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T1092 - Revista de Seguros - setembro de 1929_1929

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redaccAo

Reyista de Seauros

Rub do Carmo, 67 - sob.

Tel, N. 2955 RIO DE JANEIRO

Director-gerente CANDIDO DE OLIVEIRA

Director ABILIO PE CARVALHO A.NNO

X

SETEMDRO DE 1929

NUM. 99

O SEGURO ANTIGO O contracto de seguro era absolutamente desconhecido na antiguidade.

Entre OS gregos e roinanos. mats tarde a contribuigao de diversos interesses

A contribuigdo pelas avarias communs

era usada entre esse povo. O Digesto

contem uma serie de disposigoes rela tives.

lias perdas resultantes de sacnficios fei-

0 estatuto de Ancona, de 1337, aue ex-

tos pela salvagao commwm. tinha dado a

esses povos nogoes sobre os riscos vxa~

primia um costume muito antigo'e certamente anterior ao seguro, fez contri-

ritimos, que teriani podido leval-os ao

buirem o armador e os carregadores, ndo

contracto de seguro.

unib'amente para as avarias communs,

Alguns textos de lets romanas esta-

mas ainda para as avarias particulares e

beleciam que o risco podia ser posto,-em

por essa extensdo ehegou a um seguro muiuo, pois, se a avaria particular pre-

virtude de uma converigdo especial, a cargo daauelles que, segundo as regras

judica aquelle a quern attinge, ndo vae

ordinarias, teriam sido irresponsaveis.

ate 0 carregadoT, que assim ndo tern

Attribuem o contracto de seguro aos

obrigacdo de supportar-lhe as consequencias. Sob o regimen do estatuto de Ancona, a mutualidade ndo era voluntaria, em-

romanos, com fundamento em duas pas-

so!7e7is de Tito Livio. Commerciantes eravi encarregados de transportar por

mar as muniqoes do exercito, sob a condicdo dos riscos da viagem ficarem a

cargo do Estado, e numa ouira passagem de Suetonio, em que se diz que

Claudio, querendo accelerar a importa-

quanto que no contracto de seguro elle precede da vontade.

0 "Consulado do Mar", dispondo que a contribuigdo ndo teria logar sendo com consentimento dos interessados, fez des-

cdo de trigo para Roma, em um momem

apparecer esta differenca. Conforme o

to de fome, propoz vantagens aos com-

"Coiisulado", 0 "capitdo" que achava

merciantes que se encarregassem de

util recorrcT a um encalhe voluntario

transportar por mar e mats especial-

devia consultar os interessados, se esti-

mente p6r a cargo do Estado, fotfos os riscos provenientes da fortuna do mar.

contramestre e aos marinheiros, que

Invocam ainda, para estabelecer que OS romanos conheciam

o seguro, uma

carta de Cicero, em virtude da qual elle tendo concentrado em Leodicea todos os

despoios, que tinha conquistado, fez um trato com os correspondentes para fazer chegar a Roma, sem nenhum risco de transporte, o dinheiro proveniente-.dessa presa.

, ,

De todos OS textos invocados, e a carta de Cicero incontestavelmente o mats fa-

voravel d opinido daquelles que pensam

que 0 contracto de seguro foi conhecido pelos romanos.

"Cicero, diz Pardessus, annuneia sua intengdo de enviar a Roma os dinheiros publicos e de fazel-os viajar por mar; elle teme os perigos da navegagdo; desefa que o povo e elle fiquem garanti-

dos contra esse risco e procura garantias. Ha, pois, uma grande probabilidade de que sua carta se refira a uma conveng&o de seguro...

vesseju presentes, sendo ao escrivdo, ao eram considefddos seus reprexentantes. A contribuigdo ndo tinha logar se a maioria ndo a acceitasse.

Verdadeiramente, o contracto de se guro data do comego do seculo XIV.

Na segunda metade desse seculo, no reinado de Fernaiido, em Portugal, isto e. entre 1367 e 1383, uma Companhia de seguros mutuos, tendo por objecto os ris cos do mar, foi estabelecida, pela iniciativa desse monarcha.

A ordenanga de Barcelona de 1435 e o primeiro monumento legislative sobre seguros.

No seculo XVI, 0 contracto de seguro maritimo era praticado nas principaes pragas da Europa.

A Hcspanha completou essa Ordenan

ga de 1435 pelos tres Ordenangas de 1458. 1484, 1538.

As lets das cidades sobre esse novo contracto foram:


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