Revista de Seguros
REDACCiO :
Rua 1° de Mar^o,83-2*
Td N. 2016-Cdu posul 903 KIO lin JANl-lUO
DIRECTOR Abilio de Carvalho ANNO IV
Director-gerenle Gsndido de Oiiveirs MARgO DE 1924
NUM. 33
Technica do Seguro "No grande centro de seguradores inglezes, em 8eral, as responsabilidades de uma unica apolice acham distribuidas por mais de cem segurado''®s; 6 rara a apoHce que tenha menos de cincoenta
va, que podera acudir, no futuro, a uma conflagraqao, firmando o dominio do seguro sobre o mundo, e ao mesmo tempo, pela renda de seus valores, dar dividendos consideravels, sem diml-
Seguradores.
nuil-a, visto que essa reserva € sempre um multi
"A responsabilidade dos seguradores, de ordilario. varia de Lbs. 50 a 200." (Young, tratado
ple do capital.
de seguros, cifado pelo Dr. Decio Cesario Alvim,
"Unia noficia que escreveu sobre o seguro no BraAccrescenta o illustrado Inspector de Segu-
tos: "E> desse modo que se pratica o seguro na "^elaterra; de outra forma, o seguro contra fogo "so passa de um jogo em que os directores jogam 0 dinheiro dos accionistas ou com os premios
Psgos; a sua missao grandiosa de previdencia e de Grande estimulador da riqueza nacional pela reu-
J'lao de capitaes e accumulaqoes de reservas, € ■"snsformada em {ogatina e ruinaa.
_ '0 pleno das corapanhias francezas, em geral, "so excede de 50.000 frs.
'Ja quasi nao se comprehende commercio sem
^®gUro, A riqueza seguravel do paiz nao estd aincomtudo, em relaqao aos valores segurados.
^ "A concorrencia que se fazem as companhias, ot causado perigoso aviltamento, nas faxas de A falta de uniformidade
nas
apolices
®'nitlidas e outro elemento nefaslo ao desenvolvi-
"lento regular da industria entre nds.
"O seguro contra fogo fern por base principal essa
reserva.
"Ncrtavel autoridade franceza,
em
materia de
seguros, assim se exprime em relaqlo ao reseguro:
"A crise de 1914 a 1918, provocada por um povo que ja tinha conquistado o monopolio do reseguro, veiu evidenciar a importancia do mesmo, tanto sob 0 ponto de vista economico como sob o ponto de vista internacional.
"Os governos da Europa occidental, ate entao, nao tinham percebido que esse ramo da actividade social poe em movimento numerosos bilhoes, cujo deslocamento actua sobre os cambios, eni
detrimento das nofoes que cedem os seus reseguros ao estrangeiro.
"O reseguro 6 de uma grande complexidade, se bem que pareqa, a primeira vista, de uma tal simplicidade, que numerosos seguradores nao tern
hesitado em se lan?ar na sua exportagao com a temeridade da ignorancia.
"Convem registrar os escolhos, os desastres,
"Dos premios de seguros, uma parte i a quota
mas tambem se deve mostrar os bons resultados
normal destinada ao pagamento das perdas, accordo com a taxa, porque foi calculada a ta-
res experimentados, honestos e patriotas.
^'fa e a outra parte destinada a despezas de admi"'8tra?ao e dividendos aoa accionistas; a reserva i®latuaria ou de previdencia, para sinistros fufuaccumulada nos annos em que as perdas sao
de sua exploragio, quando confiada a segurado
"Nos temos em vista, chamar a attengao dos Covernqs, dos estabelecimenfos de creditos e dos grandes capitalistas, para a necessidade de favorecer a creacao de poderosos organismos de re-
'"feriores aquelle nivel medfo, para cobrir; em
seguros, afim de canaiisar a corrente mondial des
^'0; no fim de um periodo mais ou menos longo, ^erifica-se uma libertacao effectiva de parte
grao elevado, para o restabeleclmento do equili-
""fros annos, as perdas acima daquelle nivel m^-
^'fssa reserva, a dua'' direito, p6de revertef *os accionistas," por6m, a boa pratica do seguro, "nsinada ao mundo pela Inglaterra, mostra a con•^eniencia da accumulaQS" mdefinida dessa reser
se genero de negocio, que podera contrlbuir, em brio financeiro do paiz.
"O exito do reseguro edifica-se na elevada com-
missao de 25"I* a 33*1° em seguros contra fogo e accidentes, dada pelas companhias cedentes as companhias cessionarias e nas numerosas retro-