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T1591 revista de seguros maio de 1971 ocr

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Fundada em 1879 -

Avenida Rio Branco, 128 -RIO DE JANEIRO Representante Geral: Dr. André Migliorelli SUCURSAIS: São Paulo Pôrto Alegre Belo Horizonte Salvador e Curitiba Agência: FORTALEZA

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DIRETORIA DR. ANDR:Jl: MIGLIORELLI - DR. EMtLIO MILLA - DR. ELETTO CONTIERI ARY MACEDO e ALTAIR MACHADO SUCURSAIS: São Paulo -

Pôrto Alegre - Salvador - Belo Horizonte Curitiba AG:J!:NCIAS: São Luís - Fortaleza - Recüe - Manaus - Joinvile

REVISTA DE SEGUROS

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THE HOME lnsurance Co. GREAT AMERICAN Ins. Co. ST. PAUL Fire & Marine Ins. Co. membros da A.F .I. A. UNIAO BRASILEIRA • Cia. Seg. Gerais

associada AFIA DO BRASIL S. A. (Inspeções e Vistorias) Rua Beneditinos, 16 . 7. 0 and. - Tel. 223-8763 AGENTES DE: American Institute of

Underwriters, Marine United Stat~ Salvage Association, Marine Office-Appleton Cox Corp., U. S. Aviation Under'\Witers, Inc., além de outras seguradoras estrangeiras.

O Departamento de Produção das quatro seguradoras, para assistên. cia aos nossos Corretores, funciona à Rua Beneditinos, 16 - 7. 0 andar Tels.: 243-7927, 243-7709 e 243-2181.

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REVISTA DE SEGUROS


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REVISTA DE SEGUROS

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ALIANÇA DA BAHIA Seguros de Incêndio, Lucros Cessantes, Transportes Marítimo, Terrestres e Aéreo, Responsabilidade Civil Obrigatório e Facultativo, Roubo, Vidros, Cascos, Riscos Diversos, Crédito Interno, Acidentes Pessoais, Tumultos e Motins CIFRAS DO BALANÇO DE 1970 22 .169. 803,42

Capital e Reservas ........................... .

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Cr$ 54.940. 889,35

Ativo em 31 de dezembro .................... .

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Sinistros pagos nos últimos 3 anos ..... . ...... .

Cr$

26.599.011,50

* Sede: SALVADOR, ESTADO DA BAHIA DIRETORES : Dr. Pamphilo Pedreira Freire de Carvalho Paulo

Sérgio

Freire

de

Carvalho

Presidente

Gonçalves

'Tourinho

Diretor-Superintendente Diretor-Caixa

Dr. Jayme Carvalho Tavares da Silva -

Dr. Luiz Carlos Freire de Carvalho Gonçalves Tourinho -

Diretor-Secretário José Abreu -

Diretor-Adjunto

Tosé Maria de Souza Teixeira Costa -

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Sucursais nas cidades de: São Paulo Curitiba -

Recüe -

Diretor-Adjunto

Pôrto Alegre -

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Belo Horizonte

Agência Geral: Rio de Janeiro

Agências em todo o País

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REVISTA DE SEGUROS

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Revista

de

Seguros

REDAÇÃO: AV. FRANKLIN ROOSEVELT, 39- Grupo 414 T e l e f o n e 52-5506 BRASIL RIO DE ..IANEIRO

ASSINATURAS

ANO

Brasil, porte simples . . . . . . . . . . . .

Cr$ 25,00

Estrangeiro, por simples . . . . . . . .

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Número avulso . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Edições especiais ( Jun. e Dez.) . .

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LI

MAIO DE 1971

N.O 599

Fundador: CANDIDO D E OLIVEIRA

*

Diretor-Respon sáve• ; I. R. BOILBA

•

Diretor da

Rt'da~ão:

LUIZ l\IENDONÇA

* Diretor-Técnico: WILSON P . DA SILVA

*

R edatores

Flávio C. Mascarenhas Célio Monteiro Élsio Cardoso

*

Secr etária: CECILIA DA ROCHA lUALV A

* <;UlllAltiO Ed.itorial: E scola Profissi onal Colabora ~ões

Luiz

1\leu.don~a:

Processamento

de dados

Assuntos diversos Seguro e d esenvolvime nto econômico (a ula do Dr. José L opes de Oliveira) - Cobrança bancária dos prêmios de s eguros F enaseg rlMinirá posições - Algumas notas para planificação do m e rcado segurador - Mortalidade por acidentes <d e tráfego - A evolução do seguro no p la n o d e h abitação Segurador do ano diz que mercado está e m expansão - Comissário de avarias. Seções Noticiário d os jornais.

ESCOLA PROFISSIONAL A Escola Nacional de Segums, estabelecimento de ensino que o MIC e o IRB tiveram a iniciativa de criar, está destinada a dar importante contribuição ao desenvolvimento do seguro brasileiro.

O autodidatismo, como forma de aquzszçao de conhecimento, sempre foi o instrumento predominante na preparação dos profissvonais do seguro. Não há dúvida que êsse é o caminho mais longo e mais inçado de dificuldades para quem pretende fazer qualquer carreira e, particularmente, para quem pretende especializar-se em seguro. As dificuldades elevam-se ainda mais quando a atividade seguradora, a partir de determinado nível de desenvolvimento, incorporarem uma alta taxa de conhecimento amplamente diversificado. O autodidatismo, em tais circunstâncias, torna-se verdadeiramente im· praticável. Na fase atual de evolução do seguro brasileiro, quando uma nova política setorial visa acelerar e redimensionar em níveis ainda maiores o crescimento operacional da instituição, torna-se decerto imprescindível cuidar, em têrmos adequados e em outra escala, do sério e importante problema da implantação de um sistema de ensino especializado do segurio. É a essa necessidade que vem atender a iniciativa governamental da criação de uma Escola Nacional de Seguros. Trata-se de estabelecimento que não terá a função limitada de fazer funcionar mais alguns cursos. Suas atribuições estendem-se à tarefa bem mais importante de coordenar tôda a atividade dbcente exercida na área do ensino do seguro, em todo o País. Isto, dentro de uma política racional, orientada no sentido de pbterse o maior e mais rápido rendimento possível no exercício das atividades pedagógicas dedicadas à preparação de profissionais para o seguro.


Companhia Paulista de Seguros Fundada em 1906 Em 31/12/1969: Capital e Reservas . . . . . . . . Bens Imóveis CValor contabilizado Transportes (marítimos, terrestre e aéreos) Incêndio Acidentes Pessoais Roubo - Fidelidade Lucros Cessantes Vidros - Tumultos Responsabilidade Civil Faculta.. tiva e Obrigatória Automóveis Crédito Interno Vida em Grupo

Cr$ 24. 043. 822,27 Cr$ 14.361.048,98

DIRETORIA - Nicolau Moraes Barros Filho - Flávio A. Aranha Pereira - Caio Cardoso de Almeida - Roberto Batista Pereira Almeida Filho - Gastão Eduardo de Bueno Vidigal SUCURSAIS Rio de Janeiro - Av. Graça Aranha, 19 Sl. Belo Horizonte - Rua Curitiba, 656 - 3. 0 and. Pôrto Alegre - Av. Otávio Rocha, 161 - 7. 0 Curitiba - Rua Candido Lopes, 146 - 2.• andar

ESCRITóRIOS REGIONAIS ARARAQUARA - BAURU - CAMPINAS - RIBEIRÃO PR~TO SANTOS - SOROCABA - STO. ANDRÉ - TAUBATÉ SEDE São Paulo- Rua Líbero Badaró, 158 (Prédio Próprio) Tel: 37-5184 Caixa Postal - 709 Telegramas "PAULICO

-D ul:1..t.P.m:1:.11~

~ ;J:JU.Ut:J.1.J)~

WC!À~CD~~ Matriz: Rua Visconde de Inhauma, 134 - 6. 0 anda:. (Sede Própria) Capital Realizado Cr$ 2. 800. 000,00 Telefone: 223-1949 (Rede interna) Enderêço Telegráfico Pearlco Caixa Postal 1351 - ZC 05 OPERA EM SEGUROS DE: Incêndio, Automóveis, Vidros, Roubo, Lucros Cessantes, Tumultos e Riscos Congêneres, Transportes, Responsabilidade Civil, Fidelidade, Responsabilidade Civil Obrigatório, Acidentes Pessoais, RCO do Transportador Rodoviário e Riscos Diversos SUCURSAIS EM: Rio, São Paulo, Pôrto Alegre, Recife e Belo Horizonte AGENTES EM: Belém, Joinville, Fortaleza e Salvador

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REVISTA DE SEGUROS


Processamento

de Dados LUIZ MENDONÇA

O Sindicato local de seguradores promoveu a realização de palestra sôbre as vantagens e conveniências do uso de computadores pelo mercado segurador brasileiro. Para fazê-la, convidou o sr. Joaquim de Assiz e Souza, que possui a dupla condição de atuário e de especialista em processamento de dados. Na economia de massa o computador é equipamento imprescindível à direção racionalizada da emprêsa. A própria sobrevivência desta pode entmr em jôga, se anacrôrricamente persistirem métodos convencionais de planejamento e de contrôle, válidos e eficazes antes, mas ultrapassados pela evolução posterior tanto da emprêsa como, sobretudo, das condições do ambiente macro-econômico que a rodeia e envolve. Enfatizando essa tendência moderna para a larga disseminação do uso do computador, o sr. Joaquim de Assiz não REVISTA DE SEGUROS

deixou de fazer advertências, por outro lado, sôbre a necessidade fundamental de que tôda uma constelação de fatôres e pré-requisitos Sle incorpore ao esquema de implantação do processamento de dados, sob pena de colherem-se apenas insucessos e desastres adminilstrativos, em vez das vantagens e altos proveitos que o computador pode realmente propo['cionar. Ocupando-se especificamente do uso do computador na área do seguro, disse êle que os problemas a equacionar e resolver são os comuns a tôdas as demais atividades econômicas. Consistem, predominantemente, na preparação de pessoal (em todos os setores administratlivos e não apenas no de processamento), bem como na conscientização, na adequação da mentalidade dos responsávei.!s pelo desempenho da emprêsa, tanto nos nívteis de direção como de execução, de maneira a que tudo se ajuste às características da situação nova advinda da introdução do computador. Inerentes ao seguro, exilstem tão sàmente os problemas decorrentes da circunstância de tal atividade reger-Sie por regulamentação própria, carecente de alterações para que se torne viável a adoção bem sucedida de sistemas de processamento de dados. Não resta dúvida que o seguro, a partir de certos níveis não só de dimensão da emprêsa como de crescimento de todo o setor, toma absolutamente indispensável o uso de computador para que a gestão de suas operações tenha verdadeiro sentido empresarial. Não porque a velocidade de processamento e a potência de cálculo dêsse equipamento, superando a "performance" dos métodos manuais e dos processos mecânicos convencionais, tenha aproveitamento Clircunscrito ao objetivo de lograr-se redução de custos administrativos, m as essencialmente porque o computador representa, 383


no processo decisório de que dependem os destinos da emprêsa, o instrumento de alienação de todo o acêrvo de informações indispensável ao contrôle e acompanhamento da sucessão dinâmica de problemas e soluções em contínua tinteração. A adminilstração de uma emprêsa seguradoJI"a é altamente complexa, dado o numeroso elenco de variáveis que, influindo de per si e e:m conjunto no comportamento dos riscos que compõe as diversas carteiras administradas, refletemse logicamente no desempenho técnicq de cada uma delas. Aos problemas dessa nature,za, que ainda se multiplicam com o desdobramento do seguro através das operações de cosseguro e de resseguro, acrescentem-se os que resultam da proje-

ção dêles mesmos sôbre o campo administrativo, e ter-se-á idéia do volume de informações de que precisa a direção da seguradora para tomar a tempo a hora as decisões indispensáveis à gestão- eficiente e racional da emprêsa. Trata-se, convém salientar, de informações que além de atuais, por vêzes instantâneas, devem ser absolutamente corretas quantificandO! e representando a exata medida do comportamento dos riscos e das numerosas variáveis que nêles interferem. Informações, quase sempre, que não se limitem a retratar apenas a emprêsa, mas até mesmo sua posição comparativa no mercado segurador, como um conjunto cuja evolução se submete a uma só política global e à influência de um mesmo sistema macro-econômico.

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Telefones : 36-9136, 35-0791 (PABX), 34-2034 e 36-0544 Enderêço Telegráfico "BANSEGUR" Diretoria:

JORGE DUPRAT FIGUEIREDO INAR DIAS DE FIGUEIREDO BERNARDO FIGUEIREDO MAGALHÃES WILSON CAETANO MONA

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RAMOS EM QUE OPERA Incêndio - Acidentes Pessoais - Transportes - Responsabilidade Civil do Transportador - Automóveis - Responsabilidade Civil - Roubo - Lucros Cessantes - R. C. Obrigatório - Tumultos e Motins - Vidros - Fidelidade - Riscos Diversos - Vida em Grupo - Casco - Aeronáutico.

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Seguro e Desenvolvimento Econômico Aula inaugural do Curso de Direito do Seguro, da Faculdade de Direito da Universidade da Guanabara.

Por José Lopes de Oliveira Presidente do IRE

Foi com desvanecimento que recebi a convocação do Prof. Theophilo de Azeredo San tos para falar nesta cerilmônria. Mas ~oi sobretudo com .satisfaçãiD! que aceitei o encargo, pela oportunidade de prestar uma homenagem ao trabalho anônimo - e no entanto altamente fecundo - que alunos e professores realizam, inclusive em cursos como o que hoje estamos inaugurmdo, no benJefício do desenvolvimento nacional. Desenvolvimento nacional é processo integTado e global. Envolve rica e ampla gama de fatores, postos em interação e convergência para o fim supremo da promoção do bem-estar social. O avanço científico €i tecnológico, trazendo à economia a contribuição importante de pl'OCessos que permitem a frequente mudança de escala na produção e no consumo, é de hábito apontado REVISTA DE SEGUROS

como fator por excelência de desenvolvimento. Deve-se ter sempre em conta, porém, a verdadeira latitude dêsse fator. Nêle estão compreendidas·, n ã o apenas as disciplinas que tenham p o r objeto o conhecimento científico de aplicação ou de efeito direto sôbre a produção de bens e serviços, :mas tôdas quantas possam ccmtribuir para o fim último das comunidades humanas, q u e é a construção do bem-·e star da sociedade. É o próprio avanço científico que tem eliminado cada vez mais as antigas fronteiras que demarcavam, os diferentes campos do saber humano, dividind:oros em compartimentos estanques. A Pesquisa Operacional e a Cibernética são dois exemplos recentes e altamente expressivos da progressiva cooperação hodierna entre as diversas ramificações das ciências.

Para não alongar a enumeração de exemplos, desnecessários em face da evidência da afirmação de que o processo integrado de desenvolvimento engloba o concurso de variado e amplo elenco de disciplinas, detenha-me na citação da importância inegàvelmente assumida pela contribuição do Direito ao progresso econômico das nações. Desenvolvimento não é o p u r o e simples resultado da COjilversão do conhecimento científica ·e m instrumental tecnológico do aumento da produção e da taxa de produtividade dos sistemas econômicos. Desenvolvimento demanda e implica ordenaçãio. Esta, inclusive, nas relações jurídicas que se modificam cada vez mais, quantitativa e qualitativarrnente, em função do próprio dinamismo da evolução econômica. 1Dste é o campo de ação do Direito, a ár:ea e a óptica da sua contribuição ao desenvolvimento nacional. Segundo Ortega y Gasset, o Direito seria uma secreção espontânea do orga385


nismo social. Como fenômeno que emerge da própria índole das relações cll'iadas pela vida em sociedade, pode Se/I' o Direito uma secreção espontâneJa. Mas essa espontaneidade original, tUJmultuária e diversificada nos efeitos que produz, carece da intervenção sistematizadora do homem. É através dessa sistematização que o Direito alcança o plano científico. Organizando a vida social de modo a torná-la um sistema harmonioso e justo de convivência entre os membros da comunidade, o Direito assegura à sociedade uma condição fundamental à realização de seus fins: o funcionamento orgânico e ordenado de tôda a sua estrutura. Desde as engrenagens mais complexas que acionam o Estado, que é a sociedade politicamente organizada, até à disciplina da variada constelação de relações entre os indivíduos, o Direito está onipresente no e:x!ercício da ação fecunda de sistematizar e racionalizar a dinâmica social e, portanto, o desenvolvimento nacional. Lembro, n:o capítulo da economia, a evolução não só filosófica mas principalmente jurídica do papel atribuído ao Estado. Êste, mero espectador na época do liberalismo clássico, reservando-se apenas o poder de polícia, tornou-se gradativamente intervencioni:sta . Essa intervenção pr10gressiva, .a princíplio :impregnada de tmprovisação e ostentando as deficiências naturais de tal forma de atuação, com o tempo passaria a adquirir organicidade através das técnicas de planejamento. E hoje o planejamento, como no caso da nossa Carta de 1967, passou ao status de princípio constitucional, institucionalizando-se como método de govêrno. Entre nós, tal como acontece nas sociedades democráticas, a ordem econômica baseia-se no princípio da livre em386

prêsa . O planejamento estatal não tem, portanto, caráter impositivo, mas indicativo. Torna-se instrumento de indução, de estímulo para que a atividade empresarial, livre mas não caótica, seja motivada para útil e racional convergência n:o sentido do desE:mvolvimento em têrmos macro-econômicos . Por outras palavras, o planejamento cria condições para que, em regime de libmdade de iniciativa, a atividade econômica alcance, através de adequado jôgo de incentivos e provocações, desempenho eficiente e consentâneo com o objetivo do desenvolvimento nacional. Exemplo atual e ilustrativo d e s s a forma de atuação do Estado no domínio econômico é o que oco!I're na área da atividade seguradora nacional. Por via legislativa, está em implantação um a nova política para o setor, que visa dinamizá-lo e redimensionar-lhe a participação no desenvo~vimento nacional. Essa nova política tem o pll'opósito de conduzir o seguro, dentro da economia brasileira, à mesma posição em que êle se encontra nos sistemas econômicos de outros países. Isto porque, em face da sua capacidade potencial de atrair e acumular .p oupanças, o seguro é sem dúvida notável e poderoso meio de expansão da atividade inversora nacional. Êsse papel do seguro nem sempre é identificado e compreendido pelo público, que nêle vê tão sàmente a sua função mais transparente de mecanismo de protenção contra riscos de tconsequências econômico-financeiras danos as. Mesmo no exercício dessa função, aliás, não deixa o seguro de agir como fator de investimento, estimulando realizações econômicas em que o risco tornaria arredia a iniciativa empresarial, se esta não pudesse contar com formas eficientes de proteção. Igualmente, e ainda nessa faixa de atuação, o seguro elimina REVISTA DE SEGUROS


radOII'a. Para êsse fim, a nova política implantada por via legislativa encaminha o processo de recuperação através da linha compatível de normalização funcional do mercado de seguros. Essa normalização, segundo os estudos e leMas, onde o mercado segurador tem vantamentos feitos, depende necessàriamaior presença co~o fator de investi- mente de que entrem em regime de mentos é no mercado-de-capitais. Aí, equilíbrio a oferta e a procura, que são através de ação direta, aplicando recur- fôrças básicas do comportamento de tôsos próp11ios que se ~cumulam sob a da atividade exercida na ecolllomia do forma de reservas técnicas, constituídas mercado. para garantia das operações de seguros No setor do seguro, tai.JS fôrças não e dos interêsses do público segurado. vinham nem estão agindo de modo a Tais reservas làgicamente crescem criarem o adequado siJStema de estímuna medida em que 'Se expandem as ope- los-e-respostas indispensável à evolução rações de seguros. Assim, num proces- congruente e saudável do mercado. A so de causação circular, o desenvolvi- oferta agigantou-se na proliferação desmento econômico potencializa a eocpan- proporcional de emprêsas, enquanto a são do seguro e- êste, assim tonificado, procura se manteve no rítmo lento e tar obtém meios para incrementar seus in- do de um crescimento de caráter simvestimentos no mercado-de-capitais e:, plesmente vegetativo. portanto, no próprio desenvolvim~nto Como orientação política, nada mais econômico nacional. indicado, portanto, do q u e induzir a Da observação e compreensão dêsse aceleração do mo1v imento dessas fôrças mecanismo de impul:sos recíprocos en- e dirigí-las, ao mesmo tempo, no sentitre a atividade seguradora e o desenvolc do do ponto adequado à realização do vimento nacional, surgiu a nova políti- encontro de ambas. Cumpria, assim, ca estabelecida pelo Govêmo Federal reduzir a oferta a níve:iJs capazes de comcom vistas a acelerar e ampliar a par- patibilizá-la com as perspectivas de evoticipação do seguro no desenvolvimento lução da procura, ·e sta última avaliada brasileiro . inclusive em função dos impulsos de Essa política, que se desdobra de crescim®to criados pela nova política maneira a compor tôda uma trama de que se estabelecesse. variados instrumentos de execução, proO ajustamento da oferta está sendo cura em última análise ajustarr a magpromovido por meio da motivação emnitude do mercado segurador à própria grandeza econômica já atingida p e 1 a presarial, através de estímulos fiscais e Nação. Vários fatôres, dentre os quais técnicos que possam incutir conveniênse destaca a longa ação corrosiva da in- cia econômica as fusões e incorporações flação, em particular nos períodos de de emprêsa;s. maior exacerbação dêsse fienômeno moDessa maneira, a correção da oferta netário, geraram o descompasso havido será feita em bases que permitirão o sientre os ritmos de cn~scimento do se- multâneo redimensionamento das socieguro e da economia. dades seguradoras, r:esultando do pifoCabe agora, portanto, recuperar o cesso em marcha o advento de um quadinamismo evolutivo da atividade s2gu- dro ESmpresarial nôvo, caracterizado pela

soluções de continuidade no processo de investimento, restaurando a atividade produtiva interrompida pela incidência de sinistro, através da recomposição indenitária dos recu11sos nela empregados .

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transformação da quantidade em qualidade. Teremos um númem menor de emprêsas, porém tôdas guindadas a outro e bem mai:s importante "status" econômico-financeiro, à altura das responsabilidades novas qUJe o desenvolvimento nacional impôs ao mercado segurador. Teremos, em suma, a necessária aproximação de magnitudes entlre o seguro e a economia do País. Mas, como já ficou dito, será também preciso que de outro lado a procura adquira dinamismo harmônico com as potencialipades de expansão que para ela existem em razão do nosso desenvolvimento econômico. Vários são os fatores de viabilização dêsse crescimento, dentre êles se pod~do destacar o uso racional e mais intenso dos recursos atuais da Comunicação de massa por parte das sociedades seguradoras, já que em boa parte a procura é hoje contida pelo fato de o público1 ainda não ter fiel e completa imagem do seguro, nem a exata ciência de todo o rol de serviços que eS!Sa instituição lhe pode prestar. Para não me afastar do tema que mais se vincula ao interêsse1 dêste auditório e à natureza do curso que hoje se instala, devo limitar-me ao enfoque da contribuição do fator jurídico no capítulo da mercadologia . Dou, a propósito, o exemplo recentJ.ssimo d e miedida do govêrno brasileiro na área do seguro, regulamentando princípio legal pertinente à colocação dos seguros de t ran sporte das nossas importações . Tínhamos, no comércio exterior, longa tradição de importadores CIF. Nossas compras eram invariàvelmente feitas a um preço final que englobava o valor da mercadoria 1e,mais, os custos tanto do seu transporte até o nosso País como do seguro relativo aos riscos dessa viagem. ~88

Transporte e seguro, no entanto, são serviços na verdade alhei:os à compra-e-venda. Esta constitui objeto de contrato pelo qual se realiza determinada transação comercial. O transporte e o seguro são serviços q u e se ajustam através de contratos específicos e independentes. Assim, a cláusula CIF, aparentemente conferido à compra-e-venda o caráter de operação una, na realidade não paSISa de simples convenção comercial sem fôrça QU base jurídica para alterar a autonomia e independência dos contratos nela envolvidos, que são os de compra-e-venda, transporte e seguro. Convenciona-se CIF, que abrange as três referidas operações, como se pode convencionar C & F, pagando-se as preços da mercadoria e do frete, ou FOB, que se limita à pura e simples comprae-venda, vale dizer, ao custo da mercadoria. Assim, através de intervenção juridicamente dotada de correta e ampla fundaJmentação, pode o Estado, como o fêz o Govêmo brasileiro, determinar ao importador nacional que, se fizer o seguro de transporte de mercadorias adquiridas no exterior, o contrate no mercado in terno. Mas essa determinação - cabe fri· sar - obedeceu ent11e nós ao princípio da reciprocidade, que consiste em reoonhecer ao importador tanto o nacional quanto o estrangeiro que adquire nossas mercadorias - o direito de fazer suas compras em base )FOB JOIU C&F, dentro da prática universal de conferir ao comprador a escôlha do transporte e do seguro. Tal medida, que se implanta por via legislativa, tem amplas repercussões econômicas e financeiras. Significa, de uma parte, a sustação do fluxo de divisas destinadas ao pagamento de serviços contratados no exterior. E significa, de outra parte, a contratação dêsses REVISTA DE SEGtJROS


mesmos serviços no mercado interno, a êste abrindo-se novas opwtunidades de crescimento com a incorporação de uma procura antes voltada para o exterior. ~te é agora o caso do mercado segurador brasileiro, que encontra um nôvo fator de expansão na medida governamental que, abolindo t r a d i ç ã o de cunho nitidamente colonial, transferiu para o sistema nacional a colocação dos seguroo de transporte de mercadorias importadas. Os exemplos e observações que aqui se arrolaram não bastam, decerto, para uma visão completa da nova política de seguros. Creio, no entanto, que deixam claro o propósito governamental de promover a expansão que a ·e conomia nacional reclama da atividade seguradora.

Atualmente, o seguro 'r epresenta, em têrmos de arrecadação, cêrca de 1% do produto nacional, quando há países desenvolvidos em que êsse índice chega à altura dos 7% . O govêrno pretende que, no Brasil, o desempenho da atividade seguradora seja de ordem a alcançar a casa dos 3% . A realização dessa meta signüicará notável e extraordinária expansão, que o seguro não logrará se lhe faltar o concurso de quadros profissionais com um teor cada vez maior de pessoal altamente qualificado. ~ste é um pm.blema para o qual o Govêrno tem voltado suas preocupações, desde as fases iniciais de elaboração da nova política adotada para a atividade seguradora. Tanto assim que logo cogitou da criação de uma Escola Nacional de Seguros, estabelecimento de ensino para cuja orga.rllzação o Sr. Ministro da Indústria e do Comércio expressamente detennlinou a adoçruo das necessárias providências re cuja inauguração posso anunciar para o f'im do próximo mês de junho.

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Ainda no campo da preparação de pessoal qualificado para a obra de desenvolvimento do seguro, devo referir a ação do Instituto de Ressegums do Brasil, no apôio de cursos especiais realizados por outras instituições, na realização de cursos de sua própria iniciativa e, por último, na adesão à OP'EMA e aos seus programas de integração. universidade-emprêsa, que visam proporcionar à população universitária oportunidades de treinamento para a aquisição de um acêrco de conhecimentos práticos, úteis em futuro próximo aos prim,s.iros passos na vida profissional. Ainda nessa linha de ação, devo aqui informar que, dentro de pouco tempo, nesta mesma universidade o Instituto de Resseguros do Brasil promoverá a realização de um curso sôbre seguros obrigatórios. Já é lugar comum, hoje, o imperativo da constante e crescente integração da uniy,ers'idade na sociedade. Para isso, deve ela ajustar-se tanto quanto possível, na sua o:rganização curricular, às tendências e necessidades do mercado-de-trabalho, tanto mais que, como foi salientado de início, o avanço científico e tecnológico é o fator por excelência do desenvolvimento econômico. Assim, trazer para o ambiente universitário - como objeto de estudo ou mesmo de indagação - a matéria viva dos fatos sociais q u e estão ocorrendo fora do seu recinto, constitui iniciativa que faz jús aos mais calorosos aplausos. Felicito, por isso, os re.sponsáveis pela organização do curso ora instalado, a ugurando ao seu quadro discente que possa extrair, dos trabalhos a serem desenvolvidos ao longo da programação adotada, o maior proveito possível, em benefício da carreira para a qual se preparam nêstes árduos ·e decisivos anos do ciclo universitário. 389


Ainda no campo da preparação de pessoal qualificado para a obra de desenvolvimento do seguro, devo referir a ação do Instituto de Resseguros do Brasil, no apôio de cursos especiais realiza~te é agora o caso do mercado segurador brasileiro, que encontra um nô- dos por outras instituições, na realizavo fator de expansão na medida gover- ção de cursos de sua própria iniciativa namental que, abolindo tradição de e, por último, na adesão à OP'EMA e aos cunho nitidamente colonial, transferiu seus programas de integração; universipara o sistema nacional a colocação dos dade-emprêsa, que visam proporcionar à seguros de transporte de mercadorias população universitária oportunidades importadas. de treinamento para a aquisição de um Os exemplos e observações que aqui acêrco de conhecimentos práticos, úteis se arrolaram não bastam, decerto, para em futuro próximo a;os pl'ims.iros pasuma visão completa da nova política de sos na vida profissional. Ainda nessa liseguros. Creio, no entanto, que deixam nha de ação, devo aqui informar que, claro o propósito governamental de prodentro de pouco tempo, nesta mesma mover a expansão que a ·economia nauniversidade o Instituto de Resseguros cional reclama da atividade seguradora. do Brasil promoverá · a realização de um Atualmente, o seguro rrepresenta, em curso sôbre seguros obrigatórios. têl'Inos de arrecadação, cêrca de 1% do Já é lugar comum, hoje, o imperaproduto nacional, quando há países detivo da constante e crescente integrasenvolvidos em que êsse índice chega à altura dos 7% . O govêrno pretende que, ção da uniViersidade na sociedade. Para no Brasil, o desempenho da atividade se- isso, deve ela ajustar-se tanto quanto guradora seja de ordem a alcançar a possível, na sua o~rganização curricular, às tendências e necessidades do mercacasa dos 3% . do-de-trabalho, tanto mais que, como A realização dessa meta significará foi salientado de início, o avanço cientínotável e extraordinária expansão, que fico e tecnológico é o fator por excelêno seguro não logrará se lhe faltar o concia do desenvolvimento econômico. curso de quadros profissionais com um Assim, trazer para o ambiepte uniteor cada vez maior de pessoal altamenversitário - como objeto de estudo ou te qualificado. mesmo de indagação - a matéria viva ~ste é um, p:r:o.blema para o qual o dos fatos sociais q u e estão ocorrendo Govêrno tem voltado suas preocupações, fora do seu recinto, constitui iniciativa desde as fases iniciais de elaboração da que faz jús aos mais calorosos aplausos. nova política adotada para a atividade Felicito, por isso, os responsáveis pela seguradora. Tanto assim que logo coorganização do curso ora instalado, augitou da criação de uma Escola Naciogurando ao seu quadro discente que nal de Seguros, estabelecimento de ensino para cuja orga.n&ção o Sr. Mi- possa extrair, dos trabalhos a serem denistro da Indústria e do Comércio ex- senvolvidos ao longo da programação pressamente determlinou a adoçãJO das adotada, o maior proveito possível, em necessárias providências e cuja inaugu- benefício da carreira para a qual se preração posso anunciar para o fim do pró- param nêstes árduos e decisivos anos do ciclo universitário. ximo mês de junho. mesmos serviços no mercado interno, a êste abrindo-se novas opwtunidades de crescimento com a incorporação de uma procura antes voltada para o exterior.

REVISTA DE SEGUROS

389


Grupo Segurador

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COMPANHIAS DE SEGUROS

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C.G.C. ~3.054 . 891 FUNDADA EM 1956 Capital e Re.servas Cr$ 1.113 . 936,70 Diretoria: OCTAVIO F . NOVAL J úNIOR Direto r-Presidente RENATO FERHEIRA NOVAL Diretor-Superintendente ORLANDO DA SILVA GOMES Diret or-Gerente Sed,~ própria: Rua do Carmo, 43 - 8.• andar T els.: 222-1900 (rêde interna) 232-4701 e 222-5780 RIO DE JANEIHO Sucursal em São Paulo (sede própria): Largo de São Francisco, 34, 6.• andar Tels.: 32-2218 e 35-6566 Agências em vári os Estados do Bra11il

REVISTA DE SEGUROS


Cobrança Bancária dos Prêmios de Seguros aumentou volume da receita das Seguradoras O VIII Congresso dos Bancos, realizado recentemente em Brasília, encaminhou tese ao Banco Central, sugerindo que a cobrança dos prêmios dos seguros seja feita pelas próprias seguradoras, embora o recebimento fique a cargo dos estabelecimentos bancários. Ao encaminhar a tese ao BC, os banqueiros opinaram que os órgãos representativos dos seguradores também fôssem ouvidos a respeito. As sociedades seguradoras têm opinião contrária à tese daquele Oo:ngresso, visto que "a cobrança bancária proporcionou uma velocidade de realização da receita nunca atingida anteriormente e muito superior à registrada nos demais países".

êsse índice é da ordem de 50 % e, em conseqüência, a situação das seguradoras operando no país vizinho é de quase liquidez. Na Inglaterra, pólo internacional dos interêsses de seguradore.s, onde o conceito da necessidade do seguro atinge amplitude incomparàvelmente maior que a existente no Brasil, êsse índice também é inferior ao do nosso mercado. Até nos Estados Unidos, com tôdas as facilidades de cr&iito e financiament'Q proporcionadas pela rêde bancária, o índice de caducidade é maior que o do no& so país. Não é de temE1r qualquer "experiência" que ponha em risco essa privilegiada posição?

2 A cobrança bancária proporcionou às nossas seguradoras uma velocidade de realização da receita nunca POSIÇÃO DOS SEGURADORES atingida anteriormen~ e muito supe~ rior à registrada nos demais países. EnA FENASEG realizou exame da maquanto no Brasil a defasagem entre a téria, elaboTando trabalho que foi apreemissão do documento e a ooncretização sentado ao referido congresso. Ê&Se trabalho, que foi publicado na edição de da disponibilidade é d€1 cêrca de 40, 42 dias em média, na maioria de outros 22.4.71, do "Jornal do Brasil", tetm o países ela alcança 150, 180 dias e delonseguinte teor: gas ainda maiores. As dificuldades fi1 - A adoção, nq Brasil, do atual nanceiras que decorrem dêsse retardasistema de cobrança dos prêmios de se- mento na realização do disponível e o guros por via bancária elevou o índice prejuíz,a econômico dessa prolongada aumédio de cobrança de apólices para 80 a sência de capital de giro, s~1 aplicação 85 % , tornando-o um dos mais altos do e sofrendo acelerada depreciação pela mundo. Na Argentina, por .exemplo, on- desvalorização monetária, respondem de vigora regime idêntico ao adotado no em muitos países, pela aflitiva situação Brasil antes de 1. 0 de novembro de 1966, de suas seguradoras. REVISTA DE SEGUROS

391


3 -Tem indiscutível influência, na consecução do satisfatório índice de co:brança acima referido, a atual intermediação do Banco, pelo prestígio que o aviso de cobrança bancária empresta à operação, endossando-lhe a imagem de compromisso sério, respeitável, inadiável e indispensável. ~sse fator, um tanto de ordem psicológica, decorre da tradição de honorabilidade, exação e respeitabilidade das operações bancárias. Mas é conseqüência, também, da conveniência ou da necessidade do segurado de manter, no melhor nível possível, sua ficha cadastral bancá11ia. Especialln.ente nas cidades do interior, a fôrça do aviso bancário de cobrança é indiscutível, quando nada pela influência dos gerentes de agências de banco:s na solução dos problemas de cada emprêsa e de cada cidadão. Em se tratando de bancos ofiCiais, nem é preciso falar. Terá o mesmo efeito a recepção, pelo segurado,

GRUPO SEGURADOR GUANABARA -

PAN AMÉRICA

Av. Rio Branco, 103, 11.0 andar TELEFONES: 221-2452 E 221-2382 End. Telegr.: NACOPAN

SUCURSAL SÃO PAULO Av. São João, n.o 313 - 16. andar Tels.: 33-4488 e 32-3643 0

SUCURSAL MINAS GERAIS Rua Curitiba, n.o 815 - Grupo 1005/8 Tel.: 22-6120 - Belo Horizonte Diretoria: NELSON GRIMALDI SEABRA ~UCL YDES ARANHA NETTO ROBERTO GRIMALDI SEABRA Gerente: M. AGUIAR MELGAÇO Incêndio, Transportes em Geral, Equi. nos, Acidentes Pessoais, Lucros Cessantes, Automóveis, Aeronáuticos, Casco, Crédito Interno e Crédito a Exportação, Riscos Diversos, Fidelidade, Roubo, Vidros, Responsabilidade Civil e TumUltos.

il92

através dos correios ou de uma emprêsa de entregas, das mãos de um corretor de seguros ou de um funcionário da seguradora, de uma apólice com notas de seguros anexas, cujo prêmio pagará onde, a quem e quando lhe convier? Deixados em suas mãos sem qualquer registro oficial que lhes imprima efetiva validade, a apólice de seguro e o respectivo recibo de prêmio, documentos básicos de um contrato de garantia, não se vulgarizam muito mais? 4 - O trânsito, pela rêde bancária, de todos os documentos emitidos com movimento de prêmio, permite às seguradoras: a) - completo contrôle das responsabilidades assumidas e da b) observância dos prazos estipulados para cada fase de suas operações (15 dias para a emissão, a partir da aceitação da responsabilidade de cobertura; 24 horas ou um dia útil para entrega do documento emitido à rêde bancária; 30 dias para pagamento do prêmio, ou 45 dias, conforme o domicílio do segurado seja ou não o mesmo da agência bancária responsável pela cobrança). ~sses controles, fàcilmente "checados" pela documentação devolvida pelos bancos (bordereaux de recepção de documentos e avisos de crédito ou devolução de documentos não C'Oibrados) são hoje a melhor garantia da seguradora contra os riscos de fraude na erni.9são de documentos ou apropriação do valor de prêmios por terceiros.

5 - A experiência nacional do Bilhete de Seguro (Seguro de Responsabilidade Civil Obrigatório para Veículos Autom'o:tores de Vias Terrestres), tujo prêmio é pago pelo segurado diretamente à caixa do banco de sua preferência - esquema semelhante ao proposto pela tese sob exame - tl"esultou, para muiREVISTA DE SEGUROS


tas seguradoras, em total descontrôle de suas responsabilidades, sendo freqüentes os casos de reclamações de sinistros baseadas em bilhetes cuja emissão e cujo prêmio n ão têm qualquer registro. 6 - O extravio de apólices, e recebi-

mento de prêmios de apólices por intermediários não credenciados, a facilidade de desvio de prêmi,os assim recebidos, o retardamento no pagamm1to de apólices por displicência do segurado e por displicência ou má fé de intermediários, a impossibilidade de fixação de prazo para anulação das apólices emitidas e distribuídas, a conseqi.ilente possibilidades de ações judiciais levantadas po:r segurados para cobertura de sinistros sob alegação de novação dêsses contratos não cancelados 'pejlas 1segurador3lS, são mais alguns sérios inconvenientes da adoção da tese proposta. 7 - A dispersão dos créditos das seguradoras pelas agências dos diversos bancos lhes dificultaria a manutenção de posições creditícias firmes (saldos médios ponderáveis) nas instituições de sua preferência, criando-lhes dificuldades na emergência de necessitarem recursos financeiros.

8 - A atual cobrança de apólices por intermédio dos bancos elimina os descontos anteriormente 'exigidos peaos segurados, descontos que eram cedidos da comissão do corretor, em prejuízo dessa laboriosa classe e forçando, em conseqüência, os desmandos da concessão, pela:s seguradoras, de comissões altíssimas, na desenfreada disputa de produtores e client€/S, com séria ameaça ao equilíbrio econômico e financeiro das emprêsas. 9 - O atual recolhimento, pelos bancos, do Impôsto sôbre Operações Financeiras (ISOF) incidente sôbre os prêmios de seguros, além de favorecer o Estado pela maior rapidez com que é efetuado, eliminou a necessidade de complexos registros nas seguradoras, indispensàvelmente sujeitos a um trabalhoso e difícil contrôle do: Fisco. 10 - Em resumo, para as seguradoras, a adoção da tese proposta representaria séria ameaça de retôrno a uma situação sob todos os aspectos caótica, da qual foram salvas pelo Decreto n .0 59.195 e atos subseqüentes que regulamentaram a obrigatoriedade da entrega da cobrança de prêmios de seguros à rêde bancária.

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REVISTA DE SEGUROS

393


RESOLVE:

FENASEG

definirá •

"" postçoes

O Presidente da FENASEG re~olveu criar a Comissão Especial de Revisão do Sistema Nacional de Seguros Privados, com a incumbência de definir a posição das sociedades seguradoras face o Sistema Segurador Nacional e, em particular, no tocante à:s políticas de prodúção, resseguros, reservas e procedimentos administrativos. A resolução do Presidente da FENASEG está formalizada em documento, que tem o seguinte teor : "O presidente da Federação Nacional de Seguros P:nivados e Capitalizaçãn , expressamente autorizado pela Diretoria, em reunião plena de 5 de abril do corrente ano, Considerando que o :mercado segurador está disposto a 1 u t a r po!f uma maior partidpação no processo geral de transformação da soci~dade brasileira e, em particular, na formulação do Sistema Nacional de Seguros PrivadoiS; e Considerando que a Federação, não pod:e abdicar de sua condição de instrumento natural desta participação; 394

1 . Criar a Oomissão Especial de Revisão do Sistema Nacional de Seguros Privados, com o encargo de definir a posição das Emprêsas Seguradoras face ao Sistema Segurador Nacional, e, especificamente, sôbre as políticas de produção, resseguros, reservas, e procedimentos administrativos . 2. Os documentos a serem elaborados deverão formular claramente a posição do Mercado sôbre cada um dos aspectos mencionados, e sôbre o Sistema como um todo, le definir políticas, para que possam servir de base ao trabalho da Federação para tornar as Seguradoras aptas a enfrentar o desafio que a realidade brasileira e o Govêrno federal lançaram à capacidade do Seguro Privado de participar do desenvolvimento nacional. 3. A Comissão de Revisão, o r a criada, se dividirá em quatro sub-comissões, de acôrdo com os temas a serem tratados . As sub-comissões serão dirigidas por eoordenadores, que formãrão, com o presidente, o vice-presidente e o coordenador-geral, o Núcleo de Coordenação. 4. Independ~tJemente da conclusão geral da tarefa que lhe foi cometida, cada sub-comissão encaminhará ao Nú· cleo de Coordenação os documentos que venha a elaborar, tão logo êle.s se revelem operáveis, nos têrmos da cláusula segunda. O Núcleo de Coordenação, se julgar o documento coerente com a orientação geral da F1ederação, encaminhará o documento à reunião plena da COmissão, ou o aprovará pelo voto unâni· me de seus integ11ap~; a aprovação dessa forma obtida equivalerá à da própria ComissãJo. REVISTA DE SEGUROS


5.

Integrarão a ComissJo de Revisão:

Presidente Vice-Presidente Coordenador Geral

Raphael de Almeida Magalhães Raul Telles Rudge Mário Augusto Rocha Sub-comissÚJo de Produção:

Coordenador Integrantes

Carlos Frederico Lopes da Motta Nilton Alberto Ribeiro Renato de Vitto Seraphim Rafael Chagas Gões Roberto da Silva Pôrto

Sub-comissão de Procedimentos Administrativos:

Coordenador Integrantes

Paulo Gavião Gonzaga Luiz Fernando P01rtela Nilo Pedreira Filho Délio Ben-Sussan Dias Jayme da Silva Menezes Sub-comissão de Reservas Técnicas :

Coordenador Integrantes

Waldyr dos Santos Octávio Ferreira Novai Juni.toll' Eduardo Ramos Burlamaqui de Mello Adolpho de Oliveira Franco Sub-comissão de Resseguros:

Coordenador Inregrantes

José América Peón de Sá Mauríci!O Figueiredo de Magalhães João José de Souza Mendes Hilton Van Der Lind$

6. A Federação solicita que os Sindicatos encaminhem, imediatamente, sugestões e outras formas de colaboração adequadas. Caso venha a se mostrar conveniente, e sem prejuízo dessa ação expontânea, a F·e deração poderá encaminhar às Companhias sinopses das

opções mais significativas para que elas se pronunciem. 7 . A Comissão de Revisão será instalada por etaprus, por seu presidente, que podell'á instalar qualquer das subcomissões independentemente das demais. Rio de Janeiro, 26 de Abril de 1971.

REVISTA DE SEGUROS

395


comooPão Assucar

d~

I

SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS DE VIDA A mais antiga Companhia de Seguros de Vida no Brasil

e

Completou, em 5 de dezembro de 1970, 75 anos de bons e leais sermços à família brasileira.

e

,1Zém do Brasil, suas operações se estendem ao Peru, Equador, Re-

e

É associada, na Argentina e no Chile, às Companhia's de Seguros

pública Dominicana e Espanha, onde possui sucursais e agências.

de

Vida "Sud America".

8

e •

Lançou há 40 anos o seguro em grupo no Brasil, cujas apólices protegem as famílias dos empregados e operários das principai:s firmas comerciais e industriais. Tntroduziu recentemente, em combinaçéiJo com o seguro em grupo, um plano de proteção em caso de doença, hospitalização, operação cirúrgica e incapacidade ( P. A. I.). NO SEGURO INDIVIDUAL, SOLUCIONOU A INFLUÉNCIA NOCIVA DA INFLAÇÃO MEDIANTE SEUS NOVOS PLANOS DE SEGURO CRESCENTE E SEGURO COM CORREÇÃO MONET ARIA.

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396

REYISTA DE SEGUROS


Algumas Notas para Planificação do Mercado Segurador José Manoel Chaves

Na presente hma brasileira é dever precípuo de tôda atividade obedecer à mais racional planificação de molde a desaparecer na medida do possível qualquer capacidade ociosa e a única meta a atingir-se será a incorporação, do maior número de consumido:res ao fluxo econômico, no m a i s curto espaço de tempo. Porém, nem sempre os sãos princípios que deveriam condicionar a institucionalização de um ,s etor econômico são equacionados com clareza e regulados de maneira a ensejarem as normas acima citadas; tais motivos não afloram com a frequência que seria desejável nas páginas jornalísticas e por outJro lado "inibem" - muitas vêzes os responsáveis pelo seu diagnóstico de adotarem a terapêutica desejável. Portanto, há a premência de todo e qualquer setor econômico tenha a sua análise formulada de molde a constatar-se até que ponto as fôrças da "inércia" desgastam e anquilosam as estruturas nacionais que nêste momento de REVISTA DE SEGUROS

consolidação financeira deverão t e r a maim pujança e flexibilidade po&Síveis. Assim é que no m~cado segurador existem alguns pontos de estrangulamento, "tabus" tàcidamente aceitos e já sedimentados, o que deve exigir a aplicação correta da mais sadia planificação a filn de "institucionalizar" a emprêsa seguradora através de sua finalidade eminentemente social que deve estar a coberto de qualquer suspeição ou debilidade. E esta instituição - o seguro em si - não pode estar associado à imagem da emprêsa relapsa, de administração duvidosa e que para sobreviver a curto prazo, foge àJs boas regras contábeis, descambando na fácil concessão de vantagens e cuja culminância, é· como não poderia deixar de ser a desastrosa e nefasta insolvência. E com isto perde o conceito "seguro", perde a emprêsa seguradora sinônimo indissolúvel da instituição, fere-se a ética, desrespeita-se o público e vai-se estratificando mais um aforismo popular que "seguradora não paga". Há necessidade premente das emprêsas se revitalizarem normalmente, darem mãos e atacarem de frente os "Cavalos de Tróia" na feliz expressão que recentemente veio a lume para apontar os malefícios de algo que anda errado no setor securitário. E no âmago de tais medidas forçosamente tem que estar a essência da própria seguradora, ou seja, a sua validez econômico-financeira: 0$ atos que delapidam e solapam a sua estrutura são também, atos atentatórios à própria economia nacional, que deve merecer a mais apurada e saneadora fiscalização. A seguir há que encarar a absoluta necessidade dos órgãos de cúpula admi397


tirem que em certos campos econômicos a saturação do mercado já existe e seus malefícios estão bem patentes, e no caso concreto das cias. de seguro tal fato é por demais evidente: uma legião de duas centenas de seguradoras disputa um mercado que dispõe apenas de uma pequena faixa consumidora para poder opera:r e que se traduz num volume de prêmios de pouco mais de um bilhão de cruzeiros, ou seja· cêrca do montante de depósitos que o maJior banco particular do país guarda. E são duzentas máquinas com seus complexos e dispendiosos setôres de administração, contabilidade, agenciamento, etc., que num mercado restrito se degladiam e cuja filosofia de trabalho, salvo honrosas exceções, consiste em "compra:r" os negócios dos concorrentes, ao invés de ir operando numa massificação ou popularização do seguro, dentro do mercado adicional que se possue para desbravar. Finalizando êste esbôço despretencioso, entre medidas a adotar figurariam· entre outras, as seguintes:

a) Disciplinamento da atuação no mercado pela eliminação das vantagens extras; b) Supressão dos focos que aviltam e ferem a ética seguradora; c) Estímulo à aglutinação de seguradoras mais débeis por outras que as possam revitalizar; d) Limitação oficial do núme['O de seguradoras para um teto consentâneo cJom a capacidade e0Qilômico do mercado; e) Divulgação racional do seguro focalizando o aspecto "social" de a.tenuador das consequências de qualquer evento, quer no que tange à economia individual como em relação ao produto nacional bruto. f) Um "marketing" agressivo na venda dos seguros com a possibilidade dos financiamentos a médio prazo, a fim de se atingir uma massificação crescente de prêmios.

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s / 921 / 924

REVISTA DE SEGUROS

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Mortalidade por acidentes de tráfego Temos publicado o resultado de estudos de uma grande seguradora sôbre a taxa de mortalidade por acidente de tráfego no conjunto dos segurados de sua Carteira de R . C . O . Como das outras vêzes, lembramos que a experiência assim recolhida não corresponderá, necessàriamente, ao índice que seria encontrado no exame da taxa de mortalidade em ,r elação a tôda a frota nacional de veículos. A expeTiência dessa seguradora, inevitàvelmente, é influenciada pelo fato de que o conjunto de suas apólices contém proporcional-

mente maior número de "carros de passeio", da região do Centro e do Sul do País. É de prever~se que a taxa de mortalidade que corre~ponderia ao total da frota brasileira seria mais elevada por conter proporcionalmente maior quantidade de veículos pesados e sediados em outras regiões do País. Os levantamentos feitos sucessivamente por essa seguradora vêm apres,entando um agravamento constante e bastante rápido na taxa de mortalidade, como se verifica pelos números abaixo:

Em julho de 1969 . . . . . . . . . .

178 mortes por 100.000 v>eículosj ano

Janeiro/ 68 a junho/ 70 . . . . . .

215

,

julho/ 69 a junho/70 . . . . . . .

245

outubro/ 69 a setembro/ 70 . . março/ 70 a fevereiro/ 71 . . . .

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289

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361

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O crescimento dêsse índice pode ser atribuído a inúmeras causas. Parte pelo menos dêsse crescimento resulta de agravamento real nas condições de tráfego. Outra parte dêsse agravamento1 resulta da maior familiaridade dos proprietários de veículos com seu seguro de R. C . O., levando-os a comunicar mais exata e ràpidamente às suas Seguradoras os acidentes de que resultam mortes. Com m.enos certeza, pode-se atribuir, também, parte dêsse agravamento à mudança que cada dia se vem registrando inequivocamente quanto a maneira de utilização dos veículos de passageiros. Antes, êsses veículos eram quase sempre sàmente usados pelos seus proprietários e, principalmente, em trajetos urbanos. Hoje, além do proprietário, usam o veículo, também em muitos casos, vários de seus dependentes e torna-se dia a dia mais freqüente o emprêgo do veículo em viagens de fins de seREVISTA DE SEGUROS

"

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mana ou de férias, resultandO! de tudo isso considerável aumento na "exposição a risco" de cada veículo. Ainda, com menor certeza, pode-se atribuir parte do agravamento da taxa de mortalidade à circunstância de que é cada vez maior, em proporção1ao total, a parcela de motoristas de pouca idade e pouca experiência, uma vez que a indústria nacional e a revenda de carros usados tornam cada vez mais accessível a propriedade de um veículo aos que antes nunca os haviam possuídoi e aos mais jovens. Esta enumeração não esgota as possíveis causas do agravamento na taxa de mortalidade por acidente de tráfego entre nós, situação que, por tôdas as razões, está a exigir estudo e atenção. A Diretocia da Federação já decidiu promover levantamentos estatísticos de mercado quanto a essa situação. 399


NOTICIÁRIO DOS JORNAIS SEGURO OBRIGATóRIO DE AUTOS COBRIRA ROUBOS

O Seguro de Responsabiliidade Civil para Veículos Autom01tores, obrigatório, deverá ser reformulado· para abranger em sua cobertura o roubo e incêndio dos veículos. O problema será debatido na reunião no Ministéri'o da Indústria e do Comércio, que reunirá o secretário geral dêste Ministério, o presidente do IRB e o superintendente da SUSEP. Diversos aspectos do regulamento dêste seguro serão alterados, com base na verificação que vem sendo feita sôbre seu comportamento. Para conceder ao segurado também garantia contra o roubo ou incêndio de seu veícul1o, o prêmio dêste seguro será ampliado. O problema ainda estará submetido a alguns estudos, face à responsabilidade da decisão a ser adotada: com a ampliação esta modalidade de seguro se tornará sensivelmente mats útil ao segurado e, oo:m a elevação do volume de prêmios, se tornará igualmente mais interessante para as companhias. [: FUNDO DE SEGURO

Um total de cêrca de Cr$ 70 milhões é quanto totalizam as :r.eservas mantidas pelas companhias de seguro no IRB. Tais recursos formam o Fundo Nacionai de Seguros e sãJO' aplicados em títulos públicos. É possível, no entanto, que se concretize a 'idéia originária de setores técnicos do Ministério da Indústria e do Comércio, no sentido de que êste fundia possa ser aplicado· mai:s rentàvelmente, nas diversas alternativas do m ercado de capitais, especialmente na Bôlsa. 400

De acôrdo com a idéia em cogitação, as aplicações do Fundo seriam geridas por um comitê coootituído de representantes do:s setores público e privado do mercado segurador. ~ste seria mais um elo entre a atividade seguradora e o mercado de capitais. CAPITAL ABERTO: A TENDl:NCIA

No discurso com que saudou o Sr. Antônio Larraigoiti Jr. como Segurador do Ano, o presidente do Clube dos Seguradores e Banqueiros, prof. Teófilo de Azeredo Santos ,ressaltou que "a abertura do capital é um dos passos maJis importantes para a preservação do sistema de livre iniciativa." A seu ver, êste processo de desenvolvimento das companhias é perfeitamente adequado a;o mercado segurador. Se há neste si!stema uma nítida identidade entre a escala operacional e a rentabilidade, torna-,se claro que à medida que maior fôr a captação de .recursos da poupança popular, ma!i.ores serão os resultados. ESCRITóRIOS NO EXTERIOR

O Instituto de Resseguros do Brasil já foi autorizado a instalar os seus escritórios no exterior, a começar pel'O de Londres, onde estão ao:ncentrados todos os grandes negócios garantidos no mercado internacional. Consta que um outro bureau deverá ser criado em Tóquio, a fim de facilitar a execução de uma poli· tica de diversificação na colocação de contratos e outro em Nova Iorque. De acôrdo com a linha traçada pelo Ministério da Indústria e do Comércio· o IRB ativará também as suas relações junta ao mercado latino-americano, prin· cipalmente, com a Argentina, o México e o Chile, formando um sistema mútuo de garantia que permita a economlia de divisas com o pagamento de taxas mais baixas a grupos resseguradores mundiaiS. REVISTA DE SEGUROS


TAXA DE ADMINISTRAÇÃO - Já tendo reduzido! de 10,5 para 9 % a taxa de administração do Excedente único do ramo incêndio, o IRE decidiu, até o próximo dia 30, tomar igual medida oo:m relação aos demais ramos. I

e RESERVAS TÉCNICAS - Segundo revelou a Sm~ep, as ações da Cemig e da Cosipa serão aceitas para cobertura de reservas técnicas uma vez que há registro daquelas emprêsas no Banco Central como destinadas a 'explo.mção de indústria de base.

tendo em vista adaptá-la às novas condições de 'economia do país. O trabalho considera a tecnologia posterior à elaboração da tarifa atualmente em vigor. Um dos objetivos dêste trabalho é o de fixar normas tais que dificultem a obtenção de tarifações individuais não coerentes com as normas gerais aplicadas ao mercado segurador. Um dos fatôres que sempre propiciaram a obtenção dêstes contratos especiais foi a i.mpOSISibilidade de inclusão dos casos concretos na tarifa geral vigente. ONDE ESTA O MERCADO

CAPITAL DE GIRO - Raul Teles Rudge e Mário Petrelli estão incumbidos de estudar e propor à Fenaseg medidas de curto prazo com vistas à solução de problemas relati~os ao gi110 financeiro das operações do mercado segurador. I

MERCADORIAS IMPORTADAS Foi realizado na terceira semana de abril o ciclo de debates· estudos e atualização de informações sôbre o segu11o de transportes de mercadorias importadas.

O quadro acima mostra a distribuição nacional do mercado segurador. A rigor, o mercado deveria rwletir a distribuição da riqueza e seu crescimento, em tênnos regionaJs. Entre os fatôres que perturbam esta afeJrição está a incidên-

I

COMISSARIADO DE AVARIAS

para a ALEMANHA

I "PERFORMANCE" - O BNH está estudando a regulamentação do Seguro de Performance.

I ESCOLA DE SEGUROS- Será instalada ainda êste ano a Escola Nacional de Seguros, destinada à difusão de co'nhecimentos do mercado segurador. A Comissão Organizadora da Fenaseg, instalada no ano passado, está organizando diversos cursos, entre êles a de formação de corretores.

TARIFAS SERÃO REVISTAS

Firma: GUENTHER HOLZGRAEF.E Raboisen 58 2 -

REVISTA DE SEGuROS

1

Telegramas: "Wolterpol" Telefone: 33-0176

Correspondente no Brasil: Emst W. G. Holzgraefe Av. Presidente Vargas, 542, s/ 1510 Rio

Está sendo pro,c edida uma revisão total na tarifação do seguro incêndio,

HAMBURG -

d~

Janeiro- GB- ZC-00

Telefone: 223-1151 401


cia de tarifações individuais, concedidas principalmente a emprêsas estrangeiras ao se instalarem no país . .A:s cifras relati-

1967

Rondônia Acre . ................ Amazonas ........... Pará . Maranhão . P'iauí Ceará . Rio Grande do Norte ... Paraíba Pernambuco ........ Alagoas Sergipe Bahia . Espírito Santo Minas Gerais Rio de Janeiro ......... Guanabara São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul .... . Mato Grosso Goiás Brasília Amapá . Total . ••••

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vas a 1970 ainda estão em fase final de apuração, sabendo-se sàmente que o total é superior a Cr$ 1,8 bilhão.

1969

1968

149 200,99 2 6 1

276 51 551 097 146 517 122 498 300 464 556 349 650 675 237 329 640 498 349 595 760 240 875 853

998,73 786,37 697,65 173,58 311,33 494,88 574·52 053,92 545,81 024,57 132,76 360,27 523,62 947,99 111,85 862,58 849,02 551,48 634·01 386,54 110,79 599,64 767,18 046,70

1 572 032-45 3 696 313,51 553 070,02 116 368,99 3 512 117,97 77 080,37 338 346,23 14 469 210,75 370 854,81 437 341,37 9 493 759,77 1 589 390,92' 25 336 698-41 7 336 355,13 150 409 623,90 233 947 948,48 25 218 974,85 6 522 542,61 43 226 569,28 161 585,13 1 204 923,89 552 495,43

1 26 1 1 16 3 52 18 247 365 46 14 72 1 3 3

530 292 805,26

895 639 545·79

7

1 190 45 4 260 7 641 2 237 1 184 9 524 953 2 095 27 612 2 042 1 698 24 321 5 197 69 155 27 071 331 807 516 212 56 987 16 847 96 425 1 524 4 272 4 960 25 1 215 294

471-47 343,93 742,00 201,17 118,80 406,75 347,03 459,15 264,52 080,85 945,25 808,91 735-71 654,58 392,99 093,94 241,87 011,60 001,38 612,07 295,36 806,25 068,01 578,66 424,93 107.18

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REVISTA DE SEGUROS


AEvolução do Seguro no Plano de Habitação N. da R. - Presidida pelo Sr. Raphael de Almeida Magalhães, a delegação da Fenaseg apresentou o pl'lesente trabalho ao III Congresso :I nteramericano de Habitação, realizado na Guanabara, no período de 28 de março a 4 de abril.

O seguro desempenha papel saliente e fundamental à liquidez do plano nacional de habitação. Consciente! de suas responsabilidades e da função estratégica que exerce dentro da sistemática do programa, o mercado segurador brasileiro, em íntima colaboração com :o Banco Nacional da Habitação, vem realizando uma extraordinária experiência operacional em curso nos últimos cinco anos. O sistema nacional de habitação desenvolve-se através de uma ampla descentralização, confiando-se a ~ecução dos seus diversos programas a mais de 870 agentes distribuídos por todo o país. A multiplicidade dos instrumentos e a diversidade das modalidades operacionais de que se reveste o plano, geram, para o sistema segurador, desafios de tôda a ordem. Graças à experiência que se vai acumulando e, sobretudo, à consciência REVISTA DE SEGUROS

dos encargos sociais que não podem recusar, as sociedades seguradoras do país têm contribuído para aprimorar as normas legais e regulamentações que disciplinam o assunto. Eis porque pare~ oportuno recordar a evolução do seguro no plano nacional de habitação. FASE INICIAL O engajamento inicial do mercado segurador no Plano Nacional de Habitação realizou-se, entretanto, sem a prévia elaboração de projeto específico. A inexistência de qualquer experiência anterior, impedindo a avaliação de riscos peculiares aos nov:oo tipos de relações criados pelo sistema instituído. no setor habitadonal, obri]~ou a adoção inicial de soluções convencionais que caracterizavam a oferta eneontradiça no mercado para uma procura também convencional. Apesar do caráter conv:encional das coberturas proporcionadas, inovações foram introduzidas na mecânica operaciornal do sistema segurador. Condições especiais foram estabelecidas, tanto em relação à tarifação do risco, como no tocante ao processamento administrativo. Ditaram êsse tratamento de exceção os elevados fins sociais do Plano de Habitação. A tarifação obedeceu ao propósito de tornar ·o menos onerosa possível a carga proveniente do seguro. A administração das operações foi entregue ao BNH, a êste cabendo o encargo de processar as contas de prêmio e de sinistros . O volume previsto de operações era de uma ordem de grandeza que tornava imprópria e desaconselhada a colocação e distribuição dos seguros Jatravés dos processos habituais do regime de concorrência característico da economia 403


de mercado. Optou-se pela fórmula do Consórcio, aglutinando as sociedades seguradoras. A essa entidade foi atribuída a absorção dos riscos materiais dos imóveis e a aceitação dos seguros de vida e1 invalidez das mutuárrios do sistema financeiro da habitação. Em seguida, foi implantado, à margem do Consórcio, seguro de crédito destinado a co1b rir a inadimplência dos mutuários, através de colocação direta nas seguradoras . Apesar do sentido social de que se impregnou a tarifação, da falta de informação estatística para uma razoável aferição dos riscos e da precariedade dos mecanismos de seleção inseridos no sistema de aceitação automática dos seguros, a fase inicial apresentou resultados razoàvelmente equilibrado~. Por outro lado, os encargos conferidos ao BNH, além de gerarem a formação de um setor crítico no sistema administrativo d:o Banco, produziram duas ordens de consequências: 1) o processamento das contas de prêmios e de sinistros, sempre defasado, const ituía-se em foco de perturbações para a eficiência almejada de todo o complexo dos serrviços securatórios; 2) privaram as seguradoras da formação de um acêrv01 de informações e experiências que lhes seria, no entanto, de importância fundamental para a elaboração de planos de seguros mais compatíveis com as necessidades e pecularidades do Sistema Habitacional. Êsse último problema viria encontrar a solução natural em 1968. O Instituto de Resseguros do Brasil e o BNH encontraram a fórmula indicada para que as sociedades seguradoras passassem a ex;ercer a administração de que estavam até então alheadas. A prtmeira fase da experiência securatória caracterizou-se, de um lado, 404

pelo alto teor de improvisação inevitável do esquema implantado, que refletia sobretudo o ânimo do mercado segurador de prestar a indispensável colaboração a programas de importância econômico-social como os do Plano Nacional da Habitação; de outra parte, por um elevado índice de sinistralidade que traduzia, ao mesmo tempo, insuficiência tarifária e agravação dos riscos absorvidos, esta última gerada tanto pela eficácia ainda insatisfatória dos mecanismos de seleção como, também, pela própria existência de componentes, na estrutura dos financiamentos, que concorriam para a elevação dos níveis de inadimplência doo mutuários. NOVA FASE Em 1970 tem início nova etapa. Foi criada a Apólice de Seguro Habitacional, consubstanciando na sua estrutura o produto da experiência anterior do mercado. A distribuição e colocação dos seguros passaram a obedecer a um esquema segundo o qual, dividido o País em regiões definidas em função da dispersão geográfica dos programas habitacionais, em cada região uma seguradora assume a liderança das congêneres, com todos os encargos da coordenação e administração das operações locais. Pretende-se, com a nova sistematização adotada, dar nova e mais adequada feição ao papel desempenhado pela atividade seguradora. Seguro é mutualidade organizada sob as leis da estatística. Esta fornece os dados e informações que, submetidos à redução matemática através do cálculo de probabilidade, permitem fixar a justa contribuição de cada mutualista para o custeio global da reparação das perdas infligidas ao conjunto por infortúnios que tenham atingido parte dêste. REVISTA DE SEGUROS


A Apólice de Seguro Hal:)itacional

abrange três modalidades de cobertura: 1) danos materiais ao.s imóVreis e seguro de vida e invalidez dos mutuários; 2) riscos de crédito, garantindo a inadimplência dos mutuários; 3) garantia das obrigações do empresário da construção civil. Em tôdas essas modalidades, cumpre que se diligencie a correta aplicação dos princípios básicos do seguro, mais atrás referidos . Tarifação adequada e racional, justa seleção de riscos, custos administrati-

vos decrescentes e uma eficiente1 prestação de serviços a todos os integrantes do Sistema Habitacional, tais são os parâmetros que devem orientar tôda a dinâmica da participação e da evolução do seguro dentro do Plano Nacional da Habitação . Êsses são, com efeito, os parâmetros capazes de permitir um sistema de proteção securatória em condições de atender com eficiência e .fustiça aos interêsses dos próprios membros da mutualidade segurada.

que demanda solução, é o das inadimplências acumuladas no silstema oriundas de uma fase de pioneirismo e de implantação. Problema, !aliás, altamente preocupante, face à quantificação que possa atingir e à decisiva influência da acumulação de juros na perda líquida definitiva indenizável pela apólice. Tais problemas, no entanto, são naturais ao exercício de qualquer atividade, mormente na execução d~ um plano de seguro com as dimensões do que é 0 aplicado aos riscos do nosso Sistema Financeiro da Habitação. A Apólice de Seguro Habitacional constitui nova experiência. Mas, neste passo, com perspectivas bem mais animadoras, porque lançada com o embasamento de informações, dados e conhecim entos estratificados por uma vivência pregressa dos problemas que entraram em equação no planejamento elaborado.

Quero acentuar que, participando do P1ano Nacional de Habitação, o merEm matéria de prestação de servi- cado segurador brasileirO\ conta com a ços, no próprio esquema de seguro de cooperação e eficiência das administracTédito dos mutuários o mercado segu- ções do BNH e do Instituto de Resseguradoc já realizou avanço considerável ros do Brasil, num clima de solidariedasôbre os planos anteriores. Deu contri- de que, tenho certeza, subsistirá nas rebuição significativa à regulamentação lações entre aquelas entidades e os sedas rotinas de subrogação, adjudicação guradores. e dação em pagamento, daí advindo-lhe nôvo desatio: o da comercialização de Finalmente, desejo antecipar o agraimóveis. decimento da classe seguTadora à contribuição que recebemos dos ilustres É necessário, assim, nova sistemátiempresários que partic'ipam dêste Conca de arrecadação de prêmios que, pregresso, num trabalho de mãos dadas, em servando as taxas vigentes, permita compatibilizar prêmio e risco, quando êSte defesa dos princípios e idéias que visam último alcança maior índice de proba- a um objetivo maior: servir aos superiobilidade, que é no período ,i nicial do pra- res interêsses da Nação e do seu desenzo de financiamento. Outro problema volvimento econômico-social. REVISTA DE SEGUROS

405


Segurador

do Ano diz que Mercado , esta em Expansão - A tendência visível do mercado segurador é no sentido do crescimento e da maior lucratividade. Considero inevitável que as companhias recorram à poupança popular, democratizando seu capital e faz'endo com que camadas cada vez maiores de brasileiros participem dêste progresso. Quem opina com tal otimismo quanto ao futuro de seu setor é o Sr. Antonio Larragoiti Jr., presidente das emprêsas do grupo Sul América e homenageado pelo Clube dos Seguradores e Banqueiros com o título de Segurador do Ano.

Antônio Larragoiti é ·d iretor da SulAmérica desde 1924 - quando seu pai ocupava a presidência da companhia. A Sul-América foi fundada em 1895 por seu avô. Nestes quase 50 anos, sua vida se confunde com a da emprêsa e a vida da emprêsa com a história do seguro no país. Não há dúvida que superamos uma fase crítica do seguro no país- disse. A inflação afetou quase fatalmente o seguro de vida individual, mas ag10(ra verifica-se uma recuperação nítida. Para ilustrar o nível das dificuldades no passado, revela o presidente da Sul-América que mais da metade da atual carteira de seguro de vida da companhia é de apólices tão pequenas· que a companhia decidiu não cobrar os prêmios, p ois somente o custo operacional desta cobrança seria superior ao prêmio respectivo. A recuperação que vem se verificando na carteira, a seu V1er, é quase que a criação de uma nova carteira. Os problemas só não foram maiores, em sua opinião, porque o seguro de vida em grupo teve um bom desenvolvimento, mesmo durante a inflação, pois seu valor acompanhava a evolução dos salários. Ilustrando esta observação, revelou o Sr. Larragoiti que a Sul-América poosui hoje uma certJeira de Cr$ 500 milhões de seguro de vida individual e Cr$ 8 bilhões de vida em grupo.

OTIMISMO FUSõES

- Percebe-se no setor um clima de confiança: o estímulo às fusões das companhias, a conquista do seguro de transporte internacional de mercadorias e outras medidas recentemente adotadaJs parecem compensar com vantagem a preocupação com outros problemas. 406

- Sou plenamente favorável às fusões. Sem nenhuma dúvida, o número de companhias existentes no Brasil é excessivo. Creio que deveríamos ter algo como 50 companhias ou pouco mais. REVISTA DE SEGUROS


A Sul-América - informa seu presidente- não está pensando em adquirir outras companhias: - Nossa estratégia é a de crescer por nós mesmos. Estamos agora nos desenvolvendo na proporção de 40 a 50 % ao ano e temos nosso capital ba;stante democratizado.

esta atuação que garante os bons resultados das companhias e lhes permite crescer à grande velocidade. Para isto, no entanto, não crê o Sr. Larragoiti que seja indispensável alterar a atual regulam.entação das aplicações das reservas técnicas.

MERCADO DE CAPITAIS

- As carteiras de títulos das emprêsas do grupo Sul-América totalizam cêrca de Cr$ 320 milhões - acrescenta. - Somos, portanto, equivalentes ao segundo fundo de investimento do país. Foi essa atuação que nos garantiu um lucro financeiro· em 1970, que compensou com grande vantagem o pequeno defiCJit industrial. A seu ver, a atuação nos mercados financeiros e de capitais é uma vocação irresistível da atividade seguradora. :É

o

Comissário

Há no mercado segurador uma a tividade profissional, nêle integrada embora quase sempre exercida em regime de autonomia, sôbre o qual o desceu há vários anos uma cortina de silêncio. Trata-se da atividade de comi.Sisário de avarias, por vêzes também chamado vistoriador. Sua atuação é setorial, circunscrevendo-se à área do seguro de transportes. Mas aí ela é de importância fundaREVISTA DE SEGUROS

- As aplicações em ORTN são também ba:stante rentáveis. Nós, pelo menos, temos aplicado em títulos públicos quantia superior ao que nos é imposto pela regulamentação em vigor.

CRI ATIVIDADE

-No seguro, como em tôdas as demais atividades - conclui o "Segurador do Ano" - é necessário criar novas modalidades que neutralizem os fatôres negativos que afetam o setor. Temos procurado desenvolver êste aspecto pela contratação de pessoal jovem e pela motivação de nossa equipe técnica nesta direção.

de

Avarias

mental porque se ocupa de um dos pontos-chave da operação de seguro: a regulação de sãnistros. Exige-se do vi:storiador, é claro, a competência indispensável à realização dos seus misteres. Acima disso, porém, a êle se impõe a maiJS rigorosa honestidade profissional. Interposto entre segurado e segurador, cabe-lhe o dever de manter-se equidistante de ambos, realizando trabalho por excelência imparcial. Sua 407


tarefa consiste em identificar a origem mercado segurador o trabalho a s e u do dano ocorrido à mercadoria e avaliá- cargo. la em dinheiro. São êsses os e~ementos Agora mesmo, por exemplo, nôvo decisivos para a liquidação do sinistro e, portanto, para o f1el cumprimento do fator de realce para êsse trabalho surge 0 próprio objetivo essencial do contrato com a Resolução n. 3/ 71 do CNSP. Esta de seguro. Falsear êsses elementos, de estabeleceu que, se e quando os 'importadores decidirem fazer seguros de suas modo a que resulte favorecida uma das importações, os coloquem no mercado partes contratantes, é em última análiinterno. se comprometer a finalidade do contrato e atender, ainda mais, contra o interêsse Tratando-se de medida cuja exesuperior de tôda a coletividade segurada, cução está em fase inicial, por isso mespois é em detrimento desta que se con- mo sôbre o seu funcionamento é natural verte a má liquidação de qualquer sinis- que advenha o interêsse informativo do tro. público, daí surgindo um necessário movimento de divulgação. Nêsse quadro a Pela natur·eza dessa posição em que atuação do vistoriador entrará em evise situa o vistoriador nas relações que o dência, adquirindo merecido relêvo e resinistro cria para segurado e segurador, conhecimento o valioso trabalho por êle houve época em que o exe:rcíclio das ati- executado. vidades daquele profissional constituiu objeto de constante atenção do sistema segurador. O IRB, por exemplo, no pro pósito de promover o engrandec.i mento da classe através da adoção de um me~ Seguradora canismo de qualificação profissional, Indústria instituiu um registro de vistoriado!I"es, passando a só aceitar nos processos de e Comércio liquidação de sinistro laudos emitidos por S. A. quem estivesse devidamente registrado. Posteri01rmente, êsse registro, bem como Opera em seguros de: os contrôles nêle implicados, foi transfeIncêndio - Transportes em Geral rido para a Federação Nacional das EmAcidentes Pessoais - Lucros Cessantes Riscos Diversos - Responsabilidade prêsas de Seguros. Civil.

A essa época em que o vistoriador esteve em evidênoia sucederia outra, que se prolonga até hoje, de silêncio sôbre a sua atividade profissional. Mas no caso a alternação se processou sem qualquer interferência sôbre a valorização do trabalho do vistoriador. O conceito dêst e sempre se manteve invariáv;el dada a importância que jamais deixou de ter no 408

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Obrl3'ações RcaJU«tâv~W do TesoUro Nac\orul . . , Açõe.s d.J l .R.S . • . ... . ... . ......... . . . ... : Outros Ti,ulos de Rtncb. ...................... .. Emprestttnos H~.PGtecàrios e Sob cauçio de T itUl06 I .R.B. - C/ Retenção de ~vu • P'undoe .... lmóvei:s 8ob Prome!ll:l& d~ Venda .. Sociedades CongM.eres • C 'Correntes Apollces em Cobr.1nça. . . . EmprestllT\0.! Publieos Dite:sos .

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OS "DIRETORES Antonio Carlt>& Üt' Almei\la li<dSS. Moacyr Pereira da Sllv,t Ricardo Paulo RoquNte Pinto João José de ~ou za Me nttes Robe rval d e \'ucon cello, Pedro Nabueode Abrru ~l'tA .Joio Carlos de ,\ lmeld3- Braj!'\ Clãutho de Al mci•h Ro~1 Ha phael de Almc:da Mat!alhJ.l't. ltldio Silva Amilcar llcni R. de Magalh.h'>:l Ephraim Pi nhl'ito Cabr,\1 l'cli pe Leopoldo 0 t"'dH••mr< Hicardo Fr~tnci~o CirtHcruuan Ern~slo AI H·~ rlt• C.'l'ltrol

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H~ohcrtu Hrlif'n ri•· ,1'l;\o l'rc.r-nç.& l.ui7. 1JulH' u..:t\f'\" J(liio Adolfo S otan•drd l\f'm'l"th!'nl'll \IMfi UrPif,t l'inl1o hlhv :\btab:\o (iarfinkt'1 t iil CNIH ~ll')r!'ira dt' .\ brf'H .Julio Zsl~tupin Wl\lde mar ~l rnezc iJ de Olitt•ira i'11UIO dr- ~alw• 1\An (.oHA tl,trlln•'l MArio Pt"trelll t\lrdnio llf' ltc lv 1-~nru ~;tLuct'

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