Revista de Seguros
REDACQ&O:
RUA DE S. PEDRO, 54-1RIO
DC JANCIRO
Redactor-chefe Dr. Abilio de Carvalho Oirecior-gerenfc Gandido de OUvetra Secrctorio Alvaro de Souza anno I
MARgO DE.-^92^
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NUM. IX
O liloyd Brasileiro A itiais importante das nossas emprszas de na-
^®Gai;ao foi sempre muito infeliz. Porque? lodos sentem a dura verdade, que nos estd a da penna...
A sua existencia, sob a protecqao do governo, P.^iicipava dos males que affligem todos os ser-
^'fos officiaes e officialisados; — a intervemjao politicos, com influencia nas espheras gov:r"amentaes.
Ale 0 encercamento da liquida?ao do "Lloyd Bra sileiro" muitas outras reclamaqoes surgirao, com certesa.
Dizem que um dos ministros actuaes declarou ao Presidents, que o Governo lucraria se se livrasse do Lloyd, dando-o, mesmo de graqa, a alguem.
Isso, Se e verdade, mostra o onus que tern sldo ■elle para o ihesouro nacional.
Ha muito, devia ter sido tomada. neste sentido,
j^l'j"'"°[Porada ao patrinronio nacional, depois da
uma prot-idencia radical, mas os nossos adminis-
®"cia moral das suas administracqoes, peigr" - ® e esforqos do penultimo e do actual director
tradores sao sempre tardos. O jornalista belga Louis Pierard, que esteve aqui durante a visita do Rei, fez em "l.e Soir" de
P'"esidenie.
Bruxcilas a nossa psychologia nestes termos:
OS scus sen'iqos, apezar da boa von-
^urante a guerra, foi ella no mundo uma ex-
"E uma cousa que desde logo nos irrita, a nos, filhos da Europa occidental, inglezes, belgas, fran-
'ncalciilavel o mal que o Lloyd tern feito ao
cezes, realistas e precisos: e a incapacidade con
com -a desorganisaqao dos sens ser-
genital de cerios brasileiros — sobretudo nos meios officiaes — em resolver uma questao rapidamente e de urn modo precise, iNada de espirito pratico;
Wo,
^
ganhou dinheiro.
>''5,
^rrumaqao das cargas, os extravios fre-
5 bo
f^ltas constantes, as avarias e furtos carregadores e as seguradoras,
nada de organisaqao; o genio da imprecisao tri umphs em toda a linha.
0 tempo, mais que o dinheiro, nao tern valor,
^^'palmen'te, prejuizos colossaes. "isad*^" 8''!tnde numero desses damnos sac indem-
Parece que os nossos amigos brasileiros tomaram oomo regra: "iNao faqas hoje o que puderes fazer
qji
lue mais se avultam com os desastres
amanha", ou mesmo: "'Nao fagas amanha o que
qu«]
OS seus navios, mais do que aos de
Pre'
que a Uniao'Federal participa dos
Con'^*^ '""•'■apendem companhia de navegaqao! 'as de despacho duas mil e tan'as
^
antrgas por extravios,
faltas e
tie organisada a "Companhia de Nave-
3
° 'i-loy-d Brasileiro" o velho Lloyd continuou
^^^Xplorar o serviqo de cabotagem, com as mes-
Qg '^^svantagens para o publico em geral e com
^^Wtumsiros accidentes.
tian
Hndante, os vapores Tapajoz, Iris e Flo-
flzeram agua, molhando a carga e o Ja-
jj '8Ve a oarga avariada per ma estiva.
"istoria judicial requerida por uma compa0 j
seguros arbilrou em vinte c tantos centos
"fno q„g ibe foi causado, com n agua aberta
a ,^®8uihdo daquelles navios e por isso, vae ser 'Jnis. "'ap accionada.
outro possa fazer enf'seu- logar, depois de amanha". Agora, esta die organisado como sociedade ano.nym.a. O Thesoiiro nao mais o sustentara, mas
nenhum resultado tirara, talvez dos milhares de contos que representam o seu acervo,
Que ao menos os particulares sejam bem servidos pela nova empreza! 0 Imposto de 5 (. e os Juros do uma empreza de seguros O Sr. Minisiro da Fazenda resolveu approvar o
acto pelo Qual, em soluqao a iinia consults da So
ciedade Economisadora Paulista. a Inspectoria Geral de Seguros declarou enlender que, a vista dos termos do art. 1° do decreto n. 12.437. de H
de Abril de 1917, e da letra c) do mesmo artigo, OS ji'-ros dos titulos da mesma empreza se acham suieitos ao imposto de 5 "I", embora a sociedade emissora de laes titulos seja obrigada a recolher
0 imposto antes de iniciado o pagamento. mas 0 deduza das importancias a pagar aos crcdores.