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T1160 - Revista de Seguros - maio de 1935_1935

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■SK

Revista de Segaros Recla^iio;

Diretor:

Av. RIO BRANCO, H7-3.°.s. 305

ABILIO DE CARVALHO

Eclilicio do

CANDIDO DE OLIVEIRA Sccretario:

JORNAL DO COMMERCIO COMENTARIO anno XV

#•

ASSmATDRAS

Diretor-gcrcnte:

Brasil Exterior

Venda avulsa

MAIO

SEGURO CLAUSULAS

Como advogado, temos visio apolices

tte seguro de vida, emitidas por companhias nacionais, contendo clausulas

^eneficiarias cujo conteudo, parecendo-

nos original, nos tern despertado a atencoo.

Trata-se de disposigoes, par assim dl-

de natureza iestamentaria, em que 0 segurado, postulante da apolice, ou

fstabelece o onus do usufruto ou da ^nalienabilidade do capital prometido, ou nomeia administrador para este, ou

laz recomendagdes tais e tais d com-

Pdnhla seguradora com relagdo d con-

versdo do capital em outra especie —

DE

3|ooo

Tei. 23-5506

J. V. BORBA

Rio de Jiiiiciro — Brasil ESTATISTICA

25$0M 30$000

INPORMAgiO

1033

NDM.

DE VIDA BEKEPICIARIAS

do Ihes deverd ser pago integralmente 0 val6r deste seguro."

Diante do tear de estipulagdes tais, em que se empresta ao seguro a condi-

gdo juridica de deixa iestamentaria, ou

de contrdto de doacao, ocorre indagar

se as clausulas em aprego se conforniam cam os principios legais e com us

fundanientais do contrdto de seguro de vtda.

Os tratadistas europeus e as coletdiieas de jurisprudencia por n6s consultados, ndo consignam exemplos de clau

sulas beneficiarias semelhantes. E' pos-

tudo co7no se se tratasse de heranga e

sivel que na pratica do seguro de vida

de ^ disposigoes de ultima vontade, fi-

noutros continentes a clausula benefi-

gurando a companhia como testamen-

ciaria assmna a feigao de que se reves-

tem as acima transcritas, mas certa-

^eira, ou executora daquelas ultimas disposigoes.

Eis at amostras de algumas das refe-

ridas clausulas: — "Acs filhos do segurado, que

mente em face de preceitos legais diferentes dos nossos. E' inquestionavel e constitue ate, em seguro de vida, truismo assds vulgari-

dXistirein por ocasi&o do sen faleci-

zado, que o capital do seguro nao faz parte do patrimonio do segurado (salvo

Porte que corresponder aos que forem

0 caso de apol'ce d ordem) e que o be-

uenfo, em paries iguais .convertida a

menores, em apolices da divida publit'nido com a clausula de inalie-

ler

Tie/tcjario designado adquire aquele ca pital "jure proprio" e ndo a titulo sucessorio. A este conceito fundamental e

atinjam a maiori-

francaviente ofensiva a clausula bene-

S; — "A e filhos do segura"0, em partes iguais, acrescejido aos sodreviventes a parte daquele que ialecer^nnfei' do segurado. Todas as partes serao conuerffdas em apolices da divida

guro 0 onus do usufruto, da inalienabi-

lidade e da incomunicabilidade, desde que a importancia correspondente dquela indenizagdo ndo pertenceu jamais ao

dos beneficiaries existentes entdo, com

polio e, bem ao contrario, entra para o patrimonio do beneficiario direta e ori-

dad"^*^^'

^ublica federal e averbadas em noine d clausula de incomunicabilidade e de

^^dlienabilidade temporaria, ate que dompletem 30 anos," C) — A F., esposa do segurado, como

d^ufrutuaria, at6 que os filhos legitimos

do segurado sejam evxancipados, quan-

ficiaria que impoe d indenizagdo do se

segurado, nao constitue dtivo do seu esginariamente.

Lir^se-d que o beneficiario nao pode

ter mafs direitos do que os que resultam

do contrdto e que para as clausulas e cdudifdes da eonvengdo o querer do se gurado opira soberamente. Tratando-se,


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