Revista de Seguros Redacao: AV. RIO BRANCO, 117-3..S. 30.
Diretor:
JORNAL DO COMMERCIO
.ASSINATURAS
J- V. BORBA
^
Tel. 4-2055
Rio de .lanelro — Rrasil
COMEXTARIO
ISTATISTICA
■Anno xhi
INFORMAQIO
junho de »933
^
num. 144
INCENDIARISMO
I
A especulagao pelo incendio e um mal 7ue prosp6ra gragas d impunidade.
Em algjms logares, esses delinguentes Qozam da belevolencia dos homens po_-
Os comerciantes, em geral, quando um colega tern um desses casos, the acon.sememenganar 0 seguro, recebendo mais
do que perdeu. Assim fazendo, agem eles
fia quatro anos, uma companhia es-
contra os sens proprios interesses, porque se ndo houvesse sinistros dolosos e
i^'angeba gueixoji'Se da protecgdo de que
OS premios de seguros poderiam ser re-
^iticos. gosava um incendiario. gue Ike queria lUTtar, ntima das capiiais do norte. E a
intengdo do segurado trinnfou perante 05 tribunais.
fiavia ali um conhecido contrabandis-
reclatnagoes mcntirosas, nas suas cifras
duzidos d metade.
Foi 0 incremento do fogo nas casas comerciais, que levou o govemo a intervir na industria seguradora, autorizan-
id, forrado de politico, que mandava os
do 0 aumento das taxas, sobre os riscos
Vara que 0 seguro Hie pagasse. Depots a Pclicia ageitava 0 inquerito, a justica ser-
Os escrUores dizem que os incendios sdo mais frequentes quando a industria vai mal. Aqui, no Rio, tern ardido varias fabrtcas de iecidos de malha, cuja situa-
seus devedores tocar fogo 110s negocios,
oil coTTUpta condenaua a compa-
"thia e o grdo ladrdo abocanhava a in^enisagdo.
Vm representante federal do Estado
Qndaua nessas infamias.
Agui, no Rio, elle recebia de uma com-
Panhia estrangeira pingues vencimentos Para ser sen ' para-raio".
Eoi esse miseravel um dos provetores maroieira do registo de apolices ma^timas.
0 sopro revolucionario varrm essas tolhas secas da arvore pcUtica. Que ellas kutica mais se renovemf
Os hraseiros ateados pela cubtga do
recebimento de seguros elevados con-
terrestres.
gdo era de desespero. Em regra so se gueimam as casas de
comercio, em md situagdo financeira. E'
0 guc a experiencia e a observagdo dos fatos tern demonstrado. Entretanto, a policia, quando consegue indicar os r'es-
ponsaveis d justiga esta e toda toleran-
cia. Assim se tern estimulado a frauds contra 0 seguro.
Essa situagdo de impunidade e um atestado da fraqueza do sen,-,o moral e de
incapacidade na luta lontrc os infraton'S do Codigo Penal.
Quanto tnais um povo prcgride, mais
sornem, anualmente, mais de tnnta
se apura 0 seu sentimento juridico e ele
Pal; devoram vidas humanas, gueimam
°s que tentam abafar as chamas, e le~
direito alheio, repelindo o crime E' por isto que nas velhas nagoes da Europa a
ipiprevidentes. que ndo se cobnram com
acontoee nos Estados Unidos, entre "ho
cantos de reis, no terntono nacio-
^am a desolagdo e d miserta os vtzinhos '^polices de seguros.
'
.
£' preciso que se saiba gue
5a?6es pafiras pelas empresas seguradoras sdo proporcionalmente matores do gue
\^m^o'dis e a estatistica, Que nao Piente.
compreende a necessidade de garantir 0
lei tern aplicagao n'fitorosa. o mesmo mens formados nos costumes da liberdade e nas virtudes da religiao puritana"
coma disse Rut Barbosa. num dos seus discursos de 1892.
Na Jnglaterra, sdo puiitdos com rigor
OS crimes de perigo comum. Nenhum povo tern em motor grdu a compreensdo