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T1115 - Revista de Seguros - agosto de 1931_1931

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Revista de Seguros KrdnvAoi

ASSINATURAS

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ABILIO

Av. RIQ nilANCO. 117-3.°->i. 305

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CAXUIDO UR OblVElRA Sccretario; j. V. BORBA

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EIO DE JANEIRO — BBASDi

COMENTARIO

ANNO

XII

ESTATISTICA

AGOSTO

INFORMAQAO

DE lO^l

NUM.12a

Seguradores e segurados E' preciso explicnr ao publico a ver-

<lGdeira situagdo do segtiro, desfazendo a lejtdc de que elle e sevipre urn bovi 7ie-

iiQCio, quando, ao contrario, esta sujsito a todos OS contratempos e inceftezas.

■£' 0 mais penoso, o 7nais i7itranquilo e o 7iiais arTdscado tottio da atividade i7i<iu.:trial.

Gracas d be7iig7iidade dci Tiossa gentc,

^^T-capaz de certos 77i07}i7iie7itos de repul-

Nessa cidade, o incendio de um arma-

zem.d rua Marechal Deodoro foi em-

preitado a U77i turco por oito contos de reis. que ele ndo recebeu porgue o se guro 7ido pagou.

As al7nas simples T^lvem a pensar que todos OS ince7idios sdo casuaes !

Foi se7npTe esta a opinido de Calino.

Ha vinte e cinco aijos, uma quadriIha de incendian'os foi descoberta e pro-

"5a . pelos frauduleTttos; d tolera7icia do

cessada. Era co7nposta quasi toda de

ainbie7ite e aos precedentes em quo

Portugueses. Estabelecia7n-se C07ti nego-

■se reueia a fragilidade dos depositaidos da atitoridade, os artifices do fogo continuam no exercicio do sen labor mal-

alemdes, havendo, porem, um ou doL

cios aqui e em outras cidades e pouco depois vi7iham os i7icendios para o rece-

fazejo, da7ido ao nosso paiz U77ia situa?ao de manifesta iiiferioridade, e7iire as

bi7nento dos seguros.

dagoes orguTiizadas

trazida ao conhecime7ito do Marechal

A certeza da i77ipu7tidade e tdo gran

ge, que id se falou que uni senhor P. •Se encarregava de preparar quimicu77iente o incendio.

O advogado V. de S. foi procurado Por um comerciaTite que deseja7>a conselhos relati7)amente d J6r77ia a dar a escrita, para prova contra o seguro, porque (acabou confessa7ido), ti7iha ejn

casa muita mercadoria antiga e um ba-

Tiko de fosforo ndo deixa vestigios da

propositalidade do incendio. O profis-

siorial o dissuadlu desse criminoso iritento.

S'uina delegacia de poZiczo, ha seis anos, a proposito do incendio de uma charutaria, no centra da cidade, o escrivdo no-s disse que co7istava estar aqm

Levados ao jury, foram eles absolvidos. Pots bem, ha sete anos, uma denuncia Fo7itouTa, entdo Chefe de Policia, dizia

que OS taes snjeiios cstava7n agindo aqui, em Sdo Paulo e em Buenos Aires.

A beiiei^olencia do tribtinal popular e dos juizes togados, tern iiicentivodo bas-

tante o i7icendiarismo. E' preciso monir forte7ne7ite essa tende7icia. So ultimamente se esta formando uma oTltra mentalidade.

A indust7ia do fogo por C07ita do ssguro, yneio facil de enriquecimento, constit7ie um perigo grande para o pu blico em geral.

Essa 77iiseravel situagdo de impunidade tern sacrificado vidas e afetado a integridade

fisica

de

particulares e de

bravos b077ibeiros.

U771 argentino, empresario de incendios,

A ignorancia dos segurados, pensando que 0 valor da apdlice e seinpre devido,

reciplentes de celuloide.

teiTT. concorrido, tarnbem, para o desenvolvimento dessa forma de criminali-

com cento e oitenta co7itos U7is quadras,

dade.

que eram ateados por 7neio de iter em

Uma seguradora estrangeii'a indenizou

One, dizia o segurado, tinham sido quei-

Os seguradores, mtdto fdceis em tratar com tratantes, sdo vitimas de todos

F. M. 7ios contou que antes do fogo ei!es tinham sido transpotlados para Ni-

as fraudes. Na maioria dos casos, o,se

77iados, num incendio, mas o Dr. O.

teroy.

guro paga 7nais dg que o efetivamente

perdido.


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