Skip to main content

Guia de Investimento Social Privado

Page 1


Guia de INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO

para os mercados financeiro, de seguros e de capitais

Fevereiro de 2026

APRESENTAÇÃO

Integrar questões ESG (aspectos ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês) em decisões de investimento e nas estratégias de negócios é essencial para garantir a rentabilidade dos portfólios e até mesmo a longevidade das companhias Esses aspectos representam não apenas riscos financeiros reais, mas também uma série de oportunidades de financiamento de iniciativas que poderiam mitigar ameaças e fortalecer a visão de longo prazo das instituições

Pensando no aspecto social, há uma ferramenta estratégica que tem ganhado relevância nas empresas: o Investimento Social Privado (ISP) Esta abordagem permite que as companhias direcionem recursos para enfrentar problemas socioambientais críticos, promovendo simultaneamente um futuro mais equânime e igualitário e antecipando demandas de mercado que resultam em retornos financeiros

Ao direcionar capital privado para projetos com foco em educação, saúde, cultura, meio ambiente e qualidade de vida, entre outros temas relevantes, o ISP atua como um catalisador de impacto social positivo e cria valor em diversas frentes Para as empresas, fortalece a governança corporativa e promove transparência, ampliando a confiança dos investidores e sua relação com stakeholders Para a sociedade, complementa a ação governamental e alivia a pressão sobre os recursos estatais, que podem ser destinados para outras iniciativas e demais áreas de interesse público

Este guia foi construído para apoiar os mercados financeiro e de capitais no uso do ISP O material é fruto da união de forças do setor financeiro, representado aqui por Anbima, B3, CNseg e Febraban

O ISP faz parte do nosso dia a dia Incorporamos projetos com foco social que mais se conectam à nossa natureza de atuação, fortalecendo atividades que fazem parte do nosso core business Entendemos que, implementando práticas de ISP, as instituições ficam mais resilientes frente aos desafios de um mundo em constante transformação Por isso, convidamos aqui os diferentes agentes do setor financeiro a compartilharem esse objetivo comum de transformação social

Nas próximas páginas, você encontrará os principais conceitos, abordagens, práticas e metodologias que moldam as práticas de ISP, de forma que ele alinhe os investimentos sociais aos desafios de cada negócio Mostramos como ações intencionais, estruturadas e monitoradas podem criar impactos positivos efetivos Discutimos a relevância de implementar processos de monitoramento e avaliação para garantir que os investimentos estejam realmente gerando valor para as comunidades e para a empresa Trouxemos, ainda, exemplos concretos de como empresas podem estruturar e expandir suas iniciativas, maximizando o impacto das ações sociais de forma alinhada às demandas do mercado de capitais

Dessa forma, contribuímos para a construção de uma lógica de mercado que beneficia investidores e a sociedade como um todo Para o mercado financeiro, entender e incorporar essa mecânica de atuação é essencial para garantir retornos sustentáveis e consistentes no longo prazo

Boa leitura!

COMPREENDER

Entendendo o universo do Investimento Social Privado

O QUE É INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO?

Sua empresa já exerce um papel fundamental na sociedade. As práticas de Investimento Social Privado podem ser aliadas para uma ação de maior impacto positivo.

O Investimento Social Privado (ISP) é a destinação voluntária e estratégica de recursos privados de uma empresa, em benefício da sociedade Os recursos não precisam ser apenas financeiros; eles também podem incluir inteligência/consultorias, tecnologia, produtos, voluntariado, entre outros Além disso, qualquer empresa, independentemente de seu tamanho, pode realizar a prática a partir de diferentes formas

Atualmente, o que chamamos de ISP é uma importante ferramenta para as pautas de sustentabilidade empresarial e até para a Agenda ESG estratégica das empresas, compreendendo que as práticas de ISP podem ser aliadas para endereçar desafios, engajar públicos de interesse, além de alcançar metas e objetivos de empresas

Até o século XIX

A filantropia era ligada basicamente às famílias e à causa, enquanto as empresas se dedicavam a produzir riqueza para seus proprietários sem impactar as comunidades e o meio ambiente

Na primeira metade do século XX

As empresas começam a adotar ações de cunho social buscando trazer benefícios socioambientais, mas em sua maioria ainda ligada às prioridades

Por volta de 1950

Surge o conceito de responsabilidade social corporativa, que passa a considerar empresas como corresponsáveis pelo contexto socioambiental em que estão inseridas e sugere a atuação intencional para soluções externas à organização

No fim da década de 1980

O assunto ganha força com o crescimento da pauta da sustentabilidade, que, apesar de muito mais ampla, passa a considerar o equilíbrio das dimensões ambiental, social e econômica também no âmbito empresarial

LINHA DO TEMPO

No fim do século XX

O que no passado era chamado de ação assistencialista ou doações de caridade, muitas vezes feitas pontualmente pela pessoa física de algum empresário, passou a constituir parte importante das estratégias das empresas visando à contribuição positiva para a sociedade e o meio ambiente Essas evoluções ao longo dos anos moldaram também a importância que o assunto passou a ter internamente nas organizações

Surge, então, nesse momento, o conceito de ISP Ele propõe que os recursos aplicados em projetos socioambientais deixem de ser vistos como uma fonte de gastos e passem a ser considerados como um investimento, que traz retorno e impacto socioambiental positivo onde é aplicado

No século XXI

Em 2015, entra em vigor a Agenda 2030, que lança os 17 Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável e que considera também as empresas como parte primordial das soluções de que o mundo precisa Em 2020 se populariza a sigla ESG, que vem das palavras environmental, social and governance A Agenda ESG nesse cenário se tornou importante porque traz para a conversa investidores financeiros, que buscam gerenciar riscos não financeiros por meio da identificação e mensuração de impactos e dependências de ativos, além da adoção de boas práticas nessas três dimensões, tornando-se, assim, mais um critério para se estabelecer o valor de mercado, incluindo a percepção reputacional das companhias

São variadas as formas de realização do ISP A prática pode acontecer por meio do desenvolvimento de iniciativas próprias ou pelo repasse de recursos para ações e projetos desenvolvidos por terceiros a partir de diferentes formas:

Doação de recursos financeiros: empresas podem destinar uma parte de seus lucros ou orçamentos específicos para ações de impacto socioambiental, contribuindo com valores monetários para organizações ou projetos Esse tipo de doação permite uma flexibilidade, tanto para quem doa quanto para quem recebe, sendo possível utilizar os fundos para ações emergenciais ou de longo prazo, conforme a necessidade da causa apoiada Algumas organizações optam por fazer isso, por exemplo, através de Institutos ou fundações empresariais e/ou fundos filantrópicos

Doação de produtos: a depender da área de atuação da empresa ou necessidade das organizações e/ou projetos apoiados, às vezes a doação de produtos também é utilizada como forma de ISP As doações de produtos são consideradas como ISP, desde que com evidente comprovação de benefício público

Doação de serviços pro bono: outra forma de doação muito comum é através de serviços pro bono, que, ao contrário do voluntariado tradicional, requer habilitação profissional e ocorre paralelamente ao trabalho normal e remunerado Em geral, são serviços que têm a ver com a área em que a empresa já atua Assim como no caso da doação de produtos, as doações de serviços pro bono são consideradas ISP, desde que com evidência do valor monetário doado em forma de serviço e evidência de benefício público

Voluntariado corporativo: nesse caso, as empresas incentivam seus colaboradores para que participem de atividades sociais ou ambientais dentro do horário de trabalho, não necessariamente tendo a ver com a área de atuação da empresa e/ou do colaborador Além do impacto direto nas comunidades atendidas, também promove engajamento interno O voluntariado pode se manifestar de várias formas, desde a doação de tempo e habilidades até a realização de eventos beneficentes ou mentorias para grupos em situação de vulnerabilidade

Apoio ao ecossistema da filantropia: apoio a redes e parcerias que visam potencializar a ação de diversas organizações Especialmente útil quando a causa é complexa e requer uma abordagem mais coletiva

Quando uma empresa decide implementar ações de ISP, ela geralmente procura identificar áreas em que suas ações possam ter o maior impacto positivo possível Para isso, muitas recorrem à matriz de materialidade, uma ferramenta que ajuda a priorizar questões relevantes, considerando tanto a importância para os stakeholders quanto o impacto potencial das ações da empresa Isso significa escolher áreas em que a empresa tenha expertise, recursos ou uma presença significativa, para que suas contribuições sejam mais eficazes e possam gerar mudanças relevantes Para identificar pontos de sinergia entre o negócio e as oportunidades de investimento social, é necessário conhecer os principais indicadores sociais e ambientais dos locais em que a empresa atua, ou gostaria de desenvolver o seu projeto, os elementos chave de sua cadeia de produção, o perfil do beneficiário almejado para o programa, entre outros aspectos relevantes

No próximo capítulo deste guia, apresentaremos mais detalhadamente cada uma dessas possibilidades.

COMO O INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO CONVERSA COM A AGENDA ESG?

Para promover a transformação social através do ISP, é importante que uma doação seja feita pela empresa com planejamento estratégico ancorado em dados, com indicadores pré-definidos, execução cuidadosa, monitoramento dos resultados e avaliação do seu impacto

Nesse sentido, quando uma empresa define o foco e a estratégia de suas doações, essas práticas podem estar alinhadas ao propósito e aos valores da instituição, além de conversar com os atores que são impactados ou impactam a atuação da empresa Esses atores são chamados de stakeholders (ou partes interessadas)

Mas e o ESG, onde entra nisso tudo? Por meio do ISP, as empresas podem direcionar recursos para projetos, OSCs (Organizações da Sociedade Civil) e iniciativas que contribuem para o desenvolvimento socioambiental, gerando valor positivo ou mitigando externalidades A estratégia ESG, ao identificar e mensurar os riscos e oportunidades não financeiros,

se alinha ao ISP na formulação de práticas sustentáveis

Ou seja: é uma via de mão dupla Ao passo que a agenda ESG contribui para decisões mais estratégicas em relação ao ISP, o ISP atua como ferramenta possível para atingimento de metas e compromissos ESG

Atua como ferramenta possível para atingimento de metas e compromissos

Agenda contribui para decisões mais estratégicas

O ISP e Agenda ESG: sinergias e aprendizados

Em três artigos, o Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) apresenta metodologias e práticas inovadoras que podem ajudar empresas e organizações a navegarem no universo do capitalismo de stakeholders A série inclui exemplos práticos de investidores sociais e organizações que estão liderando o caminho na gestão sustentável e no impacto socioambiental positivo Leia a série completa neste link

SAIBA MAIS
ESG

OS BENEFÍCIOS DO INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO

A sua instituição já exerce um papel fundamental na sociedade ao criar soluções para as necessidades de seus clientes, gerar empregos e pagar impostos Os desafios socioambientais do país, entretanto, são complexos e demandam a mobilização de todos os setores Nesse contexto, há muitas oportunidades para esse papel se tornar ainda mais relevante a partir de práticas de ISP

O mecanismo é benéfico não apenas para causas e organizações apoiadas, mas também para as instituições que o praticam Alinhar o posicionamento da marca a causas sociais comunica uma mensagem positiva para a sociedade, reforça os valores e o propósito da empresa, além de promover sua aproximação com a comunidade em que atua

SAIBA MAIS

As pesquisas também demonstram essa importância

A pesquisa Edelman Trust Barometer 2023, que mede a confiança das pessoas nas instituições, mostrou que 78% dos brasileiros avalia o impacto social gerado pela empresa como fator decisivo para considerar um emprego

Outro estudo, a Pesquisa Doação Brasil 2022, que avalia o comportamento do doador individual brasileiro, demonstrou que mais pessoas passaram a considerar empresas como corresponsáveis pelas soluções dos problemas do país Dos respondentes, 92% concordavam com a afirmação naquele ano, comparado a 82% na edição de 2020 e 34% em 2015

DOS BRASILEIROS

avaliam o impacto social gerado pela empresa como fator decisivo para considerar um emprego.

mais pessoas passaram a considerar empresas como corresponsáveis pelas soluções dos problemas do país. CONCORDAMQUE 92%

Pesquisa Doação

Edelman Trust Barometer 2023
Brasil 2022

MOTIVAÇÕES

INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO

INVESTIDORES SOCIAIS

REQUISITOS E BOAS PRÁTICAS

BENEFICIÁRIO

Por que fazer? Quem pode fazer? Como fazer? Quem pode receber?

• Ganho reputacional (consumo consciente e investidor social)

• Relacionamento com a comunidade (licença social para operar)

• Gerar impacto social positivo (beneficiário)

• Empresas, grupos empresariais e negócios de impacto de todos os portes

• Fundações, instituições e associações

• Indivíduos, famílias e grupos informais (ex : coletivos)

REQUISITOS

• Recurso privado

• Alocação voluntária

• Benefício público

BOAS PRÁTICAS

• Planejamento

• Estratégia

• Monitoramento e avaliação

• OSCs

• Empresas e negócios de impacto

• Indivíduos, famílias, sociedade, comunidades e grupos informais (ex : coletivos)

Agora que entendemos um pouco mais do que se trata o ISP e quais os benefícios que a ferramenta pode trazer para sua instituição, agora é hora de entender com mais detalhes como é possível implementar a prática, além de estratégias de atuação relevantes para instituições financeiras

Fonte: IDIS PARA

OUTRAS FORMAS DE DOAR: LEIS DE INCENTIVO FISCAL

Antes de seguirmos para o próximo capítulo que trará um passo a passo de como implementar o ISP em uma organização, é importante tratarmos do assunto das leis de incentivo fiscal

Embora as leis de incentivo fiscal operem de maneira diferente das doações diretas, como no caso do ISP, elas representam uma oportunidade atraente de investimento social para as empresas Essas leis, que visam estimular o desenvolvimento em áreas como cultura, esporte, saúde e projetos sociais, funcionam por meio da renúncia fiscal, permitindo que o governo abdique de parte dos impostos devidos em troca do direcionamento desse valor para projetos previamente aprovados Disponíveis em níveis federal, estadual e municipal, as leis de incentivo possibilitam que tanto empresas quanto pessoas físicas contribuam com valores que seriam pagos como imposto de renda, ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), entre outros, para iniciativas que beneficiam a sociedade Neste contexto, nosso foco será nas pessoas jurídicas

PRINCIPAIS LEIS DE INCENTIVO DE ÂMBITO FEDERAL

Lei de incentivo Principais características

Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura)

Lei do Audiovisual

Lei de Incentivo ao Esporte

Permite que empresas destinem até 4% do Imposto de Renda devido para financiar projetos culturais (teatro, música, cinema, artes visuais, literatura etc.) aprovados pelo Ministério da Cultura. DOIMPOSTO DERENDA4% ATÉ

Permite o financiamento de produções audiovisuais, como filmes e séries, com a possibilidade de dedução de até 4% do Imposto de Renda para o caso de pessoas jurídicas.

Empresas podem destinar até 2% do imposto de renda para financiar projetos esportivos e paradesportivos, voltados para a formação de atletas ou a promoção de eventos e competições.

Fundo da Infância e Adolescência e Fundo do Idoso

PRONAS e PRONON

Assim como no caso anterior, por meio dessas leis é possível destinar até 1% do Imposto de Renda para cada um dos fundos, focados em projetos que atendam os públicos indicados.

O Pronas é o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência, destinado a projetos de tratamento desse público específico; já o Pronon é o Programa de Apoio à Atenção Oncológica. Para ambos, é possível que pessoas jurídicas destinem até 1% do Imposto de Renda devido por programa (totalizando até 2%).

As leis de incentivo fiscal, bem como qualquer outro incentivo fiscal, são um instrumento usado pelo Estado para estimular o desenvolvimento de iniciativas para o bem-estar social, por meio de renúncia fiscal Ou seja, empresas podem optar por destinar parte de seus impostos para projetos de impacto positivo

Por se tratar do redirecionamento de impostos, que são públicos, a utilização das leis de incentivo fiscal não é classificada como ISP – que, como citado, trata de recursos privados No entanto, essa é uma estratégia importante que fortalece a responsabilidade social das empresas e contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades em que atuam Além de serem uma ótima oportunidade para empresas começarem a atuar com o investimento social

PARA FRIZAR

Estratégia

Definição

Condições

SAIBA MAIS

É a alocação voluntária de recursos privados para o benefício público, preferencialmente de forma estratégica (planejada, monitorada e sistemática)

• Recurso privado

• Alocação voluntária

• Em benefício público

Panorama dos Incentivos Fiscais, da Simbi

Destinação voluntária de parte do Imposto de Renda devido, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas, para projetos previamente aprovados por lei, com o objetivo de promover benefícios para a sociedade

• Recurso público

• Alocação voluntária

• Em benefício público

Fonte: IDIS

IMPLEMENTAR

Metodologias de Investimento Social Privado

PASSO A PASSO PARA IMPLEMENTAR

O ISP EM SUA ORGANIZAÇÃO

Compreender as metodologias de ISP é essencial para alinhar os investimentos sociais aos desafios do negócio e à agenda ESG. A partir de ações intencionais, estruturadas e monitoradas, é possível compreender o contexto das comunidades com as quais se deseja atuar, evitando decisões verticais e descoladas da realidade dos beneficiários. Gera-se, assim, impacto positivo efetivo.

Conforme falamos no primeiro capítulo deste guia, existem diferentes formas de uma empresa implementar o ISP e são também várias as metodologias disponíveis para tal

No contexto dos mercados financeiro, de seguros e de capitais, nem sempre é fácil definir um foco específico ou a partir de qual veículo será feita a atuação em ISP, uma vez que o setor é bastante amplo e complexo, compreendendo necessidades diferentes a depender do negócio, porte, foco de clientes, e assim por diante

Então, por onde começar? Existem seis importantes etapas que uma instituição pode considerar antes de colocar em prática suas ações de ISP:

1

MENU CLICÁVEL

Defina o foco do investimento social

2

3

4

Conheça mais sobre o problema que a instituição quer resolver

Decida se a instituição fará um projeto do zero ou apoiará quem já faz

Escolha a instituição ou os projetos a serem apoiados (due diligence)

5

Monitore e avalie os resultados

Convide outros pares para a ação

DEFINA O FOCO DO INVESTIMENTO

SOCIAL

Num contexto de uso diligente dos recursos, alinhar o foco do ISP é um importante primeiro passo para garantir a melhor utilização do investimento, e é importante refletir: quais questões sociais do país a instituição tem maior possibilidade de contribuir?

Nesse sentido, a empresa pode decidir pelo apoio a causas ligadas ao modelo de negócio; à sua cadeia de stakeholders; às temáticas materiais para a organização; e às temáticas não materiais Uma atuação não exclui outra, desde que haja planejamento e foco no que a organização está se propondo a investir

Alinhamento O que significa? Exemplos práticos

Negócio

Atua em projetos diretamente ligados ao core business da organização

Cadeia de stakeholders

Atua em desafios comuns relacionados a sua cadeia de stakeholders

Temáticas materiais

Temáticas não materiais

Foca os principais temas materiais para a empresa e prioriza o impacto socioambiental

Pode incluir causas, público-alvo e territórios que estão além dos interesses imediatos da empresa

Foca também a geração de impacto, mas considera causas mais estruturais e universais, não necessariamente ligadas diretamente a atuação, público-alvo ou impactos diretos gerados pela empresa

Uma instituição financeira promove cursos e treinamentos para públicos pré-definidos, os ajudando a entender melhor como gerenciar suas finanças pessoais, investir e poupar

Uma instituição financeira que financia projetos de energia solar, eólica ou outras fontes renováveis em comunidades vulnerabilizadas

Uma organização que tem como um de seus valores a diversidade decide apoiar, externamente, iniciativas que promovem a equidade de gênero e racial em cargos de liderança em outras empresas e instituições

Uma gestora de investimentos que apoia iniciativas que buscam soluções inovadoras para problemas sociais, como saúde, habitação e transporte

FERRAMENTAS QUE APOIAM A DEFINIÇÃO DO FOCO DO ISP

Matriz de Materialidade

A Matriz de Materialidade é uma ferramenta de gestão que ajuda organizações a definirem suas prioridades na estratégia de sustentabilidade, avaliando temas materiais importantes para o negócio com base na percepção dos stakeholders e na análise dos riscos e das oportunidades associadas

Ao identificar os temas materiais, a empresa direciona seus esforços para abordar questões ambientais, sociais e de governança que sejam mais relevantes para o seu negócio e seus stakeholders

A materialidade é “característica do que é material, substancial” Logo, se utilizada da forma correta, a Matriz de Materialidade também pode ser a base para o desenvolvimento de estratégias de ISP, guiando a gestão, os processos e as iniciativas, entre outras funções estratégicas, podendo ajudar a tirar do papel as principais questões de responsabilidade socioambiental da empresa Direcionando as estratégias, a ferramenta também serve para definir os resultados esperados e acompanhar o progresso

Construa a Matriz de Materialidade da empresa em 5 passos:

Identifique os stakeholders 1

Liste os temas relevantes 2

Avalie o impacto e a importância 3

Posicione os temas na matriz 4

Utilize os resultados 5

Mapeie todas as partes interessadas da organização para entender suas expectativas e necessidades

Analise questões econômicas, ambientais, sociais e de governança que afetam a organização e os stakeholders, listando e agrupando os temas relevantes

Avalie o impacto de cada tema na organização e na percepção dos stakeholders, considerando sua importância estratégica

Considere o impacto e importância, priorizando os mais relevantes para a comunidade e para o negócio e os posicione na matriz

Use a matriz para informar decisões estratégicas, alocar recursos e desenvolver políticas, demonstrando transparência e gestão responsável às partes interessadas

Veja mais detalhes sobre como a GRI (Global Reporting Initiative) recomenda a definição de tópicos materiais

A Matriz de Materialidade é uma ferramenta dinâmica e deve ser revisada periodicamente para garantir que continue refletindo os temas mais relevantes para a empresa e o seu contexto

INSPIRE-SE

Matriz de Materialidade

A Matriz de Materialidade da B3, por exemplo, elencou 12 temas de alta relevância, agrupados em quatro eixos: (1) conduta, (2) negócios, (3) pessoas e (4) sociedade Confira a seguir as definições de cada um e a correlação com a estratégia de sustentabilidade da B3

Definição

Temas materiais relacionados

Correlação com a estratégia de sustentabilidade da B3

Atuar de forma contínua para a excelência do nosso modelo de gestão e de transparência, influenciando clientes e o mercado e ao mesmo tempo assegurar a conduta íntegra, responsável e confiável dos negócios na B3

• Governança corporativa e Transparência

• Ética e integridade

• Gestão de riscos e de continuidade

• Mudança climática

• Ser uma companhia alinhada às melhores práticas de sustentabilidade

Impacto nos ODS

Exemplos de potenciais externalidades

Negativas: Eventual falha na execução do plano de continuidade de negócios e gestão de riscos pode gerar adversidades na integração operacional, sistêmica, processual ou financeira

Positivas: Divulgar informação tempestiva e material para partes interessadas contribui com melhores tomadas de decisão, por exemplo, de investidores e do mercado em relação a companhia

Eixo (1 de 4)
Conduta
Fonte: Relatório de Sustentabilidade

Eixo (2 de 4)

Definição

Temas materiais relacionados

Correlação com a estratégia de sustentabilidade da B3

Impacto nos ODS

Exemplos de potenciais externalidades

Eixo (3 de 4)

Definição

Temas materiais relacionados

Correlação com a estratégia de sustentabilidade da B3

Impacto nos ODS

Negócios

Fortalecer nossa gestão interna garantindo a segurança dos sistemas e dados Como indutor, fortalecer e ampliar negócios ASG, a inovação e as frentes de inteligência artificial para acelerar os resultados dos nossos clientes e conduzi-los a uma economia de baixo carbono

• Inovação e inteligência artificial

• Privacidade e segurança dos dados

• Produtos e serviços ASG

• Ser uma companhia alinhada às melhores práticas de sustentabilidade

• Fortalecer o Portfólio de Produtos e abrir novas frentes de Mercado ASG

Exemplos de potenciais externalidades

Negativas: Se as medidas de segurança falharem em evitar problemas nos sistemas de computadores ou redes, isso pode resultar em impactos nas negociações e custos inesperados

Positivas: Os produtos financeiros ASG da B3, como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), Índice Carbono Eficiente (ICO2), as plataformas para registro de CBIOs e Títulos Temáticos podem contribuir para o engajamento e aumento de maturidade do mercado em relação ao tema e, consequentemente, com os ODS em questão

Pessoas

Promover uma cultura diversa e inclusiva que valorize os potenciais de cada indivíduo e viabilizar um ambiente de trabalho pautado no desenvolvimento de pessoas, com um ambiente seguro e saudável para todos

• Diversidade e inclusão

• Desenvolvimento de pessoas

• Bem-estar de pessoas

• Saúde e segurança do Trabalho

• Ser uma companhia alinhada às melhores práticas de sustentabilidade

Negativas: O aquecimento do mercado pode contribuir com uma maior rotatividade voluntária de nossas pessoas O turnover pode gerar custos de atração com novas contratações e capacitações

Positivas: considerar a temática de diversidade como uma prioridade estratégica, traz benefícios inclusive para o negócio, como aumento da inovação, tomada de decisões mais assertivas, maior engajamento interno e apoiar a empresa a compreender melhor as necessidades de diferentes públicos

Fonte:

Eixo (4 de 4)

Definição

Temas materiais relacionados

Correlação com a estratégia de sustentabilidade da B3

Sociedade

Atuar em colaboração com outras instituições para ampliar o conhecimento e o acesso ao mercado financeiro Na agenda de clima, fortalecer as práticas internas e de indução do mercado nessa agenda

• Educação financeira e acesso ao mercado

Impacto nos ODS

Exemplos de potenciais externalidades

• Induzir boas práticas ASG no Mercado Brasileiro

Negativas: sem a aplicação do conhecimento adquirido ou pelo mal entendimento do perfil de risco e natureza dos produtos, os investidores PF podem sofrer impacto em sua saúde financeira

Positivas: a educação financeira democratiza o acesso aos investimentos por meio da informação O aumento de conhecimento pode possibilitar, não apenas o ingresso da pessoa física no mundo dos investimentos, mas também uma maior diversificação nas classes de ativos e estratégias de investimento mais eficazes

Teoria de Mudança

A Teoria da Mudança (TdM ou TM) é outra ferramenta que pode auxiliar na definição do foco do ISP de uma empresa A TdM é uma representação da forma como a realidade pode ser mudada e inclui as pré-condições que devem ser atingidas no curto e médio prazo para se alcançar o objetivo final de longo prazo Neste sentido, cada passo ou pré-condição é um objetivo em si

Fonte: Relatório de Sustentabilidade
B3
2023

A TdM pode ser considerada uma ferramenta de planejamento que reúne atributos de avaliação, mensuração e acompanhamento do impacto de uma iniciativa

A sua aplicação começa com a descrição do que se espera alcançar, etapa que vai nortear o mapeamento do que deve ser feito no curto e médio prazo para chegar a esse propósito pretendido

PLANEJAMENTO AVALIAÇÃO

A TdM é construída a partir da mudança que se pretende promover no contexto Trata-se do objetivo estratégico que define o propósito da intervenção

Objetivo estratégico

Busca-se, então, identificar as condições necessárias para o atingimento do objetivo de longo prazo Trata-se dos impactos que se espera que a iniciativa gere

Eixo de mudança Eixo de mudança

As atividades ou intervenções que foram definidas como abordagem estratégica para alcançar os impactos esperados

Atividade ou intervenção

Atividade ou intervenção

Atividade ou intervenção

Fonte: elaboração IDIS

Teorida da Mudança

A TdM é uma forma de se articular logicamente como atividades e intervenções produzem resultados que, no longo prazo, podem mudar uma realidade ou um desafio socioambiental Além de importante no

planejamento de atividades a serem desenvolvidas, ela é uma parte fundamental de um processo de definição de indicadores que possibilitem um melhor monitoramento e a avaliação de resultados

A TdM da Casa Maggica foi formulada para descrever as principais mudanças ocorridas na vida de crianças, adolescentes e seus familiares a partir do projeto

Influências externas

ATIVIDADES

Música

Dança

Teatro

Artes plásticas

Apresentação

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Acompanhamento escolar

Acompanhamento familiar

• Problemas familiares

• Dificuldade no estabelecimento de parcerias

• Influência de alunos menos comprometidos

• Fluxo de comunicação com as escolas públicas

RESULTADOS

PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Melhora nas habilidades cognitivas

Melhora nas habilidades pessoais

Melhora nas relações com a sociedade

RESULTADOS PARA FAMILIARES

Melhora nas relações familiares

RESULTADOS DE LONGO PRAZO

Desenvolvimento integral de crianças e adolescentes

Guia B3 de Sustentabilidade e Gestão ASG nas empresas

Fonte: Mensurando o valor criado pelo Projeto CASA MAGGICA | Relatório de Avaliação SROI 2016

CONHEÇA MAIS SOBRE O PROBLEMA QUE A INSTITUIÇÃO QUER RESOLVER

Uma vez escolhida a causa ou o foco de atuação, vem a etapa de diagnóstico Ela serve para compreender quais os principais problemas existentes nesse foco, quais tentativas de solução já foram experimentadas e quem são as pessoas e organizações envolvidas com essas questões Ou seja, conecta os tópicos onde a empresa quer atuar e seu propósito com os desafios da sociedade dentro dessas questões, tornando assim o ISP mais estratégico e eficaz na busca por soluções autênticas para questões socioambientais

Muitos investidores sociais perdem tempo e dinheiro porque acreditam ter a solução para alguma situação sem, na verdade, conhecer a realidade das pessoas ou locais Portanto, é essencial realizar um estudo aprofundado sobre o contexto que se deseja impactar positivamente E isso serve para qualquer tamanho de investimento social Mesmo uma iniciativa pequena, deve ser bem concebida para surtir efeito e, quem sabe, tornar-se um grande projeto!

Consulte organizações e especialistas na temática e no território em que se propõe atuar

No caso de agentes dos mercados financeiro, de seguros e de capitais, o diálogo com a cadeia é ainda mais importante: consulte clientes, redes e associações, ou instituições com ampla experiência em investimento social

Faça benchmark com outras empresas e instituições financeiras e que tenham experiência em investimento social

Quando se quer engajar colaboradores, a consulta a esse público é também um passo fundamental

Além disso, os problemas sociais são complexos Nem sempre uma solução que funcionou em uma situação pode ser utilizada, sem adaptações, em outra realidade Desta forma, a etapa de diagnóstico ajuda a contextualizar a intervenção proposta Para fazer essa ponte entre o que a empresa quer fazer e o que a sociedade precisa, alguns passos podem ser considerados: 1 2 3 4 5

Entenda os desafios do território e o público-alvo, ancorando as ações em indicadores e dados claros de agendas coletivas de desenvolvimento, como os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), por exemplo

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil acompanha a evolução das 5 570 cidades brasileiras em direção a Agenda 2030 da ONU, apontando as principais lacunas e desafios dos municípios brasileiros em temas como educação, equidade de gênero, violência, trabalho e renda, entre outros Em uma atuação focada em territórios, pode ser um bom primeiro passo para se elencar prioridades e definir uma linha de base para o que a intervenção quer mudar na sociedade

SAIBA MAIS

ODS

Os ODS são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável Partindo de quatro principais dimensões: social, ambiental, econômica e institucional, os ODS defendem que é necessário levar o mundo a um caminho sustentável com medidas transformadoras Assim, foram definidos 17 objetivos e 169 metas globais interconectadas, a serem atingidos até 2030

Conheça mais sobre a Agenda 2030, acessando o link

Uma vez que os principais parâmetros da estratégia de ISP tenham sido definidos, o próximo passo é determinar a melhor maneira de implementar as iniciativas e alcançar os objetivos propostos Se é por meio de grantmaking (financiamento de outras iniciativas), cofinanciamento, parcerias com implementadores e/ou promoção de projetos próprios

Há prós e contras em qualquer que seja o modelo de implementação escolhido, e é importante que a organização esteja ciente do que cabe no orçamento e de qual modelo de atuação irá gerar o maior impacto positivo

MODELOS DE IMPLEMENTAÇÃO

Financiador (grantmaking)

O termo se refere a uma estratégia de atuação do campo da filantropia que envolve o repasse de recursos financeiros para organizações e projetos sociais que já existem Desta maneira, o investimento social amplia as fronteiras de atuação para além do entorno do financiador

Além de reduzir os custos financeiros e técnicos para as empresas e organizações financiadoras, a prática de grantmaking potencializa o ISP e o impacto social, porque a descentralização dos recursos passa a contemplar uma diversidade de causas e comunidades

A prática de grantmaking potencializa o ISP e o impacto social, porque a descentralização dos recursos passa a contemplar uma diversidade de causas e comunidades

INSPIRE-SE

Grantmaking no Instituto Ambikira

O instituto foi criado por instituições dos mercados financeiro, de seguros e de capitais e realiza investimentos sociais, sobretudo em educação e assistência social, por meio de grantmaking Ele representa um grupo relevante de investidores comprometidos com a filantropia profissional e eficiente, baseada em evidências A cada ano, é selecionado um conjunto de projetos sociais para investir, atuando em parceria com organizações sociais selecionadas com base em critérios de gestão, transparência e potencial de impacto

Saiba mais sobre essa história de sucesso aqui.

Cofinanciamento

Outra forma de uma empresa ser grantmaker é através da prática de cofinanciamento Ocorre quando diferentes organizações se unem para financiar projetos sociais em conjunto Esse modelo amplia o impacto social e permite que as empresas invistam em projetos robustos e sustentáveis sem assumir integralmente todos os custos

PRINCIPAIS MODELOS DE COFINANCIAMENTO

Parcerias empresariais

Empresas do mesmo setor ou com interesses comuns unem recursos para financiar um projeto social juntas

Matchingfunds

A empresa dobra ou multiplica as doações feitas por seus funcionários ou parceiros para uma causa específica

Fundos filantrópicos coletivos

Empresas e investidores contribuem para um fundo gerido por terceiros (como fundações) que distribui recursos para diferentes iniciativas sociais

Alianças público-privadas

Empresas e governos compartilham investimentos em projetos sociais de grande escala

Implementador (parceiro)

O parceiro implementador é uma organização externa, como uma ONG, contratada ou financiada pela empresa para executar projetos ou programas específicos A empresa define as demandas e objetivos do projeto, incluindo público-alvo e território, e o parceiro implementador é responsável por levar adiante a execução

INSPIRE-SE

O Programa Transformando Territórios

O Programa Transformando Territórios é uma iniciativa do IDIS financiada pela Charles Stewart Mott Foundation e pensada para fomentar a criação e o fortalecimento de institutos e fundações comunitárias no Brasil, com o engajamento de doadores e da sociedade civil, compartilhamento de conhecimento e apoio técnico

Ainda pouco conhecidos no Brasil, institutos e fundações comunitárias são associações que atuam em prol de um território geográfico delimitado, seja este um bairro, uma cidade ou uma região, com visão de longo prazo e buscando o impacto sistêmico para o desenvolvimento do local

Operador (projetos próprios)

Os projetos próprios se referem a iniciativas desenvolvidas e geridas diretamente pela empresa, sem a intermediação de parceiros externos Este modelo permite à empresa ter total controle e flexibilidade sobre o desenvolvimento da iniciativa, assegurando que estes estejam alinhados aos seus objetivos e demandas específicas

PARA FRIZAR

MODELOS DE IMPLEMENTAÇÃO DE ISP

Uma vez que os principais parâmetros da estratégia tenham sido definidos, o próximo passo é determinar a melhor maneira para implementá-los Essa é outra opção estratégica que é ditada por diferentes variáveis, tais como os objetivos da empresa, o horizonte de tempo do projeto, o orçamento e as características do contexto operacional local E porque diferentes modelos de implementação apresentam vantagens e desvantagens distintas (que podem prestar-se a um conjunto de objetivos e não a outros), é importante entender as várias opções

Financiador/cofinanciador

• Apoia financeiramente outras organizações que atuam na causa de interesse, o que pode limitar a customização e o controle dos programas e projetos

• É responsável pela gestão do investimento, incluindo análise, seleção, acompanhamento e avaliação dos projetos de terceiros

• Possui menor custo de estrutura e há possibilidade de maximização do retorno do investimento, por meio do apoio ao desenvolvimento institucional dos parceiros

• Esse modelo é atrativo para empresas que desejam maximizar o impacto social de seus recursos, mantendo um nível de risco mais controlado

• Complexidade: baixa

• Financiador/ empresa contrata ou doa para que parceiro implemente projeto ou programa concebido ou customizado a suas demandas e objetivos (público, território etc )

• Cria uma estrutura própria de atendimento, o que proporciona grande flexibilidade e controle total no desenvolvimento dos programas e projetos

• É responsável por prestar um serviço à sociedade, que será executado de maneira profissional

• Necessita de compromisso permanente e de longo prazo

• Possui maior custo de estrutura e requer uma gestão eficiente

• Neste modelo, a empresa tem a oportunidade de se aprofundar em causas específicas, fortalecendo seu vínculo com a comunidade e consolidando sua imagem institucional como agente de transformação social

• Complexidade: média

• Para adotar esse formato, é necessário ter uma estrutura interna robusta, com profissionais especializados e processos bem definidos para planejamento, execução e avaliação de impacto

• Complexidade: alta

Estruturas de Implementação

Conforme já falamos neste guia, o Investimento Social Privado pode ser praticado independente do porte da organização Seja um grande banco, ou uma pequena gestora, há formas e estruturas diferentes que permitem uma atuação mais responsável

Algumas organizações atuam a partir de um veículo filantrópico, os chamados Institutos ou Fundações Nesses casos, a empresa cria entidade legal separada e governada de forma independente da empresa mantenedora, mas que mantém laços estreitos com ela (participação na governança, alinhamento com o negócio, apoio financeiro etc )

Nível de maturidade e comprometimento com o ISP

. Doações mais estratégicas e planejadas, com orçamento pré-definido, gerenciadas por profissionais dedicados e de acordo com políticas pré-estabelecidas.

Apoio a causas filantrópicas por meio de uma entidade legal separada e governada de forma independente da empresa mantenedora, mas que mantém laços estreitos com ela (participação na governança, alinhamento o negócio e apoio financeiro).

Segregação de patrimônio com objetivo de gerar rendimentos que vão apoiar causas e/ou organizações definidas pela empresa de forma perene

Há outras organizações que optam por internalizar as demandas através de uma área ou equipe específica de responsabilidade social ou sustentabilidade Outras possibilidades envolvem o investimento em fundos filantrópicos, fundos temáticos, fundos territoriais, emergenciais, fundos patrimoniais e assim por diante

Práticas empresariais

SAIBA MAIS

Qual é a diferença entre os tipos de fundos filantrópicos?

INSPIRE-SE

Fundo Baobá para Equidade Racial

O Baobá – Fundo para Equidade Racial é o maior fundo patrimonial brasileiro gerido por pessoas negras Os recursos mobilizados pelo Fundo Baobá se destinam exclusivamente ao enfrentamento do racismo e à promoção da equidade racial no Brasil Até a publicação deste guia, o Baobá já tinha apoiado mais de 900 iniciativas que tiveram impacto direto em mais de 2,1 mil pessoas

APOIOU MAIS DE

4

ESCOLHA A INSTITUIÇÃO OU OS PROJETOS A SEREM APOIADOS (DUE DILIGENCE)

Definidos os três primeiros pontos, é hora de iniciar o processo de seleção das organizações e/ou projetos que serão apoiados Nesta etapa, além da definição de critérios claros para a seleção de projetos, uma atenção extra deve ser dada ao processo de due diligence, ou seja, a investigação e análise detalhadas feitas antes de tomar uma decisão importante

Nesse caso, o processo é utilizado para garantir que a organização escolhida seja transparente, eficiente e tenha impacto social real alinhado

com as expectativas da empresa

Certificar-se das conformidades legais e mitigar irregularidades ou riscos associados às doações são passos indispensáveis para promover ações de financiamento de projetos e organizações mais eficazes e seguras

Não existe uma forma única de realizar essas etapas, mas há alguns pontos importantes a serem considerados:

Alinhamento entre processo de seleção e estratégia de ISP: o ponto de partida é a estruturação de um processo alinhado com as estratégias de ISP do investidor, criando um modelo ético e transparente e, que, ao mesmo tempo, reflita o DNA organizacional Nesse momento é que precisam ser definidos códigos de conduta e ética e escolha das metodologias para identificação de riscos do aporte, prezando sempre pela transparência e alinhamento dos critérios de seleção a objetivos institucionais do investidor, com foco genuíno em ações que gerem benefício público

Critério

Conformidade legal e regulatória

Governança e estrutura de gestão

Prestação de contas e transparência

Reputação e histórico de atuação

Riscos reputacionais e de imagem

Fonte: IDIS

Documentações

exigidas para due diligence: definidas as políticas de investimento social privado da organização, ficará mais claro compreender quais documentações o beneficiado deverá enviar à empresa apoiadora Elas possuem pesos diferentes de importância a depender da prioridade da instituição financiadora, mas, em geral, avaliam-se os seguintes critérios:

Descrição

Por fim, mas não menos importante, no ISP é essencial considerar as especificidades das organizações beneficiadas, para que seja um processo de parceria entre empresa e organização social Durante o processo de seleção, é importante levar em conta as limitações financeiras e estruturais enfrentadas por OSCs menores para que o aporte seja possível

Essas práticas podem parecer desafiadoras, mas a troca de conhecimento e informações entre investidores sociais podem ser uma grande ajuda para quem está começando Uma dica é sempre consultar empresas e/ou instituições que já fazem investimentos sociais de forma regular, além de organizações do terceiro setor mais maduras que também podem apoiar em decisões importantes

Depois de todo esforço e dedicação para a realização de uma ação socioambiental, é fundamental saber se a intervenção gerou impactos positivos aos beneficiários, se cumpriu os objetivos, se gerou benefícios para a empresa e assim por diante Recomenda-se que, antes de começar algum projeto, já se definam quais são as metas a serem atingidas, quais indicadores que dirão se elas foram alcançadas ou não e quais processos integrarão a avaliação

O processo mostrará onde estão as fortalezas e onde há espaços para melhorias

Fomentar a cultura avaliativa é desejável para empresas nesse processo, uma vez que as práticas de monitoramento e avaliação do ISP podem ajudar no avanço na maneira como medem o sucesso de suas iniciativas e de suas contribuições para o desenvolvimento sustentável e a redução de riscos não financeiros

MONITORE E AVALIE OS RESULTADOS

Monitoramento x avaliação

O monitoramento é o processo de coleta de dados para acompanhar e controlar o processo de implementação de um projeto Os indicadores de monitoramento apontam comportamentos, variações e desvios cujas causas podem ser, em alguma medida, percebidas, ainda que não comprovadas, já que podem depender de uma pesquisa avaliativa específica

Já a avaliação geralmente ocorre ao final do projeto e é uma prática reflexiva que visa buscar evidências para identificar se uma iniciativa tem alcançado as transformações sociais que estabeleceu como objetivos Busca, com isso, elementos que possibilitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre a intervenção e seus impactos (inferência causal ou laços de causalidade), que por sua vez podem ser diferentes do inicialmente proposto pelo projeto

Nessa fase do projeto, algumas perguntas-chave podem apoiar na compreensão e construção da avaliação de um projeto, veja exemplos:

O projeto alcançou os objetivos propostos inicialmente?

Que tipo de mudanças foram geradas pela iniciativa?

Quanto tempo se estima que os efeitos das mudanças realizadas pelo projeto irão/poderão durar?

Foi possível perceber algum impacto do projeto no dia a dia dos beneficiários?

Que ajustes na TdM/na estratégia/ no planejamento podem impulsionar ainda mais mudanças positivas na implementação do projeto?

Indicadores

Outra dica importante é quanto aos tipos de indicadores que podem ser monitorados durante o acompanhamento e a avaliação de um projeto Os mais comuns são os indicadores de processo, indicadores de resultado e os próprios indicadores de impacto

Indicadores de processo

Executamos as atividades de forma eficiente e de acordo com o escopo e ritmo planejados?

• Número total de jovens inscritos

• Frequência de participação de jovens nas atividades implementadas

• Número de territórios atendidos

• Taxa de retenção (percentual de jovens que completam o programa em relação ao total de inscritos)

Indicadores de resultado

As atividades realizadas alcançaram o efeito esperado e a amplitude e o alcance pretendidos?

• Número de alunos certificados

• Percentual de jovens que conseguiram emprego na área de formação dentro de um período específico após a conclusão do curso

• Nível de Satisfação dos Participantes: avaliação da satisfação dos jovens com o curso, medido por meio de questionários ou entrevistas

Indicadores de impacto

Houve transformação social, econômica ou ambiental provocada pelos resultados alcançados?

• Variação na renda dos participantes após conclusão do programa, em comparação com a renda anterior

• Feedback de empregadores: avaliação da performance dos jovens formados por empregadores que os contratam, medindo adequação das habilidades adquiridas às necessidades do mercado

Os indicadores de processo, resultado e impacto são complementares Todos são fundamentais para a gestão do programa e cada um tem a sua função

Fonte: IDIS

SAIBA MAIS

Como saber se a organização possui cultura avaliativa?

Uma organização com uma cultura avaliativa forte é aquela que busca evidências sobre o que está alcançando, através do monitoramento e da avaliação; usa informações de resultados para desafiar e apoiar o que está fazendo, valoriza sinceridade, desafio e diálogo genuíno Além disso, é aquela que está engajada na aprendizagem baseada em evidências e arranja tempo para aprender de forma estruturada, aprende com os erros e incentiva o compartilhamento de conhecimento, a experimentação e a mudança Saiba como criar uma cultura avaliativa nas organizações neste material do GIFE.

CONVIDE OUTROS PARES PARA A AÇÃO

Um projeto social é uma iniciativa que desperta entusiasmo entre todos os envolvidos, pois abrange uma ampla variedade de stakeholders significativos, como a equipe interna, fornecedores, parceiros, clientes, investidores e a comunidade, entre outros Dessa forma, o investimento social mobiliza diversos públicos relevantes para a organização, permitindo que todos participem ativamente da ação

Além disso, os mercados financeiro, de seguros e de capitais possuem uma capilaridade e influência extremamente relevantes no país

APROFUNDE-SE

Desta forma, pode se posicionar como exemplo para outros pares e organizações de outros setores, incentivando um olhar cuidadoso para o ISP como parte importante da atuação de uma empresa

Outra forma eficaz de ampliar o impacto de um projeto social é o coinvestimento, que envolve a parceria com outras empresas, investidores ou organizações que contribuem financeiramente para uma causa A prática permite que o projeto tenha um orçamento mais robusto, facilitando a expansão de suas ações e alcançando um público ainda maior

VOLUNTARIADO

O voluntariado empresarial é caracterizado pela relação de ganha-ganha, na qual a empresa amplia o engajamento de seus colaboradores e abre frentes de capacitação prática a eles; o profissional vivencia maior realização e senso de propósito, ao mesmo tempo que tem a chance de desenvolver novas habilidades Os beneficiários são fortalecidos em capacidades tão diversas quanto o leque de ações implementadas Confira neste artigo do IDIS algumas razões pelas quais vale a pena investir nessa prática

PARA FRIZAR

PONTOS BÁSICOS PARA ESTRUTURAR SUA ATUAÇÃO DE INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO

Neste capítulo, exploramos as principais metodologias aplicadas ao ISP, destacando abordagens estratégicas para maximizar o impacto social e garantir a eficácia dos investimentos Foram apresentadas técnicas de planejamento, implementação e monitoramento, além de ferramentas para mensurar resultados e avaliar o retorno social dos projetos Como vimos, o ISP alinhado ao negócio maximiza o impacto social, ambiental e/ou climático e, para implementar essa estratégia na empresa, é necessário seguir alguns passos:

Definir o foco do investimento social

• Avalie onde a empresa pode contribuir mais significativamente (negócio, cadeia de stakeholders, temas materiais ou não materiais)

Conhecer o problema que se quer resolver

• Entenda os desafios e contextos das comunidades e territórios onde a empresa deseja atuar

• Consulte especialistas, colaboradores e associações relevantes para uma análise profunda e contextualizada

Escolher a organização social ou projetos a serem apoiados

• É importante haver um alinhamento entre processo de seleção e estratégia de ISP da empresa, com foco genuíno em ações que gerem benefício público

• Defina quais documentações serão essenciais para que a organização possa receber recursos da empresa, definindo pesos diferentes para cada tipo a depender das prioridades da instituição

Escolher a estrutura de implementação

• Decida entre criar um projeto do zero, financiar iniciativas existentes (grantmaking) ou colaborar com parceiros implementadores

• Analise os prós e contras, considerando orçamento e impacto potencial

Monitorar e avaliar resultados

• Estabeleça indicadores claros para medir o impacto das iniciativas

• Use ferramentas como a Matriz de Materialidade para definir e acompanhar prioridades

Engajar e convocar parceiros

• Promova colaboração com outras empresas e instituições para amplificar o impacto

• Crie eventos, rodas de diálogo e estratégias de comunicação para engajar stakeholders

Dicas de ferramentas para implementar o ISP com sucesso:

• Teoria da Mudança: apoia na maior compreensão das relações causais do projeto ou programa em questão, trazendo um resumo dos públicos-alvo que foram beneficiados pela iniciativa, das atividades que foram realizadas, dos impactos que se espera gerar e do objetivo estratégico a ser alcançado

• Matriz de Materialidade: mapeia temas prioritários e estratégicos para a empresa, guiando a alocação de recursos e estratégias

INSPIRE-SE

Instituição que pratica grantmaking, apoiando projetos sociais com foco em educação e assistência social, gerando impacto com base em evidências

Maior fundo patrimonial brasileiro gerido por pessoas negras Os recursos mobilizados pelo Fundo Baobá se destinam exclusivamente ao enfrentamento do racismo e à promoção da equidade racial no Brasil

SOCIAL

Responsável pelo investimento social privado da B3, atua exclusivamente como grantmaker, apoiando projetos que promovem melhorias sistêmicas na educação pública

Tópicos de ISP aderentes aos mercados financeiro, de seguros e de capitais

TÓPICOS DE ISP ADERENTES AOS MERCADOS FINANCEIRO, DE SEGUROS E DE CAPITAIS

Parcerias de sucesso mostram como as empresas podem fortalecer suas iniciativas de ISP e oferecem uma visão de como as organizações sociais podem contar com as corporações para gerar impactos positivos e sustentáveis nas comunidades.

Conforme já citado neste guia, há uma vasta variedade de temáticas e tópicos os quais a empresa pode escolher para guiar sua atuação no ISP Para enriquecer a atuação e as doações dos mercados financeiro, de seguros e de capitais, selecionamos quatro temas que aparecem com maior frequência e relevância no setor

É importante relembrar que esse

não precisa (ou deve) ser o único caminho a ser considerado O crucial é que o posicionamento da empresa esteja alinhado com os objetivos de onde se deseja chegar com as ações filantrópicas Os tópicos são, porém, a seleção de exemplos do que já vem sendo feito por importantes pares e do que pode servir de inspiração e motivação para tirar as ações de ISP do papel

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Imagine uma realidade em que quase metade dos brasileiros não tem controle sobre suas finanças Uma pesquisa da SPC Brasil revela que 48% dos brasileiros não monitoram seus orçamentos financeiros

Outro dado da Serasa revela que 25% da população negativada está na faixa etária entre 18 e 25 anos Paralelamente, uma pesquisa realizada em 2023 pela ANBIMA em parceria com o Datafolha mostra que apenas 37% da população brasileira investe em produtos financeiros A caderneta de poupança continua sendo o principal investimento do brasileiro Em 2023, 25% da população total investia no instrumento Considerando apenas a

população investidora, esse percentual é de 68%

A situação levanta uma questão: como é possível desenvolver uma geração apta a tomar decisões financeiras conscientes e sustentáveis? Para além disso, uma vez implementada, como é possível avaliar e aprimorar um projeto que busque solucionar esse problema?

Garantir que a população brasileira saiba lidar com o próprio dinheiro e gere capacidade de poupança é fundamental para a estabilidade dos mercados financeiro, de seguros e de capitais Por isso, essa é outra temática que adere ao mercado e a que você pode ficar atento

2023

dos brasileiros não controlam seus orçamentos financeiros 48%

Brasil

da população brasileira investe em produtos financeiros 37%

da população negativada está na faixa etária entre 18 e 25 anos 25%

da população total investe na caderneta de poupança, considerada o principal investimento do brasileiro 25%

Considerando apenas a população investidora, esse percentual é de 68%

SPC
Serasa

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Como Investir em Você

O programa ‘Como Investir em Você’ foi criado pela ANBIMA como uma iniciativa educacional cujo propósito é incentivar a melhoria da relação de universitários com dinheiro, consumo e investimentos, a partir da oferta de uma trilha formativa gratuita, em modalidade EAD, composta dos cursos: “Organização Pessoal”; “Planeje sua Liberdade” e “Conquiste sua Liberdade” Desde sua criação em 2014, o programa já alcançou mais de 140 mil inscritos, com mais de 50 mil alunos concluintes Acesse o link para saber mais

Finanças em jogo

É um jogo de tabuleiro criado pela ANBIMA com a missão de falar de educação financeira aos jovens brasileiros de forma leve e divertida, levando em consideração a metodologia educacional já utilizada pela própria organização Cada participante percorre caminhos da consciência, do equilíbrio e da tranquilidade e aprendem a cuidar do próprio dinheiro de forma lúdica

Meu Bolso em Dia – Febraban

Meu Bolso em Dia é o programa de educação financeira da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) Em 2019, a Febraban firmou um Acordo de Cooperação com o Banco Central do Brasil, para promover iniciativas de educação financeira no país Dessa parceria foi desenvolvida a Plataforma

Meu Bolso em Dia, que oferece cursos gratuitos, personalizados com o perfil do usuário e acessíveis a toda a população, com informações sobre como sair das dívidas, organizar as finanças pessoais e familiar e como poupar Disponibiliza ferramentas gratuitas, como planilhas de controle de gastos, simulador de sonhos e a calculadora álcool x gasolina A plataforma já conta com mais de 250 mil usuários, e mais de 103 mil cursos já foram realizados

Indice de Saúde Financeira - Febraban

O I-SFB (Índice de Saúde Financeira do Brasileiro) é uma ferramenta desenvolvida pela Febraban, em cooperação com o Banco Central do Brasil, para avaliar a saúde financeira dos cidadãos O I-SFB mede a saúde financeira das pessoas em uma escala de 0 a 100 pontos e, de acordo com a pontuação, classifica cada indivíduo em uma das sete faixas (ou níveis) que o compõem Com base nesse diagnóstico, os cidadãos conseguem identificar as áreas que podem melhorar em sua vida financeira, como segurança, habilidade, liberdade e comportamento

Em 2024, a saúde financeira média do brasileiro atingiu 56,7 pontos, a maior pontuação dos últimos três anos, refletindo um avanço no bem-estar financeiro da população

Para saber mais e calcular seu próprio índice, visite o site oficial da Febraban O I-SFB é uma ferramenta simples, confiável e disponível gratuitamente para todos

Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef)

A iniciativa, parceria da B3 e STN com apoio do Banco Central e MEC, tem como objetivo promover e estimular o conhecimento sobre finanças pessoais, investimentos e economia entre estudantes da educação básica, com foco em escolas públicas A jornada é composta de uma trilha de formação de professores, planos de aula, caderno digital do aluno, simulado e prova A primeira edição foi voltada para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio, contando com a participação de 6 560 escolas e mais de 540 mil alunos

Do total de escolas participantes, 90% são escolas públicas e 48% de todos os municípios do Brasil já foram atingidos

A iniciativa é 100% gratuita para escolas públicas e particulares e em 2024 mais de 61 mil alunos receberam medalhas de ouro, prata, bronze e honra ao mérito A partir de 2025, a Olitef vai incorporar o 2º e 3º anos do ensino médio às olimpíadas As provas de 2025 acontecem em 09/09, e mais informações podem ser encontradas aqui

‘CHATGPT’ de educação financeira

Em parceria com a Microsoft, a B3 desenvolveu o ‘ChatGPT’ de educação financeira, uma ferramenta que permite, por meio da interação com o usuário, prover informações confiáveis e imparciais que facilitam a jornada das pessoas interessadas em temas que vão de organização financeira e finanças pessoais a investimentos O ChatGPT de educação financeira está disponível no site do Bora Investir, no site, e sua utilização é 100% gratuita

Plataforma de educação financeira

Criada para ajudar as pessoas físicas na jornada de aprendizado pelo universo de investimentos, a plataforma de educação financeira conta com mais de 150 cursos e 500 conteúdos desenvolvidos pela B3 e seus parceiros Os cursos são organizados de forma a abranger desde conceitos básicos de finanças pessoais, primeiros passos para investir até conteúdos avançados, destinados a profissionais de mercado A plataforma é 100% gratuita e pode ser acessada pelo link

Encontre Seu Seguro

A plataforma Encontre Seu Seguro permite a comparação entre produtos de seguro, previdência complementar aberta e capitalização oferecidos pelas empresas e direciona o consumidor aos seus canais de atendimento A ferramenta pode ser acessado gratuitamente aqui

Glossário do Seguro

No Glossário do Seguro, o consumidor pode conhecer os principais conceitos do setor e detalhes sobre as principais características de cada tipo de seguro, as suas coberturas principais e adicionais, os riscos excluídos, a amplitude de capitais segurados, as formas de contratação e muito mais O material pode ser acessado por meio do link

Seguros pra Gente

Com objetivo de democratizar o acesso ao seguro, a Confederação Nacional das Seguradoras escalou influenciadores digitais de diversas regiões do Brasil para falar sobre a importância dos produtos de seguro, previdência aberta, saúde suplementar e capitalização em linguagem acessível O projeto visa ampliar a educação financeira da população brasileira, ao prestar serviço e informar a sociedade que existe um produto de seguro para cada necessidade e que planejamento financeiro e proteção são fundamentais no dia a dia das pessoas As principais publicações relacionadas estão disponíveis no site

EMPREENDEDORISMO E FORMAÇÃO PARA O MERCADO DE TRABALHO

Se por um lado o número de pequenos negócios no Brasil cresceu 19% entre 2021 e 2023 de acordo com o Sebrae, por outro, o Brasil possui 27% da sua população entre 15 e 29 anos que não têm oportunidade de formação acadêmica e/ou emprego, de acordo com o estudo

‘O Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes no Brasil’

Entre os desafios para a inclusão produtiva e o empreendedorismo estão as responsabilidades domésticas precoces, a baixa inclusão digital e a insegurança física e alimentar Esses desafios acentuam as desigualdades entre populações já vulnerabilizadas, como mulheres e negros

Garantir a inclusão produtiva e o empreendedorismo é uma tarefa complexa, e o mercado de capitais, pelo seu papel estratégico no desenvolvimento econômico, pode ajudar a destravar soluções envolvendo diversos atores

da população brasileira entre 15 e 29 anos não têm oportunidade de formação acadêmica e/ ou emprego

de crescimento dos pequenos negócios no Brasil entre 2021 e 2023

Sebrae
‘O Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes no Brasil’

EMPREENDEDORISMO E FORMAÇÃO PARA MERCADO DE TRABALHO

Instituto PROA

Dezenas de empresas e pessoas físicas

apoiam o Instituto PROA em sua missão de capacitar e inserir jovens de baixa renda de escolas públicas no mercado de trabalho

Já foram impactados mais de 70 mil jovens em 12 estados do Brasil Com o apoio aos projetos PROPROFISSÃO e Plataforma

PROA, a organização busca transformar a realidade socioeconômica do país por meio da empregabilidade juvenil Os resultados são notáveis, com 83% dos jovens formados empregados, apenas 2% de evasão e uma presença de 97% nos programas Conheça mais sobre o Instituto aqui

Hub Periférico

O Hub Periférico é um Centro de Ciência, Inovação e Sustentabilidade que visa transformar vulnerabilidades em oportunidades, cocriando tecnologias para comunidades periféricas O Hub oferece cursos de empreendedorismo, letramento digital, acesso a microcrédito e suporte a startups, promovendo a integração da população vulnerável no ambiente digital Saiba mais sobre a iniciativa aqui

Aliança Empreendedora

A partir do apoio de investidores sociais – seja no compartilhamento de recursos ou por meio de um apoio institucional –, a Aliança Empreendedora capacita e apoia microempreendedores em vulnerabilidade econômica em todo o Brasil, além de realizar pesquisas e consultoria para empresas na cocriação de produtos e serviços sociais

A organização já impactou mais de 140 mil empreendedores e conta com 134 parcerias em todo o país, com mais de 271 projetos cocriados Conheça mais sobre a Aliança Empreendedora aqui

Somamos

O Somamos é a rede de inclusão pela diversidade da Febraban Foi concebido de forma colaborativa por bancos associados, instituições e empresas parceiras, em 2018, com o objetivo de desenvolver capacitação profissional e mentoria para pessoas subrepresentadas, como negras e negros, LGBTQIAPN+, PCDs, pessoas de baixa renda, mulheres e pessoas em vulnerabilidade social O foco é inclusão, permanência e encarreiramento no mercado de trabalho, especialmente no setor financeiro O programa oferece trilhas formativas, certificações para áreas de negócios das instituições financeiras e para a área de tecnologia juntamente com o Laboratório de Segurança Cibernética da Febraban Além disso, o escopo é amplo, focando o desenvolvimento pessoal e de carreira com competências socioemocionais As pessoas são vistas e tratadas em sua singularidade, com acompanhamentos individuais de três formatos de mentorias:

Finanças pessoais

Formativo-terapêutico

Mentoria com profissionais voluntários do mercado

Desde sua criação, o Somamos já formou mais de 700 pessoas em 12 estados, com uma taxa de satisfação de 98,5% e uma média de aprovação de 75% na certificação CPA10, que é superior à média de mercado, de 53%

Acompanhamos de perto também as taxas de evasão, atualmente em 20%, e de empregabilidade após a formação, que é de 60%

Objetivo de Contribuir para o Encarreiramento

A Febraban Educação incorporou uma política de acesso gratuito aos cursos e às certificações do Instituto para os alunos formados no Somamos, com o objetivo de acelerar suas carreiras

Na prática, as pessoas que se formaram nos programas do Somamos têm direito a realizar novas formações dentro do Instituto ao longo de sua jornada profissional

Acreditamos que é importante romper com a lógica de chances únicas, que muitas vezes alimenta o racismo

Informações no site e no vídeo

Programadores do Futuro

O projeto Programadores do Futuro foi desenvolvido em parceria com a ONG Generation, o projeto é estruturado para preparar e apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica para que possam ingressar em carreiras que, de outra forma, seriam inacessíveis a elas, contribuindo para a mobilidade socioeconômica e a redução de desigualdades

Atuários do Futuro

O projeto Atuários do Futuro está sendo realizado em parceria com a Prudential, no Rio de Janeiro, e com a UNIFESP, em São Paulo, ele busca contribuir para que alunos em situação de vulnerabilidade ingressem, permaneçam e concluam seus estudos em nível superior no curso de Ciências Atuarias Além disso, visa fortalecer a imagem reputacional do setor, contribuindo para a inclusão, a redução de desigualdades e para demandas de qualificação

Think Tank em Seguros

Em parceria com o IBMEC, o projeto Think Tank em Seguros Privados congrega iniciativas em quatro frentes principais: escolas, graduação, pós-graduação e pesquisa, ampliando a já exitosa cooperação técnica e acadêmica entre Ibmec e CNseg, que vem desde 2021 Além de fazer a ponte entre o conhecimento acadêmico/científico e as práticas do mercado de seguros, o think tank pretende desenvolver pesquisas, produzir análises conjunturais e gerar recomendações baseadas em evidências

Saiba sobre os três programas aqui

DIVERSIDADE, EQUIDADE E INCLUSÃO

O panorama da diversidade e inclusão no mercado de capitais tem avançado nos últimos anos, embora ainda existam áreas que podem ser aprimoradas Essa é uma questão que merece atenção tanto por parte dos colaboradores e líderes internos quanto do público externo

Segundo estudos da própria ANBIMA, D&I é considerado importante para os agentes do mercado de capitais, entretanto 2/3 do mercado não estão engajados no tema O mesmo estudo demonstra que falta conexão entre

compromissos de D&I e metas e indicadores, dado que apenas 24% têm metas e 35% as mensuram

Este tópico é frequentemente apontado como material para o mercado de capitais em referências do setor, como o Sustainability Accounting Standards Board - SASB Materiality Map e Anexo ASG da B3

O caminho pela frente é longo, mas existem diversas iniciativas inspiradoras que podem ser essa chave de virada

SAIBA MAIS

• Guia para Transparência em Diversidade nas Empresas Brasileiras do LAB (Laboratório de Inovação Financeira), elaborado em parceria com a ANBIMA e a Goldenberg Diversidade & Inclusão

• Guia de Diversidade, Equidade e Inclusão da B3

• Guia Censo B3: mapeando a diversidade nas empresas

INSPIRE-SE

DIVERSIDADE E INCLUSÃO

Pacto de Promoção da Equidade Racial

O Pacto de Promoção da Equidade Racial é uma iniciativa que coloca a equidade racial no centro das discussões econômicas no Brasil Com a proposta de implementar um Protocolo ESG Racial, o Pacto busca mobilizar grandes empresas nacionais e multinacionais, além de toda a sociedade civil, para se comprometerem ativamente com a construção de um futuro mais justo e inclusivo Ao apoiar e aderir à iniciativa, a empresa contribui para integrar a questão racial às estratégias de sustentabilidade e governança corporativa, promovendo um debate essencial para o desenvolvimento econômico do país e garantindo que diversidade e inclusão sejam prioridades nas organizações A ANBIMA é uma das apoiadoras da iniciativa e incentiva seus associados a considerarem a adesão Conheça mais e faça parte dessa mudança acessando aqui

Micro certificação ESG e a pauta racial – ANBIMA Edu Compartilhar conhecimentos também é um caminho para atuação dos investidores sociais A ANBIMA lançou, em parceria com o Pacto para a Equidade Racial, o curso ESG e a pauta racial, disponível na plataforma educacional ANBIMA Edu O alinhamento da agenda ESG com tópicos raciais depende de uma análise do contexto histórico e social do Brasil, e por meio desse curso, espera-se que agentes do mercado de capitais façam parte da transformação por um futuro mais justo e igualitário

Programa Young Women Summit by Fin4She

Investidores sociais podem apoiar por meio da validação de iniciativas já existentes O Programa Young Women Summit é uma iniciativa de capacitação gratuita voltada para desenvolver jovens mulheres negras nos mercados financeiro, de seguros e de capitais e oferece oportunidades de networking com profissionais experientes, além de promover o desenvolvimento de habilidades técnicas e interpessoais por meio de workshops e treinamentos práticos As participantes recebem educação financeira desde os estágios iniciais da carreira, construindo uma base sólida para o futuro, com acesso gratuito à Certificação ANBIMA Saiba mais sobre o programa aqui

Novas

lideranças

negras na Filantropia | Gife e Pipa

Iniciativa do GIFE, associação de investidores sociais no Brasil, e da Iniciativa PIPA voltada para capacitar novas lideranças na Filantropia e no Investimento Social Privado no Brasil, o programa visa promover debates que contribuam para a produção de conhecimento e a troca de experiências entre especialistas, abrangendo temas como decolonialidade, justiça social e Investimento Social Privado O programa é exclusivo para pessoas negras, incentivando a participação de indivíduos oriundos de periferias, LGBTQIA+ e com deficiência Ao incentivar o modelo de iniciativa, os investidores sociais incentivam uma filantropia mais diversa e efetiva Confira mais informações sobre a iniciativa aqui

Ação conectada: Coleção Palavras que transformam

Pensando em contribuir na promoção de ambientes saudáveis e acolhedores para as pessoas formadas no Somamos, foi criada a coleção Palavras que Transformam - Um Convite para a Comunicação Inclusiva e Empática, que tem como objetivo promover mais consciência sobre o uso da linguagem a fim de provocar reflexão e evitar o uso de estereótipos e preconceitos Os guias oferecem dicas para construir diálogos respeitosos, identificar e combater vieses inconscientes e quebrar ciclos de falas ofensivas

O fascículo introdutório aborda comunicação inclusiva, enquanto o segundo foca o antirracismo, oferecendo conceitos e reflexões sobre racismo e orientações para uma comunicação eficiente em diversos contextos sociais, especialmente no mundo corporativo

A coleção foi feita de forma colaborativa pelas pessoas conectadas à rede Somamos, incluindo instituições, docentes, mentores voluntários, bancários e alunas e alunos formados no programa, destacando os apoiadoras: Abecs, Universidade Zumbi dos Palmares e Pacto de Promoção da Equidade Racial Os lançamentos dos fascículos acontecem todos os anos, desde 2023, na Febraban Tech, maior evento de tecnologia e inovação financeira da América Latina, com mais de 3 mil guias distribuídos e o QR code disponível para compartilhamento

Confira a terceira edição, sobre etarismo

Antietarismo

Cartilha de Boas Práticas sobre Diversidade no Setor Segurador

Elaborada pela CNseg com apoio das Federações associadas que compõem o mercado segurador, a Cartilha de Boas Práticas para a Diversidade tem como objetivo orientar e incentivar empresas do setor a adotarem medidas concretas para promoção da diversidade e inclusão em seus ambientes organizacionais A publicação apresenta conceitos fundamentais, exemplos de ações afirmativas e sugestões de indicadores para monitoramento dos avanços, abordando temas como equidade de gênero, raça, orientação sexual e pessoas com deficiência Ao apoiar a iniciativa, o setor reafirma seu compromisso com a construção de um ambiente mais plural, justo e representativo Confira mais informações sobre a cartilha aqui

Guia Nome Social

O Guia Nome Social, elaborado pela CNseg com apoio das federações e associadas do mercado segurador, tem como finalidade apoiar as empresas do setor segurador na adoção de práticas respeitosas e inclusivas voltadas às pessoas transgênero e travestis A publicação apresenta oriwentações sobre o uso do nome social em documentos, sistemas e no atendimento ao público, promovendo o reconhecimento da identidade de gênero como um direito fundamental A iniciativa contribui para a criação de um ambiente mais acolhedor, reforçando o compromisso do setor com os princípios de diversidade, equidade e respeito Confira mais informações sobre o guia aqui

FILANTROPIA EMERGENCIAL

Entre janeiro de 2013 e abril de 2022, os desastres naturais causaram R$ 341,3 bilhões em prejuízos em todo o Brasil, isso é o que dizem os dados de um levantamento realizado pela CNM (Confederação

Nacional de Municípios) O estudo demonstra, também, que, apenas nos primeiros três meses de 2022, cerca de 8 milhões de brasileiros já foram afetados por algum tipo de catástrofe ambiental

Em tempos de múltiplas crises climáticas, em que os desafios a serem solucionados interagem entre si, estarmos preparados para situações emergenciais mais rápida e ativamente é outro ponto que se destaca dentre os tópicos aderentes ao mercado de capitais

Afinal, a urgência exige ação

Guia para o enfrentamento às emergências climáticas: estratégias de colaboração público e privada

SAIBA MAIS

FILANTROPIA EMERGENCIAL

Campanha Segunda Chamada

Buscando amenizar os impactos das enchentes que devastaram municípios no Rio Grande do Sul, a B3 Social, o Instituto Ultra e o Itaú lançaram a Campanha

Segunda Chamada A iniciativa de coinvestimento entre empresas em prol de um causa emergencial buscou reconstruir escolas na cidade de Canoas, a terceira mais populosa do estado gaúcho e uma das mais afetadas pelas chuvas Foram arrecadados cerca de R$ 2 milhões, beneficiando mais de 14 mil alunos

Febraban – atuação do bancário na pandemia Covid-19

A pandemia de Covid-19 intensificou a ação dos bancos O sistema financeiro foi o setor que mais doou para ações de combate à covid-19, cerca de R$ 1,8 bilhão distribuídos em entre 42 doadores distintos (dados de 2021) Destes, R$ 381 milhões foram direcionados diretamente aos Institutos Butantan e Oswaldo Cruz, destinados aos esforços de vacinação

Ainda foram mobilizados R$ 3,86 milhões pelo setor bancário ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para suporte à realização das eleições municipais no ano de 2020, com a doação e distribuição de “kits covid” a todas as seções eleitorais no território nacional

Estima-se que 28% de todas as doações realizadas para a causa vieram do setor bancário

“A solidariedade foi um valor que fez muita diferença na pandemia”, comentou Isaac Sydney – presidente da Febraban

A solidariedade foi um valor que fez muita diferença na pandemia. Isaac Sydney Presidente da Febraban

Diante de um dos cenários mais adversos da história recente do Brasil e do mundo, o setor de seguros não mediu esforços para apoiar a população por meio de ações de solidariedade e da continuidade da prestação de serviços

Em um momento tão desafiador, as seguradoras, excepcionalmente, renunciaram à cláusula contratual de exclusão de coberturas por morte decorrente de pandemia e, entre abril de 2020 e novembro de 2021, foram pagos R$ 5,7 bilhões em indenizações por mortes ocasionadas pela Covid-19 Em um contexto de crise sanitária, o setor permaneceu comprometido com o seu papel social, necessário para a resiliência das pessoas, famílias, empresas e para a economia

Fundo Comunitário Porto de Todos

Somando esforços entre os investidores sociais e a sociedade civil organizada, a Fundação Gerações, recentemente, criou o Fundo Comunitário Porto de Todos, o primeiro fundo comunitário de Porto Alegre e Região Metropolitana, no Rio Grande do Sul Com a iniciativa, espera-se incentivar o protagonismo local e facilitar o acesso a recursos para que iniciativas inovadoras, de base comunitária, ganhem força capaz de gerar impactos positivos nas comunidades onde se inserem Saiba mais sobre essa iniciativa aqui

Em um momento tão desafiador, as seguradoras, excepcionalmente, RENUNCIARAM à cláusula contratual de exclusão de coberturas por morte decorrente de pandemia.

SAIBA MAIS

Os indicadores da generosidade no mundo

O World Giving Index 2023, produzido pela CAF (Charities Aid Foundation), revelou um panorama abrangente sobre a generosidade global, destacando Indonésia, Ucrânia e Quênia como líderes Este índice, que entrevistou milhões de pessoas em 142 países, investiga três principais formas de doação: ajuda a desconhecidos, doação em dinheiro e trabalho voluntário Apesar da queda do Brasil para a 89ª posição, com reduções em todos os indicadores, o índice demonstra a resiliência e a capacidade de adaptação das pessoas em responder a crises globais Confira o estudo completo aqui

Parceria com o Instituto Ação pela Paz

A parceria firmada entre a CNseg e o Instituto Ação pela Paz, desde a sua fundação, tem como foco a promoção da reintegração social de pessoas egressas do sistema prisional, por meio de ações voltadas à empregabilidade e à inclusão no mercado de trabalho A iniciativa busca sensibilizar empresas do setor segurador sobre a importância da redução do estigma e da ampliação de oportunidades para grupos historicamente marginalizados Ao apoiar o projeto, o setor reforça seu compromisso com a justiça social, os direitos humanos e a construção de uma sociedade mais inclusiva Além disso, seguros e segurança geram um ciclo virtuoso, proporcionando uma sociedade mais protegida e um país mais forte

REFERÊNCIAS

ALIANÇA EMPREENDEDORA Disponível em: https://aliancaempreendedora.org.br/sobrenos/ Acesso em: 15 out 2024

AMBIKIRA Disponível em: https://ambikira.org.br/ Acesso em: 15 out 2024

ANBIMA Desempenho do Ano - Relatório Anual 2023 Disponível em: https://www. anbima.com.br/relatorioanual/2023/desempenho-do-ano.html Acesso em: 15 out 2024

ANBIMA Entenda o mercado financeiro Disponível em: https://cursos.anbima.com.br/ detalhes-item/63f8b611a6c592001286280f/Entenda%20o%20mercado%20financeiro Acesso em: 15 out 2024

B3 B3 lança guia para orientar empresas sobre as melhores práticas em diversidade e inclusão Disponível em: https://www.b3.com.br/pt_br/noticias/b3-lanca-guia-paraorientar-empresas-sobre-as-melhores-praticas-em-diversidade-e-inclusao.htm Acesso em: 3 fev 2025

B3 CVM aprova medidas propostas pela B3 para aumentar diversidade em diretoria e conselhos de administração de empresas listadas Disponível em: https://www.b3.com.br/ pt_br/noticias/cvm-aprova-medidas-propostas-pela-b3-para-aumentar-diversidade-emdiretoria-e-conselhos-de-administracao-de-empresas-listadas.htm Acesso em: 3 fev 2025

B3 Guia B3 de Sustentabilidade ASG Disponível em: https://www.b3.com.br/data/files/ C9/27/46/11/220838101E311E28AC094EA8/Guia_B3_Sustentabilidade_ASG_v2209_ VF.pdf Acesso em: 3 fev 2025

B3 Guia CENSO B3: mapeando a diversidade nas empresas Disponível em: https://www. b3.com.br/data/files/9B/C6/72/76/464809105FE89209AC094EA8/iO_locomotiva_ GuiaCENSO%20B3%20-%20Mapeando%20a%20Diversidade%20nas%20Empresas_0803. pdf Acesso em: 3 fev 2025

B CORPORATION Disponível em: https://www.bcorporation.net/en-us/ Acesso em: 15 out 2024

BISC Guia para o enfrentamento às emergências climáticas: estratégias de colaboração público e privada Disponível em: https://bisc.org.br/download/guia-para-oenfrentamento-as-emergencias-climaticas-estrategias-de-colaboracao-publico-e-privada/ Acesso em: 3 fev 2025

CAPTA Estrutura do projeto: Indicadores Disponível em: https://capta.org.br/estruturado-projeto/indicadores/ Acesso em: 15 out 2024

CDSB Disponível em: https://www.cdsb.net/ Acesso em: 15 out 2024

EDELMAN Edelman Trust Barometer 2022 Disponível em: https://www.edelman.com.br/ edelman-trust-barometer-2022 Acesso em: 15 out 2024

FUNDAÇÃO GERAÇÕES Fundo Comunitário Porto de Todos Disponível em: https:// fundacaogeracoes.org.br/fundo-comunitario-porto-de-todos/ Acesso em: 15 out 2024

FIN4SHE Young Women Summit Disponível em: https://www.fin4she.com.br/ youngwomensummit Acesso em: 15 out 2024

HUB PERIFÉRICO Disponível em: https://www.instagram.com/hub.periferico/?locale=es_ US Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) Como definir o foco do investimento social corporativo Disponível em: https://www.idis.org.br/como-definir-o-foco-doinvestimento-social-corporativo/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) Fundos filantrópicos: o que são, tipos e como diferenciá-los Disponível em: https://www.idis.org.br/fundos-filantropicoso-que-sao-tipos-e-como-diferencia-los/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) O que são ODS e o que eles têm a ver com impacto social Disponível em: https://www.idis.org.br/o-que-sao-ods-e-o-queeles-tem-a-ver-com-impacto-social/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) O que é Investimento Social Privado Disponível em: https://www.idis.org.br/o-que-e-investimento-social-privado/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) Publicações IDIS: Avaliação de impacto social - metodologias e reflexões Disponível em: https://www.idis.org.br/ publicacoesidis/avaliacao-de-impacto-social-metodologias-e-reflexoes/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) Publicações IDIS: Fundos Patrimoniais Filantrópicos - sustentabilidade para causas e organizações Disponível em: https://www.idis.org.br/publicacoesidis/fundos-patrimoniais-filantropicossustentabilidade-para-causas-e-organizacoes/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) Série: O Investimento Social Privado e agenda ESG - sinergias e aprendizados Disponível em: https://www.idis.org.br/ serie-o-investimento-social-privado-e-agenda-esg-sinergias-e-aprendizados/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL (IDIS) Sustentabilidade: a construção de uma nova gestão para empresas Disponível em: https://www.idis.org.br/wp-content/ uploads/2014/05/NotaTecnica_Sustentabilidade.pdf Acesso em: 15 out 2024

GIFE Novas Lideranças Negras na Filantropia Disponível em: https://gife.org.br/ novasliderancasnegrasnafilantropia/ Acesso em: 15 out 2024

GIFE B3 Social, Instituto Ultra e Santander lançam campanha em apoio a escolas atingidas por enchentes no RS Disponível em: https://gife.org.br/b3-social-institutoultra-e-santander-lancam-campanha-em-apoio-a-escolas-atingidas-por-enchentes-no-rs/ Acesso em: 15 out 2024

GLOBAL REPORTING INITIATIVE (GRI) Disponível em: https://www.globalreporting.org/ Acesso em: 15 out 2024

HOJE EM DIA Tão jovens e já inadimplentes: 25% da população com nome sujo tem de 18 a 30 anos Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/t-o-jovens-e-ja-inadimplentes-25da-populac-o-com-nome-sujo-tem-de-18-a-30-anos-1.731060 Acesso em: 15 out 2024

IDIS Brasil cai para a 89ª posição no World Giving Index, com queda em todos os indicadores Disponível em: https://www.idis.org.br/brasil-cai-para-a-89a-posicao-noworld-giving-index-com-queda-em-todos-os-indicadores/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO RODRIGO MENDES Disponível em: https://institutorodrigomendes.org.br/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO RODRIGO MENDES B3 Social - Parceria Endowment Disponível em: https:// institutorodrigomendes.org.br/b3social-parceria-endowment/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO RODRIGO MENDES Painel de Indicadores Disponível em: https:// institutorodrigomendes.org.br/painel-de-indicadores/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO TEKO PORÃ Disponível em: https://institutotekopora.org.br/ Acesso em: 15 out 2024

INSTITUTO TEKO PORÃ Juntos pelo Rio Grande do Sul: Instituto Teko Porã se une a outras OSCs para apoiar vítimas Disponível em: https://institutotekopora.org.br/juntos-pelo-riogrande-do-sul-instituto-teko-pora-se-une-a-outras-oscs-para-apoiar-vitimas/ Acesso em: 15 out 2024

NEGÓCIOS DE IMPACTO: OFERTA DE CAPITAL | SEBRAE Disponível em: https://idis.org. br/wp-content/uploads/2016/05/publi-UBS-Philanthropy-Compass.pdf Acesso em: 15 out 2024

PACTO GLOBAL Disponível em: https://www.pactoglobal.org.br/ Acesso em: 15 out 2024

PESQUISA DE AÇÃO BRASIL Disponível em: https://pesquisadoacaobrasil.org.br/ Acesso em: 15 out 2024

PORTAL DO IMPACTO Filantropia baseada em confiança: para devolver o poder às comunidades Disponível em: https://www.portaldoimpacto.com/filantropia-baseada-emconfianca-para-devolver-o-poder-as-comunidades Acesso em: 15 out 2024

PROA Disponível em: https://www.proa.org.br/quem-somos/#resultados Acesso em: 15 out 2024

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO SROI 2016 Mensurando o valor criado pelo Projeto CASA

MAGGICA Disponível em: https://idis.org.br/wp-content/uploads/2017/08/SROI_ CasaMaggica.pdf Acesso em: 15 out 2024

SEBRAE Empreendedorismo na geração de empregos Disponível em: https://sebrae.com. br/sites/PortalSebrae/artigos/empreendedorismo-na-geracao-de-empregos,438da233e0 2f4810VgnVCM100000d701210aRCRD Acesso em: 15 out 2024

SIMBI Panorama dos Incentivos Fiscais 2024 Disponível em: https://conteudo.simbi. social/panorama-dos-incentivos-fiscais-2024 Acesso em: 3 fev 2025

SSIR The Rise of the Corporate Social Investor Disponível em: https://ssir.org/articles/ entry/the_rise_of_the_corporate_social_investor Acesso em: 15 out 2024

WORLD ECONOMIC FORUM Manifesto de Davos 2020 Disponível em: https://www. weforum.org/agenda/2019/12/davos-manifesto-2020-the-universal-purpose-of-acompany-in-the-fourth-industrial-revolution/ Acesso em: 15 out 2024

WORLD BANK Guia Rápido Destaques do Manual de Boas Práticas da IFC Disponível em: https://documents1.worldbank.org/curated/zh/265591491469328493/pdf/57787-v2PORTUGESE-GUIA-RAPIDO-IFC-PT-FINAL-PUBLIC.pdf Acesso em: 15 out 2024

EXPEDIENTE

Guia

de

INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO

Fevereiro de 2026

Realização

Presidente

Carlos André

Diretores

Adriano Koelle, Andrés Kikuchi, Aquiles Mosca, Carlos Takahashi, César Mindof, Eduardo Azevedo, Eric Altafim, Fernanda Camargo, Fernando Rabello, Flavia Palacios, Giuliano De Marchi, Gustavo Pacheco, Julya Wellisch, Luiz Sorge, Pedro Rudge, Roberto Paolino, Roberto Paris, Rodrigo Azevedo, Rubens Henriques, Sergio Bini, Sergio Cutolo, Teodoro Lima e Zeca Doherty

Comitê Executivo

Amanda Brum, Eliana Marino, Francisco Vidinha, Guilherme Benaderet, Lina Yajima, Marcelo Billi, Soraya Alves, Tatiana Itikawa, Thiago Baptista e Zeca Doherty

Superintendência de Sustentabilidade, Inovação e Educação

Marcelo Billi

Gerência de Sustentabilidade

Luiz Pires

Apoio técnico de Sustentabilidade

Amanda Burlamaqui

Elaboração técnica do Guia

Idis – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Produção de conteúdo e editoração

Larissa Gaspar

Diagramação

Proxima Centauri

Imagens

Adobe Stock

São Paulo

Av Doutora Ruth Cardoso, 8501 21º andar, Pinheiros

São Paulo - SP

CEP: 05425-070

Tel : (11) 3471 4200

Rio de Janeiro

Praia de Botafogo, 501 - 704, Bloco II, Botafogo

Rio de Janeiro - RJ

CEP: 22250-042

Tel :  (21) 2104 9300

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook