Skip to main content

T1136 - Revista de Seguros - maio de 1933_1933

Page 1

Revista de Seguros Av. RIO BRANCO, 117-3.°-S. 303

Reda^io:

CAm>IDO DE OLIVEIRA

Edlflcio do JO^AL DO COMMERCIO

Sccretario: J. V. BORBA Rio (le Janeiro — Brasil

anno XIII

1 1

Diretor:

ASSH^ATURAS

|x?|r\or'! 1 !

3^000

Venda avulsa Tel. 4-2955

3$l}00

COMENTARIO

ESTATISTICA

-5t-

MA.IO DE 1033

NUM. 143

Manobras contra o seguro

i]

A profissdo de segurador d, nesta tera mais critica. Alem de continua-

damente furtados, iles seiitem ate difieiildades em pagar, sem se verem dePOfs ameagados de repetir a pidenisagdo.

Algumas compatiliias acionadas, ha anos, por itm ineendiario, com ile tran-

^igiravi em juizo. O acordo foi homo-

iogado pelo juiz. Bias depots, aberta a falencia do segurado, o liquidatario ■propoz nvia agao para anular o acdrdo e receber "o valor Integral" das apoli-

aes. Chegou a veneer em parte, na pri-

INFORMACaO

d casa de negocio para obterem a inde-

nisagdo do seguro. Um dos seus comparsas

tinha

uma

procuragdo irre-vogavel, da qual desistiu no correr do processo civil. Decidi-

do este, a companhia inglesa acionada, liquidou com o autor, a quem a sentenca mandava pagar.

Isto feito, foi declarada a falencia do e.x-segurado, e a Massa quiz invalidar

esse pagamento, para que a companhia o repetisse.

Teve ela de sustentar um pleito

de

que saiu vencedora, felizmente, nao sem

vieira mstancia. 0 juiz declarou rescin-

incomodos e despesas.

teriam de pagar aquilo a que fossem aondenadas, na agdo eompetenle que

em que varias companhias sao deman-

Essa original decisdo caiu na Corte

de Apelagdo, que preliminarniente jul-

tes dela, com o antigo proprietario da perfumaria incendiada, o qual havia

gou prescrito todo e qualquer direito.

vendido ao novo proprietario-, com re-

dido 0 ajuste, acrescentando que as "res contra elas Josse proposia".

Poiico depots, um segurado, com faci-

^idade, dissimulou o delUo de inceiidio c, gragas d impmiidade, foi a juizo proVondo duos agoes contra as suas segu-

radoras. Julgada procedente uma das ugoes, transigiu com ambas as eompa-

Pftias, por termo, nos autos. Recebeu o dinkelro e fugiu, logrando

OS seus credores, que juravam que He era muito honrado, afim de que rece-

tiesse 0 seguro ! Um desses, apelou_ das

Corre numa das varas civis uma agao dadas pelo liquidatario de uma falen

cia. por ierem liquidado o seguro, an

serva de doniinio.

Bsse pagamento,

alias, foi feito com ciencia do segurado

Outro case: Uma fabrica de teeidos de malha, que estava parada havia dais meses, foi incendiada. Um Banco era

credor hipotecario. A ele tinham sido

endossadas as apolices de seguros. Como se tratasse de uma grande maroteira, as cinco companhias itiglesas e uma nacional resisiiratn ao assalto.

Acionadas, foram afinal condenadas

® desistencia das agoes e ao mesmo tem

em dois tergos do valor das apolices, declarando a sentenga, que a procuracao

em causa propria, para receber a inde-

Banco, que a substabelecera para o fdro ao seu advogado, e o endosso das apo

setitengas que julgaram as quitagdes e po requereu um inquerito policial. O ^oniem tinha comsigo uma procuragdo

uisagao, mas ndo Jioiificou para cien-

cia as seguradoras, e ndo obsiante queque elas Ihe pagassem, depots de te-

rem pago ao segurado.

Essa esperteza ficou em tentativa. Ro powcos anos, uns sirios estabeleci-

'^os d rua da Alfandega, puzeram fogo

irrevogavel com que se apresentava o lices, eram simples re/orcos do seu cre-

dito hipotecario; qjie pago este. o excedente pertenceria ao segtirado

Depots de decidida a causa, houve

um entendimento. 0 Banco vendeu o seu credito. As co7?ipan?ijas pagaram duzentos cantos ao segttrado e tresen-


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
T1136 - Revista de Seguros - maio de 1933_1933 by CNseg - Issuu