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SEGURO E INFLAÇAO
Luiz Mendonça
Nos países desenvolvidos, as oscilações do comportamento da economia provocam super-reações do setor de seguros. Este aumenta ou caí majs do que o PNB, quando se alternam períodos de-expansão e contração do sistema produtivo. Tais formas de correlação assumem ~rá, t!}r de lei empírica, cgn§9Qfíilda por farta enáli&~ e~i,jtf§ti~ , Numa economia inflaclon,rla tal fenômeno se agrava. Tanto pior o seguro. Bom exemplo é o dos Estados Unidos, cujo mercado segurador possui, ele ~ zinho, dimensões ~qyivªhmt@§ ~§di~ ~ema de todes e§ demai& meFeaelos do mundo. Pois bem, naquele país, com a retração econômica havida em 197 4 por efeito di primeira crise internacional ~9§ ~Feços do petróleo, os n~g~i@§ @ê seguros caíram @Qffi~ n4Afm. em t~g~ ij hi§t(lri~ g~ in§titY' içá'@. A§sim c<;>rno íil inflíi!Qâ'g deixou de ser doeflQ8 tfJ.')iea do terceiro Mundo, a lei que condena o seguro a desaquecer mais que o PNB também deixou, certamente, de ser aplicação limitada às sociedad~~ êltêffi@Rte industrial izf!Qê§: Supunha-S@ gy@, Ra& economias com m~fiQre~ ínQ.iges "per capita" de prodytg Q ge rend~, g§ mereíildO& do aeguros tinhilm um bom moeanlamo de defesa contra a lnflaçlo: • possibilidade de absorver amplas faixas de procura em estado la· tente, Por outras palavras: em tais economias, geralmente existem muito mais seguros por fazer do que seguros já feitos, muito maior clientela a conquistar do q~~ @ conquistada. Soada a hora Qê§ difi@uldades inflacionárias, haveria nene "gap" mercadológico um bqrn C{!ffiJlº de @)(piln' REVISTA DE SEGUROS
são relativamente compensatória. Era uma teoria que tinha seus adeptos, mas que agora está ficando desacreditada pela experiência da presente onda de inflação mundial. Aliás, para compreender as péssimas relações -do seguro com a inflação não é preciso observar o que se passa no resto do mundo. Ao Brasil, basta olhar para si mesmo. A análise não é diHcil nem complicada. Embora, entre nós, haja teimosa persever~nça nos exercícios de inflação iJFtgorlana, a verdade é que a desvalorizaç§o monetária, isto é, a alta de preços vista pelo avesso, desconhece cronogramas e calendáriO$. Os negócios de seguros, ao eentrário são escravizados pela folhinha: em grande maioria, as operações ajustadas corn gs 50guros destinam-se a duração anual, repetindo-se em ciclos exatos de 365 dias. Nesse largo intervalo, muita água pode correr no rio da inflação. No caso brasileiro, durante os últimos doze meses o índice geral de preços praticamente dobrQy, Nesse ritmo, é claro que se torna inv"vel manter em permanente atualização, nas operações de seguros: 1) os valores segurados; 2) a receita das empresas seguradoras, que é variável dependente daqueles valores. Há, portanto, evidente defasagem entre a evolução dos números que dimensionam o seguro e a expansão dos índices que medem o desempenho da inflação. O seguro fica sempre na retaguarda. C(')mplica-se ainda mais a gestão do seguro porque, nela, a inflação instala o paradoxg da busca de equilíbrio entre uma receita mutilada (pela erosão dos precosl e uma despesa bem nutrida pelo pro129
cesso geral de elevação de custos. Para simplificar o entendimento da ação desse mecanismo, um exemplo corriqueiro e espec(fico. O preço do seguro de automóvel (danos materiais) tem como componentes principais a frequência de acidentes (supostamente estável a curto prazo) e o valor médio da reparação de avarias. Recebido esse preço no momento do seguro, pouco tempo depois a empresa seguradora vai enfrentar o ônus de um custo fortemente majorado de peças e mão-de-obra, na ocasião de pagar a reparação das avarias do acidente ocorrido. A muitos pode parecer, ao menos em tese, que existem soluções à mão, como
incluir a expectativa de inflação tanto nos valores segurados quanto no cálculo dos custos prováveis dos acidentes. Isto seria realmente fácil, se as empresas seguradoras não encontrassem pela frente a rebelde e violenta reação dos seus clientes, que preferem comprar seguros deficientes por serem mais baratos - como quem compra casaco pelo que ele pesa no bolso e não pelo que agasalha no frio. Na verdade, o maior inimigo do seguro é a inflação. O que não quer dizer que, na guerra desses dois adversários inconcili: ave1s, as empresas seguradoras tenham sempre de amargar o travo da derrota.
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DISCURSO DO PRESIDENTE DO IRB, SR. ERNESTO ALBRECHT "Não faz muito tempo, a economia mundial conheceu níveis de prosperidade até entao inéditos. Era uma época de euforia e de plena confiança no futur-O. A industrialização, que ~ 'JCedera à agricultura como setor mais dinâmico do processo de desenvolvimento, passava o bastão ao setor terciário, para onde sedeslocava, nas economias mais avançadas, o contingente maior de força de trabalho. Chegou-se mesmo a falar de um desdobramento na estrutura econômica. A "indústria do conhecimento", que produz e distribui idéias e informações, constituiria o ~~tor quaternário. Segundo Peter Drucker, nos anos 60 esse novo setor já respondia, nos Estados Unidos, por 1/3 do PNB. Era o advento da sociedade pós-industrial ou do superindustrialismo. Nada seria menos industrial do que as sociedades nascidas da Revolução Industrial. Todas essas transformações constituíam frutos maduros de um fantástico progresso científico e tecnológico. Progresso que gerou a crença em extraordinário poder: o da criação, num abrir e fechar de olhos, das fontes e matérias-primas que fossem necessárias às economias desenvolvidas. Então Secretário-Geral da ONU, U Thant capturou e exprimiu esse pensamento: "Não são mais as fontes e as reservas-disse ele - que !imitam as decisÕP.S. São as decisões que fazem nascer as fontes e as reservas". Nos anos 70, a economia mundial foi sacudida pelo choque do petróleo, alterando-se a partir daí, substancialmente, o eufórico panorama da década anterior. Hoje, mesmo nos países desenvolvidos, REVISTA DE SEGUROS
nenhum tema suplanta o da recessão, na abordagem econômica. No Brasil, cuja economia e também inevitavelmente atingida pelas mudanças ocorridas na economia mundial. a recessão, no entanto, é tema de que não se popode cogitar. Recessão é decréscimo do produto e, portanto, do nível de renda da economia. Com sua taxa de crescimento demográfico, e as consequências daí resultantes para o mercado de trabalho, o Brasil não tem condições de praticar a recessão. Deve, ao contrário, manter satisfatório nível de desenvolvimento, problema com o qual hoje se acumulam os do combate à inflação, do Balanço de Pagamentos e da distribuição de renda. ESTRATÉGIAS
E nessas questões básicas que se concentra a nossa política econômica. A esta altura, pelos elementos de avaliação que são disponíveis, pode-se dizer que as contas nacionais não assinalam queda do produto, isto é, recessão, e que as estatísticas de índices de preços já registram tendência decrescente da inflação. Esses são fatos econômicos de suma importância para orientação dos trabalhos desta Conferência , que agora se instala . Uma Conferência que estará voltada para a identificação e ocupação de espaços vazios na área do seguro privado tema de inspiração realista, mas que, em si mesmo, denota perspectivas otimistas. Pois se ainda há, na economia e no processo socia I, espaços para a expansão do seguro, o setor evidentemente dispõe de reservas para a preservação do seu processo de crescimento. Segundo o aforismo, o ressegurador 131
segue a sorte do segurador. O IRB, também presente a esta Conferência , formula votos de que aqui se realize um bom tra balho, útil e fértil para a formulação de es-
tratégias que levem o Sistema Nacional de Seguros Privados a contribuir, cada vez mais, para o desenvolvimento nacional."
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11º CONFERÊNCI~ BR4SILEIR4 DE _ SEGUROS ~~~DOS ECAPITALIZ~QlO DECLARAÇAO DE BELO HORIZONTE
A experiência (histórica mundial) põe em relevo uma forte correlação entre a demanda de seguros e a capacidade da economia para produzir e distribuir renda . Produzir implica, inevitavelmente, criar e multiplicar riscos - e estes se propagam, do processo produtivo para todo o contexto da vida social. Distribuir (bem) a renda é promover o bem-estar - e estes necessariamente inclui a aquisição de garantias contra as incertezas do futuro, cada vez mais acentuadas nas Sociedades que se industrializam. Desses fenômenos é excelente exemplo a economia brasileirá, cujo processo de desenvolvimento abriu caminhos, nas últimas décadas, à acelerada expansão do mercado interno de seguros, hoje evoluído e significativo setor da atividade nacional. Para os problemas e dificuldades da hora atual, que envolvem indistintamente todas as economias, a --economia brasileira tem soluções e respostas porque dispõe, em verdade, de amplos recursos para crescer internamente, com aumento simultâneo do seu setor externo. Por isso, o mercado segurador brasileiro, ao término dos trabalhos da Conferência de Belo Horizonte, expressa sua confiança na continuidade do processo de desenvolvimento nacional, que a rigor constitui o objetivo último da atual política econômica do País. Essa mesma confiança foi o próprio motor da Conferência, em cujo tema está implícita uma proposta de expansão do mercado de seguros. Tal proposta, com os subsídios recolhidos ao tongo deste encontro da classe seguradora, terá agora condições para converter-se em projetos de novos e efetivos REVISTA DE SEGUROS
avanços do seguro brasileiro . Esses projetos terão co.mo objetivos principais: 1) inserir o seguro como componente necessário das exportações nacionais de bens e serviços, a fim de que ele, no Brasil, também seja uma exportação " invislvel", como o é no comércio exterior de tantas economias industriais; 2) implantar, em escala nacional, esquema de operações que leve maior apoio e mais estimulo do seguro à produção rural, quase sempre inibida ou sacrificada pelo elevado teor de risco que lhe é peculiar; 3) disseminar cada vez mais a prática da indexação dos valores básicos do seguro, de modo a que este corresponda sempre à plenitude das necessidades dos seus usuários 4) aprimorar, sistematicamente, os ' fatores humanos, operacionais, técnicos, administrativos e jurídico-legais que possam aumentar os níve is de eficiência e qualidade dos serviços prestados pelo mercado de seguros; 5) dinamizar e ampliar o processo de comercialização para que o seguro possa atingir, mais rapidamente, toda a procura latente dos seus serviços; 6) demarcar, em termos objetivos e criteriosos, as fronteiras que separam o seguro privado e o seguro social, para que ambas as instituições, nas áreas que lhes sao próprias, evoluam cada vez mais e melhor, completando-se na oferta de serviços e de beneficios que são de interesse do público; 7) fixar, à luz das diversas experiências até agora acumuladas no ca_n:~po _do seguro e do resseguro internacionàis, a estratégia da próxima etapa de expansão do mercad.o . nacional nesse importante !Jetor:· 133
O seguro brasileiro, em suma, tem condiçoes e recursos para expandir-se na economia interna do País e, igualmente, para conquistar novas e melhores posições
no mercado internacional. E vai empenhar-se, certamente com êxito, no aproveitamento máximo dessas potencialidades de crescimento.
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11 2 CONFER~NCI~ BR4SILEIR4 DE _ SEGUROS ~1114005 ECAPITAUZ~Q10 EL SEGURO EN LOS OCHENTA, UNA FUERZA SOCIAL BELO HORIZONTE
IGNACIO HERNANDODE LARRAMENDI
OCTUBRE- 1980
Consejero Delegado de MAPFRE.
Constituye para m1 um gran honor presentarme ante esta Conferencia del Seguro Brasileno para expresar algunas consideraciones sobre el seguro, instituciõn a la que he dedicado de modo exclusivo mi vida profesional. Desde hace muchos anos, MAPFRE y yo personalmente, hemos percibido que el conjunto de Latjnoamérica representa una gran fuerza pol1tica a la que nos unen, sentimental y culturalmente y por estrategia política, lazos que quere mos estrechar em todo lo posible. Dentro de América Latina, Brasil constituye un gran pa ís, que ocupa parte muy amplia de su territorio y of·r ece un especial dinamismo y voluntad de crecimiento y pr~ gresso. Por ese y otros motivos conozco Brasil desde hace muchos anos y he tratado de analizar sus instituciones y relacionarme en todo lo posible con su~ gentes y por ello es ta ocasiõn es para mi mucho mãs que una oportunidad de expresar mis puntos de vista para ser um hito importan te en mi vida personal y de trabajo. los A todos vosotros, aseguradores brasilenos, a todos organismos e instituciones corporativ~s del seguro brasileno que han intervenido en la organizaciõn de esta Con ferencia, en especial vuestra Federaciõn y el Sindica to de Minas Gerais, y al I.R.B., con quien he tenido relaciõn e incluso publicado artículos en su Revista desde hace mãs de treinta anos' os agradezco mucho la oportunidad que me habéis proporcionado. También quiero dedicar en este momento um recuerdo al vie jo amigo y gran asegurador que llevõ el nombre de Bra ~ sil a todas las ãreas y mercados de nuestra profesiõn,An gelo Mario Cerne, concuya amistad me honre y a quien qwe ro dedicar un especial recuerdo, y otro nos menos queri~ do a Paul Telles Rudge, grand, amigo, a quien tanto debe el seguro brasileno no solo por sus conocimientos tec nicos sino por su profunda humanidad. PERSPECTIVA SOCIOLOGICA DE LOS ANOS 80
Comienza esta década en momentos de profunda crisis, no ya coyuntural, sino posiblemente de estilo de civilizaci õn y modo de vida. Los anos 80 confirmarãn si asistimos REVISTA DE SEGUROS
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al fin de un periodo de mejora constante õ simplesmenteha e xistido una falta de adaptaciõn sociológica a nue vas tecnologias, nivel de industrializaciõn y possibili dades de libertad hasta hace poco inviables. Son claras las estruendosas equivocaciones de los planificadores a largo plazo, que no han sabido prever cri sis tan claras como la de la energia, la de la siderur gia y la del automõvil. Poderosos grupos de empresas, utilizando los mãs presti giosas economistas y los mãs sofisticados equipas elec 7 trõnicos para anãlisis de situaciones, se han encontrado con sorpresas inimaginables y de modo casi repentino. Que valor puede entonces tener la predicciõn de quie nes solamente ejercitamos la futurologia como dialecti ca mental, con infÓrmaciõn escasa y probablemente defor mada y sin otro recurso que el puro anãlisis especulati~ vo?. Pero a~n en esas condiciones, son precisas hipõtesis de previsiõn. El hombre de empresa necessita siempre antici par el futuro, sin ignorar el riesgo de errar, para aper cibir su ãrea de responsabilidad a la situaciõn mãs pro~ bable a~n con cuidado de readaptarla a cualquiera dife rente que pueda surgir. En esas condiciones, me atrevo a predecir lo siguiente: a) Se va a acentuar el predominio e importancia numérica de las lenguas portuguesa, castellana, catalana, italiana y rumana! todas ellas 11 Compreensibles reciproc.a m-ente 11 , que y a c o n s ti tu y e n e 1 n ~c 1 e o 1 i n g ui s ti co mã s importante del mundo civilizado puesto que el chino, ~nico que podria compararse, tiene limitaciones sus tanciales que al menos en varias siglas van a restrin gir su expansiõn. Refiriendome estrictamente a mi lengua propia, es muy probable que a fin de sigla el numero de hispano parlant~s sup~re al de los an~lo parlantes, aunque el ingles acreciente su funcion como nueva 11 lengua franca11 del ano dos mil en las relaciones internacionales y en las de pueblos ' con idiomas absolutamente incom prensibles entre si. Podemos en estas condiciones imaginar; lo que signifi ca el gran mercado de nuestras lenguas latinas con su reflejo en la cultura, la comunicaciõn entre pueblos y, sobre todo, la idiosincrasia personal de sus habitantes?. b) Amêrica Lat1na mantendrã su linea de crecimiento, den tro de profundas fricciones internas, indispensableso al menos inevitables hasta que logre una sedimentacion estructural, sociológica y social que absorba las situaciones producidas a lo largo de este sigla y lo gre a travês de su casi comunidad idiomãtica y reli giosa una fuerza creciente y coherente dentro del con cierto mundial. c) Brasil continuarã su expansiõn hasta ser una de las potencias mundiales del siglo XXI, con influencia en 136
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todo el continente latino americano y vinculo de parentesco con la peninsula Ibérica. d) Portugal y Espa~a, aumentarãn de modo sustancial su papel dentro del conjunto europeo, al que sin duda per tenecen, al producirse el inevitable desplazamiento sociol5gico hacia el Sur, em lo que les ayudarã su privilegiado emplaza~iento, enclave orginico con Ame rica latina, a traves de C~narias, Madera y Azores, Y con Africa, a cuyo norte se amalgamarãn socialmenteen los pr5ximos siglas. Cabe dudar en estas circunstancias que a los paises de América Latina y Peninsula Ibérica se nos abre un desa fio importante en el que nos cabe una alternativa que de pende de nuestro esfuerzo y voluntad colectiva de supera ciõn?. En nuestras manos estã que ocurra una de estas dos cosas: * Que nuestro crecimiento vegetativo,dificilmente contenible, se transforme en aumento de problemas y decr. dencia de nuestras culturas aut5ctonas, infiltradas por ideologias o actitudes sociolõgicas extra~as .. *Que, reteniendo la propria identidad, utilicemos la nueva fuerza para aumentar la influencia de nuestros critérios, modos de ser y vivir que conservan hasta ahora increibles similitudes a pesar de la distancia en tre muchos de nosotros. PERSPECTIVA ECONOMICA DE LOS ANOS 80.
Aunque a fines de los a~os sesenta se apuntaban graves problemas, comenz5 la pasada década con el convencimiento de que el desarrollo ilimitado y la estructura econômica del mundo occidental era mãs firme que en épocas an teriores y permitiria mantener um plazo prolongado de e-=quilibrio social aun con ciclos . de recesi5n facilmente ab sorbibles. Esta predicciõn no se cumpliÕ y en el transcurso de la década se produjo la crisis de la energia, en parte simbolo del error de unas planificaciones puramente mate ria les confiadas em que el hombre, por sus pro~tos medios, puede dominar ilimitadamente su futuro. La primera crisis energética, en los a~os 73 y 74, y la ultima, iniciada en el 79, han barrido estas ilusiones y abren una situaciõn de futuro descarnado, en que el su frimiento sigue siendo base fundamental de la existencia del hombre y todo progreso tiene aspectos negativos que es necesarto aceptar. Querria destacar algunos hechos caracteristicos de los a~os setenta, interesantes para esta exposiciõn. * Continuidad creciente de aportaciones tecnolõgicas de gran trascendencia, que han permitido retrasar la consecuencia de problemas latentes,quizãs manteniendo ilu siones por mayor tiempo del justificado. * Perdida del temor reverencial al mito comunista,al advertir-se en los paises del Este las repercusiones gra ves de su propia actuaciõn y desaparecer el aura de in REVISTA DE SEGUROS
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vulnerabilidad de los regimenes marxistas. Simbolo de esta situaciõn fueron el fracaso econômico de Cuba, el triunfo de los obreros en Polonia y, sobre todo,la cri s i s de ch i na , f in de 1a ex per i e nc i a c o 1e c ti v i s ta e n ese gran pais,refugio de los ideôlogos ante los graves errares, defectos y problemas del sistema ruso. * Resur~imiento de los sentimientos nacionalistas, mu cho mas profundos, y quizãs demoledores, que los es trictos de clase social y 9ue podrãn impedir em muchos casos la futura coordinacion de grandes ãreas mundia 1 e s. * Pujanza del sentimiento religioso como influencia de movimientos populares arrolladores de cualquier fuer za de gobierno, por aplastante que pareciese, que se reflejan em casos tan dispares como Irãn y el citado de Polonia. * Amenaza de ruptura del equilíbrio bilateral USA-URSSco mo base de la politica mundial. * Mayor influencia de ãreas anteriormente ignoradas, en especial el Sureste de Asia que, despuês de la guerra del Vietnam, ha adquirido una vitalidad y perspectivas completamente inesperadas; y la ya citada de América La tina. Refiriendonos a cifras concretas, em los anejos que presente como complemento a mi disertaciõn, puede observarse que Brasil ha aumentado su riqueza de una manera cons tante a pesar de las dificultades que se derivan de su dimensiõn, crecimiento demogrãfico e irregularidad de la distribuciõn de su riqueza y poblaciõn. Espana, cuyo primer desarrollo no se ha visto dificultado por estes problemas, ha tenido un crecimiento superior al de los paises industrializados, pero quizãs y desgraciadamente tiene perspectivas inferiores para el fut~ ro. Al analizar las cifras que me sirven de referencia, hay que tener en cuenta que se han traducido a una moneda co mGn, el dõlar, cuyos c~mbios estãn influidos por facto~ res ajenos a la situaciõn real interna del pais. Sin emba r go , me ha pa r e c i do q ue a Gn a s i e r a e 1 me j o r s i s t em a pa ra una visiõn comparada relativamente homogênea y obje ~ tiva. Esto afecta negativamente a Brasil y positivamente a Alemania, con la fuerte aoreciaciõn del marco fre nte al dÕlar. En ambos casos puede conducir a conclusiones errôneas sobre la realidad interna de cada caso . Me parece que los Gltimos veinte anos de este siglo han ser decisivos para Brasil. En ellos su inmenso arsen~ de materias primas, aGn con peco petrõleo por ahora, le ha de preparar para un sigla XXI en que con toda Lationa mérica ha de jugar un papel trascendente en el concierto mundial. Por el contrãrio·, los europeos probablemente nos errcortraremos con problemas derivados de hechos que pue den intuirse en los datas que os he presentado, como la desaceleraciõn del crecimiento demogrãfico, que si favorecen a corto plazo aumentos espectaculares de renta per 138
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cãpita, a la larg-a ·11evan a difíciles problemas ecoso ciolõgicos. Como hipõtesis mui osada, diria que en los anos 80 los cinco países cuyos datos ' he utilizado, podrian mantener tasas de crecimiento similares a las de los 70, con una correcciõn hacia arriba en Brasil y hacia abajo en Espana y mãs en Alemania, todo ello partiendo de que la devaluaciõn - ~el dõlar, de un seis a un ocho por ciento a nual ,haga que sõlo en apariencia un crecimiento normal ã nãlogo,tenga el mismo significado en l~s setenta que ei los ochenta. Si esta previsiõn se cumpliese, Brasil deberia acabares ta nueva decada con un Producto Interior Bruto cercano ã un billón de dólares, mientras que Espana se acercaria a los 900.000 millones de dólares. Para conseguir lo anterior, deberia ser principal objeti vo e c o nó mi c o c omb a t i r 1a i n f 1a c i õ n y s o r te a r 1o me j or p sible el encarecimiento permanente de la energia. Esta exigirã preocupación permanente, gran dosis de imaginaci ón y, sobre todo, la cooperaciõn integra1 del pueblo muy unido de cada pais. Naturalmente, ello no se lograrã sin problemas y friccio nes sociales; aunque en Espana sinceramente preveo, y se estã apreciando en este momento, mayor integraciõn de los trabajadores en los objetivos nacionales, y de ello depende nuestro futuro como en los Gltimos anos ha sido esta la causa del exito de Japón y Alemania y lo seria el que pudiese obtener Brasil en los anos futuros .. En todo caso hay algo que todos necesitarem0s para supe rar las dificultades y hacer - realidad la anterior pre dicciõn: sacrificio, ahorro e inversiõn . * Sacrificio adecuadamente repartido entre todas las ela ses sociales cuya supervisiõn y responsabilidad de e~ quidad pesarã en quienes dirijan la política que deberãn enfrentarse con las agitaciones demagógicas de ca da clase o sector (no sólo de los trabajadores) afir ~ mando ser el Gnico que suporta el sacrifício en benefÍ'cio de los restantes. * Ahorro, verdadera óase del crecimiento y mejora económtca que significa tra5ajo acumulado no utilizado en consumo y que aumenta el patrimonio particular o pübli co. Los go5iernos pueden regular esto. De modo directo, los paises socialistas son un ejemplo, aunque no Ünico, creando ahorro con sueldos muy bajos no discutibles ni practicamente mejorables. De modo indirecto, con incentivos para favorecer el ahorro, en especial el de segundo grado y penaliza cian de lo que represente gasto no conveniente socialmente. * Inversiõn, utilizando los fondos acumulados por el ahorro para crear bases de partida que hagan rentable la riqueza natural existente, especialmente em paises que la poseen en dimensiõn considerable o para mejor a provecflar la capacidad del trabajo de sus habitantes~
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base de aumento del nível de empleo y del nível economico promedio. En conjunto puede decirse que la economia de un pue bl o y su futuro equilibrado y prudente desarrollo depen den del ahorro inteligentemente invertido. No r es ul t a difi cil comprender lo que esto se relaciona con el s e gu r~ y la concreta responsabilidad social que por ell o nos incumbe a los aseguradores. Aunque nohe podido hace r lo ya para este acto, sugiero a mis amigos br a silenos, que estudien profundamente el caso del Japõn y e l pa pel social que alli estã jugando el seguro de vi da. PERSPECTIVA DEL SEGURO EN LOS 80
Parece probable que en esta decada el seguro aume nte de modo sustancial su consideraciõn institucional, e n es pecial si logra canalizar la inversiõn a largo pla zo, la de mayor interes social porque exige inevitablemen t e estabilidad y continuidad. No debe olvidarse que el seguro tiene dos funciones bãsi cas comparables con las de un embalse, que evita l a re~ percusiõn de la pluviometria y que necesita para el lo acumular elemento liquido y acaba dando a este apro vech amiento por si mismo. *La primera y directa, servir de vãlvula regulado r a de las desviaciones producidas por hechcs fortuitos, i ndividuales o colectivos, para permitir la continuidad de los patrimonios (individuales, familiares, colectivos o industriales) mediante el ~go de una cantidad fija pre supuestable. * La segunda e indirecta, indispensable para la anterio r , la acumulaciõn sustancial y creciente de fondos y su in ve~st5n prudente hasta adquirir un papel social colec ~ ttvo relevante. . Desde el stglo pasado el seguroha sido factor eco nõmi co decisivo en los países anglosajones, fundamentalmente Estados Unidos e Inglaterra y su Commonwealth, y mã s rectente Jap6n y Norte de Europa. La razõn es que en ell os se ha reconocido la funciõn social del seguro de vida co mo propulsor de ahorro de segundo grado o forzoso dentro de un sistema de decisiõn libre individual. Esto, qu e surgiõ de modo natural en el siglo XIX, em estos Gltimo s anos, especialmente en Alemania y creo en Japõn, ha sido consecuencta de una consciente reflexiõn politi cacon resultados fâciles de apreciar. En los anejos a mi disertaci6n he reflejado alguna s cifras de tnterês sobre la evoluci6n del seguro en el Brasil y otros países en la decada de los 70. Crec que merecen destatarse dos conclusiones impo rtantes: * ET mercado de seguros brasileno, como el de mi pro pi o pa ' ís, ha obtenido un crecimiento muy importante em pri~ mas. Concretamente en Brasil las primas totales s e han mul~tplicado por mãs de cinco veces.
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* La concentraciõn de las empresas de seguros en Brasi I
le permite situarse en una linea encierto modo pa r ecida a la del Japõn, con grupos aseguradores de gran potencia, capaces de convertirse en instrumentos impor tantes que den a la instituciõn aseguradora un ~es o es pecifico en la vida econõmica. Comprendo que esto p ue~ de ser peligroso y, sobre todo, puede ser discuti do y crear resentimientos pero,desde un punto de vist~ na cional, tiene valor siempre que se reconozca la impo r tancia social de las entidades pequenas y su poderoso im pacto como estimulante poderoso de la competencia y er servici'o. No puede olvfdarse en este aspecto que una~.!!. ti dad pequena, 1 imi tadamente implantada, es mucho mas potente que una gran entidad burocratizada. Que ello se consiga ha de depender del esfuerzo de los a seguradores brasilenos coordinados con sus fuerzas pol i~ ticas. En mi opiniõn, el seguro brasileno estã en co n diciones de alcanzar en 1.989 un volumen de primas de 15.000 millones de dÕlares y un patrimonio de unos . .. .. 20.000 millones, teniendo en . ~uenta las perspectivas de la , Previdencia Social. Ahora bien, para alcanzar este objetivo, ~1 seguro bras! leno se va a enfrentar con tres retos que, em mi opini ~ õn, tiene que superar, y ~sto no es siempre ficil: a) Mejora intensa de su eficiencta productividad, para re duc i' r su s c os tes de ges ti 6n y, en deftn i ti va, aba r a-:. tar el precio. Los datas que he manejado reflejan que este es un campo susceptible de avances sustanci~e s y cuando se consfga se podri llevar el seguro J nueva s capas sociales y asl aumentar su penetraci6n y su di mensi8n. b) Profunda descentralizaciõn territorial en la ges tiõn de los aseguradores para acercar el servicio a los clientes y vincularlos al sentirse prõximos de quiene s toma n 1 a s de c i s i o ne s y r e c i be n e 1 s e r v i c i o . Co n este contacto y relaciõn humana se dificulta de modo extraordinirio el abuso o simplemente la pasiv idad & e 1 s e r v i c i' o a 1 c 1 i e n te , c a s i i ne v i ta b1 e e n 1 a s gr.a ndes organizaciones centralizadas, en que quienes toman las decisiones nunca ven realment-e al clie nt ·e ni se enfrentan directamente con sus problemas. La ex pe r i e nc i a d e 1 s e gu r o e s pa no 1 de 1 o,s a no s 7o e s un i nte resante ejemplo en este sentido. Este es un as pect~ i~portante y posit~vo para las entidades pegu:nas muy drrectamente relacronadas con un ã~ea geograf1ca que en Espana, al menos son imbatibles. c) Crectmiento muy superior al actual del seguro de vida ordinario con ahorro, necesidad esta comGn a la del seguro espanol donde, como en Brasil, las ci fras de seguro de vida son muy reducidas comparadas co m la de EE.UU. o Alemania. Si todo esta s·e consigue, las primas del seguro br asi lefio ~eberian representar el 1 ,5% de su producto naci o nal bruto y su patrimonio el 2% de dicho producto nac io~ REVISTA DE SEGl:JROS
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nal bruto y ser un importante factor en su vida econômica y desarrollo social. RESPONSABILIDAD
SOCIAL DE LOS ASEGURADORES
No es facil que se reconozca a los aseguradores un au menta en la fuerza institucional economica y social de un pais (sin amenaza de desaparicion en el primer vai vên potilico) salvo si adquieren conciencia de su res ponsabilidad y se preparan para ofrecer a paises, pueblos y gobiernos administracion altamente ef~ciente, y gran transpar~ncia en empresas y fondos que invierten. La institucion aseguradora, adernas de uma actividad privada que puede producir beneficio a sus proprietarios H a quienes en ella trabajan, es una institucion implica· da fundamentalmente en la estructura de un pais. Sola · mente aceptando las obligaciones que de ello se derivan, podremos los aseguradores llegar a esa alianza con losgo biernos, indispensable para que logremos un papel impor: tante en la creacion del ahorro nacional y en la distribucion de su tnversion. NPcesitamos actuar como fuerza social en interes del publico en un marco de competencia y no como fuerza especulativa que simplesmente origina acumulacion de rique za en sectores sociales reducidos. Ese es el gran objetivo del seguro privado mundial, cuya consecucion condicionara nuestra imagen, nuestra estruttura y nuestra dimenston. Em cierto modo esa es la mo desta cruzada que MAPFRE y yo personalmente hemos empren di do por un sentido de servi cio al publico y a nuestra co munidad nacional. Sobre ello querria hacer algunos comentarias: a) La crisis economica actual crea dificultades extraordinarias al sector industrial, pero refuerza en cam bio el sector asegurador, que la suporta mas comoda mente y que incluso aumenta su penetracion y hasta su beneficio en momentos em que la actividad industri al casi no puede sobrevivir. b) Las situaciones de crisis tan profundas como las que hoy afectan al mundo, con cambio en orientaciones em presariales, actividad industrial y tecnologia, crean un momento especialmente apropriado para que los aseguradores lleven a cabo su transformacion interna ins titucional para convetirse en fuerza social economi ~ ca reconocida, alejada lo mas posible de cualquier avatar ideologico. c) Es necesario evitar que la comodidad de accionistas y conjunto de personas que participan en nuestras em presas, dominen su estructura y las convierta en un elefante dormido que paulatinamente va perdiendo fu erza hasta ve r se super a da por competi do r e s u ot r os sec tores sociales que proporcionen servicios similares f coste mas reducido, o simplemente con imagen mas fa142
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vorable. d) Es indispensable gran claridad en la responsabilidad gerencial y de resultados de las diferentes areas estructurales, evitando monstruos burocraticos en que se actuan sin posibilidad de objetivo individual ni responsabilidad en las decisiones, aspecto primordial pa ra los grandes aseguradores. e) Conviene aprovechar la perspectiva de los cambies estr-ucturales de la economia para ser pioneros en lares puesta a las nuevas necesidades de Seguridad que se abren en muy diferentes aspectos dentro de un pais, tanto en la protecciõn de la vida humana, como en la protecciõn de activos físicos, servicio complementa rio que refuerza nuestra presencia institucional. f) Considerar como objetivo secundaria, pero importante, el impulso d•e l arte y la cultura, la promociõn e impulso de actividades deportivas, la contribuiciõn al equilíbrio êtnico y otros aspectos en que la fuerza econômica del seguro puede rell enar huecos con frecuen cia olvidados por los gobiirnos, pero de gran impor~ tancia para la calidad de la vida en el conjunto deun p~is. En vuestro pais tengo noticias de algunos casos importantes de mecenazgo que merecen mãximo encomio. 11
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PERSPECTIVAS DEL SEGURO DE VJDA
Como podeis o~servar, una gran parte de mi desertaciõngi ra entorno a la importancia social del seguro atravêsae su participaciõn en el mercado de capitales y en el mercado del ahorro. Desgraciadamente en los países con alto nivel de inflaciõn este objetivo se enfrenta con la dificuldad para crear un mercado de seguro de vida con ahorro. Se llega a un circulo vicíoso de modo que si hay inflaciõn no puede haber seg~ro de vida y la ausencia de ahorro atravês del seguro de vida contribuye a impedir cl equilíBrio econômico. Por ello,no basta con expressar buenos deseos sobre el crecimiento del seguro de vida, sino que es preciso in dicar algun camino que, aun con dificultades y lentitud, pueda lograr este objetivo. La inflaciõn afecta tanto al seguro de vida de puro rie~ go como al de ahorro. Para superar los defectos de la inflaciõn en el seguro de riesgo, puede valer cualquier sistema ingenioso de revalorizaciõn anual de primas y capitales, con un ajuste para igualar el importe de la prima creciente con los anos y que la entidad aseguradora estã dispuesta a admi tir la antiselecciõn por el aumento de los capitales ori ginalmente contratados. En el seguro de ahorro o seguro combinado de riesgo y ahorro, la superaciõn de la inflaciõn es mãs difícil y su gestiõn mãs complicada, ya que, aunque pueda corregir se de modo regular la cobertura aumentando la prima sede REVISTA DE SEGUROS
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desactualiza la reserva acumulada de la pÕliza salvo que se o5tenga, y esto no es fâcil, una rentabilidad de inversiõn superior al indice de inflacion. Creo de todos modos, que a pesar de las dificuldades, es to podrla superarse si se pone enfasis en los siguientej aspectos: a) Dotar a la entidad asuquradora de un servicio finan ciero y de inversiõn capaz de obtener la mãxima renta bilidad posible, que al menos en Espa~a muy difilcil~ mente llegarã ser equivalente al 1ndice de inflaciõn, lo que puede ser suficiente si los resultados netos fi nancieros mejoran las inversiones al alcance normaT de publico. b) Reconocer el interes social del seguro de vida y reei bir ayuda a través de dos tipos de medidas de gobier~ no: * Incentivos a los aseguradores para compensar, aun que sea par c ialmente, el perjuicio dela inflaciõn en su ahorro, con mecanismos de protecciõn a este tipo de contratos de ahorro de segundo grado. * Permiso a las entidades aseguradoras para que, dentro de la prudencia y sin especulaciõn, puedan in vertir las reservas afectas a estas modalidades de seguro con liberdad suficiente para obtener resul tados que reduzcan la desvalorizaciõn del ahorroque se les encomienda, lo que implica no imponerles inversiones de rentabilidad reducida. Esto, es uno de nuestros problemas importantes en Espana. Aplicar un sistema de muy alta participaciõn en el c) beneficio de la inversiõn de reservas, con gran ela ridad de informaciõn, para que, tanto asegurados co mo autoridades de vigilancia, conozcan lo que es~ tâ haciendo cada entidad aseguradora. Aumentar regularmente la prima de los contratos en d) paraleloalindicedeinflaciõn, fÕrmula de correcciõn monetaria que facilita el mantenimiento del capital y ahorro y mantiene ·la realidad de la cobertura en los tªrminos originarias. Sinceramente, aun con dificultades, creo que son posi bles, en base a estas ideas y cnn vuestra experiencii en 11 convivir con la inflaciõn" fórmulas que permi t a n un mercado de seguro de vida individual de ahorro de 29 grado, de interes para los aseguradores. En Espana nos hemos encontrado con este problema y en los últimos anos se ha logrado crear un mercado, aun mo desto, de seguro de vida con ahorro que se mantiene a pesar de dificultades y en mi opiniõn puede aumentar se de modo sustancial si el Gobierno reconoce su im :: portancia y nos concede algun tipo de incentivo. MAFRE VIDA, que se constituyõ hace menos de diez anos, ha logrado ser la primera entidad as.eguradora en el se guro oridinario y la segunda si se incluye tambien ~ Se g u r o de Gr u po , c o n u n a c uo t a d e me r c a d o de c e rc a de l 20 % del seauro ordinario de vida y de un 9 ~ apro xima144
REV ISTi\ üE SEGUROS
damente del Seguro de Grupo. Esto lo ha conseguido con una fõrmula que reconoce a los aseguradores una am plta parttcipaci6n en los beneficios de la inversiõn de las reservas técnicas. No estamos satisfechos delo obtentdo, ni guiz~s hemos acertado de modo absoluto, pero creemos que nuestra f6rmula, adaptada a cada mer cado y sttuaci8n, ofrece un camino real para el segu~ ro de vida con anorro. Se que Brasil tambiem na sabido descubrir formulas para mantener activo en su mercado el seguro de vida individual a pesar de una mayor inflacion. El ajuste de primas prefijado en la poliza en porcenta je anual ha sido sin duda un comienzo aceptable, el ajus te posterior de las primas, rentas y capitales en basi a la variacion de Obligaciones Reajustables del Tesoro Nacional (ORTN) o en base a la evolucion del Maior Valor de Referencial! como parece hacen algunas asegurado ras, es stn duda, una solucion avanzada que sera defini~ tiva y decisiva cuando las variaciones tanto del ORTN como del Maior Valor de Referen'cia sean paralelas a la desvalorizacion monetaria, com un desnivel mãxim~ del 11
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Las cifras que me han proporcionado, no me permitem de termtnar la influencia de la correccton monetaria en la evolucion del mercado, no se si porque no ha sabido ti empo de que las cifras lo demuestren o porque la evolu ~ cion del seguro de vida de grupo estuviese interfiriendo a traves de los seguros indivtduales renovables que han recibido un gran impulso en vuestró pais, Se presenta a este Congreso como un espacio a ser ocupado por aseguradores la Cnamada Previdencia Privada ,sis tema supletorio de prevision social en forma de capita ~ les y rentas. Para mi, la inclusion de este tema ha sido uno de los gran des motivos de interes de esta conferencia, pues se tra ta de situar en una cartera de seguros personales una re! lidad que hace mucho conocen, de forma sistematica. los aseguradores, Mi conocimiento de este sistema es superficial, pero como asegurador comprendo la importancia de un tema tan su gestivo que puede dar, en un futuro proximo, una mayorqr mension a los s~guros personales. Quiero destacar que los Estados Unidos, es una entidad a seguradora, la Prudencital, 1~ que administra un mayo~ volumen de planes de pensiones, formula mui variada pero en cierto modo paralela a vuestra previdencia priva da. La proximidad tecnica entre el seguro de Vida y la Previdencia Privada es tan grande que es posible y sin duda conveniente, la preparaciõn de estudios conjuntos y me sentiria altamente satisfecho si Espana e Brasil pu diesen emprenderlos y se ofrecese colectivamente a va rios Gobiernos formulas que contribuyan a un plan de pr~ pocion internacional de instituiciones privadas para fa11
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vorecer el ahorro susceptible de inversion a largo pla zo. Con esto termino mi disertacion con la esperanza de haber logrado interesaros y, aun todavia, haber servido en algun aspecto para que el futuro de vuestro mercado asegurador se oriente en la linea de responsabilidad soei al y servicio al publico que, aunque a algunos pueda parecer ideAlista y teorico, yo tengo la prueba de que es e 1 me j o r 1n e to do pa r a e 1 t r i u n f o i n s t i t uc i o n a 1 e p r o f e s i o na 1. Muchas gracias a todos por haberme escuchado.
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OPINIAO DA REVISTA SEGU~O
E PNB
A análise da evolução do seguro, fei ta em escata mundial , costuma basear-se no lndice que traduz a proporção entre a venda de tal serviço; (faturamento das empresas seguradoras) e o produto global da economia (PNB) . O volume de bens e serviços, quantificado periodiC!mente (a cada ano , segundo o uso gerl!l) , dá idéia não só da capacidade de produção da econômia, mas também da renda é ger!Oa por sua atividades produtivas. Na contabilidade nacional, renda e PNB se equivalem, com seus valores sim-métricos, pois afinal são expressões numéricas dos mesmos fatos econômicos, deles constituindo versões que a penas diferem quantos aos ângulos de abordagem. Assim, o coeficiente da renda ou do PNB, atingido pelo faturamento do mercado segurador, ainda constitui o melhor instrumento de aferição do grau de avanço atingido pelo seguro. Nas comparações internacionais, ouso desse indicador, pelo fato de exprimir uma relação percentual, tem a vantagem de eliminar distorções como as resultantes de diferenças cambiais e as provocadas pelo processo inflacionário na expressão monetária das operações de seguros. O problema, na análise comparativa a nlvel internacional, é que existem diferenças estruturais, por vezes até acentuada, entre os mercados em cotejo, variando de um para outro o grau de repartição do mercado interno entre o seguro privado e o seguro social. Este último - no Brasil, por exemplo- monopoliza uma área cujas dimensões se avantajam largamente sobre o espaço em que se pode movimentar o seguro privado. Isso é justo o REVISTA DE SEGUROS
contrário do que ocorre em outros mercados, como o dos Estados Unidos, onde a liderança é exercida com larga margem pelo lieguro privado. Feita essa ressalva, vejamos os últi mos dados sobre a evolução do seguro. O perlodo é 1950-1978 e os mercados são os de 20 palses, que no conjunto faturam o equivalente a 90% da receita mundial prgduzida pelas operações de seguros. Em 1950, apenas 4 desses palses conseguiam superar a marca dos 4% na relação seguro/PNB; na faixa 2-4% havia 5 palses; abaixo de 2%, 11 palses. Em 1978, o quadro ficou radicalmente mudado. Acima de 4% passaram a figurar 11 palses; na faixa 2-4%, 7 palses. Apenas Brasil e México permaneceram no nível mais modesto de um faturamento de seguros inferior a 2% do PNB . Para ficar apenas em alguns exemplos de forte expansão; o Japão, de 1.15% em 1950, pulou para 4.64% em 1978; a Finlândia, de 1.68% para 4.48%; a Alemanha Ocidental, de 2.45% para·5.02%. Que fazer, no Brasil, para que nos próximos 30 anos possa ele galgar outra posição no quadro mundial? Há muito que fazer. Isso, no entanto, é assunto, não para um, mas para uma série de artigos.
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• AUTO .SEGURO
A idéia do auto-seguro é antiga e, nas suas origens, extremamente simples. Hoje, apesar dos recursos matemáticos da Teoria da Decisão, na prática tal idéia continua fiel a sua primitiva simplicidade. No auto-seguro, a empresa abstem·se de comprar apólices no mercado segu147
Companhia de Seguros
ALIANÇA DA BAHIA C.G.C/M.F 15144017/0001·90/0021 Seguros de Incêndio, Vidros, Roubo, Tumultos, Transportes Marltimos, Terrestres e Aéreo, Automóveis, Cascos, Aeronáuticos, Lucros Cessantes, Fidelidade, Crédito Interno, Responsabilidade Civil Geral Veiculas Facultativo e Transportador, Rural, Penhor Rural, Habitacional, Riscos de Engenharia, R iscas Di versos, Garantia de Obrigações, Acidentes Pessoais, Danos Pessoais- VAT, Operações Diversas e Vida em Grupo. CIFRAS DO BALANÇO DE 1979 Capital e Reserva .. . ....... .. . . ..... . .. . .... Cr$ Receita ..... . ..... . .. . . . . . .. . .... ... . . ... Cr$ Ativo em 31 de dezembro . . . ... ... . . ... . . . . . .Cr$ Sinistros pagos nos últimos 3 anos .. .. .. ... .. ... CrS
2 .184230 .266,00 3.567 .l:SU4 .533,39 3.349 .598.098.70 1.068.675 .121 ,24
COI\ISELHO DE ADMINISTRAÇÃO Pâmphilo Pedreira Freire de Carvalho- Presidente Paulo Séqio Freire de Carvalho Gonçalves Tourinno Francisco de Sá Junior- Vice-Presidente
Vice-Presidente
DIRETORIA Paulo Sérgio Freire de Carvalho Gonçalves Tourinho- Diretor Superintendente Luiz Carlos Freire de Carvalho. Gonçalves Tourinho- Diretor José Maria de Souza Teixeira Costa- Diretor Antonio Tavares da Câmara- Diretor Fernando Antonio Sodré Faria- Diretor Sérgio Charles Túbero - Diretor MATRIZ: Salvador/B;~hia SUCURSAIS NAS CIDADES DE: São Paulo - Rio ue Janeiro - Porto Alegre- Fortaleza - Recife- Belo Horizonte- Manaus- Teresina- São Luiz - Maceió - Belém - Natal - Aracaju -João Pessoa -Curitiba Vitória- Brasl'lia- Goiânia- Cuiabá- Campo Grande. AG~NCIAS EM TODO O PAIS
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J rador. Em vez disso, consthui um fundo que suponha bastante para enfrentar provavéis acidentes. Como a operação não pode ficar somente no plano contábil, os recursos do fundo precisam ter a retaguarda de aplicações com alta 1-iquidez. Em última análise, o que ocorre é a opção da empresa entre dois gêneros de papéis. Troca a apólice de seguro, que tem valor certo e suficiente para qualquer emergência, por títulos de renda que não sabe, a priori, se realmente cobrirão necessidades advindas a posteriori. Assim, o fundo de auto-seguro dificilmente se livra da pecha de jogo de azar, no qual a empresa assume, curiosamente, a dupla condição da banqueira e apostadora. Há muitos anos, a Ford Motor Company, nos Estados Unidos, com seus ativos colossais, necessariamente teria altas contas de seguro. Pretendeu preços bem mais baixos, mas não os obteve do mercado segurador, reso Ivendo por isto torna-se seguradora de si própria. Ocorrido o primeiro acidente de grande vulto, recuou, mandando o auto-seguro às favas. Depois de tanto tempo, a mesma história agora se repete no Brasil, com outra empresa. O acidente de vulto foi o de Garoupa, desabando com eles as razões do auto-seguro no caso praticado. Tal como a Ford, a empresa brasileira decidiu voltar ao mercado segurador para a colocação dos seus riscos. Com ou sem fundamento, muitas razões já foram invocadas, em muitos casos, para justificar o auto-seguro. Mas, com Garoupa, vieram à tona duas razões que, se não forem inéditas, pelo menos serão inusitadas. Vamos vê-las. Do pacote pretendido pela empresa, para um dos seguros -o de lucros cessantes - não haveria oferta no mercado. Admitida como verdadeira essa alegação, o raciodn io a fazer é o seguinte: se não for possível comprar todos os seguros (premissa), então é melhor não comprar seguro algum (conclusão). Ou tudo ou nada. Como diz um provérbio: barco perdido, bem carregado; que é corroborado por outro segundo o qual desgraça pouca é bobaREVISTA DE SEGUROS
gem. Para os partidár-ios da sabedoria po-pular, agir con, base em raciocínios dessa natureza é também uma forma de praticar o racionalismo econômico. Quem tiver condições de enfrentar as consequências, claro que pode aderir a tal lógica. Outra razão nova, invocada para o auto-seguro, é a que. o autoriza quando o provável acidente prenuncie, por sua natureza, "demoradas discussões com as seguradoras". Em outras palavras, isso vem a ser um aforismo: melhor o dano que o compasso de espera de indenização. Fabuloso. Ora, quando a empresa prefere o auto-seguro, em caso de acidente decerto terá que avaliar e contabilizar os prejuízos. E, [lão havendo, discutirá consigo mesma essa avaliação, até localizá-la no ponto ótimo. No final das contas, esse processo de auto-regulação não conduz a significativa economia de tempo. A verdade é que, havendo seguro, o processo de avaliação no fundo é o mesmo, pois tem como elemento-chave a empresa segurada, conhecedora íntima do seu próprio patrimônio. A diferença, no último caso, é que essa empresa, além de se convencer do valor dos danos, terá que convencer também a seguradora. Portanto, a demora nas discussões é uma variável que depende da capacidade da empresa segurada para avaliar seus danos. E essa demora pode ocorrer, tanto para ela convencer a si mesma (no caso do autoseguro), como para convencer a seguradora (no caso de seguro). No Brasil, o processo de regulação dos grandes acidentes não é afetado pelos interesses de segurados e seguradores. Esse processo é da competência e jurisdição do Instituto de Resseguros do Brasil, que não tem interesse em torná-lo demorado ou em conduzi-lo a avaliações distorcidas para qualquer lado .
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EFEITO-JúPITER Faz tempo, a sismologia conseguiu tornar-se autônoma. E pôde na verdade realizar avanço considerável no seu conhecimento especializado, de tal sorte que 149
pas50u a exercitar-se na formwlação de prognóiticos sobre a ocorrência de catástrofis. Bom exemplo é o da China, cujo esquema de observações em massa permitiu a previsão do grande terremoto de fevereiro de 1945, que alcançou a magnitude de 7.3 na escala R ichter. Hoje, lá existem dez mil sismólogos profissionais e cem mil amadores, compondo uma rede de dezessete estações padronizadas e de aproximadamente trezentas de âmbito local. Há pa(ses onde esses prognósticos certamente despertam o interesse direto das companhias de seguros. Interesse, aliás, que se irradia praticamente para o resto do mundo, por serem comuns as transferências parciais de seguros terremotos para o mercado internacional, aliviando-se dessa maneira o peso das responsabilidades dos respectivos mercados de origem. Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o risco de terremoto faz parte do pacote de garantias dos seguros de r-esidências, ao passo que nos estabelecimentos comerciais e industriais sua cobertura é opcional constituindo apêndice do seguro de incêndio . O Japão tem seu próprio e peculiar sistema, com inscrustação de uma fatia em que o Estado figura como sócio da iniciativa privada. Recentemente, um grupo numeroso e cada vez miar de seguradoras passou a interessar-se, cada vez mais, pelo patroc(nio de programas de pesquisas Sísmicas. Esse mesmo grupo, no entanto, não deu atenção maior ao livro "The Jupiter Effect", editado em 1974, embora de in(cio aquela obra lhe tivesse pregado tremendo susto. Os autores são os famosos astrôno-
mos Jotm Gribbin e Steve Plangemann, que então sustentaram a teoria segundo a qual, repetindo e completando um ciclo de 180 anos, os planetas do sistema solar iriam entrar num alinhament o especia l em 1982. Isso desencadearia os fenômenos do chamado efeito-Júpit er, ocorrendo fottes deslocamentos da crosta t errestre, exatamente no ponto em que ele se acha dividida pela chamada fenda de San Andreas. Em outras palavras: aconteceriam terremotos de grande magnitude nos Estados Unidos, atingindo regiões da Costa do Padfico e, particularmente, os centros urbanos mais populosos da Califôrnia. O Dr. Gribbin agora admite revisão em alguns pontos da sua teoria . Diz ele que, embora os planetas ainda não se tenham posto no alinhamento do efeito-Júpiter, mesmo assim está havendo antecipação de certo aumento da atividade solar. Assim se explicam : 1) no ano passado, os terremotos de Los Angeles e San Francisco, além da eru pção do Etna (que, aliás, há poucos d ias voltou a expelir fogo e lava); 2) este ano, as erupções do vulcão de Washington, inativo há longo tempo. !: claro que a teoria daqueles astrônomos volta , assim, a semear preocu{>ações entre os segurado res norte-amencanos e seus parceiros internacionais solidários nos seguros de terremotos. Aqui no Brasil, porém, sa be-se que essas manifestações da natu reza jamais tiveram acesso ao inventário dos problemas nacionai~. Para os nossos seguradores, como para toda a economia interna , já bastam as comoções que estão sendo produzidas pela inflação, em escala s(smica.
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MANTENHA-SE ATUALIZADO COM OS IMPORTANTES ACONTECIMENTOS DA VIDA SEGURADORA DO PA1S, ASSINANDO A
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DE
SEGUROS REVISTA DE SEGUROS
COMPARAÇÃO A NIVEL INTERNACIONAL DO AUMENTO DE NúMERO DE MORTES NO TRÁFEGO ENTRE 1966 e 1975 CONCLUSÃO
Ao longo do período de dez anos de que nos vimos ocupando, o risco de morte no tráfego rodoviário, expresso em termos de mortes no tráfego por 10.000 veículos motorizados, aumentou sensível~ mente, na maioria dos países. A evolução mais favorável registrou-se ainda esta vez na Espanha, ltália,e Holanda, que, partindo do mais baixo índice de motorização, alcançou concomitantemente o mais alto grau de expansão. O menor progresso foi o observado na F rança, Áustria, Suécia e nos Estados Unidos, o que apenas no caso dos dois últimos países se pode explicar por uma proporção já inicialmente baixa de 6,5 mortes respectivamente por 10.000 veículos motorizados. Só em 1973, conseguia a França reduzir seu coeficiente relativamente alto de 10,4 para 9,3 o que pode ser atribuído à introdução dos cintos de segurança compulsórios, em meados de 1973. Também no caso da Áustria, que registrou, com 10,2, o mais alto índice de todos os países em 1975, o avanço não foi particularmente encorajador. Encarado sob um aspecto comparativo, o risco de morte no tráfego rodoviário declinou principalmente naqueles países que acusavam a maior elevação do número de veículos motorizados, enquanto o menor aumento do risco era observado entre o grau de motorização já se apresentava muito elevado. Esses dois fatos levam a crer que apenas sob a compulsão de uma certa aceleração de ritmo no tráfego rodoviário são tomadas medidas de amplo alcance para resgatar, eficientemente, vidas humanas. Os coeficientes relativamente baixos de países altamente motorizados indicam, no entanto, que no REVISTA DE SEGUROS
limite ma1s baixo da escala de risco há sempre menos beneficio resultando de medidas adicionai de prevenção de acidentes, as quais foram part-icularmente fomentadas na Suécia e nos Estados Unidos DISTRIBUIÇAO DO NÚMERO DE MORTES
Este tópico examina o problema de como a acentuada redução geral do risco de morte no tráfego rodoviário é distribuída entre as diversas categorias de usuários de rodovias. De particular interesse é a questão de determinar se as medidas tendentes a reduzir o risco de acidentes resultaram em relativa melhoria para determinados grupos.
A primeira vista, a evolução apresenta um quadro relativamente homogêneo, sem quaisquer alterações de maior porte. A única exceção é a Espanha, onde a rápida expansão no número de veículos motorizados conduziu a uma cota crescente de passageiros de automóvel fatalmente acidentados. A cota, comparada com o baixo nível de motorização, era, contudo, já bastante ao iniciar-se o período em apreço. Tendência, em geral animadora, pode ser encontrada na cota decrescente de pedestres mortos durante o período de dez anos, contando-se como única exceção, os Estados Unidos. Neste país, no entanto, após um crescimento regular, a cota voltava, em 1975, para a marca inicial de 1966. Entreosdiversospaísesconsiderados, entretanto, a cota de pedestres no número total de mortes no tráfego só
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pode ser comparada em extensão reduzida. Como a maioria de mortes de pedestres ocorre em áreas urbanas, construídas, a estrutura residencial do país representa grande influência, determinando também, em gra.OOe parte, o tipo de utilização de rodovias. No que diz respeito à proporção entre os dois grupos com a cota mais alta de montes no tráfego, entre pedestres e passageiros de automóveis, em nenhum país ela acusou desvantagem para os pedestres (à exceção da França, em 1974). De modo particular, na Alemanha Ocidental, Dinamarca, Finlândia e nos Estados Unidos, o número real de mortes, depois de haver declinado durante um período prolongado, voltou a aumentar em 1975, às expensas dos passageirosdeautomóveis. Em contrapartida, os pedestres contribuíram mais ou menos substancialmente para que aumentasse novamente o número de mortes no tráfego na Alemanha Ocidental Finlândia, Áustria e Suécia, após uma redução inicial no começo do período considerado. A densidade de veículos não parece ter influência direta no risco de morte para os pedestres; a despeito de idênticos limites de velocidade em áreas urbanas e da mesma densidade de ve(culos motorizados, o coeficiente de pedestres no número de mortes na Grã-Bretanha, por exemplo, foi de 36,8 por cento, mais que o dobro da Holanda, com 17,1 por cento em 1975. À parte algumas exceções em pouco
países, ao iniciar-se o período em estudo o grupo de passageiros de automóveis registrou o maior índice no número de mortes no tráfego. Embora apenas nos pal'ses com o mais alto grau de motorização Suécia e Estados Unidos-, mais de metade das mortes de tráfego foram imputadas a passageiros de automóveis. Uma alta densidade de vel'culos motorizados não implica, necessariamente em elevada percentagem de casos fatais. 152
Embora acuse a quarta mais alta denidade em veículos motorizados, entre os 12 pa(ses com 331 vel'culos motorizados por 1.000 habitantes, a Dinamarca colo· cou-se com 39,2 por cento na penúltima posição, no que concerne ao coeficiente de passageiros de automóveis mortos em
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PANAMERICANA DE SEGUROS S.A. CGC 33 245 76210001-07 Fundada em 1965 Capital Cr$ 73.000.000,00 Opera nos Ramos Elementares
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acidentes, seguida pela Finlând ia com 35,1 por cento. Em contrapartida, a percentagem da Espanha foi ainda mais alta que a da Alemanha Ocidental , cuja densidade em veiculas motorizados era quase o dobro da Espanha. No que concerneao grupo de "outros tipos de usuários de rodovias", não há uma tendência nltida a ser registrada, além de não constituir grupo suficiente mente homogêneo para permitir uma comparação entre diferentes palses. A cota no número total de mortes no tráfego declinou apenas nos palses que sofreram um acréscimo particularmente intenso na densidade de veiculas motorizados, ocasionada principalmente por automóveis (Espanha , ltá lia) . Sem considerar os palses escandina · vos, a Alemanha Ocidental e a Holanda , o grupo de "outros tipos de usuários" con· sistia primordialmente em motocicl istas mortos em acidentes, cujo coeficiente não se modificou significc:tivamente, manten · do-se, pelo contrário , surpreendentemente constante (é o caso dos palses escandina vos e da França). Comparada à sua cota no número total de usuários de rodovias a percentagem de motociclistas mortos em acidentes revela-se desproporcionadamen· te elevada . Partindo do fato bem conhecido de que o risco de morte para passageiros de automóveis é particularmente alto em estradas rurais e rodovias, e para pedestres em áreas urbanas, nossas observações levam à conclusão de que as medidas de preven · ção contra acidentes, recentemente toma· das, obtiveram êxito acima de tudo em áreas urbanas, ao passo que nas estradas rurais não deram os resultados esperados. O fato é tanto mais surpreendente quanto , ao iniciar-se os anos 70, a maioria dos palses aqui considerados reconheceu a necessidade de introduzir limites de velocidade também em estradas rurais, a fim de reduzir o impacto na eventualidade de um REVISTA DE SEGUROS
acidente . Graças à crise do petróleo, tornou -se mais fácil, inclusive do ponto-devista político, implementar essa medida,quase sempre associada à introdução do uso obrigatório de cintos de segurança. Atualmente, a Alemanha Ocidental é o único pais onde o limite de velocidade nas rodovias restringe-se a -uma simples recomendação; na Grã-Bretanha e Itália ainda não foi introduzido o cinto de segurança obrigatório. NÚMERO DE MORTES NO TRAFEGO POR FAIXA ETARIA Considerando -se que o tipo de uso da rodovia e, portanto, o risco de acidente no tráfego rodoviário depende também da idade, passaremos a examinar superficialmente se certos grupos etários estão ex postos a riscos que diferem significativamente dos de outros grupos. Para este propósito , as cotas dos diversos grupos etários, no número total de mortes no tráfego, foram comparadas com as cotas correspondentes da população. No grupo etário até 14 anos, não é de su rpreender que em todos os países o número total de mortes no tráfego seja inferior à cota da população total, já que a maiór parte desse grupo ainda não está exposta ao tráfego atual, e apenas uma minoria comparece como ciclistas independentes. Não obstante, a proporção é surpreendente : esse grupo registra, em média, apenas um terço da metade do número de mortes que poderiam ser consideradas normais em vista da estrutura de idade da população. Isso vem demonstrar que medidas especiais educativas e protetoras, tomadas em diversos setores para as crianças em idade escolar, exercem certa inftuencia . O grupo etário situado entre 15 e 24 anos, entretanto, registra um risco de morte desproporcionado. Na Suécia ele é de 75 por cento, na Áustria de 80 por cento, nos Estados Unidos de 84 por cento, chegando na Alemanha Ocidental a mais de 11 O por cento acima da cota média, na população. Nesse grupo etário, on153
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LLOYD INDUSTRIAL SUL AMERICANO • CIA. DE SEGUROS AMEftiCAN MOTORISTS INSURANCE COMPANY DIRETORIA Diretor-Presfdente: Richard H. Jordan, Jr. Diretores: Ruy Pereira da Silva e Geraldo Alonso Alvares OPERAM NOS RAMOS DE: Incêndio -Vidros - Roubo -Tumultos -Transportes -Automóvel -CascosAeronáuticos -Lucros Cessantes -Fidelidade -Crédito Interno -Responsabilidade Civil Facu!tativo - RCTRC -Animais - Riscos de Engenharia - Riscos Diversos -Garantia de Obrigações - Acidentes Pessoais - DPVA T - Médico-Hospitalar - Vida em Grupo. Matriz: Rio de Janeiro -Rua Debret n. 0 79- 10.0 /13.0 andares Tel.: 240-9882 - End . Teleg .: INLOYD, KEMPERCO Telex - 2131740 USA BR Sucursais nas principais cidades do Pais Rio - São Paulo - P Alegre - 8 . Horizonte - Recife - Curitiba - Manaus- Campinas
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de se inclui a maioria dos novos motoris- tes por 10.000 veículos motorizados, detas a serem integrados ao tráfego rodoviá- clina sensivelmente com a crescente motorio, o risco normal do principiante parece rização. Quanto mais baixo o número iniacumular-se de maneira fatal com o risco cial de veículos motorizados e quanto especificamente juvenil, comprovado pelas maior a velocidade de expansão, no períoestatísticas. A proporção é, contudo, alar- do em apreço, tanto mais acentuado é o mante. As duas leves discordâncias, para a declínio.· Por outro lado, o menor índice Itália {28 por cento) e a Espanha {38 por de progresso registrou-se quando foram cento), levam à hipotese de qile a expan- observados coeficientes relativamente fasão relativamente acentuadq da motoriza- voráveis, associados a uma alta 'densidade ção, nesses dois países, refletiu-se inicial- de veículos motorizados. Ainda assim, não mente no grupo etário seguinte- entre 25 foi possível provar-se, em definitivo, uma e 64 anos-, que detém um maior poder conexão entre densidade de veículos moaquisitivo e também registra os índices torizados e frequência de mortes. mais .elevados, em conparação com os Parece que esse progresso com a modemais países. torização crescente é conseqüência de Embora a maioria dos proprietários processos técnicos e estruturais de adaptade automóveis deva, em todos os países, ção nos setores estrada, ambiente e veíser encontrada nesse numeroso grupo que culo. A evolução na Suécia e nos Estados abrange uma média de 40 anos, apenas a Unidos, entretanto, sugere também os deEspanha registra uma cota desproporcio- mais países, onde o efeito dessas medidas nal de mortes no tráfego. é apenas superficial e onde a causa essenSituação al~rmante é a que diz res- cial deve ser cada vez mais procurada no peito à faixa de mais qe 64 anos. Em to- comportamento humano falho, alcançarão dos os países, o coeficiente desse grupo, finalmente um índice mínimo. A medida no número total de mortes no tráfego, é do ' comportamento falho é demonstrada muito mais alto do que o seu coeficiente de maneira drástica pelo excessivo risco .na população. Na Dinamarca, Finlândia, de morte no grupo etário de 15 a 24 anos, Itália, Holanda e Suíça chega mesmo a ser que abr$Jnge a maioria dos motoristas duas vezes mais alto. Essa constatação recém-credenciados,. bem como no de demonstra que as pessoas de mais idade mais de 64 anos, cuja receptividade já é são cada vez menos capazes de adaptar-se mais ou menos acentuadamente reduzida, menta1 e fisicamente às crescentes exigên- devido â idade. cias de um tráfego rodoviário rapidamente A fim de atingir a um índice ideal de crescente é que sua presença é particular- segurança para todos, medidas promissomente perigosa, nas condições atuais. ras de prevenção de acidentes terão não Em contraste com o grupo de 15 a apenas de concentrar-se no motorista, 24 anos, que se expõ~ em quase a mesma causador da ameaça, mas também incluir proporção e onde há possibilidades de os outros usuários de estradas. melhoria, os de mais de 64 anos, cujo tipo Onde poderão -ser melhor aplicada§? de reação modificou-se e para quem a posQualquer aumento significativo nos sibilidade de educação é limitada, podem requisitos de personalidade para concessão ser ajudados, acima de tudo, pela conside- de uma licença de motorista encontraria ração de parte dos demais usuários de es- oposição e gozaria de efeito apenas limitradas. tado, uma vez que as pessoas costumam PRIORIDADES PARA MEDIDAS DE alterar seu comportamento quando utiliPREVENÇAO zam um veículo motorizado. O mesmo se O presente estudo revelou claramen- aplica â prática difundida de suspender a te que o risco de perda de vida no tráfego licença no caso de falhas de personalidade rodoviário, expresso pelo número de mor· que afetam o comportamento da pessoa REVISTA DE SEGUROS
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Como será garantida a preservação dos nossos recursos naturais e energéticos? É o tema do momento, em que todos nós estamos envolvidos: nações, 'continentes, o mundo. · Um mundo de distâncias curtas, ligado por interesses e responsabilidades mútuas. Fomos desafiados de surpresa, numa situação onde deveremos recorrer aos nossos maiores dons: a racionalidade e espírito coletivo de colaboração. Calcula-se que nos últimos 25 anos a humanidade consumiu mais energia que em toda a sua história. Até 20 anos atrás o carvão, ainda importante fonte energética, foi progressivamente substituido por petróleo e gás natural, de custos mais baixos. Em outubro de 1973, a guerra Árabe-Israelita desencadeou uma série de acontecimentos que indicou o início de uma nova era. O aumento vertiginoso do preço do petróleo colocou em pânico o mundo industrializado. Pela primeira vez, a necessidade de medidas imediatas de racionamento afetou diretamente a sociedade. Dentro de toda esta conjuntura mundial, a hum~ dade não foi colhida pela falta de visão. · Constantemente os meios de comunicação mostram o desenvolvimento e criação de soluções que buscam os melhores caminhos sociais e econômicos dentro da dinâmica de nossos tempos. Na verdade, cientistas de todo o mundo já estavam empenhados na busca de alternativas energéticas bem como de matérias primas disponíveis nas reservas terrestres. Entretanto, as investigações neste sentido estavam até então restritas aos círculos científicos. Em 1972, o Clube de Roma publicava em seu relatório as pesquisas desenvolvidas por D. Meadows junto ao M.I.T.- Massachussetts Institute of Technology. Es-
tava levantado o debate a nível do grande público. com ele, a necessidade intrínseca de adotar medidll previdencia quanto ao futuro. Posteriormente, outros cientistas como M. vié, E. Pestel, Tinbergen, Herman Kahn, e outros, seguiram nesta linha de investigação e estudo buindo para o equibbrio e aprimoramento univerul nossa civilização. Tudo isto vem mostrar, em proporções g'ígall~te~c•,l importância da racionalidade humana. A capacidade avaliar e prevenir os riscos a que estamos expostos, que se tomem incontroláveis. Neste sentido, as companhias de seguros det!m responsabilidade social perante as pessoas, seus belll, mílias, patrimônios. A GENERAL! opera neste setorém SOpa(sese seus alicerces fundados na evolução histórica há IIIIÍI 150 anos. Hoje, esta valiosa experiência nos dá a possibiidldl de prestar.um serviço tecnicamente anrimc1rado. para atender e avaliar da melhor forma as necess1dadeJII ais de nossos clientes e do mercado.
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no tráfego, visto ser improvável que um infrator do tráfego modifique sua personalidade decorrido algum período de tempo. Programas educacionais são út eis, não apenas para motoristas mas também para os usuários de ve(culos em geral. Estudos realizados na Austria, contudo , revelam que a educação em tráfego, . ministrada nas escolas. pouco ou nenhum re· sultado demonstrou nos testes de direçao . Estudantes que haviam recebido educação para o tráfego, não se mostravam, de modo algum, mais bem preparados que pessoas mais velhas, as quais não haviam tido qualquer educação específica nesse sentido. No caso de pessoas mais idosas, a visão afetada, deficiência auditiva e mo· bilidade reduzida, aliadas ã versatilidade mental diminuída , hábitos arraigados, perceptividade reduzida e memória debili-
A União Continental tem mais de 80 anos. Isto significa que ela é uma empresa experiente, ~gura de si e de suas responsabi-
tada tornam difícil aos professores de trá· fego colocar em prática suas idéias. Medidas punitivas mais amplas e rigorosas, tomadas a título de influenciar o proced ime nto incorreto de usuários de rodovias, não alcançaram, consideradas re· trospectivamente, qualquer efeito perma· nente. À parte o aspecto discutível de se punir um ato que se apóia sobre uma falsa apreciação da habilidade individual ou de uma determinada situação de tráfego, o risco de ser descoberto é tão pequeno, in· clusive em casos de evidente infração dos regulamentos, que as transgressões habitualmente !D são punidas quando conduziram a acidentes. Por outro lado, o número crescente de transgressões sem consequ~ncias está exigindo regulamentações ulteriores. Nesse círculo vicioso , o usuário de estradas vem sendo progressivamente desobrigado de sua própria responsabilidade e impelido a um estado de pas-
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/idades. Além disso, ela atua em mais de 60 países, através de suas associadas "L'Union eles Assurances de Paris" e
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