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T1170 - Revista de Seguros - março de 1936_1936

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Dlretor:

ABILIO DE CABVALHO Diretor-gerente:

CANDIDO DE OLIVEIRA Secretario:

J, V. BORBA

num. 17T ANO

XVI

Economia, Seguro e Credito sob garantia do Governo Geral e em todo o territono brasileiro, as economxas

A inteligencia humana creou duas

instituigoes que sao indispensaveis a vida da humanidade civilizada: o segu ro e as caizas economicas. A primeira poe 0 homem e os seus haveres tides contra todos os acidentes, casos fortuitos e de forga maxor e atos de ter-

populares e reservas de capitals, para as movimentar e incentivar os 5,

turo e pae-no a co^erto de surpresas

voupanca e ao mesmo tempo desenvol uer e facilitar a circulagdo da riqueza. Considerada de utilidade pubhca, 5020 esse estabelecimento de todos os prwileaios inerentes a essa condigdo. Nenhuma outra casa de credito proporcio-

^^Quan% mais urn povo e adiantado,

na aos depositantes particulares, ate vinte contos de rets, a intangibxhdade ou impexihorabilidade dos seus depositos.

ceiros. Dd-lhe tranguilidade para o /«constantes. E' bem o coragao tranguilo tanto mats o seguro estd desenvolvido. Vide a Inglaterra, a Alemanhn.a Fran

E' dever dos governos fomentarem 0 desenvolvimento das instituigoes que

ca, a Italia e sobretudo os Estados Untdos. Esses paises possuem as mats poae-

propagam a economia privada. 0 seguro apareceu no quadro das atividades humanas, como reparador das desgragas e meio de previdencia bem or-

rosas empresas seguradoras.

Forga e confessar que o seguro no Brasil estd quasi limitado aos ramos ele mentares. Pouca gente estd segxirada,

gaxiizada. Os bens do devedor constituem uma

poucos vivem tranquilos para o dia ae amanhd.

,

.

gado e praticado, a economia nacxonai

especie de penhor para os seus cr^ores, segundo uma expressao do velho direito

seria muito vigorosa e os premios deve-

sociedades poUticas ocidentais.

Se 0 seguro fosse amplamenie dtvui-

romano, que e 0 alicerce juridico das

riam baixar consideravelmente. _

0 comerciante, que tern os seus bens

As companhias de seguros nao tratam, porem, de intensificar a propagan

garantidos pelo seguro, deve inspirar

■maior confianga do que 0 que ndo tern

da desse instituto, salvo uma ou duas.

essa previdencia.

A defesa dos principios legais que o dis-

Se uma apolice sobre coisas expostas a riscos mantem garantida a propriedade, as apolices devem ser consideradas

ciplinam e o seu ensinamento por mexo

de revistas especializadas, poderiam. evitar muitos e escaxtdalosos erros judxcia-

como seguranga.

rios, que tanto tern furtado o seguro,

Deposito e coisa sagrada. E' impres-

em bem de segurados Jraudulentos, mas

critivel. Louca e deshonesta foi a idea

a mesquinhez de cerfos diretores e agen-

tes tern feito uma economia invertida... Poupam a centena e pagam os milha-

do governo revolucionario de subordi-

res. E' justo; 6 merecido.

trastempo das diuidas ativas do Estado. Esse principio tradicional do nosso di

nar os depositos no Tesouro ao prazo do

reito a- responsabilidade civil e cri minal no caso de desvio ou retensdo

As Caixas Economicas estimulam a.

economia. O crecimento dos seus de-

injusta "dos depositos", tern sido des-

positos mostra a prosperidade da nagao_.

conhecido praticamente por alguns go

Nos paises de boa educagdo economi-

ca, as agendas do correio e telegrafo

vernos indignos.

recebem. depositos para a caixa eco-

nomica e fazem movimento de dinhexro de xnn para outro logar.

Entre nds, essa instituigdo de credito

e previdencia foi creada pela lei numemero 1.083 de 22 de agosto de 1860,

Compete-lhe receber em deposito e

. i

Esse procedimento ndo fez sendo de-

sacreditar 0 governo, transformando-o em vulgar caloteiro.

Depositos de cofres de orfdos e cai xas economicas deixaram de ser restituidos aos seus legitimos donos. Juros


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