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T0998 - Revista de Seguros - setembro de 1921_1921

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REDACQ&O

RUA 1- DE MARgU. 66 (Edlficlo <ta Bolsa) RIO

Oirector-gerente Caildido de Ollveira

Rsdacfor-chefe Dr. Abilio de Carvalho

SETEMBRO DE ^92^

Anno n

OE. JANEIRO

NUM. 3

TIMIDEZ PREJUDICIAL conhecido o receio tiue tem as cotrtpanhias

No numero anterpor desta Revista es^ampamos

seguros de verem discutidos os seus actos oia

trechos de uma carta vinda dos Estad.os Unidos da America na qual se dizem as exigencias fei-

iniprensa.

_ Acreditam que a piiblicaqao da recusa na sa'•sfa^as .de 'uma ■peolamacao abale o -seu credito ® afaste a sira clientela.

Alguns espertalhoes

tas all por tres grandes companhias de seguros, .em reLaqao ds indenuiisaqoes reclamadas pelos liquidataros de uma massa fallda, daqui.

labusado dessa tiuni-

"Elles (os idlrectores das Companhias) exigem

para extorquir dellas indemnisaijoes indevidas

que .apresentemos os documentos em ordem e que

exageradas.

Ihes demos tempo para veriFical-os anises de fazerem os pagamentos. Temos, pois, de ter paCiencia e sem -duvida algunta mezes se passarao

A verdade e a boa fe nao devem jAmais ceder Passo a mentira e a improbidade. .a tompanhia de seguros se baseia nas oSn-

'Soes do contr.aeto, .na lei ou em documentos, reousar ou discutir a indemnisaijao solicitapor que temer o escandalo que 'O segurado des-

®iesto possa provocar .nas secqdes dos jornaes? ® seu .dever e restabelecer a verdade dos fae em- certos casds ehatnar aos tribunaes o

^'ffaniador.

p'tna defesa dara e fundamentada calara no

^Plmo de todos os homens honestos.

"ao devem ellas se esquecer de que a prestena Ikjuidagao dos sinistros tem sido .urn in-

®niento jpara que elles se reproduzam dolosa-

"Psnte,

P coimrrrerdanie em mas condiqoes ou de-

^^'DSo ide um ganho rapido, vendo que o vizinho

^''ou ^iQiu 0 incendio, sera tentado a espeeular •P o seguro, arranjando, tambem, um foguinko "sua/.

antes que se trate de todas as reclama.joes." "Algumas companhtas mesmo, se estao recusando a tomar em consideracao os pagamentos sem que primeiro recebam copias negodaveis dos conhedmentos."

C.:,m a conducta severa dessas compaa-hias an-.ariaanas, contrasta a fraquesa e a excesshia condes-

cendencia das companhias que aqui operam, sub-

mettendo-se prestamente, covardemente, a exi gencias absurdas, illegaes e nao documsntadas. Ellas tem animado pels sua conducta a ex-

plorapao com o seguro e estimulado a "fraude para a qual o segurado tem de ordinarlo frande tenta^ao e opportunidade, na phrase do mais antigo dos niossos commerdalistas, o Visconde de Caypu'.

E' precise conter as impaciencias e as grosseirias .dos segurados, afim de que elles ujoderem OS seus apetitcs de faceis lucros.

algU'Hs aimos, em Pelropolis, houve um in-

dio, .que foi indemnisado immedrafamente.

"ihi em deante esses sinistros tor.naram-se fre-

®Ptes, ate que uma das seguradoras reousou ® lDdemnisa?5o, por se tratar de segupo r«pe-

•'do

A tendencia dos trtbunaes 6 para Favorecer o segurad'o.

A sua imperdoavel indulga-rcia tem sido taimbem cau&a da multiplicaqao dos sinisitros dolosos.

Tod a a vez que houver 'boa prova da fraude do ^sgura'do ou quando a reclamapao nao estiver pQs

"Esses magistraidos imbuidos de um terrivel e iduvidoso socialismo que nutre odio secreto e l.n-

restrictos termos do contracfo, a seguradora

stinctivo contra o capital" proferem as suas deci-

0 idever moral e juridico de resistir.

soes calmamente, sem receio da opiniao puWica,

Ent re nos « grande a fadtlrd'adc na liquidaqao dos seguros. Isto esta acostumando mal os segu-

^®dos, que nao tem nenhuma vergonha de reolaindemnisaqoes excluidas

pelas

apolices ou

proves suifficientes do damno soffrido.

que fica na ignorancia dos seus desacertos.

Se as companhias prejudicaJas por essas mo"'struosas seotenqas, que mais parecem leorECOs

de desapropriacao emanados de um poder tyran-

nlco, as disoutissem A grande Vuz da publtcidade,


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