REDACÇÃO
evista de Seguros
Rua do Carmo, 67 - sob.
Te!. 4-2955 RIO DE JANEIRO
Oirector ABILIO DE CARVALHO ANNO X
Director-gerente CANDIDO DE OLIVEIRA ABRIL
Duas sentenças sobre seguros foram ultimamente proferidas pelo j uiz interino da 1' V ara Cível, Dr. F. Sussekind . Numa, o segurado não era o proprietario do negocio, e sim outra pe.ssoa que disse " ter procuração para usar o nome alheio". Na outra, o segurado tinha, após o seguro, edificado um quarto nos tundas do predi o e para ahi " transferido" 90 % dos valores cobertos pela apolice . Nesse quarto, exi stiam, segundo elle, livros raríssimos, de edições esgotadas, e de grande ancianidade, os quaes desappareceram por completo, sem deixar vestígios, emquanto o togaréo apenas queimou parcialmente uma edição de livros sobre escripturação mercantil, da autoria do proprio segurado. Estes puderam ser identificados ; os outros não . Nos suppostos livros queimados, havia exemplares do valor de dois contos de réi s· ! A Companhia americana seguradora conseguiu fazer a prova processual da fraude do segurado e elle decahiu da acção . Sentenças como estas confortam as companhias . Durante mui tos annos, ellas encontravam fechadas as portO;S do Pretorio . A sua defesa não era ouvida. Hoje, felizmente, já são lidO;S· as clausulas das apolices e é a lei aplicada . Precisam os juizes ter em vista que o segurado deve provar a tortuidade do sinistro e qual o valor do damno sotfrido . A primeira questão não fica respondida com o archivamento do inquerito policial, visto como, emquanto o delicto não prescrever, o processo póde ser renovado. Quanto ao segurador, nada importa o archivamento do inquerito, já tem dito a Côrte de Appellação, varias vezes . A propria absolvição não implica em vedar no cível a indagação da verdade. O valor da apolice não prova o prejuízo. Este póde ser maior ou menor . No pri171-eiro caso, o segurado supportará o excetlente; no segundo, o segurador só pagará o que fôr verificado .
DE
1930
NUM. t06
Se o valor da coisa exceder ao do seguro e existirem salvados, o segurado é considerado segurador do excedente . O mesmo se dá nos casos de reparação de edi fícios segurados por menos do seu v alor real. São questões que não podem ser desconhecidas pelos letrados. Conversando com o nosso Director, um dos mais distinctos adjuntos de Promotor, fe z cerrada critica á mentali dade dos j ui zes do crime, para os quaes ha o preconceito ou a superstição da prova testemunhal. As.sim, acontece nos casos de incendi os . Querem elles que, no mínimo, duas ta,stemunhas tenham sido convocadas par a assistir o segurado chegar a chamma á materia destinada a atear o incendio . A prova circumstancial não os impressiona ! A tendencia é para absolver o indi ciado . o crime de fogo posto permanece, no nosso mei o, como uma simples operação commercial. Essa impunidade irrita e torna as autoridades ridículas . aos olhos dos propri os incendiarias . Elles não vêm a condescendencia dellas, a fraqueza, a bondade, o temor de condemnar, mas a propria sagacidade, a habilidade no agir, de fórma a illudil-as considerando-as estupidas e incapazes de lutar contra essa especie de delicto. E' preciso que os juizes do crime passem pela mesma evolução dos juizes do civil. E.stavam escriptas estas linhas quando soubemos que a Côrte de Appellação havia confirmado a sentença do Dr. Saboia L i ma, que havia dispensado uma segurada de dar a prova do prejuízo, por ter sido total o incendio. O erro é tão grande que faz temer pelas suas consequencias no desenvolvimento do incendiarismo. A lei, as clausulas das apolices approvadas pelo governo, a jurisprudencia da Côrte, e de outros tribunaes e do proprio Supremo, a doutrina universal, tudo é levado de roldão. A consciencia jurídica fica estarrecida e tomada de assombro ! Por mais incrível que pareça o tribunal "ad quem" confirmou essa extraordinaria sentença.
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AS TARIFAS MINIMAS DE SEGUROS TERRESTRES E A LEGISLAÇAO ESTRANGEIRA O que nos diz sobre tão complexo assumpto o Dr. Abilio de Carvalho A questão dos seguros terrestres é muit o intrincada nos seus variados aspectos, para que se possa apurar com seguran ça sobre qualquer delles, suppostas as divergenciás que a todos animam, mórmente quando se trata dos limites em que se affigura aceitavel a intervenção do Estado. Mas, nem por isso deixa de ser int eressante conhecer-se o pensamento dos melhores technicos, sobret udo em face do pon to t ão actualisado e discutido das t arifas mínimas. Essa a razão que nos leva consignar a palestra que um dos nossos companheir os t eve, a pr oposito, com o Dr. Abillo de Carvalho, advogado no nosso fôr o e, sem duvida, um dos mais competen tes n a complicada especialidade. Vale a pena ouvil-o. do começo ao fim: "0 Regulamento de Seguros expedido a 31 de dezembro de 1920, determinou que o governo apr ovass~ as taxas m1mmas para os seguros de vida. Quanto aos seguros marítimos e terrestres, mandou que as Companhias, além das suas reservas estatutarias, creassem mais uma reserva technica para garantia dos segurados, formada por 20 olo dos premios marítimos e 40 olo dos terrestres, dos seguros correntes. Viu-se, porém, logo depois, que a porcentagem das indemnisações em globo, attingiam a 55 olo, isto por serem as perdas aqui maiores do que na Europa, onde regulam aquellas porcentagens. Nestas condições, para a existencia regular dos seguros, sobre os quaes o Ministerio da Fazenda exerce fiscalisação desde a presidencia Campos Salles, como se pratica em varios paizes civilisados, havia dois meios: fazer diminuir os sinistros pela punição das numerosas fraudes em uso, ou augmentar os premios que tinham cahido extraordinariamente, devido a uma competição desleal e pouco intelligente. Num trabalho apresentado ao ministro da Fazenda pelo então Inspector de Seguros. Dr. Decio C. Alvim, quando aqui esteve a missão ingleza, referiu-se esse competente funccionario, hoje juiz de accidentes de trabalho, ao perigoso aviltamento dos premius. Em 1926, a Commissão de Finanças da Camara dos Deputados, sob a presidencia do Sr. Julio Prestes e sen do relator o Sr . Tavares Cavalcanti, offer eceu um projecto mandando approvar no Brasil inteiro as tarifas mi-
nimas dos seguros terrestres e marítimos e adaptar tambem 4ma apolice uniforme. Este projecto passou rapidamente, e no Senado, no a nno seguinte, foi bastante discutido, tendo sido approvado em 1928, quando foi nado a 6 de junho. As tarifas actuaes nasceram, portanto, desta lei. Foram approvadas pelo Ministerio da Fazenda, a titulo provisorio, pois, a proprla lei manda que vigorem até que sejam organisadas as t arifas definitivas, de accôrdo com as bases technicas. Estas bases devem ser aa estatísticas que se fizeram para determinar a relação existent e entre os premios e as in· demnisações em cada classe de riscos. Se na tarifa actual h a imperfeições, o remedio não será suspendel-a, mas cumprir a lei, levantando-se aquella estatística para fixar os premios necessarios á cobertura dos r iscos. Fóra disto, tudo será empírico, imperfeito e errado. No regimen de fiscalisação que rege o se· guro, o governo não póde ser indifferente ã solvabilidade das empresas seguradoras. Quando foi apresentado o projecto a que acima nos referimos, foram ouvidos dois co· nhecidos jurisconsultos sobre a sua constitu· cionalidade, os quaes acharam que a inter· venção do Congresso era absolutamente legal. Um desses pareceres referia-se até á exis· tencia de uma tarifa official, num dos Esta· dos da União Americana. Negar a legitimidade da intervenção do governo, seria negar o direito á fiscalisação. As taxas mínimas dos seguros de vida, nunca soffreram protestos de quem quer que seja. Em varios paizes da Europa vigoram taxas mínimas para outros seguros, as quaes são observadas pelas Companhias, para as quaes a fidelidade em cumprir esses accordos titulo de honra e uma medida de A honestidade é uma das fórmas ligencia. Em setembro ultimo, a União IntPr·n,..,.;.,. nal de Seguros de Transportes fez, em na, a sua 64• conferencia annual, com a presença de numerosos seguradores inglezes, francezes, italianos, hollandezes, landezes, norueguezes, suecos e muitas sonalidades eminentes, offici~lmente
REVISTA DE SEGUROS
Nessa conferencia, muitas deliberações foram assentadas em beneficio do seguro. No desenvolvido noticiario dado pela Revue Intemationale d'Assurances Maritimes, de outubro, vimos que na Allemanha foi possível chegar-se a uma melhoria das taxas de premlos e condições para os riscos de construcçio, devido ás perdas graves occorridas ultimamente; que na Letonia foram augmentadoa os premios, visto os seus principaes concurrentes, os inglezes, os terem tambem autmentado sobre cascos de navios; que na Noruega, a Associação Central dos Seguradores Marítimos de Oslo, obteve a adhesão das Companhias para varias tarifas, umas já em vigor e outras em preparação; que na Suecia existe uma antiga Associação tarifaria congregando todas as Companhias de seguros marítimos. Estão em vigor numerosas tarifas obrigatorias e desde 1891 existe um accôrdo geral, nos termos do qual as Companhias naclonaes se comprometteram a não tirar seguros umas das outras, por meio de reducção de taxas ou offerecimento de condições mais vantajosas. Diz o Relatorio da respectiva Commissão que tanto as tarifas obrigatorias como o accôrdo geral, interditando uma concurrencia desleal, têm produzido um grande bem ao mercado sueco. No Brasil, uma vez que existe lei, o dever da Inspectoria é reprimir as suas infracções e promover a organisação da tarifa technica e da apolice unfiorme, afim de que tenhamos a apolice brasileira como ha a apolice franceza, tão util nos casos de co-seguro. Os segurados que se amaridam com seguradores pouco escrupulosos para fraudar a lei, poderão ser prejudicados com a annullação dos seus seguros. Quanto aos commerciantes, facilmente se poderá apurar a fraude. O seguro é considerado entre os povos cultos um dos maiores factores da economia geral, o thermometro da producção e das permutas internacionaes. Por elle se póde aferir da riqueza publica. Por isto, os governos velam sobre o seu desenvolvimento. A conferencia da União Internacional de Seguros, acima relatada, reuniu-se em Vienna, a convite do respectivo governo e das autoridades municipaes, que offereceram aos seus delegados varias festividades. A reunião anterior tinha sido em Baden-Baden e a proxima será provavelmente em Paris. Entre nós, o seguro não tem a mesma importancia, quer porque muitos dos que o praticam não possuem o sentimento da solida-
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riedade e a intelligencia dos seus meios de acção, como porque na esphera da administração, este ramo da economia politica é pouco conhecido e, portanto, não é apreciado, como prova o que tem havido nos ultimas annos, quer com as tentativas de difficultar a sua expansão, damnando, embóra, o paiz, quer mesmo em relação ao cumprimento da lei que mandou adaptar as tarifas mínimas. (D'"O Globo" de 13 de março de 1930.)
Prorogação de prazo para reseguro no estrangeiro Uma decisão do inspector geral de seguros Em data de 28 de fevereiro ultimo, foi expedida a seguinte portaria: "0 inspector de seguros, attendendo á grande cópia de petições de firmas e empresas industriaes e commerciaes com séde principalmente nesta capital e no Estado de São Paulo, requerendo autorisação para, na conformidade do art. 104 do decreto n. 14.593, de 31 de dezembro de 1920, contratarem a cobertura de seguros de fidelidade (liability), roubo de joias e outros em companhias estrangeiras não autorisadas a funccionar no Brasil, sob o pretexto de que taes responsabilidades não encontram tomadores no paiz: e considerando que os valores de taes operações já montam em quantia superior a cem mil. contos de réis (rs. 100.000:000$000) annualmente, sem que dessa avultada somma fique no Brasil a mais insignificante parcella, quer a titulo de premias e comnussoes, . quer a titulo de impostos federaes de sello e de rendas; desfalcando anti-economicamente o nosso commercio de seguros: Resolve, com autorisação do Exmo. Sr. ministro da Fazenda, conceder, indeterminadamente, a todos quantos têm apresentado taes requerimentos até a presente data (28 de fevereiro de 1930), uma prorogação unica de noventa dias (90 dias), para renovar taes seguros no estrangeiro. Na terminação desse prazo, providencias serão dadas pelo governo para que seja facilitado ás companhias que operam no Brasil em seguros terrestres, a faculdade de iniciar e aceitar todas essas novas modalidades de seguros, podendo resegurar no todo ou em parte no estrangeiro, mesmo em companhias não autorisadas. - Pedro Vergne de Abreu, inspector de segurbs."
r~~-;;~;;n ........................................................................... ..................................................................... Mediante convit~ do Governo Au·s triaco e das autoridades municipaes, a União Internacional dos Seguros de Transportes, realisou em Vienna, de 18 a 23 de Setembro ultimo, a sua 64" Assembléa Geral. Quasi 40 associações diversas mandaram seus representantes, ao lado dos rf;!pres·entantes das autoridades e de algumas personalidade3 eminentes c·onvidadas pessoalmente. Directores de 177 Companhias, membros da União, tomaram parte no Congresso. Importantes deliberações foram tomadas em relação á industria dos seguros. Com certeza, os Directores que as assignaram irão cumpril-as honestamente, por que este é o verdadeiro interesse das empres-as que r•epresentam. A nova Assmbléa será talvez em PaTis, no anno corrente. Segundo o relatorio da r êpresentaçãiJ all=mã. os prejuízos alli tinham sido muito fortes, mas os seguradores manifestaram por toda a parte o espírito de solidariedade e foi Pc>ssivel chegarse a uma •melhoria da taxa dos premios e as condições para os riscos de construcções e notadamente introduzir uma tarifa, permittindo a adaptação dessas condições aos riscos mais ou menos graves. occorridos e prevendo uma majoração de premio especialmente para os navios munidos de installações frigorificas e accommodações para passageiros. A delegação de Riga fez notar que o facto dos seguradores inglez.es terem augmentado as taxas dos premios poz os seguradores lettons em estado de obter taxas mais elevadas acontecimento tanto mais feliz quanto a porcentagem das perdas nos ultimos tempos, foi mais desfavoravel nos seguros sobre cascos. O relatorio da representação da Suecia fez notar que a "antiga Associaçã!o tarifaria, da qual todas as companhias suecas de seguros marítimos fazem parte, existe sempre. As numerosas tarifas nacionaes, o'brigatorias, introduzidas ha annos estão ainda em vigor, sendo submettidas, á uma revisão de tempos em tempos". Existe desde 1891 um Accordo Geral, em virtude do qual as companhias nacionaes se compromettem a não procurar tirar mutuamente negocios, por meio de uma percepção de taxas de premios mais reduzidos e de concessão de condições mais vantajosas, accordo que é em geral respeitado. E' evidente que tanto as tarifas obrigatorias quanto o accordo geral, prohibindo uma concurrencia desleal ,têm feito o maior bem ao mercado sueco".
A Rev. Int. d' Assurances Maritimes, vol. IX n. 8, traz tambem os relatorios das delegações ingleza, franceza, italiana, hollandeza, filandeza, e noruegueza. Além da lição que este resumo encerra para os seguradores daqui é de notar tambem, o interesse dos governos intelligentes· pelo seguTo, promovendo nos respectivos paizes a reunião de Congressos de Seguradores e lhes offerecendo festividades diversas, que deixaram uma feliz lembrlança a todos aquelles que assi);;tiram at bnilhante manifestação, diz a mencionada Revista. A reunião de 1928, tinha tido Jogar em BadenBaden (Allemanha) ..
ASSOCIAÇAO DE COMPANHIAS DE SEGUROS A illustre Directoria desta Associação, que funcciona no Rio de Janeiro, depositaria da confiança da grande maioria das seguradoras do Brasil, continuou, louvavelmente, devotada á defesa dos interesses moraes e materiaes do Instituto de Seguros, assim fazendo jús aos nossos applausos. -~~ · -~~·- ··-··-lf·- ·· -· ·-·· - ·· -· ·-·-· l-111- ll- 111- 11 - 1 ~-
ALLIANÇA DA BAHIA Publicamos o seu relatorio. Essa companhia, que é um elemento de prestigio no seguro nacional, está fortemente radicada na confiança publica. Todo o mundo está farto de saber que ella é a mais poderosa do paiz. No commercio de seguros, que depende essencialmente do credito, uma companhia que floresce tem neste faCto o seu melhor e maior elogio. A Alliança está na melhor situação possível entre as empresas brasileiras. A sua renda de premies tem sempre augmentado nas situações normaes emquanto a receita geral foi das maiores até agora apuradas. Com a tradicção que tem, é merecido o seu triumpho industrial. Só os que possuem merito, conseguem taes victorias. Todos os brasileiros esclarecidos e patriotas se devem orgulhar de uma sociedade nacional, que attesta a capacidade, a intelligencia e o valor da sua directoria.
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O INCENDIO DA ~ FABRICA SANTA~ i ~ ~ ~ ANGELA, EM PETROPOLIS ~ i
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RELATORIO DO DR. DELEGADO DE POLICIA
O incendio occorrido nesta cidade pouco deJOis da 1 hora do dia 22 de Janeiro findo e que destruiu totalmente o corpo da esquerda e o cenV&l do predio da rua Dr. Sá Earp n. 1201, atainda, o corpo direito, onde está insa fabrica Santa Angela, de propriedade Antonio Fonseca, deu logar á abertura do preaente inquerito. E todo o esforço possível á acção .da policia para verificar o proposito ou a casualidade desse facto está patente nos autos . Ningu-em ignora que na maioria dos casos os ileendios têm sua origem criminosa, sendo porém difficil a prova de que o fogo foi posto ou ateado por alguem interessado em prejudicar terceiros. Nota-se, mesmo, a todo o momento que bem raros são os incendios em predios que não estão llfllrados, e, quando tal acontece, é de presullir-se a casualidade, a vingança ou qualquer ou tro movei, mas excluído fica o incendio propoaital com o fim do beneficio do seguro . . Bandeira de Mello, ao tratar de "IncendiosProfissionaes--Parasitas - (Revista Criminal, n. 14, pag. 15) assim se expressa: "A prova •oral, a de collecta mais facil, ministrando-a os •tecedentes do sinistrado e, tambem, a sua situação presente, constitue, uma importante con&ribuição para o -descobrimento da verdade. Informa, elucida, persuade, dentro em regra da orhita do "Cui Prodest" . Mas a prova material, a prova physica, fornecida pelo local, é indubitawlmente a melhor, sobretudo porque aplaca esaupulos, dissolve duvidas, produzindo os mes1108 effeitos que os que promanam de uma confluão provadamente livre, expontanea e cirOtlmltanciada . No caso em apreço é de assignalar que a perícia dos escombros, confiada a engenheiros competentissimos, verificou que o incendio teve inicio no ponto F. (planta, fls. 34), sob o uni co autemovel que está cabido, proximo á porta G, abaixo da qual fica um mezzanino de ven.t ilação, elo porão; com tudo o incendio deve ter tido inicio sobre o assoalho porque a madeira depositada no porão, sob este compartimento, só foi attingida na parte superior e onde havia intersücios sufficientes que permittiam a combustão Me constatou a presença de kerozene em div·ersos
Jogares, ora derramado pelo assoalho, ora embebendo fio e espul?s no corpo A . do edifício, apenas attingido pelo fogo. Na sala formada pelo corpo, o assoalho foi completamente reduzido a cinzas, mas nota-se sobre a madeira em deposito do porão, MANCHAS DE VARIOS TAMANHOS, PRODUZIDAS POR KEROZENE E OLEO, ESCORRIDOS DO PISO DA SALA REFERIDA." "Nota-se ainda que em todos os automoveis falta o tampão do tanque de gazolina ". "As entradas de força e luz bem como suas distribuições estavam perfeitamente izoladas. " Estas transcripções do laudo mostram o ponto inicial do incendio, accusam a quantidade de kerozene espalhada por todos os lados e excluem a hypothese do curto circuito, escudo habitual dos incendios contumazes . O exame dos escombros, revelando o d·elTamamento de kerozene, quer na parte incendiada, quer naquella que foi apenas attingida pelo fogo, vem provar que alguem espalhou esse liquido pelo edifício, · não escapando nem o fio nem as espulas. Ora, o kerozene não tinha applicação na industria do estabelecimento nem ali i penetrava. O gerente da fabrica, a fls. 8, esclarece meredianamente o· assumpto, dizendo o "petroleo ou kerozene não era absolutamente usado em nenhuma das secções da fabrica, porquanto não tem mesmo nenhuma applicação e as meadas de f1o azul, e marron empregadas nos teares para t ecelagem não apresentam cheiro ou aroma de nenhuma especie. " Os operarios Pedro Zilves e João Zilves, á fls. 20 e 21, confirmam a inexistencia de materias inflammaveis dentro da fabrica. Provado, como está, que não se usava o kerozene, como explicar a sua presença no assoalho e embebendo as meadas de fio? Quem seria u- individuo que S € utilizou criminosamente desse liquido para atear e propagar o fogo? Seria Augusto Filpo, que alugou o corpo C. do edifício? Não, porque sendo locatario ha pouco mais de dois mezes não tinha automoveis no seguro, que ficaram aliás completamente destruidos pelas chammas. Seria Alberto Bauer, que depositava materiaes de construcção nos porões do predio? Não, porque o seguro deste, feito na Companhia Confi-
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anço, era sómente de 4:000$000 rs., vencendo-se a respectiva apolice no mesmo dia do sinistro e o prejuízo, por ·elle soffrido, foi avaliado pelos srs. peritos na quantia de 8:000$000 rs. 'Surge-nos a figura de Antçmio Fonseca, industrial e commerciante, dono da fabrica e do predio. Teria sido este o homem que, para receber o seguro de TREZENTOS E VINTE CONTOS DE RE'IS, procurou fazer uma liquidaçã.o forçada de sua industria, causando prejuízos que não serão indemnizados, aos seus locatarios? Da leitura do inquerito, v-erifica-se que FONSECA não estava em boa situação financeira, ou pelo menos, a sua situação commercial não era tão boa como nelle declara f fls. 11 verso. Do exame dos livros commerciaes feito, a folhas 37 e 38, vê-se que FONSECA é devedor da somma de 176:827$420 réis, sendo 64:000$000 constituída por divida, proveniente de uma hypotheca, cuja certidão está junta aos autos, á fls. 42 e 43. Não era assim das mais prosperas a situação de FONSECA. Não estava em tão boa s ituação como p retende fazer crer em suas d·eclarações . O seguro do predio e da industria de tecidos de brim é de 320 :000 000, quantia evid·entemente superior ao objecto segurado, e foi feito na Companhia Previdente no dia 13 de Janeiro findo e oito dias após occorreu o sinistro. E' um seguro recente, é um seguro recentíssimo e em valor superior ao predio, teares, etc. Ora, o facto de ser tão recente o seguro e em valor superior aos objectos segurados, constitue um indicio sufficiente para a pronuncia (Acc. do Trib. de Just . de S. Paulo de 27 de Maio de 1899). O "cui prodest", a pessoa a quem aproveitava o sinistro, a pessoa que lucraria com o ineendio era Antonio Fonseca. Este indicio, por si só, nada vale, porém, ·a lliado a outros indícios de valor decisivo, adquir·e um valor real como indicio da .maior gravidade e importancia (Accordam da Segunda Camara da Corte de Appellação, de 27 de Janeiro de 1911. Rev. de Direito, vol. 20). Ora, si os demais indícios têm realmente um valO'r decisivo, e ninguem contestará que é deste genero a prova existente contra Fonseca no laudo do t:·xame pericial, como deixar de accusal-o, de indicai-o como incendiaria? A prova indirecta que ha nos autos contra o accusado é das que geram a certeza da crimdnalidade. Do inquerito além das pe,ricias dos livros commerciaes e dos escombros, fez-se tambem a descripção do local (fls. 4 e 5), lavrou-se o auto de
apprehem~ão
de um pequeno saccb com estopa, panno e jornaee, um amarrado de meadas de fio, estopa queimada e 15 espulas com fios, tudo embebido em kerozene e que foi encontrado em diversos pontos do interior do corpo direito do predio sinistrado. Foram juntas aos autos tres photographias e presta·ram declarações seis pessoas, inclusive o gerente e dois operarios. A testemunha José Medeiros Silva, quem primeiro chegou ao local, declara que o incendio começou nos fundos do predio, do lado esquerdo, o que coincide com a affirmação dos Srs . peritos que dão o inicio do fogo no ponto F., que se vê na planta de fls . 34. A propria policia, que chegou ao local á 1 hora e 10 minutos, muito antes da chegada dos bombeiros, que, aliás, desenvolveram um trabalho apreciavel, digno de encomios, tambem verificou que o fogo partia do mesmo ponto referido pela testemunha Medeiros e assignalado p ela perícia . Augusto Filpo, á fls. 16, diz que os automoveis estavam todos com os tampões nos tanques de gazolina. ENTRETANTO os Srs. peritos encontraram-n'os sem os tampões. E' uma circumscia interessante, que bem revela a previdencia do incendiario. E tão previdente foi elle 9.ue, aproveitando a opportunidade da grev.e das fabricas, põe fogo ao predio, certo de que as suspeitas da policia podiam bem dirigir-se p :ua os operarios, que teriam agido por vingança ou por odio incontido aos patrões. Mas, porque havia de ser a fabrica do accusado, onde apenas trabalhavam 15 ou 20 opera·rios, a preferida, quando tantas outras que giram com grandes capitaes, offereciam campo mais vasto a suppostas vinganças ou descabidas r·eivindicações proJetarias? E depois, a greve do dia 21 terminou ás 17 horas, sem ter havido depredações em quaesquer edifícios . E' que o momento era propicio, a occasião era azada e fazia-se mister executar o plano. O accusado, quando á fls. 11 foi interrogado, declarou que foi á l!,abrica ás 18 horas do dia 21, isto é, SETE HORAS antes do incendio: ... "que a ultima vez que entrou na sua fabrica foi honrem ás 18 horas, porque estando quasi todas as fabricas em greve, não tendo a do declarante um vigia nocturno, RESOLVEU passar os olhos por lá, verificando que se achava tudo intacto, nada observando que fizess·e prever ao declarante a erupção de um incendio ... " . .Do exposto se conclue que havendo contra ·o accusado ANTONIO FONSECA indícios de autoria por ter inc·e ndiado o predio de sua proprie-
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REVISTA DE SEGUROS á rua Dr. Sá Earp n. 1201, está elle inno art. 140 do Codigo Penal. Tratando-se de um crime grave, de natureza vel, punido desd·e as épocas mais remotas com penas severas, pelo perigo commum offerece, parece-me conv·eniente a prisão preftlltiva, pois a decretação desta medida de accordo com os arts 560 e 561 do Cod. Jud. do Eatado, ex-vi do art. 31 § 2• do Dec. n. 4. 780, de 27 de Dezembro de 1923, virá acautelar os interesses da sociedade e evitará a fuga do accusa-
do. Feitas as annotações de estylo e acompanhados dos objectos apprehendidos, o S'r. escrivão, remetta estes autos ao Exmo. Sr. Dr . Juiz de Direito. Petropolis, 6 de Janeiro de 1930. - Alvaro Correia Bastos Junior, Delegado Regional. PERICIA -
LAUDO DOS ENGENHEIROS
1• Quesito: - Pergunta: "Si houve incendio:" Resposta: H ouve. 2• Quesito: - Pergunta: "Si foi total ou parcial". Resposta: foi parcial. s• Quesito: - Pergunta: "Si parcial quaes os pontos attingidos ." Resposta: O edifício comJIÕ~-<Se de tres corpos como se verifica da planta aanexa rubricada pelos peritos. Corpos: A, B, e C. No corpo A está installada a fabrica com 10 rrupos de machinas (teares), e dois outros com fieiras e machinas para encher carreteis e espulas de lançadeiras, indicados na planta. Este eorpo foi apenas attingido pelo fogo em pequelias partes; o inc·endio destruio nesta sala numa área approximada de 9,10 metros quadrados, o assoalho e parte correspondente dos barrotes; na planta está indicada esta superfície com haehurias e a letra D. O corpo indicado com>a letra, B, onde ficava a sala de panno, ficou completamente destruido, restam sómente de pé as 11aredes sobre as fundações . O corpo indicado eom a letra C, · tambem ficou completamente destruido rest-:lndo apenas de pé as paredes soas fundações; este pat'ece ter sido um deposito de carros, pois ha ainda sobre os barrotes "que estão carbonisados ", seis automovei·s inutilisados . O puchado P . teve destruidos parcialmente o madeiramento da cobertura de chapas g:l!vanisadas e paredes de madeira feitas de frisos de fôrro .
'bre
4" Quesito : - "Onde teve começo". Resposta: O incendio teve inicio no ponto F. sob o unico automovel que está cahido (em consequ-encia do
seccionamento de dois barrotes, pelo fogo) proximo á porta; c01mtudo o incendio deve ter tido inicio sobre o assoalho porque a madeira depositada no porão sob este compartimento só foi attingida na parte superior e onde havia interstícios sufficientes que permittiam a combustão. 5• Quesito: - Pergunta. "Qual a mat eria que o produziu". Resposta: Não foi possível verificar qual a materia que produziu o incendio, por falta de elementos que permittiss·em comprovai-o, ·pois o assoalho no ponto F. ficou completam'Cnte transformado em cinzas. 6" Quesito: - Pergunta:' "Havia em deposito ou d·erramado em algum Jogar qualquer materia explosiva ou inflammada". Resposta: Na sala formada pelo corpo A. do edifício, havia algumas meadas de fio, espulas e carreteis com fio, saccolas com estopa, fio e espulas embebidos em KEROZENE isto em diversos Jogares nas, proximidades dos teares; entre as machinas de encher carreteis com fio, havia uma barrica contendo· espu; las cheias de fio e sobre um panno que cobria a bocca desta barrica outras espulas, TUDO ISTO EMBEBIDO EM KEROZENE; PELO ASSOALHO DERRAMADO EM DIVER,SOS LOGARES, HAVIA O MESMO INFLAMMAVEL . Na sala fo'Imada pelo corpo B, não foi possível verificar se havia derramado algum inflammavel por terem sido destruidos, barrotes, assoalhos, rodapés, e esquadrias. Na sala formada pelo corpo C, o assoalho foi completaJmente reduzido a cinzas, ma~ notam-se sobre a madeira em deposito no porão, manchas de varios tamanhos pioduzidas por kerozene e ol~o escorridos do piso da sala referida. Nota-se ainda que em todos os automoveis falta o tampão do tanque de gazolina. Derramado sobre o assoalho do corpo A., proximo á parede de rumo com o terreno vizinho; coincidindo cOim a posição de algumas das janellas ahi existentes, havia pequena quantidade de enxofre. 7• Quesito:- Pergunta: "Havia installação electrica, no caso affirmativo quaes a·s· suas condições de funcionamento e segurança". Resposta: Sim., de luz e força. No corpo A as condições da rêde são boas, estando os fusíveis em perfeito estado. Nos corpos B. e C., restam apenas alguns fios pendurados . g• Quesito: - "Podia esta installação ter occasionado o sinistro". Resposta: Parece que não, pois as entradas de força e luz, bem como suas distribuições no corpo A. esta~am perfeitamente isoladas, por occasião da vistoria, e ' nos corpos B e C. ; não ha indícios de ter havido installações electricas nas proximidades do assoalho e rodapés. 9• Quesito:- Pergunta: "Qual o modo por que foi ou parece ter sido occasionado o incendio".
e
REVISTA DE SEGUROS Resposta: O incendio extendeu-se do ponto F . pelo assoalho propagando-s e em todas a s direcções, passou para o corpo B. p ela porta interna M . dirigindo-se para o corpo A . pelo a ssoalho do compartimento B. penetrando neUe pelas portas K e S . com mais intensidade naquella. Depois de queimada a parte D. foi o incendio extincto pelos bombeiros. Parece ter sido occasionado pelo contacto de uma chamma com o assoalho ou objeeto proximo a elle, quer um quer outro impreg nado de gazolina, oleo e kerozene. 10• Quesito: - Pergunta: "Qual a natureza do edifício, construcção, ou das co usas incendiadas" . Resposta: O edifício é construido de alvenaria de tijolos, sobre fundações d-e alvenaria de pedras e coberto com telhas typo Marselha sob1a estructura de madeira . O fôrro dos corpos B . e C. era de frisos de madeira e o do corpo A . é d-e folhas galvanisadas. Os assoalhos são todos de madeira sobre barrotes do !mesmo material, excepção feita ao piso do puchado (meia agua) P., que é pavimentado com cimento. 11 • Quesito: - Pe-rgunta: "Quaes os effeitos ou resultados do incendio". Resposta: Edifício - Do incendio r-esultou a destruição completa dos assoalhos e respectivos barrotes, fôrro mad•eiramentto e cobertura, esquadrias e installações dos corpos B. e C . , escapando apenas, no puchado P ., parte do madeiramento da cobertur a de chapas galvanisadas e das paredes. No corpo A. só foi attingida a parte do assoalho e barroteiiJmento indicada na planta por m eio de hachurias, e a letra D, com 9,10 metros quadrados. Machinas, moveis, utensilios, etc., No corpo A. as machinas e installações já descriptas não foram attingidas nem prejudicadas pelo inc-e ndio; comtudo na parte D. encontravam-se vestígios de um caixote ou armação que devia conter fio de algodão, que foi quasi totalmente destruido. No corpo B. os vestígios encontrados de panno fabricado, são apenas de dois padrões e em pequena quantidade, o que d~monstra não poder ter existido stock de peças, porquanto deviam ficar vestígios das mesmas, a não ser que o panno tivesse sido desenrolado. No corpo C. encontravam-se seis automoveis de typo antigo e que foram completamente inutilizados . HA VESTIGIOS DE UMA DIVISÃ!O DE MADEIRA E CAIXAS DE GAZOLINA OU KEROZENE . O porão do corpo A . não foi attingido pelo fogo. O porão do corpo B . tem em d-eposito materiaes de con!;ltrucção, que tambem não foram prejudicados. No porão do corpo C . , onde havia em deposito materiaes de construcção, for am inutilizados madeiras serradas, cimento, vidros, oleo. chumbo, e chapas de ferro.
12• Quesito: - Pergunta: "Qual o valor dO' damno causado". Resposta: Edifício - Os damnos causados no edifício montam á importancia de : Vinte e tres contos e quinhentos mil réis ( 23:500$000) , sendo Rs . dois contos ( 2:000$000), correspondentes ao corpo A. ; Rs. tres contos e setecentos mil r éis ( 3:700$000) corr-espondentes ao corpo B . ; e Rs. desesete contos e oitocentos. mil réis ( 17:800$000) correspondentes ao corpo C .. Moveis, utensilios, stock, etc. Nos· corpos A_ e B. os damnos causados nos moveis, utensilios e algum stock pertencente á fabrica foram calculados em tres contos e setec-entos .mil réis .. . .. (3:700$000). No calculo feito para orçar os damnos causados no corpo B. não foram incluídos·, os mate riaes em deposito, no porão deste corpo ( B. ) porquanto não pertenciam á fabrica e que sensivelmente nada soffrera~ . No corpo C. os damnos causados em automoveis usados, de typoo antigo e em máu estado, inclusive os mov-eis, montam á quantia de seis contos e quatrocentos: mil réis (6:400$000). · Deposito de material de construcção: Nos porões dos corpos B. e C. os damnos causados em materiaes de construcção foram calcubdos em oito contos de réis (8:000$000). Annotações: A verificação da existencia do kerozene, oleo e enxofre foi feita pelo cheiro característico de cada uma destas materias e comprovada pela combustão a que se submette pequena quantidade de cada uma dellas . Verificou-se ter o fogo percorrido os corpos do edifício sobre o assoalho e não sob o mesmo, pelo facto de haver no porão em deposito, materiaes combustíveis que não for am atacados pelo fÓgo. Conclusão: - Julgand() hav-erem bem e fielmente desempenhado a missão de que foram incu.mbidos e procurando corresponder i:. confiança que merecem das dignas autoridades, propõem-se a prestar quaesqu-er esclarecimentos necessarios para completar o trabalho e resultados a que chegaram e esclarecidos no presente laudo de perich, que apresentam e que assignam, d-epois de lido e achado conforme. Petropolis, 28 de Janeiro de 1920 . Guilherme Pedro Eppinghaus, Engenheiro. João Glasl Veiga, Engenheiro - Antonio Cesar da Rosa, Commandante dos Bombeiros . No ta da Redacção: Agora veremos se a justiça fluminense sabe ou não cumprir o seu dever . E a miseravel impunidade de que tem desfrutado o incendiarismo, que tem desenvolvido esse crime de perigo commuro. Será preciso que um dia um magistrado pereça nas chammas para d•espertar a justiça?
539
REVISTA DE SEGUROS .
hlálorio ·~a .~il'ec~ã8 ~a ~ompaiia . ~llian~a ~a ~abia ,.
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de Seguros Maritimos e Terre~tres -
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I roJ
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J
: APBESENTAnO A' ASSEMBLÉA GERAL ORDINARIA, EM 29 1 1930, RELATIVO AO ANNO DE 1929
D~ ~,ARÇO
DE
Agencia Geral: · rua do Ouvidor n .. 68·1° andar
RELATQRI() Senhores
Accloni~tai:
.
RECEITA LIQUIDA E SUA APPLI· CAÇÃO
~ D.ir~cção
da Companltla AIUa-11ça da Bahia. cumpre o siever de prestar-vps conta da gestão · dos . negocios sociaes, no anno de 1929, em conformidade com as disposições do art. 26 dos Estatutos em vigor. -
O balanço geral, que se encontra no Jnnexo n. 1, consubstancia a contabilidade do anno relatad9 i e o demonstra-
tivo da conta de Lqcros e Perdas, que é objecto do annexo n. 2, revela as origens da Receita e da Despesa.
A
somma dos seguros effectuados em
1929 asceuQ.eQ. á importante cifra de 3.192.8Q0:982$368, sendo:
ns.
Foi de Rs. 4. 963:507$334, a no!jsa re· celta liquida, no anno finqo, tendo sido applicada da maneira segqlJlte: Dividendo 20°/ Fundo de Reserva .... . Lucros Suspensos ..... . 0
,
•••••••
1.200;000$000 1.000:000$000 2.753:507$334
Rs. 4. 953: 507$334
SETIMO ANNO GRATUITO Os premios dispensados no exercicio relatado, referentes aos seguros que attlngiram o prazo de sete annos, sem interrupção, importaram em ........... . Rs. 651: 613$085. PROPRIEDADES
No Brasil . ... . Rs. 3 . 058.140:776$4)-3 No Estrangeiro. Rs. 134. 660:205$955 ~S.
3 .192. 800: 982$368
~ECEITA
4. nossfl, receita geral elevou-se á somma de Rs. 17.666:666$114.
O annexo n. 4 demonstra o vaJor das nossa~ propriedades, o qual se elevou á bnportancla de Rs. 9 .408;900$738, em 31 de Dezembro ultimo. SUCURSAES Mantemos as do Rio de Janeiro e Pernl;Lmbuco, aquella _,sdb a administração immed\ata do nosso antigo collaborador
REVISTA DE SEGUROS
Sr. Alexandre Gross, e esta a cargo do Sr. Sigismundo Rocha. A. succursal de Montevidéo foi transformada em agencia, entregue aos cuidados dos Srs. Antonio Vivo & Companhia; Calle Florida 1449.
FUNDO DE BENEFICENCIA T.e ndo recebido o credito de ... .. .. . . Rs. 12: 000$000, ficou elevado o saldo ~ Rs. 182: 755$500 .
ASSOCIAÇÃO DE COMPANHIAS DE SEGUROS A illustre Directoria desta Associação, que funcciona no Rio de Janeiro, depositaria da confiança da grande maioria das seguradoras !Ido Brasil, continuou, louvavelmente, devotada á. defesa dos interesses moraes e materiaes do instituto de seguros, assim fazendo jús aos nossos applausos.
COMMliSSÃO CENTRAL DE SEGUROS Merece referencia especial a constituição dessa delegação das Seguradoras e da Inspectoria de Seguros, pela sua diligente actividade na organização das condições tarifarias, para seguros em geral, no intuito de normalizar e coordenar as actividades de concorrencia, nos mercados nacionaes de seguros . .
REFORMA DOS ESTATUTOS A refor ma dos nossos Estatutos, votada em Assembléa Geral Extraordinaria de 9 de Setembro p. p. , e confirmada em nova Assembléa de 9 de Dezembro ultimo, continúa depen?ente da approvação .official.
CONSELHO FISCAL
•H f
A seguir a este nosso relatorio encontrareis, senhores accionistas, o substan-
ciosa Parecer do illustre Conselho Fiscal, relativo á nossa prestação de contas.
CON!CLUSÃO São estes os esclarecimentos que nos parece conveniente ministrar-vos, para facilitar o vosso julgamento sobre a nossa gestão dos neg.ocios sociaes, em 1929, e assim concluímos o presente relatorio com os melhores votos pelas constantes prosperidades da nossa Companhia. Bahia, 10 de Março de 1930. A DIRECÇÃO Francisco J. Rodrigues Pedreira. José Maria Souza Teixeira. Bernardino Vicente d' Araujo . 'i
PARECER· DO CONSE~HO FISCAL Srs . Accionistas: A Commissão Fiscal · da Companhia Alliança da Bahia, em cumprimento ao mandato que lhe foi confiado, declara aos Srs . Accionistas que a exposição no Relat or io da Direcção e as contas por ella apr esentadas, constantes de annexos,conferem com a escripta do estabelecimento, sempre em dia, e arrumada de accôrdo com as prescripções legaes . E como todos os dados das alludidas peças manifestam utna situação economico-financeira de gr ande tranquillirtade, e sobretudo muito animadora para o capital, só temos parabens a dar aos Srs. Accionistas e louvores á proba Direcção. Sendo tima parte apreciavel do patrimonio social constituída de immoveis, é com o maximo interesse que acompanhamos esta verba do nosso activo, que vem sempre crescendo e produzindo um rendimento bastante compensador, conforme demonstra o quadro seguinte:
541
REVISTA DE SEGUROS
Valor das propriedades
So'~~
rendimento
Porcentagem desse rendimento
ANNO
1922 1923 1924 1925 1926 1927 1928 1929
e terrenos
em Rs.
2.388:810$170 2.509:903$480 4.192:312$860 5.278:793$160 7.117:330$930 8.216:853$030 8.781:055$938 9.408:900$738
186:420$430 218:512$910 301:560$810 307:928$890 458:752$3iO 722:689$428 785:663$415 844:389$669
A diminuição desse rendimento, em 1924, 1925 e 1926, é facil de se justificar,
pois foi para a Companhia uma phase de construcção, achando-se muitas vezes os predios bastante adeantados, mas ainda não produzindo renda. Pelo quadro acima, podemos ver que, no curto espaço de sete annos, temos quadruplicado os valores, o que mostra quanto acertadas têm sido as acquisições e construcções realizadas. Chamamos a attenção dos Srs. Accionists para todos os outros dados fornecidos pelo Relatorio da Directoria, especialmente para os referentes á renda li-
quida total, e sua seguinte:
'(",8 %
8,7 7,2 5,8 6,5 8,8
9,0 9,0
applicaç~o,
que foi a
Dividendo . . . . . . . . . Rs. 1. 200: 000$000 Fundo de Reserva. . Rs. 1. 000: 000$000 Lucros Suspensos ... Rs. 2. 753: 507$334 Rs. 4. 953: 507$334 Não fazemos duvida em, repetir q~e a Directoria se desempenhou da sua missão na altura de continuar a merecer a nossa confiança, e, em consequencia, d~ vem ser approvadas as contas por nós verificadas e que se acham na mais perfeita ordem .
Bahia, 8 de Março de 1930. 1
Francisco de Sá .
1
João Joaqruim de Souza Sobrinho. Elisario da Silveira Andrade.
I
REVISTA DE SEGUROS
542
COMPANHIA ALLI BALANÇO GERAL EM 31
ACTIVO Apolices Geraes
..... . . ..... . . . ... ... . , .
5.585:900$000
4.240:310$050
750:000$000
713:970$000
4 . 015:000$000
2 . 921:375$000
29:500$000 . Acçõe& de varias Empresas e Companhias .... . . . .... . .. . ... .. .
22:250$000 1.623:228$350
Acções Subscriptas . . ......... . .. .. . . ......... . ...... . .... . .
31:500$000
Acções Legadas ....... . ..... . ..... . ................. .. .. .. .
30:000$000
Acções Caucionadas . .......... . ...... . ................I..... .
60:000$000
Obrigações do Thezouro Federal . . ... . .. . Apolices do Estado da Bahia . . ..... .. . . . .
V ln
..
Apolices de Estados e Municípios ... . ... .
I
•
Debentures . . . . ... . . . . . . .. .... .. .............. ..... . . .. .. .
535:760$000
Caixa ... . . . ............. . .. . ... . . .. . . ... . ................ .
274:488$876
Devedol'es e Credores .... ; .. . . . . . .... . . .. ........ . ........ .
11 . 731:"227$667 9 . 408:900$738
Agencias, á ordem e em Bancos ....... .
3 . 161:324$289
Thezouro Federal ............ . ..... . . . ..... . ... . .... , .. .. . .
200:000$000
Emprestimos Estrangeiros . . ........ . ........ . ......... . ... .
343:594$130
Hypothecas Urbanas . .. . . . ........ . ............... . ...... . .
908:000$000
Letras a Receber. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............ . ...... .
4.628:012$580
Alugueis a Receber ... .. ......... . .. . ............. .. . ~· ... .
22:484$000
Banco
d~
Repnblica Oriental do Uruguay ............. . . . ... . .
70:124$000
Deposito Judicial ........... . ................. . ....... . ... .
f)2:109$553
Juros a Receber . ........... . . . .. . . . ...........•.... . ..... .
246:597$500
Letras Hypothecarias .. . ... . ..... . . . ...................... .
22:378$000
Moveis e Utensilios-Séde e Succursaes . . ............ .... . . . . .
124:710$250
Caução de Luz e Força ............. . .................. . .. . .
600$000
Premi os a Receber ............ . ... .. .............. . ..... . .
25:485$800
Reconstrucções ..........· .. . , .. ... .. ............. . ..... ... .
22:560$000
Titulos Depositados .. . .... . .......•. . ... .. ......... . .... . ..
771:950$750
Rs. 42 . 192:941$533 Bahia, 31 de Dezembro de 1929 . J. Luiz de Carvalho Guarda-Livros ..
-
REVISTA DE SEGUROS
.J . .
ANÇA DA EIAHIA
J
DE DEZEl\IBRO DE 1929
f
PASSIVO
6.000:000$000
Capit3rl Fundo de Reserva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11. 590: OQ0$000
Lucros Suspensos. . . . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . .
13. 855: 211$863
Reserva Technica -
Seguros Terrestres . . . . .
3 . 500 : 000$000
Reserva Technica -
Seguros Marítimos. . . . .
1. 000: 000$000
Sinistros a Liquidar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1. 000: 000$000
Garantia de Dividendo .................... .
1.200:000$000
32.145:211$863
Caução da Directoria ..................................... .
60:000$000
Deposito no Thezouro Federal ..................... . ...... . .
200:000$000
Deposito Legal no Urqguay ............................... . .
70:124$000
Dividendos não Reclamados .......... .. ..... . ............. .
15:000$000
.
.
.
..
Dividendo 53. 0 , a distribuir ......................... , ...... .
:1 . 200:000$000
Reserva Subsidiaria ................ . ...................... .
772:073$475
Estampilhas ........................................... .. .
3:244$800
Imposto a Pagar ......................................... .
152:955$795
Legado Barão de São Raymundo .......................... .
30:000$000
Reserva Beneficente .. . .................................... .
182:J755$500
Titulas em Deposito ...................................... .
771:950$750
Agencias, saldos credores .................................. .
11:375$515
Devedores e Credores, Saldos Credores ...................... .
578:249$835
Rs. 42.192:941$533
Franclsc9 J. Roflrlgues Pedreira Presidente.
RBVISTA DE SEGUROS
544
COMPANHIA ALLIANÇA DA .BAHIA LUCROS & PERDAS DEB,I TO Commissões
1.961:098$879
Custeio das Agenciàs ...................................... .
709:801$010
Despezas Geraes ....................................•......
1.231:372$396
Descontos ........................... .. .................. .
342:844$460
Impostos ................................................ .
529:496$030
Lucros & Perdas, Accs .................................... .
100:188$328
Premi os Dispensados ..•....................................
651:613$085
Reseguros ....... .. .......... . ........................... .
94:722$750
Rescisões & Annullações ................................... .
173:696$780
Sinistros Marítimos ....................................... .
3.686:413$140
Sinistros Terrestres .. .... ............ ~ ..................... .
3 .231:810$922 12.713:057$780
Saldo a dividir Rs ......... . : . . . ...... .. ...
4.953:507$334
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
• • • • •
1. 200:000$000
Fundo de Reserva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1 . 000: 000$000
Lucros Suspensos........ . .................
2 . 753:507$334
Dividendo 53. 0 •
4.953:507$334 17.666:565$114
CREDITO Apolices
. . . . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
')
Alugueis
29:994$000 844:389$669
Juros & Dividendos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1. 676: 073$790
Seguros Marítimos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4 .168: 010$235
Seguros Marítimos, Estrangeiro ......... : . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
677: 253$350
Seguros Terrestres .......... ·........... '"' . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. 700: 336$377
Salvados ....... : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
570:507$693
Bahia, 31 de Dezembro de 1929 .
17. 666 : 565$114
J. Luiz de Carvalho
Francisco J. Rodrigues Pedreira
Guarda-Livros.
Presidente.
REVISTA .PE SEGUROS
COMPANHIA ALLIANÇA DA BAHIA 1 1
2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 2
RELAÇÃO DAS PROPRIEDADES Na Bahia: predio á rua Cons. Dantas, 5 " " " Julião, 5 " " " Santa Barbara, 81/ 83 " " " Grades de Ferro, 98/ 100 , " " Coqueiros (Trapiche Alliança) " " Algibebes, 18 " " S. Pedro (Av. 7 de Setembro) , " " Porto dos Mastros (Itapagipe) " " Carlos Gomes, 26 ás ruas Miguel Calmon e Argentina ás ruas Argentina e Estados Unidos á rua Dr. Seabra, 87 á rua Ladeira da Saude, 10/ 12
.. .. .. . . .. ..
00 o .,..., C'l
C'l I.Q fllr fllr CJ:)
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00 1:1':)
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..
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o
"<!' O)
em Itapagipe nas Docas nos Coqueiros (Xixi) Terrenos á Cruz do Cosme ao Pharol da Barra Em Recife: 3 1
..
1 predio á rua do Ouvidor, 66/ 68 1 " " Rodrigo Silva, 30/ 32 Em Manáos: , 1 predio á rua Marechal Deodoro, 56 Em Juiz de Fóra: 1 predio á Avenida Rio Branco No Pará: Terrenos na ilha de Marajó •p Em Maceió: 1 predio á rua Dr. Rocha Cavalcanti, 13 Bahia, 31 de Dezembro de 1929. A COMPANHIA
AJ~LIANÇA
DA BAHIA elevou o seu capital para réis
9. 000:000$000 . O augmento equivale a 60 "/0 sobre o a.ntigo capital. Fica sendo assim o capital realizado ...... . ............ ·. Rs. e as re$e:rvas ..... ~ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Rs.
9.000:000$000 29.146:211$860 38 .146 :2111&860
A receita annual é de cerca de. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Rs.
18.000:0001&000
REVISTA DE 8EOt1ROS
Compan~ia ~e ·Seguros "lnt~i~ade" · . .
• ·A~ tempeljta~es, mesmo sem chuva, causam ta·m beih. damnos vultosos, que merecem ficar sob a protecção ' das apolices, cujos premias seriam menores, do q1,1~ os relativos ao fogo, podendo tazer 7 se o segupo em conjuncto.
O relatorio apresentado á assembléa geral dos accionistas da "Integridade", realisado a 26 de março do anno corr~ nte , nesta Capital, " ... . ·-' . - dá uma idéa bem nitid~ dos creditos desta Companhia de Seguros Matitimos e Terrestres, -·-··-··~·-·~~·-"'-··-··-··-··-··---..,_.. de que são Directores os ~rs . Affonso cesar .- · • Burlamaqui e Raul Costa. . , . A seu turno o Parecer ~o coqselho Fiscal, A Companhia Conti nental S-. A . de Seguro& firmado por homens do valor dos ·Srs ! >Afcon ti~úa mereciqamente a p;rogredir, o que fonso Vizeu. Dr. Hermano 1Villemor Amaral e muitO" honra a 's eus directores, entre os quaes Manoel Pereir9, de A,raujo, opinando unanimemente pela a pprovação do ba1anço· e con- J 1igura, um es~cta\ista: no importan~e ramo de tas da administraç.ão, referentes 1\0 anl)O re- commerclo, 9 distincto ~dvogado Sr . Dr . J . latado - o de 1929, - e concluindo por lo'u - Stoll Gonçalves que, ao lado ·dos Srs . Albervar a Directorla pelos bon,s resultados conse- t o Gonçalves Telx~ira e Carlos Taylor da Fonguidos, "prova de sua operosldade inte!Hgeq~ seca Costa, - constituem ab!l,lisada corporae criteriosa";· 1 constitue .documento -expres- ção administrativa garantidora da situação sivo da prosperidade desta Companhia Nacio- pr9spera a que ha feito 'ús a empreza nacional de que agora nos occupa,mos. nal de Seguros . Em assembléa geral ordinaria de accionisDe facto, montando a Rs . 171.425: 23~$253 as responsabilidades assumidas pela "Integri- tas, realisada a 27 de março ultimo, apresentaram os directores da Continental o 5° reladade!', em 3 . 573 <;ontractos de seguros marítimos, terrestres e ferroviarios, elevaram-se torio, acompanhado de annexos, tudo relativo os premios respectivos, em 1929, á somma de ao exercício . fi,npo a 31 de dezembro de 1929, peças interessantes e contendo dados que 547 :902$700, ou sejam, Rs . 46 : 507$900 mais que os obtidos em 1928, accentuando o rela- · vale a pena divulgar, demonstrando-se, astorio, com multa ponderaçji.o que - teria sido sim, as .»>SSibilidades da Companhia e a actuaçãQ intelligenté e efflcaz do Sr . Dr . este augmento muito maior, si os seguros marítimos em geral não tivessem soffrido sen- J '. Stoll Gonçalves e de seus companheiros sível diminuição, occasionada pela falta de da directoria da Continental, aos quaes cumembarques, orlun(l.a da crise que infE;!lizmen- primentamos pelô justo successo. te ainda perdura no nosso commerelo". Funcclon~ndo despe 1872, a "Integridade" • • • vem, desde então e através de mais de melo seculo, actuando com merecido successo nos O capitulo Respcrnsabilidades accusa o seseus cincoenta e oito anno,s de exlstencla, du- gu\nte re11ultado no 5° exeraic~o. aliás no anno ® __ 1929: rante os quaes pagou sinis~ros no total de Rs. '7 .859 :399$240; distribuiu Dividendos no valor total de Rs . 5.207:00Q$000; e adquiriu immo- Seguros terrestres . 1 • • • • • • • • • 84.206:466$726 veis (predios ás ruas General Camara 391, São Seguros marítimos .. ... ..... 123.961:810$943 Pedro 510 e Catumby 70) a que no balanço e relatorlo em apreço attrlbue o valor de Rs . Temo&, assim, o total de Rs. 208. 168: 277$669 310:848$100 . de respónsabUidades assumidas por seguros e Além disso, com o capital integralisado de que produziram Premias na somma de Rs . 800: 000$000 e o fundo de reserva de 293 : 000$, 896 .801$230 . a Integridade" possue 900 apolices federaes de Durante o exercicio relatado, os Sinistros 1:000$000 cada uma; 401 ditas do Estado do que a "Continental" pagou - á vista e inteRio, de 500$000 cada, afóra o seu deposito legralmente - montaram ~ somma de Rs. gal de 200:000$000 no Thesouro Nacional. 304 :067$059, a saber: E', pois, uma empreza nacional que se re-commenda ao commerclo e ao publico em ge182:970$719 ral, graças ás suas possibilidades financeiras Sinistros terrest~s ~ .. . .. . . . .. . 121 :096$280 Sinistros maritlmos .. ·,· . . ... . . e ,á bôa administração que vem tendo. Durante esse mesmo exercício (1929) , a " Continental" entrou para os cofres publicas, Não é de mais insistir na necessidade de se por impo11tos, com a vultosa quantia' de Rs . ~stender o seguro a outros riscos ainda não 120:612$900, dos quaes 45 :565$600 só de sellos co~rtos pelas nossas coPJ,panhias. O risco de n~s respectivos contrac~os de segv.ros . -chuva, por exemplo, com as cÓnsequentes enO Dividendo foi de 10% , ou ;;ejam, 75:000$, -chentes e desabamentos de predios. E' um · que a empreza distribuiu por seus accionistas risco, póde-se dizer permanente no Rio de a quem igualmente felicitamos pela bôa marcha dos negocios da " Continental", CompaJaneiro e em multas . outras .localidades bra- . nhia · de Seguros tão crlterlosamente admisileiras. nistrada.
Companhià, Continental
1
---·- . --··------·- -··-..-··- ·---··--··
. ·\\\\\\\tos MaritiJno, ~\
\~~
1
t.
FUNDADA &'I 1872
~~~~~h
~~
Séde: RIO DE JANEIRO '•
1°. de Março, (EDIFICIO PROPRIO)
·-==:::::;;::::;;::=
TELEPHONES: Directoria -
4-1561
Geren cia
4-2161
-
Capital integralisado . .
2 . 500 :000$000
Reservas . . . . . . . . . . . . lmmoveis e apolices de sua pro-
3 .479 :869$200
priedade e outros valores .
6. 201 :843$900
Deposito no Thesouro . . . . .
200 :000$000
Si~istros
pagos . . . . . . .
16 . 788 :989$393
Taxas modica s
DIRECTORIA: João Alves Affonso Junior - - Presidente José Carlos Nena Gonzaga -
Director
AGENTE EM S. PAULO: Alberto de l.emos Guimarães
RUA JOÃO BRICCOLA, 5 - sobrado
COM:P ANHIA DE SEGUROS MARITIMOS E TERRESTRES
"GARANTIA" Fundada em 1866 Rua Primeiro de Março N. 83-1° -Tel. 4-6567 RIO DE JANEIRO Capital realizado . . . 750: 000$000 Reservas ......... . 462:000$000 ·-~
• Directoria: ~.
~
I
I
CHRISTIANO LIMA EUGENIO G. DA ROCHA AZEVEDO RICARDO ROCHFORT
~---1-IIII.III.IIII.IIII·UII·IIIIml•lll•llll.ml•uu•nu•UII
ESTABELECIDA EM 1836
COMMERCIAL UNION ASSURANCE COMPANY LIMil'EO.
Companhia Ingleza de Seguros
FUNDADA EM 1861
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I
Hllml•nu•UJI.UII.IIII•III•mi•IIII.IIIII UII. IIII. IIII. IIII. IIII. IIII. UII. IIII.
Seguros Terrestres e Maritimos
Funccionando no Brasil desde 1870
3
•
Liverpool 8i
London RUA DE S. PEDRO, 71, Sob. Telephone 4-2205
Agente em São Paulo:
Alfredo Speers Trav. 'do Commercio n. 9 - go and., 6° pavimento, salas 4/ 6 CâiXA POSTAL 604
&
Glotie TERRESTRES MARITIMOS AUTOMOVEIS RUA DA QUITANDA, 153-2.• AND . Telephone 4-3885 Caixa Postal 572 RIO DE JANEIRO
~~~~~-~-~~-~~~~~-,-~-~~~''''·~~~ Capital Subscripto: Rs. 3 . 000:000$000
Capital Realisado: Rs . 1.200:000$000
REVISTA DE SEGUROS
O sinistro da Rua S. José oi preso, hoje, um incendiario condemnado
Com as medidas postas em vigor pelo Chefe de Policia, os delegados districtaes têm apurado, com o maximo rigor, os sinistros nas jurisdicções respectivas. Os proprietarios ou moradores das casas presas das chammas, além de prestarem declarações no inquerito da delegacia local, são levados, sem demora, para a Policia Central, onde são forçados a explicações minuciosas em torno do incendio. Tal diligencia attinge, ainda, outras pessoas que de algum modo conheçam o facto. A proposito das medidas adaptadas pelo Sr. Coriolano Góes, e, ainda, das suas excellentes consequencias, temos feito longas referencias. Agora, mais um incendiaria vae experimentar os rigores da lei. Trata-se de Antonio Manoel de Carvalho, que era estabelecido com escriptorio de construcções á rua S. José numero 116, por cima de um restaurante. O delegado do s• districto, onde foi o sinistro apurado, logrou reunir provas seguras que davam como criminoso o sinistro. O laudo p i!rlcial da commissão que examinou os escombros não deixou duvida quanto á acção criminosa do constructor Antonio Manoel de Carvalho. Remettido o inquerito ao juiz competente, foi o accusado condemnado a quatro annos de prisão e 12 1j2 de multa, como incurso no art. 136 do Codigo Penal. A 4• delegacia auxiliar, representada pela secção de Capturas Recommendadas, de que é che!e o Dr. Pedral, ·de posse do mandado de prisão remettido pelo Juiz, effectuou a pris'~o do incendiado, que terá, amanhã, o competente destino. (Da "A Noite", de 29-3-30) . Não nos podemos furtar ao desejo de chamar a atte~ção das Companhias de Seguros estranjeiras e nacionaes para as re!erencias feitas nos extractos que publicamos, da Revista Internacional de Seguros Maritimos, .sobre as tarifas mlnimas de premios adaptadas em varios paizes e para a honestidade com que em geral as companhias as cumprem. O confronto desse ·facto com o qué se passa entre nós, mostra a inferioridade das companhias que operam no Brasil, mesmo daquellas
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que nos seus paizes de origem tem proceder diverso. Como as sociedades anonymas são representadas pelos seus agentes, força é confessar que somente a improbidade destes crea essa situação. Na propria Inspectoria de Seguros ha quem saiba que ella poderá ter a prova da fraude, para multar essas empresas e mandar annullar taes seguros, que são illegaes, em face do Decreto que mandou approvar uma tarifa mínima de premios . A lei é lei e deve ser cumprida. O que está se passando é uma vergonha.
Sociedade de Seguros Maritimos e Terrestres "Porto Alegrense" O r elatorio apresentado i. assembléa geral de accionistas desta Companhia, realizada em sua séde social, á rua Paysandu' n. 121, na cidade de Porto Alegre, é demonstração bem clara da prosperidad-e e prestigio desfrutados por esta empresa gau'cha que tem por Directores os Srs. Hemeterio Mostardeiro, Octaviano Gonçalwis e Frederico l!offmann. Muito -embora a concorrencia actual no commercio segurador, o volume dos seguros realizados pela Porto Alegrense ascendeu durante o anno relatado - 1929 - a Rs. 103.890:630$890 ou sejam 8. 939:557$200, mais que oem 1928. E', pois, muito justo que se ufanem os Directores da Companhia, . da confiança que ao publico inspira a nossa Sociedade, mercê de seu longo passado de mais de 45 annos d·e actuação, como empreza seguradora, e pela conducta invariavelmente mantida na solvencia de todos os seus encargos para com os segurados, ·em casos de sinistro". O lucro liquido accusado no relatorio, que te• mos á mão, elevou-se em 1929 a Rs. 277:567$582, dos quaes foram 80:000$000 distribuídos como dividendos; 58:400$000 levados a fundo de reserva oe 30 :000$()00 a fundo de depreciação . Os dividendos até agÓra pagos pela "Porto Alegrense" alcançam á vultosa somma de 2.054:000$000, boa compensação pelo capital empregado. Em 1929 pagou a Companhia 'Z2:252$980 de sinistros e contribuiu para o Thesouro Nacional com a somma de 5:542$256 proveni-ente do "Imposto sobre a renda". · A Directoria da "Porto Alegrense" cumprimentamos pelos successos obtidos nos 45 annos de actuação da acreditada éompanhia de Seguros.
Sul America Terrestres .Maritimos e Iceidentes SUL•Al.\<J:ERICA)
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~""MM~
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RELATORIO APRESENTADO PELA DIRECTORIA EM REFERENCIA AO EXERCICIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 1929, APRESENTADO A' ASSEMBLltA GERAL ORDINARIA EM 10 de ABRIL DE 1920 Srs . Accionfstas. Submettemos, em obediencia ás prescripções estatutarias, á vossa consideração e julgamento, o relatoriO', balanço, contas, resoluções da Directoria e parecer do Conselho Fiscal, referentes á gestão da Companhia no exercicio findo em 31 de Dezembro de 1929. Desenvolvimento das operações E' com justa satisfação que podemos trazer ao conhecimento dos Srs . Accionistas que, apesar das difficuldades que se verificaram por motivo da crise que atravessou o paiz no exercício a que nos referimos e de todos conhecida, a nossa Com. panhia conseguiu desenvolver todas as suas Carteiras, apresentando resultados ainda maiores que os dos annos anteriores, o que devemos não só á confiança do publico que se torna cada vez maior pela satisfação que damos aos nossos clientes na execução fiel dos compromissos que assumimos, como tambem á dedicação, zelo e competencia da gerencia e dos representantes e agentes que conconseguiram com consideravel esforço vencer todas as difficuldades e fazer crescer a producção, conforme assignalam os algarismos do Balanço . Seguros de Automoveis Tal desenvolvimento nos animou a lançar um novo ramo de seguros - o de automoveis, - e bem o fizemos, , pois que, depois de approvado o nosso typo de apolice pela Inspectoria de Seguros, iniciámos as operações e ·estas já assignalam um desenvolvimento que nos permitte a certeza de que esse novo ramo terá uma grande acceitação por parte do publico . Ampliação de séde social Devido ao progresso dos nossos negocios, fomos obrigados a ampliar os escriptorios afim de podermos attender aos trabalhos não só da Capital como dos Estados . Responsabilidades Montaram á consideravel somma de réis • . ... . 2.649 .610 :625$946 as responsabilidades assumidas no Brasil pela Companhia nos seus diversos ramos . Receita A arrecadação de premios no exercício elevouse a réis 14 .608 :554$263, distribuídos pelas seguintes Carteiras :
Sobre riscos terrestres ... . ........ . . marítimos ......... .. . . accidentes pessoaes .. . . accidentes no trabalho .. resp . civil .. . . .. . .. ... . "
6.537 :539$910 1.938 :800$173 1. 857: 123$681 4 .198:867$199 76 :223$300
Adicionando á renda de capital 249 :567$381 a receita geral attingiu a Rs. 14.858 :121$644
Reseguros -
Sinistros
Seguimos como até aqui a technica de resegurar os excessos dos limites, que temos estabelecido, em Companhias congeneres, reduzindo assim, aos sinistros verificados no exercício, as nossas responsabilidades a 4.379:121$379 . Despesas -
Excedentes
Cumpridas as nossas obrigações perante as Companhias resegutadoras, deduzindo as 1importancias necessarias á liquidação dos sinistros, attendidos os encargos, despesas e compromissos relativos ao exercício, resultou, computando-se o saldo do exercício anterior, um excedente de réis . .... . 4.242 :869$972. Reservas Obedecendo ás disposições legaes e como garantia das obrigações assumidas, foram constituidas as seguintes reservas : Reservas para riscos em curso -
1929:
Fogo . . ... .. . . . . . ..... . .. . . . . ... ... . 1. 411 : 172$692 Marítimo . . . . ... ......... .. ... .. ... . 201 :244$806 Accidentes pessoaes .. .. . ..... . ... . . 394:846$546 Accidentes no trabalho ......... . . . . . 1. 239 :934$156 Respons. civli .. .. . .... ... .. . .. .. .. . 17 :749$370 Reserva especial - Acc . pessoaes .. . 26 :913$158 Reservas para sinistros avisados Fogo . .. . . ... ... .. .. .. .... . .. . . . . . . . Maritlmo .. . ... . .. .. .. ... . .... . . . .. . Accidentes pessoaes .. . . . .... . . . . . . . Accicíentes no trabalho . .. . . ........ .
1929 : 321:419$479 13 :687$755 20 :152$500 147:471$500
Satisfeitas as reservas acima, apurou-se um saldo liquido de 448 :278$009 que foi appllcado de accôrdo com as disposições estatutarias pela seguinte fórma:
REVISTA DE SEGUROS
estatutaria (5% S/ 448:278$009) 22:413$900 (1• e 2• semestres de 1929) 224:000$000 suspensos ...................... 201:864$109 elevada a réis
549
Ao dispôr dos Srs. Accionistas aqui ficamos para quaesquer outros esclarecimentos que pretendam. Rio de Janeiro, 2 de Abril de 1930. L. Pereira, Director .
Alvaro S.
Dividendo vista dos resultados obtidos nos sentimos llltcJtlzad<lS a fixar o dividendo dos accionistas reem 16%, importando em réis Acções da Companhia Lavraram-se 7 termos de transferencias, sendo por vendas e 1 por successão, correspondendo a 802 acções. Deixamos aqui consignado o nosso reconheciá Direcção, Gerentes de Succursaes, InspeAgentes e funccionarios da "SUL AMERI- VIDA", cuja cooperação foi a mais valiosa. todos os agentes, representantes e funccioriadesta Companhia apresentamos os nossos sinagradecimentos pela sua efficiente collabo-
ftGio.
PARECER O Conselho Fiscal da Companhia SUL AMERICA TERRESTRES, MARITIMOS E ACCIDENTES vem declarar que, tendo-lhe sido presentes todos Ós livros de escripturação e actos da Directoria da Companhia, examinou detalhadamente todos os lançamentos constantes destes livros, tendo verüicado que estão em completa regularidade e os seus numeras em perfeito accôrdo com o balanço e contas relativos aos negocias da Companhia no exercício findo em 31 de Dezembro de 1929, pelo que são de parecer e propõem aos Srs. Accionist as que sejam approvados todas as contas e actos da gestão administrativa no referido exercício. Rio de Janeiro, 1 de Abril de 1930. - Charles Ílue . - José Rodrigues de Oliveira . - Bernardo de OÍiveira Barboza.
BALANÇO GERAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 1929 ACTIVO Accionistas ................................................ .. ...................... . Reservas para riscos em curso depositadas no estrangeiro ....................... . Apollces da Divida Publica Federal..... . ......... . . . . . . . . . ... . . . . . . . 1.257:821$144 Apollces do Estado de Matto Grosso.... .............. ........ ...... 17:000$000 Apollces da Prefeitura de Bello Horizonte.. ...... . .. .......... . .... 1:980$000
600:000$000 1. 025:947$757
de renda . . ............. ........................... . ................. ... . . . . . Tltulos caucionados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..... ........ . ... . ..... ........... .... . Tltulos depositados .............. . ... .. ... . ............ ................ .. ... . . ...... . EmPrestimos s; hypothecas.. ... ..................... ............. . .. 75:000$000 JSmprestimos s:tcaução de títulos.................................. 339:343$150
449:810$000 90 :000$000 511:000$000
a receber ..... . . . ..... . ... ................ .. .... ... .... .. .. ....... .. .
344:909$137
1.276:801$144
414 :343$150
Dinheiro: Em caixa e Bancos no Rio de Janeiro . ...... . : ...... . Em Bancos nos Estados ........................•...... Em Bancos no estrangeiro .......................... ..
450:500$054 50 :138$940 51:068 017
551:707$011
em Bancos no Rio de Janeiro.. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ..
1.350:000$000
1.901:707$011
Juros a receber ..... ................ ... . .... ................. ............ ... ....... . Installações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ........................ . Ambulatorios ...................................................................... . :Moveis e utensllios e Material de escriptorio ................. .. .................... . Agencias e succursaes .......... ....... .......... ... ....... . ........... ...... ....... . Devedores diversos .............................•.................................... Contas de reseguro ................................................................ .
53:703$300 1$000 1$000 1$000 2.181:473$877 427 :329$350 427:260$256
A prazo fixo -
9.704:287$982
550
REVISTA DE SEGUROS PASSIVO
Capital ............................................................................ . Reserva estatutaria ... ... ............. . ............... . . ......... .. .. . .... .. ....... . .
2.000:000$000 874:486$128
Reservas para riscos em curso: Fogo ....... . ................. . ... . ... . ............ ... . . . ... . . . ... . . Marítimo .....................................•..................... Accídentes pessoaes ................................................ . Accidentes no trabalho .. . ..... . ..... .......... ...... ...... . .... . .. . Responsabilidade civil .......... .............. ........ . ............ ..
3.264:947$570
1. 411: 173$692 201:244$806 394:846$546 1.239:934$156 17:749$370
Reserva especial para accidentes pessoaes ........ . .. .. ................ ........... . . Reserva para sinistros avisados, 1929: 321:419$479 Fogo ............ . ................................ ·················· Marítimo .......................................................... . 13:687$756 Accidentes pessoaes .. ..... .. . ....... .. ...... . ...................... . 20:152 500 Accidentes no trabalho ...................................... . . ... . . 147:471$500
26:613$158
502 :731$235
Lucros suspensos ................................................................... . Garantia especial - Fogo.......... . ... . ........ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100:000$000 Garantia especial - Marítimo......... .... . . . ... ......... .. ... . ... . 100:000$000 Garantia especial - Accidentes pessoaes. . . . . .. ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200:000$000 Garantia especial - Accidentes no trabalho...... . .. .. .. .. .. .. .. .. . 100:000 000
500 :000$000
Caução da Directoria ................................. : ........ .. .............. . .. . . Dividendos a pagar ................................................................ . Impostos a pagar . ............. . .... ... ..... ........ .. ....... ..... .... . ..... . ...... . . Credores diversos .. . .. . .. ........... .. . ... . ... . .... . .... .. ................. . ... .. ... . Contas de reseguros ......... ............... ...... .. ...... . ........ . ........... .... .
90:000$000 174:660$600 121:693$403 615:401 130 1 .331 :631$649
201 :864$109
9.704 :287$982 Rio de Janeiro, 31 de Dezembro de 1929. -Alvaro S . L. Pereira, Director. Gerente geral. - M. F. Gomes de Pinho, Sub- gerente.
René Cassinelli,
CONTA GERAL DE LUCROS E PERDAS EM 31 DE DEZEliBRO DE 1929 Debito Saldo do exercício anterior ... . . ... .............. ... .... . ........................ . .. . Reserva para riscos em curso - 1928: Fogo ............ . ........ ... . . ........... . ....... · · ·· 1.166 :501$707 Marítimo ............ . ............................... . 225:295$279 237:830$463 Accidentes pessoaes .................. . .............. . Accidentes no trabalho .. .. . ... .... .. ... . .. ... ....... . 958:371$000 Resp. civil. .... . ......... . . . .. . ...................... . 9:594$430 Reserva para sinistros avisados - 1928: Fogo .... . .............. .. .. . .... ... ............ : . . .. . 283:464$238 Marítimo .......................... . ..... . ..... .... .. . 19 :396 370 Accidentes pessoaes .... . ................ . ........ . .. . 161 :142$290 Accidentes no trabalho ... .. ... ..... . . ..... . . ....... . . 9:400$000 Resp. civil. ...... ....... ..... . ....... ..... . ...... . Premios: Fogo . . . .. .. ..... . ... .. ....... . . .... . . . .... . . . . . ... .. . 6.537:539$910 Marítimo ............................................ . 1. 938:800$173 Accidentes pessoaes ..... . ........................... . 1.857:123$681 Accidentes no trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ......... . 4.198 :867 199 Resp . civil ............................ . ........... . .. . 76:223 300 Operações de capital. ... . ... ........ ............ .. ..... .. .. .. .. . ........ .... . . . . ... . Reseguros, cancellações e rest ituições: Fogo ................................................ . 2.706:340$478 Marítimo ..... . ... . ... .. ........... . .. .... .... .. . .. .. . 646:465$816 Accidentes pessoaes ...... .' .......................... . 571 :147$515 Accidentes no trabalho .............................. . 224 :642$667 Resp. civil. . . ............... ..... . ... ...... . . ........ . 18 :380 450 4.166 :976$926
Credito 38:744$695
2.597:592$879
473:402$898
14.608:554$263 249:567$381
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REVISTA DE SEGUROS
Conunissões, salarios, honorarios e despesas: Fogo e marítimo ....... . ... ... .............. . ...... . .. 2.496:416$673 Accidentes pessoaes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 763 :033$468 Accidentes no trabalho . .............................. 1. 713 :383$645 Impostos: Federaes, estadoaes e municipaes.......... ................ . . . . ..... Sinistros pagos: Fogo . . . . .. . . . . ......... . ......... . .... . .............. 1. 750:204$557 Marítimo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 554:028$181 Accidentes pessoaes. . . . .... . . ......... . ............... 159:294$190 Accidentes no trabalho ............................. .. 1.915:594$451 Reserva para riscos em curso - 1929: Fogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. 411 :172$692 Marítimo .. .. . .. .. . .. .. . .. .. .. . .. . .. .. .. .. . .. . .. .. . .. . 201:244$806 Accidentes pessoaes.. . .... . . .... ............. ... . . . . . . 394:846$546 Accidentes no trabalho . .... ... .... ................. . . 1.239:934$156 17:749$370 Resp. civil............................................
4.972:833$791 206 :060$048
4.379:121$379
3.264:947$570
Reserva especial para accidentes pessoaes . .............. . .......... . Reserva para sinistros avisados - 1929: Fogo . .................................. ... ......... .. 321 :419$471 Marítimo .. ... ... ....... . . .. . . . . . ... .... .. .... ... . .. . . 13:687$756 Accidentes pessoaes ...... ... . ....... .. ... ......... ~ . . . 20:152$500 Accidentes no trabalho ....... . . . . ........ . . ... .... .. . 147:471 500
502:731 235
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448 :278$009
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Rio de Janeiro, 31 de Dezembro de 1929. -Ah•aro S. L . Pereira, Director. Gerente .geral. - M. F. Gomes de Pinho, Sub- gerente.
René Cassinelli,
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-·I-111 -II- UI- II - PI -II - 111 - III -II II-III- - II - IM - MI - MI - MM -WN -IIM -IIti -II U - 1111 - III-IIti -III - Mn - llll -nll- ai - U - III- AI -IIII - III -1111 -~M -
Com~an~ia ln~l~za ~~ se~uros '·Pearl"
Desfructando o· mais alb ·e justo conceito ·Zntre seus milhare> de segurados espalhados por todo o glojjo, a " Pea1·l" que tambem opera no Brasil, através de 14 agencias (Rio, São Paulo, Santos, B. Horizonte, Rz cif~ etc .), - acha-se installada nesta Capital á rua de São Pedro n. 35, onde tem como representantes a firma Prisbee & Freire, Ltda., que attende com to · da a solicitude a quantos procuram entrar em negocio com a Pewrl Ass!wance Co'Yitpany Limited.
A Inglaterra é, conf<ssemo& o paiz onde florescem as mais antigas e opulentas emprezas de S•eguros do mundo. O collosal commercio marítimo da Velha Albion tinha qu e as ~ egurar -o successo que paulatinamentz grangearam suas Companhias de Seguros que actuam por todos os r ecantos da Terra. A "Peatrl" é uma d =llas . Fundada em Londres no anno de 1864, a ••!! -!!,t..-••-••-••-··-··-~~~~-··-~~~-~~~-·u-••-·-~·-·"-~· '· Peatrl'' vem ness <s 66 annos de exist:ncia apurando sempre com sucesso, augmentando admiEm virtude da representação dirigida pela ravelmznte •suas Reset·vcts que, a 31 d = DezemAssociação de Companhias de Seguros ao bro de 1929, attingiam á somma collossal de Exmo. Sr. Dr. Procurador Geral do Districto, . libras 58.464.241, ou seja o augmento de libras 4. 882. 213 sobre o exercício de 1928, ness z Dr. Jorge Americano, S. Ex. entendeu-se com titulo (R eservas) que com o Capital da .empre- o Dr. Chefe de Policia. za alcança o tiotal de libras 58. 993. 385, corresFicou combinado que, uma vez feito o aut o pondmtes a mais de dois e m!~io milhões de conde corpo de delicto na casa incendiada, a tos de ?'éis, moeda brUJ3ileira. parte interessada requeira ao delegado a enEm 1929, a "Pem·l" pagou si~istros no valor trega da casa. Este mandará ouvir incontide libras 61.813. 290 . · Nesse mesmo anno o rendimento total da nente o Promotor Publico, que, se não tiver Companhia ascendeu a libras 14.904.174, ou senovas diligencias a requerer, o dirá, e a enjam libras 682 . 108 mais que o rendimento altrega se fará sem demora. cançado €m 1928.
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PELO ESTR.ANGEIRO ·~~
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DINAMARCA Augmento de capital - The Nordisk Fire " The N ordisk F ire", de Copenhague decidiu, em vista do desenvolvimento maior no estranjeiro, e levar o seu capital acções de Kr. 4000.000 a Kr. 6000.000, com a realização proporcion~l de 25 a 30 •1• .
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Correspondencia posterior, procedente de Copenhague, nos informa que a maioria das acções da Companie National d'Assurances, de Copenhague, que haviam sido adquiridas desde 1925 pela Assicurazione Générale, de Trieste, foram vendidas por ·esta Companhia italiana á Companhia dinamarqueza Haand i Haand. - A Companhia de Reseguros do Norte, a mais antiga companhia de reseguros dinamarqueza, acaba de adquirir o "contrôle" do Danske Lloyd. O "Danske Lloyd ", como resegurador marítimo, soffreu perdas consideraveis e começará recentemente a praticar todos os ramos de seguro, excepto o ramo de Vida, a custa de enormes despesas, sem um lucro de recompensa immediata. TURQUIA O governo turco terá posto em vigor desde 1• de Agosto, o monopolio do Reseguro. "The Policy Holder ", em seu numero de 17 de Julho, estuda as consequencias da medida, e a conclusão do s·eu estudo é que o governo fez mau negocio com esta resolução .. BELGI>CA Companhia Belga de Seguro - Credit S . A., Bruxelles. - Com esta denominação substituiu-
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se sob a direcção de Mr. Scheynen uma sociedade cujos objectivos vem a s·e r o seguro, co-seguro e reseguro das dividas activas commerciaes contra os riscos de insolvencia dos devedores. O capital da nova empresa é o de 17.000.000 de francos, representado por 17.000 quot:ls sociaes sem designação de valor. Os subscriptores, em numero de 134, compreendem tres grupos : os bancos, as companhias d·e seguros e as firmas industriaes que respectivamente subscreveram 9. 000.000 de francos, 2.500.000 francos e 5.500.000 francos. O Conselho de administração da Companhia ficou composto de vultos de maior destaque no mundo de banqueiros, industriaes e directores de empl'esas de seguros da Belgica, cabendo a presidencia della a M. A. Galopin, director da "Société Générale de Belgique". Conforme conseguimos _saber, a "Assurance Credit S. A." começaria dfectivamente suas operações no fim do anno passado. HESPANHA Transferencia - Por ordem regia foi autorizada a transferencia da carteira da Standard Li· fe á Sociedade Equitativa (Fundação Rosilo). HUNGRIA Augmentos de capital. - Elevaram os respectivos capitaes as Companhias s·eguintes : Carvina Allegemeine Versicherungs Gesells~ chaft de pengo 50 . 400 a pengo 300 . 000. Landes Versicherungstalt Aktiengesellschaft der Geldmstitute, de pengo 50.000 a pengo, ... 200.000. Turul Ungarische Landes Vers., de pengo .... 200.000 a pengo 500.000.
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REVISTA DE SEGUROS
A~or~a~em,
falta nautiea ou
innave~a~ili~a~e
Os ba rcos de pesca Clem enceau e Cosse pertencentes ao mesmo proprietario , tinham deixado o porto de Mostaganem, a 1 de Fevereiro de 1928, antes do r omper do dia, para praticar a pesca n a primeira zona . A's qua tro horas da manhã elles se achavam a milha e meia da costa, quando o Cosse abalroou o Clemenceau que n aufragou sem demora. O proprietario reclamou a indemnisação do accidente ás companhias seguradoras, não só pela perda do navio como o custo das reparações necessario ao outro. Do inquerito aberto pelas Autoridades Marítimas do porto de Mostaganem, após o sinistro, resultou saber-se que o patrão inscripto no ról .da equipagem como commandante do Cosse não estava a bordo deste navio, tendo deixado o commando a um marinheiro. O dito marinheiro fazia as funcções de patrão a bordo do Cosse quando a abordagem se produziu entre os dois pesqueiros . Elle não tinha o exame de capacidade exigido pela lei que regulamentou os navios de pesca . Não se tratava apenas de uma simples falta nautica dos prepostos do armador, que estaria assim coberto pelas condições da apolice, mas de uma violação dos regulamentos . Neste caso n i?.o era possível fazer recàhir sobre os seguradores as consequencias pecuniarias do lamentavel acontecimento, que se não teria produzido se o patrão se achasse no seu posJ)IJSto . Assim decidiu o Tribunal do Commercio de Ma~.seille -- 17 Julho - 1929. (Revue Internationale des Assurances Maritimes, Octobre, 1929.) 11•-• - n-••- ~~-
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Causou estranheza nos meios seguradores, ter a Inspectoria de Seguros dado uma taxa especial para o seguro de certo estabelecimento. Não compete aos funccionarios administrativos deixarem de respeitar a lei, sob nenhum pretexto, nem mesmo o de que emprezas seguradoras offereçam taxas inferloa tarifa legal.
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A Associação de Companhias . de J Seguros mudou o seu escrfiptorio ! para a rua do ~osario n. 11~-3~ ! andar . . !
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No Egypto, as companhias de seguros não estão sujeitas á fiscalização do Estado . Qualquer companhia pode explorar os seguros sem nenhuma formalidade e sem ser submettida a qualquer oposição. Numerosíssimas companhias alli operam, sendo a maior parte, de nacionalidade ingle.za . O paiz conhece já uma industria desenvolvida, sendo todos os ramos explorados se-gundo os principias modernos E' verdade que em relação á população, os seguros estão ainda .longe de ser um bem commum a todo o povo. Dos 13 milhões de almas que habitam ovalle do Nilo e o Delta, a maior parte vive ainda em condições extremamente primitivas (92 e 112 •1• são de analphabetos) e não pode gozar dos beneficios da civilização. O seguro contra incendio foi um dos primeiros que se estabeleceram no Egypto. As companhias, inglezas marcham á frente quer pelo desenvolvimento historico quer pela applicação do capital britannico na organização do paiz.
EGVPTO
Existe um Syndicato Geral Internacional das Companhias de Seguros contra incendio, operando no Egypto, que segue uma politica razoa vel de disciplinamente das tarifas . Elle é constituído por 123 companhias, assim repartidas: 80 inglezas . 13 francezas. 9 americanas. 5 allemães. 4 italianas. 3 suissas. 3 hollandezas. 2 a ustriacas. 2 egypcias. 1 japoneza. 1 dinamarqueza. Ha concorrencia, mas á parte raras excepções, ella se faz de uma maneira absolutamente leal. Todas as installações destinadas a combater os incendios têm sido continuamente melhoradas.
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Os tencimentos dos juizes, no reoimen amencano O Exmo o Sr o Dr o Pedro dos Sa n tos, Minisdo Supremo Tribunal Federal t eve a bondade de enviar ao nosso Director, Dr o Abilio de Carvalho, com gentilissima e amistosa dedicatoria, o seu trabalho com o titulo acima o Jurista de alto conceito em todo o paiz, juiz dos mais illustres e integros que este regimen tem conhecido, o digno ministro nesse opusculo trata da questão do imposto sobre vencimentos da magistratura, com a erudição e elep.ncia peculiares aos seus escriptos e accordãos o Altamente compenetrado da importanela da sua funcção, cujas garantias servem mais á sociedade em geral, do que ao interesae pessoal dos juizes, o ministro Pedro dos Santos, pode-se dizer, esgotou o assumpto o Um escriptor pensa que o desenvolvimento do seguro está prejudicando á actividade dos allemãeso De facto, quasi todo o allemão está protegido contra a doença, a falta de trabalho, os acddentes, a velhice e a morte, de forma que perde a preoccupação dessas coisas e o estimulo para a luta pela vida o A necessidade é a mãe da actividade e os seguros lhes dão uma altuação de tranquillidade, que pode ser funesta á energia da raça !
AEqnitativa - DOS-
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