Revista de Seffiiro! ASZiXATURAS
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ABILIO DE CARVALHO
Av. RIO HHANCO. IIT-S."-*. 305
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Edificlo do
JORNAL, DO COMMERCIO
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RIO DE JANEIRO — BRASHi
COMENTARIO ANNO
INFORMAQAO
NOVEMBRO DE 1Q31
XII
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ESTATISTICA
NUM.125
Questoes de Seguros | i
Incendiario e o homevi que volunta-
riamente poe fogo a casas, matas, lavouras ou a ouira gualquer coisa. E' wn crime cobarde, visando molestar a outrem.
.
..
'"Os incendiarios, empolgados pela idea
criminosa. gozam o desluvibrante espe-
'tacxao que Ihes oferecem as chavias de^oradoras e se deleitam covi os gritos de terror das inoeentes vitimas-. diz urn es-
Off sao 00 incendiario morbido. Os seas produto de uni desegmhbno, nenhuma consciencia higida podera
^^contrar prazer no sofrimento humaoa animal. , . O homem equilibrado detesta o crime. Porque ele e hediondo, ao passo que a
Pondade 6 beta. ., O incendlo-ambigdo e o mais frequenna vida moderna.
Instituidas as ernpresas seg^irado}-as contra os riscos de fogo, raio e suas con-
^cquencias. creou-se essa modahdade do prime contra a seguranga publica. Tambem o seguro deu causa ao nauf^agio-negocio.
Jd ndo ha a industria do naufragio,
que a Edade Media conheceu. Os habitantes das costas acendiam fogos para desviar a rota dos navios e faze-los nau-
fragar. ''Desgraga aos naufragos I', diziam entdo, porque eles eram completamente espoliados. Era essa excZomngdo uma especie do "Ai dos Vencidos", do Breno Gaulez, ao exigir o tributo dos Romanos.
O Uicendiario, nos cases _comtrns, ndo provoca a inflamagdo, ndo poe jofiro. para ezercer vinganga contra terceiro ou
por perx)ersidade natural. Comunica a
chama as coisas seguras, buscando um lucro.
Essas coisas. tomadas pelo fogo. podem ndo valer tanto quanto a guantia expressa na apolice; podem ter perdtdo
mesmo toda e qualquer utilidade. ou convir ao segurada vende-las de uma so
feita d compajihia seguradora. - De um montao de objetos desusados, pdde renascer a prosperidade de um comerciante. Basta queimd-los, por conta. do seguro.
Debalde as companhias tern, creado
sancgoes e restrigoes d especulagdo pelo ince7idio. A justiga ndo tern ouvido o seu direito. nern as suas quei.xas. O incendiarismo e um fato.
fiesta epoea de "gorda e ofegante sensualidade", muita gente pensa nos pra-
zeres materials e renega as inefaveis alegrias da conciencia. Dahi, a fraude e a mentira generalizadas; os estelionatos, a concussdo, o peculato, o calotismo, as falencias dolosns e os incendios.
Para julgar o separo, seria mister que
OS julgadores assistissem ao que se pas so nesse ramo da atividade juridico-eco./ nomica. Veriavi que a industria e dificil; que contra ela se levantam ambigdes desmedidas.
E' preciso aos seguradores uma defesa constante contra as fraudes dos segura-
dos e as suas reclamacoes especulativas. Se 0 seguro fosse compreendido como simples rneio de reparagdo, rnuito bem: mas ndo e: Os segurados ignorantes ou
de falsa fe ndo querern submeter-se ds condigoes do contrato. O incendiarismo tern foros de cidade.
Os poderes publicos ndo cumprem o seu dever, reagindo contra os botadores de fogo.
Themis ndo Ihes e adversaria; antes boa mde. Eles contam com a sua amizade.
As companhias de seguros sdo suspeitadas, nas casas da justiga, por ndo se
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submeterem a tudo gaairio guerem os segurados. Se o seguro e uma tranquilidade para o segurado, ndo se devendo
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