Revista de Seguros
REDACCiO:
Rua 1® de Mar^o,83-2® Tel. N. 2016 — Caiu posUl 903 UIO DE JANEIRO
DIRECTOR Abilio de Garvalho ANNO V
Direcfor-gerenfe Gandido de Oliveira JUNHO DE 1925
NUM. 48
RISCOS MARITIMOS
Os riscos do m.ir sao muilo variados. 0_ mais
accidente de navegaqao ou de vicio proprio ou
commum e a tempesiade, que e uin inipetuoso
intrinseco,
moviraento das ondas, devido a violencia do vento.
O navio pode escapar a tormenta apenas soffren-
Alijamento e o acto de lanqar ao mar os objectos carregados no navio com o fim de o salvar
do avarias na sua estructura e apparelhos ou na
de perigo imminente.
carga que conduz.
'0 naufragio se da quando o navio e subniergi-
A mudanca de rota se da quando o capitao € obrigado por forqa maior a deixar a linha normal
do. quebra-se de encontro a urn corpo movel ou fixo, — um casco abandonado, um iceberg, urn
molestia contagiosa, procurar agua, carvao ou las-
escolho, ou e destruido pelo incendio, de forma
tro, reconstituir a equipagem, fugir a um bloqueio
que nao reste ao frol das vagas, senao a quilha
ou ao inimigo, evitar a angaria ou para fazer
queimada; quando tendo perdido mastros e ap-
reparaqoes necessarias.
da navegacao, para evitar uma tempestade, uma
parelhos foi abandonado peia equipagem incapaz
Pode ser, tambem, para soccorrer outra navio.
de salval-o ou tomada de pavor, e voga ao sabor
0 Cod. Com., no art. 680, diz que a desvia-
das ondas.
A perda da embarcaqao pode ser motivada, tam-
qao voluntaria da derrota da viagem e a alteraqao na ordem das escalas, que nao for obrigada por
bem, pela qu6da de um raio ou explosao das cal-
urgente necessidade ou forqa maior, annullara o
deiras.
seguro pelo resto da viagem.
'Ha encalhe quando o navio fica preso a um banco de areia, a parceis, ou na costa. podendo ou nao safar-se, do que pode resultar avaria, fra-
naufragos, o navio que presta assistencla maritlma
ctura e naufragio.
elle, porque os principios da solidariedade humana
Varacao e o acto de encalhar voluntariamente,
investindo pela terra a dentro, para evitar completa perda.
Se, attendefido ao chamamento desesperado de
soffre um sinistro, o seguro deve responder por estao acima dos interesses materiaes.
Deve ahi estar comprehendida a urgente ne cessidade de que fala o Codigo, e se nao estivesse, 0 decreio n. 11.505 de 1915 teria remedia-
■Abalroamento I o choque de um navio, contra outre, em viagero ou dentro de um porto, do que pode acontecer naufragio ou avaria.
do a falta aos sentimentos de caridade. dispondo que 0 capitao ou mestre de um navio nacional que
(Agua aberta ou velo dagua pode provir de um
encontrar outre qualquer navio, ainda mesmo es-