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1
SUMÁRIO
1
MENSAGENS
05
1.1
Mensagem do presidente
06
1.2
Mensagem das lideranças do mercado
2
08
A CNSEG
13
2.1
Federações associadas
16
2.2
Governança corporativa
18
2.2.1
Organograma funcional
21
2.2.2
Comissões Temáticas
23
Principais atividades da CNseg em 2021
24
2.3.1
Retomada no modelo híbrido
24
2.3.2
Programa Educação em Seguros
25
2.3.3
CNseg na mídia
27
2.3.4
10º Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros
29
2.3.5
Conseguro 2021
31
2.3.6
Agenda regulatória
32
2.3.7
Agenda Internacional
34
3
O SETOR DE SEGUROS
39
3.1
Principais números
43
3.2
Desempenho por segmento
47
3.2.1
Seguros Gerais
48
3.2.2
Coberturas de Pessoas e Previdência
50
3.2.3
Saúde Suplementar
52
3.2.4
Capitalização
53
2.3
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1
4
2
3
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5
6
SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS
55
A atuação da CNseg
58
4.1.1 4.1.2
Princípios para Sustentabilidade em Seguros – PSI
59
Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD)
60
4.1.3
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS
62
Comissão de Integração ASG
63
O RELATÓRIO
65
Seguradoras participantes
68
Perfil das participantes
69
Matriz de materialidade
70
Como as questões ASG podem impactar os negócios e a sinistralidade
72
Indicadores setoriais
73
5.3.1
Compromisso com o desenvolvimento sustentável
74
5.3.2
Produtos e serviços
76
5.3.3 5.3.4
Governança, ética e integridade
81
Combate à corrupção e prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo
85
5.3.5
Gestão de Investimentos
87
Relacionamento dom os Públicos
89
5.4.1
Engajamento das partes interessadas
89
5.4.2
Colaboradores
91
5.4.3
Clientes
00
5.4.4
Parceiros comerciais
03
5.4.5
Fornecedores e prestadores
03
5.4.6
Associações e entidades de classe
05
5.5 5.5.1
Gestão Ambiental
06
Mudanças climáticas
06
5.5.2
Resíduos
08
5.5.3
Energia renovável
10
SUMÁRIO DE CONTEÚDO GRI
13
4.1
4.2
5
5.1
5.1.1 5.2 5.2.1 5.3
5.4
6
3
MENSAGENS
1
1.1. MENSAGEM DO PRESIDENTE
MENSAGENS GRI 102-14
A
CNseg tem compromisso de promover o desenvolvimento sustentável do setor de seguros e conscientizar atores relevantes da sociedade sobre a importância de aspectos ambientais, sociais e de governança (ASG). O Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros é a principal entrega da Confederação para apresentar o panorama da integração de aspectos ASG nas empresas de seguro, com o objetivo de ampliar os horizontes de análise e apontar caminhos para o enfretamento dos desafios dos negócios, além de prestar informações qualificadas à sociedade sobre a atuação da CNseg. Em um ano ainda marcado pela pandemia, mas também pelo desejo de uma retomada da vida normal, o setor de seguros avançou cercado de incertezas. O mercado de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização encerrou 2021 com um crescimento de 10,5% em comparação com 2020. No que diz respeito ao pagamento de benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas, foram destinados R$ 393,2 bilhões para a reposição de perdas financeiras, para a retomada de negócios e para a estabilidade das famílias.
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O ano passado foi particularmente significativo para o avanço da agenda de sustentabilidade no setor, principalmente porque a consideração de questões ASG para as operações de seguros esteve no centro do debate com o órgão regulador. A publicação da Circular Susep Nº666/2022, que exigiu requisitos de sustentabilidade, e da Resolução nº 409/2021, que inovou o marco regulatório sobre microsseguros, concretizou importantes temas que têm potencial para alavancar a maturidade da agenda ASG no setor. Em 2021, o setor também observou uma evolução em direção à inovação: debates significativos sobre diversidade, equidade e inclusão nos negócios, a emissão da primeira apólice de Seguro Rural paramétrico, progressos na agenda do Open Insurance e a constante promoção da cultura do seguro através de ações voltadas à educação em seguros, seja por meio da Rádio CNseg, das publicações informativas, seja por meio de parcerias com outras instituições. Há ainda que se considerar os avanços num mundo cada vez mais digital: o crescimento da demanda dos seguros cibernéticos, a movimentação do setor para atender à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), os avanços na telemedicina, a fim de democratizar o atendimento médico, e a realização, pela primeira vez, da Conseguro em formato 100% virtual, reunindo palestrantes e participantes de todo o País em torno de temas essenciais para o setor e para a sociedade. Comemorando o Jubileu de Platina da CNseg, nós podemos dizer que temos orgulho do trabalho realizado nos últimos 70 anos, representando um setor indispensável para o desenvolvimento sustentável da nossa economia. Olhamos para o futuro com otimismo e temos certeza de que seguiremos cumprindo a nossa missão de disseminar a cultura do seguro de forma a apoiar a sociedade para enfrentar momentos desafiadores, valorizando a prevenção e a proteção. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg
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1.2. MENSAGEM DAS LIDERANÇAS DO MERCADO
A
partir da análise dos indicadores deste Relatório e de suas edições anteriores, podemos perceber o quanto o mercado segurador já evoluiu e em quais pontos ainda é necessário amadurecer. Para o setor de seguros, a consideração de aspectos ASG deve ser refletida principalmente nas suas atividades centrais: de subscrição, de gerenciamento de riscos e de gestão de ativos. Em 2012, foi constatado que apenas 19% das empresas participantes do Relatório de Sustentabilidade integravam critérios ASG em seus processos de subscrição de riscos e de gestão de ativos. Hoje, cerca de 10 anos depois, esse indicador alcançou cerca de 60% entre as participantes desse Relatório.
Além disso, cerca de 90% das empresas incluem questões ASG em seus programas de treinamentos internos. A conscientização de que aspectos ASG podem impactar nas principais variáveis econômico-financeiras das empresas acelerou nos últimos anos, mas é preciso seguir avançando. A CNseg reconhece que a atuação do regulador é fundamental para equalizar melhores estratégias na gestão desses aspectos, bem como os trabalhos conduzidos pela Comissão de Integração ASG (CIASG) são importantes para fomentar o compartilhamento de boas práticas e de conhecimento no tema, a fim de reduzir assimetrias entre as empresas e dar mais concretude às ações.”
SOLANGE BEATRIZ PALHEIRO MENDES diretora de Sustentabilidade, Relações de Consumo e Eventos
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“H
á uma década a Comissão de Integração ASG trabalha para integrar as questões ASG em toda a cadeia de valor do setor de seguros. Durante essa jornada, celebramos compromissos importantes, aprimoramos boas práticas, disseminamos conhecimento e elegemos a sustentabilidade para assento estratégico dentro das nossas companhias de seguros. A agenda colaborativa, construída ao longo dos anos com os nossos stakeholders, consolidou a mensagem de que já não existe possibilidade de desenvolvimento econômico que não seja ambientalmente responsável e socialmente justo. Os resultados apresentados neste Relatório evidenciam como o setor vem promovendo a materialização de conceitos ASG para todas suas operações. Apesar de o setor já possuir bons exemplos sobre sustentabilidade em seguros, reconhecemos que a atuação do regulador é relevante para redução de assimetrias e para promover a construção de políticas que fomentem melhor a gestão de questões ASG.”
N
FÁTIMA LIMA
ANTONIO TRINDADE
presidente da Comissão de Integração ASG da CNseg
presidente da FenSeg
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6
as operações de seguros gerais, as questões ambientais assumem especial relevância diante de seus impactos na sinistralidade, nos salvados resultantes dos sinistros e, como um todo, na responsabilidade legal das seguradoras perante seus segurados. Embora represente riscos para as operações, a pauta climática constitui também oportunidade de negócios, impulsionando a criação de produtos inovadores para atendimento às necessidades da sociedade como, por exemplo, o seguro de índice ou seguro paramétrico. Com tecnologia, monitoramento e ciência, foi possível o desenvolvimento de soluções de seguro eficazes, agregando objetividade e clareza às condições contratuais. Os horizontes que se descortinam são amplos, afinal, além das oportunidades no campo com o seguro agrícola, a proteção ambiental e o fomento a energias renováveis também ganharam destaque, com as seguradoras investindo cada vez mais em produtos ou linhas de negócios diretamente relacionados ao tema.
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A
crise sanitária que enfrentamos nos últimos dois anos tem servido como um teste para a capacidade do nosso setor de se mostrar coerente no cumprimento de seu propósito, que é garantir proteção financeira diante de adversidades. Com isso, no contexto da pandemia da Covid-19, o mercado tomou uma decisão ética e socialmente responsável de abdicar das cláusulas de restrição de cobertura, assegurando proteção a milhares de famílias. No período de abril/20 a julho/20, foram pagos quase R$ 7 bilhões em indenizações por mortes decorrentes de Covid. No cenário pós-pandêmico, de lenta recuperação econômica e social, o setor de Vida e de Previdência reafirma sua missão de promover o desenvolvimento sustentável, protegendo a renda das famílias e assumindo um papel de aliado do Governo e da sociedade civil nesse esforço de reconstrução nacional.
A
EDSON FRANCO
MANOEL PERES
presidente da FenaPrevi
presidente da FenaSaúde
inda estamos enfrentando os efeitos da pandemia da Covid-19, que gerou não só uma crise na saúde, como também na economia e nas condições sociais. Com 49 milhões de beneficiários, mais do que nunca, a saúde suplementar tem provado sua relevância, especialmente por contribuir para que o sistema público de assistência à saúde não tenha entrado em colapso nesse cenário trágico de mais de 675 mil vidas perdidas. Nesse sentido, é importante refletirmos sobre as lições que aprendemos com tudo isso. Em primeiro lugar, aprendemos que a saúde precisa estar disponível para todos, algo possível com a implementação da Telessaúde. Também percebemos como a prevenção é importante para o controle das doenças. Num mundo pós-pandemia, precisaremos pensar sobre a condução dos negócios, com regras claras, segurança jurídica e equilíbrio nas decisões, em busca da sustentabilidade do setor.
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A
FenaCap entende que as questões ASG são chaves para o desenvolvimento sustentável do país, e, em particular, para a indústria de seguros e capitalização. Temos o objetivo claro de estimular nosso segmento na aplicabilidade dos conceitos Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) em consonância com as melhores práticas do mercado brasileiro e mundial. A indústria de Capitalização detém produtos versáteis e acessíveis aos consumidores brasileiros e que dialogam de forma direta com as expectati-
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vas dos brasileiros. Essa característica explica a longevidade do setor e sua relevância, seja nos aspectos de educação financeira, no apoio ao empreendedorismo, na realização de sonhos por meio de sorteios, ou no apoio a questões socioambientais. Dessa forma, seguimos firmes com o nosso propósito de ampliar a geração de valor para sociedade, seja de forma direta e indireta; gerando empregos, ajudando as pessoas a conquistarem seus objetivos e ao estímulo às causas socioambientais ajudando construir uma sociedade diretamente conectada à agenda Ambiental, Social e de Governança.
DENIS DOS SANTOS MORAIS presidente da FenaCap
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A CNSEG
2 13
A A CNSEG
GRI 102-1, 102-2, 102-3, 102-4, 102-5, 102-6, 102-7
Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), associação civil sem fins lucrativos e com atuação em todo o território nacional, é a representante do setor segurador, congregando quatro Federações dos segmentos de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. Com sede no Rio de Janeiro e um escritório de representação em Brasília, a CNseg tem como finalidade atuar para ampliar a representação do setor segurador perante os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e disseminar o conhecimento do seguro para as diversas camadas da população, contribuindo para o melhor entendimento do seguro como instrumento do desenvolvimento sustentável do País.
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MISSÃO (GRI 102-16) Contribuir para o desenvolvimento do sistema de seguros privados, representar suas associadas e disseminar a cultura do seguro, concorrendo para o progresso do País.
VISÃO Ser reconhecida como representante eficiente de um setor segurador privado saudável, inovador e comprometido com a sociedade.
VALORES Ética e transparência Valorização dos colaboradores Equilíbrio nas relações com o consumidor Solidariedade e mutualismo Responsabilidade ambiental, social e de governança
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2.1. FEDERAÇÕES ASSOCIADAS GRI 102-45
A Federação Nacional de Seguros Gerais representa 70 seguradoras e está voltada para o desenvolvimento de atividades específicas dos ramos de seguros do segmento Seguros de Danos e Responsabilidades. A entidade promove a permanente defesa dos interesses do segmento com o mercado, aos poderes públicos, às instituições da sociedade civil e demais entidades, a fim de apoiar e desenvolver ações para a implantação de políticas públicas e privadas de interesse do setor.
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A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida representa 63 empresas e entidades atuantes nos segmentos de Previdência Privada e de seguros de Pessoas e tem por finalidade buscar o fortalecimento dos segmentos econômicos onde atuam suas associadas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do País. Seus associados são representados institucionalmente perante os órgãos reguladores, o mercado e a comunidade.
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A Federação Nacional de Saúde Suplementar representa 14 grupos de operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde e planos exclusivamente odontológicos. Sua visão é atuar decisivamente para contribuir para a sustentabilidade e o crescimento do setor de saúde suplementar brasileiro, além de ampliar sua capacidade de influenciar positivamente os atores políticos e regulatórios e fomentar o reconhecimento dos usuários e médicos em relação à qualidade do serviço prestado pelas empresas que representa.
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A Federação Nacional de Capitalização representa institucionalmente as 16 principais empresas do segmento no país, com objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social de forma transparente, ética e sustentável. Atua diretamente na criação e aprimoramento de leis, normas e regulamentos do setor com foco na inovação e eficiência, além de realizar pesquisas, desenvolver projetos e promover a divulgação de ações do setor de capitalização e melhores práticas.
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2.2. GOVERNANÇA CORPORATIVA GRI 102-16, 102-17, 102-18, 102-22, 102-23
A CNseg é constituída por órgãos deliberativos e consultivos. São órgãos deliberativos a Assembleia Geral, o Conselho Diretor, o Conselho de Gestão, o Diretor Presidente e o Conselho Fiscal, enquanto o Conselho Consultivo e o Conselho de Ética são órgãos consultivos da entidade.
ÓRGÃOS DELIBERATIVOS: •
Assembleia Geral: Órgão máximo da estrutura hierárquica da CNseg, é composta pelos presidentes das Federações associadas.
•
Conselho Diretor: Responde pela direção geral e a administração da CNseg, respeitadas as diretrizes fixadas pela Assembleia Geral. CONHEÇA MAIS
•
Conselho de Gestão: É órgão dirigente da CNseg, composto por até 7 (sete) membros do Conselho Diretor dentre aqueles eleitos pela Assembleia Geral, na qualidade de administradores estatutários das empresas associadas às Federações, as quais tenham obtido maior faturamento no exercício anterior à eleição. CONHEÇA MAIS
•
Diretor Presidente: Em janeiro de 2022, a Assembleia Geral aprovou a indicação do Conselho de Gestão, após processo seletivo, para escolha de Dyogo Oliveira como o próximo Diretor Presidente Executivo da CNseg a partir de 30 de abril de 2022. CONHEÇA MAIS
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Conselho Fiscal: É órgão de fiscalização da gestão financeira e contábil, sendo composto por 03 (três) membros efetivos e até 03 (três) membros suplentes, eleitos pela Assembleia Geral, com mandato de 3 (três) anos. Poderão ser eleitos para o Conselho Fiscal da CNseg os representantes das empresas associadas às Federações. CONHEÇA MAIS
ÓRGÃOS CONSULTIVOS: •
Conselho Consultivo: É o órgão estratégico, de natureza consultiva, composto pelos 4 (quatro) antigos presidentes das Federações associadas em mandato anterior ao mandato em curso e outros 07 (sete) membros de notório saber e reconhecimento nas áreas de atuação das empresas associadas às Federações, indicados pelo Conselho Diretor, com mandato de 3 (três) anos. CONHEÇA MAIS
•
Conselho de Ética: É constituído por 11 membros representantes de empresas de diversos segmentos do mercado, que tenham aderido ao Código de Ética, e personalidades destacadas por sua contribuição ao desenvolvimento da atividade seguradora no Brasil. Cabe ao Conselho Diretor da CNseg, mediante consulta às entidades confederadas, escolher, aprovar e apresentar os nomes dos representantes que integrarão o Conselho de Ética de Mercado. CONHEÇA MAIS
No âmbito interno, a CNseg conta com o suporte de três Comitês que auxiliam as atividades da entidade, permitindo maior integração entre os executivos, são eles:
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•
Comitê Gestor: tem por finalidade conferir eficiência e agilidade às decisões de governança corporativa da Confederação. É composto pelo diretor-presidente e demais diretores executivos da CNseg.
•
Comitê Operacional: constituído pelo diretor-presidente, pelos diretores e superintendentes da CNseg, tem como objetivo promover a coordenação entre as áreas para que, juntas, produzam o melhor resultado. Os diretores-executivos das Federações associadas são convidados a participar, conforme interesse nos assuntos.
•
Comitê de Gestão de Serviços: integrado pelo diretor-presidente da CNseg, por gestor ou gestores da Diretoria de Serviços às Associadas por ele designados e por representantes de associadas, o Comitê, criado em 2019, tem como objetivo acompanhar os assuntos referentes aos produtos e serviços disponibilizados pela Diretoria de Serviços às Associadas da CNseg às empresas associadas e propor ações para maximizar os resultados.
Além dos comitês estratégicos, a CNseg conta também com:
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•
Comitê de Estudos do Mercado (CEM): integrado por representantes da Confederação, das quatro Federações associadas, da Funenseg e da PUC-Rio, o CEM tem como objetivo debater o cenário econômico e o político brasileiro e seus eventuais impactos no ambiente de negócios do setor de seguros e propor a realização de estudos e análises que auxiliem no alcance dos objetivos estratégicos da Confederação.
•
Comitê de Educação em Seguros: responsável pelo desenvolvimento de políticas e iniciativas educacionais para os setores de Seguros, Previdência Complementar Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização.
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2.2.1. ORGANOGRAMA FUNCIONAL
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Super. de Relações de Consumo e Sustentabilidade
GRI 102-16
Luciana Dall’Agnol
Até abril de 2022:
Dir. de Relações de Consumo e Comunicação
Superintendência de Eventos
Solange Beatriz
Leila Pontes Super. Executiva de Comunicação e Impressos
Presidência Marcio Criolano
Vera Soares
Comitê Gestor (*) Secretaria Geral e Governança Corporativa Comitê Operaional (**)
Superintendência de Relações Governamentais
Miriam Miranda
Genildo Lins Superintendência de Acompanhamento Técnico
Elaine Jorge
Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Negócios Comitê de Gestão de Serviços (***)
Diretoria de Relações Institucionais
André Vasco
Diretoria de Tecnologia de Estudos Alexandre Leal
Karini Madeira Superintendência de Estudos e Projetos Thiago Ayres
Diretoria de Administração, Finanças e controle Paulo Annes Escritório de Projetos
Superintendência de Administração e Finanças Luis Felipe Santos Superintendência Controladoria e Compliance Carlos Borges
(*) Presidente e Diretores (**) Presidente, Diretores e Superintendentes (***) Presidente, Gestores da Diser e Representantes de Associadas
Consultoria Juridica
Superintendência Jurídica
Luiz Tavares
Glauco Carvalhal
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A partir de abril de 2022:
Diretoria de Relações Institucionais
Superintendência de Relações Governametais
Genildo Lins
Vago Super. de Relações de Consumo e Sustentabilidade
Conselho Diretor
Diretoria de Sustentabilidade, Relações e Eventos Solange Beatriz
Presidência Dyogo Oliveira
Comitê Gestor (*)
Comitê Operaional (**)
Superintendência de Eventos Leila Pontes
Controles internos e Compliance
Diretoria Jurídica
Superintendência Jurídica
Glauco Carvalhal
Vago Superintendência de Administração e Finanças
Secretaria Geral e Governança Corporativa
Luis Felipe Santos
Elaine Jorge
Comitê de Gestão de Serviços (***)
Luciana Dall’Agnol
Super. Executiva de Comunicação e Imprensa Carla Simões
Diretoria de Administração e Finanças
Superintendência de Recursos Humanos
Paulo Annes
Adriane Viana
Escritório de Projetos
Superintendência Controladoria Carlos Borges
(*) Presidente e Diretores (**) Presidente, Diretores e Superintendentes (***) Presidente, Gestores da Diser e Representantes de Associadas
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Diretoria Técnica e de Estudos
Superintendência de Acompanhamento Técnico
Alexandre Leal
Karini Madeira
Diretoria de Serviços as Associadas
Superintendência de Estudos e Projetos
André Vasco
Thiago Ayres
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2.2.2. COMISSÕES TEMÁTICAS GRI 102-32 De caráter consultivo, as Comissões Temáticas têm como atribuição o tratamento de assuntos relacionados com as atividades de interesse geral do mercado segurador, nos segmentos de Seguros, Resseguro, Previdência Complementar Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização, propondo e encaminhando matérias e trabalhos técnicos. As Comissões Temáticas da CNseg têm como atribuição a apreciação de assuntos relacionados às atividades de interesse geral do mercado segurador e de assuntos pertinentes a mais de uma Federação associada. São formadas por profissionais indicados pelas Federações e pela CNseg e se dispõem a atuar como instância consultiva, dando apoio às ações da CNseg, sob a forma de estudos, projetos, pareceres e opiniões técnicas. Cada Comissão está vinculada a uma Superintendência da CNseg, e todas as recomendações são supervisionadas pela Diretoria competente e estão condicionadas à aprovação do Conselho Diretor. As 18 Comissões Temáticas da CNseg são compostas por 514 profissionais do mercado, e sua competência, composição, funcionamento e atribuições estão sistematizadas em Regimento Interno.
Comissão
Atuarial
Comissão de
Assuntos Fiscais Comissão de
Digitalização Comissão de
Comissão da Lei Geral de Proteção de Dados Comissão de
Assuntos Jurídicos Comissão de
Gestão de Risco Comissão de
Comissão de
Administração e Finanças Comissão de
Comunicação e Marketing Comissão de
Governança e Compliance Comissão de
Integração ASG
Inteligência de Mercado
Investimentos
Comissão de
Comissão de Processos e Tecnologia da Informação
Recursos Humanos
Comissão de
Comissão de Resseguro
Seguros Inclusivos
Ouvidoria
Relações de Consumo
Comissão de
Comissão de
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2.3. PRINCIPAIS ATIVIDADES DA CNSEG EM 2021
80 8.144 40 167 Mais de 3
publicações online, entre Conjuntura CNseg, Revista Seguros e Informativo Semanal proposições legislativas acompanhadas horas de programação e mais de 6.000 inscritos na Conseguro 2021 inscritos no Prêmio de Inovação em Seguros milhões de pessoas alcançadas pelo Programa Educação em Seguros
2.3.1. RETOMADA PARA O MODELO HÍBRIDO Após pouco mais de um ano com as operações da CNseg em modelo remoto, no segundo semestre de 2021 deu-se início à retomada das atividades na sede da organização a partir da implantação de um modelo híbrido de trabalho com um sistema de rodízio. Equipes de diferentes setores passaram a realizar o trabalho presencialmente duas vezes por semana, mantendo o teletrabalho nos demais dias.
Para garantir a segurança no retorno presencial, foram definidos modelos a serem adotados pelas equipes, sendo eles: regras de ouro de convivência; orientação de acesso ao prédio e à portaria; distribuição dos kits funcional e de prevenção; uso da estação de trabalho, salas de reuniões, banheiros e copas, além de protocolo em casos de sintomas. 24
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2.3.2. PROGRAMA EDUCAÇÃO EM SEGUROS O Programa Educação em Seguros é uma iniciativa da CNseg e das quatro Federações que tem como objetivo levar conhecimento estruturado e informações qualificadas e compreensíveis para toda a sociedade. São 21 iniciativas que englobam consumidores, Executivo, Legislativo, Judiciário, imprensa e entidades de defesa do consumidor, além de outros atores sociais e pares econômicos. Essas iniciativas incluem a edição de livretos, guias e cartilhas, além do Glossário do Seguro, parcerias com instituições de ensino e entidades de defesa do consumidor, a Rádio CNseg, o Canal CNseg no YouTube, ações nas mídias sociais e realização de workshops. Em 2021, as mídias sociais foram aliadas estratégicas do Programa, atuando como canais que esclarecer dúvidas e ampliar o conhecimento sobre os produtos e serviços do setor segurador. A CNseg estreou sua página no Instagram, com destaque para a live com o então presidente Marcio Coriolano e a jornalista Mara Luquet, além das ações voltadas para a divulgação da Conseguro 2021. As páginas da CNseg no Facebook e no LinkedIn também foram aliadas na divulgação das ações da Confederação e das iniciativas voltadas à educação em seguros, atingindo mais de 3 milhões de pessoas. No canal do YouTube, destacaram-se as ações da série “Segura Aí!”, do “Seguro Auto Sim”, o programa “Que Seguro é Esse” e a Conseguro 2021. CONHEÇA MAIS
Rádio CNseg Em 2021, a Rádio CNseg atingiu a marca de mais de 2 mil dias ininterruptos no ar, com mais de 50 mil horas de programação disponível online. A divulgação para emissoras afiliadas em todo o País garantiu presença em mais de 900 cidades. CONHEÇA MAIS
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Semana do Consumidor A CNseg realizou, em 26, 27 e 28 de abril, uma série de webinars voltados à proteção do consumidor, como parte da Semana do Consumidor, que reuniu especialistas da área para debater soluções para estimular a consciência sobre as relações de consumo no ambiente de seguros. Os temas foram “A experiência do consumidor”, “A importância do diálogo institucional do setor de seguros e o SNDC: experiências, avanços e desafios” e “O consumidor do futuro”. O evento gravado está disponível no Canal CNseg no YouTube. CONHEÇA MAIS
Semana ENEF A 8ª Semana Nacional de Educação Financeira ocorreu de 8 a 14 de novembro de 2021, com o tema Planejamento, Poupança e Crédito Consciente: O PLA-POU-CRÉ e a sua saúde financeira. Dentro da programação da 8ª Semana ENEF, a CNseg participou do painel “Iniciativas do mercado para a educação e inclusão securitária no Brasil”, promovido pela Susep. CONHEÇA MAIS
Parceria com o IBMEC Foi lançada a disciplina eletiva Seguros Privados no curso de Direito do IBMEC, que também ficou disponível aos alunos de outros cursos, nos dois semestres letivos de 2021. Houve uma ampliação por parte da CNseg de duas (no primeiro semestre) para quatro bolsas de estudos de pesquisa de iniciação científica no curso de Direito (no segundo semestre), pelo prazo de seis meses. CONHEÇA MAIS
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Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros A primeira edição do Prêmio teve apoio da CNseg e parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com o Instituto de Ensino e Pesquisa Insper. A premiação tem o objetivo de fomentar a produção acadêmica e a pesquisa, contribuindo para o aprimoramento da regulação, da supervisão e para o desenvolvimento do setor. O público-alvo é composto de estudantes universitários, pesquisadores e professores de todo o País. CONHEÇA MAIS
2.3.3. CNSEG NA MÍDIA A presença da CNseg na mídia permite que a entidade se posicione em temas relevantes para o setor nos principais veículos de comunicação do País. Isso ocorre por meio de releases, notas, entrevistas ou artigos. Estes últimos, assinados pela Presidência e pela Diretoria, tiveram um salto de 28% entre 2020 e 2021, passando de 9 para 15 artigos assinados, publicados em veículos de imprensa. Acompanhamento da COP 26 Durante a 26ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em novembro, a CNseg acompanhou os temas relacionados ao setor de seguros que foram apresentados ou discutidos, participando dos eventos paralelos realizados pela UNEP FI e pela Federação Global de Seguros – GFIA. Com objetivo de destacar os principais desdobramentos da COP26 e dos seus eventos paralelos para o setor de seguros, foram publicados no portal da CNseg um vídeo resumindo as principais iniciativas, uma entrevista com a diretora da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, um texto para o Conjuntura CNseg nº 59 e criada uma seção dedicada no portal da CNseg contendo a cobertura completa da série de eventos realizados pela UNEP FI, sob a iniciativa dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). CONHEÇA MAIS
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Conteúdos Especiais > ASG Uma página dedicada às questões ASG está disponível no portal da CNseg, tornando-se o principal repositório de notícias, estudos, debates, eventos e ações de sustentabilidade em seguros. A página reúne ainda informações da atuação da CNseg em relação ao tema e referências importantes.
CONHEÇA MAIS
Ano 5 • No 76 • Julho 2022
Publicação da Confederação Nacional das Seguradoras
Conjuntura CNseg
PUBLICAÇÃO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS SEGURADORAS
CNseg em ação
ANO 95 • Nº 921
revista de seguros • ECONOMISTA ZEINA LATIF AVALIA DESAFIOS PARA PAÍS AVANÇAR
• METAVERSO: NOVA TECNOLOGIA TEM POTENCIAL PARA ALAVANCAR O SEGURO
Junho de 2022 | Número 195
• VIABILIZAÇÃO DE CARROS ELÉTRICOS DEPENDE DE POLÍTICAS PÚBLICAS
BASE DE DADOS SUSEP - MAIO 2022 ANS - DEZEMBRO 2021
Publicação da Diretoria de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg (Direc) Contato: comunica@cnseg.org.br
CNseg participa de evento da UNEP-FI para um balanço dos dez anos dos PSI ............................................................................... Página 16
Dyogo Oliveira participa do Open Summit Brasil – Banking Insurance Innovation, em painel sobre educação em seguros ............................................................................... Página 14
Prêmio de Inovação em Seguros: inscrições abertas ............................................................................... Página 15
CNseg realiza seminário “Clima: Monitoramento de Dados e Gestão de Riscos” ............................................................................... Página 17
Conjuntura CNseg nº 74: seguros cresceram 20% em abril, com destaques para os ramos de Riscos de Engenharia, Grandes Riscos e seguro Rural ............................................................................... Página 18
Anunciada parceria CNseg e Inmet para divulgação de eventos meteorológicos severos
Editorial Economia Brasileira Desempenho de Mercado Resumo Estatístico
Editorial e Análise de Mercado
Glossário
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DESGLOBALIZAÇÃO
ENTRA NO RADAR DAS CADEIAS DE PRODUÇÃO VOLTAR
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Publicações A CNseg edita suas próprias publicações, que são essenciais para a promoção de reflexões e análises de mercado, além de adiantar tendências para o setor. Só a publicação “Conjuntura CNseg” teve 28 edições ao longo do ano, com dados atualizados do setor analisados pelo então presidente Marcio Coriolano. A “Revista de Seguros”, o mais antigo periódico brasileiro de economia, publicou três edições com pautas macroeconômicas, que ajudaram a contextualizar o impacto da economia no setor. O boletim mensal “CNseg em Ação” concentra o resumo dos assuntos tratados nas reuniões das Comissões Técnicas e Temáticas e as principais ações da Confederação. Por fim, o “Informativo Semanal CNseg” teve 52 edições com temas variados sobre o setor. 28
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Ranking do Setor de Seguros Consolidando-se como referência na produção e análise de dados do setor de seguros e dos principais indicadores econômicos, a CNseg deu início à elaboração mensal do Ranking do Setor de Seguros, disponível na seção Análises e Estatísticas, no Portal da CNseg. O relatório é dinâmico, indexado aos principais grupos de produtos e cria o ranking por grupos econômicos e empresas através da arrecadação/prêmio direto acumulada em 12 meses móveis. Nele, encontram-se também informações como arrecadação do ano anterior, variações de posição do ranking e percentuais de participação de mercado. Além da tabela com valores, a planilha contém um gráfico evolutivo dos últimos anos da arrecadação, em 12 meses móveis, por grupos de produtos, das empresas que ocupam as cinco primeiras posições no ranking. Essa iniciativa vem para acrescentar mais dados valiosos às análises da Conjuntura CNseg. CONHEÇA MAIS
2.3.4. 10º PRÊMIO ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA BRAGA DE INOVAÇÃO EM SEGUROS O Prêmio de Inovação em Seguros foi criado para reconhecer as melhores iniciativas de securitários, corretores de seguros e prestadores de serviços, que contribuem para a inovação do setor. Desde o lançamento do concurso, que apoia novas ideias nas categorias Comunicação, Produtos e Serviços e Processos e Tecnologias, foram inscritos 855 projetos que contribuíram para estimular o trabalho em equipe, promover a melhoria do atendimento ao cliente, gerar maior eficiência aos negócios de seguradoras, corretoras, prestadores de serviços e toda a cadeia produtiva. A 10ª edição do prêmio ocorreu de forma online em 15 de dezembro. A edição teve um número recorde de participantes, com 167 projetos inscritos, dos quais 89 estavam elegíveis para competir nas categorias Comunicação, Produtos e Serviços e Processos e Tecnologia. A premiação foi inédita na história do setor: os vencedores de cada uma das três categorias do Prêmio receberam troféus em versão NFT (Non-fungible token, em português “Token não-fungível”), que é um tipo de ativo digital integrado à tecnologia blockchain, que se caracteriza por ser único e insubstituível. 29
Conheça os vencedores da 10ª edição do Prêmio de Inovação em Seguros
Comunicação
Produtos e Serviços
1º Lugar Case: Conexão Criativa Programa de Ideias Corporativo Autor: Péricles Borba Empresa: SulAmérica Seguros
Processos e Tecnologia
Case: P.A.E.S - Programa Aluno e Escola Seguros Autor: Luciano Basilio Empresa: Styllo Corretora de Seguros
Case: Fast Track SulAmérica: Encaminhamento de Pronto-Socorro na COVID-19 Autora: Liana Sampaio Inhauser Empresa: SulAmérica Seguros
Case: Prev4U - Plataforma de Cashback para Aporte em Planos de Previdência Autor: José Augusto Nalesso Camargo Empresa: 4U Publicidade
Case: Mediação On-Line e Desjudicialização em Conflitos de Seguro Autor: Gustavo Esteves Natal, Empresa: Generali Brasil Seguros
Case: Alfa Sem Franquia Autor: Fabio Luciano da Silva Conceição Empresa: Alfa Seguradora
Case: Psicólogo na Tela Autora: Ananda Garofalo Fontes Empresa: SulAmérica Seguros
2º Lugar Case: Bradesco Seguros – O Grupo Segurador Pioneiro no TikTok Autor: Marco Antonio Silva Siqueira Empresa: Bradesco Seguros
3º Lugar Case: De AMMS à Sou Segura: um case de Rebranding pela Equidade de Gênero no Setor Segurador Autora: Izabel Barbosa dos Santos Empresa: Bethe B 30
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2.3.5. CONSEGURO 2021
A 10ª edição da Conseguro, maior evento do mercado segurador, foi realizada entre 27 de setembro e 1º de outubro, totalmente online, a fim de garantir a segurança sanitária dos participantes. Foi desenvolvida uma plataforma tecnológica especialmente para o evento, que contou com 113 painelistas e 6 mil inscritos. Ao todo, o evento contabilizou 40 horas de programação, cuja gravação está integralmente disponível no Canal CNseg, no YouTube. A edição apresentou novidades como a Jornada de Conhecimento, contendo três linhas para escolha: ASG, Futuro do Trabalho e Transformação Digital, um painel sobre comunicação e a criação de uma playlist exclusiva em uma plataforma de streaming com gêneros musicais variados. Todos os painéis tiveram intérpretes de Libras, a língua brasileira de sinais. Foram debatidos temas de interesse do setor e da sociedade, sendo eles: ASG, regulação, sustentabilidade, percepções e tendências do novo consumidor, desafios do Open Insurance, comunicação em uma sociedade em transformação, gestão de risco, infraestrutura de transporte, seguro auto x proteção veicular, LGPD e segurança jurídica. CONHEÇA MAIS
Os riscos e oportunidades relacionados às questões ASG foram tema de 5 painéis: “Parceria Público-Privada – Seguro Paramétrico – Microsseguro”, “ASG: A agenda do futuro já começou”, “Integrações das questões ASG nas operações do setor de seguros”, “Contribuição do Setor de Seguros para o Clima” e “Diversidade & Inclusão: Por que é importante falar sobre isso?”. Lideranças do mercado de seguros, especialistas internacionais e autoridades nacionais estiveram entre os painelistas para debater sobre os mais variados temas relacionados à agenda ASG.
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2.3.6. AGENDA REGULATÓRIA O relacionamento com órgãos responsáveis pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro – é essencial para o debate de questões regulatórias. Dos temas que figuraram nessa agenda em 2021 destacaram-se: os requisitos de sustentabilidade em seguros, a edição do normativo de microsseguros e o Open Insurance. Open Insurance A primeira etapa do Open Insurance teve início em dezembro. Para atender à demanda regulatória em poucos meses, foi criada uma força-tarefa unindo representantes das seguradoras e da CNseg. Tendo como ambiente as transações eletrônicas, os objetivos declarados desse sistema, estabelecidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e pela Susep, são promover ainda mais competição, eficiência e segurança nas operações com clientes. Entre as soluções que serão desenvolvidas pelo Open Insurance – mediante o acesso padronizado a dados de segurados que queiram compartilhar as informações de seus contratos entre seguradoras – figuram instrumentos para comparar coberturas, serviços e preços; aplicativos para planejamento securitário e transações diretas online. Foram criados vários Grupos de Trabalho (GTs) de especialistas das seguradoras e da CNseg em cada atividade concreta do Open Insurance, além de um Colégio de Líderes dessa estrutura para consolidar as providências, medir os seus impactos e necessidades de reformulação e propor melhorias. Foi instituído também o funcionamento de uma Secretaria da Governança que, suportada pelos GTs, Colégio de Líderes e consultoria, responde pelo dia a dia da atividade de implementação.
Requisitos de Sustentabilidade A criação de uma política específica e a exigência de requisitos relacionados à responsabilidade socioambiental e climática fizeram parte do plano de regulação da Susep para 2021. Em dezembro, o regulador colocou em consulta pública a minuta de Circular sobre 32
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“requisitos de sustentabilidade a serem observados pelas empresas do setor”. A consideração de aspectos ASG e climáticos para o setor de seguros foi objeto da Circular Susep nº666/2022, publicada em 30 de junho de 2022. A Circular, que entra em vigor a partir de 1º de agosto de 2022 irá requerer das empresas supervisionadas pela Susep a inclusão dos riscos de sustentabilidade nas suas estruturas de gestão de risco tradicionais, a criação de uma Política de Sustentabilidade e a elaboração de um relatório anual, que apresente riscos e oportunidades relacionadas a aspectos ASG e climáticos. O documento prevê que as empresas realizem uma análise de materialidade para identificar os riscos mais relevantes de acordo com suas linhas de atuação e estabeleçam processos e controles específicos para definição de limites em relação a concentração de riscos ou restrições para a realização de negócios. O prazo para o cumprimento das exigências varia de acordo com o porte da supervisionada, que estão enquadradas nos segmentos S1, S2, S3 e S4. Além disso, os requisitos seguem uma lógica baseada em etapas, que vão das mais básicas, como a criação de uma Política ASG específica, até as mais complexas, que envolvem a gestão de riscos e elaboração de relatório padronizado. A primeira etapa consiste na criação de uma política de sustentabilidade interna baseada em princípios e valores para que as empresas definam formalmente quais aspectos de sustentabilidade serão considerados na condução de seus negócios. Com a publicação da Circular os órgãos de administração das companhias deverão se assegurar que a Política de Sustentabilidade é considerada para definição de objetivos estratégicos e dos seus planos de negócios. A segunda etapa envolve a realização de uma análise de materialidade, a consideração de aspectos ASG para gestão de riscos, de ativos e ainda a definição de critérios para subscrição, precificação de riscos e para seleção de fornecedores e prestadores de serviços. Os riscos de sustentabilidade devem estar integrados à gestão dos demais riscos que já são regulados: os de subscrição, de crédito, de mercado, operacional e de liquidez. Outro aspecto importante diz respeito a gestão de ativos. A Circular menciona que as empresas precisarão definir critérios de sustentabilidade para seleção de investimentos e que estes deverão constar nas Políticas de Investimento, indicando em qual parcela da carteira eles serão aplicados. A última etapa exige das empresas o reporte detalhado sobre a condução do tema a partir da publicação de um relatório de sustentabilidade anual, disponível para acesso do público externo no site oficial da companhia. O relatório deverá descrever, além de todos os aspectos relativos à gestão de riscos de sustentabilidade, como é realizado o monitoramento pelo órgão de administração da empresa, a maneira como os resultados desse mo33
nitoramento é considerada na revisão dos objetivos estratégicos, e quais são as unidades de governança envolvidas na gestão desses riscos. O regulador ainda divulgará tabelas padrão, que deverão constar como anexos ao relatório de sustentabilidade das empresas. A padronização desse reporte é especialmente relevante para garantir a comparabilidade entre empresas e, eventualmente, até com empresas de outros setores. Com a publicação da Circular, o tema sustentabilidade ganha assento permanente na estratégia das companhias de seguros. A expectativa é que a partir de 2022 as ações dessa agenda ganhem ainda mais força e concretude, reforçando o papel de relevância e protagonismo que o setor de seguros tem para o desenvolvimento sustentável do país.
Seguros Inclusivos Com a revisão do marco regulatório, foi publicada a Resolução CNSP nº 409/2021, a nova regulação sobre microsseguros, que é inovadora em comparação à anterior por transformar a estrutura regulatória de um modelo prescritivo para um fundado em princípios e valores. A CNseg, que acompanha as discussões sobre um novo normativo desde 2019, participou ativamente de reuniões com o regulador e com especialistas no tema para avaliar potenciais impactos e expectativas. Os trabalhos de acompanhamento até a publicação da Resolução foram liderados pela Comissão de Seguros Inclusivos da CNseg (CSinc). A nova Resolução foi apresentada ao setor em um webinar da Microinsurance Network (MiN), que contou com a participação da CNseg e da Susep. CONHEÇA MAIS
2.3.7. AGENDA INTERNACIONAL A CNseg participa e interage com diversas organizações internacionais multilaterais, entre elas: associações de mercado, organismos de supervisão e entidades temáticas do setor. 34
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Associação Internacional dos Supervisores de Seguros (IAIS) A CNseg foi convidada pela Iniciativa de Acesso ao Seguro (A2ii na sigla em inglês), braço de implantação da Associação Internacional dos Supervisores de Seguros (IAIS), para a realização de um estudo de impacto regulatório para avaliar a efetividade do antigo normativo de microsseguros em promover inclusão securitária para população de baixa renda. A A2ii realizará série de entrevistas com as seguradoras interessadas e um workshop para apresentação dos resultados do trabalho, previsto para o primeiro trimestre de 2022.
Federação Global de Associações de Seguros (GFIA) No encontro do B20 – fórum oficial de diálogo da comunidade empresarial global do G20 – em novembro na Itália, foi definido que o empoderamento feminino seria um dos temas centrais de atuação do grupo. A Federação Global de Seguros (GFIA), que é o braço empresarial do mercado de seguros no fórum, conduziu pesquisa global para obter diagnóstico da participação feminina no setor, que contou com a participação de 22 países, incluindo o Brasil. A pesquisa da GFIA revela se as empresas e os países monitoram dados sobre a participação feminina no setor de seguros, se adotam ações específicas para promover essa agenda e ainda se integram o tema em suas esferas estratégicas. CONHEÇA MAIS
No âmbito do Grupo de Trabalho de Riscos Climáticos, foi realizada uma consulta global para mapear informações sobre soluções público-privadas e esquemas de seguro que contam com coberturas contra desastres naturais em todo o mundo. As soluções de seguro e o nível de envolvimento das empresas e dos governos variam muito entre jurisdições, dependendo das infraestruturas legais e da exposição aos riscos de catástrofes. Portanto, foram mapeadas, desde soluções privadas opcionais a coberturas obrigatórias e pools nacionais que cobrem determinados riscos. CONHEÇA MAIS
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Em junho, a pesquisa conduzida pela GFIA, com participação da CNseg, atualizou os dados sobre os impactos da Covid-19 nos países integrantes da Federação. Os resultados, que subsidiaram posicionamento institucional da entidade, foram amplamente divulgados às autoridades de seguros do mundo todo, que pediram maior flexibilização das exigências normativas impostas às seguradoras e o cumprimento de cláusulas basilares para que a solvência das empresas seja preservada. Além disso, a CNseg também participou de pesquisa da GFIA sobre o ecossistema de microsseguros nos países membros, na qual atualizou informações a partir da publicação do novo normativo. Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides) A situação do mercado irregular de seguros em países da América Latina e as possíveis soluções para os prejuízos causados ao consumidor foram os principais assuntos debatidos no webinar promovido pela CNseg que contou com a participação da Susep e de lideranças no setor de seguros do Chile, Uruguai e Paraguai. O compartilhamento de experiências entre lideranças do setor de diferentes países buscou alternativas para diminuir os prejuízos causados aos consumidores. Já na esteira dos trabalhos do GT de Seguros Inclusivos da Fides, a CNseg atendeu à consulta para atualizar dados sobre o ecossistema de seguros inclusivos nos países-membros. Fundação IFRS Em dezembro de 2020, a Fundação IFRS publicou consulta pública para avaliar a demanda por normas globais relacionadas à sustentabilidade e em qual extensão poderia contribuir para o desenvolvimento de um padrão global. A CNseg consolidou contribuições recebidas pela CIASG e demais Comissões da CNseg que têm relação com o tema e encaminhou, em janeiro de 2021, comunicado à Fundação IFRS ressaltando a necessidade da criação de um padrão global único de reporte sobre sustentabilidade que considere as experiências bem-sucedidas de frameworks e padrões já reconhecidos internacionalmente sobre temas específicos (como o GRI, o SASB, a TCFD e os PSI) além de especificidades de cada segmento de mercado, incluindo o de seguros. Em novembro, a Fundação IFRS divulgou na COP26 a composição do board que vai deliberar sobre as principais definições da iniciativa. Além disso, divulgou as diretrizes preliminares fundamentais sob as quais o padrão será desenvolvido. 36
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Microinsurance Network (MiN) Dando continuidade a uma parceria existente desde 2009, a CNseg prestou suporte na nova edição do estudo Landscape of Inclusive Insurance 2021, conduzido pela Microinsurance Network (MiN) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O estudo serve de referência sobre a implantação do modelo de seguros inclusivos em produtos e serviços nos países emergentes. Para alcançar o objetivo de entender o cenário de microsseguros no País, a CNseg tem apoiado consultores parceiros da MiN no contato com empresas que comercializam seguros inclusivos no Brasil.
CONHEÇA MAIS
UNEP FI & PSI Com objetivo de proporcionar o melhor entendimento às empresas de como analisar os riscos climáticos de acordo com as recomendações TCFD, incluindo a adaptação de ferramentas e disponibilização de dados, a CNseg iniciou tratativas com a UNEP FI & PSI para patrocinar a realização de um projeto com as seguradoras que atuam no segmento de danos e responsabilidades (seguros gerais). O projeto é inspirado em um projeto-piloto global que foi conduzido em 2020 no âmbito dos PSI com 22 seguradoras que atuam nos Estados Unidos, Ásia e Europa. Entende-se que a realização do projeto, que tem expectativa de duração de 9 meses, é fundamental dado o contexto de publicação de Circular sobre requisitos de sustentabilidade para o setor de seguros. Ele é dividido em 3 fases principais. Na primeira, serão realizadas sessões de capacitação com o objetivo de compartilhar conhecimentos com as seguradoras brasileiras sobre as recomendações da TCFD e como elas podem se conectar com seus negócios. Na segunda, será feito um refino da análise de exposição a riscos físicos no caso brasileiro, levando em conta especificidades regionais: riscos físicos que assolam Brasil, como enchentes, secas, aumento do nível do mar, ondas de calor e de frio, serão analisados com granularidade em nível de cidades prioritárias. Por fim, na terceira, serão feitas a adaptação e atualização da ferramenta desenvolvida juntamente com a publicação da UNEP FI “Insuring the Climate Transition” que permite aos gestores de riscos avaliar os impactos financeiros para futuras condições de enchentes no Brasil. 37
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O SETOR DE SEGUROS
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C O SETOR DE SEGUROS GRI 201-2, Setorial)
om o passar dos anos, a atividade seguradora tem demonstrado cada vez mais vitalidade, importância e caráter estratégico no contexto brasileiro, o que é possível observar nos resultados do setor, que é líder em movimentação na América Latina e ocupa a 18ª posição no ranking mundial. Em 2021, o total anual de contratos alcançou R$ 306,3 bilhões (sem Saúde Suplementar e DPVAT), o que representa um aumento de 11,9% em comparação ao ano anterior (em termos reais, o crescimento foi de 3,3%), destacando a atuação do setor num momento desfavorável da economia. O volume de negócios corresponde a aproximadamente 6,4% do PIB, se considerada a participação da Saúde Suplementar, e 3,5% sem esse segmento. A solvência do setor bateu novo recorde e seus ativos atingiram a casa de R$ 1,63 trilhão. Além disso, o setor está entre os mais importantes investidores institucionais do País, respondendo por cerca de 23,4% da dívida pública nacional.
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Benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas SEGUROS DE DANOS
R$
44,5 bilhões
COBERTURA DE PESSOAS (acumulação)
R$
101,8 bilhões
SEGURO DE PESSOAS (coberturas de risco)
R$
17,6 bilhões
COBERTURA DE PESSOAS (benefícios de planos tradicionais)
R$
4,9 bilhões
SAÚDE SUPLEMENTAR
R$
207,6 bilhões
CAPITALIZAÇÃO
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21,1 bilhões
TOTAL
R$
397,5 bilhões 41
O montante pago em benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas em 2021 serviu, entre outras finalidades, para a reposição de perdas financeiras, a retomada de negócios e a estabilidade das famílias. Esse retorno para a sociedade demonstra o importante papel que os seguros desempenham em reduzir vulnerabilidades, mitigar riscos e desonerar o Estado. O mercado é composto por 161 seguradoras, 940 operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde, 13 entidades abertas de previdência complementar, 16 empresas de capitalização, 146 empresas de resseguro e 93,8 mil corretores de seguros, o que gera cerca de 177 mil empregos diretos e abrange 3,6 mil profissionais peritos, avaliadores de seguros e auditores atuariais. (Fonte, nesta ordem: Susep, FenaSaúde, Susep, FenaCap, Fenaber, Fenacor e RAIS 2020).
Mais de 49 milhões de beneficiários de planos de assistência médica (ANS) Mais de 29 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos (ANS) Mais de 20,2 milhões de veículos segurados (FenSeg) Mais de 11 milhões de residências seguradas (FenSeg)
R$ 3,5 bilhões de títulos de capitalização ativos (FenaCap) 18 milhões de planos de previdência coletivos e individuais (Susep)
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3.1. PRINCIPAIS NÚMEROS Penetração da arrecadação no PIB nominal - histórico anual Em porcentagem % de variação FONTE: DIOPS (ANS) e SES (Susep) 8%
6%
6,5%
6,4%
6,6%
6,7%
6,4%
1,1%
1,0%
1,1%
1,0%
1,7%
1,7%
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6%
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1,5% 0,5%
0,5%
1,6% 0% 0,6% -2%
2%
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2,8%
2,9%
3,0%
2,9%
0,3%
0,3%
0,3%
0,3%
0,3%
2017
2018
2019
2020
2021
-4% -6%
Capitalização
Saúde suplementar
Seg. de pessoas coberturas de risco
Cob. de pessoas: Planos de acumulação
Ramos elementares
Variação de penetração
Variação de Penetração
2017
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2021
1,2%
-2,4%
3,8%
2,0%
-4,9%
Arrecadação por segmento (em R$ bilhões – valores nominais) FONTE: DIOPS (ANS) e SES (Susep) 2017
2018
2019
2020
2021
Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)
70,8
74,8
76,0
78,7
89,8
Planos de acumulação
117,7
108,3
126,4
124,7
138,8
Planos de risco (Seguros de Pessoas e Previdência)
37,9
41,5
46,0
47,7
53,5
Saúde Suplementar
183,4
200,4
216,6
227,5
248,9
Capitalização
20,8
21,0
23,9
22,9
24,3
Total
430,9
446
488,9
501,5
553,3 43
430,6
2017
446
2018
488,9
501,5
553,3
2019
2020
2021
Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)
Planos de acumulação
Saúde suplementar
Capitalização
Planos de Risco (Seguros de Pessoas e Previdência)
Arrecadação total
Variação nominal (%) em relação ao ano anterior Inflação (%) IPCA Variação real (%) em relação ao ano anterior
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2017 2018 6,3% 3,8% 3,0% 3,8% 2,7% 0,1%
2019 2020 2021 9,8% 2,6% 10,5% 4,3% 4,5% 10,1% 5,4% (1,9%) 0,4%
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Distribuição geográfica da arrecadação em 2021 (sem Saúde Suplementar) FONTE: SES (Susep)
Norte 3,2% 10,3%
Nordeste
8,6% Centro-Oeste
59,3%
Sudeste
18,7% Sul
Tributação paga pelo setor
Tributação paga pelo setor (em R$ bilhões e % de variação – valores nominais) 2017
2018
2019
2020
2021
Despesa em tributo
4,3
4,7
4,9
5,1
5,1
Contribuição social
5,3
5,6
4,5
4,7
3,2
Imposto de renda
6,7
7,0
7,5
8,2
4,5
Total Variação em relação ao ano anterior
16,4
17,3
16,8
17,9
12,7
(0,4%)
5,6%
(2,8%)
6,8%
(28,9%)
45
Outros indicadores (em R$ bilhões e % de variação – valores nominais) FONTE: DIOPS (ANS) e SES (Susep)
1.436,6
1.554,80
1.641,0
1.277,50 1.174,50 Ativo 1.159,70
1.247,10
1.321,1
160,70
182,50
209,1
217,4
2018
2019
2020
2021
942,90
1.033,50
154,20 2017
Provisão
Patrimônio Líquido
Arrecadação do setor segurador (sem Saúde Suplementar) em 2021, por segmento FONTE: SES (Susep)
Variação 2020 x 2021 (%) 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% -10,0% Jan
Fev
Mar
Abr
Danos e Responsabilidades
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Mai
Jun
Jul
Cobertura de Pessoas
Ago
Set
Out
Capitalização
Nov
Dez
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3.2. DESEMPENHO POR SEGMENTO Variação por segmento, em % 2020 2021 Variação (em R$ bilhões) (em R$ bilhões) % Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)
78,7
89,8
14,2%
Coberturas de Pessoas: Planos de Acumulação
124,7
138,8
11,3%
Seguro de Pessoas: Coberturas de Risco
47,7
53,5
12%
Saúde Suplementar
227,5
248,9
9,4%
Capitalização
22,9
24,3
6,1%
FONTE: DIOPS (ANS) e SES (Susep)
300,00 250,00
227,5
248,9
200,00 150,00 100,00
124,7 78,7
138,8
89,8 47,7
50,00
53,5 22,9
24,3
0,00 Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)
Planos de Acumulação
Planos de Risco (Seguros de Pessoas e Previdência)
Saúde Suplementar
Capitalização
2020
2021
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3.2.1. SEGUROS GERAIS O segmento de Seguros Gerais oferece coberturas que abrangem um leque bastante diversificado de produtos. Conforme a classificação da Susep, são 13 grupos que compreendem 95 ramos: Automóvel, Patrimonial, DPVAT, Habitacional, Transporte, Riscos Financeiros, Crédito, Responsabilidades, Riscos Especiais, Rural, Marítimos, Aeronáuticos e Cascos. Em 2021, a arrecadação dos Seguros de Danos e Responsabilidades foi de R$ 89,8 bilhões, o que representa um aumento de 14,2% em comparação com o ano anterior. Com um aumento de 8,8% em sua arrecadação, o Seguro de Automóvel mantém a liderança de representatividade no segmento, cuja arrecadação representa 42,8% do mercado. Os ramos Patrimonial e Rural completam o topo da lista entre os líderes em arrecadação no segmento, com 22,2% e 10,7%, respectivamente. No que diz respeito à variação na arrecadação entre 2020 e 2021, o Seguro Rural viu o aumento mais significativo, de 40,0%. Depois vêm Transportes, com 27,8% e Responsabilidade Civil e Cascos, ambos com 26,7%.
Representatividade na arrecadação e variação entre 2020 e 2021 2020
2021
Automóvel
45,1%
42,8%
8,8%
Patrimonial
18,5%
18,6%
15,7%
Rural
8,8%
10,7%
40,0%
Crédito e Garantia
6,8%
6,3%
6,2%
Habitacional
5,8%
5,7%
12,8%
Transportes
4,6%
5,2%
27,8%
Responsabilidade Civil
3,3%
3,7%
26,7%
Garantia Estendida
3,8%
3,5%
6,6%
Marítimos e Aeronáuticos
1,6%
1,7%
26,7%
Outros
1,7%
1,8%
14,6%
Ramo
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Variação %
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3
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Um destaque para os Seguros de Danos e Responsabilidades em 2021 foi a emissão da primeira apólice de seguro Rural paramétrico do País, para produtores de cacau no sul da Bahia. O contrato entre a seguradora e os agricultores agora têm como indicadores de risco as informações climáticas de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A definição de parâmetros numéricos tira a subjetividade do processo, e o maior volume de informações e de dados confiáveis reduz os riscos. Visando à expansão do Seguro Rural, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), através do Grupo de Trabalho Assuntos Regulatórios da Comissão Rural, lançou o Glossário Agrícola. Com a publicação, a Federação tem como objetivo orientar o mercado segurador na definição de termos comuns ao Seguro Rural, além de servir de guia para todos os envolvidos na contratação do seguro.
O documento está disponível no link: https://fenseg.org.br/publicacoes.html.
Outro destaque importante para o segmento é o trabalho para o combate ao exercício irregular da atividade seguradora. A comercialização das denominadas “Associações de Proteção Veicular (APVs)” propicia um ambiente de concorrência desleal e risco para a segurança do mercado, por isso a CNseg trabalha constantemente para frear a tramitação de projetos de lei voltados para esse tema no Senado Federal, na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas. Em 2021, ao lado de outras entidades do mercado segurador, a Confederação lançou uma campanha educativa pelo site www.seguroautosim.com.br e com a distribuição de cartilhas e folderes por todo o País. Na regulação do segmento, destaca-se a Resolução CNSP 407/2021, de 1º de abril de 2021, que caracteriza a diferenciação entre Seguros Massificados e de Grandes Riscos, algo já comum em países com mercados maduros e desenvolvidos. Entre as mudanças, destaca-se a redução do Limite Máximo de Garantia (LMG) de R$ 100 milhões para R$ 15 milhões e a maior liberdade na redação dos contratos. Também se destacam as publicações dos novos normativos de Massificados, Grupo Patrimonial, Automóvel, Responsabilidade Civil, Rural e Seguro de Garantia, contribuindo para a constante modernização do setor. 49
3.2.2. COBERTURAS DE PESSOAS E PREVIDÊNCIA Após um ano de queda de arrecadação no segmento que compreende os planos de risco (seguros de pessoas e previdência complementar) e os planos de acumulação, o segmento voltou a se recuperar e registrou um aumento de 11,5% de 2020 para 2021. Os planos de acumulação detiveram maior parte da arrecadação do segmento, com 71,6%, enquanto os planos de risco representaram 26,6% do montante total.
Planos de Risco (Seguros de Pessoas e Previdência complementar)
Planos de Acumulação
Variação 2020-2021 (%)
Representatividade (%)
Coletivo
9,3%
72,1%
Individual
22,7%
27,9%
Total
12,7%
26,6%
Família PGBL
4,7%
8,4%
Família VGBL
11,9%
91,6%
Total
11,3%
71,6%
1,3%
1,7%
Planos Tradicionais
Os seguros de pessoas e os planos de caráter previdenciário são relevantes no cenário econômico porque minimizam dificuldades financeiras enfrentadas pelos segurados/ participantes e/ou beneficiários/ assistidos em momentos de vulnerabilidade financeira, como em casos de morte, invalidez, perda de renda, doença grave, aposentadoria, entre outros. Os planos de acumulação contemplam os planos das Famílias PGBL e VGBL, além dos Planos Tradicionais de Acumulação, que possibilitam a obtenção de renda complementar no futuro, caso o titular sobreviva à idade por ele predeterminada.
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6
Em 2021, o segmento se destacou pelo crescimento expressivo de sinistros, em comparação com 2020, chegando a R$ 17,6 bilhões, o que ainda é reflexo da pandemia da Covid-19. Também em decorrência da pandemia, as empresas de seguros assumiram o pagamento das indenizações por mortes decorrentes do coronavírus, chegando a desembolsar, até dezembro de 2021, quase R$ 6 bilhões, que serviram para assistir mais de 162 mil famílias. Os planos previdenciários também contribuíram para a superação desse período desafiador para as famílias brasileiras. Segundo informações da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), nos últimos dois anos o segmento não registrou queda de contribuições, mas observou um aumento expressivo de resgates, totais ou parciais. Isso demonstra a relevância e o papel social dos produtos de previdência.
Para mensurar o sentimento da população com relação aos seguros de pessoas e planos de previdência complementar, a FenaPrevi realizou, através do Instituto Datafolha, em 2021, a pesquisa “Percepção dos brasileiros sobre seguros de Pessoas e Planos de Previdência”. O levantamento demonstrou a percepção dos brasileiros com relação à Covid-19, a situações de maior medo, mudanças de comportamento, planejamento da aposentadoria, proteção financeira, entre outros.
Os resultados estão disponíveis no site da FenaPrevi: https://fenaprevi.org. br/publicacoes/pesquisa-fenaprevi-sobre-a-percepcao-dos-brasileiros-sobre-seguros-pessoais-e-plano-de-previdencia-populacao-2021.html
Visando ao incentivo à educação em seguros, a FenaPrevi lançou, em parceria com a Escola Nacional de Seguros (ENS), o E-book “Vem de Zap”, no qual esclarece tudo o que é preciso saber sobre os seguros de pessoas e a previdência privada.
A cartilha está disponível no link: https://fenaprevi.org.br/publicacoes/ ebook-vem-de-zap.html.
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3.2.3. SAÚDE SUPLEMENTAR Em 2021, a Saúde Suplementar se manteve firme no controle da à pandemia do coronavírus,especialmente em um contexto que envolvia, ao mesmo tempo, a explosão de novos casos da doença, surgimento de novas variantes e consequente aumento no número de óbitos, frente à esperança na retomada à vida normal com a vacinação. Nesse período, o segmento se mostrou mais uma vez essencial para complementar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), provando o quanto é valiosa a integração entre os sistemas público e privado de saúde no Brasil. Levantamento da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) entre suas associadas estima que as operadoras intermediaram, ao longo de 2021, mais de 305 mil internações em virtude da Covid-19, sendo cerca de 91 mil em UTI. Também viabilizou a realização de mais de 4,2 milhões de exames sorológicos e RT-PCR para diagnóstico do coronavírus; além de 5 milhões de atendimentos por telemedicina – modalidade de atendimento que se manteve em alta durante todo o curso da pandemia. Ainda em um cenário econômico desfavorável, o segmento se viu em mais um ano de crescimento na arrecadação, chegando a um total de R$ 248,9 bilhões, representando um aumento de 9,4% na comparação com 2020. Os planos médico-hospitalares representaram a maior fatia dessa arrecadação, 97,4%. O setor ainda registrou um aumento de 3% no número de beneficiários, chegando a 49 milhões de pessoas, a melhor marca do setor desde 2015, o que pode indicar a busca da sociedade por maior atenção à saúde. Segundo dados da ANS, a taxa de sinistralidade dos planos de saúde médico-hospitalares em 2021 chegou a 86%, a maior em 20 anos. Já no caso dos planos odontológicos, foi registrada uma taxa de sinistralidade de 41%. Com isso, o segmento de saúde suplementar registrou aumento de 9% na sinistralidade em 12 meses. O indicador é um dos mais importantes para o segmento, pois evidencia a relação entre contraprestações (receita) e pagamentos (uso dos planos para exames, consultas, internações, medicamentos e cirurgias). As operadoras de planos de saúde oferecem acesso a assistência médica, hospitalar e odontológica privada a cerca de 50 milhões de brasileiros, o que equivale a 23,4% da população nacional. A estrutura do setor é composta por operadoras das modalidades medicinas de grupo, seguradoras especializadas em saúde, cooperativas médicas, filantropias, autogestões, odontologias de grupo, cooperativas odontológicas e administradoras de benefício.
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3.2.4. CAPITALIZAÇÃO Cada vez mais fortalecido, o mercado de Capitalização oferece soluções financeiras para os mais diferentes perfis de consumidores em seis tipos de modalidades: Tradicional, Instrumento de Garantia, Incentivo, Filantropia Premiável, Popular e Compra Programada. Os avanços regulatórios em 2018 permitiram também a entrada desses novos produtos no mercado, que dialogam diretamente com os princípios ASG. Entre eles, destaca-se o Filantropia Premiável, que cumpre o importante papel de devolver à sociedade recursos financeiros, junto às instituições filantrópicas, por meio dos repasses de contribuições sociais. Em 2021, o segmento de capitalização registrou avanço de arrecadação, chegando a R$ 24,3 bilhões, crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. O segmento pagou ainda, em 2021, R$ 19,7 bilhões em resgates finais e antecipados a clientes, número 9,1% maior que em 2020. Além disso, foram pagos R$ 1,4 bilhão em prêmios de sorteio, 27,3% mais do que no ano anterior. Já as reservas técnicas do segmento somaram R$ 33,2 bilhões no ano, aumento de 2,2%. A Capitalização tem se mostrado, ao longo de sua história, capaz de se adequar às novas necessidades da sociedade em geral e de atender as expectativas dos seus clientes. A capacidade de se acoplar a outros produtos e serviços financeiros, oferecendo soluções simples e práticas, é uma das grandes vantagens da capitalização, sempre atrelada ao objetivo de gerar valor para sociedade.
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SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS
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SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS
O
ano de 2021 foi marcante para o avanço da agenda de sustentabilidade e para a integração das questões ASG no setor de seguros.Em 30 de junho de 2022, foi publicada Circular da Susep que exige a inclusão dos riscos de sustentabilidade na estrutura de gestão de risco tradicional das empresas de seguros. O documento demanda também a criação de uma Política de Sustentabilidade e a elaboração de um relatório anual, que apresente riscos e oportunidades relacionadas aos aspectos ASG e climáticos. A norma publicada não cria um risco novo para ser adicionado ao capital regulatório das seguradoras. É importante destacar que o regulador não irá impor limites ou restrições de negócios, mas irá fornecer um conjunto de diretrizes que deve orientar decisões das empresas. A abordagem permite que as empresas definam seus próprios critérios e seus apetites a esses tipos de risco. As exigências regulatórias que impõe a consideração de aspectos de sustentabilidade compõe peça-chave para estabelecimento
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de um modelo de supervisão que fomente o desenvolvimento sustentável do setor financeiro nacional. Ao longo dos dois últimos anos aspectos semelhantes também passaram a ser exigidos, pelo Banco Central e também pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em sua jornada, o setor vem promovendo a agenda de sustentabilidade em seguros desde 2009, com a assinatura do Protocolo Verde, ou Protocolo de Intenções, e depois com a adesão aos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI), em 2012, com a assinatura do Manifesto Paris pela Ação e com a Declaração do Rio sobre Transparência dos Riscos Climáticos. A CNseg sempre ofereceu respaldo institucional para a aderência do mercado aos debates relacionados à sustentabilidade, tendo como compromisso promover o desenvolvimento sustentável do setor e conscientizar atores relevantes da sociedade sobre a importância das questões ASG. O setor está avançado no que diz respeito às questões relacionadas à sustentabilidade, especialmente considerando o respaldo do mercado a diversas iniciativas, projetos e acordos de caráter voluntário. Contudo, ainda há muito o que se considerar para a preservação de um mercado resiliente e sustentável. A expertise na subscrição e no gerenciamento de riscos torna as seguradoras players estratégicos para agenda de sustentabilidade. Além disso, a capacidade do setor em gerar recursos através das reservas técnicas torna-se um importante instrumento para viabilizar investimentos que podem ser alocados em ativos com características socioambientais responsáveis. Como um dos maiores investidores institucionais do País, com ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira, o setor de seguros tem recursos e interesse em investir em ativos reconhecidamente “verdes” ou “de impacto”.
57
4.1. A ATUAÇÃO DA CNSEG A atuação da CNseg é baseada nos principais compromissos assumidos em níveis internacional e nacional, além de guiada pelas melhores práticas difundidas em âmbito setorial. Entre os principais acordos e diretrizes internacionais que balizam a atuação da Confederação na agenda ASG estão: os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, na sigla em inglês), concebidos pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI) em parceria com a CNseg em 2012; os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU e endossados pelo Brasil em 2015, e as recomendações da Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em inglês), elaboradas pelo Financial Stability Board (FSB) e apoiadas pela CNseg e pela Susep por meio da “Declaração do Rio sobre a transparência do risco climático pelo setor de seguros brasileiro”, assinada em 2018. A participação em fóruns intersetoriais nacionais também é peça-chave da atuação da CNseg. Além de participar das discussões do Laboratório de Inovação Financeira da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Comitê Intersetorial da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em fevereiro, a CNseg tornou-se instituição apoiadora da iniciativa Investidores pelo Clima (IPC). Dessa forma, a CNseg assume responsabilidade pública de apoiar ações que promovam investimentos verdes e, ao mesmo tempo, se posiciona em favor da resiliência social, tendo em vista que o setor segurador, por meio de ações decisivas, quer seja na política de subscrição de riscos, quer seja na seleção de ativos de seu portfólio de investimentos, pode facilitar a transição para uma economia de baixo carbono.
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4.1.1. PRINCÍPIOS PARA SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS (PSI) Os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) foram lançados pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) na Rio+20, em 2012, com apoio da CNseg, que se compromete a incentivar propósitos de sustentabilidade em seguros e a realizar anualmente atividades de fomento à adoção e à implementação dos PSI (pesquisas, treinamentos, eventos, tradução de materiais, entre outros). Os Princípios servem para direcionar o setor de seguros do mundo inteiro no sentido de integrar os aspectos ASG no processo de tomada de decisão e em toda a cadeia de valor. São eles:
1.
Incluiremos em acesso nosso processo de tomada de decisão, questão ambientais, sociais e de governança que sejam relevantes para nossa atividade em seguros
2.
Trabalharemos em conjunto com nossos clientes e parceiros comerciais para aumento da conscientização sobre questões ambientais, sociais e de governança, gerenciamento de riscos e desenvolvimento de soluções.
3.
Estragégia de negócios & operações
Trabalharemos em conjunto com governos Órgãos reguladores e outros públicos estratécos para promover ações amplas na sociedade sobre questões ambientais, sociais e de governança.
Clientes & parceiros de negócios Governos, reguladores & outros Sociedade
4.
Demonstraremos responsabilidades e transparência divulgando com regularidade, publicamente, nossos avanços na implementação dos Princípios.
Em 2016, a Susep se tornou instituição apoiadora desses Princípios da ONU e desde então estabeleceu uma agenda colaborativa de discussões com o mercado a respeito do tema, tendo realizado uma série de eventos, consultas e pesquisas visando disseminar conceitos fundamentais. 59
4.1.2. FORÇA-TAREFA SOBRE AS DIVULGAÇÕES FINANCEIRAS RELACIONADAS AO CLIMA (TCFD) Elaborada pelo Financial Stability Board, a Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em inglês) constitui importante framework para o setor financeiro em relação aos riscos climáticos físicos e de transição a que estão expostos. A Força-Tarefa foi criada para desenvolver recomendações que promovam decisões orientadas dos stakeholders sobre investimentos, crédito ou subscrição de risco com base nos conhecimentos sobre a exposição aos riscos climáticos. A TCFD propõe divulgações financeiras voluntárias e consistentes a fim de garantir maior transparência na tomada de decisão de seguradoras, financiadores e investidores. As recomendações estão estruturadas em quatro áreas que representam os principais elementos das operações das organizações:
GOVERNANÇA ESTRATÉGIA GESTÃO DE RISCOS
MÉTRICAS E METAS
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GOVERNANÇA:
divulgar a governança da organização sobre riscos e oportunidades relacionados ao clima.
ESTRATÉGIA:
divulgar os reais e potenciais impactos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima nos negócios, à estratégia e ao planejamento financeiro da organização, considerando a materialidade de tal informação.
GESTÃO DE RISCOS:
divulgar os processos utilizados pela organização para identificar, avaliar e gerenciar riscos climáticos.
MÉTRICAS E METAS:
divulgar as métricas e as metas utilizadas para avaliar e gerenciar riscos e oportunidades relevantes relacionados ao clima, considerando a materialidade de tal informação.
6
A previsão de implementação dessas recomendações é de cinco anos, considerando que as organizações e investidores podem evoluir na compreensão sobre os riscos e oportunidades relacionados ao clima nesse período, chegando à ampla compreensão sobre a concentração de ativos relacionados ao carbono no sistema financeiro e sobre sua exposição aos riscos climáticos. A CNseg, a Susep e a UNEP FI assinaram a “Declaração do Rio sobre a transparência do risco climático pelo setor de seguros brasileiro” em 2018. Com o documento, o setor de seguros, representado pela CNseg e supervisionado pela Susep, formalizou-se o apoio à conscientização sobre os impactos das mudanças climáticas no setor e abriu diálogo sobre formas e práticas efetivas de atender às recomendações da TCFD do FSB.
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4.1.3. OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – ODS (PSI 1.1.A.C) (PSI 4.1.A.B.C) Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) orientam as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas, entre outros objetivos. Criados para substituir e atualizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), os 17 ODS são subdivididos em 169 metas que definem a agenda do desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030. São eles:
Considerando as particularidades do setor de seguros e suas prioridades, os indicadores deste Relatório foram definidos com base nos seguintes ODS: 62
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Os 5 ODS de maior relevância para o mercado e aqueles que mais se relacionam com os negócios das seguradoras participantes deste Relatório seguem a ordem de prioridade listada abaixo:
OBJETIVO 03
76,2%
OBJETIVO 08
66,7%
OBJETIVO 05
61,9%
OBJETIVO 04 OBJETIVO13 1
42,9% 38,1%
4.2. COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO ASG A Comissão de Integração ASG da CNseg (CIASG) foi constituída em 2012 no contexto da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e do lançamento dos PSI. Sua principal atribuição é promover a integração das questões ASG nas operações do setor de seguros e sua cadeia de valor, por meio da geração de conhecimento e estabelecimento de compromissos setoriais. A CIASG é composta por representantes das empresas associadas das quatro Federações, indicados pelas diretorias das empresas. O trabalho da CIASG em 2021 deu continuidade à promoção da agenda da sustentabilidade no setor, liderando as discussões sobre agenda regulatória ASG e promovendo o alinhamento setorial nessa temática. Entre os assuntos, destacaram-se: o apoio às tratativas da CNseg com a UNEP FI para desenvolver projeto que busque implementar as recomendações da TCFD no setor de seguros no Brasil; a participação na consulta pública da B3 para reformulação dos critérios para composição do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e o incentivo ao desenvolvimento de conhecimento acadêmico em sustentabilidade em seguros por meio do apoio institucional à pesquisa da UFRJ que busca avaliar o nível de evolução das seguradoras brasileiras na agenda ASG.
1 Representatividade do indicador: 66,7% de todo mercado representado pela FenSeg, FenaPrevi e FenaCap.
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O RELATÓRIO
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O RELATÓRIO GRI 102-1, 102-46, 102-50, 10251, 102-52, 102-53, 102-54
E
sta é a sétima edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, que consolida os principais indicadores de sustentabilidade do mercado brasileiro de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização de 2021. A partir de 2015, este documento passou a ser elaborado considerando as diretrizes internacionais do Global Reporting Initiative (GRI), na opção “Essencial” da GRI Standards, e nele constam indicadores de desempenho ASG das empresas do mercado representado pela CNseg no período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2021. Esses indicadores ainda contemplam compromissos internacionais com o desenvol-
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vimento sustentável, como os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), a Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em inglês) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conforme destacado no decorrer do conteúdo. Por questões metodológicas e pela confiabilidade dos dados relatados, ao lado de cada indicador, é possível encontrar uma porcentagem que indica sua representatividade entre as participantes do Relatório, uma vez que nem todas as empresas participaram de todos os dados solicitados.
Edições anteriores do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros podem ser encontradas no portal da CNseg (cnseg.org.br). Informações adicionais e esclarecimentos podem ser obtidos pelo e-mail surec@cnseg.org.br. CONHEÇA MAIS
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5.1.SEGURADORAS PARTICIPANTES Participam deste Relatório 35 seguradoras, que correspondem a 285,7% do mercado representado pela CNseg.
Allianz Seguros
MAG Seguros
American Life
MAPFRE
Argo Seguros
Metropolitan Life Seguros e Previdência Privada
Austral Seguradora AXA Seguros Bradesco Seguros Brasilcap Capitalização Brasilprev Seguros e Previdência BB Seguros CNP Seguros Holding Brasil Capemisa Seguradora de Vida e Previdência
NEWE Seguros Porto Seguro Prudential do Brasil Sancor Seguros Seguros Sura Sompo Seguros Starr International Brasil Seguradora SulAmérica
Chubb Seguros Brasil
Swiss Re Corporate Solutions Brasil
Fator Seguradora
Tokio Marine Seguradora
Euler Hermes Seguros
Too Seguros
Generali Brasil Seguros
Unimed Seguradora
Icatu Seguros
Zurich Seguros Brasil
HDI Seguros
Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência
Liberty Seguros
2 Mercado associado a FenSeg, FenaPrevi e FenaCap, com exceção da FenaSaúde
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5.1.1. PERFIL DAS PARTICIPANTES3 GRI 102-1, 102-3, 102-4; (PSI 1.1.A) (4.1.B.C) A maior parte das organizações têm origem estrangeira, com sedes localizadas em outros países, como Espanha, Estados Unidos, Japão e Suíça. No caso das empresas de origem nacional, suas sedes estão localizadas principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além disso, destaca-se que a maior parte das filiais estão localizadas na região Sudeste. ORIGEM DAS ORGANIZAÇÕES
LOCALIZAÇÃO DA SEDE Ásia 4,2%
Estrangeira 54,2%
Nacional 45,8%
DF 4,2%
América 25,0% RJ 20,8%
Europa 25,0%
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
SP 20,8%
PAÍSES DE ATUAÇÃO
(total de filiais no País, por Região) Região Centro-Oeste 9,1%
Região Norte 4,0%
Região Nordeste 12,9%
Região Suldeste 52,6%
Brasil + outros países 54,17%
Somente Brasil 37,50%
Região Sul 21,4%
As participantes que atuam em outros países além do Brasil citam exemplos em todos os continentes. Entre os mencionados estão Alemanha, Argélia, Argentina, Austrália, Bahrein, Bélgica, Canadá, China, Egito, Estados Unidos, Espanha, França, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Paraguai, Reino Unido, Singapura, Suíça, Turquia, Uruguai, Vietnã, entre outros. 3 Representatividade do indicador: 70,7%
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5.2.MATRIZ DE MATERIALIDADE GRI 102-15, 102-47 As questões ASG (ambientais, sociais e de governança) mais relevantes para o setor são contempladas nessa matriz de materialidade, elaborada a partir de uma pesquisa online com os principais públicos estratégicos do setor de seguros. Os resultados estão descritos a seguir:
É muito relevante o estabelecimento de processos para identificar as questões ASG e estar ciente das possíveis consequências na subscrição de riscos, independentemente do segmento de atuação. Embora exista a consciência da importância da implementação desses processos, as percepções quanto às práticas ainda são consideradas incipientes ou intermediárias, o que demonstra que as instituições ainda estão na jornada de implementação e adaptação dessa agenda. O engajamento e discussão dos aspectos ASG pela alta liderança são considerados relevantes, independentemente do ramo de atuação das instituições, embora a maioria dos stakeholders consultados tenham indicado que a prática ainda está em nível intermediário. A integração dos aspectos ASG na tomada de decisão de investimentos também é considerada relevante, e a prática é percebida como avançada por cerca de 80% dos entrevistados. Diversidade, inclusão e processos relacionados a recursos humanos são considerados muito relevantes, embora as práticas ainda sejam vistas como intermediárias. O desenvolvimento de produtos e estratégias e o relacionamento com consumidores e fornecedores que englobam os temas ASG são considerados de grande relevância, mesmo que na prática sejam percebidos como incipientes ou intermediários. A inovação no desenvolvimento de produtos e na inclusão da população de baixa renda no setor de seguros foi considerada muito relevante, embora a percepção quanto às práticas também seja intermediária. 70
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A educação em seguros é vista como muito relevante, mas apenas 14% dos entrevistados acreditam que as práticas estejam em estágio avançado. O desenvolvimento de programas, canais e medidas de prevenção e monitoramento de casos de corrupção e lavagem de dinheiro foi considerado muito relevante por 95% dos consultados e as práticas são percebidas como avançadas por 50% deles. A transparência quanto às práticas das companhias relacionadas aos temas ASG é considerada muito relevante por quase todos os entrevistados, mesmo que as práticas ainda sejam vistas como incipientes ou intermediárias pela maioria.
Os participantes também classificaram alguns temas ASG por ordem de relevância com notas de 1 a 9, sendo 1 para o mais relevante e 9 para o menos relevante, conforme descrito a seguir: TEMA
1a3
4a6
7a9
Avaliação
Longevidade
61,79%
14,6%
19,1%
Muito relevante
Educação em seguros
40,45%
35,95%
19,1%
Muito relevante
Segurança cibernética
38,2%
35,96%
28,09%
Muito relevante
Violência urbana
31,46%
40,45%
22,48%
Relevância média
Talentos
26,97%
44,95%
33,71%
Relevância média
Desigualdade social
25,84%
40,45%
38,21%
Relevância média
Clima
33,71%
31,46%
34,83%
Menos relevante
Resíduos
22,47%
25,86%
51,69%
Menos relevante
Diversidade
19,1%
26,97%
52,8%
Menos relevante 71
5.2.1. COMO AS QUESTÕES ASG PODEM IMPACTAR OS NEGÓCIOS E A SINISTRALIDADE ASPECTOS RELEVANTES PARA AS FEDERAÇÕES (GRI 102-15) Segmento
Seguros Gerais
Vida e Previdência
Saúde Suplementar
Capitalização
72
Aspecto
Impactos
Questões ambientais
Podem impactar os sinistros pelo aumento de desastres naturais e mudanças nos padrões climáticos e pluviométricos.
Violência urbana
Os altos índices de roubos e furtos nas metrópoles brasileiras geram um impacto nas carteiras de Seguros Gerais.
Gestão de resíduos
No contexto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a destinação adequada de resíduos de sinistros deve receber atenção.
Questões demográficas
O aumento da longevidade da população demanda uma gestão de produtos de previdência complementar. A inclusão financeira e a promoção do acesso ao seguro para as camadas de renda mais baixa trazem oportunidades ao setor.
Educação em seguros e previdência
O fomento à cultura securitária e previdenciária promove esclarecimento à sociedade sobre as proteções oferecidas pelo mercado, possibilitando a ampliação do acesso aos produtos de seguros de pessoas e aos planos de previdência complementar aberta.
Gestão de investimentos
A gestão de reservas é ponto de atenção, com a inclusão de aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa em metodologias e processos de investimento.
Gestão de resíduos
O monitoramento dos procedimentos de descarte de resíduos hospitalares pelos prestadores é importante para as empresas nesse segmento.
Mudanças climáticas
A alteração dos padrões climáticos e pluviométricos pode influenciar na sinistralidade dos planos de saúde.
Saúde
A atenção à medicina preventiva e às práticas de saúde e segurança do trabalho pode reduzir a sinistralidade, gerar aumento da receita e fidelização de clientes.
Educação em seguros
O esclarecimento à sociedade sobre os produtos de capitalização, sua finalidade e condições é relevante para o segmento.
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5.3. INDICADORES SETORIAIS (PSI.1.1.A.B) (PSI 2.1.A.2.A.B) (PSI 4.1.A.C) A inclusão das questões ambientais, sociais e de governança (ASG) no processo de tomada de decisão e na cadeia de valor das organizações é a principal orientação dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). Por conta disso, 86,4% das empresas que participaram desse indicador integram as questões ASG em sua estratégia, o que ocorre nos seguintes aspectos:
Políticas
94,7%
Treinamentos
89,5%
Planejamento Estratégico
84,2%
Procedimentos
78,9%
Na criação de Produtos ou Serviços
73,7%
Enganjamento com clientes
63,2%
Normativos
63,2%
Condições contratuais das apólices
52,6%
Gestão de Salvados
47,4%
Regulação de sinistro
36,8%
Outros
10,5% 4
Outras formas de integração mencionadas foram o engajamento do público interno e a comunicação interna e a externa voltadas para a temática. 4 Representatividade do indicador: 67,4%
73
Questionadas se incluem as questões ASG no processo de subscrição de riscos, as organizações responderam: Sim, por meio da inclusão de questões ASG nas políticas gerais de subscrição de riscos da organização 31,8%
Não, 40,9%
Sim, por meio de uma política específica para tratamento das questões ASG na subscrição de riscos 27,3% 5
Entre os produtos nos quais se aplica essa integração estão aqueles que podem sofrer maior impacto em questões ambientais, como é o caso do seguro de Grandes Riscos. seguro Rural e Patrimoniais.
5.3.1. COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL GRI 102-12, 201-2 Cartas, princípios e outras iniciativas endossadas pelo mercado6 O mercado segurador mantém seu compromisso com o desenvolvimento sustentável a partir da cooperação em iniciativas, pactos, diretrizes e acordos voltados aos âmbitos econômico, ambiental e social de organizações como: 5 Representatividade do indicador: 67,4% 6 Representatividade do indicador: 66,1%
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Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
66,7%
Principios para Sustentabilidade em Seguros (PSI)
61,9%
Pacto Global da ONU
47,6%
Princípios para o Investimento Responsável (PRI)
38,1%
CDP - Disclosure, Insight Action
33,3%
ONU Mulheres - Women Empowerrment Principles
23,8%
ISO 14001 - Sistema de Gestão Ambiental
23,8%
Dow Jones Sustainability Index (DJSI)
23,8%
Instituto Ethos
14,3%
CEBDS - Concelho Empresarial Brasileiro para o...
14,3%
ISO 26000 - Responsabilidade Social Empresarial
9,5%
Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3
9,5%
CEO Action for Diversity and Inclusion
4,8%
SA 8000 0 Responsabilidade Social
4,8%
OHSAS 18001 - Requisitos mínimos para melhores..
4,8%
Outras
23,8%
Nenhuma
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85,7% endossam algum tipo de iniciativa desenvolvida externamente de caráter eco-
nômico, ambiental ou social. Em “Outras”, foram citadas iniciativas como Bloomberg Gender-Equality Index (GEI), Certificado EDGE, Declaração sobre Títulos Verdes, FTSE4Good, Fundação Abrinq, Great Place to Work (GPTW), Índice de Carbono Eficiente (ICO2 B3), Programa Brasileiro GHG Protocol, S&P Sustainability Yearbook e Women on Board. 75
5.3.2. PRODUTOS E SERVIÇOS FS8, FS15 FS19; (PSI 1.1.A.3.A.B) (PSI 1.3.A.B.6.A) (PSI.1.5.A.B) (PSI 2.2.A.B) (PSI 4.1.B)
63,6% dos participantes
possuem produtos ou linhas de negócio relacionados diretamente ao risco ou à responsabilidade ambiental. Entre eles: 7
57,1% oferecem seguro residencial com serviços ambientais, como consultoria, descarte de eletrodomésticos/móveis e entre outros; 28,6% ofertam seguro de garantia estendida com logística reversa; 28,6% têm o seguro de riscos ambientais em seu portfólio; 21,4% têm no portfólio de produtos o seguro de Responsabilidade Civil Ambiental; 21,4% possuem linha de negócio específica para energia solar/eólica; 7,1% oferecem o seguro Auto Popular, com peças reutilizadas; 42,9% possuem outros tipos de produtos ou linhas de negócio relacionados ao risco ou à responsabilidade ambiental, entre eles: Seguro de Riscos de Engenharia; seguro Agrícola; seguro Florestal; reciclagem de peças ou gerenciamento de resíduos no seguro auto; inspeção veicular móvel voltada à conscientização sobre a manutenção preventiva no seguro auto; consórcio para a compra de placas solares, programa de reciclagem de cartões plásticos; fundo de investimento voltado às questões ASG e fundo ASG de crédito privado. 7 Representatividade do indicador: 68,2%
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59,1% possuem diretrizes formais para inclusão dos critérios ASG no desenvolvimento e venda de produtos/serviços de seguros, capitalização e previdência, entre as quais destacam-se:8
Inclusão de critérios ASG na política de avaliação de risco reputacional no processo de subscrição e aprovação anual pelo Comitê e pelo Conselho do apetite de risco reputacional relacionado às áreas ASG. Incorporação dos critérios ASG na estratégia de negócios da empresa, fortalecendo a governança e a conduta ética gerando valor compartilhado para os públicos de interesse. Observam-se nas atividades e operações: a adoção de critérios de responsabilidade socioambiental e sustentabilidade nos processos de desenvolvimento, revisão e comercialização de produtos e serviços; oportunidades de negócios que promovam impactos positivos aos indivíduos, à sociedade e ao meio ambiente; prestação de informações claras e precisas aos clientes e usuários de produtos e serviços, conforme estabelecido em norma da empresa. Norma de Desenvolvimento de Produtos, documento que prevê algumas regras para a operacionalização do processo de Desenvolvimento de Novo Modelo de Negócio ou Produto, dentre elas, garantir a conformidade legal exigida pela Susep e o cumprimento da legislação vigente. Para a modalidade Filantropia Premiável é necessário emitir parecer técnico de sustentabilidade, quando necessário, para a implantação do Novo Modelo de Negócio ou Produto. A política de precificação da companhia orienta sobre a comercialização dos produtos de acordo com a legislação local e os princípios éticos internos. Ela é aplicável ao portfólio de produtos e engloba qualquer decisão de estratégia de preço, nas diferentes instâncias, além de fixar as diretrizes gerais da precificação para as fases de acumulação de recursos (período de contribuição) e concessão de benefícios (período de pagamento dos benefícios). Princípios Declarados na Diretriz Ambiental: atender à legislação ambiental aplicável e demais requisitos subscritos pela empresa que estejam relacionados aos seus aspectos ambientais; atuar na conscientização ambiental como agente transformador da cadeia de valor, desenvolvendo ferramentas e implementando ações que permitam dissemi8 Representatividade do indicador: 67,4%
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nar conceitos de sustentabilidade entre os principais stakeholders; proteger o meio ambiente por meio da prevenção da poluição e da conservação dos recursos naturais; melhorar continuamente as atividades/processos ambientais da empresa; integrar o meio ambiente ao dia a dia do negócio, de maneira que os processos, atividades e serviços sejam realizados de forma a minimizar os impactos ambientais. A criação ou elaboração de produtos deve estar alinhada com as estratégias da seguradora. O desenvolvimento, atualização e/ou descontinuidade de produtos devem cumprir as diretrizes estabelecidas nas Políticas: a) Subscrição; b) Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo; c) Sustentabilidade; d) Terceirização; e) Comunicação Corporativa; Resseguro e Relacionamento com o Cliente. O processo de criação, alteração e exclusão de produtos de seguros segue o estipulado em normativo que requer a participação da área de Sustentabilidade na análise de viabilidade técnica, para identificar os riscos e os impactos existentes com a visão de riscos e oportunidades ASG. Matrizes de Risco: Antifraude, Material de Venda, Antilavagem de Dinheiro e Gestão do Portfólio de Produtos, Manual de Criação de Novos Produtos e Manual de Compliance, Política de Privacidade de Dados de Clientes, Treinamentos internos com validação por meio de provas. A companhia possui um processo para avaliação de produtos e parcerias (PARP) que considera, sob diversos aspectos, os riscos e oportunidades associados a cada projeto ou produto. O processo consiste em um rol de análises multidisciplinares que buscam mitigar riscos e avaliar oportunidades sobre novas iniciativas ou parcerias, contribuindo para as boas práticas de governança corporativa da companhia. Entre outros itens, são avaliadas a adesão dos produtos e serviços aos compromissos voluntários, às Políticas de Sustentabilidade e Ambiental e também sua contribuição aos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI). Os produtos são verificados por áreas como compliance e de suporte à subscrição. No caso da subscrição de riscos, temos políticas e diretrizes que são incluídas em cada tipo de produto, e o subscritor divide sua análise com a área de riscos e alçadas superiores. Política que estabelece regras/orientações para a elaboração de procedimentos para início de operação e alteração dos produtos. 78
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Essas diretrizes são comunicadas para os diferentes públicos das organizações, por meio de mecanismos internos e externos, sendo eles:
Mecanismos internos:
Canais internos de comunicação, como intranet e comunicados; treinamentos; parecer da área de sustentabilidade para cada produto lançado; envolvimento de outras áreas na empresa na avalição de risco e viabilidade do desenvolvimento de novos produtos ou serviços; participação em fóruns regulatórios; código de ética; normas de criação, alteração ou descontinuidade de produtos; normas de risco e/ou responsabilidade socioambiental; norma de investimentos, entre outros.
Mecanismos externos:
Relatório Anual da companhia; site institucional; site de relações com investidores; contratos da empresa, que incluem cláusula de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental, entre outros.
Quais iniciativas inovadoras a organização oferece para o cliente?
Manuais, guias ou aplicativos de orientação sobre Práticas Saudáveis para Clientes
50,0%
Manuais, guias ou aplicativos que permitem ao Segurado a análise de seus riscos
31,8%
Iniciativas envolvendo, por exemplo, “reciclagem” de peças aitomotivas, de aparelhos eletrônicos, etc
31,8%
Produtos de Seguros que usam recurso como a Telemetria
22,7%
Produtos de Seguro que usam Índices (Seguros de Índices)
13,6%
Não se aplica
13,6%
Outros
31,8% 9
9 Representatividade do indicador: 67,4%
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Outros tipos de iniciativas mencionados foram:
Aplicativo de celular para acionamento digital de serviços do seguro de automóvel; Carteirinha e apólice disponíveis em aplicativos de celular para que o cliente possa acessá-los a qualquer tempo; Vistoria prévia digital e assistência digital para o seguro de automóvel (autosserviço para solicitação e acompanhamento da assistência); Atendimento e assistência 24h por aplicativo de mensagem no celular; Chatbot para atendimento digital ao cliente e ao corretor; Desenvolvimento de produto para comercialização exclusiva em canais digitais, de valor acessível para todos os perfis; Possibilidade de contratação de determinados produtos de forma totalmente digital; Acesso a todas as informações dos produtos contratados pela área do cliente no site institucional; Demonstrativo de Imposto de Renda disponibilizado no site e/ou no aplicativo; Extrato de utilização do plano de saúde disponível de forma digital, no site e/ou no aplicativo; Telemedicina: serviço de teleconsultas por meio do aplicativo do plano de saúde;
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Elaboração de um modelo coordenado de gestão de saúde que acompanha o paciente em sua trajetória pela rede referenciada, encaminhando-o a profissionais, exames e programas de gestão de saúde; Criação de seguro de vida (sem carência) destinado aos profissionais de saúde que trabalharam na linha de frente no combate à Covid-19; Programa de incentivo ao descarte consciente de eletrônicos e à reciclagem de peças automotivas; Cobertura para placas fotovoltaicas, assistência para descarte sustentável de móveis e proteção também para bicicleta, patins e patinetes; Oferta de curso de planejamento financeiro online e gratuito no site da empresa.
5.3.3. GOVERNANÇA, ÉTICA E INTEGRIDADE10 GRI 102-16, 102-17, 102-18, 102-19, 102-20; (PSI 1.A.B) (PSI 4.1.A.B); ODS 16
81,8%
dos participantes afirmam que em sua organização existe um comitê, área ou comissão específica para tratamento de questões ASG/ Sustentabilidade. Isso se dá nos seguintes percentuais:
10 Representatividade do indicador: 70,3%
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Outro 4,5%
Não tem profissional ou área específica 13,6%
Sim. Possui comitê ou estrutura ligada ao Conselho de Administração 22,7%
Sim. Estrutura em nível acima do gerencial e/ ou em área ligada ao core business 36,4%
Sim. Estrutura está em nível de gerência em área não ligada ao core business da empresa 22,7%
Nesse sentido, a estrutura de governança das organizações é composta pelos seguintes comitês/comissões que incluem questões de impactos econômicos, ambientais e sociais em seu assessoramento e/ou tomada de decisão:
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Comitê/Comissão de Risco
73.9%
Comitê/Comissão de Auditoria
65.2%
Comitê/Comissão de Sustentabilidade
43.5%
Comitê/Comissão de Recursos Humanos
39.1%
Comitê/Comissão de Remuneração
34.8%
Comitê/Comissão do Governança
26.1%
Comitê/Comissão Fiscal
17.4%
Nenhum
8.7%
Outros
39.1%
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Em “Outros”, foram mencionados: Comitê de Reservas; Comitê Comercial; Comitê de Ética e Conduta; Comitê Executivo; Comitê de Crise; Comitê de Investimentos; Comitê Financeiro; Comitê de Gestão de Orçamento e Eficiência; Comitê de ALM, Liquidez e Investimentos; Comitê/Comissão de Compliance; Comitê de Diversidade por grupo de afinidade (gênero, raça, pessoas com deficiência, LGBTQIAP+); Comitê/Comissão Marketing; Comitê/Comissão Digital; Comitê de Riscos e Resseguros e Comitê de Subscrição. No que diz respeito à governança corporativa, tema consolidado nas organizações participantes deste Relatório, 100% afirmam que dispõem de Código de Ética e/ou Conduta e 91,3% possuem declaração de Missão, Visão e Valores. Tais documentos devem ser lidos e assinados regularmente pelos seguintes públicos:
91.3% 78.3%
47.8% 34.8%
8.7% Alta Liderança
Funcionários próprios
Funcionários terceirizados
Parceiros de negócios
Nenhum
São oferecidos os seguintes canais e mecanismos internos e externos para tratar comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação e demais questões relacionadas à integridade organizacional:
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Canais internos sigilosos e anônimos para denúncias de comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação e questões relacionadas à integridade organizacional
87.0%
Canais externos sigilosos e anônimos para denúncias de comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação e questões relacionadas à integridade organizacional
82.6%
Canais internos para tirar dúvidas sobre Ética e Integridade (emails, telefones)
82.6%
Ouvidoria
82.6%
Comitês ou estruturas de gestão envolvendo Ética e Integridade
65.2%
Campanhas Internas sobre Ética e Integridade - Obrigatórios
65.2%
Treinamentos e/ou Eventos sobre o tema para Clientes e/ou Corretores, ou outros parceiros da cadeia de valor
43.5%
Canal direto com Comitês ou estruturas de gestão envolvendo Ética e Integridade
39.1%
Palestras internas periódicas com especialistas
39.1%
Campanhas Internas sobre Ética e Integridade - Optativos
34.8%
Conteúdo sobre Ética e Integridade incluso em Cláusula e Manuais do Segurado
17.4%
Ao todo, 91,3% desses mecanismos permitem solicitações anônimas e 100% dos participantes tratam informações, solicitações e queixas com confidencialidade. 84
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5.3.4. COMBATE À CORRUPÇÃO E PREVENÇÃO À LAVAGEM DE DINHEIRO E AO FINANCIAMENTO AO TERRORISMO11 GRI 205-2; (PSI.1.1.A) (PSI.1.1.A.C) (PSI.2.2.A.B) (PSI.3.1.A.B.2.A.C) (PSI.4.1.A.B.C); ODS 16
100% das organizações que participaram desse indicador adotam práticas de combate
à corrupção. Isso ocorre a partir da instituição de determinados mecanismos e ferramentas, sendo eles:
91,3% Políticas. Exemplos: código de conduta, canais de denúncias, programas
de integridade, política de práticas anticorrupção, política de prevenção a fraudes, gestão de riscos e controles internos, entre outros.
73,9% Gestão. Exemplos: programa de compliance, treinamentos, código de
conduta para parceiros, comitês internos, reporte à alta administração, comunicação periódica, definição dos principais riscos, identificação de riscos de fraude, entre outros.
69,6%
Processos. Exemplos: treinamentos, aculturamento, análise de fornecedores, análise de clientes, auditorias interna e externa, monitoramento, diligência prévia, entre outros.
65,2% Normas. Exemplos: norma anticorrupção, norma de oferta e recebimento
de presentes, norma/manual de avaliação de compliance, manual de conduta, procedimentos de PLD-FT, entre outros.
11 Representatividade do indicador: 70,3%
85
Além disso, 100% dos participantes contam com processo estruturado de capacitação/ treinamento para empregados próprios e terceiros com relação às práticas adotadas e temas envolvendo estratégias de combate à corrupção. Esses treinamentos geralmente são periódicos e podem acontecer de forma presencial ou a distância e normalmente são oferecidos para colaboradores e terceiros, além de corretores e parceiros comerciais. As organizações ainda relatam incluir o tema nos kits de boas-vindas entregues a novos colaboradores e parceiros. Também são realizadas palestras e lives sobre o tema, além de comunicações periódicas ao longo do ano, disponibilização de manuais, de guias e de cartilhas, além de disponibilização da política de integridade a todos os funcionários. Os treinamentos de compliance podem resultar numa certificação de compliance e ainda há casos da escolha de agentes de GRC (Gestão, Riscos e Compliance), colaboradores selecionados e treinados para serem os pontos focais nos assuntos de integridade, conformidade e ética. Em 2021, 95,4% dos membros da alta liderança receberam treinamentos voltados ao combate à corrupção. No que diz respeito à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, 100% das participantes adotam práticas de prevenção a partir dos seguintes mecanismos e ferramentas:
87,0% Políticas. Exemplos: políticas de prevenção a fraudes, de integridade, de prevenção a crimes financeiros, código de conduta, treinamentos, reporte à área de compliance, entre outros.
82,6%
Processos. Exemplos: análise para homologação e cadastramento de fornecedores, análise de clientes e patrocinados sobre pessoa politicamente exposta, extração de base de dados com operações suspeitas e que interfiram no risco da companhia para análise do time de GRC, entre outros.
73,9%
Gestão. Exemplos: área estruturada para cuidar do tema, reporte para a alta administração, testes de controle de pessoas politicamente expostas (PPE), estudo de riscos, entre outros.
65,2%
Normas. Exemplos: norma de avaliação de compliance, manual de prevenção de fraudes, orientações sobre o canal de denúncias, entre outros.
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Ao todo, 95,5% dos participantes têm processos estruturados de capacitação/treinamento para empregados próprios e terceiros com relação às práticas adotadas e aos temas envolvendo estratégias de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. Esses processos ocorrem a partir da realização de treinamentos periódicos presenciais e/ou a distância para os colaboradores e terceiros das empresas, além de corretores e parceiros comerciais. Também existem comunicações recorrentes voltadas ao tema, além de disponibilização de e-mail marketing, guias e manuais. Parceiros comerciais também recebem o código de conduta das organizações. Também são realizadas palestras e lives sobre o tópico. Algumas áreas podem receber treinamento específico e alguns colaboradores são selecionados e treinados para serem os pontos focais mais próximos das áreas nos assuntos de integridade, conformidade e ética (agentes GRC). Em 2021, foram dedicadas 10.298,4 horas de treinamentos sobre o tema nas empresas participantes. Em média, 90,9% dos membros da alta liderança receberam treinamento sobre prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo.
5.3.5. GESTÃO DE INVESTIMENTOS12 GRI 102-12; (PSI.1.A.C.6.A); CFA/PRI Os Princípios para o Investimento Responsável (PRI) e os Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI) estimulam as organizações a fazer análise de riscos e oportunidades levando em conta o impacto das questões ASG na estratégia de investimentos. Em relação ao modelo de gestão de investimentos, as participantes deste Relatório têm:
Gestora de recursos terceirizada; 18.2%
Gestora de recursos própria; 81.8%
12 Representatividade do indicador: 67,4%
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Entre as participantes, 56,5% incluem questões ASG na política de investimentos (próprios ou geridos por terceiros). Além disso, dos que possuem gestora de recursos própria, 50% contam com metodologia de avaliação ASG na análise e gestão de ativos já implementada ou em fase de implementação e 18,2% pretendem implementá-la no futuro. Os métodos utilizados para essa avaliação ocorrem da seguinte forma:
45,5% análise qualitativa incluindo questões ASG (indicadores red flag, agenda ASG em reuniões, questionários ASG enviados às companhias, análise SWOT, dashboard de pesquisa centralizada etc.)
45,5%
alocação de ativos considerando questões ASG (alocação estratégica de ativos, alocação tática de ativos etc.)
45,5% construção do portfólio considerando questões ASG (perfil ASG, diversificação de ativos, análise de cenários de portfólio etc.)
36,4% gestão de riscos incluindo questões ASG (exposições e limites de riscos financeiros, análise de valor em risco, análise de cenários na carteira etc.)
18,2% valuation de renda fixa incluindo questões ASG (análise de duration, ranking relativo a ASG, análise de valor relativo/análise de spread etc.) 18,2% participação ativa (active ownership) em temas ASG (votações em assem-
bleia de acionistas, engajamento individualizado etc.)
9,1% valuation de renda variável incluindo questões ASG (variáveis para modelos de valuation, projeção de índices financeiros, análise de cenários etc.)
27,3% utilizam outros métodos, como metodologia de avaliação de crédito privado
incluindo questões ASG e metodologia de alocação de crédito seguindo fatores ASG.
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Entre as participantes, 19,0% dispõem de critérios ASG para escolher suas gestoras de investimentos. Nesse sentido, as empresas levam em conta se a gestora é signatária do PRI e/ou possui modelo interno de gestão dos critérios ASG. Também são avaliadas caso a caso as métricas e usos das questões ASG pelas gestoras, e ainda há envio de questionários e realização de reunião e/ou visitas às gestoras. Há monitoramento da implementação de acordos de investimento responsável na gestão de investimentos?
Não se aplica; 23.8% Sim; 42.9% Não; 33.3%
5.4.RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS 5.4.1. ENGAJAMENTO DAS PARTES INTERESSADAS13 GRI 102-40, 102-43, 102-44; (PSI 1.1.A) (PSI 1.6.A) (PSI 2.1.A.B.D) (PSI 3.1.A.B.2.A) A cadeia de valor das organizações é composta por diferentes públicos de interesse, sendo, por isso, necessário manter um relacionamento frequente e estruturado entre as empresas de seguros e seus públicos. As organizações participantes deste Relatório mantêm relacionamento estruturado com as partes interessadas nos seguintes percentuais:
13 Representatividade do indicador: 67,4%
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Clientes
100.0%
Colaboradores
100.0%
Reguladores
95.5%
Fornecedores e Prestadores
95.5%
Força de Vendas e Corretores
95.5%
Confederação e Federações
86.4%
Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Procon, Ministério Público, Defensoria Pública, Judiciário)
81.8%
Investidores e Acionistas
72.7%
Judiciário (outros assuntos, exceto defesa do consumidor)
63.6%
Academia e especialistas
40.9%
Outras
4.5%
Uma vez que esse relacionamento deve se manter frequente e estruturado, todas as participantes mantêm pelo menos um meio de interação com esses públicos, o que ocorre nos seguintes percentuais:
90,9% Comunicação (newsletter, website, cartilhas, treinamentos etc.) 90,9% Consulta (pesquisas, reuniões, questionários, canais de denúncia etc.) 86,4% Diálogo (fóruns e workshops, eventos etc.) 13,6% Outras formas, como treinamentos e canais de relacionamento. 72,7% das participantes questionam e avaliam a opinião de públicos de interesse sobre as informações divulgadas em relatório público, estabelecendo um canal de diálogo constante com seus públicos interessados. Entre elas, todas afirmam que os resultados desse contato são endereçados internamente para melhoria de processos e adequação de produtos e serviços. 90
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5.4.2. COLABORADORES GRI 102-8, 401-1, 401-2, 404-1, 404-2, 405,-1, 405-2, 412-2; (PSI 1.1. A.C) (PSI 1.1.C) (PSI 2.1.A.B) (PSI 4.1.B.C); ODS 5, ODS 8, ODS 10 A forma como as empresas se relacionam com seus colaboradores é essencial para a geração de valor do setor. No âmbito profissional, as empresas de seguros oferecem oportunidade de treinamento e capacitação, visando ao desenvolvimento de sua força de trabalho. O reconhecimento e a valorização dos milhares de profissionais que fazem parte do mercado segurador também ocorrem a partir de iniciativas de atração e retenção de talentos e de promoção da diversidade e inclusão no mercado de trabalho.
Perfil da força de trabalho14 As seguradoras participantes desse indicador encerraram 2021 com 65.490 funcionários.
Por gênero, esse universo de funcionários é distribuído de acordo com os seguintes percentuais: Homens; 43.4%
Mulheres; 56.6%
Por faixa etária, os funcionários estão divididos conforme a seguir:
Acima de 50 anos; 36.0%
Abaixo de 30 anos; 23.8%
Entre 31 e 50 anos; 60.6%
14 Representatividade do indicador: 85,7%
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Diversidade e igualdade de oportunidades
100% dos participantes
adotam práticas de promoção da diversidade e não-discriminação, o que ocorre da seguinte forma: 15
90,9% possuem canais de reclamação para receber e solucionar queixas de preconceito dentro da empresa;
72,7% têm política de concessão de benefícios iguais para casais do mesmo gênero; 72,7% monitoram indicadores de diversidade do quadro de pessoal; 63,6%
estabelecem ferramentas para avaliação e identificação de talentos para desenvolvimento na carreira, alinhados com a postura de não-discriminação da empresa;
63,6% demonstram interesse de ter diversidade nos candidatos ao divulgar vagas na empresa, encorajando grupos vulneráveis a se candidatarem;
59,1% capacitam gestores no tema de diversidade e princípios de igualdade; 54,5% têm metas para ampliar a participação de mulheres em cargos de gestão; 54,5% divulgam boas práticas de gestão que promovam direitos humanos e respeitem grupos vulneráveis à discriminação do mercado;
50,0% capacitam recrutadores no tema de diversidade e princípios de igualdade; 50,0% criaram Comitê de Diversidade ou assemelhado com reporte à liderança; 15 Representatividade do indicador: 67,4%
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40,9% fazem parcerias com instituições que promovem a contratação de minorias (étnicas, LGBTI+, refugiados etc.);
31,8% realizam ações afirmativas que favorecem o crescimento na carreira voltadas sobretudo para grupos vulneráveis à discriminação;
31,8% têm política visando à promoção da igualdade para o público LGBTI+; 31,8% incluem o tema de diversidade e os princípios de igualdade na missão, visão e valores da empresa;
27,3% incluem quesitos de diversidade nas ferramentas de avaliação de desempenho da empresa, permitindo identificar a necessidade de ações afirmativas em favor de grupos vulneráveis à discriminação no mercado de trabalho;
22,7% têm métricas e/ou indexadores de desempenho para que seus gestores e empregados sejam mais engajados no tema de Diversidade e Inclusão;
18,2% incentivam funcionários de grupos vulneráveis a desfrutar de bolsas de qualificação dentro da empresa;
18,2% têm metas para reduzir a diferença entre o menor e o maior salário pago pela empresa;
13,6% têm metas para ampliar a participação de negros em cargos de gestão; 4,5% oferecem oportunidades para ex-detentos; 4,5% adotam outras práticas, como proibição expressa de discriminação no código de ética da companhia.
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Entre os participantes, 40,9% são signatárias de pactos de Diversidade e Inclusão, entre eles:
ONU Mulheres – Women Empowerment Principles
77.8%
Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+
44.4%
Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero Instituto Ethos
22.2%
CEO Action for Diversity and Inclusion
11.1%
Outros
33.3%
16
Em “Outros”, estão inclusos Fórum de Gerações e o Futuro do Trabalho, Carta Empresarial pelos Direitos Humanos e pela Promoção do Trabalho Decente e Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial.
Salário médio nominal mensal, por gênero17 Homens
Mulheres
R$ 9.575,14
R$ 6.198,80
Mesmo com todos os esforços pela igualdade de oportunidades e pela paridade de salários entre homens e mulheres, em 2021 a média salarial dos homens foi 35,3% maior do que a média salarial das mulheres, uma diferença salarial média de R$ 3.376,34.
16 Representatividade do indicador: 67,4% 17 Representatividade do indicador: 83,7%
94
1
2
3
4
5
6
Composição da Diretoria18
Por gênero
Por faixa etária
Mulheres; 25.0%
Mais de 50 anos; 39.2%
Entre 31 e 50 anos; 60.8%
Homens; 75.0%
Por ser uma informação autodeclaratória, nem todas as empresas relataram o número de membros da Diretoria por sua origem étnica. Entre aquelas que puderam informar esses dados, a representatividade de negros, pardos, indígenas e amarelos nas Diretorias é de, em média, 8,9%.
Composição do Conselho de Administração19 Por gênero
Por faixa etária
Mulheres; 18.9%
Mais de 50 anos; 51.5%
Homens; 81.1%
Entre 31 e 50 anos; 48.5%
18 Representatividade do indicador: 67,4% 19 Representatividade do indicador: 67,4%
95
Gestão de pessoas20 Com relação à gestão de recursos humanos e atração e retenção de talentos, as organizações participantes praticam: Programa de recrutamento interno
95.5%
Avaliação de desempenho para toda a empresa
86.4%
Avaliação de desempenho para profissionais em nível de gestão
81.8%
Política de RH que contemple os processos de seleção e promoção dos empregados
77.3%
Área específica responsável pelo desenvolvimento de carreira dos profissionais da companhia
77.3%
Pesquisa de clima
72.7%
Política de ajuda educacional na formação (educação formal mais ampla, especialização universitária, por exemplo) e/ou na…
72.7%
Resultados da pesquisa de satisfação dos colaboradores considerados no levantamento de necessidades de treinamento…
68.2%
Mapeamento de competências para as diferentes áreas e funções da empresa
63.6%
Sobre sucessão e formação de lideranças:
90,9% das participantes possuem critérios de identificação e monitoramento de potenciais sucessores;
90,9% dispõem de programa estruturado de formação de lideranças; 27,3% têm programa estruturado de formação de líderes mulheres. 96
1
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5
6
Sobre empregabilidade, 40,9% das participantes oferecem programas de transição para facilitar a continuidade da empregabilidade em caso de aposentadoria ou rescisão de contrato de trabalho. Em geral, as companhias relatam que oferecem consultorias de outplacement para cargos executivos. No caso de funcionários desligados sem justa causa, as companhias podem oferecer programas de transição de carreira. No caso de aposentadoria, as organizações dispõem de programas especialmente voltados para preparar os colaboradores para o período de transição, com treinamentos sobre diversos temas, como finanças, saúde, empreendedorismo, entre outros.
Treinamento e educação21 As seguradoras investem continuamente em treinamentos de formação, capacitação e qualificação profissional de seus colaboradores, proporcionando a eles a oportunidade de se manterem atualizados e preparados para novos desafios do negócio. Em 2021, as seguradoras participantes contabilizaram uma média de 17,6 horas de treinamentos para colaboradores homens e de 18,9 horas para mulheres. Considerando as categorias funcionais, esses treinamentos tiveram duração média de:
11,2 horas para o cargo de Diretor/Presidente; 15,0 horas para o cargo de Gerente; 12,4 horas para o cargo de Coordenador/Consultor; 20,4 horas para o cargo de Técnico/Analista/Supervisor; 7,1 horas para o cargo de Trainee; 10,9 horas para o cargo de Estagiário; 37,4 horas para o cargo de Aprendiz; 21 Representatividade do indicador: 47,6%
97
Existem treinamentos e procedimentos específicos para a comunicação de negativa de cobertura a clientes?
Não se aplica; 9.1%
Sim, treinamento específico 13,6%
Sim, tema incluído no treinamento geral; 36,4%
Não; 40.9%
Com relação aos treinamentos voltados aos temas ASG, 77,3% dos participantes ofereceram treinamentos dessa natureza a analistas e gestores no último ano. As empresas incluem as questões ASG nos treinamentos de profissionais:
98
Das áreas de desenvolvimento de produtos/serviços
76.2%
Das áreas de sinistros
71.4%
Das áreas comerciais/vendas
71.4%
Outros treinamentos internos específicos
9.5%
1
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5
6
Além disso, 59,1% das lideranças das empresas participaram de treinamentos periódicos sobre temas ASG no último ano. Em 27,3% dos casos, as metas de desempenho da alta liderança incluíram questões ASG em percentuais relevantes. Os colaboradores da instituição passaram por treinamentos sobre direitos humanos no último ano? Não se aplica; 4.5%
Não; 59.1%
Sim; 36.4%
Gestão do emprego22 Em 2021: A taxa média de turnover das participantes foi de 13,6%; As despesas médicas e odontológicas representaram uma média de 8,7% no custo total de pessoas; Os benefícios representaram, no custo total de pessoas, uma média de 18,1%. 22 Representatividade do indicador: 36,4%
99
5.4.3. CLIENTES23 GRI 102-17, 102-43, 417-2, FS15, FS16; (PSI 1.4.A) (PSI.1.5.A.B) (PSI 2.1.A.B) (PSI 2.1.A.B.C) (PSI 4.1.B) (PSI 4.1.C); ODS 16
Em busca de manter um bom relacionamento com seus clientes, 81,8% dos participantes realizam periodicamente pesquisas de satisfação, que servem para a organização compreender a percepção do segurado sobre a imagem da empresa, os produtos e serviços e os canais e atendimento. Os resultados desses levantamentos em geral são compartilhados dentro da empresa e servem para nortear tomadas de decisão, identificar e implementar melhorias, além de aprimorar a experiência do cliente (interno ou externo) na jornada do seguro. Em 2021, as empresas se esforçaram em manter os patamares de qualidade necessários à satisfação de clientes. Segundo os participantes relatam, as empresas de seguros têm mantido notas acima da média nas metodologias de avaliação de satisfação, como a Net Prompter Score (NPS), por exemplo. Nas pesquisas de satisfação, 54,5% das participantes incluem avaliação sobre a satisfação dos clientes com os canais de distribuição ou com os parceiros comerciais. Assim, não apenas os produtos e serviços das empresas são avaliados, como também seus distribuidores e seus parceiros comerciais como os corretores, por exemplo. Ainda de acordo com 69,6% das participantes, os resultados das pesquisas de satisfação são utilizados para melhorias de processos, produtos e serviços e atendimento ao cliente. As empresas costumam combinar resultados de diferentes metodologias de pesquisa para avaliar a experiência do cliente ao longo de toda a sua jornada. Com base nos resultados das pesquisas, as empresas passam a desenhar estratégias e ações de melhoria a fim de entregar melhores resultados, redefinir a régua de relacionamento e disponibilizar informações para os clientes. Um exemplo de implantação de melhoria é a adoção de novos canais de interação com cliente, como o WhatsApp. Também há casos em que a companhia detecta pontos de insatisfação e trabalha para reverter a percepção do cliente. As empresas também utilizam os resultados para aprimorar treinamentos de prestadores e parceiros. A opinião do cliente é considerada no desenvolvimento de novos produtos e serviços?
23 Representatividade do indicador: 67,4%
100
1
Não; 8.7%
2
3
4
5
6
Não se aplica; 4.3%
Sim; 87.0%
A opinião do cliente no desenvolvimento de novos produtos é obtida a partir de: Conselho de clientes; Pesquisas de satisfação, como CSAT e NPS; Pesquisas de opinião com público-alvo (focus group, entrevistas em profundidade, imersões, mistery shopping e testes de usabilidade); Reclamações nos canais de atendimento; Intermediação do corretor para o recebimento de feedback e sugestões; Criação de grupos multidisciplinares; Mapeamento da jornada do cliente; Governança específica para a criação de produtos levando em conta as necessidades dos clientes. 101
90,9% das participantes monitoram reclamações de consumidores por divergências na comunicação das condições dos produtos ou nos termos de apólices e contratos.
73,9% das participantes monitoram reclamações e processos de venda casada com outros produtos para osclientes.
Educação em seguros24 Iniciativas de Educação em Seguros ajudam a disseminar a cultura de seguros, pois visam manter a sociedade informada sobre a função social e econômica dos seguros na proteção e na prevenção de riscos. As seguradoras participantes deste Relatório promovem ações voltadas à educação em seguros da seguinte maneira:
82,6% desenvolvem iniciativas para adequação da linguagem de apólices e con-
tratos. Esses documentos passam por verificações e adequações na linguagem, em busca de clareza e transparência para o segurado. Outros materiais de comunicação também dispensam o uso de termos técnicos e de difícil compreensão. Algumas empresas também dispõem de glossário com termos técnicos. Há também esforços para ampliar a acessibilidade para pessoas com deficiência.
73,9% possuem iniciativas que promovem a educação financeira ou a educação
em seguros. Essas iniciativas incluem participação na Semana de Educação Financeira, site voltado para a educação em seguros, publicações nas redes sociais voltadas ao tema, campanhas publicitárias voltadas à educação financeira, realização de palestras online para diversos públicos, videoaulas, podcasts e e-books para a comunidade escolar, parcerias com instituições de ensino, cursos online gratuitos, plataformas para colaboradores e público externo, entre outras.
50,0% participaram da Semana de Educação Financeira em 2021, uma iniciativa
da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). Entre elas, 18,2% tiveram iniciativas contempladas com o Selo ENEF.
60,9%
têm parcerias com instituições de ensino voltadas para a promoção da educação em seguros ou educação financeira. 102
1
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5
6
5.4.4. PARCEIROS COMERCIAIS GRI 404-1, 404-2, 412-2; (PSI 2.1.A.B) (PSI 4.1.B.C); ODS 5, ODS 8, ODS 10 Corretores e parceiros comerciais são peça fundamental na cadeia de valor das empresas de seguros, portanto, as seguradoras se preocupam em manter um relacionamento estruturado com esse público, procurando favorecer o desenvolvimento das duas partes. Preocupadas com o desempenho profissional desses parceiros, uma vez que eles muitas vezes são o principal ponto de contato com os clientes, as seguradoras incluem em sua estratégia a oferta de cursos e treinamentos para esse público. Entre as respondentes, 77,3% possuem programas estruturados de treinamento e formação de corretores e parceiros comerciais. Em 2021, cerca de 81.416 mil corretores ou parceiros comerciais receberam esses treinamentos.25 Entre as empresas que oferecem esses treinamentos, 11,8% incluem temas ASG nos cursos e 82,4%, temas relativos à adequação do perfil dos clientes aos produtos vendidos ou os direitos dos consumidores. Além disso, 45,0% das participantes deste Relatório avaliam corretores e parceiros comerciais pelo seu índice de reclamações ou por falhas na comunicação com clientes, a fim de garantir que eles estejam desempenhando seu papel com excelência.26
5.4.5. FORNECEDORES E PRESTADORES GRI 308-1, 308-2, 408-1, 409-1, 414-1; (PSI 1.1.A.C.2.A.B) (PSI 2.1.A.B.C); ODS 8 Ao todo, 78,3% das organizações participantes deste Relatório consideraram os critérios ASG na contratação de fornecedores e/ou prestadores. Essa inclusão ocorre nos seguintes percentuais:27
25 Representatividade do indicador: 45,3% 26 Representatividade do indicador: 49,9% 27 Representatividade do indicador: 69,7%
103
Não; 21.7% Sim, na seleção e homologação de fornecedores e/ ou prestadores; 39.1%
Sim, na seleção, homologação e também formalizados no documento contratual; 39.1%
Entre as organizações que consideram as questões ASG nessa contratação, os processos de seleção e homologação seguem os seguintes critérios: Práticas trabalhistas
100.0%
Código de Ética
83.3%
Política de responsabilidade socioambiental
61.1%
Mapeamento de riscos ambientais
50.0%
Mapeamento de riscos sociais
44.4%
Promoção da diversidade e inclusão
27.8%
Política ou manual de Direitos Humanos
27.8%
No que diz respeito a casos ou riscos de trabalho infantil nas operações ou com os fornecedores/prestadores, 100% das participantes não identificaram casos dessa natureza. Da mesma forma, 100% das participantes não identificaram episódios ou riscos de trabalho forçado ou análogo ao escravo em suas operações ou de fornecedores/ prestadores. As demais indicam que a situação não se aplica ao seu caso.28 28 Representatividade do indicador: 65,9%
104
1
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4
5
6
5.4.6. ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES DE CLASSE GRI 102-13 As participantes mantêm diálogo frequente e integram os debates com as seguintes entidades:
CNseg
100.0%
SUSEP
87.0%
FenSeg
82.6%
FenaPrevi
60.9%
Sindseg
56.5%
Bacen
30.4%
ANBIMA
30.4%
FenaCap
30.4%
FenaSaúde
30.4%
CVM
26.1%
ANS
26.1%
SINCOR
26.1%
PREVIC
21.7%
IESS
8.7%
Outras
26.1%
Em “Outras”, foram mencionadas: ABAC, ABCSI, ABECS, ABRAPP, ACREFI, B3, Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil, Fenacor, IAIS, MicroInsurance Networking, PCAF e SINOG. 28 Representatividade do indicador: 70,3%
105
5.5. GESTÃO AMBIENTAL 5.5.1. MUDANÇAS CLIMÁTICAS30 GRI 201-2; (PSI.1.A.B.2.A.B) (PSI 4.1.A.B); TCFD Estratégia B, TCFD Gestão de Riscos B, TCFD Governança B O setor de seguros é pioneiro na promoção de ações relacionadas às mudanças climáticas, especialmente considerando seu impacto na sinistralidade e sua importância para a subscrição de riscos. Desde 1973, quando o setor de resseguros observou um aumento na quantidade de sinistros relacionados a enchentes, o planeta tem sofrido progressivamente com o aquecimento global. Consequentemente, os efeitos desse fenômeno já são sentidos na economia, com agravamento de problemas sociais, e até mesmo em movimentos migratórios, por conta do grande número de pessoas em situação de vulnerabilidade. A adoção de medidas que limitem a emissão de gases do efeito estufa é urgente para frear um cenário de secas mais intensas, elevação do nível dos oceanos e eventos meteorológicos extremos. Esse indicador está alinhado com as recomendações da TCFD, que aponta que o processo de adaptação às mudanças climáticas traz riscos e oportunidades que precisam ser compreendidos pelas empresas na construção de um novo paradigma econômico. Entre as companhias que participaram deste Relatório e contribuíram com esse indicador, existem expectativas sobre o impacto das mudanças climáticas na estratégia de negócios em diferentes áreas, sendo elas:
Produtos e serviços
85.7%
Cadeia de valor
57.1%
Operações (incluindo instalações)
42.9%
Investimento em pesquisa e desenvolvimento
33.3%
Adaptação e atividade de mitigação
33.3%
30 Representatividade do indicador: 66,1%
106
1
2
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5
6
As companhias participantes consideram as mudanças climáticas:
No desenvolvimento de produtos e serviços que contribuam com a sociedade na superação de tais desafios
57.1%
Nas políticas de aceitação de risco e modelos de subscrição
38.1%
No processo e monitoramento dos riscos corporativos (Circular SUSEP/521)
33.3%
Na avaliação dos ativos para investimentos de recursos próprios, reservas técnicas, fundos de previdências e demais recursos financeiros da companhia
33.3%
Na avaliação da exposição de suas carteiras
33.3%
Não se aplica
23.8%
Em cada companhia, diferentes níveis hierárquicos se envolvem com o tema das mudanças climáticas. Entre as participantes, o maior nível/instância organizacional envolvido nas deliberações sobre as mudanças climáticas é: A Diretoria, em 42,9% dos casos; A Gerência, em 23,8% dos casos; O Comitê Executivo ou Órgão de Assessoramento, em 23,8% dos casos; O Conselho de Administração ou Comitê de Assessoramento, em 19% dos casos; A Superintendência, em 9,5% dos casos. 107
Em quanto tempo a companhia enxerga que as Mudanças Climáticas serão integradas plenamente em sua governança, estratégia, gestão de riscos e metas e indicadores?
Em análise; 9.5%
Acima de 10 anos; 4.8% De cinco a dez anos; 9.5%
Até 5 anos; 76.2%
5.5.2. RESÍDUOS31 GRI 306-2; (PSI 1.1.A) (PSI 4.1.A.B.C); TCFD Métricas e Metas A; ODS 6, ODS 12
Entre as companhias participantes, 77,3% possuem programas de gestão de resíduos em suas operações administrativas. Além disso, 45,5% têm ações de gestão de resíduos perigosos e não perigosos vinculados a salvados e/ou a produtos de seguros. Como ações de sucesso e inovação relacionadas à gestão de resíduos as organizações, mencionam:
31 Representatividade do indicador: 67,4%
108
1
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4
5
6
Nos produtos e serviços: destinação correta de salvados apropriados para descarte e reciclagem, com separação de materiais ferrosos que serão destinados para siderúrgica e reciclados; destinação de sucatas e peças substituídas de veículos danificados em acidentes, sendo as peças doadas às empresas de reciclagem com certificação; garantia da destinação ambientalmente adequada de veículos em final de vida útil, proporcionando o comércio de itens de reúso para o consumidor final ou atacadista; redução do uso de papel a partir da digitalização de serviços da empresa, como solicitação de reembolso no plano de saúde; oferta de serviço que possibilita reaproveitamento ou descarte ecologicamente correto de bens em desuso, como móveis, colchões e equipamentos eletrodomésticos; consultoria telefônica para clientes com dicas de economia de água e energia, reciclagem de lixo doméstico e outras ações que visam tornar a residência mais sustentável; oferta de serviços de assistência com caçamba para clientes para destino correto de resíduos de construção civil; logística reversa para garantir a correta destinação de eletroeletrônicos defeituosos.
Nas operações das organizações: redução do uso de papel nas operações da empresa; redução do uso de material impresso nas comunicações com clientes, como envio de cartas, apólices, kits de boas-vindas, entre outros; 109
revisão de processos internos e desenvolvimento de programas de ecoeficiência, como oferta de cursos e-learning sobre gestão ambiental para todos os colaboradores; destinação dos resíduos derivados do processo administrativo conforme normas, leis e regulamentos; iniciativas para reduzir a geração de resíduos nos escritórios e ampliar a reciclagem, como treinamentos de coleta seletiva, substituição de copos descartáveis por reutilizáveis individuais, logística reversa de cápsulas de café e destinação de resíduos recicláveis para descarte com certificação de correta destinação; destinação de lixo eletrônico às empresas especializadas; adoção de medidas de eliminação e substituição de plásticos em toda a cadeia de negócios; definição de pontos de descarte de materiais como cartões, pilhas e baterias, produtos hospitalares, óleo de cozinha e cápsulas.
5.5.3. ENERGIA RENOVÁVEL32 FS16; (PSI 1.1.A.3.A)
O setor de energia renovável apresenta oportunidades para o desenvolvimento de soluções em produtos e serviços de seguros capazes de apoiar a mitigação e a proteção de riscos das empresas atuantes no setor. As participantes possuem iniciativas para apoiar o desenvolvimento de fontes de energia renovável. São elas: 32 Representatividade do indicador: 67,4%
110
1
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5
Seguro residencial com proteção para painéis solares
36.4%
Seguro auto para veículos híbridos e/ou elétricos
27.3%
Seguros empresariais para empreendimentos de energia renovável (solar, eólica, hidrelétrica)
18.2%
Fundos temáticos (investimento em empreendimentos de energia renovável)
4.5%
Não se aplica
40.9%
Outros
22.7%
6
Em “Outros”, foram mencionados: Projeto de painéis solares instalados em algumas localidades da organização; Oferta do produto consórcio de placas solares; Projeto de criação de estações de recarga para veículos elétricos nas instalações da companhia; Iniciativas para reduzir emissões de gases do efeito estufa durante os atendimentos da empresa, por meio de modais mais sustentáveis de transporte; Oferta de produtos de seguro que usam índices (Seguros de Índices); Disponibilização de manuais, guias ou aplicativos de orientação sobre práticas saudáveis para clientes; Aquisição de green bonds (títulos verdes). 111
112
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5
6
SUMÁRIO DE CONTEÚDO GRI
6 113
SUMÁRIO DE CONTEÚDO GRI (GRI 102-55) Divulgações gerais Perfil Organizacional
114
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
GR1 102: Divulgações Gerais 2020
102-1 Nome da organização
14/2, 66/5 e 69/5.
102-2 Atividades, marcas, produtos e serviços
14/2
102-3 Localização da sede
14/2 E 69/5
102-4 Localização das operações
14/2 E 69/5
102-5 Natureza da propriedade e forma jurídica
14/2
102-6 Mercados atendidos
14/2
102-7 Porte da organização
14/2
102-8 Informações sobre empregados e trabalhadores
91/5
102-12 Iniciativas desenvolvidas externamente
74/5, 87;5
102-13 Participação em associações
105/5
ODS
8, 10
1
2
3
4
5
6
Estratégia GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 102: Divulgações Gerais 2020
102-14 Declaração do tomador de decisão sênior
6/1
102-15 Principais impactos, riscos e oportunidades
70/5, 72/5
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 102: Divulgações Gerais 2020
102-16 Valores, princípios, padrões e normas de comportamento
15/2, 18/2, 21/2, 81/2
16
102-17 Mecanismos de aconselhamento e preocupações sobre ética
18/2, 81/5, 100/5
16
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 102: Divulgações Gerais 2020
102-18 Estrutura de governança
18/2, 81/5
102-19 Autoridade delegadora
81,5
Ética e integridade
Governança
102-20 Responsabilidade no nível executivo por tópicos econômicos, ambientais e sociais 102-22 Composição do mais alto órgão de governança e dos seus comitês
81/5
102-23 Presidente do mais alto órgão de governança
18/2
102-32 Papel do mais alto órgão de governança no relatório de sustentabilidade
23/2
5, 16
16
115
Engajamento de stakeholders GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
GR1 102: Divulgações Gerais 2020
102-40 Lista de grupos de stakeholders
89/5
102-43 Abordagem para engajamento de stakeholders
89/5, 100/5
102-44 Principais tópicos e preocupações levantadas
89/5
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
GR1 102: Divulgações Gerais 2020
102-45 Entidades incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas
16/2
102-46 Definição do conteúdo do relatório e limites do tópico
66/5
102-47 Lista dos tópicos materiais
70/5
ODS
12
Práticas de reporte
102-48 Reformulações de informações 102-49 Mudanças no relatório 102-50 Período do relatório
66/5
102-51 Data do último relatório
66/5
102-52 Ciclo de emissão do relatório
66/5
102-53 Ponto de contato para perguntas sobre o relatório
66/5
102-54 Declaração de elaboração do relatório de acordo com GRI Standards
66/5
102-55 Sumário de Conteúdo GRI
114/6
102-56 Verificação externa
116
ODS
1
2
3
4
5
6
Tópicos materiais
Desempenho econômico GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 201: Desempenho econômico 2020
201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades devido às mudanças climáticas
40/3, 74/5, 106/5
13
Página/Capítulo
ODS
Impactos econômicos indiretos GRI Standard
Divulgação
GR1 203: Impactos econômicos indiretos 2020
203-2 Impactos econômicos indiretos significativos
1, 2, 3, 8, 10, 17
Combate à corrupção GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 205: Combate à corrupção 2020
205-2 Comunicação e treinamento em políticas e procedimentos de combate à corrupção
85/5
16
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 306: Efluentes e resíduos 2020
306-2 Resíduos discriminados por tipo e método de disposição
108/5
3, 6, 12
Efluentes e resíduos
Avaliação ambiental de fornecedores GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 308: Avaliação ambiental de fornecedores 2020
308-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais
103/5
8
308-2 Impactos ambientais negativos na cadeia de suprimentos e ações tomadas
103/5
117
Emprego GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 401: Emprego 2020
401-1 Novas contratações de empregados e rotatividade de empregados
91/5
5, 8, 10
401-2 Benefícios para empregados com jornada integral que não são oferecidos a empregados de meio expediente ou temporários
91/5
3, 5, 8
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 404: Treinamento e educação 2020
404-1 Média de horas de treinamento por ano por empregado
91/5, 103/5
4, 5, 8, 10
404-2 Programas para o desenvolvimento de competências dos empregados e de assistência para a transição de carreira
91/5, 103/5
5, 8, 10
Página/Capítulo
ODS
Treinamento e educação
Diversidade e igualdade de oportunidades GRI Standard
Divulgação
GR1 405: Diversidade e igualdade de oportunidades 2020
405-1 Diversidade nos órgãos de governança e empregados
5, 8
405-2 Salário médio nominal mensal pago pela companhia por gênero
91/5
5, 8, 10
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 406: Nãodiscriminação 2020
406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas
Não-discriminação
118
5, 8, 16
1
2
3
4
5
6
Trabalho infantil GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 408: Trabalho infantil 2020
408-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho infantil
103/5
8, 16
Trabalho forçado ou análogo ao escravo GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GRI 409 Trabalho forçado ou análogo ao escravo 2020
409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho forçado ou análogo ao escravo
103/5
8
Avaliação em direitos humanos GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GRI 412: Avaliação em direitos humanos 2020
412-2 Empregados treinados em políticas e práticas de direitos humanos
91/5, 103/5
4, 5, 8, 10, 16, 17
Avaliação social de fornecedores GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 414: Avaliação social de fornecedores 2020
414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios sociais
103/5
5, 8, 16
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
GR1 417: Marketing e rotulagem 2020
417-2 Casos de nãoconformidade com relação a informações e rotulagem de produtos e serviços
100/5
16
Marketing e rotulagem
417-3 Casos de nãoconformidade em relação a comunicações e marketing
16
119
Suplemento setorial
Serviços financeiros
120
GRI Standard
Divulgação
Página/Capítulo
ODS
FS1
Políticas com componentes socioambientais específicos aplicadas às linhas de negócios
12
FS2
Procedimentos para avaliação e triagem de riscos socioambientais nas linhas de negócios
12
FS3
Processos de monitoramento de clientes na implementação e no cumprimento de exigências socioambientais incluídas em contratos
12
FS4
Processo(s) para aperfeiçoar a competência dos colaboradores em implementar as políticas e os procedimentos socioambientais aplicados às linhas de negócios
12
FS5
Interações com clientes/empresas controladas/ parceiros de negócios referentes a riscos e oportunidades socioambientais
12
FS8
Valor monetário dos produtos e serviços com benefício ambiental, separados por cada linha de negócio e discriminados por objetivo
76/5
FS15
Políticas para um justo desenvolvimento e venda de produtos e serviços financeiros
76/5, 100/5
FS16
Iniciativas para aumentar a educação financeira, por tipo de beneficiário
100/5, 110,5
FS19
Iniciativas para apoiar a inovação
76/5
12
1
2
3
4
5
6
INFORMAÇÕES CORPORATIVAS CNseg – Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização Rio de Janeiro Rua Senador Dantas, 74 – 16º andar, Centro, CEP 20031-205 Tel: (21) 2510-7777 Brasília SCN Quadra 1 bl. C, Brasília Trade Center, salas 1601 a 1612, Brasília CEP 70711-902 Tel: (61) 3424-9337 / Fax: (61) 3328-1904
CRÉDITOS Coordenação geral Superintendência de Relações de Consumo e Sustentabilidade – CNseg Supervisão editorial e redação Luciane Degraf Projeto gráfico e diagramação Agência Eclipse
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