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* Sede: SALV.lDOR, ESTADO DA BAHIA DIRETORES: Dr. Pamphüo Pedreira Freire de Carvalho Paulo
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Diretor Presidente
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Diretor-Superintendente Diretor-Caixa
Dr. Jayme Carvalho Tavares da Silva -
Dr. Luiz Carlos Freire de Carvalho Gonçalves Tourinho -
Diretor-Tesoureiro .Tosé Maria de Souza Teixeira Costa -
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Revista REDAÇÃO: AV. RIO
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N. 0 615
Editada por
ftCNICA EDITORA LTDA. ''· Franklin Roosevelt,. 39, gr. 414 Rio de Janeiro - GB
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Ivo Rosas Borba
Já era tempo de uma iniciativa vigorosa a esse respeito , visando ao desencadeamento de um esforço coletivo da classe no sentido de atualizar-se a atividade seguradora nacional com as tendências e características do processo econômico.
Elsio Cardoso
Diretor da Redação: LUIZ MENDONÇA
Tal processo tem hoje fisionomia inteiramente nova, com as profundas alterações quantitativas e qualitativas ocorridas no sistema produtivo do País. Cresceram o Produto e a Renda , diversificaram-se as atividades, tudo concorrendo para que o seguro tivesse de passar por transformações radicais.
* Diretor-Técnico: WILSON P . DA SILVA
*
Redator:
Flávio C. Mascarenhas
*
Secretária: c.ltLIA DA BOCHA MALVA
SU:&IARIO
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lillg Coiabora~iio
Llh Mendonça : derwriting:t
Volta
Os seguradores vão realiza r estudos e debates, em profundidade, acerca dos seus problemas de " marketing ". A matéria vai figurar como um dos principais temas da Conferência Brasileira de Seguros Privados, em Porto Alegre.
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DIRETORES
Wtorial : Probl emas
PROBLEMAS DE "MARKETING"
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Assuntos diversos
Presidente do IRB an uncia proJeto que pe•·mite a ceitaç:ã o d O" reMeguros externos Os cor · retores de seguros - Ministério da Fazenda isenta seguradora do impoeto sobre importação d e com· putadores - Seguro <' dese nvolvi mento - Regime de troca s com o merior - Comi ssá rio d e avarias em Lisboa - I RB aprova esqu ema P&r& garantia de contrat os - · Grupo andino arrecada US$ 365 llilhões de prêmios - Mark eting de seguros - N ova forma cont ábil !Alrna mais r ealista p osiçã o dos balanços.
Mas não pôde o seguro evoluir no mesmo ritmo das mutações macroeconômicas do País. Vários fatores interferiram para a criação dessa defasagem, ocasionando o advento de numerosos e complexos proble."~as de " marketing". Tem-se a impressão de que o seguro, a esta altura, carece de vestir roupagem quase completamente nova, talhada segundo figurino mais moderno. Desde a produção ao consumo, isto é, desde a concepção do tipo de serviço a ser oferecido ao público (a cobertura contra eventos danosos) até a respectiva utilização final, e inclusive como e através de quem vendê-lo, em todas as fases desse amplo circuito muita coüa a examinar, rever e atualizar. Sem essa modernização, que em grande parte depende de grandes inovações no sistema normativo que rege o setor do seguro, este não conseguirá abolir o descompasso com o desenvolvimento econômico do País. Muitas normas e preceitos, excessivamente detalhistas, emperram a ação das empresas de seguros e estrangulam a expansão do mercado, a massificação dos serviços que podem ser utilizados pelo público. O campo, como se vê, é bastante vasto. Os seguradores terão panos para as mangas, em Porto Alegre. E tamzbém o Governo, que ali certamente recolherá farto material para uma nova tomada de posição nas suas tarefas normativas. Enfim, a Conferência reúne condições para fincar um novo marco na história da evolução do seguro brasileiro, descortinando amplos horizontes através do acervo de subsídios que puder acumular para uma completa reforma em termos de " lmJarketing".
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NACIONAL COMPANHIA DE SEGUROS - uma emprêsa do Grupo Nacional
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Volta ao
"Underwriting'' Luiz Mendonça
No discurso de instalação da sa. Conferência Brasileira de Seguros Privados, há pouco realizada em Porto Alegre, o Sr. Ministro da Indústria e do Comércio salientou que "as medidas e os ajustamentos de política, realizados e em curso, definem uma fase de transição cuja etapa final será a transformação das companhias de seguros em underwriters e o Instituto de Resseguros do jBrasil em ressegurador institucional". O que está subjacente nesse enfoque do nosso mercado de seguros é a doutrina do primado da iniciativa privada. A competição, inerente ao sistema, constitui o instrumento básico do desempenho eficiente da economia de mercado, pois conduz a produção de bens e serviços a níveis ótimos de preço e qualidade. REVISTA DE SEGUROS
Na área da atividade seguradora, tal "performance" do regime da livre empresa se cumpre, nas palavras do Ministro, através do "underwriting". Este aguça a competição e aprimora a prestação de serviços ao usuário, promovendo a eficiência empresarial e maximinizando o rendimento das funções atribuidas ao seguro privado no processo econômico-social. A mencionada transformação do IRB e das companhias de seguros, disse ainda o sr. Pratini de Morais confiar que o setor privado lhe avalie a exata importância. "0 setor privado deve avaliar também - acrescentou - a grande tarefa de mudança que a nova fase do mercado segurador brasileiro vai exigir das companhias", como decorrência do processo geral de transformação da economia do País, cujos rumos levam todas as areas de atividade ao imperativo de "mudar e ser eficiente para crescer". Trocando em miúdos, pode-se dizer que a enfatização do "underwriting" importa na transferência progressiva da faixa atual de retrocessões para a area da retenção direta das seguradoras. ;T al deslocamento será viável na medida em que as empresas acelerem o ritmo de sua expansão operacional e patrimonial, alcançando limites técnicos compatíveis com as dimensões da pretendida absorção do segmento de mercado constituído pelas retrocessões. A esse processo de transição e ás perspectivas que ele descortina ajusta-sê a política de internacionalização do IRB cuja expansão no exterior seria o caminho indicado para a substituição do es-:paço operacional cedido, no mercado interno, ás companhias de seguros em funcionamento no País. Juntando-se todas as peças esparsas, para analise global da nova políti71
ca de seguros, pode-se identificar e entender a coerência guardada entre seus componentes básicos. Explica-se dessa maneira, a abertura promovida pelo Governo com vistas do ingresso das nossas seguradoras no mercado mundial, para a captação direta de seguros e resseguros. Trata-se, é óbvio, de um forma de estímulo à atividade de "underwriting", num campo em que a competição é mais difícil e agressiva, proporcionando além disso chance de aquisição de "Knowhow" para possível melhora de práticas correntes no mercado interno. Tudo isso, no entanto, caracteriza ainda uma transição, um período em que ainda têm curso estudos e projetos capazes de se converterem em medidas que complementam os mecanismos indispensáveis à preparação do processo de trans-
formação para o alcance da etapa f visada. Entre outras mudanças pode inscrita, por exemplo, a do atual siste de padronização da oferta. A rigidez tal esquema, além de não estimular criatividade do empresário e a agiliz • da sua função de "marketing", tem p vado em longa experiência que somen conduz a formas menos recomendáv · de concorrência. O seu oposto - o gime de liberdade de oferta tem func' nado de maneira satisfatória em tan outros mercados, dando embasamen mais adequado ao planejamento e cução de uma eficiente política de "Jll&ll keting". O mercado, enfim, está em transl ção. Muita coisa ainda está por fazer e, decerto, será feita.
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. Presidente do IRB anuncia projeto que permite aceitação de Resseguros Externos por Seguradoras do No momento em que uma vigorosa política de exportações é incluída entre e1 instrumentos de sustentação do ritmo evolução econômica do País, não teria ll!lltido consentir que permanecessem marginalizados, nesse quadro geral, as exportações do serviços como os de seguros. Pior ainda seria mante-los na posição tradicional e negativa de focos de evasão de divisas, figurando na pauta das importações, quando já temos condições para incorpora-los á outra pauta : a das exportações - declarou o Presidente do Instituto de Resseguros do Brasil, Sr. José Lopes de Oliveira, em palestra proferida durante o Curso de Gerência Financeira de Seguros, ministrado na Fundação Getulio Vargas . Em seu pronunciamento, frisou que: 1) o seguro de crédito á exportação está sendo reformulado, a fim de adquirir flexibilidade e dinamização in dispensáleis á motivação do exportador; 2) os negócios aceitos do Exterior evoluíram deUS$ 400 mil, em 1970, para a estimativa de US$ 12 milhões, no corrente ano 3) está em fase final de elaboração o projeto que permitirá a aceitação direta de ressseguros externos por seguradoras em operações no País. GER~NCIA
E' o seguinte, na íntegra, o discurcurso do Sr. José Lopes de Oliveira: "Congratulo-me com a Fundação Getúlio Vargas por mais este curso programado especificamente para o mercado segurador. Nele destaco, sobretudo, o alto nível do esquema curricular. lias sublinho, também, sua oportunidade, mencionando o fato de que o Governo, para instrumentar a atual política de seguros com um sistema consentâneo de informação cootábil, elaborou para IBVISTA DE SEGUROS
País
breve implantação, através da SUSEP, projeto que dará á Contabilidade das Seguradoras o embasamento de novo e moderno Plano de Contas. E o IRB, por outro lado, empreende no momento estudos e providências para adoção da contabilidade de custos, visando enriquecer o lastro informacional do seu processo decisório. A economia de massa, ampliando a estrutura das empresas e a escala das suas atividades, impos ao administrador a utilização de técnicas gerenciais mais sofisticadas, que incorporam maior teor de conhecimento científico. Ao compasso desse avanço, evoluíram também os processos contábeis, aprimorando- se como instrumentos eficientes e indipensáveis de análise financeira da dinâmica patrimonial das empresas. Não se explicaria, portanto , que o Seguro brasileiro, vivendo agora uma fase de profundas transformações, deixasse de tirar maior proveito de toda essa evolução do conhecimento contábil. Esse é um objetivo ao qual a Fundação Getúlio Vargas presta relevante contribuição, organizando cursos a níveis de alta graduação para tão importante área de especialização profissional. O seguro brasileiro, com um passado de progressos notáveis, descortina fu turp altamente promissor. Trata-se de antevisão realista, pois se funda no saldo econômico que o País deu, á custa de esforço produtivo que se manteve e será mantido em elevada taxa anual de crescimento, situada entre 9 e 11 % do Produto Nacional Bruto. Os números são recentes, ilustrando com eloquência as perspectivas de expansão do mercado segurador nacional. Ao fim dos anos 60, o Brasil produzia 272 milhões de dólares. em prêmios de seguros. No ano passado, já chegava aos 400 milhões de dólares. 73
Pretende o Governo que esse ritmo evolutivo se acelere, de tal sorte que o Seguro Privado - só ele, e não todo n complexo previdenciário - alcance arrecadação equivalente a 3% do produto nacional. Isto para que o setor ocupe, em nosso universo econômico e no desenvolvimento nacional, posição compatível com sua inerente e virtual capacidade de participação. A política adotada contém, na sua formulação, as diretrizes essenciais á realização de tal objetivo. Nela se cuidou , antes de tudo, da preparação estrutural das empresas seguradoras para as novas dimensões que o mercado iria atingir. Era esta uma condição fundamental e preliminar. Mas antes mesmo que o ciclo dessa mudanças se completasse, o Governo entregou-se ativamente á tarefa de criar as demais condições necessárias á dinamização do processo global que fora deflagado. Qualquer compasso de espera, na programação ou execução das diferentes medidas que iriam consolidar a nova política, a esta causaria o dano do retardamento ou da irreparável perda de tempo na produção dos resultados finais esperados. Dai a variada e rápida sequência dos atos de instrumentação do plano oficial de expansão do seguro, abrindo-se desde logo o leque das providências indispensáveis, que se estenderam aos campos legislativo e administrativo. Não recordarei, neste passo, todo esse elenco de medidas, surgidas e adotadas para proporcionarem, em síntese, clima adequado e estimulante á atividade empresarial, sob os aspectos operacional, econômico, fiscal, jurídico e financeiro. Darei mais: até mesmo institucional, ·pois o Estado, anteriormente tendendo a expandir-se no mercado por conta de privilegias não usufruídos pela iniciativa privada, conteve sua própria expansão, pois vedou a si mesmo, desde a órbita federal á municipal, a criação ou aquisição do controle acionário de novas seguradoras." PLANEJAMENTO Prosseguindo, afirmou o Presidente do IRB "De todo esse conjunto, no entanto, destacarei apenas o que se planejou ou 74
executou no sentido do alargamento d11 horizontes operacionais do mercado, den· tro e fora do País. Esse é um tema prati· camente obrigatório nos dias correntes, tal o empenho e o interesse que a classe seguradora devota ao estudo e solução dos seus atuais problemas de "marketing", a ponto de haver a matéria sido eleita, não só como ·objeto de cursos do Sindicato das Empresas de Seguros da Guanabara, mas também como principal item da agenda dos trabalhos da 8'. Conferência Brasileira de Seguros Pri· vados, no próximo mês. O Governo na realidade, vem dan· do importante contribuição ao atendimento deª-sa necessidade vital de se inovarem os esquemas do "marketing" de seguros. As medidas tomadas ou projetadas abrangem, como é natural, os setores interno e externo da economia, estreita e necessariamente interligados na estratégia do desenvolvimento nacional. Com efeito, no momento em que uma vigorosa política de exportações é incluída entre os instrumentos de sustentação do ritmo de evolução econômica do País, não teria sentido consentir que permanecessem marginalizadas, nesse quadro geral, as exportações de serviço como os de seguros. Pior ainda seria mantê-los na posição tradicional e negativa de focos de evasão de divisai figurando na pauta das importaçõea quando já temos condições, sem dúvida, para incorporá-los á outra pauta - & das exportações. Armou-se por tudo isso, novo eaquema de intercâmbio externo para o rmercado segurador nacional, adicloo nando-se novas conquistas ás alcança das no passado. O objetivo, final, e11 síntese, é conduzir o seguro brasileiro & ,posição, no setor externo, compatível com seu grau de expansão interna e c<a o desenvolvimento economico nacional. Com base nessa orientação é que vem agindo o Governo. Criou-se a obrigatoriedade da colocação, no País, dos seguros transportes internacionais de rnercarias importadas, com fundamento em. doutrina que, em maio último, viria re. ceber consagração da III Assembléia Pie"< nária da UNCTAD. O seguro de cr á exportação esta sendo reformulado pontos criticas, a fim de adquirir fl bilidade e dinamização indispensável i motivação do exportador e, consequen
mente, á expansão da sua procura. O IRB, nas suas relações com o mercado internacional de resseguros, vem dando equacionamento novo e realista aos problemas tanto das cotações como da reciprocidade de negócios. Os resultados dessa mudança de enfoque podem ser aferidos através da melhoria das condições dos resseguros obtidos e, ainda mais, das cifras dos negócios aceitos do exterior, que em dois anos terão evoluído dos 400 mil dólares de 1970 para os 12 milhões de dólares esperados no corrente ano. As possibilidades nesse campo serão ampliadas com a recente instalação do Escritório do IRB em Londres e com o projeto, já em fase final de elaboração, que permitirá a aceitação direta de resseguros externos por seguradoras em operações no País. No mercado interno, novas perspectivas se abrem com as modalidades de operações recentemente criadas ou em vias de implantação. Tais são os casos do seguro de importações; do seguro de quebra de máquinas, cuja procura será ativada com a evolução das práticas do "lea sing"; dos seguros de "performance bon" e "contract bond"; do seguro saúde; do seguro de vida em grupo agora contando com mecanismo de expansão introduzidos na revisão por que acaba de passar, tal como a admissão de grupos abertos e a nova regulamentação da cobertura de prestamistas. MERCADO E concluiu o Sr. José Lopes de Oliveira:
"Mas a ampliação do mercado não depende apenas da tarefa de detectar e atender, através da multiplicação de modalidade&' de seguros, novas formas de procura emergentes das transformações econômica e sociais do País. Depende também, talvez até em maior parcela da modernização de modalidades tradicionais. Esse é o ca~, entre outros, do seguro incêndio, que no momento se procura modificar, através de projeto em elaboração, de maneira que na sua produção possa atingir a nível de consumo de massas. Coberturas novas, para necessidades também novas que se multiplicam enriquecendo o variado quadro da procura; coberturas antigas adaptadas de modo &EVISTA DE SEGUROS
a entrarem em sincronismo com as transformações incessantes de um dinâmico ambiente econômico-social, eis um desafiante capítulo de "marketing" que, entre nós, a classe seguradora tem no momento a enfrentar. E certo que os problemas de comercializacão não se resumem a esse item. Estendem-se a numerosos aspectos, envolvendo questões das mais diversas categorias. Há, por exemplo, tradições ju-• rídicas a suplantar, como a da doutrina da solenidade do contrato de seguro, por sinal de certo modo contornada pela adoção do chamado "bilhete" como instrumento contratual. Há, mais do que tudo, a barreira erguida pelas distorções da imagem pública do Seguro, que agora se tenta remover através de recursos cada vez mais frequente a canais de comunicação entre os seguradores e seu mercado, efetivo ou potencial. Recentes campanhas publicitárias, inclusive as promovidas em conjunto com o IRB, bem como a criação de páginas especializadas em veículos de massa, já agora proferindo em vários Estados, são testemunhos positivos e irretorquíveis de que nova e promissora etapa está sendo cumprida com vistas à consolidação do prestígio público do Seguro. A simplificação de práticas tarifárias e de esquemas tradicionais de processamento da operação de seguro constitui outra área em que o Governo tem procurado agir para a solução de problemas. A SUSEP, após estudo com o IRB, por exemplo, criou há pouco as condições básicas para a utilização crescente de equipamentos eletrônicos, e o Ministério da Fazenda concedeu isenção fiscal às seguradoras para a importação de tais equipamentos., O rol é longo. Mas o que importa assinalar é o fato de que já estarem conscientizados, homens do Governo e da iniciativa privada, no tocante à necessidade imperativa de ser modernizado o "marketing" do Seguro. Não tenho dúvida, por isso, de que novas conquistas serão alcançadas, e de que as já obtidas serão preservadas e aperfeiçoadas. O IRB estará sempre disposto a colaborar amplamente na realização desse justo e necessário objetivo. O resseguro, por ser complemento indispensável do seguro na execução do princípio técnico da pulverização de riscos, -a ele 75
Corretores de Seguros Walter Bloise
Diretor da Segurauto Não sabemos como vamos acabar. profissionalmente. Se levantarmos a história da nossa profissão, vamos notar que estamos a cada dia perdendo o reconhecimento dos órgãos governamentais, pois, vejamos, em ligeira retrospectiva. Em 1965 - nos seguros de bens do Poder Público, houve a interveniência do BNH, com direito a percepção de 50 % das corretagens dos seguros da administração direta dos bens governamentais. Em 1967 - foi afastado o BNH, ficando 50 % da comissão para o IRB, os quais reverteriam para criação do Fundo do Seguro Rural (?) e 50 % para as companhias de seguros, e eliminou-se inteiramente o corretor de seguros, tanto nos seguros da administração dir eta como na indireta. Os corretores foram afastados da administração dos seguros de bens do governo, sendo da maior gravidade as justificativas do decreto, que eliminou os corretores de seguros, pois se aludiram, a "motivos de ordem moral" . Em 1968 - o seguro de acidentes do trabalho foi integrado na Previdência Social. Mas para compensar a perda dos prêmios das Companhias seguradoras, foi tornado obrigatório o seguro de Responsabilidade Civil de veículo Automo-
tores. Houve a equivalência do montante em prêmios pelas companhias de seguros, e ainda mais, as "grandes" que mantinham o privilégio de operarem como monopolistas em Acidentes do Trabalho, com o seguro novo, recem implantado pelo governo, este veio a ser explorado por todas as companhias seguradoras. Mas para os corretores de seguros o que restou efetivamente? nada. Os seguros de RCO, pelas razões de sua própria natureza, vinculando -se ao pagamento das taxas sobre os veículos, esses seguros passaram a ser vendidos por "camelots" na rua Santa Luzia, e toda a classe de despachantes do País. Agora, fala -se em massificação do seguro, "marketing" aumento do número de corretores no interior (?) sem ser n ecessária a qualificação profissional. Enfim, pretende-se acabar com aregulamentação profissional do Corretor de Seguros, estágio que foi alcançado, graças ao trabalho desenvolvido pelo Sindicato dos Con:etores, o qual procurou ainda, distinguí -lo do funcionário e do diretor de Companhias de Seguros. Aliás, é interessante, salientar que as Companhias de Seguros podem ter corr etoras que figuram como empresas de grupo segurador ... Sinceramente não entendemos, para cnde estamos indo.
está intimamente associado. Não se pode entender, consequentemente, que os dois caminhem em descompasso, um perturbando a expansão do outro. O ressseguro, colocado na retaguarda, não pode ser acionado como mecanismo de freio do desenvolvimento do seguro. A este, muito pelo contrário, deve levar apoio e incitamento, ilustrando de forma eloquente essa concepção o exemplo que acaba de seli dado pelo IRB, com o novo plano adotado para o ramo incêndio. O resseguro, portanto, como o encaro é
também instrumento de arrimo à política de "marketing" do seguro.
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Sei que há problemas a enfrentar e não são poucos para que a atividade seguradora se eleve ao nível de expansão pretendido. Mas Governo e iniciativa privada, no clima de compreensão e de ação harmoniosa em que hoje convivem, saberão vencer todas as dificuldades na· turais da obra que realizam, de modo a que, afinal, seus esforços produzam resultado útil - o benefício do País". REVlS~A
DE SEGma.
Ministério da Fazenda isenta Seguradoras do Imposto sobre Importação de Computadores Enquanto o Conselho de Política Aduaneira não concluir os estudos que vêm sendo feitos sobre o tratamento fiscal para importações de equipamentos eletrônicos de processamento de dados, efetuados pelas instituições financeiras, as companhias de seguros poderão comprar aquele material no exterior, livre da incidência de tributo. E' o que informa em oficio á FENASEG o Banco Central do Brasil. Segundo revela o BC, o Conselho de Política Aduaneira decidiu que o "desembaraço provisório do material nas repartições fiscais, mediante assinatura de termo de responsabilidade, não implica necessariamente isenção fiscal, devendo a empresa interessada recolher o imposto devido no caso de concluírem os estudos em curso pela cobrança do tributo". ISENÇÃO
Para maiores esclarecimentos aos nossos leitores transcrevemos, na íntegra, o ofício do Banco Central do Brasil, datado de 27 de julho: "Apraz levar ao conhecimento de V. Sa. que o Exmo. Sr. Ministro da Fazenda, em despacho de 19 do corrente , aprovou proposta do Sr. Secretário Executivo do Conselho de Política Aduaneira no sentido de suspender, provisoriamente, a cobrança do tributo para as
Anuário
companhias de seguros e de capitalização, enquanto não se concluem os estudos que vêm sendo feitos por aquele Conselho sobre o tratamento fiscal para importações de equipamento eletrônicos de processamento de dados, efetuados pelas instituições financeiras. Ressalvou expressamente a q u e 1 e Conselho que o desembaraço provisório do material nas repartições fiscais, mediante assinatura de termo de responsabilidade, não implica necessariamente isenção fiscal, devendo a empresa interessada recolher o imposto devido no caso de concluírem os estudos em curso pela cobrança do tributo. Para a retirada dos bens importados, mediante termo, deverá a empresa apresentar expediente ao Conselho de Política Aduaneira, anexando: a) - manifestação expressa da SUSEP - Superintendência dos Seguros Privados, no sentido de que a isenção acarretará redução no ·c usto operacional da empresª, com reflexos no setor da atividade ; '
b) - cópia da guia de importação ( 2 vias) , com manifestação expressa da CACEX de inexistência de similar nacional ;
c) - catálogos dos equipamentos objeto de pedido de desembaraço."
ele
Seguros
A Venda a Edisão de 1972 REVISTA DE SEGUROS
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Matriz: Rua Visconde de Inhauma, 134 - 6.0 andar (Sede Própria) Capital Realizado Cr$ 2. 800. 000,00 Telefone: 223-1949 (Rede interna) Enderêço Telegráfico Pearlco Caixa Postal 1351 - ZC 05 Rio de Janeiro - Guanabara OPERA EM SEGUROS DE: Incêndio, Automóveis, Vidros, Roubo, Lucros Cessantes, Tumultos e Riscos Congêneres, Transportes, Responsabilidade Civil, Fidelidade, Responsabilidade Civil Obrigatório, Acidentes Pessoais, RCO do Transportador Rodoviário e Riscos Diversos SUCURSAIS EM: Rio, São Paulo, Pôrto Alegre, Recife e Belo Horizonte .AGENTES EM: Belém, Joinville e Salvador '28
REVISTA D:& SEGUIQ
de cessões e participações com o mercado londrino". E o Sr. R. W. Baker salienta:
eguro e esenvolvimento O Presidente do Instituto de Resseguros do Brasil, Sr. José Lopes de Oliveira, pronunciou importante palestra na Associação Comercial do R. de Janeiro, afirmando, a certa altura, que a atual política econômica do Governo, "típica de países em crescente industrialização, implica alterações substanciais na infraestrutura de serviços destinados a dar suporte ás exigências e necessidades surgidas da nova configuração do comércio externo". E assinalava textualmente: "Crédi-
to, transporte e seguro tornam-se itens
de importância básica numa política racional de incentivo às exportações". (grifas nossos)
Agora mesmo estamos tomando conhecimento da íntegra da "Declaração de Propósitos" firmado pelo Presidente do IRB e o Sr. R. W. Baker, Presidente de Leslie & Godwin International Ltd., por ocasião da inauguração de escritório do IRB em Londres. Nesse documento- de importância transcedental para a história da evolução do seguro em nosso paí,s -, o Sr. R. W. Baker torna pública a sua satisfação ao observar que o mercado brasileiro "está agora preparado para conduzir-se em uma vigorosa e ativa permuta REVISTA DE SEGUROS
"Esta cerimônia tem uma significação especial. Ela prova que o Instituto de Resseguros do Brasil, em consonância com o ritmo de desenvolvimento do país, adota uma política realista, que recomenda estreitar contatos com um centro de seguro e resseguro altamente competitivo como o mercado londrino e alcançar uma sólida posição no mercado mundial de seguros". Das palavras proferidas pelo Sr. José Lopes de Oliveira, em março último, e da "Declaração de Propósitos" firmado em maio, no maior centro de seguros e resseguros do mundo, chega-se facilmente à conclusão de que o mercado segurador brasileiro tem um papel da maior importância no contexto do desenvolvimento econômico nacional. No plano interno, o processo de fusões e incorporações das seguradoras visando ao dimensionamento do mercado e à redução dos custo operacionais vem sendo complementado com o esforço já em desenvolvimento pelas companhias de seguros para a implementação de modernas técnicas de vendas, o que resulta, evidentemente, numa maior arrecadação de prêmios e fortalecimento financeiro do mercado. No plano externo, a regulamentação do preceito estabelecido pelo Decreto-lei n° 73, tornando obrigatória a contratação no país do seguro de transport e internacional de mercadorias importadas trouxe ao nosso Balanço de pagamentos uma economia anual de US$ 2f milhões . Isso representa, portanto, uma redução de 50% no total de pagamento de prêmios de seguros e resseguros ao Exterior, tomando-se como base o ano de 1970. Em recente trabalho o Sr. José Lopes 71 ,~
de Oliveira afirma também que, em1971 , "a produção de seguros elevou-se a Cr$ 2,5 bilhões, com incremento de 49,3 % sobre o ano anterior, e a rentabilidade operacional foi da ordem de 9 % da receita de prêmios, alcançando o triplo da cifra registrada em 1970". Como se vê, a evolução do mercado segurador é um fato incontestável e que se tornará cada vez mais dinâmico à m · dida em que o Governo e empresários ampliem a sua convivência num clima de amplo entendimento e elevada compreensão, como afirma a FENASEG em seu relatório anual. Analisando a posição dos países em desenvolvimento diante do comércio int ernacional, Gunnar Myrdal diz que "a capacidade para exportar será sempre a determinante de sua capacidade para importar os bens de capital de que necessitam para 'construir sua indústria manufatureira". Ora, sendo o seguro como bem disse o Presidente do IRB- um dos itens de "importância básica numa política racional de incentivo às exportações", a ele cabe um papel do maior re-
levo para o progresso industrial de uma nação em desenvolvimento. A abertura do escritório do IRB em Londres marca o início de uma nova fase na história do seguro brasileiro. Faee propiciada pela atual política do Governo, que objetiva colocar o mercado segurador não apenas como uma das molas propulsoras do progresso econômico no setor interno, mas também no âmbito externo, economizando divisas. Quando o Sr. R . W . Baker diz que é uma política realista do IRB a abertura do seu escritório em Londres, ele dá a entender, portanto, que o mercado segurador brasileiro atingiu a um nível tal que não mais poderia o nosso órgão regulador do cosseguro, ressegurador e retrocedente continuar sem uma representa· ção efetiva naquela capital. Essa observação, contida na;s entrelinhas da "Declaração de Propósitos", testemunha o acerto da nova política brasileira de seguros e nos inspira a confiança de que o mercado atingirá em 1974, um percentual superior a 2%de participação no Produto Nacional Bruto -M . V .
COMPANHIA DE SEGUROS DA BAHIA Sede: -
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Capital e Reservas em 31-12-1971 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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REVISTA DE SEGUQ
Regime de trocas com oExterior dá ao Brasil US$ 16,8 milhões
aos níveis de aceitação de negocio provenientes do mercado internacional. No resseguro ativo (aceitações externas) a retenção brasileira subiu de 320 para 500 mil dólares, com incremento de 56 por cento. No resseguro passivo (cessões externas), os aumentos de retenção variam numa escala entre 25 a 600 por cento.
Em função de novos contratos celebrados, as aceitações do exterior elevaram-se de US$ 400 mil para US$ 7 milhões em prêmios de competência de 1971, devendo-se atingir a US$ 12 mi· lhões em 1973, quando se prevê que estejam contrabalançadas as cessões e acei· tações. O Instituto de Resseguro do Brasil até agora voltado quase exclusivamente Num estudo elaborado pelos técni- para o mercado , cuja defesa e expansão cos do Instituto de Resseguros do Brasil vinha constituindo a tônica da sua ativisobre a expansão do mercado segurador dade, daqui em diante dará também imrevela-se que, no regime de trocas inter- portância à nova meta: a de tornar-se nacionais, registrou-se em favor do mer- ressegurador internacional. cado brasileiro um saldo financeiro de Trata-se - diz o agente de objetivo US$ 16,8 milhões. Tal cifra representa que constitui corolário inevitável e nequase o sêxtuplo do saldo do balanço to- cessário da atual política de seguros e tal das operações internacionais realiza- do desenvolvimento econômico nacional. das pelo IRB, no p,;ríodo 1940/ 69 , expri- As sociedades seguradoras, de uma parmindo os efeitos da nova política exter- te, impulsionadas pelo processo evolutina adotada a partir de 1970. vo já desencadeado pelo Governo, terão Acrescenta o documento que essa condições patrimoniais e técnicas para política visa ao equilíbrio das trocas num preencher em proporção cada vez maior, regime de reciprocidade. O IRB se orien- em termos de absorção e retenção de resta não apenas no sentido de ajustar as ponsabilidades, o espaço operacional até cessões externas ao nível das necessída- aqui ocupado pelo IRB. De outra parte , des e conveniências da economia nacio- a economia nacional, polarizando gradanal, mas também no de captar, externa- tivamente na área externa das exportamente, um ingresso de operações e divi- ções a produção de estímulos para o seu sas em volume compatível com o dos ne- crescimento, passa a exigir cada vez gócios cedidos ao mercado internacional. mais uma infra-estrutura de serviços Dentro dessa orientação, foram revistos como os de seguros e resseguros que lhe aumentados substancialmente, em 1971, dêem apoio logístico a essa expansão inos índices de capacidade operacional do ternacional. sistema brasileiro (integrado pelo IRB e Para ativar o seu crescimento interpelas sociedades seguradoras), tanto no nacional em forma sistemática e bem esque se refere aos planos e prioridades de truturada, o que implica a necessidade retenção estabelecidos nos contratos de de adequados e eficientes instrumentos resseguro ao exterior, como no tocante de op,eração, o IRB dará início em breve 1lEVISTA DE SEGUROS
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através do escritório de Londres, à montagem de uma rede de órgãos semelhantes, crescente á medida que justifique o volume dos negócios externos captados. No contexto da nova política externa incluem-se os seguros de importações. Quanto ao primeiro desses seguros, o IRB promoveu em 1971 drásticas reduções tarifárias, de modo a propiciarem; a) custos mais convenientes ao exportador e à preservação do seu poder de competição; b) expansão conseqüente das operações do mercado segurador brasileiro na modalidade. MERCADO GANHA US$ 2 MILHõES DE DIVISAS POR ANO Com relação ao crescimento interno, ressalta o documento que a capacidade retentiva do mercado brasileiro foi substancialmente aumentada em 1971, tanto nas operações diretas de seguros como nas indiretas e de retrocessões. Em todas as modalidades e, em particular nas carteiras de incêndio e de riscos diversos. No ramo acidentes pessoais a elevação foi de forma a eliminar até mesmo o resseguro automático no exterior. Um capítulo à parte, nesse quadro geral do aumento da capacidade retentiva do mercado brasileiro, é constituído pelo ramo Cascos Marítimos, setor em que se introduziram alterações de profundidade. Não só a retenção foi triplicada, elevando-se a US$ 500 mil para US$ 1,5 milhão, como o sistema e a estrutura do resseguro externo foram radicalmente modificados, prevendo-se como conseqüência uma economia de divisas da ordem de US$ 2 milhões anuais. A tudo isso acrescenta-se o fato sobremodo importante de que a taxação dos seguros passará a ser feita no mercado interno, através de órgão técnico já criado 82
e do qual participam representantes do IRB, dos seguradores, da SUSEP, dos ar• madores e da SUNAMAN. A autonomia brasileira na tarifação de Cascos é conquista de natureza fundamental, isentando o mercado nacional dos efeitos de oscilações constantes e desfavoraveis do mercado internacional. Outra medida de largo alcance foi a disciplina das colocações externas de excedentes da capacidade nacional, no ramo Aeronáutico (casos e responsabililidade civil). O sistema tem o objetivo e o efeito de determinar, com rigor, nacional, identificadas em cada caso mediante o cotejo dos resultados das consultas processadas por diferentes fontes (de uma parte o IRB, de outra as próprias empresas de aviação, através de seus corretores). Quem obtiver melhor taxação se incumbirá das operações conseqüentes, mas o IRB e o Banco Central sempre terão controle perfeito e completo do movimento financeiro pertinente, através da documentação que lhes será enviada pelos intermediários nacionais, no caso de operações externas por estes colocadas. A marcha e o comportamento do ramo, portanto, ficarão sob o duplo controle das taxações do mercado internacional e dos fluxos financeiros correspondentes. Segundo a análise o setor incêndio foi outro em que ocorreu ascensão destacada da capacidade de retenção do mercado nacional. Mas nessa carteira se observou, por outro lado, que atingira etapa o processo de mudança qualitativa de importante contingente de riscos. Trata-se de fenômeno inerente ao desenvolvimento econômico. A este é implícito e mesmo indispensável o avanço na escala das atividades produtivas e nas dimensões da estrutura empresarial. E dai provém, como conseqüencia natural, a hipertrofia de crescente número de r~ verticalizando-se uma faixa cada ves maior da massa segurada, em detrimenREVISTA DE SEGUD
do respectivo equilíbrio técnico. A pre- . explica a pequena elevação do percendesse fenômeno tornou imperativa necessidade de radical transformação bases do resseguro contrato no exte0 modelo "excesso de danos", cuja wrt.n1r!'1 massifica os riscos e os nivela mesmos limites de perda, não atenàs exigências de cobertura e à agratécnica decorrentes da verticaliparcial da massa ressegurável. Por tal esquema foi substituído pelo de """""""'·'""' de responsabilidades", de caopostas, pois individualiza riscos através de tratamento l!specífiA substituição, portanto, ampliou mais adequada a cobertura distrazendo ao mercado a segurantécnica de que ele passou a neces-
tual que definiu, globalmente, as cessões de prêmios do mercado interno ao exterior. EXP~<\NSÃO
OBRIGA REVISÃO DO SISTEMA TARIFÁRIO
Para reduzir os efeitos técnicos da parte altamente verticalizada da massa de seguros incêndio, tanto sobre a álea global da carteira como sobre o com1portamento do respectivo resseguro internacional, foram postas em prática as medidas mais indicadas. Empreendeu-se a revisão do sistema tarifário a eles aplicável e deu-se início à execução, em ritmo de urgência, de um programa de insTal substituição importou na troca peções. Este último, visando ao levantasistemas fundamentalmente hetero- mento de deficiências e insuficiências de Jêneos, com vantagem apreciável para instalações de segurança contra eventos omercado brasileiro. Isto porque, ao in- danosos, servirá de base e esquema não lá; de uma cobertura não raro menor só para a elevação dos padrões técnicos dos riscos segurados como, também, para ~ proporcional para suas perdas nos pndes sinistros, )Passou a desfrutar de a melhora dos índices de proteção do sisuma cobertura direta e rigidamente pro- tema produtivo do País contra sinistro que lhe afetem o ritmo de atividades. Os P>J'Cional. interesses postos dessa maneira em salA heterogeneidade dos esquemas vaguarda são, portanto, inclusive de caDão permite um cotejo válido entre am- ráter macro-econômico. Jo;, em termos de cessões de prêmios. Iniciativa de largo alcance, no senPode-se entanto, afirmar que o plano ldotado, implicando aparente e apenas tido de colocar-se em termos racionais mntábil acréscimo dos prêmios de resse- e sistemáticos os problemas brasileiros curo internacional, encerra condições e de segurança contra riscos materiais das Y8Iltagens que o fazem tão ou mais eco- atividades econômicas, foi a criação do nômico que seu predecessor. Entre essas Centro de Pesquisa na Escola Nacional mndições figura a dedução de uma co- de Seguros. Esta, que vem iniciando com missão variável (36 a 40 por cento) em êxito suas atividades educacionais, reafunção do volume de prêmios cedidos, e lizou curso de preparação de profissioa cláusula de retenção de reservas téc- nais de nível superior para as tarefas de Dicas (40 por cento) reduzindo-se subs- inspeção de riscos. tancialmente as transferências líquidas Não só através do resseguro, mas para o exterior. por meio também da contribuição direEssa reestruturação do ramo incên- ta ao aprimoramento e atualização das dio, feita em proveito da segurança téc- bases operacionais do seguro, empenhaDica e econômica do mercado interno, se o IRB em cumprir a função legal de 83
promover o desenvolvimento do mercado segurador brasileiro. Dentro dessa linha tomou numerosas iniciativas em 1971, devendo-se destacar : - o apoio técnico dado à implantação do seguro rural em São Paulo , inclusive proporcionando cobertura de resseguro ; 2 - a realização de uma sene de palestras e de intenso trabalho de divulgação direta, nos meios empresariais, dos seguros de crédito (interno e externo) e de quebra de máquinas; 3 - revisão dos planos de resseguro de vida em grupo, objetivando flexibilizá-los para se tornarem instrumento de incentivo às perspectivas de expansão do mercado no seguro direto ; 4 - realização de estudos de profundidade, inclusive no exterior sobre · o performance bond (seguro de garantia e desempenho) , a fim de alcançar-se o
melhor e mais adequado projeto de implantação da modalidade no País; 5 - Exame crítico permanente desempenho de seguro habitacional, com vistas a harmonizarem-se suas implica· ções de natureza técnica com as de or· dem social; 6 - estruturação de garantias e condições tarifárias para várias modalidades facultativas de seguros de re. ponsabilidade civil para expansão racional e oportuna da carteira; 7 - redução tarifária do seguro de lucros cessantes ;para criar incentivos à respectiva procura; 8 - modificação de rotinas operacionais do seguro de crédito interno, bem como ampliação da faixa de autonoiiÚI das sociedades seguradoras na liquidaçâlt de sinistro do ramo, a fim de imprimir maior dinamismo ao desempenho da carteira e do seu ritimo de crescimento.
JOHNSON &
HIGGINS
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SALVADOR Rua da Bélgica, 10, s/107, tel. : 2-1057 CAMPINAS Av. Francisco Glicério, 1329, tel.: 9-21116
Comissário de Avarias em Lisboa quer representar Seguradoras Brasileiras As seguradoras brasileiras que dese- 30 anos e nos tem dado todo o apoio, frujarem contar com os serviços de comis- to da sua experiência, e enorme prestí-
ários de avarias ou liquidadores de siJiistros em Portugal e no Ultramar Português, poderão contar com os serviços de uma empresa cuja atuação, em três mos, lhe permitiu conquistar "a maioria do mercado nacional", representando ainda "todas as seguradoras espanholas ecm ramo de transportes". A empresa - COMISMAR, SocieGlde Portuguesa de Superintendência e Peritagens - acaba de enviar correspondência naquele sentido ao Sr. Mário Ramos da Costa, chefe do Departamen~ Jurídico do Instituto de Resseguros &I Brasil. Para conhecimento do mercackl segurador brasileiro, e com a devida autorização, reproduzimos, "ipsis-litteris", o texto da carta em referência. A CARTA
"Conforme tivemos ocasião de referir a V. Exa. a n / Sociedade tem como asllciada a congenere COMISARIADO ISPANOL MARíTIMO (MADRID) que actua no n / âmbito de ação há cerca de
gio; queremos ainda esclarecer que somos a única empresa portuguesa de Comissários de Avarias e Peritos (Carga e Navios-Casco), de cariz independente e que muito nos agradaria dadas, além do mais, as estreitas relações entre Portugal e o Brasil trabalhar para as Seguradoras do v/ país, tanto mais que ao longo dos nossos 3 anos de actividades conquistamos a maioria do mercado nacional a actuamos para diversos consórcios estrangeiros, nomeadamente para todas as seguradoras Espanholas com Ramo de Transportes. Este incremento da COMISMAR levou-nos a estender a n / actividade ao Ultramar Português, onde possuímos Sociedades próprias em Angola e Maçambique e Delegações em outras diversas províncias de além mar, conforme listas em anexo. Não queremos deixar de transmitir a V. Exa. uma breve ideia das nossas tabelas de preços para intervenções em mercadorias e navios (casco) a saber:
I - MERCADORIAS 1.
Controles de descarga e embarque
Por dia ou fracção .. ...... . .. . . . . 2.
300$00
Certificados de A varias
2.1 Quando a a varia se cifra até 1. 000$00
2.2 Quando 2.3 Quando 2.4 Quando
'2 .5 Quando
... ...... .. . .... ... .. a varia se cifra entre 1. 000 $00 e 2 . 500$00 . . . ...... . .. a avaria se cifra entre 2. 50'0$00 e 5. 000$00 .. ... .. . a a varia se cifra entre 5. 00 0$00 e 1O. 000$00 .......... a avaria se cifra acima de 10.000$00 . . .............
UVISTA DE SEGUROS
. . . .
300$00 350$00 400$00 450$00 500$00 85
II -
NAVIOS (CASCO)
1.
Peritagens
1.1 1.2 1.3
Primeira visita de Inspecção, com reconhecimento e certificação de avaria até 10.000$00 .. .. ...... .. ............. . ..... . 500$00 Idem até 50 . 000$00 . . . . . . . . . . . . . ... . . . .............. . ..... . 750·$00 Idem acima 50.000$00 .. ... . . (1° visita) .................. . 1.300$00
2.
Visitas seguintes (se necessário)
2.1
Cascos de 1 . 1 .. . ... .. ...... . .. . Cascos de 1 . 2 Cascos de 1 . 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ......................... .
2.2 2.3
N. B. Tanto para mercadorias como para navios, os preços citados siiJ.'J válidos para máxima de .um dia útil de trabalho, das 8 às 17h. Horas extras, traballios nocturnos, em feriados, domingos etc., serão debitados de acordo com as nwmas usuais. Postas estas breves considerações no intuito de esclarecer V. Exa., resta-nos agradecer antecipadamente 10 interesse que se dignar dispensar locaknente à actividade da COMISMAR e ficar à V/ inteira disposição para darmos andamento a qualquer assunto relacionado com a actividade do 1Instituto de Resse-
300$00 500$00 800$00
gums do Brasil no âmbito de elo de li· gação com quem V. Exa. achar orportuno ou sob qualquer outra forma de colabo· ração.
Veria a n / Sociedade com o maior interesse, representar em Portugal Con· tinental e Ultramarino, Seguradoras Brasileiras ou Associações não só no âmbito de seus Comissários de Avarias como inclusivamente no de seus liquidadoras de Sinistro e encarregados de recuperações". N. da R.- Endereço da COMISMAR Rua do Arsenal, 148 - 4° D. End. Teleg. - Peritosmar.
MAX P·OCHON S. A. COMISSõES E REPRESENTAÇõES C.G.C. 61.403 ·655/001 Firma fundada em 1925 -
CAPITAL: Cr$ 480 .000,00
Representantes Gerais para o Estado de São Paulo, de: L'Union Des Assurances de Paris - I.A.R.D." Fundada em 1828 Cia. PELOTENSE de Seguros Gerais fundada em 1874 Cia. de Seguros Maritimos e Terrestres INDENIZADORA Fundada em 1888 Sede Própria: RUA BARÃO DE ITAPETININGA, 275 - 3.• andar Caixa Postal, 1.673 - Fones: 32-5460 - 37-3938 e 36-5141 Enderêços Telegráficos: UNIOCIE e POCHON - São Paulo
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REVISTA DE SEGUD
IRB aprova Esquema para Garantia de Contratos
vadas pelo IRE serão, posteriormente, submetidas à SUSEP na forma da Circular n .0 14 de 29-04-1968 daquela Superintendência. 1 . 2 - Retenção no País: Até 40 % do valor da responsabilidade, a critério do IRE. 1.2.1 - Retenção direta da Seguradora/Garantidora: a) mínima: 1 (um) limite de Operação. b) máxima : 30 % do valor total da. responsabilidade, entretanto, a 3 (três) limites de operação. OES: - Cada caso deverá ser estudado individualmente.
O Instituto de Resseguros do Brasil aprovou a Circular Presi/33, que se
refere ao "Esquema Transitório de operações de Seguro de Garantia de Obrigações" (contract bonds) a ser adotado, a título precário pelas seguradoras autorizadas a operar na modalidade, que garante os prejuízos decorrentes do não cum,primento de um contrato. Enquanto isso, são efetuados os estudos destinados à implantação do plano definitivo das operações desse tipo de seguro no Brasil. Diz o comunicado do IRB que só poderão operar nesse esquema as seguradoras nacionais com ativo líquido igual ou superior a Cr$ 6 milhões. Nessa hipótese foram relacionadas apenas 22 sociedades que tiveram o limite de operações estabelecido ,c onforme o patrimônio disponível. CIRCULAR 1 - Operação normal: (de iniciativa da Seguradora nacional) . 1.1 A Seguradora/Garantidora deverá coordenar-se com IRE para obtenção junto a Ressegurador do exterior, de condições e taxas a serem aprovadas pelo IRE. 1.1.1 - As Condições e taxas aproREVISTA DE SEGUROS
1.2.2. -
Retenção IRE:
a) máxima: 10%. b) máxima: diferença entre a retenção. no país estabelecida no subitem 1.2 acima e a assumida pela Seguradora/Garantidora. 1.3 - Colocação no exterior: 1.3.1 - Será feita diretamente pelo IRE em ressegurador escolhido pela Seguradora/Garantidora, cont1orme dispõe o item 1.1. 1.3.2- O IRE poderá recusar oressegurador escolhido e solicitar a sua substituição. 1.4 - Limite máximo de Garantia. a ser admitida: 25 % (vinte e cinco Por cento) do valor total do empreendimento constante do Contrato de Construção (Main Contract) . 2 - OperaçãO Especial- (Proting): 2.1 - Como operação de iniciativa do garantidor no exterior, que assume até e, de preferência, 100 % das responsabilidades, a Seguradora/ Garantidora nacional poderá atuar de duas maneiras: 2.1.1 - Emitir apenas a apólice garantindo ao Contratante</Beneficiário nacional que a obrigação contratual assumida pelo C'ontratado/Garantido, 87'
do exterior, será cumprida em todas as suas formas e especificações. 2.1.1.1 - Neste caso a Seguradora ressegurará a totalidade de responsabilidade assumida na garantidora, ofertante do exterior, através do IRB; este. por sua vez poderá reter, se assim quiser, pequena parte das responsabilidades ; ou 2.1.2 - Emitir a apólice, participando diretamente de pequena parte das responsabilidades, com resseguro parte no IRB e o restante na garantidora ofertante, no exterior. A colocação do resseguro no exterior será sempre efetuada através do IRB. 2.2 - Comissão do Seguro e Resseguro: 2.2.1 - Ao emitir apenas, a apólice nas condições previstas no subitem 2.1.1 acima, a seguradora receberá uma comissão que variará de 5 a 10 % , dependendo do garantidor ofertante, para fazer face às despesas administrativas que tiver com a emissão da apólice. Ao IRB deverá ser paga também uma Ccmissão, a título de prestação de serviços, uma vez que a colocação no exterior será feita por seu intermédio. 2.2.2 - Ao emitir a apólice nas con-dições previstas no subitem 2. 1. 2, acima, tanto a Seguradora/Garantidora como o próprio IRB, além de receberem a comissão pela emissão da apólice e colocação do resseguro no exterior receberão também as comissões de seguro e de resseguro referentes às participações assumidas e retidas no mercado nacional ' respectivamente. 3 -Terminologia: são assim definidos os termos abaixo relacionados para efeito do Seguro de Garantia de Obrigações. Segur,adora-Garantidora: 3.1. Sociedade autorizada /pela Superintendência de Seguros Privados a operar em Seguro de Garantia de Obrigações. 3 .2 - Contratado-Garantido: pessoa jurídica que tiver assumido uma
obrigação de fazer, em contrato (Principal), firmado com o Contratante-Benefi-ciário. 3.3- Contratante-Beneficiário: pessoa física ou jurídica parte do contrato principal, em favor do qual é concedida a garantia. É o Segurado, nesta modalidade de Seguro. 3.4 .-.::. Limite de Garantia : percentagem máxima de garantia a ser admitida pela Seguradora-Garantidora a ser aplicada sobre o valor global do contrato principaL 3 . 5 - Importância Segurada: valor em cruzeiros correspondente ao Limite de Garantia. 3.6 - Contrato Principal : Contrato celebrado entre o contratante-beneficiário (segurado) e o contratado-garantido, no qual são estabelecidas as obrigações abrangidas pela cobertura do Seguro.
Companhias que podem operar Ativo Líquido Limite de Operações Sociedade (Cr$) {Cr$) Itatiaia .. . ... . .. . . . Boavista .... . ..... . S .A .T.M .A . . . ... . . Ipiranga ... . ...... . Estado de São Paulo Lloyd Ind. S. Americano .. . .... . . . .. . Brasil ....... . . .. . . . Paulista . . . .. . . .. . . São Paulo .... . . . . . Internacional .. .. . . União .. . . .... . . . . . . Itaú Seguradora . . . Atlântica . ..... ... . Fortaleza . .... .... . Piratininga ..... .. . Minas Brasil . ..... . Induseg ... . ... ... . . Nacional ... . . .. . . . . Garantia ,...... .... . Aliança da Bahia .. Americana .. .. ... . . Seguros da Bahia
6 .069 .255,19 13 . 171.614,51 29.325.643,70 6 . 498 . 053,87 20 . 930 . 519,27
123 .000 177 .0011 252.000 126 000 219 .000
7 219 059,62 13 . 675.046,78 11.657 977,67 15 . 354.318,02 23 .881.309,81 15 504 .024,42 36 . 794 .040,53 10 . 821.418,45 7 083 559,02 9 . 559 275,76 15 . 493 .090,87 8.718 .377,31 8 498 761 ,84 10 . 485 . 152,03 15 . 513 .463,08 10 . 384 .765,51 9 . 681.433,17
132.000 180 .000 165 .000 189.000 231.008 189.000 273 .000 159.000 132 000 150.000 189 .000 144.000 144.000 159.000 189.1101 156 .000 153.000
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REVISTA DE SEGL'BOI
Grupo Andino árrecada 365 milhões.
de dolares
de Premies e propõe
maior intercâmbio na Região Em 1970, o volume de prêmios das companhias de seguros que operam na área do Grupo Andino- Bolívia, Equador, Chile, Peru, Colômbia, e Venezuela -atingiu a US$ 365 milhões, estimando-se que, em 1972, a arrecadação alcance o nível de US$ 400 milhões. É o que revela documento distribuído às fontes seguradoras, logo após o encontro de empresários do setor, realizado em Bogotá, no último mês de junho.
Segundo documento, o total de prêmios retidos na área representou 65 % , enquanto 35 % foram cedidos, principalmente, aos mercados tradicionais de resseguros da Europa e dos Estados Unidos, sendo muito pequeno o volume de transacionados entre os países do Grupo Andino. INTERCÂMBIO
No volume de prêmios arrecadados em 1970, os países andinos tiveram a seguinte participação: Bolívia- US$ . .. . 5.000; Equador - US$ 9 . 000 ; Chile US$ 47. 000; Peru- US$ 67 . 000; Colômbia- US$ 81.000 ; Venezuela- US$ .. . 156 .000. Abordando . a posição dos Estados trnidos e da Europa como resseguradores, no contexto do mercado andino, assina!aram os representantes das empresas seguradoras que se torna indispensável reforçar a política de resseguros entre os países da área, a fim de se atingir um nível tecnicamente aconselhável na caREVISTA DE SEGUROS
pacidade de r 1etenção dos J.1iscos . Essa providência - esclarecem os empresários - exige, porém, um processo gradual, mesmo porque os grandes riscos industriais existentes como terremotos, motins, cascos aéreos e marítimos exigem retenções tão elevadas que não poderiam ser mantidas na área andina. Ainda que os prêmios cedidos aos mercados resseguradores da Europa e dos Estados Unidos sejam estimados em US$ 128 milhões, em 1970 c saldo remanescente que percebem aqueles mercados representa uma média inferior a US$ 10 milhões anuais, visto que, dos prêmios cedidos, é necessário deduzir-se os sinistros, comissões de retorno, impostos , ajustes de reservas de prêmios, etc. INTEGRAÇÃO
Durante o encontro de seguradores e resseguradores, foi analisada ainda a possibilidade de criação de uma resseguradora multinacional, segundo interesse demonstrado pela Corporação Andina de Fomento. Na opinião da mawna dos empresários, a retenção das resseguradoras depende mais de suas reservas e do seu volume de prêmios que do seu capital. Ademais - continuaram - atualment e existem na área andina oito resseguradoras, sendo uma no Chile, duas no Peru, três na Venezuela e duas na Co(cont. na pag. 96)
lPIRANGA
ANCHIETA
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SUL BRASIL
Matrizes: São Paulo --Rua Barão de Itapetininga n.o 151 - 7. 0 and. Pôrto Alegre - Rua dos Andradas, n .o 1. 332 Sucursal da Guanabara : Av. Almirante Barroso, n.o 90 - 10.0 andar Operam em: Roubo- Incêndio- Automóveis- Recovat- Trans· portes - Acidentes Pessoais - Responsabilidade Civil - Vidros- Fidelidade- Tumultos- Lucros Cessantes - Casco - Riscos Diversos - Crédito Interno Aeronáuticos - Crédito à Exportação
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100 ANOS DE CONFIANÇA EM SEGUROS Diretoria: OCTAVIO F. NOVAL J ú NIOR Diretor-Presidente RENATO FERREIRA NOVAL Diretor-Superintendente ORLANDO DA SILVA GOMES Diretor-C.'erente Sed,~ própria : Rua do Carmo, 43 - 8. • andar Tels.: 222-1900 (rêde interna) 232-4 701 e 222-5780 RIO DE JANEIRO Sucursal em São Paulo (sede própria) : Largo de São Francisco, 34, 6.• andar Tels.: 32-2218 e 35-6566 Agências em vários Estados do Brasil
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REVISTA DE SEGUD
Bruto em 1974. Esta afirmativa em números, para melhor visualização, representou dizer que : Se no fim dos 60 anos o Mercado Segurador Brasileiro gerou pouco mais de 270 milhões de dólares em prêmios de seguros; Se ano passado já chegamos aos 400 milhões de dólares; Será necessário obtermos perto de 640 milhões de dólares ao final deste ano; Alcançamos 970 milhões de dólares ao final de 1973; Para em 1974 atingirmos a meta programada de 1 . 500 milhões de dólares. (Esta escala foi construída correlacionando-se o crescimento projetado par:a Roberto Cardoso de Souza o PNB brasileiro com a participação de 3 % (três por cento) determinada para o setor) . Meus senhores: US$ 1.500.000.00 de dólares ao câmbio atual corresponde N. da R. : Publicamos abaixo a ín- a cerca de Cr$ 9. 000.000.000,00 (nove tegra da palestra proferida pelo Su- bilhões de cruzeiros) . Colocamos então a pergunta: Qual pervisor de Produção da Sul América Terrestres, Marítimos e Aciden- participação percentual de sua Seguradentes, durante o Curso de Gerência dora no Mercado? Quanto ela precisará Financeira de Seguros, no Institu- estar arrecadando em prêmios em 1974 to Superior de Estudos Contábeis, para que seja apenas mantida sua coloda Fundação Getúlio Vargas. Em cação relativa, considerando-se que as sua palestra, o Sr. Roberto Cardoso concorrentes consigam crescer na razão de Souza aborda aspectos da comer- proclamada pelo Governo? cialização do seguro e a necessidade Quando constatamos que tanto a de uma dinâmica política de marke- Superintendên~ia de Seguros Privados ting. quanto o Instituto de Resseguros do Brasil procuram melhor aparelharem-se para o "salto" exigido ao setor. Neste mesmo auditório, o Dr. José "Neste momento em que congratuLopes de Oliveira - Dignissimo Presilo com a Fundação Getúlio Vargas tenho a certeza, em nome de todos os dente do IRB - dizia-lhes no último empresários de nosso Mercado Segurador dia 15: O IRB estará sempre disposto a coPrivado - pela realização de mais este curso especificamente programado para laborar amplamente na realização desse o aperfeiçoamento da Gerência Financei- justo e necessário objetivo. O resseguro, ra de nosso sistema, parabenizo em espe- por ser comp~emento indispensável do cial a direção do Instituto Superior de seguro na execução do princípio técnico Estudos Contábeis pela visão da inicia- da pulverização de riscos, a ele está intitiva de ·incluir uma ,palestra sobre "mar- mamente associado. Não se pode enten'keting de Seguros" dentre as proferidas der, consequentemente, . que dois camineste encerramento de currículo. nhem em descompasso, um perturbando Qando nosso Exmo. Ministro da In- a expansão do outro. O resseguro, colocadústria e do Comércio, Dr. Marcus Viní- do na retaguarda, não pode ser acionado cius Pratini de Morais, declarou ser me- como mecanismo de_freio do desenvolvita do Governo a expansão do Seguro Pri- mento do seguro". E disse mais: "Oresvado- só ele e não todo o complexo seguro, portanto, como o encaro, é tamprevidenciário - a ponto de se alcançar bém instrumento de arrimo á política de arrecadação de prêmios equivalente a "marketing do seguro." 3% (três por cento) do Produto Nacional Quando ainda percebemos que os
Marketing
de Seguros
REVISTA DE SEGUROS
91
Corretores Habilitados ,ítem importante e atuante do Sistema Nacional de Seguros Privados, procuram também dinamizar suas atuações e seus serviços para a melhor e mais ampla divulgação dos planos de seguros aprovados. Qando verificamos que já temos 100 milhões de habitantes no nosso país. (Segundo estudo realizado pelo BNH, atingimos esta massa populacional no último dia 21). Temos um mercado onde nascem 10.000 criança por dia. Neste mês de agosto nascerão aproximadamente 310.000 novos consumidores em poten· cial. Quando, em contrapartida, concluimos que mesmo considerando-se o risco eminente acorbertado pelo seguro de automóveis, no Brasil, para frota segurável de ordem de 3.000.000 a 4.000.000 de veículos, apenas cerca de 10 % (dez por cento) , 300 . 000 a 100 . 000 veículos estão segurados. Restará para as Sociedades Autorizadas a Operar em Seguros Privados Seguradoras- a função de, dinamizando suas operações de captação de prêmios com o auxílio de uma efetiva política de "marketing", colaborarem para o êxito do objetivo final. A preocupação com o estudo dos problemas de comercialização de seguros no Brasil vem se demonstrando existente e alvo do trabalho dos empresários do setor. É um tema praticamente obrigatório nos dias correntes a ponto de o Sindicato das Empresas de Seguros da Guanabara vir proporcionando cursos aos executivos do setor, em convênio com esta mesma Fundação, procurando imprimir-lhes noções básicas de "introdução á teoria do Marketing" e também alguma coisa sobre "Marketing de seguros". Nossa próxima sa Conferência Brasileira de Seguros Privados, no mês de setembro, terá como ítem principal da agenda dos trabalhos o "Marketing" para o setor. O QUE
É
MARKETING
Mas afinal, o que é "marketing"? O desconhecido é sempre exagerado assim diziam os romanos. E assim foi com o "marketing" no Brasil, por muitos anos. Não o conhecíamos e, por não conhecermos, davamos-lhe o caráter 92
de cabulosa magia negra, espécie de · to secreto de alguns demônios america· nos. Como consequencia, sempre que especialista, vindo dos Estados Unid nos falava de "marketing", nós o tomá vamos por mágico. Mas, sempre que nosso patrício se aventurava a adentr no assunto, nós o tomávamos por · ficador. Mas uma prova, talvez, de qu o subdesenvolvimento é, acima de tudo, um estado de espírito. No seu sentido mais amplo e de acôrdo com uma definição propositada· mente genérica, aprovada pela "Arnerican Marketing Association", "marketing" é a planificação e execução de um conjunto de atividades comerciais. tendo como objetivo final a troca de produtos ou serviços, entre produtores e consumidores. Mas tal definição dt maneira alguma reflete um fato novo ou original. Vários indícios sugerem que ela foi pelo menos aflorada pelos grandes economistas ingleses dos séculos XVIII e XIX. E de certa fo~ma extraordinário que um dos economistas clássicos inglêses, Torrens, tenha antecipado numa passagem inspirada uma definição de "marketing" que veio a ser largamente empregada cem anas depois. Torrens escreveu : "Criam riqueza e utilidade, tanto quanto as atividades produtoras piropl'li.amemte ditas, aquelas atividades destinadas a tornar as mercadorias disponíveis em momentos e lugares onde a demanda é maior do que no momento e lugar em que as mesmas foram produzidas. Em outras palavras, To.rrens, lançou as bases para aqueles que hoje definem o "marketing'" como sendo o processo que virá a levar a mercadoria certa ao consumidor certo, nc lugar certo e no tempo certo. Esta de~inição sintetizada bem, a nosso ver, a lei básica e imutável de qut "Quanto maiores forem a capacidade e a propensão a consumir de uma determinada sociedade, maior será a influ· ência que exercerão os consumidores na determinação do que será produzido e consumido." Resumindo-se: "produz-se aquilo que os consumidores desejam... A General Motors sabe que essa é a lei inexorável da consumocracia. Por isso, antes de decidir como será o seu carro modelo 1974, ouvirá certamentt milhares de consumidores em potencial REVISTA DE SEGUIOI
&mdará suas opiniões, anotará seus anseios e motivações e forçará depois os engenheiros da fábrica a esquecerem suas próprias opiniões, para se apro~ima rem daquilo que o ocmsumidor estará propenso a comprar. Vejam bem, General Motors não imporá suas verdades, mas sim, procurará alcançar os desejos do seu consumidor potencial. Estrapolem este ensinamento para nosso atual Mercado Segurador Brasileiro e tentem medir quantas Seguradoras já procedem assim. evidente que a General Motors faz tudo isso movida por um único intuito: vender m..,ais carros e ganhar mais dinheiro. Mas, pergunte-se, e o que há de errado nisso? Keynes já disse : o que move a economia de um país não é a poupança; é o lucro. Para um sociólogo, luero deveria ser a palavra mais bela da língua. Até os planejadores soviéticos já descobriram que sem a esperança do lucro é quase impossível tirar o homem do lugar. É
Ainda como conclusão da última e sintetizada definição de "marketing", devemos verificar que inegavelmente o ''marketing", é uma técnica que deve ser executada por um profissional. Vale dizer, achamos que o Mercado Segurador deverá procurar profisssional, conhecedores da teoria básica do "marketing", já existente em nosso país (mais concentradamente na área do "marketing do produto") e trazê-los para nossa área de "serviços", onde a médio prazo e, após ganharem conhecimento técnico de seguros, pQderão realmente apresentar produtividade. Uma fase inicial de investimento é indipensável e, creiam, o dispendio atual será no futuro bem recompensado. Não acreditamos que os próprios executivos atuais de p.osso Mercado tenham condições de, apesa:r de conhecerem profundamente seguros ,no meio de suas atribuiféíes rotineiras e bem absorventes aprenderem técnicas de "marketing" suficiente para alcançarmos as metas programadas. UMA NOVA ERA I
Tivemos a oportunidade de participar, no último mês de junho próximo mnnBTA DE SEGUROS
passado, da Semana Internacional do Marketing de Seguros, realizada em Versailles, na França. Pudemos verificar que á execessão do americano e do ingles, os demais povos da Europa e do mundo ainda cultivam saudáveis dúvidas em matéria de "marketing para seguros". Contudo, não param de estudar, de tentar mediv a força e o valo~ desta ou daquela iniciativa. Quando começaram, cada um em seus paises, com suas características próprias, também sabiam bem pouco. Hoje, alguns conceitos básicos parecem ser indiscutíveis; tais como: 1) a criação de um "Banco de Dados'' vinculado á Federação das Empresas somente, e para o qual as Companhias regularmente enviam t odos os seus números, que são prontamente entabulados e colocados á diposição da Diretoria de qualquer outra Seguradora associada. 2) A administração por objetivos para toda a emprêsa. Vale dizer, não lhes parece mais certo que apenas os setores que aqui chamamos da "produção" recebam metas a cumprir. Também os setores que aqui chamamos "técnicos", que, em última análise, são responsáveis pela aprovação das vendas, passem a ter a mesma preocupação e responsabilidade quanto ao altcance das ci'tadas metas. 3) O valor do "marketing" como estímulo á criatividade das emprêsas: 3 .1) de novos produtos (estão aí alguns exemplos: o seguro de importações, o seguro de quebra de máquinas, os diversos tipos de contract bonds", o seguro saúde e muitas outras modalidades que ainda estão por vir) . 3. 2) de novas áreas para comercialização (são os famosos novos canais de comercialização, tais como o foram os Fundos de Investimento quando lançanmos o Seguro de Vida e Acidentes acoplado ao valor do investimento realizado, criamos uma nova necessidade á concorrência do setor - profundamente competitivo - quando, pelo efeito demonstração, gerou-se um efeito multiplicação, pelo qual rapidamente outros Fundos precisaram também juntar o seguro ás 93
vantagens oferecidas para conquistar novos clientes. Dentro desta linha, já existem no Exterior interessantíssimos planos vinculáveis às fábricas de veículos automo. . tores, aos revendedores de eletrodomésticos e até para as associações de filantropia. Sendo a despesa de seguro reconhecidamente situada numa 2a. linha do orçamento de cada um (permanecem com prioridade ítens como a alimentação, o vestuário, a saúde e higiene, etc .. ) , o que se procura é, abstraindo-se da venda individualizada - hoje a mais frequente e disputada no sistema-, alcançar-se a venda coletiva, utilizando-se para tanto outros canais de comercialização em que o seguro seja apenas anexado ao bem ou serviço principal. 4) A preocupação de acelerar a habitação do Corretor Oficial. Habilitação essa que nos parece indiscutível e necessária para o Mercado, mas que, contudo, poderia ser simplificada no que se refere ás rotinas existentes. 5.) O valor do "marketing" como aperfeiçoamento da técnica de comunicação com a massa. 5 .1) através de programas institucionais e venda da imagem positiva do seguro; e
5. 2) construção de imagem positiva para as Companhias. A ganda das Seguradoras nunca ser agressiva ou pejorativa no das outras emprêsas do mercado, ou das sofrerão por esta venda de negativa. E, ainda, alguns outros tantos tos que poderíamos citar e que não o zemos para não prolongar em ueimlllll"i do esta conversa. O importante é estarmos todos cientes de que uma nova era se no Mercado Segurador Brasileiro. senhores, que são os executivos ....,.........-, ros das principais empresas (:PO'llr!lnl'l• do país, precisam se conscientizar de também estão engajados no processo mo estão os homens diretamente ás vendas. O "marketing - mind" necessário implantar desde o mais de servidor ao mais conservador de todas as Seguradoras. Sabemos que problemas existentes a enfrentar são poucos para alcançarmos o nível expansão pretendido. Mas temos a teza de que não estamos sozinhos, o Governo, no clima de compreensão de ação harmoniosa em que hoje conosco, nos ajudará a vencer todas dificuldades e de todos os esforços ~ girá o resultado final que será- o cret' cimento do País."
COMPANHIA DE SEGUROS
ARGOS FLUMINENSE FUNDADA EM 1845
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94
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s/921/924
Nova Forma Contábil • torna ma1s realista • - dos Balanços pOSIÇaO O Sr. Renato Araújo, técnico da SUSEP, informou que a redução percentual da expansão observada em 1971, não exprime a real situação do setor de seguros. Desta forma, frisou, estabeleceu o Conselho Nacional de Seguros Privados que, a partir de 1.0 de janeiro deste ano, os prêmios de seguros seriam contabilizados como receita após o seu recebimento e determinou que, no encerramento do exercício de 1971, fossem estornados da receita os prêmios das apólices que se achavam em cobrança. Acrescentou que no período de 1970 a 1971, os incrementos verificados na arrecadação dos prêmios de seguros foram de 14,97 e 6,51 por cento respectivamente, cabendo aos ramos elementares as taxas Anos
ramos elementares
1965
1,11
1966
+ 0,87 + 10,73 + 72,57 + 20,49
1967 1968 1969
Evolução
- No quinqüênio 1960-64, - prosseguiu - a taxa média anual de crescimento real dos prêmios de seguros em todos os ramos situou-se em apenas 1,65 por cento. No conjunto, as apólices dos ramos elementares tiveram um aumento por ano de 3,15 por cento; os do setor vida o decréscimo anual de 7,55 por cento e os seguros de acidentes do trabalho o incremento anual de 4,5 por cento. No quinqüênio 1965-69, as variações anuais verificadas foram, em termos reais, as seguintes: acidentes trabalho
vi da
+ 12,48 + 11,36 + 20,80 + 8,93 + 25,47
- É importante destacar, declarou o Sr. Renato Araújo - que o excepcional aumento verificado no ano de 1968 nos seguros dos ramos elementares deve-se em grande parte ao início das operações do RCOVAT, que contribuíram com 51,39 por cento do crescimento ocorrido,
IEVISTA DE SEGUROS
de 17,55 e 6,23 por cento e aos setores vida as taxas de 27,76 e 10,12 por cento.
+
17,40
+
5,98
11 ,04
1,45
3,35
+ 8,27 + 34,12 + 10,36
33,89 -
TOTAL
65,35
restando para os demais ramos a alta de 21,18 por cento. Participação regional
O técnico da SUSEP afirmou que o crescimento do mercado de seguros, em 95
I~
·cada uma das regwes brasileiras, no montante dos prêmios emitidos é o seguinte: Regiões
1968 %
1969
1970
o/o
o/o
Norte
1,002
1,083
1,145
Nordeste
6,320
5,897
6,626
Sudeste
76,748
78,125
77 ,831
27,303 e 27,810 por cento do total dos prêmios. Em terceiro lugar vem o Rio Grande do Sul, com 8,124, 7,935 e 7,573
por cento de participação no movimento global de prêmios. Seguem-se os Estados de Minas Gerais, com 5,832, 5,690 e 4,901 por cento e do Paraná com 5,175, 4,689 e 4,428 por cento. Menor contribuição
Afirmou que com participações su· periores a 1 por cento dos prêmios emitidos situam-se Pernambuco com 2,955, Centro Oeste 1,001 0,937 0,885 2,272 e 2,84 por cento; Bahia, com 1,859, Segundo o Sr. Renato Araújo, ao 2,001 e 2,228 por cento; e Santa Catari· fazer a análise sobre o crescimento do na com 1,630, 1,386 e 1,460 por cento. Os mercado, observa-se acentuada predomi- demais Estados contribuíram de forma nância das regiões Sudeste e Sul, cujas ainda mais reduzida na formação do participações nos prêmios de emissão total dos prêmios de seguros. Em valores absolutos de crescimento totalizaram 91,677 por cento, 2,135 e 91,292 por cento, respectivamente, nos todos com percentagens superiores a anos de 1968, 1969 e 1970. As demais re- 100 (1970 em relações a 1968), os Esta· giões tiveram a participação global de dos que mais tiveram aumentado o total apenas 8,323, 7,865 e 8,708 por cento. dos prêmios emitidos foram, pela ordem, os seguintes Piauí (180,2 por cento), - São Paulo - revelou - ocupa Amazonas (164,8 por cento) , Brasília destacada posição com as participações (154 por cento), Bahia (124,3 por cento), de 40,809, 42,476 e 42,807 por cento nos Maranhão (123 por cento), Rio Grande prêmios de seguros, seguido da Guana- do Norte (114,8 por cento), Acre (112,8 bara, cujas emissões alcançaram 27 ,650,. por cento) e Ceará (110,9 por cento).
.sul
14,929
14,010
13,416
(cont. da pag. 89) 1ômbia. Estas entidades- afirmaramvêm cumprindo de forma satisfatória a sua função de coordenadores dentro de seus respectivos mercados, permitindo a melhor utilização de sua capacidade de absorver riscos até um nível tecnicamente recomendável. Por outro lado - salientaram ainda os representantes do Grupo Andino - . existe no México, há oito anos, uma resseguradora multinacional, que é a Novo Mundo. Com sede legal no Panamá, dela
participam 33 acionistas, que são com· panhias de Hemisfério Americano. Essa empresa tem apresentado bom desenvolvimento .e constitui uma das poucas realizações concretas dentro do processo de integração latino-americana. A integração do resseguro na área andina - concluem os empresários é um processo que necessita de tempo razoável e que permita às resseguradoras acumular reservas e desenvolver técnicas adequadas para o desempenho dos seus negócios. Uma política ligeira e impru· dente pode conduzir a erros graves e de consequências econômicas desastrosas. REVISTA DE SEGllB08
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SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS DE VIDA A mais antiga Companhia de Seguros de Vida no Brasil
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Completou, em 5 de dezembro de 1970, 75 anos de bons e leais serviços à família brasileira. .1lém do Brasil, suas operações se estendem ao Peru, Equador, República Dominicana e Espanha, onde possui sucursais e agências. associada, na Argentina e no Chile, às Companhias de Seguros de Vi da "Sud America".
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