Revista de Seguros Diretori
Ilrdncftoi
Av. niO nUANCO,
ABILIO
305
ASSINATURAS
UE CARVALHO
Brasil
Exterior Ventla avulsa Tel. 4-395S
D Iret or-G«r^nte:
ICdificio do
CAM>IDO UK OLIVEIRA
Secretarlo: J. V. DORBA
JORNAL DO COMMERCIO
sssooo 30«000
BIO DE JANEIRO — BRASDj
COMENTARIO
ESTATISTICA
INFORMACAO
OUTUBRO DE 1932
NUM. 13e
ALGUMAS VERDADES
i j
AISNOXlll
E' muito prejudicial as companhias^ -capacidade moral e intelectual de eertos agenciadores de seguros.
tros a liquidar. Um agenciador para
A ignorancia e pouca lisura se mani-
que, certas de ter sido d-oloso o sinis-
jestam na insujiciencia dos informes Que devem ter as propostas; no conse-
)e na justiga, querem pagar apenas o
pfoteger um incendiario absolvido por
benevolencia censura as companhias, fro, s6 por condescendencia e falta de
Iho que ddo aos seus coinitentes quanta
valor do dano cpurado numa vistoria
as garantias a esperar do contrato ou
judicial.
a exteiisao de riscos assumidos e no au-
Esse agenciador, se tivesse sequer uns
xilio prestado as reclamagoes injustas.
longes do que sejg o seguro e visse o
Jd houve quern, para aumentar o va lor do seguro e perceber maior comissao, indicasse entre os bens moveis as dividas ativas do segurando.
que se passa, com olhos inteligentes, ndo
Quando vdo pedir o seguro, servemse da intriga e da calunia para retiral-o da companhia preferida pelo sejftirado; nunca Jalta no bolso deles um retalho de jornal com uma pasguinada contra uma seguradora, ou a noticia de -uma
diria tolices desse jaez.
Os agenciadores de seguros devem ser
dignos. A responsabilidade da sua fungao ndo deve levd-los a serem tratados como seres inferiores.
Devem buscar estima e confianca
Nada mais deprimente do que a si-
aqdo que tenha sido proposta ou julga-
tuagdo em que alguns deles se colocam faltando as lets da b6a fe, da sinceridade e provocando atritos com os segura
da contra ela.
dores.
Sao orgdos ambiilantes da dilamagdo.
Se o nlvel moral de muitos seguradores fosse mais elevado, eles fariam com que cessassem esses processos infamec de
competigdo comercial, pots ninguem pode escapar a essa canalhice, Diretores e ao£ii.t.es..se .preocupam em
Ha_ainda os muito exiaentes e, quan do nao sdo satisfeftos pelos seguradores se tomam ameagqdores e agressivos E' pena haver dessa gente entre esses modestos servidores do seguro.
'Quern ndo conhece a arte ndo n'a estima", e &les desconhecem a sua pro-
dizer mal das congeneres.,
fiss&o.
~^sas' menfirai"e 'difamagdes podem
Tem-se falado na creagdo dos correiores oficlats de seguros. No comeco do governo atual, surgtram as pretensoes
vir a ser motivo de uma agdo criminnl ou de indenizagdo, por essa especie de
concorrencia desleal. Ndo raramente o agenciador do segu ro, mancojnwiado com o sinistrado de
md fe, volta-se contra a seguradora que recusa a indenizacao "in totum" ou parcialmente.
Toda a gente sabe que, em numerosissimos casos, as companhias pagam, embora convencidas da criminalidade do
fogo, para evitar aborrecirnentos e B.ejiw com a causa e os riscos da
tiga, que e coisa muito perifliosa. N&o Ihes convem rtiesmo ter muitos sinis-
Eram empregos para ociosos Ndo con'
vim, porem, burocratizar a industria A intervengdo do governo e sempre calamifosa Demazs. seria prejudicar todos esses homens, alguns bons, que ora labutam como agenciadores. Convizn. porim, edued-los, ensinar-lhes os viincipios reguladores do contrato e da siia liquidagdo e elevar-lhes a nivel moral para que nao se tornem caluniadores das empresas as quais fazem concorrencia
nao aconselhem mal aos segurados ndo se prestem aos seus manejos ndo os