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YORKSHIRE Insurance Co. Lt.cl. Fundada em 18J4
Em preparo a edição de 1941
Diretor Responsavel:
ABILIO DE CARVALHO
Mais de um século de reputação em llquidaçóe!!l satisfa tortas BRASIL R. Gen. Camara 06 Rio de Janeiro
I~~~---A-N_o,_x~xi--~JJ~----A-BR-IL_D_E--1-94-1----~~~---N~UM I -.-2-38---~~~ Dlreteres: CANDIDO DE OLIVEIRA e J. V. BORBA
Evolufao jurídí&a do securo A evolução dos sentimentos afetivos, entre os sêres humanos, creou a família e com ela a economia e a prev!dência, da qual o seguro é a expressão maxima, pois corresponde às necessidades mais imediatas da vida social. O seguro supõe um certo estado de civilização. ~I e passou na antiguidade, como passará no futuro e como acontecerá com todas as instituições humanas, po~ transformações multiplas. O seguro constitue perante o direito um contráto- vivo e ligado à possibilidade futura dos varias riscos assumidos pelos segL1radores. O direito fundamental dessas avenças não têm mudado, mas ·apenas se elasticido pela superveniencia de novos negocies juridicos. Hipóteses então inexistentes têm vindo a esse depÓrtamento da atividade mercantil e necessario foi que a lei as reconhecesse• e disciplinasse . O espírito humano não cessa de trabalhar . Quem sabe que desenvolvimento terá ainda o seguro? Que novas regras governarão os seus contrátos? - Se a c1encia é a verdade conquistada, e·la será sempre a verdade a conquistar, disse Emile Zola . Não póde · haver separação entre a vida e o direito. Ela continúa e êle se forma lentamente no ~eio do povo. A missão da justiça é, na sua essencia, comparar o fato .à lei, para tirar a relação existente. O pouco desenvolvimento do seguro, neste país, até o começo do seculo, ornovq___ esse instituto vitima de juizos levianos e de sen-tenças distituidas de senso comum e reveladoros da inciência dos seus prolatores. E' realmente dificil aplicar um direito desconhecido. ,4s provas judiciais das companhias devem ser apreciadas com pure·za de in tensão. Nenhuma condescendencia deve favorecer os incendiarias. Os sinistros de fogo constituem perigo comum e Ó seguro não foi criado poro animar tão temeroso especulação, mas poro garantir os pessô:Js honestos. Os povos valem pelo qu€· têm de capacidade de trabalho e produção e pela fomo de honestidade que conquistaram. O comercio vive da bôo
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fé e tanto mais se desenvolve quanto maior o conceito de honrade•z de
que desfrutam os seus agentes. - Mercurio não póde ser tomado apenas pela má fama conquistada, rnas pe·la sua atividade como deus do Comercio previ·d ente e que se segura con1 ra os acidentes fortuitos. · Essa industria, cujas manifestações se encontram em passadas éras, não .. achava na legisalção uma regra adaptada às sua.s necessidades. Hoje, possue, sob o impulso dos interesse·s sociais, verdadeiros codigos e ieis especiais . Aqui, o Codigo Come•rcial de 1850 só tratava do seguro dos riscos do mar, e proibiu o de vida de pessôa livre, mas não obstante · ha muitos anos foram lançados os seguros de vida. O Codigo Civil de 1916 ampliou a esféra legislativa. Outras formas de seguros estão se dese-nvolvendo. · A incompreensão oinda existente sobre- a finalidade do seguro tem feito com que alguns juizes não apreciem com cuidado as condições de?ses contrátos. As clausulas das apólices, regulando ·as relações entre as partes contratant€·s, valem como disposições legais. Elas coibem certos propositos ambiciosos que sendo contraries à moral e .à ordem publica; são prejudiciais à industria seguradora. Toda a diferença entre o valor seguro e o valor da coisa é considerada beneficio, que vai além da função méramente reparadora do seguro. As apólices, como o Codigo, não permitem se transformar o segl.lrO em jogo ou dar ao segurado interesse na perda, o que seria contrario à moral corrente e,' faria pezar sÓbre os seguradores os mais graves perigos, comprometendo su.a solvabilidade e ameaçando indirétamente a seguran-ct • ça de todos os segurados. Os seguros protegem interesses considerave·is. Sem eles, a civilização · .- industrial não existiria com a pujança atual . Deles provém o renascimento econom_ico de muitas firmas e sociedade-s mercantis. · Os técnicos tiram das suas leis e dos principias de direito a realidade das' coisas e de uma forma luminosa apresentam novos aspectos do contr.Jtc de seguro. Para proteger o exercício dessa industria de feição eminentemente social, ·OS paises civilizados têm estabelecido leis e regulamentos bem inspirados.
.
Eles cuid~m não só de proteger os seguradores contra as manobràs rnoliciosas dos segurados, como a estes contra a interpretação abusiva de clausulas obscuras. O resultado dos nossos estudos e da observação dos fatos nos leva a dizer que na grande maioria fias vezes, os liquidações são favoraveis aos segurados. Raros casos conhecemos em que as companhias se negaram, sem razões fortes, ao reconhecimento do direito dos sinistrados. O juiz deve, nas ações de seguros, se colocar no ·s eu papel de arbitro. f·-.lada de prevenções, de simpatias, de propositos condenaveis. A má comweensão que ainda existe, no nosso meio, em relação ao
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ção ,uma taxo até 2 % (dois por cento) dos pcêmios pagos pelo segurado o cada uma dos sociedades. Art. 7. 0 Em cada opólice- incendio cujo responsabilidade se iniciar ou renovar após o vigência deste decreto-lei, os responsabilidades dos sociedades seguradoras deverão enquadrar-se nos dispositivos agora estotuidos. •Art . 8 .0 As sociedades de seguro que, isoladamente ou em conjunto, assumirem responsabilidades superiores às permitidos por este decreto-lei estarão sujeitos o multo em importância correspondente às responsabilidades aceitos irregularmente, calculoda no proporção de !\UOS aceitações, aplicando-se o multo em dobro no primeiro reincidência e sendo cos-
soda o autorização poro funcionamento no segundo infração. Art. 9. 0 A fiscalização do cumprimento do presente decreto-lei caberá ao Departamento Nacional de Seguros Privadas e Capitalização, do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio . Art. 1O. O presente decreta-lei entrará em vigor 30 dias após o doto de suo publicoçã~. Art. 1 1 . Revogam-se os disposições em contrario. Rio de Janeiro, 3 de abril de 1941, 120° do lridependencia e 53. 0 da República : GETULIO VARGAS Waldemar Falcão.
Seguros contra acidentes aéreos depende do intenso incremento na navegação aérea, é, portanto, de eminente interesse nacional a contribuição de todos para que ês5e meio de comunicação e transporte se divulgue e a confiança nele se fortaleça na espírito público e que a certeza do seguro não se páde deixar de considarer um elementos vantajosa para tal fim;" "que o interesse econômico das seguradoras, posto em cheque pelo dispositivo legal, assim como a balança entre a prêmio e o risco acrescido se atenderiam por um aumento de taxas sobre todos os segur.ados contra acidentes pessoais, pois, se o aumento das taxas sómente cobre o número atual dos que viajam em aeroplano e fazem seguro, é pesado, o aumenta para o número total, abrangendo- os 95 % que não viajam é insignificante, e, portanto, indiferente aos que o pagam, sendo, entretanto compensador da responsabilidade pelos riscas que os seguradores assumam" .
O Sindicato de Seguradores e:nviou ao ministro da Aéronautica a seguinte representação: "Exma. Snr. MINISTRO DA AÉRONAUTICA, O SINDICATO DOS SEGURADORES DO RIO DE JANEIRO, com o mais profundo respeito, vem expôr, a V. Ex. :
- que o Codigo do A~, no art. 114 determina -. a inclusão obrigatória dos riscos resultantes de transporte dos segurados nas linhas regulares de navegação aérea, nas apólices de ~eguro contra acidentes pessoais;
que não atendendo êsse preceito, a uma necessidade social, cria~· uma situação dificil para a indústria de seguros de acidentes pessoais, e iníqua para a coletividade dos segurados; I I I
v
que em petição de' 29-11 •1938 o Suplicante isso expôs ao Conselho Nacional de Aeronáutica, deprecando a reforma do referido artigo;
que da decisão do Conselho Nacional de Aeronáutica recorreu o Suplicante, par petição de 9-3-1939 ao Exmo. Snr . Presidente da República, o qual mandou ·ouvir o Departamento Nacional de Segur.os Privados e Capitalização, que, a inda, se não pronunciou . O pedido foi renovado em 26-7-1939 por novo memorial ao Snr- Presidente da República;
IV - que êsse Conselho negou acolhid,a ao pedido, pelas considerações que' passamos a resumir:
VI "ser a cobertura da risco do transporte aéreo compreendida naturalmente nas apólices de se·guros de vida, sençlo C1-!rial assim que o mesmo aconteça em relação às apólices de seguros de acidentes pessoais; ser preciso considerar que, pelo quadro estatístico do Departamento de Aeronáutica Civil o movimento de passageiros por avião, sendo em 1937 de 61 . 874 e, no 1.0 semestre de 1938, de 33.460, deverão tais passageiros em tempo breve çonstituir parcela dos segurados de acidentes e não a menor e muita menos de 5 % ; " "ter o art. 114 do Código Brasileiro do Ar sua fonte em disposição identica dum Código que vem sendo elaborado em congressos internacionais, pelo "Comité Juridique lnternational de I' Aviation", com séde em Paris, e foi objéto de lohga discussão e de aprovação no Congresso de Lyon, em 1925;" "estando o Brasil em periodo de largo desenvolvimflnto econômico, que sob vários aspectos
- que, no recurso ao Chefe da Nação, o peticionário argumentou: a) -
b)
~
que as Companhias, mediante pagamento de uma sob re-taxa, sempre inclui ram os riscos decorrentes das viagens aéreas nas suas apólices de seguros contra acidentes pessoais, de sorte que não procede o temor de que possam elas vir a criar obstáculos ao desenvolvimento da navegação aérea no país, pela recusa sistemática dêsse seguro; que a inclusão do risco do transporte aéro, nas apólices de seguro contra acidentes pessoais, precisa corresponder uma taxa especial (como acontecia e acontece no mundo inteiro), porque êste seguro é um segura popular, que se contrata a taxas diminutos, e tombem porque se trata de um risco de gravidade excepcional, onde responsabilidades de grande vulto são acumuladas dentro de um
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seguro, faz com que as companhias se mostrem timoratas diantes de algumas reclamações injtJstificaveis. Falta-· lhe~ a paixão da justiça, o desejo de lutarem pelo seu direito, ~. or maio res q ue sejam as dificuldades do caminho. A verdade não póde deixar de ter uma linguagem energica. E' aconselhavel que e·las transijam por equida·d e e não reclamem, com rigor, a satisfação das clausulas das apólices, nos casos de evidente bôa fé do segurado, de simpleza ou de casualidade do sinistro, mas nunca devem ceder às ameaças de difamação, porque este rectJrso não produz resultados perniciosos, como já se tem verificado, pelo comparação dos buldnços das companhias visadas pelo odio interesseiro. Os seguradores pertencem ao alto comercio. São equiparados aos banqueiros e grandes industriais, que concorrem para o bem publico e gosam de consideração em todos os países policiados. Não ha portanto, razão para se alapardarem diante- de ninguem .
JULIUS WEIL
Passou a 4 de Abril a data natalícia do Sr. Julius Weil, dir.etor da Sul Am'erica Vida . Por esse motivo, o fecundo homem de trabalho que é o aniversariante, este técnico de renom1e na s.e ara do seguro de vida, recebeu inequívocas demonstraçõe~ de ~preço e carinho de funcionarias das organizações Sul America e do ilimitado circulo de suas relações pessoais. Cabem neste registro algumas palavras que reflitam o valor desse chefe, a quem está afeta a produção dessa poderosa seguradora. O Sr. \V eil é um dos mais antigos colaboradores da Sul America Vida, tendo
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entrado para essa companhia em 1910, galgando, já em 1912, o posto de Superintendente das Sucursais Estrangeiras da Sul America, e, a seguir, em 1913, assumindo o alto posto de Superintendente Geral das Agencias, até que, em 1914, atendendo aos relevantes •serviços prestados a essa grande companhia, aos seus conhecimentos, ao devotamento á causa do seguro de vida no Brasil, ao seu tino administrativo e organizador, foi, por fim, eleito diretor •. posto em que ·se tem mantido desde então por merecidas reeleições. · Ao Sr. Weil, a "REVISTA DE SEGUROS" apresenta · os protestos de sua amizade e grande admiração, desejando poder registrar muitíssimas datas iguais a esta.
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Compnh'"llie d' Assurances contre l'lncen dle,
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Accidents
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Risques Dh'e.w
FUNDADA EM PARIS EM 1828 Autorizada a funcionar no Brasil em 18118 - - - - 50 Milhões de francos - - - - 2. 000:000$000.
Capital inteiramente reallzado capital realizado para o Brasil
RIO DE JANEIRO LUIZ JOSE' NUNES Ruo Uruguoyano, 87 -- 4°. andor SÃO PAULO MAX POCHON- Rua 3 de Dezembro 17, s• RECIFE ARISTIDE BRUERE - Rua do Bom Jesus 226, 2• CURITIBA A. BARROS & C. - Rua Marechal Floriano 98, sob.
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ALFREDO PINTO
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Av. Afonso Pena
7~9,
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D·ecreto-Lei n. 3.172 - ,i)e 3 de Abril de 1941 REGULA O COSSEGURO NO RAMO INCENDIO O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o ort. 180 da Constituição, decreta: Art . 1. 0 Quando duas ou mois sociedades assumirem responsabilidade de seguro-incendio 'sobre um mesmo-seguro diréto é obrigatória a participação de sociedades nacionais, no minilno, em ci.r~coento por cento do importância segurada de cada um dos bens que façam parte do mesmo seguro diréto. § 1 .0 .;___ O presente decreto-lei adoto ·a conceituação de "um mesmo seguro diréto" estabelecida no inciso I do art. 80 do decreto-lei n. 0 2 . 063, de 7 de março de 19;40, excluída a ressalva do alínea b. § 2 .0 As sociedades estrangeiras não poderão assumir responsabilidades de seguro incendio sobre os bens que, do dato da publicação do presente decreto-lei, estejam exclusivamente segurados em sociedades nacionais. § 3. 0 : - Não é permitida a redução do percentagem total de participação das sociedades nacionais na importância segurado, quando, no dato da publicação do presente decreto-lei, o seguro incendio de quaisquer bens estiver distribuído entre duas ou mais ·s ociedades . . § 4. 0 Poro os efeitos dos paragrafos anteriores consideram-se como do mesmo bem os seguros de conteudos pertencentes ao mesmo proprietario, independentemente de suo renovação ou aumento. Art. 2. 0 · E' obrigatório o cosseguro-incendio quando ·o s importâncias seguradas sobre um mesmo seguro diréto forem iguais ou superiores a ...... . 1 ." 500 :OOo'$000 ('mil e quinhentos contos de réis) . Parografo unico. A verba de apólice-incendio que .enquadrar· responsabilidades situadas em varias locais, ~erá considerada, paro os fins deste decretolei, como um mesmo seguro diréto, estando sujeita à obrigatoriedade do cosseguro se seu montante fôr igual ou superior o 1.500:000$ (mil e quintos con1 to's de réis) . Art . 3 .0 Havendo cosseguro obrigatório o numero. mini mo de sociedades nacionais participantes e . o perecen'tagem mini ma de participação de cada uma serão dados pela seguinte tabelo: Jmportânciá total segurado sobre o mesmo seguro diréto Inclusive Exclusiva
Até De 2. 500 :000$000 De 3. 500:00,0$000 De 4 . 500 :000$000 •••••
o
••
•
••
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o a a
2. 500:000$000 3 . 500:000$000 4. 500 :000$000 5 . 500 :000$000
§ 1.0 Quando a importância total segurada fôr
igual ou superior o 5 . 500 :000$000 (cinco mil e quinhentos contos de réis), deverá participar, no mínimo, mais uma sociedade nacional para cada ... 1.000 :000$000 (mil contos de réis ) ou fração acima daquela importância até 40 (quarenta) sociedades, o . percentagem mínimo do participação de cada sociedade nacional será de tant<;>s por cento quantos o quociente do divisão de 30 (trinta) pelo numero mínimo de sociedades nacionais participantes, respeitado o disposto no art. 4 .0 • .) § 2. 0 No coso dos bens a que o seguro se referir abrangerem mais de um seguro diréto, o numero mínimo de sociedades naciona is participantes e a respectiva percentagem mínimo determinar-se-ão pelo seguro diréto de maior vulto. § 3 .0 Quando, na vigência de apólice incendio, fôr reduzido o importância total segurada de um mesmo seguro diréto e, em vista da tabelo acima, tornar-se necessário aumentar a percentagem mínima de participação de uma sociedade . nacional, permitil'-se-á que nas primitivas apólices e até os seus vencimentos, seja mantido a percentagem mínima anterior . 1'\rt. 4 .0 As percentagens de responsabilidade das sociedades de seguro, nas opólices-incendio, devem ser sempre frações decimais finitas. Parografo unico. Nas apólices-incendio, cada sociedade de seguro deve participar com igual percentagem em todas os suas verbos. Art . 5. 0 Se o seguro de bens de um mesmo proprietario estiver feito, no data do vigência deste decreto-lei, em uma apólice paro cada seguradora, e fôr desdobrada em varias outras, aplicar-se-á o todas os novas a mesmo distribuição de responsabilidade que se obteria na apólice pelas exigências dos artigos 2. 0 , 3 .0 4 .0 e respectivos parografos deste decreto-lei. Art . 6 .0 Nos casos de cosseguro obrigatório o segurado deve escolher, entre as cosseguradoras, a "leoder", escolho que constará de todas os apó l ic ~s. Poragrafo unico . E' lícito à "leader" cobrar das demais cossegurodoros, pelos serviços de coordena-
IN.
0 minimo de sociedades nacionais participantes portância total
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2 4 6 8
Porcipoção mínimo de cada sociedade nacional na imsegurada
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aparelho relativamente frágil, cujo; acidentes, com raras excepções, sempre se caracterizam por suas consequências fatais; que o gravidade do risco de aviação tanto mais se acentua para o segurador, pela circunstância de serem as ·pessôas, que viajam em aeronaves, segurados muito mais sub stanc ialmente qu e a média, donde, por um número de acidentes igual, ou menor, a obrigação de pagar indezinações muito mai s e levadas . Além disso, tem o risco de aviação, isoladamente, mais g ravidade do que todos os outros reun idos (segundo a demonst ração atuarial feita pelo Snr . Mareei Henry, e a presen tada no 1 1.° Congresso de Atuários realizado em Paris), porque nos seus sinistros ha poucos feridos, e, quasi sempre, moristo é, da tos, e os riscos de c um ulasão ocorrência de muitas mo rtes em um só desastre são tão frequ entes quanto importantes . que a gravidade do risco interd iz sua inclusão g ratu íta nas apólices de a c id~ ntes, o qu e aliás rec onheceu o Coonselho Naciona l de Ae rená utica, o qual , porém, ordenou que não fosse cobrada a sobre-taxa de vida dos viajantes em aeronaves, e, sim d i~trib u i d ci pela coletivida de dos segurados contra oci dentes pessoais; que essa providência é iníqua, não só porque, é faze r paga r o preso dêsse risco g rave por quem no corre, como tombem por que as pessôas que utilizam as aeronaves como meio de locomoÇão conta m-se exclusivam ente, enl're as cla ~'Se s abastadas, e por isso em condições de suportar, com o maximo facilidade, o suplemento de prêm io necessário à garantia adicional dessas viagens; que não ha interesse geral em pulverizar pelos 95 % da coletividade dos Segurados que nunca viajam em ae ropla no, o risco dos 5 % que podem comprar essa tutela susidiária mediante o pagamento de uma pequena sobre-taxa, e são os ún icos viajantes que, em nosso país, VIOJOm garantidos obrigatóriamente pelo transportador até o maximo de Rs. 100 :000$000 per capita ( Cód . do Ar, artigo 831; que, se os viajantes aéreos desejarem maior gara ntia que essa oferecida pela lei, não está mais em jogo o interesse geral, e sim o particular de cada um; q ~:~e ofende á justi ça social que o risco da coletividade mais afortunada seja distribuido pela coletividade mais pobre, como está acon-
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tecendo, com a massa dos segurados contra acidentes pessoais; i) - - que a situ osão do seguro de acidentes pessoais não é a mesma do seguro de vida, pois êste tem um terreno de compensação mui to extenso, e beneficia das vantagens de ca pitalização das reservas matemáticas, e de taxas de prêmios incompa ravelmente mais elevada s; j) -
que é possível compreender o risco aviação na seguro de vida, por isso que, nêste, o prêmio é calculado segundo a média da mortalidade geral: e que inclue todos os riscos externos e internos que destroem a existência, enquanto o prêmio do seguro de acidentes pessoais (que é um seguro de da nos), é fixo de conformidade com a s conti ngências ext raordinárias da atividade individua l de cada um, pagando ma is os que ma is se a rrisca m, e, assim, não existe um prêmio méd io uniforme, mas tantas variedades quanta s se deduzirem da maior ou menor probab il idade dos acidentes a que se expõe o segu rado;
k) -
que no seguro de vida o ca pital exposto ao risco não cessa de decrescer à medida da constituição das rese rvas; tanto maior, assim, a vigência da apólice tanto menor o prejuizo do segurador em caso de sinistro, não acontecendo . o mesmo no seguro de acidentes, em que o capital em risco perma nece o mesmo, q ualq uer que seja o tempo de vigência da a pólice;
II -
que os quadros estatísticos invocados pelo Conselho Nacional de Aeronáutica são ilu sório.s, visto como se referem, apenas, ao movimento dos passageiros, sem toma r em consideração que a mesma pessôa póde se r passageiro muitas vezes, e isso é o que ocorre no trafego aéreo, onde, salvo raras excepsões, é sempre o mesmo pequeno grupo que viaja , donde a mesma pessôa parecer multipl as vezes como passageiro . Ora, o seg uro con t ra acidentes se faz por pessôa, e não por passagei ro;
ml -
que, dada a capacidade diminuta dos aviões e preço elevado da passagem, o tráfego aéreo, por mais que se desenvolva, ainda por muito tempo representará um índice mínimo em relação aos outros meios de transporte;
nl -
que, afi nal, o preceito do Codigo do Ar não tem correspondente em pa ís nenhu m; refere-se a um voto apresentado no Congresso Internacional de Aeronáutica , rea liza do em 1925 em Lyon, e que não foi a prova do, nem
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,
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"Art. 1 14 Nos apólices Cle seguro de ocidentes pessoais, sempre que préviomente soli citado, não poderá ser excluído o risco do transporte aéreo dos passageiros, nos linhos regulares de navegação devidamente autorizados o transportar passageiros dentro do limite de aceitação estabelecido poro o mesmo e desde que seja pago o taxo adicional correspondente a êste risco" .
v li Nestes termos, Exmo. Snr. Ministro, o Sindicato dos Seguradores pede:
f .0 )
que V. Excio . se digne mondar examinar o situação, assim como os motivos do presente, visto competir atualmente o êsse Ministério o estudo e a presentação, ao Chefe do Noção, dos reformas necessóorios no disciplino jurfdico do orrenóutico nacional. 2. 0 e que se digne recomendar, coso ache justo, o seguinte redação poro o art. 114 do Código do Ar:
Cvmpanhia
E. DEFERIMENTO Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 1941 SINDICATO DOS SEGURADORES DO RIO DE J ANEIO oss.)
~a~ivnal
de
RODR IGO OCTAVIO FILHO Vice-Presidente" .
Jellurv~
I Piranoa
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..
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.. . . . . ..
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Agencia Geral: RIO DE JANEIR O G e r e n t e : -
TH . OTTO N I
1. 0 de Ma rço 51, 1. 0 Teleph.
Rua.
Caixa Postal 179 5 23-3ii1 8
45. 0 RELATORIO - BALANÇO DA
SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS DE VIDA Senhores Acionistas e Segurados da Companhia "SUL AMERICA": Ao submeter à vosso apreciação e juizo o Relatório, Balanço e Contas do 45 .0 exercício, terminado em 31 de Dezembro de 1940, a Diretoria se desobriga da que lhe é imposto pelo art. 12 do capítulo 11 dos Estatutos da Copanhio e o foz com prazer, porque os resultados do presente documento assinalam mais um ano de intenso e fecunda operosidode da "Sul America" . Chamamos a atenção dos Srs . ac ionistas e segurados poro algumas alterações no fórmo de apresentação do presente Balanço, o que se tornou necessario poro nos enquadrarmos nos dispositivos da lei de Seguros n. 0 2. 063 de 7 de Março de 1940 e Decreto Lei n.0 2 . 627 de 26 de Setembro de 1940 dos Sociedades Anonimas . SUCURSAL DA ESPANHA Não tendo ainda sido possivel à nossa Sucursal do Espanha enviar-nos os Balanços dos operações realizados naquela Noção nos anos em que perdurou Brasil: Seguros individuais Seguros em Grupo
a guerra civil, adotadas à legislação especial para esse fim decretada pelo Governo, continuamos na impossibilidade de incorporá-los no presente Balanço. Contamos, todavia, poder trazê-los oo vosso conhecimento através do nosso proximo Relatório, enquanto, na atual, continuam mantidos os cifras do Ativo e Passivo mencionados no ultimo Balanço.
CONTRATOS DE NOVOS SEGUROS Os novos seguros individuais, aceitos e pagos os respectivos primeiros prêmios, atingiram no atual exerci cio a cifra de Rs. 288.297 :681 $000, sendo, no Bras iI, Rs . 256 . 599 : l 29$000, representados por 1O. 841 apólices e no Perú e Equador Rs. . .. . .. . 31 . 698:552$000, representados por 2 . 059 apólices. O Departamento de Seguros em Grupo realizou, no Brasil, novos seguros no valor de Rs. 63 . 090:692$000, representados por 9. 341 certificados . A carteiro de seguros vigentes, em ~ 1 de Dezembro de 1940, atingiu a cifro de 2. 37 3 . 787 :842$ 000, assim discriminado :
I . 604 . 296 :726$000 257.947:608 $000
I .862.244:334$000
Perú: Seguros individuais
130 . 201 :401$000
Equador: Seguros individuais
50 . l 91 :209$000
Espanha: seQuros individuais
. ~ .. . ......... ... .. . .... .
250 . 640 :31 3$000 80. 51 o:585$000
Seguros em Grupo .... ........... . ... .. .... .
331 . 150:898$000 2.373 . 787:842$000
RECEIETA O total da receita arrecadado no exercício balanceado atingiu a cifro de Rs. 122 . 776:895 $900, assim discriminado : Prêmios de primeiro ano ... . . 14. 006 :585 $ 500 Prêmios de renovações .... . . . 75 . 562 :949$200 Prêmios em via qe cobrança 5. 990:145$900 (puros) . .. .. ........ . 485 :651 $800 Resseguros recuperados . . ... . Rendo de juros de capitais . .. . 25.768:434$600 963 :128$900 Rendas diversos . . . . . ..... . 122.776:895$900
LIQUJDAÇOES No decorrer do exercício pagou a Companhia aos seus segurados em vida e aos beneficiarias dos segurados falecidos sinistros, liquidações e lucros no importância de Rs. 33.752 :429$200, sendo : Sinistros ... .. .... .... .. . . Apólices vencidas, resgatadas, rendas etc . Lucros
........ ......... . .
17.547:164$000 l 3 . 334 :032$1 00 2 . 871 :233$100 33.752:429$200
REVISTA DE SEGUROS
242
Em seus 45 anos de existência a Companhia tem pago, por esta rubrica : Sin istros . .. . . . . . . . . . . . . . . . 236.857:329$581 Apólices vencidas, resgatadas, rendas etc. . .......... . 221 . 458 :233$582 38.324:509$937 Lucr-os ........... . .. . .. .
496. 640 :07 3$1 00
DESEMBOLSOS -
EXCEDENTE
O excedente verificado, depois de satisfeitas todas as liquidações com segurados e seus beneficiarias e pagas todas as despesas e obrigações da Compa nhia no exercício balanceado, monta a Rs. . . . . :' . 36.286:150$640.
RESERVAS TÉCNICAS Elo excedente mencionado no capítiu/o anterior foi retirada a importancia de Rs. 23.661 :106$000, para completar, de acôrdo com o co/cu/o do nosso Departamento Atuarial, as reservas matemáticas dos :seguros vigentes em 31 de Dezembro de 1940, ficando as mesmas elevadas à cifra de Rs . . . . . . . . . 355.564:945$000, e c de Rs. 895:695$000, para •completar a Reserva de Contingência, que subiu, no ·atual Balanço a Rs. 9. 363 :308$000 . Á conta de "Outras Reservas" foi escriturada a importância de Rs. 8.372 :512$140. De acôrdo com a localização dos respectivos contratos de seguros, as reservas matemáticas da Companhia estão assim discriminadas: Brasil ....... . .. ..... ... Perú .. . .... ..... . .... . . Equador ....... . ........ Espanha ........ . ..... . .
. . . .
288.316:184$000 19 . 656:810$000 6. 805:786$000 40.786:165$000 355. 564:945$000
Os valores representativos das reservas matemáticas, de contingência, de resseguros cedidos a companhias no estrangeiro, fundo de sobras e capital social, estão empregados de acôrdo com o Decreto n . 2. 063 de 7 de Março de 1940, como vereis do Ativo Social, nos seguintes títulos: .Títulos da Divida Público . . . Títulos de Renda . . . . . . . . . Imóveis . . . . . . . . . . . . . . . . . Emprestimos s/ Garantias . . . . Depósitos em Bancos a Prazo Fixo ...... .. . . ....... . Depósitos de Reservas de Resseguros recebi dos . . . . . . . .
162.570 :709$840 42. 153 :257$060 77 . 369 :933$200 108 . 552 :465$900 13. 212:200$300 5 . 000:038$300 408. 858 :604$600
Assim a soma desses valores ultrapassa de muito as obrigações impostas às sociedades de seguro pelo decreto citado .
SOBRAS Em obediencia às estipulações do Art. 26 dos Estatutos da Companhia, foi incorporado ao "Fundo de Sobras" o importe de 80 % dos lucros líquidos dos operações de seguros com participação nos lucros da Companhia, sendo os restantes 20 % levados paro o Fundo de Dividendos aos Acionistas . Ao "Fundo de Sobras" foi assim levada a importância de Rs. 2.911 :753$80Q e mais . .. .. . .. . . 1 . 516 :316$.8 00 de juros, atingindo o total creditado no exercício a Rs. 4. 428:070$600. Foi retirada do mesmo fundo para atribuição aos portadores de apólices com períodos de acumulação de lucros terminados, a importância de Rs. . ... .. 2. 871 :233 $ 100, ficando destarte representado no atual Balanço o "Fundo de Sobras" pela importância de Rs. 25. 180 :291 $ 100.
ATIVO O ativo social elevou-se, em 31 de Dezembro de 1940, à cifra de Rs. 442 . 138 :206$570, soma essa que, acrescida de Rs. 1 . 171 :848$300 de contas de compensação, forma o total de Rs. . . . ... 443.31 O:054$870 . Os valores que o representam são do mais sólida garantia, como vereis de sua discriminação no Balanço anexo.
IMOVEIS O patrimonio imobiliario da Companhia atinge no atual Balanço a cifra de Rs. 77.369:933$200. Foram concluídas no correr deste exercício as construções dos edifícios nas cidades de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Avenida Borges de Medeiros 417 e Lima, na Republica do Perú, na Plaza San Martin 933 . Esses edifícios foram inaugurados oficialmente com grande solenidade; o de Porto Alegre em 26 de Outub ro p. p .• com a presença, além dos Diretores da Companhia, dos Secretários de Estada e demais · altas autoridades militares, estaduais, municipais e representantes da imprensa, cortando a fita simbólica o Secretario das Obras Públicas, Dr . Meireles Leite e o de Lima, em 30 de Novembro ultimo, honrado com o comparecimento do Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Manuel Prado, do Chefe do Gabinete e Ministro dos Relações Exteriores, Dr. Alfredo Sol f y Muro e outras personalidades de destaque. Sómente agora, pelos motivos referidos no nosso relatório do ano onterior pudemos iniciar o construção do edifício no cidade de Belo Horizonte. Encontra-se em final de construção o edifício
243
REVISTA DE SEGUROS destinado à instalação da nossa Tipografia, na rua Pedro Alves 183 a 191 . No correr do exercício balanceado, realizamos a compra do prédio da Avenida Rio Bronco 140, esquina da Rua Assembléa, local que destinamos à construção de um novo edificio, poro condigna instalação da nossa Agencia Metropolitano e tombem para locação. Adqu irimos tombem em 22 de Novembro findo um edificio na cidade de Guoioquíl, República do Equador, no Calle Victor Manuel Rendón, esquina Boyacó, destinado a produzir renda compensadora .
AMORTIZAÇõES SEMESTRAIS Foram realizadas nas épocas determinadas os sorteios de apólices de 1O a 5 contos de réis .
ASSOCIAÇÃO SALIC As pensões pagas neste exercício aos membros da Associação Salic atingiram a importância de Rs. 570 :559$ 200 e a reserva respectiva está representado no atual Balanço pela cifra de Rs. . . . . . . .. . 2 . 172 :154$000.
DIVIDENDOS AOS ACIONISTAS Foi estipulado o dividendo de 45$00 por ação, para remuneração do capital neste exercício .
TRANSFERENCIAS DE AÇõES Durante o exercício de 1940 foram lavrados 41 termos de transferencia de ações, sendo: 25 termos de conversão de 25 . 969 ações, poro dar cumpri mento ao disposto ·no Art . 1O do Decreto lei n . 2 . 063 de 7 de Março de 1940, 1O termos de · venda de 1 . 085 ações e 6 termos de caução de 450 a ções .
DIRETOR J . LOUIS WALLERSTEIN Em 9 de Julho de 1940, ocorreu o falecimento do nosso querido companheiro Sr. J . Louis Wollerstein que vinha exercendo as funções de Diretor desta Companhia desde 16 de Dezembro de 1924 . A perda deste prezado e distinto colega, elemento de maior relevo em nossa Diretoria, cansternou a todos, senda
BALANÇO
GERAL
EM
31
à sua memaria prestadas excepcionais homenagens a que tinha incontestavel direito .
NOVOS DIRETORES A a ssembléia geral extraordinaria dos Srs. acionistas, realizada a 27 de Março de 1939 elegeu para o cargo vago pelo falecimento do Diretor Justus Wallerstein e para o periodo que termina em 31 de Março de 1944, o Sr. Antonio Ernesto Wallerstein que desempenhava até então, nesta Companhia, o cargo de Superintendente do Departamento de Seguros em Grupo . Para preencher a vaga ocorrida com o falecimentos do Diretor J . Lauis Wallerstein, a Diretoria nomeou, de acôrdo com o art. 18, paragrafo unico dos Estatutos, o Sr . Antonio Miguel Mórquez Moreno, Superintendente Geral das Agencias, conforme consta da Ata da 499.a reunião da Diretoria, realizada em 16 de Julho de 1940. Cumpre agora à Assembléia Geral dos Acionistas eleger substituto def initivo ou ratificar essa nomeação até o término do atual mandato da Diretoria . CONCLUSÃO Os numeras acima expressam o gróu de contínua prosperidade da "Sul America" e os do exercício balanceado nas autorizam a congratularmo-nos vivamente com todos os seus segurados e acionistas . Para que chegassemos a semelhantes resultados, muito concorreram a disciplino, eficiência, bôo vontade e inteligência de todos os que colaboraram para a Companh ia em seus varias setores de atividade: Corpo Agenciai, Banqueiros, Médicos e Funcionarias. A esses multiplos e incançaveis cooperadores do nosso progresso. não só no Brasil como nas Sucursais do Estrangeiro, apresentamos a manifestação dos nossos sinceros agradecimentos e a nossa inabalavel convicção de que continuarão a nos prestar os seus inestimaveis esforços com a lealdade de sempre . Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 1941 . J . Picanço. da Costa Alvaro Silva Lima Pereira
Diretores
DE
DEZEMBRO
DE
1940
A T I V O ATIVO IMOBILIZADO Brasil
Imoveis Almoxarifado, Tipografia Insta loções diversas •
o.
o
••
•
•
Total parcial
•
•••
•
•
•
o.
•
o
E''trangeiro
Total
55 . 703 :700$ 200
21 . 666 :233 $000
77.369 :933$200
1 . 154 :624$770
254:792$ 300
1 . 409 :417$070
56 . 858 :324$ 97 0
2 1 . 921 :025 $ 300
78 . 779 :350$270
e •
.. .. .
244
REVISTA DE SEGUROS ATIVO REALIZAVEL
a) Longo Prazo Emprestimos sob Garantias : a) De primeiras hipotecas de predios avaliados em Rs. 148.400:400$000 b) De apolices de seguro dentro do valor de resgate das mesmas ... . c) De outros valores ... . Companhias Estrangeiras C/ Depositas de Reservas de Resseguros recebidos Total parcial b) Curto Prazo: Apolices e Outros Titulas de Renda Depositas em Bancos a Prazo Fixo . . .. ............ . Contas Correntes de Sucursais e Agencias . . . . . . . . . . . . Correspondentes no Estrangeiro Depositas Judiciais e outros . . Diversas contas devedoras . . . Total parcial
.....
49 . 590:441$400
2 . 637:500$000
52 . 227:941$400
46 . 250 :122$300 974:674$300
9 . 099 :727 $900
55. 349:850$200 974:674$300
5. 000 :038$300 101.815 :276$300
11 . 737:227$900
1 13 . 552:504$200
165. 444 :986$700
39.278 :980$200
204 . 7 23 :966$900
9 . 806 :200$300
3 . 406 :000$000
13 . 21 2 :200$300
2 . 183:135$600 265:940$800 934 :601$900 141 :650$500
2. 536 :648 $ 500 549:442$100 48:254$200
4 . 719:784$100 265 :940$800 1 . 484 :044JOOO 189 :904$ 700
178 .7 76 :515 $800
45. 81 9 :325$000
224. 595 :840$800
170 :821 $800
764 :023$400 178 :53 0$000
1 . 840 :4 10$200 59:279$500
7 . 081 :599$ 100 5 \ 673 :855$600
1 1 . 627 :496$600
2 . 070 :511 $500
1 ~ . 698 :008$1 00
. c) Contas de Regularização : 764 :023 $400 Efeitos a liquidar .... . .. . . . Efeitos a receber .. . ...... . 7:708$200 Premias em via de cobrança (puros) . . . ......... . 5 . 241 :188$900 Juros e alugueis a receber .. 5 . 614 :576$100·
Total parcial
5. 000 :038 $3 00
l
.
'
ATIVO DISPONIVEL Caixa a) em moeda corrente na Casa Matriz e Sucursais b) depositas á vista em Bancos correspondentes á Casa Matriz e Sucursais .
250 :805$600
35:520$000
286:325$600
9. 072 :429$400
2 . 153:748$200
11 .226:177$600
Total parclal . . . . .
9. 323 :235$000
2. 189 :268$200
1 1 . 51 2 :503$200
CONTAS DE COMPENSAÇÃO Valores em Deposito e Caução Titulas Caucionados . .. ... . Conta de Transferencia de Carteira de Resseguros .. .
58 :330$000 30:000$000
58:330$000 30:000$000
683 :518$300
683 :518$300
245
REVISTA DE SEGUROS
Tesouro Naciona l C/ Deposito de Valores .. ...... . Total parcial Total geral
400 :000$000
.....
1 . 171 :848$300
......
359. 57 2:69 6$970
400 :000$000. 1-
83.73 7:357 $900
1 . 171 :848$300 443.310:054$8 70
P A S S IVO Brasil
PASSIVO NÃO EX IGIVEL Capital ............. . Reservo Associação Solic ... . Outros Reservas ....... . Total parcial PASSIVO EXIGIVEL
Estrang eira
Total
4 . 000 :000$000 2.172:154$000 15.229:616$57.0
2 . 130:438$ 100
4 . 000 :000$000 2.172: 154$000 17. 360 :054$620
21 . 401 :770$520
2.130:438$100
23.532 :208$620
67.248:761$000
355. 564:945$000
4. 537:287$100 1 . 778:623$000
1 1 . 878:062$800 9. 363 :308$000
.
o) Longo Pro zo Reservo motemotico, correspondente ás responsabilidades retidos sobre todos os contratos de seguros em vigor 288 '316:184$000 Reservo motemotico, correspondente aos resseguros cedidos o companhias no es_.., trongeiro ......... . ... . 7 . 340:775$700 Reservo de contingencio ... . 7. 584 :685$000 Sobras Fundos calculados provisoriamente e apartados paro atribuição de sobras 25. 180:291 $ 100 Total parcial b) Curto Prazo Sinistros avisados cujos provas não foram aprese ntados: o) neste exercício h) exercícios onterior€ls .. Apolices vencidos o pagar e prestações de rendas vitalícios em via de pagamento Lucros atribuídos o apólices com períodos de acumulação terminados ........ . Depositas .. .. . Contas Correntes de Sucursais e Agencias ...... . . . . . . Premias em suspenso Cobrados sobre propostos ainda não aprovados . ..... . Diversos contos credoras
25 . 180 :291 $1 00
328.421:935$800
73.564:671$100
401 . 986 :606$900
3. 339:806$000 303 :434$500
1.119 :165$900 780:837 $600
4 . 458 :971 $900 . 1 .084:272$100
275:613$900
109:703$300
385:317$200
428:738$600 5. 178 :639$260
288 :01 5$900
428:738$600 5. 466:655$ 160
2. 678:394 $ 100
1. 529:188 $ 500
4. 207 :582$600
262:590$930 256 :985 $3 60
68 :277$200 '
330:868$130 256:985$360
12 . 7 24 :202$650
3 . 895:1 88$400
16 . 61 9 :391 $050
.., Total parcial
246
REVISTA DE SEGUROS
CONTAS DE COMPENSAÇÃO e coucões .... . . . . Caução do Diretoria . .. . .. . Bonus a vencer sJtransferencia de resseau ros . . . . .. . . .. . Carant ia ce funcionamento . .
58:330$000 30:000$000
58:330$000 30:000$000
683 :518 $ 300 400 :000$00 0
68 3 :51 8 $ 300 400 :000$000
.....
1 . 171 :848 $ 300
1 . 171 ;848 $ 300
......
363 .7 19 :757 $270
p~positos
Total parcial Total geral
79 . 590 :297 $ 600
4 4 3.31 o :0 54 $870
DEMONSTRAÇÃO DA CONTA "LUCROS E PERDAS" EM 31 DE DEZ.
DE
1940
DEBITO Brasil Pagamentos a Segurados e Beneficiarias Sinistros pagos aos benefi 15.814:754$ 300 ciarios falecidos • . . . • o. Pagamentos a Segurados sobreviventes Em liquidação de apolices vencidas e resgatadas .. 11.519 :275 $800 Lucros atribui dos aos segurodos com per iodos de acumulação venc idos no ~ exercicio . . .. . . .. 2 . 303:075$200 Coupons, rendas vitalicias e ... .. . .. 445 :102$700 e inval idez
Total parcial
30. 082 :208 $000
Estrangeiro
Total
1. 732 :409$700
17.547:164$000
1 . 351 :760$600
12. 871 :036$400
568 :157$ 900 ' 17 :893 $000 3 . 670 :221 $ 200
2 . 871:233 $ 100 462 :995 $700 33 . 752 :429$ 200
Premias de Resseguros cedidos
3. 453 :162$600
377 :915 $000
3. 831 :077 $ 600
Premias em via de cobrança no fim do exerci cio anterior (puro~ ) . . . ..... . ... .
4 . 837 :691 $ 100
71 5 :41 4$000
5 . 553: 105$ 100
Total parcial ... ..
4 .837:691 $ 100
71 5 :41 4$000
5. 553:105$ 100
12 . 831 :301 $ 680
1 . 478:777 $ 400
14 . 310 :079$080
' 3. 100 :837 $800 1·. 504 :784$ 000
227 :962$ 700 107:876$900
3 . 328 :800$ 500 1 . 61 2 :660$900
9 . o15 :956$ 300
651 :61 0$ 700
9. 667 :567$000
1 .938:114$ 200
222 :41 6$200
2' 160 :530$400
2 ' 408 :802$200
107 :634$900
2.516 :437$100
Despesa Comissões e outros pagamentos a agentes ... .. Despesas com Sucursa is e Agencias . . . . . . . ... . Serviço Medico . ....... . Despesas de Administração e ordenados . Impostos, licenças, honorarios de advogados e despesas judiciarias . . .. . . Alugueis da Cosa Matriz, Sucursais e Agencias no Brasil e Estrangeiro e despesas de propriedades
247
REVISTA DE SEGUROS
Selos do Correio, telegramas, anuncias ~ publ icações, propaganda e serviço de informações . .. ... Comi ssões de banquei ros, despesas de viagens, gremio de empregados, in teresse "post -mortem " e cont ribuições ao Instituto dos Comerc ia ri as .. . .. . Material de escri torio, despesos gera is e represen. .......... . tação Total parcial ... . .
1 .9 12:195 :;;240
175:450$7 00
2 . 087 :645 $940
3 . 2 22 :993 5::'.00
171 :961 $800
3. 39 4 : 95 5 ~0 ') 0
4 . 012:299$ 940
263: 157$ 500
4 . 27 5 :4 57 $400
39.947 :284$ 560
3 . 406 :848 $800
43. 354:133$360
Rese rvas Tecnicos em 31- 12-1940 Rese rvo Ma temática . . . . . 288 . 31 6 :184$000 Reservo de Contingenci o . . 7 . 584:685$00 0
67.248:76 1$000 1 . 778:623 $000
355. 564 :945$000 9. 363 :308 $000
69.027: 384$000
364.928 :253 $000
Total porcial . . . . . Sobras . Total parci al Outros Reservas Creditado o esta con to .. . Tota l pa rcial
. . . ..
Dividendos aos Acionistas Creditado a esta conta Total parcial .. Total gera l .... . .
295. 909:869$ 00 0 25. 180: 291 $ 100
25.180 :291$100
25. 180:291 $ 100
2 5 . 180:291 $ 10 0
8.372:512$140
8.372:51 2$140
8 . 372 :512$ 140
8.372 :512$ 140
1 . 800 :000$ 000
1 . 8 00 :00 0~ 000
1 . 800 :000$0 00
1 . 800 :OOOSOOO
409.574:018 $ 500
77. 197 :783 $000
486. 771 :801
~50 0
CREDITO Brasil
Reservas Tecni cos em 3 0- 12- 1939 (reversão) Reserva Matemotico 265 . 878:089$000 Rese rva de Contingenc io . . 6 . 784:954$000 Total parcial . . . . . Sobras
272 .66 1 :043$000
Estrangeiro
Total \
66 . 025:750$000 1 . 684 :6 59$000
331 . 903 :83 9$000 8 . 4 67 :6 13$000
67 . 71 o :409$ 000
340 . 371 :452$000
23 . 6 23:453 $ 600
23.623 :453 $600
Total parcial
23.623:453 $600
23 . 623 :453 $600
Resseg uros recuperados
485 :651 $80 0
485 :651 $800 .
Total parcial
485 :651 $800
485 :6 5 1$800
248
REVISTA DE SEGUROS
Premias em via de (puros)
cobrança
Total parcial
.. .. .
Receita Premias novos . Premias de renovações . . . Renda de propriedades .. . Renda de cofres_ de locação Juros sobre titulas da Divida Publica e de renda J uros de emprestimos sob garantias Juras sobre depositas em bancos . . .. .. . . . .. . . Rendas diversos .... .•.. Total parcia l
5. 241 :188$900
748:957 $000
. 5.990:145$900
5 . 241:188 $900
748:957 $000
5 . 990 :145$900
12. 188 :028$800 67.985:090$000 3 . 640 :51 6$400 300 :029$000
1 . 81 8:556$700 7. 577 :859$200 1 15 :485$000
14.006:585$500 75.562:949$200 3. 756:001 $400 300:029$000
11 . 032 :902$600
1 . 037 :244$ 200
12 . 070 :146$800
7. 985:533 $ 100
. 351 :522$400
8. 337:055$500
1 . 083 :608$800 892 :539$200
221:593 $ 100 70:589$700
. 1 . 305:201$900 963 :128$900
11 . 192:850$300
11 6. 301 :098$200
79. 652 :21 6$300
486:771 :801$500
105 . 108:247$900 /
Total geral
407. 119 :585$ 200
CERTIFICADO DE EXATIDÃO Nós abaixo assinados, membros titulares da Comora de Peritas Contadores do Instituto Brasileiro de Contabilidade, havendo procedido a minuciosa exame em face da escrituração e dos comprovantes apresentados, do balanço geral e contas da · receita e despesa da SUL AMER ICA, Companhia Nacional de Seguros de Vida, referentes ao exercício encerrado em 3 1 de Dezembro de 1940, conforme relatório detalhado entregue nesta data, CERTIF ICAMOS a) que os valores de que se compõe o ativo estão exatos e devidamente comprovadas pela documentação respectiva; b) ·- que as verb.as do passivo representam as responsabilidades e fundos do Companhia, tendo sido os reservas matemáticas calculadas pela .Secção Atuarial respe.ctivo ; c) - que os valOres legalmente admitidos como garantio do capital, das reservas matemáticos e de contingência bem como da conto de "Sobras", excedem de Rs. 2 . 871 :997 $700 o montante do capital, das referidas reservas e sobras.
E poro constar firmamos o presente certificado, que vai por nós assinado, com o visto do Sr. Diretor da Comera de Peritos Contadores do Instituto Brasileiro de Contabilode. Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 1941 . Rinoldo Gonça lves de Souza, Perito Contador I . B. C. - Rube m Vieira Machado, Perito Contador I. B. C. VISTO: Manoel Marques de Ol iveira, Diretor da Comera de Peritos Contadores I. B. C. PARECER DO CONSELHO FISCAL
Os membros do Conselho Fiscal da "Sul Americo", Companhia Nacional de Seguros de Vida, infra q,ssinados, tiveram o satisfação de verificar o exatidão dos cifras constantes do Relatório, Balanço e Contos do exercício terminado em 31 de Dezembro de 1940, aliás, já certificadas pelos Peritos Contodores do Instituto Brasileiro de Contabilidade, em óto de revisão mondoJo proceder pela Diretoria. Foi com grande satisfação ~• •e o Conselho Fiscal verificou o contínuo desenvolvimento das operações do ~om ponhia, ·registrando as seguintes cifras:
Certeiro de seguros vigentes . . . ..... . . . . . ... . . . .. . ... . . .. . Receita total . . . .. . . . .. . . .. ... . .... ..... ... .... ... ... . . Sinistros e outros pagamentos de apólices vencidas, resgatados, renda~ e lucros atribuidos a apólices vencidas . . . .. .. .. . . .. . Total pago a segurados e beneficiarias de segurados por sinistros, opól1ces venc idas, resgatados, rendas e lucros até o 45. 0 ano de existência do Companhia ... . . .. . ..... . . . . .. . .... . As reservas matemáticas foram aumentadas de: . .... ... ... .... . e~tondo representados no atua l Balanço em . . .... ...... .. .. .
2.373 . 787:842$000 122.776:895$900 33.752:429$200
496.640 :073$100 23 . 661 :I 06$000 355.564:945$000
249
REVISTA DE SEGUROS A Diretoria salienta, no seu Relatório, e nós tivemos tombem a ocasio de comprovar pelas verbas do Ativo que, não só estas r~servas matemáticas, como todas as outras a que se refere o Decreto-Liei n . 2.063, de 7 de Março de 1940, inclusive o Fundo de Sobras, acham-se cobertas por valores que ultdopassom as obrigações impostas. Nestas condições, o Conselho Fiscal congratula-se com os Senhores Acionistas pelos resultados apresentados no exercacio terminado em 3 1 de Dezembro de 1940, recomendando-lhes a aprovação das contas em apre ço e consigna um voto de aplauso à Diretoria pelos exitos de sua gestão. Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 1941 . Otto Raulino . - Aloysio de Castro . - Luiz Nqvais. ·
, VIAJOU
Banca Hgpathecaria ''bar Bras i I eir a'' S. A. DE CREDITO REAL
RUA DO OUVIDOR, 90 CARTEIRA HYPOTHECARIA Concede emprestimos o longo prazo para financiamento . de construccões. Contratos liberaes . Resgate em prestaÇões mensaes, com o minima de 1 % sobre o valor do emprestimo. SECCÃO DE PROPRIEDADES Encarrega-se -da administração, venda de immoveis de qua lquer natureza e faz adeantamentos sobre alugueis a receber, mediante commissão modica e juros baixos. CARTEIRA COMMERCIAL Faz descontos de effeitas commerciaes e concede emprestimos com garantia de titulas da divida publica e de empresas commerciaes, a juros mod icos . DEPOSITOS Recebe depositas em canta corrente a vista e a prazo, mediante ta xas: CONTA CORRENTE A' VISTA, 3 % ao anno; CONTA CORRENTE LIMITADA, 5 % ; . CONTA CORRENTE PARTICULAR 6 %; PRAZO FIXO: 1 anno, 1%; 2 annos ou mais, 1 112%; PRAZO INDEFINIDO retiradas co~ aviso crévio: de 60 dias, 4 % c de 90 dias 5 % ao anno .
para a Argentina, no dia 10 deste mês, pelo vapor "Brasil", o Sr. Antonio M. 1\iárquez, que, desse ·p aís do Prata, seguirá p:tra o Perú .e Equador. O Sr. Márquez, que é o "benjamin" dos diretores da Sul America-Comp. Nacional de Seguros de Vida, vai a esses paízes tratar dos interesses dessa grande seguradora, pois na Argentina se encontra a Superintendente das Agencias e em 1928 á sua co-irmã Sud America e nos dois ou- de Superintendente Geral das Agencias tros países sucursais da organização do dessa poderosa organização de seguros <le Brasil. vida nacional. Iniciando a ·s ua ativitidade no seguro Como um merecido premio pelos vade vida ha mais de 30 anos, quando ainda liosos serviços que sempre prestou ao promuito jovem, o Sr. 11Iárquez adquiriu co- · gresso do seguro de vida e ao desenvolvinhecimentos gerais dessa especialidade, mimto da Sul America, os acionistas dessa mas onde os seus pendores de securista se seguradora incluiram·•no, ha mais .de mn ~mo, no quadro dos seus diretores, ato de detiveram foi no campo da produção, de justiça que foi recebido com as maiores que é mestre dos mais abalisados. simpatia·3 pelo nosso meio s gurador. ·Ingressou para a Sul America em 1921, Desejamo•s ao Sr. Márquez uma prono posto de Inspetor Geral das Agencias, veHosa viagem e um feliz regresso. até que em 1925 ;foi elevado ~ função de
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REPRESENTANTE GERAL PARA O BRASIL da Alfandega, 21 Rio de Janeiro. Tels. 23-1784 e 1785
AGENTES PARA o DISTRICTO FEDERAL
Rua
,coc:==::20CIO
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CIA. EXPRESSO FEDERAL Av. Rio Branéo 87 OCIO
O:::IOC
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Tel. 23-2000 1
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À função do agente de seguros de vida Nobre, dignificante e altruística é a profissão do Agente de Seguros de Vida. É êle o a-postolo da previdência, que vai, de sol a sol, de porta .em pol'ta, levar a segurança e estabilidad·e da familia e da Nação.
deu-lhe a função de representante da Cia., fazendo-o sentir o peso da responsabilidade como pessôa de sua imediata confiança e· que, porl.anto, a êle caberia iniciar e ultimar o negocio, que termina sempre .com a cotrança da apólice.
A propaganda da propria instituição do Seguro e das proprias emprezas para as quais trabalha é, principalmente, pessoal. O seu trabalho é duplicado com a catequese dos candidatos, quando a sua função devia ser puramente agenciai.
Se a profissão do Agente é, como dissemos, d.c tão elevada significação, para a s·oci edade, para as Cias. e até para a prop ria ;\l'ação, necessario se torna que se encontrem homens capazes de exer-::ê-la com dignidade.
Considerando a função do agente de seguros de vida, pelo seu lado so.cial, êle se torna tão util à coletividade como o proprio médico, que procura com •a sua ciência aliviar os sofrimentos do corpo, quand o o agenl.e no mais elevado gráu d·e filantropia, evita que, ao sofrimento físic o e moral, peze um mal ainda maior: a miseria!
A seleção deverá ser feila no momento de se admitir um agente ao seTviço da Companlüa, mas, admitido que seja deverá ser seu mandãtario e revresentante, pois, o que n ã o se explica é que, servindo um hom em para falar em nome da Companhia para 'a ngariação de seguros, resaltando a s ua pÕtência, vantagens e condições; desenvolvendo intensa propaganda em torno da sua prosperidade, não seja considerado como tal.
A·s proprias emprezas s~~uradoras, nada ·seriam se não aJi.cerçassem a sua estrutura financeira num bom quadro de Agentes. A bôa administração de uma C.ia. se torna eficiente quando os setJS responsaveis compreendem essa verdade e procuram amparar os seus colaboradores carinhosamente, dando-lhes o valor que merecem, tornando-os, assim cada vez mais, intimamente ligados à sua organização. Podemos aplicar o velho rifão que diz "Cada povo teil1 o governo que .mere.ce", nas emprezas seguradoras da seguinte for-· ma: "Cada Companhia de Seguros de Vida, tem os Agentes que merece", sinão vejamos: Os Agentes de Seguros de uma Cia. não são mais do que o resultado da ·propria Administração dessa mesma C.ia. É por isso que ven1os umas emprezas seguradoras crescer.em vertiginosamente, conquistando desde logo a ·c onfiança publica, enqu~nto que outras, quando não retroagem, permanecem estacionarias. É que os dirigentes daquelas compreenderam desde logo que o exito do negocio dependia do aparelhamento do organismo produtor, e procurando selecionar o seu corpo agenciai,
Requerendo o seguro de vida, normas especiais paTa a sua propaganda, uma vez q ue o publico não o aceita ainda como necessario à vida, como qualquer outra mercadoria vulgarizada pelo reclame, é na função rlo Agente de Seguros de Vida que as grandes companhias c.imentam a sua estrutura. Emhora continue sempre na obscuridade, esse elemento, cuja função é a mais nobre no meio social, a'licerça-se mais na difusão do espírito de previdência do que no seu proprio exito pessoal. E' da ação des·pretenciosa desses apostolos da previdência que brotam os bene•ficios, amparando as novas gerações e permitindo a existencia sem 'Privaçõe·s dos que não p odem mais iniciar uma carreira. Senhores Agentes de Seguros! si a difusão do seguro de vida é .indiee de civilização e cultura de um povo, como bem disse David Campista Filho, não importa a obscuridade em que vivemos; porque a sua historia .e xaltará a nossa ob~a! São Paulo, 26 de março d·e 1941 JOSÉ ANDRADE DE SOUZA
Assicuràzioni Generali ~i Trieste e Venezia COMPANHIA
DE
SEGUROS
FUNDADA EM 1831 Seguro de Vida, em todos os planos. Seguro Contra Accidentes Pessoaes. Seguro de Responsabilidade Civil. Seguro de Automoveis. Seguro . Contra Roubo. Seguro Contra lncendio. Seguro de Transportes Moritimos e Terrestres. I
Fu~dos
de Reservas mais de Rs.
2 . 368.000:000$000 Séde: Rio de Janeiro, Avenida Rio Bronca 128 Succursol: S. Paul~, R. Or. Falcão Filh·o 56-1 Q0 • Ediflcio de Propriedade da Companhia no Rio de Janeiro Avenida Rio Branco 128, esquina da rua 7 de Setembro
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Agencias nos
principaes Estados
L
R
ASSURANCE COMPANY LTO.
em 1864
Fundado
INTEGRIDADE Companhia de Seguros Marltimoa ~ Terrestre~~
' Companhia Ingleza de Seguros
Capital e Reservas f 105.000.000 SEGUROS CONTRA FOGO E SEGUROS DE AUTOMOVEIS Agentes geroes no Brasil:
FRISBEE & FREIRE LTOA. 34, Teófilo Otoni, 34 Telefone 23-2513 -
Tel: "Pearlco"
RIO DE JANEIRO
~~
Fundada em 1872
Sede- R. Buenos Aires, 15-loja RIO DE JANEIRO TELEPHONES: Dlrec toria: 23-3614 - Expediente: 23-Sitl Capital Integralizado e reservas ......... .. .... . 1.950:000SOOO Apollces, tmnwveis e outros , ·atores de sua propriedade .............• 1. 991 :185S700 200:000SOOO Deposito no Thesouro ... Sinis tros pagos • ........ 9 .184 :58liS340 DIRECTORES: Presidente: Dr. Octavlo da Rocha Mlraada Thesoureiro: Raul Costa
Secretario: Raul Conrada Cabral
COMPANHIA DE SEGUROS =
: : : : :=:=: ::-:=
R U A 1° D E M A R Ç O, 4 9
(EDIFICIO PROPRIO) TELEPHONES: Administração -
23-381 O
Expediente -
23-3600
Capital integralisado . . . . . . . .
2 . 500:000$000
Reservas e outras verbas . . . . .
6. 126 :696$900
Deposito no Thesouro . . . . . . .
200:000$000..
Sinistros pagos .. ..... . . .. . .
20 . 313 :048$377
Dividendos dÍstribuidos e bonificações
17.480:000$000 Taxas
modicas
• ••
:=
SSICURAZIONI GENERALI OI I RI ESTE E VEHEZIA FUNDADA EM 1831 SÉDE EM T RI ESTE, ITALIA REPRESENTAÇÃO GERAL PARA O BRASIL
BALANÇO GERAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 1940 A
T I
V
O
Títulos em deposito no Tesouro Federal .... .... . . Apolices do divida interna Federal ... . .... . .. , .. . .. . Apolices da divida publica externa Federal . . . . . . . . . . . Ações de Cios de Estradas de ~erro e outras ... . . ·.. . .•. Ações do Instituto de Resseguros do Brasil ...... . Imoveis: ,. Avenida Rio Branco n. 1 36 . .. .. . . ... .. .. .... ... . . . Avenida Rio Branca n. 1 28 .... . ..... . . . .... . Depositas constituídos em Companhias de Segu ros ... .. . . Emprestimos sobre apolices de seguros de vida . . . . . . . . . Depositas á prazo em bancos ... . ...... . . . ... .. .. .. . Depositas em bancos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . Depositas no Tesouro Federal Premias a receber: Terresdes Marítimos Acidentes pessoai s .. ... . .. . . . ...... ... .. ~ .. Vida. Devedores diversos : Juros, dividendos e alugueis a receber .... .... . . Companhias de Seguros .. . . .. . ...... . . Estampilhas . . .. . . . . ...... :... . ... .. ..... . . Agencias . . . .. . ................ . . .. .. .. ...... . Devoluções a receber de premi os de re~sa gu. os ... . Diversas . .
400 :000$000
r.n2:785$ooo · 2.318:538$738 6 . 582 :355 $800 144 :500$000 1 . 381 :038$000 12.308:917$800 1 . 639:371$843 1 . 483 :977$800 13 . 191 :010$400 2 . 864:336$700
I
43 . 636:882$081 60:000$000
690 :082$200 460 :881 $900 123 :599$ 100 1 . 509 :825$200
2. 784:388$400
281 :397·$800 624:415$356 3:696$ 100 349 :660$ 196 2:398$000 985 :924$340
2.247:491$992
/
Caixa : Numera rio e cheques .. . . . ..... . . . •.. . . ...... Depositas em garantias de alu gueis .. . ..•..... .
405 :809$900 54:594$000 49.589:116$373
PAS S IVO
Capital de responsabilidade para garantias das ape rações no Brasil .. .. . .. .. . . •. Tesouro Federal conta deposito apolices federais . . . ... . .... . . . .... .. .. . Reservas para riscos em curso .. ... . . . . . . .. .... . Reserva matemática paro seguros de vida .. ..... . Reserva de contingencia . . . ..... . . . . . ... . ... .. . Reserva para sinistros avisados .. .... . ......... . Reserva para oscilações de títulos de renda ...... . Comissões a pagar : 3:865$7,00 Terrestre 40 :854$900 Marítimo ·. . ......•... . ... . .......... . .•... . ... Vida . . . . . . . .. . ... .... . ..... . . . . . . . . ... . 425 :884$300 Credores diversos : Impostos . Premias de resseguros a pagar ...... . . .. ... ·..... .• . ·.
345 :088$059 26:908$400
5 . 000 :000$000 400 :000$000 4 . 4 28 :720$200 27 . 124 :384$000 864:643$100 5 . 919 :803$714 538 :408$976
470:604$400
REVI SiA DE SEGUR.O$
252
2 . 913 :662$ 379 2 :930$ 700 279 :711 $ 006 268 :741$281
Casa Matriz ..... . ............. . ........ . . Agencias . . ..... . .. .. . ... ... . . .. ....... . . Companhias de Seguros ....... . ............. . Diver:sos .
3 . 836 :991 $825
Depositas em garantias de a lugue is ... .. ...... . Saldo . . . ................ . ............ .
54 :594$000 950 :966$1 58 4 9.5 89 :116$ 373
Rio de Janeiro, 27 de Fevere iro de 1941. -
Dr. A. MigliCllelli, Gerente geral . -
Dr. G. Corti,
Sub-Gerente.
DEMONSTRAÇÃO GERAL DA CONTA "LUCROS E PERDAS" R:E LATIVA AO EXERCICIO FINDO EM 31 DE . DEZEMBRO
DE · 1940
DEBITO
Prem ias de resseguros: Ter restres . . .......... . . . .... . . ....... . . . Maritimo . . . . . . . . . ... . ................. . Acidentes pessoa is . .. . .. . ... . ... . .... . ... ....... . Vida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............. . ... . .
1 . 496 :550$800 199 :360$400 29 :775$ 500 100 :68 1$800
1 . 826 :367 $ 500
Comissões e corretagens : Terrestres . . .. . ........ . ........ . ... . .. . Maritimo . . . . . . .... . .. . .. . .... . .. . ... . ........ . Ac identes pessoa is . . .... .. ........... . .. . ....... . Vida . . ........ , ... .. ... .. ............ . ..... .
2. 299 :466$330 769 :673 $ 689 83 1 :304$224 1 . 997 :557 $800
5 . 898 :002$043 4 84 :604$200 4 . 497 :96 2$600
Impostos federa is, estaduais e mun icipa is ....... . Despesas gerais . . ... . . ....... .' .. . ...... . . . , Sinistros pagos : Terrestres . . ........... . . . ..... . ....... . Maritimo . . . . . . . . . . .................... . Acidentes pessoa is .... . . .. ..... .. ......... .
4 . 128 :334$874 1. 574 :288$ 020 877 :534$819
1 . 926 :1 52$ 200
Pagamentos por sinistros e liquidações de opolices vida . Reservas para riscos em curso 1940 : Terrestres . . .. .. .......... .. . . ....... . . . Maritimo Acidentes pessoa is .......... . ........... 1 • • • • • • • • Reserva matemática para seguros de vida
L-
1940 .
.
6. 580 :157$713
2 . 765 :956$600 665 :161 $400 997 :602$200
4 .428 :720$200
.....................
27 . 124:884$080
Reserva de contingencia 1940 : Terrestres . . ..... . . .. ...... . ........ . .. . Maritimo . . . . . . . . . . . . .. ........ . .... . . . ...... . Ac identes pessoa is ............ . .. .. .......... . .. . Vida . . . . . . . . . . . . . . .. . .... . ....... .. .... . .... .
175 :719$500 102 :876$ 900 27 :142$ 100 558 :904$ 600
Reserva para sinistros avisados - 1940 : Terrestres . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ....
1 . 421:137$100
864 :643$1 00
25.3
REVISTA DE SEGUROS Maritimc . . . . . . ....... .. ...... . .. ...... . Acidentes pessoais . .... . . . .... ......... .. .
2 . 3 61 :890$649 1 . 824:855$865 311:920$100
Vida . . . . . . . . . . . . . . . · · · · · · · · · · · · · · · · · · · ·
5. 919:803$714
Reserva para oscilações de títulos de renda ..... . Saldo .
538 :408$976 950:966$1 58 60. 540 :172$404
CREDITO Reservas para riscos em curso -
1939:
Terrestres Marítimo Acidel"'tes pessoa is
2. 509:086$700 602:245$500 766:538 $200
3 . 877 :820$400
Reservo matemática para seguros de vida 1939 . . . . . ...... . ... .. . ... . Reserva de cont ingencia para seguros de vida - 19 39 . . : . . ' .. . .. . .... . .. . .
21 . 284 :989$000 462 :960$200
Rese rva para sinistros avisados Terrestres Marítimo Acidentes pessoais Vida . .
.1939 :
. ... _ . ... . . . . . .... ... ... .
3.180:391$285 2 :771 :494$965 258 :922$760 456:128$400
6. 666:937$41 .0
8. 829 :950$967 4. 41 o:986$71 3 1 . 384:545$969 9. 594 :443$300
24 . 219:926$949
17 . 516$000 1 :383$000 3 :989 $000 21 :050$000
43 :938 $000
363:1 59$400 4:438$700 6 :360$000
373 :958$100
501 :836$200 42:020$350 10 ;090$ 600 15 :610$200
569:557$350
Premias de seguros: Terr.-.,s:res Marítimo . . . . . .. ... . . . . . . . . . . . . . . . . . Aciden tes 1JeSSOaiS .. . ....... . .... , . : . , .... . Vida . .
.
.
.
,A cal ices:
Terrestres Marítimo Acide ntes pessoais .... .. ............... . ........ . Vida . . •. .... .. . ........ ... . .. . ... . ... . .. . .. ... Sinistros reembolsados das resseguradoras: Te rrestres . Marítimo Acidentes pessoais
.... .. ....... ...... . . ... .
Com issões recebidas das resseguradoras: Terrestres . . / .... .. ....... . . . . ..... ..... Marítimo . . . .. . .. .... . . ... . ..... . ... ... Acidentes pessoais .... . . . .. ... ........ . ... Vida . .............. . ........ . ......
. . . .
Juros, dividendos e alugueis
3 . 040 :084$995 60 . 540:172$404
Rio de Jane iro, 27 de Fevereiro de 1941 Sub-Gerente.
Dr. A. Migliorelli, Gerente
~era!.
-
Dr. G. Corti,
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REVISTA bE SEGUROS
Prazo da apolice Apelação 11.387 - São Paulo - Apelação: A1bilio Jorge Neaime Apelada; Segurança lndnstrial - Companhia Nacional de Seguros. e outro - 1: Ofício. Vis·tos, relatados e discutidos os presentes autos de apelação n. 11.337, da Capital, apelante, Abilio Jorge Neaime, apelados, a Segurança Industrial - Cia. Nacional de Seguros e A. Machado Sanlt' Ana: Acordam, em t.• Camara Civil, negar provimento ao recurso, pagas as custas, como de direito. O apelante menc.ionou, em sua proposta, o período de 25 de abril de 1938 ~ e igual data do ano ·seguinte, como 1sendo o da vigência do seguro. A seguradora aceitou a ·p roposta, emitiu o recibo, garantia provisória do segurado, com a data de 26 de abril, referido ai, o mesmo periodo d e vigência, e celebrou, i·mediatameillte, o reseguro com ·outras Companhias, ·fixando sempre, idêntico período de vigência. O agente da Seguradora, tambem réu nesta ação, cuidou de cobrar o premio, cujo pagamento foi sendo protelado pelo apelante. Afinal, realizou-se a apólice, depois de alguns dias. O s lançamentos relativos ao seguro foram, como esclareceu o perito, na audiência d e fls. 183, feitos ·e m 25 de abril e não em 16 de agosto, data do relativo ao pagamento do premio. Da apólice emitida em 16 de agosto de 1938 consta que o contráto vigoraria pelo .e spaço de tempo já mencionado. Deve-se presumir que tal apólice chegou as mãos d·o apelante, porque para isso foi remetid a ao agent e, sendo natural que o segurado reclamasse a respectiva eilltrega, não satisfeito com a garantia provisória, representada pelo recibo do premio e válida, apenas, por trinta dias. A'lega, todavia, o apelante, que do verso do proprio recibo constam dizeres do agente Sant' Anna, modi.ficativos do tempo de vigência do seguro. Con'l:.r a a seguradora, enlketanto, tais dizer.e s nada significavam·, uma vez que Sant' Ana não tinha poderes para alterar as bases do contráto. Nem se provou q'ne a Seguradora tivess.e anuido à modificação ou, siquer, tido conhecimento dela, antes do incendio. No que respeita ao apelado Sant'Ana, não se demonstrou que sejam de sua autoria o
que acima do carimbo e assinatura, se lê no verso do recibo de fls. 26. Os agentes costumam ·c arimbar e assinar os recibos emitidos pelas Companhias Seguradoras, afim de ·que_ notória se torne a sua intervenção no negocio, como mediadores. Não seria curial que, sem poderes, Sant' Ana alterasse o prazo do contráto, ne1n que _o apelante aceitasse a alteração senão ante a prova da existência d ~ s necessa!'iÜJS poderes. Alega o apelante que os dizeres em questão, e os das cambiais de fls. 27 e 28 foram datilografados na mesma maquina. É possível; mas a alegação não aproveita ao apelante. As cambiais :foram datilografadas em Ituverava, residência do aceitante, e sàcadas em Ribeirão Preto, por Sant' Ana. Deve-se aceitar, até prova em contrario, que tais dizeres foram lançados em Itnverava, ·p osteriormente à entrega do recibo ao apelante. De tupo se apura que a ' ação não tem procedência, merecendo confirmação a sentença que assim julgou. São Paulo, 17 de fevereiro de 1941. - Th. de Toledo Piza, presidente - V. Penteado, relator - Paulo Colombo.
COMPANH IA DE SEGUROS
Seguros contra os riscos de Incendio e Transportes Capital int gralizado
Rs . 1 . 000 :000$000 FUNDADA EM 1903
Sinistros pagos 8.893:730$319 DIRECTORES:
Manoel Lopes Fortuna Jr. e Arlindo Barroso Séde : Av. Rio Branco 128, 6° andar RIO DE JANEIRO Caixa Postal 1324 Tel. 42-6010 (rêde interna) End. Telegr. "Palias" XXXXXIXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXIXXX ~
REVISTA DE SEGUROS ASSICURAZIONI GENERAL! DI TRIESTE E VENEZIA
Os leitores encontrarão neste número o balanço de 1940 dessa grande s~guradora. Verifica-se, por êsse balanço, a firmeza com que os suos operatões marcahm no Brasil. Os prêmios arrecadados no ultimo ano, no total de ... .. 24.219:926$949, excederam em ,?,ais de 2 mil contos os recebidos em 1939.
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patrimoniais, que, como já vimos, sóbe a mais de 43 mil contos de' réis . Pelo exposto e pelo que os nossos leitores poderão observar em seu balanço brasileiro que neste número publicamos, essa centenaria organização seguradora ital iana é credora de nossa estima, pela decidida cooperação que presta 'ao desenvolvimento do país, confundindo-se com os empreendimentos brasileiros, dentro do atual programa de dar ao Brasil a suo almejado emancipação economica .
E' evidente que o aumento verificado na receita de prêmios em 1940 é um atestado de organização perfeita. Todos sabem que as seguradoras do Brasil tiveram que enfrentar sérios problemas no ultimo ano. A Assicuroz ioni Generali mantem no Brasil carteiras dos principais ramos conhecidos da industria, desde o mais elementar até o de vida, em que o seu desenvolvimento é notavel, atingindo quasi 1O mil contos a receita de prêmios arrecadados neste ultimo ramo . Póde-se destac~r, sem receio algum, qualquer rubrica de seu balanço, mas, para não alongar demais esta apreciação, em beneficio de sua clareza, vamos falar de algumas de suas contas que traduzem nitidamente o seu invulgar progresso em nosso meio segurador. As contas patrimoniais da Assicurazioni Genereli, que somavam em 1939 a importância de .... 35.210:795 $ 789, elevaram-se a 43.636:882$081, em 1940, com um aumento expressivo de mais de 8 mil contos sobre aquelas . E' muito significativo tão grande aumento de patrimonio em suas contos do Brasil , principalmente tendo-se em visto que esse valiosissimo acervo não está apenas constituido de titulas e dinheiro, mas tombem de imoveis e de emprestimos garantidos. A Assicurazioni Generali radica -se no Brasil e equipara -se ás companhias nacionais, entre muitos dos seus átos, pelo emprego dos valores que garantem as reservas abundantes que possue em nosso país. E' preciso que se note que antes mesmo de se· cogitar da nacionalização do seguro, já c Assicura zioni Generali adotava essa politica de aproximação, empregando os seus valores em ações de nossas estrados de ferro e industrias, assim como em imoveis, como todos sabem, pois fez construir para sua séde no Brasil um belissimo e magestoso edificio na Capital da Republica, o qual é um atestado .de bom gosto e uma prova de gratidão dessa veterana seguradora ao acolhimento que lhe dispensamos. As reservas da Assicurazioni Generali, em nosso país, montam á expressiva cifra de 38.875:960$000, cobertas exuberantemente pelo valor de;! suas contas
Entrou paro a administração dessa veterana seguradora o Sr. José De Verde, elemento de destaque em nossos meios sociais e de previdencia. O Sr. De Verde foi um dos organizadores do Grupo Atlantico e · no mesmo serviu até ha pouco na qualidade de Gerente, tendo desempenhado com a maior eficiencia esta alta função, como é prova o desenvolvimento obtido pelas duas "Atlantica" em curto espaço de tempo. In do agora para a Integridade, o Sr. De Verda leva a experiencia e as suas relações para garantia do sucesso que ha de obter tombem nesta segu rad ora, éont rolando e orientando a sua produção, na qualidade de Superintendente das suas carteiras. Congratulamo-nos' com a direção da Integridade pela conquista deste ótimo elemento para as suas fileiras, porque estamos certos de que elo será oltgmente proveitosa ao continuado progresso dessa seguradora . Em nosso numero proximo passado publicámos o Balanço de 1940 da Integr idade, por onde se evidencio o grande aumento de carteiro verificado em relação aos anos anteriores. Visitando agora essa Companhia, verificámos que o suo produção continuo a aumentar e que o do 1° trimestre de 1941 é já maior em cerco de 20% á de igual periodo de 1940. Felicitamos o Diretoria da Integridade pelo acerto de sua gestão, diretoria composto dos Srs. Dr. Octovio · dci Rocha Miranda, Raul Costa e Raul Conrado Cabral, nomes estes que dispensam elogios em virtude da projeção que adquiriram em nossos meios seguradores; assim como fazemos votos poro que o Integridade conquiste em nosso seguro o lagar de relevo que lhe compete como seguradora de tradição e que honro o industria.
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REVISTA DE SEGUROS
SUL AMERICA A"Sul America" - Comp. Nac. de Segur-os de Vida - ofereceu á consideração do publico e ao exame dos se·us acion istas o seu 45° balançÇ>, correspondente ao ano de 1940. E' um documento que impressiona pela clareza, pela disposição de suas contas ·e pela prospe·ridade que se observa no desenvolvimento de suas operações. Em outro local deste numero, os leitores podem apreciar esse balanço e· consta ~ tar o extraordinarlo surto de progresso que a Sul America apresenta . Ela fez de premias, em 1940, a importoncia de 89.. 569:534$700 com um aumento de mais de 5 mil contos sobre a soma de premios receb idos em 1939. Esta soma seria bem maior si tivesse sido possível incluir no presente balanço o resultado das operações na Espanha. Não obstante, a receita de premies acima é já um atestado de disciplina que se não pode negar. A sua receita geral, de· premios e de inversões de capital, subiu em 1940 a 116.301 :098$200. E', não ha duvida, uma grande realização brasileira esta companhia de seguros de vida, que·r pelo volume de negocias, quer por sua modelar organização e pela maneira criteriosa e honesta como é dirigida. O ativo real da Sul America subiu a 442. 138:206$570, em 1940, com um aumento ponderave·l de 33. 182 :1 16$170 sobre o ativo de 1939. Quasi todo esse ativo está representado por valores de absoluta garantia, como titules da divida p~blica, de renda, imoveis, emprestimos de garan tia real, depositas em bancos e em seguradoras, ultrapassando de muito o total de suas reservas matematicas. A solidez da Sul Ame·rica, si não fosse um fato comprovado pela opinião publiccn e pelo meio segurador do Brasil e do Exterior, bastaria para provo-la a leitura . do seu ultimo relatorio e exame do balanço de 1940. Ele afirma o altíssimo teor de sua firmeza e o vigor de sua ascenção. No ultimo ano, a Sul America ou, mentou em mais de_ 150 mil contos a sua .carteira de seguros em vigor, que em Dezembro de 1940 se elevava a .. .. , .... 2. 37 3. 787:842$000.
Esta superior organização de previdencia é um atestado eloquente• das possibilidades brasileiros e uma prova da capocidade de nossa gente que soube· colocar bem alto o seguro de .vida no Brasil.
FRANCISCO DE BERNARDIS '
Recebemos o vis ito desse distinto seguronor, 'c ue não nos dispenso uma visito todos os vezes q!.Je vem ao Rio. E' um grande amigo nosso. Francisco De Bernordis reside em S. João do B9o Visto, S. Paulo, e ho muitos anos dediCo - se ao seguro de vida, sendo um dos melhores elementÕs produtores do Assicurozioni Generoli . Como produtor milionario, ele vem se mantendo no listq roseo dessa seguradora, in interruptamente, ho 50 meses. Desejo~os ao nosso amigo De Bernardis a continuação desse progresso e que goze, como merece, as ferjas que tomou para um passeio ao norte do J:!aÍS.
THE
YORKSHIRE lnsurance Company I.Jimited (COl\lPANHIA
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REVISTA DE SEGUROS
"I EQUITATIVA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL" COMPLETOU 45 ANOS DE EXISTENCIA Incontestavelmente a "A EQUITATIVA DOS ESTADOS UNIDOS DO B;RASIL" é uma empreza que atesta a capacidade construtiva do Brasil e demonstra que o mutualismo no seguro ·de v.ida não é uma utopia. Idealisada, fundada, administrada por brasileiros ilu stres, essa Sociedade de Seguros ~utuos rapidamente se desenvolveu e prosperou, conquitosu a .confiança publica e hoje re·p resenta a garantia e a tranquilidade para milhares de famílias, depois de já ter durante 45 anos, distribuído milhares de contos entre .seus mutuarios e respectivos beneficiarias. A proposito do 45 ." aniversario d·e sua ·fundação , a 23 ·d·e Março ultimo, estampou o "Correio da Manhã" do Rio de Janeiro o seguinte sob o titulo: - A EQUITATIVA: Completou ante-ontem, 23, o 45." aniversario de sua fundação A Equitativa, Sociedade de Seguros Mutuo-s Sobre a Vida. A idéia da organização de uma Sociedade mutua puramente nacional, ·partiu do sr. dr. Pranklin Sampaio, no momento em que o Congresso votou a lei pr.oihindo o funcionamento, no Brasil, das duas .companhias norte-americanas, então existentes: a Equitativa e a ~ew York Life. O dr Franklin Sampaio foi o iniciador e o perseverante incorporador d' A Equilativa, removendo as dificuldades que apareciam e custeando, com os seus proprios recursos, todas as despesas da instalação da Sociedade . Da primeira diretoria 'fizeram parte Ubaldino Amaral, Franklin Sampaio. A. A. de Azevedo Sodré e Carlos P. Leal. Em assembléia de Julho ultimo foi eleito o dr Franklin Sampaio, que está correspondendo .à confiança dos mutuados e mantendo a tradição de s·eu honrado pai. A Equitativa opera em todas as modalidade de seguros sobre a vida, seguros pagaveis ·p or morte e em ·Vida do segurado, seguros de dotação de crianças ,seguros para garantia de empr·e stimos hi·p otecarios e seguros ·e m grupo. Em todas estas modalidades, as apólices poderão ser emitidas com a clausula de
sorteio pela qual apenas com um pequeno extra•premio, o segurado con-corre quatro vez·es .p or ano aos sorteios em dinheiro. É uma excelente oportunidade ·c om que jogam os segurados, podendo receb~r em vida varias vezes a importância do seguro, .continuando as apólices em vigor. Os segura dos podem concorrer aos sorteios c-om o total do capital segurado, ou apenas com a parte que lhes convier. A vantagem d' A Equitativa é que, não tendo acionistas a quem distri·b uir dividendos, distribue pelos mutuarios os lucros verificados no fim de cada ano, tornandoos ·destarte· interessados dirétos n sua prosperidade e fisealização. Até 31 de Dezembro de 1940 a Sociedade pagou a quantia de rs. . ..... ... .. . 181.241:771$040. conforme discriminação abaixo : 28.560: 36'9$500 Sorteios ............ . Sinistros . .. . . . .... . . . 60.376:138$124 Pagamentos feitos em vida dos proprios .s egurados, s·e m incluir os dividendos ......... . 92.305:263$416 Total, rs. . . . . . . . .
SÃO PAULO -
181.241:771$040
Companhia Nacional de
Seguros de Vida
Continúa vitoriosamente a marcho de suas operações, em ritimo cada vez mais acentuado, essa modelar organização seguradora do ramo vida . O seu boletim "A.tualidades", de Abril, informa que o 1 .0 trimestre deste ano encerrou-se com um aumento de 23,4 °{, de novos prêmios, em confronto com igual período de 1940 . E as suas renovações acompanharam esse influxo de novos prêmios, opreser:~tando um aumento substancial de 7,5 %, prova de que a sua carteiro é constituida de negocias de 1 .a ordem . Os clientes da "Sõo Paulo" encaram o seguro de vida como uma necessidade primordial e escolheram essa seguradora oaro depositaria de sua previdencia, como uma das •melhores administrações do país. Não admiro, pois, que o carteiro de seguros de vida em vigor do "São Paulo" tenha já atingido o altissimo marco de 324 mil contos, antes mesmo dessa seguradora atingir o seu 21. 0 ano de existência. A suo jornada é uma evidente manifestação de competencio dos brasileiros que o dirigem com o pensamento voltado para o bem comum.
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REVISTA DE SEGUROS
MENSAGEM A GARCIA Estampámos no numero de fever eiro um trabalho denominado "Mensagem a ·C areia'', ·d esejoso de que todos os que vi-vem do seguro o conhecessem. Com o viram os leito:-es, é a ·narrativa impressio nante de üm hoilJem corajoso, para quem os impe'd lhos do caminho são outros incentivos :para a continuação da jornada. até cabal desempenho de sua tarefa. Não pergunta: "onde está esse Garcia"?, "como é ele"?, "de que vive?". Desde que existe, o homem deslemicfõ o encontrará. E com esta determinação, arrostando perigos sem .c onta, ele se defronta um dia com Garcia e fazlhe entrega da mensagem, como se estivesse praticando um ato simples de sua vida, sem esperar sequer pelos elogios á sua bravura e á sua intrepidez. Pois bem, este trabalho que reproduzimos em nosso numero de fevereiro pasé;ado, pensando que o meio segurador do Brasil ainda não o conhece•sse. estava já jmpresso, desde Setembro de 1929, em folhetos de animação aos seus agentes, pela Sul America - Comp. Nac. de Seguros de Vida. Supomos, agora, que foi a primeira seguradora do Brasil a propag:;tr tão belo trabalho de fição. Devemos esta informação ao Sr. Gott'Schalk Coutinho, nosso dedi cado amigo e alto funcionaTio •da Sul America, a quem devemos ainda a lembrança de oferecernos uma coleção de folhetos que essa Companhia distribue e que tratam das Jnolestias mais comuns que assaltam a especie humana, tais como "Resfriados", "Sarampo", "Tifo", "Tetano", "Lepra ", "Malaria", "Doenças do Coração", "DifteI·ia", etc. e ainda outros não menos uteis, como "Nosso amigo - o ·m edico", "A ali·m entação", "Primeiros Socorros", "EspeJ·ando o Bébé", etc .• lodos iluslrados (' 0111 gravuras, constituindo um valioso subsi::l io em pról da saúde e da eugenia de nos-sa gente.
O Dr. Wenceslau Braz, que foi deputado estadual, secretor.io do Interior do Estado de Minas Gerais, deputado federal, presidente do Estado, vicepresidente e presidente da Republica, su~;>screveu ações de uma companhia de seguros. A repartição fiscalizadora dessas operações
exigiu que aquele cidadão provasse que era brasi· leiro. A magistratura .suprema do país poderia ter $ido exercida por um imigrante! O velho jurisconsulto Teixeira de Freitas ensinava que o que é publico e notaria não precisa ser provado. I A lei civil, entre os meios de provas, admite as presunções. E' de presum ir que um homem publico, que durante quasi meio seculo exerceu tantos cargos, sem contestação da sua cidadania, seja efetivamente brasileiro.
"O CAFt COMO BEBIDA E FONTE DE OUTROS PRODUTOS" O Departamento Nacional do Café acaba de publicar, em "plaquette", a conferência pronunciada pelo Dr. Candido Fontoura, quando da sua posse na Academia Nacional de Medicina. Trata-se de um trabalho .em cujas paginas são passadas em revista as mais abalizadas opini ões de cientistas de renome mundial sobre a . delicioso bebida, visando, de preferência , as suas propriedades terapeuticas. Em capítulo especial "Dos assoalhados efeitos tóxicos do café" - o autor, firmando ~ se em depoimentos de autoridad es de indiscutivel valor, mostra a nenhuma procedência de quanto escreveram os inimigos da rubiócea . Tombem o preparo da infusão mereceu palavras que visam ensinar o povo a "fazer café" . Por fim , o sr. Condi do Fontoura estuda os produtos e sub- produtos do café e a seu aproveitamento, tendo, mesmo, conseguido obter tinta para imprensa feita com alcatrão de café, carbonato de potassio tirado das cinzas do café, olcool das cascas do café e seis outros produtos. Trata-se, enfim, de uma util publicação digna de estudo.
SIDNEI
NOCETI
Corretor de Seguros
. Com mo is de· 1 5 anos de pratica no ramo, opera em todo o Estado de Santa Catarina . lntere's sa-se em conhecer condições de trabalho de Companhias de Seguros em geral, com as quais -ainda não tel'!l Iigoção. Fornece• abundantes referencias de sua atividade e conduta . Escrever paro a Caixa Postal 34, ltajaí, Santa Catarina, ou telegrafar para NOCETI, mesma localidade.
••BRASIL''
Cornpánhia de securos SÃO
TRIGÉSIMO
PAULO
SEXTO
RELATOR! O
Exerclcio de 1940 Senhores acionistas : Com prazer vos apresentamos o trigésimo sexto relatório, que cor responde ao exerc !cio de 1940. Nesse exercício houve no Brasil dois acontecimentos de grande importância que modificaram sensivelmente as atividades das companhias de seguros . Queremos referir-nos, primeiram~nte, ao decreto-lei n. 2. 063, de 7 de março de 1940, que regulamentou, sob novos moldes, as operações de seguros privadas e sua fiscalização. ~ a razão pela qual os no,ssos presados acionistas podem verificar a antecipação, sobre os anos precedentes com que apresentamos o nosso balanço e a modificação do critério antes adotado para o cálculo das reservas técnicas, nomeadamente a nova reserva de contingência e o reserva especial, de 100 %, sobre os prêmios a receber em 31 de dezembro de 1940. Em segundo lugar no dio 3 de abril do exercício em referência, começou a funcionar o Instituto de Resseguros do Brasil. Da colaboração leal e eficiente entre êste or-
gão oficia l e as companihas, depende o progresso e a eficiência do seguro no nosso país. Outro particular que desejamos salientar é o que se relaciona com ·o nosso movimento no exterior, o qual deixamos de in.s erir, em virtude da situação internacional do momento, que nos privou de recebermos, dos nossos correspondentes, em devido tempo, os elementos para a fixação exata das verbas que o completariam. Todavia, por medida de prudência, deliberamos conservar as cifras de reservas exaradas no balanço de 1939. Isto posto, passamos o ocupar-nos da receittí bruta que alcançamos em 1940, a qual atingiu 13.473:342$800, superior, portanto, em ... I . OI 3 :51 I $095, à receita do ano anterior . O superavit líquido assinalado na conta · de lucros e perdas, é de 750:209$407, depois de constituidas todas as reservas legais, que, nesse exercicio, sobrepujaram as de 1939 em 651 :758$053 . Com os Lucros Suspensos de 1939, representados pela importância de 242:453$293, temos um montante a distribuir de 992:752$700. Propomos, pois, o seguinte:
1. 0 , aumentar a Reserva Estatutária de . . . . 184:000$ 000, de modo a que a mesma atinja a soma redonda de 1 . 000 :000$ 000; 2 .0 , distribuir um primeiro dividendo de 6 % sobre o Capital Realizado, e a percentagem da diretoria de acôrdo com os §§ 2. 0 e 3 .0 , do art. 7 .0 dos Estatutos; 3. 0 , distribuir um dividendo suplementar de 276 :000$ 000, corre~pondente o mais 6 % sobre o Capital Realizado, deixando ainda um saldo paro o exercício de 1941, de 227 :722$700. Resta-nos acentuar, por ultimo, que, de acôrdo com o edital de convocação para a proxima assembléia, ordinária, deve proceder-se à eleição de um diretor, para preenchimento de vaga, bem como dos membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal para o exerc !cio de 1941 . Pensamos haver demonstrado o sensivel e contínuo progresso da nossa companhia, agradecendo, aliás, aos nossos colaboradores, amigos e segurados, a sua cooperação, e ficamos ao inteiro dispôr dos senhores acionistas para tudo quanto julgarem necessário.
BALANÇO GERAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 1940
AT IVO
Ramos elementares
Acidentes do trabalho
Total
400 :000$000
Acionistas
400 :000$000
Valores: Apólices do Dívida Público Federal Apólices consolidados do Estado de São Paulo . . . . . Promissórias do Tesouro do Estado de São Paulo .. . Obrigações do Tesouro do Estado de São Paulo .. . Apólices premioveis do Estado de Mino~ Gerais ... . Apólices do Prefeitura de São Paulo .. .... . .. . . Aç0es do Instituto de Resseguros do Brasil . ..... . Ações do Companhia Paul ista de Estrados de Ferro . Ações do Banco !tolo Brasileiro . .. . .. . .... , .. . Ações do Banco Noroeste do Estado de São Paulo .. Ações do Companhia Agricultura, Imigração e Colonização ....... . . . ...... .. .......... . .. . Ações do Mesblo S . A . . .. .. ... . . . ... : . . ... . Ações do Coso de São Paulo . . . ....... . ..... . . . Bonus do Liceu Franco Brasileiro ... .. . .. .... .. . Promissórias Pró Coso Operário .... . ... . .. .. .. .
98 8 :435$800 1 . 705 :854$500 360:870$576 830 :41 0$000 10 :858 $000 98 :043 $ 500 588 :722$ 500 324:566$ 200 248 :934$900
. . . .
. . . .
. . . .
Bancos (soldos disponíveis) .. ...... . ..... . . . . . Congêneres devedoras .. . ...... . .. . ..... .. . . Devedores diversos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. J uros e dividendos o rece ber .. ... . . . . : .. . . : : ·. .
1.107:123 $624
7 :480$000 11 :956$500
n"\
,
-
-61
1 :300$000 8 :600$000 4 :000$000
: 000 ~000
-
-338 :705$900 312:785$700
340:907$ 400 36 :273 $300 326:1 59$ 500 134:435$900 163 :118$200 21 5 :849$600 153:734$ 500
1 . 188 :435$ 800 1 . 705 :854$500 1 : 467 :994$200 830 :410$000 10:858$000 7:480$000 1 1o:000$000 588 :722$500 324 :566$ 200 248 :934$900
-
207 :078$800
!moveis ... . ..... . . . . . . . .... .. ..... . ..... . Empréstimos hipotecários ... . ..... . .. . ....... . Caixa (soldos disponíveis ) . .. . ........... . No coso motriz . . ....... . ... . ...... . No sucursal do Rio .. . .... . . . ...... .. Nos agências gerais ...... . . . . .. . . . . .
200 :000$000
-
•
207 :078 $800 61 :000$000 1 :300$000 8:600$000 4:000$000
6. 765:234$900
338 :705$900 312:785$700
651 :491 $600
340 :907 $400 36 :273 $300 .326 :159$500
400 :000$000 -
14 :113$700
-
1 . 534 :435$900 163 : 1 18$ 200 229 :963$300 153 :734$500
Alugueis o receber .................... . Devedores por apólices (prêmios o receber) ..
471 :562$700
Contos de compensação 1 Depósito no Tesouro Nacional ......... . . . . . . . Ações caucionados .. . ... .... . . . .. .. . ...... . Títulos caucionados . .. ........ .. .......... . . Cauções . . . . . . . . . . . . . . ... . . . .. . .. . . ... ... . Apól ices em custódio .. : . ......... ...... . ... . Depósitos judiciais •
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o
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•••
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5 :570$000 1 . 841 :559$900
1$000
1$000 1$000 1$000
1$000 1$000
Instalações ... ........ . ...... . ........... . Moveis e utensílios ... .. . .. . .... .. .... ..... . Ambulatórios . . .. . ....................... . Depósitos ju~iciois . . ..... ·'· ... .. ..... . . . .. . . Cauções .... . .. ... . . ........... .. ........ . DepósHos com garantio no exterior . . . ........ . .
5:570$000 1 . 369 :997 $ 200
3$000
5:300$000 500$000 420:026$500
17 :000$000
22:300$000 500$000 420 :026$500
9 . 045:544$376
3 . 845 :7 33$624
12.891:278$000
400 :000$000 60:000$000 85:000$000
100 :000$ 000
8:000$000 300 :000$ 000 82 :000$000
500 :000$000 60:000$000 85 :000$ 000 8:000$000 300 :000$000 82:000$000
1 . 035 :000$000
••••
13 . 926 :278 $000
4 . 035 :733$624
9. 890:544$376
PASSIVO Ramos Elementares
CAPITAL
Total
Acidentes do Trabalho
5 . 000 :000$000
4. 500 :000$000
500 :000$000
Dividendos o p,o gor De exercícios anteriores ...... ........ .. . .. . 31 .0 o distribuir .... . .. . . ............... .
43:824$100 285 :402$ 600
28:862$400 266:597$400
72 :686$ 50Q 552 :000$000
624:686$500
Impostos a pagar ... . ... ... ..... . ..... ... . . Selos por verbo o recolher ... ........ ... .. . .. . Imposto spbre transações ......... . .. . . ...... .
109 :826$300 55 :225$200 10$000
169 :217$500 11 :615$200
279:043$800 66 :840$400 10$000
345 :894$200
Corretores (cqmissões a pogorl .............. . lnstityto de Aposentadoria .................. .
79 :748$800 3 :708$000
. 231 :964$000
1
311 :712$800 3.708$000
Congêneres credoras ....................... . Credores diversos ........... . . .. ...... . . ... .
18:600$200 305 :980$700
49:239~100
18 :600$200 355 :219$800
Percentagem da diretoria .. · ............... \ .. . Reservas:
15:009$476
14:020$524
Estatutário Depreciação de valores . . .. .. . .. .. ... . . ..... . Previdência e catástrofes
813:991$200 176:190$500
186 :008$800 23:809$500 500 :000$000
1 . 000 :000$000 200 :000$000 500 :OOO$OOq
1.321:001$000
2 . 61 2 :946$400
373:820$000 29:030$000
Riscos não expirados
928 :079$600 46:808$200 226:252$500 61 :113$800 29:444$700 246$000
1 .291 :945$400
Acidentes pessoais . .. . .. .
60:.879$1 00
60 :879$100
50 :341$900 14 :118$600 12 :738$200 1 :658$700 3 :186$100 16$500
82:060$000
~2:060$000
528:575$900 41 :696$800 12:403$600 42 :286$700 11 o:204$000
735 :167$000
Riscos não expirados No exterior ..... ..... . No exterior . . . ......... . Sinistros o liquidar Lucros suspensos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .
Fogo . . . . . . .. .. ........... .
Transportes .. . . . .. : . . . . . . . . . Automoveis ..... .. . . .. .. . . . Responsabilidade civil ....... . . Acidentes pessoais ..... . ... . . Acidentes em trânsito ...... . . Prêmios antecipados Contingência
Fogo ..... .. ........ .. .... .
T ronsportes . . . . . . . . . . . . . . . . . •Automoveis . .... . . . ..... .. . Responsabilidade civil .. , ..... . Acidentes pessoais . . . . Acidentes em trânsito ....... . Sinistros a liquidar Fogo ...... . ............ . . .
Transportes .... .. . ...... . .. . Automoveis ........ . .. ..... . Responsabilidade civil . . . . . .. Acidentes pessoais .. ........ .
133 :415$800
1 . 168 :582$800
202:848$200 147 :387$300 117 :740$300
109 :982$400
202 :848$200 147 :387$300 227 :722$700
9. 045 :544$376
3. 845 :733$624
6. 202 :4 26$500 12.891 :278$000
de compensação , Títulos depositados Caução da diretoria ..... . ............. ... . . Caução de agentes ..... .. .. . ..... .. .... . .. . Apólices caucionadas ......... . .......... . . . Apólices depositadas . . .. . .. . .... .. ...... .. . . Apólices em juizo ........... . .... .. .. . .. .. .
100 :000$ 000
400 :000$ 000 60:000$000 85 :000$ 000
500 :000$000 60:000$000 85 :000$000 8 :000$000 3 00 :000$000 82 :000$000
300 :000$ 000 82 :000$000
13 . 926 :278$000
4 . 035 :733 $ 624
9 . 890 :544$ 376
São Paulo, 31 de dezembro de 1940. - Dr . Victor da Silva Freire, diretor-presidente . Antonio Alves Braga, diretor-produção . Julio Ortiz, contador .
1 . 035:000$000
Dr. Raymond éarrut, diretor-superintendente . -
Dr.
DEBITO
Resseguros Fogo . .. .. . . .......... · · · · · · · · · · · · · · · · · Transportes . . . . . . . . . . .. .. . . ... . . . ..... . Acidentes pessoais . . ... . . .. . .. . . . ........ . Cancelamentos e restituições Fogo . .. . .. ... ... . . .. ...... . .. . .... . .. Transportes ... . .... . ..... .. .... . . . . .· .. . Automóveis · . . . . ..... .... .. .. . . ...... . . . Responsabilidade civil . . . .. . . .. .... .. . .. .. Acidentes pessoais . . . . .... . ..... ..... .. . .
. . . . .
Comissões Fogo . .... . .. . '. . ..... . . .. . . . .. .. . .. . .. . Transportes . . ... ... ... . .. ... ... . . . . . .. . . Automoveis .. ... ... ... . . . . . ... .. ... .. .. . Responsabilidade civil . ... .. . .. .. .. .. ... .. . Acidentes pessoais . . ..... . ..... . . . ... ... . . Acidentes em trânsito ... . . . ..... . .. . ..... .
Ramos Elementares
' Acidentes d01 Trabalho
1 . 870 :899$338 88 :507$900 63:164$ 900
2. 022 :572$1 38
402 :71 6$ 257 7:443$500 11 :649$900 400$000 11 :846$000
3-48 :287$048 152:029$745 120 :488$294 19 :022$744 34 :377$939 191$100
Total
2 . 022:572$1 38
I
434 :055$657
308 :900$000
7 4 2 :95 5$657
674:396$870
922:104$319
1.596:501$189
Sinistros - . Pagos e despesas Fogp . .. ... . ... . .. . Transportes . . . .. . . .. Autpmó~~ i s . . .. . .... Resp9nsobilidade civil . Acidentes pessoais
...... . . . ... . . . . .. .. ... .
.. .. .. ..
. . . . . ··: . . . .. . . . ·.. . .. . . ... . ..
. . . .
So lá.rios honorários e outros remunerações .. . Alugueis (Pagos) . . . ... . . . . ..... ..... . . Impostos (federais, estaduais e municipais) .. Despesas gera is . .. . •.. ......... . . . . . . . . Despesas com imove is Reservas -
·•· .. .. ..
3 . 946 :093$1 00 367 :247,$900 310 :907$100 56 :320$200 47:887 $600
.. .. .. ..
.. . .. . . .. . ..
. . . . o
•
•
•
•
•
•
o
•
•
• • • •~ :
••
•
•••
4. 728 :455$900 415:159$300 36:086$700 64 :657 $300 425 :859$30(} 12 :796$500
3 . 7"61 :008$900
8 . 489 :464$800
424:213 $700 50 :795$ 100 62 :708$000 488 :447 $2o'O 5:827$500
839:373$000 86:881$800 1 27 :365$300 914 :306$500 18 :624$000
1.321 :001 $000
2 . 61 2 :946$400
•
I 940
Riscos não expirados Fogo .. . .....• . . .. . . ... . . ... . . .. ... . .... . T ronsportes . . ...... . .. . . . . . . .. . . . ... .. ..· Automóveis ..... .... . . . .. . .... . ..... . . . . Responsa bi lidade civil .. . . . . ....· . ·. . . . ... .. . Acidentes pessoais •• • • • ••••••••... . ... • . . Ac identes em transito . . . ... .. .. . ... ... . . . . Prêmi os antec ipados -
928 :079$600 46 :808$200 226 :252$ 500 61 :113$800 29 :444$700 240$600
Ac. pessoais . ... .. .. . .
1 . 291 :945$400 60 :879$ 100
60:879$ 100
82:060$000
82:060$000
Contingência Fogo .. ... ... .. . .... . . . .. . . . .. . . .. . . .. Transportes . ......... . ... . . . .. . .... . . · . Autom óveis . .. ..... . . . .. . .. . . . .. .. ... . . Responsab ilidade civi l . .. .... . .. .. . . . . . . . . At:: identes pessoais .. . . .. . ... . . . . . . . ... . . . Ac identes em trâ nsito
. · . . .
50 :341 $900 14 ;118$600 12 :738$ 200 1 :658$700 3 :186$ 100 16$ 500
Sinistros o liqu idar : Fogo ·...... . . . . . . . . .... . ..... . . ...... . . Transportes A utomóvei s . .. .. . . . .... . . ... . . . . .... . .. .
528 :575$900 41 :696$800 12 :403 $600
""~IJU"~wwonwwwv
-• . , .
• • • • •· • • • • • • • • • · -
·-· ····· .
Acidentes pessoais ............... : ....... .
11 Q :204$000
. - --
I ::J) : I
t> /1j>UUU
368:035$676
Saldo das operações . . . . . ... ........... ... .
. --
"'l:;j:;j
:41 5$800
382:263$731
1 . 168 :582$800
750:299$407
-11.352:126$841
8 . 160 :685$250
19 . 51 2 :81 2$091
-Reserva estatutária . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .............. . .. . Dividend;s : Distribuição de conformidade com o § 2 .0 art. 7 .0 , dos Estatutos ... . .... . .. . Porcentagem da diretoria Dividendos : Conplemento a distribuir, de conformidade com o § 4. 0 , art. 7 .0 , dos Estatutos Lucros suspensos ...
'
95:134$200
88 :865$800
184 :000$000
142:701 $300 15:009$476
133 :298$700 14:020$524
276:000$000 29:030$000
142:701$300 117:740$ 300
133 :298$700 109 :982$400
276:000$000 227:722$700
479:466$124
992 :752$700
-51 3 :286$576
-Ramos Elementares Reservas -
Acidentes do trabalho
Total
1939 (Reversão)
Riscos não expirados Fogo . . . .. ..... .. . . . .. . .. .. . ... .... ... Transportes .. . ......................... Automóveis ... .. .. . . ........ . ..... . .. . . Responsabilid;de civil .................... Acidentes pessoais ............ . .. .. ...... Acidentes em trânsito . ..... . .. . .......... Prêmios antecipados -
· . . . . .
489:928$927 43 :744$705 173:853$467 19:839$608 30:132$855 99$925
1 . 284 :329$250
. . . .
218 :672$-l50 26:943$000 12 ;873$4Çl0 51 :050$000 24 :260$000
333 :798$550
2 . 041 :928$729 62:198$718
62 :198$718
Ac. pessoais .. .
' Sinistros não liquidados Fogo . . ... .. ..... .. ............... . ... Transportes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Automóveis .. ........................ . . Responsabilidade civil ... . ........ ... ...... Acidentes pessoais
757 :599$479
340 :995$900
674:794$450
Prêmios (Realizados)
4. 790:708$7 00
Fogo
Transportes
801 :878$100
Automove is
648 :560$200
Responsabilidade civil ... . .... .. ........ .. .
83:335$600
Acidentes pessoais .. . : .. ..... . ..... ..... . .
. 234 :314$000
Acidentes em trânsito . .... . .. . .... .. .... . .
821$900
6. 559 :6 18$500
6. 363 :059$200
12.922:677$-00
Recuperações de sinistros .......... . .... . .. . . Fogo
3. 143 :008$520
. . .. ..... .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Transportes
97 :432$500
Automoveis
1 :422$500 17:480$844
Responsabilidade civil ... . ........ . ....... .
1 :203 $030
Ac identes pessoais ...... . ........... . .... . Juros e dividendos .... .. . ........... .... .. .... . Alugue is (Renda de imoveisl
............. . ... . .. · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · ·
3. 260:547 $394
--
3. 260:547$394
342:806$500
156:108$600
498:915$100
35:557$700
16:192$300
51 :750$000
11.352 :126$841
8 . 160 :685 $250
19 . 51 2 :8 12$091
368:035$676
382:263$7 31
750:299$407
145 :250$900
97:202$393
242:453$293
4 79 :466$1 24
992:752$700
--
Soldo dos operações Lucros suspensos -
•••
•
••
•
•
•••••
••••
•
•
•••
•
•
••
•
••••
•
o
•
•••
•
1939 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ....... . .. . . . .. .. ... . .
--
-513 :286$576
São Paulo, 31 de De zembro de 1940 . mond CarruJJ_ d_ire_
.uo_e_rLotendente -
Dr. Victor da Silva Freire, Diretor Presidente
Juli~l'tis .
Contador
Dr .
Antc.nio Alves Braga, diretor-Produçãó -
Dr. Ray-
267
REVISTA DE SEGUROS
BRASIL Companhia de Seguros Gerais
esta tísticas elaborados pelo dos ultimas anos.
B
Acresce notar a inda que o uma maior arrecadação de receita, como se dá com a de pren;1ios, corresponde um aumento de reservas técnicas á altura do desenvolvimento das carteiras. Poro exemplo, podemos citar o u ltimo ano. em que a "Brasil" fez aumentar de 651 :758$000 os suas reservas te cnicas e apresentar, por fim, um "superovit" liq~ido de 750 :209$400.
Oferecemos neste numero o Re lataria e Balanço e 1940 da "B ra sil", - Companhia de Seguros Gera is, com séde em S. Paulo. A sua receita de premias elevou-se em 1940 a 12. . 922 :6 77 ~ 700, contra 11 . 923 :765 $ 500 em 1939. I Registramos com sat isfa ção tão auspicioso aumento de carte ira, quanto mais que não é uma acontecimento fac il de se verific~r em época anormal que atravessamos. E' de justiça ressaltar o esforço dos administradores dessa grande seg uradora, procurando sempre elevar o seu nível produtor, sem olhar o tempo, mos subordinada ao programa salutar que se impoz. E' necessario dizer que o aumento verificado não computa a sua receita de premias feita no Exterior em 1940, em virtude das dificuldades em conh~ce-la com exa tidão. Essa receita de premias no Exterio·r, em 1939, subiu a mais de 600 contos. O se u at ivo passou de 12 . 201 :467 $400, em 1939, a 13.926:278$000, em 1940. O aumento de mais de 1 . 500 contos de contas ativas é outro sintoma de vitalidade dessa seguradora, colocada entre as primeiras de nosso mundo segurador. Manifestação de vigor é tombem a posição da suo receita gera l, que se elevou o 13 .47 3 :342$ 800, em 1940. Tendo sido a mes.mo, em 1935, de . ... 6 . 347 :565$769, ac;hamos que essa exemplar seguradora fez aumentar de mais de 100 % a sua rece ito geral nos ultimas 5 anos de atividade. Trotando ~ se de uma companh ia que já tinha, áquela época, um desenvolvimento notavel, o alto excedente de receita verificado em tão ~ urto prazo é índi ce dos mais eloquentes de trabalho organizado, de perseverança e de conduta honesta no trato de seus negocias. E tudo isto foi conseguido com resultados positivos bem opreciaveis, conforme se verifica pelas
HANCO lOWNO[~
"Anuario de Seguros"
I
Antes de encerrarmos estas c.onsideroções ao Balanço de 1940 da "~rosil", · convem salientar que o A.tivo dessa seguradora é dos mais realizaveis que con hecemos. Um só exemplo bosta Jaara provar esta a sserção: as suas contas "Ambulatorios", "Moveis e Ut!!nsi lios" e "Instalações" estão repres.e ntados em seu ativo apenas por 3$, importoncio colocado aí apenas como memoria . Deonte de situos:;ão tão lisonjeiro, de regimen administrativo tão acertado, opraz-nos congratularnos com a diretoria dessa superior organização previdente e com os demais colaboradores de sua grandeza, fazendo votos pe !a continuação de seu pro-" gresso.
HENRIQUE BLUHM Temos o prazer de comunit:or que o Sr. Henrique Bluhm foi nomeado pelo Sindicato dos Seguradores do Rio de Janeiro e pel<;> Instituto dos Seguradores Marítimos do Brasil comissario de avorias ,afim de proceder a regulação desses sinistros nos portos de Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão. Fazendo parte desses dois organismos represento-. t ivos de seguros o maioria de nossas seguradoras do ramo marítimo, está o nosso am igo e representante Sr. Henrique Bluhm com uma incumbencio á altura dos seus conhecimentos, como já tem demonstrado. Fel icitamo-lo e ás seguradoras desse ramo pelo acerto do escolha .
DEPOSITOS - CAUÇOES DESCONTOS - COBRANÇAS Expediente (contas c-orrentes) até ás 17 horas Diretor Gerente: CHARLES MACKINTOSH RUA MEXICO, 90- Telefone 42-8140
CURSO DE RESSEGUROS Publitação autorizada pela REVISTA BANCARIA Y ASEGURADORA, de Bllenos Aires. (Continuação) . ~ natural que os edifícios de planta baixa sejam normalmente melhores riscos que os altos; que as edifícios de varias pavimentos de cimento armado, sem partes metalicas descobertas e nenhuma abertura nos pisos são muito superiores aos edifícios que têm pavimentos de construção ordinária de madeira; e são superiores a Êfdificios com pavimentos de concreto , tendo parte de sua estrutura de ferre descoberta e aberturas não protegidas, de um pavimenta a outro . .. Quando · um této se queima e cá i sobre materiais armazenados, estes o ajudam· a queimar, misturundo-as com restos dispersos, fazendo com que os sal~ados valham a metade da que deveriam valer si ~ edifício houvesse resistido . Claro está que ha exceções eni tudo, coma por exemplo a de um homem que. quiz queimar . uma provisão de cevada com latas de gasolina. Estas explodiram, levantando o pesado této de telhas que foi cair sobre 350 sacos de ..ç.e yada. Meia duzia delas ficou levemente que imoda, pois o této apagou o fogo e o resto ficou intáto.
que
A natureza dos materiais usados nos processos de elaboração e guardados nos locais tem muita influência efetiva sobre as retenções e disto nos ocuparemos em detalhes mais adeante. Os outros fatores aos quais me referi são ?S de gestão administrativa e os de ordem geral. Este; são, na minha opinião, dois dos mais importantes fatores que devem ser tomados em conta para estabelecer as limites. A gestão e a ordem dos riscos não são· fatores que tenham sido tomados em consideraÇão ao calcular os prêmios da tarifa, mas pesam muito na fixação das taxas para as riscos não tarifados. ~ claro que é difícil, em qualquer tarifa geral, estabelecer regras standard de gestão. Uma infração ou falta de cumprimento das mesmas póde ser agravada com um extra-prêmio ou uma melhora de condições com um desconto. Os riscos normais, em qualquer at.ividade comercial podem ser divididos em tres espécies: a) b) d
riscos normais (ou riscos médios) riscos sub-normais riscos super-normais .
p
Qual a diferença entre qualquer destas tres classes? Não { em primeiro lugar as condições gerais dos locais e em segunda a construção? Em ~m risco médio deve haver um tamanho e construções normais, assim como processas comuns
de comercio, com os característicos do que se poderia chamar um numero normal de perigos proprios de todos os negocias . Uma administração de primeira ordem, acompanhada de uma politica prudente nos processos industriais diminuirão não sómente esses perigos comuns, como tombem os especiais do risco· que se considera, de forma que póde ser classificado como super-normal. De outra parte, a má administração e a desordem podem trazer um aumento ou ac~mulação de ambos os perigos comuns especiais. Uma construção resistente ao fogo, em riscas aceitaveis, teria, por exemplo, o efeito de reduzir em certo gráu os possíveis defeitos administrativos e poderia autorizar a que um risco que, de outro modo, seria do tipo médio, fosse classificado coma super-normal. VARIAÇÃO NAS RETENÇõES - Os plenos em uma classe dada deveriam ser determinados de 'acôrdo com o risca normal ou médio e ser aumentados ou reduzidos, respectivamente, quando a coisa segurada constitue um risca super-normal ou sub-normal . Para uma calssificação semelhante de riscos, o segu · redor deve confiar, par suposição, mais ou menos, no informe do inspetor do companhia, o (!ue requ er que este se ache suficientemente prático e possua experiencia amplo para formular uma apreciação sólida . (coisa muito distinta da simples anotação de fátos) acerca do perigo de incendio representado pelo ri sco em estudo e como deve ser classificado. Isto constitue um ponto sobre a qual todos os inspetores teriam que ser praticas, poro usar e exercer se u critério de apreciação; devendo ao mesmo tempo já que um calculo exato nem sempre ·é facil indicar, pela menos, o numero de riscos distintos de incendio, nos referimos, por suposição, ás secções ou corpos de edifícios que poderiam ser destru idos totalmente pelo fogo sem afétar ou comprometer a nenhum das restantes. Admitindo que a retenção corrente para um risco méd io normal se encontre representada por 100 % quanto ao limite para riscos super-normais, poderio ser aumentado em 33 1/ 3 % e os considerados sub-normais reduzidos em 33 1/ 3 % . Penso que numerosos seguradores estariam certamente dispostos a admitir que semelhante diferenciação poderia sei" fundamentada na experiência . O proximo ponta para fixar as retenções nos riscos individuais é : O EFEITO PROVAVEL DA INICIAÇÃO DE I,JM INCENDIO - Riscos distintos, como se sabe, variam
., 269 '
REVISTA DE SEGUROS em sua suscetibilidade pelos efeitos ·do fogo, mesmo odmi1·indo-se os mesmos perigos físicos relativos . Em outros palavras, um incendio das mesmas proporções causará per~as muito maiores em uns riscos que em outros, o que é devido quasi por completo : ( 1 ) A' natureza das existências contidas no risco. (2 )
PRUDENCIA : CAPITALIZAÇÃO -------- ---
--
-
--
-
'.
Aos salvados que restem, eventualmente, depois de extinto o incendio.
O PERIGO DE INCENDIO DAS EXISnNC IAS : - A natureza dos stocks contidos nos riscos deve ter, lógicamente, uma influência muito consideravel sobre as perdas resultantes de um incendio, e ao con siderar o alcance possível do · mesmo, em qualquer risco, deve-se ter em conta: (a) A quantidade de existências arma zenadas - O· volume dos stocks constitue um fator impor·· fonte do ponto de vista da expansão do fogo , sendo evidente que 5 toneladas de palha constituem um perigo muito ma is sério que 5 qu ilos de palha depcsitoda para ninho de pombos. (b ) A seporoçéío ou ogregoçéío dos stocks A questão de saber si as mercadorias estão bem disseminadas ou distribuídas em todos o risco é tombem • um ponto que deve merecer especial , a atenção do segurador. As existências pa ra a venda ao público estão sempre dispostas em grandes áreas, ao passo aue os stocks armazenados se encontram em via de regra concentrados e comumente empilhados até o této . No ultimo caso, um incendio em sua etap:1 inicial não é, com frequência, descoberto ou é inacessível até que tenha adquirido proporções fóra da contrôle humano. Existências de alto valôr intrínseco se achem quasi semp re depositadas em uma pequena área á parte, de modo que um incendio comparativament<! pequeno pôde produzir danos intensos . Dentro desta· categoria estão compreendidos os charutos, sêdas . finas, artigos de culto, pinturas (quadros) e outras similares . (Continúo )
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VINTEM POUPADO VINTEM GANHO "VIDAS EM TUMULTO" Sob este titulo, a empreza Pongeti lan- · çou à publicidade um romance de au toria do Dr Braulio Xavier, medico em Salvador. ·(Baía). O livro foi prefaciado por Prado Ri- · heiro e desperta a•t enção •p ela sua cÔn~ex tura. Não é umi} simples novela n em uma reunião de contos . fab ulosos · de: ·a morés; ·I mas uma · observação curi~sa de ·fatos dá·., v.ida social . E' bom o estil o da Óbra do distinto clinico baiano. A s'u a capacidade dÍs-' · cri ti c a é notavel. · ··· ' ·· ' Um novo rotnancista SUfgiu no nos.sp meio literario .. ~;
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Relação dos incendios havidos no Federal e nos Estados -Mês de M a r ç o de 1941 DISTRITO
FEDERAL
3 - Rua General Caldwell 180. Manifestou-se um incendio na fabrica de chapéus de palha e tinturaria do firma Monroud & C., o qual foi logo combatido pelos bombeiros . O fogo teve inicio em um monte de serragem, ameaçando o této do predio . Os p.rejuizos foram pequenos e o negocio não estava no seguro . 5 - Cais do Porto . Manifestou-se um principio de incehdio no vapor "Sant~s", atracado no Armozem 12. Os bombeiros não chegaram o trabalhar, porque o tripulação dominou logo as chamas . Parece ·que a origem foi -~m curto circ~ito na instalação eletrica . 6 - Rua do Senado 40 loja . O fog9 manifestou-se em .. uma fabrica de fôrmas de madeira para chapéus d.e senhoras, ameaçando sériomente o ' sobrado, que tem entrodÇJ pelo rua Lavradio 48. Apezor de ser o material de facil combustão, os bombeiros dominaram . as· chamas, mas as instalações muito sofreram . A fabrica estava no seguro por 20 contos . 7 - Ruo Comandante Maurití 33, residencio. Na mC(nhã de hoje o fogo, que teve inicio nesta casa, destruiu-o e atingiu sériomente ainda as de numeras 29, 31 e 35, todos residencios . No numero 33, que foi destruido, residia o porteira Mario' Rosario Granatico, que, além dos moveis, roupa e pertences da coso, perdeu ainda 4 contos em dinheiro . Apezar de ter o,s seus moveis no seguro por 20 contos, disse que os prejuizos foram bem maiores. 12 - Rua Hilo rio Ribeiro 20. S . Cristovom. Neste prédio, onde funcionava o fabrica de artefatos de cortiço do firmo Amorim, Pinto & C., irrompeu, ós 20 horas, violento incendio que durou mais 1e duas horas e quosi destroi todo o stock do fabrica e o prédio . O prédio, de propriedade da mesma firma, estava . segurado por 200 cqntos e as mercadorios por 50 contos. o incendio foi motivado pelo desprendimento de uma fagulha da fornalha que alimentava a caldeiro... Não foram muito grandes os danos, parecendo que não irão além de 50 contos quer no prédio, quer nas mercadorias. Ruo Maria Cotédra 202, Encantado . A's 22 horas deu-se violenta explosão na fabrica de bebi'das da firma Mario Esteves & C., seguindo-se um lncendio que destruiu todo o prédio. Atribue-se o sinistro ao descuido de um operaria que jogou um fosforo aceso proximo a um deposito com 2 mil litros de alcool de 42 .0 • Os preju izos são avaliados em 500 contos e estava no seguro por 400 contos .
15 - Rua da Livramento 191 (oficina Grofica da revista "O Cruzeiro" ) . Um começo de incendio na secção de rotogravura foi debelado facilmente pelos bombeiros. Os prejuizos foram pequenos, não excedendo, talvez, de 100 contos . Este seguro foi liquidado pelas seguradoràs na segunda quinzena de Abril . 18 - Rua do Rosar io 158 . Manifestou-se um principio de incendio na sala 302 do 4. 0 andar deste prédio, onde estava instalada uma fabrica pe camisas de propriedade de Bernardo Wull . O fogo foi rapidamente extinto, tendo a água danificado algumas maquinas e mercadorias. Não estava no seguro e o fogo foi produz ido pe,lo esquecimento de um operaria que deixou u_m ferro de passar ligado . 24 - Rua do Catete 183, Tinturaria Duchesne. Houve um principio de incendio provocado pela explosão de uma turb ina, indo o fogo ating ir um deposito de gasolina . Os bombeiros logo extinguiram as chamas é os preju izos foram de pequena monta, mas ficando i n_utili~ados 11 ternos e 17 .vestidos. 2 5 - Praia de S . Cristovam 104 . Cerca de hora de hoje manifestou-se violento incend ia na fabr ica de estopa da S . A. Produtos Textis, que funcionava neste prédio, destruindo-o completamente e causando sérios danos ao prédio junto de numero 102, 'que é um deposito de automoveis usados da firma Mario Mendonça S,. A . O fogo tombem atingiu a parte dos fundos do Trapiche Un ião, que fica á Praia S . Cristovam 100 . Os prejuizos são elevadissimos e foi este o. ma ior incendio no Distrito Federal em Março. A Produtos Textis S . A . tinha um seguro de 500 contos . O deposito de carros não estava no seguro . 25 Ilha das Enxadas, Dique Afonso Peno. Manifestou -se incendio no vapor "Cratera", da Companhia Costeira, ancorado no d ique . O combate ás chamas durou 3 horas, ignorando- se os prejurzos . ESTADOS 1 - S . Paulo, Capital. Man ifestou-se violento incendio na fabrica de Goze Adias S . A . , ó rua José Anton io Cóelho 228, causando prejuizos de mais de 2 00 contos .. o fogo foi originado pelo super-aquecimentos do mancai em uma maquina de cardamento de algodão, atingindo uma certa quantidade de algodão hidrofilo que se achava proxima daí propagando-se a todo o barracão onde estavam instaladas a~ maquinas. O barracão foi destruido e as maquinas muito sofreram, tendo sido os prej uizos de
REVISTA DE SEGUROS monto . A fabrico estava no seguro por 600 8 - S. Paulo, Capital. Ao preparar cêro poro soalho no porão do prédio n. 0 568 vdo ruo ,Conselheiro Furtodcr, o enc,e rodor Hermes Joaquim dos Santos descuidou-se e esta se inflamou propagando as chamas o uma loto com 18 litros de gasolina que auasi destro i o prédio . Graças á ação ropido dos bombeiros os prejuizos não foram além de 2 contos. - Belo Horizonte, Minas. Houve um principio de incendio no Fabrico de Tecidos "Ludol", á rua Erê, bairro do Prado. O fogo, que havia atingido a deposito de algodão, foi prontamente dominado pels bombeiros. São pequenos os prejuizos . - Porto Alegre, R. G. do Sul . Houve um incendio em um corro correio do trem que foz o percurso de S. Paulo o Rio Grande do Sul, tendo sido destruidos 400 molas postais. O sinistro verificou-se nos proximidades do Estação "Coxilha", em território riograndense. Apezor de ser dado alarme o tempo e de se ter parado o trem, não foi possivel extinguir-se a incendio, que devorou o corro e o correspondencio. Houve tempo, felizmente, de isolar o corro sinistrodo do resto do composição . O corro tinha o numera F-13 . Detalhe interessante do sinistro foi o coincide,;;;io de se encontrarem no F- 13 diversos molas pastais que tinham sido solvas de outro incendio ocorrido dias antes em ltonqui, Est. de S. Paulo. Consto que dois funcionarias postais que viajavam no corro sinistrado aproveitaram-se do sinistro poro saquearem varias caixotes com 80 contos em moedas . Os carros correios desses trens nã~ possuem aparelhos de extinguir incendios, opezor de serem ligados dirétomente á maquino, que em certos trechos queimo só· mente madeiro e nó de pinho . 1O - Niteroi, Estado do Rio . A' ruo Dr. Bormonn 53 houve um incendio no quitando que funciona neste prédio, muito tendo sofrido . Apezar de ter h,ovido alguns estragos, os bombeiros conseguiram sclvar o prédio. E' de cerco de 5 contos o prejuizo dC' negocio . 9 - Bogé, Rio Grande do Sul . Verificou-se um principio de incendio no residencio de Getulio Soares, ó rua José Bonifocio, tendo destruido um galpão que servia de casinha ao prédio, não chegando este o ser atingido. 13 >-· Niteroi, Estado do Rio . Registrou-se , um curto circuito nos intoloções eletricos do residencio do Sr . H. J. Erwin Gibson, á Estràdo Fróes 1 57. A.s chamas foram facilmente dominados com o intervenção dos bombeiros, tendo havido poucos prejui:os 14- Arocojú- Sergipe . lrrompeu um incEmdia violento no fabrico de tecidos "Confiança", situada no bairro industrial. Graças á ação pronta dps
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bombeiros, os chamas foram extintos a tempo, t~nóa havida pequenos prejuizas. - Piracicaba, S . Paulo. Nesta madrugado um violento incendio destruiu a secção de serraria db Usina Monte Alegre, de assucor. Os prejuizo~ soa calculados em 200 contos. 15 - Niteroi, Estado do Rio. Em um barroc:ío de madeira nos fundos do prédio á travessa Carla~ Gomes 107, onde funciono o Companhia Us~nas Nacionais, era guardado um caminhão da emprcza, q;;e foi presa dos chamas, devida a um curto circuito: O caminhão foi destruido e pouco se salvou do barracão. Passo Fundo, Rio Grande do Sul . Violento incendio destruiu o residencia de Rafael dos Santos, á rua Toribio Verissimo . Segundo declarou o Sr . Rafael, parece trator-se çle um ato criminoso, pois aq sair de sua casa nada de anormal havia e ao regressar encontrou a sua casa em chamas, havendo fortt ~ indicias de que o fogo foi ateado propositalmente. 18 - S. Paulo, Capital. Houve tremenda explcsão na Formacia das Noções, á rua Padre Adelina 660, bairro do Belém. Ao ser acionado um fogor~tiro de gasolina, este explodiu, causando o desmoronamento de um mur() anexo á casinha do prédio e fe rindo o empregado que acionava o fogareiro. A vialencia ria explosão abalou a cosa, quebrando vidraças, etc . 20 - Getulio .Vargas, Rio Grande do Sul. Pela 2.a vez o fogo visitou esta vila, sendo que hoje foi vitima do mesmo o seu principal hotel, que foi com- ':temente destruido pelo fogo. Estava segurado. ·- Pelotas, Rio Grande do Sul. Na entrada do Posso do Salsa irrompeu um incendio numa pequena residencia de madeira, reduzindo-a a cinzas. Desconhec;;,-se as causas do sinistro. Não houve vitimas. 21 - São l'oulo, Capital. Houve um principio de incendio na Manufatura Brasileira de Limas, á rua Jorge Ferreira 1O, bairro de Piquerí. São insignificantes os prejuizos. Consta que a fabrica não estava no seguro . 25 - São Paulo, Capital. A's 16,30 manifestou-se um incendio á ruo Conselheiro Ramalho 761 que acarretou grandes prejuizos. No prédio era estabelecida uma fabrica de artefatos de tecidos, colchões, etc . O prédio foi presa das chamas . Os prejuizos da fabrica são de cerca de ·150 contos, importância mais ou menos do seguro. Os prejuizos sofridos pelo p~édio sÇío tombem importantes. Um carro de bombeiros, que conduzia o proprio comandante dessa ·corporação, foi abalroado por um bonde que a atirou a distancia, não tendo havido vitimas, felizmente . 26 - Arocajú, Sergipe. A's 11 horÇJs manifes-
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