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Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2020

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2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

1 2 3 4 5 6 7 8

Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros

1


CAPÍTULO

1

CAPÍTULO

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CAPÍTULO

2

CAPÍTULO

CAPÍTULO

CAPÍTULO

6

7

3

CAPÍTULO

4

CAPÍTULO

8


Sumário 1

2

MENSAGENS

7

1.1. Mensagem do Presidente

7

1.2. Mensagem das lideranças do mercado

9

A CNSEG

13

2.1. Federações associadas

14

2.2. Governança corporativa

15

2.2.1 Organograma funcional

19

2.2.2 Comissões Temáticas

20

2.3 Destaques do ano

20

2.3.1 Principais atividades da CNseg em 2020

20

2.3.2 Atualização do Planejamento Estratégico 2019/2022

21

2.3.3 Efeitos da pandemia da Covid-19 nas operações

22

2.3.4 Agenda Internacional

22

2.3.5 Programa Educação em Seguros

24

2.3.6 Publicações

25

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3


SUMÁRIO

2.3.7 CNseg na mídia

26

2.3.8 Diversidade e inclusão

27

2.3.9. Seguros Inclusivos

27

2.4 Eventos 2020

3

4

4

27

2.4.1 Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros

27

2.4.2 Eventos online

28

SOBRE O RELATÓRIO

31

3.1 Seguradoras participantes

32

3.2 Perfil das participantes

33

3.3 Matriz de materialidade

34

3.3.1 Como as questões ASG podem impactar os negócios e a sinistralidade

35

3.3.2 Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI)

36

3.3.3 Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD)

37

3.3.4 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

39

O SETOR DE SEGUROS

43

4.1 Responsabilidade social em tempos de pandemia

45

4.2 Principais números

46

4.3 Desempenho por segmento

49

4.3.1 Seguros Gerais

50

4.3.2 Coberturas de Seguros de Pessoas e de Previdência

52

4.3.3 Saúde Suplementar

53

4.3.4 Capitalização

54


SUMÁRIO

5

6

7

8

5. SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS

57

5.1 Comissão de Integração ASG

58

5.2 Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável

61

5.3 Indicadores setoriais

62

5.4 Produtos e serviços

63

5.5 Governança, ética e integridade

66

5.6 Combate à corrupção e prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo

70

5.7 Gestão de investimentos

71

RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS

75

6.1 Engajamento das partes interessadas

75

6.2 Colaboradores

76

6.3 Clientes

84

6.4 Parceiros comerciais

87

6.5 Fornecedores e prestadores

88

6.6 Associações e entidades de classe

89

GESTÃO AMBIENTAL

91

7.1 Mudanças climáticas

91

7.2 Resíduos

93

7.3 Energia renovável

95

SUMÁRIO DE CONTEÚDO GRI

97

5


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS 2020


1

Mensagens GRI 102-14

1 2

1.1 Mensagem do Presidente O Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros chega à sua sexta edição com informações sobre as principais contribuições do mercado segurador para a agenda de desenvolvimento sustentável do País, bem como a consolidação dos indicadores Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) mais relevantes das nossas associadas. Este Relatório foi elaborado com base nas diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, sigla em inglês). Seu conteúdo contribui para a disseminação da cultura de proteção e para a compreensão do importante papel social desempenhado pelo seguro nos momentos mais adversos, sendo cada dia mais relevante na proteção da vida e dos negócios.

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Após um ano particularmente positivo para o setor, como foi o de 2019, o mercado se viu diante de uma das maiores adversidades dos últimos tempos, a pandemia do coronavírus, que forçou o mundo inteiro a se mobilizar para oferecer alternativas que impedissem não só o avanço da doença, como sua erradicação. Apesar disso, o setor conseguiu registrar um crescimento de 3,0% em sua arrecadação em 2020, na comparação com o ano anterior, registrando um total de R$ 500,9 bilhões (sem DPVAT). O resultado positivo reflete a resiliência de um setor fundamentado na prevenção e na proteção. 7


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2020

As medidas de distanciamento social, que fazem parte da nossa rotina desde março de 2020, aceleraram os processos de inovação, compliance e desenvolvimento sustentável das empresas de seguros, uma vez que o mercado se deparou com a necessidade de elaborar planos de contingência para não impactar a prestação de serviços e melhorar a jornada do consumidor. Para que nenhum consumidor ficasse desassistido nesse período, as empresas passaram a operar com a grande maioria de seus funcionários em teletrabalho, o que foi possível com o suporte de tecnologia de ponta e adequadas ferramentas de comunicação para continuar a proteger a sociedade quando ela mais precisa. 1 2 3 4 5 6 7 8

O seguro assume os riscos e atenua os impactos financeiros de eventos sobre os quais se tem pouco ou nenhum controle, como é o caso da crise sanitária que estamos vivendo. Isso se demonstra no montante pago em 2020 referente a benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas, totalizando R$ 320,9 bilhões. Dessa forma, o setor de seguros se mostra firme na missão de levar segurança e estabilidade para a vida pessoal, familiar e dos negócios, com o importante papel de repor financeiramente perdas seguradas para garantir a continuidade de negócios. O mercado de seguros brasileiro assume um papel de protagonista na agenda de sustentabilidade graças à sua contribuição para a manutenção da renda, proteção da vida, saúde e patrimônios ameaçados pela queda no rendimento médio e pela alta taxa de desemprego no País. Diante desse cenário, o setor não tem medido esforços para manter os bons resultados, adaptando-se à nova realidade e aprendendo rapidamente as novas lições para colocá-las em prática o mais rápido possível.

Marcio Serôa de Araujo Coriolano, Presidente da CNseg 8

Continue se cuidando e boa leitura!


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1.2 Mensagem das lideranças do mercado 2020 ficará marcado para sempre na história pelos efeitos devastadores da pandemia do coronavírus, especialmente na saúde de milhões de pessoas. Além disso, diversos setores da economia se viram diante de uma crise sem precedentes. Mesmo diante de tantos desafios, o setor de seguros se manteve resiliente, principalmente por conta de sua cultura de prevenção e proteção e por sua alta capacidade de se adaptar. Em meio a uma das maiores crises da atualidade, vemos de maneira positiva os resultados do ano, pois eles demonstram o esforço diário do setor para atender com rapidez e eficiência às demandas da população nesse novo cenário. A pandemia veio para mostrar que eventos inesperados de qualquer natureza podem acontecer a todo momento e que precisamos estar preparados para encará-los com responsabilidade socioambiental, incluindo as questões Ambientais, Sociais e de Governança nas operações, visando ao desenvolvimento sustentável.” Solange Beatriz Palheiro Mendes,

Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg.

O ano de 2020 foi desafiador. Nos deparamos com uma pandemia, desmatamento recorde, queimadas e tragédias naturais decorrentes das mudanças climáticas, sem contar o aumento das desigualdades e episódios marcantes de preconceito de várias ordens. Diante desse apanhado de fatos, a sociedade espera cada vez mais que as organizações tenham uma conduta socioambiental responsável, ficando evidente que é fundamental para as empresas considerarem a sustentabilidade dos negócios, efetivamente incluindo os aspectos Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) em suas rotinas. A Comissão de Integração ASG da CNseg trabalha desde 2012 para promover essas questões no setor de seguros e os resultados têm surtido efeito, especialmente considerando que os órgãos reguladores têm, progressivamente, incluído questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável em suas agendas. Isso demonstra que a integração das questões ASG nos negócios é imprescindível para a geração de valor e para entregar produtos e serviços com responsabilidade socioambiental.”

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Fátima Lima,

Presidente da Comissão de Integração ASG da CNseg. 9


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2020

As práticas sustentáveis são fatores essenciais na cadeia de negócios do mercado segurador. Cada vez mais, as empresas se preocupam com a gestão dos capitais social e humano, aliada à preservação do meio ambiente. Em período desafiador para a economia, os resultados de 2020 mostram que o mercado de Seguros Gerais se manteve resiliente, apresentando um desempenho satisfatório mesmo diante da crise trazida pela pandemia da Covid-19. As seguradoras, maximizando suas características de assumir riscos e proteger o patrimônio dos segurados, vêm buscando, cada vez mais, atender às necessidades dos clientes, investindo em inovação e em tecnologias que permitam maior agilidade e aproximação com o objetivo de facilitar o contato com segurados e consumidores. Além disso, a população tem demonstrado um aumento de confiança nas seguradoras e uma crescente preferência por seguros com coberturas relacionadas à proteção de residências, veículos, empresas, equipamentos e outros bens, além de garantias para grandes obras e programas governamentais. Há um variado rol de seguros adequados aos interesses e escolhas dos mais diversos segmentos. Mantendo sua solidez durante esse período de crise, o setor tem cumprido sua missão de desonerar o Governo além de prover garantias, serviços e amparo à sociedade.” Antonio Trindade,

Presidente da FenSeg. 5 6 7 8

O ano de 2020 foi emblemático para os ramos de seguros de pessoas e para a previdência complementar no Brasil. Com o cenário da pandemia, foi possível perceber que nosso mercado está preparado e estruturado para oferecer segurança e conforto nos momentos mais adversos. Nesse período de crise sanitária percebemos impactos em resgates na previdência privada, uma vez que muitos perderam seus empregos ou sofreram com a perda de renda, como também vimos o aumento dos eventos indenizáveis no segmento de vida. As seguradoras perceberam o quão grave e urgente era a pandemia e suas consequências para o País e, em caráter de excepcionalidade, assumiram o compromisso de pagar os sinistros por mortes decorrentes da Covid-19 e assim, fazer a diferença na vida de milhares de pessoas. Ao mesmo tempo, evoluímos numa velocidade fantástica na reestruturação de processos, digitalização e inovação de produtos e serviços. Retomamos o crescimento em reservas e captação líquida, bem como, no volume de prêmios de seguros. Sem dúvida, o mercado de previdência complementar e de seguros de pessoas se mostrou resiliente para exercer sua importante função de proteger a sociedade e ajudar a mitigar impactos na vida das pessoas.” Jorge Pohlmann Nasser, Presidente da FenaPrevi.

10


2020

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Neste período de enfrentamento à Covid-19, os planos e seguros de saúde têm se mostrado essenciais para o bom funcionamento do sistema de saúde brasileiro, salvando vidas de seus beneficiários e contribuindo para evitar o colapso da saúde pública. Mesmo num ano em que muitos sofreram com a diminuição de renda e com o desemprego, a saúde suplementar registrou um aumento no número de beneficiários, demonstrando o quanto os brasileiros valorizam a manutenção de seus planos de saúde. O ano de 2020 também serviu para colocar em prática inovações como a telessaúde, que possibilitou o atendimento remoto de 1,6 milhão de beneficiários somente entre as nossas associadas, demonstrando como essa modalidade de atendimento pode contribuir para a democratização do acesso à saúde. Iniciativas como essa demonstram que o setor está em constante adaptação a fim de garantir o bem-estar das pessoas desde o primeiro atendimento.” João Alceu Amoroso Lima, Presidente da FenaSaúde.

Entre os legados deixados pela pandemia da Covid-19, um merece destaque: estamos mais conscientes da nossa vulnerabilidade perante os imprevistos e da necessidade de nos prepararmos financeiramente para enfrentar futuras situações adversas. Considerando a importância socioeconômica dos Títulos de Capitalização, a FenaCap trabalhou, juntamente com as empresas filiadas, para que nenhum sorteio deixasse de ser realizado em 2020, bem como os pagamentos relativos a resgates que, juntos, beneficiaram milhares de famílias. Apesar do momento ainda ser desafiador, a Capitalização sai da pandemia fortalecida por ter adotado ações que propiciaram uma convergência para o ambiente digital – como o aprimoramento de processos e canais de distribuição – permitindo o amadurecimento de projetos de inovação que beneficiaram o cliente e abriram espaço para que outros produtos fossem colocados à disposição do consumidor. Nesse cenário, vale destacar o crescimento de duas importantes modalidades: a Filantropia Premiável (que permite ao consumidor apoiar causas sociais) e o Instrumento de Garantia (focado em transações como aluguel de imóveis).”

1 2 3 4 5 6 7 8

Marcelo Farinha,

Presidente da FenaCap. 11


A CNSEG


2

A CNseg GRI 102-1, 102-2, 102-3, 102-4, 102-5, 102-6, 102-7

1 2

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) é uma associação civil sem fins lucrativos, com atuação em todo o território nacional, que congrega as Federações que representam as empresas integrantes dos segmentos de Seguros, Previdência Privada Complementar Aberta e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. Com sede no Rio de Janeiro e um escritório de representação em Brasília, a CNseg tem como finalidade atuar para ampliar a representação do setor segurador perante os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e disseminar o conhecimento do seguro para as diversas camadas da população, contribuindo para o melhor entendimento do seguro como instrumento do desenvolvimento sustentável do País.

MISSÃO (GRI 102-16)

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Contribuir para o desenvolvimento do sistema de seguros privados, representar suas associadas e disseminar a cultura do seguro, concorrendo para o progresso do País. 13


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2.1. Federações associadas GRI 102-45

As Federações associadas representam 166 organizações que atuam no Brasil em seus respectivos segmentos como seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, seguradoras especializadas em saúde, medicina e odontologia de grupo, e sociedades de capitalização.

1 2

FenSeg - Com 70 associadas, a Federação Nacional de Seguros Gerais está voltada para o desenvolvimento de atividades específicas dos ramos de seguros do segmento “seguros de Danos e Responsabilidades”. A entidade promove a permanente defesa dos interesses do segmento junto ao mercado, aos Poderes Públicos, as instituições da sociedade civil e demais entidades, a fim de apoiar e desenvolver ações para a implantação de políticas públicas e privadas de interesse do setor.

3 4 5 6

FenaPrevi - Representando 66 empresas e entidades nos segmentos de previdência privada e de seguro de Pessoas, a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida tem como objetivo congregar e representar suas associadas, inclusive perante o Poder Público, em busca do fortalecimento dos segmentos econômicos por ela representados e de suas relações com a sociedade, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social do País.

7 8

FenaSaúde - A Federação Nacional de Saúde Suplementar representa 15 grupos de operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde e planos exclusivamente odontológicos a fim de contribuir para a consolidação do mercado privado de assistência à saúde, através da troca de experiências e avaliações de temas de interesse comum, do desenvolvimento de propostas para o crescimento e desenvolvimento do mercado e de seu fortalecimento como representação institucional das operadoras privadas de saúde suplementar.

FenaCap - A Federação Nacional de Capitalização representa 15 empresas de capitalização em todo o território nacional. Exerce a representação institucional e promove a defesa dos interesses do segmento. Atua na criação e aprimoramento de leis, normas e regulamentos voltados ao setor, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social do País.

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2.2. Governança corporativa GRI 102-16, 102-17, 102-18, 102-22, 102-23

A CNseg exerce representação política e institucional dos segmentos de Seguros, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. Como representante dos direitos e interesses do setor de seguros perante o mercado, os Poderes Públicos, as instituições da sociedade civil e demais entidades de classe, a CNseg atua na criação e no aprimoramento de leis, normas e regulamentos que aumentem a eficiência dos segmentos econômicos representados e apoia e desenvolve ações para a implantação de políticas públicas e privadas de interesse dos setores representados. Nessa representação institucional, a CNseg tem como objetivos firmar convênios ou termos de cooperação com entidades afins, com ou sem ônus, voltados para os objetivos institucionais, e atuar nas relações internacionais ligadas aos segmentos representados, podendo participar ou associar-se a organismos e associações internacionais.

1 2

A Confederação desenvolve pesquisas, projetos, e estudos para aprimoramento, além de prestar serviços às associadas e a outras entidades e firmar contratos, acordos ou convênios com entidades públicas ou privadas, no interesse dos setores representados. Entre suas atribuições, fazem parte ainda a produção de materiais que promovem o conhecimento sobre seguros e as ações do setor para aprimoramento da imagem institucional.

3 4

Órgãos dirigentes: Assembleia Geral Conselho Diretor Conselho de Gestão Diretor Presidente

5 6 7 8

Conselho Fiscal

A estrutura organizacional da CNseg é constituída por órgãos de natureza dirigente e consultiva, que trabalham para promover uma gestão participativa, com a contribuição das visões de diferentes empresas e profissionais.

Órgãos consultivos: Conselho Consultivo Conselho de Ética

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2020

Órgão máximo da estrutura hierárquica da CNseg, a Assembleia Geral é composta pelos Presidentes das Federações associadas.

Assembleia Geral

1

Antonio Eduardo Figueiredo de Márquez Trindade

FenSeg

Jorge Pohlmann Nasser

FenaPrevi

João Alceu Amoroso Lima

FenaSaúde

Marcelo Gonçalves Farinha

FenaCap

O Conselho Diretor responde pela direção geral e a administração da CNseg, respeitadas as diretrizes fixadas pela Assembleia Geral.

2 3 4 5 6 7 8

Conselho Diretor (composição em 01/06/2021) Nome

Entidade representada

PRESIDENTE

Marcio Serôa de Araujo Coriolano 1º VICE-PRESIDENTE

Roberto de Souza Santos

Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

VICE-PRESIDENTE

Gabriel Portella Fagundes Filho

SulAmérica Companhia Nacional de Seguros

Ivan Luiz Gontijo Junior

Bradesco Seguros S/A

Luciano Snel Correa

Icatu Capitalização S/A

VICE-PRESIDENTE NATO

16

Antonio Eduardo Figueiredo de Márquez Trindade

FenSeg

Jorge Pohlmann Nasser

FenaPrevi


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

João Alceu Amoroso Lima

FenaSaúde

Marcelo Gonçalves Farinha

FenaCap

DIRETORES

Edson Luis Franco

Zurich Minas Brasil Seguros S/A

Eduard Folch Rue

Allianz Seguros S/A

Fernando Perez-Serrabona Garcia

Mapfre Previdência S/A

Francisco Alves de Souza

COMPREV Vida e Previdência S/A

José Adalberto Ferrara

Tokio Marine Seguradora S/A

Leonardo Deeke Boguszewski

Junto Seguros S/A

Luiz Fernando Butori Reis Santos

Itaú Seguros S/A

Marcio Hamilton Ferreira

Brasilprev Seguros e Previdência S/A

Nilton Molina

Mongeral AEGON Seguros e Previdência S/A

Patricia Andrea Freitas Velloso dos Santos

Prudential do Brasil Seguros de Vida S/A

Pedro Cláudio de Medeiros B. Bulcão

SINAF Previdencial Cia. de Seguros

Pedro Pereira de Freitas

American Life Companhia de Seguros

1 2 3 4 5

DIRETOR NATO

Luiz Tavares Pereira Filho

6

Federação Nacional das Empresas de Seg. Priv., de Capitalização e de Prev. Complementar Aberta

7 8

No âmbito interno, a CNseg conta com o suporte de três Comitês que auxiliam nas atividades da entidade, permitindo maior integração entre os executivos. São eles: Comitê Gestor: composto pelo Presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, pela Diretora de Relações de Consumo e Comunicação, Solange Beatriz Palheiro Mendes, pelo Diretor Técnico e de Estudos, Alexandre Leal, pelo Diretor de Administração, Finanças e Controle, Paulo Annes, pela Diretora de Relações Institucionais, Miriam Mara Miranda, e pelo Consultor Jurídico, Luiz Tavares Pereira Filho. O Comitê Gestor tem por finalidade conferir eficiência e agilidade às decisões de governança corporativa da Confederação. 17


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Comitê Operacional: constituído pelo Presidente, pelos Diretores e Superintendentes da CNseg, tem como objetivo promover a coordenação entre as áreas para que, conjuntamente, produzam um melhor resultado. Os Diretores-Executivos das Federações associadas são convidados a participar, conforme interesse nos assuntos.

Comitê de Gestão de Serviços: integrado pelo presidente da CNseg, por gestor ou gestores da Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Negócios por ele designados, e por representantes de associadas, o Comitê tem como objetivo acompanhar os assuntos referentes aos produtos e serviços disponibilizados pela SUPEN - Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Negócios da CNseg às associadas e propor ações para maximizar os resultados. 1 2 3

Além dos referidos Comitês estratégicos, a CNseg conta também com o apoio dos seguintes fóruns:

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Comitê de Estudos do Mercado (CEM): integrado por representantes da Confederação, das quatro Federações associadas, da Escola Nacional de Seguros e da PUC-Rio, coordenado tecnicamente pela Superintendência de Estudos e Projetos da Confederação, tem como objetivo debater o cenário econômico e político brasileiro e seus eventuais impactos no ambiente de negócios do setor de seguros, propor a realização de estudos e análises que auxiliem no alcance dos objetivos estratégicos da Confederação, ao disponibilizar estatísticas e informações às empresas associadas e ao público em geral. Comitê de Educação em Seguros: responsável pelo desenvolvimento de políticas e iniciativas educacionais para os setores de Seguros, Previdência Complementar Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização. Comitê Interno de Relações Internacionais: criado em 2020, o Comitê visa compartilhar informações e colher subsídios das áreas para o posicionamento da CNseg nos fóruns e entidades internacionais nas quais tem representação. Coordenado pela Superintendência de Relações de Consumo e Sustentabilidade, é composto por colaboradores da CNseg e das Federações associadas.

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2.2.1 Organograma funcional

Super. de Relações de Consumo e Sustentabilidade

GRI 102-16

Luciana Dall’Agnol

Dir. de Relações de Consumo e Comunicação

Superintendência de Eventos

Solange Beatriz

Leila Pontes

Super. Executiva de Comunicação e Impressos

Presidência

Vera Soares Marcio Criolano

1

Comitê Gestor (*) Secretaria Geral e Governança Corporativa

Diretoria de Relações Institucionais

Superintendência de Relações Governamentais

2

Miriam Miranda

Genildo Lins

3

Super. de Acompanhamento Técnico

4

Elaine Jorge

Comitê Operaional (**)

Comitê de Gestão de Serviços (***)

Superintendência Geral de TI e Negócios

Diretoria de Tecnologia de Estudos

Karini Madeira

Alexandre Leal

Superintendência de Estudos e Projetos

André Vasco

5 6 7 8

Diretoria de Administração, Finanças e controle

Superintendência de Administração e Finanças Luis Felipe Santos

Paulo Annes

Escritório de Projetos

Superintendência Controladoria e Compliance Carlos Borges

Consultoria Juridica

Superintendência Jurídica

Luiz Tavares

Glauco Carvalhal

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2020

2.2.2 Comissões Temáticas GRI 102-32

De caráter consultivo, as Comissões Temáticas são importantes fóruns de discussão sobre as questões técnicas e regulatórias de interesse geral do mercado segurador. São formadas por profissionais indicados pelas Federações associadas e pela CNseg e se dispõem a debater práticas e ideias em busca de um mercado ágil, eficiente e eficaz. Cada Comissão está vinculada a uma Superintendência da CNseg e todas as deliberações e recomendações são supervisionadas pela Diretoria competente e estão condicionadas à aprovação do Conselho Diretor. A competência, a composição, o funcionamento e as atribuições das 18 Comissões Temáticas da CNseg estão sistematizadas em Regimento Interno. 1

Comissão 2 3 4 5

Atuarial

Comissão de

Assuntos Fiscais

Comissão da Lei Geral de Proteção de Dados Comissão de

Assuntos Jurídicos

Comissão de

Comissão de

Digitalização Comissão de

Gestão de Risco Comissão de

Comissão de

Administração e Finanças Comissão de

Comunicação e Marketing Comissão de

Governança e Compliance Comissão de

6

Integração ASG

Inteligência de Mercado

Investimentos

7

Comissão de

Comissão de Processos e Tecnologia da Informação

Recursos Humanos

Comissão de

Comissão de Resseguro

Seguros Inclusivos

8

Ouvidoria

Relações de Consumo

Comissão de

Comissão de

2.3 Destaques do ano 2.3.1 Principais atividades da CNseg em 2020

20

77 publicações para leitura online, entre informativos, guias, revistas e outros;

10 eventos presenciais realizados até março; e

7 mil proposições legislativas acompanhadas;

19 eventos online oferecidos para o público externo.


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2.3.2 Atualização do Planejamento Estratégico 2019/2022 Considerando o ambiente político, econômico e social do País, o Conselho Diretor promoveu uma atualização do Planejamento Estratégico da CNseg em novembro de 2020. O documento é objeto da Carta de Ibirapuera, que alinha e justifica os temas prioritários, que orientam os planos de ação, programas e projetos desenvolvidos pela Confederação no triênio 2019-2022. TEMAS ESTRATÉGICOS POR ORDEM DE PRIORIDADE 1

1. Reforma tributária

2

2. SRO – Sistema de Registro Eletrônico

8

8. Patrimônio de afetação 9

9. SFH – Seguro Habitacional

15

22

15. Novo modelo regulatório

22. Seguros inclusivos

16

23

(CNSP/Susep/PREVIC)

16. Regulação do agente de seguros

23. Sandbox

1 2 3

3

3. Capital e solvência 4

4. Reforço da atuação institucional da CNseg 5

5. Coibir o exercício irregular da atividade seguradora 6

6. Resseguros

7

7. LGDP – Lei Geral de Proteção de Dados

10

10. Proporcionalidade

11

11. Canais de distribuição 12

12. Pautas do Judiciário (PIS/ COFINS, custo do processo, juros, correção, outros) 13

13. Conscientização da atividade de seguros no Judiciário 14

14. Mitigar a judicialização

17

17. Educação em Seguros 18

18. Open Banking e Open Insurance 19

19. Normas de prevenção à lavagem de dinheiro 20

20. PL 29/2017 – Novo marco regulatório de seguros 21

21. Pilar de Capitalização para a Reforma da Previdência (apoio CNseg)

24

24. PREVSAÚDE

4

(apoio CNseg)

5 25

25. Aperfeiçoamento das Regras de Investimentos 26

26. AIR – Análise de Impacto Regulatório

6 7 8

27

27. Produtos para pequenas e microempresas (apoio CNseg) 28

28. Novo modelo de seguro obrigatório de veículos (DPVAT)

(FenSeg com apoio CNseg)

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RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

2.3.3 Efeitos da pandemia da Covid-19 nas operações Em meados de março de 2020, todo o País precisou adotar as recomendações de isolamento social decorrentes dos primeiros registros de contaminação pelo coronavírus. Entre elas estavam as restrições para circulação de pessoas, que levaram muitas empresas a trabalhar para possibilitar que seus funcionários pudessem executar suas funções em casa durante o período.

1 2 3 4 5 6 7 8

A viabilização do teletrabalho se tornou uma realidade também para a CNseg, que conseguiu superar as adversidades e manter suas atividades em funcionamento desde então, especialmente com o auxílio da área de tecnologia, que tornou a realização das atividades à distância possível, além da disponibilização de equipamentos e de diversas plataformas de comunicação online. As medidas de isolamento social levaram ao cancelamento e adiamento de eventos previstos para 2020, como o 9º Encontro de Resseguro, a Conferência Hemisférica da FIDES 2021 e o Prêmio de Inovação em Seguros. Isso abriu a possibilidade da realização de eventos online. Além disso, as Comissões Temáticas da CNseg passaram a se reunir de forma virtual, o que causou aumento significativo na frequência às reuniões, comparando com o mesmo período de 2019. A CNseg também pensou na eventualidade do retorno às atividades presenciais, por isso, elaborou um Guia de Retorno, contendo dicas, orientações e protocolos a serem seguidos pelos funcionários para minimizar os riscos de contaminação. Também foi elaborado um Plano de Retorno, que adaptou as instalações para o retorno das atividades presenciais, incluindo divisórias entre os postos de trabalho, disponibilização de álcool gel 70º e álcool líquido 70º e outros materiais para cuidados de higienização pessoal, entre outros. O setor segurador é conhecido pela agilidade nas respostas diante das adversidades, o que só é possível por ter a cultura do planejamento enraizada no DNA das suas atividades. Não sabemos quando o retorno ocorrerá, mas já estamos prontos para a chegada da tão esperada hora do reencontro.

2.3.4. Agenda Internacional A CNseg participa e interage com diversas organizações multilaterais, entre elas: associações de mercado, organismos de supervisão internacional e entidades temáticas do setor. 22


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

O Comitê Interno de Relações Internacionais, criado em 2020, visa compartilhar informações e colher subsídios das áreas para o posicionamento da CNseg nos fóruns e entidades internacionais nas quais tem representação. Global Federation of Insurance Associations (GFIA) Por meio do Grupo de Trabalho de Riscos Climáticos da Federação Global de Associações de Seguros (GFIA, sigla em inglês), a CNseg participou do processo de consulta pública do SIF/IAIS (Fórum de Reguladores para Questões Climáticas/Associação Internacional de Supervisores de Seguros Privados) sobre supervisão de riscos relacionados ao clima no setor de seguros. O posicionamento encaminhado pelo setor de seguros brasileiro reconhece a relevância do trabalho conduzido pelo SIF/IAIS em fornecer orientações para supervisores de seguros sobre riscos climáticos; considera fundamental a cooperação entre os setores público e privado para transição bem-sucedida para uma economia sustentável; e concorda que a proporcionalidade e a flexibilidade são princípios a serem considerados para aplicação de novos aspectos regulatórios para o setor. Federacíon Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES) Já no âmbito da Federação Interamericana de Seguros (FIDES), a CNseg participou de uma consulta entre as associações dos países membros com objetivo de avaliar as principais preocupações de lideranças do setor com os impactos da Covid-19. Entre os principais temores, destacaram-se: queda das vendas (79%), seguida pelo risco de não renovação dos contratos pelos clientes (70%) e pelo risco de falta de apoio dos resseguradores (39%). Na faixa intermediária da relação, figuram os riscos cibernéticos (43%), insegurança jurídica (46%) e fraude cometida pelos segurados (46%).

1 2 3 4 5 6 7 8

A pesquisa também constatou o surgimento de diversos projetos de leis nos países que vão contra os princípios fundamentais do seguro. Diante disso, a FIDES publicou uma carta alertando autoridades públicas sobre os impactos de medidas legislativas nas operações de seguros. As reações dos mercados de seguro latino-americanos à pandemia do novo coronavírus foram discutidas na sétima edição do CNseg Webinars, que contou com a participação de lideranças do setor do Panamá, México, Peru, Colômbia, Chile e Brasil. 23


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2020

Durante as discussões ficou evidente que o seguro de automóvel foi um dos segmentos mais atingidos pela pandemia em toda a América Latina, devido às restrições de circulação, que também comprometeram a venda de carros. Questionados sobre a atuação dos órgãos reguladores durante a pandemia, os participantes afirmaram, de um modo geral, que foi positiva, flexibilizando os normativos e seguindo cronograma da agenda de regulação prevista. 1 2 3 4 5 6 7

Microinsurance Network (MiN) Outro destaque foi a participação no projeto Latin America Landscape of Inclusive Insurance, conduzido pela Microinsurance Network (MIN) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A inciativa tem objetivo de mapear o cenário dos Seguros Inclusivos em todo mundo e destacar principais produtos, suas características e seus impactos no contexto socioeconômicos dos países.

8

2.3.5 Programa Educação em Seguros Em vigor desde 2016, o Programa Educação em Seguros faz parte da agenda estratégica da CNseg visando à disseminação da cultura do seguro no País e a divulgação de informações a respeito do setor e dos produtos e serviços oferecidos pelas seguradoras aos mais variados públicos. O programa, que integra a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), é 24

O relatório completo pode ser consultado através do link https://microinsurancenetwork.org/ the-landscape-of-microinsurance


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

composto por 21 iniciativas, como a publicação de livretos, guias e cartilhas sobre o tema; o Glossário do Seguro; parcerias com instituições de ensino e entidades de defesa do consumidor; a Rádio CNseg; o Canal CNseg no YouTube; ações nas mídias sociais; quizes sobre seguros; e workshops para jornalistas e públicos variados.

Para saber mais sobre as iniciativas, acesse https://educacaoemseguro.cnseg.org.br

Há que se destacar, ainda, a realização da Semana Nacional de Educação Financeira que, por conta da pandemia, ocorreu em novembro com a realização de webinars e com a produção de conteúdo sobre diversos temas relacionados à Educação em Seguros. Dando continuidade às ações voltadas à Educação em Seguros em 2020, a CNseg proporcionou a manutenção do diálogo com as entidades de defesa do consumidor, com a realização do 8º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros. Outra ação voltada ao público consumidor foi o mapeamento da jornada do consumidor de seguros, realizada em parceria com a FenSeg, com o objetivo de identificar os pontos mais satisfatórios ao consumidor na jornada de compra e seus maiores pontos de dor em relação à contratação do seguro residencial, além de sugerir medidas para aprimoramento. A ação ocorreu em três fases: de pesquisa e diagnóstico; de grupos focais com consumidores e de workshop cocriativo.

1 2 3 4 5 6 7 8

2.3.6 Publicações Foram editadas 77 publicações para leitura online ao longo de 2020.

Todas estão disponíveis em http://cnseg.org.br/publicacoes

O lançamento do Informativo Semanal CNseg em maio impulsionou o número de publicações, já que, ao todo, foram 33 edições lançadas no ano. Direcionado a representantes do mercado segurador, autoridades governamentais, entidades da sociedade civil e universidades, entre outros públicos de interesse, o informativo compila notícias relevantes para o setor de seguros e é enviado por e-mail. É possível solicitá-lo pelo comunica@cnseg.org.br. 25


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2020

2.3.7 CNseg na mídia O portal da CNseg é o principal canal de 600 comunicação da Confederação, com mais notícias publicadas de 600 notícias publicadas e mais de 350 mil visitantes em 2020. Um destaque do 350 mil portal foi o lançamento das páginas que visitantes em 2020 reúnem todo o material produzido pelos diversos canais da CNseg sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e sobre a pandemia do coronavírus. Outra novidade foi o lançamento da página de artigos, agregando textos produzidos por profissionais do setor sobre temas de interesse. 1 2 3

Outro canal de comunicação é a Rádio CNseg, que tem como principal objetivo combater a desinformação, esclarecendo os fundamentos e características dos produtos e serviços do mercado de seguros. Ao longo do ano, foram veiculados 206 programas sobre assuntos de interesse do setor de seguros. Além disso, 95 matérias sobre assuntos de interesse da CNseg foram divulgadas em rádios comerciais, comunitárias e educativas, atingindo 2.200 rádios em 1.226 municípios brasileiros.

4 5

206 programas

sobre assuntos de interesse do setor de seguros. 6 7 8

95 matérias

sobre assuntos de interesse da CNseg. Atingindo

2.200 rádios em 1.226 municípios brasileiros.

O grande destaque da Rádio CNseg foi o lançamento do podcast SeguroCast, que é distribuído pelos principais agregadores de conteúdo. Esse formato possibilitou a realização da série de podcasts “Sete coisas que você precisa saber antes de contratar um seguro”, que foi veiculada durante a 7ª Semana Nacional de Educação Financeira, entre 23 e 29 de setembro. A CNseg também está presente nas mídias sociais, com o Canal CNseg no YouTube, a página no Facebook, o perfil no Instagram e a página no LinkedIn. Essa presença é pautada pelo aprofundamento de temas já trabalhados pela Confederação em seus demais canais de comunicação, de forma a contribuir para disseminar a divulgação dos assuntos de interesse do setor segurador. Um destaque em 2020 foi o lançamento da página do Presidente da CNseg no LinkedIn. 26


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2.3.8 Diversidade e inclusão Dando continuidade à agenda de promoção da diversidade e inclusão no setor de seguros, o Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão da CNseg concluiu em abril de 2020 o 1º Censo de Diversidade do Setor de Seguros, que contempla indicadores dos pilares de Gênero, Cor/Raça, LGBTQIA+, PCD, Idosos (60+) e outros. Esse trabalho tem como objetivo oferecer ao mercado os números consolidados do setor em diversidade e inclusão, a fim de mapear os públicos de diversidade prioritários e orientar a elaboração de políticas e ações concretas de inclusão. 1

2.3.9. Seguros Inclusivos A agenda de Seguros Inclusivos foi marcada pela efervescente discussão sobre revisão do marco regulatório, tanto no âmbito infralegal – Susep – quanto na esfera legislativa, por meio de debate com representantes do Senado. O debate, iniciado em dezembro de 2020 e liderado pela CNseg e pelas Federações, teve o objetivo de aprimorar normativos sobre o tema a fim de fomentar o desenvolvimento desse mercado em âmbito nacional.

2 3 4 5 6

2.4 Eventos 2020 2.4.1 Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros

7 8

Realizado semanas antes do cancelamento de eventos presenciais, o 8º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros ocorreu em 4 e 5 de março de 2020, em Recife/PE, abrangendo as informações sobre as reclamações sobre seguros na região Nordeste. O objetivo do evento é disseminar a Educação em Seguros e contribuir para soluções rápidas e eficazes das demandas dos consumidores por meios não litigiosos. O evento reuniu 35 representantes de 19 Procons da região Nordeste, além de representantes de organizações varejistas e representantes das seguradoras. 27


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

No primeiro dia, as seguradoras apresentaram os principais fundamentos que regem os Seguros de Vida, de Acidentes Pessoais, Prestamista, de Roubo e Furto de Celular, de Garantia Estendida e de Automóveis, além de dar conhecimento das providências que vêm sendo adotadas para a solução das demandas e conflitos em cada uma dessas modalidades. No segundo, os representantes dos Procons regionais trataram dos temas vivenciados em seu cotidiano e que consideram importantes para a agenda de defesa do consumidor de seguros.

2.4.2 Eventos online

1 2 3 4

Em razão das medidas de distanciamento social tomadas a partir de março de 2020, o calendário de eventos da CNseg sofreu alterações. Com o cancelamento ou adiamento de eventos presenciais, muitos deles passaram para o formato online. Com isso, foram criados o Webinar CNseg, que tem como objetivo tratar e discutir temas estratégicos, e o Webtec CNseg, voltado a assuntos técnicos.

Ao todo, foram realizados 6 Webtec e 8 Webinar CNseg.

Disponíveis no canal da CNseg no YouTube https://www.youtube.com/c/CanalCNseg

5 6 7 8

Vale ressaltar a realização do Webtec CNseg sobre “Investimento de Impacto”, ressaltando a relevância de questões ASG nas decisões de investimentos das empresas e como o setor de seguros deve contribuir para fomentar a agenda de desenvolvimento sustentável no País. Outro destaque foi a realização do Webtec CNseg “O papel das empresas para a urgente superação do racismo na sociedade brasileira” no dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, em 25 de setembro. Durante o Webinar os participantes relataram suas experiências pessoais e profissionais sobre o tema e discutiram assuntos relevantes como a criminalização do racismo, os ganhos civilizatórios das ações afirmativas, políticas de diversidade e inclusão e a necessidade das empresas se engajarem na luta antirracista.

28


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Webtec CNseg Nome

Data

Análise de indicadores econômicos recentes e o setor de seguros

09/07

2020: O ano dos investimentos de impacto

22/07

Inflação, setor segurador, consumo e investimento

13/08

O papel das empresas para a urgente superação do racismo na sociedade brasileira

25/09

O novo marco regulatório de conduta e atendimento e o papel das ouvidorias de seguros

07/10

2020: Seguros e sinais de retomada econômica brasileira

19/11

1 2 3 4

Webinar CNseg

5

Nome

Data

Mercado segurador - questões tributárias em tempos de pandemia

22/04

Pandemia e o mercado de seguros no mundo

06/05

Produtos de seguros pós-Covid-19: adaptação ou revolução?

13/05

Os mercados regionais de seguro durante a Covid-19 – Parte 1

03/06

Os mercados regionais de seguro durante a Covid-19 – Parte 2

10/06

O desafio do trabalho remoto e os impactos na cultura organizacional das empresas e no âmbito da legislação trabalhista

26/08

As respostas à pandemia no mercado de seguros latino-americano

09/09

Inflação: Há algo com o que se preocupar?

22/10

6 7 8

29


SOBRE O

RELATÓRIO


3 SOBRE O

Relatório GRI 102-1, 102-46, 102-50, 102-51, 102-52, 102-53, 102-54 1

O Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros chega à sua sexta edição apresentando informações relacionadas à sustentabilidade do mercado brasileiro de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização, além de trazer detalhes sobre a atuação da CNseg ao longo de 2020, considerando os principais acontecimentos e iniciativas relacionadas à instituição e às quatro Federações que a compõem. Elaborado pela CNseg, este Relatório segue as diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI), na opção “Essencial” da GRI Standards, o que favorece a organização do conteúdo e a comparação dos indicadores do setor com os indicadores das empresas participantes. Neste documento constam indicadores de desempenho ASG (Ambiental, Social e de Governança) registrados pelas empresas atuantes no mercado brasileiro de seguros referentes ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2020. Os indicadores estão relacionados a compromissos internacionais com o desenvolvimento sustentável, como os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), a Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em inglês) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

2 3 4 5 6 7 8

Como nem todas as empresas participaram de todos os indicadores, as porcentagens dos indicadores estão de acordo com o universo de empresas que efetivamente reportaram os dados. É possível encontrar em cada indicador o percentual que demonstra sua representatividade no mercado representado pela CNseg (FenSeg, FenaPrevi e FenaCap, com exceção da FenaSaúde e do segmento de Saúde Suplementar). Demais edições, informações adicionais e esclarecimentos sobre este Relatório e os indicadores GRI reportados podem ser obtidos nos seguintes canais:

cnseg.org.br ou surec@cnseg.org.br 31


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2020

3.1 Seguradoras participantes Ao todo 34 seguradoras participaram deste Relatório. Juntas, elas correspondem a 85,7% do mercado representado pela CNseg (FenSeg, FenaPrevi e FenaCap, com exceção da FenaSaúde e do segmento de Saúde Suplementar).1

1 2 3 4

1

Alfa Seguros

18

MAG Seguros

2

Allianz Seguros

19

MAPFRE

3

Argo Seguros Brasil

20

4

Austral Seguradora

21

Metropolitan Life Seguros e Previdência Privada

5

Bradesco Seguros

22

6

Brasilcap Capitalização

23

7

Brasilprev Seguros e Previdência

24

BB Seguros

25

Caixa Seguradora

26

Capemisa Seguradora de Vida e Previdência

27

8

5

9

6

10

7

11

8

12 13 14 15 16 17

1

32

Chubb Seguros Brasil Fator Seguradora Generali Brasil Seguros Icatu Seguros HDI Seguros Itaú Seguros Liberty Seguros

28 29 30

NEWE Seguros Porto Seguro Prudential do Brasil Sancor Seguros Seguradora Líder DPVAT Seguros Sura Sompo Seguros SulAmérica Swiss Re Corporate Solutions Brasil Tokio Marine Seguradora

31

Too Seguros

32

Unimed Seguradora

33

Zurich Seguros

34

Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência

85,7% do mercado representado pela FenSeg, FenaPrevi e FenaCap. 55,9% do mercado representado pela FenaSaúde.


2020

3.2 Perfil das participantes GRI 102-1, 102-3, 102-4; (PSI 1.1.A) (4.1.B.C)

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Estrangeira 44,1%

A maioria das participantes deste Relatório têm origem nacional, com sede localizada em São Paulo e grande parte das filiais concentra-se na região Sudeste. As empresas estrangeiras têm origem em países como Argentina, Espanha, Estados Unidos, Japão e Suíça.

Nacional 55,9%

5,9%

Origem das organizações Representatividade do indicador: 85,7%

5,9%

2,9%

29,4%

14,7% 1 2

Localização da sede Representatividade do indicador: 85,7%

3

17,6%

23,5% 4

Distribuição geográfica (total de filiais no País, por região) Representatividade do indicador: 63,1%

região Sul, 19,5%

região Norte, 4,4%

região Nordeste, 12,8%

5 6 7

Países de atuação Entre as participantes, há empresas que atuam em vários países, além do Brasil. Entre os citados estão África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Espanha, França, Holanda, Índia, Japão, Paraguai, Reino Unido, Suíça, Tailândia, Uruguai e muitos outros.

região Centro-Oeste, 8,1%

8

região Sudeste 55,1% Somente Brasil 47,6%

Representatividade do indicador: 63,1% Brasil + outros 52,4% 33


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

3.3 Matriz de materialidade (GRI 102-15, 102-47)

A matriz de materialidade do mercado de seguros contempla os aspectos ASG mais relevantes para o setor, identificados a partir de um processo colaborativo com os principais públicos estratégicos. Ela foi elaborada em 2015 e revista em 2018 a partir de uma pesquisa online com questões focadas na relevância dos aspectos ASG e em sua aplicação prática pelo setor. Stakeholders externos, como profissionais do mercado de seguros, fornecedores, corretores, reguladores, clientes, entre outros, participaram da pesquisa, cujos resultados estão descritos a seguir:

1 2 3 4 5 6 7 8

É muito relevante o estabelecimento de processos para identificar as questões ASG e estar ciente das possíveis consequências na subscrição de riscos, independentemente do segmento de atuação. Embora exista a consciência da importância da implementação desses processos, as percepções quanto às práticas ainda são consideradas incipientes ou intermediárias, o que demonstra que as instituições ainda estão na jornada de implementação e adaptação dessa agenda. O engajamento e discussão dos aspectos ASG pela alta liderança são considerados relevantes, independentemente do ramo de atuação da instituição, embora a maioria dos stakeholders consultados tenham indicado que a prática ainda está em nível intermediário. A integração dos aspectos ASG na tomada de decisão de investimentos também é considerada relevante e a prática é percebida como avançada por cerca de 80% dos entrevistados. Diversidade, inclusão e processos relacionados a recursos humanos são considerados muito relevantes, embora as práticas ainda sejam vistas como intermediárias. O desenvolvimento de produtos e estratégias e o relacionamento com consumidores e fornecedores que englobam os temas ASG são considerados de grande relevância, mesmo que na prática sejam percebidos como incipientes ou intermediários. A inovação no desenvolvimento de produtos e na inclusão da população de baixa renda no setor de seguros foi considerada muito relevante, embora a percepção quanto às práticas também seja intermediária. A educação em seguros é vista como muito relevante, mas apenas 14% dos entrevistados acreditam que as práticas estejam em estágio avançado.

34


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

O desenvolvimento de programas, canais e medidas de prevenção e o monitoramento de casos de corrupção e lavagem de dinheiro foram considerados muito relevantes por 95% dos consultados. A transparência quanto às práticas das companhias relacionadas aos temas ASG é considerada muito relevante por quase todos os entrevistados, mesmo que as práticas ainda sejam vistas como incipientes ou intermediárias pela maioria. Na consulta, também foi solicitado que fossem classificados por ordem de relevância alguns temas ASG com notas de 1 a 9, sendo 1 para o mais relevante e 9 para o menos relevante para o setor. Os resultados estão a seguir:

TEMA

1a3

4a6

7a9

Avaliação

1 2

Longevidade

61,79%

14,6%

Educação em seguros

40,45%

35,95%

Segurança cibernética

38,2%

35,96%

Violência urbana

31,46%

40,45%

19,1% 19,1% 28,09%

22,48%

Muito relevante Muito relevante

3 4 5

Muito relevante Relevância média

6 7 8

Talentos

26,97%

44,95%

33,71%

Relevância média

Desigualdade social

25,84%

40,45%

38,21%

Relevância média

Clima

33,71%

31,46%

34,83%

Menos relevante

Resíduos

22,47%

25,86%

51,69%

Menos relevante

Diversidade

19,1%

26,97%

52,8%

Menos relevante

35


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

3.3.1 Como as questões ASG podem impactar os negócios e a sinistralidade ASPECTOS RELEVANTES PARA AS FEDERAÇÕES (GRI 102-15) Segmento

Seguros Gerais

1

Aspecto Questões ambientais

Podem impactar os sinistros pelo aumento de desastres naturais e mudanças nos padrões climáticos e pluviométricos.

Violência urbana

Os altos índices de roubos e furtos nas metrópoles brasileiras geram um impacto nas carteiras de Seguros Gerais.

Gestão de resíduos

No contexto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a destinação adequada de resíduos de sinistros deve receber atenção.

Questões demográficas

O aumento da longevidade da população demanda uma gestão de produtos de previdência complementar. A inclusão financeira e a promoção do acesso ao seguro para as camadas de renda mais baixa trazem oportunidades ao setor.

Gestão de investimentos

A gestão de reservas é ponto de atenção, com a inclusão de aspectos Ambientais, Sociais e de Governança corporativa em metodologias e processos de investimento.

Gestão de resíduos

O monitoramento dos procedimentos de descarte de resíduos hospitalares pelos prestadores é importante para as empresas nesse segmento.

Mudanças climáticas

A alteração dos padrões climáticos e pluviométricos pode influenciar na sinistralidade dos planos de saúde.

Saúde

A atenção à medicina preventiva e às práticas de saúde e segurança do trabalho pode reduzir a sinistralidade, gerar aumento da receita e fidelização de clientes.

Educação em Seguros

O esclarecimento à sociedade sobre os produtos de capitalização, sua finalidade e condições é relevante para o segmento.

2 3 4 5

Vida e Previdência

6 7 8

Saúde Suplementar

Capitalização

36

Impactos


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

3.3.2 Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) A CNseg é uma instituição apoiadora e fundadora dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), lançados na Rio+20, em 2012. Com isso, a instituição se compromete publicamente a apoiar propósitos de sustentabilidade em seguros e a realizar ao menos uma atividade por ano para fomentar a adoção e implementação dos PSI, seja com pesquisas, treinamentos, eventos, tradução de materiais seja com outras atividades. A Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) desenvolveu os PSI para orientar o setor de seguros global a integrar os aspectos ASG no processo de tomada de decisão e em toda a cadeia de valor, incluindo as relações com os stakeholders estratégicos.

1 2

PRINCÍPIO

1

Inclusão de questões Ambientais, Sociais e de Governança nas tomadas de decisão que sejam relevantes para a atividade em seguros.

3 4 5

PRINCÍPIO

2

PRINCÍPIO

3

Atuação em conjunto com clientes e parceiros comerciais para aumento da conscientização sobre questões Ambientais, Sociais e de Governança, gerenciamento de riscos e desenvolvimento de soluções.

6 7 8

Atividade em parceria com governos, órgãos reguladores e outros públicos estratégicos para promover ações na sociedade sobre questões Ambientais, Sociais e de Governança.

PRINCÍPIO

4

Divulgação pública e regular de modo a demonstrar responsabilidade e transparência sobre os avanços na implementação dos Princípios.

37


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

3.3.3 Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) A fim de reafirmar o compromisso do setor de seguros com os PSI, líderes da CNseg, Susep e da UNEP FI assinaram a “Declaração do Rio sobre a transparência do risco climático pelo setor de seguros brasileiro” em 2018, enfatizando o apoio do mercado aos objetivos do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas e abrindo o diálogo sobre formas práticas e efetivas de atender às recomendações da Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima do Financial Stability Board (FSB).

1 2 3 4 5 6 7 8

A TCFD, na sigla em inglês, constitui importante referência para o setor financeiro e de seguros em relação aos riscos climáticos físicos e de transição a que estão expostos. A Força-Tarefa foi criada para desenvolver recomendações efetivas que promovessem decisões orientadas dos stakeholders sobre investimentos, crédito ou subscrição de risco com base nos conhecimentos sobre a exposição do sistema financeiro aos riscos climáticos. Considerando os desafios enfrentados, a Força-Tarefa propõe divulgações financeiras voluntárias e consistentes a fim de garantir maior transparência na tomada de decisão de seguradoras, financiadores e investidores. As recomendações estão estruturadas em quatro áreas que representam os principais elementos da operação das organizações:

Governança: divulgar a governança da organização sobre riscos e oportunidades relacionados ao clima. Estratégia: divulgar os reais e potenciais impactos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima nos negócios, na estratégia e no planejamento financeiro da organização, considerando a materialidade de tal informação. 38

GOVERNANÇA ESTRATÉGIA GESTÃO DE RISCOS

MÉTRICAS E METAS

Gestão de riscos: divulgar os processos utilizados pela organização para identificar, avaliar e gerenciar riscos climáticos. Métricas e metas: divulgar as métricas e as metas utilizadas para avaliar e gerenciar riscos e oportunidades relevantes relacionados ao clima, considerando a materialidade de tal informação.


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

A TCFD prevê que a implementação das recomendações pode levar cerca de cinco anos e crê que organizações e investidores vão evoluir na compreensão sobre os riscos e oportunidades relacionados ao clima nesse tempo. Num horizonte de cinco anos, estima-se que as organizações cheguem à ampla compreensão sobre a concentração de ativos relacionados ao carbono no sistema financeiro e sobre a exposição do sistema financeiro aos riscos climáticos.

Caminho de implementação das recomendações 1

Grau de Implementação

Ampla compreensão sobre a concetração de ativos relacionados ao carbono no sistema financeiro e da exposição do sistema financeiro aos riscos climáticos

Grande adoção e desenvolvimento das informações fornecidas (por exemplo, métricas e análise de cenário) e maturidade no uso dessas informações

Organizações começam a divulgar informações climáticas em seus reportes financeiros.

1 2 3

Informações mais completas, consistentes e comparáveis aos participantes do mercado, além de transparência e precificação apropriada dos riscos e oportunidades relacionados ao clima.

4 5 6

Questões climáticas começam a ser vistas como preocupações principais de negócios e investimentos por parte de usuários e preparadores dos reportes.

Lançamento do relatório final das recomendações TCFD

7 8

Companhias que já fazem reportes em outros formatos implementam as recomendações da TCFD. Outras consideram assuntos relacionados aos riscos climáticos em seus negócios.

Horizonte de cinco anos Fonte

https://www.fsb-tcfd.org/

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RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

3.3.4 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS (PSI 1.1.A.C) (PSI 4.1.A.B.C)

Para orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional até 2030, em substituição e atualização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que são subdivididos em 169 metas. Essa agenda de desenvolvimento sustável foi criada para determinar o curso de ação global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas.

1 2 3 4 5

A partir das características do setor de seguros e de suas prioridades, os indicadores deste Relatório foram definidos tendo como base nos seguintes ODS:

6 7 8

Objetivo 05: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; Objetivo 06: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável de água e saneamento para todas e todos; Objetivo 08: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos; Objetivo 10: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles; Objetivo 12: Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis; Objetivo 16: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todas e todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

40


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Ao todo, 60% das seguradoras participantes dizem incluir os ODS em seus negócios. Sobre os temas de maior relevância para o mercado e aqueles que mais se relacionam com seus respectivos negócios, as companhias participantes indicaram a seguinte ordem de prioridade:

Objetivo 08

94,7%

Objetivo 03

68,4%

Objetivo 05

57,9% 1

Objetivo 13

57,9%

Objetivo 04

52,6%

Objetivo 17

42,1%

2 3

Objetivo 10

36,8%

4

Objetivo 11

36,8%

5

Objetivo 09

31,6%

Objetivo 12

31,6%

Objetivo 16

31,6%

Objetivo 01

6 7 8

21,1%

Objetivo 06

15,8%

Objetivo 07

15,8%

Objetivo 02

10,5%

Objetivo 14

10,5%

Objetivo 15

10,5%

41


O SETOR DE

SEGUROS


4 O SETOR DE

Seguros (GRI 201-2, Setorial)

1

Líder em arrecadação de prêmios na América Latina, o setor de seguros brasileiro ocupa a 13ª posição no ranking mundial. Em 2020, o setor arrecadou um total de R$ 500,9 bilhões (sem DPVAT), o que significa um crescimento de 3,0% com relação a 2019. A receita anual de prêmios do setor representa cerca de 6,7% do PIB, se considerada a participação da Saúde Suplementar, e 3,7% sem esse segmento.

2 3 4

A solvência do setor, representada pela soma do capital e das provisões técnicas, bateu recorde histórico de R$ 1,456 trilhão. Para garantir os riscos que assume, o setor acumula ativos que equivalem a 23,5% da dívida pública brasileira, sendo um dos maiores investidores institucionais do País. Foram pagos R$ 320,5 bilhões em benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas em 2020, montante que serviu, entre outras coisas, para a reposição de perdas financeiras, a retomada de negócios e a estabilidade das famílias.

5 6 7 8

Benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas Seguros de Danos

R$ 37,9 bilhões

Cobertura de Pessoas (Acumulação)

R$ 80,4 bilhões

Cobertura de Pessoas (Planos de Risco)

R$ 11,9 bilhões

Cobertura de Pessoas (Benefícios de Planos Tradicionais)

R$ 4,0 bilhões

Saúde Suplementar

R$ 167,2 bilhões

Capitalização

R$ 19,1 bilhões TOTAL: R$ 320,5 bilhões 43


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

O mercado é composto por 123 seguradoras, 969 operadoras de saúde suplementar, 13 entidades abertas de previdência complementar, 15 empresas de capitalização, 128 empresas de resseguro e 93,9 mil corretores de seguros, o que gera cerca de 177 mil empregos diretos e abrange 2,8 mil profissionais peritos, avaliadores de seguros e auditores atuariais.

Cerca de

47,6 milhões de beneficiários de planos de assistência médica 1

27,1 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos

2 3 4 5 6 7 8

18 milhões de veículos segurados

11 milhões de residências seguradas

13,7 mil hectares protegidos pelo seguro rural

1,2 bilhão de Títulos de Capitalização ativos 17,8 milhões de planos de previdência coletivos e individuais

Fonte: Susep, FenaSaúde, FenaCap, Fenaber, Fenacor e RAIS 2019. 44


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

4.1 Responsabilidade social em tempos de pandemia Os bons resultados num ano atípico refletem a solidez de um setor que tem como seus principais pilares a prevenção e a proteção. Em 2020, a resiliência e a solidez financeira foram essenciais na contribuição para a proteção de rendas, vida, saúde e patrimônios ameaçados pela queda do rendimento médio do trabalho e pela alta taxa de desemprego. Assim, pode-se dizer que o setor de seguros foi uma força de estabilização ao repor financeiramente perdas seguradas, além de implementar planos de continuidade de negócios. Mesmo com as medidas de isolamento social decretadas, a prestação de serviços das seguradoras não parou, garantindo que os consumidores não ficassem desassistidos. Isso ocorreu porque o setor utiliza as tecnologias mais usuais do mercado, que viabilizaram não só o trabalho remoto, como também a continuidade do atendimento por meio de aplicativos, chats e atendimento online. Em sinistros, constatou-se o avanço do autoatendimento e da implantação de controle tecnológico para acelerar o processo e minimizar riscos de fraude.

1 2

No que diz respeito à pandemia, o setor mobilizou apenas no primeiro mês de pandemia (março a abril de 2020) mais de R$ 35 milhões em ações voltadas a seu enfrentamento. Algumas dessas ações tiveram resposta imediata, como é o caso de doações em dinheiro para iniciativas voltadas à saúde pública, doações de alimentos e materiais de higiene pessoal a lares de terceira idade e oferta de seguro gratuito para automóveis cedidos à Cruz Vermelha.

3

O setor também mobilizou ações de apoio ao empreendedorismo social, ações informativas para o público externo, ações de engajamento dos colaboradores para atuação social, de apoio aos colaboradores (home office, campanha de vacinação contra a gripe etc.) e adesão ao Manifesto Não Demita (www.naodemita.com) ou estabelecimento de políticas internas de retenção no período de duração da pandemia.

7

4 5 6

8

45


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

4.2 Principais números Penetração da arrecadação no PIB nominal - histórico anual Em porcentagem % de variação Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep) -8%

8%

6,4% 6%

2

4 5 6

0%

6,7%

1,0%

1,1%

1,7%

1,7%

1,1% 1,5%

0,5%

0,5%

0,6%

0,6%

2,6%

2,8%

2,8%

2,9%

3,1%

0,3%

0,3%

0,3%

0,3%

0,3%

2016

2017

2018

2019

2020

0,5% 2%

6,6%

1,8%

1,8%

1

6,4%

1,1%

1,1%

4%

3

6,5%

-6%

-4%

-2%

-0%

Capitalização

Saúde suplementar

Cob. de pessoas planos de risco

Cob. de pessoas: Planos de acumulação

Ramos elementares

Variação de penetração

Variação de Penetração

2016

2017

2018

2019

2020

5,6%

1,2%

-2,4%

3,8%

2,0%

7 8

Arrecadação por segmento (em R$ bilhões – valores nominais) Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep)

46

2016

2017

2018

2019

2020

Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)

69,6

70,8

74,8

76,0

78,7

Planos de acumulação

114,7

117,7

108,3

126,4

124,7

Planos de risco

34,0

37,9

41,5

46,0

47,7

Saúde Suplementar

164,1

181,7

220,7

216,6

227,5

Capitalização

21,1

20,8

21,0

23,9

22,9

Total

403,4

428,9

466,3

488,9

501,5


2020

403,4

428,9

466,3

488,9

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

501,5 Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades) Planos de acumulação

Planos de risco

Saúde suplementar

Capitalização 2016

2017

2018

2019

2020 1

Arrecadação total

2

Arrecadação total (variação %) Variação nominal (%) em relação ao ano anterior Inflação (%) IPCA Variação real (%) em relação ao ano anterior

2016 2017 10,5% 6,2% 6,3% 2,9% 1,6% 2,7%

3

2018 3,7% 3,7% 0,1%

2019 2020 9,9% 2,5% 4,3% 4,5% 5,4% - 1,9%

4 5 6 7

Distribuição geográfica da arrecadação em 2020 (sem Saúde Suplementar)

8

2,7% 10,2%

Sudeste

60,7%

Sul

18,0%

Nordeste

10,2%

Centro-Oeste

8,3%

Norte

2,7%

8,3% 60,7%

18,0%

Fonte: SES (Susep) 47


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Tributação paga pelo setor Tributação paga pelo setor (em R$ bilhões e % de variação – valores nominais) 2016

2017

2018

2019

2020

Despesa em tributo

4,4

4,3

4,7

4,9

5,1

Contribuição social

5,3

5,3

5,6

4,5

4,7

Imposto de renda

6,7

6,7

7,0

7,5

8,2

16,4

16,4

17,3

16,8

17,9

8,5

- 0,4

5,6

- 2,7

6,7%

Total 1

Variação em relação ao ano anterior

2 3

Fonte: Suesp (CNseg)

4 5

Outros indicadores (em R$ bilhões e % de variação – valores nominais)

6

3.500,00 7

3.000,00 8

2.500,00 1.436,70

2.000,00

1.554,80

1.277,50 1.500,00

1.029,30

1.174,50 Ativo

1.000,00 1.159,70

1.247,10

500,00

818,80

0,00

134,80

154,20

160,70

182,50

209,1

2016

2017

2018

2019

2020

Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep) 48

1.033,50

942,90

Provisão

Patrimônio Líquido


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Arrecadação do setor segurador (sem Saúde Suplementar) em 2020, por segmento Variação 2019 x 2018 (%) 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% -10,0% -20,0% 1

-30,0% -40,0%

2

-50,0% Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Danos e Responsabilidades

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Cobertura de Pessoas

Nov

Dez

Capitalização

3 4 5

Fonte: SES (Susep)

6

4.3 Desempenho por segmento

7

Variação por segmento, em %

8

2019 (em R$ bilhões)

2020 (em R$ bilhões)

Variação %

Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades) Coberturas de Pessoas: Planos de Acumulação Coberturas de Pessoas: Planos de Risco

76,0

78,7

3,6%

126,4

124,7

-1,3%

46,0

47,7

3,7%

Saúde Suplementar

216,6

227,5

5,0%

Capitalização

23,9

22,9

-4,1%

Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep) 49


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

250,00

216,6

227,5

200,00 150,00 100,00

126,4 76,0

124,7

78,7 46,0

50,00

47,7 23,9

22,9

0,00 Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)

Planos de Acumulação

Planos de Risco

Saúde Suplementar

Capitalização

2020

2019 1 2 3 4 5 6 7 8

50

4.3.1 Seguros Gerais O segmento de Seguros Gerais é composto por 13 grupos que compreendem 88 ramos, conforme a classificação da Susep. Esses grupos são: Automóvel, Patrimonial, DPVAT, Habitacional, Transporte, Riscos financeiros, Crédito, Responsabilidades, Riscos especiais, Rural, Marítimos, Aeronáuticos e Cascos. A arrecadação dos seguros de Danos e Responsabilidades em 2020 foi de R$ 78,7 bilhões, o que representa um aumento de 3,6% em comparação com 2019. Embora com retração de 2,1% entre um ano e outro, o seguro de Automóvel se mantém como a maior carteira de arrecadação do segmento, sendo responsável por 44,8% da receita. Também tiveram participação expressiva os ramos Patrimonial (18,6%), Rural (8,7%) e Crédito e Garantia (6,8%). A queda expressiva na arrecadação do seguro DPVAT, de -84,4%, se deu por conta da redução do prêmio do seguro em todas as categorias de veículos automotores. 2019

2020

Variação %

Automóvel

47,4%

44,8%

-2,1%

Patrimonial

17,5%

18,6%

10,2%


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Rural

7,0%

8,7%

29,5%

Crédito e Garantia

5,9%

6,8%

17,8%

Habitacional

5,5%

5,7%

7,9%

Transportes

4,4%

4,3%

-0,4%

Garantia Estendida

4,3%

3,9%

-6,3%

Responsabilidade Civil

2,8%

3,3%

22,8%

DPVAT

2,8%

0,4%

-84,4%

Marítimos e Aeronáuticos

1,1%

1,5%

44,0%

Outros

1,3%

2,0%

53,0%

1 2 3

A agenda estratégica da CNseg também inclui entre seus temas de interesse o seguro Habitacional e, em 2020, deu continuidade aos trabalhos que têm como objetivo apoiar as iniciativas que mitiguem os riscos econômico-financeiro e institucional decorrentes das ações afetas ao Seguro Habitacional (SH)/Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com foco na participação da Administradora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) da Caixa Econômica Federal.

4 5 6 7

A pandemia da Covid-19 deixou algumas consequências, como o fato de muitos inquilinos tiveram que deixar suas casas, o que ocasionou um aumento nas indenizações do seguro-fiança. De acordo com a FenSeg, entre 2019 e 2020, houve um aumento de 106% no volume de indenizações no período. Outro fator a se destacar foi o aumento do número de pessoas em teletrabalho, por conta das medidas de isolamento social. Com esse aumento, cresceu a busca por seguro residencial em 2020, já que as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e a se preocupar com a proteção de seus bens.

8

A expansão do regime de teletrabalho contribuiu também para um aumento de 394% no número de ataques cibernéticos entre janeiro e novembro de 2020, em comparação com 2019, de acordo com a empresa Apura Cybersecurity. Isso se reflete num aumento de 1.950% nos sinistros de seguros cibernéticos no mesmo período, de acordo com dados da Susep. As empresas de seguros têm acompanhado esse crescimento no número de 51


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

ataques cibernéticos, ampliando seu portfólio de produtos para atender a essa demanda. Além dos ataques cibernéticos, o aumento na oferta de produtos também está relacionado à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que amplia a responsabilidade das empresas para criar políticas de proteção de dados. Por fim, destaca-se que, em 2020, foram analisados e acompanhados 335 projetos de lei que tratam dos seguros de danos. Apenas no que diz respeito à cobertura de seguros de danos em casos de pandemia, estão sendo monitorados 100 projetos estaduais, 33 no âmbito do Senado e 117 no da Câmara dos Deputados.

4.3.2 Coberturas de Seguros de Pessoas e de Previdência 1 2 3 4 5 6 7 8

O ano de 2020 foi particularmente desafiador para o País, por conta da pandemia do novo coronavírus, refletindo no desempenho dos segmentos compreendidos pelos seguros de pessoas e planos de caráter previdenciário. Foi registrada queda de 1,3% na arrecadação dos planos de acumulação no ano e um aumento de 3,7% em prêmios dos planos de risco. A arrecadação nesses tipos de planos foi de R$ 124,7 bilhões e R$ 47,7 bilhões, respectivamente. Os seguros de Pessoas e os planos de caráter previdenciário desempenham um importante papel, pois ajudam a enfrentar as dificuldades financeiras enfrentadas pelos segurados/ participantes e/ou respectivos beneficiários, em casos de morte, invalidez, acidente, perda de renda, doença grave, aposentadoria etc. Os planos de acumulação contemplam a Família PGBL, Família VGBL e Planos Tradicionais, os quais possibilitam a obtenção de renda complementar, a partir de uma data escolhida pelo participante/segurado. Eles representam 72,3% da arrecadação do segmento. A Família VGBL é a responsável pela maior parte com 91,1% e a Família PGBL representa 8,9% da arrecadação. Os planos de risco representam 27,7% da arrecadação do segmento. Os planos coletivos, oferecidos por empresas a seus colaboradores, ou por sindicatos e associações de classes para adesão de seus associados, correspondem a 74,3% da arrecadação, enquanto os planos individuais, contratados por pessoas físicas, representam 25,7%.

52


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Em 2020, foram pagos R$ 11,9 bilhões de benefícios, decorrentes de sinistros nos ramos seguros de vida, prestamista, acidentes pessoais, seguro funeral, diária de incapacidade temporária, diária por internação hospitalar, seguro viagem (cobertura de morte e DMHO) e as coberturas previdenciárias de risco (morte e invalidez). As pandemias estão previstas como cláusulas excludentes de direito de indenização pelas seguradoras. Porém, diante crise sanitária causada pela Covid-19, parte do setor mobilizou-se de forma proativa para cumprir sua missão de proteção dos clientes e de suas famílias. Apenas no período de abril de 2020 a junho 2021 o valor pago referente aos sinistros decorrentes de Covid-19 foi de R$ 3,1 bilhões.

4.3.3 Saúde Suplementar As operadoras de planos de saúde operam produtos e serviços com a finalidade de garantir a assistência à saúde, dando ao consumidor a liberdade de escolha de profissionais ou serviços voltados à assistência médica, hospitalar e odontológica. A estrutura do setor é composta por operadoras das modalidades medicinas de grupo, por seguradoras especializadas em saúde, cooperativas médicas, filantropias, autogestões, odontologias de grupo, cooperativas odontológicas e administradoras de benefício. Em 2020, a Saúde Suplementar encarou o grande desafio de ser um setor essencial no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, que levou a sociedade a refletir sobre o funcionamento, as necessidades e as fragilidades da saúde no Brasil e no mundo. Por razões como essa, a estratégia do segmento no ano focou primordialmente nos esforços para conter a pandemia que, só em 2020, atingiu cerca de 8 milhões de brasileiros.

1 2 3 4 5 6 7 8

Mesmo num ano com aumento de desemprego e perda de renda por parte de muitos brasileiros, o setor viu um aumento de 5,0% em sua arrecadação na comparação com 2019. Em 2020, a arrecadação foi de R$ 227,5 bilhões, e os planos médico-hospitalares representaram 97,2% desse total. Um dos fatores que pode ter contribuído para isso foi o aumento no número de beneficiários, já que entre março de 2020 e março de 2021, o sistema de Saúde Suplementar ganhou 2,2 milhões de novos usuários (planos médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos), chegando à marca de 75,4 milhões de beneficiários no País. 53


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

As medidas de isolamento social que entraram em vigor em março de 2020 abriram caminho para mudanças na forma de atendimento à saúde, como é o caso da telessaúde, que foi autorizada como alternativa a fim de reduzir os riscos de contaminação e de frear a circulação de pessoas em hospitais. Esse tipo de atendimento foi autorizado para profissionais como médicos, dentistas, psicólogos, e outras especialidades.

1 2 3 4 5 6 7 8

As associadas da FenaSaúde estimam que foram realizados mais de 1,6 milhão de atendimentos à distância em 2020. Se incluirmos o primeiro semestre de 2021, esse número já passa de 3 milhões de teleconsultas. Em 80% deles, o paciente teve seu caso resolvido de forma remota. No total de atendimentos, 60% foram encaminhados para urgências e 40% para casos eletivos. A modalidade está autorizada a operar no Brasil enquanto durar o estado de emergência, mas a Federação trabalha por sua regulamentação, pois crê na ampliação do acesso à saúde e na solução para a concentração desigual de profissionais de saúde no Brasil. Um dos grandes desafios enfrentados pela Saúde Suplementar, desde que o primeiro caso da doença foi detectado no País, tem sido a disseminação de notícias falsas, que dificultam o combate à doença e prejudicam pacientes. Para combater a desinformação, a FenaSaúde lançou a campanha “Mitos e Verdades”, voltada a esclarecer e desmistificar falácias que envolvem o funcionamento da saúde suplementar, a atuação de planos e seguros de saúde e os direitos e deveres dos beneficiários. As peças veiculadas incluem temas como a imprecisão dos testes rápidos para detecção da Covid, a prática da telemedicina e a importância da complementariedade da atuação entre SUS e saúde suplementar em tempos de pandemia. Neste período de emergência sanitária, o sistema de saúde sofre com a sobrecarga de ocupações nos leitos de UTI e de enfermaria, uma vez que os atendimentos que não envolvem a pandemia continuam com demanda alta. Isso leva o setor a repensar o sistema e buscar soluções como a maior integração entre a rede privada e o Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de ampliar o acesso, melhorar o atendimento ao paciente e tentar conter a escalada de custos. Essa remodelação deve considerar fatores como a Atenção Primária à Saúde (APS), o uso da tecnologia e a adoção de novos modelos de remuneração de prestadores.

4.3.4 Capitalização O segmento de Capitalização cada vez mais se consolida como uma plataforma de negócios, sendo capaz de oferecer soluções para diferentes perfis de consumidores, gra54


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

ças às seis modalidades disponíveis no mercado: Tradicional, Popular, Incentivo, Compra Programada, Instrumento de Garantia e Filantropia Premiável. A Capitalização tem um propósito maior: contribuir para que o brasileiro mude sua filosofia de consumo imediatista e perceba a importância de acumular uma reserva financeira para alcançar um objetivo de médio/longo prazo. Afetado pela crise causada pela pandemia da Covid-19, o segmento de Capitalização teve arrecadação de R$ 22,9 bilhões em 2020, registrando uma queda de 4,1% com relação a 2019. Por ser um segmento bastante influenciado pelos níveis de emprego e renda no País, essa queda, entre outros fatores, se deve aos altos níveis de desemprego no Brasil, que teve uma taxa média recorde de 13,5% no ano, de acordo com o IBGE. Em 2020, foram injetados na economia recursos de R$ 1 bilhão em prêmios de sorteio e R$ 18,1 bilhões em resgates, o que contribuiu para atenuar os efeitos da pandemia. As reservas técnicas somaram R$ 32,4 bilhões, um aumento de 5,4% com relação a 2019.

1 2 3 4

Outro ponto a destacar é que, mesmo com a suspensão pelo período de três meses das extrações da Loteria Federal, que é referência para as premiações, a FenaCap assumiu a realização de sorteios substitutos, a fim de garantir que essas operações ocorressem sem interrupções.

5

Uma característica comportamental proveniente de uma crise sanitária como a que estamos vivendo é a maior sensibilização da sociedade por causas sociais, uma vez que muitas pessoas têm sofrido com o desemprego e a perda de renda. A modalidade Filantropia Premiável apoia causas sociais, uma vez que permite aos consumidores ceder o direito de resgate do valor pago a entidades filantrópicas. Em 2020, os repasses para essas instituições somaram R$ 814,3 milhões.

8

6 7

Mantendo seu propósito de promover a visibilidade e credibilidade dos produtos de Capitalização e disseminar o conhecimento sobre o assunto, a FenaCap atualizou, em 2020, o livreto “A Capitalização na agenda social e econômica brasileira”, que esclarece dúvidas comuns sobre o segmento e apresenta benefícios socioeconômicos relacionados aos Títulos de Capitalização. O livreto está disponível no site da FenaCap.

55


SUSTENTABILIDADE EM

SEGUROS


5 SUSTENTABILIDADE EM

Seguros (GRI 201-2, Setorial)

O setor de seguros brasileiro vem incorporando gradativamente questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável nas suas tomadas de decisão e em sua cultura organizacional. Durante essa jornada, quatro grandes compromissos setoriais merecem destaque, pois evidenciam o protagonismo do setor de seguros em liderar discussões sobre o tema.

1 2 3 4 5 6 7

O primeiro deles em 2009, com o Protocolo Verde, ou Protocolo de Intenções, o setor estabeleceu diretrizes embrionárias para fomento de políticas socioambientais. O segundo: a adesão aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), em 2012, que formalizou uma coalizão internacional de empresas de seguros comprometidas com o desenvolvimento sustentável. O terceiro: a assinatura do Manifesto Paris pela Ação, documento no qual diversas empresas de seguros e a CNseg endossaram os compromissos assumidos pelos governos no Acordo de Paris para redução das emissões de car-

8

57


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

bono. E por fim: a Declaração do Rio sobre Transparência dos Riscos Climáticos, que expressa a intenção do mercado segurador brasileiro de abrir um debate sobre o impacto das mudanças climáticas e os riscos potenciais para a estabilidade do sistema financeiro. A discussão sobre uma Política de Responsabilidade Socioambiental para o setor de seguros e sobre normativos voltados para o aprimoramento da gestão de riscos ASG (Ambiental, Social e Governança) faz parte do plano de regulação da autarquia ainda para 2021. A expectativa é que as empresas passem a incorporar essas dimensões no planejamento estratégico de longo prazo. No âmbito regulatório, observa-se uma tendência internacional por parte de reguladores do sistema financeiro, a revisão de normativos que considerem os aspectos Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) nas operações.

1 2 3

As metas que permeiam a agenda para o desenvolvimento sustentável são bastante desafiadoras, pois impõe à sociedade mudanças de hábitos e de costumes, e aos governos e empresas, a reestruturação de políticas de governança e de modelos de negócios.

5.1 Comissão de Integração ASG

4 5 6 7 8

A Comissão de Integração ASG (CIASG), que antes se chamava Comissão de Sustentabilidade e Inovação, foi criada em 2012 após a realização da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e o lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). Entre suas atribuições está a promoção da integração das questões ambientais, sociais e de governança nas operações do setor de seguros e sua cadeia de valor a partir da geração de conhecimento e estabelecimento de compromissos setoriais. A CIASG também atua na divulgação dos PSI, mediante a realização de eventos, e é responsável pela publicação deste Relatório. Dando sequência ao cumprimento de seus objetivos em 2020, a CIASG se reuniu com a Superintendência de Seguros Privados para debater a Agenda Regulatória de Sustentabilidade. Na ocasião, o órgão teve a oportunidade de apresentar seus projetos e estratégia sobre o tema. Com vistas a debater a relevância de questões ASG (Ambientais, Sociais e de Governança) nas decisões de investimentos das empresas e como o setor de seguros deve contribuir para fomentar a agenda de desenvolvimento sustentável no País, foi realizado o Webinar CNseg “2020: o ano do investimento de impacto”. O “investimento de impacto” é aquele destinado a um negócio que se propõe a resolver um problema social ou ambiental, sendo uma alternativa sofisticada de atração de parte do capital privado.

58


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Outra ação da Comissão em 2020 que merece destaque foi a atuação para elaboração do posicionamento setorial sobre a supervisão de riscos relacionados ao clima no setor, diante da abertura da consulta pública pelo SIF/IAIS (Fórum de Reguladores para Questões Climáticas/Associação Internacional de Supervisores de Seguros Privados) sobre o tema. A CIASG é composta por representantes das empresas associadas das quatro Federações, indicados pelas Diretorias das empresas. NOME

EMPRESA

CARGO

Mapfre Seguros Gerais S/A

Diretora de Sustentabilidade

Presidente Maria de Fátima Mendes de Lima

1

Efetivo de Comissão Alice Margini Scartezini

Caixa Seguradora S/A

Coordenadora

Bernardo Graciolli Moreira Barroso

Mapfre Previdência S/A

Analista Sr. de Sustentabilidade

Danilo Gurdos

Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

Consultor

Eugênio Liberatori Velasques

Bradesco Vida e Previdência S/A

Prestador de Serviço

Fernando Correa Teófilo

Brasilseg Companhia de Seguros

Superintendente Executivo de Governança, Estratégia, Inteligência de Mercado e Sustentabilidade

Flávia de Jesus Ferreira de Miranda

Bradesco Saúde S/A

Coordenadora

Gerson Henrique Duarte

American Life Companhia de Seguros

Gerente de Compliance e Controles Internos

Ivan Kosmack Ribeiro

Brasilprev Seguros e Previdência S/A

Gerente de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade

Bradesco Seguros S/A

Gerente de Departamento Relações Institucionais e Sustentabilidade

Ivani Benazzi de Andrade

2 3 4 5 6 7 8

59


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

1 2 3 4

2020

Jean Pauline Espinosa Martins

Prudential do Brasil Seguros Analista de de Vida S/A Sustentabilidade

João Luiz Cunha dos Santos

Tokio Marine Seguradora S/A

Gerente Jurídico Corporativo

José Henrique Gil Cairo

Seguros Sura S/A

Diretor de Capacidades

Laerte da Costa Vieira

STARR International Brasil Seguradora S.A.

Diretor de Fiscalização, Riscos, Controle e Conformidade

Laís Neri

Allianz Seguros S/A

Luis Fabiano dos Santos

Swiss Re Corporate Diretor de Operações Solutions Brasil Seguros S/A

Luiza Fernandes Maia

Liberty Seguros S/A

Especialista de Marketing

Mariane Bottaro Berselli Marinho

Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência S/A

Diretora de Estratégia, Marketing e Governança

Mayara Modolo de Andrade Too Seguros S.A.

Especialista de GRC

5 6 7 8

60

Mirian Mesquita

Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

Gerente de Resp. Social e Ambiental

Patricia Cristina Lopes do Nascimento

Sancor Seguros do Brasil S.A.

Analista de Recursos Humanos

Rafael Silva Ferreira de Souza

Swiss Re Corporate Senior Risk Manager Solutions Brasil Seguros S/A

Renata Carvalho

Icatu Seguros S/A

Gerente de T&D

Roberta Cerqueira de Carvalho

Icatu Seguros S/A

Analista de Marketing Sênior

Roberta Monteiro da Silva Di Rei Andrioli

Brasilcap Capitalização S/A

Gerente de Comunicação e Sustentabilidade

Rodrigo Monteiro de Barros

Zurich Minas Brasil Seguros S/A

Diretor de Estratégia, Canais Digitais e Marketing

Tomás Carvalhaes Carmona

Sul América Companhia Nacional de Seguros

Superintendente de Sustentabilidade


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

5.2 Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável GRI 102-12, 201-2

Cartas, princípios e outras iniciativas endossadas pelo mercado Levando em conta o compromisso do mercado de seguros com o desenvolvimento sustentável, em especial visando à sustentabilidade da atividade econômica, as empresas de seguros apoiam iniciativas, pactos, diretrizes e acordos de caráter econômico, ambiental e social desenvolvidos por instituições externas, tais como:

Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI)

65%

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

60%

Pacto Global da Onu

45%

Princípios para Investimentos Responsáveis (PRI)

35%

Dow Jones Sustainability Index (DJSI)

25%

CDP - Disclosure, Insight Action

25%

Onu Mulheres - Women Empowerment Principles

20%

Instituto Ethos

20%

ISO 14001- Sistema de Gestão Ambiental

20%

Human Right Campaign

5%

CEO Action for Diversity and Inclusion

5%

CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento

5%

ISO 26000 - Responsabilidade Social Empresarial

5%

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3

5%

Pacto Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo da OIT

5%

Nenhuma Outros

1 2 3 4 5

Representatividade do indicador:

62,9%

6 7 8

15% 25%

Em “Outros”, os respondentes citaram: Princípios do Equador III, Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Carta Empresarial pelo Direitos Humanos e pela Promoção do Trabalho Decente, Contribuição Empresarial para a Promoção da Economia Verde e Inclusiva (RIO+20), Pacto pelo Esporte, Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero, Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, Padrões de Conduta para Empresas com o Público LGBTI+, Princípios para a Res61


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

ponsabilidade Bancária (UNEP FI), Carta de Precificação de Carbono no Brasil, GHG Protocol, ICO2 B3, Protecting our World Heritage (UNPSI-WWF-UNESCO), FTSE4Good, Paris Pledge for Action, Declaração sobre Risco Climático da Geneva Association, Declaração de Investidores sobre Títulos Verdes, Declaração de Investidores sobre Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia, Investidores pelo Clima - SITAWI Iniciativa Brasileira em Finanças Verdes da Climate e Bonds Initiative.

5.3 Indicadores setoriais (PSI.1.1.A.B) (PSI 2.1.A.2.A.B) (PSI 4.1.A.C)

1 2

Segundo os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), é fundamental a inclusão das questões Ambientais, Sociais e de Governança em toda a cadeia de valor da organização. Entre os participantes do indicador, 90,5% dizem integrar as questões ASG na estratégia da organização. Essa integração ocorre nos seguintes aspectos:

3 4 5 6 7 8

84,2%

Procedimentos Políticas

84,2%

Planejamento Estratégico

84,2% 78,9%

Treinamentos

73,7%

Na criação de Produtos ou Serviços

68,4%

Normativos

63,2%

Enganjamento com clientes 52,6%

Gestão de Salvados Condições contratuais das apólices

47,4%

Gestão de Investimentos

47,4%

Subscrição de riscos

47,4% 42,1%

Regulação de sinistro Outros

15,8%

Representatividade do indicador: 63,1% 62


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Outras formas mencionadas de integração das questões ASG na estratégia incluem engajamento do público interno, campanhas internas de conscientização e voluntariado, investimento social privado, investimento responsável, gestão de recursos, política de sustentabilidade, entre outros.

Não, 38,1%

No que diz respeito aos processos de subscrição de riscos, os critérios ASG são adotados da seguinte forma:

Não se aplicam, 4,8% Sim, por meio de inclusão de questões ASG nas políticas gerais de subscrição de riscos da organização, 19,0%

1 2

Sim, por meio de uma política específica para tratamento das questçoes ASG na subscrição de riscos, 38,1%

Representatividade do indicador: 63,1%

3 4 5 6 7

5.4 Produtos e serviços

8

FS8, FS15 FS19; (PSI 1.1.A.3.A.B) (PSI 1.3.A.B.6.A) (PSI.1.5.A.B) (PSI 2.2.A.B) (PSI 4.1.B)

57,1% dos participantes dizem ter produtos ou linhas de negócio relacionadas diretamente ao risco ou responsabilidade ambiental. Entre eles: 58,3% oferecem seguro residencial com serviços ambientais, como consultoria, descarte de eletrodoméstico/móveis, entre outros; 25% têm o seguro de riscos ambientais em seu portfólio; 25% contam com linha de negócio específica para energia solar/eólica; 63


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

25% ofertam seguro de garantia estendida com logística reversa; 16,7% têm no portfólio o seguro de responsabilidade civil ambiental;

1

58,3% dizem ter outros tipos de produtos ou linhas de negócio relacionadas ao risco ou responsabilidade ambiental, dos quais destacam-se: Incentivo ao reparo de peças em vez de troca, no caso de quebra de vidros no seguro auto; programa de gerenciamento de resíduos automotivos; reciclagem e reaproveitamento de peças automotivas; destinação de sucatas e peças substituídas de veículos danificados em acidentes; inspeção veicular móvel para conscientizar o motorista sobre a importância da manutenção preventiva do veículo; consórcio para compra de placas solares; cobertura para equipamentos de energia solar ou eólica; programa de reciclagem de cartões plásticos; plano de ação para reduzir no menor prazo possível, o atendimento a sinistros e pagamento de indenizações a segurados afetados por tragédias naturais.

2 3

Representatividade do indicador: 63,1%

4 5 6 7

55% das respondentes dispõem de diretrizes formais para inclusão dos critérios ASG no desenvolvimento e venda de produtos/serviços de seguros, capitalização e previdência. As companhias utilizam mecanismos internos e externos para comunicar essas diretrizes. Representatividade do indicador: 62,9%

8

No caso dos mecanismos internos, as empresas citam sua missão, visão e valores; código de conduta ética; política de riscos; normativos e manuais relacionados a produtos; normas de responsabilidade socioambiental, de risco socioambiental e de investimentos; políticas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental; políticas de privacidade de dados de clientes; comitê de sustentabilidade; divulgação interna da política de sustentabilidade da companhia; e canais de comunicação internos como comunicados, intranet, reuniões periódicas, treinamentos, entre outros. Entre os mecanismos externos estão site institucional; site de relação com investidores; e-mails marketing; comunicações institucionais; políticas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental; cláusula de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental nos contratos e fórum para apresentação dos novos produtos. 64


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Quais iniciativas inovadoras a organização oferece para o cliente?

Manuais, guias ou aplicativos de orientação sobre Práticas Saudáveis para Clientes

47,4%

Iniciativas envolvendo, por exemplo, “reciclagem de peças automotivas, de aparelhos eletrônicos, etc.

47,4%

Produtos de Seguro que usam recursos como a telemetria

42,1%

Manuais, guias ou aplicativos que permitem ao Segurado a análise de seus riscos Produtos de Seguro que usam Índices (Seguro de Índices) Não se aplica

36,8% 1

15,8% 2

10,5%

Outros

3

31,8%

Representatividade do indicador: 62,9%

4 5 6

Em “Outros”, estão inclusos:

7 8

Criação do produto “profissionais da saúde”, sem carência e dedicado aos profissionais que trabalhavam na linha de frente no combate à Covid-19; Telemedicina, com contato entre paciente e médico por meio de videoconferência; Solicitação e acompanhamento de medicamentos quimioterápicos e imunobiológicos pelo aplicativo do seguro saúde;

65


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Cálculo prévio de reembolso no seguro saúde e reembolso totalmente digital; Papelaria totalmente digital no seguro auto; Assinatura digital para aceite de propostas de vida e previdência; Possibilidade de contratação totalmente digital para produtos de vida e previdência; 1 2 3 4 5 6 7

Acesso a todas as informações de produtos de vida, previdência e capitalização na área do cliente; Oferta de seguros paramétricos (com base em índices) com foco nos setores agro e de energia. Cursos online gratuitos de planejamento financeiro e lives com especialistas; Oferta de newsletters, artigos e e-books voltados à educação financeira;

8

Guias gratuitos sobre gestão de risco disponíveis online.

5.5 Governança, ética e integridade GRI 102-16, 102-17, 102-18, 102-19, 102-20; (PSI 1.A.B) (PSI 4.1.A.B); ODS 16

Os comitês que compõem a estrutura de governança das organizações e incluem no assessoramento e/ou tomada de decisão, questões de impactos econômicos, ambientais e sociais são os seguintes: 66


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Comite/ Comissão de Risco

76,2%

Comite/ Comissão de Auditoria

66,7%

Comite/Comissão de Sustentabilidade

52,4%

Comite/Comissão de Recursos Humanos

47,6% 1

Comite/Comissão de Remuneração

38,1%

Comite/Comissão da Governança

2 3

19,0%

4

Comitê/ Comissão Fiscal

Nenhum

19,0%

5 6

4,8%

7

Outros

42,9%

8

Representatividade do indicador: 63,1%

Em “Outros”, foram citados Comissão de Produtos e Negócios, Comitê Financeiro, Comitê/Comissão de Investimento, Comitê/Comissão de Compliance, Comitê de Estratégia, Comissão de Projetos Estratégicos, Comitê/Comissão de Inovação, Comitê de Diversidade, Comitê/Comissão de Ética e Conduta, Comissão Superior de Ética e Sustentabilidade, Comitê de Risco Socioambiental, Comissão de Fraude, Comitê Jurídico, Comissão de Clientes, Comitê Comercial, Comitê de Subscrição, Comitê Operacional. 67


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Não tem profissional ou área específica, 19,0%

Sim. Possui comitê ou estrutura ligada ao Conselho de Administração, 14,3%

Existe um comitê, área ou comissão específica para tratamento de questões ASG/ Sustentabilidade? Sim. Estrutura está em nível de gerência em área não ligada ao core business da empresa, 42,9%

Sim. Estrutura está em nível acima do gerencial e/ou em área ligada ao core business, 23,8%

1 2 3

Representatividade do indicador: 63,1%

4 5 6

A governança corporativa já é um tema consistente entre as participantes deste Relatório. Dessa forma, todas as empresas que participaram desse indicador dispõem de Código de Ética e/ou Conduta e todas possuem declaração de Missão, Visão e Valores. Tais documentos devem ser lidos e assinados regularmente pelos seguintes públicos:

7 8

95,2%

90,5%

38,1%

33,3%

4,8%

Funcionários Próprios

Alta Liderança

Funcionários Terceirizados

Parceiros de Negócios

Representatividade do indicador: 63,1% 68

Nenhum


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

A respeito dos canais e mecanismos internos e externos utilizados para tratar comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação e demais questões relacionadas à integridade organizacional, as organizações oferecem os seguintes: Ouvidoria

90,5%

Canais internos sigilosos e anônimos para denúncias de comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação

81,0%

Campanhas internas sobre a ética e integridade - Obrigatórias

81,0%

Canais externos sigilosos e anônimos para denúncias de comportamentos não éticos ou impatíveis com a legislação Canais internos para tirar dúvida sobre ética e integridade (e-mails, telefones)

76,2% 76,2% 71,4%

Comitês ou estrutura de gestão envolvendo ética e integridade

1 2 3

57,1%

Palestras internas periódicas com especialistas

4

Canal direto com comitês ou estruturas de gestão envolvendo ética e integridade

52,4%

Treinamento e/ou eventos sobre clientes e/ou corretores, ou outros parceiros da cadeia de valor

47,6%

Conteúdo sobre ética e integridade incluso em cláusula e manuais do segurado

33,3%

Campanhas internos sobre ética e integridade - Optativas

33,3%

5 6 7 8

Representatividade do indicador: 63,1%

A totalidade de participantes afirma tratar com confidencialidade informações, solicitações e queixas. Em 95,2% dos casos, esses mecanismos permitem solicitações anônimas. Destaca-se ainda que, no universo de participantes, em 2020, 42.709 pessoas, entre colaboradores, clientes, corretores e outros parceiros participaram de treinamentos internos e/ou externos sobre temas de ética e integridade. Representatividade do indicador: 63,1% 69


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

5.6 Combate à corrupção e prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo GRI 205-2; (PSI.1.1.A) (PSI.1.1.A.C) (PSI.2.2.A.B) (PSI.3.1.A.B.2.A.C) (PSI.4.1.A.B.C); ODS 16

1 2 3 4 5 6 7 8

Todas as organizações que participaram desse indicador adotam práticas de combate à corrupção e de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. Entre os mecanismos e ferramentas utilizados para combater essas práticas nas empresas, todas as participantes relataram que adotam políticas que regem sobre o assunto. As participantes ainda dispõem de normas, processos e gestão voltadas ao enfrentamento dessas condutas. No caso do combate à corrupção, as normas estão presentes em 95,2% das participantes, enquanto os processos aparecem em 81% delas e a gestão em 76,2%. No caso do combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, 95,2% das participantes dispõem de normas; 90,5%, de processos e 81%, de gestão. Representatividade do indicador: 63,1% Além disso, 100% das participantes indicaram possuir processo estruturado de capacitação/treinamento para empregados próprios e terceiros com relação às práticas adotadas e temas envolvendo estratégias de combate à corrupção. Esses treinamentos são voltados à orientação para disseminar práticas anticorrupção de acordo com a legislação vigente. Em geral, os treinamentos são obrigatórios e dirigidos não só a empregados de áreas mais sensíveis da empresa, como também a terceiros, estagiários, corretores e parceiros comerciais. A capacitação ocorre não só com cursos presenciais, e-learning e videoaulas, como também através de ações internas de conscientização, comunicações periódicas, workshops e palestras. De acordo com os relatos das participantes, estima-se que foram dedicadas 8.334,1 horas para treinamentos dessa natureza entre colaboradores próprios e terceiros em 2020. Em média, 94% dos membros da alta liderança receberam treinamentos voltados ao combate à corrupção. Representatividade do indicador: 63,1% Da mesma forma, 100% das participantes têm processos estruturados de capacitação/ treinamento para empregados próprios e terceiros com relação às práticas adotadas e temas envolvendo estratégias de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Todo colaborador admitido recebe treinamento sobre o tema prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. São ofertados regularmente aos colaboradores cursos obrigatórios, sejam eles presenciais ou com o uso de videoaulas ou e-learning. Terceiros, corretores e parceiros comerciais também recebem treinamentos frequentes. Além de cursos de capacitação, as organizações também

70


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

realizam comunicações periódicas e ações internas de conscientização, além de oferecerem circuitos de palestras e publicações voltadas ao tema. Em 2020, foram dedicadas 12.090,8 horas de treinamentos sobre o assunto nas empresas participantes. Em média, 94% dos membros da alta liderança receberam treinamentos sobre prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. Representatividade do indicador: 63,1%

5.7 Gestão de investimentos GRI 102-12; (PSI.1.A.C.6.A); CFA/PRI 1

Sob a ótica da sustentabilidade, a definição da estratégia de investimento também deve incluir os riscos ASG como variáveis que podem impactar no desempenho dos investimentos e, eventualmente, comprometer os investimentos futuros. Os Princípios para o Investimento Responsável (PRI) e os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) estimulam a análise de riscos e de oportunidades associadas às questões ASG, seja no mercado de investimento institucional, seja no mercado de seguros.

2 3 4 5 6

Não aplicável, 5% Gestora de Recursos terceirizada, 25%

Em relação ao modelo de gestão de investimentos das participantes deste Relatório:

7 8

Gestora de recursos própria, 70%

Representatividade do indicador: 62,9% 71


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2020

Entre as participantes, 55% incluem questões ASG na política de investimentos (próprios ou geridos por terceiros). Além disso, 35% contam com metodologia de avaliação ASG na análise e gestão de ativos já implementada, 5% estão em fase de implementação e 20% pretendem implementá-la no futuro. Os métodos utilizados para essa avaliação ocorrem da seguinte forma:

62,5% valuation de renda fixa incluindo questões ASG (análise de duration, ranking relativo às ASG, análise de valor relativo/análise de spread etc.) 1 2 3 4 5 6 7 8

50% construção de portfólio considerando questões ASG (perfil ASG, diversificação de ativos, análise de cenários de portfólio etc.) 50% análise qualitativa incluindo questões ASG (indicadores “red flag”, agenda ASG em reuniões, questionários ASG enviados às companhias, análise SWOT, dashboard de pesquisa centralizada etc.) 37,5% participação ativa (active ownership) em temas ASG (votações em assembleia de acionistas, engajamento individualizado etc.) 25% valuation de renda variável incluindo questões ASG (variáveis para modelos de valuation, projeção de índices financeiros, análise de cenários etc.) 25% gestão de riscos incluindo questões ASG (exposições e limites de riscos financeiros, análise de valor em risco, análise de cenários na carteira etc.) 25% alocação de ativos considerando questões ASG (alocação estratégica de ativos, alocação tática de ativos etc.)

Representatividade do indicador: 62,9% 72


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

No que diz respeito à escolha das gestoras de investimentos, 10,5% das participantes usam critérios ASG para tal. Isso ocorre a partir de avaliações caso a caso das aplicações dos aspectos ASG e das métricas de cada gestora. As empresas ainda afirmaram que levam em conta compromissos firmados com inciativas como os PRI, participação em grupos de trabalho voltados à promoção de práticas de desenvolvimento sustentável e acordos de adoção de boas práticas de governança corporativa. Representatividade do indicador: 62,9%

Não se aplica, 14,3%

1 2

Há monitoramento da implementação de acordos de investimento responsável na gestão de investimentos?

3

Sim, 47,6%

4 5 6

Não, 38,1%

7 8

Representatividade do indicador: 63,1% Na gestão de investimeanto, as seguradoras afirmam que suas políticas consideram os aspectos ASG e os compromissos firmados com iniciativas como PSI, PRI, Títulos Verdes, entre outros.

73


RELACIONAMENTO COM OS

PÚBLICOS


6 RELACIONAMENTO COM OS

Públicos 1

6.1 Engajamento das partes interessadas GRI 102-40, 102-43, 102-44; (PSI 1.1.A) (PSI 1.6.A) (PSI 2.1.A.B.D) (PSI 3.1.A.B.2.A)

2

Diferentes públicos compõem a cadeia de valor das empresas de seguros, sendo necessário um relacionamento frequente e de forma estruturada entre as partes a fim de aprimorar a geração de valor do setor. Entre as participantes deste Relatório, o relacionamento com os principais grupos de interesse ocorre nos seguintes percentuais:

3 4 5

Fornecedores e Prestadores

100,0%

Colaboradores

100,0%

Reguladores

95,2%

Clientes

95,2%

Força de Vendas e Corretores

95,2%

Confederação e Federações

7 8

90,5%

Investidores e Acionistas

81,0%

Sistema Nacional do Consumidor (Procon, Ministério Público, Defensoria pública e Judiciário)

76,2%

Judiciário (outros assuntos, exceto defesa do consumidor)

61,9%

Academia e Especialistas Outros

6

28,6% 4,8%

Representatividade do indicador: 63,1% 75


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

A relação com esses grupos de interesse demanda diálogo constante a fim de ser aprimorada a geração de valor do setor. Para tal, 95,2% das empresas participantes mantêm relacionamento estruturado através dos seguintes meios:

Comunicação (newsletter, website, cartilhas, treinamentos etc.)

Consulta (pesquisas, reuniões, questionários, canais de denúncia etc.) 1 2

Diálogo (fóruns e workshops, eventos etc.)

3 4 5 6

66,7% das participantes questionam e avaliam a opinião de públicos de interesse sobre as informações divulgadas em relatório público, estabelecendo um canal de diálogo constante com eles. Entre elas, todas afirmam que os resultados desse contato são tratados internamente para melhoria de processos e adequação de produtos e serviços. Representatividade do indicador: 63,1%

7 8

6.2 Colaboradores GRI 102-8, 401-1, 401-2, 404-1, 404-2, 405,-1, 405-2, 412-2; (PSI 1.1. A.C) (PSI 1.1.C) (PSI 2.1.A.B) (PSI 4.1.B.C); ODS 5, ODS 8, ODS 10

O mercado segurador é responsável pela geração de milhares de empregos em todo o País, e o investimento no bom relacionamento com a força de trabalho é fundamental para a geração de valor do setor. Dessa forma, as seguradoras trabalham pelo crescimento profissional de seus funcionários a partir de incentivos à educação e à formação, com a realização de treinamentos e capacitação. Além disso, as organizações demonstram o reconhecimento e a valorização pessoal dos colaboradores a partir de iniciativas de atração e retenção de talentos e de promoção da diversidade e inclusão no mercado de trabalho. 76


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Perfil da força de trabalho As seguradoras que contribuíram com esse indicador encerraram 2020 com

48.563 funcionários, dos quais

1 2

81,3% são efetivos

15,9% terceiros

1,4% aprendizes

1,5% estagiários

3 4 5 6 7

Por gênero

Por faixa etária 8

Mulheres, 57,6%

Homens, 42,4%

Acima de 50 anos, 8,6%

Abaixa de 30 anos, 30,3%

Entre 31 e 50 anos, 58,8%

Representatividade do indicador:

Representatividade do indicador:

85,7%

85,7% 77


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Diversidade e igualdade de oportunidades

90,5% das participantes dizem adotar práticas de promoção da diversidade e não-discriminação. Isso ocorre da seguinte forma: 84,2% dispôem de canais de reclamação para receber e solucionar queixas de preconceito dentro da empresa 68,4% divulgam boas práticas de gestão que promovam direitos humanos e respeitem grupos vulneráveis à discriminação do mercado 1

68,4% monitoram indicadores de diversidade do quadro de pessoal 2 3 4 5 6 7 8

63,2% criaram Comitê de Diversidade ou assemelhado com reporte à liderança 57,9% demonstram interesse de ter diversidade entre os candidatos ao divulgar vagas na empresa, encorajando grupos vulneráveis a se candidatarem 57,9% têm política de concessão de benefícios iguais para casais do mesmo gênero 47,4% estabelecem ferramentas para avaliação e identificação de talentos para desenvolvimento na carreira, alinhados com a postura de nãodiscriminação da empresa 47,4% capacitam recrutadores no tema de diversidade e princípios de igualdade 47,4% capacitam gestores habilitados em tema de diversidade e princípios de igualdade 47,4% fazem parcerias com instituições que promovem a contratação de minorias (étnicas, LGBTQIA+, refugiados etc.)

78


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

42,1% têm política visando à promoção da igualdade para o público LGBTQIA+ 42,1% incluem o tema de diversidade e princípios de igualdade na missão, visão e valores da empresa 26,3% realizam ações afirmativas que favorecem o crescimento na carreira voltadas sobretudo para grupos vulneráveis à discriminação 21,1% incentivam funcionários de grupos vulneráveis a desfrutarem de bolsas de qualificação dentro da empresa 21,1% têm metas para reduzir a diferença entre os salários recebidos por homens em relação a mulheres

1 2

15,8% incluem quesitos de diversidade nas ferramentas de avaliação de desempenho da empresa, que permitam identificar a necessidade de ações afirmativas em favor de grupos vulneráveis à discriminação no mercado de trabalho

3

15,8% têm metas para ampliar participação de mulheres em cargos de gestão

6

10,5% têm metas para reduzir a diferença entre o menor e o maior salário pago pela empresa

4 5

7 8

10,5% têm métricas e/ou indexadores de desempenho para que seus gestores e empregados sejam mais engajados em tema de Diversidade e Inclusão 5,3% têm metas para ampliar participação de negros em cargos de gestão 5,3% oferecem oportunidades para ex-detentos

Representatividade do indicador: 85,7% 79


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2020

Entre as participantes do Relatório, 42,9% são signatárias de algum pacto de Diversidade e Inclusão, sendo eles:

66,7%

Fórum de Empresas e Direitos LGBTQI+

55,6%

ONU Mulheres - Women Empowerment Principles

Coalização Empresarial para Equidade Racial e de Gênero Instituto Ethos

CEO Action for Diversity and Inclusion

11,1%

Human Right Campaing

11,1%

1 2

44,4%

3

55,6%

Outros 4 5 6

Representatividade do indicador: 85,7%

7 8

Em “Outros”, foram mencionados pactos como The Valuable 500, Pacto pela Inclusão de Pessoas com Deficiência, Movimento He For She e Coalizão Empresarial Pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas.

Salário médio nominal mensal, por gênero Homens

Mulheres

R$ 9.189,10

R$ 6.053,28

Representatividade do indicador: 79,5% Mesmo com todos os esforços pela igualdade de oportunidades e pela paridade de salários entre homens e mulheres, a diferença salarial média, em 2020, foi de R$ 3.135,82. 80


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Composição da Diretoria Por gênero

Por faixa etária

Mulheres 22,8%

Homens, 77,2%

Mais de 50 anos, 36,84%

Entre 31 e 50 anos, 63,16%

1

Representatividade do indicador:

Representatividade do indicador:

85,7%

85,7%

Entre as empresas que relataram esses dados, a representatividade de negros, pardos e amarelos nas Diretorias é de 10,9%.

Homens, 86,5%

4

6

Por faixa etária

Mulheres, 13,5%

3

5

Composição do Conselho de Administração Por gênero

2

Mais de 50 anos, 65,4%

Entre 31 e 50 anos, 34,6%

Representatividade do indicador:

Representatividade do indicador:

85,7%

85,7%

7 8

Entre as empresas que relataram esses dados, a representatividade de pardos e amarelos no Conselho de Administração é de 19,9%. 81


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Gestão de pessoas Com relação à gestão de recursos humanos e atração e retenção de talentos, as organizações participantes praticam: Avaliação de desempenho para toda a empresa

95%

Pesquisa de clima

95%

Política de ajuda educacional na formação (educação formal mais ampla, especialização universitária, por exempli, e/ou na...)

95%

Programa de recrutamento interno

95%

Avaliação de desempenho para profissionais em nível de gestão 1

Área responsável pelo desenvolvimento de carreira dos profissionais da companhia

2

Política de RH que contemple os processos de seleção e promoção dos empregados

3

Mapeamento de competências para as diferentes áreas e funções da empresa

4

Resultados da pesquisa de satisfação dos colaboradores consideradas no levantamento de necessidades de treinamento...

5

Não se aplica

90% 85% 80% 70% 65% 5%

6 7 8

Representatividade do indicador: 61,3%

Sobre sucessão e formação de lideranças: 55% das participantes adotam critérios de identificação e monitoramento de potenciais sucessores 75% dispõem de programa estruturado de formação de lideranças 20% têm programa estruturado de formação de líderes mulheres 45% oferecem programas de transição para facilitar a continuidade da empregabilidade em caso de aposentadoria ou rescisão de contrato de trabalho Representatividade do indicador: 62,9%

82


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Treinamento e educação Considerando a necessidade de se manter a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas seguradoras, é preciso o investimento contínuo em treinamentos de formação, capacitação e qualificação profissional de seus colaboradores. Dessa forma, a eles é dada a oportunidade de se manterem atualizados e preparados para novos desafios do negócio. Em 2020, as seguradoras participantes deste Relatório contabilizaram uma média de 15,3 horas de treinamentos para colaboradores homens e de 20 horas para mulheres. Representatividade do indicador: 63,1%

Não se aplica, 10%

Existem treinamentos e procedimentos específicos para a comunicação de negativa de cobertura a clientes?

Sim. Os treinamentos estão disponíveis na plataforma, 5% Sim, treinamento específico, 15%

1 2 3 4

Não, 40% Sim, tema incluído no treinamento geral, 30%

Representatividade do indicador: 63,1%

6 7

A respeito dos treinamentos relacionados às questões ASG, 65% das participantes ofereceram treinamentos dessa natureza a analistas e gestores. As questões ASG são inclusas nos treinamentos de profissionais:

Das áreas de sinistros

8

65%

Das áreas comerciais/vendas

60%

55%

Das áreas de desenvolvimento de produtos /serviços

Outros treinamentos internos específicos

5

35%

83


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Além disso, 45% das participantes ofereceram treinamentos periódicos sobre temas ASG para as lideranças no último ano. Em 20% dos casos, as metas de desempenho da alta liderança incluem questões ASG em percentuais relevantes. Representatividade do indicador: 61,3%

Não se aplica, 5%

1

Sim, 35%

Os colaboradores da instituição passaram por treinamentos sobre direitos humanos no último ano? Não, 60%

2 3

Representatividade do indicador: 63,1%

4 5

Gestão do emprego

6

Em 2020:

7

A taxa média de turnover das empresas participantes foi de 11,9%

8

As despesas médicas e odontológicas representaram uma média de 12,2% no custo total de pessoas Os benefícios representaram, no custo total de pessoas, uma média de 26,6% Representatividade do indicador: 69,2% 6.3 Clientes GRI 102-17, 102-43, 417-2, FS15, FS16; (PSI 1.4.A) (PSI.1.5.A.B) (PSI 2.1.A.B) (PSI 2.1.A.B.C) (PSI 4.1.B) (PSI 4.1.C); ODS 16

Os clientes representam um dos públicos indispensáveis na cadeia de valor das empresas de seguros e, para sustentar um bom relacionamento com esse grupo, é fundamental que 84


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

as organizações compreendam as necessidades dos consumidores, visando à melhoria de sua experiência. Para isso, 90% das participantes afirmam que realizam pesquisas de satisfação com seus consumidores. Ao todo, 55% das participantes utilizam a pesquisa de Net Prompter Score (NPS) regularmente como meio de avaliação da satisfação dos clientes internos e externos. Representatividade do indicador: 63,1% As seguradoras relataram que trabalham com foco no cliente, portanto, utilizam as informações sobre a experiência do cliente, qualidade do atendimento e esforço do cliente para ter suas demandas atendidas para criar planos de ação visando à melhoria de sua jornada. Além disso, 60% das participantes utilizam os resultados das pesquisas para avaliar a satisfação dos clientes com os canais de distribuição ou com os parceiros comerciais. Representatividade do indicador: 62,9%

1 2

As seguradoras relatam que as pesquisas auxiliam no direcionamento de iniciativas e de tomadas de decisão. Fora isso, os resultados são considerados por 90% das participantes para a melhoria dos processos, produtos, serviços e atendimento ao cliente. As empresas ainda apontam que os resultados das pesquisas possibilitam o monitoramento da jornada do cliente, com dados sobre suas preferências e falhas nos processos. Com esses insumos, são abertas possibilidades de inovação e de melhoria na disponibilização de informações e na comunicação com o cliente, além da possibilidade de ação preventiva para evitar cancelamentos. Representatividade do indicador: 62,9%

3 4 5 6 7 8

Não se aplica, 21,1%

A opinião do cliente é considerada no desenvolvimento de novos produtos e serviços?

Sim, 78,9%

Representatividade do indicador: 62,9% 85


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Em geral, a opinião do cliente no desenvolvimento de novos produtos é obtida a partir de: Pesquisas de mercado com público-alvo (focus group, entrevistas em profundidade, imersões, mistery shopping etc.) Testes de usabilidade e de atratividade de conceitos

Relatório de reclamações sobre produtos e serviços Pontos de coleta de feedbacks de clientes Conselho de corretores

Conselho de clientes 1 2

Pesquisas NPS

Feedback de parceiros comerciais

Educação em Seguros

3 4 5 6 7 8

A disseminação de informações sobre o mercado segurador e sobre os produtos e serviços oferecidos é essencial para que a sociedade compreenda a função social e econômica dos seguros na prevenção e mitigação de riscos. As iniciativas de Educação em Seguros auxiliam na promoção da cultura de proteção e no uso responsável dos seguros por parte dos consumidores, que se tornam capazes de fazer compras bem-informadas. Além disso, essas iniciativas surgem como uma solução capaz de contribuir para a expansão do mercado e melhorar o planejamento financeiro de setores menos favorecidos da sociedade. Entre as seguradoras participantes deste Relatório: 70% desenvolvem iniciativas para adequação da linguagem em apólices e contratos. Essas iniciativas incluem tornar a linguagem mais simples, clara e eficaz, a fim de aproximar o cliente da empresa. As seguradoras ainda contam com a participação dos clientes, consultoria externa, oferta de cursos gratuitos e áreas específicas nos sites das empresas voltadas às dúvidas sobre os produtos. 70% promovem a educação financeira ou a educação em seguros. Entre essas iniciativas estão a execução e participação em projetos voltados à educação financeira, à simplificação e transparência nos documentos entregues aos clientes, à oferta de treinamentos e cursos aos colaboradores e à orientação para que a força de vendas tenha atenção às reais necessidades dos clientes. Existem, ainda, programas voltados à educação financeira e ao

86


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

empreendedorismo e a projetos de capacitação de jovens em situação de vulnerabilidade social. Representatividade do indicador: 62,9% 65% têm parcerias com instituições de ensino voltadas para a promoção da educação em seguros ou financeira. 45% participaram da Semana de Educação Financeira em 2020, uma iniciativa da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). Entre elas, 33,3% tiveram iniciativas contempladas com o Selo ENEF. 1

Representatividade do indicador: 63,1%

6.4 Parceiros comerciais GRI 404-1, 404-2, 412-2; (PSI 2.1.A.B) (PSI 4.1.B.C); ODS 5, ODS 8, ODS 10

Corretores e parceiros comerciais são aliados na distribuição dos produtos e serviços de seguros, na disseminação da sustentabilidade em toda a cadeia de valor e na promoção da cultura do seguro. Por esse motivo, as seguradoras investem na manutenção de um relacionamento ético e transparente, que favoreça a confiança e o desenvolvimento mútuo. Para manter essa transparência e confiança, 35% das participantes deste Relatório avaliam os corretores e parceiros comerciais pelo seu índice de reclamações ou por falhas na comunicação com clientes.

2 3 4 5 6 7 8

Visando ao desenvolvimento profissional de seus parceiros, as seguradoras ainda incluem em sua estratégia a oferta de cursos e treinamentos para eles. Só em 2020, foram realizados aproximadamente 263 mil treinamentos para esse público. Entre as respondentes, 80% contam com programas estruturados de treinamento e formação de corretores e parceiros comerciais, que ocorrem de forma periódica ou sob demanda. No universo de companhias que oferecem treinamentos a corretores e parceiros comerciais, 55% incluem temas relativos à adequação do perfil dos clientes aos produtos vendidos ou direitos dos consumidores e 5% incluem temas ASG nos cursos oferecidos, como, por exemplo, temas relacionados à igualdade de gênero.

Representatividade do indicador: 63,1% 87


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

6.5 Fornecedores e prestadores GRI 308-1, 308-2, 408-1, 409-1, 414-1; (PSI 1.1.A.C.2.A.B) (PSI 2.1.A.B.C); ODS 8

Ao todo, 85% das organizações participantes deste Relatório já consideram os critérios ASG na contratação de fornecedores e/ou prestadores. Essa inclusão ocorre:

1

Sim, na seleção e homologação de fornecedores e ou prestadores, 45%

Não, 15%

Sim, na seleção, homologação e também formalizados no documento contratual, 40%

2 3 4 5 6

Representatividade do indicador: 63,1%

No universo de companhias que responderam sim à questão anterior, os principais critérios considerados nos processos de seleção e homologação são: Práticas trabalhistas

88,2%

Código de Ética

88,2%

7 8

64,7%

Politica de responsabilidade socioambiental

Mapeamento de riscos ambientais

41,2%

Politica ou manual de Direitos Humanos

41,2%

Mapeamento de riscos sociais

Promoção da diversidade e inclusão

35,3% 29,4%

Representatividade do indicador: 63,1% 88


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

No que diz respeito a casos ou riscos de trabalho infantil nas operações ou com os fornecedores/prestadores, 100% das participantes indicaram não terem identificado casos dessa natureza. Da mesma forma, 100% das participantes informaram que não identificaram episódios ou riscos de trabalho forçado ou análogo ao escravo em suas operações ou de fornecedores/prestadores. Representatividade do indicador: 62,9% 6.6 Associações e entidades de classe GRI 102-13

As companhias que participam deste Relatório mantêm diálogo frequente e integram os debates com as seguintes entidades:

1 2 3

100,0% 95,2%

CNseg SUSEP

95,2%

FenSeg SindSeg

61,9%

FenaPrevi

61,9% 47,6%

SINCOR

42,9%

FenaCap Bacen

28,6%

ANS

28,6%

ANBIMA

28,6%

FenaSaúde

28,6%

CVM

19,0%

PREVIC

19,0%

ASAP

4,8%

IESS

4,8%

Outras

28,6%

4 5 6 7 8

Representatividade do indicador: 63,1%

Em “Outras”, foram mencionadas as seguintes entidades: ABAC, ABCSI, ABECS, ABRAP, Abrasca, ACREFI, ACRio, AmchamRio, B3, Febraban, Geneva Association, IAIS, IBGC, MicroInsurance Network, SINOG e UNEP FI. 89


GESTÃO

AMBIENTAL


7 GESTÃO

Ambiental 1

7.1 Mudanças climáticas GRI 201-2; (PSI.1.A.B.2.A.B) (PSI 4.1.A.B); TCFD Estratégia B,

2

TCFD Gestão de Riscos B, TCFD Governança B

Muito antes de os termos “aquecimento global” e “mudanças climáticas” serem difundidos mundialmente, o setor de resseguros foi o primeiro a alertar sobre o aquecimento do planeta ao notar, em 1973, um aumento progressivo na quantidade de sinistros relacionados às enchentes. Desde então, o setor de seguros se tornou um dos pioneiros na promoção da importância de se atentar para as mudanças climáticas, considerando seu impacto na sinistralidade e sua importância para a subscrição de riscos. Esse indicador está alinhado com as recomendações dos TCFD, que aponta que o processo de adaptação às mudanças climáticas traz riscos e oportunidades que precisam ser compreendidos pelas empresas na construção de um novo paradigma econômico. Entre as companhias que participaram deste Relatório e contribuíram com este indicador, existem expectativas sobre o impacto das mudanças climáticas na estratégia de negócios em diferentes áreas, sendo elas:

4 5 6 77 8

78,9%

Produtos e Serviços

73,7%

Operções (incluindo instalações) Investimento em pesquisa e desenvolvimento

52,6%

Cadeia de valor

52,6%

Adaptação e atividade de mitigação

3

47,4%

Representatividade do indicador: 63,1% 91


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

As companhias participantes consideram as mudanças climáticas:

No desenvolvimento de produtos e serviços que contribuam com a sociedade na suspensão de tais desafios

55%

45%

Na avaliação da exposição de suas carteiras

1 2 3

No processo e monitoramento dos riscos corporativos (Circular SUSPE /S21)

35%

Nas politicas de aceitação de risco e modelos de subscrição

35%

Na avaliação dos ativos peara investimentos de recursos próprios, reservas técnicas, fundos de previdências e demais recursos financeiros da companhia Não se aplica

30%

25%

4 5 6

Em cada companhia, diferentes níveis hierárquicos se envolvem com o tema das mudanças climáticas. Entre as participantes, o maior nível/instância organizacional envolvido nas deliberações sobre as mudanças climáticas é:

7 8

A Diretoria, em 35% dos casos O Comitê Executivo ou Órgão de Assessoramento, em 30% dos casos O Conselho de Administração ou Comitê de Assessoramento, em 25% dos casos A Gerência, em 10% dos casos A Superintendência, em 5% dos casos

Representatividade do indicador: 63,1% 92


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Em análise, 5,6% Acima de dez anos, 11,1%

Em quanto tempo a companhia enxerga que as mudanças climáticas serão integradas plenamente em sua governança, estratégia, gestão de riscos e metas e indicadores?

De cinco a dez anos, 11,1%

Até cinco anos 72,2%

1

Representatividade do indicador: 63,1%

2 3 4

7.2 Resíduos GRI 306-2; (PSI 1.1.A) (PSI 4.1.A.B.C); TCFD Métricas e Metas A; ODS 6, ODS 12

Entre as companhias participantes, 85% contam com programas de gestão de resíduos em suas operações administrativas. Além disso, 65% promovem ações de gestão de resíduos perigosos e não perigosos vinculados a salvados e/ou a produtos de seguros. Entre as ações de sucesso e inovação relacionadas à gestão de resíduos nas organizações destacam-se:

5 6 7 8

Atenção à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/1998), seguindo os princípios de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos ou outra destinação ambientalmente adequada. Gestão eficiente do uso de recursos naturais e investimento em programas de ecoeficiência, com engajamento dos colaboradores. Instalação de controladores de vazão nas torneiras, sistema de ar-condicionado inteligente, entre outras tecnologias de alta eficiência, para diminuição do consumo de água, energia e resíduos na sede da empresa. 93


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Crescente digitalização das operações, com redução no uso de papel e consequente atenuação do impacto ambiental. Gestão na coleta seletiva com separação de recicláveis e não-recicláveis. Destinação ambientalmente adequada com reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos. Substituição de insumos plásticos, como copos descartáveis, pratos, talheres etc. por materiais biodegradáveis.

1 2 3 4 5 6 7 8

Programas de incentivo para que colaboradores destinem para doação ou reciclem objetos que não tenham mais utilidade em seu local de trabalho e realização de campanhas internas para descarte consciente de materiais específicos. Oferta de curso de Gestão Ambiental para colaboradores e prestadores de serviços. Arrecadação de tampinhas plásticas para doação para campanhas solidárias. Serviços de assistência sustentáveis, que promovem o descarte ecologicamente correto de bens em desuso, como móveis, colchões e equipamentos eletrônicos. Oferta de serviços telefônicos com dicas de economia de água, energia e reciclagem de lixo doméstico. Programas de reciclagem voltados ao seguro de automóvel, que promovem a captação, separação e destinação de resíduos e sucatas automotivas, evitando o reaproveitamento inadequado ou o descarte em rios ou terrenos baldios. Reaproveitamento de peças de veículos no final de sua vida útil que estejam em ótimo estado ou com pequenos defeitos. Projeto de logística reversa de eletroeletrônicos defeituosos segurados com garantia estendida. Representatividade do indicador: 63,1%

94


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

7.3 Energia renovável FS16; (PSI 1.1.A.3.A)

O setor de energia renovável apresenta oportunidades para o desenvolvimento de soluções em produtos e serviços de seguros capazes de apoiar a mitigação e a proteção de riscos das empresas atuantes no setor. As empresas participantes apoiam iniciativas voltadas ao desenvolvimento de fontes de energia renovável. São elas:

Seguro residêncial com proteção para painéis solares

30%

Seguro auto para veículos híbridos e/ou elétricos

30%

Seguros empresariais para empreendimentos de energia renovável (solar, eólica, hidrelétrica) Fundos temáticos (investimento em empreendimentos de energia renovável)

1

20%

2 3

15%

Não se aplica

35%

Outras

35%

4 5 6

Em “Outras”, foram mencionadas iniciativas como: Utilização de usina solar fotovoltaica na sede da empresa.

7 8

Projeto de painéis solares instalados em algumas localidades da empresa. Aquisição de Títulos Verdes. Seguro para equipamentos de sistema de energia solar fotovoltaica no portfólio da companhia. Consórcio para placas solares no portfólio de produtos da companhia. Produtos de seguro que usam índices (seguros de índices) no portfólio da companhia. Representatividade do indicador: 63,1% 95


SUMÁRIO DO

CONTEÚDO GRI


8 SUMÁRIO DE

Conteúdo GRI (GRI 102-55)

1

Divulgações gerais

2

PERFIL ORGANIZACIONAL GRI Standard GR1 102: Divulgações Gerais 2020

Divulgação

3

Página/Capítulo ODS

102-1 Nome da organização

4 5

102-2 Atividades, marcas, produtos e serviços

6

102-3 Localização da sede

7

102-4 Localização das operações

8

102-5 Natureza da propriedade e forma jurídica 102-6 Mercados atendidos 102-7 Porte da organização 102-8 Informações sobre empregados e trabalhadores

8, 10

102-12 Iniciativas desenvolvidas externamente 102-13 Participação em associações 97


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

ESTRATÉGIA GRI Standard GR1 102: Divulgações Gerais 2020

Divulgação

Página/Capítulo ODS

102-14 Declaração do tomador de decisão sênior 102-15 Principais impactos, riscos e oportunidades

ÉTICA E INTEGRIDADE 1 2

GRI Standard GR1 102: Divulgações Gerais 2020

3

Divulgação

Página/Capítulo ODS 16 102-16 Valores, princípios, padrões e normas de comportamento

102-17 Mecanismos de aconselhamento e preocupações sobre ética

16

4 5 6 7 8

GOVERNANÇA GRI Standard GR1 102: Divulgações Gerais 2020

Divulgação

Página/Capítulo ODS

102-18 Estrutura de governança 102-19 Autoridade delegadora 102-20 Responsabilidade no nível executivo por tópicos econômicos, ambientais e sociais 102-22 Composição do mais alto órgão de governança e dos seus comitês

5, 16

102-23 Presidente do mais alto órgão de governança 102-32 Papel do mais alto órgão de governança no relatório de sustentabilidade 98

16


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

ENGAJAMENTO DE STAKEHOLDERS GRI Standard GR1 102: Divulgações Gerais 2020

Divulgação

Página/Capítulo ODS

102-40 Lista de grupos de stakeholders 102-43 Abordagem para engajamento de stakeholders

12

102-44 Principais tópicos e preocupações levantadas

PRÁTICAS DE REPORTE GRI Standard GR1 102: Divulgações Gerais 2020

Divulgação 102-45 Entidades incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas 102-46 Definição do conteúdo do relatório e limites do tópico

Página/Capítulo ODS

1 2 3 4 5

102-47 Lista dos tópicos materiais 102-48 Reformulações de informações 102-49 Mudanças no relatório 102-50 Período do relatório

6 7 8

102-51 Data do último relatório 102-52 Ciclo de emissão do relatório 102-53 Ponto de contato para perguntas sobre o relatório 102-54 Declaração de elaboração do relatório de acordo com GRI Standards 102-55 Sumário de Conteúdo GRI 102-56 Verificação externa 99


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

Tópicos materiais DESEMPENHO ECONÔMICO GRI Standard

Divulgação

GR1 201: Desempenho econômico 2020

201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades devido às mudanças climáticas

Página/Capítulo ODS 13

IMPACTOS ECONÔMICOS INDIRETOS

1 2

GRI Standard Divulgação GR1 203: Impactos 203-2 Impactos econômicos econômicos indiretos significativos indiretos 2020

3 4 5 6

1, 2, 3, 8, 10, 17

COMBATE À CORRUPÇÃO GRI Standard

Divulgação

Página/Capítulo ODS

205-2 Comunicação e treinamento

GR1 205: Combate em políticas e procedimentos de à corrupção 2020 combate à corrupção

7 8

Página/Capítulo ODS

16

EFLUENTES E RESÍDUOS GRI Standard Divulgação Página/Capítulo ODS GR1 306: Efluentes 306-2 Resíduos, discriminados por 3, 6, 12 tipo e método de disposição e resíduos 2020 AVALIAÇÃO AMBIENTAL DE FORNECEDORES GRI Standard

Divulgação 308-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais

GR1 308: Avaliação ambiental de 308-2 Impactos ambientais fornecedores 2020 negativos na cadeia de

suprimentos e ações tomadas

100

Página/Capítulo ODS 8


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

EMPREGO GRI Standard

GR1 401: Emprego 2020

Divulgação

Página/Capítulo ODS

401-1 Novas contratações de empregados e rotatividade de empregados

5, 8, 10

401-2 Benefícios para empregados com jornada integral que não são oferecidos a empregados de meio expediente ou temporários

3, 5, 8

TREINAMENTO E EDUCAÇÃO GRI Standard

GR1 404: Treinamento e educação 2020

Divulgação

Página/Capítulo ODS

1 2

404-1 Média de horas de treinamento por ano por empregado

4, 5, 8, 10

3 4

404-2 Programas para o desenvolvimento de competências dos empregados e de assistência para a transição de carreira

5, 8, 10

5 6

DIVERSIDADE E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

7

GRI Standard

Divulgação

Página/Capítulo ODS

GR1 405: Diversidade e igualdade de oportunidades 2020

405-1 Diversidade nos órgãos de governança e empregados

5, 8

405-2 Salário médio nominal mensal pago pela companhia por gênero

5, 8, 10

88

NÃO-DISCRIMINAÇÃO GRI Standard GR1 406: Nãodiscriminação 2020

Divulgação 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas

Página/Capítulo ODS 5, 8, 16

101


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

2020

TRABALHO INFANTIL GRI Standard

Divulgação

Página/Capítulo ODS

408-1 Operações e fornecedores

GR1 408: Trabalho com risco significativo de casos de infantil 2020 trabalho infantil

8, 16

TRABALHO FORÇADO OU ANÁLOGO AO ESCRAVO

1

GRI Standard

Divulgação

GRI 409 Trabalho forçado ou análogo ao escravo 2020

409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho forçado ou análogo ao escravo

Página/Capítulo ODS 8

2

AVALIAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

3

GRI Standard 4 5

Divulgação

Página/Capítulo ODS

GRI 412: Avaliação 412-2 Empregados treinados em políticas e práticas de direitos em direitos humanos humanos 2020

4, 5, 8, 10, 16, 17

6

AVALIAÇÃO SOCIAL DE FORNECEDORES

7 8

GRI Standard

Divulgação

Página/Capítulo ODS

GR1 414: 414-1 Novos fornecedores Avaliação social de selecionados com base em fornecedores 2020 critérios sociais

5, 8, 16

MARKETING E ROTULAGEM GRI Standard GR1 417: Marketing e rotulagem 2020

102

Divulgação 417-2 Casos de não-conformidade com relação a informações e rotulagem de produtos e serviços 417-3 Casos de não-conformidade em relação a comunicações e marketing

Página/Capítulo ODS 16 16


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

Suplemento setorial SERVIÇOS FINANCEIROS GRI Standard

Divulgação

FS1

Políticas com componentes socioambientais específicos aplicadas às linhas de negócios

12

FS2

Procedimentos para avaliação e triagem de risco socioambientais nas linhas de negócios

12

Página/Capítulo

ODS

1

FS3

FS4

Processos de monitoramento de clientes na implementação e no cumprimento de exigências socioambientais incluídas em contratos Processo(s) para aperfeiçoar a competência dos colaboradores em implementar as políticas e os procedimentos socioambientais aplicados às linhas de negócios

12

2 3 4

12 5 6

FS5

Interações com clientes/empresas controladas/ parceiros de negócios referentes a riscos e oportunidades socioambientais

12

7 88

FS8

Valor monetário dos produtos e serviços com benefício ambiental, separados por linha de negócio e discriminados por objetivo

FS15

Políticas para um justo desenvolvimento e venda de produtos e serviços financeiros

FS16

Iniciativas para aumentar a educação financeira, por tipo de beneficiário

FS19

Iniciativas para apoiar a inovação

12

103


INFORMAÇÕES

CORPORATIVAS


2020

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS

INFORMAÇÕES CORPORATIVAS CNseg – Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização Rio de Janeiro Rua Senador Dantas, 74 – 16º andar, Centro, CEP 20031-205 Tel (21) 2510-7777

Brasília

1

SCN Quadra 1 bl. C, Brasília Trade Center, salas 1601 a 1612, Brasília, CEP 70711-902 Tel (61) 3424-9337 / Fax (61) 3328-1904

2 3 4 5

CRÉDITOS 6

Coordenação geral Superintendência de Relações de Consumo e Sustentabilidade – CNseg Supervisão editorial e redação Luciane Degraf

7 88

Projeto gráfico e diagramação Agência Eclipse

105


8

https://www.cnseg.org.br


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