Dlretor:
ABILIO DE CABVALHO Diretor-gerente:
CANDIDO DE OLIVEIRA Secretario:
J, V. BORBA
num. 17T ANO
XVI
Economia, Seguro e Credito sob garantia do Governo Geral e em todo o territono brasileiro, as economxas
A inteligencia humana creou duas
instituigoes que sao indispensaveis a vida da humanidade civilizada: o segu ro e as caizas economicas. A primeira poe 0 homem e os seus haveres tides contra todos os acidentes, casos fortuitos e de forga maxor e atos de ter-
populares e reservas de capitals, para as movimentar e incentivar os 5,
turo e pae-no a co^erto de surpresas
voupanca e ao mesmo tempo desenvol uer e facilitar a circulagdo da riqueza. Considerada de utilidade pubhca, 5020 esse estabelecimento de todos os prwileaios inerentes a essa condigdo. Nenhuma outra casa de credito proporcio-
^^Quan% mais urn povo e adiantado,
na aos depositantes particulares, ate vinte contos de rets, a intangibxhdade ou impexihorabilidade dos seus depositos.
ceiros. Dd-lhe tranguilidade para o /«constantes. E' bem o coragao tranguilo tanto mats o seguro estd desenvolvido. Vide a Inglaterra, a Alemanhn.a Fran
E' dever dos governos fomentarem 0 desenvolvimento das instituigoes que
ca, a Italia e sobretudo os Estados Untdos. Esses paises possuem as mats poae-
propagam a economia privada. 0 seguro apareceu no quadro das atividades humanas, como reparador das desgragas e meio de previdencia bem or-
rosas empresas seguradoras.
Forga e confessar que o seguro no Brasil estd quasi limitado aos ramos ele mentares. Pouca gente estd segxirada,
gaxiizada. Os bens do devedor constituem uma
poucos vivem tranquilos para o dia ae amanhd.
,
.
gado e praticado, a economia nacxonai
especie de penhor para os seus cr^ores, segundo uma expressao do velho direito
seria muito vigorosa e os premios deve-
sociedades poUticas ocidentais.
Se 0 seguro fosse amplamenie dtvui-
romano, que e 0 alicerce juridico das
riam baixar consideravelmente. _
0 comerciante, que tern os seus bens
As companhias de seguros nao tratam, porem, de intensificar a propagan
garantidos pelo seguro, deve inspirar
■maior confianga do que 0 que ndo tern
da desse instituto, salvo uma ou duas.
essa previdencia.
A defesa dos principios legais que o dis-
Se uma apolice sobre coisas expostas a riscos mantem garantida a propriedade, as apolices devem ser consideradas
ciplinam e o seu ensinamento por mexo
de revistas especializadas, poderiam. evitar muitos e escaxtdalosos erros judxcia-
como seguranga.
rios, que tanto tern furtado o seguro,
Deposito e coisa sagrada. E' impres-
em bem de segurados Jraudulentos, mas
critivel. Louca e deshonesta foi a idea
a mesquinhez de cerfos diretores e agen-
tes tern feito uma economia invertida... Poupam a centena e pagam os milha-
do governo revolucionario de subordi-
res. E' justo; 6 merecido.
trastempo das diuidas ativas do Estado. Esse principio tradicional do nosso di
nar os depositos no Tesouro ao prazo do
reito a- responsabilidade civil e cri minal no caso de desvio ou retensdo
As Caixas Economicas estimulam a.
economia. O crecimento dos seus de-
injusta "dos depositos", tern sido des-
positos mostra a prosperidade da nagao_.
conhecido praticamente por alguns go
Nos paises de boa educagdo economi-
ca, as agendas do correio e telegrafo
vernos indignos.
recebem. depositos para a caixa eco-
nomica e fazem movimento de dinhexro de xnn para outro logar.
Entre nds, essa instituigdo de credito
e previdencia foi creada pela lei numemero 1.083 de 22 de agosto de 1860,
Compete-lhe receber em deposito e
. i
Esse procedimento ndo fez sendo de-
sacreditar 0 governo, transformando-o em vulgar caloteiro.
Depositos de cofres de orfdos e cai xas economicas deixaram de ser restituidos aos seus legitimos donos. Juros