Skip to main content

T1023 - Revista de Seguros - outubro de 1923_1923

Page 1

Revista de Seguros DIRECTOR Abilio de Garvalho

REDAC^&O:

RUA S. PEDRO,14-2» Caixa postal 903 KIO DE JANliIKO

Director-gerenfe Gandldo de Oliveira

ANNO IV

OUTDBRO DE 1923

NUM. 28

0 SEGURO E 0 ESTADO

%

S£:GUI^AldO]ReS G SBGUI^AIDOS corrente de opiniao que attribue in-

Sao, portanto, companhias nacionaes, dignas da

srandes proventos as companhias de se-

protec?5o official. Demais, 0 seguro, pela sua alta finalldade social

nisirr,,''"® sao rebeldes ao pagamento dos sls verificados.

merece ser estimulado, exerqa-o quern liver para isto autorisaqao pela lei desta terra, sem cogitar-se

eiaiij

da procedencia dos seguradores.

eiiros

Cortio'

urn "minimum" de riscos, asslm

mu'to espalhada, nasce da superfi-

'"'ere<!

®°.'"

apreciados assumptos que

dm 'OUro

^ communhao social. espiritos ligeiros, deputado ao the-

muito, segundo estamos in-

Hq ra|°®'

ajuntamento de que faz parte, profe-

"iss

ataques contra as companhias nacio-

'5rfa'^^. ®®se curioso .producto da polpa da nossa PtofiL-®'" seria so existir de nacional os politicos Q"5sionaes. Mo,

e 0 capital deviam ser de importa-

Os legisladores intelligentes e patriotas comprehendem que elle e um meio de conservar os valores sociaes, quer seja a vida humana, fonte de

energia productive e forqa para 0 Estado, quer sejam OS bens materiaes, dos quaes se tiram os im

postos que alimentam as administraqoes publicas. Entre nos, por uma estreita comprehensao, 0 se guro e 0 acto commercial mais gravado. Isto indica bem a capacldade politica brasileira.

A prevenqao de algumas pessoas contra as com

"odoj Jeitos aos pesados impostos actuaes, desti"lotitos ° PSgamento de subsidies, pensoes, venciNo ® ^tjudas de ciisto. '0 bras'i'^"'® lanqado contra as empresas de segu-

panhias de seguros provem ou de um interesse contrariado, muitas vezes inconfessavel, ou de erroneo e apressado julgamento dos factos. Admittir que uma companhia seguradora deva

''Prese^

sempre satisfazer as reclamaqoes que recebe; pen-

'^'sse mais 0 personagem, que ellas portuguezes e sao dirigidas

sar que aifecta 0 seu credito qualquer acqao judi

revela duas vezes ignorancia —

direito. iFacil e demonstrar.

com ella, e raciocinar sem nenhum criterio. • Para que esses levianos julgadores tivessem ra

OS directores de companhias nacio-

zao, seria precise que os segurados fossem inva-

Esta^Suezes. Qugg. ® Na

cial e que a razao esta com o segurado e nao

"acionaes.

?iis ^.°"fiani;a, dous; na Previdente, dous, sem a

Garantia, dous; na Minerva,

riavelmente homens de bem, incapazes de provocarem sinistros ou de fazerem reclamaqoes exa-

geradas, ou dotados de um alto sentimento de jus-

I-ndp^ Atgus e Varejista, um; na Integrida,Hur„ '^"Isadora, Urania, Lloyd Sui Americano,

tiqa que os levasse a nada reclamarem fora das condiqoes da apolice. Ora, "ser honrado neste

^Rva

mundo e ser um homem extreroado entre dez mil",

Industrial, Stella, Sul America e Equi-

^ Erti' disse Hamlet a Horaclo. 0 segurado, declara 0 visconde de Cayru', tern bjMsijg. '3s neste companhias com sede nos Estados. Districto, existem directorias de sempre grande tentaqao e opportunidade pata^ a •herj Os

natos, como acontece com a Paulista, a "2, a Brasileira de Seguros, etc.

j^nhigP®'"'uguezes que figuram em algumas com-

fraude e Vivante pensa que "o perigo dos sinis tros dol'osos, que tern tido tanta Influencia na confirmagao juridlca do contracto de seguro, ameaqa

®ao antigos residenles no paiz, casados,

sempre arrastar cste longe do seu fim louvavel, e

k^'lo 1 brasileiros, e proprietaries e, portanto, >Ctis.:,^cionalisados, nos termos do art. 69, 5°, da

honesto, se a prudencia da lei e dos juizes Ihe nao oppoe um freio continuo e severe.

s? »&!•

que rauita gente desconhece. lE quan-

1 Don"" "aoestimnl-a. fosse, nos,Fol descendentes ra?a, ^MhV-'^emos ella quern desta descobnu, ^htr.^^ou, povoou, civilisou e defendeu 0 Brastl as investidas de outros povos, para entre'nteiro ao govemo de si mesmo. Os seus acS sao em grande maioria compamoias oos-

^15? "I'ima analyse, os bens dessas s_ociedades

na formagao da ForS"rendimentos nao emigratn. Nlo sao

'sih ^Ruelles rios de que falava aqui e iam desaguar fof®-

> q e en-

O mesmo escriptor, no seu Tratado de Seguros Maritimos, dlz que, durante um certo tempo, miIhares de marinheiros inglezes pereceram em naufragios preparado.s por armadores infames, com o fim de receberem 0 seguro de seus barcos vetus-

tos e que no Chile, muitos navios forara dados como innavegaveis c, recebtdo 0 seguro, postos logo depois no trafego maritimo.

' INos paizes bem organisados, essas fraudes, uma vez conhecidas, provocam reacqdes, quer da

legislatura e da administraqao. quer do sentimento publico.

iNo Srasil, nunca i<m commandante de navto foi

condemnado, ou sequer prodessado, pela perda


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
T1023 - Revista de Seguros - outubro de 1923_1923 by CNseg - Issuu