Revista de Seguros
REDACi;iOi
RDA DE S. PEDRO. SA- l RIO
Oirector-gerente Gandido de Oliveira
isdQcfor-chefe Dr. Abilio de Carvalho A N No I
DE JANEIRO
IVI AlO DE •192'1
NUM. XI
AiEACA COiO mElO OE LIOUIOA^AO DE SEGUROS '^0 tt possive! que, fielmente narr.idas. o senii-
guradora, a mudanga do estado das cousas seguras,
nioralidade pubVica iiao se revolte contra
as reclamagoes nao motivadas. a repetigio do se
"tnominaveis especulaqoes que se praticam
guro em outra comparhia, a falta de esforgos do segurado para obstar o sinistro oit diminuir os seus effeitos, importam na nullidade do contracto ou na perda do direito a indemnisaqao.
sj.
companhias dc seguros. que parece id
. ^'^ostutparam a ser roubadas, attendendo a re-
^^goes fraudulentas. indevidas e exageradas.
'2s assim se conduzem reeeiosas, algumas ve-
(jjl'
proeessos de publicidade de que lan<;am indelicados e advogados impaci-
nieio de jornaes, que visam antes o sediicgao do e's-
gjj • <^0 que a justiga do caso concreto. te j 2cceitam levianamente informagoes da partpn„" e setn nenhum exame tocam as da diffamagao.
pjj-^^"'sgao das boas comp.^nhias deve ser niais muralhas de Jerico e nao ha
1st"
esses escarnicadores.
Em outras terras um commerciante que se presa corarLa ao solicitar de uma companhia de seguros
uma indenmisagao a que nao tivesse direito; entretanto, aqui se appella para a equidade. a geneiTOSidade e ate para os seus fundos, como se isto fosse a cousa mais natural desta vida.
Em nenhuma praga commercial, como nesta, existe tanta facilidade e largueza na liquidagao de
seguros e tanta ignorancia e cupidez nos segurados, sejam nacionaes ou extrangeiros. Quern conheoe as pracas europeas e americanas sabe como la se impoem deveres aos segurados, re-
*^2 porque, infeUzmeBte, neste paiz
lativamervte aos cuidados que devem ter com as
depj;.°''22o e ouiros delietos. que 'nao chegam ao C'^^2'0 de sangue. '* dj3^^.®''^2'iger alguem ao pagamento de uma in-
a prova das causas do damno e do seu valor. Por exigencia do seguro os hotels lamericanos tem um servigo especial de vigilancia contra incendio.
"So h
a .. 2 Punigao severa para a injuria, a ealumnia,
tes '22?ao com ameaqas de publicaqoes infaman-
cousas seguras e o rigor com que se ^xige delles
constituir o crime de extorsao, eapitu-
Se 0 segurado reolama a justiga. ella precede )a com isengao de animo, sem prevengoes contra
^^^2 do Cod. Pen. e equiparado pela
a seguradora nem 'Caridade para o pedinte. Nao lein
®«ros .^2e '^.'"°^2sso de liquidaeao de annuncia contractosque de urn seirpeq em progresso. Ja se
sas com.panhias, detentoras de fortes capitaes, que
'ado Pen-. °
Pretg
tip, ^ Ba
'ie roubo.
senador, associado a uma empreza, que
fazcr um bom negocio com o seguro de , 2'"beqi/c, nao tendo encontrado agasalho
pruridos bolchcvistaV contra as grandes e poderosao reservas da riqueza nacioiral, com as quaes contam os governos, que a ellas recorrem nos inomentos de crises supremas. como foi a ultima e
gera! conflagragao.
Sai n "'2' que jd duas vezes houve por baa e letribjj ""^^'^'encia da seguradora — ira servir-se da g 2 Para chingal-a.
Nesta terra tao grande e .tao generosa, como um doloroso contraste. parece haver hosiilidade contra todas as mstituigoes commerciaes e industriaes
Povo^^'"2 Psra essa advocacia escandalosa qus o
que prosperam e todo o mundo se refere com odio
® 0 thesouro Ihe paga '?
mai contido as suas riquezas. como se fosse um
0 nauFragio e outros accidentes (mesmo
crime e um insulto a pobreaa e a mediania. Tem-se por justo receber mais do que se perdeu
'2s ,g ° 'Spenas culpa), e as manobras fraud.uilen-
ou recebor o que se n.ao perdeu ou o que se per
OS Estados civilisados as leis punem o
hayg
'Con,._ 2ontein sanccoes contra os que violam os
g^2tos, Pcc,,, "'^teria de seguros, o augmento do risco. a 2?bo de circumstancias nao reveladas a se
deu propositadamente," porque as companhias sdo ricas e podcm pagar!
As companhias extrangeiras, principalmente. vin'das de logares onde la praxe do seguro e mwio