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T1129 - Revista de Seguros - outubro de 1932_1932

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Revista de Seguros Diretori

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BIO DE JANEIRO — BRASDj

COMENTARIO

ESTATISTICA

INFORMACAO

OUTUBRO DE 1932

NUM. 13e

ALGUMAS VERDADES

i j

AISNOXlll

E' muito prejudicial as companhias^ -capacidade moral e intelectual de eertos agenciadores de seguros.

tros a liquidar. Um agenciador para

A ignorancia e pouca lisura se mani-

que, certas de ter sido d-oloso o sinis-

jestam na insujiciencia dos informes Que devem ter as propostas; no conse-

)e na justiga, querem pagar apenas o

pfoteger um incendiario absolvido por

benevolencia censura as companhias, fro, s6 por condescendencia e falta de

Iho que ddo aos seus coinitentes quanta

valor do dano cpurado numa vistoria

as garantias a esperar do contrato ou

judicial.

a exteiisao de riscos assumidos e no au-

Esse agenciador, se tivesse sequer uns

xilio prestado as reclamagoes injustas.

longes do que sejg o seguro e visse o

Jd houve quern, para aumentar o va lor do seguro e perceber maior comissao, indicasse entre os bens moveis as dividas ativas do segurando.

que se passa, com olhos inteligentes, ndo

Quando vdo pedir o seguro, servemse da intriga e da calunia para retiral-o da companhia preferida pelo sejftirado; nunca Jalta no bolso deles um retalho de jornal com uma pasguinada contra uma seguradora, ou a noticia de -uma

diria tolices desse jaez.

Os agenciadores de seguros devem ser

dignos. A responsabilidade da sua fungao ndo deve levd-los a serem tratados como seres inferiores.

Devem buscar estima e confianca

Nada mais deprimente do que a si-

aqdo que tenha sido proposta ou julga-

tuagdo em que alguns deles se colocam faltando as lets da b6a fe, da sinceridade e provocando atritos com os segura

da contra ela.

dores.

Sao orgdos ambiilantes da dilamagdo.

Se o nlvel moral de muitos seguradores fosse mais elevado, eles fariam com que cessassem esses processos infamec de

competigdo comercial, pots ninguem pode escapar a essa canalhice, Diretores e ao£ii.t.es..se .preocupam em

Ha_ainda os muito exiaentes e, quan do nao sdo satisfeftos pelos seguradores se tomam ameagqdores e agressivos E' pena haver dessa gente entre esses modestos servidores do seguro.

'Quern ndo conhece a arte ndo n'a estima", e &les desconhecem a sua pro-

dizer mal das congeneres.,

fiss&o.

~^sas' menfirai"e 'difamagdes podem

Tem-se falado na creagdo dos correiores oficlats de seguros. No comeco do governo atual, surgtram as pretensoes

vir a ser motivo de uma agdo criminnl ou de indenizagdo, por essa especie de

concorrencia desleal. Ndo raramente o agenciador do segu ro, mancojnwiado com o sinistrado de

md fe, volta-se contra a seguradora que recusa a indenizacao "in totum" ou parcialmente.

Toda a gente sabe que, em numerosissimos casos, as companhias pagam, embora convencidas da criminalidade do

fogo, para evitar aborrecirnentos e B.ejiw com a causa e os riscos da

tiga, que e coisa muito perifliosa. N&o Ihes convem rtiesmo ter muitos sinis-

Eram empregos para ociosos Ndo con'

vim, porem, burocratizar a industria A intervengdo do governo e sempre calamifosa Demazs. seria prejudicar todos esses homens, alguns bons, que ora labutam como agenciadores. Convizn. porim, edued-los, ensinar-lhes os viincipios reguladores do contrato e da siia liquidagdo e elevar-lhes a nivel moral para que nao se tornem caluniadores das empresas as quais fazem concorrencia

nao aconselhem mal aos segurados ndo se prestem aos seus manejos ndo os


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