REDACQ&O:
Revista de Seguros
(Edificio da Balsa) RIO
DE JANEIRO
Direotor-gerente Gandido de Oliveira
director Abilio de Garvalho ANNO I I I
RUA I- DB MARdO. 66
NUM. IS
DEZEMBRO DE-1922
Defezas que condemnam Constantememe. tenios oitvido directores de
As vezes, o patrono da companhia nao conbece
els Segiiros sc queixarem de que juizes Hies dao razao nas suas diver-
a materia, outras, tendo defesa conveniente, co-
At'f-1
segurados.
meqa allegando verdadeiras futilidades, que can-
qam a attenqao do juiz ou o tornam mal dispos-
ven -
insuccessos judiciariessabenios a piedos magistrados e. realniente,
to a proseguir na Icitura; outras. aiuda, invocam
em
outro ten) esse sentimeuto censuravel,
sao de que a sua constituinte nao pretetide ven
da moral e da lei.
deile'" doiis nossos ouvimos dedessa tres ora jaTribunaes fallecidos,jadeclaraqoes
argumentos contradictorios, que dao. a impreseer, mas protelar o pagamento ou canqar o seguradn.
Eis um exemplo: Numa vultuosa causa inovida
com uma leviandade. que e uma
„ a uma companhia , ingleza, „ os embargos contem
ei" homens que deviam ser
tres "provaras", que sao desmentidos pelos do-
a mesma impre.^sao que o Se-
"laiio deu a Cineas: a de uma asseni-
O advogado c coinpelente e ilhistre, mas muito occupado, como sabe a sua constituinte. Nao
A
delles retorquio illustre juiz: "E' preci-
soffrer as de.svantagens addivindas da sua nor-
%
cada caso em particular. O juiga-
Vejjj
'e niesmos juizes que tiverani tao incon-
3e
"'^nifestaqoes, muitas vezes em causas
P iiiiDaTciflp« an« .qssiRtpntp? as mparciaes ep flm-piTi darem aos assistentcs as
sua
"ado Ro b]
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fie reis.
ter prevenqoes".
deipoii
"leptr, da
^°tarani a favor das res, o ,que vein
^ cxistencia no seu intiino do senti-
!>la , .ntas ^ jnstiqa,
'"'I'ere •
^f)a
que e tao vivaz como aquellas -
raizes sao profundas e os germens
Nos'tribunaes, nein sempre triiim-
"laiorij^^^J'^^de; ha erros, ha injustiqas, mas na kifr. eito.
"OS casos veiice queni tern por si o di-
A >•
Seguros". tem publicado varias . "e .luizes singulares deste districto e de
Sat jj' ' 0 e de outros logares e dos tribunaes desSas
^eis . ^s capitaes e do Supremo Federal favora-
eompanliias de seguros.
julgados sao mais iiumcrosos do que os
lUe V
'"ereciclo a sua critica. por injustos, o
a ra
deixarani ir a juizo casos em que
'Dos (lerun iher^
tlemonstrar a verdade do que affirmaestanipado. tainbem. sentenqas coiicompanbias de seguros. que to-
''0 niio estava com alias.
Sfcuf'l seguradoras dcvein atribuir muitos dos
cuiiientos quc OS acompanbam.
prestou bastante attenqao a defesa e clla deve lua de coiiducta,
Algumas companbias catam os seus defensores entre as influencias da poHtica e da adniinistra-
qao. advogados uao militantes, acontecendo, nao raro, serem sacrificadas no seu direito pelo abandono em que ficam as causas.
Ha outras que para attenderem a pedidos escolbem e conservam mente iiiepios.
consultoves
reconbecida-
Alguns caiisidicos, que estream na defesa de
causas <le seguros. sem nunca terem coiiipulsado um Iratado ilesta materia, as vezes tern o bom senso de pedir conselhos aos mais experientes;
na maioria dos casos, porein, por vaidade -se-
guem a propria inspiraqao e acabam eni merecido naufragio. Companliias e.xistem que sao condemnadas pela defesa que tein.
Nao devein Hlas culpar sempre os juizes, quaudo nao applicam bem o direito ao caso discutido. Avocat. posez le fait; la Court connait Ic droit",
Se.o causidico nao expoe bem o facto, o juiz nao pode dicidil-o beni. Se nao invoca o direito
gari '"^"oces.sos judiciarios aos proprios advoSirjp'®' 'I"*? aconselhaiii mal. nao tomam em coii-
aplicave), se o desconhece, quiqa. arrisca-se a ter iima.sentenqa injuridica ou injusta,
c assiin. Na tig ■''"becemos muitos casos — , maioria ,
dade das suas causas.
0 mandato recebido ou nao sabem de-
fq|",^^®cq6es de seguros teinos encontrado graiules
A materia de seguros e compkxa e difficil. Havia, aqui. um advogado iiafaz'cl pela infeliPor que?
Talvez, porque. cada peqa da defesa fosse uma