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T1124 - Revista de Seguros - maio de 1932_1932

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Revista de Sesuros ASSINATURAS

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ABILIO DE CARVALUO Dlrotur-Gorente: CAXDinO DE OLIVEIRA Secretario: J. V. DORBA

EcUficlo do

JOUNAL, DO COMMERCIO

Brasil

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Exterior Venda avulsa

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Tel. 4-ai5S

RIO DE JANEIRO — BRASDi

COMENTARIO ANNO

ESTATISTICA

XllI

MAIO

DE

INFORMAQaO

1Q32

NDM. 131

Companhias de Seguros A suposta riqueza em que nadam as

covipanhias de seguros ndo deixa as invejosos dormirem. Mesmo entre ellas, as que prospernm sao alvo da md vontade das que Ihes ficam em situagdo in ferior.

A crenga de que o seguro e sempre um

A frase a que nos referimos acima, foi proferida a proposito de uma causa mo-

vida contra a Companhia Interesse Publico, por uma mulher comerciante, que

liquiddra o seu negocio a fogo. A prova da propositalidade aparecia iluminada pelas proprias labaredas do incen-

bom negocio, um meio facil de enriquecimento,. estimula os segurados d pro-

dio.

vocagdi) de incendios e serve de reserva

ta, que ela acabou liquidando-se, depois

mental dquelles que, julgando, praticam olamorosas injustigas. "As companhias sdo ricas; podem pagar". Ksta frase jd a ouvimos de um

alto magistrado, ao que nos Ihe retorquimos que, para ser logico. He deveria absolver os que furtassem aos ricos. Quern assim pensava e um homem de

A "riqueza" dessa Companhia era tande mais de meio seculo de vida.

Era uma das mais antigas do pais. Foi uma vitima desses preconceitos e dos botadores de fogo, nesta terra de impunidade para os delitos dessa natureza.

Nos ramos maritimos e terrestres, a

hem, apenas desviado por um precon-

que conseguiu, depois de sessenta anos

ceito.

de atiyidade inteligente, fazendo outros

Aqueles que conheeem a industria de saguros no Brasil, sabem que poucas sao

negocios a margem e com a valorizagdo

as co7npanhias ricas.

Vm grande numero delas luta para eqjiilibrar a receita com a despesa.

Mais de trinta, talvez, se tim liquida-

do, desde que a industria comegou a ser explorada.

Algumas estrangeiras se retiraram do mercado depois de experimentar o atra-

so do meio, os efeitos da impunidade para os delitos de fogo e as injustigas no juizo.

Essa mentalidade tern concorrido para

a md Jama do pais. As facilidades que muitos segurados encontram perante certas consciencias lodosas, animam as especulagoes com os seguros. Sdo elas

verdadeiros aparelhos de succdo do que as companhias angariam, com muito

trabalho e as migalhas para pagar contos de riis.

Ricas que fossem todas elas, a razao ndo prevaleceria. Pagar e fesgatar uma obrigag&o e o segurador nada deve ao segurado que provoca o sinistro.

de propriedades, crear um patrimonio de quarenta mil contos, e considerada um fenomeno.

Por isso, e vitima de emulagoes e deslealdades.

A publica adininistragdo deve estimar as empresas, de capitais puramente nacionais, que crescem e prosperam, como uma afirmagdo de capacidade. Ndo e, entretanto, o que acontece.

As companhias do tamo vida prospe ram, porque a Jraude ndo e tdo co-

mum como nos seguros de transportes e

terrestres; os premios sdo compensadores e as decadencias numerosissimas.

Sentindo a hostilidade contra o que medra, 0 odio contra o que se eleva, concussoes e gravames administrativos, tern

elas se serrido de "para-raios",

ho-

mens politicos, deputados, senadores, exministros e ex-govemadores, — dandoIhes cargos nas diretorias ou chamando-os para seus consultores — titulos co7n gwe se mascaram verdadeiras advo-

cacias administrativas.


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