/57 — 1959 — Rio de Janeiro.
Lavoura Arrozeira — ns. 133/144 — 1958 — ns. 145/156 — 1959 — Rio Grande do Sul.
Lex — Coletânea de Legislação — Ns. 14/21 — 1959 — Rio de Janeiro. Mensagem Económica — Ano VI — ns. 61/72 — 1958 — ano VII — 73/82 — 1959 — Minas Gerais.
Mensário Estatístico da P.D.F. Ns. 162/165 — 1957 — ns. 160/169 — 1958 — Rio de Janeiro. Mundo Agrário — Ns. 59/81 — 1958 — ns. 82/97 — 1959 — Rio de Janeiro.
O Observador Econômico e Finan ceiro — Ns. 282/285 — 1959 — Rio de Janeiro. Paraná Econômico — Ns. 58/69 — 1959 — Ns. 70/81 — 1959 — Pa raná.
Revista dos Bancários — Ano I — ns. 1/5 — 1958 — Rio de Janeiro.
Revista Brasileira de Economia — Ano 12 — ns. 1/4 — 1958 — ano 13 — ns. 1/2 — 1959.
Revista Brasileira de Estatística —Ns. 69/72 — 1957 — ns. 73/76 — 1958. Revista de Direito Administrativo — vols. 52/55 — 1958/59 — Rio de Janeiro. Revista de Finanças Públicas — Ns. 199/204 — 1958 — 205/210 — 1959 — Rio de Janeiro. Revista de Seguros — Ns. 457/461 — 1959 — Rio de Janeiro.
Revista do Serviço Público — Vols. 74/80 — 1957/58 — Rio de Janeiro.
Revista do Tribunal Superior do Trabalho — Ns. 1/6 — 1957 — 1/6 — 1958 — Rio de Janeiro. Selções Agrícolas — Ns. 141/152 — 1958 — ns. 153/163 — 1959 — Rio de Janeiro.
DO
EXTERIOR
1. A Associação Argentina de tadores de apólices de seguro de vida Companhias de Seguros fundou uma voluntário, totalizando um capital se escola profissional de seguro, com o gurado de 70 bilhões de rublos. Nos objetivo de oferecer «a empregados e últimos dois anos houve um incremen produtores de seguros .estudantes ou to de 66% no número de pessoas se profissionais do ramo, a oportunidade guradas. Tal seguro (estatal) é ex de abraçar uma carreira ou especiali plorado pela «Gosstrakh». dade de grande perspectiva na vida 7. A União Internacional de Se econômica contemporânea». guradoras de Crédito realizou, em 2. Na Hungria passou a ser obri Amstcrdam, no ano passado, a sua gatório o seguro de responsabilidade Assembléia Anual. Na mesma ocasião coincidiu transcorrer o 259 aniversário civil de automóveis. de fundação da entidade, motivo pelo 3. As duas grandes organizações qual foi prestada justa homenagem a americanas dc seguros d? automóveis seus fundadores. Sir Frank Nixon (In (National Bureaucf Casualty Under- glaterra), Jacques Mcrlin (França), ivrite.vs e National Automobil Under- Enrique de Dúo (Espanha) e B. de ivriters Association). introduziram no Mori (Itália). O objetivo primordial sistema tarifário do ramo uma inova dessa associação é o de manter uma ção destinada a graduar o prêmio se colaboração permanente entre segura gundo o comportamento do motorista: de crédito, para um proveitoso havendo sinistro ou mesmo contraven dores intercâmbio dc experiências. ção às normas de trânsito, cobrança de 8. Por decisão do Govêrno dos adicional; não havendo nada disso, Estados Unidos, foi confiada à grande concessão de desconto. seguradora privada «Metropolitan» a 4 . Na Alemanha Oriental, o «Deu- aplicação e gestão do último sistema de tschu Vcrsicherungs-Anstalt für die seguro social implantado, cuja finali sozialistisçhen Genossenschaften des dade é a de proteger trabalhadores Handwerks» (Instituto Alemão de Se incapacitados por enfermidade ou por guros para Cooperativas Socialistas dc velhice. Artezanato) criou um seguro global 9. Novo Instituto de Informação abrangendo incêndio, furto e respon do Seguro acaba de ser criado nos Es sabilidade civil. tados Unidos, reunindo 292 empresas 5. No último congresso da «Inter- seguradoras. Seu objetivo é o de rea national Union of Marine Insurance», lizar campanhas de relações públicas fo> ressaltado o fato de haver o e de propaganda da Instituição do Se 1recon^ecido a importân guro. cia da librrdade internacional do se 10. O Ministério ,da Economia da guro marítimo. Alemanha Ocidental criou e pôs em 6. Participando de uma Comissão execução um plano de seguro oficial, que fora à Rússia estudar o seguro destinado a cobrir os investimentos de social daquele pais, o Sr. Robert capitais alemães no exterior, contra os Myers, atuário-chefe da «Unitcd Sta (políticos) de nacionalização, ex tes Social Security Adniinistration» di riscos propriação, revolução, moratória, inter vulgou recentement: um trabalho’em dição de pagamento, impossibilidade de que informa haver sido, em fins de transferência, etc. Poderoso estímulo 1958, de 10.000.000 o número de por sem dúvida, à exportação de capitais j
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2. Inteligente e bem organizada campanha institucional do Seguro foi lançada, no início deste ano, na im prensa do Rio e de São Paulo. A cobertura no plano nacional por ora está sendo feita apenas através de duas revistas de grande circulação («Cru zeiro» e «Manchete»), pois a campa nha encetada constitui experiência que se julgou conveniente fazer, primeira mente, nas duas citadas praças do país. Os resultados, para o desenvolvimento do Seguro, poderão ser até mesmo de molde a causar surprêsa. 3. No primeiro trimestre dêste ano haverá eleições no Sindicato de Segu radores do Rio de Janeiro e na Federa ção das Empresas de Seguros. Aboli do, das normas regulamentares que regem a matéria, o dispositivo que proibia mais de uma reeleição, efetuouse um movimento, ao que parece desde logo vitorioso, no sentido de recondu zir-se à Presidência daquelas entidades o Dr. Angelo Mário Cerne, que detém o récorde eleitoral no C.T. do I.R.B. com a sua 8* eleição consecutiva, de zembro último. 4. A profissão de toureiro, geral mente tida como das mais perigosas.
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pessoais a cada cliente, com importân cia segurada correspondente ao valor da compra. O fato é realmente digno de registro, pelo que significa no to cante à popularidade alcançada pela Instituição do Seguro.
11 . Grande festa de congraçamcnto foi realizada pelos seguradores, du rante o período de comemorações do último Natal. A iniciativa foi do «Clu be da Bolinha» (Rio de Janeiro), or ganizando nos salões do «Clube de Seguradores c Banqueiros» uma festa rcalmcntc dc bom tom.
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NOTICIÁRIO DC PAÍS 1. Segurados e Seguradores, em processos distintos, requereram man dado de segurança contra o imposto de bombeiros, criado pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais com inci dência sôbre os prémios de seguros incêndio. O tributo é de 5%, por êle respondendo, em partes iguais, ambos os contratantes.
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foi classificada pelo Lloyds ,de Lon dres em 21" lugar, após detidos e mi nuciosos estudos. Para fins de seguro, naturalmente. 5. Cogita o Govêrno de São Paulo de introduzir, em moldes e bases ofP ciais, um tipo de seguro que teria 3 denominação de «seguro de frustra ção». Seu objetivo seria o de proteger os lavradores contra a perda de safras» em virtude da utilização de sementes de má qualidade, geadas, falta de chu" va e outros fenômenos climatéricos. Informa-sc no Palácio dos Campos Elíseos que o sistema de seguro ideali" zado será instituído em condições ver dadeiramente inéditas no país, já tendo o Governador, a tal respeito, encamP nhado expediente ao Presidente d° Banco do Estado.
6. O Deputado Vasconcelos Tor res apresentou, na Câmara Federal» projeto de lei que cuida da criação do Instituto Brasileiro de Higiene c Segurança do Trabalho. O novo orga" nismo teria como principal fonte de receita, para ocorrer às despesas funcionamento, uma taxa ou imposto que incidiria sôbre os prêmios de se" guros de acidentes .do trabalho. 7. • Dentro em breve estará adequa" damente regulamentada a cobertura danos elétricos no ramo incêndio, eO" contrando-se em fase final de tramita ção o respectivo processo. 8. Importante firma comercial do Rio de Janeiro lançou, recentemente» como promoção de vendas, a oferta de uma apólice de seguro de acidentes
9. A experiência obtida em segu ros de «quebra de garantia», modali dade lançada cm bases cautelosamentc restritas, foi de maneira a autorizar uma expansão dos seus planos de co bertura. Daí a recente aprovação das «Condições» destinadas ao seguro dc empréstimos (com desconto em fôlha) de servidores públicos (civis e milita res) .
12. Em comemoração ao transcur so do aniversário do Presidente Au gusto Xavier de Lima, os servidores do I.R.B. mandaram celebrar missa na Igreja dc Santa Luzia, no dia 27 de janeiro parsado. Após o ato religioso, os irbiários ofereceram um bôlo ao ani 10. Os secuntários deverão obter versariante cm seu gabinete de tra do Ministério do Trabalho, em breve, o reconhecimento oficial do órgão de balho, falando na ocasião, em nome cúpula da sua organização sindical: dos colegas a Sra. Adalgisa de Al Federação. meida Lopes.
CINQUENTENÁRIO DA «SUL BRASIL»
Foi condignamente celebrado a 30 de novembro ultimo, o transcurso do cinqüentenário da próspera e concei tuada seguradora gaúcha «Cia. Sul Brasil de Seguros Terrestres e Marí timos» . De acordo com o programa prévia mente^ traçado, foi rezada missa, pela manha, na Catedral Metropolitana, se guindo-se a êsse ato uma romaria aos túmulos don primeiros Diretores da empresa. dentre os quais estiveram por mais longo tempo nessas funções os Srs. João Lima Coelho e Victor Adal berto Kessler.
O último item do programa de co memorações foi um «cocktail» realiza
do no «Porto Alegre City Hotel», a que compareceram diretores e funcio nários da sociedade, seus acionistas, agentes, segurados, diretores e repre sentantes de companhias congêneres, diretores de todos os bancos locais, o Delegado Regional do D.N.S.P.C., o Gerente da Sucursal do I.R.B. e, como representante da Séde deste, o Sr. Oswaldo Dias Martins, Chefe da Carteira Acidentes Pessoais. Falou, na ocasião, o Dr. Mário Antunes da Cunha, diretor da sociedade.
À Diretoria do «Sul Brasil», pela significativa efeméride, as congratula ções da «Revista do 1RB».
revista do lr.b.
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NATAL DO IRBIÂRIO
Observando-se praxe já tradicional, no dia 24 de dezembro último foi cum prido à risca o programa de festivida des elaborado para o «Natal do Irbiárío». Com adaptações especialmente feitas para o I.R.B., foi encenada a «Cirandinha de Natal» (auto com músicas de roda), de autoria de Maria Alice Lacombe. O elenco foi exclusivamente integrado por filhos de irbiários, com posto de 34 crianças, realizando-se duas sessões consecutivas. Em seguida, com a presença e dire ção pessoal de «Papai Noel», foi pro cessada a distribuição de brinquedos. À criançada foi ainda servida uma mesa de doces. As gravuras ilustram aspectos das festividades.
INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL SEDE — RIO DE JANEIRO avenida marechal câmara, 171
SUCURSAL EM SAO PAULO AVENIDA SÃO JOÃO, 313 — 11.° ANDAR
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SUCURSAL EM BELO HORIZONTE AVENIDA AMAZONAS, 491 A 507 — 8.° ANDAR
SUCURSAL NA CIDADE DE RECIFE AVENIDA GUARARAPES, 120 ---- 7.° ANDAR
SUCURSAL NA CIDADE DE CURITIBA RUA QUINZE DE NOVEMBRO, 551 A 558 — 16.° ANDAR
SUCURSAL NA CIDADE DE BELÉM AVENIDA PRESIDENTE
VARGAS,
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SUCURSAL NA CIDADE DE MANAUS AVENIDA
EDUARDO
RIBEIRO, 423 — ALTOS
Departamento de Imprensa Nacional - Rlo de Janelto _ Bt~’
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