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REDACCAO
Reyista de Seguros
Rua do Carmo, 67 • sob.
Tei. N. 2955 RIO DE JANEIRO
Director-gerente CANDIDO DE OLIVEIRA
Director ABILIO DE CARVALHO ANNO X
OUTUBRO DE 1929
0 fogo, dizem os historiadores, foi dbjecto de adoragdo de w.uitos povos. Entre OS antigos, os Pevsus tinham o culto
do iogo como parte fundamental da sua religido e as cerimonias delle encon-
NUM. lOO
ricia; c) os que sao prodzLzidos por intengdo crimiziosa.
Os primeiros, chamados naturaes, sdo OS sinistz'Os produzidos sem intervengdo alguma do homem, directa ou indirecta
"Zend Avestas". Elles saudavam todas as
e tern por causa a explosdo da polvora, e electricidade, a inflammagdo esponta-
manhas o sol nascente, como symbolo do
nea de certas substancias e o raio.
tram-se minuciosamentc descriptas no
fogo mais puro; consideravam o fogo
'Ndo hartendo no local onde teve ori-
pvotectoT dos Estados e viantinham nos
gem o fogo materias que por mais facil
santuarios o fogo sagrado, que nunca
combustdo
devia extinguir-se.
possazn dar logar ao incendio: gaz'de
Behram, filho de Ormuzd e urn dos vlnte e oito Izeds, era o genio do fogo. Entre os Persas modernos, os Quebros,
que hahitam Kermann e Guzzerate, praticavam todas as cerimonias do antigo culio do fogo.
O "puro as beston" dos Gregos, que ardia continuamente em Athenas e Del-
phos, 0 fogo que conservavam continua mente em Roma as sacerdotisas de Ves
ta, ("Estia" ou "Testia" dos Gregos) o culto de Vulcano (Hephestios) sdo vestigios da deificagdo do fogo, commum a
toda a raga pelagica. Sdo igualmente vestigios desse culto a religido dos Peruvianos e o feitichismo.
Fora do dominio religioso de antigas
eras, o fogo tern outros adoradores. Sdo elles OS commerciantes infelizes, os que
sonham com facets lucros ou aquelle que, tentando certo ramo de negocio e vendo que elle ndo corresponde aos calculos feitos, recorrem ao incendio para crear direito a indemnisagdo ajustada com a companhia segnradora. Tem-se notado ultimamente a frequencia do fogo em casas commerciaes,
ou
prompta inflammacdo
illuminagdo ou liqzddos, taes como sulfureto de carbono, ether sulfurico, benzina, benzol, etc., capazes de, misturados com o ar, determinar explosoes; ndo se encontrando certas substancias oleo-
sas de origezn vegetal ou animal, mate rias de difficil inflammagdo, mas que possuem a propriedade de absorver o
oxigenio do ar e obter uma temperatura de inflammagdo; sendo perfeita a in-
stallagdo electrica ndo se poke attribuir o incezidio a uma causa natural.
As causas accidentaes dos incendios
residem quasi sempre, sendo sempre, na imprudencia.
Ha mister, porem, assigndlar que essa
imprtcdencia^ pode ser directa, isto e, de-
pendcr de zima acgdo que communique directamente o fogo a um predio (v. g. o gesto do fumante que langa o pTios-
phoro ainda acceso a um monte de paIha), ou indirecta, isto e, consistizido no
vicio de um apparelho de construcgdo ou na falta de prtidencia na conservacdo de certas materias, vicio e falta de vrudencia estes que, com o auxilio das circum-
stancias, podem provocar incendio. Para
cujos contratos de locagdo estdo a ter-
gzie se declare nesses ultimas casos in
minar.
cendio, 0 defeito de construcgdo de um
Alguns proprietarios, as vezes, recor
apparelho, etc., nem sempre basta, e
rem a este meio extrcmo para liquidar situagoes angustiosas — uma hypotheca
necessaria a intervengdo fortuita de um
a vencer-se, uma reparagdo custosa, um recuo ao nova alinhamento da rua. Sdo
casos raros. Os communs tSm logar em
casas de negocio em mds co7idigoes.
"Os incendios podein ser classificados em tres classes: a) os que sdo devidos a causas naturaes; b) os que sdo attribui-
dos d hnprudencia, negligencia ou impe-
agente inflammador.
Assim, 0 marcador defeituosamente construido ou avariado pelo u$o ou por um choque e que deixa escapar o gaz
de illuzninagdo_ ndo dd a causa directa da inflammagdo; e a vela accesa, por exemplo, do habitante do immovel que se- dirige ao corredor para procurar qzialquer objecto, que inflamma a mis-