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Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2019

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Relatório de SUSTENTABILIDADE

DO SETOR DE SEGUROS

2019


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DESTAQUES

SUMÁRIO EXECUTIVO Este é o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2019, editado pela CNseg com base nas diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). Os indicadores aqui reportados ainda consideram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), a fim de demonstrar o engajamento do setor segurador para atender aos compromissos internacionais com o desenvolvimento sustentável.

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empresas participantes, que correspondem a 81,8% do mercado representado pela CNseg

O SETOR DE SEGUROS

Arrecadação total do setor em 2019:

O setor pagou na forma de benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas

R$ 488,5 BILHÕES

R$ 315,06 BILHÕES

SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS

57,9%

das participantes endossam os ODS e os PSI

84,2%

42,1%

incluem critérios ASG nos processos de subscrição de riscos

integram as questões ASG em sua estratégia, seja em planejamento estratégico, treinamentos, políticas, procedimentos ou outros aspectos


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

72,2% 66,7% 78,9% 84,2% 47,4% 100%

possuem diretrizes formais para inclusão dos critérios ASG no desenvolvimento e na venda de produtos ou serviços de seguros, capitalização e previdência

têm produtos ou linhas de negócio relacionadas diretamente ao risco ou responsabilidade ambiental

das respondentes oferecem algum tipo de iniciativa inovadora para os clientes, como reciclagem de peças automotivas, telemetria e seguros de índices

têm comitê, área ou comissão específica para o tratamento das questões ASG/Sustentabilidade

incluem questões ASG em sua política de investimentos e 36,7% já têm implementada uma metodologia de avaliação ASG na análise e gestão de ativos

das participantes adotam práticas de combate à corrupção e de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo

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DESTAQUES

RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS As empresas utilizam diferentes meios de comunicação, consulta e diálogo para o relacionamento com as diversas partes interessadas.

77,8%

têm iniciativas que promovem a educação financeira ou a educação em seguros, com a realização de campanhas, projetos, palestras e cursos destinados aos públicos interno e externo

As seguradoras participantes encerraram 2019 com um universo de 49.996 funcionários, sendo:

43,6%

56,4%

homens

mulheres

94,4%

78,9%

adotam práticas de promoção da diversidade e não-discriminação e 44,4% são signatárias de algum pacto de diversidade e inclusão

têm programa estruturado de formação de lideranças e 21,1% têm programa estruturado de formação de líderes mulheres

68,4%

52,6%

36,8%

oferecem treinamentos relacionados aos temas ASG a analistas e gestores

oferecem treinamentos periódicos sobre os temas ASG para as lideranças

oferecem treinamentos sobre direitos humanos aos colaboradores


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

78,9%

realizam pesquisas de satisfação com os clientes

78,9%

utilizam os resultados de pesquisas para a melhoria de processos, produtos, serviços e atendimento ao cliente

88,9%

consideram a opinião do cliente para o desenvolvimento de produtos e serviços

78,9%

possuem programa estruturado de treinamento e formação de corretores e parceiros comerciais

78,9%

incluem temas relativos à adequação do perfil dos clientes aos produtos vendidos ou aos direitos dos consumidores nos treinamentos de parceiros

94,1%

incluem critérios ASG na contratação de fornecedores e prestadores

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8 8

SESSÃO DESTAQUES

GESTÃO AMBIENTAL

87,5%

das participantes acreditam que as mudanças climáticas podem impactar a área de produtos e serviços

58,8%

já consideram as mudanças climáticas no desenvolvimento de produtos e serviços

62,5%

creem que as mudanças climáticas serão integradas plenamente em sua governança, estratégia, gestão de riscos e metas e indicadores nos próximos 5 anos


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

58,8%

consideram as mudanças climáticas na avaliação da exposição de suas carteiras

83,3%

possuem programas de gestão de resíduos

68,4%

possuem iniciativas para apoiar o desenvolvimento de fontes de energia renovável

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SUMÁRIO 1. MENSAGENS Mensagem da CNseg ....................................................................... 12 Mensagem das lideranças do mercado ..................................... 14

2. A CNseg Federações associadas ..................................................................... 17 Governança corporativa .................................................................. 18 Destaques do ano .............................................................................. 21 Eventos 2019 ........................................................................................ 27

3. SOBRE O RELATÓRIO Seguradoras participantes .............................................................. 31 Perfil das participantes ..................................................................... 32 Matriz de materialidade .................................................................. 34

4. O SETOR DE SEGUROS Principais números ............................................................................ 44 Desempenho por segmento .......................................................... 47

5. SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS Comissão de Sustentabilidade e Inovação .............................. 54 Compromisso com o desenvolvimento sustentável ............ 56


Indicadores setoriais ......................................................................... 57 Produtos e serviços ........................................................................... 58 Governança, ética e integridade .................................................. 60 Combate à corrupção e à lavagem de dinheiro .................... 62 Gestão de investimentos ................................................................. 63

6. R ELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS Engajamento das partes interessadas ........................................ 64 Colaboradores ..................................................................................... 65 Clientes .................................................................................................. 71 Parceiros comerciais .......................................................................... 73 Associações e entidades de classe .............................................. 74

7. GESTÃO AMBIENTAL Mudanças climáticas ......................................................................... 75 Resíduos ................................................................................................ 76 Energia renovável ............................................................................... 77

8. SUMÁRIO DE CONTEÚDO GRI .............................. 78 9. AGRADECIMENTOS ............................................................ 84


1 MENSAGENS GRI 102-14

1.1 MENSAGEM DA CNseg Apresentamos a quinta edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, elaborada de acordo com as diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI). Com o objetivo de aproximar ainda mais o setor de seguros da sociedade, este Relatório apresenta um panorama do setor e consolida os indicadores ambientais, sociais e de governança mais relevantes das nossas associadas em 2019. Fonte de informações sobre as contribuições do mercado segurador brasileiro para a agenda de desenvolvimento sustentável do País, o conteúdo deste Relatório contribui para a compreensão do papel social e econômico desempenhado pelo seguro. A sustentabilidade do setor depende da preservação de seus fundamentos econômicos e técnicos, ou seja, da preservação do princípio básico do seguro, que é a formação de uma carteira de riscos resistente a volatilidades de mercado e que cumpre as obrigações das empresas com acionistas e consumidores. O ano de 2019 foi particularmente positivo para o setor, com um crescimento bem distribuído por diversos ramos de danos materiais e pessoais de seguros, sinal de que o setor recuperou seu forte viés de expansão anual. Alavancado pelas reformas estruturais e perspectivas de crescimento econômico no País, o setor percebeu um aumento notável em ramos que, antes, não tinham tanta expressão, como o patrimonial, puxado pelos massificados, juntamente com o habitacional, responsabilidade civil e rural. Líder em arrecadação de prêmios na América Latina, o setor segurador brasileiro encerrou 2019 com arrecadação total de R$ 488,5 bilhões, número 9,8% maior do que no ano anterior. Isso representa 6,7% do PIB nacional no ano. O setor ainda acumulou ativos na ordem de R$ 1,45 trilhão, o que equivale a 25% da dívida pública brasileira. Além disso, foram pagos R$ 315,06 bilhões em benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas ao longo de 2019. Esse montante serviu,


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

“Os desafios pós-coronavírus ainda são imensuráveis, mas é possível prever que o seguro pode se tornar ainda mais relevante na proteção de vidas e negócios.”

entre outras coisas, para reposição de perdas financeiras, retomada de negócios e estabilidade das famílias, o que reflete a importante contribuição do setor para desonerar o orçamento do Estado e contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura, geração de emprego e renda e acumulação de poupança. Com um ambiente cada vez mais concorrencial no mercado, estabilidade monetária, queda nas taxas de juros e mudança gradativa do papel do Estado, o setor definiu sua nova agenda estratégica com a Carta de Ibirapuera, que contempla 28 temas, dos quais grande parte deles já se tornou planos de ação, programas e projetos. Esse cenário favorável tem sido fundamental para o setor se manter resiliente ante a pandemia do Coronavírus e à crise econômica mundial instalada em razão desse lamentável momento histórico. Outro fator que deve mitigar esse impacto será o nível de solvência e de padrões de governança alcançados pelo setor.

Solange Beatriz Palheiro Mendes, Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg

O setor reconhece que será difícil sustentar os resultados obtidos em 2019, considerando o cenário de contração da atividade econômica, o aumento no pedido de indenizações, queda na arrecadação de prêmios, cancelamento de contratos, endossos e agravamento de determinados riscos. Por conta disso, as projeções de desempenho para 2020 devem ser revistas, considerando que o setor já tem sofrido com a queda de receitas. Os desafios pós-coronavírus ainda são imensuráveis, mas é possível prever que o seguro pode se tornar ainda mais relevante na proteção de vidas e negócios. Por isso, é importante estabelecer a cultura de proteção e a compreensão do papel social e econômico desempenhado pelo seguro. Para isso, a CNseg mantém seu esforço com o Programa Educação em Seguros, levando informações claras e úteis aos diversos públicos. BOA LEITURA!

Marcio Serôa de Araujo Coriolano, Presidente da CNseg

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MENSAGEM

1.2 MENSAGEM DAS LIDERANÇAS DO MERCADO

“Integrar as questões sociais, ambientais e de governança nas organizações é fundamental para gerar valor para os negócios e para os públicos atendidos, ampliando o gerenciamento de riscos e antecipando novas demandas de consumidores, que cobram das empresas um comportamento responsável em relação à sociedade e ao meio ambiente. É preciso atenção ao futuro e aos possíveis impactos que nossas atividades podem sofrer com mudanças ambientais, econômicas, sociais e de governança. Esse desafio pode ser encarado com a criação de produtos e soluções inovadoras, capazes de gerar valor ao negócio por estarem adaptados às reais necessidades dos clientes”.

Fátima Lima, Presidente da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg

Parte do processo de tomada de decisões do setor, a sustentabilidade é um tema presente na rotina do segmento de seguros gerais, seja no processo de capacitação de profissionais, seja no desenvolvimento de produtos e serviços. O consumidor tem, cada vez mais, avaliado empresas por suas ações sustentáveis, ou melhor, pela forma como movimentam os capitais social, natural e humano, assim como pela transparência de suas práticas de governança. “As novas oportunidades de crescimento do mercado advêm, em grande parte, da conquista e superação desses desafios”.

Antonio Trindade, Presidente da FenSeg

“Pensar nas pessoas, ter como foco o seu bem-estar é a missão e a razão de ser dos seguros de pessoas e da previdência complementar aberta. A sustentabilidade, em seu sentido mais amplo, passa necessariamente por essa visão e cuidado com o indivíduo, como ser único, e com a sociedade como um todo”.

Jorge Pohlmann Nasser, Presidente da FenaPrevi


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“Plano de saúde continua sendo um dos principais anseios da população brasileira e uma das despesas que empresas e famílias mais resistem a cortar, mesmo nas crises. Nos últimos anos, o universo atendido por planos e seguros de saúde tem oscilado em torno de 47 milhões de beneficiários. Queremos ampliá-lo: nossa maior missão é levar saúde de qualidade a muito mais brasileiros. A pandemia do novo coronavírus confirmou que a eficiência e o bom funcionamento da cadeia produtiva (hospitais, laboratórios, clínicas, consultórios e demais prestadores e fornecedores) irrigada pelas operadoras de saúde são fundamentais para garantir o bem-estar das pessoas e salvar vidas. A saúde, tanto a pública quanto a privada, vive momento de transição. Mais que nunca, para garantir a sustentabilidade do setor, é necessário o aperfeiçoamento do marco regulatório (Lei nº 9.656/1998), vigente há 22 anos, no sentido de promover mais acesso, racionalizar as estruturas de atendimento, reduzir o custo de observância e investir melhor os recursos que se mostram cada vez mais escassos”.

João Alceu Amoroso Lima, Presidente da FenaSaúde

“O momento é desafiador. O ambiente de negócios tem se mostrado cada vez mais complexo: a economia ainda em processo de recuperação, taxa real de juros em patamar jamais experimentado, relativização da importância dos canais físicos de distribuição e consumidor cada vez mais exigente são desafios que a capitalização vem enfrentando. A sustentabilidade no segmento de capitalização passa necessariamente por encontrar as oportunidades que as crises usualmente escondem. Nesse contexto, o aprofundamento de temas como eficiência, utilização de novas tecnologias e novas abordagens com o consumidor torna-se imprescindível na jornada pela sustentabilidade. Não à toa, a Fenacap vem debatendo cada um dos grandes temas do momento com um olhar lançado para o futuro. Neste cenário, a capitalização, instrumento dos mais versáteis do mercado financeiro, oferece à sociedade uma gama de soluções para os desafios destes novos tempos: instrumento de poupança, de captação de recursos para causas sociais, instrumento de garantia para contratos diversos, inclusive empréstimos e locação imobiliária”.

Marcelo Farinha, Presidente da FenaCap

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2 A CNseg GRI 102-1, 102-2, 102-3, 102-4, 102-5, 102-6, 102-7

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) é uma associação civil, com atuação em todo o território nacional, que congrega as Federações que representam as integrantes dos segmentos de Seguros Gerais, Previdência Complementar Aberta e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. A sede da CNseg está localizada no Rio de Janeiro, além de um escritório de representação em Brasília, com a finalidade de atuar para ampliar a representação do setor segurador junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e disseminar o conhecimento do seguro para as diversas camadas da população, de modo a contribuir para o melhor entendimento do seguro como instrumento do desenvolvimento sustentável do País.

MISSÃO GRI 102-16

Contribuir para o desenvolvimento do sistema de seguros privados, representar suas associadas e disseminar a cultura do seguro, concorrendo para o progresso do País.

2.1 FEDERAÇÕES ASSOCIADAS GRI 102-45

As Federações associadas representam 174 organizações que atuam no Brasil em seus respectivos segmentos como seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, seguradoras especializadas em saúde, medicina e odontologia de grupo, e sociedade de capitalização.


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FenSeg

FenaPrevi

FenaSaúde

FenaCap

Com 72 associadas, a Federação Nacional de Seguros Gerais está voltada para o desenvolvimento das atividades específicas dos ramos de seguros do segmento denominado “seguros de danos e responsabilidades”, composto por 13 grupos: automóvel, patrimonial, DPVAT, habitacional, transporte, riscos financeiros, crédito, responsabilidades, riscos especiais, rural, marítimos, aeronáuticos e cascos.

Representando 69 empresas e entidades nos segmentos de previdência privada e de seguro de pessoas, a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida tem como objetivo congregar e representar suas associadas, inclusive perante o Poder Público, em busca do fortalecimento dos segmentos econômicos por ela representados e de suas relações com a sociedade, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social do País.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar representa 19 operadoras, de 16 grupos de empresas de seguros privados de assistência à saúde, a fim de contribuir para a consolidação do mercado privado de assistência à saúde, através da troca de experiências e avaliações de temas de interesse comum, do desenvolvimento de propostas para o crescimento e desenvolvimento do mercado e de seu fortalecimento como representação institucional das operadoras privadas de saúde suplementar.

A Federação Nacional de Capitalização representa 15 empresas de capitalização em todo o território nacional, empenhando-se pelo fortalecimento dessas empresas a fim de contribuir para o desenvolvimento econômico e social do País para o aprimoramento das relações de consumo. Exercendo a representação política e institucional do setor, promove a defesa dos interesses do segmento, representa as associadas e atua na criação e aprimoramento de leis, normas e regulamentos voltados ao setor, zelando pela sua imagem institucional.

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A CNseg

2.2 GOVERNANÇA CORPORATIVA

GRI 102-16, 102-17, 102-18, 102-22, 102-23 A CNseg é constituída por órgãos de natureza dirigente e consultiva, que trabalham para promover uma gestão participativa, com a contribuição das visões de diferentes empresas e profissionais. Os órgãos dirigentes são a Assembleia Geral, o Conselho Diretor, o Conselho de Gestão e o Conselho Fiscal, e os órgãos consultivos são o Conselho Consultivo e o Conselho de Ética. ASSEMBLEIA GERAL Antonio Eduardo Figueiredo de Márquez Trindade

FenSeg

Jorge Pohlmann Nasser

FenaPrevi

João Alceu Amoroso Lima

FenaSaúde

Marcelo Gonçalves Farinha

FenaCap

CONSELHO DIRETOR (COMPOSIÇÃO EM 14/05/2020) NOME

ENTIDADE REPRESENTADA

Presidente Marcio Serôa de Araujo Coriolano 1º Vice-Presidente Roberto de Souza Santos

Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

Vice-Presidentes Gabriel Portella Fagundes Filho

Sul América Companhia Nacional de Seguros

Vinicius José de Almeida Albernaz

Bradesco Seguros S/A

Vice-Presidentes Natos Antonio Eduardo Figueiredo de Márquez Trindade

FenSeg

Jorge Pohlmann Nasser

FenaPrevi

João Alceu Amoroso Lima

FenaSaúde

Marcelo Gonçalves Farinha

FenaCap

Diretores Bernardo de Azevedo Silva Rothe

Brasilprev Seguros e Previdência S/A

Carlos André Guerra Barreiros

Prudential do Brasil Seguros de Vida S/A

Edson Luis Franco

Zurich Minas Brasil Seguros S/A


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Eduard Folch Rue

Allianz Seguros S/A

Francisco Alves de Souza

COMPREV Vida e Previdência S/A

Gabriela Susana Ortiz de Rozas

Caixa Seguradora S/A

João Francisco Silveira Borges da Costa

HDI Seguros S/A

José Adalberto Ferrara

Tokio Marine Seguradora S/A

Leonardo Deeke Boguszewski

Junto Seguros S.A.

Luis Gutiérrez Mateo

Mapfre Previdência S/A

Luiz Fernando Butori Reis Santos

Itaú Seguros S/A

Nilton Molina

Mongeral AEGON Seguros e Previdência S/A

Pedro Cláudio de Medeiros B. Bulcão

SINAF Previdencial Cia. de Seguros

Pedro Pereira de Freitas

American Life Companhia de Seguros

Diretor Nato Federação Nacional das Empresas de Seg. Priv., de Capitalização e de Prev. Complementar Aberta

Luiz Tavares Pereira Filho

No âmbito interno, a CNseg conta com o suporte de três Comitês que auxiliam nas atividades da entidade, permitindo maior integração entre os executivos. São eles:

Comitê Gestor:

Comitê Operacional:

Comitê de Gestão

tem por finalidade

tem como objetivo

de Serviços:

conferir eficiência e

promover a

acompanha os

agilidade às decisões

coordenação entre

assuntos referentes

de governança

as áreas para, juntas,

aos produtos

corporativa da CNseg.

produzirem o melhor

e aos serviços

resultado.

disponibilizados pela Superintendência Geral de Negócios da CNseg (SUPEN) às associadas.

Além deles, a Confederação conta também com um Comitê de Estudos do Mercado (CEM), que tem como objetivo debater o cenário econômico e político brasileiro e seus eventuais impactos no ambiente de negócios do setor de seguros e propor a realização de estudos e análises que auxiliem no alcance dos objetivos estratégicos da Confederação.

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A CNSEG

2.2.1 ORGANOGRAMA FUNCIONAL GRI 102-16

Presidência Marcio Coriolano Comitê Gestor (*)

Secretaria Geral e Governança Corporativa

Comitê Operacional (**)

Elaine Jorge Superintendência Geral de Negócios

Comitê de Gestão de Serviços (***)

Diretoria de Relações de Consumo e Comunicação

Diretoria de Relações Institucionais

Solange Beatriz

André Vasco

Diretoria Técnica e de Estudos

Miriam Miranda

Diretoria de Administração, Finanças e Controle

Alexandre Leal

Consultoria Jurídica

Paulo Annes

Luiz Tavares

Escritório de Projetos

Super. de Relações de Consumo e Sustentabilidade

Superintendência de Eventos

Super. Executiva de Comunicação e Imprensa

Superintendência de Relações Governamentais

Super. de Acompanhamento Técnico

Pedro Pinheiro

Leila Pontes

Vera Soares

Genildo Lins

Karini Madeira

Superintendência de Estudos e Projetos

(*) PRESIDENTE, DIRETORES e CONJUR PRESIDENTE, DIRETORES e CONJUR (**) PRESIDENTE, DIRETORES e SUPERINTENDENTES PRESIDENTE, DIRETORES e SUPERINTENDENTES (***) PRESIDENTE, GESTORES DA SUPEN e REPRESENTANTES DE ASSOCIADAS

Superintendência de Administração e Finanças

Superintendência Controladoria e Compliance

Luís Felipe Santos Carlos Borges

Superintendência Jurídica Glauce Carvalhal

Atualizado em 17/03/2020

2.2.2 COMISSÕES TEMÁTICAS GRI 102-32

De caráter consultivo, as Comissões Temáticas são importantes fóruns de discussão sobre as questões técnicas e regulatórias de interesse geral do mercado segurador. São formadas por profissionais indicados pelas Federações associadas e pela CNseg e se dispõem a debater práticas e ideias em busca de um mercado ágil e eficiente. Suas deliberações e recomendações são supervisionadas pela Diretoria competente e aprovadas pelo Conselho Diretor. A competência, a composição, o funcionamento e as atribuições das 17 Comissões Temáticas da CNseg estão sistematizadas em Regimento Interno. Comissão Atuarial

Comissão de Administração e Finanças

Comissão de Assuntos Fiscais

Comissão de Assuntos Jurídicos

Comissão de Comunicação e Marketing

Comissão de Digitalização

Comissão de Gestão de Risco

Comissão de Governança e Compliance

Comissão de Inteligência de Mercado

Comissão de Investimentos

Comissão de Ouvidoria

Comissão de Processos e Tecnologia da Informação

Comissão de Recursos Humanos

Comissão de Relações de Consumo

Comissão de Resseguro

Comissão de Seguros Inclusivos

Comissão de Sustentabilidade e Inovação


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

2.3 DESTAQUES DO ANO 2.3.1 PRINCIPAIS ATIVIDADES DA CNSEG EM 2019

46 129 2.136 66

Publicações para leitura online, entre guias, livretos, revistas e outros

Projetos inscritos no Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros

Projetos de Lei acompanhados

Eventos realizados

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A CNSEG

2.3.2 PRÊMIO ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA BRAGA DE INOVAÇÃO EM SEGUROS

A 9ª edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros registrou recorde de inscritos, 129 projetos no total. Esse foi o maior número de inscrições desde a criação do prêmio, em 2011 Ao todo, 124 projetos foram considerados aptos a concorrer nas categorias Comunicação, Produtos e Serviços e Processos e Tecnologia, ou seja, 96% dos projetos inscritos foram aprovados. Esse índice reflete uma sintonia dos profissionais do mercado com os novos modelos, os desafios e as necessidades de consumo da sociedade moderna. Entre os temas dos projetos inscritos, destacaram-se empoderamento do cliente na jornada de compra, inclusão e diversidade, atenção às questões climáticas e implementação de critérios ambientais sociais e de governança (ASG). A premiação foi criada para reconhecer as melhores iniciativas de securitários, corretores de seguros e prestadores de serviços, que contribuem para a inovação do setor. Para mais informações, acesse http://premioseguro.com.br.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

VENCEDORES DO PRÊMIO DE INOVAÇÃO EM SEGUROS EM 2019 COMUNICAÇÃO

PRODUTOS E SERVIÇOS

PROCESSOS E TECNOLOGIA

Case: Idoso Bem Cuidado: Integração da cadeia de saúde como estratégia do cuidado Autora: Katia Christina Weber Coautoras: Camilla Silva, Jacqueline Araújo, Priscila Oliveira, Raquel Imbassahy e Vanessa Borba Empresa: SulAmérica Companhia de Seguro Saúde

Case: Solicitação de Medicamentos Autor: Paolo Marini Coautores: Amanda Claro, Bruna Koga, Daniel Alvares, Eliane Pereira, Eric Torres, Evandro Silva, Fernando Belém, Giuliana Ferrari, Karine Goulart, Larissa Nascimento, Nayanne Motta, Nilton Cardoso, Sheila dos Santos e Silvia Mineiro Empresa: SulAmérica Companhia de Seguro Saúde

Case: Médico na Tela – Teletriagem médica por vídeo Autora: Viviane Mathias Coautores: Andre Rufino, João Nogueira e Thiago Benevides Empresa: SulAmérica Companhia de Seguro Saúde

Case: Novo Modelo de Prevenção e Combate a Fraudes Autora: Mariza Battaglia Trancho Coautores: Daniel de Rosa, Gilliard Leal e Jorge Sodré Empresa: Seguradora Líder do Consórcio do Seguro DPVAT

Case: Auto. Vc: acelerar demais? Só na inovação Autora: Patrícia Alves Ornellas Coautores: Frederico Lindoso, Lara Sarzedas Murta, Paula Cunha, Samantha Teixeira e Tamara Santos Empresa: SulAmérica Companhia Nacional de Seguros

Case: Venda Digital Autor: Bruno Costa Ferreira Coautores: Dayana Gonçalves, Gustavo Mario Miranda, Jimmy Werder, Marco Giorgetti, Pablo Cunha e Viviany Belo Empresa: Mongeral Aegon Seguros e Previdência

1º Lugar Case: JurisHealth Autor: Eduardo Sampaio da Silveira Gil Coautores: Daniela Leite e João Rachid da Motta Empresa: Amil Assistência Médica Internacional

2º Lugar Case: Dress Code – seu jeito, sua agenda Autora: Julia Sena Nejaime Coautoras: Beatriz Gonçalves Mainardi, Flavia Neves David, Patricia Oliveira dos Santos Suzuki e Renata Monteiro Coutinho Costa Empresa: SulAmérica Companhia de Seguro Saúde 3º Lugar Case: Liberty Mulheres Seguras Autora: Luiza Maia Empresa: Liberty Seguros

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A CNSEG

2.3.3 CARTA DE IBIRAPUERA Assinada pelos membros do Conselho Diretor da CNseg, a Carta de Ibirapuera é um documento que define a nova agenda estratégica para o setor de seguros, com 28 temas estratégicos que devem ser transformados em planos de ação, programas e projetos que serão foco de atuação no mandato 2019-2022. Os temas foram decididos considerando sua transversalidade e o interesse institucional da Confederação, por sua relevância política ou repercussões econômicas. Essa agenda considera a missão da CNseg e o contexto político e econômico do País, que lida com a perspectiva de reformas estruturais e privatizações, inflação abaixo da meta e juros básicos reduzidos, sem contar a reforma tributária, o baixo crescimento econômico, o desemprego elevado e o cenário externo. A nova agenda regulatória da Susep também foi considerada para a confecção do documento, bem como o conjunto de projetos da ANS no plano regulatório e seus desdobramentos. TEMAS ESTRATÉGICOS

Reforma tributária

SRO – Sistema de Registro Eletrônico

Capital e solvência

Reforço da atuação institucional da CNseg (estrutura, posicionamento, clareza de papéis, outros)

Coibir exercício irregular da atividade seguradora

Resseguros (Consulta Pública Susep nº 6)

LGDP – Lei Geral de Proteção de Dados

Patrimônio de afetação

SHF – Seguro Habitacional

Proporcionalidade/ Sandbox

Canais de distribuição

Pautas do Judiciário (PIS e COFINS, custo do processo, juros, correção, outros)

Conscientização da atividade de seguros no Judiciário

Mitigar a judicialização

Novo modelo regulatório (CNSP/ Susep/PREVIC)

Regulação do agente de seguros

Educação em Seguros

Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados (Marco Regulatório)

Normas de prevenção à lavagem de dinheiro

PL 29/2017 – Novo marco regulatório de seguros

Pilar de capitalização para a reforma da previdência (apoio CNseg)

Seguros inclusivos

SAT – Seguro de Acidentes de Trabalho

PrevSaúde (apoio CNseg)

AIR – Análise de Impacto Regulatório

Produtos para pequenas e microempresas (apoio CNseg)

Novo modelo de seguro obrigatório de veículos (DPVAT) (FenSeg com apoio CNseg)

Aperfeiçoamento das regras de investimentos


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

2.3.4 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM SEGUROS Parte integrante da agenda estratégica da CNseg, o Programa de Educação em Seguros visa à disseminação da cultura do seguro no País, bem como à divulgação de informações a respeito do setor e dos produtos de seguros a diversos públicos, além do aprimoramento do poder de escolha do consumidor na hora de adquirir um produto de seguro. Em vigor desde 2016, o Programa contempla projetos como o Glossário do Seguro, cartilhas, estudos, Revista de Seguros, Conjuntura CNseg, Portal da CNseg, presença nas redes sociais, parceria com emissoras de rádio e eventos. A Rádio CNseg e a série de livretos de educação em seguros também são parte desse Programa e receberam o selo ENEF, concedido pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef). Em 2019, dois novos livretos foram lançados, integrando a já extensa lista de publicações voltadas à disseminação do conhecimento sobre a cultura do seguro, são eles “Prevenção e Combate à Fraude em Seguros” e “Gestão da Inovação e Inovação Estratégica”. Ambos estão disponíveis no link cnseg.org.br/publicacoes/livretos-de-educacao-em-seguros. html.

2.3.5 PUBLICAÇÕES Foram editadas 46 publicações para leitura online ao longo de 2019. Todas estão disponíveis em cnseg.org.br/publicacoes. Dentre as publicações, destaca-se a Conjuntura CNseg, que começou a circular em 2018, com periodicidade mensal, a fim de ser a principal referência de análise do desempenho dos segmentos de Seguros de Danos e Responsabilidades, Coberturas de Pessoas, Saúde Suplementar e Capitalização, a partir de estudos sobre aspectos econômicos, políticos e sociais que possam, direta ou indiretamente, impactar o mercado segurador. Ao fim de cada trimestre, a publicação reúne destaques dos segmentos, projeções de arrecadação e informativos estatísticos, jurídicos e regulatórios, além de produção acadêmica sobre o setor.

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A CNSEG

2.3.6 CNSEG NA MÍDIA Em 2019, foi lançado o novo Portal da CNseg, mais atraente e intuitivo. Foram publicadas 495 notícias ao longo do ano, que atingiram mais de 233 mil usuários. Com relação às mídias sociais, a Confederação está presente no YouTube, Facebook e LinkedIn. Essa presença nas redes possibilitou, entre outras coisas, a realização de entrevistas ao vivo com especialistas para tratar de temas relacionados ao mercado e esclarecer dúvidas de consumidores em tempo real ao longo da 6ª Semana Nacional de Educação Financeira.

O ano ainda foi marcado pela frequência com que a entidade apareceu em diversos veículos de comunicação, sendo consolidada como referência para a consulta de informações e dados qualificados sobre o setor. O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, assinou quatro artigos publicados em jornais de circulação nacional ao longo do ano.

A Rádio CNseg produziu e distribuiu 219 matérias sobre assuntos de interesse da Confederação e, graças a parcerias com emissoras de rádio, conseguiu atingir 2.044 rádios de 1.417 municípios brasileiros.

2.3.7 DIVERSIDADE E INCLUSÃO A agenda de diversidade em 2019 se baseou em um trabalho de disseminação e promoção do diálogo sobre o tema. O Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão da Comissão de Recursos Humanos da CNseg lançou, em 2019, o Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, que passará a ser celebrado todo dia 25 de setembro. O GT também promoveu uma pesquisa com 21 associadas, na qual 71% das participantes afirmaram ter políticas de diversidade. A ampliação dos debates sobre o tema ao longo dos últimos anos destacou um aumento na representatividade de minorias no quadro de funcionários das empresas entre 2018 e 2019:

GRUPO

2018

2019

LGBTQI+

5,5%

7,5%

Mulheres

57,2%

57,5%

Negros

7,6%

9%

PCD

3,1%

3,3%

60+ anos

0,8%

1%


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

2.4 EVENTOS 2019 2.4.1 8º ENCONTRO DE RESSEGURO

Realizada em abril, a 8ª edição do Encontro de Resseguro reuniu 750 participantes no Rio de Janeiro. Fizeram parte dos debates temas como impacto regulatório, questões ambientais, oportunidades, desafios para o mercado ressegurador, diversidade e efeitos da Lei Geral de Proteção de Dados no setor.

27


28

A CNSEG

2.4.2 COLÓQUIOS DE PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR DE SEGUROS

Em junho de 2019, foi inaugurado um novo ciclo dos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, que tem como objetivo servir de fórum de aproximação entre os Procons de todo o Brasil e o setor. O segundo ciclo dos Colóquios teve início em Cuiabá, abrangendo toda a região Centro-Oeste, com a presença de mais de 100 participantes, sendo 50 representantes de 22 Procons da região e representantes de seguradoras e redes varejistas.

Ao longo do evento, foram apresentados diferentes produtos de seguro, como Assistência Financeira, Seguro de Acidentes Pessoais, Seguro de Vida, Seguro Prestamista, Seguro Habitacional, Seguro Residencial, Seguro de Condomínio, Seguro de Garantia Estendida e Seguro de Automóveis. Os Procons também tiveram a oportunidade de apresentar as principais demandas e reclamações dos consumidores da região e de indicar como as empresas podem evoluir no atendimento ao cliente.

2.4.3 WORKSHOP DE SEGURO DE IMPACTO Metodologia da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que compreende o seguro como um mecanismo de proteção social, o workshop realizado em junho teve como objetivo tratar de seguros inclusivos voltados para a população de baixa renda ou ainda sem experiência com o produto. O curso contou com a facilitação de uma consultora da OIT e com sessões de discussão sobre casos práticos, coordenadas por um executivo de uma seguradora sul-africana com atuação focada em seguros inclusivos e por executivos de seguradoras brasileiras com projetos inovadores para desenvolvimento de produtos e oferta de serviços. O workshop teve como objetivo explorar diretrizes e estratégias que possibilitem a construção de uma cadeia de valor mais consciente por parte das seguradoras, a fim de beneficiar os consumidores e fortalecer a sustentabilidade das operações no longo prazo. Entre os diversos assuntos, foram abordados design de produtos, marketing e educação em seguros, gestão de sinistros e negócios responsáveis e centrados no cliente.


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2.4.4 9ª CONSEGURO A 9º Conseguro, realizada em setembro, em Brasília, com 718 participantes, teve como tema central As Novas Fronteiras do Desenvolvimento. O evento, que é considerado o maior do mercado segurador, colabora para a disseminação de informações e conhecimento sobre o setor. Paralelamente ao evento, foi realizada a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade, que tratou sobre a necessidade de se acelerar as políticas de inclusão por gênero, raça e orientação sexual no mercado segurador e sobre a exposição aos riscos ambientais, além do 13º Seminário de Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos, que abordou como profissionais de auditoria interna discutem os desafios da implementação da Lei Geral de Proteção de Dados e Análise de Riscos e como o setor encara o desafio de se tornar mais eficiente no que diz respeito à política de compliance e controles internos.

29


3 SOBRE O RELATÓRIO GRI 102-1, 102-46, 102-50, 102-51, 102-52, 102-53, 102-54 Esta é a quinta edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, produzido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), com informações referentes ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2019. Este relatório é elaborado de acordo com as diretrizes internacionais do Global Reporting Initiative (GRI), na opção “Essencial” da GRI Standards, o que favorece a organização do conteúdo e a comparação dos indicadores do setor com os indicadores das empresas participantes. O documento contém informações institucionais relevantes, bem como detalhes da atuação da Confederação em relação à sustentabilidade no setor, além dos principais acontecimentos e iniciativas relacionadas às quatro Federações que compõem a CNseg. Nele também constam indicadores de desempenho ASG (ambiental, social e de governança) registrados pelas empresas atuantes no mercado brasileiro de seguros. Os indicadores estão relacionados a compromissos internacionais com o desenvolvimento sustentável, como os Princípios de Sustentabilidade em Seguros (PSI), a Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em inglês) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nem todos os indicadores foram respondidos por todas as participantes, por isso, a representatividade de cada indicador está indicada em percentual relativamente à arrecadação total do mercado. Demais edições, informações adicionais e esclarecimentos sobre este Relatório e os indicadores GRI reportados podem ser obtidos nos seguintes canais: cnseg.org.br ou surec@cnseg.org.br


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3.1 SEGURADORAS PARTICIPANTES Participaram deste Relatório 32 seguradoras, que correspondem a 81,8% do mercado representado pela CNseg. Nos indicadores em que a participação foi inferior ao total, indica-se o percentual de arrecadação representado naquele indicador. 01. 02. 03. 04. 05. 06. 07. 08. 09. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32.

Allianz Seguros American Life Companhia de Seguros Argo Seguros Bradesco Seguros Brasilcap Capitalização Brasilprev Seguros e Previdência Brasilseg Companhia de Seguros Caixa Seguradora Capemisa Seguradora Vida e Previdência Chubb do Brasil Seguros COMPREV Vida e Previdência GBOEX – Previdência e Seguro de Pessoas Generali Brasil Seguros HDI Seguros Brasil Icatu Seguros Itaú Seguros Liberty Seguros MAPFRE Metropolitan Life Seguros e Previdência Privada MAG Seguros Porto Seguro Prudential do Brasil Sancor Seguros Seguradora Líder DPVAT Seguros Sura Sompo Seguros SulAmérica Companhia Nacional de Seguros Swiss Re Corporate Solutions Brasil Tokio Marine Seguradora Unimed Seguradora Zurich Seguros Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência

31


32

SOBRE O RELATÓRIO

3.2 PERFIL DAS PARTICIPANTES GRI 102-1, 102-3, 102-4 (PSI 1.1.A) (4.1.B.C)

A maioria das participantes deste Relatório têm origem no Brasil, com sede localizada em São Paulo. A maioria das filiais se concentram na Região Sudeste.

ORIGEM DAS ORGANIZAÇÕES

34,40%

Nacionais Estrangeiras Não responderam Representatividade do indicador: 69,3%

40,60%

25%

LOCALIZAÇÃO DA SEDE

25%

SP RJ PR MG RS DF Europa Não responderam Representatividade do indicador: 69,3%

40,60%

15,6% 3,1%

6,3% 3,1%

3,1%

3,1%


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20% DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA (TOTAL DE FILIAIS NO PAÍS, POR REGIÃO)

5,7% 12,6%

Norte Nordeste Centro-Oeste

16,8%

Sudeste Sul Representatividade do indicador: 69,3%

48,5%

PAÍSES DE ATUAÇÃO

28,1%

Somente Brasil Brasil + outros países Não responderam Representatividade do indicador: 69,3%

40,6%

31,3%

33


34

SOBRE O RELATÓRIO

3.3 MATRIZ DE MATERIALIDADE (GRI 102-15,102-47 102-47) GRI 102-15,

A matriz de materialidade do mercado de seguros contempla os aspectos ASG mais relevantes para o setor, identificados a partir de um processo colaborativo com os principais públicos estratégicos. Elaborada em 2015, a matriz foi revista em 2018 por meio de uma pesquisa online com stakeholders externos, como profissionais do mercado de seguros, fornecedores, corretores, reguladores, clientes, entre outros. As questões levantadas focaram a relevância dos aspectos ASG e em sua aplicação prática pelo setor de seguros. Os resultados mostram, entre outras coisas: • O engajamento e discussão dos aspectos ASG pela alta liderança são considerados relevantes,

independentemente do ramo de atuação da instituição, embora a maioria dos stakeholders consultados tenham indicado que a prática ainda está em nível intermediário. • É muito relevante o estabelecimento de processos para identificar as questões ASG e estar

ciente das possíveis consequências na subscrição de riscos, independentemente do segmento de atuação. Embora exista a consciência da importância da implementação desses processos, as percepções quanto às práticas ainda são consideradas incipientes ou intermediárias, o que demonstra que as instituições ainda estão na jornada de implementação e adaptação dessa agenda. • A integração dos aspectos ASG na tomada de decisão de investimentos também é

considerada relevante e a prática é percebida como avançada por cerca de 80% dos entrevistados. • Diversidade, inclusão e processos relacionados a recursos humanos são considerados de alta

relevância, embora as práticas ainda sejam vistas como intermediárias. • O desenvolvimento de produtos e estratégias e o relacionamento com consumidores e

fornecedores que englobam os temas ASG são considerados de grande relevância, mesmo que na prática sejam percebidos como incipientes ou intermediários. • A inovação no desenvolvimento de produtos e na inclusão da população de baixa renda no

setor de seguros foi considerada muito importante, embora a percepção quanto às práticas também seja intermediária. • A educação em seguros é vista como muito relevante, mas apenas 14% dos entrevistados

acreditam que as práticas estejam em estágio avançado. • O desenvolvimento de programas, canais e medidas de prevenção e monitoramento de casos

de corrupção e lavagem de dinheiro foi considerado muito relevante por 95% dos consultados e as práticas são percebidas como avançadas por 50% deles. • A transparência quanto às práticas das companhias relacionadas aos temas ASG é

considerada muito relevante por quase todos os entrevistados, mesmo que as práticas ainda sejam vistas como incipientes ou intermediárias pela maioria.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

Na consulta, também foi solicitado que as empresas classificassem alguns temas ASG com notas de 1 a 9, sendo 1 para o mais relevante e 9 para o menos relevante para o setor. Os resultados estão a seguir: TEMA

1a3

4a6

7a9

AVALIAÇÃO

Longevidade

61,79%

14,6%

19,1%

Muito relevante

Educação em seguros

40,45%

35,95%

19,1%

Muito relevante

Segurança cibernética

38,2%

35,96%

28,09%

Muito relevante

Violência urbana

31,46%

40,45%

22,48%

Relevância média

Talentos

26,97%

44,95%

33,71%

Relevância média

Desigualdade social

25,84%

40,45%

38,21%

Relevância média

Clima

33,71%

31,46%

34,83%

Menos relevante

Resíduos

22,47%

25,86%

51,69%

Menos relevante

Diversidade

19,1%

26,97%

52,8%

Menos relevante

35


36

SOBRE O RELATÓRIO

3.3.1 COMO AS QUESTÕES ASG PODEM IMPACTAR OS NEGÓCIOS E A SINISTRALIDADE

ASPECTOS RELEVANTES PARA AS FEDERAÇÕES (GRI 102-15) SEGMENTO

Seguros Gerais

ASPECTO

IMPACTOS

Questões ambientais

Podem impactar os sinistros pelo aumento de desastres naturais e mudanças nos padrões climáticos e pluviométricos.

Violência urbana

Os altos índices de roubos e furtos nas metrópoles brasileiras geram um impacto nas carteiras de Seguros Gerais.

Gestão de resíduos

No contexto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a destinação adequada de resíduos de sinistros deve receber atenção.

Questões demográficas

O aumento da longevidade da população demanda uma gestão de produtos de previdência complementar. A inclusão financeira e a promoção do acesso ao seguro para as camadas de renda mais baixa trazem oportunidades ao setor.

Gestão de investimentos

A gestão de reservas é ponto de atenção, com a inclusão de aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa em metodologias e processos de investimento.

Gestão de resíduos

O monitoramento dos procedimentos de descarte de resíduos hospitalares pelos prestadores é importante para as empresas nesse segmento.

Mudanças climáticas

A alteração dos padrões climáticos e pluviométricos pode influenciar na sinistralidade dos planos de saúde.

Saúde

A atenção à medicina preventiva e às práticas de saúde e segurança do trabalho pode reduzir a sinistralidade, gerar aumento da receita e fidelização de clientes.

Educação em seguros

O esclarecimento à sociedade sobre os produtos de capitalização, sua finalidade e condições é relevante para o segmento.

Vida e Previdência

Saúde Suplementar

Capitalização

Considerando a importância da aplicação das questões ASG no setor de seguros, os indicadores deste Relatório se baseiam, também, nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), nas Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) e nos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável no setor de seguros.


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3.3.2 PRINCÍPIOS PARA SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS (PSI)

A CNseg é uma instituição apoiadora e fundadora dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), lançados na Rio+20, em 2012. Com isso, a instituição se compromete publicamente a apoiar propósitos de sustentabilidade em seguros e a realizar ao menos uma atividade por ano para fomentar a adoção e implementação dos PSI, seja com pesquisas, treinamentos, eventos, tradução de materiais, seja com outras atividades. Esquematizados a seguir, os Princípios são diretrizes concebidas pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI) para orientar o setor de seguros global a integrar os aspectos ASG no processo de tomada de decisão e em toda a cadeia de valor, incluindo as relações com os stakeholders estratégicos.

PRINCÍPIO Inclusão de questões

1

PRINCÍPIO Atuação em conjunto

2

Ambientais, Sociais e de

com clientes e parceiros

Governança nas tomadas de

comerciais para aumento da

decisão que sejam relevantes

conscientização sobre questões

para a atividade em seguros.

Ambientais, Sociais e de Governança, gerenciamento de riscos e desenvolvimento de soluções.

PRINCÍPIO

3

PRINCÍPIO

4

Atividade em parceria com

Divulgação pública e regular

governos, órgãos reguladores

de modo a demonstrar

e outros públicos estratégicos

responsabilidade e

para promover ações na

transparência sobre os avanços

sociedade sobre questões

na implementação dos

Ambientais, Sociais e de

Princípios.

Governança.

37


38

SOBRE O RELATÓRIO

3.3.3 FORÇA-TAREFA SOBRE AS DIVULGAÇÕES FINANCEIRAS RELACIONADAS AO CLIMA (TCFD) A fim de reafirmar o compromisso do setor de seguros com os PSI, líderes da CNseg, Susep e da UNEP-FI assinaram a “Declaração do Rio sobre a transparência do risco climático pelo setor de seguros brasileiro”, em 2018, enfatizando o apoio do mercado aos objetivos do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas e abrindo o diálogo sobre formas práticas e efetivas de atender às recomendações da Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima do Financial Stability Board (FSB). A TCFD, na sigla em inglês, constitui importante referência para o setor financeiro e de seguros em relação aos riscos climáticos físicos e de transição a que estão expostos. A Força-Tarefa foi criada para desenvolver recomendações efetivas que promovam decisões orientadas dos stakeholders sobre investimentos, crédito ou subscrição de risco com base nos conhecimentos sobre a exposição do sistema financeiro aos riscos climáticos. Considerando os desafios enfrentados, a Força-Tarefa propõe divulgações financeiras voluntárias e consistentes a fim de garantir maior transparência na tomada de decisão de seguradoras, financiadores e investidores. As recomendações estão estruturadas em quatro áreas que representam os principais elementos da operação das organizações:

Governança

Estratégia

Gestão de riscos

Métricas e metas

• Governança: divulgar a governança da organização sobre riscos e

oportunidades relacionados ao clima.

• Estratégia: divulgar os reais e potenciais impactos dos riscos e oportunidades

relacionados ao clima nos negócios, estratégia e planejamento financeiro da organização, considerando a materialidade de tal informação.

• Gestão de riscos: divulgar os processos utilizados pela organização para

identificar, avaliar e gerenciar riscos climáticos.

• Métricas e metas: divulgar as métricas e as metas utilizadas para avaliar

e gerenciar riscos e oportunidades relevantes relacionados ao clima, considerando a materialidade de tal informação.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

A TCFD prevê que a implementação das recomendações pode levar cerca de cinco anos e crê que organizações e investidores vão evoluir na compreensão sobre os riscos e oportunidades relacionados ao clima nesse tempo. O possível caminho para isso está descrito na imagem a seguir.

CAMINHO DE IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÕES

1

GRAU DE IMPLEMENTAÇÃO

Ampla compreensão sobre a concentração de ativos relacionados ao carbono no sistema financeiro e da exposição do sistema financeiro aos riscos climáticos.

Grande adoção e desenvolvimento das informações fornecidas (por exemplo, métricas e análise de cenário) e maturidade no uso dessas informações.

Organizações começam a divulgar informações climáticas em seus reportes financeiros.

Informações mais completas, consistentes e comparáveis aos participantes do mercado, além de transparência e precificação apropriada dos riscos e oportunidades relacionados ao clima.

Questões climáticas começam a ser vistas como preocupações principais de negócios e investimentos por parte de usuários e preparadores dos reportes.

Lançamento do relatório final das recomendações TCFD Companhias que já fazem reportes em outros formatos implementam as recomendações da TCFD. Outras consideram assuntos relacionados aos riscos climáticos em seus negócios.

HORIZONTE DE CINCO ANOS

3.3.4 OBJETIVOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) (PSI 1.1.A.C) (PSI 4.1.A.B.C) Para orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional até 2030, em substituição e atualização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), subdivididos em 169 metas. Essa agenda de desenvolvimento sustável foi criada para determinar o curso de ação global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas.

1

Fonte: Final Report: Recommendations of the Task Force on Climate-related Financial Disclosures (June 2017)

39


40

SOBRE O RELATÓRIO

Considerando as características do setor de seguros e suas prioridades, os indicadores deste Relatório foram definidos tendo como base determinados ODS, sendo eles: Objetivo 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos;

Objetivo 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades;

Objetivo 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;

Objetivo 13: Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos2 ;

Objetivo 11: Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;

Objetivo 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação;

Objetivo 4: Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos.

2

Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [UNFCCC] é o fórum internacional

intergovernamental primário para negociar a resposta global à mudança do clima.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

Entre as seguradoras participantes, afirmam fazer um mapeamento dos ODS em seus negócios.

57,9%

Representatividade do indicador: 66,3%

A fim de ser definida uma matriz de materialidade dos objetivos para o desenvolvimento sustentável para o setor de seguros, as empresas foram questionadas sobre quais são os temas mais relevantes para o mercado e quais ODS mais se relacionam com seus respectivos negócios. As companhias participantes indicaram a seguinte ordem de prioridade: MATRIZ DE MATERIALIDADE DOS ODS PARA O SETOR SEGURADOR

Objetivo 8 Objetivo Objetivo 33 Objetivo Objetivo 55 Objetivo Objetivo 1313 Objetivo Objetivo 1111 Objetivo Objetivo 99 Objetivo Objetivo 44 Objetivo Objetivo 1717 Objetivo Objetivo 1616 Objetivo Objetivo 1212 Objetivo Objetivo 1010 Objetivo Objetivo 11 Objetivo Objetivo 1515 Objetivo Objetivo 1414 Objetivo Objetivo 77 Objetivo Objetivo 66 Objetivo Objetivo 22

94%

Objetivo 8

88% 47% 41% 41% 41% 41% 29% 29% 29% 24% 18% 6% 6% 6% 6% 6%

Representatividade do indicador: 57,5%

41


4 O SETOR DE SEGUROS (GRI 201-2, Setorial) O setor segurador brasileiro é líder em arrecadação de prêmios na América Latina e ocupa a 16ª posição no ranking mundial. Para garantir os riscos que assume, o setor acumula ativos que equivalem a 25% da dívida pública brasileira, sendo um dos maiores investidores institucionais do País. O setor encerrou 2019 com uma arrecadação total de R$ 488,5 bilhões, o que significa um crescimento de 9,8% em relação a 2018. A receita anual de prêmios do setor representa cerca de 6,7% do PIB nacional, se considerada a participação da saúde suplementar. Sem a participação da saúde suplementar, esse índice é de 3,8%. Os ativos totalizaram R$ 1,45 trilhão, um aumento de 11,5% em relação ao ano de 2018. Foram pagos mais de R$ 317,36 bilhões em benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas ao longo de 2019. Assim, o setor mostra sua importante contribuição de desonerar o orçamento do Estado, sobretudo pela oferta e manutenção de produtos com coberturas assistenciais complementares, como planos de saúde privados e os planos de previdência complementar aberta. BENEFÍCIOS, INDENIZAÇÕES, RESGATES, SORTEIOS E DESPESAS MÉDICAS E ODONTOLÓGICAS O montante pago à sociedade serviu, entre outras coisas, para a reposição de perdas financeiras, a retomada de negócios e a estabilidade das famílias

SEGUROS DE DANOS

R$ 38,04 bilhões

COBERTURA DE PESSOAS (acumulação)3

R$ 70,9 bilhões

COBERTURA DE PESSOAS (planos de risco)

R$ 10 bilhões

COBERTURA DE PESSOAS (benefícios de planos tradicionais de risco)

R$ 2 bilhões

SAÚDE SUPLEMENTAR

R$ 176,42 bilhões

CAPITALIZAÇÃO

R$ 20 bilhões

Total

R$ 317,36 bilhões

3

Resgates (pgbl + vgbl + trad. acm + fapi)


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

O setor de seguros tem importante papel na economia e na sociedade brasileira, pois contribui significativamente para o desenvolvimento da infraestrutura, geração de emprego e renda e para a acumulação de poupança. O mercado é composto por 122 seguradoras, 15 empresas de capitalização, 986 operadoras de saúde suplementar, 143 empresas de resseguro, 15 entidades abertas de previdência complementar e 94 mil corretores de seguros, o que gera cerca de 160 mil empregos diretos.

Cerca de

Mais de

milhões de beneficiários de assistência médica (ANS)

milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos (ANS)

Mais de

Mais de

47

17

milhões de veículos segurados (FenSeg)

25

milhões

de pessoas físicas e jurídicas com títulos de capitalização (FenaCap)

25

9

milhões de residências seguradas (FenSeg)

12

milhões

de planos de previdência coletivos e individuais (FenaPrevi)

43


44

O SETOR DE SEGUROS

4.1 PRINCIPAIS NÚMEROS PENETRAÇÃO DA ARRECADAÇÃO NO PIB NOMINAL - HISTÓRICO ANUAL4

Em porcentagem % de variação 8%

6%

4%

6,1%

6,4%

1,1%

1,1%

1,8%

1,6%

0,5%

0,5% 2%

6,5%

6,5%

6,7%

1,1%

1,1%

1,0%

1,8%

1,6%

1,7%

0,5%

0,6%

0,6%

2,8%

8%

6%

4%

Ramos Elementares Cob. de pessoas: planos de acumulação

2%

Cob. de pessoas: planos de risco

3,0%

2,9%

2,4%

2,6%

0,4%

0,3%

0,3%

0,3%

0,3%

2015

2016

2017

2018

2019

0%

Saúde suplementar Capitalização

0%

-2%

Variação da penetração

Variação da penetração 2015

2016

2017

2018

2019

7,4%

5,6%

1,3%

-0,8%

4,2%

Arrecadação por segmento (em R$ bilhões – valores nominais)¹ 2015

2016

2017

2018

2019

Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)

68,8

69,6

70,8

74,8

76,0

Planos de acumulação

96,0

114,7

117,7

108,1

126,4

Planos de risco

32,7

34,1

37,9

41,4

46,0

Saúde Suplementar

146,4

164,1

181,7

199,5

216,2

Capitalização

21,5

21,1

20,8

21,0

23,9

Total

365,4

403,5

428,9

444,8

488,5

488,5 500

403,4 400

428,9

445,1

365,5

300

Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)

200

Planos de acumulação Planos de risco Saúde suplementar

100

Capitalização 0

2015 4

2016

Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep)

2017

2018

2019


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

Arrecadação total (variação %) 2015

2016

2017

2018

2019

Variação nominal (%) em relação ao ano anterior

11,48%

10,47%

6,25%

3,74%

9,75%

Inflação (%) IPCA

10,67%

6,9%

2,95%

3,75%

4,31%

Variação real (%) em relação ao ano anterior

2,24%

1,59%

2,71%

0,07%

5,4%

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA ARRECADAÇÃO EM 2019 (SEM SAÚDE SUPLEMENTAR)5

2,6% Norte

10,4% Nordeste

8,1% Centro-Oeste

61,0% Sudeste

17,3% Sul 0,6% Outros*

*Os valores não catalogados em regiões geográficas estão representados pelo grupo “Outros”, pois não apresentam números significativos.

5

Fonte: SES (Susep)

45


46

O SETOR DE SEGUROS

TRIBUTAÇÃO PAGA PELO SETOR

Tributação paga pelo setor (em R$ bilhões e % de variação – valores nominais) 2015

2016

2017

2018

2019

Despesa em tributo

4.7

4.66

4.54

4.92

5.10

Contribuição social

4.26

5.58

5.66

5.84

4.48

Imposto de renda

6.79

7.02

6.94

7.16

7.51

TOTAL

15.75

17.26

17.14

17.92

17.09

Variação em relação ao ano anterior

11.73%

9.60%

0,68%

4.52%

4,6%

OUTROS INDICADORES6

Em R$ bilhões e % de variação – valores nominais 3000

2500

1.436,7

2000

1.277,5

1.174,5 1.029,3

1500

881,6 1000

500

0

942,9

1.033,5

1.159,7

687,1

818,8

116,1

134,8

154,2

160,7

182,5

2015

2016

2017

2018

2019

Patrimônio Líquido Provisão Ativo160,7

154,2

182,5

ARRECADAÇÃO DO SETOR SEGURADOR (SEM SAÚDE SUPLEMENTAR) EM 2019, POR SEGMENTO7

Variação 2018 x 2019 (%) 50% 40% 30% 20% 10% 0% -10% -20% 19

/20

Jan

9

01

v/2 Fe

9

01

r/2

Ma

9

01

r/2

Ab

Ramos elementares 6

Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep)

7

Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep)

9

01

i/2

Ma

19

/20

Jun

19

20

/ Jul

9

01

o/2

Ag

Cobertura de Pessoas

9

01

t/2

Se

9

01

t/2

Ou

Capitalização

9

01

v/2 No

9

01

z/2

De


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

4.2 DESEMPENHO POR SEGMENTO8

Variação por segmento, em % 2018 (em R$ bilhões)

2019 (em R$ bilhões)

Variação %

Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)

74,8

76,0

1,60%

Coberturas de Pessoas: Planos de Acumulação

108,1

126,4

16,95%

Coberturas de Pessoas: Planos de Risco

41,4

46,0

11,09%

Saúde Suplementar

199,5

216,2

8,37%

Capitalização

21,0

23,9

13,81%

2018 2019

250 216,2 199,5

200

150 126,4 108,3

100 74,8

76,0 41,5

50

46,0 21

0

8

Seguros Gerais (Danos e Responsabilidades)

Fonte: DIOPS (ANS) e SES (Susep)

Planos de Acumulação

Planos de Risco

Saúde Suplementar

23,9

Capitalização

47


48

O SETOR DE SEGUROS

4.2.1 SEGUROS GERAIS O segmento de Seguros Gerais (seguros de danos e responsabilidades) é formado por 13 grupos que contemplam cerca de 90 ramos de seguros, como automóvel, patrimonial, transportes, rural, responsabilidade civil, entre outros. Em 2019, a arrecadação do setor foi de R$ 76 bilhões, número 1,6% maior do que o do ano anterior.

O seguro de automóvel, com mais de 17 milhões de itens segurados, tem o maior peso na arrecadação do segmento, sendo responsável por 47% dos prêmios. Outros ramos que tiveram participação expressiva na arrecadação do segmento foram patrimonial (17%), rural (7%), crédito e garantia (5,9%) e habitacional (5,5%). 2018

2019

Variação %

Automóvel

47,9%

47,4%

0,5%

Patrimonial

16,0%

17,5%

10,9%

Rural

6,1%

7,0%

15,6%

Crédito e Garantia

5,7%

5,9%

6,6%

Habitacional

5,0%

5,5%

12,5%

Transportes

4,2%

4,4%

7,0%

Garantia Estendida

4,0%

4,3%

7,5%

DPVAT

6,3%

2,8%

-54,9%

Responsabilidade Civil

2,4%

2,8%

19,0%

Marítimos e Aeronáuticos

1,0%

1,1%

15,2%

Outros

1,5%

1,3%

-9,4%

Por conta de sua expressividade na arrecadação do segmento, o seguro de automóvel esteve na lista de prioridades da Federação Nacional de Seguros Gerais no ano, com incentivos à alteração e à modernização de normativos de produtos para torná-los mais adequados ao consumidor. A Federação também envidou esforços no combate à comercialização irregular de seguros, que, em relação ao ramo auto é chamada de proteção veicular, atividade que não é regulamentada e fiscalizada pelas autoridades públicas e que, pela falta de segurança, pode causar prejuízos aos consumidores. Os ramos de garantia para obras públicas e riscos de engenharia também foram considerados como prioridades devido à nova Lei de Licitações (Projeto de Lei nº 1.292/95), o que estimulou a FenSeg a estudar sugestões para atendimento aos pleitos do mercado segurador e dos segurados. O seguro rural também se manteve em

destaque, já que, segundo dados do Ministério da Agricultura, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2019 somou R$ 440 milhões, valor 19% maior se comparado ao de 2018. A Federação também olha com interesse o desempenho dos seguros para riscos cibernéticos, que tem potencial de crescimento devido ao aumento de ataques de hackers e de invasão de sistemas e à entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A agenda do segmento deve ainda considerar a crise causada pela pandemia da COVID-19 na economia e no desenvolvimento do País. Mesmo que muitas consequências desta crise ainda sejam estimadas, já é possível prever os efeitos a curto e médio prazos, como aumento nos pedidos de cancelamento de contratos, queda na arrecadação de prêmios, aumento da inadimplência, dentre outros desafios a serem enfrentados ao longo de 2020 e no próximo ano.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

4.2.2 COBERTURAS DE PESSOAS E PREVIDÊNCIA O segmento compreende os planos de coberturas de riscos (seguros de vida, de acidentes pessoais, de viagem, educacional, entre outros) e os planos de acumulação (planos abertos de caráter previdenciário, com cobertura por sobrevivência). Em 2019, o segmento teve o crescimento mais expressivo na arrecadação, R$ 126,4 bilhões, no caso dos planos de acumulação, e R$ 46 bilhões, no caso dos planos de risco, um crescimento de 16,9% e de 11,1%, respectivamente, com relação ao ano anterior. Os planos de risco de seguros de pessoas e de benefícios de previdência complementar aberta são importantes para a rede privada de proteção social porque visam minimizar as dificuldades enfrentadas por seus titulares e/ou respectivos beneficiários em casos de morte, invalidez, acidente, perda de renda, doença grave, etc.

Os planos coletivos, oferecidos por empresas em forma de benefícios aos colaboradores, ou por sindicatos e associações de classes para adesão de seus associados, foram responsáveis por 69,9% da arrecadação do segmento. Os planos individuais, contratados por pessoa física, representam 24,2% e os planos tradicionais de risco representam 5,9% da arrecadação no ano. Os planos de acumulação tiveram o maior crescimento na acumulação total do mercado e foram responsáveis pela segunda maior fatia na arrecadação, com R$ 126,4 bilhões. Ao todo, 90,8% da arrecadação do ramo foi de responsabilidade dos produtos da família VGBL; já a família PGBL representou 8,5% na arrecadação e os planos tradicionais de acumulação, 0,7%.

PROPOSTA DA NOVA PREVIDÊNCIA As atenções do mercado no ano voltaram-se especialmente para a Reforma da Previdência, tendo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida contribuído ativamente, oferecendo os subsídios necessários para enriquecer o debate. A FenaPrevi, a CNseg e a Abrapp/ICSS patrocinaram uma proposta que foi apresentada ao Governo, baseada em um estudo técnico desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), vinculado à Universidade de São Paulo (USP). O estudo tem como princípio focar os problemas da Previdência para evitar que sejam necessárias reformas adicionais e periódicas. Isso se justifica, segundo a FenaPrevi, porque o atual sistema de Previdência Social, por ser centrado unicamente no regime de repartição, demanda reformas periódicas, necessárias para acompanhar a dinâmica demográfica do País. Mesmo não tendo sido adotada pela Emenda Constitucional nº 103/2019, a entidade entende que a proposta ainda poderá contribuir para futuros debates. A proposta da Nova Previdência única contempla apenas os nascidos a partir de 2005, sem distinção entre trabalhadores da iniciativa privada, autônomos, servidores públicos e militares.

49


50

O SETOR DE SEGUROS

Tendo como premissa a lógica da justiça social e com o objetivo de atender prioritariamente a base da pirâmide social, a proposta se sustenta em quatro pilares:

1º PILAR Garantia de uma renda básica de R$ 550, corrigidos anualmente, a todo cidadão aposentado no âmbito da Nova Previdência e aos deficientes nascidos a partir de 2005. Não há contribuições de empresas e indivíduos, sendo o pagamento do benefício de responsabilidade do Tesouro Nacional.

3º PILAR Contributivo e com regime de capitalização, de caráter individual. De filiação obrigatória apenas para os trabalhadores com remuneração mensal igual ou superior a R$ 2.200,00 (corrigidos anualmente) e facultativa aos demais.

2º PILAR Universal, de filiação obrigatória e contributivo, funciona em regime de repartição, e é equivalente ao atual Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com algumas melhorias.

4º PILAR Contributivo, de filiação facultativa, complementar e individual, destinado à constituição de uma renda complementar adicional. Continuará sendo operado sob o regime atualmente previsto no artigo 202 da Constituição Federal.

A FenaPrevi mantém a discussão sobre a Nova Previdência em sua agenda por considerar os ganhos sociais, políticos e econômicos decorrentes de uma reforma estrutural. A entidade entende que, entre os impactos positivos, destacam-se a formação de poupança de longo prazo, a diminuição das incertezas por parte de potenciais investidores, nacionais e internacionais, reduzindo o risco de crédito do País, e a garantia da manutenção da proteção previdenciária ao longo do tempo.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

4.2.3 SAÚDE SUPLEMENTAR Com um aumento de 8,4% na arrecadação em 2019 com relação ao ano anterior, o segmento de saúde suplementar foi responsável pela maior parte da arrecadação do mercado em 2019, com um total de R$ 216,2 bilhões, o equivalente a 3,0% do PIB. Os planos médicohospitalares têm a maior representatividade na carteira do segmento. A estratégia que marcou a Federação Nacional de Saúde Suplementar em 2019 foi a de amplificar o alcance das mensagens de interesse das operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde e promover maior debate das questões relativas à saúde suplementar perante a opinião pública. A entidade representa 19 empresas que dão cobertura de saúde para 28 milhões de brasileiros. Essa agenda de propostas, voltadas a promover mais acesso à saúde suplementar a mais pessoas no País, foi sistematizada e lançada à discussão da sociedade na publicação “Mais Saúde – Uma nova saúde suplementar para mais brasileiros”. A entidade defende aperfeiçoamentos no modelo em vigor há 22 anos, a fim de que se facilite o acesso aos planos e seguros de saúde, por meio de maior segmentação das coberturas, regionalização, novos modelos de franquias e coparticipação, e mais liberdade para a comercialização de planos individuais, além de incentivo à medicina baseada em evidências, combate a fraudes e desperdícios e promoção de valor aos pacientes, na forma de melhores desfechos clínicos e menores custos. No ciclo 2019-2020, a ANS inaugurou novo fluxo e nova metodologia para recebimento e análise de propostas de atualização da Resolução Normativa nº 439/2018. A agência recebeu 459 propostas de incorporação, 154 das quais foram escolhidas para avaliação. A FenaSaúde, ao lado de outras instituições, deve analisar essas demandas em 2020 para que a nova lista do rol de procedimentos entre em vigor em 2021.

Na área jurídica, a entidade atuou em, pelo menos, oito processos de grande repercussão para o setor. Já na área legislativa, a Federação acompanhou mais de 800 projetos de lei de interesse do setor.

COVID-19 Um dos maiores desafios não previstos para 2020 diz respeito ao novo coronavírus, levando em conta o papel essencial que a saúde suplementar desempenha no enfrentamento da doença, uma vez que os seguros e planos de saúde atendem atualmente um em cada quatro brasileiros. O setor já prevê alguns desafios à frente, desde a manutenção da sustentabilidade dos sistemas público e privado de saúde no País aos efeitos econômicos causados pela pandemia, seja por conta de picos de demanda do sistema durante o período, seja devido a eventuais cancelamentos de contratos ou até mesmo suspensão do pagamento das mensalidades dos planos privados de assistência à saúde. Mesmo que ainda não seja possível dimensionar os efeitos da pandemia, já se podem prever algumas mudanças no cenário da saúde no País. Uma dessas questões diz respeito ao redimensionamento das redes de assistência das operadoras de planos e seguros de saúde, com uma regulação adaptada à nova realidade, a fim de permitir o acolhimento de mais pessoas no sistema suplementar. Também podem-se considerar novas formas de cuidados com a saúde, como uma mudança de perspectiva. Se o atual modelo é focado no tratamento da doença, um novo modelo, focado na prevenção, pode se tornar mais popular. Além disso, já se veem inovações no atendimento médico, como é o caso da telemedicina, que tem se tornado uma alternativa no relacionamento entre médicos e pacientes em casos de isolamento social.

51


52

O SETOR DE SEGUROS

4.2.4 CAPITALIZAÇÃO O segmento de Capitalização teve uma arrecadação de R$ 23,9 bilhões em 2019, registrando um crescimento de 13,8% em relação a 2018. Desempenho digno de nota, quando se considera o contexto de um país que passou todo o ano na busca da retomada do crescimento. A capitalização mostrou a resiliência própria de um negócio que nasceu no auge da crise de 1929. Importante também destacar a relevância do novo marco regulatório, que trouxe mais segurança jurídica e transparência, incorporando ao rol de soluções as modalidades Instrumento de Garantia e Filantropia Premiável.

Instrumento de Garantia é utilizado para garantir o pagamento entre partes de qualquer contrato, como aluguel comercial, aluguel residencial, financiamentos e até uma obra residencial.

No ano, o segmento pagou R$ 18,9 bilhões em resgates, somados os contratos em fim de vigência e os resgates antecipados, além de R$ 1,2 bilhão pagos em prêmios de sorteio. As reservas técnicas, majoritariamente lastreadas por títulos públicos federais, somaram R$ 30,8 bilhões, uma expansão de 4,7% em relação ao ano anterior. Para a Federação Nacional de Capitalização, os produtos de capitalização se diversificaram e hoje constituem um conjunto de soluções de negócios com sorteios que: contribuem para a educação financeira (modalidade Tradicional); funcionam como instrumento de captação de recursos para o Terceiro Setor (Filantropia Premiável); impulsionam outros segmentos econômicos por meio de ações de fidelização e de promoções comerciais com sorteios (modalidade Incentivo); ampliam o acesso do público em geral a produto que valoriza atributo lúdico do sorteio (modalidade Popular) e permitem a viabilização de negócios que exigem adoção de mecanismo auxiliar de garantia (modalidade Instrumento de Garantia). A FenaCap mantém, ainda, seu trabalho de

Com o produto Filantropia Premiável, o consumidor cede o direito de resgate integral da sua reserva para uma instituição filantrópica previamente credenciada e participa de sorteios. O repasse às beneficiárias deve corresponder, no mínimo, a 34% do valor pago pelos clientes.

interlocução com o órgão regulador e de ampliação do diálogo com a sociedade. Nessa linha, em 2019, foi realizada a campanha “Planos que transformam”, com ações interativas/educativas em locais públicos com grande afluxo de pessoas, no Rio e em São Paulo; abordagem de temas cotidianos em associação à Capitalização, por meio de vídeos e postagens especiais de influenciadores nas redes sociais entre outras iniciativas. A campanha alcançou um público de 7,4 milhões de pessoas, tendo suas mensagens foram exibidas mais de 20 milhões de vezes para usuários dos canais utilizados. Com o propósito de identificar e discutir oportunidades trazidas pelo novo Marco Regulatório do setor, a entidade promoveu, ainda, a série de eventos “Trilhas FenaCap”, reunindo as empresas associadas e parceiros de negócios. Além disso, a Federação desenvolveu uma série de ações comemorativas pelos 90 anos da Capitalização no Brasil, completados em 2019, entre elas o lançamento de uma edição revista e ampliada do livro “Capitalização – uma história de prosperidade”, de Paulo Amador.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

5 SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS A agenda de sustentabilidade em todo o mundo tem como foco principal a adaptação às mudanças dos padrões climáticos e a compreensão de seus impactos no cotidiano. Dos pontos de vista ambiental, social e financeiro, constatase o aumento da demanda por um posicionamento ético e responsável das empresas no desenvolvimento de produtos e serviços. Nesse contexto, a sustentabilidade se consolida como um desafio global para empresas, governos e sociedade, cada vez mais atrelado à competitividade e a novas formas de gerenciar os negócios. A agenda ambiental deve continuar no foco dos grandes debates setoriais em 2020, com perspectivas de ainda mais avanços, especialmente por ser um assunto que internacionalmente já ganhou contornos que vão além da proteção do meio ambiente. Já se fala, por exemplo, sobre o tratamento sustentável dos investimentos de reserva. Além disso, é preciso considerar os efeitos da pandemia do novo coronavírus, entre eles a redução dos níveis de poluição do planeta e da emissão de carbono e outros gases causadores do efeito estufa. Por conta das medidas de isolamento social impostas em todo o mundo, as emissões de carbono caíram cerca de 17% no começo de abril, de acordo com a revista Nature Climate Change. A estimativa é de que o ano de 2020 tenha uma redução média de 4% ou de 7% nas emissões globais de carbono, dependendo do tempo de confinamento, se for até o meio do ano ou até o fim do ano. (https://www.nature.com/ articles/s41558-020-0797-x) Essa redução mostra que é possível cumprir acordos de cooperação, como o Acordo de Paris, se os diversos setores da economia repensarem modelos que atualmente contribuem para as altas emissões de carbono - só o fato de terem menos carros circulando nas ruas e menos voos no espaço aéreo contribuiu para que o setor de transportes tivesse uma queda de 43% em sua emissão de carbono.

53


54

SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS

5.1 COMISSÃO DE SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO Criada em 2012, no contexto da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e do lançamento dos Princípios de Sustentabilidade em Seguros (PSI), a Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg tem entre suas principais atribuições promover a integração das questões ambientais, sociais e de governança nas operações do setor de seguros e sua cadeia de valor, por meio da geração de conhecimento e estabelecimento de compromissos setoriais que fomentem a geração de novos negócios, o aprimoramento da gestão de riscos e do capital reputacional do setor. A CSI tem como objetivos estimular a inserção das questões ASG no âmbito das Federações que compõem a CNseg, conscientizar as seguradoras sobre a importância da inserção de conceitos ASG, fomentar a aplicação dos conceitos ASG pelos demais agentes da cadeia de valor do seguro em seus negócios e operações, participar de fóruns que discutam temas relacionados ao desenvolvimento sustentável, promover a aproximação e o diálogo entre o mercado e os órgãos reguladores acerca das ações das empresas reguladas quanto à inserção dos conceitos ASG em suas operações e publicar anualmente o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros. Em 2019, o planejamento estratégico da CSI enfocou o planejamento e execução de ações decorrentes da Declaração do Rio sobre a transparência do risco climático pelo setor de seguros, consolidando apoio do mercado aos objetivos do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas e o compromisso de promoção do diálogo sobre formas práticas e efetivas de atender às recomendações da Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) do Financial Stability Board. Um dos maiores destaques dentre as ações promovidas pela Comissão em 2019 foi a realização, em outubro, da Mesa-Redonda Regional da Iniciativa Financeira do

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI) na América Latina, realizada no Brasil, na qual a CNseg garantiu um espaço para discussões focadas no papel do seguro. Na agenda dedicada aos seguros, estiveram em debate a integração de aspectos ASG na subscrição de Seguros de Danos e Responsabilidades, o desenvolvimento sustentável dos segmentos de Vida e Saúde e as recomendações da Força-Tarefa para Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas a Riscos Climáticos (TCFD). Na ocasião, também houve o lançamento do Guia de Proteção dos Patrimônios da Humanidade pelo Setor de Seguros, elaborado pela Iniciativa dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) em parceria com o WWF e a Unesco. A CNseg e diversas seguradoras associadas aderiram à Declaração de Proteção dos Patrimônios da Humanidade. Outra conquista foi a participação da Susep nos debates sobre as questões ASG nas operações das empresas. O setor já tem feito avanços significativos na agenda internacional, com adesões voluntárias por parte das empresas aos PSI. A presença do regulador nessa reflexão conjunta sobre a incorporação de diretrizes de sustentabilidade sinaliza um diálogo que prestigia a trajetória já percorrida pelo engajamento voluntário do mercado. A Comissão também se propôs a engajar os diferentes públicos de interesse, como o órgão regulador, as Comissões Técnicas da CNseg e das Federações, além de fortalecer a vertente de inovação como vetor para a sustentabilidade e prospectar parceria com instituições de interesse do setor de seguros. A Comissão é composta por representantes das empresas associadas das quatro Federações, indicados pela Diretoria das empresas.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

NOME

EMPRESA

CARGO

Mapfre Seguros Gerais S/A

Diretora de Sustentabilidade

Alice Margini Scartezini

Caixa Seguradora S/A

Coordenadora

Ana Paula de Almeida Santos

Care Plus Medicina Assistencial Ltda.

Diretoria Jurídica & Compliance

Bernardo Graciolli Moreira Barroso

Mapfre Previdência S/A

Analista Sr. de Sustentabilidade

Eugênio Liberatori Velasques

Bradesco Vida e Previdência S/A

Prestador de Serviço

Fabio Araújo de Oliveira

Allianz Seguros S/A

Consultor de Comunicação

Fabio Wesley Fernandes Mourão

Brasilseg Companhia de Seguros

Superintendente-Executivo de Marketing, Clientes e Planejamento Comercial

Gerson Henrique Duarte

American Life Companhia de Seguros

Gerente de Compliance e Controles Internos

Gustavo Ryo Takemoto

Too Seguros S.A.

Auditor Interno

Ivani Benazzi de Andrade

Bradesco Seguros S/A

Gerente de Departamento Relações Institucionais e Sustentabilidade

Jean Pauline Espinosa Martins

Prudential do Brasil Seguros de Vida S/A

Analista de Sustentabilidade

João Luiz Cunha dos Santos

Tokio Marine Seguradora S/A

Gerente Jurídico Corporativo

Laerte da Costa Vieira

STARR International Brasil Seguradora S.A.

Gerente de Atendimento e Ouvidoria

Luahnna Baraldi

Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

Analista Sênior de Sustentabilidade

Luis Fabiano dos Santos

Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros S/A

Diretor de Operações

Luiza Fernandes Maia

Liberty Seguros S/A

Especialista de Marketing

Mariane Bottaro Berselli Marinho

Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência S/A

Diretora de Estratégia, Marketing e Governança

Milena Pessoa

Seguradora Líder do Consórcio do Seguro DPVAT S/A.

Coordenadora Gestão Estratégica

Mirian Mesquita

Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

Gerente de Resp. Social e Ambiental

Rafael Guilhon Mattos

Bradesco Saúde S/A

Gerente de Qualidade

Rafael Silva Ferreira de Souza

Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros S/A

Senior Risk Manager

Roberta Cerqueira de Carvalho

Icatu Seguros S/A

Especialista de Marketing

Roberta Monteiro da Silva Di Rei Andrioli

Brasilcap Capitalização S/A

Gerente de Comunicação e Sustentabilidade

Samya Belarmino de Paiva Macedo

Zurich Minas Brasil Seguros S/A

Diretora de Risk Management

Tomás Carvalhaes Carmona

Sul América Companhia Nacional Superintendente de de Seguros Sustentabilidade

Presidente Maria de Fátima Mendes de Lima Efetivo de Comissão

55


56

SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS

5.2 COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL GRI 102-12, 201-2

CARTAS, PRINCÍPIOS E OUTRAS INICIATIVAS ENDOSSADAS PELO MERCADO Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

57,9%

Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI)

57,9% 42,1%

Pacto Global da ONU Princípios para o Investimento Responsável (PRI)

36,8%

Instituto Ethos

31,6%

Dow Jones Sustainability Index (DJSI)

31,6%

ONU Mulheres – Women Empowerment Principles

26,3%

ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental

26,3%

CDP – Disclosure, Insight Action

26,3%

CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável

15,8%

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3

10,5%

Human Rights Campaign

5,3%

ISO 26000 - Responsabilidade Social Empresarial

5,3%

OHSAS 18001 – Requisitos mínimos para melhores práticas em gestão de saúde e segurança ocupacional

5,3%

Pacto Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo da OIT

5,3% 15,8%

Nenhuma Outro

47,4%

Em “Outro”, os respondentes citaram outros compromissos como GHG Protocol – Programa Brasileiro, RIO+20, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), Princípios do Equador III, Declaração sobre Títulos Verdes, Acordo de Paris, Declaração sobre Risco Climático da Geneva Association, Declaração de Investidores sobre Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia Investidores pelo Clima – SITAWI, Pacto pelo Esporte 2015 Brasil, Global Reporting Initiative (GRI), International Integrated Reporting Council (IIRC), AA1000 (accountability.org), Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

5.3 INDICADORES SETORIAIS

(PSI.1.1.A.B) (PSI 2.1.A.2.A.B) (PSI 4.1.A.C) Do total de participantes, 84,2% afirmam que sua organização integra as questões Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) em sua estratégia. Essa integração ocorre nos seguintes aspectos: Planejamento estratégico

93,8%

Treinamentos

87,5%

Políticas

87,5% 81,3%

Procedimentos Na criação de produtos ou serviços

75%

Normativos

75%

Engajamento com clientes

68,8% 62,5%

Subscrição de riscos

56,3%

Gestão de Salvados Gestão de Investimentos Condições contratuais das apólices

37,5% 37,5%

Regulação de Sinistro

25,0%

Outro

25,0%

Representatividade do indicador: 64,3%

A COMPANHIA INCLUI CRITÉRIOS ASG NOS PROCESSOS DE SUBSCRIÇÃO DE RISCOS?

5,3% Não se aplica

26,3% 52,6% Não

Sim, por meio da inclusão de questões ASG nas políticas gerais de subscrição de riscos da organização

48,5% Sim, por meio de uma política específica para tratamento das questões ASG na subscrição de riscos

Representatividade do indicador: 64,3%

57


58

SESSÃO SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS

5.4 PRODUTOS E SERVIÇOS

FS8, FS15 FS19; (PSI 1.1.A.3.A.B) (PSI 1.3.A.B.6.A) (PSI.1.5.A.B) (PSI 2.2.A.B) (PSI 4.1.B)

66,7%

das participantes relataram ter produtos ou linhas de negócio relacionados diretamente ao risco ou à responsabilidade ambiental.

Representatividade do indicador: 64,3%

Das participantes:

83,3%

têm em seu portfólio seguro residencial com serviços ambientais, como consultoria, descarte de eletrodoméstico/móveis, entre outros

33,3%

25%

25%

têm linha de negócio específica para energia solar ou eólica

oferecem seguro de garantia estendida com logística reversa

oferecem seguro de riscos ambientais

16,7%

8,3%

oferecem seguro de responsabilidade civil ambiental

oferecem título de capitalização com reversão para projetos socioambientais e seguro auto popular com peças reutilizadas

As organizações ainda mencionaram outros tipos de produtos com esse viés em seus negócios, como títulos de capitalização da modalidade Filantropia Premiável, cobertura para carros híbridos no seguro de automóvel, cobertura de painel solar no seguro residencial, programa de reciclagem de cartões plásticos, programa de gerenciamento de resíduos automotivos, reciclagem e reaproveitamento de peças automotivas, inspeção veicular móvel para


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conscientizar o motorista sobre a importância da manutenção preventiva do veículo, seguro auto com reciclagem dos componentes com vidros e outros componentes em caso de perda total, incentivo ao reparo da peça no lugar da troca em caso de quebra de vidros, diminuindo a necessidade de reciclagem e destinação das peças.

dos respondentes possuem diretrizes formais para inclusão dos critérios ASG no desenvolvimento e venda de produtos/serviços de seguros, capitalização e previdência.

72,2% Representatividade do indicador: 62,4%

Essas diretrizes são definidas de acordo com a regulação, com a missão, a visão e os valores das empresas, com políticas internas, entre outros. As companhias relataram que, internamente, as diretrizes aparecem em códigos de conduta ética, em normas, em manuais de criação, atualização e descontinuidade de produtos, em informativos, em canais de comunicação internos, em reuniões e em treinamentos. Os mecanismos utilizados para comunicar essas diretrizes ao público externo incluem site, e-mails marketing, comunicações institucionais e site de relações com investidores.

QUAIS INICIATIVAS INOVADORAS A ORGANIZAÇÃO OFERECE PARA O CLIENTE? Manuais, guias ou aplicativos de orientação sobre Práticas Saudáveis para Clientes

52,6%

Iniciativas envolvendo, por exemplo, “reciclagem” de peças automotivas, de aparelhos eletrônicos, etc

47,4%

Produtos de seguro que usam recursos como a Telemetria

42,1%

Manuais, guias ou aplicativos que permitem ao Segurado a análise de seus riscos Produtos de Seguro que usam Índices (Seguros de Índices) Não se aplica Outros

31,6% 10,5% 21,1% 26,3%

Representatividade do indicador: 64,4%

Em “Outros”, foram mencionados: • Simulador para contratação de seguros; • Comunicado de sinistro digital; • Documentação do seguro disponibilizada de

forma digital na área do cliente;

• Demonstrativo de IRPF digital, disponível no

aplicativo ou na área do cliente;

• Prévia de reembolso e solicitação de

reembolso dos planos de saúde de forma digital, no site ou aplicativo da prestadora;

• Disponibilização da lista de prestadores de

plano de saúde em canais digitais;

• Fatura digital;

• Orientação médica por telefone ou

videoconferência; • Realização de consultas domiciliares para

crianças de até 12 anos e adultos acima de 65 anos; • Prontuário eletrônico; • Assinatura digital para aceite de propostas de

determinados produtos; • Possibilidade de contratação 100% digital

para determinados produtos; • Curso de planejamento financeiro online

gratuito no site da empresa;

59


60

SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS

5.5 GOVERNANÇA, ÉTICA E INTEGRIDADE GRI 102-16, 102-17, 102-18, 102-19, 102-20; (PSI 1.A.B) (PSI 4.1.A.B); ODS 16

94,1% A governança corporativa já é tema consolidado entre as participantes deste Relatório. Todas as participantes declaram ter Código de Ética e/ou Conduta e 89,5% têm declaração de Missão, Visão e Valores, que precisam ser lidos e assinados regularmente pelos seguintes públicos:

82,4%

29,4%

Alta Liderança

29,4%

Funcionários Funcionários Parceiros de próprios negócios terceirizados Representatividade do indicador: 65%

Em relação aos canais e mecanismos internos e externos para tratar comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação e demais questões relacionadas à integridade organizacional, as empresas declararam que oferecem os seguintes: Canais internos sigilosos e anônimos para denúncias de comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação e questões relacionadas à integridade organizacional

84,2%

Ouvidoria

84,2%

Canais internos para tirar dúvidas sobre Ética e Integridade (e-mails, telefones)

78,9%

Campanhas Internas sobre Ética e Integridade Obrigatórios

68,4%

Comitês ou estruturas de gestão envolvendo Ética e Integridade

63,2%

Canais externos sigilosos e anônimos para denúncias de comportamentos não éticos ou incompatíveis com a legislação e questões relacionadas à integridade organizacional

63,2%

42,1%

Palestras internas periódicas com especialistas Treinamentos e/ou Eventos sobre o tema para Clientes e/ ou Corretores, ou outros parceiros da cadeia de valor

36,8%

Canal direto com Comitês ou estruturas de gestão envolvendo Ética e Integridade

36,8%

Campanhas Internas sobre Ética e Integridade - Optativos

36,8%

Conteúdo sobre Ética e Integridade incluso em Cláusula e Manuais do Segurado

26,3% Representatividade do indicador: 65%


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No universo de participantes, todas declaram que as informações, solicitações e queixas recebidas são tratadas com confidencialidade e, em 95% dos casos, esses mecanismos permitem solicitações anônimas. Nesse mesmo universo, 39.145 pessoas, entre colaboradores, clientes, corretores e outros parceiros, participaram de treinamentos internos e/ou externos sobre os temas ética e integridade em 2019. Todas as empresas que participaram desse indicador têm algum tipo de comitê compondo a estrutura de governança:

Comitê/Comissão de Risco

73,7% 52,6%

Comitê/Comissão de Auditoria Comitê/Comissão de Sustentabilidade

42,1%

Comitê/Comissão de Recursos Humanos

36,8% 21,1%

Comitê/Comissão de Remuneração Comitê/Comissão do Governança Comitê/Comissão Fiscal Outro

15,8% 10,5% Representatividade do indicador: 65%

42,1%

Em “Outro”, foram citados Comitê Financeiro, Comitê de Compliance, Comitê de Inovação, Comitê de Estratégia, Comitê de Diversidade, Comitê de Risco Socioambiental, Comitê Comercial, Comitê de Subscrição e Comitê de Investimentos. A EMPRESA CONTA COM COMITÊ, ÁREA OU COMISSÃO ESPECÍFICA PARA TRATAMENTO DE QUESTÕES ASG/ SUSTENTABILIDADE?

10,5% Sim. Possui comitê ou estrutura ligada ao Conselho de Administração

31,6% Sim. Estrutura em nível acima do gerencial e/ou em área ligada ao core business

15,8% Não tem profissional ou área específica

42,1% Sim. Estrutura está em nível de gerência em área não ligada ao core business da empresa

Representatividade do indicador: 65%

61


62

SESSÃO SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS

5.6 COMBATE À CORRUPÇÃO E À LAVAGEM DE DINHEIRO GRI 205-2 (PSI.1.1.A) (PSI.1.1.A.C) (PSI.2.2.A.B) (PSI.3.1.A.B.2.A.C) (PSI.4.1.A.B.C); ODS 16

Todas as empresas participantes adotam práticas de combate à corrupção e de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Entre os mecanismos e ferramentas utilizados para combater essas práticas nas empresas, todas as participantes relataram que dispõem de políticas que regem sobre o assunto.

100%

92,7%

Ao todo, 100% das participantes dizem possuir processo estruturado de capacitação/treinamento para empregados próprios e terceiros com relação às práticas adotadas e temas envolvendo estratégias de combate à corrupção. Em geral, esses treinamentos ocorrem quando um funcionário é admitido na empresa ou de forma periódica para aqueles que já fazem parte do quadro de colaboradores, de forma presencial ou a distância.

Uma média de 92,7% dos membros da alta liderança das respondentes foram treinados em temas de combate à corrupção. (Ou: 81,3% dos respondentes treinaram 100% das lideranças). Representatividade do indicador: 65%

94,7%

Da mesma forma, 94,7% das respondentes possuem processos estruturados de capacitação/treinamento para empregados próprios e terceiros com relação às práticas adotadas e temas envolvendo estratégias de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. Esses treinamentos são periódicos, em alguns casos presenciais e, em outros, a distância.


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5.7 GESTÃO DE INVESTIMENTOS GRI 102-12 (PSI.1.A.C.6.A) CFA/PRI

Sob a ótica da sustentabilidade, a definição da estratégia de investimento também deve incluir os riscos ASG como variáveis que podem impactar o desempenho e, eventualmente, comprometer os investimentos futuros. Os Princípios para o Investimento Responsável (PRI) e os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) estimulam a análise de riscos e de oportunidades associadas às questões ASG, seja no mercado de investimento institucional, seja no mercado de seguros. O setor de seguros forma poupança na medida em que cobra prêmios de seus clientes ao fornecer cobertura para riscos predeterminados ou para administrar fundos para previdência. Isto é, o dinheiro coletado para coberturas de seguros, na medida que nem todos os riscos se materializam no curto prazo, gera uma poupança administrada pelas seguradoras. Essa quantia arrecadada na operação de seguros é transformada em ativos financeiros sob a gestão do mercado segurador, notoriamente títulos da dívida pública, renda fixa privada e ações na Bolsa de Valores.

EM RELAÇÃO AO MODELO DE GESTÃO DE INVESTIMENTOS DAS PARTICIPANTES DESTE RELATÓRIO:

5,3% 21,1%

Não se aplica

Gestora de recursos terceirizada

78,9% Representatividade do indicador: 65%

Gestora de recursos própria

Entre os métodos utilizados: • 57,1% análise qualitativa incluindo questões

ASG (indicadores”red flag”, agenda ASG em reuniões, questionários ASG enviados às companhias, análise SWOT, dashboard de pesquisa centralizada, etc.)

• 42,9% construção do portfólio considerando

questões ASG (perfil ASG, diversificação de ativos, análise de cenários de portfólio, etc.)

• 42,9% valuation de renda fixa incluindo

questões ASG (análise de duration, ranking relativo ASG, análise de valor relativo/ análise de spread, etc.)

Entre as participantes:

36,8%

5,3%

monitoram a implementação de acordos de investimento responsável na gestão de investimentos

possuem critérios ASG para a escolha de gestoras de investimento

47,4%

36,7%

incluem questões ASG na sua política de investimentos (próprios ou geridos por terceiros

contam com metodologia de avaliação ASG na análise e gestão de ativos já implementada e 21,1% pretendem implementá-la Representatividade do indicador: 65%

• 28,6% gestão de riscos incluindo questões

ASG (exposições e limites de riscos financeiros, análise de valor em risco, análise de cenários na carteira, etc.)

• 14,3% participação ativa (active ownership)

em temas ASG (votações em assembleia de acionistas, engajamento individualizado, etc.)

• 14,3% valuation de renda variável incluindo

questões ASG (variáveis para modelos de valuation, projeção de índices financeiros, análise de cenários, etc.)

• 14,3% alocação de ativos considerando

questões ASG (alocação estratégica de ativos, alocação tática de ativos, etc.)

Representatividade do indicador: 40,5%

63


6 RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS 6.1 ENGAJAMENTO DAS PARTES INTERESSADAS GRI 102-40, 102-43, 102-44 (PSI 1.1.A) (PSI 1.6.A) (PSI 2.1.A.B.D) (PSI 3.1.A.B.2.A)

As empresas de seguros se relacionam frequentemente e de forma estruturada com os diferentes públicos que compõem a cadeia de valor do mercado, com o objetivo de aprimorar a geração de valor do setor. Entre as participantes deste Relatório, esse relacionamento ocorre de acordo com os seguintes percentuais e engajamento com os principais públicos de interesse:

100%

Colaboradores

Fornecedores e Prestadores

94,7%

Confederações e Federações

94,7%

Clientes

89,5%

Força de Vendas e Corretores

89,5%

Reguladores

84,2%

Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Procon, Ministério Público, Defensoria Pública, Judiciário)

73,7% 73,7%

Investidores e Acionistas Judiciário (outros assuntos, exceto defesa do consumidor) Academia e especialistas

57,9%

42,1% Representatividade do indicador: 65%


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Desse universo, todas as participantes mantêm diferentes formas de relacionamento com os públicos, permitindo o diálogo permanente com seus grupos de interesse. Esse relacionamento ocorre através de: • Comunicação (newsletter, website, cartilhas, treinamentos etc.) • Consulta (pesquisas, reuniões, questionários, canais de denúncia etc.) • Diálogo (fóruns e workshops, eventos etc.)

68,4%

das participantes questionam e avaliam a opinião de públicos de interesse sobre as informações divulgadas em relatório público, estabelecendo um canal de diálogo constante com seus públicos. Desse total, 100% relatam que os resultados do contato são endereçados

Representatividade do indicador: 65%

internamente para melhoria de processos e adequação de produtos e serviços.

6.2 COLABORADORES GRI 102-8, 401-1, 401-2, 404-1, 404-2, 405,-1, 405-2, 412-2 (PSI 1.1. A.C) (PSI 1.1.C) (PSI 2.1.A.B) (PSI 4.1.B.C) ODS 5, ODS 8, ODS 10 O mercado segurador é responsável pela geração de milhares de empregos em todo o País. Portanto, as seguradoras investem cada vez mais em novas formas de relacionamento com a força de trabalho, em busca do crescimento profissional, da melhoria da qualidade de vida e do bem-estar de sua equipe. Esse compromisso é demonstrado por meio de programas de capacitação e desenvolvimento, incentivo à atividade física, estímulo à diversidade, promoção da saúde, reconhecimento e valorização pessoal.

65


66

RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS

PERFIL DA FORÇA DE TRABALHO As 30 seguradoras que contribuíram com este indicador encerraram o ano de 2019 com 49.996 funcionários, sendo 81,5% deles efetivos, 14,6% terceiros, 2,1% estagiários e 1,8% aprendizes. Representatividade do indicador: 62,5%

POR GÊNERO

43,6%

POR FAIXA ETÁRIA

56,4% Mulheres

Homens

(53% informaram dados de faixa etária)

30%

60% de 31 a 50 anos

Abaixo de 30 anos

10,1% acima de 50 anos Representatividade do indicador: 62,5%

Representatividade do indicador: 62,5%

DIVERSIDADE E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES Entre as empresas consultadas, há um universo de 5.188 funcionários que se identificam como negros, pardos, amarelos ou indígenas (entre as 26,7% empresas que relataram esses dados), além de 867 pessoas com deficiência trabalhando nas operações das companhias (entre as 46,7% empresas que relataram esses dados). Representatividade do indicador: 65,2%

Ao todo, 94,4% das respondentes adotam práticas de promoção da diversidade e nãodiscriminação. Isso ocorre da seguinte forma: • 70,6% divulgam boas práticas de gestão que promovam direitos humanos e

respeitem grupos vulneráveis à discriminação do mercado. • 70,6% monitoram indicadores de diversidade do quadro de pessoal. • 64,7% possuem canais de reclamação para receber e solucionar queixas de

preconceito dentro da empresa. • 52,9% demonstram interesse de ter diversidade nos candidatos ao divulgar vagas na

empresa, encorajando grupos vulneráveis a se candidatarem. • 52,9% têm política de concessão de benefícios iguais para casais do mesmo gênero. • 52,9% capacitam gestores no tema de diversidade e princípios de igualdade. • 52,9% criaram Comitê de Diversidade ou assemelhado com reporte à liderança.


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• 47,1% têm política visando à promoção da igualdade para o público LGBT+. • 47,1% fazem parcerias com instituições que promovem a contratação de minorias

(étnicas, LGBTI+, refugiados etc.) • 41,2% estabelecem ferramentas para avaliação e identificação de talentos para

desenvolvimento na carreira, alinhados com a postura de não-discriminação da empresa. • 41,2% capacitam recrutadores no tema de diversidade e princípios de igualdade. • 41,2% incluem o tema de diversidade e princípios de igualdade na missão, visão e

valores da empresa. • 29,4% realizam ações afirmativas que favorecem o crescimento na carreira voltadas

sobretudo para grupos vulneráveis à discriminação. • 23,5% incentivam funcionários de grupos vulneráveis a desfrutarem de bolsas de

qualificação dentro da empresa. • 23,5% têm metas para reduzir a diferença entre os salários recebidos por homens em

relação a mulheres. • 23,5% têm métricas e/ou indexadores de desempenho para que seus gestores e

empregados sejam mais engajados em tema de Diversidade e Inclusão. • 17,6% têm metas para ampliar participação de mulheres em cargos de gestão. • 5,9% incluem quesitos de diversidade nas ferramentas de avaliação de desempenho

da empresa, que permitam identificar a necessidade de ações afirmativas em favor de grupos vulneráveis à discriminação no mercado de trabalho. Representatividade do indicador: 58,8%

Entre as participantes do Relatório, 44,4% são signatárias de algum pacto de Diversidade e Inclusão, sendo eles: ONU Mulheres – Women Empowerment Principles

50%

Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero Instituto Ethos

37,5%

Fórum de Empresas e Direitos LGBT

25%

Human Rights Campaign

25%

Outro

37,5% Representatividade do indicador: 58,8%

67


68

RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS

SALÁRIO MÉDIO NOMINAL MENSAL POR GÊNERO

R$ 8.351,62

R$ 5.578,70

Homens

Mulheres

Representatividade do indicador: 65,1%

COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA POR GÊNERO

POR FAIXA ETÁRIA

20,1%

79,9%

44,8%

55,2%

Mulheres

Homens

Mais de 50 anos

Entre 30 e 50 anos

Representatividade do indicador: 58,8%

Representatividade do indicador: 58,8%

Entre as empresas que relataram esses dados, a representatividade de negros, pardos e amarelos na Diretoria é de 0,3%, 1,6% e 2,6%, respectivamente.

COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO POR GÊNERO

POR FAIXA ETÁRIA

11,5%

88,5%

29,4%

70,6%

Mulheres

Homens

Entre 30 e 50 anos

Mais de 50 anos

Representatividade do indicador: 53,4%

Representatividade do indicador: 53,4%

Entre as empresas que relataram esses dados, a representatividade de pardos e amarelos no Conselho de Administração é de 1,8% e 0,9%, respectivamente.


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GESTÃO DE PESSOAS Com relação à gestão de recursos humanos e atração e retenção de talentos, as organizações participantes praticam:

Pesquisa de clima

94,7%

Avaliação de desempenho para toda a empresa

89,5%

Política de ajuda educacional na formação e/ou na capacitação

89,5%

Avaliação de desempenho para profissionais em nível de gestão

84,2%

Resultados da pesquisa de satisfação dos colaboradores considerados no levantamento de necessidades de treinamento dos colaboradores

84,2%

Política de RH que contemple os processos de seleção e promoção dos empregados

84,2%

Programa de recrutamento interno

84,2%

Mapeamento de competências para as diferentes áreas e funções da empresa Área específica responsável pelo desenvolvimento de carreira dos profissionais da companhia

78,9%

73,7%

Representatividade do indicador: 65%

Sobre sucessão e formação de lideranças: • 73,7% das participantes possuem critérios de identificação e monitoramento de

potenciais sucessores. • 78,9% têm programa estruturado de formação de lideranças. • 21,1% têm programa estruturado de formação de líderes mulheres. • 36,8% oferecem programas de transição para facilitar a continuidade da

empregabilidade em caso de aposentadoria ou rescisão de contrato de trabalho. Representatividade do indicador: 65%

TREINAMENTO E EDUCAÇÃO As seguradoras investem em treinamentos de formação, capacitação e qualificação profissional para seus colaboradores a fim de estimular a aprendizagem contínua e prepará-los para os desafios de negócio. Em 2019, as seguradoras participantes deste Relatório contabilizaram uma média de 22,7 horas de treinamentos para colaboradores homens e de 24,1 horas para mulheres. Representatividade do indicador: 69,3%

69


70

RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS

EXISTEM TREINAMENTOS E PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS PARA A COMUNICAÇÃO DE NEGATIVA DE COBERTURA A CLIENTES?

5,3%

31,6%

Não se aplica

Não

52,6% 10,5%

Sim. Tema incluído no treinamento geral

Sim. Treinamento específico para analistas

Representatividade do indicador: 53,4%

As metas de desempenho da alta liderança incluem questões ASG em percentuais relevantes para 26,3% das participantes. Sobre treinamentos relacionados às questões ASG, em 2019: • 68,4% dos participantes ofereceram treinamentos relacionados aos temas ASG a

analistas e gestores. • 52,6% das participantes ofereceram treinamentos periódicos sobre temas ASG para

as lideranças. Representatividade do indicador: 65%

AS QUESTÕES ASG SÃO INCLUSAS NOS TREINAMENTOS DE PROFISSIONAIS DAS SEGUINTES ÁREAS:

63,2%

Das áreas comerciais/vendas Das áreas de desenvolvimento de produtos/serviços

57,9%

Das áreas de subscrição

57,9% 52,6%

Das áreas de sinistros

Outros treinamentos

5,3% Representatividade do indicador: 65%

36,8% das participantes relatam que seus colaboradores passaram por treinamentos sobre direitos humanos no último ano.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

GESTÃO DO EMPREGO A taxa média de turnover das empresas participantes em 2019 foi de 13,9%. • As despesas médicas e odontológicas representaram um gasto médio de 9,2% no

custo total de pessoas no período • As participantes fizeram um investimento médio de R$ 773,82 em T&D por

colaborador efetivo • Os benefícios representaram, no custo total de pessoas, uma média de 20,9% entre as

participantes no período. Representatividade do indicador: 76,5%

6.3 CLIENTES GRI 102-17, 102-43, 417-2, FS15, FS16 (PSI 1.4.A) (PSI.1.5.A.B) (PSI 2.1.A.B) (PSI 2.1.A.B.C) (PSI 4.1.B) (PSI 4.1.C) ODS 16 • Considerando ser indispensável a compreensão das necessidades dos clientes e visando à

melhoria da experiência do cliente, 78,9% das empresas respondentes afirmam que realizam pesquisas de satisfação com seus consumidores.

• Do total de participantes, 63,2% utilizam essas pesquisas para avaliar a satisfação dos

clientes com os canais de distribuição ou parceiros comerciais. • De acordo com 78,9% das participantes, os resultados dessas pesquisas são utilizados para a

melhoria dos processos, produtos, serviços e atendimento ao cliente. Representatividade do indicador: 65%

A OPINIÃO DO CLIENTE É CONSIDERADA NO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS E SERVIÇOS?

5,6%

5,6% Não se aplica

Não

88,9% Sim

Representatividade do indicador: 63,9%

71


72

RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS

As empresas relatam que coletam essas opiniões em pesquisas de satisfação com clientes, conselho de clientes, pesquisas com corretores e parceiros, conselho de corretores, comitê de produtos, testes de atratividades e análise das reclamações, sugestões e feedbacks dos clientes. As participantes relatam receber um total de 260.334 queixas e reclamações relacionadas a produtos e/ou serviços em 2019; desse total, uma média de 95,5% dos casos foram solucionadas.

Representatividade do indicador: 56%

100% das participantes monitoram reclamações de consumidores por divergências na comunicação das condições dos produtos ou nos termos de apólices e contratos. Representatividade do indicador: 56,8%

A EMPRESA MONITORA RECLAMAÇÕES E PROCESSOS DE VENDA CASADA COM OUTROS PRODUTOS JUNTO AOS CLIENTES?

16,7% Não se aplica

5,6%

88,9%

Não

Sim

Representatividade do indicador: 56,8%

EDUCAÇÃO EM SEGUROS A promoção da cultura de proteção, a partir da disseminação de informações sobre os seguros, é relevante para que a sociedade compreenda a importância dos seguros na redução dos riscos de vulnerabilidade. As iniciativas dessa natureza surgem como uma solução capaz de contribuir para a expansão de mercado e melhorar o planejamento financeiro de setores menos favorecidos da sociedade. Além disso, é com o conhecimento sobre os seguros que o cliente se torna capaz de realizar a compra consciente de um produto, conhecendo suas coberturas e exclusões e fazendo uso responsável do seguro. Entre as seguradoras que responderam os indicadores relacionados à Educação em Seguros: • 82,4% têm iniciativas para adequação da linguagem de apólices e contratos a fim de

promover a transparência e facilitar a compreensão desses documentos por parte do cliente. • 77,8% têm iniciativas que promovem a educação financeira ou a educação em

seguros, com a realização de campanhas, projetos, palestras e cursos destinados aos públicos interno e externo.

Representatividade do indicador: 63,9%


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

• 73,7% têm parcerias com instituições de ensino voltadas para a promoção da

educação em seguros ou educação financeira. • 1,6% participaram da Semana de Educação Financeira em 2019, uma iniciativa da

Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), e metade delas teve alguma iniciativa contemplada com o Selo ENEF. Representatividade do indicador: 65%

6.4 PARCEIROS COMERCIAIS GRI 404-1, 404-2, 412-2 (PSI 2.1.A.B) (PSI 4.1.B.C) ODS 5, ODS 8, ODS 10 Corretores e parceiros comerciais são aliados na distribuição dos produtos e serviços de seguros, na disseminação da sustentabilidade em toda a cadeia de valor e na promoção da cultura do seguro. Por isso, as seguradoras investem na manutenção de um relacionamento ético e transparente, que favoreça a confiança e o desenvolvimento mútuo, além de incluírem em sua estratégia a oferta de cursos e treinamentos para esses públicos. Ao todo, 78,9% das respondentes possuem programas estruturados de treinamento e formação de corretores e parceiros comerciais, que ocorrem de forma periódica ou sob demanda. Em 2019, foram realizados cerca de 248 mil treinamentos para esse público. Entre as companhias que oferecem treinamentos a corretores e parceiros comerciais, 78,9% incluem temas relativos à adequação do perfil dos clientes aos produtos vendidos ou direitos dos consumidores e 21,1% incluem temas ASG nos cursos oferecidos. Além disso, 47,4% dos participantes avaliam os corretores e parceiros comerciais pelo seu índice de reclamações ou por falhas na comunicação com clientes. Representatividade do indicador: 65%

6.5 FORNECEDORES E PRESTADORES GRI 308-1, 308-2, 408-1, 409-1, 414-1 (PSI 1.1.A.C.2.A.B) (PSI 2.1.A.B.C) ODS 8 A inclusão de critérios ASG na contratação de fornecedores e prestadores já faz parte da realidade das companhias de seguros. Entre as participantes deste Relatório, essa inclusão ocorre:

35,3%

Sim, na seleção e homologação de fornecedores e/ou prestadores

58,8%

Sim, na seleção, homologação e também formalizados no documento contratual

5,9% Não Representatividade do indicador: 65%

73


74

RELACIONAMENTO COM OS PÚBLICOS

No universo de companhias que responderam “sim” à questão anterior, os principais critérios considerados nos processos de seleção e homologação são: 77,8%

Práticas trabalhistas Código de Ética

55,6%

Mapeamento de riscos ambientais

38,9%

Política de responsabilidade socioambiental

38,9%

Mapeamento de riscos sociais

27,8%

Promoção da diversidade e inclusão

16,7%

Política ou manual de Direitos Humanos

16,7% Representatividade do indicador: 65%

• No que diz respeito a casos ou riscos de trabalho infantil nas operações ou entre

fornecedores/prestadores, 82,4% das participantes indicaram não terem identificado casos dessa natureza, enquanto 11,8% indicaram que a pergunta não se aplica a sua realidade. • 88,8% das participantes informaram que não identificaram episódios ou riscos de

trabalho forçado ou análogo ao escravo em suas operações ou de fornecedores/ prestadores, enquanto 11,1% indicaram que a pergunta não se aplica a sua realidade. Representatividade do indicador: 62,2%

6.6 ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES DE CLASSE GRI 102-13 As companhias que participam deste Relatório mantêm diálogo frequente e integram os debates com as seguintes entidades: 94,7%

SUSEP 84,2%

CNseg 73,7%

FenSeg

68,4%

Sindseg

68,4%

FenaPrevi 52,6%

SINCOR FenaCap

47,4% 36,8%

Bacen

36,8%

ANBIMA CVM

31,6%

ANS

31,6% 31,6%

FenaSaúde PREVIC

21,1%

IESS

21,1%

ASAP Outro

15,8% 31,6%

Representatividade do indicador: 65%

Em “Outro”, foram mencionadas entidades como Fenacor, Febraban, B3, ACREFI, ABAC e ABECS.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

7 GESTÃO AMBIENTAL 7.1 MUDANÇAS CLIMÁTICAS GRI 201-2 (PSI.1.A.B.2.A.B) (PSI 4.1.A.B) TCFD Estratégia B, TCFD Gestão de Riscos B, TCFD Governança B

As questões climáticas estão cada dia mais presentes no cotidiano do setor de seguros, considerando seu potencial impacto sobre a sinistralidade e sua importância para a subscrição de riscos. A análise dessas questões e de suas consequências no setor podem ser vistas a partir da perspectiva de riscos e de oportunidades de negócio. As informações reportadas nesse indicador estão em alinhamento com as recomendações da TCFD sobre gestão de riscos, governança, estratégia de negócio e planejamento financeiro. Entre as companhias que participaram deste Relatório e contribuíram com esse indicador, existem expectativas sobre o impacto das mudanças climáticas na estratégia de negócios em diferentes áreas, sendo elas:

Produtos e serviços

87,5%

Operações (incluindo instalações)

56,3%

Adaptação e atividade de mitigação

50%

Cadeia de valor

50%

Investimento em pesquisa e desenvolvimento

37,5% Representatividade do indicador: 64%

75


76

GESTÃO AMBIENTAL

Além disso, as companhias participantes consideram as mudanças climáticas: Na avaliação da exposição de suas carteiras

58,8%

No desenvolvimento de produtos e serviços que contribuam com a sociedade na superação de tais desafios

58,8%

Nas políticas de aceitação de risco e modelos de subscrição

52,9%

No processo e monitoramento dos riscos corporativos (Circular SUSEP/521)

47,1%

Na avaliação dos ativos para investimentos de recursos próprios, reservas técnicas, fundos de previdências e demais recursos financeiros da companhia Não se aplica

ENTRE AS PARTICIPANTES, O MAIOR NÍVEL/ INSTÂNCIA ORGANIZACIONAL ENVOLVIDO NAS DELIBERAÇÕES SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS É: • Em 35,3% dos casos, o Comitê

Executivo ou Órgão de Assessoramento • Em 29,4% dos casos, o Conselho

de Administração ou Comitê de Assessoramento • Em 23,5% dos casos, a Diretoria • Em 11,8% dos casos, a Gerência

41,2%

23,5%

Representatividade do indicador: 60,6%

EM QUANTO TEMPO A COMPANHIA ENXERGA QUE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS SERÃO INTEGRADAS PLENAMENTE EM SUA GOVERNANÇA, ESTRATÉGIA, GESTÃO DE RISCOS E METAS E INDICADORES?

12,5%

62,5%

Acima de dez anos

Até cinco anos

25% De cinco a dez anos

Representatividade do indicador: 65%

Representatividade do indicador: 65%

7.2 RESÍDUOS GRI 306-2 (PSI 1.1.A) (PSI 4.1.A.B.C) TCFD Métricas e Metas A ODS 6, ODS 12 Entre as companhias que contribuíram com esse indicador, 83,3% possuem programas de gestão de resíduos em suas operações administrativas. Além disso, 61,1% das participantes possuem ações de gestão de resíduos perigosos e não perigosos vinculados a salvados e/ou a produtos de seguros. Foram mencionadas ações nesse sentido, entre as quais destacam-se: • Reaproveitamento de sucatas e peças substituídas de veículos danificados em

acidentes, com planejamento da logística de coleta e acompanhamento de toda a cadeia de reciclagem. • Descontaminação de resíduos de salvados do seguro automóvel destinados à

reciclagem de acordo com as normas ambientais vigentes.


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

• Logística reversa de peças de reposição no seguro de automóvel. • Fornecimento de cartilha ao segurado com orientações a respeito do descarte de resíduos. • Serviços de assistência sustentável, que possibilita o descarte ecologicamente correto de

bens em desuso, como móveis, colchões, equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos. • Serviço de assistência para consultoria de orientação ambiental de métodos de

consumo consciente, como uso racional da água, utilização eficiente de energia elétrica, reciclagem, entre outros. • Logística reversa no seguro de garantia estendida, que garante a correta destinação de

eletroeletrônicos defeituosos segurados. • Programa de reciclagem de cartões, para que os clientes possam descartar cartões

plásticos de débito e crédito sem uso, que serão destinados para a reciclagem. • Iniciativas para redução do consumo de papel nas empresas. • Coleta seletiva de resíduos gerado nas empresas. • Gestão de bens e materiais da companhia que podem ser reutilizados, doados ou

reciclados. • Programas de conscientização quanto ao uso de copos descartáveis nas empresas e

fornecimento de canecas e squeezes para os colaboradores.

• Adoção de medidas de redução do uso de plástico em toda a cadeia de negócios da empresa.

7.3 ENERGIA RENOVÁVEL FS16 (PSI 1.1.A.3.A) O setor de energia renovável apresenta oportunidades para o desenvolvimento de soluções em produtos e serviços de seguros capazes de apoiar a mitigação e a proteção de riscos das empresas atuantes no setor. As empresas participantes possuem iniciativas para apoiar o desenvolvimento de fontes de energia renovável, são elas: Seguro residencial com proteção para painéis solares

31,6%

Seguro auto para veículos híbridos e/ ou elétricos

26,3%

Seguros empresariais para empreendimentos de energia renovável (solar, eólica, hidrelétrica)

21,1%

Fundos temáticos (investimento em empreendimentos de energia renovável)

15,8% 31,6%

Não se aplica 26,3%

Outros

Representatividade do indicador: 65%

Entre as iniciativas mencionadas em “Outros”, destacam-se: • Projeto de painéis solares instalados em

localidades da companhia • Desenvolvimento do produto consórcio de

placas solares

• Produtos de seguro que usam índices

(seguros de índices) • Substituição para energia limpa e com

certificado nas instalações da companhia até 2024.

77


78

SESSÃO

8 SUMÁRIO DE CONTEÚDO GRI GRI 102-55

Divulgações Gerais PERFIL ORGANIZACIONAL GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 102: Divulgações Gerais 2019

102-1 Nome da organização

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

16, 30, 32

102-2 Atividades, marcas, produtos e serviços

16

102-3 Localização da sede

16, 32

102-4 Localização das operações

16, 32

102-5 Natureza da propriedade e forma jurídica

16

102-6 Mercados atendidos

16

102-7 Porte da organização

16

102-8 Informações sobre empregados e trabalhadores

65 / 6.2

102-12 Iniciativas desenvolvidas externamente

56 / 5.2, 62 / 5.7

102-13 Participação em associações

74 / 6.6

8, 10

ESTRATÉGIA GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 102: Divulgações Gerais 2019

102-14 Declaração do tomador de decisão sênior 102-15 Principais impactos, riscos e oportunidades

PÁGINA/ CAPÍTULO 12 / 1.1 34 / 3.3 36 / 3.3.1

ODS


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

ÉTICA E INTEGRIDADE PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

102-16 Valores, princípios, padrões e normas de comportamento

16, 18 / 2.2 20 / 2.2.1, 60 / 5.5

16

102-17 Mecanismos de aconselhamento e preocupações sobre ética

18 / 2.2, 60 / 5.5, 71 / 6.3

16

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 102: Divulgações Gerais 2019

GOVERNANÇA GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 102: Divulgações Gerais 2019

102-18 Estrutura de governança

60 / 5.5

102-19 Autoridade delegadora

60 / 5.5

102-20 Responsabilidade no nível executivo por tópicos econômicos, ambientais e sociais

60 / 5.5

102-22 Composição do mais alto órgão de governança e dos seus comitês

5, 16

102-23 Presidente do mais alto órgão de governança 102-32 Papel do mais alto órgão de governança no relatório de sustentabilidade

20 / 2.2.2

16

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

ENGAJAMENTO DE STAKEHOLDERS GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 102: Divulgações Gerais 2019

102-40 Lista de grupos de stakeholders 102-43 Abordagem para engajamento de stakeholders 102-44 Principais tópicos e preocupações levantadas

64 / 6.1 64 / 6.1, 71 / 6.3 64 / 6.1

12

79


80

SUMÁRIO DE CONTEÚDO GRI

PRÁTICAS DE REPORTE GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 102: Divulgações Gerais 2019

102-45 Entidades incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas 102-46 Definição do conteúdo do relatório e limites do tópico 102-47 Lista dos tópicos materiais

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

16 / 2.1

30 34 / 3.3

102-48 Reformulações de informações 102-49 Mudanças no relatório 102-50 Período do relatório

30

102-51 Data do último relatório

30

102-52 Ciclo de emissão do relatório

30

102-53 Ponto de contato para perguntas sobre o relatório

30

102-54 Declaração de elaboração do relatório de acordo com GRI Standards

30

102-55 Sumário de Conteúdo GRI

78

102-56 Verificação externa

Tópicos Materiais DESEMPENHO ECONÔMICO GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

GR1 201: Desempenho econômico 2019

201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades devido às mudanças climáticas

42, 56 / 5.2, 75 / 7.1

13

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

IMPACTOS ECONÔMICOS INDIRETOS GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 203: Impactos 203-2 Impactos econômicos indiretos econômicos significativos indiretos 2019

1, 2, 3, 8, 10, 17


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

COMBATE À CORRUPÇÃO GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 205: Combate à corrupção 2019

205-2 Comunicação e treinamento em políticas e procedimentos de combate à corrupção

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

62 / 5.6

16

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

76 / 7.2

3, 6, 12

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

73 / 6.5

8

EFLUENTES E RESÍDUOS GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 306: Efluentes 306-2 Resíduos, discriminados por tipo e resíduos 2019 e método de disposição AVALIAÇÃO AMBIENTAL DE FORNECEDORES 8 GRI STANDARD DIVULGAÇÃO 308-1 Novos fornecedores selecionados GR1 308: com base em critérios ambientais Avaliação ambiental de fornecedores 2019 308-2 Impactos ambientais negativos na cadeia de suprimentos e ações tomadas

73 / 6.5

EMPREGO PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

401-1 Novas contratações de empregados e rotatividade de empregados

65 / 6.2

5, 8, 10

401-2 Benefícios para empregados com jornada integral que não são oferecidos a empregados de meio expediente ou temporários

65 / 6.2

3, 5, 8

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 401: Emprego 2019

TREINAMENTO E EDUCAÇÃO GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 404: Treinamento e educação 2019

404-1 Média de horas de treinamento por ano por empregado

65 / 6.2, 73 / 6.4

4, 5, 8, 10

404-2 Programas para o desenvolvimento de competências dos empregados e de assistência para a transição de carreira

65 / 6.2, 73 / 6.4

5, 8, 10

81


82

SESSÃO DE CONTEÚDO GRI SUMÁRIO

DIVERSIDADE E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

405-1 Diversidade nos órgãos de governança e empregados

65 / 6.2

5, 8

405-2 Salário médio nominal mensal pago pela companhia por gênero

65 / 6.2

5, 8, 10

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 405: Diversidade e igualdade de oportunidades 2019

NÃO-DISCRIMINAÇÃO GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 406: Nãodiscriminação 2019

406-1 Casos de discriminação e medida corretivas tomadas

5, 8, 16

TRABALHO INFANTIL GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 408: Trabalho infantil 2019

408-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho infantil

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

73 / 6.5

8, 16

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

73 / 6.5

8

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

65 / 6.2, 73 / 6.4

4, 5, 8, 10, 16, 17

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

73 / 6.5

5, 8, 16

TRABALHO FORÇADO OU ANÁLOGO AO ESCRAVO GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GRI 409 Trabalho forçado ou análogo ao escravo 2019

409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho forçado ou análogo ao escravo

AVALIAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GRI 412: Avaliação 412-2 Empregados treinados em em direitos políticas e práticas de direitos humanos 2019 humanos AVALIAÇÃO SOCIAL DE FORNECEDORES GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 414: Avaliação social de fornecedores 2019

414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios sociais


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

MARKETING E ROTULAGEM GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

GR1 417: Marketing e rotulagem 2019

417-2 Casos de não-conformidade com relação a informações e rotulagem de produtos e serviços

PÁGINA/ CAPÍTULO

ODS

71 / 6.3

16

417-3 Casos de não-conformidade em relação a comunicações e marketing

16

Suplemento Setorial SERVIÇOS FINANCEIROS PÁGINA/ CAPÍTULO

GRI STANDARD

DIVULGAÇÃO

FS1

Políticas com componentes socioambientais específicos aplicadas às linhas de negócios

12

Procedimentos para avaliação e triagem de risco socioambientais nas linhas de negócios

12

Processos de monitoramento de clientes na implementação e no cumprimento de exigências socioambientais incluídas em contratos

12

Processo(s) para aperfeiçoar a competência dos colaboradores em implementar as políticas e os procedimentos socioambientais aplicados às linhas de negócios

12

Interações com clientes/empresas controladas/parceiros de negócios referentes a riscos e oportunidades socioambientais

12

FS2

FS3

FS4

FS5

FS8

FS15

Valor monetário dos produtos e serviços com benefício ambiental, separados por cada linha de negócio e discriminados por objetivo Políticas para um justo desenvolvimento e venda de produtos e serviços financeiros

FS16

Iniciativas para aumentar a educação financeira, por tipo de beneficiário

FS19

Iniciativas para apoiar a inovação

ODS

58

58, 71 / 6.3 71 / 6.3, 77 / 7.3 58

12

83


9 AGRADECIMENTOS Agradecemos aos membros da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg pelas ricas contribuições e pelo empenho depositado para a elaboração deste documento. Registramos agradecimentos especiais aos participantes do Grupo de Trabalho formado no âmbito da Comissão. Os participantes do Grupo de Trabalho são: • Amanda Burlamaqui (SulAmérica Companhia de Seguros) • Bernardo Barroso (MAPFRE) • Fátima Lima (MAPFRE) • Ivani Benazzi (Bradesco Seguros) • Luiza Maia (Liberty Seguros) • Mariane Bottaro (Zurich Santander) • Milena Pessoa (Seguradora Líder-DPVAT) • Natalia Moreira (Zurich Santander) • Roberta Carvalho (Icatu Seguros) • Samya de Paiva Macedo (Zurich Brasil Seguros) • Tomás Carmona (SulAmérica Companhia de Seguros)


RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR DE SEGUROS | 2019

INFORMAÇÕES CORPORATIVAS CNSEG – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESAS DE SEGUROS GERAIS, PREVIDÊNCIA PRIVADA E VIDA, SAÚDE SUPLEMENTAR E CAPITALIZAÇÃO

RIO DE JANEIRO Rua Senador Dantas, 74 – 16º andar, Centro, CEP 20031-205 Tel.: (21) 2510-7777

BRASÍLIA SCN Quadra 1 bl. C, Brasília Trade Center, salas 1601 a 1612, Brasília CEP 70711-902 Tel.: (61) 3424-9337 / Fax (61) 3328-1904

CRÉDITOS COORDENAÇÃO GERAL Superintendência de Relações de Consumo e Sustentabilidade – CNseg

SUPERVISÃO EDITORIAL E REDAÇÃO Luciane Degraf

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Vilhena Produções

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Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2019 by CNseg - Issuu