REDAdpAO'
Revista de Seguros
Rua do LavradlB 60
Itl. C; 3S59 Rid DE JANEIRO
Director Ahillo de Carvalho ANNO 'Vm
Oitectof de publicidade R.F. MEOEIROS MARCO
DE
Direcloz-gerenfe Candido de Oiivaira
1928
NUM.
A CIDADE INDEFESA
IS
CONTRA
m
O
81
B
TOGO
^ ^'o incendio do edificio da CompaPara essa gente Incapaz, os bens *inia Nacional de Navegagao Cosleira sa- existentes no territorio nacional nao coniiram feridos trese bombeiros. stituem a riqueza nacional, mesmo que Grande foi o alarma em todo o bair- a particulares pertengam. Nao vcem es ro, pclo qual se esteiidem os armazens ses ignorantes que o paiz participa da 9 Caes do' Porto, coim os numerosos tra- riqueza e de miseria dos sens habitantes Piciies alii existentes. 0 clarao do incendio era visto &
e que se nao pode separar o indi\iduo
stancia e se projectava no firma-
0 Rio de Janeiro deve ser protegido
mento.
da collectividade a que pertence. contra os estragoS do fogo.
tem^
A previdencia e um indice da educomo sempre, nao acudio a ca9ao, e da fortaleza das na9oes robus-
Isto nao e mais do que a repeti9ao do tas e no caminho em que vamos o segu
de^
acontece' nesta gran-
nao preparada para fazer
C6e-
ro tera de desapparecer do Brasil, onde, ao lado das taxas avultadas, ha nas in-
sinistro de grandes propor- demnizagoes um augliuento de 40 % no
pre^ "So sabe se ver^^^^ falta paraaoa seguranga geral, esse go-e sen primordial dever prever^'^^^^ sequer o nome. Governar e
minimo, sobre o que se paga nos paizes policiados do mundo.
E' preciso que o Codigo Penal tome o seu imperio, no recinto dos Iribunaes;
Revista tern se batido pela ne- que OS arligos 136 e scguintes nao sejam de medidas preventivas e pu- letras inortas; que os slnistros nao se
cgg njjj
jam uma opportunidade feliz para certas delegacias; que a peritagem nao se Posos*^^ ^^suaes, mas os ha tambcftn cul- transforme n'um bom negocio e os laudos frandulentos. Para a policia toiiijj innocentes e quando ella aponta dos nao se vendam (*in leilao; que o fogo incendios; Debalde. Ha in-
a
tudo grita o dolo ou ao menos
nao constitua um meio de liquidar ne-
vgjg ^'^"dencia dos locatarios' dos immo- gocios mal postos e uma farta messe de acbn ^
com ternuras de mulher beueficios para segurados desliouestos e
jijdj e modos de iunocentar os Siiados responsaveis.
sgj. ^9*^ sequer as pessoas que ijossam
gpj,^'d"8idas pelo fogo, a vide e a inte-
seus patronos-cumplices.
Se ha incendios accidentaes como
este que mostrou estas linhas, for9a e confessar que ha reconhecidamente
cnr, ^. Pdysica dos bombeiros merece uma industria dc fogo posto, iuepta oii •^"nsidera^ao. iufamemente tolerada per todos. cio '"ercadorias, (moblliarios e edifiEste crime nao impressioua a alma ^.jj®.P"dem ser queimados pois o segumdemniza e o seguro nao merece
Pi'olec^ao,
viscosa de certa gente.
•
As lesmas nao tern nervos.