MAIS DE 50 ANOS . EM CIRCULAÇAO
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Uma seguradora conhece a responsabilidade que tem com o seu país na medida em que ela partidpa da evolução do seu próprio mercado. \..
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Seguradora S.A.
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Sede: Rua Barão de ltapetininga, 18- Caixa Postal 1798- Telegramas "ltauseg"- Telex : 021/232 - São Paulo
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• Transportes (marltimos, terrestres e aéreos) • Incêndio • Acidentes Pessoa is • Roubo • Fidel idade • Lucros Cessantes
• Vidros • Tumultos • Responsabilidade Civil Facultativo e Obrigatório • Automóveis • Crédito Interno • Vida em Grupo
Diretoria : Nicolau Moraes Barros F ~- Flávio A , Aranha Pereira - Caio Cardoso de Almeida Roberto Bapt ista PN eira de Almeida F ~·- Carlos P. Antunes Moura.
RUA LIBERO BADARO, 158 (PRtDIO PRÓPRIO) - TEL.: 37-5184 - S. PAULO - CX . fiOSTAL, 709 - END . TELEG. : PAULICO Sucursais : Rio de Janeiro: Porto Alegre : Curitiba : Recife: Escritórios ReQionais :
Avenida Graça Aranha, 19- Sobreloja - Tel . 244 - 6377 Avenida Otávio Rocha, 161 - 7 ~ andar - Tel. 24 -4089 Rua CAndido Lopes, 146 - 12 ~ andar - Tel. 23 -3461 Rua Mathias de Albuquerque. 223 - 5 ~ - conj. 504 - Tel. 24-4264 Araçatuba - Araraquara - Bauru - Campinas - Catanduva - Gua rulhos - Londrina - Maringá - Presidente Prudente - Ribeirilo Preto - São Carlos - São José dos Campos - São José do Rio Preto - Santo André - Santos - Taubaté
O SEGURO , NAO TIRA FERIAS .....,
Você pode estar descéltlsando. mas o imprevisível continua acontecendo. Assim como o seguro. ele não tira férias . Lembre-se: o melhor. tempo para se fazer um seguro é sempre.
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Matriz : - Rua Boa V1sta. 356 - 10.' andar · São Pa-ulo Sucu rsais: - Rio de Jane~ro - Porto Alegre - Recife Cuntiba - Fortaleza - Camp111a Grande - Salvador. Inspetoria: - João Pessoa
-EDITORIA~--------.
O Preço do Incêndio No Barreto, em Niterói, três lojas foram destru Idas por um incendio e seus proprietários tiveram de suportar nos próprios ombros os danos ocorridos. Nenhum deles tinha seguro dos bens destruidos, sob a alegação comum de que o respectivo custo seria caro. Bem feitas as contas, o que está por trás dessa alegação é uma imprevidência mal disfarçada . O curioso, no caso, é que o incêndio mais ou menos coincidiu com um episódio insólito, assim considerado por causa do personagem envolvido e da sua at itude; radicalmente oposta à dos comerciantes da terra de Araribóia . Convocado para participar de expedição que tentaria contatos com determ inada tribo da Amazônia, o 1-ndio aculturado concordoU mas ex igiu seguro de vida que se elevaria na razão direta da aproximação com a taba. O (ndio justificou plenamente a condição imposta, salientando que era resultante não de medo dos riscos a que iria expor-se mas da necessidade consciente de proporcionar amparo à famllia no caso de lhe acontecer o pior. A imprensa de todo o Pais dedicou manchetes ao 1-ndio por sua atitude civilizada. Os comerciantes de Niterói, no entanto, mereceram o obscuro e seco registro da simples falta de seguro, em duas linhas finais da matéria de um jornal local sobre o incêndio. Para o proprietário do armarinho, cujos preJu 1zos corresponderam ao dobro de cada um dos dois outros, o preço do seguro deveria ·equivaler à média de cem cruzeiros mensais; para os outros, quarenta e cinco cruzeiros mensais. Por se absterem de tão módicas poupanças (pois seguro é isso, ao invês de despesa supérflua ou sem retorno). aqueles comerciantes pagaram agora o preço irrecorrlvel e centenas de· vezes mais alto que lhes foi cobrado pelos danos do incêndio.
t estranho que, no Brasil, não poucas pessoas ainda mantenham a falsa idéia de que seguro é caro, sem ao menos se·darem o trabalho ou a curiosidade de algum dia perguntarem a quem sabe, quanto é realmente o seu custo. Quem tiver a experiência de uma consulta desSé) natureza ficará surpreendido, e passará a incorporar-se à clientela das se· guradoras.
DE SEGUROS
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Companhia de Seguros
ALIANÇA DA BAHIA C.G.C. 15.144.017/0001-90/0009 Seguros de lncêncio, Lucros Cessantes, Transportes Madtimos Terrestres e Aéreo, Responsabilidade Civil Transportador, Obrigatório, Facultativo de Vefct.Jios e Geral, Roubo, Vidros Cascos, Riscos Diversos, Crédito Interno, Acidentes Pessoais, Tumultos, Motins, Automóveis, Fidelidade, Penhor Rural, Operações Diversas, Riscos de Engenharia e Vida em Grupo CIFRAS DO BALANÇO DE 1974 Capital e Reservas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Receita ........ . .. .. ... ... .... .. ........ . ..... Ativo em 31 de dezembro ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..... Sinistros pagos nos últimos 3 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cr$ Cr$ Cr$ Cr$
141.671 .491,33 239.859.169,13 232.447.055,68 107.464.929,54
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Sede: SALVADOR, ESTADO DA BAHIA DIRETORES: Dr . . Pamphilo Pedreira Freire de Carvalho - Diretor Presidente Paulo Sérgio Freire de Carvalho Gonçalves Tourinho - Diretor-Superintendente Dr. Jayme Carvalho Tavares da Silva -Vice-Presidente Dr. Luiz Carlos Freire de Carvalho Gonçalves Tourinho- Diretor-Secretário José Maria de Souza Teixeira Costa- Diretor-Adjunto Fernando Antonio Sodré Faria - Diretor-Adjunto Antonio Tavares da Câmara- Diretor-Adjunto
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Sucursais nas cidades de: São Paulo - Porto Alegre - Fortaleza Horizonte - Agência Geral: Rio de Janeiro
Recife - Belo
Aglncias em todo o Pais
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REVISTA DE SEG
SEGURO, UM GRANDE INVISÍVEL ~----
4 :...,____ _•
LUIZ MENDONÇA O equ il (brio do balanço de pagas é o alvo const ante e unânime dos engajados no comércio internacional lamento final das contas está em corndência com a política mais adequada das relações externas, se bem que esjetivo não signifique a exclusão de sai!Ventuais e flutuantes, sejam positivos agativos.
Tal equil (brio depende de uma po· dinâmica e global de comércio ex, montada de forma a abranger todos mponentes do sistema e a ajustar-lhes portamento em função do resultado visado. Necessariamente, portanto, m-se nesse contexto os serviços conna terminologia dos especialisom a denominação de "invisíveis".
t
nessa categoria que se enquadram
perações de seguros, constituindo segto cujos fluxos financeiros chegam por e volume que as elevam à lido setor. Está nesse . caso a inria britânica de seguros, responsável em ~ por 50% da receita I (quida global de r•veis. Em 1971, por exemplo, a con~ seguros acusou para o Reino Unido o [) favorável de 381 milhões de libras.
s a nível
balanço de pagamentos. Mas também é verdade que, em toda parte, há a mesma e firme preocupação em melhorar os resultados dessa conta específica. A França, em 1970, pela primeira vez em vinte anos, conseguiu saldo positivo (5 milhões de francos) . No Canadá, suscita-se hoje. a tese de que a internacionalização é o caminho para a própria sobrevivência do seu mercado segurador , fustigado pelos maus resultados da Carteira de Automóveis e pela alta evasão de recursos atraves de resseguros externos.
A regionalização do resseguro, nos últimos anos, é outra tese em foco, nela se identificando instrumento hábil para a melhora, nas trocas externas, da posição dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Essa tese a~iás, já frutificou sob a forma da implantação de sistemas regionais, como são os casos das Federações Afro-asiáticas e ·Pàn~~rábica, do Pacto Andino e do "Pool Latino Americano" entre .outros.
hça
t
verdade que em .nenhuma outra e o seguro chega 8 importância. no
IITA DE SEGUROS
essa
No Brasil, já é bem antiga a preocupação com o posicionamento do seguro na conta de "invis(veis". Dela resultou a criação do IRB, órgão incumbido de promover a expansão e o aproveitamento máximo da capacidade do mercado interno. Investido do monopólio do resseguro interno e das respectivas colocações externas, o objeto do I R B sempre foi o de 287
mm1 m1zar a cessão de operações ao exterior. Hoje, com as transformações -ocorridas tanto na economia nacional como na mundial, esse objetivo encontra equ.iva~ên cia na versão moderna da tese do nivelamento das trocas internacionais, realizando-se estas em n(vel adequado às efetivas necessídades nacionais de compras externas de cobertura. Da( haver o I RB enfatizado o alvo da sua internacionalização ·buscando captar no exterior volume de negócios emparelhados com o das cessões feitas ao mercado internacional. A grande verda de é que, o Brasil através do modelo adotado para o seu sistema segurador, conseguiu reduzir suas
transferências externas de resseguro à fio xa de 4% da receita faturada pelo interno, alcançando o menor (ndice rt gistrado em todo o mundo. Além di511, cõnseguiu · incorpprar ao mercado donático todas as operações de seguros vincult das à sua economia interna, bloquearô fluxos diretos de operações dessa natu.r a para o exterior, até há pouco ainda manescentes em determinadas áreas.
mercam
A Unctad (United Nations Con rence on Trade and Development), que devota lúcida e empenhadamente ao est e solução do problema através da Divisão de I nvis(veis, tem encampado merosas teses que configuram o mo brasileiro.
Há momentos na vida em que você precisa de uma boa companhia de seguros. ~
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REVISTA DE SECJ!
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Seguro em um Regime de Cambios Violentamente Flutuantes Pelo Or. Eugênio Coppola di Canzano Dir]!tor Geral da "Assicurazioni Generali", Trieste Relatório apresentado à convenção do "~immri;,/ Times" em Londres (6-7 março 74) Publ. na Revista "Assicurazioni" (Maio-Agosto 74) Trad. por Humberto Roncarati
1 - A indústria seguradora , que é atormentada por numerosos olemas, vê-se agora envolvida em outros, ~iferente natureza, conexos à erise mo'ria com a consequente volatil idade dÓs bios, desde quando - por motivos que me cabe aqui analisar- desmoronou o ~ma das paridades fixas instituidas em em Bretton Woods.
~empo
Se os operadores econômicos são amente atingidos pelo revolvimento tário, que se reflete negativamente e os câmbios comerciais internacionais, bém os seguradores, cuja profissão conem prestar um serviço além fronteiras, indo e esmiuçando riscos diariamente todas as moedas, são gravemente atingipois a violenta flutuação dos câmbios lve não somente aspectos contábeis e nceiros, como pode parecer à primeira , mas também aspectos técnicos. No plano segurador o risco de câmdeve ser considerado sob seu duplo as-
o: risco a cobrir de empresas industriais merciais que - operando no âmbito tário internacional, extremamente ins1 - estão imediatamente expostas às ões de câmbio em todas as operações mportação e exportação; ) risco corrido em próprio pela Campade seguros em todas as transações inA DE"'SEGUROS
ternacionais e elll outras, de qualquer modo, referentes a danos no exterior de seus próprios segurados nacionais. O primeiro aspecto interessa à economia nadonal em seu conjunto e reclama, portanto, diretamente a intervenção do Estado. 2 - Providencias destinadas a tutelar o exportador contra os riscos de câmbio existem, mais ou menos completas, em quase todos os Países. O empreendedor japonês usufrui p. e. de uma gama de coberturas de seguros que - tendo no centro os · riscos monetários- abrange porém também a insolvência do contraente estrangeiro, as greves, os riscos políticos, a boicotagem e a perda da mercadoria exportada em consignação. Os Paises europ~us têm sistema de garantia menos completos mas sempre válidos. A cobertura do seguro estatal do risco de câmbio se liga em geral aos seguros dos créditos à exportação . Uma norma deste ti po foi recentemente também introduzida na Itália -último entre os Países da Comun.idade a adotá-la - e prevê a garantia contra as variações monetárias de crédito com vencimento superior a 18 meses quando a diferença dos câmbios. supere 3% . Esta percentagem é substancialmente comum também nos seguros vigentes nos outros Países da Comunidade, com a diferença de ser considerada, conforme o caso, ou como piso - I imite além do qual superada a garan289
tia que é depois estendida à inteira diferença de câmbio (assim precisamente a Itália) -ou franquia, isto é, limite a partir do qual se começa a calcular a diferença garantida. Em tal matéria - que se reveste, como é evidente, de importância essencial para um equilibrado desenvolvimento do comércio internacional - 'a Comunidade Européia preparou por sua vez um projeto de diretrizes que prevê a criação de um escritório comunitário (UEGIP) para garantia dos investimentos - dentro do MEC (Mercado Comum Europeu) e para as empresas da Comunidade nos terceiros Países - dotado de um capital inicial de 10 milhões de dólares a ser sucessivamente ai imentado com base na receita de prêmios. A cobertura prestada pela UEGIP, quando o projeto for aprovado pelo Conselho de Ministros do MEC, terá caráter acessório em relação à nacional e resguardará não só os riscos políticos e de guerra como também os riscos de câmbio inclusive a inconversibilidade. Deve-se ter presente ao avaliar esta forma de garantia que o empreendedor dispõe por sua própria conta, para as operações a curto prazo, da possibilidade de acesso a consistentes instrumentos de natureza bancária que tornam possível a cobertura do risco de câmbio com o chamado contrato a termo. O seguro estatal dos riscos de câmbio deve ser, portanto, considerado como função complementar, que pode além de tudo ser integrado também pela iniciativa das companhias de seguros privados às quais nada impede no plano teórico - salvo a aval iação sobre a oportunidade de gestão de tal tipo de risco - de suprir ao seguro estatal quando este não for previsto pela lei ou deixe margens de descobertos. 3 - Os tipos de transações que inl<!ressam ao seguro, no plano das variações monetárias, são essencialmente os seguintes : 290
i) negócios assumidos pela companhia exterior através de agências ou filiai locais; 2) cobertura direta de riscos no exteria ou em moeda estrangeira; 3) negócios relativos a movimentos coisas ou pessoas; 4) operações de resseguro internado a) As transações do primeiro tipo são que menos sofrem flutuações monetárias isto porque em quase todos os Países a · vidade seguradora está submetida a u severa legislação que obriga as compan · a aplicar localmente os fundos das r técnicas. Esta compartimentação naci - que reduz substancialmente os riscos incidência das variações monetárias- foi outro lado também acolhida nas rres diretrizes da Comunidade Européia prevêm a liberdade de se estabelece companhias que explorem os ramos ele tares (ramos danos), onde é explícita estatuída a obrigação de aplicação I das reservas.
incidência das variações monetárias, as panhias de seguros multinacionais riam além disso - a meu ver - o agora mais do que nunca uma rígida tica de congruência monetária, inclusive ra a parte de investimento<: de que sam dispôr livremente.
Diferente é portanto o impacto no que respeita aos problemas monetários das companhias de seguros multinaci em relação às empresas multinacionais operam nos diversos setores industriais. De modo diferente das compa seguros, as multi nacionais indust · nem sempre consideram ou têm conven· cia em procurar in loco - no momento construção de novos estabelecimentos um determinado país - os financiam necessários para as despesas, nem são gadas dentro dos rígidos esquemas I
de
que vinculam quase em toda a Europa ividade das companhias de seguros. ~) Disformes para as companhias de se-
s são invés as conseqüências nos casos transação do segundo tipo, isto é,. de tratos estipulados diretamente para coura de riscos no exterior ou de qual Ir maneira - para negócios celebrados liberdade de pagamento -em moeda angeira. Neste caso se reduz a possi bi de de aplicação do princípio da con·ncia monetária , tratando-se de riscos ividuais. A solução técnica mente mais válida a a de aplicar ao prêmio um carregato "ad hoc" igual à cobertura do risco câmbio. Uma solução parcial em tal ido é constituida pela chamada "cláu de paridade monetária" que o mercado iano p. e. adota para os setores CAR, tagem, Bonds : prêmios e sinistros deser pagos ao contravalor em liras das oortâncias em moeda estrangeira aos restivos câmbios: a firma segurada é porém igada a pagar um reajustamento de prê!>, se o câmbio vigente no momento do menta do sinistro for superior ao fixapara o pagamento do prêmio. Tal sistese revela entretanto de uma certa eficásomente para os riscos em condições de autofinanciarem, ao passo que nos casos que se pressuponha uma compensação re um certo número de riscos, boa parte álea monetária permenece contudo sem• a cargo da companhia de seguros.
Outro caso típico é o de empresas lustriais multinacionais que requerem co[turas uniformes, com conseqüente fixa~ de maximais e prêmio em uma única ~a para as diversas unidades operativas ~is. Reentrará na política comercial da panhia de seguros correr dessa forma a monetária ou fixar, então, câmbios vencionais ( reajustáveis talvez de ano ano) para a cobrança do prêmio no
f
~ADESEGUADS
contravalor da moeda originariamente prefixada e para o pagamento dos sinistros. Tampouco devem ser esquecidas as exposições a que as companhias são obrigadas para a adesão a "pool" nos vários Países de operações- como os atômicos -e aeronáuticos - que são originariamente estabelecidas por uma importância fixa em uma moeda convencionada, com a conseqüente obvia flutuação do compromisso na moeda do País da sede social. c) Setores de intervenção dos seguros diretos que maiormente se ressentem dos problemas monetários são pois os conexos -como é óbvio - a movimentos de coisas ou de pessoas. Reentram em tal campo prevalentemente os seguros transportes, os aeronáuticos e também au•o (através a carta verde). Se para os primeiros pontos considerados, as companhias interessadas são em geral as multinacionais, para estes tipos de risco a álea monetária penetra também nas empresas que operam em puro nível nacional. - Nos seguros transportes o risco de câmbio, menor para as coberturas sobre mercadorias que sendo a curto prazo não requerem imobilização de reservas, tem entretanto uma notável influência sobre os seguros de cascos, quando as coberturas são de duração anual e a liquidação dos danos ocorre com atrazos que podem chegar até a 2-3 anos com óbvias conseqüências _sobre o montante pago. Isso assume aspectos particularmente relevantes nas avarias parciais, para cuja reparação - como é notório - as companhias de seguros sujeitam-se a períodos de fretes de pouca monta . A .conscientização tecnica de prever um carregamento para o câmbio é vã - além da agressiva concorrência - precisamente pelo notável lapso de tempo que intercorre entre cobrança do prêmio e I iquidação do sinistro, como também pela circunstância de que os danos podem ser 291
pagos em moedas diferentes conforme seja o lugar em que se executa o conserto . Situação de desequilíbrio, esta, agravada pela circunstância , segundo a qual a moeda geralmente usada para os seguros cascos (pelo menos 50% da frota mundial) é a I ibra esterlina, ao passo que os portos preferidos para os consertos - por serem tecni camente mais aparelhados - são os holandeses, alemães e japoneses. Pode-se assim verificar o caso da indenização (ocorrida em dezembro de 1973 ao respectivo câmbio) de um sinistro referente a um seguro realizado em libras esterlinas em dezembro de 1970, a' taxas de prêmio calculadas com base na experiência do triênio anterior. O desembolso da companhia de seguros terá assim suportado em cheio as variações . dos câmbios ocorridos entre realização do seguro e pagamento do sinistro e para avaliar a incidência basta · pensar em que a libra esterlina perdeu no período considerado, cerca de 30% em confronto com o florim e o yen e quase 40% em confronto com o marco. - As considerações feitas sobre os seguros transportes têm ainda maior incidencia nos seguros aeronáuticos. A confusa legislação internacional em matéria de responsabilidade - seja pelo que se refere à responsabilidade civil, carga, seja pelas garantias do passageiro - se traduz em uma alta I itigiosidade que alonga de forma excessiva os tempos de liquidação do sinistro (nos EUA são em média 5 anos mas podem chegar até a 1O). A evolução jurisprudencial atual em toda parte, com extremos - particularmente acentuados nos EUA. inspirada sempre no sentido da maior tutela econômica da parte lesada, concorre para aumentar a importância do dano tornando insuficientes as reservas originariamente acumuladas, com a necessidade de novo alimento em moeda, a câmbios disformes. Deve-se ter em consideração também que, de modo diferente do seguro transportes, a moeda convencional dos contratos de se292
guros aeronáuticos é o dólar, em relação ao qual as flutuações das outras moedas têm se revelado bem mais amplas de quanto tenham sido em relação à libra esterlina. - No seguro responsabilidade civil auto, a carta verde• representa um típico documento de exportação do risco, sujeito em cheio à álea monetária, desde que a Convenção "interbureaux" prevê explicit~ mente que o pagamento do sinistro deve ser feito na moeda do País de ocorrência. Para avaliar a vastidão do fenômeno basta pensar em que somente no mercado i tal iano foram em 1973 expedidas 1.800.000 cartas ver· des, das quais 60% no segundo semestre, quando mais fortes se revelaram as variações dos câmbios. Precisamente pelo grande número dos riscos que neste campo estão a cargo das companhias de seguros, uma solução teórica otimista - em regime de câmbios flutuantes - levaria aqui a intro, duzir um apropriado retoque do prêmio. - Assimiláveis- embora em escala bem mais reduzida - a esta espécie deriscos, no plano monetário, são entretant as coberturas Acidentais e Doenças, pel sinistros que podem atingir no exterior segurado. d) No cn mpo do resseguro os proble levantados pelas flutuações dos câmbios são mais amplos ainda dos atuantes n seguros diretos e se ~presentam diferent conforme se trate de resseguro nal ou de excesso de sinistros. No primeiro caso, quando o r gurador efetue- como geral mente sucede um depósito junto à cedente, é suficient mente respeitado o princípio da congru· cia monetária, pois que tanto a exposi do ressegurador quanto aos são na mesma moeda . Os efeitos de uma variação mo tária se farão sent1r somente no momen da liquidação do saldo com consequênci REVISTA DE SEGU
Iogas áquelas enfrentadas pelo seguràdor ~to que opere em territórios do exterior . ao contrário , o resseguradornãoconstitui depósito junto à cedente. então não haí qualquer autocompensação e se develortanto enfrentar o risco de câmbio. Em ambos os casos não será subesado o problema dos "sinistros pagáveis caixa" : também se recentemente há a ~ência para não aplicar ta cláusula aos stros normais. ela é logicamente uti I izaquando os danos são de excepcionais porções. No caso em que o pedido de ntamento ocorra na primeira metade no. o ressegurador se encontrará favoao ou desfavorecido. isto é, se depois emessa a moeda da cedente tenha sofrirevalor ização ou uma desvaloriza-
Resulta que. de um ponto de vista ico. para reduzir a desvantagem decor- . te I "das fi utuações eventuais do câmbio rridas no per íodo entre crédito dos prês e liquidação dos sinistros. seria necesa a elaboração das contas em breves pe,os, isto é, retomando pelo menos o uso contas trimestrais que nas relações de guro são substituídas por períodos setrais senão anuais. Um capítulo a parte merece a inncia que as flutuações monetárias poter sobre contratos de resseguros não porcionais. Em primeiro lugar é de se consideque para as coberturas· XL a aplicação princípio da congruência monetária é, l!S, problemática. sobretudo porque para ander-se dos efeitos da inflação sobre os R e sobre os ·sinistros de demorada idação o ressegurador XL deve procurar ximo resultado de seus investimentos ·mo a despeito da congruência .
4- Para uma companhia de seguro tinaciomil, em um regime de câmbios IITA DE SEGUROS
fixos - como foi substancialmente aquele entre 1946 e 1971 - os resultados das operações diretas no exterior correspondiam no balanço da Casa Matriz. aos apresentados pelos balanços das suas sedes do exterior. Haveria portanto uma perfeita simetria entre os resultados econômicos periféricos e os financeiros globais. Em um regime. ao contrário. de câmbios flutuantes a variação de paridade monetária passa a alterar. em proporções que podem ser substanciais. a conta financeira final. De fato. quando a sede periférica registrar um excedente ativo .(lucro) e houver uma revalorização da unidade de conta. se registrarão no balanço da casa Matriz prejuízos patrimoniais iguais ao excedente ativo (lucro) multiplicado pela -qariação da unidade de conta; no caso contrário isto é, de um saldo negati vo (prejuízo) - se registrará obviamente uma melhoria. Análogas considerações podem ser desenvolvidas no caso em que a companhia multinacional opere no exterior não só com própria rede, de produção direta como também mediante participação acionária em sociedades de seguros locais.
Também nesse caso a revalorização da unidade de conta levará para o balanço da Casa Matriz um prejuízo patrimonial com o conseqüente enfraqueçimento do rendimento proveniente da participação no exterior. Junto às implicações expostas não deve ser subestimado outro aspecto que poderia parecer à primeira vista desprezível : as variações dos câmbios, com efeito. tornam difícil uma avaliação global do desenvolvimento efetivo dos negócios realizados no exterior. pois a necessidade de utilizar uma unidade de conta pode levar a conclusões completamente diferentes sobre aquilo que é o real andamento dos negócios nos distintos territórios do exterior. As variações dos câmbios. combinando-se com 293
as taxas de desenvolvimento, podem de fato inverter a linha de tendência do índice de incremento global, desviando o julgamento do público e dos operadores econômicos, como também o dos ambientes da Bolsa, sobre o real andamento das operações.
Aparece portanto para tais efeitos necessários e particularmente importante que as companhias adotem uma política informativa a mais ampla, -que esclareça os aspectos reais da produção nos diversos mercados, no quadro mais geral de uma por: menorizada ilustração dos vários aspectos de balanço.
Como conclusão desta rápida análise pode-se perguntar quem até agora tenha maiormente suportado as conseqüências da crise monetária: evidentemente os danos mais graves os sofreram os operadores dos Países de moeda mais fraca que enfrentaram revalorizações de seus compromissos
no ex terior. No setor do seguro isso sign~ ficou um desembol so por sinistros Pm moeda revalori t ada, isto é, uma agravação de custos. Cont udo, o próprio mecanismo da desvalorização poderi a prejudicar no futuro imediato t ambém os seguradores dos Países de moeda forte, cujo giro de negócios de balanço resultará reduzido frent e a despesas centralizadas na Casa-Matriz, em constante aumento; o fenômeno contrário poderia favorecer os operadores com moeda fr:.:cn. Esta situação , cujos efeitos poderão ser sentidos no setor dos 'seguros diretos. terá porém bem maior incidência pa~a os resseguradores profissionais os quais- corno é notório - .estão concentrados principal mente na Alemanha e Suíça . Cerca de 601 das receitas dos mais 1mportsntes ressegur dores procedem de negócios aceitos no ex terior: os prêmios assim arrecadàdos, dépoi de convertidos em marcos ou francos sui ços, resultarão consideravelmente reduzid em comparação com as despesas gerais que normalmente são de 4-5%, inaltera
Interamericana, Companhia de Seguros Gerais American Home Assurance Company RIO DE JANEIRO: Rua Senador Dantas, 70/74, 9? andar
- Telefone: 252-2120 SAO PAULO: Praça da República, 497, 3? andar
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REVISTA DE
SEG~
alor absoluto mas aumentadas percenlente.
De outro lado, sendo as reservas .ituídas na moeda do País de origem mpimhia- isto é no nosso caso (Itália) 1ma moeda forte, revalorizada em rea maior parte das outras moedas - se rará também uma redução de seus 1romissos no exterior. Talvez quem poderia tirar alguma 1gem desta situação são afinal os <ers" dos Países de moeda fraca, pelo iato aumento de seus giros de negásem correspondente aumento de des-
5- Das considerações até aqui exs parece evidente como o seguro é o que talvez mais se ressente das conse:ias das f lutuações monetárias, maior ; das empresas industriais e comerciais, 1~is têm a possibilidade de .acesso à tia contra os riscos de câmbio.
- Outro elemento de defesa é o de efetuar as contas de resseguro por períodos mais breves, embora isso possa constituir um aumento do custo administrativo, com uma inversão da atual tendência para contas de resseguro em períodos semestrais ou mesmo anuais. - Enfim, é necessário sobretudo não esquecer que a introdução dos câmbios flutuantes criou um novo tioo de risco, e ainda quando seu preço se apresente de difícil determinação tecnicamente, os prêmios deverão ter o fato na devida conta mediante um adequado carregamento . Naturalmente é de se desejar que se encontre o caminho da estabilidade monetária, garantia de equilibrado progresso econômico dos vários Países, de um acrescido intercâmbio internacional, e para nós seguradores condições para poder melhor desenvolver o serviço que devemos prestar . •
Quais armas os seguradores têm por-
.à ·sua disposição para defender-se ou ir o fator de incerteza introduzido ·ofissão por causa dos câmbios flues?
Baú Seguradora S. A. Fundada em 1965
- A primeira (a mais simples e mais é o da congruência monetária dos ;os em moeda original. Para esse ob, o órgão central das companhias deprocurar eqüilibrar, nos limites do 1el, os at ivos e os passi,: os nas diversas as a fim de reduzir excedências ou ciências, não hesitando em ~tilizar pa e escopo como massa de manobra as ias disponibilidades de diviS4s: - Para o mesmo firn, é de capital tância que cessões e aceitaçõr' dos Jtos de resseguro S€jam em moeda ai (ao menos em moedas mais contes como montante, ao passo que a 1lização do conceito conduziria a um 1nte peso de trabalho administrativo) de evitar as conversões nas moedas de '· e aquelas nas moedas de regulação . r A DE SEGUROS
CAPITAL: Cr$ 3.761.130,00 Opera nos Ramos Elementares
DIRETOfUA
Dr. Mário Albino Vieira Dr. Oermeval Gonçalves Dr. Eleazar Patrício da Silva MATRIZ Rua Nestor Pestana, 87, 2~ s/loja Tels.: 256-3411/34-16/36-16 SãQ-Paulo SUCURSAL Av. Presidente Vargas, 435 salas 1706/7 Tels. : 222-9352-222-6299-221-7938 Rio de janeiro
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FENASEG INVESTE MAIS EM PUBLICIDADE E AMPLIA A -MASSIFICAÇAO DO SEGURO_ Em 1974, a despesa global da FENASEG teve a seguinte distribuição:
VERBA Publicidade Contribuições (FUNENSEG, Previdência Social e outras Pessoal Material Serviços de terceiros Diversos
55,2 18,6 15,8 8,6 0,9 0,9 100,0
Em valores absolutos, a despesa total foi de Cr$ 4.620.479,53, sendo 46,.2% maior que a do ano anterior, crescimento justificado pelo ritmo do processo inflacionário. Quanto à receita global-tributária e contributária - foi de Cr$ 4.642.859,31, com aumento de 36,5% em relação ao ano anterior, praticamente no mesmo n(vel dos índices gerais de preços. 296
Esses dadõs constam do Relatór~ Anual da FENASEG, documento no qui se destaca que o investimento em public) dade produziu resultados bastante satisfi. tórios, contribuindo para a abertura dl novas áreas de vendas do seguro, em bent fício das seguradoras e dos segurados, t modificando radicalmente a imagem públ~ ca do seguro privado.
DIMENSAO
O saldo financeiro positivo da dade, no exerc(cio de 1974, foi de Cr$ .. 19.448,81, que se incorporou à conta patrimônio, passando esta a totalizar Cr$ 249.827,12.
No ano passado, a FENASEG r zou a maior campanha publicitária de t quantas empreendera anteriormente, abr gendo, inclusive, um conjunto de emi
televisão com audiência potencial de milhões de telespectadores.
Na área promocional, aumentou pai! o número de Estados onde se editam inas especializadas em seguros, constido esse trabalho jornalístico um foco irradiação de noticiário e de matérias de eresse público, com reproduções em ous órgãos de divulgação. O "Boletim Informativo" da FENAtem sido aprimorado, através de uma ~eriosa seleção de matérias, tornando-se ~te habitual de informações para a imlnsa diária.
Faca seguro com quem acumula experiência há mais de 100 anos em 90 países.
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Promovendo esforços para a ampl~a
o do investimento em publicidade, a =NASEG colheu resultados altamente povos, que se traduzem na massificação da vez maior do seguro.
~NASEG -
RELATORIO DE 1974
- Introdução Em 1974, a comoção infligida ao cad'o internacional por variações drástinos índices de preços, alcançou graves onâncias nos sistemas econômicos na-
Ao fenômeno, por sua índole gene'lizadora, não poderia ficar imune a ecobmia brasileira, cujo processo inflacionárecebeu novo alento sob a influência dos redientés externos que lhe foram adita. Mas nem por isso resultaram graves daao produto nacional, que se estima teha obtido crescimento da ordem de 10%.
A Cia. Internacional de Seguros incorporou o Grupo Segurador Royal no Brasil, pertencente ao Royal Group de Liverpool, Inglaterra, que atua em 90 países. Agora vem incorporar seu know-how, adquirido em mais de 100 anos de experiência no mundo inteiro, aos 54 anos de tradição e eficiência da Cia. Internacional de Seguros. Com isso, caminha ao encontro das exigências ditadas pelo desenvolvimento tecnológico e passa a ser a maior C ia. Seguradora em volume de capital em todo o país. Afmal, quem tem tanta experiência acumulada em mais de 50 anos de Brasil, não poderia ser internacional apenas no nome.
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de Seguros
Esse comportamerno da economia léiCional foi induzido, entre outros fatores:
filltA DE SEGUROS
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por um conjunto de medidas prontas e adequadas que o Governo Federal se viu · na contingência de adotar, visando à adaptação do sistema à nova realidade internacional e aos respectivos efeitos internos. Em tal elenco de providências se incluiram novas diretrizes de política financeira e fiscal. E o Seguro, dessa maneira, foi envolvido tanto direta como indiretamente pelas novas coordenadas que passaram a enquadrar a atividade econômica nacional. Mas tal setor, a exemplo do todo, não interrompeu a marcha evolutiva dos anos imediatamente anteriores, mantendo o mesmo elevado nível de crescimento que se habituara a ostentar.
11 - Desempenho do Seguro Em 1974, o mercado segurador brasileiro, conforme dados preliminares, arrecadou Cr$ 7 bilhões de prêmios, o patrimônio líquido atingiu Cr$ 2,5 bilhões e as reservas técnicas âproximadamente esta última cifra. Em relação a 1973, tais números representam os crescimentos respectivos de 53,6%, 40,4% e 56,6%, taxas que se situa-
ram, todas elas, bem acima da elevação cios índices gerais de preços. O seguro brasileiro, portanto, cresceu em termos reais, conseguindo "perfor· mance" altamente lisonjeira diante do que ocorreu em outros mercados; de forma particular, diante do que se registrou no maior mercado do mundo- o dos Estados Unidos da América do Norte- onde o ano de 1974' foi marcado pela verificação de prejuizos maiores que os de qualquer outro ano desde 1932, elevando-se a 2 bilhões de dólaresa perda industrial e a 5 bilhões de dólares a diminuição dos ativos líquidos das seguradoras, em ramos elementares. Segundo um comentarista local, a concorrência e a inflação, além das oscilações de bolsa, levaram a· seguro, entre 1973 e 1974, do seu m·elhor ao seu pior r~sultado operacional. Para uma visão mais ampla do com· portamento do seguro brasileiro, convém observá-lo em maior intervalo de tempo. No qüinqüênio 1969-1974, as taxas reais de crescimento, calculadas sobre valores corri_gidos, foram no período as seguintes: prêmios cobrados, 159,6%; patrimônio li· quido, 125%; reservas técnicas. 68.7% . Essas
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REVISTA OE
SEGU~
ts significam expansões anuais de 21%, 5% e 11%, respectivamente. Se a evolução da economia bras i lei horizontes para o redimensionaJto do mercado de seguros, a verdade é esse ambiente favorável não bastou. 1 explorar-lhes as potencionalidades e sformá-las em conquistas efetivas, oufatores se agregaram, como a política 1rial do Governo e a capacidade de ini iva das seguradoras. ~riou
O Governo, com acerto e sabedoria, tinuou a criar est(mulos e incitamentos 1 que o mercado brasileiro de seguros, ~uase auto-suficiente, reforçasse consiivel e contrnuamente sua capacidade, apenas para colocar-se sempre à altura avantajadas necessidades de seguro que manhã nos trará, mas também para pror-se fora de nossas fronteiras, tornandoem fonte de exportações. No quadro propício que se apresen, com um processo de gradual expurgo 'atores econômicos e políticos antes desxáveis quando não antagônicos, o emsariado do setor pôde oferecer testemuinequ ívoco da capacidade de realização iniciativa privada, bem como da priorile concedida ao fortalecimento patrimo1da empresa. A propósito, cabe salientar 1 o mercado hoje ostenta a elevada relade 1 para 2,84, isto é da ordem de 2%, entre patrimônio líquido e prêmios 1rados, bem como um índice de 100% mto à solvência dinâmica, percentuais 1 traduzem, ambos, níveis altamente ex5sivos de capacidade econômico-finanra do sistema. Perspectivas
Os índices de evolução do nosso rcado segurador são, no entanto, mais que uma conquista, um marco novo no lonamento das responsabilidades do sedentro do contexto econômico-social
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lfiSTA DE SEGUROS
do País. Cabe aqui um exemplo, entre tantos outros. O fortalecimento patrimonial do mercado levou à modificação do critéri'o de avaliação da capacidade operacional das companhias seguradoras. Tínhamos longa tradição contru ída sobre a idéia de que o crescimento da capacidade retentiva da empresa deveria convergir para um ponto máximo, não obstante o prosseguimento da evolução do patrimônio I íquido . A tradição, por antiga, chegou a erig ir uma espécie de verdadeiro tabu. Agora, no entanto, também esse ca(u, e os nossos limites de operações vão crescer como função linear do patrimônio líquido. Basta dizer que, mesmo não se levando em conta o Balanço Patrimonial de 31 de dezembro último, os limites de operações vigorantes a partir do dia 19 de janeiro de 1975 já totalizavam Cr$ ... . 34 milhões, contra bs Cr$ 21 milhões de igual data do ano passado. Precisa o segurador, conseqüentemente, preparar-se de forma adequada para as maiores responsabilidades que vão pesar sobre seus ombros. Daqui para a frente, levantadas as barre iras que a ele se antepunham, o crescimento da capacidade operacional do mercado será bem significativo, permitindo-lhe atender às pressões de cobertura dos grandes riscos que surgem e se avolumam com o novo ritmo de desenvolvimento do Pat's.
!: indispensável, por outro lado, que a esses aumentos de capacidade corresponda um adequado crescimento da procura de médios e pequenos seguros, por ser inerente à atividade seguradora a regra de que o equilt'brio operacional depende da mutualidade, com homogenização dos valores retidos. A classe seguradora tem buscado a sustentação do crescimento do mercado e posto notável esforço na angariação dos seguros de porte comum e nossos órgãos de classe, Sindicatos e Federação, com notável auxílio do Instituto de Resseguros, têm usado sistemátiça e gradualmente da publicidade nos meios de comunicação, como 299
·instrumento institucional de expansão de vendas e fator de divulgação do papel econômico-social do seguro. O próprio Governo, revelando sensibilidade para este particular, enviou projeto de lei ao Congresso, orooondo medidas que estimulariam a venda dos pequenos seguros e a Federação está colaborando com os Sindicatos de Corretores na busca de novas aberturas para a comercialização desses con tratos ,para que o mercado ganhe novo ímpeto na busca de permanente ampliação de suas dimensões. Nossa próxima Conferência, na Bahia, revela · no seu temáriB a preocupação dominante com a meta da expansão do mercado. Foram selecionados para a agenda dos trabalhos o desenvolvimento dos seguros de pessoas, área em que subsistem potencialidades consideráveis a explorar, e o problema da simplificação do processo administrativo das seguradoras. Este último, sem dúvida, está intimamente correlacionado com a expansão recente e futura do mercado. Num setor de serviços, como o seguro, a estrutura administrativa da empresa. assume particular importância, dela dependendo basicamente o aproveitamento das economias de escala que a expansão operacional pode proporcionar. A simplificação do processo administrativo -e a economia daí resultante - é imperativo do mundo novo em que vive-
mos, no qual não haverá mais lugar para'êi; empresa que deixar de valer-se das novas técnicas e dos modernos instrumentos para fornecer à comunidade os bons serviços que lhe-são devidos e para colocar o seguro ao alcance dos que dele necessitam . Dentro deste contexto, duas facetas devem ser salientadas, na fase atual do mercado segurador brasileiro . Uma diz respeito à evolução cada vez mais dinâmica da pr~ . cura de pessoal qualificado, gerando o imperativo de que se crie, no mercado setorial de trabalho, volume de oferta em condições de atendi menta satisfatório da demanda Esse problema foi em boa hora equacionado, suscitando a criação da FUNENSEG. Deva-se registrar que essa entidade tem recebido entusiástico favorecimento de parte da SUSEP, do I RB e dos seguradores, por intermédio da sua Federação e que, em cur· to período de existência, já fez progressos altamente positivos e elogiáveis, realizando em dois anos 51 cursos em diferentes áreas de especialização profissional, mas sobretudo nas de corretores, I iqu i dadores de sinistros e inspetores de· riscos. Outra faceta é a que se relaciona com a necessidade cada vez mais ingente de maior informação estatística como fonte de aprimoramento do processo decisório. Hoje em dia, além do I RB e da SUSEP, podemos contar nesse campo com a colai» ração da FUNENSEG, incumbida da elal»
Johnson e&Htggtns CORRETORES DE SEGUROS
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RI O DE JANEIRO · SALVADOR Siiú PAULO BELO HORIZC>f\JTE CURITII?A CAMPINAS PORTO ALEGRE
REVSTA DE SEGURC
o de Planos Globais, e da nossa própria eração, que acaba de criar em seu ergaama um setor especializado. Em resumo, pode-se dizer que o se' brasileiro teve, nesta última quadra, ~lente desempenho, mas conscientizan~ das responsabilidades daí derivadas, illaneira a preparar-se para as próximas ~as de evolução. Pela frente temos, aliás, só as perspectivas que nos abrem o mer:> interno, mas também as que, já agora, são oferecidas no exterior. O Governo, a partir dos êxitos regislos pelo I R B no seu empenho de ter pre(<1 cada vez mais significativa no mercainternacional, convenceu-se de que a ini iva privada, vitoriosa no mercado dorico, adquirira maturidade para dem"arlno rumo· da internacionalização. Criou egras para esse empreendimento e a elas rnquadra um crescente número de segu oras. Após um período inicial de estudos acumulação de conhecimentos sobre oorcado mundial, através inclusive de tatos pessoais de seguradores brasileiros a realidade operacional dos sistemas ~ radares de outros países, parece fora CiEúvida que chegou, agora, a oportunidara implantar e acionar com êxito, um ema racional de consolidação e expan da atividade de nossas seguradoras no rior. Esta será, em 1975, nova e impore etapa da evolução do seguro brasilei-
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"' Não há otimismo fác:il nessas palaque apenas espelham a análise fria de !idades vividas e quantificadas, bem co' o resultado, no tocante à nossa projetainternacionalização, de cautelosos estus e observações.
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A persistirem as atuais circunstân s e tendências, a arrecadação de prêmios todo o mercado no corrente ano deve egar a Cr$ 10,700 bilhões, cabendo ao no Incêndio a maior parcela, com Cr$ ... . VISTA DE SEGUROS
2,700 bilhões, ao ramo Automóveis Cr$ .... 1.680 bilhões, ao seguro de Vida em Grupo a parcela de Cr$ 1.437 bilhões. Não faltarão os esforços dos seguradores para que essas previsões se realizem e sejam, quem sabe, excedidas.
IV -
Atuação da FENASEG
Em todo o processo de evolução do mercado segurador nacional, resumidamente descrito em capítulos anteriores, a Federação procurou sempre ter presença ativa e vigilante, colocando todo empenho em executar com eficiência as tarefas de sua atribuição. Sua esfera de atividades ganhou amplitude considerável, por força das mudanças de escala do seguro e da economia do País. Hoje, praticamente não é viável delimitá-la, tal a variedade de assuntos que emergem, em rápida sucessão, com o dinamismo imprimido ao ritmo de crescimento do País. Aqui não caberia, portanto, a enumeração completa e minudente dos fatos e episódios que compuseram todo o acervo de trabalhos do ano de 1974. Mas, nesse conjunto, alguns destaques têm pertinência e importância pela dimensão maior das ações empreendidas ou pelo vulto dos interesses envolvidos. Na área promocional, por exemplo , cumpre mencionar a dimensão nova alcança do pelo esforço de divulgação do Seguro, aumentado para 7 o número de Estados onde se editam páginas especializadas, constituindo todas elas focos de irradiação de noticiár io e de matérias de maior teor jornalístico, com reproduções na imprensa de outras unidades da União. O próprio Boletim Informativo da Federação, elaborado com criteriosa seleção da natureza e variedade de assuntos, tem sido aprimorado, tornando-se fonte habitual de alimentação de 301
matérias para a imprensa, nos mais diversos pontos do território nacional. Em 1974, além de todo esse trabalho no campo jornalístico, a Federação realizou a maior campanha publicitária de toda a história do seguro, abrangendo inclusive um conjunto de emissoras de televisão com audiência potencial de 20 milhões de telespectadores. Os anúncios, a cores, e as chamadas de áudio (adesões) com frases condensando o papel do Seguro, tiveram inserções em horário nobre e nos intervalos dos programas de maior audiência·. Na área técnica, em que longa foi a lista dos problemas equacionados, cabe um agradecimento especial e caloroso ao trabalho anônimo e dedicado, não só dos membros e dirigentes de nossas Comissões internas, mas também de todos aqueles que representaram a Federação em Grupos de Trabalho · e Comissões, permanentes ou especiais, que fora dela colaboraram para o aperfeiçoamento técnico e operacional do mercado. Enquadram-se nesse caso, entre tantos outros exemplos, os trabalhos : a) de elaboração do Plano Estatístico do Ramo Incêndio; b) do projeto de nova regulamentação do RCOVAT; c) do Consórcio de Regularização do Mercado Segurador, mecanismo cuja criação tanto se deve à compreensão e ao apoio das companhias de seguros; d) de correção dos fatores de desequilíbrio técnico da ct~rteira Transportes, ainda incompleto mas cujas medidas iniciais tantos efeitos positivos já produziram; e) de elaboração do projeto que originou a Resolução do CNSP fixando novo critério de avaliação dos Limites Operacionais; f) de elaboração de projeto · complementar das normas que vão reger a emissão de bilhetes de seguros de acidentes pessoais; g) de elaboração de um conjunto de princípios e diretrizes para a realização dos seguros da empresa bi-nacional de' ltaipú; h) de projeto de tarifação-incêndio para as indústrias petroquímica e de derivados de petróleo; i) de normas para a taxação das renovações dos seguros de frotas de navios. 302
Ainda na área técnica, cabe assinalar a iniciativa da publicação das Atas de todas as Comissões da Federação, no nosso Boletim Informativo, não só para que o mercado se mantenha informado das matérias em estudo, mas também para que tenha idéia da importância e volume dos trabalhos a cargo daqueles órgãos.
Em 1974, para todo o empresariado, inclusive o do nosso setor, surgiu o projeto que iria transformar-se na lei n91.338. Pàra os seguradores, além da questão da incidência do imposto de renda sobre aremuneração e o reajustamento das ORTNs, adveio o problema crucial do conceito projetado de capital de giro. Através de oportunas e necessárias gestões, pôde a Federação demonstrar as peculiaridades do setor ci seguros nessa matéria, obtendo a compreensão das autoridades e uma solução justa satisfatória. Outro assunto de grande import· cia, para o qual a Federação esteve sem ativa e voltada, foi o da regulamentação fundos de pensões e da atividade de mon pios e organizações similares. Vários pro' tos foram elaborados e examinados, d do o Governo chegar em breve a uma sol ção. Outra questão que merece refer· cia especial diz respeito à atuação da Cai Econômica Federal, no Paraná. Embora certa altura a Caixa administrasse os recu sos do PIS (encargo depois transferido BNDE), é óbvio que ela agia, em tal con ção, como simples mandatária, pon como intermediária financeira entre o Fu do e os mutuários. Mesmo assim, enten equivocadamente que poderia exigir, financiamentos por ela repassados, a r zação de seguros na SASSE para cobertu dos bens de terceiros, oferecidos em gar tia daquelas operações. A Federação to prontas e rápidas providências para a so ção ~o problema.
O I NPS também inseriu o seu item Jblemática dos seguradores e da Fede. Passou a cobrar do mercado uma taremuneração para a assistência prestavítimas de trânsito, alegando que nes3sos a reparação de lesões constituía go da cobertura do seguro R COVA T . logrando êxito na esfera administrati ICiusive no CNSP, transferiu a questão a área judicial. ·Nessa fase, a Federação 1rou modelo de contestação às ações fossem ajuizadas, distribuindo-o às selaras. Em acidentes do trabalho, o proble~rônico da prescrição teve em 1974, li, justa e definitiva solução. A Federatomou a iniciativa de contratar profi sJis de renome para patrocinar a defesa seguradoras na instância final, já que a controvérsia· jurídica girava em torno lterpretar.Ão da Súmula n<? 230 do Su -
premo Tribunal Federal. Por deéisões de Turma e, depois, por decisão do Tribunal Pleno, a mais alta Corte de Justiça estabeleceu que a prescrição corre a partir da perícia, mesmo 3 extrajudicia l. Por último, cabe mencionar os estudos que estão sendo realizados pela Federação, com vistas a reivindicações a serem postuladas em 1975: Reivindicação antiga da classe seguradora teve também acolhida e atendimento em 1974: da remuneração das reservas de sinistros a liquidar, retidas do IRB. a) adoção do processo de microfilmagem de documentos pelas seguradoras, para solução do problema do agigantamento dos arquivos; b) agilização do processo de liberação de bens vinculados à cobertura de reser-
Companhia Nacional de Seguros !PIRANGA Companhia SUL BRASIL de Seguros, Terrestres e Marítimos MATRIZ: RIO DE JANEIRO- Av. Almirante Barroso, nf? 90- tef? andar
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~ISTA
DE SEGUROS
vãs técnicas. atribuindo-se competência às Delegacias Regionais ao menos nos casos de substituição; c) adoção de plano atual e simplificados da apuração de movimentos industriais pelo I RB . .com separação rigorosa das operações de resseguro e de retracessão, de forma a permitir fácil e correta análise do comportamento de cada uma daquelas faixas através dos formulários que acompanham às GRs. d) revisão do sistema de aplicação de reservas técnicas para sua melhor adequação às peculiaridades da administraçãQ financeira de tais recursos.
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Balanço e Contas
Na época atual generaliza-se a práti ca da auditoria contábil, por sinal já obrigatória para as companhias de seguros. Assim, entendendo que a prática é de boa orientação administrativa, a Federação contratou firma independente e especializada para que passasse a lhe prestar tais serviços. Quanto ao Exercício Financeiro de 1974, cumpre dizer que a receita global (tributária e contributária) foi de Cr$ ... . 4.642.859,31, com aumento de 36,5% em relação ao ano anterior, praticamente no mesmo nível da elevação dos índices gerais de preços. A despesa atingiu Cr$4.620.479,53, sendo 46,2% maior que a de 1973, crescimento esse amplamente justificado pelo ritmo do processo inflacionário. Acrescida à despesa a quota de depreciação de Cr$ . .. 6.930,97, a soma daí resultante foi superada pela receita. O saldo financeiro positivo, que foi de Cr$ 15.448,81, incorpora-se à conta de patrimônio, passando esta a totalizar Cr$ 249.827,12. A despesa global de 1974 teve a seguinte distribuição : 304
VERBA Publicidade Contribuições (FUNENSEG, Previdência Social e outras) Pessoal Material Serviços de terceiros · Divérsos
55,2 18,6 15,8 8,6 0,9 ~
100,0
Cabe assinalar que em 1974 a Fed_e. ração realizou a maior campanha-publicitária de todas quantas empreendera anteriormente. Todavia, em vista da defasagem entre a inserção dos anúncios e seu faturamento (com pagamento a 30 dias deste último), o custeio daquela car:npanha terá incidência parcial sobre o Exercício de 1975.
Os números e fatos aqui expostos deixam em evidência um reduzido saldo financeiro e um "déficit" potencial não ef~~; tivado pelo diferi menta de despesas para Exercício posterior. Todavia, a Diretoria propõe ao Conselho de Representantés qu se mantenham a mensalidade dos Sindicat e o percentual de contribuição das Com nhias de Seguros.
Esse percentual, conforme as nor mas estabelecidas, incide sobre os prêmi do ano imediatamente anterior. Tal base de incidência não era revista há dois, soment atualizando-se em julho do ano passado quando passou a aplicar-se sobre os prêmi de 1973. O produto dessa atualização, por tanto, abrangeu apenas um semestre 197 4, ao passo que em 1975 se estender a todo o Exercício.
Por isso, prevê-se que, mesmo com elevação previsível do custeio de todos encargos da Federação. sobretudo dos ma· expostos à inflação, a receita do ano ter condições de cobrir as despesas. REVISTA DE SEGUR
APO-LICE DARA SEGURO TOTAL PARA OPERAÇAO DE "LEASING"
Nova modalidade de apólice de se> acaba de ser lançada no mercado 1ileiro, criada para a cobertura especide equipamentos vinculados a opera; de "leasing". O seguro terá caráter gral, abrangendo todos os riscos de acites oriundos de causas externas, que ;am danificar os equipamentos arrendaou cedidos ao usuário.
O lançamento de mais esse tipo 1pól ice, que acaba de ser aprovado pelo "ad-referendun" da Susep, responde nergente e progressiva procura interna seguros dessa natureza, gerada pela ansão continua da moderna prática do 1sing" na economia nacional. I risks"
A nova apólice foi feita para pro:ionar cobertura completa, de tipo "ali s", isto é compreendendo todo e qual r acidente ou evento de origem externa possa causar dano ao equipamento.
A tarifa aprovada incorpora extensa de equipamentos abrangendo pr-aticalte toda a espécie de operação de ing". ·
A lista inclui equipamentos móveis ~rando em terra firme, sobre água ou nersos) e equipamentos fixos (máquipara os mais diversos tipos de indústria 1ra os mais variados usos em escritórios).
mplos Entre os equipamentos móveis esprevistos e taxados, por exemplo : (a os operam em terra firme como tratores,
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buldozers, moto-niveladora, guindastes sobre rodas ou lagartas, aparei hos para perfuração, de solo batedores de estacas, transportadores móveis (de correia, este1ra, rosca sem fim ou caçambas), pentes rolantes, conjuntos de britagem, rolos compactadores para terra ou asfalto, tornos, f rezas, esmeris, etc.; ( b os que operam sobre água ou submersos como registradores (de ondas, correntes, temperaturase salinidade). equipamentos de varredura fixados a embarcações (econatímetros, sanares, e similares, equipamentos de registro e comunicação (teodolitos,. te Iu rômetros, gonlômetros, transceptores); c) os que operam em terra firme, ou fixos, como os equipamentos industriais, comerciais ou ou agrícolas, inclusive máquinas e equipamentos de contabilidade, processamento de dados, xorografia, fotocópia, transmissão e recepção de rádio-freqüência e telefonia, telex, raios-X, equipamentos médicos, odontológicos, cinematográficos, fotográfi cos, e de televisão .
Indenização Para efeito de indenização, os prejuízos serão aval ia dos com base nos custos de repar-ação, recuperação ou substituição do bem sinistrado. Incluem-se nessa aval iação os custos de desmontagem e remontagem que forem - necessárias para os reparos e as despesas aduaneiras. se houver. Ou ando o prejuízo aval ia do for igual ou superior a 75% do valor atual da mercadoria sinistrada será considerada como total. Como valor atual entende-se o valor de novo do bem sinistrado, reduzida a deduzida à depreciação pelo uso, idade e estado de conservação.
Valor do seguro
Diante do mecanismo de indenização desse seguro, o segurado deve fixar nas suas apólices, como importância segurada, quantia correspondente à do valor atual dos equipamentos, nem mais, nem menos.
No caso de excesso haverá desperdício de prêmio, porque a indenização não poderá ser superior ao valor atual. No caso de deficiência, ocorrerá a aplicação da cláusula de rateio, de maneira a tornar a indenização proporcional à relação entre à importância segurada e o valor atual ou em risco. I
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A Federação lnteramericana de Emde Seguros real_izou Assembléia Geral aordinária na cidade do México, duran; dias 16 ~ 19 de f~vereiro passado. Na da dos trabalhos, além da aprovação 1rojeto de novos Estatutos para .a enti~. figurou uma reunião da Comissão de ;Jem do Seguro .
3S
_, A Delegação do Brasil foi chefiada Dr. Raul Telles Rudge, Presidente da IASEG , e dela fizeram parte, ainda , os Carlos Frederico Lopes da Motta e o Gavião G~nzaga .
· A Delegação brasileira apresentou :ório sqbre o que se tem feito , em nosso , em termos de divulgação da imagem ieguro . Esse Relatório fo i acompanhado 5 alentadas coleções de material sobre . 1s _promoc ionais, folhetos e manuais de lgação, "displays" , anúncios, e exem~ de páginas especial iZéidas em seguros.
Para a formação dessas coleções taram excelente colaboração, através fornecimento de material publicitário e lgacional , as seguintes companhias de
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Relatório O Relatório da Delegação brasileira, apresentando todo o material de divulgação e historiando a evolução dos processos de Comunicação Social do nosso mercado segurador , teve o seguinte teor : .
Imagem Pública do Seguro A evolução do processo de Comunicação Social . do seguro brasileiro tem como divisor de etapas o ano de 1971 . Antes, as iniciativas eram isoladas e relativamente escassas nessa área . Além de uma publicidade episódica, promoviam-se cursos esparsos para um reduzido público, não raro I imitado praticamente aos profissiom}is do setor . As Faculdades de Ciências Contábeis diplomavam atuários'em quanti dade pouco expressiva e na sua mai oria encaminhados para a Previdência Social e para o mercado financeiro~ O grande trabalho, nessa etapa, era o de motivar e conscientizar as Companhias de Seguros para a realização de um esforço coletivo e concentrado , com vistas ao aproveitamento das possibilidades de retorno que, em termos de expansão de mercado, os investimentos em publicidade e relações públicas podiam oferecer diante do ritmo de crescimento econômico e social do País. ~7
É bem verdade que dois pontos de res istência contribuíam para retardar a aceitação desses objetivos promocionais no meio segurador. Um deles era a descrença de alguns no rendi menta da publicidade apl icada ao seguro . O outro , por sinal mais importante, consistia na indisponibilidade de recursos, em face da pressão exercida sobre o mercado por uma vasta problemáti ca, na qual se destacava o processo inflacionário. Mas, reduzido e controlado o r itmo de desvalorização monetária, o mercado brasileiro pode retomar seu processo de expansão, contando para isso, ademais, com o desempenho que passou a ter a economia nacional e com a adequada política setorial adotada pelo governo. Com esse novo surto de crescimento as companhias de seguros puderam propiciar recursos ao seu principa l órgão de classe - a Federação Nacional das Empresas de Seguros - para af inal dar-se início a um programa colet ivo de promoção institucional. Algumas campanhas foram feitas em cara ter ex per i mental, utilizando-se variadas formas de publicidade, inclusive b sistema de " out-door". Para fixarem-se ru mos ma is apropr iados realizou -se até mesmo uma pesquisa de op inião pública, cujo s resultados não foram entretanto de ordem_ a darem mais objetividade às mensagens publ icitárias. Em 1971, idealizou-se a criação, na imprensa de páginas especial izadas em seguros , editadas semanal Mente. A primeira dessas páginas surgiu no "Jornal do Brasil", um dos maiores periódico.s do País; Pouco tempo depois outra página foi . lançada em jornal do mesmo gabarito- "O Globo" . Ambos editados no Rio de Janeiro, que é, o maior centro de irrad iação cultural do País, com uma imprensa que alcança ressonância nacional, desencadeou-se a partir daí um processo de crescimento exponencial da divulgação do Seguro. 308
Em todos os setores de opinião, clusive os oficiais, a atividade passou a melhorar gradualmente de gem . O público despertou aos poucos as virtudes tanto previdenciárias como nômico-sociais da instituição. Na li jornalística, o seguro tornou-se notícia, nhando espaço cada vez maior nas econômicas dos periódicos, com a ção desde as simples notícias às repo de maior extensão e profundidade. A nova latitude alcançada pela municação Social levou: 1) à reforma e ao prestígio das especializadas; 2) à publicidade comercial crescente próprias companhias de seguros; 3) à edição de folhetos de pelas empresas seguradoras e pelo tituto de Resseguros do Brasil ; 4) à realização de concursos de fias. Toda essa divulgação encontrou inclusive nos me ios universi tár ios, com · fessores em número cada vez maior do a iniciat iva de inclui r o seguro ma das pesqu isas e ta refas que parte das obr igações curriculares de estudantis. Hoje, a Faculdade N · Direito mantém uma cát edra de Di Seguro, que se tornou disciplina e não apenas um simples ítem focal a vôo de pássaro, no ensino do Direito mercial e do Direito Civil.
Há cerca de três anos, para inclusive às necessidades do nosso co mercado de traba lho, criou-se a Nacional de Seguros, mantida pela ção das Empresas de Seguros, pelo I de Resseguros do Brasil e pela dência de Seguros Privados. Nos dois primeiros anos com de atividade escolar, aquela Fundação zou 51 cursos, em maior número para a
~de corretores de seguros, de inspeto-
ras de riscos e de
liquidadores de sinistros.
ponto do País, aos cursos de educandários públicos e privados.
A própria Federação Nacional das A Escola tem como principal inEmpresas de Seguros Privados mantém um ~mbência a coordenação e sistematização Boletim Semanal, com tiragem de 2.000 do ensino profissional em todo o País. Seu exemplares, distribu ido entre seguradoras, fBOde programa é o da formação de assisgrandes corretoras, autoridades governatentes-técnicos, em nível pré-universitário, através de cursos extensivos com a duração mentais e editoras econômicas dos princide três anos e de acesso permitido apenas pais jornais do País e magistrados, servindo aos que tenham concluído os 8 anos de esinclusive como instrumento de "press-releoolaridade que, no Brasil, constituem o curase" . ., fundamental ou de 1C? gráu . Com a reA última campanha publicitária, amte modificação do sistema brasileiro de · programada para 5 meses, foi a de maior ensino, a escolarização básica (anterior à porte já realizada pela Federação. Nesse peooiversitária) ficou dividida em dois ciclos, ríodo global, dois meses e meio abrangeram o primeiro de 8, o segundo de 3 anos. Para a televisão, com anúncios a cores em horádw terminal idade a essa formação básica de rio nobre e para uma audiência potencial maneira a que seus concluintes tenham conde 20 milhões de telespectadores: Dessa dições de ingressar no mercado de trabalho campanha é feita uma exposição à parte, se, por qualquer razão (intelectual ou ecopela própria agência encarregada. nômica), não puderem atingir a universidade, o sistema de ensino , introduziu, nos 3 "Pode-se dizer, em resumo, que a anos do 2C? ciclo, currículos profissionali Comunicação Social do seguro brasileiro eszantes. t nessa faixa que se enquadrará a carreira de assistente técnico de seguros, tá praticamente atingindo a etapa da maturidade, sendo hoje bem diversa, e bastante abrindo-se agora perspectivas de que tal disfavorável, a imagem pública da instituição'iii ciplina passe a ser incorporada, em qualquer
O
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IIVIITA DE SEGUROS
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GOVERNO PRORROGA PRAZO DE BENEFfCIOS AS SEGURADORAS EM DECORRENCIA DE FUSÕES O Presidente da República assinou o Decreto-Lei nC? 1391, de 19 de fevereiro, ampliando para 31 de dezembro de 1979, os benefícios concedidos às Sociedades Seguradoras, em decorrência de incorporação ou fusão. Segundo o ato presidencial, os seus efeitos retroagem a 1C? de janeiro de 1975. Este Decreto acha-se publicado no "Diário Oficial" da União de 20 de fevE:reiro, Seção I, página nC? 2073.
Parágrafo único . O regime especial de que trata este artigo prevalecerá até 31 de dezembro de 1979. Art . 2C? Os efeitos deste Decreto retroagem a 1C? de janeiro de 1975. Art . 3C? Este Decreto-lei entra em vjgor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasília, 19 de fevereiro de 1975; 154C? da Independência e 870 da República.
O Decreto É o seguinte, na íntegra, o Decreto assinado pelo Presidente ErnP.sto Geisel : "Dispõe sobre concessão de estímulos às fusões e às incorporações das Sociedades Seguradoras e dá outras providências. O Presidente da República, usando das atribuições que lhe co nf ere o artigo 55, ítem 11, da Constitui ção ,
Ernesto Geisel Mário Henrique Simonsen Severo Fagundes Gomes
N. da R. - Em seu artigo ;f? , o Decreto-lei rP. 1. 115, de 24 de julho de 1970, dispõe: "A incorporação· ou fusão de Sociedada Seguradoras e, bem assim, os respectivos acionistll, em decorrência da troca ou substituição de açõ-. ficarão isentos do imposto de renda, nos tema
Decreta :
que foram fixados pelo Ministério da Fazenda 11111 processos referentes à ooeração.
Art. 1C? As incorporações ou fusões das Sociedades Seguradoras aprovadas pelo Ministério da Indústria e do Comércio gozarão dos benefl'cios financeiros estabelecidos no Decreto-lei nC? 1.115, de 24 de julho de 19 70 .
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Parágrafo Único - Para efeito de det#· minar a isenção de que trata este artigo, os proctt sos serão instruldos pela SUSEP com as condi~ de avaliação das ações, bens, ou patrimônios lí(li: dos.
REVISTA DE SEGURCI
LUCROS "INVISfVEIS" CRESCEM SEM PARAR Por W. M. Clarke, Diretor dB Comis-
são para Exportações lnvisfveis dB Grã-Bretanha.
LONDRES (BNS) - Houve em 1973
um enorme excedente nas exportações "invis(veis" particulares da Grã-Bretanha, num total de 2 bilhões e 100 milhões de libras esterlinas. Essa soma impressionante é a última de uma espetacular seqüência de números que remonta o século XVIII. Com exceção de alguns anos imediatamente depois da li Guerra Mundial (qllando prevaleceram condições excepcionais), a Gri-Bretanha teve um excedente sempre em crescimento no seu comércio "invisível" particular. Mesmo depois de ter sido levado em conta o deficit I íquido das transações pernamentais (um deficit resultante dos ~amas de ajuda ao estrangeiro, gastos militares, etc.), houve um excedente líquido de ''invisíveis" (privados e governamentais) de 1 bilhão e 100 milhões de libras esterlinas em 1973.
PROVISAO DE SERVIÇOS
Os lucros "invisíveis" são, basicamente, lucros (em moeda estrangeira ou em esterl ino) da prestação de Serviços a pessoas que vivam fora do país - em direto contraste mm as exportações "visíveis", que precedam da venda de bens tangíveis. As exportações "invisíveis" resultam de uma variedade de atividades, principalmente em duas maneiras. São elas juros, lucros ou dividendos conseguidos por indivícllos ou companhias na Grã-Bretanha com BIS investimentos em empreendimentos no estrangeiro, ou então o resultado de dinheiro recebido por provisão de serviços. IIIVISTA DE SEGUROS
O transporte de produtos estrangeiros por navio britânico, o seguro de uma fábrica no exterior, serviços de auditoria para um cliente de outro país, o empréstimo feito em Londres para um estrangeiro, a representação de uma peça britânica na Broadway são todos "invisíveis" e que somam para a reserva de divisas estrangeiras da Grã-Bretanha .
CONTA DE IMPORTAÇÃO MAIS ALTA Tradicional mente, a Grã-Bretanha teve de viver do seu comércio estrangeiro. Desde tempos remotos e nem tão remotos a Grã-Bretanha importou matérias-primas dos pa íses produtores e, graças à sua capacidade manufatureira e industrial altamente competitiva, re-exportou produtos acabados, de maquinaria de capital pesada a pinos de segurança. Continua a fazer isso, naturalmente. Mas, por força do preço sempre em crescimento de quase todas as mercadorias e matérias-primas, sua conta de importação disparou. Foi por isso que sua conta de comércio visível entrou em declínio. Em 1973, o deficit do comércio visível da Grã-Bretanha foi de cerca de 2 bilhões e 400 milhões de libras esterlinas. O que contribuiu consideravelmente para esse resu Itado, _além do aumento dos preços das matérias-primas em geral, foi a subida vertiginosa do preço do petróleo . Assim, a importância do comércio de "invisíveis" não pode ser superestimada. Felizmente, ele continua a crescer dê ano para ano. Como isso acontece? 311
GRANDE BEM
/
Acredito que uma das maiores razões seja que, no contexto mundial, os países parecem seguir um certo quadro geral de desenvolvi mente, em maior ou menor grau, dependendo das economias de cada um. Cada vez mais freqüentemente os países altamente desenvolvidos têm de confiar na expansão dos setores de serviços de suas economias para manter o crescimento contínuo necessário de seu produto nacional bruto e de seu padrão de vida - os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha Federal, França e muitos outros. Isso é verdade se os serviços são vend idos nacional ou internacionalmente, ou nas duas frentes. Em nenhum outro lugar isso é mais verdade do que na Grã-Bretanha. Atingimos um ponto em que uma das maiores taxas de crescimento é conseguida com a venda de serviços ao estrangeiro . Na verdade, o setor de "invisíveis" da GrãBretanha é talvez o seu maior bem .
Quem consegue maiores provei nesse tópico são juros, lucros e divide derivados de investimentos no estrangei Historicamente, a Grã-Bretanha sempre teve comprometida com uma vasta gama projetos em quase todos os países dom do. ~ a remuneração resultante desses cios e responsável por um terço e meio seu balanço "invisível".
DA "CITY" Um outro terço procede das ativi des da "City" de Londres - seguros de lado e negócios bancários de outro. Fi mente, há vários outros serviços, como · ção civil, turismo, trabalho de constru no estrangeiro, fi I mes, televisão e servi profissionais. Os receptores de lucros "invis( são assim encontrados em toda a Naçi) estão profundamente empenhados em · dar a Grã-Bretanha a equilibrar seus li em relação ao resto do mundo .
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A INDEPENDENCIA COMPANHIA DE SEGUROS GEiiAIS
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. REVISTADESE
O mais conhecido deles é, natural mente, a "City" de Londres. Embora ocupe pouco mais de uma milha quadrada, há maior concentração de mercados internacionais em dinheiro e serviços financeiros de todos os tipos nessa área compacta do que em qualquer ou tra parte do mundo .. . A "City" é, acima de tudo, internacionéll. Tem mais agências de bancos estrangeiros do que qualquer outro centro financeiro; seus bancos têm mais agências no exterior do que os bancos com sedes em qualquer outro centro. A "City" é o maior mercado internacional de seguros; tem a maior parte do mercado de eurodólar; e tem uma lista maior de títulos estrangeiros do que qualquer outro centro . A "City" afirma ser a indicadora mundial de preÇos para uma variedade de mercadorias, como chumbo, cobre, zinco, peles e diamantes. E," com Zurique, luta pa ra liderar o mercado do ouro.
A CHAVE Esse internacional ismo é a chave operações da "City". E talvez ela seja tão internacional por causa de sua conveni ência. Essa conveniência tem três características básicas, sendo que a primeira são as boas comunicações.
das
Giográficamente, os diversos merca-
dos da "City" estão próximos uns dos outros. Os bancos e as companhias de seguros a,upam-se em volta do Banco da Inglaterra. A Bolsa de Valores fica quase ao lado . O Uoyd's de Londres está a poucos quartei rões das bolsas de mercadorias e da Baltic Exchange. As companhias de navegação estão virtualmente ao dobrar da esquina.
Durma tranquilo.
As comunicações internacionais es-
tão, portanto,
agrupadas. Da mesma forma, as ligações internacionais também estão próximas e são extremamente eficientes. IIYIITA DE SEGUROS
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Em segundo lugar, a " City" oferece uma grande variedade de serviços. Naturéllmente, outros centros financeiros têm facilidades bancárias semelhantes, mas poucos, se algum, podem oferecer a variedade de Londres, que é o resultado de muitos bancos e da proximidade de outros mercados. Esses serviços são apoiados por informações financeiras, auditoria legal e facilidades contábeis em escala internacional.
pósitos domésticos, os bancos britân· para o estrangeiro, as filiais e os bancoset trangeiros da Commonwealth e os bane<~ comerciais. Além disso, há muitas outras casas bancárias, algumas independentes, outras associadas com os bancos. Cada um desses grupos tem suas características próprias.
ECONOMIA DE TEMPO E DINHEIRO
Os seis bancos de compensação de Londres têm 12 mil filiais na Inglaterra e no País de Gales e, embora seu negócio principal seja doméstico, também propor· cionam serviços internacionais a seus clientes. E os bancos britânicos têm uma mundial com mais de 5 mil agências. maioria delas pertence aos bancos estrangeiros britânicos, que são bancos registrados no Reino Unido, mas que fazem negócios através de agências e companhias bancárias no estrangeiro.
Em terceiro lugar, a proximidade de diferentes mercados economiza tempo, esforços e dinheiro. Como muitos mercados da "City" ainda preferem fazer negócios de boca, a confiança passa de mão em mão a velocidade das transações. O lema da Bolsa de Valores, "min ha palavra é a minha fiança". resume isso muito bem. Não é pelo que é dito, mas por quem o diz. As pessoas na "City" se conhecem; a papelada é reduzida a um mínimo, e o resultado são uma eficiência e uma velocidade raramente encontradas em outro lugar. Quais são os principais setores da "City"? O primeiro deles são os bancos. Os grupos principais são os de bancos de de-
REDE MUNDIAL
Os principais bancos comerciais Londres são "accepting houses" 0u "issuing houses". As "accepting houses", em cular, proporcio nam todos os tipos de ser· viços financeiros, de acordos com a crescente complexidade dos negócios internadonais.
NACIONAL BRASILEIRO Companhia de Seguros FUNDADA EM 1955 CGC 33.053.620 Acidentes Pessoais • Autom6veis • Cascos • Crédito Interno • Fidelidade • Incêndio • Lucro Cessantes • Resp. Civil do Transportador Rodoviário Carga • Resp. Civil Facultativo Verculos e Responsabilidade Civil Obrigat6rio (RCOVAT) • Responsabilidade Civil do Armador Carga • Responsabilidade Civil Geral • Riscos Diversos • RisCos de Engenharia • Roubo • Transportes em Geral • Vida • Vidro • Tumultos • Riscos Especiais. MATRIZ:- Av. Rio Branco n~ 245- ~e 8~ andares- Tel. 244-7227 * Sucursais: Niter6i, Sio Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Vit6ria, Porto Alegre, Curitiba e BrasUia. Esc. Regionais:
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Caxias do Sul • Passo Fundo • Uberlândia • Nova Iguaçu • Volta Redonda.
REVISTA DE
e a feitura de empréstimos; a e manipulações de certificados de · métodos de fundir e levantar ca-
Junto com a Bolsa de Valores de Londres (a segunda maior do mundo, depois da de Nova York). o setor bancário da capital britânica forma um dos principais mercados de capitais do mundo. E o merca· do de divisas estrangeiras de Londres é maior do que qualquer outro. ~ feito inteiramente por telefone dentro da "City" e por telefone, telex e cabograma com outros centros mundiais.
Por seu lado, as "issuing houses" preparadas para prestar serviços finanoonjuntos, inclusive com companhias toria especializadas em compras e
Londres é também o principal centro de seguros do mundo. O mercado de seguros consiste em três grupos de instituições : companhias de seguros. a Society of Lloyd's Underwriters · (conhecida simplesmente como "Lioyd's") e os corretores de seguros. A receita de ágios do mercado mundial em 1972 para os membros da Associação de Seguros da Grã-Bretanha foi de 5 bilhões e 88 milhões de libras esterlinas.
Londres tem rmiis bancos estrangeique qualquer outro centro financei226 bancos estrangeiros têm agências· _ .,,..,,,,., em Londres, enquanto que York, com 160, vem em segundo
Finalmente há os mercados de bens de consumo. Londres tem uma linha de mercados internacionais de ai imentos e matérias-primas que só encontra igual em Nova York. · Desde o começo do século XI X os mercados de bens de consumo da "City" negociam em escala internacional.
c»
e...w -Companhia de Seguros C.G.C. 61.665.131/0001 .00 Capital e Reservas Livres: Cr$ 37.000.000,00 Sucursal - Rio Praça Pio X, nC?. 7, 61? andar RAMOS EM QUE OPERA lncindio e' Automóvel • Aeronéuticos e Cascos • Crédito Interno e Fidelidade• Lucros: Ceaantes e Responsabilidade Civil e Riscos Diversos e Roubo • Transportes • Tum"ultos Vidros e Riscos de Engenharia • Acidentes Pessoais • Vide em Grupo e Animais e Global da Bancos · SUCURSAIS E AG~NCIAS Porto Alegre - Curitiba - Salvador- Recife - Fortaleza - Belo Horizonte - Belém Goiania - Brasnia ESCRITÓRIOS Araçatuba e Bauru e Campinas e Campo Grande e Londrina e Marilia • Presidente Prudente e Ribeirão Preto e Santos e São Carlos e São José dos Campos • São José do · Rio Preto e Uberlândia · Matriz - São Paulo Rua Sio Bento, nC?308
UMA ORGANIZAÇÃO DO
1)iUU'Obo (ommtrciO ~ll0UStt'iabr_~fullJituloj/;\_
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Para muitos mercados mundiais Londres é o centro de informações sobre produção e estatísticas de exportações, assim como sobre as flutuações de preços. Em ai gu ns desses mercados o preço de Londres é aceito como base padrão para contratos internacionais, mesmo que as mercad0rias não passem por Londres.
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MANTIDA A CONFIANÇA MUNDIAL Rio de Janeiro - GB Qual é o futuro da "City"? Ela já provou ter suficiente elasticidade e flexi bi I idade não apenas para sobreviver como também para prosperar em períodos difíceis. Suas instituições tiveram a capacidade de se adaptar e mesmo de se beneficiar com as mudanças no mundo financeiro. Nisso o Banco da Inglaterra desempenhou um papel fundamental. O enfoque flexível e prático do Banco para encarar a regulamentação do sistema bancário e sua atitude positiva diante das inovações, além do contato direto e constante que mantém com os bancos de compensação, permite-lhe observar os acontecimentos de perto. A "City" reagiu bem à situação de taxas flutuantes de câmbio desde o colapso do sistema de Bretton Woods. A incerteza da taxa de câmbio at ingiu todas as atividade3 da "City", particularmente no setor bancário e nos mercados de capitais, de bens de consumo e de ouro. Mas o fortalecimento dos mercados de Londres ajudou a tnanter o comércio internacional em funcionamento e forneceu meios para a indústria se proteger contra riscos, mantendo o comércio pouco atingido pelas mudanÇas de câmbio. Em resumo, a confiança internacional foi mantida nas operações e instituições da "City". •
* DIRETOR: IVO ROSAS BORBA
Diretor da Redaçio: LUIZ MENDONÇA
Diretor Técnico: WILSON P. DA SILVA Redator. FLÁVIO C. MASCARENHAS
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SUMÁRIO
Editorial: O preço do incêndio ASSUNTOS DIVERSOS
Colaborações: Seguro, um grande "Invisível" (Luiz Mendonça) O seguro em um regime de câmbios violentamente Flutuantes (Trad. Humberto Roncarati) - Governo prorroga prazo de benefícios as seguradoras em decorrência de fusões. Assuntos diversos Fenaseg investe mais em publicidade e amplia a massificação do seguro Apólice dará seguro total para operação de "leasmg"- Imagem do seguro Lucros "invisíveis" crescem sem parar. Assinatura - Brasil Assinatura Éstrangeifll •••.••. Número Avulso ...••.•.•••
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Da British News Service 316
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