■lit
Revista de Seguros O'TOr/or Ablilo de Carvalho
REDACCAO
Rua !• de Mar^o, S5-2°
TeL N. 2016 — Csiu posul 903 KIO Dl£ aANl'.lKO
Diteclor-gerenle Candido de Oliveira
ANNO VI
NOVEMBRO
DE
192S
NUM. 53
0 SEGURO E A POLITICA Todos 03 aiinos. reunem-se, no Rio de Ja''elro, homens vindos de varies partes do paiz ® alguiia daq«ii mesmo, para cuidarem do ausnienfo dos impostos e das despezas improducti-
O oontrlbulnte cnrva a cabega, paga e aiu-
<^a fusj cortesia aoe sens dltos representantes. E espantoso que o povo tolere as extravageu-
clas, a estupidez, a inciiria e a obstrucgao, que sa manifestain diarlameute na legislagao e iios epartanientoa adniinistraiivos e judiciarios, de eraiide importancia vital,
O dearegramento do Cougresso, a inconscienc a coin que vota os projectos de lei e os "ar•"aiijos alll feilog, multo custam ao paiz, como ciista ao Diatricto os disparates do outro ajunta'"eiito local.
Unia das classes mats setteadas 6 a dos seguniea. Os taea nao conhecem o segitro, senao
lel''^ fiscaes e para atrapalharem-o com 8 c.alinas irelativas ao sen fuuccionamento: 0 tolo quer decidir sobre aquillo que nao sabe".
Entretanto, o geguro tem a fuucsao eco-
om ea e util de garantir a tranquillidade das
^niniliae, preservar oa bens patrlmoulaes contra azares da
fortuna e manter o credito, uas
nnaacQoes commerclaes, pela cobertura das^, dades sujeitas aos varies riacos de terra e War.
No Brasil, 03 impostos sobre os contractos de seguros siio bastante etevados.
Sao
ra uitas as
boccas do Fisco.
Pode-se dizer que as adminlstragoes publicas perseguem a previdencia com um encarnigameiito que iiao tem para c jogo e outros vicios. Ellas nao vein o lado bom e civillsador do se
guro. Nao se lembras de que gragas a elle mantem-se"-uma grande parte da riqueza nacicnal. Annualmeute sac pagas mais de quatro dezeaas tie milbares de contos de ludemnisagoes, que reconstituem fontes de rendas fiscaes, que sem isso ficariam estancadas.
O seguro entre nds nao se tem desenvolvldo
em relagao ao augmento da fortuna nacicnal e
do sen commercio. A somma dos premios pagos aiinualmente demonstra essa coarctada.
Quando um incendio attinge resideucias particulares, principalmente de gente pobre, os prejuizos sao totaes. Ninguem tem seguro, porque a necessidade dessa instituigao de previden cia ainda nilo entrou na consciencia e nos habltos da grande massa humana.
E' nos paizes em formagiio que a admlnlstra-
gao publica tem funcgao mais emiiientemente tutelar, Desgragadamente esse A. B. C. da politica aiiidfi nao foi apreiidido por esses professores.
I'emocracia, "o povo d rei. rei como para beber o fel, para morver na cvuz", 110 verso de Junqueiro.
8 goveruos intelllgentes
devem
animar
e
" figer essa iiidustria, que tanto concorre para " ''em estar publlco.
Aasim enteiide a livre Inglaterra,
que nao
^ *"8 neiihum imposto sobre o seguro de vida c 'mposto da reiida nun recde sobre
a
parte
® m. equivalente aos premios do seguros a sepagog pelo oontrlbulnte. De inaneira mala
meiios igual, procede a Franga. onde o im-
I'osto de tiscallsagao dos seguros, em geral. <5 modico e uma vez pagas as despezas da
•^calisaQiio^ o excedente d devolvido ds segura-
dorag.
Moleslnm os nossos legisladores a actlvldade brasileira. tazendo della a besta da carroga. Ao Flsco famelico jd nao bastam ao varias tributagoes existentes. O projecto de orgamento decuplica o sello de folhas do livros
commer
claes e de companhias de seguros. • A Rapiiblica pronietteu ao povo reducgao de
Impostos, Ilberdade, justiga barata
e
raplda,
emfltn, um goveriio que fosse a expressdo da vontade nacloual.
O que viiiios foi n Ilberdade demhiuir o seu
poder;
as eleigoes
peorarem;
a
representagao
cougressiuual perder o antlgo prestiglo; vlda iiaciouul crescer onzo veze.s;
a di-
os Impostos
augmentarem despropositadamente; o Thesouro eavasiar-ae: o credito publlco diininulr; a le-