Revista de Seguros
REDACQAO:
RUA DE S.PEDRO. 54-1 RIO
0£ JANEIRO
Rsdactor-chefe Dr. Abilio de Garvaifio pirector-gerente Gandido de Olive'ira Sccretario Alvaro de Souza anno I
NUM. X
ABRIl- OE ^92^
CRISE MORAL CRISES VARIAS A Publica^ao dos relaiorios das comp.\nliias de
^^Euros referentes ao anno findo demonstra a
extraordinaria que pacaram ellas aos sens
^SEUrados,
Nao te.-;do havido nada de anormal, que justico-'j^Panhias ^ preiuizos, forqaabusivamente. e convir que as foram exploradas . SEgiiro nem sempre e no Brasil uma instiiU;cai% j
.
^
de previdencia.
Quando as segiiradoras prejudicadas por essas expropriafocs demandam o commissario de transporte, este. se e uma empreza de navegaqao. se abarreira na clausula do conhecimento. que estabe^ iece a irrssponsabiiidade do armador, pelos actos
de culpa dos seus prepostos; se e uma empreza d'e
transporte terrestre o processo facilita a chicana. e sempre lia a esperonqa de poder escapar a condemnaqao.
Quando nao e isso, o longo tempo que e pre
trapioheiro desviou os generos dos quaes era °'T^ositario- e nao pode restituil-.os aos seus legiti-
cise para a terminaqao de um pleito, principal-
^u'dade.
em muitos o sentimanto do direito.
Se
Senero, seguro per bom pfcqo, deteriorou-
As companhias de seguros se nao reagirem con tra essa situaqao terao um triste Futuro.
Esta paralysado, os lucros escassos
que o seguro ndo e para pagar tudo. como elles
^onos? I'm incendio casual o tirara da diffi-
sgj?" grande baixa no mercado? O incendio 0 °P"nia operaqao de venda. •
''ao
tijfjiQr"*' que ^
^ manutencao da casa e o seguro e ° s'oci existents? Quern impedira
1^ '"-endio liquide essa situaqao?
'^""'"'Erciaiite tern mercadorias velhas, sujas,
0 dgj
■'
seguro poderd pagal-as. Basta que
exportadas e previaniente molhadas.
cotist
Um
Por
(bat,
chamara o agente do seguro, que
E' precise
fazer comprehender
aos seguradbs
dizem, mas um contraeto de indemnisaqao de pre-
juizos, reaes e casualraente verificados ou oriundos de actos de lerceiros, equivalentes a caso fortuito; que as seguradoras nao devsm pagar nada fora das clausulas do contracto, pois este e es-
cripto para ser observado, como se da em todas as demais transaqoes; que o dinheiro das compa
^ avdrb e o lucro sera certo.
nhias nao £ae do ceo, como o mana biblico, mas
O commerciante honesto, rico, aprovei-
paciencia; que, finalmente, ellas nao sao' iasti-
°E:asiao para reunir a mercadoria molhada
tuiqoes de beneficencia, mas emprezas commer-
houver de invendavel na sua casa.
ciass e quanto maiorss f.orem as suas reservas,
com agua fara o mesmo effeito que as
tanto mais garantidos estarao os seus segurados.
'"EEndio ra visinhanqa Ihe causoii damnos
do ccrpo de bombeiros, O seguro in-
'®ara esse damno casual e o incendio no visi-
^ fo'' um acio providencial.
rHj.j^^®'"^adoria vae ser embarcada e segura contra
hoj^
mente na justiqa (federal, desanima e enfraquece
® roubos? O empregado de confianqa, o
° Eaixeiro, retirard ialgumas peqas de fa-
e ajuntado pouco a pouco. com grands esforqo «
E' precise- espalhar essas
noqoes praticas de
moral.
Disseram algures que os braslleiros possuem
pouca vontade e constancia e tcni complete horror ao esforqo prolongado, assim como, em todas as camadas sociaes, o nivel da moralidade e muito
'ar-g ® quando ohegar o volume ao seu destina-
baixo.
bo, ,
dos navios, nos armazens de descarga,
'As
{je estradas de ferro, operam verdadei-
uma situaqao que merece taes conceitos. Ao governo cunrpre dar o exempio, indemnisan-
^ ^ furto se lera dado durante a viagem.
" '•"adrilhas.
Os homens de boa vontade devem reagir contra
do promptamente os damnos e bs extravios aeon-